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Monoteísmo – A Crença Natural (Parte 2)

08 de maio de 202611min
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Nesta série, o Sheikh Ahmad Mazloum aborda o tema do monoteísmo como a crença natural do ser humano, convidando à reflexão sobre a relação entre fé, natureza humana e reconhecimento do Criador.

Este episódio dá continuidade à explicação progressiva desta temática, mantendo uma abordagem clara e acessível.

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Participantes neste episódio1
S

Sheikh Ahmad Mazloum

Host
Assuntos6
  • Monoteísmo como crença naturalValidade da adoração humana · Inclinação inata ao Criador · Desvio por demônios e religiões · Politeísmo como posterior à origem
  • Unicidade na criação vs. adoraçãoCrença na unicidade como Criador · Divergência na devoção a Deus único · Santos como intermediários · Unicidade na criação como ponto de consenso
  • Poda DivinaRetorno à crença correta · Renovação da profecia em caso de desvio · Profetas como Jesus e Moisés
  • Evidências da unicidade divina na criaçãoReconhecimento de Deus como Criador pelos idólatras · Comportamento em terra firme vs. alto mar · Crença na soberania e poder de Deus
  • O esquecimento da crença natural pela rotinaTikrar al-Mashad (repetição dos fatos) · Falta de gratidão pela rotina · Atribuição de criações à natureza ou cientistas · Reflexão como retorno à naturalidade
  • Razões para a adoração a outros deusesMaterialização da fé e busca por símbolos · Fragilidade humana e busca por intermediários · Ausência de representação de Deus
Transcrição26 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Alhamdulillahi wa salatu wa salamu ala rasulillahi wa ala alihi wa sahbihi wa man walah. Amma ba'du wa salamu alaikum wa rahmatullahi wa barakatuh. Louvado seja Deus e a benção de Deus esteja sobre todos os seus mensageiros e seguidores. O monoteísmo, na verdade, é uma condição básica para a validade e a aceitação da adoração do ser humano. Deus o Altíssimo ainda também diz...

naquilo que é relatado pelo profeta Muhammad, a paz de Deus esteja com ele, salallahu alayhi wa sallam, eu criei os meus servos, todos monoteístas. Naturalmente, o ser humano nasce monoteísta, tendo no seu íntimo a inclinação e o direcionamento ao único Criador. Eu criei os meus servos, todos monoteístas, e depois vieram os demônios e os desviaram da religião.

E fizeram ilícito aquilo que eu fiz lícito para eles. Com as fantasias que são criadas pelos seres humanos e as religiões que são estabelecidas e filosofias e ideias, acabam por fazer proibido aquilo que Deus fez permitido.

O que vem depois do monoteísmo, o politeísmo ou a idolatria é algo que é posterior à origem, e a origem é o natural e é o básico. Então essa é a base. O monoteísmo, eu criei todos os meus servos monoteístas. Depois temos o versículo onde Deus o Altíssimo cita o envio dos mensageiros.

Deus se dirige ao profeta Muhammad dizendo, Na origem e no início, a adoração única a Deus é o monoteísmo.

Com o desvio do ser humano e com o estabelecimento de certas crenças que não são a crença natural, Deus envia os mensageiros para quê? Para fazer os humanos voltarem à crença correta e ao monoteísmo. Coisa simples e comum. E depois daquele profeta enviado, as pessoas continuam seguindo os ensinamentos que ele deixou e depois...

Quando há um desvio, Deus renova de novo a profecia e envia outro mensageiro, como fez com o profeta Jesus, o profeta Moisés e assim também outros profetas. Ainda também nos versículos do Alcorão, sobre esta naturalidade, Deus o Altíssimo diz,

Deus o Altíssimo diz, Nunca Deus concedeu a um homem o livro, a lei e a profecia, para que posteriormente ele dissesse aos homens.

Sejais devotos a mim em vez de Deus. Sejais devotos a mim, adorem-me em vez de adorarem a Deus, o único. Porém, sejais devotos a Deus pelo que ensinavam do livro e pelo que estudavam. E também não vos ordenou Deus que tomassem os anjos e os profetas, deuses em vez de Deus. Esse versículo mostra...

Qual é a função dos mensageiros? Qual é a função da profecia? É fazer o ser humano retornar à adoração única a Deus. Dentro da naturalidade da crença, nós citávamos que é natural a crença em Deus. A crença em Deus é algo comum, natural, simples. Então, por que as pessoas não creem exatamente como os mensageiros pregam? Ou, se as pessoas creem, por que que...

Existe a adoração a outros deuses que não, o Deus único. Há dois tipos de crença. Ou o monoteísmo, se você quiser dizer assim. O monoteísmo divide-se em duas partes. Você crer na unicidade de Deus como Criador. Esse é o ponto natural, em que as pessoas não têm divergência alguma. A base é fundamental de tudo. Depois, a outra parte, segundo ponto. A devoção a Deus único.

