Episódios de Escola em Voz

🎙️ Escolas de Centro vs Escolas de Bairro: Quem sobrevive?

01 de maio de 20261h26min
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🎙️ Escolas de Centro vs Escolas de Bairro: Quem sobrevive?

Neste episódio provocador do Escola em Voz, Anderson e Ronnie colocam em debate uma das tensões mais ignoradas — e perigosas — da educação brasileira: o confronto entre escolas de centro e escolas de bairro.

📍 As escolas tradicionais, localizadas em regiões centrais, ainda são referência… ou estão perdendo espaço?

📍 As escolas de bairro, mais próximas das famílias, são o futuro… ou ainda carecem de estrutura para competir?

💥 A verdade é que o jogo mudou — e nem todo mundo percebeu.Neste episódio, você vai encontrar uma análise direta e sem filtro sobre:

✔️ Mudança no comportamento das famílias

✔️ O impacto da localização na decisão de matrícula

✔️ Estrutura vs proximidade: o que pesa mais?

✔️ O papel da gestão escolar na sobrevivência

✔️ Por que algumas escolas vão crescer… e outras simplesmente desaparecer

🚨 Será que escolas de centro estão vivendo de reputação passada?E mais: será que muitas escolas de bairro estão subestimando o seu próprio potencial?

🎙️ Um episódio para quem não quer apenas sobreviver — quer entender o jogo e sair na frente.

👉 Se você é gestor, mantenedor ou educador, este episódio pode mudar a forma como você enxerga sua escola.

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💬 Comente: sua escola é de centro ou de bairro? E você acredita em qual modelo?

🎙 80º Episódio

🎙 12º Episódio - Temporada 3

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#EducaçãoBrasileira #GestãoEscolar #EscolaEmVoz #MarketingEducacional #FuturoDaEducação

Participantes neste episódio2
A

Anderson Gross

Co-hostConsultor educacional
R

Ronnie

Co-host
Assuntos3
  • Escolas de Centro vs Escolas de BairroMudança no comportamento das famílias · Impacto da localização na decisão de matrícula · Estrutura vs proximidade · Papel da gestão escolar · Futuro das escolas de bairro
  • Mudanças urbanas e educaçãoCidades dormitório · Mobilidade urbana · Revitalização de centros históricos
  • Desafios da Inclusão EscolarConcorrência com escolas de bairro · Estratégias de atração de alunos
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Parceiros oficiais do Escola em Voz, nesta terceira temporada. Joy Brinquedos. Diversão é assunto sério. Sote Educação. O seu sistema de ensino customizável. Jornada das Profissões 2026. Por uma decisão consciente e inteligente. Elos Educação e Turismo. Sinep SC. Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina. Anderson Gross. O consultor número um das escolas particulares.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Para você que nos acompanha, estamos aqui de volta para mais um episódio do seu podcast favorito em educação, o Escola em Voz. Mais uma vez aqui com o meu grande amigo, meu parça e irmão camarada, Anderson Gross. E aí, Anderson, como estás? Bem, maravilha. Sempre bom estar aqui contigo no Escola em Voz, trazendo sempre conteúdo, sabe?

discussão válida, né? Pros nossos parceiros, nossos amigos, aqueles que acompanham o Escola e Voz, que agora, né? Organizou ali, você viu o canal como é que tá bonito? Tá bonito, né? Tá muito bonito o canal, organizou lá as playlists. Playlists por assuntos, então se a galera quiser um determinado assunto sobre gestão pedagógica, sobre professores, sobre vestibulares e Enem, vai tá lá a playlist com todos os episódios referentes a esse tema.

E para você que nos acompanha, nós estamos nas plataformas de streaming da Apple, da Amazon e no Spotify. No YouTube, o nosso canal, com as devidas playlists agora organizadas. E você pode se inscrever, ativar as notificações, dar o seu like e sugerir conteúdos para que nós possamos trazer sempre aqui para você. Meu caro Anderson, eu diria que nós teríamos um episódio polêmico, talvez nem tanto. Vamos lá, agora diminuir um pouco o ritmo. O que é que vamos falar?

Cara, nós vamos falar hoje um pouquinho sobre mudanças de cenário, mudanças de movimentos relacionados às capitais, cidades consideradas quase capitais. Hoje, quando a gente pensa numa cidade, por exemplo, como Campinas, é muito maior do que várias capitais do Brasil. Quando você pega Caxias do Sul...

Campinas você se refere à cidade de Campinas e São Paulo, né? São Paulo, cidade de Campinas e São Paulo, né? Quando você pega Joinville, é uma cidade maior que muitas capitais do Brasil. Então não só as capitais, né? Mas cidades de grande porte, cidades que têm história, né? De 200, 300 anos de história. Cidades antigas, né? Que se estruturaram ao longo da história do Brasil. Que foram crescendo a partir de um determinado núcleo central.

foram se expandindo e foram estabelecendo aí os seus territórios. E, naturalmente, a gente observa com muito carinho, com muito cuidado, toda essa história, todos esses movimentos dessas cidades, mas a gente percebe que...

Há uma mudança até de cenário em relação ao que é um centro. Será que o centro de uma cidade, de uma capital, ainda é o centro? Quando a gente fala de centro, o objetivo é dizer que todo mundo... Antigamente a gente falava que ali é onde tem a praça, a igreja, o Banco do Brasil e a prefeitura.

Exatamente, né? Na verdade, várias cidades foram fundadas com três coisas, né? Geralmente uma igreja, uma delegacia e a terceira que eu não vou mencionar aqui, por episódio não cair, né? É assim que se fundava uma cidade antigamente no Brasil. Uma igreja, uma delegacia...

E uma terceira... Casa de conveniência? Isso, uma loja de conveniência. Assim o Brasil foi criando seus municípios, suas cidades. Mas, recentemente eu estive, fazia tempo que eu não ia, por exemplo, o Centro Histórico de Porto Alegre, quando nós realizamos o TecSul lá. Inclusive, agora, mais uma vez, o nosso agradecimento ao Colégio Dom Bosco, a Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre, na Zona Norte de Porto Alegre.

que nos recebeu muito bem em setembro de 2025, quando nós lá realizamos o ETEC Sul no Rio Grande do Sul, levando para as escolas gaúchas diversos profissionais, diversas soluções, diversas empresas sul-brasileiras de educação, fazendo aí uma demonstração do quanto que o Sul do Brasil...

tem, de empresas profissionais, soluções educacionais incríveis. Muitas vezes, nem sempre, infelizmente, valorizadas por quem é daqui. Mas fomos muito bem recebidos, Zona Norte de Porto Alegre, uma das regiões também mais antigas de Porto Alegre, um dos maiores núcleos educacionais de Porto Alegre está na Zona Norte, com vários colégios.

faculdades e até universidades. Mas falávamos, Rony, sobre o que está acontecendo com diversos centros, centros antigos, centros históricos. A exemplo de São Paulo, o centro do Rio de Janeiro, o centro histórico de Porto Alegre. Florianópolis, né? Florianópolis também. Florianópolis também.

Você observa claramente que esse centro já não é mais o centro como foi no passado. A ideia de centro mudou. A ideia de convergir todos os serviços, todas as necessidades numa localidade mudou. E isso altera também o cenário.

dos comércios, das prestações de serviços, da mobilidade das pessoas e até mesmo das escolas. Acho que essa mudança também é gerada muito por conta da mobilidade. Você vê que antigamente se falava muito das cidades dormitórias. Tinha Florianópolis como o grande centro de negócios e as cidades dormitórias eram as cidades vizinhas aqui, atravessando a ponte.

Hoje você já vê uma região toda crescendo de forma mais homogênea e criando uma grande região metropolitana onde ela se desenvolve dentro das suas próprias cidades, dentro dos próprios bairros. Temos vários exemplos aqui na nossa região disso, de bairros que cresceram e hoje são cidades. É, para você ter uma ideia, eu sou...

vamos dizer assim, nativo, oriundo, de uma cidade dormitório. A cidade em que eu nasci, com cerca de 200 mil habitantes em um determinado momento da sua demografia, tinha 80 mil pessoas que se deslocavam diariamente para Porto Alegre. 80 mil pessoas. Tanto é que a maior empresa do município era a empresa de transporte público.

ela era a maior empregadora, ela era a maior empresa, a maior, inclusive, produtora de benefícios para o município, de impostos para o município, porque ela... Imagina transportar cerca de 80 mil pessoas diariamente, imagina a quantidade de linhas, de ônibus, de funcionários.

toda a logística em torno disso, certo? Fora as pessoas com seus próprios carros e tudo mais. E a questão é a estrutura de mobilidade pra que essa empresa pudesse agir também, né? Então, eu acho que inevitavelmente...

o crescimento da cidade dormitório com serviços e com autonomia para gerar os seus próprios negócios ali, para evitar esse tipo de mobilidade, muito por conta, aí vou além, não por conta do transporte oferecido, que eu acho que tem os seus prós e tem os seus contras.

mas por conta da estrutura viária que se tinha disponível. E assim é um problema hoje na nossa região de Florianópolis, como é na região da Grande Porto Alegre, com Viamão, com Alvorada, com Gravataí, ao redor de Porto Alegre. Aqui a gente tem essa questão da mobilidade, a gente está fazendo essas cidades ao redor crescerem de forma sustentável, de forma autônoma.

E muito justamente por conta da estrutura viária. E aí a gente vê uma questão até...

de política pública, governamental e de planejamento, né? Atuando nisso. Sim, porque quando você faz com que, sei lá, vamos imaginar... Tá aí o trevo de Itajé que não deixa a gente mentir, né? Não deixa a gente mentir. Pelo ali, meu Deus do céu, como é que você levou tanto tempo pra você chegar a uma solução? Inclusive, os dias que eu tive mais estressado, mais revoltado com algumas situações foram envolvendo as questões de trânsito.

Principalmente nessa região. Não, Itajaí, Balneário, Itapema. Cara, eu tenho dó do pessoal de Porto Belo e Bombinhas. Eu tenho dó. Aquilo ali é desumano. Aquilo ali é absurdo. Hoje, já que você citou, só pra pegar, depois eu volto pra Floripa, mas ali você tem uma coisa que é bizarra, tá? A entrada de Porto Belo...

