A BOMBA ATÔMICA BRASILEIRA
A discussão sobre uma possível bomba atômica brasileira envolve episódios pouco conhecidos da história militar e científica do país, especialmente durante a Guerra Fria, quando projetos estratégicos buscavam autonomia tecnológica e poder de dissuasão. Nesse contexto, surgem conexões indiretas com figuras como Enéas Carneiro, conhecido por defender com veemência a soberania nacional e o domínio completo da tecnologia nuclear. Hoje, o tema voltou ao debate público e, de forma curiosa, encontra defensores tanto na esquerda quanto na direita, geralmente sob o argumento de independência estratégica e equilíbrio geopolítico. A pauta segue controversa, mas revela como a questão nuclear ainda ocupa espaço relevante nas discussões sobre o futuro do Brasil.Meu nome é Vitor Soares, eu sou professor de História, e seja bem-vindo ao canal!Sua calvície tem salvação! Aproveite 40% de desconto e frete grátis no seu primeiro pedido:https://www.manual.com.br/queda-de-cabelo?coupon=PROFVITOR&utm_source=youtube&utm_medium=promo&utm_campaign=01042026 Cupom: PROFVITORPromoção válida somente na primeira compra. Consulte as condições no site.#publi #publicidade #manual
Vitor Soares
- Posição brasileira sobre armas nuclearesPrograma Nuclear Paralelo · Enéas Carneiro · Guerra Fria · Soberania nacional · Dissuasão nuclear
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O Brasil já tentou ter a sua própria bomba nuclear. E é loucura, né? Imaginar o nosso país com uma arma tão poderosa. Recentemente, na guerra entre Estados Unidos e Israel versus o Irã, o Donald Trump fez uma publicação na rede social dele que simplesmente fez o mundo inteiro parar a respiração. Ele falou que uma civilização inteira poderia desaparecer essa noite. O que deu a entender que ele estava cogitando usar uma bomba nuclear em cima do Irã.
Na hora o mundo inteiro ficou preocupado porque a gente já viu essa novela. Meu nome é Vitor Soares, eu sou professor de história e seja muito bem-vindo a mais um vídeo.
Quase 100 anos atrás, os Estados Unidos lançaram duas bombas nucleares no Japão, em Hiroshima e em Nagasaki. E até hoje o mundo tem pesadelos sobre isso, principalmente o próprio Japão. Depois dessas bombas, veio a Guerra Fria e o mundo entrou em mais uma tensão. Teve vários momentos que o mundo quase chegou perto de mais bombas nucleares e o seu possível fim, já que a União Soviética e os Estados Unidos possuíam um arsenal de bombas nucleares.
Mesmo assim, nenhuma bomba foi lançada, mas foi por pouco. O poder de uma bomba nuclear é tão devastador que muita gente tem medo de lançá-la. Não é absurdo pensar que o primeiro país que lançar uma bomba nuclear em outro vai receber uma outra bomba de volta.
Por conta disso, muita gente tem repulsa a bombas nucleares, e com muita razão, muitas vezes. Mas isso não é consenso, tá? Existe uma linha de pensamento que diz que uma bomba nuclear é uma excelente arma pra diplomacia. Porque quando você pode destruir uma cidade inteira em questão de segundos, a conversa fica bem diferente.
E é com essa lógica em mente que o Brasil já teve um projeto pra criar sua própria bomba nuclear. E não foi um projeto pequeno, tá? Foi um projeto grande, um projeto secreto, inclusive, militar. E tem um personagem na política brasileira que sempre falou de Brasil ter uma bomba nuclear. Eu tô falando do Enéas Carneiro. Um personagem que, se você é velho, pelo menos tanto quanto eu, você já viu em horário eleitoral.
Sou o único candidato a presidente que tem coragem de dizer que o Brasil precisa construir a bomba atômica. Só cinco países no mundo têm o monopólio do poder nuclear, impondo aos outros a humilhação de assinar tratados de não proliferação de armas nucleares. É preciso construir a bomba, não para jogar a bomba em ninguém, mas sim para evitar que alguém jogue a bomba aqui, como os Estados Unidos fizeram com o Japão em 1945.
Se o Japão tivesse a bomba, ninguém se atreveria a ter destruído o Hiroshima e Nagasaki. Meu nome é Nars. Aquela fala rápida, aquela intensidade que ele tinha. E é claro, a sua careca icônica. E eu vou confessar um negócio, tá? Ficar careca é um medo que eu tenho bastante, na verdade. Inclusive, esse vídeo tem apoio da Manual. E se você nunca ouviu falar, vale a pena conhecer.
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Muito obrigado, manual, por apoiar o meu trabalho e agora, bora voltar pro vídeo.
Como eu falei, o Brasil teve um projeto secreto para a construção de uma bomba nuclear. E o seu nome era Programa Nuclear Paralelo. Ele começou em 1979, já caminhando para o fim da ditadura militar. O nome já diz tudo. Era um projeto paralelo, secreto, fora das inspeções internacionais.
