4ª Semana de Julho 2026
Plantão Cervejeiro no ar com uma edição que mistura investigação, ciência do consumo e a corrida das cervejarias pelo consumidor fitness.
🍺 NOTÍCIAS DO PLANTÃO
🚨 BrewDog escondeu riscos de segurança durante os 17 anos de James Watt como CEO
♻️ Chefe da Krombacher investe em startup que transforma bagaço de cerveja em farinha
📏 Definição de cerveja sem álcool ameaça travar boom do setor no Reino Unido
📊 Pesquisa da IWSR derruba mito de que a Geração Z bebe menos
⚖️ CNI propõe alíquota de transição para o imposto do pecado sobre bebidas
💪 Ambev lança Spaten Pro, primeira cerveja com proteína da AB InBev no mundo
⚡ RAPIDINHAS DO PLANTÃO
📚 Luci publica aula sobre dark lager no blog Goles de Lucidez
🕷️ BERO lança Kingston Golden Pils em edição Spider-Man: Brand New Day
🌱 Lollapalooza vai vender bebidas com THC da marca Señorita
IPADay Brasil em Belo Horizonte no dia 26 de setembro.
💼 VAGAS DO PLANTÃO
Parceria com a @fermenta.pessoas trazendo vagas toda semana
Oportunidades para quem busca recolocação e para gestores que procuram talentos no setor de Alimentos & Bebidas
Leia todas as matérias citadas neste episódio acessando:
🔗 www.plantaocervejeiro.com.br
O PLANTÃO CERVEJEIRO É PATROCINADO POR:
💻 Degas – Seu bar e restaurante precisa vender mais, sem dores de cabeça
🔗 https://assine.sistemadegas.com/
🌿 NP Brewing – oferece lúpulos frescos, maltes selecionados e leveduras de excelência. Insumos de qualidade para sua cerveja se destacar
Henrique Boaventura
Luci
- BrewDog· NegociosBrewDog · James Watt · Segurança do trabalho · Cultura tóxica
- Inovação em CervejariasValue Grain · Kronenbourg · Economia circular · Bagaço de malte
- Definição de cerveja sem álcool no Reino UnidoEleições no Reino Unido · Cervejas Artesanais · BBPA · Regulamentação
- Proteína e NutriçãoAmbev · Spaten Pro · Proteína · MBL
- Consumo de ÁlcoolGeração Z · IWSR · Consumo de álcool · Baby boomers
- Reforma tributária e lobby da indústria de bebidasImposto do pecado · CNA · Ministério da Fazenda · Reforma tributária
Plantão Cervejeiro, o mundo da cerveja em um giro semanal.
Oi pessoal, eu sou Ludmila Almeida e diretamente dos estúdios da Pite Network nós falaremos no Plantão Cervejeiro de hoje: BrewDog escondeu riscos de segurança durante 17 anos de James Watt como CEO, chefe da Cronenbacher investe em startup que transforma bagaço de cerveja em farinha e definição de cerveja sem álcool ameaça travar boom do setor no Reino Unido.
Hallo Leute, eu sou Henrique Boaventura e ainda hoje falaremos aqui. Pesquisa da IWSR derruba mito de que geração Z bebe menos. CNI propõe alíquota de transição para o imposto do pecado sobre bebidas. E Ambev lança Spaten Pro, primeira cerveja com proteína da AB InBev no mundo. A NP Brewing oferece lúpulos frescos, maltes selecionados e leveduras de excelência, insumos de qualidade para sua cerveja se destacar. Saiba mais no @npbrewing no Instagram.
BrewDog escondeu riscos de segurança durante os 17 anos de James Watt como CEO.
Uma investigação do jornal britânico The Times revelou que, sob a liderança de James Watt como CEO da BrewDog, a cervejaria escocesa falhou repetidamente em cumprir normas de segurança do trabalho, colocando em risco a vida de funcionários. Watt, cofundador da marca ao lado de Martin Dickey em 2007, Sempre cultivou uma imagem de empreendedor rebelde, chegou a citar Darth Vader como inspiração e disse que sua missão era livrar o país da praga da democracia, além de uma vez ter declarado que ele era a própria lei.
Documentos mostram que a empresa recebeu em 2022 dois avisos de fiscalização depois de já ter sido alertada um ano antes sobre falhas inaceitáveis que criavam riscos de incêndio, explosão, mortes e ferimentos graves na sede da empresa em Yilong. Na Escócia. A fiscalização britânica apontou 3 falhas específicas: controle insuficiente de riscos no uso de misturas de etanol na destilação de bebidas destiladas, ausência de medidas para reduzir danos em caso de incêndio ou explosão e falta de procedimento seguro para a remoção de substâncias perigosas do local de trabalho.