Ali em Porto Belo está sendo construída uma cidade inteira, na entrada ali, nas margens da BR-101, colada com Perequê e Itapema ali, e antes de chegar a Bombinhas. Bombinhas ficou praticamente isolada. Bombinhas está isolada. Bombinhas está num processo de... Já colapsou total a entrada de chegar em bombas e em Bombinhas.

Por quê? Porque só tem uma entrada, certo? Essa entrada ganhou quase uma questão de cidade-bairro, né? Que são os novos modelos hoje de urbanização às margens da BR-101, são as cidades-bairros, certo? Então, são bairros com características de mini-cidades, com todas as prestações de serviços para que tu não precise sair daquela localidade. Isso é legal, em sentido, né?

você tem menos pessoas se jogando nas rodovias e nas avenidas maiores, enfim, no sistema viário. Porque elas estão ali trabalhando, elas estão ali almoçando, elas estão ali indo ao supermercado, então elas têm uma estrutura no seu entorno quase que um ecossistema, um mini ecossistema completo.

Mas ali colapsou. Você tem hoje ali, passando Itapema, já passando o Rio Perequê, aí tem aquela curva que tem ali um retorno extremamente perigoso na frente daquela...

daquela fazenda de ovelhas ali, que eles inclusive vendem um carneiro maravilhoso ali, aí você tem a entrada de Porto Belo já em cima da pista. Empório do Cordeiro. Vamos fazer um jabá aqui. Patrocina nós aí, Empório do Cordeiro. Não precisa patrocinar, pode permutar que já está botado.

Pode permutar que já tá bom, né? Mas ali, inclusive, agora eles fazem almoço ali, né? Antes você só parava pra comprar, agora você pode parar e pedir a peça que você quer, eles fazem na hora ali, com alguns acompanhamentos, né? Uma delícia. Mas assim, ó, passando ali, você já tem... Em cima da pista, em cima da pista, ela já tá represada. Porque não tá dando tempo de fazer, né? O sistema viário ali de acesso ao viaduto que faz a entrada.

de Porto Belo antes do pedágio, ele já está acumulando veículos e veículos pesados, porque aquela nova cidade de bairro está em construção. Então, quando você joga toda essa demanda em cima de uma única rodovia, em cima de uma única entrada, você colapsa ela rapidamente. Mas assim está sendo em toda aquela região ali, está acontecendo com o Balneário, acontecendo com Itajaí.

todas as quatro entradas em cedo de Itajaí são colapsadas por quê? Porque a primeira já vai pra Brusque, que agora foi duplicada. A outra é só uma saída, que é a saída ali intermediária. Já a outra vai pra Ilhota, Ilhota e Gaspar, que também está super colapsada porque tem...

acho que um milhão de empresas de logística ali, de demanda pesada, porque são caminhões lentos, porque eles carregam os containers, né? E depois você tem a última, que também, cara, está toda colapsada, porque ela é em cima do rio praticamente.

um ponte estreita aí você tem a sua direita a entrada para navegantes, que está criando uma cidade de bairro nova também existe uma nova navegante surgindo ali certo? E você quer fazer o retorno, fazer ali a alça, para poder acessar 470 e subir para Timbó e Dayal, Blumenau, Rio do Sul que é uma estrada também com seus problemas seus problemas imensos

Sempre à beira do rio e sempre sujeitos às questões climáticas também, né? E ali logo à frente você já tem entrada por Beto Carreiro para Penha, né? E outra região que está colapsando também por conta do crescimento. Então, se nós pegarmos isso tudo que está acontecendo, naturalmente, né, a mobilidade hoje ela é um problema severo. E isso faz com que as pessoas repensem onde elas vão morar, onde elas vão trabalhar, onde elas vão se estabelecer. Por isso que está mudando também o cenário de centro.

Quando a gente pega o primeiro centro de Florianópolis, vamos dizer aquele centro da Praça XV, mais em direção a Ercílio Luz, certo? Quando você pega ali os prédios, o antigo terminal, os comércios, aquilo ali foi morrendo, morrendo, morrendo. Hoje, basicamente, tem várias lojas ali para alugar, sobrou pouca coisa, certo? E o centro, ele foi...

subindo, né? Ele foi subindo. Ele tá mais, por exemplo, em direção hoje a Rio Branco, certo? Certo. Ok? Você tá mais indo naquela direção, já indo pra beira-mar, né? Fora todos os demais centros que surgiram na Grande Florianópolis, seja dentro da ilha, fora da ilha ou em outros municípios, que se estabeleceram e criaram com sistemas próprios. Exemplo da Pedra Branca.

A Pedra Branca era um pasto. E com a instalação da universidade e o planejamento de um bairro focado no pedestre, que essa era a intenção da Pedra Branca inicialmente, né?

surgir um bairro que fosse focado no pedestre, a gente vê onde ela está hoje. É óbvio que essa questão do pedestre se limita ali ao passeio, né? Pedra Branca hoje, mas hoje virou uma mini cidade, um complexo que é totalmente independente.

Sim, onde você tem empresas ali, você tem prédios residenciais, prédios corporativos, você tem estúdios, você tem a universidade, ok? E vou te dizer, pra mim, logo, logo, ali vai ter instalação provavelmente de algum hospital, em algum momento, em função do nível da clientela que se estabeleceu na Pedra Branca. E aí, como você disse, você tem um passeio Pedra Branca que é maravilhoso, com eventos culturais, eventos artísticos, artesanais, enfim, de toda ordem.

bem frequentado, bem regido, sabe? É um projeto de sucesso. Anderson, e onde é que as escolas entram nessa história? As escolas precisam, naturalmente, entender esses movimentos socioeconômicos, de urbanização, dos novos centros, dos novos bairros, para onde a minha clientela está indo. Se você pega, por exemplo, como eu disse, quando eu estive no Centro História de Porto Alegre, eu estava visitando algumas escolas centenárias lá.

para não fazer menção a um fator negativo, não vou citar o nome dessas escolas, mas nós temos ali 4 ou 5 escolas no Centro Histórico de Porto Alegre que é de chorar de ver vários prédios, corredores, andares, alas, fechados por falta de público.

Por quê? Porque esse público, lá dos anos 80, 70, 80, 90, certo? É anos 2000, tá? Do centro de saúde de Porto Alegre, é um público que envelheceu, certo? Seus filhos e netos se estabeleceram em outros bairros novos, mais modernos, né? Que foram surgindo, né? Sem a necessidade de se locomover até o centro. Exatamente, né? Então você teve ali uma Carlos Gomes que surgiu bacana, né?

Você tem outros condomínios, você tem uma espécie de Alphaville surgindo lá na frente da GM, que ela foi construída basicamente para os executivos da GM ali em Gravataí. Aquela perimetral ali na região do Anchieta, que também... Que é a Carlos Gomes. Ali é a Carlos Gomes, né? Ali pega a Carlos Gomes com o Anilo, daí você tem ali o Anchieta, o Farroupilho, o Provisão Pedro, o Monteiro Lombato.

Então, você tem ali colégios fantásticos e tradicionais, entre os melhores colégios do Rio Grande do Sul estão ali naquela área. E ali você tem ótimas ruas, ruas incríveis, quadras maravilhosas para morar, para trabalhar. Então, você não precisa mais se deslocar ao centro histórico de Porto Alegre. Então, aquele centro histórico foi morrendo, ele foi desnutrindo, está murchando. Ele tem, claro, o seu charme ali, estão tentando revitalizar e tudo mais.

Mas ficou muito para a questão de órgãos públicos, de prefeitura, de exército, de governo federal. Então, entidades basicamente públicas. Mas vários comércios, centros culturais, etc. foram esvaziando, esvaziando. E moradores mesmo. Quando você tem um centro histórico, só para a gente relembrar...

Os prédios do centro histórico até os residenciais, geralmente eles foram construídos por um período que as pessoas não tinham carro. Sim. E prédios que não pode mexer. De estruturas mesmo de construção, hidráulicas, né? E estruturais mesmo. Muitas vezes até tombadas, né? Algumas tombadas, né? Que você não pode mexer, que você não pode mais tocar naquilo lá.

Então, Porto Alegre tem muito, mas muito, não só no centro, mas muitos prédios. Avenida Ipiranga mesmo, ela é tomada de prédios sem garagem, sem como você ter um carro, né? Então, você tem que contratar uma garagem, né? Tem que pagar fora ou deixar na rua, né? Quando eu morei lá, inicialmente eu aloquei um apartamento que não tinha garagem. Eu tinha que deixar numa garagem...

E ali na Avenida Nipiranga predomina esse tipo de construção. E era na Cidade Baixa. Que é ali colado no centro. Colado no centro, que também predomina prédios de quatro, cinco andares. Enfim, tu já abre o portão, tu já entra e já tá subindo pro teu apartamento.

E são aqueles prédios mesmo de calçada, né? E eles não têm acesso a veículos. Então, o que acontece? Isso muda também o perfil do morador. Então, os jovens que nasceram nos anos 80, 90, 2000, que agora têm seus filhos em escolas...

provavelmente não moram nessas áreas, estão em outros bairros. E isso, claro, afeta colégios tradicionais, colégios que estão ali há mais de um século, certo? E que, claro, em áreas ocupadas imensas, porque foram estabelecidos ocupando quadras inteiras, em um outro período, imagina.

Imagina um colégio que foi construído há 100 anos atrás no centro de Porto Alegre, no centro de São Paulo, no centro do Rio, certo? Então você tem várias capitais. Rio de Janeiro, o centro do Rio de Janeiro, ele tá cara, irreconhecível. O centro de São Paulo, não precisa nem mencionar, todo mundo sabe que...

como está sendo São Paulo hoje. Então, você tem outros bairros, outras localidades e outras cidades. E ainda mais, que normalmente essas situações que se encontram, elas vêm atreladas com a questão da segurança também.

o centro de Florianópolis está atravessando, cara, uma situação extremamente difícil, né? O número de moradores de rua hoje ocupando o centro de Florianópolis é muito grande, né? Especialmente ali naquele entorno, né, da passarela ali, né? Onde tem ali, né, toda uma assistência social com alimentação. Os dormitórios. Os dormitórios e tudo mais, né? Mas é aquele entorno ali que... E aí você tem, né, pra gente entender.

trazendo para uma realidade que é muito nossa, que a gente domina porque a gente frequenta ela. Você tem no centro de Florianópolis, numa área extremamente curta, o centro de Florianópolis, enquanto capital, é uma das menores do Brasil, e como o centro é menor que muitas cidades. Muitas cidades. O centro de Florianópolis é menor que vários centros de cidades, inclusive de Santa Catarina. Quando você olha o número de quadras ruas, o centro ali é bem pequeno. Mas vamos aumentar esse centro, eu vou fazer um centro maior.

