EP68 - Direito de Resposta (E mais conselhos amorosos) - Part. Bia e Isa
Estamos de volta com mais histórias, mais problemas que não são nossos e mais uma reunião do conselho afetivo MAIS CAPACITADO da internet.E, como uma pessoa opinando irresponsavelmente sobre a vida amorosa dos outros não era o suficiente, recebemos novamente a @beatrizfontenelle e a @belcarv para analisar os e-mails que vocês mandaram e tentar descobrir exatamente em que momento cada situação começou a dar errado.Só que dessa vez aconteceu uma coisa nova: recebemos uma RESPOSTA a um dos áudios do último episódio.Além da réplica, temos histórias novas, decisões questionáveis, relacionamentos confusos e ouvintes entregando detalhes da própria vida para desconhecidos na internet. Exatamente como Deus planejou.🎙️ Episódio novo do Devaneios Marsupiais no ar.E você já sabe: se tiver uma história, um problema ou uma decisão da qual provavelmente vai se arrepender, manda pra gente.💜 apoia.se/devaneiosmarsupiais
Humberto
Bia
Isa
- Tamanho do Penis e Satisfacao Sexual· SociedadeTamanho do pênis·Habilidade sexual·Prazer feminino·Insegurança masculina·Caio
- Marcelão e a ex· EntretenimentoDireito de resposta·Narrativa masculina vs feminina·Fidelidade e traição·Marcelo·Renata
- Bloqueio Emocional e Medo de se Apaixonar· SociedadeBloqueio emocional·Medo de se envolver·Zona de conforto·Perfeição em relacionamentos
- Apartamento secreto do marido· SociedadeApartamento secreto·Sobrecarga e necessidade de espaço·Mentiras em relacionamentos·Egoísmo em relacionamentos·Patricia
- Hipocrisia e Exigências em Relacionamentos· SociedadeExigências em relacionamentos·Autonomia sexual·Diferença de tratamento entre gêneros·Valores
- Fofoca e Consequências· SociedadeFofoca·Intimidade·Confiança·Amigas
- Promoção Shaolin do Sertão 2· EntretenimentoShaolin do Sertão 2·Cinema nacional·Road movie·Comédia
Devanei os marsupiais! Eita, que viagem!
Hello, hello, pessoal! Vocês pediram, então a gente tá aqui de volta para trazer o entretenimento para vocês.
É isso, tomaram conta da abertura, pode seguir daí então.
Eu acho que a gente vai começar a monopolizar aqui o podcast do Humberto, hein?
Sim, e a gente sempre traz mais, mais ouvintes, né? Então tá bom do Humberto chamar a gente mais vezes.
Com certeza, com certeza, vamos nessa! E ó, vocês pediram, vocês mandaram mais emails. Então, como prometido, trouxe elas de volta. Beleza, sejam muito bem-vindas!
Oi, gente, eu tenho uma novidade para vocês. Acabei de incorporar mais um título no meu currículo. É verdade, eu sou a nova mestra, mestra da buchada Shaolin. Exatamente, gente, ganhei esse título, muito honrada. Foi uma competição muito disputada, tava descredibilizada, mas ganhei, comi minha buchada com elegância.
Ó, para você que não tá entendendo nada, editor, corta a cena, bota uma imagem da Bia comendo buchada de hashi. Ela participou aí de uma ação para divulgar o Shaolin do Sertão 2, que vai estar dia 20 de agosto nos cinemas. E tá aí, ó, vocês estão acompanhando a Bia comendo buchada de hashi. E ela foi lá e ganhou, viu? Foi a que comeu mais rápido. Então parabéns para nossa grande mestra da buchada Shaolin.
Obrigada, Roberto, obrigada.
Agora, e vocês, ganhou que título esses dias?
Olha, por enquanto Nenhum, só não vou fazer mais comentários comprometedores.
E muito bem, queria inclusive mandar um beijo para todos os professores da UFC que estão assistindo a gente agora. O meu nome são duas pessoas, é a Érica e a Liandra.
É, esqueci a outra. O pessoal aí da UFC que almoça com a minha mãe, Ana Lívia, Beijo para vocês.
É isso. E um beijo para mamãe também, né? É isso. Então, ó, a gente tem 3 histórias e a gente tem um pedido de resposta para ser lido ao vivo, galera.
Ansiosa, hein?