O objetivo oficial era dominar a tecnologia nuclear. Só que na prática, ele incluía pesquisas que poderiam sim levar à construção de uma bomba atômica. Inclusive, algumas investigações apontam que sim, chegou a rolar estudos para a construção de duas bombas atômicas. E as três forças armadas estavam envolvidas de alguma forma. Marinha, o Exército e a Aeronáutica.
Cada uma tinha o seu próprio projeto. Mas uma coisa importante esclarecer, o Brasil não tinha intenções necessariamente de explodir essas bombas em algum inimigo ou algo do tipo. Aparentemente, o projeto nuclear paralelo queria apenas ter a capacidade de desenvolver a sua bomba atômica, porque isso, por si só, já muda completamente o jogo político.
O programa veio ao público nos anos 80 e foi encerrado oficialmente no ano de 1990, quando o então presidente Fernando Collor, sim, aquele clássico lá que confiscou a poupança, fez um gesto simbólico e literalmente jogou cal no local que rolavam os testes nucleares.
Com essa pá de cal, o projeto foi encerrado. Mas essa discussão sobre o Brasil deveria ter ou não uma bomba nuclear nunca acabou. Muito pelo contrário. Na verdade, hoje em dia, pessoas de diferentes espectros políticos, de esquerda ou direita, defendem sim que o Brasil deveria ter uma bomba nuclear.
Nós não podemos ficar reféns à defesa de outros países. Nós precisamos ter um instrumento poderoso de dissuasão para garantir que ninguém nos queira invadir. Eu não proponho que a gente tenha uma bomba atômica para a gente usar, para a gente atacar qualquer país, para a gente conquistar qualquer país, mas que a gente tenha um meio de defesa e de dissuasão para deixar claro. Ora, não invadam o Brasil, não entrem em guerra com o Brasil, porque ele tem medo de se defender.
Meu camarada, veja, nós do PCB, a gente defende a bomba atômica brasileira, viu? Veja, a República Democrática Popular da Coreia, pode-se falar o que for da Coreia do Norte, mas fato concreto é, a Coreia não foi destruída nos últimos anos. A Líbia foi, a Síria foi, o Iraque foi, o Afeganistão foi. E sabe por que a Coreia não é invadida? Porque a Coreia tem armamento atômico e míssia de alcance intercontinental.
Então se um dia o Trump quiser frescar e pensar assim, vamos invadir a Coreia? Vamos não. Porque eles conseguem afundar a Coreia do Sul, o Japão e chegar nos Estados Unidos. Infelizmente, enquanto existe um sistema imperialista, porque os Estados Unidos tem mais de 800 bases militares espalhadas pelo mundo. Os Estados Unidos é o maior orçamento de guerra do mundo. Não é a maioria das pessoas desses espectros políticos, mas ainda assim é um número considerável.
Porque o argumento é até relativamente simples. Estamos falando de soberania, de proteção, de poder internacional. E aí vem uma pergunta que é incômoda para muita gente. Recentemente, os Estados Unidos invadiram a Venezuela e sequestraram o presidente. Agora pensa comigo, será que os Estados Unidos invadiriam a Venezuela se eles tivessem bombas nucleares no seu arsenal? Uma arma que é capaz de, num piscar de olhos, destruir centenas de milhares de vidas.
Eu vou ser bem sincero com vocês, nesse canal eu tento dar um pouco de opinião também, né, além de falar de história, eu falo um pouco sobre o que eu penso. E sendo muito sincero, eu quero deixar claro que eu não gosto de guerra. Eu queria que o mundo nunca precisasse entrar em nenhuma guerra. Mas, por outro lado, eu também admito que eu fico dividido.
Porque a história mostra uma coisa muito recorrente pra gente. O imperialismo, principalmente o imperialismo norte-americano, trata a América Latina como se fosse o seu quintal. E aí quando surge um político um pouco mais radical, mais agressivo, como o próprio Donald Trump, a pressão aumenta e uma subserviência da nossa parte é exigida. Quando um país latino-americano tenta agir com mais soberania, com mais autonomia, ele entra na mira do tio Sam.
E aí vem a pergunta, já caminhando para o final do vídeo, eu quero saber a sua opinião. Você acha que o Brasil deveria ter uma bomba nuclear? E por quê? E acrescentando uma pergunta para pergunta, por que você acha que alguns países podem ter armas nucleares, como os Estados Unidos, França, Rússia, e o Brasil e outros países de terceiro mundo são proibidos de desenvolver a mesma arma?
Lembrando que eu não tô falando de energia nuclear, de usinas nucleares. Se vocês quiserem, eu posso fazer um vídeo falando sobre energia nuclear, que é completamente diferente. Ou até um vídeo sobre o próprio Enéas Carneiro. Enfim, deixa aí nos comentários que eu vou adorar saber a sua opinião. Muito bem, gente. Muito obrigado por assistir o vídeo. Não se esqueça de conferir a manual. Use o cupom PROFIVITOR para 40% de desconto em frete grátis.
Deixa um like, hype o vídeo. Se você puder, se inscreve no canal. E a gente se vê no próximo vídeo. Valeu, gente.
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