Juntando a ponte de Ercílio Luz, vou levar até o túnel, uma linha imaginária, e vou finalizar essa linha lá no Beira Mar, no Majestic. Vou fazer um triângulo, tá? Esse triângulo tem a Beira Mar, certo? A continuação da 282 ali, né? Indo até o túnel, e a Maru Ramos. Se eu fechar esse triângulo, nós temos dentro do centro, tá? Hoje, cerca de 11 escolas particulares. Particulares numa área extremamente curta.

em algumas praças nós temos 3, 4 escolas uma em cada canto da praça, que é a Praça dos Bombeiros é um exemplo e aí você tem a maior escola da América Latina a maior escola pública da América Latina tá ali dentro desse triângulo que é o Instituto de Estado da Educação com 5 mil alunos mais funcionários e professores, enfim fornecedores e tudo mais chega a ter ali 6, 7 mil pessoas

frequentando aquele trecho da... Da Mauro Ramos e a Erci Luluz ali nas costas do Instituto. Exatamente. Então é um colégio com vários portões, várias frentes, e um colégio com 5 mil alunos, tu imagina o que ele causa, né? Dentro dessa área tão curta e apertada, né?

Então, você tem o instituto, aí um pouquinho mais acima você tem um dos melhores institutos federais do Brasil, é nosso também, é o IFSC, tá? Com seus lá, acho que mil e tantos alunos, com 1.500 alunos mais ou menos, certo? Então, olha só, numa área tão curta, você tem cerca ali de 7 a 8 mil. Uma riqueza de instituições educacionais, né? As duas, as duas. Eu até estendo pra todas, na verdade, né? Porque você ter essa oportunidade de e...

Ah, tu diz as particulares também? Também, sem dúvida. Estendendo para todas. E eu creio que todas devem estar antenadas nessa situação do centro, que vira e mexe vem um projeto de remodelação, já não é uma situação assim, digamos, tão recente, porque ele vem se deteriorando ao longo do tempo.

E, logicamente, eu acho que essas instituições, elas devem se preocupar com isso, devem estar de olho antenado nisso. Tu acha que é uma questão da instituição também se reinventar com relação ao posicionamento dela geográfico? Cara, quando a gente pega, tá? Quando a gente pega assim, vamos lá.

Vamos falar de como se estabeleceu o centro de Florianópolis em relação ao momento em que ele é um centro histórico. Pouca gente sabe, mas o mar batia praticamente as portas do mercado público. Certo? Então, assim, o nosso centro foi muito menor já no passado porque o mar ia até ali.

E aí com os aterros, a construção das novas pontes e tudo mais, foi se alargando. A Beira Mar, ela é... Aterro. Aterro, ela não é natural, ela foi construída, certo? Então, foi se modernizando e foi se criando uma das áreas mais nobres entre as capitais brasileiras, quando a gente fala de concentração.

quando a gente fala de concentração. Quando você pega o público classe A, concentração de renda do gênero, de renda, concentração, o Florianópolis por muito tempo, hoje confesso que eu não fiz o meu dever de casa para lembrar, mas Florianópolis por muito tempo foi a maior, se já não é ainda, tá?

a maior concentração de classe A, aquele A+, mesmo, de todas as capitais, proporcionalmente, veja bem, proporcionalmente, é óbvio que no Rio de Janeiro, se você pegar o histórico do Rio de Janeiro, as aposentadorias do Rio de Janeiro, especialmente da área pública e da área militar, é surreal ir lá. O Rio de Janeiro sobrevive, basicamente, por ser velha capital.

a antiga Guanabara lá, que era o estado de Guanabara, que hoje é Rio de Janeiro, temos que lembrar que Rio de Janeiro foi a capital do Brasil, onde inclusive vários órgãos federais permanecem lá, o IBGE, o Banco do Brasil, as principais escolas militares. Exatamente. Então, Rio de Janeiro sem o seu passado, não é, não sobreviveria, apenas com o que teve de modernidade. E também aqui, ali tem muito Royer, né?

muito, muito. Então, Rio de Janeiro é uma coisa, São Paulo é outra, Porto Alegre é outra. Você deve estar pensando, por que você não pensa Curitiba? Curitiba está fora dessa conversa. Curitiba é outra.

outro patamar. É, Curitiba está em outro. Arquitetônico, urbanístico, nesse sentido. Curitiba é fora da curva, esquece. Curitiba está num outro patamar. Curitiba não faz parte dessa conversa aqui. Mas quando você vai para Florianópolis e vê que teve seus momentos, né, e a maneira como foi se estabelecendo e tudo mais, só para a gente pegar, o Colégio Catarinense, por exemplo, praticamente estava dentro do mar, nos seus primórdios. O Colégio Catarinense tem 120 anos.

Então, você pega o colégio catarinense inicial, o primeiro prédio, o primeiro bloco, a primeira estrutura que os jesuítas instalam ali, ele era basicamente quase pé na água. Depois ali foi aterrando para a direção, hoje, onde é a Beira Mar. Isso é um projeto de governo.

Então, assim, isso é... O que a gente precisa entender, né? Como que o centro foi se ressignificando, foi se remodelando conforme as décadas foram passando e as próprias cidades. Agora, eu quero voltar ao seguinte ponto. Você tinha aluno de Garopaba estudando no centro. Você tinha aluno de Paulo Lopes estudando no centro.

a prefeitura de Garopaba, a prefeitura de Paulo Lopes, de Águas Mornas, Tijucas, São João Batista. São João Batista é considerada Grande Florianópolis.

Alfredo Wagner. Ônibus, né? Os prefeitura mandavam ônibus. Você tinha aluno. Eu tive a oportunidade de dar palestra pra jovens no Colégio Catarinense, aquele projeto social. Ah, havia muita gente de Paulo Lopes. Paulo Lopes. Paulo Lopes. Paulo Lopes. Garopaba. E aqueles... E assim, Paulo Lopes, interior do estado.

Mas eu tô falando do interior de Paulo Lopes. Não tô falando assim, ó, do centrinho de Paulo Lopes. Tô falando do menino que morava em... Tu sabe que... Tu sabe, né? O quê? Agora vai vir uma piada de quinta série. Ah, do... Tu sabe que Paulo Lopes... Hein, Adri? Essa é pra ti, Adri. Adri, nós temos... Não temos dois polos magnéticos na Terra. Nós temos três polos magnéticos na Terra.

O Polo Sul, o Polo Norte e o Polo Lopes. Muito bom. Então, ó, o Polo Lopes ali, você tinha jovens que saíam do interior de Polo Lopes, do interior, Ponte do Maruim, tá? Não tô falando de centrinho, tô falando... Existe o interior desses interiores, que iam até o centro pra pegar o ônibus da prefeitura e virem estudar no Colégio Catarinense à noite. À noite. Esse projeto era à noite, depois ele foi... Foi pra tarde. Foi pro Vespertino. E depois...

mas enfim, mas tinha. Mas assim, não só os alunos do IFSC, do Instituto, de Paulo Lopes, Garopaba, enfim, mas alunos de escolas particulares também. Hoje você tem jovens que acordam 4h30, 5h da manhã, ainda tem, que saem de Governão Sossurramos e vão estudar em escolas aqui de São José e de Floripa. Então, né...

na época, em épocas específicas, para você fazer, ter um ensino de uma escola particular de renome, ensino de qualidade, uma escola polo, uma escola referência, faculdade, universidade, etc. Esse era o caminho. Certo? Esse era o caminho.

Mas agora no caminho existem outras escolas. E outras opções. E outras opções, entende? E escolas boas, né? Escolas estruturadas, escolas bacanas, cara. Escolas legais. Eu observava isso muito na época que eu trabalhei na universidade, que nós fazíamos um trabalho ali indo para o leste de Santa Catarina até a região de Alfredo Wagner.

e existia muito disso, das prefeituras, eu acredito que ainda existe, das prefeituras fazerem o transporte dos universitários à noite, o pessoal que vai estudar no centro à noite, e ele vinha fazendo a distribuição, e muitas...

famílias, muitos alunos, eles acabavam optando pela mais próxima. No caso ali, você tinha uma universidade mais próxima deles, em Palhoça. Então, acabava parando ali. Mas eles continuavam efetuando o transporte até a Universidade Federal, o DESC. Iam e vinham...

pegando os alunos. E ontem, casualmente, eu estive em Santo Amaro da Imperatriz, visitando uma escola lá e conversando com a diretora da escola, ela falou que tinha uma aluna lá que morava na cidade, cidade um pouco menor, mas que se deslocava todos os dias para ir estudar no centro. Se desloca todos os dias para ir estudar no centro de Florianópolis.

E confesso que deve ser uma missão hercúlea fazer isso todos os dias, né? Provavelmente durante os três anos do ensino médio, para estudar, porque...

Eu indo para Santa Mara, eu pego o contra-fluxo, o fluxo de entrada em Florianópolis às sete horas da manhã. Tu sabe como é que é às seis horas da manhã, às seis e meia. Tu sabe muito bem como é esse fluxo. É realmente... O que a escola de lá tem que olhar? Por que esse cara está indo para lá? O que eu tenho que fazer aqui?

e não é só o fluxo da entrada de Florianópolis quando a gente fala de Santamaro, a 282 já tá parada esse horário a 282 tá parada lá quase batendo já em Aguas Mornas já começa descendo lá tudo parada porque a fila

Mão um, né? Mão simples. Mão única ali. Mão simples, né? Mão simples. Então, ali já tá parado. Então, tu pega tudo aquilo parado, depois tu sai ali, né? Já na 101 parada. Ali já desde o do Aririú e da Nova Palhoça. E vem vindo parado, parando, parando, parando, parando, parando, parando.

e depois avisa para essa parada até chegar ao centro. Meu Deus, imagina com que condições chega essa criatura. Mas os colégios do centro, que são muitos colégios numa área tão pequena, não sobrevivem com os alunos do centro, porque não existe essa quantidade de alunos do centro. Simplesmente isso. Se nós juntarmos a quantidade de alunos do IE, do IFSC, certo? E de todos os colégios particulares do centro, não vou citar todos aqui para não esquecer de alguém, são...

