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COMO REVIVER UMA MARCA LENDÁRIA | PEDRO CHIAVERINI DO JORNAL DOS SPORTS NO BUSINESS BY CÁSSIO #111

01 de maio de 20261h13min
0:00 / 1:13:20

De estágiario a dono de uma marca histórica, que exige coragem, visão e obsessão por legado.

Neste episódio, Cássio Pacheco recebe Pedro Chiaverini, CEO do Jornal dos Esportes. Um papo sobre mídia esportiva, empreendedorismo, Copa do Mundo, impresso, digital, legado e o futuro da comunicação no esporte.

Convidado

Pedro Chiaverini: @pedrochiaverini

Empresa

Jornal dos Sports: @jornal.dos.sports

Host

Cássio Pacheco: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@casssio⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

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Dettaglio: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@dettaglioarte⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

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Apoio

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Equipe técnica

Thiago Oliveira | Cássio Pacheco

Carolina Boschini | Rafael Karkow | Pedro Silva

Felipe Gabriel

Vitória Fernandes | Rafael Cupello | Matheus de Morais

Luiz Fernando Ioti | Jhonatan Fontoura

Participantes neste episódio1
P

Pedro Chiaverini

Participante
Assuntos6
  • Mentalidade EmpreendedoraA jornada do empreendedor · A importância do legado e da memória afetiva · Lidar com o ego e a humildade · Erros e aprendizados na carreira
  • Jornalismo EsportivoO papel do digital e das redes sociais · A sobrevivência do impresso · Inteligência artificial no jornalismo · A importância da credibilidade e filtragem de informação · Novos formatos de conteúdo e JSTV
  • Copa do MundoPresença in loco e ativações · Resgate de capas históricas e memória afetiva · Conteúdo digital e em torno dos estádios · Parcerias comerciais para o projeto
  • Política de alavancagem financeira no futebolFutebol como negócio puro · Investimento em estrutura e jogadores · O papel das casas de apostas (Bets) · Receitas dos clubes: camisas, patrocínios, direitos de transmissão · Desafios de gestão e sócio-torcedor
  • Cultura do FutebolA influência dos empresários · Conflitos de informação e a busca pela verdade · A relação entre mídia tradicional e digital · A importância da credibilidade da informação
  • Desigualdade no Acesso ao DesportoCobertura de outros esportes além do futebol · NFL e o crescimento no Brasil · Rio Open e outras modalidades · Futebol feminino e categorias de base · Projeto de resgate de torneios de pelada
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Fala pessoal, sejam bem-vindos a mais um Multistúdio Especial. Estamos aqui hoje recebendo uma fera e com isso eu vou começar com uma chamadinha. Você já imaginou começar como estagiário e anos depois você comprar a empresa? Hoje o papo é sobre legado, obsessão, risco, visão de longo prazo.

Ele não criou, mas reviveu a marca. Estamos com Pedro Tiaverini, CEO e proprietário do histórico Jornal dos Esportes. Seja bem-vindo. Bom dia, boa tarde, boa noite para todo mundo. Fala, Cássio, obrigado pelo convite. É um prazerzaço estar aqui com você. Vamos falar um pouquinho sobre o eterno Cor de Rosa, no auge dos seus 94 anos, e patrimônio e material cultural do Rio de Janeiro. Com certeza. Hoje a gente vai contar um pouquinho para o pessoal esse momento, esse...

vamos dizer assim, patrimônio geral do Brasil. Vamos falar um pouquinho do mercado, vamos contar um pouquinho da tua história e da evolução, como está hoje o mercado fora também, nos outros braços que o Jornal do Esporte tem. Eu queria pegar nesse gancho e que você contasse um pouquinho do início, como é que começou a tua história aí, que é uma trajetória diferente.

e inspiradora para outras pessoas que querem prosperar em negócios e às vezes tem um sonho ou alguma coisa assim. E aqui a gente acaba mostrando que tudo é possível e contando um pouquinho do segredo, né?

É, minha história é bem curiosa. Eu sou formado em jornalismo, antes de virar empresário, eu fui jornalista esportivo. Inclusive, minha primeira experiência na área foi no Jornal dos Esportes, de 2007 a 2009, como estagiário. Acho que todo jornalista esportivo é um atleta frustrado, né? Não que eu tenha tentado, mas tem aquele gostinho de infância, aquele sonho de infância. E aí eu fui viver o esporte através dessa profissão.

Depois de um tempo, eu trabalhei no site do Cisne Resende, no UOL, rodei bastante o mercado, depois eu migrei para a área corporativa, e aí passam-se anos, vem a pandemia. E é uma história curiosa que eu tenho o meu acervo pessoal em casa, das matérias que a gente escrevia e assinava.

E aí, belo dia de pandemia, naquele ócio total, eu olhei o meu acervo. Cara, como é que está o Jornal dos Esportes? O que aconteceu com o JTS? Em plena era KZTV, que revolucionou o nosso mercado, a gente vai falar isso mais para frente. Abandonaram o veículo super tradicional. E aí eu corri atrás para adquirir essa marca histórica. E aí a gente voltou oficialmente, dia 20.

9 de maio de 2022, numa ativação... Então ficou mais ou menos dois anos meio... É, eu... In off, mais ou menos. É isso, ficou mais ou menos um ano. Foi ali, já estava iniciada a pandemia. O Brinco Jornal do Esporte ficou fora do mercado dez anos, né? De 2012 a 22. E justamente nessa década que o mercado da comunicação esportiva revolucionou. Aí a gente vai contar mais detalhes.

Com relação ao jornal, como é que foi esse approach? E assim, como é que se deu esse momento de você...

Você ter começado lá e você achava que era possível, por exemplo, você um dia ser o proprietário ou pegar a marca? Isso era um sonho? Tinha alguma coisa nesse... Uma relação, alguma... Eu sei que é um canal tradicional, que nem a gente está falando aqui para quem não é do Rio.

É uma marca muito tradicional. Em outros estados, eu não sei, mas aqui é uma marca bem consolidada, tipo o Jornal do Brasil, o Globo, alguma coisa dessa, mas nichado no esporte. Então, ainda mais na era pré-digital, onde vivia do papel. Então, era uma coisa tradicional. Então, por isso que eu estou fazendo essa pergunta...

Porque às vezes é uma coisa tão grande que a pessoa nem cogita ter isso. E aí ela aparece em certas situações. Ou às vezes ela sonha, vamos dizer, bota isso como track record. E em algum momento você vê assim, pô, hoje em dia, pô, acho que dá, hein? Tô chegando ali naquela situação, acho que tem como eu fazer algum movimento de ir pra cima. Então...

É, o sonho de empreender, acho que todo mundo tem um pouco, né? Acho que isso foi... Isso tem sido intensificado nos últimos anos e acho que em todas as vertentes. Eu brinco que aulas básicas de empreendedorismo e educação financeira a gente tinha que ter já na escola. Mas assim que eu virei estagiário de Arnaldo Esporte, não. Eu não tinha esse sonho de...

Esse sonho talvez estivesse escondido, mas era muito jovem, estava curtindo ali, caraca, eu estou perto dos jogadores e tal. Uma coisa meio lúdica que na prática não é isso tudo. É um mundo muito complicado para a galera que quer começar no jornalismo esportivo. Por isso que eu sempre aconselho, empreenda, faça, busque lacunas na sociedade e ofereça um serviço para preenchê-los. Mas veio um...

Esse sonho mesmo, esse despertar veio mesmo ali na pré-pandemia. Eu sempre tive um carinho muito grande pelo Jornal do Esporte, né? Muito grande por ter sido minha primeira oportunidade profissional, por ali ter me aberto inúmeras portas. E, cara, o Cor de Rosa, eu tenho 40 anos, então eu sou meio pré-histórico. Eu era jornalista de escrever, adorava escrever, entendeu?

Então, não à toa que eu voltei também com o impresso para manter as tradições, no outro formato, obviamente, mas foi assim que surgiu esse desejo. E o que você acha que você aprendeu nos batidores de redação que a faculdade não ensina?

É que o futebol é uma mentira, e a verdade de hoje é a mentira de amanhã e vice-versa. Quem domina a narrativa domina os fatos. A gente não sabe 10% do que acontece no esporte, principalmente no futebol, dentro dos clubes. É um mercado de muitos interesses. Tem que ser o famoso vaselina, tem que levar aqui, levar ali. Mas a gente está mexendo com paixão, né?

da torcida, a gente está mexendo com muito poder, tem muito ego dentro do esporte, muita gente buscando mais poder que o outro, mas, cara, é encantador, a gente nasce apaixonado por futebol, entendeu? Óbvio que tem um pouco da frustração ali inicial, pô, mas é assim que funciona, mas é incrível, assim, o futebol, o esporte como um todo, a gente vê...

