A Resposta do Ser - Ney Barbosa
Mensagem do Culto de Celebração (03/05/2026)
Nesta ministração somos confrontados com uma verdade essencial: o novo de Deus não começa no que fazemos, mas em quem nos tornamos. Muitas vezes buscamos mudanças externas, novas oportunidades e respostas de Deus, mas tentamos encaixar tudo isso em uma identidade antiga.
A partir de 2 Coríntios 5:17 e do diálogo de Jesus com Nicodemos, entendemos que o novo nascimento não é uma melhoria de comportamento, mas uma transformação profunda do ser. É uma troca de identidade, onde deixamos de viver como órfãos e passamos a viver como filhos, a partir da aprovação do Pai.
A mensagem também nos leva a encarar a crise de identidade que muitos enfrentam. Assim como Gideão, muitas vezes nos enxergamos a partir de rótulos, traumas e limitações, enquanto Deus nos chama por aquilo que Ele já declarou sobre nós. A libertação começa quando nossa mente é renovada e alinhada com a verdade de Deus.
Por fim, somos lembrados de que o novo de Deus exige “odres novos”. Não é possível viver uma nova realidade com uma mentalidade antiga. É necessário um coração ensinável, uma mente transformada e uma disposição para abandonar velhos padrões.
- Identidade em DeusNovo nascimento como metamorfose · Troca de DNA e identidade · De órfão a filho de Deus · Aprovação do Pai
- Contraste com vida anteriorVinho novo em odres novos · Mentalidade antiga versus nova · Flexibilidade e coração ensinável · Renovação da mente (Metanoia)
- Crise de identidade e propósito pessoalVisão divina versus autoimagem · Superando rótulos e traumas · O poder da identidade em Cristo · Gideão como exemplo de superação
- Encontro com DeusMeta de crescer em Jesus · Agradar o coração do Pai · Análise da própria vida · Aprofundamento na palavra
- Revelação e Salvação em Jesus CristoNecessidade do novo nascimento · Compreensão literal versus espiritual · Acesso ao reino de Deus
Aplausos ao Senhor mais uma vez, querido. Glória a Deus. Que bom, estamos entrando mais numa série, dentro da série, dentro do nosso tema anual, como o Marcelo já disse, muito bom. E a gente vai hoje tratar de um assunto primeiro dessa série de quatro ministrações, e vai ser um tempo muito bom de crescimento de todos nós. Amém?
Glória a Deus. Então, você visitante, você que talvez não teve ainda essa oportunidade de se aprofundar na palavra, preste atenção, eu tenho certeza, e isso Deus falou no meu coração, que Ele vai falar muito com pessoas que não têm ainda essa...
essa intensidade de ouvir, nessa profundidade da palavra. Deus vai ministrar em confirmação disso. O Marcelo chegou em mim e disse, Deus vai falar profundamente hoje, Deus vai ser profundo nas nossas vidas, eu tenho certeza. Amém, queridos? Vamos orar, Pai, oramos em nome de Jesus, que essa palavra tão poderosa, tão tremenda, e toda verdade, absoluta verdade.
Ela é o próprio Cristo, o verbo de Deus, que se fez carne, veio habitar entre nós. Nós cremos, porque a palavra é o próprio Cristo, vivificando as nossas vidas. Pai, nós nos deleitamos nessa palavra, nós acreditamos, cremos.
E nós confiamos, entregamos nossa vida à palavra, ao Cristo vivo, ao Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Nós nos entregamos a essa verdade, a verdade e a vida. Não há salvação, não há cura, não há nada sem essa palavra viva, não há, Pai amado, libertação, não há salvação sem essa palavra. Então nós entregamos nosso espírito, nossa alma, nosso entendimento.
a nossa inteligência entregamos ao Senhor, e nós repreendemos distração, incredulidade, frieza para receber essa palavra, nós expulsamos agora desse lugar, todo enviado das trevas para roubar essa semente maravilhosa e bendita, Pai, que está sendo lançada em nosso coração hoje, nós repreendemos esses ladrões de alegria, de paz, de conversão, de entrega, repreendemos e declaramos nosso espírito como a terra fértil, nosso coração pronto.
para receber essa semente que certamente germinará e produzirá cem por um, em nome de Jesus, amém e amém. Dê um aplauso bem forte a palavra do Senhor, glória a Deus.