A gente recebeu aí um email de uma pessoa que disse, olha, que vocês contaram não é mentira, é verdade, porém é só metade da história. Lembrando Todos os emails que a gente leu no último programa, eles são de fevereiro, né? Que a gente fez um programa de Dia dos Namorados, de Valentine's Day, e a gente pediu para que as pessoas mandassem emails sobre relacionamento. E as pessoas mandaram, só que de fevereiro para cá muitas coisas aconteceram.
Então essa pessoa mandou um email falando tudo que aconteceu nesse meio tempo entre a história que a gente contou e os dias de hoje. Então assim, eu li o comecinho Aí eu fiquei muito curioso, vi a história toda.
Agora eu tô muito curiosa.
E aí, enfim, vocês vão ver lá pra frente, lá pra frente. Fiquem aí, vocês não perdem por esperar. Vamos começar então com um dos emails que ele veio sem assunto. É um email sem assunto, mas que aparentemente ele é um pedido de conselho, porque ele começa falando o seguinte: Olá, pessoal do Devanews, venho por meio deste email pedir um conselho amoroso para as duas maiores estrelas desse podcast.
Obrigada.
Aí ela bota entre parênteses: na minha humilde opinião. Hoje meu nome será Pietra e eu trago uma história um pouco diferente das que costumamos ouvir por aqui. Preciso de conselhos porque estou vivendo um bloqueio emocional há alguns bons anos. Resumindo a situação, eu simplesmente não consigo mais me apaixonar nem me envolver de verdade com ninguém. É um problema na verdade bem recorrente nos dias de hoje, né?
A Bia tem uma vasta experiência.
Eu acho que sobre esse assunto aí eu sou tipo assim Experte mesmo. Eu acho que eu vivi muito um bloqueio emocional durante muito tempo. Tanto que muitas pessoas sempre me perguntam por que eu ainda tô solteira. Aí eu, gente... É porque não aparece ninguém. Aí ninguém acredita nisso.
Não tem homem no Brasil pra mim, né?
Mas na minha humilde opinião, é porque realmente não aparece ninguém. Mas ninguém acredita nisso. E as minhas amigas, elas costumam dizer que eu— que realmente a culpa é minha e não deles.
Não, assim, não 100% sua, mas existe um bloqueiozinho emocional aí. Mas não é 100% culpa da Bia, gente. Os homens em Fortaleza são péssimos. Tanto que tu só vai encontrar o pessoal em outros estados, né?
É verdade.
E claro, durante esse tempo todo, eu tive o que gosto de chamar de paixonites ou obsessões temporárias. Tive alguns ficantes que duraram meses, inclusive um drama memorável com um barman que nunca me levava para lugar nenhum.
Marmita, é isso.
O surto foi tão grande que eu cheguei a levar— eita, Isabela, calma! Isabela, calma nesse momento, calma. O surto foi tão grande que cheguei a levar marmita, entre parênteses, de comida para ele.
Ai meu Deus, não, cara!
Aí ela complementa, ela diz que ao mesmo tempo também era marmita dele.
Não, pelo amor de Deus! Não, minha amiga, aí você tá mal mesmo, a culpa é sua, sinto lhe informar.
Ou seja, alimentava o cidadão em todos os sentidos possíveis. Eu estava completamente sem condições. Aí ela bota em caixa alta: kkkkk.
Ela mesmo Não tá rindo da própria desgraça. Eu amei já.
Mas também, quem nunca, né? Pelo que eu tô vendo, que tá normal conquistar os homens pela barriga, né? As meninas estão fazendo comida por qualquer coisa.
Eu acho que eu vou ficar solteira para sempre.
É, deve ser por isso.
Detalhe, depois de toda essa introdução, ela disse: mas enfim, esse não é o tópico de hoje. Beleza, esse não foi o problema. Até aí tudo bem. A grande questão é: como é que faz para se apaixonar de novo? Porque eu sinto que eu criei uma barreira enorme. Eu tenho medo de me envolver, de criar expectativas, de me frustrar e acabar perdendo a paz que demorei tanto para construir. Ao mesmo tempo, fico pensando se esse bloqueio emocional, entre aspas, é realmente proteção ou se virou uma zona de conforto.
Ei, bem complicado, viu? E complexo. Eu acho que isso aí é um assunto que mexe muito comigo, porque querendo ou não é uma coisa que eu Venho tratando muito dentro de mim essa questão de bloqueio emocional, de erguer muros. Quem me conhece melhor sabe o quanto eu sou muito difícil, assim, de me apegar às pessoas. Eu me mostro uma pessoa muito, tipo, fria em relacionamentos. Só que quando eu me entrego, tipo assim, eu me entrego de verdade.
