Episódios de Escola em Voz

🎙️ Jogos Pedagógicos e Ludicidade na Educação Infantil

08 de maio de 20261h6min
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🎙️ Jogos Pedagógicos e Ludicidade na Educação InfantilBrincar é apenas diversão… ou uma das ferramentas mais poderosas da aprendizagem infantil? 🤔Neste episódio do Escola em Voz, Anderson e Ronnie recebem Waldemiro Krehnke, Diretor da Joy Brinquedos, e Daniela Wollinger, Educadora, Psicanalista e Especialista em Ludopedagogia, para um debate profundo e necessário sobre o papel da ludicidade na formação das crianças.🎲 Como os jogos pedagógicos ajudam no desenvolvimento cognitivo, emocional e social?🧠 Qual o impacto do brincar no processo de aprendizagem?📚 A escola tradicional ainda subestima o poder da ludopedagogia?👧👦 O que pais e educadores precisam entender sobre ensinar brincando?Ao longo da conversa, os convidados compartilham experiências, reflexões e práticas sobre:✔️ Jogos pedagógicos na educação infantil✔️ Desenvolvimento infantil através da ludicidade✔️ Aprendizagem ativa e significativa✔️ O equilíbrio entre tecnologia, brincadeira e educação✔️ O papel da escola e da família na construção do aprendizado infantil🔥 Um episódio essencial para professores, coordenadores, gestores escolares, pedagogos e famílias que acreditam que aprender pode — e deve — ser uma experiência mais humana, criativa e prazerosa.🎧 Assista agora e descubra por que brincar é coisa séria na educação!🔔 Inscreva-se no canal Escola em Voz👍 Curta o vídeo💬 Comente: a sua escola valoriza a ludicidade no processo de aprendizagem?🎙 81º Episódio🎙 13º Episódio - Temporada 3Apoio:Soch EducaçãoSINEPE/SCEllus Educação e TurismoJoy BrinquedosTop Master EstúdiosKeep UP! Jornada das Profissões #EducaçãoInfantil #JogosPedagógicos #Ludicidade #Ludopedagogia #EscolaEmVoz

Participantes neste episódio4
A

Anderson Gross

HostConsultor educacional
R

Ronnie

Host
D

Daniela Wollinger

ConvidadoEducadora, Psicanalista e Especialista em Ludopedagogia
W

Waldemiro Krehnke

ConvidadoDiretor da Joy Brinquedos
Assuntos6
  • Ludicidade na Educação InfantilPapel do brincar no desenvolvimento infantil · Jogos pedagógicos e seu impacto cognitivo, emocional e social · Ludopedagogia como área de estudo · Desenvolvimento infantil através da ludicidade · Aprendizagem ativa e significativa
  • Joy Brinquedos e a LudopedagogiaParceria entre Joy Brinquedos e Daniela Wollinger · Desenvolvimento de jogos lúdicos e pedagógicos · Segurança e qualidade em brinquedos e parques · Jogos para crianças com dislexia e TDAH · Coleção de jogos sobre emoções
  • Desafios da Ludicidade na Educação ModernaResistência das escolas ao brincar e ludopedagogia · Impacto da tecnologia no desenvolvimento infantil · Redução de espaços para brincar em condomínios e praças · Falta de psicomotricidade e socialização em crianças · Superproteção e amnésia coletiva dos pais
  • O Papel dos Parques e Brinquedos FísicosInclusão e acessibilidade em parques · Desenvolvimento psíquico e cognitivo em playgrounds · Importância do brincar livre e da experimentação · O playground como ambiente mágico de desenvolvimento · A necessidade de espaços de lazer para crianças em condomínios
  • A Importância da Interação Familiar no BrincarPais brincando com os filhos · Jogos de tabuleiro e atividades lúdicas em família · Tempo de qualidade com as crianças · O papel dos pais em proporcionar ambientes de brincadeira
  • Três Marias e Jogos AncestraisJogo das Três Marias (ou cinco saquinhos) · Origem grega do jogo Três Marias · Aprendizado através de jogos ancestrais · Lidar com a rejeição e frustração através do jogo
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Parceiros oficiais do Escola em Voz, nesta terceira temporada. Joy Brinquedos. Diversão é assunto sério. Sote Educação. O seu sistema de ensino customizável. Jornada das Profissões 2026. Por uma decisão consciente e inteligente. Elos Educação e Turismo. Sinep SC. Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina. Anderson Gross. O consultor número um das escolas particulares.

Bom dia, boa tarde, boa noite para você que nos acompanha no seu podcast favorito de educação, o Escola em Voz. Mais uma vez estamos aqui para o episódio da nossa semana tradicional já, agora com 15 mil seguidores no nosso canal. É importante sempre destacar isso, meu caro amigo Anderson, meu parceiro, meu irmão camarada, novamente aqui. Hoje diferente, né? Hoje estamos num layout meio diferente, né Anderson?

Cara, estou louco para jogar, na verdade. Estou louco para começar aqui já, fazer essa experiência lúdica. Mais uma vez na presença aqui do nosso querido amigo, de um dos nossos apoiadores, corajoso apoiador, Sr. Valdemiro Krenk. Seja bem-vindo, Sr. Valdemiro. Muito obrigado, muito obrigado. É um prazer estar com essa equipe aqui novamente hoje. E eu creio que vamos colocar bastante novidades na parte pedagógica, né? Que a Dani vai estar nos auxiliando bastante hoje.

E hoje, para compor essa mesa, nós temos aqui também a psicanalista Daniela Wollinger. Seja bem-vinda. Obrigada, bom dia. Muito bom ter você conosco. E o seu Valdemiro, da Joy Brinquedos. Seu Valdemiro, a gente está acompanhando aí, é parque para tudo, qualquer lado no estado, seu Valdemiro. Certo, com certeza. Bombando nas redes sociais. Está bombando, seu Valdemiro. Você virou influenciador agora? Já, já. Somos influenciadores agora já no ramo também.

Para você que nos acompanha... Desculpa, desculpa, desculpa. Não só escolas, tá?

condomínios e... Praças públicas. Praças. São Valdemiro, por gentileza, vamos assinar um contrato de quatro anos já de patrocínio aqui do nosso canal, porque a Joy Brinquedos está tomando conta. Acho que hoje vocês são os principais fornecedores do Estado. Sim, com certeza. Tanto licitação, quanto área residencial, como área escolar, né? Sim, com certeza.

A gente até consegue hoje já colocar fora do Estado, né? Através da Escola em Voz, né? Que a gente conseguiu já até atravessar a fronteira do Estado. Muito obrigado pela menção. A Escola de Porto Alegre já chegou até nós. Esses feedbacks são importantes para nós, porque a gente entende que o nosso objetivo aqui não é algo regional ou algo...

pontual de uma determinada região, mas sim levar a educação, principalmente sub-brasileira, para vários rincões, como disse o Anderson num outro episódio, fazendo a sua menção gauchesca, da sua natureza gauchesca. Várias querências, mas também para todo o país, todo o Brasil, e isso é importante para nós, enquanto promovemos a educação.

Para você que nos acompanha, nós estamos nas plataformas de streaming da Apple, da Amazon e do Spotify. Faça sua inscrição e no YouTube para ver os episódios com vídeo também, lá com 15 mil seguidores agora. Faça o seu comentário, deixe o seu like. Ajude-nos a manter este canal vivo e atuante, assim como o seu Valdomiro.

Exatamente. E também, né, temos ainda uma ou duas oportunidades de patrocínio, né, porque esse canal não vai continuar no ar só através das visualizações e dos likes, a gente precisa pagar a conta. Então, se você é da educação, é um empresário sério, tem um bom produto, um bom serviço, pode fazer como o Josué da Elos, né, que já esteve aqui conosco.

também o Sérgio Valdemir agora pela segunda vez, como também lá o pessoal do SOTI, né? E outros parceiros que vêm apoiando. Você pode apoiar, temos também aí já aprovado, né? Via Lei Rouanet, alguns projetos maravilhosos para a gente falar de cultura aqui no canal Escola em Voz.

Seu Valdemiro, a gente sabe que a família tem um pé muito forte na fabricação de parques e de brinquedos, né? Na família, né? Tem a própria fábrica, né? Sim. Que tá lá nas mãos na operação do seu irmão, certo? Sim. Também o Sr. Crank, né? Sim.