Estive recentemente no Rio Open, cara, aquela vibe que o Guilherme Benchimol conseguiu criar com o Furla, foi incrível aquilo. Rio Open foi um mega evento, a torcida brasileira, então, por mexer com a paixão, a gente acaba deixando os empecilhos para trás e mantém-se o sonho vivo. Teve algum momento, qual foi o momento mais complexo que você acha que você teve?

nesse momento inicial da tua carreira no esporte, o que te magoou, o que te estressou, o que você olhou e falou assim, ter vontade de não ir ou ir e tal? Numa redação, na minha época, eu estou falando de quase 20 anos atrás, 2007 que eu comecei,

o estagiário quer brilhar, né? Começa a apurar umas coisas que mexem nas feridas de pessoas grandes, às vezes. E aí vem a direção e veta sua matéria. Então isso aconteceu algumas vezes. Mas hoje, mais velho, a gente entende, faz parte do jogo.

Mas isso te deu vontade, assim, eu sei que é complexo você estar naquela energia de querer soltar uma nota ou dar uma notícia e coisas assim, mas isso te deu aquela vontade de repente, pô, não vai ser o que eu quero, ou de não querer mais, isso você acha que no início começou a dar um? Não, mas eu, vamos dizer, enjoei rápido, assim, sabe, de ser jornalista esportivo.

Porque é um ambiente muito de... Era, hoje em dia, eu não sei, não tem mais setorista, não sei como é, por exemplo, cobrir um treino era um ambiente de muita babação de ovo. Então, o cara... Ah, eu acho que, assim, querendo ou não, a parte digital, ela continua. Para você estar... Isso aí, assim, para a galera que não está, todo lugar que tem gente importante tem essas coisas, você tem esse mix. Não tem... Hoje em dia, para você fazer perguntas, tem o setorista, só que o setorista hoje é digital.

E continua a mesma coisa. Tem uns que são mais próximos do clube e de algumas pessoas que têm facilidade, e tem uns que não são, que metem o pau e o pessoal deixa fora. Isso aí não vai mudar, eu acho que não vai mudar nunca. É assim, por isso que é o que você falou, é você saber lidar com isso e aperfeiciona. O que você falou é a vida do empreendedor, ela ensina para todas as áreas da vida, porque você todo dia toma uma porrada, né?

Exatamente, acho que toda a experiência que eu tive lá atrás, antes de empreender, são incríveis. A gente via momentos dentro do clube que você via o jornalista conversando com o dirigente em off, depois no dia seguinte ele tinha um furaço. Ou então o jornalista conversando com o assessor de imprensa, depois no dia seguinte ele tinha um furaço. Como é que ele conseguiu isso? E a gente ali lutando, porque eu olhava assim, cara, eu tenho que fazer isso para ter a fonte, né?

para ter o furo, tem que babar ovo dessa cara, então eu não vou conseguir, então eu não vou conseguir. Isso começou a desanimar lá atrás. Mas hoje em dia acho que é um outro mercado também, acho que o esporte virou muito entretenimento, né? Sim. O famoso esportainment. Então, acho que tem muitas frentes, muitas possibilidades. Antigamente a gente era muito treino-jogo, treino-jogo. E tentar uma contratação exclusiva, uma entrevista exclusiva, hoje...

Tem zilhões de possibilidades dentro da comunicação esportiva. Não, abriu muito. Aproveitando isso, eu queria falar um pouquinho, vamos falar um pouquinho da parte legado. O Jornal dos Esportes foi fundado por Mário Filho. É o mesmo nome, para quem não sabe, do Maracanã e tal. Então, assim, o que para você significa carregar o nome de uma marca que mudou a imprensa esportiva brasileira?

Cara, o jornal de Esporte teve muitos donos, né? Argélio Cubucão, que dizem que foi um dos fundadores, Mário Filho, Roberto Marinho foi um dos donos uma época. Então, imagina o tamanho dessa responsabilidade. É um orgulho imenso, uma grande responsabilidade. Eu peguei nesse momento de transição. Não existe mais mídia.

tradicional, né? Os próprios grupos grandes, o Globo, por exemplo, está migrando para a GTV, fazendo uma coisa diferente. É muito incrível o carinho que a gente tem. Eu sinto isso pelo feedback da rua, né? Que para mim é o mais importante, até às vezes mais do que a rede social. A gente faz essa edição impressa, nosso match day, a gente distribui.

gratuitamente na porta do estádio em dia de jogo. E aí, o nosso foco é sempre pegar as famílias, porque ali a gente pega gerações diferentes. Então, é o pai falando para o filho, pô, isso aqui é o Casimiro da minha época, isso aqui é a internet da minha época. Então, isso não tem preço, é um valor que a marca tem.

E vai continuar quando fizer 100, 200, 300 anos. Porque só existia o Jornal do Esporte como especialista de comunicação esportiva. Hoje em dia, todo mundo é especialista. Então, é um orgulho incrível. E a meta é ir cada vez mais longe com o JS.

E como é que funciona esse Match Day? Ele é feito para quais jogos? Como é que ele funciona em todos os estádios do Rio? Como é que você criou isso? De onde vem essa ideia? Vamos falar um pouquinho desse Match Day para o pessoal entender um pouquinho mais da estratégia e tal e do objetivo disso.

Assim que eu adquiri o JS, a marca Jornal do Esporte, eu pensei, cara, preciso fazer um barulho diferente. E ali foi em 2022. O que eu fiz? Pessoal, aqui, para quem não... Esse foi de dezembro, antes das saídas de Diniz e Coutinho do Vasco. Eu vou fazer um barulho diferente. Não fiz campanha, on e off, nada.

eu fiz uma edição especial para um Fla-Flu, 5 mil exemplares para distribuir na porta do Maracanã. E ali, com depoimento do Zico, Tino Marcos, Parreira, gente gigante do futebol, Marlúcio Martins. Então, a minha ativação foi essa. E a gente contratou uma equipe vestida de rosa, camisa rosa, boné rosa, jornal do esporte, com o logo do jornal do esporte. E a gente fez essa distribuição, esse sampling do Match Day.

A partir dali foi um barulho absurdo. Eu distribui para o mailing que eu tenho, de contatos, e aí foi um... O que é isso? O Jornal de Esporte voltou? Como assim? Como assim? A gente já estava com o Instagram ativo. Ali eu senti também muito carinho, principalmente dos personagens de décadas antigas do futebol, os ídolos do passado.

E aí veio o chamado do Marcelo Barreto para ir ao Redação Esporte TV contar essa história. Quem é o maluco que trouxe o Jornal de Esporte de volta? E aí foi outro barulho. Aí eu pensei, legal, bacana, o público 40 a mais a gente tem, mas a gente precisa rejuvenescer. A gente está com um alcance incrível no Instagram, 112 mil seguidores, 20 milhões de visualizações por mês.

E a gente está cada vez fortalecendo mais o digital, mas sem abandonar essa tradição do Match Day impresso. Você perguntou sobre os jogos. A gente normalmente faz um por semana ou um quinzenal. Mas a ideia está sempre distribuindo o nosso Match Day gratuito. Nada de vender em banca. Hoje não faz muito sentido. A gente pegaria um público de uma faixa etária muito diferente. E a nossa ideia é distribuir gratuitamente para o torcedor e fã do esporte. E...

O que vocês acham que é mais difícil? Criar algo novo ou ressuscitar algo lendário? Essa pergunta é maravilhosa, porque eu estou vivendo as duas coisas hoje. Eu estou ressuscitando algo lendário e tento criar algo novo para esse lendário buscar os novos públicos. Acho que...

Eu já consegui ressuscitar o Jornal do Esporte. Então eu respondo que criaram algo novo. Porque hoje em dia nada é novo, né? Acho que todo mundo se copia. Eu citei o exemplo da GTV, quase uma cópia da KZTV. Então todo mundo se copia hoje.

Então, a questão é... Mas o jornal de esporte tem uma coisa que ninguém tem, ou poucos têm. A marca, o valor da marca, o carinho do público, a memória efetiva. Muita gente procura a gente... Pô, eu passei na engenharia da UFRJ e meu resultado saiu lá no vestibular, porque o jornal de esporte tinha caderno de...

de educação, tinha caderno de religião, cadernos espíritas. Então, isso aí ninguém tem ou poucos têm. Fica na história. Você acha que existe uma romantização do jornalismo antigo? Acho. Talvez eu seja um saudosista também.