Só que o problema é realmente a questão de medo de se entregar. Porque, tipo, são tantas pessoas ruins que aparecem pra gente, são tantas pessoas que... Sugam a nossa energia, que aí eu acho que a gente vai amadurecendo e vai realmente pensando onde é que vale ali o nosso tempo. Eu demorei tanto tempo pra conquistar o meu bem-estar, ser feliz comigo mesma e tal, pra destruir isso com qualquer pessoa? Eu entendo totalmente essa leitora e eu acho que a Isabela e o Humberto vão ter que dar o conselho pra mim e pra ela.
Esqueci o meu nome, vocês viram, né? Demorou um tempo e deu uma gaguejada, mas normal.
Eu fiquei tipo com o Alan, Humberto, eu sempre fico assim, mas os dois, amo os dois.
Eu queria só trazer um ponto, fazer uma breve, né, breve comentário. É isso aqui, é problema de gente bonita. Por que que eu falo isso? Porque o feio ele não tem zona de conforto em estar só. Estar só é um problema, entendeu? Porque o feio ele sabe que aquela situação de solidão ela pode ser eterna. A zona de conforto da pessoa bonita, quando ela coloca assim, ah, porque eu tô só não sei o quê, a minha zona de conforto. Sim, sabe por quê?
Porque você sabe, quando você não quiser mais estar só, você não vai estar. O feio, ele não tem essa opção.
Oi, você foi certeiro, viu?
É isso, é isso, não tem jeito. Isso aí foi erro de— isso aí foi erro, é um erro, é um erro. Mas isso é problema de gente bonita. Então essa aí foi a minha conclusão da história. Enfim, aí ela diz o seguinte: Hoje conheço alguém, acho legal, converso por uns dias e quando percebo que pode virar algo mais sério simplesmente desligo a chave. Às vezes parece que meu coração resolveu entrar em aposentadoria e eu realmente sou a amiga do pra sempre solteira do rolê.
Mas me contem, como perder esse medo? Não entendi qual é o medo. Existe alguma forma de reaprender a se apaixonar ou será que simplesmente acontece quando a pessoa certa aparece? Um beijo pra vocês e obrigada por salvarem minhas horas Lentas no trabalho e por me fazerem perceber que perto de algumas histórias do Devanails talvez eu nem esteja tão mal assim. Kkkkkkkkkkkkkk. Aí ela de— detalhe, ela manda um beijo pra Juliana do episódio anterior e ela espera que a pessoa esteja bem e sem amiga especial.
Hahahaha. Amei, meu!
Ótimo!
Então é isso. Existe alguma forma de reaprender a se apaixonar?
Eu acho que sim, existe, claro. E tipo assim, isso aí me lembrou de quando teve uma psicóloga minha que ela até me passou um livro pra ler que chama O Cavaleiro na Armadura, se eu não me engano. Aí fala justamente sobre isso, né. Como você coloca uma armadura e ninguém consegue se aproximar de você. Eu acho que nessa, a gente perde as pessoas ruins. Lógico, alguém que vai lhe machucar não entra na sua vida. Mas também alguém que seria bom não entra na sua vida.
Então você perde tanto do lado quanto do outro. Assim como se você se abrir, você vai ter o risco de encontrar alguém que não é tão bacana. E vai ter o risco de encontrar alguém bacana. Então eu acho que você tem que correr o risco. E claro... A gente já é macaca velha. Eu não sei quantos anos que a ouvinte tem, né.
Mas...
Ela não fala.
Não fala, né. A gente já é macaca velha, assim, tipo, de já ter conhecido vários tipos de personalidades.
Já passado por muita coisa, né.
Isso, a gente tem muitos exemplos de amigas. Então assim, eu acho que quando vem um cara que não é bacana, tipo, um cara que você tem que levar marmita pra ele, eu acho que você já sabe que essa pessoa não vale a pena. Então é diferente do cara que você chega lá, ele vai cozinhar pra você. Vai levar no restaurante legal, ele vai lhe apresentar para família dele.
E pior que eu descrevi, gente! Que ótimo!
Vem, produção, vem cá, vem cá, aparece também! Produção, produção, produção!
Ó, o que é que eu acho?
Que hoje as pessoas estão com muito medo de sofrer. Você acaba não se permitindo, só que o sofrimento ele é inerente à vida. E aí eu sinto que as pessoas à minha volta tentam encontrar alguém perfeito, e esse alguém perfeito não existe.
Crítica para vocês, toma!