Querido, nós estamos vivendo um tempo, sim, que está bombando a individualidade. Todo mundo buscando isso. Isso tem nos levado ao isolamento. Isso tem levado as pessoas ao egoísmo, à independência. E, por conta disso, a gente acaba se concentrando no individualismo.
Por causa disso, nós deixamos de nos preocupar com as respostas que nós temos que dar a Deus a respeito da nossa própria vida. Isso aqui é bem legal.
Então nós precisamos ter uma meta, e a nossa meta deve ser crescer em Jesus, para que a gente seja realmente uma bênção para o corpo de Cristo, uma bênção para a igreja, uma bênção para a nossa casa, uma bênção para os irmãos, uma bênção para a esposa, para os pais, para os filhos, e para isso, certamente nós precisamos dar respostas a Deus.
E a vida de Jesus, quando nós olhamos, e Ele é o nosso exemplo maior, ela sempre foi uma resposta, e ela foi uma resposta certa, uma resposta para a ocasião certa. Ele só tinha uma meta, Jesus, que era agradar o coração do Pai, e também edificar um povo santo para Deus. Essa era a meta de Jesus, e essa foi sempre a resposta que Jesus deu em todas as oportunidades que Ele teve. Deve ser a minha a sua resposta.
E aqueles que não se preocupam com o que Deus pensa a seu respeito, também acabam vivendo como querem, acabam fazendo o que querem, mas certamente quando nós aceitamos ou assumimos esse estilo de vida, nós também não vamos ter o final que nós desejamos, nem o final que Deus quer para a gente.
Por isso nós precisamos pensar muito, que resposta eu estou dando a Deus a respeito da minha vida. Deus está muito interessado, querido, no final das nossas vidas. Querido, o que acontece agora...
é pouco, perto do que Deus está pensando, o final, não adianta a gente viver algo poderoso agora, e a gente se perder no final, não adianta a gente morrer na praia, não, nós precisamos nos preocupar com o final, e para se ter um final, para se dar uma resposta no final, que agrada a Deus e que nos leva com Ele, nós precisamos hoje ter resposta para tudo aquilo que nós estamos fazendo, e nossas respostas,
elas vão trazer para nós uma análise de nós mesmos, cada resposta traz uma análise para nós mesmos, eu sempre gosto de repetir isso, que quem pergunta sabe mais do que quem responde, e quem pergunta está sempre adquirindo novo conhecimento,
E cada conhecimento é uma oportunidade para você dar uma nova resposta. Então, quanto mais eu me aprofundo na palavra de Deus, nas perguntas de Deus, mais conhecimento de Deus eu tenho e mais respostas certas eu vou dar para Deus. Então, se nós estamos bem ajustados na nossa nova identidade, se nós estamos realmente vivendo as novidades que Deus diz que nós temos, que nós somos,
aliás, que nós somos muito acima do que nós temos, se nós estamos dando resposta para Ele. Vamos fazer uma análise hoje da nossa vida, se estamos ajustados, se a nossa identidade está segundo o DNA de Deus. Então, nessa série, a resposta, hoje eu quero falar da resposta do ser. É o tema da administração hoje. Vamos ler juntos esse texto de 2 Coríntios 5,17. 1, 2, 3.
Amém.
Amém. Então, nossas questões, querido, e respostas, elas sempre estão ligadas às novas chances. Nós sempre estamos pensando em uma nova oportunidade, uma nova chance. Nós estamos pensando sempre em começar... Lembre-se que as datas são sempre aniversário, ano, são sempre datas que nós marcamos para começar algo novo. Tipo assim, a gente vai começar bem, nós vamos mudar de vida.
eu quero me preparar para receber aquelas bênçãos novinhas da minha vida, nós estamos sempre caminhando de olho em algo novo, o problema é que nós acabamos tentando encaixar essas coisas novas, essas novidades de Deus, nas mesmas estruturas de sempre.
aquelas que já estão ultrapassadas, nós queremos um novo, tentando encaixar esse novo em algo antigo, em algo velho, isso não vai dar certo, como eu já disse algumas pregações aí atrás, o reino de Deus não é uma reforma que Deus faz exteriormente em nós, muito pelo contrário, é uma ressurreição interna.