Não posso ser, obviamente, hoje, mas acaba sendo. Acho que tem, sim. Acho que o jornalista antigo acha que a nova geração não presta e a nova geração, acho que o jornalista antigo é ultrapassado. Mais ou menos como a gente vive com os técnicos de futebol, né? Mas eu acho que fazer a famosa mescla entre experiência e juventude é o melhor dos caminhos. É a saída. É a saída.

Vamos falar um pouquinho da parte impressa. Você acha que o impresso morreu ou as pessoas só mudaram a forma de consumir?

Mudaram a forma de consumir, com certeza, porque eu entrei na faculdade em 2005 ouvindo que a rádio ia acabar. Hoje não acaba. Em 2026 não vai acabar. A gente vê rádios gigantes aí brilhando. A comunicação, como a gente falou ali atrás, tem muitas vertentes. O jornal impresso, talvez nesse formato tradicional, seja difícil de manter por muito tempo.

Mas a gente tem o caso do meia hora, por exemplo, que é um fenômeno de vendas. É um preço baixo, um público D&E, mas como... O caso do JS, por exemplo, como a gente ficou 10 anos fora do mercado, esse mercado que praticamente destruiu o impresso, a mídia tradicional e foi para a mídia atual.

foi essa transformação, não faria sentido eu botar na banca ou ressuscitar um procedimento para botar na banca e vender. Então, nesse formato Match Day, é um formato que funciona muito lá fora. Na Premier League eles têm o Match Day Program, que é uma revista mais encorpada.

No campeonato argentino teve por muito tempo. Então essa proposta é um produto com entrevistas diferentes. Eu não vou dar a notícia de ontem. Então, isso que eu ia perguntar. Você não acha que o problema um pouquinho hoje é algo do impresso? É porque a gente está acostumado com notícia o tempo todo. E aí o impresso mata um pouco porque ele só tem notícia naquele momento. Por exemplo, você deu a notícia de 7 horas da manhã.

Vamos dizer, antigamente, o que acontecia? Se matavam, para cinco horas da manhã, está indo tudo certo, impressão, bota na cabeça, todo mundo, seis horas da manhã, você bota o jornal. Aí você botava o jornal, ok, todo mundo ficava lá, o jornal era o dia, e você esperava o outro dia. Tinha umas coisas na televisão, que era mais rápido e tal.

Só que hoje tem internet. O cara bota o jornal sete horas, sete e meia tem o digital. Eu acredito que ele não morreu. Acho que ele vai ficar nichado. Vai. Só que ele pode ter coisas que são atemporais. Ou, como você falou, notícia que seja atemporal.

entrevista, coisas que, que nem você falou, fazendo no Match Day e outras coisas, ele vai sobreviver, ele não vai sobreviver como ele era tradicionalmente. Que aí eu acredito que sim, a gente evoluiu e teria essa dificuldade de, só se fosse uma folha que atualizasse, né? Não, a ideia é essa, são sempre entrevistas especiais, serviço do jogo, promoções pós-jogo, por exemplo, a gente faz muito...

Leva lá o seu exemplar no bar e ganha um chopp. Tem muita ativação nesse sentido. Tem essas ativações? É, porque a galera pega o jornal e vai para dentro dos estádios. A gente fez uma ativação, uma homenagem ao Vini Júnior em 2023, logo após aquele caso de racismo contra o Valência. A gente fez uma tiragem de 10 mil exemplares com quatro páginas. E a gente distribuiu na porta do Maracanã.

E a galera levou para dentro para homenagear o Vini, porque tinha frases de tatuagens do Vini, frases do Mandela. E essa homenagem chegou ao Marca da Espanha. Então, você vê as pessoas segurando o jornal dentro do Maracanã. Isso aí já gera uma mídia espontânea também. Então...

E a gente vê de tudo, até os coroinhas tampando o sol com o jornal de esporte da cabeça, protegendo a chuva, então tem mil e uma utilidades. E hoje, uma outra dúvida minha, na parte comercial, como é que funciona hoje para você manter?

Um jornal como esse e essa parte é o quê? É marca? É venda? Você falou que venda não. Mas quais são os artifícios que você acaba tendo para poder girar o jornal? E como você vê a evolução dessa parte de publicidade, de anúncios, de tudo isso, já que o mercado está em uma transição constante? É, a questão da publicidade, apesar desse carinho enorme...

da empresa e da marca pelo impresso, não é o nosso carro-chefe. Obviamente, o nosso carro-chefe são as redes sociais, principalmente o Instagram, onde a gente tem um alcance incrível. Então, nos pacotes comerciais que a gente oferece, tem zilhões de possibilidades. Se a empresa quiser anunciar só no jornal impresso, na final do Carioca agora, por exemplo, a gente vai fazer uma mega ativação para a empresa.

com QR Code, com conteúdo exclusivo, branded content. E vou ter o meu repórter ali na porta do estádio fazendo essa entrega para o online também. Então, a gente oferece um cross-media, do offline para o online. E no online, foi o que eu falei, o nosso Instagram, a gente está com 12 mil seguidores e 20 milhões de visualizações por mês. Então,

A ideia é sempre oferecer o Cross. O Match Day é um produto, mas tem o Instagram, tem o YouTube. Mas tem muita ativação no Match Day? Porque assim, aqui eu estou olhando aqui, por exemplo, o que eu estou olhando é do Vasco. Como é que, junto com isso, como é que define a pauta? É, a pauta acaba sendo algo mais frio, né? O conteúdo é sempre frio, né? Você vê esse do Vasco, tem uma opinião sobre o Fernando Diniz na época.

mas tem muita ativação, a gente fez uma recentemente com o Ducadu Hamburgueria, que inclusive o Ducadu é incrível, e a gente fez uma coisa bem legal, Vasco e Botafogo e de volta, acho que foi semifinal, quartos de final da Copa do Brasil, não lembro, São Januário e Nilton Santos. A gente preparou um quiz com eles, quem acertasse mais perguntas ganhava o hambúrguer na hora.

Então, o Ducador botou um anúncio no impresso, ganhou essa ativação no Instagram, em collab, entregou o produto dele e entregou a experiência, que o que o usuário quer hoje é experiência, o que as marcas sempre buscam é experiência. Então, a gente conseguiu ali fazer uma entrega 360. Funciona muito nesse formato as nossas entregas.

Tendo tudo em conjunto. É difícil você fazer só uma ativação pura. Na verdade, você tenta ter essa visão de entrega total da marca. Exatamente. O famoso 360, que as marcas tanto procuram. O que você cortou sem dó quando você assumiu o Jornal dos Esportes? Saiu cortando assim e falou, pô, isso aqui tem que cortar isso, isso, isso.

que eu cortei sem dor? Na estrutura, porque eu digo assim, você recomprou, vamos lá, e aí você começa a olhar, isso aqui não dá para ficar, isso aqui eu tenho que mudar, no sentido de reformular, porque, querendo ou não, você falou, ficou 10 anos parado, o mundo digital avançou em uma velocidade...

surreal. Então, assim, por exemplo, já tinha rede social, você teve que botar ah, tinha muita gente sendo escritura e não ia ter que dar? Coisas desse tipo. O que que foi andando e ajustando? É, eu fui entendendo muito o mercado, né? E a aceitação da marca nas redes sociais, por exemplo. Então, eu já comecei com o Instagram e aí, dali eu fui criando o Twitter.

Aí hoje eu brinco que a gente é moderno, a gente tem até TikTok, tá bombando nosso TikTok lá, do Kuai também. Então, a nossa equipe de conteúdo tem essa missão de atualizar todas as redes sociais. A gente tem um site também, que é algo que eu acredito que seja cortável, como você falou, porque dificilmente a galera hoje acessa site, né? Mas, ao mesmo tempo, o nosso site tá tendo uma entrega muito bacana.

A gente fez uma newsletter também, que é um produto bem bacana, semanal. Todos os sábados as pessoas que estão inscritas recebem só conteúdo exclusivo do Jornal do Esporte na newsletter, no e-mail. Então é muita coisa, assim, é muita coisa. Eu brinco que foram 50 anos em 5 anos de retorno do Jornal do Esporte. Uma outra pergunta, qual foi a decisão mais impopular que você tomou e a galera caiu em cima em relação ao Jornal do Esporte?

Cara, inicialmente, acho que passa muito por conteúdos, né? Isso aí não tem jeito. Torcedor, a gente, como eu falei, a gente trabalha com paixão, né, cara? A gente tem que saber entender o torcedor.

Mas a galera perde a linha muitas vezes, cara. Então, às vezes, um post pouco mais polêmico pode ser uma decisão que não seja muito acertada, mas que é importante a gente dar, né? Ah, você está perseguindo o meu time. Não, a notícia é essa, entendeu? Mas o pessoal tem muito isso? A gente já virou dinizista na época do Fernando Diniz, no Fluminense, a gente já virou...