O período de Watt à frente da BrewDog também foi marcado por denúncias de cultura tóxica, Em 2021, um grupo de ex-funcionários publicou uma carta aberta que reuniu quase 300 assinaturas relatando bullying e um ambiente de medo. Em 2022, um documentário da BBC trouxe acusações de comportamento inadequado com funcionárias, que Watts nega. Ele deixou o cargo de CEO em maio de 2024, permanecendo como capitão e cofundador e mantendo 21% de participação na empresa.
A marca que vendeu rebeldia como diferencial de marketing parece ter levado a fama sério até demais. A Brewdog construiu essa marca fingindo que toda regra era inimiga da rebeldia. Agora, diante de uma investigação ligada à saúde e segurança, o discurso punk encontra aquele detalhe inconveniente chamado responsabilidade. James Watt já não é o CEO desde 2024, como a gente acabou de reportar, mas certas culturas corporativas, ao contrário dos cargos, demoram bastante pra sair de cena.
E agora ele tem a oportunidade de cagar tudo de novo na Second Best. Chefe da Kronenbach investe em startup que transforma bagaço de cerveja em farinha.
Bernard Schadenberg, diretor executivo da cervejaria alemã Kronenbach, vai investir até 3 milhões de euros em múltiplas fases da Value Grain, startup de Hamburgo que desenvolveu uma tecnologia pra transformar bagaço de malte, o resíduo sólido da fabricação de cerveja, em uma espécie de farinha líquida. Usada como ingrediente alimentício. Só na Alemanha são gerados cerca de 2 milhões de toneladas de bagaço por ano, e a cervejaria sozinha produz 100 mil toneladas, material que hoje vai majoritariamente para ração animal ou biogás.
A tecnologia está sendo testada em pães, fermento natural e substitutos de carne, dentro da lógica de economia circular, aproveitando uma matéria-prima regional que já existe como subproduto, sem precisar de um novo cultivo. Com o aporte da Kronbacher, somado a outro investidor, o cervejeiro Jeff Mazel, dono da cervejaria— Henrique, por favor, intervenha.
Biohotter Hell.
A Value Brand passa a ter acesso a cerca de 10% de todo o bagaço de cerveja produzido na Alemanha. Segundo o Tim Grayson, cofundador da startup, o mais valioso não é só o dinheiro, mas a mentoria de um dos empreendedores mais bem-sucedidos da indústria cervejeira.
Eu nunca parei pra pensar que uma indústria enorme como a cervejeira gerasse uma quantidade também enorme de resíduos que precisam ter um direcionamento. Aproveitar isso como um produto parece o melhor dos cenários. E tem um limite da quantidade de vacas e bois que conseguem comer bagaço, né? Então, ter um objetivo, ter uma destinação pra isso que ajude a não poluir o ambiente, melhor dos cenários.
Definição de cerveja sem álcool ameaça travar boom do setor no Reino Unido.
A Associação Britânica de Cervejas e Bares, a BBPA, alertou que o crescimento recorde de cervejas sem e com baixo teor alcoólico no Reino Unido pode ser travado pela própria definição legal do que conta como uma cerveja sem álcool. Hoje, a lei britânica exige um teor de até 0,05% de álcool para uma cerveja ser chamada de alcohol-free, ou sem álcool. Um padrão 10 vezes mais rígido do que em vários outros países, onde o limite é de 0,5%.
A previsão é vender mais de 64 milhões de pints de cerveja sem ou com baixo álcool neste verão no Reino Unido, 8 milhões a mais do que em 2025. E essa alta é puxada por um público mais jovem bebendo menos e por ondas de calor no país. Segundo a BBPA, remover todo o álcool de uma cerveja sem perder aroma e sabor é tecnicamente difícil e, pior, caro. E o padrão atual de 0,05% desestimula o investimento e inovação no setor. Mesmo não havendo proibição de vender uma cerveja 0,5% como álcool-free.
A entidade defende que o governo britânico adote o limite de 0,5% alinhado ao padrão internacional, e o Departamento de Saúde já sinalizou que está avaliando a mudança. A categoria sem álcool e de baixo teor alcoólico já é o segmento que mais cresce no mercado de bebidas do Reino Unido, com alta de 870% em volume desde 2013.