Se tudo não ressurgir, se tudo não ressuscitar, nós vamos ter dificuldade de viver, até de transparecer aquilo que Deus quer, que exteriormente a gente apresenta. Não vamos apresentar por fora aquilo que não está lá dentro. E a gente...
Pensa que vai viver, mas não vai viver isso. Então, para suportar esse peso, desse novo, dessa glória de Deus, que Ele quer fazer de nós um recipiente, Ele quer mudar a nossa verdadeira identidade, e isso precisa ser refeito em nós.
Todo dia, eu preciso me converter, eu preciso me santificar. Quando eu recebo Jesus, eu me torno uma nova criatura. É automático assim. Mas a minha santificação é gradativa, a minha mudança é gradativa. E Deus não vai fazer remendos em nós, de jeito nenhum. Ele dá vida nova. Ele oferece para mim e para você uma nova identidade. Então, dentre tantas coisas...
Tantas respostas, eu escolhi três para não falar todo o tema, que tem mais três subtemas dentro desse tema, a resposta dessa série. Eu creio que essas respostas, elas sendo dadas, é uma forma da gente enxergar quem realmente Deus disse que nós somos ou que nós precisamos nos tornar. Você recebe essa palavra?
Então, a primeira resposta que eu tenho que dar é o novo nascimento. Novo nascimento é, na verdade, uma metamorfose. Quem não tem intimidade com o tema é aquele processo da lagarta que vira um casulo, que vira uma lagarta, que vira uma abelha. Não, ao contrário, um lagarta que vira um casulo, que vira uma abelha. Isso é o processo de... Boboleta que eu falei? Uma abelha.
é uma espécie de borboleta que eu conheci, é uma borboleta abelha, é uma borboleta que dá mel, então é isso que Deus quer fazer em nós, então o texto de João 3, a partir do 3 diz, em resposta Jesus declarou, digo-lhes a verdade, ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo, perguntou-lhe Nicodemos, como alguém pode nascer de novo sendo velho?
E esse Nicodemus era um estudioso da lei. É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre da sua mãe e nascer. Veja como a pessoa que não tem intimidade com a palavra, ela parece que é loucura para o homem. Ele não conseguiu entender. Ele estava dizendo, mas eu vou entrar no ventre da minha mãe de novo. Respondeu Jesus, diga-lhes a verdade. Ninguém pode entrar no reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é Espírito.
Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito, é necessário que vocês nasçam de novo. Então, esse diálogo, essa conversa entre Jesus e Nicodemus, ele revela o acesso ao reino de Deus, que isso não vem por nenhum mérito, não é nada que eu possa fazer, não vem por linhagem sacerdotal também, filho de crente não é crentinho.
Ninguém nasceu em berço evangélico, a gente tem esses ditados, não tem berço evangélico, berço é tudo de madeira ou ferro mesmo, não é evangélico nada, quem nasceu lá vai precisar converter, não importa o lar santo que ele nasceu.
Por quê, querido? Nicodemus, ele não entendeu isso. Isso não vem por nenhuma dessas coisas. Ele era, como eu falei, um mestre da lei. E isso fala de quê? Por ser um mestre, por ter esse conhecimento, ou saber algumas coisas, está falando para nós de um comportamento. Mas Jesus, o que ele faz? Ele foca no novo nascimento, que é o quê? É o ser.
Jesus não diz, você precisa de fazer tal coisa, Nicodemos. Não, você precisa ser, você precisa nascer de novo. Por quê? Porque o velho homem, ou o velho eu, ele é viciado, querido, em alguns padrões de pecado, viciado em autoproteção. A gente se reserva nas nossas tradições, nossos costumes. E esse velho eu, ele não consegue, de maneira nenhuma, processar qual é a vontade de Deus para nós.
