BATALHAS BRASILEIRAS QUE DARIAM UM FILME
A história de Maria Quitéria já daria um grande filme por si só: uma mulher que se disfarça de homem para lutar na guerra, rompe padrões sociais e se torna símbolo de coragem em um país ainda em formação. Mas ela não está sozinha. O Brasil é cheio de narrativas cinematográficas ignoradas, como a resistência de líderes indígenas, revoltas populares como a Sabinada ou a Balaiada, e figuras quase esquecidas que enfrentaram o poder com recursos mínimos. São histórias reais, densas e cheias de conflito, que mostram um Brasil muito mais complexo e dramático do que normalmente aparece nos livros didáticos.Meu nome é Vitor Soares, eu sou professor de História, e seja bem-vindo ao canal!Apoie o canal através do LIVEPIXhttps://livepix.gg/profvitorsoares🔴 Me siga nas redes sociais: @profvitorsoares🟢Ouça meu podcast História em Meia Hora!https://open.spotify.com/show/6uscSyqp0q7Cb0uoEujgL8🔴Compre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8🟢 Compre o meu livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://www.loja.literatour.com.br/produto/pre-venda-livro-historia-em-meia-hora-grandes-civilizacoesversao-capa-dura/Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na blablalojinha! https://tinyurl.com/CAMISALAMPIAORoteiro: Prof. Vítor SoaresProdução: Matheus Herédia (@matheus_heredia)
Vitor Soares
- Cultura e Humor BrasileiroColonização Cultural · Cultura Pop
Mas vamos falar de alguma dessas batalhas que você acha interessante, cara, que a gente ou sabe pouco ou tinha uma ideia diferente que hoje a gente consegue entender mais. É, eu acho que a gente quando fala de Brasil especificamente, que é um tema que é muito negligenciado, e até te falei antes, os plays, o número de plays deixa bem claro no meu podcast. Galera, isso interessa muito. Cara, papo de 60% desempenho de episódio normal. O que você acha?
Porque é menos interessante. Cultura pop foi menos bem desenvolvida. A gente não trabalhou isso como mitologia dentro da gente, com filmes, livros e tal? A gente hoje, a nossa geração... Eu também não sou novo não, tenho 31, tá ligado? A nossa geração, a gente cresceu vendo cultura norte-americana. E não teve o que fazer. E japonesa, né? Isso, mas a japonesa é anime, né? Então, tipo assim, veio um...
É uma bitola específica trazendo informação. Não é tipo a cultura japonesa como um todo. É a cultura americana vem com um papo completo. Isso. A indústria pesada trazendo. E aí, cara, isso é uma coisa muito pesada. A gente sabe o que é Thanksgiving. Sabe bem. Formatura dos caras. Isso, é.
E assim, eu nem quero entrar na discussão sobre o quanto que isso frustra a nossa geração por crescer vendo uma realidade que a gente não tem. Frustra muito. Isso é papo real. O quanto que a gente vê uma realidade por milhões de motivos, desde a roupa, para entrar no papo da etnia, das pessoas que te viam na televisão e que não eram conhecidas com a gente.
Eu falo a gente brasileiro, como um todo. Isso, enfim. Mas o ponto é, a gente foi colonizado culturalmente, neocolonizado, tem esse conceito também, de tal maneira que a gente acha interessante, a gente quer aprender a origem do Thanksgiving.
A gente quer aprender Halloween. Hoje tem Halloween, pô. Halloween no Brasil tem Halloween direto. Halloween, tipo, é uma parada que vem de fora. E assim, não tô falando que tá certo ou errado. Essa é uma discussão que... Isso é um outro papo. Ou se é bom ou se é bom. É, não, não. Eu não quero entrar nisso, porque eu acho que às vezes o valor em cima de cultura é papo de gente bem burra. Eu acho que... O meu ponto é o quanto que a cultura brasileira, ela não é vista...
Como... Algo interessante. Por isso que o Cidade Invisível, a série, foi tão louco. Essas pessoas até hoje falam cadê? Eu quero mais. Porque por tratar isso, tratar essas figuras como Thor, né? Tipo assim, fazendo um conteúdo, igual o Thor da Marvel. Pô, isso daria... Se tivesse Cidade Invisível na nossa época, talvez eu tivesse mais plays hoje, pô.
do episódio de história do Brasil. Tinha, sítio de pica-pau amarelo. Tinha, mas era sozinho, né? Ele era isolado. Mas a gente se amarrava. Não, e fez diferença, né? Fez muita diferença. Porque você vai atrás da parada. É, só que o Maurício de Souza é um escroto. Maurício de Souza não, o Monteiro Lobato. Pô, Maurício de Souza, desculpa aí, Maurício de Souza.