Flapress, Flapress todo veículo é, né? A gente já virou cadela do John Texto, a gente é tudo, né? Porque faz parte do jogo também, é não levar para o que eu falo com a equipe, cara, não leva para o pessoal, faz parte do jogo, a gente tem que noticiar. Isso é igual o árbitro no estádio, né? Sempre tem a mãe para alguém xingar. Sempre, sempre tem, não adianta. Acho que todo mundo que...

Por mais que a gente queira fugir um pouco desse rótulo de veículo tradicional de imprensa, a gente quer muito abraçar essa parte do entretenimento, mas tem muito isso. A gente lida com paixão, não tem como fugir disso. Outra coisa, a nova geração, você acha que ainda respeita essa marca histórica ou ela só pensa no hype? Cara, é muito hype, sem dúvida, mas eu vejo também... Música

Muita gente da nova geração com respeito ao legado, como você puxou no início. Muita gente que fala, pô, meu pai li o Jornal do Esporte, eu cresci vendo o Cor de Rosa lá em casa. Então, tem um carinho enorme, não sei o quê. Tanto que a minha equipe é jovem hoje, é a geração Z. E todos eles têm um carinho enorme pela marca, porque vi a família consumindo o produto. Então, a gente sente que a galera veste a camisa, literalmente.

Vamos falar um pouquinho do projeto Copa do Mundo. Esse aí é o nosso grande foco esse ano, como não poderia ser diferente. A gente não vai ser igual a Globo, que vai enviar 110 pessoas, mas a gente vai estar na Copa do Mundo, em loco. Eu estou brincando que a gente vai pintar a Copa do Mundo de rosa. A gente vai estar lá, nos três países, fazendo muita ativação, principalmente no entorno do estádio.

E dentro do estádio também. A gente vai credenciar uma equipe para cobrir a Copa do Mundo. E, cara, contar essa história, porque só de quatro em quatro anos, praticamente a gente voltou no ano de Copa do Mundo, em 2022. E agora, com o mais encorpado, melhor estruturado, a gente vai contar essa história dessa nova Copa do Mundo, com mais seleções e mais longa.

Mas o que vocês estão pensando? Vocês vão para lá em loco? A ideia é, você já tem parceiros? Você está buscando parceiros? A gente pode falar aqui disso?

o pessoal, como é que faz quem quer ser uma marca que está com o Jornal dos Esportes, como é que funciona isso? E também esse projeto, falar um pouquinho mais do projeto da Copa do Mundo, para ver se alguém que está assistindo a gente, de repente, aparece alguém, alguma marca. Imagina você, uma marca, estar vinculada a outra de 94 anos, que contou todas as histórias de todas as Copas do Mundo.

A gente vai contar mais uma esse ano. A gente tem capas desde 1931 do Jornal do Esporte. Então a gente tem capa de 1950, do título de 70, de 82, de todos os títulos da Seleção Brasileira. 62, 94, 2002. Então a gente vai ressuscitar essas edições, vai relembrar os cinco títulos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Isso é coisa que só o Jornal do Esporte tem. E associando isso à nossa entrega no digital, que está cada vez mais forte. Então, e fazendo o conteúdo que a molecada gosta ali no entorno do estádio, né? Eu brinco que é um conteúdo muito perecível, mas a galera gosta. A gente vai brincar muito com comida de estádio, comidas locais, que a gente gosta bastante. A gente fez essa série aqui para o Campeonato Carioca.

Então, quem quiser estar com a gente nessa, vai ser um prazer. Nós temos diversos tipos de planos e pacotes comerciais, com entregas diferentes, mas eu acho que todo mundo vai querer estar com o Jornal do Esporte, com cor-de-rosa nessa Copa do Mundo. É só mandar um e-mail para a gente, comercial.jornaldosportes.com.br. Aproveitando aqui um... Como é que chama? Um pessoal que acompanha aqui fez uma pergunta mais cedo e mandou.

Essa não seria legal vocês... Claro que é de outro país e tal, né? Mas não seria legal vocês tentarem fazer um match daí com o Inter Miami? Porque é rosa e não sei o quê, não tem um fit, não tem toda uma história que de repente pode... Ainda tem o Messi, tudo isso, a Copa sendo nos Estados Unidos.

É, com certeza, uma grande ideia. A gente tem uma ideia ousada de fazer um match day lá nos Estados Unidos, né? Obviamente que a gente tem que entender a legislação, a gente já está estudando isso, mas é uma ideia bem bacana. Nos polos onde tem muitos brasileiros, a gente distribui edições especiais pré e pós-jogo, jogos do Brasil. E se o Inter Miami abraçar essa ideia, vai ser incrível.

Hoje vocês já fizeram algum tipo dessa de ativação com a comunidade brasileira lá? Ou é só digital? É só digital, mas física a gente não fez essa ativação ainda, mas o nosso público nos Estados Unidos é muito grande. As métricas do Instagram, apesar de ser uma marca...

a gente se baseia mais pelo Instagram, porque é onde o nosso público maior está. Então, a gente terminou o ano passado com um público maior em São Paulo do que no Rio, por exemplo. Caraca. Inacreditável, né? Hoje, já com o Campeonato Carioca, já o público carioca voltou a ser maior. Mas o São Paulo é muito forte, por exemplo. E logo depois vem Portugal e Estados Unidos, brigando. Portugal, por muito tempo, foi o público de Portugal.

por muito tempo foi onde tem muito brasileiro também, foi o líder no consumo do JS exterior, e agora os americanos estão batendo, os americanos entre aspas, os brasileiros dos Estados Unidos estão ali. Então, a gente tem um público bem bacana também nesses dois países.

Continuando essa parte da Copa, existe algum outro esporte? Por exemplo, os Estados Unidos tem muito futebol americano e tal. Vocês são o jornal do esporte. Vocês ficam muito presos ao futebol ou têm essa possibilidade? Ainda mais agora que a gente está trazendo...

O NFL, tanto para o Rio quanto para o São Paulo, e é um esporte que está crescendo, existe uma vontade de talvez entrar num lado desse aí? Ou a ideia ainda é ficar em cima do futebol? Ótima pergunta, Cássio. De forma alguma, exclusividade do futebol. Como você bem falou, o Jornal 2 Esportes. Então está no DNA da marca, participar de todas as modalidades esportivas, inclusive das categorias de base.

A gente tem o sonho de resgatar aquele torneio de peladas do Aterro do Flamengo, por exemplo. Você falou especificamente da NFL. Eu lembrei agora que a Copa... Galera, só para ficar aqui anotado. Esse ano é nos Estados Unidos. O que ele falou, o Jornal dos Esportes está no top 3 ou 2 de consumo. Tem a NFL, que é o esporte mais consumido nos Estados Unidos. Ele está no top...

quatro ou cinco do Brasil hoje já, eu acho que com 12 ou 13 milhões de brasileiros acompanhando. Então, por isso que eu acabei puxando esse assunto, porque eu acho que tem um cross, tanto do Jornal dos Esportes, com a Copa do Mundo e com o futebol americano. Não, com certeza. O futebol americano é uma modalidade, a gente por décadas cobriu os treinos nas praias, os clubes cariocas sempre faziam algumas parcerias para ter as equipes próprias.

e treinavam sempre na praia. É uma peculiaridade nossa do Rio de Janeiro, né? Verdade. Então, a gente está no nosso DNA para até explicar esse nosso leque ampliado. Como eu falei, a gente estava no Rio Open, a gente fez uma cobertura muito bacana no Rio Open, inclusive da final. Inclusive, a gente entrevistou o Guilherme Bechamol, dono e fundador da XP, que é responsável pelo evento. Um abraço para ele.

que deixou uma mensagem muito carinhosa sobre o Jornal do Esporte. E a gente, o nosso match day, por exemplo, falando sobre esse cross, essa ativação on e off, a gente fez um match day para o último jogo do Olivinha pelo Flamengo, por exemplo. A gente fez um pôster para ele, a gente entregou para ele em quadro, ele ficou super emocionado.

A gente fez também um match day da seleção feminina de vôlei, acho que foi o Grand Prix. Também a gente entregou para a Fabi, entregou para a Sheila, para as jogadoras. Então, a gente está em todas as modalidades. Obviamente que o futebol vai ser sempre carro-chefe de qualquer veículo de comunicação, mas de forma alguma a gente tem projetos para todas as modalidades, inclusive para as modalidades amadoras, como as peladas.