A nossa, querido, versão aí do nosso passado, ela é viciada em repetir erros e se fechar no seu próprio mundinho. É verdade ou não é? A gente se fecha no nosso mundinho. E não precisa ser um incrédulo ou uma pessoa que não conhece a palavra. Até nós, quando alguém entra numa área mais secreta da nossa vida, nós já nos fechamos no nosso mundo. E é por isso que nós não conseguimos entender o que Deus quer para nós.
velho homem, querido, ele não dá conta porque ele vive preso no jeito antigo naquelas maneiras, né, manias ruins, e ele só pensa em defender tudo, você já parou? a primeira coisa é quando alguém fala, agora a gente está pensando que resposta que eu vou dar
Mas a resposta sempre está relacionada a uma defesa, a uma negação, a tentar uma autoproteção. E com essa mentalidade, querido, a vontade de Deus não entra, ela não vai entrar na nossa cabeça. Enquanto a gente estiver nesse medo...
A gente vê isso muito claro no texto de Gideão, nós vamos entrar nele um pouco mais para frente. Com essa mentalidade fica impossível a gente entender o que Deus planejou para nós como o nosso pai, nós como filhos. Você já pensou nos planos? Você já pensou para os seus filhos?
Não é triste a gente ver isso não dando certo, porque o filho não quer entender que o propósito do pai é melhor do que qualquer outro pode fazer, que não há ninguém na terra que o ame mais, que quer mais o melhor para ele. Imagine Deus, que conhece o futuro, o passado, o presente, que quer o melhor, e ele é sempre o Deus de amor.
Imagine Deus vendo a gente correndo atrás do nosso egoísmo, a gente se protegendo do nosso orgulho. Imagine Deus contemplando isso e a gente nem preocupado em dar uma resposta para Ele. A gente não está preocupado com o novo nascimento. Querido, o novo nascimento não é uma mudança, na minha opinião, mas é uma troca que Deus faz no meu DNA, na minha identidade.
É uma troca. Eu era filho da ira. A Bíblia diz que quem não nasceu de novo é filho da ira, é filho do diabo. Não, todos não são filhos de Deus. Nós partimos a ser filhos de Deus quando nós recebemos Cristo, o DNA de Deus. Ele é o Deus encarnado entrando na nossa vida e nos trazendo de criaturas.
Para filiação. Então, você deixa, a partir de então, de entregar sua vida, você deixa de ser um órfão tentando agradar a Deus por aquilo que você sabe fazer. Aí você passa, querido, você se torna um filho que vive a partir da proteção do pai. Porque, querido, o que é que você pode fazer para surpreender Deus? Como a gente sabe, nosso interior, nosso espírito sabe que isso não é capaz.
Então a gente fica repetindo coisas, repetindo tradições, costumes, e nada dá certo, não há nada que nos satisfaça, mas quando cai no nosso coração, eu sou filho de Deus.
Então, eu sinto que sou aprovado pelo Pai. Não é um erro que vai me desaprovar. Não é um erro que vai me desfiliar. Porque nós não fazemos assim com os nossos filhos. Imaginem que Deus vai fazer isso conosco. Jamais, querido. Então, quando a gente entende que a gente é filho de Deus, tudo muda, querido.
Aí nós não somos apenas criaturas, nós somos parte da família, com direito a um novo nome, a uma nova história. A Bíblia diz assim, pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus, Romanos 8,14. Então não é questão de merecimento. Por isso que não é nada que eu posso fazer para merecer isso. Não tem, é pura graça. Ele nos escolheu, Ele nos adotou e agora Ele nos chama, não de criatura, mas de...
filhos, diga meu pai me chama de filho
Então, quando Paulo nos diz aí, em 2 Coríntios, que nós lemos 5,17, portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação, ele está reforçando que, quando nós aceitamos Jesus, nossa transformação é completa, querido, ela é verdadeira, não é apenas algo superficial. E quando o meu coração cai, a responsabilidade da resposta a Deus, mas eu vou aceitando, eu vou sentindo mais filho, mais aceito por Deus. E como filhos.
então eu posso chegar perto dele, sem medo, como diz Romanos 8,15, e não recebeste o espírito de escravidão, para novamente ter medo, mas recebeste o espírito de adoção, pelo qual clamamos, Abba Pai.