Cara, mó legal. E o Horus de Sousa, mó legal. Acho que faz bagulho progressista. Desculpa aí. Tava meio doitinho, né? Acho que tá bem. Agora melhorou. Pô, nada a ver. Cabeu, ter um lobado. E tem a Cuca, né? Porque aí você vê a Cuca. E a figura da Cuca é uma figura que tem em várias culturas, né? Sim, é. Eu tava vendo uma série do Stephen King.
que é o mesmo mito da cuca, só que tem uma outra visão, né? Sim. É porque é uma origem nativa da América, né? E obviamente que você tem as suas adaptações locais, enfim. Mas é meio que a mesma coisa, assim. Eu acho sensacional. E aí eu acho que isso faz com que a história do Brasil seja muito mais subestimada, menos interessante pra essa galera, do que o bagulho que vem envelopado bonitinho. É, mas você começou falando isso porque você ia falar alguma coisa... É porque existem guerras aqui no Brasil que são muito subestimadas. É.
Muito, sim. Eu acho que quando você estuda um pouco mais sobre o início da República Brasileira, principalmente se fala de revolta da vacina, revolta da chibata, o conceito da revolta da chibata é um conceito muito foda, velho. Tem um podcast chamado História Preta, que conta essa história muito bem, do Tiago, amigo meu.
que, cara, é uma galera que foi para a Inglaterra, aprendeu lá o que é... Isso é século... Finalzinho do século XIX, 1890 e pouco. O Brasil tinha acabado de ser uma república. Era uma monarquia, com o Dom Pedro II.
Então era muito recente. E aí alguns marinheiros, incluindo o João Cândido, que é o almirante negro, que é o cara que liderou isso daí, ele foi lá pra gringa, porque o Brasil comprou uns navios, uns navios super avançados, e aí chegou lá e ele conheceu não só a tecnologia, mas conheceu também o que é uma república, o que são respeitos. Eu sou uma pessoa respeitada aqui, porque o Brasil, durante a marinha, no início da república, o Brasil tinha resquício de escravidão ao máximo.
Que era muito comum você chegar, a Marinha Brasileira chegar, ir num lugar onde tinha muitas pessoas negras, bairros mais pobres, enfim, e falar, pegar essas pessoas e colocar dentro do quartel. Você vai virar marinheiro, você vai virar do exército e tal, soldado. E quando o João Cândido e essa galera chegou lá e conheceu, eles rodaram o mundo com esse navio.
Conheceram algumas revoltas na Rússia, que estava aproximando da Revolução Russa Comunista. E aí alguns marinheiros também se revoltaram. Foi uma revolta próxima do Encouraçado de Potemkin, que também é um filme famoso. E aí eles conheceram, pô, a gente pode lutar. Tipo, essa... Pegar informações pelo mundo de que você também merece respeito, eu achei isso um conceito muito foda. E aí chegaram aqui e fizeram a deles.
que foi a revolta chibata. Quando o marinheiro tomou um montão de chibata, chegou a desmaiar, se não me engano era 70, 80, 100, muita chibatada, e aí o cara chegou a desmaiar, e eles organizaram a parada, pegaram alguns navios, botaram os navios apontados para o Rio de Janeiro, e eu falei, eu vou...
A gente quer direito, a gente quer isso, a gente quer aquilo ali. E ficou uma treta máxima, assim, por muitos dias. E todo mundo, enfim, né? Um monte de gente foi perdoada. E o João Cândido, que foi o líder, né? O homem negro, o homem anti-negro, foi tido como exemplo, assim. Ele teve uma...
A punição exemplar, foi banido, ficou preso por muitos anos, se não me engano, na Ilha das Cobras, lá no Rio de Janeiro. E é interessante que no podcast do História Preta que eu tava falando, conta essa história toda. E no final, encontra um áudio dele bem velhinho, assim, contando o que ele passou, assim. Então é emocionante demais. Nossa, mano. Pô, conta, é áudio mesmo, assim. É áudio da década de 70, 80, não lembro exatamente. Pô, muito maneiro. Eu acho que...