E aí o senhor, junto com o Juliano, né? Seus filhos, né? Sua nora, né? Se concentraram mais na parte comercial e na montagem, né? Sim. E a parte de parques, pela que a gente tá acompanhando, tá muito bem. Vocês estão aí com várias demandas, né? E entregas que a gente vem acompanhando. Mas em que momento, na sua concepção, né? Que aí já não é mais...

a Crenk Brinquedos ou Parques, aí a Joy, que é a sua empresa especificamente, que fique claro, a Joy Brinquedos que comercializa toda a parte de parques da Crenk, mas em que momento vocês chegaram e pensaram e aí trazem a Dani pra equipe, a gente já vai falar com a Dani, mas em que momento o senhor percebeu que havia todo esse mercado dos jogos lúdicos, jogos pedagógicos?

Eu conheci a Dani há uns cinco anos atrás. Mais. Mais já, né? Mais, faz mais tempo. E aí nós sentamos e conversamos sobre a questão dos jogos lúdicos. E a Dani tem um grande conhecimento, na época já tinha, hoje mais ainda. E aí nós conversamos e fizemos um contrato.

uma parceria, na verdade, para a gente desenvolver isso. Isso foi na época da pandemia, e aí o negócio não fluiu como era para fluir, mas a gente hoje tem já uma boa aceitação no mercado, e nesse momento ali foi que nós começamos subindo escada a escada para a gente chegar onde a gente está hoje. Isso junto com os Playgrounds, que também ajuda bastante a gente a divulgar os nossos produtos.

Essa interação que o senhor tem junto com a fabricação de brinquedos, mais jogos lúdicos, a entrada da Dani nesse mercado, essa visão, ela parte a partir de que percepção das escolas que o senhor teve? A partir de que escolas? A partir de qual percepção que o senhor teve das escolas para entender que existia essa lacuna e que precisava ser preenchida?

Foi justamente naquela época, porque tem vários jogos que são jogos que ajudam o desenvolvimento de crianças que têm alguma dificuldade no aprendizado, e as próprias escolas às vezes abriram aquela necessidade. Isso foi justamente naquele momento em que a gente depois, vamos fazer alguma coisa e sentamos e realizamos a...

a maneira de construir isso, né? E desenvolver e depois também levar isso junto às escolas e órgãos públicos que a gente hoje está atendendo, que já adquiriram nossos produtos.

E Dani, como que você entra nesse universo? Como é que começa o teu primeiro pezinho na educação? Que a gente tem um costume de dizer aqui, o Rony e eu, para os nossos convidados. E quando o bichinho da educação morde a gente, contamina, né? Contamina e depois é uma doença que é para o resto da vida, né?

Exato. E como é que você entra nisso? A gente não consegue curar. Eu trabalhava já com jogos, com desenvolvimento de materiais educativos. Eu sou uma estudiosa da ludopedagogia. É algo que sempre me encantou. Tanto a psicologia, quanto a ludopedagogia, quanto a parte de desenvolvimento emocional e infantil.

Trabalhei em algumas frentes com outros jogos, com jogos de aplicativos, mas sempre na área do desenvolvimento cognitivo, do desenvolvimento educativo. Nunca foi só entretenimento. Eu sempre gostei da ideia de que o brincar precisa ser livre, mas precisa ser com alguma fundamentação, precisa ser direcionado.

Mas eu acho que o que mais me pegou foi quando eu tive o meu filho, que hoje tem 13 anos, e ele teve uma certa dificuldade na sua alfabetização e não foi percebido pela escola até então. Quando eu já estudava sobre o assunto, quando eu percebi que existiam ao meu redor crianças que tinham esse tipo de dificuldade e que as escolas também enfrentavam uma problemática...

da sala de aula cheia, de uma criança às vezes com um pouquinho mais de dificuldade aqui ou ali, e que são coisas muito simples de se resolver, foi quando eu tive as minhas maiores ideias do desenvolvimento. E daí eu conheci o Miro trabalhando já com jogos, trabalhando com a educação, e ele também tinha vontade de fazer alguma coisa mais. Eu falo que a Joy é apaixonada por desenvolvimento infantil, ela é apaixonada por educação, mesmo que ele não traga dessa forma, eu conheço o quanto ele aqui.

entrega, né, de amor, assim, nisso, tanto que a família inteira trabalha com isso, né, isso a gente percebe que daí é uma entrega.

E tantos anos de mercado, né? Exato, e tantos anos de mercado. E é muito legal quando eu vou numa feira com ele, assim, que todo mundo conhece ele, né? Não importa a idade, o povo chega, Oi, Miro, tudo bom? Aquela coisa gostosa de saber que o cara faz por amor, não só por interesse, né? Então, foram detalhes que me chamaram a atenção e quando ele veio conversar, quando a gente conversou, a gente sentou e disse, tá, então vamos criar um projeto.

com o nome da Joy, com a cara da Joy, daí a gente criou personagem, a gente montou toda uma estrutura e desenvolveu jogos que fossem lúdicos, físicos, lúdicos, seguros, que eu acho que é uma referência nos playgrounds e o material que o Miro trabalha, a segurança e a qualidade, e a gente quis transpor isso para um jogo. E daí a gente criou um material que tem qualidade, tem durabilidade, tem segurança e tem uma aplicação específica que gera resultado.

Daí, casou aqui, casou a pessoa que cuida da qualidade, do carinho, do respeito pelas pessoas, e eu que gosto demais de desenvolver produtos na área da educação. Fechou, a gente tem uma parceria de longa data.

Essa longa data, quantos anos mais ou menos que vocês já estão trabalhando em conjunto e desenvolvendo esses produtos? A gente precisa calcular, porque foi antes da pandemia. A gente começou a trabalhar junto, daí veio a pandemia, que deu assim, sabe aquela... Foi um baque para todo mundo. Foi um baque, isso, porque parou tudo. A gente estava com os produtos, assim, saindo do forno.

depois de, claro, um desenvolvimento cuidadoso, aqui tem estudo pedagógico, aqui tem muita coisa dentro de uma aplicação dessa. E daí veio a pandemia e a gente teve que passar por aquele limbo todo de estar com o produto ali acreditando e não conseguir levar para as pessoas. Então, a gente tem que calcular quantos anos, mas foi antes da pandemia. Acho que foi 2018. É, 2017, eu acho, Mirna. 2017, 2018. Já quase 10 anos. Exatamente.

E é um fruto de muita pesquisa, acredito, né? Muito estudo, muita pesquisa e eu acho que principalmente muito carinho. Quando a gente fala de ludopedagogia, né? Que você tem uma especialização. Para quem está nos acompanhando e que não tem a familiaridade com a termologia, o que seria ludopedagogia?

A ludopedagogia é a parte da pedagogia que estuda o desenvolvimento da criança através do brincar, né? Ela separa muito ali o brincar, do brinquedo, ela separa ali a parte da psicomotricidade, depois junta tudo e estuda como isso faz o desenvolvimento infantil, né? Porque a criança se desenvolve no início extremamente com o corpo, com a experiência, com a vivência, né? Quando tu consegue perceber ali...

E ir colocando, né? Entregando pra criança. Porque a criança não nasce sabendo brincar. Isso aí é uma história que não existe, né? Não é inato da criança chegar a brincar. Ela vai aprendendo. Ela vai aprendendo com as coisas que a gente entrega. Ela vai aprendendo com a maneira que a gente ensina. Ela vai aprendendo de acordo com as experiências. Com outra criança. Com outra criança. A criança aprende brincar. Brinca, né? E aprende.

por experimentação. E a ludopedagogia está dentro desse contexto de trazer de forma lúdica situações que desenvolvam a criança dentro da psicomotricidade e dentro da parte cognitiva.

E no mundo, no universo da educação, em que a gente vê muita solução, vamos dizer assim, comercial, enlatado, às vezes muita resistência das escolas para esse lúdico, para esse brincar.