Agora não é mais aquele pai que eu tenho medo, que é aquele velhinho lá que eu... Falar pai já é um terror. Senhor, meu mestre é um terror. Não. Aba pai, quer dizer, papaizinho, é um grau de intimidade, é um grau de profundidade. Sabe quando teu filho te abraça e ele fala, papai, é uma coisa, mas quando ele te abraça e fala, papaizinho, você se derrete tudo, dá tudo, dá até as cuecas.
É verdade ou não é, querido? E é assim, então quando nós temos essa consciência, nós chamamos ele de papaizinho. Então quando você orar, começa a dizer agora, se convença no seu coração que você é amado, você é filho. E se achega ele com intimidade, papaizinho. Isso é intimidade. Isso é confiança, querido. Isso é saber que Deus cuida da gente e não importa o que aconteça.
Ah, você pecou, Deus te abandonou. Não, teu filho quando peca, você abandona? Aí parece que é aí que a gente mais se aproxima. Não, nós nos aproximamos. Então a segunda resposta que nós damos a Deus é a crise da identidade. Tem a ver com essa crise. Quem você diz que é? Quem você diz que é?
Vou ler o texto de Juízes, capítulo 6, reciclo 12 a 16. Então o anjo do Senhor apareceu a Gideão e lhe disse, o Senhor está com você, poderoso guerreiro. Gideão respondeu, ah, Senhor, se o Senhor está conosco, por que aconteceu tudo isso? Onde estão todas as maravilhas que os nossos pais nos contavam quando diziam?
Não foi o Senhor que nos tirou do Egito? Agora, porém, o Senhor nos abandonou e nos entregou nas mãos de Midian. O Senhor se voltou para ele e disse, com a força que você tem, vá libertar Israel das mãos de Midian. Não sou eu quem está te enviando? Gideão respondeu, ah, Senhor, como eu posso libertar Israel? O meu clã é o menos importante de Manassés e eu sou o menor da minha família.
O Senhor respondeu, eu estarei com você e você derrotará todos os midianitas como se fosse um só homem. Olha a crise de identidade de um homem que está se vendo o menor, o mais rejeitado, o mais pobre e Deus está o vendo como o homem mais forte.
O homem que diz que eu não posso contra esse povo. Eu só ouvi a história lá no passado, de que os nossos pais experimentaram das suas mãos, mas agora eu só vejo os midianitas chegar aqui e roubar o que nós temos, eu não posso fazer nada. Por quê, querido? Porque ele se via como o menor, o mais pobre. Deus, porém, chama o homem nessa condição de quê? Homem valente.
homem valente, essa discrepância entre essa auto-imagem de Gideão e essa visão divina, revela um princípio poderoso, que é sobre esse potencial que nós temos com esse novo DNA, a nossa identidade, enquanto Gideão olhava para aquele retrovisor dele de fracasso, Deus olhava para o projeto que tinha para ele.
O projeto que o próprio Deus havia desenhado ali para ele. O novo de Deus para Israel estava então retido por causa da identidade distorcida de Gideão. Deus tinha um novo tempo.
Porque todo ano, a colheita chegava, os midianites, ela lhe roubava. E Deus está projetando um novo tempo. Chega em Gideão, um homem já adaptado àquele fracasso, como eu e você, muitas vezes. E diz, homem valente, eu preciso de você para mudar essa situação. Mas Gideão, ali encalacrado, vivendo aquela situação, ele não conseguiu ver o que o próprio Deus estava mostrando para ele. Querido.
Se você, quando olha no seu espelho, você entra ali em alguns conflitos na tua vida, saiba, o mundo, ele nos define pelo que nós fazemos, ou pelo que nós temos, mas Deus, ele nos define pelo que ele mesmo disse a nosso respeito.
Então, assuma a sua nova identidade. O seu novo eu exige que a gente abandone os rótulos do passado, os traumas, erros, essas definições familiares para que a gente se vista da identidade de Cristo.
Se o nosso ser não for atualizado pela palavra de Deus, por isso precisamos da palavra de Deus, nós certamente vamos sabotar todas as oportunidades que Deus tem para nós. O fazer de Deus vai realizar através das nossas vidas. Então ser é muito importante para a gente não sabotar o realizar de Deus.
