Episódios de História com Prof. Vítor Soares

SEGREDOS REVELADOS PELO MÉDICO DO "BIGODINHO"

12 de março de 20269min
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Este vídeo analisa documentos históricos e registros médicos que indicam o uso frequente de substâncias estimulantes e outros compostos por um famoso líder alemão da década de 1930 e 1940, conhecido pelo bigode característico. A partir de anotações detalhadas feitas por seu médico pessoal, historiadores investigaram uma rotina de aplicações que incluía estimulantes potentes, hormônios e misturas químicas usadas para manter energia, foco e resistência em longas jornadas de trabalho e reuniões militares. Além disso fala de outra pessoa, considerada por muitos, a pior pessoa que já existiu, o Rei Leopoldo II.Meu nome é Vitor Soares, eu sou professor de História, e seja bem-vindo ao canal!Apoie o canal através do LIVEPIXhttps://livepix.gg/profvitorsoares🔴 Me siga nas redes sociais: @profvitorsoares🟢Ouça meu podcast História em Meia Hora!https://open.spotify.com/show/6uscSyqp0q7Cb0uoEujgL8🔴Compre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8🟢 Compre o meu livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://www.loja.literatour.com.br/produto/pre-venda-livro-historia-em-meia-hora-grandes-civilizacoesversao-capa-dura/Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na blablalojinha! https://tinyurl.com/CAMISALAMPIAORoteiro: Prof. Vítor SoaresProdução: Matheus Herédia (@matheus_heredia)

Assuntos7
  • Rei Leopoldo II e crimes no CongoColonização do Congo · Exploração de recursos (marfim, diamantes) · Mutilações e amputação de mãos · Genocídio e desumanização · Crimes contra humanidade · Protestos e estátua em Bruxelas
  • Uso de Substâncias por HitlerDrogas estimulantes · Registros médicos · Anotações do médico pessoal · Livro 'High Hitler' · Discursos sob influência de substâncias
  • Ideologia NaziDarwinismo social · Ódio aos judeus · Conceito de superioridade alemã · Origem das ideias racistas
  • Atuação de Lucia na políticaSituação económica e social · Grupos radicais e nacionalismo · Clima político pós-guerra · Influência no surgimento do nazismo
  • Formação frustração HitlerTentativa de entrada na escola de arte · Carreira como pintor · Rejeição académica · Influência na trajetória política
  • Histórias Pessoais e de ViajantesParticipação como soldado · Medalha de bravura · Ferimento em combate · Influência nos anos 1920
  • Colonialismo e ImperialismoColonização da África · Influência nas ideologias extremistas · Contexto histórico do século XIX
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A gente falou do povo. E o Hitler mesmo, cara? Ele é um cara essencialmente mal? Ou você acha que na cabeça maluca dele tudo aquilo fazia assim? A gente não sabe. Não dá pra saber. Não dá pra saber. Eu contei um pouco sobre a vida dele no episódio sobre Hitler. Qual que é a vida dele? Tem aquele papo que ele era um artista frustrado? É verdade isso? É, o frustrado é foda, né? É, não é por quê? Porque eu acho que ele é só ruim mesmo, assim.

Ele era um artista ruim. Ele é só um cara que... Não é, Bruno? Ele é um cara ruim. É porque, cara... Ele mostrava os quadros e os caras falavam com o Hitler. Tá uma bosta.

Ah, é? Um dia você vai ver, então. É verdade. Não, é porque as pessoas, como a gente tá falando de Hitler, as pessoas pensam que a gente, que a história dele tem que caminhar até esse ponto, né? Que ele nasce e já... Já nasce uma tempestade. Já nasce uma tempestade. Maltratando o cachorro. Isso, não é o caso. Tanto que tem aquelas histórias, né, de você voltar no passado e matar o bebê Hitler. Isso, justamente. Seria capaz de matar um bebê porque ele é o Hitler, cara? Imagina essa decisão, né? Não, justamente. E eu acho que quando

você individualiza as coisas que aconteceram, e não me entenda mal. O Hitler realmente fez uma atrocidade, é um monstro e tudo mais. Mas quando você individualiza, cada vez mais você individualiza, menos você entende as justificativas por ter aquilo. E o Hitler era um cara que foi um pintor realmente, mas normalmente você vê as pinturas, é só ruizinho. Quem sabe ele fazendo umas aulas de perspectiva, se botasse aquele pontinho ali direitinho, ele salvava. Mas não era muito ruim não. Era só, enfim, o cara. Só que ele tentou,

realmente entrar na escola de arte, não conseguiu realmente, porque é igual a qualquer pessoa. O que tem de artista frustrado aqui é putaria. Daí pro cara virar um Hitler. Exatamente, é. Mas o lance é, talvez, o que mais influenciou Hitler e tudo mais, tenha sido a experiência nele na Primeira Guerra, a década de 20 que eu expliquei agora. Então, na Primeira Guerra, qual era? Ele tinha qualidade? Participou. Não, era novo, devia ter uns 20 e pouco.