É só envelopar um pouquinho melhor a história do Brasil, tá ligado? Com uma parada que você... Com a parte de entretenimento, que nem a gente fala, né? Isso, isso é. Porque, pô, cara, o que que tem no Vingadores? O que que tem ali? Pô, de repente pode pegar uma coisa... Isso pensando, obviamente, em quê? Qual é a meta? É fazer a população, o povo brasileiro, se interessar por história do Brasil. É, cara, a gente... Cara...
Vê pouco o lance da independência do Brasil. Eu lembro de uns filmes antigões, né? Da independência. Não, é. É um bagulho bem não maneiro. Me brega, né? É, é. Cara, na independência do Brasil, você teve a Maria Quitéria, por exemplo. Foi uma mulher que se vestiu de homem e lutou pela independência do Brasil. Ah, é? Porque a gente teve guerra, né? Muita gente não sabe. Mas a independência do Brasil, Portugal tentou impedir.
Teve algumas, principalmente no Nordeste do Brasil, a gente teve tropas lusas atacando o Brasil pra impedir que o Brasil se tornasse independente. Porque o Dom Pedro falou, independência é morte. E aí os portugueses falaram, meu pau. E aí, não vamos deixar. E aí ele chegou e juntou uma galera e aí alguns soldados brasileiros, enfim.
o próprio Dom Pedro, Dom Pedro I, na verdade, falou, tipo assim, vou juntar uma galera aqui, uns civis, pra lutar. E era muito normal que a galera fosse na casa dos outros. Tudo bom? Tem uns dois filhos teus aí pra lutar. E uma galera mandava escravos, pessoas escravizadas pra lutar no lugar. Tipo assim, manda os meus dois, falando escravizados, pra lutar. Eu não vou, mas ó, eu tenho dois...
É, vai lá, bota no lugar, e aí você bota o meu nome aí pra compensar. Rolou muito, na Guerra do Paraguai também, mas esse é outro papo. E aí, dentro dessas histórias, na Bahia, teve a história da Maria Quitéria, que chegou lá um soldado falando, eu quero um filho teu, um soldado teu, uma pessoa escravizada aí, trabalha contigo. E aí a menina assim, caralho, e ele contando, pô, ele vai lutar pela independência, ela caralho, doidinha. Eu quero isso. E aí ela falou, pai, deixa o Willi.
Pô, tu é mulher, cara. Pô, pelo amor de Deus. E aí o cara foi embora. Só que o cara falou o lugar. A gente tá esperando vocês no batalhão e tal. E aí ela foi lá, chegou na irmã e falou, irmã, pega a roupa do teu marido agora que eu vou meter o lock. E aí ela botou a roupa de homem. Cortou o cabelo. Cortou o cabelo, chegou lá e aí entrou na guerra. Lutou um tempão. E olha que interessante. Marinha Quitéria, irmão, sensacional. E olha que interessante.
Durante a guerra, a gente tem uma carta que prova, isso é prova, isso é consenso, que ela foi descoberta e que continuaram com ela no batalhão. Chegaram assim e falaram o seguinte, a gente precisa de um saião feminino, uma carta pedindo aparatos femininos. E também teve no fim de... Resumidamente, encontraram que era mulher e falaram, deixa a mulher que ela é pica, tá rolando, tá ajudando a gente, deixa aí. No final, o pai dela nunca perdoou ela.
é porque enfim bobeira do caralho e aí o Dom Pedro II soube
Nobre 1º, desculpa. Tive meio que conseguiu. Nobre 1º soube e mandou uma carta pro pai. Pô, desculpa tua filha aí. Lutou pela independência do nosso país e tal. E ela foi recebida pelo Nobre 1º com honraria. Assim, pô, tu foi um exemplo e tal. Um mulã brasileira, pô. Ou a Maria Quitéria asiática, também não sei. Pô, é muito foda. Cara, tem muita coisa interessante que, pô, de repente, velho, é meter um... Mas, por exemplo, guerra do Paraguai, a gente sabe pouca coisa, né? Pô, e tem tanta coisa. Por que que rolou a treta, na verdade?