São 11 escolas, contando que uma delas tem só o fundamental, que é o CENG, o Menino de Jesus, o Colégio Tradicional e das Irmãs. Mas você tem mais 10 escolas particulares e mais as duas grandes públicas mencionadas. Se você juntar a população...

estudantil de todas as escolas e você jogar isso numa tabela, você vai ver que não existe isso proporcionalmente para o centro poder ele mesmo, certo? Você tem o quê? Uns 11, 12 mil alunos? Mais ou menos, vai dar mais ou menos isso. Então não tem isso no centro de crianças e adolescentes. Então você precisa justamente para poder...

ter essa demanda ali de alunos, estudantes, famílias que estão dispostas a enfrentar esses deslocamentos de suas cidades ou bairros para vir até o centro. A tua pergunta é, o que a escola que está nessas áreas precisa entender ou pensar em uma forma de ser realmente uma escola atrativa? Eu acho que são duas coisas que a gente pode discutir.

a estratégia da escola de bairro mesmo, né? De, pô, por que esse cara tá indo lá pra longe se ele podia estudar aqui comigo? E a outra é a escola do centro. Cara, o que eu vou fazer pra trazer aluno pro centro? Né? Como é que eu vou fazer com que esse aluno saia lá da cidade dele, enfrente essa mobilidade terrível que a gente tem e venha estudar com a gente?

Eu acho que indo para as escolas de bairro, as escolas de outros municípios, eu acho que fica muito claro que aumentou a demanda de escolas particulares, em Iguaçu, em Palhoça, Santa Amaro, como já aumentou em Tijucas.

Então, assim, isso já é claro e nítido e está muito evidente até pelo número de escolas que surgiram, escolas com mil alunos. Você tem hoje ali já um centro educacional, para te ter uma ideia, você tem um centro educacional na Pedra Branca com ali o Caminho Novo ali, o Pagani. Ali você já tem cinco, seis escolas particulares, e cinco, seis escolas particulares, muitas delas com mil alunos.

E se nós voltarmos ali aos anos 2000, mais ou menos, não tinha nenhuma. Nenhuma. Se você pegar anos 2000, ou seja, 25 anos atrás, não tinha nenhuma escola ali. Aí você tem o Na Pedra Branca, começando ali, aí a instalação do Boa Jesus ali na Pedra Branca, você tem o Visão da Pedra Branca. É, o primeiro foi o Visão, né? O Visão. Começa pelo Visão. Que é Alfa hoje, eu acho, né? É, Alfa, exato, da Rede de Salto.

Mas ele foi o primeiro, né? Que estabeleceu ali. Ali no início dos anos 2000, 2000 e pouquinho. Ali tinha uma dificuldade de captar alunos no início. Sim, porque os alunos em todos vêm pro centro. Não tem, né? O vim pro centro, o vim pro Cobra Sol, que já era um centro educacional mais desenvolvido também. Essas escolas, nas suas origens, elas lutaram. Elas tiveram que... Sofreram. Sofreram pra se manterem vivas em função justamente de ter essa...

esse deslocamento majoritário de alunos pra outros centros. É, porque assim, muita gente ali daquela região ou ia pra Cobra Sol Campinas ou ia até o centro. Certo? E aí o Visão foi um dos que mais lutou ali, que é o pioneiro, né? Naquela região foi o que mais, né? Segurou a onda. Segurou a onda, né? Mas aí depois você tem, se instalando ali, Bom Jesus, os dois na Pedra Branca. Grudadinho ali você tem o Fórmula, quase, né? Pedra Branca que tá naquela saída de lá. Isso se a gente não contar o IFSC ali, né?

Ah, sim, você não conta o IFSC ali também, que é mais recente, né? Aí você tem ali junto ao fórmula, do ladinho, né? Um vizinho, um com o outro, o mundo do saber, certo? E aquela mega operação lá, aquela mega estrutura do Adventista. Cinco escolas que há 25 anos atrás não existiam. Algumas delas há 10 anos atrás não existiam.

Então, ali mudou, por exemplo, e virou já uns... Você escolhe o perfil da escola que você quer estudar. Antes, você não tinha que escolher. Só tinha aquela e deu. Não gostou daquela, vai pra Campinas, cobra sol ou vai pro centro. Sim. Agora não. Agora você tem escola confissional, duas confissionais lá. Não tinha, imagina. Duas escolas confissionais. Onde, há anos atrás, a gente ia imaginar que uma escola confissional ia expandir e abrir. É verdade.

onde que a gente ia pensar? Em escola confissional pensando em investir e abrir. Geralmente as escolas confissionais se restringem aos seus prédios históricos, às suas missões. Algumas encolhem, né? Algumas encolhem, exatamente. E alguns até fecham, né? Dependendo da gestão e situação de mercado.

E é engraçado como é antagônico, né? Porque você tem no mesmo nicho, né? Que é, vamos considerar um nicho a escola confessional, né? Você tem a escola estratégica que está bem posicionada e expande e a escola que talvez tenha que repensar estrategicamente como é que se reposiciona para poder também crescer e expandir, né?

Se você pegar várias congregações de escolas fundadas por grupos de irmãs, freiras, missões católicas, baseadas em congregações de irmãs, você vai observar que existe uma onda nacional das irmãs estarem entregando as escolas para leigos.

pessoas de mercado, gestores, equipes de profissionais, e as irmãs estão saindo da linha de frente ali, das direções, etc., e passando, ou pelo menos montando equipes de leigos, e elas ali numa figura mais, digamos... Institucional. Institucional, mas é a parte executiva.

A parte gerencial, a parte pedagógica, já toda ela vinda de mercado. E essas congregações de irmãs que estão fazendo esse movimento são as que estão se saindo melhor. Mas isso pode ser um outro episódio.

Quem sabe com alguma irmã aqui com a gente? Inclusive tive a oportunidade de conversar com uma irmã com 80 e tantos anos que ainda está em atividade na escola e o ano passado ela estava na vice-direção de uma escola que eu acho, imagino eu, que deve ser uma das diretoras, enfim, de equipe diretiva.

mais experientes ainda em atuação em uma escola. Eu tenho orgulho de dizer que um terço da minha vida profissional eu atuei dentro de uma escola confissional de irmãs. E tem excelentes histórias e propostas pedagógicas estruturais hoje de escolas de irmãs que estão realmente fazendo um excelente trabalho e crescendo.

As que estão encolhendo e que estão recuando são aquelas que não fizeram modernização de gestão e se adequaram ao novo modelo de competitividade da rede particular. Mas ali, por exemplo, no Palhoça, você tem isso. Agora, hoje Palhoça já não está mais concorrendo contra o centro, basicamente. Palhoça já concorre dentro de Palhoça.

então você já tem escolas particulares que há 10 anos sequer existiam e que estão concorrendo já com seus competidores, seus vizinhos.

Então, olha que interessante, né? Até pouco tempo você tinha que concorrer com o centro, agora você já tem outros players ali no teu entorno. Então, já existe uma outra realidade. Assim como Cobrasso e Campinas, que eu acho que deve ser um dos lugares do mundo com a maior concentração de escolas por metro quadrado. É verdade. Isso carece de um estudo científico. Essa situação de Campinas que é bem particular.

E todas continuam existindo. É verdade, é verdade. É verdade, né? Elas se mantêm de pé e se modernizando também, né? Não, é Cobra Sol e Campinas ali, eu vou chamar de Cobra Sol assim, porque Campinas e Cobra Sol estão juntos, né? Todas continuam existindo.

Essa questão dos bairros, você vê essa diversidade de oferta por segmento e tal, mas você vê também escolas nesses meios que não vieram por conta de um crescimento do bairro, mas que cresceram com o bairro.

que normalmente dentro das cidades do dormitório você tinha que ter aquela creche, aquela escolinha de educação infantil mais modesta que as pessoas tinham e utilizavam-se nesses bairros para que pudessem deixar seus filhos para se dirigir aos centros para trabalharem. E hoje a gente vê que também muitas dessas escolas nesses entornos, nesses bairros periféricos que cresceram, são escolas que vieram desse modelo.

Sim, você tem vários cases em bairros e cidades que cresceram justamente com a modernidade, o crescimento econômico, demográfico, populacional desses bairros. Então você tem ali um exemplo, é o Cia do Saber ali em Forquilinhas.

que nascem, a maioria, como o Colégio Cuca Itapema, você tem o CCF em Tubarão, escolas que começam realmente para atender uma demanda de crianças mesmo, berçário, maternal, etc., filhos de trabalhadores, comerciantes. Normalmente é um professor que abre a escola, né? É, exatamente, uma tia, né? E aí começa ali um processo de atender aquela demanda.

E aí a família gosta tanto e pressiona, tem que abrir o primeirinho, né? Lá o fundamental, né? Anos iniciais. Tem que abrir, tem que abrir. E aí fica um tempo lá, né? Entre educação infantil e os anos iniciais, né? Porque em muitos anos ia até a quarta série, depois passou até a quinta.

E depois as famílias dizem, não, tem que abrir os anos finais, né? Então vamos lá. Os pais estão pedindo, os pais estão pedindo. Exato, né? Daí abre o sexto e, gradativamente, chega até o nono, né? E aí depois, né? Muitas delas acabam também chegando até o ensino médio. Então tem esse crescimento. Escolas que cresceram organicamente à medida que o bairro foi crescendo, as famílias foram pressionando e foi comprando terreno do lado, alugando aqui, quebra lá, junta, atravessa a rua, né?