Aí lutou na Primeira Guerra. Lutou, ele ganhou medalha de bravura, mas dizem que foi miguezão, porque... É? É, porque logo no começo ele fraturou, machucou o joelho.

Deu Miguel. É, e aí ele não conseguia voltar. Não, não, coitado. Coitado do cara. Olha a frase que eu disse. Não, não, não. Tipo assim, o cara, ele... Ele realmente fraturou. É, machucou o joelho e não voltou. E aí ganhou uma idade de bravura. E aí a década de 20, uma década onde a Alemanha é muito humilhada, que eu te falei, e ele é fruto desse contexto. Esse é o meu ponto. O antes do Hitler não vai explicar o que ele fez. Porque o antes dele é um antes comum, cara.

O que tinha de criança alemã que passou pela mesma coisa é sacanagem. O que você acha que virou a chave pra ele virar o que ele virou?

Olha, muitas coisas. Oportunidade, claro. É, muitas coisas. Primeiro, ele tava numa... A vida pessoal dele não tava boa. Antes dele entrar. Tudo, tudo. Todos os aspectos. Acho que ele tinha acabado de perder a mãe. Ah, é? É, todos os aspectos dele tava muito ruim. E... Quando ele... Principalmente na década de 20, como eu falei, logo depois, porque ele fica um tempo trancado e ele começa a encontrar pessoas, esses grupos de pessoas mais radicais que falam de nacionalismo e tudo mais, ele encontra um propósito pra viver. Ah, tá.

Ele pertencente a alguma coisa. Isso, ele faz algo. E aí, cara, aquela máxima que eu esqueci quem disse, que só tem uma coisa mais forte que um homem que não tem nada a perder. É um homem que tem tudo a perder. Tipo, uma pessoa que tem tudo a perder é tão forte quanto alguém que não tem nada a perder. Ah, entendi. Porque a vida do Hitler foi aquilo. Tipo, aparentemente ele não tinha nada atrás daquilo. Entendi. Sabe? Tipo, se o Hitler perdesse a guerra, ou se o Hitler não lutasse na guerra, enfim, o que ele teria? Nada. Tá. Então era só aquilo que ele tinha. Entendi.

se você quiser tentar fazer uma análise ali psicológica, que eu não sou a pessoa mais adequada pra isso, tentar entender, talvez era porque a única coisa que o Hitler tinha era aquilo. Era aquele partido nazista. Caralho. É, louco, né? E acabou que deu no que deu, né, cara? Ele foi... E muita droga também, não esqueci de falar disso. O quê? Estrogava pra caralho. Para. Pra caralho. Sabia disso? Tem um livro que ele era... Não fazia ideia.

Ele não tava puro? Ele era da bagunça. O que que é? Não é natural. Mas o quê? Aquele shape dele, não. É... Não é natural. O bigodinho lá. É.

Foi ele, o loucão tentando fazer o bigode, ele errou tudo e ficou só aquele negócio de falar, foda-se. Tem um livro que pra mim é o melhor título de livro que eu já vi na minha vida. Tem um livro que se chama High Hitler. Isso aqui é High de doidão. Olha que pegada boa. Os caras foram inteligentes. E nesse livro ele tem ali os dados do médico do Hitler. E, meu amigo, é só trincadaço. É mesmo? Só trincadaço. Puta, aí faz muito mais sentido, cara, as decisões dele. É, dizem.

algumas pessoas que, alguns discursos dele famosos, ele tava doidaço. É. Ele tá gritando que ele é maluco. É, que ele tava ali só no... Só no... A mulher do bravo. É, trincando o dente. Estranho, né? Tá com o dente trincado? Tá doendo aí? Estranho. Mordendo pirulito. É. Tá mordendo um pirulito aí? Eu tô vendo. Ele tá levantando a mão, né? É verdade. Pô, acho que ele tá meio gripado, escoçando o nariz o tempo todo. É, mas o ponto é que, tipo, tinha muita droga. Todos os tipos de droga, enfim.