É, um monte de, cara, milhões de motivações, né? Tinha uma historiografia mais antiga, aquele papo que você falou, tipo, com o tempo, revendo alguns conceitos históricos. Tinha um que falava que a Inglaterra estava por trás, porque a Paraguai tinha ambições de ser um grande polo industrial, de vender os produtos aqui para a América, mas daí foi desbancado recentemente.
anos 90, anos 2000, não lembro, recentemente, e a historiografia mais recente diz que na verdade foi só os paraguaios, Solano Lopes, que estavam com ambições imperialistas. E aí eles começaram a... Porque tipo assim, o Brasil foi o país mais imperialista da América do Sul por muito tempo. O Brasil entrou no Uruguai, entrou na Argentina e trocou os presidentes.
A gente fez isso. Fez isso? Fez, fez. A gente chegou lá e trocou. Esse cara aqui não é parceiro meu, bota outro. Apoiou os contrários da região e botou outra galera. E aí o Paraguai tinha essa coisa com o Brasil. Era a favor dos que foram tirados pelo Brasil. E chegou um momento que eles invadiram a Argentina, invadiram o Brasil, mas de Bato Grosso. Eles queriam uma saída para o mar.
E realmente existia essa ambição de ser um polo industrial, mas não era um problema para a Inglaterra, segundo as novas fontes que a gente encontrou. E aí eles queriam sair para o mar, no Rio Paraguai, eles queriam chegar até lá, só que aí o Brasil, quando eles invadem Mato Grosso, se eu não me engano, posso estar errando aqui o nome do lugar exatamente, e aí invadem e falam, ok, vamos juntar aqui uma tríplice aliança, é o nome do grupo que o Brasil criou, que era o Brasil Argentino Uruguai.
com esses governos que o Brasil colocou, contra o Paraguai. Foi uma guerra muito sangrenta, e é uma guerra interessantíssima. Eu esqueci o Dia das Crianças aqui no Brasil. Dia das Crianças? É, o dia. 12 de outubro? Pode ser, 12 de outubro. Enfim, datas. Caguei. Tem celular, não precisa decorar. 12 de outubro. O historiador falando datas.
Não precisa, não precisa. Se o seu professor pede data, pô, vai se fuder. Tem que entender todo o contexto. Exatamente. Tem professor que faz isso, cara. Triste demais. Mas enfim, aí o lance é, lá no Paraguai, a data é outra.
Por quê? Porque o mundo todo é 13 de outubro, 12 de outubro, sei lá. Eles querem que eu agora, que eu vou te ouvir. Mas lá no Paraguai é outro. Por quê? Porque foi o momento da Guerra do Paraguai, que o Brasil, Argentina e Uruguai, principalmente o Brasil, eles invadiram uma região chamada Costa Nú. A Costa Nú foi o momento onde o Solano Lopes já estava perdendo muito.
praticamente já derrotado, mas ele continuou lutando. E adivinha, ele colocou um exército de alguns milhares, 3, 4 mil crianças com barbas postiça, com armas que eles não aguentavam direito, roupas grandes, alguns um pouco mais velhos, outros de 8, 9 anos, pra lutar contra o Brasil e resistir pra ele conseguir se fugir mais tempo.
E aí foi um massacre. Claro. Tem alguns relatos de uns soldados falando, soldados brasileiros e tal, falando cara, que coisa. Eu tenho que lutar pela minha pátria, mas eu não quero matar uma criança. Então rolou esse conflito, mas o Brasil matou. O Brasil e os outros mataram e tal. E falaram inclusive que depois de algumas horas, foi uma batalha que durou algumas horas, que o Brasil regaçou os caras, os moleques. Criançada, faltou um cumom ali.
Dá uma acordada também, né? Porra. Tá gastando, tá gastando. Como é engraçado. Mas a criançada perdeu, obviamente. E no final, as mães... Isso é muito triste. As mães saíram do mato, assim, né? Pra tentar pegar o corpo dos filhos. Não, bagulho bad vibe. Absurdo, velho. Muito, muito absurdo. Muito absurdo, é. E por isso, né? Tipo assim, pra muita gente, aquele momento da guerra, a Guerra do Paraguai...