Tem uma operação aqui, tem uma operação do lado da rua e assim vai indo. Então isso é muito comum, né? Muito comum. E escolas que hoje tem mil alunos. Já pensou? Mil alunos, mil e cem alunos. Escolas com modernidade, escolas com resultados em vestibular, em Enem, competições atléticas, competições robótica, culturais, banda, etc. Cara, tu encontra...

em cidades e bairros de Santa Catarina, verdadeiras... Projetos incríveis. Incríveis, incríveis, incríveis. E aí, muitas vezes, entregando para aquela clientela, para aquela comunidade escolar, um tipo de serviço, uma...

uma conveniência, vamos dizer assim, envolvendo mobilidade, deslocamento, uma série de comodidades, especialmente na questão de mobilidade, que facilita muito para a família. Então, quando a gente olha a escola de bairro, ainda dentro da tua pergunta, o que as escolas de bairro de cidades menores têm que fazer para poder ser atrativas?

E não importa que o valor econômico, o status social, de quem luta, luta, luta, luta muito pra pagar uma mensalidade pro filho e tá lá sofrendo pra pagar a mensalidade e aquele que tem três filhos pagando e sobra dinheiro. Desde o muito apertado ao que tá sobrando. Todo mundo gosta do melhor. Então a escola de bairro tem que ser muito boa. E tem que buscar justamente os diferenciais pra... Tem.

poder bater de frente ou pelo menos ter o seu segmento valorizado em função da chegada de grandes jogadores do mercado. Porque o bairro, bairros bons, bairros de etiquete bons, bairros de crescimento comercial e bairros planejados, eles atuam.

Trai um público que gosta... Gente, todo mundo gosta de coisa boa. Quem tem pouco dinheiro, quem tem muito dinheiro. Todo mundo gosta de coisa boa. Então, assim, eu quero que meu filho estude com mobiliário moderno, com laboratório moderno, com material didático de ponta. Com professor em sala de aula. Com professor em sala de aula. Bons professores. Às vezes, nem o básico a gente vê em escolas sendo cumpridas, né? É.

É, exato. E aí, então, o que acontece? A escola de bairro hoje, ela precisa ser uma escola profissional, moderna, estruturada, competidora, né? Competitiva, né? No bom sentido, né? De ser realmente estruturada. Não é porque tá no bairro, né? Porque tá uma cidade...

vamos dizer, menor em relação às cidades do seu entorno, que ela vai diminuir a sua qualidade. Quando eu digo qualidade, qualidade é de prestação de serviço, de arquitetura, de estrutura, pedagógico, material, uniforme. Cara, tem uniformes que são bizarros. Sabe que tem estudante, especialmente dos anos finais e do médio, que não estuda na escola por causa do uniforme?

A gente vai entrar no assunto de uniformes bizarros, a gente também pode entrar no nome de escolas bizarras. É, de diretores bizarros. Tu me mandou um vídeo, cuidado que tu vai falar o nome da escola. A gente vai abrir muito isso. Não faz porque tu vai falar o nome da diretora ou da cidade e vai entregar quem é a criatura.

Então é o seguinte, aí tem essas coisas. Agora, a escola de bairro, a escola de cidades que estão crescendo, precisa justamente pensar nisso, num processo de modernização e de entregar um equipamento para o seu usuário que realmente condiz com essa realidade. Agora...

O que me deixa muitas vezes preocupado é o seguinte, a expansão, a construção, a área quadrada construída está extremamente cara. Caríssimo, é um absurdo hoje você construir no Brasil. Não falando de obra, falando de material. Mão de obra ainda deixa mais de cabelo em pé. Mas o material está muito caro.

Então, assim, se você vai construir, se você vai fazer alguma coisa, quando geralmente as escolas vão fazer, especialmente as escolas menores, elas fazem por uma demanda já reprimida, que elas estão já colapsadas ali, né? Já...

atingiu, né? E aí o que acontece? Ela já constrói pra atender algo que já tá estourando. E aí, às vezes, dá pra fazer só aquilo. Mas assim, existem financiamentos, existem recursos, já tem que pensar, assim, daqui a 5 ou 10 anos. Mas aí é a questão do planejamento de você ter já no início do teu negócio...

uma visão de gestão estruturada. Porque, assim, quando a gente se refere a esses negócios que acabam crescendo junto com o crescimento populacional e que muitas vezes te trazem um crescimento natural que te colocam numa certa zona de conforto,

faz com que normalmente tu só faça com que o teu negócio ande. Mas tu não faz com que o teu negócio seja planejado para que ele ande e cresça. Ele anda para o que já estão te empurrando. Ele anda para onde está te levando a maré por conta de uma questão natural.

Mas vamos pegar um exemplo, uma escola de 600 alunos, que está num bairro ou numa cidade que está assim, cara, não para de chegar gente, que está claro, análise socioeconômica, de expansão imobiliária, está claro que está ali. E que está claro que no próximo ano você vai dar um salto para 700 alunos. Imagina, imagina crescer 30%.

20% vamos lá, 600 vai para 700 720 alunos, imagina ter um salto de 20% de crescimento tu não pode fazer um novo prédio, um novo andar uma nova construção para mais 100, 150 porque no outro ano, provavelmente dos 700, 720, tu vai para 800 840, 850

se tudo está mostrando, se o caminho todo está indo nessa direção. Então, já que vai comprar o terreno, ou já tem o terreno e vai construir, já vai atrás de recursos, vai atrás de financiamento, vai atrás de projeto, se equipe bem com profissionais qualificados, com construtor, enfim, arquiteto, engenheiro.

sistema bancário, para te poder já pensar assim, cara, eu tenho 600 hoje, mas eu tenho que já planejar uma escola para 800 ou 1.000 alunos, porque se eu não aproveitar e eu não usufruir dessa demanda que está vindo ao natural, sem quase nenhum esforço meu.

o esforço que eu estou dizendo é de correr atrás dos alunos os alunos estão caindo no teu colo as famílias estão te procurando sem parar tu vai fazer o que? tu vai criar demanda pro teu concorrente ou pra um concorrente que ainda não existe eu acho o seguinte Anderson, eu acho que a escola a primeira coisa que ela deve fazer é entender onde é que ela quer estar e onde ela quer se posicionar

Por que eu digo isso? Tá, mas tu diz, nós estamos falando da escola independente, aquela que está crescendo organicamente, né? Isso. Ela precisa saber disso primeiro para saber o que ela vai fazer. Porque na medida que ela entende que ela quer se posicionar num nicho tal, e que ela quer estar com um número de alunos tal, aí ela vai fazer o seu planejamento. Por quê?

Você tem opções dentro da sua estrutura de negócio para montar vários negócios. Pode ser que a escola deseje segmentar de uma certa forma que ela não vai buscar mais alunos, mas ela vai se elitizar com poucos alunos e vai criar uma escola segmentada.

Você menciona, ao invés, voltando ao exemplo original, eu tenho 600 alunos e tá claro que vai pra 700, 800, 900, 1000, em média de 100, 100 alunos ao ano. Logo eu tô batendo 1000, se eu quiser. Mas eu posso decidir não...

Não crescer em número de alunos, mas qualificar o meu serviço. Qualificar o serviço e mexer no ticket médio. E aí eu saber que se aquela região cresce na medida que tem uma proporção maior de renda naquela região que me propicie segmentar ou me propicie trabalhar de forma mais segmentada, é uma opção também de eu qualificar a minha escola.

colocar ela num patamar que ela seja uma escola que vai atender um determinado nicho de aluno.

Quando tu fala qualificar, qualificar financeiramente ali, né? A questão do... É, porque assim, de uma forma geral, todos precisam se qualificar, né? Não, sim. Mas eu digo é que você vai fazer algo diferenciado para atender aquele nicho específico e aí dentro dessa qualificação financeira, você vai atender especificamente. É uma estratégia. Eu não acho que seja ruim. É uma estratégia. Eu penso que pode ser interessante. Por exemplo, né? Eu tenho uma demanda prevista.

De 70, 80, 100 alunos ao ano nesse bairro ou cidade onde eu estou. Está lá, claro. Todos os estudos mostram que isso vai acontecer. Certo? Se eu fizer a expansão, eu absorvo. Se eu não fizer a expansão, alguém absorve. Certo? Porque tem o contrário também, né? Assim como pode nichar, você pode criar uma escola com um custo mais razoável e aí trabalhar em escala, né?

Tá, você mesmo expandir. Dentro da cidade ou do bairro. Tá, perfeito. Tem essa possibilidade. Mas essa possibilidade que você trouxe antes, de você represar e estabelecer assim, ó. A minha estrutura vai ser para 700 alunos e ponto. Tá? É até aqui que eu vou, certo? 700 alunos, lista de espera e esse é o valor. É daqui pra frente eu vou trabalhar dessa forma. Uma estratégia interessante.

Desde que tu tenha exatamente todos os estudos, todo o embasamento e também uma estratégia financeira de qual é o ticket médio, qual é a clientela que tu queres que permaneça no teu... Por isso que eu falei, a primeira coisa que você precisa entender é onde que tu quer chegar e onde é que tu quer se posicionar.

Tá, e a visão de futuro é o que vai determinar isso. Quando tu tem um planejamento estratégico de visão de futuro, ou seja, daqui a 5, 10 anos, o que eu desejo... 15, 20, né? E vai embora. E vai embora. Não, ok. Mas aí o empresário, o mantenedor, tem que se qualificar para poder...

Entender o que é visão estratégica, quais são as ferramentas, abordagens, análises. Essa é a grande diferença, né? É que como ela cresce natural, pelo crescimento populacional, tu tende a crescer também. Mas esse crescimento nessas escolas que nasceram menores, e veja, eu não tô desmerecendo em nenhum momento. Muito pelo contrário, é valorizando.

normalmente elas irão ficar mais preocupadas com uma questão técnico-pedagógica e estrutural, físico, do que efetivamente uma questão de gestão e planejamento estratégico, para que isso ocorra de uma forma saudável e de uma forma que gere autonomia para a própria escola, para manter a sua margem.

Por que uma escola dessas, que está lá 500, 600, 700 alunos, está crescendo gradativamente, muitas vezes o mantenedor está tão absorvido na operação que acaba faltando o tempo e a oportunidade dele estudar e se qualificar para fazer uma gestão estratégica. Porque é justamente isso. Ele está comprando terreno do lado, está subindo. Cara, se a gente pegasse... Tu imagina o quanto eles gastam de dinheiro a mais que eles poderiam evitar?