Tragédia pessoal, droga... E ele odiava o comunismo mesmo? Sim, o Jesus e o Marx eram dois judeus, no começo, dois judeus que diziam que todo mundo era igual. E ele era o cara que não gostava de judeus e falava que era igual a ninguém. Os alemães, o povo ariano, entre aspas, porque isso nunca foi balela do caramba, o povo ariano era superior. Então nós não somos iguais. Nós, alemães, somos melhores na cabeça deles.

Ele tirou essa ideia de onde? Do darwinismo social. É mesmo? Aquela ideia que eu te falei que fundamentou o imperialismo europeu. Caralho. Então você vê que a origem dessas paradas é uma origem que por muito tempo pra França, pra Inglaterra, então puta que pariu. O que teve de africano dançando quando a Elizabeth II morreu é sacanagem. Porque o que a Inglaterra fez naquele lugar é loucura, velho. É uma loucura. Os números são absurdos, cara.

É papo de milhão, milhão, milhão. E não falando da Inglaterra especificamente, mas assim,

parênteses aqui, que é o pior ser humano da história, assim. Na minha opinião. Porque muitas pessoas me perguntam esses superlativos, tá ligado? Qual é o pior ser humano da história? Qual é a pior guerra? Não foi Hitler? Não acho que foi. Sério? E assim, eu sei que é super subjetivo. Tá, claro. Claro, é a opinião pessoal. Mas tem um cara que é Leopoldo II da Bélgica. Esse cara é, provavelmente, acho que ele não sentou no colo do capeta, ele tirou o capeta do trono e sentou no lugar. Capeta no colo dele, cara. Porque ele...

Esse cara era muito ruim. Muito ruim. Primeiro que o Congo, onde hoje é o Congo, ele era chamado de Congo Belga. O imperialismo europeu começou, um dos primeiros, foi ele e a Bélgica, assim, a colonizarem a África. E ele tinha um costume de... Meio que o Congo Belga não se tornou uma região da Bélgica, se tornou uma região dele, do rei, do imperador. E nessa região, cara, apenas um pequeno detalhe, é um pouco pesado que eu falo agora, mas apenas um pequeno detalhe, vale a pena dar uma pesquisada.

Essa região é uma região onde você tinha vários povos, né? Africanos e tal, diferentes. Alguns que lutavam entre si, alguns aliados e tal. Virou todo um grupo só porque os belgas mandaram. E ele tinha cotas de bater as coisas. Tipo assim, ó, vocês têm que me entregar tantos quilos de marfim por mês. E aí, tantos quilos de diamante. Tinha o diamante, que é uma região. E tantos, não sei do que, vários produtos, né? Quando eu não batia, era muito comum uma prática muito comum. Tem fotos. Tem fotos e as fotos são pesadas.

Filhos das pessoas que não batiam a cota e cortaram as mãos e deixaram. Caralho. E aí tem várias fotos de crianças sem mãos, assim. Mano. E eu não tô falando de casos com 20 crianças. Isolados. Centenas, milhares de pessoas passaram por isso. Talvez até milhão, não tenho dado aqui exatamente. Mas é um consenso entre historiadores que é algo parecido com o Holocausto, assim. Caralho. E as fotos são muito pesadas. Tem uma foto específica de um pai.

É isso que a legenda da foto explica, né? Que é um pai com as costas todas chicoteadas,

cicatriz pesada, e ele olhando pra duas mãozinhas, assim, empilhadas em cima da outra. Só as mãos da filha dele, porque não bateram a quarta. Meu Deus, cara. É de outro mundo, assim, esse cara. Esse cara é de outro mundo, assim, eu acho que... Porque é um nível de desumanização que eu acho que é impossível alcançar. Eu acho que é até o pior dos criminosos, olhando pra cortar a mão de uma criança. Tem que ser muito... Aí é muito mal mesmo, entendeu?

E ele, novamente, né, eu dei esse exemplo, mas tem coisas muito piores e tal. Esse cara é... E esse cara é

Bélgica, pô. É? É Bélgica. Tem estátua dele em Bruxelas. Caralho. E aí quando rolou aqueles protestos do Black Lives Matter, eu falei White Lives Matter, ao contrário. Quando rolou o processo do Black Lives Matter, o cara de Bruxelas tentou derrubar, jogou tinta, vermelha de sangue e tal. Enfim, tá essa treta hoje de estátua. 2020 teve essa treta de estátua. Se você aprendeu algo comigo, considere se inscrever aqui no canal, curtir o vídeo, hypar o vídeo também. Se quiser aprender mais sobre história, ouça o meu podcast

história em meia hora. E a gente se vê na semana que vem com mais um vídeo aqui no canal. Valeu, gente!

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