Ah, vocês têm esse lado das peladas? A gente conversa muito com o Sérgio Impugliese, do Museu da Pelada, nosso parceiro. Eu estive aqui também. Irmãozaço, ele tem o Museu da Pelada, inclusive, sigam, que é incrível. A gente já levantou algumas possibilidades de trazer de volta esses campeonatos de pelada.

ser o veículo oficial das peladas. Então, é um mercado bastante interessante. Não posso dar muitos detalhes agora, mas é uma possibilidade bem bacana. Estamos tentando tirar um furo de reportagem aí. Vamos ver, vamos ver. Aproveitando agora, a gente vai falar um pouquinho da área financeira.

Eu queria saber, assim, quando você pegou, como é que foi essa parte financeira de assumir esse negócio, de botar o dinheiro? Se você pudesse dar alguns números, como é que tem sido os anos aí de faturamento?

e a expectativa desse ano, que é um ano de Copa, de aumento de faturamento. Não precisa ser um número exato, mas se você puder dar uma ordem de grandeza e evolução para o pessoal entender um pouco também, porque hoje o digital fala-se em vários números e às vezes o analógico não acompanha até pelas estruturas. E às vezes tem até mais gasto do que o digital, entendeu? Então, só para a gente colocar alguma perspectiva, se puder.

É, números, infelizmente, eu não posso abrir, porque senão o financeiro me mata. Mas você imagina que a gente começou com zero. O investimento em adquirir a marca foi meu pessoal. Então, eu brinco que o Jornal do Esporte nasceu com o meu filho. Eu tenho um filho de quatro anos e meio.

Então, praticamente o mesmo período do JTS. Então, trazer a marca foi um investimento bem importante.

trazer a marca de volta, mas a gente está buscando fortalecer cada vez mais esse comercial, buscando parceiros estratégicos dentro do mercado para criar novos produtos e trazer mais possibilidades comerciais. Obviamente que hoje o cenário de 2026 é muito melhor do que em 2021, 2022, quando o Jornal do Esporte voltou.

Mas os nossos planos de crescimento são muito grandes e 2026 é um ano-chave para a gente... Existe uma expectativa de crescimento de 10%, 20%, 30%? A ideia é crescer uns 40% ou 50% de faturamento, porque são muitos produtos bons esse ano e a gente vai pegar a Copa do Mundo masculina e ano que vem feminina no Rio de Janeiro. Então, a gente já está conversando até...

sobre o ano que vem, sobre a competição do ano que vem. Então, são possibilidades grandes para o JS esse ano. Eu brinco que 2022 foi o marco zero e 2026 vai ser o ano do Jornal do Esporte. Quanto o ego pesa quando você assume algo desse tamanho? Pesa, né? Claro que pesa. A sua apresentação é de estagiário, CEO e proprietário do Jornal do Esporte. Porra, caraca, que...

que incrível isso pesa, não vou dizer que não pesa, inclusive eu acho que o ego é uma das maiores dificuldades dentro do nosso meio, do nosso mercado. Eu vejo muita gente colocando o ego às vezes acima da empresa. Eu vou repetir aqui, eu estive com o Benchmol na final do Rio Open e o cara...

Não parece quem é ele, sabe? Quem ele é, quem ele é. Porque é incrível, um cara super humilde, super simples. É algo lá embaixo. E, tipo, mas tem o modelo de gestão dele que tem que ser presente e ativo. Isso não quer dizer que a pessoa com ego fraco seja uma pessoa com uma gestão ruim. Mas...

Isso é incrível, cara, é incrível. Hoje eu brinco que eu sou a cara do Ronaldo Esporte, né? Todo mundo só quer influenciador, quer ter time de influenciador. A gente está buscando ter o nosso time de influenciador, enquanto a gente não consegue ter esse time, eu boto a cara ali, mesmo com zero carisma. Entra muito essa questão que o mercado está pedindo hoje, né? Do dono ser a cara da marca, né? Então, o ego está bastante envolvido nisso aí também.

Pegando esse outro lado, você pensou que se desse errado, qual seria o plano B? Se tinha um plano B, se não tinha? Qual o entrave que você pensou? Se eu não conseguir... Porque a gente compra, eu sou empreendedor, tenho negócio e tal. A gente sempre pensa assim, vou comprar não sei o quê. Mas você pensa, se der ruim, eu vou fazer tal coisa, eu vou...

Eu confesso que eu não fiz um plano B, porque eu acreditei... Cara, eu falei, não tem como dar errado, sabe? É uma marca muito querida.

E assim que eu criei o perfil do Instagram, eu lembro, os primeiros repostos foram Joel Santana e Carlos Alberto. Eu postei meu acervo pessoal na sala de casa e aí marquei os caras, aí eles repostaram. Ou seja, ali eu pensei, não tem como isso dar errado. E logo depois o Zico mandou um vídeo. Pô, o Jornal da Esporte voltou, que foda, não sei o quê. Então...

Não tem como, a gente tem diversas colabs com o Zico, por exemplo, eu brinco que ele é o embaixador oculto da marca, porque ele é um apaixonado pelo JS.

A gente já fez vários conteúdos exclusivos com eles e com o Queridaço, um abraço também. Então... E a gente, por exemplo, entregou para o Marcelo do Fluminense um quadro com a capa, Marcelo de Xerém, e ele... É incrível esse vídeo, está lá no nosso Instagram, nos destaques, ele pega o quadro assim, olha para a esposa dele, Clarice, amor, é o Jornal dos Esportes, tipo... Então, é um...

É um peso, assim, essa marca incrível. Então, cara, o Jornal do Esporte é espetacular.

O futebol hoje, você acha que é entretenimento ou negócio puro? Cara, cada vez mais negócio puro. Acho que isso que as torcidas têm feito aí... Não sei até que ponto é negócio também, esses protestos. Mas é muito negócio. É o clube que fatura mais. A disputa é para ver quem fatura mais. Muitas vezes o clube quer o título.

para valorizar mais a marca e ter mais patrocinadores e ter mais receita com premiação. Então, para mim, o esporte virou um negócio total, o futebol virou um negócio total. E, às vezes, usam essa questão da paixão para camuflar isso.

Mas você não acha que essa parte do dinheiro tem que ter mais para poder ter mais investimento, para ter estrutura, para fazer isso? Você não acha que os caras têm que estar buscando mais nisso? Não dizendo que é tirar do futebol, mas para você ter estrutura tem custos e a gente tem também aliado o custo Brasil, que a gente sabe, imposto, um monte de outras situações, carga tributária, entre outros.

Então, assim, você acha que realmente o pessoal só entra lá e ninguém de futebol ainda pensa no futebol e melhorar a estrutura? Tudo bem, para crescer, mas aquilo que a gente fala, tu pega times aí do Carioca que precisa de estrutura. Então, assim, se ele não tiver mais destaque, ele não vai ter faturamento. Se tem esse lado, qual o outro lado que você acha que poderia ter, se não é acelerar nesse lado de patrocínio de outras coisas?

Acho que isso é fundamental. Obviamente, um clube melhor estruturado tem mais chances de ter mais resultados. Isso aí, o Flamengo passou por isso. O Flamengo acho que é um dos maiores cases do país, junto com o Palmeiras. Aqui no Rio, a gente vê os clubes se teve a entrada do John Texan no Botafogo, que hoje está meio conturbada ali. O Vasco buscando um parceiro para investir, melhorar a estrutura e, com isso, ter...

melhores resultados esportivos e maior receita. E o Fluminense também que faz um trabalho silencioso, mas muito competente internamente. Mas é uma discussão muito boa essa, Cássio, porque a gente fala muito sobre a mudança de perfil do torcedor. Cada vez mais assistir o jogo está para o público A e B. Os ingressos estão muito caros. Há quem questiona isso. Mas para manter um clube...

com uma folha salarial de 15 milhões por mês, eu tenho que cobrar o ingresso caro. Beleza, mas a gente está num país também de terceiro mundo, né? Mas você não... Então, aí pegando esse gancho, mas na hora que o time não pode ou não quer contratar um novo atacante absurdo, a torcida também não quer.

O mais barato que se diz. Não, porque assim, hoje a gente discute e assim, cara, a gente está contratando no Brasil atacante de 40 milhões de dólares. Isso aí é uma loucura. E assim, tipo...

Eu não sou um viciado de esporte, eu tenho um conhecimento razoável, não é igual ao pessoal, mas eu vejo assim, antigamente você acharia isso quase impossível. Quase impossível, isso é verdade. E hoje, você não vê, vamos lá, vou citar alguns aqui que eu lembro, qualquer coisa você vai me atualizar, mas eu tenho Palmeiras, fazendo isso, Botafogo, Flamengo, Atlético Mineiro, Cruzeiro,

O Santos, que trouxe o Coisa, não tanto, mas Santos. Eu devo ter uns 10 times. Vamos pegar que o Campeonato Brasileiro é 28, né? 24, 28. Eu tenho fácil 10 clubes que têm condição de trazer jogadores na faixa de...