Como que vocês enxergam, assim, as escolas estão abertas, estão mais aptas a essa conversa? Porque me parece que quando a gente fala de brincar, parece que é algo tão simples, né? Parece que é algo assim, quer me ensinar eu a brincar com os meus alunos, né? Isso aqui eu monto, isso aqui eu faço, né? É como que vocês conseguem...

trazer para a escola e se elas estão, de fato, tecnicamente abertas a essa conversa. Porque isso aqui tem teoria, tem metodologia, tem estudo, como disse o Rony, como você apresentou. Mas, assim, as nossas escolas, na velocidade que elas estão, engolidas pelas rotinas que elas estão, e por um ensino privado tão enlatado, tão comercial, como que você consegue achar uma oportunidade de fala?

Justamente porque o jogo vai entregar de uma maneira muito segura, né? E esses jogos, principalmente, é um alinhamento com a BNCC e com aquilo que o professor está precisando entregar para a criança. Quando a gente fala que é feito um estudo de caso em cada um dos jogos, a gente separa ali a faixa etária de acordo com o que a BNCC pede dentro do descritivo e tenta colocar no jogo aquilo que o professor precisa entregar, certo? E é...

extremamente, eu falo que o professor ele prepara todo o material e monta os jogos, é a paixão, certo? Ele, a maior parte dos professores, como tu falou, depois que pica o mosquitinho da educação, já era, né? Ele entrega amor demais. E acho que a abertura é quando eu explico pra um educador.

o porquê foi feito, aonde é que eu vou trabalhar dentro do processo de ensino cognitivo, e ele percebe que ele encontra ali exatamente aquilo que ele queria entregar, aí abre-se as portas, né? Porque jogos a gente tem, né? Diversos jogos, mas quando tu consegue entregar pro professor o porquê desse aqui existir, aí eu consigo a minha abertura.

Mas aí o diretor não tem esse entendimento. A maioria dos diretores, que estão engolidos pela rotina gerencial, da gestão, do dia a dia da escola, ou mais operacional, não consegue ter esse entendimento pedagógico, especialmente na educação infantil nos iniciais. Então, a maior chance de sucesso de vocês conseguirem apresentar a proposta é conversar diretamente com o professor.

normalmente é direto com o professor. O professor leva daí pra coordenação ali a possibilidade da aplicação dos jogos, né? Mas, quando eu converso com o diretor, eu acredito que um ponto que eu deixo bem claro é que os nossos jogos são fáceis de colocar, de aplicar, né? Ele vem numa embalagem específica, o professor carrega pra lá e pra cá, ele pode abrir e depois guardar rapidinho, ele tem uma qualidade gigantesca, a criança pode... Eu tenho aqui, vou pegar.

A criança pode pisar, pode apertar. O dado é pensado. A peça é pensada. Todos os jogos vêm assim? Todos os jogos vêm assim, nesse tubo, com todos os descritivos, com ali o tempo de jogo, as especificações do BNCC, tudo direitinho. E quando o diretor entende a praticidade e...

a aplicação do jogo, ele também abre um pouco o olhar pra isso, né? Ele vê que é um material que ele vai poder usar em diversas salas, em diversos momentos e de diversas formas aplicando o que a educação tá pedindo naquele momento.

Como é que funciona a integração do professor para essa plataforma? Porque assim, eu não vou dizer que é pela simplicidade, mas pela maneira prática como ele é ofertado.

às vezes me dá a impressão de ser muito simples pra escola pegar o material e ir lá e aplicar mas existe uma formação como é que é essa integração desse professor pra que ele utilize o material e extraia dele o melhor

Quando a gente vende um jogo, a gente já oferece a capacitação. Capacitação online, capacitação rápida, né? Ou a gente faz presencial também. Normalmente, quando a gente faz algumas vendas, principalmente norte e nordeste, que aplicam muito o nosso material, a gente marca com os professores a capacitação online. Eu vou lá e explico. Porque nós temos jogos para o desenvolvimento da alfabetização. Nós temos jogos como esse daqui, que são para crianças com dislexia, TDAH.

Esse aqui foi um jogo que eu desenvolvi para o meu filho. Ele teve dislexia, né? Esse jogo aqui foi um dos jogos que mais me chamaram atenção no quanto ele teve uma virada, uma mudança de compreender o que é escrita, de conseguir formar uma frase, de conseguir escrever uma palavra.

Não sei se ele traz para frente, que era a maneira com que ele escrevia, era muito engraçado. Ele trocava, né? Nem as vogais, ele trocava as consoantes, assim. E a gente normalmente cria todo momento, dá essa capacitação e explica para o professor como ele pode usar, quando ele pode usar, como é que ele vai mediar e quais são os resultados que ele tem que esperar em cima de cada jogo. Então, a gente entrega tudo. A gente entrega o pacote completo.

E assim, à medida que o professor vai aplicando num primeiro momento, vamos pegar o teu exemplo, você praticou isso como mãe, como educadora, você estava envolvida emocionalmente com o resultado do seu filho e você teve um tempo de correção, atualização, moderação, ou seja, a partir do momento que foi aplicando, você foi percebendo onde é que estava dando mais certo e onde é que precisava...

Ajustar. Imagino eu que não sei exatamente como está aqui. Provavelmente ele foi alterado com o desenvolvimento dele e você foi percebendo. E claro que quando você entrega o professor, você já entrega toda essa bagagem vivida, né? E você sabe que deu certo, que deu errado.

Mas se o professor precisar trocar uma experiência contigo, pós-resultado, ou se ele está com dificuldade, como é que funciona? Porque eu vejo que muitas das questões dos jogos, especialmente os jogos de prateleira, que são vendidos por das mais diversas editoras e fornecedoras, você compra, você recebe e depois te vira. Mas eu acho que a riqueza está no pós, na aplicação. Exato. E como é que fica isso?

Fica tranquila. A gente tem um canal extremamente aberto. Eu converso com escolas que compraram jogos há, sei lá, um ano. Porque a gente tem um jogo aqui que vai ficar com a pessoa por uns cinco, seis anos, bem cuidado, até mais. Eu tenho um jogo do meu filho que eu criei, que não está no catálogo, mas eu acabei fazendo com pista de carrinho e coisa assim. Eu uso tudo para alfabetização, tá, gente? É desesperador. Criei uma cidade com pista de carrinho e tudo mais. E eu tenho um jogo há dez anos.

meu filho tem 13, eu criei quando ele tinha 3 anos, e a gente tem um canal muito aberto, a gente está muito disposto ali para explicar, para tirar dúvida, para ensinar outras metodologias de aplicação, então essa abertura, essa proximidade com a gente é muito fácil.

E como é que é a identificação da demanda da escola? Porque, pelo que eu entendi, são vários jogos. São. A gente tem uma coleção com diversos temas. E como é que eu vou saber qual é o ideal para a minha escola? Como é que tu faz esse tipo de diagnóstico?

A gente entrega ali no nosso catálogo, né? Alguns modelos para serem aplicados. Eu tenho um modelo para alfabetização inicial, né? Esse é dos jogos, não? Esse é dos jogos, aham. Eu vou pegar aqui, tá? Isso. A gente tem para matemática, a gente tem para gramática, que ensina substantivo, adjetivo, pronome, que é muito mais difícil, né? Eu tenho um jogo inteiro em libras.

Para as crianças que não têm a deficiência, mas para as crianças aprenderem a lidar com a diferença, com a psicomotricidade. Então, quando eu apresento para a escola, ela mesma entende, poxa, aqui eu acho que eu estou com uma dificuldade, esse matéria vai ser maravilhoso. Aqui eu tenho uma sala que está com dificuldade ali no processo de alfabetização numérica. Ah, eu estou com uma sala que está com dificuldade na multiplicação e o jogo pode ser legal.

Ah, eu tenho aqui uma dificuldade maior na gramática, né? Fonética e tudo mais. Então, o jogo, que é o labirinto das palavras, vai trazer uma entrega nisso que é necessário. Então, é muito particular da escola. Apresentando os jogos, eu acho que abre essa janela de percepção dos professores, tá?

Eu adorei isso aqui. A nossa coleção das emoções, essa eu também acho maravilhosa. Eu tenho todo um material para montar uma sala de educação socioemocional de maneira prática.

relativamente barata, tá? Eu já trabalhei com essas escolas que trabalham educação socioemocional, então eu sei o custo que é manter. E são materiais, o lúdico que eu falo, são materiais que a criança pode pegar, apertar, puxar. Não é aquele bichinho bonitinho que fica na prateleira, na estante. É um material que a criança brinca, senta, puxa. É um material lúdico mesmo, pra brincar, né?