Se fizesse, claro, exatamente. Agora tu imagina também uma outra coisa. Se a gente pegar a habilidade imobiliária Aowaowa

E as criatividades que eles fazem... Ah, tem coisa boa, né? É, que eles conseguem bolar, né? Cara... Tem umas coisas assim que a gente diz... Nossa, o que... Não, se pega o que eles fazem, a magia que eles fazem, a magia que eles fazem em pedaços assim inacreditáveis...

E usar isso também como capacidade de gestão, olha que empresário e mantenedor nós teríamos. Mas o mantenedor independente, exatamente isso. O futuro dele, para finalizar a tua pergunta, que foi uma resposta tão longa, mas para finalizar é, eu aposto que a escola de bairro, a escola de municípios menores, as escolas que vão crescer nos próximos anos...

elas vão ter demanda que vão empurrar esse crescimento. Mas o futuro delas a mais longo prazo depende da capacidade de gestão. Então, os gestores que estão nos acompanhando, que estão inseridos nessa realidade, precisam estudar, se qualificar e se formar mais ou contratar como fonte de apoio realmente profissionais que possam fazer parte da sua equipe base e que tem essa capacidade técnica de gestão, de financeiro.

de marketing, etc., para poder estruturar a escola que vai demandar esse nível de serviço. E uma coisa muito importante, cuidar das pessoas que estão na escola. O carinho, o acolhimento, o cuidado, dar a sensação de pertencimento daquelas pessoas que estão ali te ajudando a crescer.

essas pessoas que te acompanham e tem sempre alguém que está ali desde a fundação. Essas pessoas precisam ser muito bem valorizadas. Essas pessoas precisam ser exemplos para a geração que vem trabalhar e colaborar com aquela instituição. Esses professores, esses colaboradores, a equipe da beleza, tem que olhar para essas pessoas que estão lá desde o início, que foram valorizadas e terem como exemplos para...

chegar nesse patamar. Então, a escola, ela cresce, mas ela não pode cuidar das pessoas do mesmo jeito que cuidava lá quando começou. Ela tem que crescer com isso também. Tem, tem. E tem algumas escolas que tem no seu DNA, né? Esse cuidado, né? Tem algumas escolas que são incríveis, assim, você chega pra trabalhar, pra visitar, tem muita escola no interior.

Você chega lá, a primeira coisa que as pessoas perguntam, e sabe que pra mim, a pergunta que a pessoa faz no primeiro momento que eu chego, ela, pra mim, é muito clara de quem é aquele ser humano, porque a maioria deles sabem que os, né, praticamente todos sabem, sai de Florianópolis, pega o BR-101 predominantemente, né, às vezes 2 do 2, às vezes a 280, né, então pega as nossas BR de Santa Catarina, e a primeira coisa, como é que foi a viagem?

Anderson, tu tomou um café? Vamos lá na cozinha, vamos lá na cozinha. Tiago, o café pro Anderson. Em alguns lugares eu chego, o café tá pronto. Pronto lá, já prontinho, esperando lá pra eu poder tomar um café e pra poder fazer o meu serviço, né? Especialmente no caso do ensino médio.

Então, assim, tem escolas que tem esse carinho no DNA, né? Então, tu percebe, assim, que isso é uma coisa tão bonita, tão gostosa, que não pode se perder. Especialmente no interior, isso é muito forte, sabia? Muito forte. Às vezes tem lá um bolinho, tem uma coisinha te esperando. Ah, tu vai mostrar com a gente, sabe? Tem um carinho no interior que ele...

sabe? Quando muito tu não sai de lá com chocolate, com uma cuca, com uma chimia que pouca gente sabe o que é. Não adianta tu ter um planejamento estratégico pra 30 anos, não adianta tu saber onde é que tu quer chegar, não adianta tu saber onde é que tu vai te posicionar.

Não adianta tu ter o prédio mais moderno possível se tu não cuidar bem dessas pessoas. Isso é primordial, porque é o início da queda se tu não cuidar bem das pessoas. Qualquer escola, ela começa a ter que abrir os olhos na medida que começa a ter turnover dentro dela em função de não se olhar devidamente para as pessoas que estão lá dentro.

E esse olhar, esse é o ano do cuidado das pessoas Esse é o ano que quem não cuida das suas pessoas vai perdê-las Então é o ano de cuidar da tua gente A tua gente, tu tem que cuidar dela

Quando você é gestor, líder, chefe de família, o pai de família, a mãe de família, o cuidador da família, a cuidadora da família, você lidera, você tem uma equipe, você é um treinador. Quem são as tuas pessoas? Então, esse é o ano do cuidado das pessoas.

Agora, indo para o centro, agora vamos falar das escolas do centro, que querem manter as suas... Como é que nós vamos fazer para sobreviver? Como é que as escolas de centro, centros históricos, recentemente uma escola... Cara, acho que foi São Paulo, se eu não me engano. Um dos colégios mais...

Cara, acho que mais icônicos do centro de São Paulo. Eu não quero falar o nome pra não errar a rede, né? Mas, assim, até acho que eu sei qual é a rede. Mas, enfim, não vou citar pra se vai que eu errei. Mas, assim, o colégio... Nos colégios mais icônicos do centro de São Paulo, fechou.

Icônicos também barra tradicional? É. Sabe aqueles colégios que é um quadrado e o pátio é no meio? Era confissional? Sim. Os colégios mais icônicos do centro de São Paulo fechou no ano passado.

E em Porto Alegre vários colégios tradicionais fecharam em bairros que foram envelhecendo, especialmente no centro de Porto Alegre você tem ali as quatro escolas que estão, cara, respirando por aparelho, por aparelho, assim, respirando e acho que se mantendo.

em função do patrimônio da congregação, de outras localidades que nutre e segura aquela escola que está murchando, murchando, murchando. E eu acredito que em breve devemos ter novidades em Porto Alegre que vão mostrar novos fechamentos. Em Porto Alegre tem muitas escolas, infelizmente, centenárias que fecharam.

Isso em São Paulo também, em Rio de Janeiro, né? Você tem algumas situações, né? Rio de Janeiro é muito louco, né? Porque daí você só entende que é do Rio de Janeiro, né? Porque você tem de tudo lá. Desde escolas de 10, 15 mil reais mensais, dá pra acreditar nisso. Valor de medicina, né? E escolas que... São Paulo também tá se destacando nessas áreas. Nessas escolas puta premium, né? E Brasília nem precisa mencionar, né?

Mas, então, o que acontece? As escolas de centro, ainda Florianópolis é um, dentre desses centros mais antigos, de todos é um mais antigo jovem. Floripa é ainda uma capital jovem, quando a gente olha o aspecto dela, as suas transformações.

É um centro ainda gostoso, é um centro diferente, é um centro relativamente bem seguro, é um centro que tem ali seus prédios culturais.

seus museus, né? Enfim, então... O casario histórico. Exato. O próprio mercado público, né? Que é maravilhoso, né? A rampa do ARS. Né? Exatamente. A rampa do ARS, né? Você tem lá o CISA, né? O CISA Center. Então, você tem ali no centro, né? Algumas... Alguns movimentos... Ah, deixa eu só lembrar um momento saudosista, né? O centro de Florianópolis, com seus cinemas de rua.

Sim, sim. Eu não tive a oportunidade de... Nossa, o Cine São José, o Cine Carlitos, você tinha ali, a gente ia na adolescência assistir filmes na matinê. Olha só, né? Aí o cinema de rua eu frequentei bastante, mas daí já, né? Em Porto Alegre.

Mas, claro, o cinema de rua é fantástico, né? A pipoqueira ali na frente. O secundor, sim. Olha só. E, cara, é assim, aí você pega, ali você tem, hoje, uma rede atoleira interessante, né? Você tem ali aquele colégio que fechou o Laura Miller.

Lauro Miller, né? Lauro Miller, né? Que agora eu acho que tá... Eu acho que tá fechado ali ainda, mas eu sei que tem alguma proposta pra ocupação daquela escola ali. É. Vai vir alguma coisa de saúde, não é? Se eu não me engano. Eu não sei. Eu não sei também. Eu acho que vai pro Sistema S, tá? É? Eu acho que vai pro Sistema S, né? Que o Lauro Miller ali, pô, aquele prédio maravilhoso, né, cara? Aquilo ali é lindo, né? Aquilo ali restaurado... Nossa. Então, assim, eu acho que vai dar uma mexida ali.

Aí tem aqueles prédios lá atrás, que era da Udesc, sabe? Ali eu acho que também vai dar uma revitalizada, acho que estão mexendo, que aquela parte ali toda onde era antiga a energia, os primórdios da energia, tudo movimentado, deu uma morrida ali. Morreu. Deu uma morrida, foi boa. Existe recentemente um projeto discutido com a...

comunidade empresarial ali de remodelação e revitalização de todo esse triângulo que tu falou aí. É um projeto internacional de algum país nórdico. Agora eu não vou lembrar qual. Não sei se é... Dinamarca ou Noruega. Não sei. Mas é um projeto de uma pessoa renomada internacionalmente.

de revitalização de toda essa área, justamente para trazer vida. É porque ali tem muito potencial, porque tu pega esses prédios, prédios lindos, maravilhosos, arquiteturas fantásticas, e revitaliza, ilumina adequadamente, faz um passeio legal.

Aquele... Eu acho que no meio do Ercílio Luz, se não me engano, acho que passa um córrego, né? Eu acho que ele é coberto ali. Então tem como fazer barzinhos ali, né? Tem aquele paredão do Ercílio Luz, que é aqueles prédios sem estacionamento, né?

que vai indo até lá a subida do... Antiga rodoviária, né? Que tá no caos. Aquilo ali precisa urgentemente ser mexido. Aquela estrutura é perigosa. Ali entre Amor Ramos e Ercido Luz.