De 40 não, mas de 10 a 20 milhões eu tenho. Tem, não. De dólares. Isso é sem dúvida, isso eu concordo com você. Antigamente não tinha isso. Isso é, vamos lá galera, 120 milhões de reais. Mas para um clube que fatura um bilhão igual o Flamengo não é nada, né? Não.

Então, mas aí a gente chegou no ponto. Tudo bem, ele fatura um bilhão. Por que ele fatura um bilhão? Exatamente, por todas essas fontes. Aí a gente está falando, se você falar de camisa, o Flamengo vende três e meio, quatro milhões de camisa por ano. Trezentos dá um bilhão. O Flamengo deve pegar meio, sei lá, quatrocentos milhões vende isso. Trezentos milhões vende a Bet.

Dá 700. Tem os direitos de transmissão que são... Mais uns 300. Deve ser de ingresso, aí deve vir uns...

20% desse valor. Então, assim, a gente está falando disso, mas olha a estrutura que a gente está falando que precisa. E outra coisa que você disse bem, eu preciso de torcida, eu preciso disso. Para a torcida também, quanto maior a torcida, mais os patrocínios de bet e outras coisas vêm. Então, se eu não forço esse lado, como é que eu vou dar aos jogadores que a torcida quer? Essa é a pergunta.

É, e a gente está num momento... Da estrutura, estádio, os caras querem. Querem ter avião, quer que os caras joguem em qualquer lugar. Quer que o Flamengo faça... Como é que é? Não é Eurotrip, não é? Como é que é? A Aeroflá. Não, quando faz na pré-temporada vai viajar para a Ásia para voltar. Tipo o Real Madrid. Excursão, né? E como é que você banca... Minha pergunta para você que está mais ligado no esporte. Como é que banca isso sem você...

puxar de outro lado, porque alguém tem que pagar a conta. É isso, é um mega desafio mesmo, assim, você botar no organograma de... num fluxo de caixa, assim, do clube qual é a maior receita, qual é a menor, é um trabalho incrível, quase um NBA, né? É muito bacana, porque tem a receita de venda de jogadores também, que é muito importante. O Flamengo tem que vender não sei quantos milhões por ano pra manter o caixa saudável, por exemplo.

E o BAP, a gente sabe que é um cara bem exigente, ele mantém a régua lá no alto de exigência.

É um grande desafio mesmo você ter um público, ter um produto barato dentro de um clube tão grande assim. A gente está citando o exemplo do Flamengo, mas o Botafogo também ficou muito caro, por exemplo, para acompanhar o Botafogo sócio-torcedor, o ingresso avulso, as camisas hoje. Eu falei, por acaso, esse final de semana, eu estava com um amigo e ele é esse pacote...

Camisa 7, sei lá. Eu sou botafoguense, mas... Eu não sei o pacote. Mas ele falou, eu tenho pacote, camisa 7, sei lá, eu pago R$250,00 por mês, algo assim, R$300,00. E ele falou que tem direito aos ingressos. Eu entendo que não é para todo mundo, não estou generalizando, mas ele não achou caro.

Agora, eu entendo, assim, o do Flamengo, ele chegou num ponto porque todo mundo quer... O que que acontece? Eu tenho pra vocês, vamos falar do Flamengo... Outros que tem esse problema é o Flamengo, Palmeiras, Grêmio...

internacional, e eu não vou lembrar o outro. Por quê? Porque eles têm o sócio-torcedor maior do que a disponibilidade de ingresso. É, isso é um problema. E aí, eu não acho que o problema não é nem o caixa anual. Eu acho que esse é o problema. Por quê?

Você dá o sócio-torcedor para mais de 70 mil e você só tem 70 mil lugares. Então, o ingresso, antes de ser vendido, se todo mundo pedir a carga, ele não dá vazão. Ainda tem as pessoas que não pagam mensal, mas querem de vez em quando, correto? Tem gente que vai em Cidade dos Outros, que é em jogos específicos. Então, você entra com uma demanda reversa.

Então, assim, o que a gente tem que ficar na cabeça é qual seria uma solução que ficasse boa? O que dá para fazer? Porque, assim, eu acho que a gente tem uma conversa também de Bet, depois a gente vai puxar aqui direto. Ela veio para ajudar.

Tem o lado negativo, mas todo mundo, a maioria é acima de 18 anos, sabe. Isso é igual beber. Você bebe se você quer. Você aposta se você quer. Ah, tem pessoas com doença, com tudo. Entendo, tem que tratar, mas se for por isso, tu vai tirar tudo da vida. Você não pode dirigir, não pode fazer nada. Não estou fazendo apologia, Beth.

Eu acho que você tem dinheiro, você aposta, você não tem, não aposta. E tem que fazer isso. Mas eu estou dizendo que ela veio para ajudar. Hoje eu vi um levantamento dos 20 clubes principais da Série A. 10 têm patrocínio de bet. E eu acho que os contratos giram em torno a 842 milhões por ano, a 1 bilhão. Então, assim, ele ajudou muito na estruturação do futebol brasileiro.

em melhorar, em fazer várias outras coisas. Mas é o que a gente está falando. Como é que você, e aí você que tem experiência nesse mundo, você vê essas colocações de todas essas situações? E até perguntando da Beth, como é que você vê a Beth pode ajudar em algum momento?

Você acha o canal como o Jornal dos Esportes, com o jornal ou com os canais, como é que você vê esse outro lado de um cross com essas marcas e essas novas tecnologias para crescimento tanto dos modelos tradicionais de comunicação quanto o jornal? A gente já fez muitas ativações com Bet, posso citar alguns nomes aqui? Pixi Bet, Estrela Bet.

É, principalmente. Sempre pensando no Cross, né? Anúncio no impresso com ativação para o digital. Com a Estrela Bet é um case bem bacana que a gente fez em 2023. Uma edição especial do Resende. Do Rio, né? É, o Resende do Estado do Rio. E a gente distribuiu na cidade de Resende, junto com o lançamento do mascote do Resende. Então, foi uma ativação muito bacana, que envolveu cidade... É...

O público local, o mascote, a criançada. Então foi algo muito bacana. As bets hoje viraram o sonho de consumo de todo mundo. A verdade é essa. E por conta da regularização, a gente brinca que eles fecharam a torneira para vários produtos. Mas, por exemplo, o Jornal do Esporte agora está entrando no mercado de transmissões. É uma novidade também, aproveitando esse gancho.

E dentro das nossas transmissões, a gente está buscando os direitos de imagem, a gente não tem os direitos de imagem de algumas transmissões, e como não temos, a gente faz um gráfico bem bacana sobre o jogo, com a narração, obviamente. A narração pode, não pode é a imagem que está acompanhando, correto? Isso, exatamente. Mas dentro do gráfico ali, a gente usa estatística. Isso para o público de bet é muito bom. Então tem muitas possibilidades assim.

Então, ele mandou uma letra aí. Alô, Beto. Alô, Beto. Você quer entrar aí no canal do Jornal dos Esportes. Está aí. Disponibilidade. Só mandar um e-mail para a gente. O Cássio tem meu contato. Vamos embora.

Hoje, pegando esse outro lado, quem você acha que manda mais hoje? Clube, atleta ou mídia? Como é que é essa relação dos três aí? Como é que é a visão que você tem desse... Quase é um coliseu para mim, que botou os três lá dentro e é guerra. Cara, clube, atleta ou mídia? Eu gosto muito da frase do Marcos Mota, que é o maior advogado de direito...

de esportivo, esportainment do país, e hoje é vice-presidente do Flamengo, quem controla o jogador controla a situação. E quem controla o jogador? Normalmente, quem controla o jogador são os empresários. Normalmente são os empresários. Então ainda tem mais um quarto aqui, sem ser clube, atleta e mídia, tem um empresário de jogador.

É, a gente viu recentemente essa história da festa do Everton Araújo, do Flamengo, né? Não sei se você acompanhou. Não acompanhei, nem estou viajando aqui na Maionese. O torcedor do Flamengo está insatisfeito com o rendimento dos jogadores, fazendo protesto para cima e para baixo, falou que vai atrás de jogadores. E agora teve essa complexidade aí de...

O assessor de imprensa do jogador falou uma coisa, o empresário falou outra, o clube falou outra, e a mídia está falando outra. Então, é difícil, né? O difícil é saber qual é a realidade, né? É. Assim, a realidade que tem distrações, porque a gente, assim, qualquer área também tem que lembrar que todo mundo que está lá são seres humanos. Erram, fazem besteira, fazem coisas certas e erradas a todo momento.