E a escola pode criar uma sala inteira de interação e trabalhar a parte socioemocional de uma maneira muito leve, muito lúdica. Agora, eu acho que algo que deve ter crescido bastante, acredito que até na parte dos brinquedos, seu Vodemiro, é a quantidade significativa do aumento das crianças com laudos.

E acho que nos brinquedos tem aparecido também, né? Nos parques, né? As escolas devem ter trazido isso, né? Com as crianças, com outras necessidades, com outros olhares. Sim, com inclusão hoje a gente trabalha os parques também. Estamos com projetos novos na inclusão. E tanto como os jogos são interessantes, a gente também adapta os parques para a inclusão. Porque a criança quando ela vai escorregar, ela tem... não é bom um escorregador liso, ele tem que ser...

de uma forma para que ela dá uma tripidação. E outros jogos também você pode aplicar no próprio Play. Você pode fazer alguns jogos lúdicos ali também. Jogo da velha, ábaco, letras, números e bastante coisa bem interessante onde que desenvolve a criança a trabalhar isso na prática lá no Play mesmo.

E acho que dentro disso, o que é mais fundamental pra vocês, como segredo de sucesso, como fornecedor e parceiro da educação, é ouvir o educador, né? Sim. Tá nesse contato direto e ouvir o que eles estão trazendo, porque daí você consegue levar isso pro campo da pesquisa.

tanto na parte fabril, porque a parte fabril tem que entender de material, como o senhor falou, tripidação, tem que entender dos recursos possíveis e como que esses novos movimentos ou esses novos estímulos podem ser replicados através dos equipamentos.

Então, a pesquisa, muita gente imagina que é só um balanço, é só um escorregador, mas... Tem muito estudo atrás, gente. Tem muito estudo. No formato de cada peça, como a gente desenvolve o balanço em si, como a gente vai fazer a altura. Eu até pego no pé, a gente tem um engenheiro chato pra caramba, né, querido? Oi, Eduardo. Ele vai ouvir, vai ficar brabo comigo. Ele é muito cri-cri.

E isso é maravilhoso, porque ele cuida de cada detalhe, a parte da segurança, a parte ali do espaço físico, e ah, não pode colocar aqui, porque a criança não vai ter espaço para fazer isso aqui, eu lembro que o pouco tempo que eu ajudava, assim, às vezes na venda de um playground, né, que não é a minha área, assim, eu sou mais o desenvolvimento, às vezes eu imaginava que eu ia colocar um playground num cantinho lá, eu já tinha visto tudo na minha cabeça.

Aí eu chegava lá e ele dizia, não, não pode aqui, aqui isso, aqui. E isso é muito bom. Esse cuidado que eles têm é importante, realmente é importante. Porque isso tudo tem uma fundamentação e tem um porquê. São crianças, né? São. São crianças.

A ludopedagogia é aplicada também, então, na questão dos brinquedos físicos. Totalmente. O cuidado com o espaço, o cuidado com a interação, a parte da criança sensorial, até a velocidade que desce do escorregador, tudo é pensado, tudo é organizado.

e tudo fruto de pesquisa, tudo fruto de testes, de avaliações, e esse desenvolvimento, ele também parte de novos produtos? Como é que está hoje essa questão de desenvolvimento de novos jogos, novos brinquedos, como é que isso funciona para vocês?

É a gente vai ouvindo, né, o que os educadores trazem, né. Tem uma coisa que eu gosto muito de fazer é laboratório. Eu vou até algumas escolas que são parceiras minhas lá na minha cidade, Blumenau, né, e aplico jogos e percebo o que está faltando.

escutar um professor também para entender o que é que a gente pode alterar, modificar ou desenvolver isso tudo é sempre muito olhado é sempre muito percebido, é sempre muito cuidado para que a gente consiga desenvolver novos produtos agora a gente está um pouco focado

Nessa ideia de fazer jogos, jogos não, fazer playgrounds com acessibilidade, né? Trazer essa ideia da inclusão, né? Não só específico pra criança que tem algum tipo de...

de necessidade, mas para a inclusão, para que as crianças consigam brincar juntas, sem perceber que aquilo é específico para alguma necessidade direta. Eu acho que isso é o que mais está sendo trabalhado agora no desenvolvimento de novos produtos, criar playgrounds para que as crianças possam realmente acessar de maneira conjunta, incluída.

Mas considerando hoje, a gente está num momento absurdamente digital. Sim. Altamente tecnológico, certo? Os jogos ficaram incríveis. Eu não entendo a aplicabilidade. Eu gostei da alfabetolândia. Ah, alfabetolândia também é muito legal, gente. Eu sou suspeita a falar, mas meu Deus.

Ficou da hora. Você da figurinha, lembra do Monstros? Esse é o personagem lá. Esse é o Joito. Esse é o Joito, criado especificamente quando a gente começou o projeto dos jogos. Eu lembro que foi uma discussão porque eu queria botar ele só com um olho. Lembra, Miro? Ele perguntava Dani, mas por que tem só um olho? Porque fica mais legal. E tem razão. Não, fica muito mais.

E faz uma associação direta, né? Com esse desenho da... É da Pixar também, né? Da Pixar Monstros S.A. O Michael Zowski. É, não. Ficou muito bom. Não, e ela... E a Bu é demais, né? A Bu é demais. Quando ela tá no banheiro cantando, né?

E lá fazendo o pipi dela, é muito bom. Mas assim, num momento que a gente está super tecnológico, super digital, criança com tablet, criança com celular, criança etc e tal, os jogos online são muito mais atrativos, barulhos e estímulos, etc. As crianças, elas realmente aderem ao jogo?

num momento em que parece assim que, meu Deus, jogo de tabuleiro só pra velho agora. Desculpa aqui, né? Só pra gente adulto, só pra quem tem vamos dizer... E aí nos remete a outros tipos de jogos, né? Na verdade, né? Quando a gente fala nisso. Joguei Banco Imobiliário, joguei Ludo. Ganhassem muito dinheiro no Banco Imobiliário. Ganhei e perdi.

ganhei e perdi dominasse muitos continentes no War o War eu gostava, mas o War não terminava nunca depois ficava uma tarde solucionasse muitos crimes com o detetive detetive eu gostava bastante mas muito, muito, mas parece assim uma coisa mais antiga nossa e como é que enfrenta isso nesse momento

eu acho que enfrenta com a educação, né? Com quem trabalha na área da educação que entende que brincar é vital para o desenvolvimento da criança. Acabou? A brincadeira, o estar num espaço físico com outras crianças, a parte de socialização, de entender regras sociais, de saber esperar do espaço, da psicomotricidade, do entender a sua vez, do dar o tempo.

Mesmo que a gente esteja numa era totalmente tecnológica, quem tá na educação entende que o desenvolvimento precisa da psicomotricidade. Criança precisa desenvolver corpo, ela começa, né, dos 0 aos 2 anos principalmente, depois dos 2 até os 7, o aprendizado é por experimentação de corpo, é psicomotricidade. Se a gente não perceber isso dentro da sala de aula...

aí a gente vai, quer dizer, se a gente não, né, a gente já percebe tanto que a gente tem cada dia mais dificuldade no desenvolvimento cognitivo das crianças, correto? E essa dificuldade, desculpa, essa dificuldade na questão cognitiva das crianças está relacionada à falta de psicomotricidade? Do estímulo à psicomotricidade?

Brincar é uma atividade vital. O corpo da criança se desenvolve antes do cognitivo, mas juntamente com o cognitivo. No início a criança vai ouvir, botar na boca, mexer. O nosso desenvolvimento cognitivo começa ali da interação. Mas olha só, numa situação em que as famílias brincam cada vez menos com seus filhos.