Então, se mexer nisso tudo, né? Também é um centro hospitalar, né? Porque nós temos ali o Hospital de Caridade. Sim, tem o Hospital do Exército ali também. Do Exército, do Bahia Sul. Tem o Bahia Sul. O Hospital da Polícia Militar. Justamente. Nós temos quatro hospitais na Maru Ramos, imagina, né? Então, assim, e hospitais maravilhosos, né? Diga-se de passagem.

Então, se pegar tudo isso que tem para acontecer no centro e se acontecer de verdade, o centro pode se ressignificar completamente e o que impacta justamente as escolas particulares ali no centro. Tu já imaginou uma coisa linda ali de fazer um projeto que integrasse ali a questão também com o Morro da Caixa, por exemplo, de trazer essas comunidades que estão ali perto, que cresceram também e que também tem...

o seu valor dentro da...

do centro de Florianópolis e que poderiam estar inseridas dentro desse contexto também. Até porque trabalham ali. Justamente. Até porque trabalham. Se tu pegar... Se nós pudéssemos contemplar essa... Esticar essa Mauro Ramos até o Morro da Cruz. Sim. Até o Maciço, até o Morro da Caixa, enfim. E as comunidades que existem ali. Isso seria maravilhoso. Você daria movimento, vida para o centro. Sim. E essas pessoas frequentam o centro. São as pessoas que movimentam o centro nessa comunidade.

Toda essa clientela, vamos dizer assim, seja ela de trabalhadores, de usuários, dos serviços, de empresários, de negócios, etc. Estão tudo ali. Perfeito. Então, quando você faz essa integração, faz essa...

essa junção, você deixa o centro muito mais gostoso, muito mais pluralificado, muito mais colorido, muito mais diversificado, muito mais gostoso, as pessoas passearem, as pessoas terem... Vontade de ir pra lá, né? Exatamente, de vontade de ir pra lá. Você tem...

Lá uma feirinha de artesanato. Promover culturalmente os espaços. Você tem uma amostra musical, você tem uma amostra artesanal, você tem uma amostra de escultura, de pintura, enfim. Vários espaços. O centro é muito legal. O centro tem muitas possibilidades de você ter momentos, eventos e experiências. O negócio é que o centro concorre com a praia.

E ainda tem muito na... Com a praia e com o shopping. Ainda tem muito na cabeça das pessoas. Por mais que a gente viva hoje aqui dentro de uma região que é mais cosmopolita, você vê pessoas de diversas origens aqui, né? Convivendo em sociedade. Mas por mais que seja mais cosmopolita, você ainda vê aquela questão de, ah, vou fazer o meu lazer no final de semana. Eu vou pra praia.

e a Notivope Shopping então é ainda é a opção talvez mais barata talvez seja a opção mais barata e talvez a opção preferencial pela quantidade de praias que a gente tem Floresta tem 42 praias entre aí doce e salgado 42 famosas né mas se você for contar mesmo tem mais de 100 praias em Florianópolis não é só

porque você conta as praias que são as praias nomeadas, famosas que são localizadas ali mas tem aquelas pequenas praias, aqueles pequenos redutos são mais de 100 que tu pode conhecer e concorrer com isso é punk, você tem que ter realmente uma região com uma urbanização

excelente, com excelentes programações culturais, artísticas, gastronômicas. Ali na Ponte Ercílio Luz, acho que todo domingo tem um pagode ali, alguma coisa assim. Sei que, cara, vem gente de todos os cantos ali. Ali próximo a Ercílio Luz, eu acho que é um...

Se é um evento, se é um bar. Além da próxima cabeceira mesmo. É, na Praça da Luz ali. Eu sei que vem gente de qualquer canto. Eu não sou mais jovem. Não, não, mas é adulto. A galera que vai ali, tem um pagodinho ali que o pessoal adora. Tem muitos amigos que vão ali. E aí tem um passeio na ponte, né? No domingo, certo? Então, assim...

Tem muitas possibilidades que quando você... Você foi muito bem quando você trouxe essa questão de juntar isso tudo, né? De fazer todo mundo vir para ali e curtir, né? Então, nós temos muitos artistas, nós temos muitas... Então, mostras, festivais e milhões de coisas podem movimentar o centro nos finais de semana, trazendo o público para um passeio, trazendo o público para um momento, né? Você vê, por exemplo...

ali a Praça dos Coqueiros no domingo. Ser frequentado por famílias, pessoal cadeirinha de praia, conversando. E olha que legal, aquele parque inicialmente foi concebido por uma iniciativa da Associação de Moradores.

Era um espaço perdido. A associação de moradores que tomou a iniciativa de construir o parque. Exato. E aí, se você junta tudo isso, você deixa tudo mais bacana. Mas, pegando ali o aspecto das escolas de centro, que agora, além de concorrer entre si, num espaço urbano tão apertado, tem também que concorrer agora com as boas escolas dos bairros. Então, você tem hoje... Podemos dizer que existe um polo educacional no norte da ilha.

Existe um polo educacional no leste da ilha, já tem um polo educacional surgindo no sul da ilha, no continente não precisa nem citar, excelentes escolas, escolas que estão produzindo resultados incríveis, tanto pedagógicos como de vestibular Enem.

de entrega, de quantidade de alunos. Hoje você tem escolas ali na região continental que estão num patamar de excelência absurdo. Então o centro hoje está bastante vulnerável do ponto de vista da oferta de qualidade que surgiram nos últimos anos, nos últimos 30 anos especialmente.

mas um acelerado dos últimos dez que brotaram em escolas em todos os cantos da ilha e do continente. Então, as escolas de centro hoje precisam ser muito, muito atrativas. Então, hoje, uma escola de centro apenas não é atrativa dentro do ponto de vista pedagógico. Ela tem que ser uma escola que, muitas vezes, o aluno vai passar o dia.

O aluno, para ele se deslocar, se ele não é do centro, a maioria não é, se ele parece deslocar e vir até o centro estudar numa dessas escolas, muitas vezes o melhor benefício é porque a escola tem a oferta de uma gama de atividades, certo?

que ele vem de amanhã, particularmente, com o pai, com a mãe, empresário, ou funcionário de uma área pública, municipal, estadual, federal, até porque nós temos prédios federais, órgãos federais, órgãos estaduais e órgãos municipais aqui, por ser capital, essa é a... Sim, acaba sendo a natureza do local. Exato. Então...

você tem ali, e ali às 5h30, 6h da tarde, o pessoal vai largar as suas atividades e vai pegar o filho na escola e vai retornar para onde mora, seu bairro, sua cidade. Então, muitas vezes, a escola de centro tem que ser uma escola estruturada para o dia. E isso envolve ter um belíssimo restaurante, uma praça de alimentação ali, com opções diversificadas.

de um preço economicamente que possa também, esse menino passar o dia, essa menina passar o dia, atividades no contraturno. Então, a oferta de serviço educacional do centro precisa também passar por essa remodelação, para que tu possa justamente proporcionar...

ao estudante e à família, há essa opção, se assim for o desejo da família. Se for um desejo só de meio período, só o período escolar, ok, período pedagógico. Mas se for pela ampla utilização do período escolar, agora sim, contraturno, atividades, esportes, etc., bacana. Ou, muitas vezes, fazer também acordos com locais que têm esportes ali.

que tem academia, que tem outros projetos. Então, muitas vezes, as escolas do centro têm que repensar. Como, por exemplo, meu filho... A gente tem uma parceria lá com o Lira. Lá no Lira vai ter tênis, vai ter natação, vai ter isso, vai ter aquilo. Há um valor especial porque é nosso convênio. Enfim, tem que pensar e criar estratégias para poder ser uma escola atrativa para esse menino e essa menina sair do seu bairro, sair da sua cidade.

fazer essa via sacra de mobilidade aqui e chegar lá e, opa, legal, estou numa escola que eu gosto, a escola é bacana, vou passar o dia aqui, tem tudo que eu preciso, vamos dizer assim. Então, além do ponto de vista pedagógico, também... Esse episódio está muito saudosista. Vai dizer que tu nadou no Lira. Ah, tu falou Lira, hoje eu estou viajando aqui. Tu nadou no Lira? Não, não nadei, mas eu lembro que foi em 1991 ou 92.

Teve um evento no Lira que foi histórico, que foi o The Lira Rock. Ah, bem teu estilo. Tu deve ter... 92? 92, eu acho que se eu não me engano. Tu tinha 15 anos? 14, 15? Não, 92. Eu tava com 17, 18 aí já. Não vou fazer as contas. Tu já tinha 17? 92? Já, já. E foi um festival de bandas locais.

A banda mais distante que veio foi uma banda que veio de Lages, que tocava um heavy metal. Mas as bandas locais tocando. Foi um festival, se eu não me engano, de 10 anos da Atlântida. Olha só que legal. Alguma coisa comemorativa, sim, da Rádio Atlântida. E, nossa, que festival sensacional. E a minha banda preferida naquela época era a banda Udgrudes.

eles tocaram eles tocaram e eles tocavam um rock setentista assim, é muito massa é, e você tem ali como eu mencionei, você tem o Lira não sei se eu estou deixando o doze, lembra do doze? o clube doze que hoje é um centro de atendimento lá da prefeitura

O 12 não é mais o 12? Não. O 12 deve ser luz? É, faz tempo, faz tempo. Quantos bailes de formatura lá no 12 rolaram? Pô, bailes, bailes, bailes e eventos e coisas, aulões de vestibular. Me parece que hoje rola uns bailinhos da terceira idade. Ainda tá em tempo.

Olha só. Ainda dá pra... É, então, mas aí são as possibilidades. Agora, ali pro centro, justamente isso. O que você vai oferecer tem que ser algo tão descomunal, ou tão completo, ou tão especial, que esse menino, essa menina lá no seu bairro, na sua cidade, não encontraria na mesma versão. Então, a escola de centro, ela tem que ter algo muito diferente. Porque, assim, tirar um aluno lá do Campeche hoje...

que há pouco tempo atrás era normal, porque não tinha escola particular de ensino médio no Campete, e não tinha, hoje nós estamos já com três colégios de ensino médio, particular ensino médio, e deve vir mais aí, mas até pouco tempo atrás não tinha ensino médio particular no sul da ilha inteirou, basicamente tirando só o Estimo Arte na Costeira, que foi o...