O Reino Unido discute elevar de 0,05% para 0,05% o limite da cerveja sem álcool, exatamente o patamar que já é adotado aqui no Brasil para cerveja sem álcool. Aqui, porém, zero álcool, 0,0%, só pode ser usado em produtos com até 0,05% de álcool residual. A questão, portanto, não é apenas facilitar a produção, mas equilibrar inovação, qualidade sensorial e clareza para o consumidor. O modelo brasileiro mostra que é possível flexibilizar sem transformar sem álcool e zero álcool sinônimos.
Brasil à frente do seu tempo.
Olha aí, é um sistema de gestão de bares e restaurantes criado por quem entende a realidade do ponto de venda a fundo e a solução ideal para o seu negócio crescer sem complicações. Conheça agora em assine.sistemadegas.com.
Pesquisa da IWSR derruba mito de que a geração Z bebe menos.
A pesquisa semestral BevTrack da consultoria IWSR, feita com mais de 32 mil pessoas em 19 mercados, mostrou que a taxa de consumo de bebida alcoólica entre a geração Z maior de idade estabilizou em 74%, praticamente igual à média geral da população adulta de 76%. O número saltou de 66% a 3 anos, o que segundo o IWSR derruba de vez a narrativa de que essa geração seria naturalmente mais moderada. Quem realmente reduziu o consumo foram os baby boomers, que registraram queda em todos os indicadores e hoje têm a menor taxa entre todas as gerações, com 71%, Além do menor número de doses por ocasião, uma média de 2,6.
Millennials seguem como a geração que mais bebe, com participação de 81%, seguidos pela geração X, com 77%. Ainda assim, a moderação aparece de outra forma. O número de pessoas que bebem se mantém estável em quase todos os mercados, mas a frequência e a quantidade por ocasião caíram de 4,4 doses em 2024 e 2025 para 3,9 doses agora. Segundo o presidente da IWSR, o padrão sugere uma mudança estrutural de comportamento e não um ciclo passageiro, muito ligado a estilo de vida e menos à renda disponível.
Já temos uma outra geração pra odiar. Malditos boomers.
Na verdade, essa é a única pesquisa que faz sentido. Os boomers tão parando de beber porque estão ficando mais velhos e precisam sim cuidar da saúde. Os jovens não estavam bebendo ainda. Inclusive, eles fazem esse recorte aqui dos maiores de idade pra falar sobre a geração Z.
Exatamente. Ainda assim, malditos boomers, por que vocês não têm saúde?
CNI propõe alíquota de transição para o imposto do pecado sobre bebidas.
A Confederação Nacional da Indústria apresentou ao Ministério da Fazenda uma proposta para suavizar a chegada do novo imposto seletivo, apelidado de imposto do pecado, que vai incidir sobre bebidas alcoólicas, cigarro, automóveis e apostas esportivas. A CNI pede que a alíquota do novo tributo seja igual ao IPI por 2 anos, dando tempo de adaptação às indústrias afetadas. O secretário-executivo da Fazenda, Dário Durigan, sinalizou abertura para aceitar a ideia, mas reduzindo o prazo para apenas 1 ano, com nova negociação de alíquotas já em 2027.
O imposto nasceu da reforma tributária de 2023 e vai substituir parcialmente o IPI em produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Segundo Ricardo Alban, presidente da CNI, o setor busca previsibilidade para planejar 2027 sem sustos de carga tributária. Para valer já em 1º de janeiro, a aprovação do Congresso e a sanção presidencial precisam sair até o final de setembro, respeitando a regra da anterioridade nonagesimal.
Bom, o imposto seletivo foi criado em 2023 e foi muito comemorado, mas chega agora no segundo semestre de 2026 sem alíquota definida, exigindo agora uma solução provisória. O prazo para essa definição é agora no final de setembro, praticamente às vésperas do primeiro turno que acontece no começo de outubro. Isso não prova que a demora seja eleitoral. Mas torna a decisão politicamente mais difícil. Quem quer assumir o custo de elevar o imposto durante uma campanha?
Ninguém. Adiar a definição definitiva pra 2027 reduz o desgaste imediato, mas prolonga a insegurança, principalmente pra empresas pequenas e consumidores.
Tudo é política. Ambev lança Spaten Pro, primeira cerveja com proteína da AB InBev no mundo.