Nós temos menos parques, né? Se você olhar hoje, tá? Se você olhar hoje o lançamento residencial mais top hoje do litoral catarinense, você vai ver piscinas intermináveis, você vai ver spas, churrasqueiras, áreas gourmets, e etc, etc, etc, para adultos. E acho que não vou arriscar dizer que a área pet é maior do que a área infantil.

nos condomínios. Vou colaborar pra isso. Eu conversando com alguns professores de educação física há uns meses atrás, me chamou a atenção na aula deles pra educação infantil e fundamental anos iniciais que eles montaram um circuito dentro lá do ginásio e os alunos tinham que correr o circuito.

e eles conversando trazendo essa necessidade e fazendo um comparativo histórico que hoje eles precisam ensinar as crianças a correr, a pular a pular, a cair porque dentro de um contexto histórico a criança já ia pra escola sabendo tudo isso inclusive tomando água de torneira e alguns com o braço engessado e hoje eles tem alguns com o braço engessado e agora e agora

E hoje há essa necessidade dentro da psicometricidade de que eles precisam saber correr, saber se movimentar, saber ter senso geográfico do seu corpo no espaço, sensação de espaço para poder se desenvolver. Eu acho que vem muito disso, essa questão. Mas eu acho que crava muito certamente a questão da sociabilização.

A sociabilização... Acho que é o grande resultado disso. Isso. A gente já percebe hoje o que a gente está enfrentando em relação ao desenvolvimento de crianças e adolescentes justamente por conta da falta de jogos como esse dentro da existência...

infantil, como vocês falaram. Vocês resolveram problemas com o banco imobiliário. Vocês criaram situações. Com humor. É, com humor. Vocês experimentaram processos de estresse, onde teu coleguinha estava saindo melhor e tu estava perdendo. Então, tu aprende tudo isso brincando. Brincar é uma escola para quem nós seremos como adultos.

Eu sei que nós estamos enfrentando um movimento tecnológico que está, não sei se é complicando, trazendo um universo diferente para a gente agora, certo? Mas, como você citou o professor de educação física, os professores de educação física, eu acho que o professor tem essa percepção.

Tem adolescente que não sabe correr. Ele põe o adolescente a fazer uma atividade simples na educação física e o adolescente não sabe correr. Exato. Então, existe sim um espaço gigantesco para os jogos ludopedagógicos que trabalham psicomotricidade. Existe. Acabou. Eu acho...

Mesmo que a gente esteja num patamar onde as crianças, né? Entre um jogo e um celular, elas vão correndo pro joguinho de celular. Eu ainda insisto que o jogo tem o seu espaço. Precisa ter. Mas vamos lá. Trazendo de volta aquela questão. Você citou que nós estamos percebendo claramente dificuldades de desenvolvimento cognitivo das crianças. Sim. Certo? Nós estamos vendo menores espaços na sociedade de brincar.

de parques e tudo mais. Retomando, os lançamentos residenciais de maior luxo da nossa região foca o bem-estar e o entretenimento e o lazer do adulto, do pet, mas pode olhar, pode olhar, pode visitar qualquer condomínio aqui de Balneário, Itapema, tu vai ver um nadinho de nada lá. Certo? Correto. Um espaçozinho de nada. Quando muito, uma brinquedoteca.

É, quando muitos. E olha, né? Brinquedoteca é luxo. É luxo. Então, nós estamos vendo uma sociedade que está tirando o brincar em todos os seus espaços públicos e privados. Certo. Ok? A educação física cada vez com menor importância nas escolas e com espaços reduzidos também. Você vê, se você fizer, se você fizer honestamente, honestamente, um cálculo de carga horária e de ocupação...

das quadras disponíveis nas escolas pela necessidade, você vai ver que não é educação física, é uma fake educação física. Ela só está lá por obrigação. Tem escola que se puder tirar, vai tirar.

Então, nós estamos tirando os espaços físicos, etc. E isso, no teu entendimento, está totalmente linkado com o que está acontecendo com o nosso problema de aprendizagem. A falta desses espaços, dessas oportunidades. Está, está. A gente é na neurociência. Eu estou fazendo uma pós-graduação em neurociências dentro da área da educação e a gente estuda realmente os efeitos cognitivos do desenvolvimento infantil com essa...

com essa explosão de tecnologia, né? Porque sim, porque é fato, porque é uma coisa que não se é uma dúvida que a psicomotricidade é a base do desenvolvimento cognitivo do ser humano. Só se alguma coisa muito louca acontecer e na nossa existência mudar completamente a forma como a gente se desenvolve como humano, que eu acredito que daí a gente vai precisar de muitos milhões de anos pra isso acontecer.

Então, sim, eu acredito piamente e acredito por estar dentro dessa área que isso está prejudicando o desenvolvimento das nossas crianças. E aí a gente fala principalmente do quesito social. Uma criança que não interage brincando, ela não sabe interagir existindo. Numa adolescência problemática, numa reclusão das crianças, numa falta de trato, numa falta de tino social, isso está totalmente vinculado.

com a primeira, segunda infância ali no ato de brincar. Tá, então você tá dizendo que nós mesmos, de certa forma, né, como sociedade, ou como pensadores, ou como influenciadores, ou como decisores, estamos tomando, de certa forma, a decisão errada.

Porque quando a gente pensa o seguinte, se está nítido, se a ciência, a pedagogia, a psicologia infantil, e todas as ciências que estão, de alguma forma, com o pezinho aqui, já provaram que as crianças, nas suas devidas faixas etárias, precisam viver, conviver, experimentar.

essas questões, e não só lhes são oferecidas, como são retiradas, aí depois você vem lá nos anos finais e no ensino médio diz que tem que botar o sócio emocional porque tu já estragou lá na largada. Pois é. Não é um paradoxo? Não, é um paradoxo.

porque deu o seguinte, olha, eu vou trazer um sócio emocional aqui no sétimo, no oitavo no nono, no início no médio pra uma criança que tá ansiosa, pra uma criança que não é mais criança, já adolescente que não sabe socializar, que não sabe controlar a pressão, que não sabe negociar que não sabe ouvir uma rejeição, porque não foi escolhido eu, na minha eu como atleta sou um péssimo atleta, então já imagina que na hora de escolher os times e aí

Tu vai ser o último. E sempre fui, né? Até que eu descobri a estratégia de conseguir comprar a bola, né? Aí, quando eu consegui comprar a bola, aí depois... Meu, que aprendizado agora. Vou fazer isso. Porque eu sou péssima no esporte, mas se eu tiver a bola, quem sabe... Então, aí foi a alternativa que eu encontrei. Aí tu começa escolhendo. É, aí eu comecei comprando a bola, né? E depois, né? Descobri... Tu vê como esse capitalismo age, hein?

Não, mas era a estratégia que eu tinha. É socialização, cara. Mas é depois que conseguiram me equilibrar com a bola, aí meu avô já tava finalizando lá. Aí melhora a autoestima também? Não, eu já tava em todos os times, né? Daí eu escolhi o time. Mas o que aconteceu? Aí meu avô sempre esteve lá no Rio do Sul é muito forte o futsal. O futsal é muito praticado, como em Santa Catarina, mas no Rio do Sul...

Só na minha cidade a gente tem sete ou oito ginásios, né? Particulares para o futsal. Então, o futsal faz parte da história. Que é outra coisa que tem se acabado. Ginásios. Ginásios de esportes. Ginásios municipais, ginásios de esportes. É, estão acabando. E se tornando de beat tennis agora para adultos, né? Sim. E aí, os de lá do Rio do Sul, a maioria está se tornando beat tennis.

Mas o que é que acontece? Aí, meu, eu vou finalizando e tal, e aí eu consegui, porque daí outros conseguiram, viram a estratégia da bola, aí a gente, daí o Odo falou, e vou, você não vai usar mais uniforme? Aí agora eu tinha uniforme também. Então, né, já tava num outro patamar. Mas o que eu quero dizer é o seguinte, você vai desenvolvendo estratégias, porque ser rejeitado lá...

com nove, dez anos, o seu último ser escolhido, né? Aí os melhorzinhos eram os capitães, né? Então vamos lá, Rony, para o ímpar, aí escolhido. E o Anderson ficava no final, né? Chamava de alemão, né? E aí ficava no final. E eu sabia que ia ficar pro final, né?