Acabou. Tipo, mano, o cara tá botando criança. Tá ligado? Tipo assim, é o mesmo efeito com os kamikazes na Segunda Guerra Mundial. Então já tá acabando, pô. Os caras tão botando kamikaze porque fudeu. Os caras tão queimando as últimas fichas. E aí o Solano Lopes, ele continuou resistindo e tudo mais. E o Duque de Caxias, isso é muito interessante, muito importante pra história do Brasil. O Duque de Caxias, que tava liderando,
inclusive é uma cidade lá no Rio, ele... O nome, né? Ele falou, Dom Pedro, para com essa porra. A gente tá matando criança, o cara já perdeu. Daqui a pouquinho o cara se entrega. Desiste. E aí o Dom Pedro, ele não quis recuar. Ele falou, não. Se eu não me engano, foi o Conde Dan, olha o nome do cara, Conde Dan. O Conde Dan, que ele era marido da...
da filha do Dom Pedro, genro, né? Ele falou o seguinte, não, a gente não vai parar, eu não sei se foi ele ou o próprio Dom Pedro, a gente não vai parar enquanto o último bebê paraguaio seja enforcado pelo ventre da última mulher grávida. Caralho, velho, isso é muito pesado. É pesadíssimo, é muito pesado e aconteceu o que aconteceu, que foi, tipo, se não me engano, oito a cada dez homens paraguaios morreram nessa guerra.
Nossa, mano. Oito a cada dez, assim. Foi um massacre muito pesado. E, obviamente, né? Que você fala, pô, Vitor, mas o cara tá meia do mal. É, mas dá pra mandar dois tomar no cu. Não precisa mandar só um tomar no cu. Então, pô, tem que tomar no cu pra muita gente. Então, assim, você pode falar, pô, que merda que o Sonu Lopes começou essa guerra mesmo. Uma merda. Mandou crianças. Mas, pô, que merda que, pô, Brasil... Nossa. Foi até as últimas, tá ligado? E, pô, o Paraguai foi regaçado, assim.
Mas o motivo para o Brasil entrar na guerra foi eles só ter... Invadiram uma região. Também tinha umas tretas muito importantes no extremo sul do Brasil, que é com estancieiros, a galera do Shark e tal. Que de vez em quando eles invadiam. Tinha essa treta.
Mas, no fim, o Brasil queria invadir aquela região mesmo, pra basicamente acabar com o Sol do Norte. Mas não pra dominar e anexar. Não, não dominou. Não dominou, é. Então, assim, é uma guerra muito sangrenta. Muito sangrenta mesmo. Tem um documentário que eu vou deixar como recomendação muito bom. guerrasdobrasil.doc
É um documentário da Netflix. Excelente. Os episódios têm meia hora, quinta minutos. E conta cinco momentos de guerras do Brasil, né? Se eu não me engano, a primeira, que pra mim é o melhor episódio, que é sobre a colonização. Inclusive, tem o Ailton Krenak falando. Um cara muito foda. Um filósofo indígena da etnia Krenak. Aí a segunda, acho que é sobre zumbi dos palmares. Foda pra caralho esse episódio. A terceira é a Guerra do Paraguai.
A quarta eu esqueci. Enfim, mas são muitos episódios. Pô, muito bom. São cinco episódios.
Mas é lenda, é mito esse lance que Paraguai era uma potência? É, vou pegar aqui, tá meu querido? Eu vou, valeu. Cara, não, era... Queria ser uma potência. Mas culturalmente, essa parte toda era... Economicamente. Ah, econômico. É, queria produzir os produtos que o Brasil comprasse.
Tipo assim, porque como é que o Brasil durante todo o século XIX, até um pouco antes, o Brasil, todos os produtos que tinham eram produtos feitos na Inglaterra, a Revolução Industrial, enfim. E o Paraguai queria pegar essa fatia do mercado. Tipo, eu tô aqui, é mais barato pra mim. E aí começou até com um plano, quem sabe até não venda pra outros países aí do Oceano Atlântico.
Então a gente tinha essas ambições aí. Porque às vezes valia mais a pena também pegar o navio e subir pra América de navio do que ir por terra, né? Por terra pro norte da América, né? Então o Paraguai tinha essas ambições de querer se tornar um polo industrial, vender, achava que era isso que precisava, e não rolou, né? Porque a guerra do Paraguai regaçou os caras completamente. E é o dia das crianças lá até hoje, porque eles não são malucos.
E depois disso... Caiu bem. Fraqueceu bem. Fraqueceu e até hoje os caras estão... É.