Cuidado, querido, com isso é muito sutil. Gideão, ele argumentou com Deus, com base em quê? Com base ali nos fatos que ele estava vendo na sua família. Ele disse, eu sou o mais pobre da minha família, da tribo de Manassés. Eu sou o menor, o menor da casa do meu pai. Então, para Gideão, querido, a escassez era uma identidade. Era uma identidade. Mas para Deus...
era apenas ali um cenário onde o poder dele se manifestaria, a vontade de Deus. Então, quando Deus diz, homem valente, ele não estava fazendo ali para Gideão, elogiando aquele estado que Gideão estava vivendo, mas era uma convocação para aquilo que Deus iria fazer na vida dele, se ele aceitasse o chamado.
Se ele não aceitasse, ficasse dentro daquela realidade que ele estava vendo, ele ia continuar sendo aquilo. Fazendo aquilo, escondido. Malhando o trigo, cuidando das coisas, escondido. Mas como ele acreditou que havia algo, que ele não era aquilo, que ele era um ser diferente. Então ele teve essa nova identidade. A sua identidade, querido, é a sua chave de libertação. Repita isso comigo. A minha identidade...
é a minha chave para a libertação, Israel estava sob o julgo dos medianitas, mas a primeira libertação precisou acontecer, na mente de quem? Gideão, era um povo querido, tem muita gente que está precisando, primeiro da minha e da sua libertação,
Antes da gente libertar, como é que eu posso libertar alguém? Pode alguém lá na cadeia preso libertar alguém? Não, é preciso estar fora de lá. A nossa identidade distorcida gera um comportamento de fuga. O que o Gideão estava fazendo? Escondido. O Gideão estava malhando o trigo lá no Lagar. Lagar não é lugar de malhar trigo. É uva que se malha ali, que se esmaga ali. Ele estava escondido. Por quê? Porque ele tinha medo.
passado, todo ano os midianitos iam lá, vai vir de novo, vai vir de novo, aí estava aquele dilema do passado, nós não podemos ser vítima das circunstâncias, Deus sabia que enquanto o Gideão se sentisse uma vítima das circunstâncias, ele jamais lideraria uma nação para vitória, ou uma nação vitoriosa.
Querido, tem áreas da nossa vida, tem lugares da nossa vida, tem empreendimentos na nossa vida, tem ministério na nossa vida, que ele não vai expandir, não vai ser vitorioso, se a gente continuar preso ao passado, às situações, a não ver, a não ser renovado para esse novo DNA, sair da crise da identidade.
Muitas vezes, o que nos impede o novo de Deus, não é a falta de recursos externos, mas é aquela manutenção dos rótulos que estão na nossa vida, os antigos rótulos. Nós seguramos isso na nossa vida. O rótulo de liderão é o quê? Sou incapaz, insignificante, mas a verdade de Deus qual era? Eu sou contigo.
Esquece o que você é, esquece o que você pensa. Porque eu tenho outro pensamento, eu estou com você. Quem está comigo, não tem derrota, Gideão. Você é isso, você é o meu filho, eu não vou deixar você ser derrotado. Não vai acontecer de novo o que aconteceu todo ano. Você se adaptou a essa ideia, mas você não é essa ideia. Você é um filho amado e eu estou com você. Homem valente. Deus, Ele reduz, querido.
Gedeão imaginou então que agora Deus daria um exército grande. Não, Deus fez ele reduzir o exército para provar que a vitória não iria depender de nenhuma força numérica, mas daquela identidade que agora estava alinhada ao DNA de Deus, a nova criatura.
O homem valente não é aquele, querido, que não tem medo, mas é aquele que permite que a visão de Deus sobre a sua vida substitua a sua própria insegurança, os seus medos. Então, a pergunta que fica para a nossa reflexão, acho que está aí, não está, Fia? Quantos projetos para novos tempos estão aguardando apenas que a gente pare de se chegar pelo filtro da escassez ou incapacidade? Pense.