Mas, assim, você ter cinco lados de uma história é difícil ser quem está certo. Como é que se trata isso no meio do futebol? A gente vê que existe, vamos dizer assim, muito furo que às vezes não tem fundamento, ou então que quer queimar no futebol, tem muito isso, né? Assim, no modelo impresso antigo era mais difícil pelas fontes. Mas hoje parece que isso mudou muito. Você vê tiroteio, vamos dizer.

de notícias, situações, igual você falou, de tudo que é lado. Como é que se previne isso? Você acha que uma marca tradicional, soltando notícias e tal, ela ganha uma força a mais por isso? Por o cara respeitar a informação, desculpa, a informação que vem do Jornal do Esporte perante a outras pessoas que saem jogando notícia empilhada? Eu acho que sim, porque hoje é um caça-like, né? Então, você ler uma notícia de um veículo tradicional como o Jornal do Esporte dá uma credibilidade maior.

Assim como se você vê uma notícia de um jornalista conceituado, ele te dá uma credibilidade maior. Acho que cabe ao torcedor, fã, seguidor filtrar.

pesquisar quem está dando essa notícia, o nome do repórter, o nome do veículo. Muitos repórteres hoje são veículos, né? Então, ver o índice de acerto dele, porque acho que a gente tem que filtrar. Eu fazia muito isso na minha época de torcedor. Não, esse cara deu aqui, não vou acreditar. Agora esse aqui deu, vou acreditar. É porque também tem gente que deu uma notícia no meio do nada, aí ele vai criando tradição. Se ele vai acertando várias...

O pessoal vai levando ele para um lugar. O problema é que hoje, qualquer um pode entrar na internet e falar qualquer coisa. Eu posso chegar hoje, acabou aqui e falar, galera, eu tenho informação de última linha aqui do caso Everton, e ele foi para a festa mesmo, fez isso, isso e isso, e soltar.

E assim, como a gente fala, muita gente fala, acaba que a internet tem um viés de terra sem lei. Porque o cara joga. Naquele momento atrapalha, pendura, faz isso tudo. Até ajustar, já criou um bololô. Aí o cara, não, desculpa, não sei o quê, mas pô...

Isso aí é complexo. E, querendo ou não, a gente está fazendo uma parte aqui para vocês entenderem. No jornal impresso, o nome do cara que falava estava lá. Então o pessoal ia direto, igual saiu esses dias aí, eu vi do Romário indagando o cara, falando que viu ele à noite. Aí ele, pô, você viu? Pô, tu está falando isso? Então, assim, antigamente o cara botava a cara.

Não era uma página, nada contra as páginas. Eu não acho que a gente tem problema de página. A gente tem problema é o quê? No mínimo, você tentar averiguar, ver a veracidade, pensar nesse outro lado. Por quê? Porque a comunicação precisa de quê? Fortalecimento. Que nem a gente está falando aqui, o Jornal do Esporte tem tradição. Então, quando sai ali, querendo ou não, ele está com...

Eu vou usar um termo chulo, mas a bunda na janela. Porque se ele começar a soltar, alguém vai falar assim, o jornal dos esportes agora fica jogando notícia e alguém vai lá querer processar, correto? Exato. Porque tem como, agora no resto... Hoje é o famoso caça-laic, todo mundo quer números, independentemente de ter credibilidade ou qualidade na notícia.

E a gente vive muito também o jornalismo LaEle. Hoje tudo é LaEle. Às vezes o cara está mais interessado no LaEle do que na próxima contratação do próprio time.

Se o Flamengo contratar o Messi ou o Fluminense e trouxer o Cristiano Ronaldo e fizerem um pavê para comer no jogador atual, eu vou querer o pavê para comer. Então, a gente tem que melhorar o nosso consumo também, o que a gente consome como conteúdo. Isso é muito importante, mas é um mega desafio, Cássio, um mega desafio.

Um outro viés que eu queria puxar aqui, que todo mundo fala, e a gente acaba falando em todos os podcasts, é a inteligência artificial veio para acelerar, melhorar algumas coisas e tal. Você acha que ela vai substituir jornalista esportivo? Você acha que ela vai influenciar nos canais? Como é que você vê ela no lado de ajudar e atrapalhar?

da comunicação atual e dos canais de comunicação como o de vocês.

Dentro do jornalismo esportivo, você tem o narrador, o comentarista, o repórter. E dentro da reportagem esportiva, você tem o cara que noticia os fatos e o apurador. O que é o apurador? O cara que dá furo. O cara que dá a festa da Everton Ribeiro, que dá o Messi no Botafogo, o Cristiano Ronaldo no Vasco. Esse é o cara que dá furo. Que antigamente era o cara mais valorizado. Hoje, repito, o cara que fala mais besterol na internet, o Laí, ele é o mais valorizado, porque tem o like. Mas...

A inteligência artificial, acho que só vem para somar. E repito o que eu falei na resposta anterior, a gente tem que filtrar e entender o que a gente está consumindo. Por exemplo, eu achei a ideia genial, mas acho que não deu muito certo. A Record fez o comentarista de IA. Tomou umas porradas, mas eu acho que eles escolheram o canal errado. Como é que você vai...

botar uma tecnologia tão robusta assim na TV aberta que um público mais geral. Se você faz umas pílulas na rede social, de repente funciona bem. Imagina um cara de IA comentando ali no pós-rodada. Isso eu acho interessante. A gente está quebrando a cabeça lá com a IA, mas eu acho que substituir o jornalismo esportivo não vai, porque...

Foi o que eu te falei. Dentro do jornal esportivo tem muitas áreas, tem muitas funções. Então, pode ser que um dia vão criar um influenciador esportivo feito por IA. Pode ser. Mas substituir totalmente não vai. Se você tivesse 20 anos hoje, você começaria um jornal ou um canal no YouTube? Obviamente um canal no YouTube, não tem como.

Eu brinco que eu voltei com o JS pelo impresso. Primeiro eu criei o Instagram, na verdade, mas logo depois a minha ativação, meu marco zero foi impresso, né? Em 2022, nesse próprio que eu comentei. Mas, obviamente, canal no YouTube, né?

Acho até que a gente demorou um pouco lá atrás, com o meu brinco, eu sou CEO do jornal de esporte, Chief Everton, que é o office, então eu cruzo e vou para a área que é a BCA, mas a rede social é incrível, e entendê-la diariamente é um desafio.

E eu queria falar um pouquinho, a gente também, além do Projeto Copa, a gente falou que você está procurando transmissão e expandir nacionalmente. Como é que está? Qual a ideia para expandir nacionalmente? A gente recebe muitas mensagens, DM para o Instagram, no nosso e-mail, e feedback da nossa newsletter. Pô, vocês têm que vir aqui para Minas, você tem que vir aqui para São Paulo.

tem que vir aqui para Recife, porque o Jornal do Esporte, apesar desse DNA carioca, ele tinha antigamente a entrega nacional. Então, muita gente tem memória afetiva. Do Sul, do Centro-Oeste, outros estados do Sudeste fora do Rio, e do Nordeste e do Norte também. Então, o Jornal do Esporte sempre foi nacional.

A nossa ideia é voltar a ser nacional, não apenas digital, digitalmente. É fortalecer a nossa entrega presencial em todas as áreas do país. Uma outra coisa que a gente falou também, você está com a ideia de criar programas para o YouTube, para o Jornal do Esporte. Qual o tipo de programa? Como é que está essa evolução?

Eu tenho uma ideia que é resgatar um formato antigo, que eu não posso falar aqui, senão vão roubar a minha ideia. Vou te falar em off, Cassio. Mas eu quero fugir um pouco dessa resenha tradicional, sabe? Eu acho que...

Modelo de entrevista, o Charla dominou. O Bruno e o Betão são dois fenômenos. São mais quatro pessoas ali com eles. Miguel, Matheus, eu não lembro o nome dos outros dois. São fenômenos. Eles dominaram. Mas ali é resenha. Ali é jogar a conversa fora. Eu sinto falta mais de um conteúdo... Técnico. Mais técnico dentro do futebol. Uma mesa tática. Algo assim mais...

E entrevistas especiais mais profundas, contar a história mesmo das pessoas. Mas você acha que, assim, interrompendo, você acha que não tem espaço para outros como ele? Não, eu acho que tem. Talvez não do tamanho deles, mas você não vê, assim, uma outra pergunta junta?

