RÁDIO METRÓPOLES: COMO TENTAR SAIR DO VERMELHO?
Tiago Velloso
Sabe aquela história de que emprestar para amigo é perder o dinheiro e o amigo? Pois é, é o que aponta uma nova pesquisa da Atafolha. Segundo os números, quase sete em cada dez brasileiros estão endividados. 69% dos entrevistados...
Tem algum tipo de dívida atualmente. O dado que mais chama a atenção é quando o assunto é empréstimo entre pessoas próximas. 41% dos entrevistados disseram que pegaram dinheiro emprestado com familiares ou amigos e não conseguiram pagar a dívida. Diante da dificuldade, muitas pessoas recorrem ao crédito.
Rotativo do cartão para dar conta das despesas do dia a dia. O rotativo é ativado automaticamente quando o cliente paga apenas o mínimo da fatura, incidindo juros altos sobre o valor restante. 29% estão inadimplentes nos parcelamentos de cartão de crédito, 26% não quitaram os empréstimos no banco e 25% têm pendências em carnês de loja.
O economista Tiago Veloso dá algumas dicas de como tentar sair do vermelho. Então você vai separar as suas linhas de receita, todas as suas fontes de receita, tudo que entra de receita na sua casa e quais são os seus custos, os custos fixos e os custos variáveis. Dentro dos custos variáveis, você vai separar quais daqueles custos você consegue cortar, que não vai fazer falta.
E é importante também não sair cortando todos os custos ligados a lazer, porque obviamente a gente precisa de lazer. Depois disso, a gente tem que entender quais as dívidas que a gente tem e como que a gente consegue renegociar. Uma estrutura familiar que consiga ajudar a gente, dar suporte, isso é muito positivo, mas é muito importante a gente também não ficar nesse ciclo de só pedir dinheiro para os familiares e amigos.
Falando em lazer, para tentar equilibrar as contas, as estratégias de sobrevivência são as mais variadas. O lazer foi o primeiro item sacrificado. 64% disseram que reduziram esta questão, seguido pela redução das refeições fora de casa com 60% e a troca de marcas por opções mais baixas.
baratas, 60%. O consumo de itens essenciais também foi sacrificado. 52% reduziram a compra de alimentos e metade dos entrevistados, ou seja, 50%, cortou gastos com água, luz e gás. No campo das obrigações, 40% deixaram contas vencerem e 38% suspenderam o pagamento de dívidas ou a compra de remédios.
Rádio Metrópolis, informação e muito mais.