Quantas coisas você já perdeu, já deixou, eu já perdi, já deixei, já não experimentei. Quantos lugares eu já não fui, porque eu me achei incapaz. Porque eu me coloquei naquele lugar de medo. Eu me enxerguei pelo meu passado, pelas perdas, pelas decepções.
As traições, eu me enxerguei por aquilo que disseram que eu era, ou por aquilo que eu tentei fazer, mas eu não consegui fazer. E Deus não te chamou para fazer, Deus te chamou para ser. Sendo nele você fará. Gideão, ele é homem fraco, porque ele estava baseado no que ele fazia. Malhando o trigo no lagar, medo. E Deus diz, homem valente, isso é o que você é. Você não é o que você está fazendo, você é o que eu disse que você é.
Terceira e última resposta é do Odres Novos, que é a resposta do caráter do novo eu. É o caráter transformado.
Nem se põe vinho novo em odres hélios. Se o fizer, os odres se romperão. O vinho se derramará e os odres se estragarão. Ao contrário, põe-se vinho novo em odres novos e ambos se conservarão. Naquela época, querido, usava-se uma bolsa de couro, de animal, que é para guardar líquido, especialmente o vinho. E quando o couro era ali novo, ele era...
flexível, e o vinho aqui era colocado ali, aí ia fermentar, ou seja, ao fermentar, o odre não ia expandir se fosse velho, e ele ia acabar estourando e perdendo o vinho, então o vinho novo, ele representa para nós o agir de Deus, é a vida nova que traz
cheia, que Deus traz, cheia de mudança, cheia de poder. E o odre é o nosso eu, a nossa mentalidade. É a nossa forma de pensar, os nossos hábitos, nossas tradições. Por que o odre velho não serve? Porque o couro velho fica seco, tem crente seco, tem crente velho seco. Às vezes nós somos secos demais, parece que as coisas não entram mais. Se pôr coisa de Deus, estoura.
É muito. Eu vou sair. Mas eu estou achando tão bonito, meu querido. Eu te amo, viu? Um aplauso para esses técnicos. Está muito lindo, viu? Glória a Deus. Então, às vezes, nós estamos secão, duro. Se colocar em nós muita coisa do Espírito, o que vai acontecer em nós?
Não temos como expandir, a gente já está ali naquelas tradições, nós estamos ali naquele tradicionalismo, a gente não quer expandir, então, o que vai acontecer? Vamos estourar. Porque esse couro, esse odre que somos nós, não vai aguentar a pressão e acaba não só perdendo a unção, o vinho novo que vem, mas a gente perde também, a gente se perde como o odre.
Ah, vocês estão exigindo muito de mim. Quer que eu seja um líder de célula. Você tem um são para isso. Você tem um são para ser um pastor, um apóstolo, um profeta, um mestre da lei. Você tem um são para ser um evangelista. Você tem isso. São verdades de Deus sobre a sua vida. Porque Deus não pede capacidade sua. Deus é em você. E Ele faz você ser nele para fazer o que Ele quer.
Ele não precisa da minha teologia, da minha sabedoria, não. Ele pega um Pedro, um indoutro, um pescador, casca dura. E ele põe junto um letrado, um Paulo, ele põe junto, querido médico, ele põe junto homens da roça, profetas do campo. Ele põe junto, para dizer, não depende do que você sabe, do que você pode fazer, você depende de mim.
Então, esse velho eu, que é rígido, legalista, que é um eu muito resistente a mudanças, esse novo eu, ele é ensinável e moldável. Nós nos tornamos um outro moldável, flexível. Então, para receber o que Deus quer fazer hoje, tem que haver flexibilidade no nosso espírito. Nós não podemos ficar presos, aquilo que a gente sempre fala, foi sempre assim.