Você não vê os podcasts, os mesa-casts, troca de ideia e tal, que cresceram muito. Porque, assim, a gente vê que tem muito canal com bastante audiência. Então, assim, a TV dissipou. Ela perdeu, vamos dizer, 50% da audiência e ela entregou nesses canais variados. Por quê? Porque eles nicharam com o público. Você não acha que ainda tem, apesar de ter um modelo... Que nem a gente fala, a TV tem um modelo velho, mas ela está há 100 anos.

Aquilo que você falou. Eu acho que ela sempre vai ter um pedacinho. E eu acho que esse lado dos programas, que é uma coisa para a gente falar, é tipo assim, é programa de futebol feminino, é programa de futebol masculino, é de todos os esportes, é resenha. É assim, você tem a ideia de montar uma TV do Jornal dos Esportes ou algo nesse sentido variado? Ou você vai ficar em cima de um modelo... É assim, pelo...

um jornal, sei lá, digital dentro daquilo. É isso que a gente quer ser meio que destrinte? Não dá o segredo do que você vai fazer, mas uma ideia do que você está pensando para os próximos movimentos. Não, sem dúvida, a criação da JSTV, a gente está desenvolvendo isso.

Buscando parceiros. E a grade é exatamente nesse sentido que você falou. Um programa de entrevista, um programa de resenha, um programa de notícia, uma mesa de influenciadores, um programa tático, um programa olímpico de outros esportes. Ou então...

ano que vem um programa só sobre futebol feminino. Isso é... Eu gosto muito de laboratórios também, de dar possibilidade para estudantes de jornalismo aparecerem. Isso eu acho muito bacana. Então a gente tem muitos projetos nesse sentido, sim. JSTV, obviamente, é uma das prioridades desse ano. Vou aproveitar aqui um brindezinho da Évora para você. Évora Farma. Show de bola. Obrigado. Muito obrigado.

Aproveitar isso, o que o Pedro, de 20 anos, pensaria vendo você hoje? Cara, pensaria com orgulho, porque a vida do CEO é uma vida muito solitária. Principalmente do Chief Everything Officer, que eu brinco. Isso a gente estuda muito, você também tem diversos negócios. A gente estuda muito, ouve muito, lê muito, assiste muito.

E tem muitos clichês para empreender, muitos clichês. Todo mundo quer ser dono, quer ser seu próprio chefe. Não é fácil. É gratificante, as vitórias são muito mais gratificantes. É muito melhor você vencer para si mesmo do que para o seu chefe, vamos dizer assim. Mas é um mega, mega, mega desafio, mas é muito bom, cara. O Pedro de 20 anos falaria, cara...

você não chegou, você está chegando. E a estrada não acaba, eu nunca vou chegar lá, estou sempre chegando. E trazer essa marca de volta é um grande orgulho, ver esse reconhecimento, estar aqui com você é um grande orgulho. E a gente vai por mais, porque o Jornal dos Esportes é...

o veículo de comunicação esportiva mais tradicional do país. E a gente vai elevá-lo ao tamanho que ele merece. Qual foi o maior erro da sua jornada? Você acredita? Você olha assim e fala, porra, isso aqui... A gente tem que tentar. Empreender é errar e acertar.

Mas o erro é não detectar os maus caráteres no caminho. Tem sempre o cara que me aliar a pessoas erradas. Acontece, faz parte, segue o jogo. A gente vai aprendendo, a casca vai ficando mais grossa com o tempo. Mas a vida é assim, não é só empreender que é assim. A vida é assim. Então...

O erro foi esse. Foram vários erros. A gente erra e acerta acho que toda semana. Mas faz parte.

E o que você faz diferente da geração anterior, que você acha? Qual a inovação ou qual esse outro lado que você pensa fora da caixa, que você acredita, da geração anterior, principalmente ligado ao Jornal dos Esportes? Transformar esse veículo tradicional no hub de comunicação. Mais do que, ah, o Jornal dos Esportes voltou, é mais um veículo de comunicação. Não, a gente não é um veículo tradicional de comunicação, a gente é um hub.

A gente entrega notícias, a gente se comunica, mas a gente tem programas, a gente tem transmissão, a gente tem resenha, a gente tem o besterol que a galera gosta, a gente tem a comida de estádio e a gente quer cada vez mais dar oportunidade para os estudantes, para os jovens talentos aparecerem. A gente tem várias parcerias nesse sentido. Então, a ideia é que o Jornal do Esporte vire um grande hub.

um grande laboratório de jornalismo esportivo para as pessoas entenderem como funciona esse mercado que está em eterna mutação. Eu queria que você deixasse alguma dica aí de uns dois, três livros que você tenha de cabeceira para o pessoal. Porque todo mundo, quando vem algum CEO ou alguém... Sim, eu sempre peço. Vou pedir primeiro a dica de livro e depois de série de TV. Cara, a dica de livro, o nome é simples. Marketing Esportivo.

que é incrível, esqueci o nome dele agora, ele é do CEO do Surfer. Ivan Martino. Ivan Martino, incrível, professor da SPM, livraço. Eu estou para ler o livro do Fábio Mello, que é um ex-jogador de São Paulo, empresário hoje de diversos jogadores, também sobre empreendedorismo dentro na área de esportes.

É... Série, eu uso... Vou te falar, eu uso as séries pra desopilar, sabe? Eu não... Você botaria a série como um hobby? Um hobby. A série, pra mim, é...

dificilmente eu vejo uma série... Cara, vou aprender. Acho que a série ali é o meu momento, principalmente com a minha esposa, de desligar de tudo. Então, quais as séries sem descaria para desligar do... Eu gosto até de um besterolzinho, às vezes, um mela cueca. Deixa eu pensar numa série recente que a gente viu.

Não precisa ser recente, não. Porque hoje em dia, com o stream, tem série de... Eu queria fugir dos clichês de Breaking Bad. Breaking Bad foi muito boa, né? Não, tem... This Is Us, pronto. Uma novelinha americana deliciosa. Dá até para chorar um pouquinho, para dar uma relaxada. This Is Us, pronto. Você gostaria de ser lembrado como empresário ou guardião de um legado?

É, como o guardião de um legado, sem dúvida. E o cara que honrou a história do jornal do esporte. Eu queria ser lembrado assim. No meio dessa evolução de empresário e dessas coisas, além de ter o jornal e outras áreas, o que ainda te dá medo? De não conseguir...

Alcançar, a gente sonha muito, né? Então o problema do nosso sonho é a gente não conseguir alcançar exatamente esse sonho. Mas é um medo que te move também, é um medo gostoso que te move ali, que te tira da cama todo dia. E acho que é esse. A gente está chegando nos finalmente.

Queria te agradecer por ter vindo. Pedir para você deixar o teu Instagram, o Instagram do Jornal do Esporte. Quem quiser fazer contato aí, como é que faz o processo de falar com o Jornal do Esporte? Pode... Como é que... Bom, obrigado você, Cássio, pelo carinho. A gente estava namorando desse encontro há um tempo já, saiu do papel hoje. Obrigado pelo espaço. O programa é incrível, o espaço é incrível.

Bom, o meu Instagram é pedrochiaverine, com CHI. Vai estar aí na descrição e na arte. Jornal dos Esportes, 112 mil seguidores, 20 milhões de visualizações por mês. O Cor de Rosa está mais forte do que nunca. E para quem quiser mandar uma mensagem para a gente, pode mandar por DM do JS, mas temos...

E-mails corporativos também, obviamente, comercial, arroba jornaldos esportes.com.br. Lá a gente consegue desenvolver grandes parcerias. Pode mandar para mim também algumas DMs que a gente conversa. E dentro do Instagram tem o botão contato ali, que ali eu já te direciono totalmente para os nossos canais de comunicação. Obrigado mais uma vez e parabéns pelo programa.

Você não só reviveu um jornal, você reviveu uma memória afetiva do Brasil, do esporte brasileiro. A última. Se o jornal do esporte fosse uma pessoa, o que ele diria para você hoje? Reviver uma memória afetiva minha também, que é o empreender com amor pela marca, pelo produto. O que o jornal do esporte me diria hoje?

Parabéns e obrigado, está sendo incrível essa jornada. Então, pessoal, mais uma vez, a gente vai deixar os dados do Jornal do Esporte para você que quer entrar em contato, que quer acompanhar o esporte, ativar quem quiser, tem um comercial que ele já deixou. A gente vai estar no Spotify, no Apple Music e no YouTube. Curta, compartilhe, mande para o seu amigo. Dá essa força aí que a gente sempre está querendo trazer novidade.

E depois a gente vai voltar com ele aí num bate-papo com mais gente. Agradeço por estar acompanhando a gente aí. E até logo.

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Andreza Araújo

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