Mas aquilo gera um aprendizado, aquela rejeição. Sim, musculatório emocional. Tudo aquilo está dentro do jogo, está dentro das regras daquele momento. E você é aprendendo a conviver com aquilo. Só que, eu já vou devolver a palavra para vocês aqui. Mas aí olha o que acontece. A gente não entrega lá na largada e depois a gente se mata...

pra correr atrás nos anos finais e no ensino médio. Cara, isso é uma loucura. Desculpa, mas é... É absurdo. Nós mesmos queremos o problema e... É, eu acho que quando tu fala nós, é nós enquanto sociedade. Não, sim, sociedade. Eu tô falando nós pais também, porque se tu não leva teu filho pro parque pra correr e brincar...

E se tu não brinca com ele, compete. Se tu não leva ele pra praia pra fazer... Que na nossa época era uma coisa completamente diferente porque a gente brincava na rua. A gente se juntava naturalmente, socialmente. Nós tínhamos um ambiente mais seguro e livre. Mas isso não é justificativa pra não proporcionar pras nossas crianças um ambiente livre e também seguro. Porque agora a gente pode ter perdido o espaço aberto nas ruas. E perdemos.

Mas nós temos, até num campo de beach tênis, que, sei lá, virou um campo de beach tênis, a criança pode brincar na areia. Se o pai levar. O pai tem que levar. O pai tem que levar pra praia. O pai tem que levar. Fazer caçarinha de areia, baldinho. De novo, nós não sabemos, nós não nascemos sabendo brincar. Nós não nascemos com essa situação intrínseca de se desenvolver brincando.

É claro que a criança vai entrando nesse mundo, mas ela é ensinada. Ela é ensinada a brincar na areia. Ela é ensinada a brincar de amarelinha. Gente, eu fico chocada que as crianças não sabem mais pular amarelinha. Mas elas sabem o que é amarelinha?

Quando eu boto a amarelinha numa feira, por exemplo, no chão, eu vejo os adultos. Adultos passam pulando daí, né? Legal. A criança para, ela olha. Aí eu falo, pula. Daí ela sai pulando. Você assusta. Exatamente. Daí eu não sei... Pula, pula. Pula, ela pula no lugar. Ela vai pelo susto. Eu tô fazendo assim com as mãos agora. Sabe o jogo que eu nunca entendi? Que eu nunca entendi. E por não entender, quando a gente não entende algo, a gente rejeita, né?

É normal, o ser humano é assim. Mas as mãos que tu fez ali, aquele jogo Três Marias, eu nunca entendi aquilo.

Ah, meu Deus, aí tu vai me perguntar coisa difícil. Que é o jogo que tu bota as mãos assim, joga três bolsinhas costuradas com areia. Até hoje eu não entendi que jogo é aquele. Pronto. Missão pra ti essa semana. Feriadão tá aí, ó. Três Marias aqui. Na minha infância... Depois tu conta pra gente. Na minha infância, nos interiores, no interior, né? Quando eu ia visitar o pessoal anterior...

Era comum a pessoa ter lá um... E era costurado com jeans, né? Com areiazinha, três bolsinhas, assim. E tinha a ver com jogo, né? Era jogar com a mão, assim, as três areias. E eu olhava aquele jeito, se não faz sentido nenhum, se não vai pra lugar nenhum.

Mas, enfim, tinha um aprendizado, tinha um contexto, talvez quem criou, o contexto histórico, o fazer, o costurar. Mas posso abrir um adendo? Olha a experimentação que ele está trazendo em relação a uma socialização. Mesmo que ele não sabia sobre o jogo, isso tem um cunho emocional. Isso é desenvolvimento lúdico. Não, está aqui, está na minha memória. Entende? Isso tem um desenvolvimento lúdico. Ele pode não ter se sentido pertencente àquele grupo, ele não tinha conhecimento suficiente, mas tu experienciou.

Mesmo estar fora, isso te preparou a saber lidar com rejeição, a saber tentar de novo, a saber ir por outro caminho. Então, até isso é um exemplo do que a gente está falando. Mesmo que até hoje você não conheça como se joga as Três Marias, que eu também não conheço, deve ser coisa lá do Rio Grande do Sul. E do interior. Do interior, lá dos gaúchos. Só eu que estou... Cara, gaúcho sempre acha que todo mundo conhece as coisas dele. Não, mas é que...

Mas até isso prepara a criança pra lidar com uma situação que ela não tá preparada. Só porque tem CTG em todo lugar, não quer dizer que as Três Marias também estejam, né? Não, mas cara, Jogo das Três Marias, alguém deve conhecer isso aí. Tu vai procurar aí? Os gaúchos? Jogo das Três Marias.

Mas até isso prepara o ser humano depois de adulto a lidar com frustração, a ir por outros caminhos, a entender que ele não precisa saber de tudo. Tu entende? Isso tudo é desenvolvido na infância. A ideia de... Ah, tomem, tomem. Tomem. Vocês ficam aí, olha só. É uma brincadeira ancestral datada da Grécia Antiga. Uau. Que utiliza cinco saquinhos pequenos, eu falei três. Era cinco. De tecido recheados com arroz, feijão ou areia.

O objetivo é lançar um saquinho para o alto e antes que ele caia, recolher os outros do chão aumentando a complexidade em fases. Eu conheço esse jogo, mas não como Três Marias. É, Três Marias. Mas a Grécia é antiga, viu? Onde é que entrou a mãozinha assim? Que tu falou. A gente deixa isso baixo. Eu acho que eu viajei. Ele misturou quilica com Três Marias. Nossa, e foi a estratégia dele pra confundir a gente. Mas tem até no YouTube como jogar Três Marias.

Existe esse estudo, essa pesquisa, para que um parque, por exemplo, ele se torne um ambiente de socialização num sentido de estabelecer um jogo ou uma espécie de competição ali? Porque a competição traz esses aprendizados, né?

da vitória, da derrota, do espírito de equipe, do ajudar a sua equipe a vencer, enfim. Como é que funciona isso trazendo para os parques? Cara, isso é maravilhoso. Por quê? Vamos fazer o exercício de imaginação. Imagina um parque grande com umas 15 crianças que não interagem diretamente.

né, aquilo é um mundo pra elas. Você pode ver, elas descem, correm, elas ficam ao redor daquilo, aquilo é um universo pra elas. Ali elas experimentam a ideia de se desafiar, a ideia de criar uma estratégia. Ali dentro do imaginário, vocês já foram crianças, então já imaginaram, né.

Tu tá imaginando que tu tá numa competição, tu tá imaginando que tu tá num barco pirata, tu tá imaginando que tu tá descendo uma grande montanha, e daí tu faz amizade com um coleguinha, e daí tem aquele coleguinha que se pendura de cabeça pra baixo, e daí tu olha e pensa, eu não vou fazer isso porque eu vou cair, e daí numa segunda vez tu vai lá sozinho, tenta fazer e pensa, cara, eu consigo. Aí na outra vez tu já vai lá, olha aqui, eu também consigo fazer. Então assim...

Sim, existe toda uma estrutura de desenvolvimento psíquico num playground. O playground é um ambiente mágico para o desenvolvimento da criança. Na psicomotricidade e no desenvolvimento cognitivo. Porque o tentar, o experimentar, o ver que o outro vai e eu não vou, o criar uma imaginação, porque ali dos dois é o sete e a criança, tudo é muito fantasioso, né? Então, estar dentro de um playground é estar dentro de um mundo mágico.

com segurança, como a gente falou, que é tudo pensado, com uma estrutura que vai dar para a criança a possibilidade de existir e vivenciar tudo aquilo, pensado exatamente nisso, no desenvolvimento psicomotor e cognitivo. Então, cara, o playground, vocês não têm noção da mágica de desenvolvimento que acontece ali dentro.

Ele é muito pouco explorado isso, né? De certa forma... Eu acho que já foi mais. Até nas escolas. Sim, é aí que me refiro. Até nas escolas. Porque normalmente, né? Me corrijam se eu estiver errado. O playground é a hora que a professora leva os alunos e ela dá uma...

Mas tudo bem pro professor ele dar uma respirada. O playground não é a hora mesmo do professor estar ali ensinando. Porque a criança precisa aprender sozinha. E esse é o ambiente certo, porque ele é seguro, ele é pensado.

E os jogos, existe sim a mediação do professor que está ali observando. Sim, sim. Mas não pode ser um negócio assim, mecanizado. Ou o professor entra na brincadeira para que a criança relaxe, ou vira uma organização pautada ali naquela cobrança, né?