Eu aprendi assim, minha avó era assim, eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou muito assim, Gabriela. Nós precisamos de um coração ensinável, amém querido? Uma mente renovada para a gente não estourar quando vier essas novidades de Deus na nossa vida. Romanos 12, 2, não vivam como vivem as pessoas desse mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança de mente.
sejam transformados pela renovação da vossa mente. Para quê? Para que o novo de Deus se estabeleça. Nós precisamos dessa metanoia, dessa mudança, uma mudança de mentalidade que vai sustentar as verdades de Deus. Qual é a maior? Quem você é. Quem você é. Porque tem uma mente renovada, querido.
sem uma mente renovada, nós voltamos a agir como escravos, mesmo sendo livres. Continuamos escravos, hoje, o nosso coração, ele não deve apenas perguntar, o que Deus vai fazer através de mim? Mas eu preciso me perguntar, quem que eu estou me tornando? Em quem eu estou me tornando depois que eu me converti?
Em quem eu estou me tornando? E para viver essa mudança, querido, com leveza. Olhe com carinho a sua história. Tente perceber que ainda existem feridas, pensamentos antigos. Aquele odre velho está lá encalacrado, duro, enferrujado, ressecado.
E essas coisas limitam, vai limitar quem você é hoje. Sua realidade hoje é outra. Abraça o tempo de crescer. Entenda que renascer é o primeiro passo, mas caminhar na fé é um processo constante de cuidar da sua nova essência. Descanse na sua nova identidade. Não se sinta pressionado a fazer algo para ser aceito. Apenas aceite quem você é, já é em Cristo. E deixe que as bênçãos acompanhem naturalmente o seu caminho.
Sabe, tem muito crente que para ser alguma coisa, estão correndo muito, fazendo muito, correndo atrás de profetas, de bênçãos. A Bíblia diz que as bênçãos do Senhor, elas perseguirão você e elas vão alcançar você. É o contrário. A pessoa que já se definiu em Deus, eu sei quem eu sou. Você acha que meus filhos precisam ficar correndo atrás do que eu posso dar? Muito antes de ele enxergar a necessidade, nós já estamos vendo os nossos filhos.
Para que eu vou correr atrás de algo que Deus já me deu? Então descansa querido, descansa na sua caminhada. Para concluir, Deus está pronto para liberar o novo sobre a sua família, seu ministério, a sua história, mas Ele não vai colocar vinho precioso em um odre rachado pelo orgulho, às vezes ressecado por religiosidade. Deus não vai dar pérolas aos porcos.
porque a unção de Deus é o bem mais precioso, mas Deus não vai colocar isso para se perder, se Deus colocar, Ele vai perder a unção e vai perder o odre, então nós precisamos nos adaptar a esse novo DNA, então deixe o Espírito Santo quebrar, querido, das velhas formas hoje, deixe o velho eu na cruz e sai daqui, querido, com a consciência de que você é filho.
Porque esse novo de Deus, querido, não é algo que você recebe. É algo que você se torna. E essa deve ser a sua maior resposta a tudo aquilo que Jesus já fez por você. Essa deve ser, e é, eu tenho certeza, a resposta mais agradável que nós podemos dar a Deus é essa.
nós nos adaptarmos, que as nossas respostas, elas começam a ser mudadas. A gente já se sentiu confrontado pela velha natureza, pelos sentimentos de incapacidade trazidos pelos medos, pelas perdas, derrotas, pelos fracassos, pelas decepções.
Que isso, querido, seja substituído por essa nova realidade. Você é filho, você tem um DNA. O seu DNA é do céu. Deus está cuidando disso. Não se preocupe, viva isso. Viva isso. Ah, mas você não sabe o que está acontecendo na minha vida, pastor. Você não sabe o que aconteceu ontem, hoje. Eu sei, querido, vai continuar acontecendo. Estamos nesse mundo, no mundo tereis aflições. Mas tem de bom ânimo. Bom ânimo.
Estou lendo a Elisângela aqui, estou vendo todo o cu dessa menina aqui. Perdeu a esposa. A visão, cadê o Davido, por aí? Olha, Davizão, filho. Mas está aqui, firme. Porque a identidade dela não é essa perda. A identidade dela é filha de Deus. Sabe, o que preenche a vida dela e a minha não é a minha esposa, não são os meus filhos, não são as coisas que eu tenho e que eu posso fazer. É Cristo na minha vida.
Ainda que não haja gado no curral. Ainda que a vida não produza frutos. Eu me alegrarei no Deus da minha salvação. Eu não preciso de coisas. Eu preciso de Deus.