É aqui que se divergem os humanos. Um ser humano pode chegar e dizer, e tem uma ideia, uma crença, uma religião. Ele diz, eu creio em Deus e ele me criou. Mas só que eu adoro a tal santo por ele ser o intermediário entre eu e Deus. Essa é uma ideia. Há a unicidade na criação. Esse aqui é ponto de consenso praticamente.

naturalidade. E há a unicidade na adoração. Aqui é o ponto de divergência. Unicidade na criação, crer que Deus é o único criador, que Deus é o soberano, que Deus é o mantenedor, que Deus é o todo poderoso. Essa crença é natural. Deus nos ilustra isso no Corão Sagrado também e diz, Deus nos diz assim,

E se você perguntar a eles, está falando sobre os idólatras da época do profeta Muhammad que residiam em Meca. Se você perguntar a eles quem criou os céus e a terra, eles vão dizer Allah, Deus. Eles responderão Deus. Eles não vão responder que quem criou os céus e a terra era, por exemplo, o ídolo que eles tinham, Al-Lat, Al-Uzza. Eles não vão citar o nome dos ídolos.

Não é aquele ídolo que eles adoram que criou os céus e a terra. E aí dentro dessa naturalidade também são citados os versículos. Um versículo também do Alcorão. E quando eles estão em terra firme, eles idolatram e associam junto com Deus outros deuses. Seguem as tradições do seu povo. E quando estão em alto mar e vem aquela tempestade, eles dizem...

Vamos dizer assim, bem simples e bem abrasileirado, ai meu Deus. Quando está na hora do apuro, ai meu Deus. Agora, quando estão em terra firme, voltam à tradição. Então, tudo isso nos leva a crer que todo ser humano tem enraizado em seu íntimo a crença na unicidade divina, a crença na unicidade de Deus na sua criação, na sua soberania.

Aí vem o outro ponto, que é a unicidade da adoração. A unicidade na adoração é baseada na unicidade da criação. Ninguém adora a Deus único sem crer nele. Agora, pode ser que uma pessoa crie em Deus único como criador, mas não adora ele. O que leva, por exemplo, o ser humano a adorar outros deuses em vez de Deus? Essa é...

Uma das questões que nós vemos, por exemplo, muitos se apelam, como dissemos, a santos, para colocá-los como intermediários. Porque essa fragilidade do ser humano, ele sabe que quem o criou é Deus, certo? E Deus não criou os seres humanos e os gênios tão somente para adorá-lo. Então, por que esse ser humano volta a adorar outras divindades, ele cria outras divindades em vez de Deus?

Na verdade, como lemos no texto, há o desvio. E o que acontece? O ser humano também gosta de materializar as coisas. Ele gosta de ter um símbolo para ele chegar através daquele símbolo a Deus. Mas como a gente disse, a crença é no quê? No invisível. Você crê em Deus e adora a Deus segundo aquilo que você crê que é estabelecido por Ele. Então, uma das razões é o quê? É a materialização.

Por isso, quando entramos na mesquita, as pessoas que entram nas mesquitas, mesmo não sendo muçulmanas, vêm para visitar e conhecer, se sentem bem. Dizem o quê? Não tem nada assim. No que vocês se dirigem para representar Deus? Não há representação. É importante isso.

Então, não há representação, é Deus. Então, as pessoas gostam de materializar. Agora, isto está no íntimo do ser humano. O monoteísmo está no íntimo de cada um. Agora, o que faz a pessoa, ela, esquecer o que está no íntimo dela? Eu sou monoteísta, adorador só a Deus. E, naturalmente, como você está alegando, a vida, normalmente como ela é, leva à crença em Deus único. Uma das coisas que desviam o ser humano disso,

o que a gente chama em árabe de Tikrar al-Mashad. Você vê os sinais de Deus na criação e tudo te leva a crer em Deus, a adorar a Deus, a se dirigir a Deus. Só que você tem a rotina ou a repetição dos fatos. A repetição dos fatos te fazem não lembrar mais das graças, das dádivas ou lembrar de que tem alguém que está te agraciando e te dando.

O exemplo da pessoa que tem tudo, e de tão costumeiro na vida dessa pessoa ela ter tudo, ela não lembra mais de agradecer. É uma coisa comum para ela. Eu olho para o mundo, eu olho para a natureza, eu digo, olha como é bela a mãe natureza. Mãe natureza, como a natureza é bela, como ela é bonita, olha o que a natureza nos concedeu. Vocês não ouvem as pessoas falarem assim?

A natureza concedeu para nós? Quem criou a natureza? Aí vem o raciocínio. Quem criou a natureza? Obra do ser humano. Obra do cientista. Esse cientista ontem não existia. E amanhã também não vai existir, vai ter fim. E quem deu existência a ele? Quem deu fim a ele? Deus. Um exemplo da repetição dos fatos. Nós vivemos, temos a nossa rotina. Eu amanheço, vou ao meu trabalho.

almoço, continuo trabalhando, volto para casa. Amanhece e anoitece, amanhece e anoitece. Chega o sábado, é um feriado para tal pessoa, domingo é um dia de reunião familiar, é outro feriado, aí também a semana começa e assim vai. O que acontece? Rotina. Eu me esqueço, amanhece e anoitece. E quem fez amanhecer e anoitecer?

Então, a reflexão é muito importante por causa disso, para que nós voltemos à natureza humana, à naturalidade, e voltemos assim como é a nossa origem, a origem monoteísta, voltados a um único Deus, o Criador, e o único que merece a adoração.