Jogo que é mais intuitivo, como esses que a gente produz. E o playground é um ambiente realmente onde o professor precisa só estar longe para ninguém. Não cometer nenhum tipo de... Aquela supervisão. Exatamente. Mas é o lugar da criança se desenvolver por conta própria. E isso é uma das coisas mais intensas que tem no desenvolvimento infantil. O playground, eu falo suspeita porque eu sou muito apaixonada pelo brincar.

O brincar solto da criança ensina muito. Ensina demais. E aí, se tudo isso que a gente traz aqui... Mas se der um arranhãozinho na unha, vai uma briga. Mas isso também é aprendizado, gente. É, mas tem escola que tirou areia. Tem escola que tirou areia porque os pais ficam reclamando que as crianças vão embora sujas.

Então, a gente tem que ensinar os pais. Eu não sei em que momento que se perdeu ali a ideia de criança e experimentação. Eu não sei em que momento. Que engraçado, né? Porque, teoricamente, os pais dessas crianças, eles passaram por isso, né? Pois então.

Acho que é um processo de amnésia coletiva. Eu não sei. Eu não conheço... Eu gostei dessa. Eu não conheço... A amnésia coletiva. Eu não conheço alguém que tenha carregado um trauma de ter brincado num parque de forma, sei lá, que venha ser prejudicial ou que se prejudicou, enfim.

É que assim. Será que ao mesmo passo que existe um sentimento de superproteção também, existe esse sentimento de brinca aí que eu vou olhar as minhas redes sociais. Aí a gente entra numa linha da psicanálise que eu podia ficar falando durante umas cinco horas aqui com vocês.

Aí eu queria desafiar as escolas a pararem de fazer outdoor com crianças tão limpinhas e tão... É verdade, né? E tão... Aceadas. E começar a fazer outdoor com crianças...

pintura, né? Com o uniforme bagunçado, como se tivesse passado o dia numa escola de verdade. E areia. É muito engraçado quando... Sabe? Massinha e coisa. Porque se fala educação infantil, anos iniciais ali, e a educação infantil anterior, gente, essa criança tem que colar, cortar, brincar, sujar, né? Enfim, né? E eu acredito que, pra ela, uma cancha de areia deve ser um universo também, né? Claro que sim.

ainda mais se morar em prédio, morar em condomínio se estiver longe da praia é muito engraçado que quando o professor quando o educador está na sua formação a gente estuda Vigodski Piaget e eles trazem que o desenvolvimento da criança ele se baseia nisso essa experimentação de brincar de tocar, de experimentar, de correr de ralar um pouquinho o joelho e isso se perdeu ao longo do caminho

não sei, esse engessamento da educação, eu acho que essa padronização de tudo, a gente está entrando numa ideia de padronização, é tudo bonitinho, os uniformes, a mesma cor, aquela coisa a criança... Entocada. Entra clean e volta mais clean ainda, parece que passa por uma...

eu não consigo compreender às vezes, eu não consigo compreender mas tudo bem, tá tudo certo é engraçado que às vezes a realidade é da própria escola de entregar limpa efetivamente depois de um banho tem uma escola aqui no nosso litoral que entrega com banho, janta e tarefa feita

Faz o papel do pai, né? Então, aí que eu falo. Imagina não dar um banho no teu filho. Imagina não dar nenhum banho. Entrega, entrega, né? Vamos evitar a fadiga dos pais, é isso? Já pensou. Os pais precisam jogar beach tênis. É fora da realidade. Ou as três marias. Não, as três marias eles não jogam mais, eles têm que produzir o saquinho. Ah, é verdade, dá muito trabalho. Dá muito trabalho.

A realidade das famílias hoje é totalmente diferente, né? E isso faz com que não se consiga desenvolver mais nas crianças aquilo que precisa, né? Não pode suar, né? Pode chegar suado em casa. Não pode chegar fedido, suado, sujo, cabelo desarrumado. Exatamente. Ralado. Exatamente, né?

Aí que entra aquela questão de brincar no parque, né? E às vezes você coloca alguma coisa diferente numa área de lazer, nós colocamos muitos balanços de acessibilidade, né? Quem usa mais são as crianças que não têm necessidade. Porque elas acham que não entenderam para que isso está lá.

Então, ela não sabe o porquê esse jogo. Ela, às vezes, não entende porquê essa aplicação num brinquedo, num parque, que ajudaria uma criança que tem problema de inclusão, né? Então, ela precisa desse brinquedo, né? E lá, a criança normal também pode usar, mas no balanço, do jeito que usam, é totalmente fora da realidade, né?

Aí a gente chama os pais de novo, né? A criança tem que brincar solta, mas não sem supervisão. São duas coisas diferentes. As escolas tinham que fazer uma programação, os circuitos para os pais.

botar eles, imaginar esse mundo mágico do playground. Eu quero pular na piscina de bolinha. O meu... Tu nunca pulou também? Não, já pulei, claro. Quer dizer, meu Deus, cadê a tua infância? Não jogou Três Marias, não pula na piscina de bolinha. Não, na piscina de bolinha não tinha na minha infância. Você veio depois. Mas eu pulei quanto adulto, consegui achar um... Mas tu pulou numa que não tinha cobra, né?

Nossa. Piscina de bolinha com cobra. Nunca ouvi essa lenda urbana. A gente já tem pais assustados aqui. Tu não começa a complicar mais a vida da... Nunca ouvi essa lenda urbana de ter cobra dentro de piscina de bolinhas. Cara, em algum lugar pode até ser que tenha mal cuidado. Tem, né, seu Fundo Miriam? Tem, tem. Aconteceu. Não, mas claro, deve ter...

É um ambiente que você não cuidado, vai ter ter rato, ter barata, mas cobra, daí eu tô fora. Até a barata eu vou, né? Até ali eu tô dentro. Mas eu acho que é isso aí. Eu acho que não só as famílias, né? Mas eu acho que incentivar as escolas a recuperarem esses espaços, né? E assim, gente, a gente tá vendo...

cada vez mais reduzido o espaço do brincar, de novo, no poder público, no poder privado, e também nas escolas. E nas casas também, gente. Os pais precisam voltar a brincar com as crianças.

É verdade. Precisa voltar a brincar de jogar ludo, como tu falou, né? Vocês estavam falando. Eu adoro ludo. Eu cresci com os meus pais num domingo à tarde, jogando dama. Tinha o jogo de trilha, que o meu irmão sempre ganhava. Trilha. Meu irmão sempre ganhava trilha, gente. Ai, que ódio.

E o Ludo, que eu achava chato pra caramba, mas era tão gostoso jogar contra os pais. Ah, sim. Tava lá chegando, daí... Puf! Exato. Pum! Pegar e cair na tua casinha, tu voltar com teu pião de volta pra prisão. São experimentações que os pais precisariam voltar a ter. Não precisa de grande coisa. Mas aí os pais acham que passar tempo de qualidade é assistir uma série. Ou ir pro shopping. É. Aí vai pro shopping pra pagar o Espaço Kids.

e entrar dentro da piscina de bolinhas não, ele nem entra as crianças parecem os ratinhos naqueles ele fica sentado no banco mexendo no celular sim

Ou paga por... Porque agora dá pra pagar, né? Eu acho pros monitores... Não, tu paga e volta em tanto tempo. E fica lá sob supervisão do... Imagina a hora que inventarem um que devolve a criança alimentada, limpa e pronto, acabou. Ótimo negócio, Miro. Baita negócio. Baita negócio, né? Vou deixar a criança aqui e volta e pega o todo... Colocar uma banheira e dar banho. Dar banhinho e tal. Pentear bem bonitinho. Pentear bem bonitinho.

São situações diferentes que a gente percebe, mas a gente quer muito dar os parabéns para a maneira como que vocês realmente se dedicaram. Estava olhando que o catálogo é bem completo. O número de jogos e atividades que vocês propõem aqui.

E foi muito bem produzido também, né? Se deve ter sido uma agência que foi... Meu Deus! Tá muito bem traduzido aqui, né? Os objetivos e como que funcionam. E aí hoje, basicamente, quem tem interesse na aquisição, especialmente pelo... Desculpa.

