Monoteísmo – A Crença Natural (Parte 1)
Nesta série, o Sheikh Ahmad Mazloum aborda o tema do monoteísmo como a crença natural do ser humano, convidando à reflexão sobre a relação entre fé, natureza humana e reconhecimento do Criador.
Este episódio faz parte de uma sequência dedicada à compreensão do Tawhid, apresentada de forma acessível e fundamentada.
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Sheikh Ahmad Mazloum
- Monoteísmo como crença naturalCriação do ser humano por Deus · Influências posteriores na crença · Acessibilidade da crença
- Pilares da Fé IslâmicaPilares práticos · Pilares da crença · Crença em Deus único · Crença nos anjos · Crença nos livros sagrados · Crença nos profetas · Crença no dia do juízo final · Crença na predestinação
- Insensatez: Conceito e NaturezaCrença no invisível · Diferença entre crer e ver · Crença como confiança
- Crença e CiênciaLimitações da prova material · A lei da gravidade como exemplo · Simplicidade versus filosofia
- Universalismo religiosoCrença em todos os profetas · Aceitação e obediência a Deus
Bismillah, Rahman, Rahim. Em nome de Deus, o Climente, o Misericordioso, louvado seja Deus o Todo-Poderoso, o Criador dos céus e da terra e de tudo quanto existe entre ambos. Ele é o soberano, é o sustentador de tudo que há neste vasto universo. A religião islâmica é baseada em pilares.
Primeiramente é formada por pilares práticos, ou o primeiro deles é o abstrato, que é a crença de que não há divindade além de Deus, é que é o Mohamad, é o mensageiro de Deus. O segundo pilar que sustenta a religião é a oração. O terceiro é o pagamento de um tributo, que é o zakat.
O quarto é o jejum do mês de Ramadã. E o quinto é a peregrinação à Casa Santa, desde que tenha condições para empreendê-lo. Mas essa crença, ela também tem que ter pilares que formam a fé. A crença é baseada também em pilares da fé, que seria a crença em um Deus único, a crença nos anjos.
nos livros que foram revelados de Deus, nos profetas que Deus enviou e no dia do juízo final e na predestinação. Louvado seja Deus e que a paz de Deus esteja sobre todos os seus mensageiros. Reconhecemos que Mohamed é mensageiro de Deus, que Jesus é mensageiro de Deus, que Moisés é mensageiro de Deus, que Abraão é mensageiro de Deus, que Noé é mensageiro de Deus.
E reconhecemos que só Deus deve ser adorado. Deus o único Criador, o único que merece a nossa devoção e adoração. Sobre a crença, sobre a fé, devemos refletir e saber o que é exatamente a crença. Um dos versículos que cita os pontos de crença no Alcorão e cita os pilares da crença, e a crença.
É o versículo no qual Deus Altíssimo diz O versículo diz O mensageiro crê no que foi revelado a ele de seu Senhor. O mensageiro crê no que foi revelado a ele de Deus.
Crê em Deus, nos seus anjos, nos seus livros, nos seus mensageiros, e não fazemos distinção alguma entre esses mensageiros. Aqui foram citados quatro pontos. Deus, os seus anjos, os seus livros, as escrituras sagradas, e os mensageiros que Deus enviou para mostrar a orientação ao ser humano, e para orientar o ser humano com estas escrituras. E ainda temos também...
a crença no último dia, no dia do juízo, ou na derradeira vida, ou na vida após a morte, vários termos, vários nomes podem ser usados, e também a crença no predestino. Isso é conhecido no dito do profeta Muhammad, que é relatado por Umar ibn Khattab, onde ele relata que o anjo Gabriel veio até o profeta Muhammad, e perguntou a ele, me indique o que é a crença.
Então o profeta Muhammad enumerou seis pontos. Disse você crer em Deus, nos seus anjos, nos seus livros, nos seus mensageiros, no dia do juízo, ou no último dia, e no predestino. Em resumo, esses são os seis pilares da fé, os seis pilares da crença. Mas o que é a crença? A crença, na verdade, é aquilo que você acredita com o coração.
Aquilo que você reconhece que existe. Porém a crença você reconhece que existe sem vê-la. Sem ver este fato, sem ver isto. A partir da informação que você tem ou a partir dos sinais que você tem que te levam a crer que existe tal coisa. Quanto às coisas às quais eu tenho acesso com os sentidos, eu vejo, eu ouço, eu toco.
Isto não é mais crença. Não se diz, eu creio na mesa, e a mesa está aqui comigo, eu estou vendo ela, eu estou tocando nela, estou sentado na cadeira, eu creio na cadeira? Não. Mas você crê no quê? No invisível. Naquilo ao qual você não tem acesso.
Por isso os versículos do Alcorão, logo no início do Alcorão, Deus o Altíssimo diz Logo no início, este é um livro que sem dúvida é orientação para os piedosos. Depois cita quais as qualidades desses piedosos, dessas pessoas que creram nesse livro. Aqueles que creram.
no invisível, creem naquilo que lhes é informado da sua existência, creem nisso a partir da confiança naquilo que Deus informou. Isso tem muitos detalhes, tem embasamento e é uma crença natural, uma crença racional. Naturalmente, todos os seres humanos, eles creem em Deus.
naturalmente acontece isso, até mesmo o ateu ele acaba crendo em Deus. Vai dizer um dia graças a Deus. Sou ateu graças a Deus. O sinal disso está onde? Quando acontece alguma coisa e a pessoa está em desgraça, a pessoa está em necessidade, ai meu Deus, um apuro, ai meu Deus.