A gente não sabe, mas a Guerra do Paraguai foi um ponto de virada, assim, de decadência que aconteceu com o Paraguai. Mas, né, talvez não tivesse rolado, quem sabe. É, vai saber. E você falou que são todas conectadas as guerras e tal. A Primeira Guerra e a Segunda Guerra, o que você pode dizer que... Conectou? A Segunda Guerra é um reflexo do que aconteceu na Primeira. Definitivamente, porque, tipo assim, quando a Primeira Guerra aconteceu e tudo mais...
ela tinha motivações... Não tinha motivações étnicas muito grandes. Tipo, a quem é o povo alemão? Não, não tinha muito isso. Não era supremacista. Não, não era supremacista. E tinha muito mais um lance, tipo assim, a Inglaterra...
Ela era o número um em produção de aço. E aí a Alemanha se unificou recentemente. A Alemanha nasceu, como a Alemanha, em 1871. Pertinho da Primeira Guerra. 1871. A Primeira Guerra aconteceu em 1914. Tipo, 40 anos depois, mais ou menos. Um pouquinho menos. E aí a Inglaterra já tinha um rãs com...
com a Alemanha, porque eles estavam virando na produção de ácido, produzindo mais ácido que a Inglaterra. Olá, aqui é a Ana Paula Padrão. E como empreendedora, eu recomendo a Claro Empresas. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas. Soluções completas e inovadoras para transformar o seu negócio.
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A França, que são os dois principais países da Primeira Guerra e da Segunda também, mas... Na Segunda mais Estados Unidos. Mas da Primeira Guerra, os dois países, Inglaterra e França. A França foi por conta de revanchismo francês. Isso é bom pra galera que vai fazer vestibular. Que é tipo assim, quando nasceu a Alemanha com a Guerra Franco-Prussiana, em 1871, Otto von Bismarck, essa galera...
É bem humilhante pra França. Por quê? Porque a Alemanha nasce dentro da França. Olha aqui, Daniel. Como assim? As tropas da Alemanha, que na época não era Alemanha, era Prússia. Era apenas uma partezinha. Elas foram unificando durante a guerra. Tipo assim, você tinha Prússia numa regiãozinha onde hoje é a Alemanha. Tá. E tinha a França como a gente conhece. Depois de, enfim, muitas coisas, motivações que não vale a pena explicar, a Prússia decidiu, vamos atacar a França. E vamos dominar aquela merda, vamos botar os caras lá, vamos arregaçar.
Beleza. E aí a Prússia foi unificando os outros condados principados menores que existiam. Existiam tipo 40 principados separados naquela região. Foram se juntando, se juntando e invadiram a França, derrotaram a França e dentro do Palácio de Versalhes.
coroaram o Guilherme I, o primeiro rei da Alemanha. Entendeu? Aí foi uma humilhação muito grande. Eles perderam uma região importantíssima. Nunca é só por humilhação, né? Tem econômico, óbvio. E perderam a Alsace-Lorena, uma regiãozinha que fica na fronteira entre os dois países, muito rica em ferro e carvão. E aí a Alsace-Lorena se tornou da Prússia. Agora a Alemanha, né? Depois dessa parada. E ali a França tem esse ranço.
contra os alemães há muito tempo. Então eles estavam só querendo motivação. E queria pegar de volta o Assasio e Lorena também. E aí quando aconteceu tudo isso... Hoje em dia é francês ou alemão? Eu acho que hoje é francês, eu não tenho certeza. Mas eu sei que na história, tipo assim, Hitler pega de volta, aí Hitler perde de volta pra um, aí ficou um ping-pong. Tanto que em Assasio e contra Lorena, é muito normal falar francês e alemão. É porque é de tanto ping-pong que os caras vão. Mas enfim, o ponto é...
Essas motivações econômicas culminaram na Primeira Guerra Mundial. Pum. Primeira Guerra Mundial rolou e tudo mais. Principalmente França e Inglaterra contra a Alemanha. Contra a Alemanha. A Áustria também, o Império Austro-Húngaro também era muito poderoso, mas principalmente a Alemanha. Se você aprendeu algo comigo, considere se inscrever aqui no canal, curtir o vídeo, hypar o vídeo também. Se quiser aprender mais sobre história, ouça o meu podcast História em Meia Hora.
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