Perdão. Mas especialmente pelo formato até do canudo, etc. Hoje é fácil, né? Para despachar o Brasil todo, né? Fácil, bem fácil. No correio, qualquer lugar consegue despachar. E aí, conforme a necessidade da escola, faz uma chamada de vídeo, né? Não só escolas, a gente vende para a pessoa física também. Ah, é mesmo? O jogo de educação socioemocional, o universo das emoções, é um jogo incrível para os pais jogarem com os filhos.

Ele é incrível. Ele trabalha realmente a percepção da emoção, essa parte de alfabetização emocional, que é muito importante. Saber falar sobre o que está sentindo e preparar as crianças para lidarem com as problemáticas da vida, que como a gente falou, elas estão cada vez menos em cada vez menos aptidão por conta dessa socialização. O jogo universo das emoções para as famílias ele é disruptivo. Ele é maravilhoso. E aí está onde? Está no site da Joy? Está no Instagram? Está no site.

site da Joy, Instagram, pode entrar em contato com a gente, nós somos muito acessíveis. Dá pra fazer aquisição direto pessoa física, né? Consumidor final, e também daí tem claro a negociação específica pra área escolar. Exatamente. Que aí conforme a quantidade de turmas, vocês vão sugerir, olha você precisa de um, dois, três jogos desses, né? Sim. Daí passa as instruções e tudo mais.

Mas, assim, parabéns mesmo, está muito bem embasado, muito bem pensado, para que realmente possa recuperar, já em educação infantil, anos iniciais, tantas oportunidades, tantas coisas incríveis.

que a gente precisa retomar com as nossas crianças. Porque a gente, claro, não é vocês muito mais, a gente acompanha pelas escolas que a gente está trabalhando, famílias, amigos, mas a gente vê um crescente, um número significativo de laudos, de crianças laudadas e com necessidades...

especiais, uma educação inclusive realmente personalizada, muito específica e a gente percebe também um socioemocional que está urgindo aí de projetos originais, genuínos, pensados verdadeiramente para mexer mesmo, positivamente e dar resultado, e não só ser mais um produto.

E sabe o que eu acho o mais interessante de tudo e que precisa ser batido sempre na tecla, e eu acho que vocês estão fazendo isso com propriedade, é que não é só um jogo ou só um brinquedo.

ele vem fruto dessa pesquisa, do estudo que você falou mas muito de vocês se fazerem entender na escola ou no órgão público ou no condomínio de que existe sim uma pedagogia por trás e que aquilo é necessário para a criança, aquilo ali é primordial para o desenvolvimento da criança, então e aí

bater na tecla dessa percepção de que existe o entendimento por trás do jogo e que o adulto precisa saber disso a criança tem que viver um mundo mágico, como você falou do playground, ela tem que sociabilizar o jogo por si só sozinha, aprendendo ou com o tutor, o mentor, o professor ali mas o adulto que estiver ali e precisa proporcionar isso, ele tem que ter esse entendimento é que muitas vezes o adulto não tem o entendimento e agora nós

Nós, como adultos, eu, por exemplo, quando você falou do mundo mágico, do playground, eu voltei atrás. Eu pensei quando eu ia num playground enquanto criança. E realmente que a gente fazia as coisas imaginando um mundo mágico.

Com meu primo e com meus amigos, a gente brincava de Diadio. Diadio, que era o desenho da época, Rambo, e a gente fazia de conta que aquilo era um cenário de selva, de capturas. E isso é o desenvolvimento pré-operacional infantil. Ele é um pilar do desenvolvimento cognitivo. Vocês lembram que existiam nos parques públicos de antigamente, de ferro mesmo, igual o balanço, igual aquela casinha multi, tinha um avião.

Aham. Alguns parques tinham aviões. A gente tem aviões, né? Aviões, barcos, a gente monta playground assim. Tinha um avião de ferro, tipo o avião da Mulher Maravilha, porque ele era... Sim, avião invisível. Gente, eu amava. Era alto e eu levei um tempo pra...

Pra subir nele. Porque como ele não tinha fechamento, ele tinha aqueles espaços e vão. Então, meu Deus, né? Aquilo pra mim foi uma vitória. Foi, como criança, conseguir subir, sentar e ficar imaginando, né? Que aquilo era um avião de verdade. Gente, era um troço absurdo, extraordinário. E aí, complementando o que eu ia dizer, é que a gente enquanto adulto, a gente perde isso.

Pelo cotidiano, pelas nossas rotinas. A gente perde essa percepção. Por isso que eu acho importante bater na tecla da percepção. Para o adulto entender que a criança precisa viver o mundo mágico dela. Posso contribuir contigo? Por favor. Hoje a gente vive um cenário onde os pais, e eu atendo dentro do meu consultório clínico, os pais estão assim...

porque eles não sabem mais lidar com a sua criança. Então, eles começam a buscar soluções mágicas ou orientações técnicas. Mas a grande problemática está porque nós, nós não, porque eu não, me tira fora dessa, os adultos não sentam mais para brincar.

né? Ah, mas antigamente meu pai não brincava. Ah, ele brincava sim. Às vezes ele tirava lá brigando, mas fazia alguma coisa, jogava mesmo brincando ali, brigando contigo, brincava, botava nas pernas, fazia cavalinho e... Enfim. Os jogos e o playground, né? Os da Joy, os outros eu não conheço muito e se aguenta adulto, mas eu não podia falar isso, mas os da Joy guenta adulto, gente. Dá pra descer no escorregador, ó.

Com toda a vontade, tá? Depois ele briga comigo. Mas os pais precisam brincar mais com os seus filhos. Porque os pais também estão com essa carência. Ai, meu Deus. A gente não perdeu nada. Você é livre, vai lá e faz, pô.

Brinca, pega um jogo, joga, atua com a criança, constrói alguma coisa, faz uma caixinha de papelão, passa ali um tempo de qualidade com a criança. Então, a gente não perdeu nada, porque a gente tem toda a chance de voltar a fazer. É só a gente parar, que nem ele parou para pensar. Ele pode jogar agora as três Marias, que são cinco Marias, pelo que eu entendi. São cinco saquinhos. Ele pode pegar e fazer isso hoje, em vez de ficar só no processo nostálgico. Aí ele chega em casa, pensa em N, piriporós.

Para, pega e faz o saquinho, vai lá, joga, não precisa nem saquinho, pega outra coisa, joga pra cima e entende? Os adultos precisam começar a fazer, em vez de ficar, sabe, queimando o fusível, tentando entender o que tá acontecendo, vai lá e faz, brinca, joga, aproveita.

E aproveito para provocar as construtoras desses megas empreendimentos a pensarem nas brinquedotecas, certo? É tanta piscina, tanto spa, tanto sauna, tanto área grumê, área churrasqueira, coisa para adultos e pets, e cada vez menos espaço para as crianças, assim, sabe? Começar a olhar e os compradores questionar as construtoras, né? Essas grandes construtoras do nosso mercado imobiliário litoral.

onde está a brinquedoteca, onde está o parquinho, onde está os espaços para os meus filhos e netos e tudo mais, porque daqui a pouco é um resort quase que, os nossos condomínios aqui no litoral estão nos verdadeiros resorts, mas assim, nada de área infantil e nada de brinquedo.

provocar isso também, provocar os órgãos públicos para as nossas praças e tudo mais. E a gente sai daqui com um pensamento provocativo, no bom sentido. Mas é muito bom, muito bom receber vocês, muito bom. Seu Odemiro, obrigado pela sua presença.

Nós que agradecemos muito pela oportunidade. E a Joy Brinquedos está aí, já entregando no Paraná, entregando no Rio do Sul, parques e os jogos Brasil afora. Brasil afora. Já estão indo Brasil afora. Nordeste, que mais foi até agora. Nordeste compra muito. Nordeste investe... Eu sou muito fã do Nordeste. Não só por conta das praias maravilhosas, mas porque... O povo maravilhoso, da comida maravilhosa. Eles investem na educação infantil de uma maneira muito linda.

muito linda mesmo. Eles estão assim, ó. De parabéns. E Dani, obrigado pela tua presença. Eu te agradeço. Pela gentileza. Parabéns pelo trabalho também. Sucesso imenso. E espero tê-la aqui em outros momentos pra gente discutir a infância perdida num outro episódio. E aí... Vamos ver se faz render essas cinco horas aí de conversa. É, exatamente.

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