Ou no íntimo da pessoa ela não consegue negar. Só que para fugir daquilo que é o natural, ou por não ter as respostas racionais, eu acabo dizendo que não, existe uma força suprema, não dou o nome de Deus ou de Allah. Quanto ao fato do monoteísmo ser a base de todas as profecias, nós temos uma frase importante.
que é a seguinte, e cremos que o puro monoteísmo é a naturalidade na qual Deus criou o ser humano. Cremos que o monoteísmo é a naturalidade na qual Deus criou o ser humano. Como naturalidade? Temos um versículo no Corão de Deus, o Altíssimo diz assim,
Deus o Altíssimo diz, esta é a religião natural na qual Deus criou o ser humano. Não há variação na criação de Deus. Esta é a religião reta, porém a maioria dos humanos...
não o sabem. Ou seja, o monoteísmo é a religião natural e o que está enraizado no íntimo de cada pessoa desde o seu nascimento. Agora, o que acontece com a pessoa e quais as influências, as interferências que ela tem depois, que fazem ela idolatrar junto com Deus, associar a Deus outros deuses, ou negar a Deus, isto vem como interferência posterior. A base no íntimo do ser humano Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom
Está a crença em um único Deus e a crença natural em Deus. Um exemplo assim para ilustrar isso, imaginem que uma pessoa ela nasce e ela é colocada num local onde ela não vai ter acesso a nada, não vai ter contato com ninguém. Esta pessoa ela vai crescer naturalmente ligada a Deus.
Ela vai ver a criação do universo, ela vai ver o dia, a noite, o sol, a lua, vai ver tudo aquilo que abrange a vida, vai logo pensar, isto tem um criador, tem um feitor. E a este eu dou o nome de Deus, o criador. Então, esse é um exemplo bem básico. Então, isso que eu quero dizer com a normalidade, com a naturalidade.
Por isso as pessoas antigamente, as pessoas mais simples, mais humildes, e hoje ainda as pessoas mais humildes, entendem muito melhor a crença do que os maiores cientistas. A ciência é uma graça e é um benefício para a humanidade, mas às vezes a ciência vem para o prejuízo de alguns indivíduos, que acabam querendo a prova material e a prova científica em todos os fatos, em todas as coisas.
quando na verdade nós não temos condições de provar todas as coisas materialmente. Até mesmo as coisas científicas que a gente tem não se provam materialmente, muitas coisas. Vamos dizer, eu tenho a caneta, a caneta eu jogo, caiu. Por que caiu? Por que não foi para cima? A lei da gravidade. A lei da gravidade. Onde está a lei da gravidade? Eu não vi. Ela está invisível. Está invisível.
Ela existe por quê? Porque você viu o sinal dela, você viu que a caneta foi para baixo e não subiu. Também, a crença em Deus, eu não vi, você não viu o mundo como é regido, como foi criado, como tem a perfeição, nascem os seres humanos, morrem e tudo isso. Isso aí a gente vai ver, cada sinal da criação de Deus como uma prova da sua existência.
Na verdade, a pessoa humilde e simples, esse exemplo da pessoa mais, vamos dizer, entre aspas, analfabeta. Foi dito, uma vez tinha um sábio, estava andando, e as pessoas, a multidão andando atrás dele. Então, uma mulher simples, uma senhora, perguntou, quem é este que as pessoas andam atrás dele? Então, disseram para ela, este é fulano, ele tem mil provas da existência de Deus. Aí ela disse assim, com toda a simplicidade,
Se ele não tivesse mil dúvidas, não precisava de mil provas. Coisa simples e normal e natural. Ainda é citado o outro que foi estudar fora, assim, na cidade dele não tem faculdade, é uma cidade pequena. E a família dele simples. Então ele foi estudar. Quando voltou, se formou e tudo mais, veio o pai dele com toda a humildade e disse para ele, ô filho, o que você estudou? Ô pai, eu estudei filosofia.
fez curso de filosofia, se formou em filosofia, filósofo. Então, mas filho, o que é essa filosofia? O que é isso? O que você estudou lá? Como é que vai explicar para o homem, simples agora, o pai dele, nunca estudou, nunca foi à escola, o que é filosofia? Era hora do almoço, então ele disse para ele o seguinte, olha pai, filosofia ensina o senhor a provar que esse prato aqui são dois pratos.
Tem um prato de comida aqui. A filosofia vem ensinar para o Senhor como é que eu vou provar que um prato são dois pratos. O que o homem disse para ele? Diz para ele é o seguinte, então esse prato aqui é meu. O segundo que você provar, você come.
Essa é a filosofia. Agora, a crença não precisa de filosofia. Precisa de simplicidade. Simplicidade. É uma coisa natural. Por quê? Porque, na verdade, a crença é uma responsabilidade, um encargo. Você não pode encarregar as pessoas de crerem numa coisa para a qual ela não tem acesso. É difícil ela entender. Então, é injustiça. E Deus é justo. Então, a justiça de Deus, a plena justiça de Deus, estabelece que...
A crença é uma coisa natural e é acessível a todas as pessoas. Portanto, o islam e a religião que tem a aceitação e a obediência aos ensinamentos de Deus, nós cremos em tudo que ele revelou, em tudo que ele revelou a todos os profetas que antecederam o profeta Muhammad.
Você não pensa que o muçulmano crê somente em Maomé, que é o nome dele em português mais entendido. Não, o muçulmano não pode ser muçulmano se ele não crer em todos os profetas que antecederam ao profeta Muhammad, em Moisés, em Abraão, em Jesus, em N profetas que receberam as mensagens e legaram essas mensagens para os nossos dias de hoje.
Foram escolhidos por Deus devido às suas qualidades, ou mesmo Deus os preparou para serem mensageiros, e legaram para nós até os nossos dias de hoje o monoteísmo, a crença em um Deus único, de que não há divindade além de Deus, somente a Ele nós devemos adorar.