Hoje você praticamente tem em todos os bairros essa oferta, né? Exato, todos. Tem no Itacorubi, tem na Lagoa, você tem no Rio Vermelho. No Rio Vermelho tem uma escola particular de ensino médio. Rio Vermelho, Ingleses. Ingleses já tem três, quatro. Aí em Jurerê Canas Vieiras, em Jurerê tem. Em Canas Vieiras agora também tem, acabou de abrir, não tinha. Aí ali pra Santo Antônio tem. Tem, pra entrada. Tem na SC401 que não tinha. Na SC tem.

A agronômica tem? Uhum. Tu vê, né? Agora, fechou. Basicamente, quando você olha, hoje, todas as regiões de Florianópolis e Ilha têm suas escolas particulares de ensino, educação infantil, todos os segmentos, e o médio que antigamente não tinha. Tinha que vir para o centro. Tinha que vir. Começa lá nos ingleses, as primeiras escolas. Certo? Canas Vieiras, olha que loucura. Não tinha. Agora tem uma escola particular que está abrindo-se no médio lá, mas não tinha.

uma das praias mais antigas mas olha que interessante, uma praia muito antiga certo? Sim mas basicamente de veranistas e de estrangeiros e não de então uma escola tá apostando e vai começar lá o ensino médio nessa época que eu te falei do Delira Rock aí três anos antes eu tinha que vir pro centro de Flávio Lopes pra estudar eu não tinha oferta no bairro onde eu morava

E agora tem, e aí o que acontece? Então o colégio do centro tem que pensar o seguinte, para essa família deslocar o seu filho para o centro, se não for morador do centro, é algo que lá no seu bairro provavelmente não tem na oferta que eu estou propondo.

Certo? Então tem que ter algo realmente muito especial, muito diferencial, né? Ou basicamente famílias por conveniência da questão do trabalho dos pais. Aí traz, etc. Mas mesmo assim, as escolas do centro, para poderem, né? Para não aguardarem essa revitalização do centro, não esperar essa modernização do centro por iniciativa privada ou pública, né? Porque o centro vai levar tempo para poder, né?

vamos dizer, se remodelar e não ir para o mesmo caminho que foi o Centro de História de Porto Alegre, São Paulo, Rio, precisa realmente pensar na sua oferta pedagógica e na sua oferta também escolar. Eu divido a oferta escolar da pedagógica da seguinte forma.

A operação escolar começa antes da pedagógica, que é quando você entra na escola, mesmo que a sala de aula não começou, mesmo que a biblioteca ainda não abriu, você já está consumindo o serviço da escola. Certo? Certo. E hoje eu tenho escolas que tu não vai acreditar. Eu tenho escolas, inclusive eu tenho que conversar, eu não achei ainda o caminho.

Mas eu tenho que conversar com a diretora da escola, porque numa das reuniões que a gente estava, ela estava pé da vida com o pessoal da cantina lá, porque ainda não é um restaurante, é uma cantina bem antiga e bem conservadora, bem daquele estilo cantina de escola, atrasadíssimo no conceito de serviço de alimentação.

Mas ela tava brava porque a cantina tava aberta servindo, vendendo alimentação pros alunos. Pô, mas se o cara acorda seis horas da manhã, olha, seis horas da manhã não. Se ele acorda cinco horas da manhã e sai de casa às seis pra chegar na tua escola, às sete, vem lá não sei da onde, tu acha que deu tempo, né? Ou ele tomou café, né? Tu entende? Isso aqui eu chamo de serviço escolar. Serviço escolar começa antes do pedagógico. Eu vou te falar uma coisa, cara.

Tem algumas escolas aí de interior, no sul, só no sul do estado eu conheço duas escolas.

que elas também têm o serviço de transporte próprio. Elas mantêm um transporte próprio, ônibus próprios para transportar os alunos. Isso é bastante comum, né? E quando a gente fala em ônibus próprios, eu te pergunto a que ponto chegamos?

Sim, imagina, ter ônibus, motorista, parte mecânica, manutenção. Então, olha a tomada de decisão do investimento da escola. Mas aí o que acontece? Então, hoje, quando você pensa nisso, o teu restaurante escolar já tem que estar aberto para quem chega às sete da manhã, seis e meia da manhã.

Certo? Tem que estar lá, tem que ter um pão de queijo, tem que ter um sanduíche, um misto quente, uma salada de fruta, um achocolatado, pra esse menino e essa menina poder, certo? Hoje as escolas estão modernizadas. Eu estive numa escola, por exemplo, que os alunos fazem o pedido igual o shopping. Um totemzinho lá, certo? Já tem os créditos que a família paga ou antecipado, pré-pago ou pós-pago, né?

e já tá tudo lá organizado, vai débito em conta. Cara, tá super moderno, a criança não precisa ter dinheiro. Tem lá a autorização dos pais, até X limite, né? Fechou, fechou. Ou limite aberto, né? Que é o pós-pago. Tem as duas modalidades. Incrível, pré-pago e pós-pago.

E aí, chega lá, tá aberto, tá funcionando, eu tenho como tomar um café, né? Ó, meu filho vai... Ó, filho, toma café em campanha, hoje saiu no apuro, a mãe não conseguiu e tal, você toma lá na escola, lá, né? Tá aberto, né? Não tá, pai, tá. Já vem pra nós tomar café lá. E aí, tu tem opção de tomar um café, entende? E comprar o teu lanche, compra até o lanche antecipado, já pra nove e pouco, quando for. Já tá ali reservado. Exato, né?

Só lá retirado, já, e tudo mais. Engraçado, né? É uma coisa tão simples, tão óbvia de acolhimento, de pertencimento.

Total, total. E assim como ao meio-dia tu oferece almoço. Ao meio-dia, ao meio-dia e cinquenta, quando termina ali o serviço pedagógico, né? O teu serviço escolar permanece. O que é o serviço escolar? O serviço escolar inclui a alimentação, o... onde eu vou botar a mochila lá, o...

O armário, né? O armário, né? O nome de boxe, não sei o que boxe, né? Normalmente locado, né? Mas beleza, eu vou lá, guardo algumas coisas. Se o menino faz esporte, por exemplo, natação no... Se você tem alguma área de convivência ali, que ele pode descansar um pouco também. Tem, tem escolas que tem esse espaço também, né? Aí tem escola, por exemplo, que tem itinerários ou atividades específicas, né? Que muitas vezes o aluno... ...

Ele sai da escola e volta pra escola, mas tem onde deixar o material, tem onde deixar a mochila, enfim, serviço escolar ele envolve mais do que o pedagógico. São diversas ofertas de composição do que o usuário vai demandar que quanto mais completa a escola for, mais concentra, mais facilita pra família e mais fideliza a família.

Por quê? Porque eu tenho tudo isso num lugar só. Meu filho não precisa sair de dentro da escola pra comer. Certo? Meu filho tem onde descansar, meu filho tem onde guardar material, meu filho tem lá o... talvez o bilingue, ele tem lá o esporte, né? Ele tem o futsal.

ele tem o xadrez, ele tem a robótica, né? Poxa, tudo isso, seis horas, tá pronto. E tem escola que tem, inclusive, a alimentação toda, toda integral. Tem escola que dá até a janta, entre aspas, né? Ali a refeição, como se fosse janta, né? Então o aluno vai quase que de banho tomado e tarefa feita e é o sonho da família.

É o sonho da família. Garanto, tem muitos pais que sonham com isso mesmo. Banho tomado, jantado e tarefa feita. Meu Deus. Mas dependendo do que tu vai ofertar, pode ser uma possibilidade. Agora, mas como é que eu vou fazer uma análise se isso é demanda que as famílias vão trazer? Será que isso é o futuro do meu negócio para uma escola de centro?

Aí tem que fazer pesquisa de mercado, fazer pesquisa de satisfação com as famílias, o que elas buscam, o que a escola não oferta, que se ofertasse essas famílias ficariam mais satisfeitas ou mais fidelizadas. Então, tu precisa ser inquieto, né? Tu precisa ser inquieto. Se você está numa área, numa região, num bairro, numa determinada localidade que está mudando o cenário...

Você precisa ser um leitor de cenários, interpretar cenários, tomar decisões, para que você possa, dentro desse cenário, continuar sendo competitivo. Mas eu acho que é basicamente isso. A gente vê essas transformações urbanísticas. Santa Catarina, em especial, é um estado hoje que está recebendo gente do Brasil e do mundo.

Então nós temos de diversidade cultural, linguística. Ainda ontem eu estava numa escola, quando eu vi lá a menininha, eu digo assim, essa aí é russa. Daí o coordenador falou, essa é a nossa aluna russa. Então você tem hoje uma quantidade...

enorme de famílias russas em função da guerra. Não sei por que o norte da ilha tem tantos, mas gostam tanto do norte da ilha. Mas hoje você tem escolas no norte da ilha com 10, 15, 20 famílias russas. É uma clientela diferente, certo? Então você tem gente do Brasil e do mundo vindo morar em Florianópolis e Santa Catarina, Santa Catarina como um todo, que está remodelando...

os idiomas, as culturas, a diversidade da clientela. Então, ser hoje um gestor escolar, um empreendedor, requer que você faça essa leitura e te prepare, que escola eu vou aprontar para poder atender essa demanda de mercado. É isso, meu caro. É isso aí. Acho que rendeu um bom papo esse assunto.

É um assunto gostoso, né? Para todos, todos, né? Todos têm como competir, todos têm como atuar, né? Só tem que se preparar. O sol nasce para todos. Todos. Todos os dias. Não é? Cara, hoje eu estou muito quinta série, mano. Não, porque o sol nasce para todos está todo dia. Não, eu sei que é esse não, mas... Tu queria para falar alguma coisa. O saudosismo me fez eu voltar no tempo. Enfim.

Para você que está nos assistindo, esse foi mais um episódio do Escola em Voz. Nós estamos nas plataformas de streaming da Amazon, do Spotify e da Apple Podcasts e no nosso canal no YouTube. Inscreva-se no nosso canal no YouTube, curta esse episódio, compartilhe, dê sua sugestão para que nós possamos trazer temas tão ricos e tão preciosos quanto este para o Escola em Voz. Ficamos por aqui para mais este episódio e nos vemos no próximo. Até lá.

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