Ambev lançou a Spaten Pro, a sua primeira cerveja enriquecida com proteína e a primeira do tipo em toda a AB InBev no mundo. Ou seja, a maior histeria coletiva dos últimos tempos. É uma lager no estilo Munich Dunkel, com 10 gramas de proteína por lata de 350 ml, menos de 100 calorias e zero álcool. O produto começa a vender em agosto em São Paulo e no Rio de Janeiro, em supermercados e no Zé Delivery, com preço entre R$10 e R$13 a lata, num projeto piloto para testar a resposta do consumidor antes de uma possível expansão nacional.
A receita foi desenvolvida ao longo de 5 anos no Centro de Inovação e Tecnologia da Ambev, no Rio de Janeiro, com mais de 100 protótipos testados até a fórmula final, e é produzida na fábrica de Ribeirão Preto. Segundo Daniel Orks, vice-presidente da empresa, o Brasil é o piloto global dessa inovação, que aposta na demanda crescente por bebidas mais equilibradas. A Euromonitor estima que os brasileiros vão consumir cerca de 885 milhões de litros de cerveja sem álcool em 2026, quase 7 vezes maior do que o volume de 2019.
Todo mundo só fala de outra coisa. A próxima campanha vai ser uma cerveja Ou melhor, a primeira cerveja, só cerveja, só cerveja, é uma cerveja, pronto. Essa primeira cerveja só cerveja do mundo desde 2020.
Nossa parceria com a Fermenta Pessoas está ativa e toda semana na nossa newsletter você encontrará vagas de emprego para ajudarem a impulsionar a sua carreira. Ah, não tá procurando uma vaga, mas é gestor ou gestora de empresa de alimentos e bebidas? A Fermenta também é para você que precisa encontrar o profissional certo para sua equipe. Acesse plantãocervejeiro.com.br para assinar gratuitamente a newsletter e conferir todas as vagas.
Rapidinhas do Plantão Cervejeiro.
A Lucy lançou a Eclipsada, a primeira cerveja escura sem álcool da marca, inspirada nas dark lagers da Europa Central. A receita leva malts torrados, casca, iníbeis de cacau selvagem do Tocantins e gengibre, com um teor alcoólico de até 0,5%. Eles publicaram uma aula sobre o tema no blog da cervejaria, vale conferir.
A Veroo, marca de cerveja sem álcool fundada por Tom Holland, lançou uma edição limitada da Kingston Golden Pils inspirada em Homem-Aranha: Um Novo Dia, que estreia nos cinemas dia 31 de julho de 2026. Com 0,48% de álcool, algumas caixas da edição especial serão enviadas autografadas pelo ator.
O Lollapalooza de Chicago, realizado entre 30 de julho e 2 de agosto, terá pela primeira vez bebidas não alcoólicas com THC. A marca Senhorita venderá margaritas em lata com 5 gramas de THC em bares selecionados do festival, exclusivamente para maiores de 21 anos.
Confirmando o circuito nacional do IPA Day Brasil, o evento chega em Belo Horizonte no dia 26 de setembro, das 14 às 22 horas, no Mirante Happiness, no bairro Jardim Montanhês, na capital mineira. Cultura de rua, músicas, comidas e muitas cervejas boas são esperadas no evento, que anunciou a parceria com o festival ISO para a realização. Vendas dos ingressos no site Eventiza.
Mais uma semana cheia de assuntos que quase com certeza você não saberia se não fosse o Plantão Cervejeiro. O link das matérias citadas nesse episódio tá na nossa newsletter no Substack. Se você não é assinante, seja. Acesse plantaocervejeiro.com.br.
Compartilha esse episódio com quem curte informação rápida, direta e com aquela pitada de bom humor. Se você tiver alguma notícia pra compartilhar conosco, é só mandar um email para contato@plantaocervejeiro.com.br. Este podcast é uma produção da Pint Network e tá disponível no Spotify, no YouTube ou na sua plataforma de áudio preferida. Na nossa equipe contamos com a colaboração de Henrique Boaventura, Ludmila Almeida e Maurício TK, sócios e apresentadores do podcast.
Também fazem parte do time Gabriel Gourian na apresentação, Rubens Reis na edição, Larissa Diniz nas redes sociais e Gabriela Lando na redação do blog.
Degas
Sistema de gestão para bares e restaurantesFermenta Pessoas
Vagas de emprego e recrutamento no setor de Alimentos & BebidasNP Brewing
Insumos para cerveja (lúpulos, maltes, leveduras)