Eu acho que ela olhou diretamente no fundo dos meus olhos, viu, gente? E você vai ter que escolher os defeitos que você quer. E não tem relacionamento perfeito, não tem vida perfeita. Só que eu acho que hoje em dia, com a internet, a gente fica alimentando muito a ideia de perfeição, de você sempre tá bem, de você sempre tá feliz, de você sempre tá endorfinada, sempre tá ali em cima. E não, o relacionamento por trás das câmeras não é só isso.
Eu entendo o medo de sofrer, mas todo mundo vai sofrer. Inclusive, você se bloqueando, você tá sofrendo também. A gente, eu acho que assim, eu entendo essa leitora aí porque eu tenho esses muros, eu tenho um pouco desse bloqueio. Ano passado eu deixei esse bloqueio, derrubei um pouco esse bloqueio. Todo mundo me incentivou, tipo, fazia muito tempo que eu não me entregava a algo. E aí eu decidi derrubar esses bloqueios por uma pessoa que aparentemente parecia ser ideal.
Tudo que ela descreveu, tipo, maravilhosa. Só que, gente, é isso, pode aparecer gente maravilhosa que vai, tipo, acabar com a gente. Pode aparecer, como a Celina disse, pessoas com defeito. E eu acho que essas são as melhores, na real, porque são pessoas reais. Pessoas perfeitas demais, pessoas perfeitas demais, elas estão escondendo, estão fazendo um personagem ali. Então as pessoas com defeitos, eu acho que elas realmente são as mais reais.
E eu acho que são as que a gente precisa procurar mesmo. A gente só precisa entender quais os defeitos que a gente consegue suportar ou não.
Obrigada, Celina.
Como diz a minha ídola master, a gente não pode negociar o inegociável. Então você tem que ver o que você pode aceitar e o que não. E a minha dica para essa ouvinte: o sofrimento é É a vida e a vida é essa.
Tchau!
Obrigada, produção, gostei muito dos seus conselhos.
Eu achei a produção meio niilista, viu? O sofrimento é a vida, né? Não é, ela não tá inerente, ele é a vida. Muito bem, achei niilista.
Outra coisa, quero incluir outra coisa, porque assim, a nossa ouvinte ela disse que ela construiu algo que ela se sente muito bem, tudo mais, e aí ela não quer deixar alguém entrar pra acabar com tudo. Gente, assim, nós temos que nos fortalecer o suficiente pra não deixar qualquer pessoa que entra na sua vida desmoronar tudo que você construiu. Tipo... É, mas você...
Quem tem que ter medo de você, ou quem tem que ter medo de alguma coisa é a pessoa de você, não você do relacionamento.
É, tipo, eu acho que quando a gente se sente bem, por exemplo, você tá com metas, você tá gostando do seu trabalho, você... Tipo, a Bia que acorda 4:30 da manhã pra ir correr, nananã. É uma pessoa super motivada. Então acho assim que você tem que estar bem o suficiente consigo mesmo pra que não venha qualquer pessoa que, tipo, pise na bola. E aí você torne tudo aquilo sobre você. Porque no fim, a maior parte das coisas não é sobre a gente.
Porque o que a outra pessoa fez é sobre ela, tipo, não fala sobre a gente. Então acho que tem que ter também esse fortalecimento aí interno, né.
Às vezes a gente acha que tá muito bem consigo mesmo. Tipo, acho que ano passado foi uma prova muito disso pra mim, porque eu achei que tava passando pela melhor fase da minha vida, que era, que eu tava muito bem comigo mesma. E aí eu acabei descobrindo que eu não estava tão bem assim, que ainda tinha questões pra resolver ali, que foi quando essa criaturinha apareceu e meio que bagunçou tudo, bagunçou toda a minha vida. E aí eu tive que de novo, tipo, reconstruir tudo aquilo e, tipo assim, colocar mais coisas em pauta também.
Coisas que eu ainda achava que já tava resolvido, coisas que não eram problema pra mim até então e eu vi que ainda era, na real.
Então tá aí, ouvinte. Espero que você consiga baixar as suas armas, né? Lembre do que o Michael Jackson fez lá naquele clipe dele, né? Onde ele segura o cano da arma aqui, ó. Faça como Michael Jackson, né? Baixa as armas, tente se entregar um pouco mais ao mundo. Conselhos dados, ouvinte, continue aqui. Espero que você ouça esse episódio para ouvir aí o seu email sendo lido. Vamos para o segundo, porque o segundo email do dia ele é um email que eu confesso que quando eu recebi eu tive uma conclusão muito rápida.
E aí, lendo primeiro, a primeira frasezinha assim, eu já Entendi que não era muito do que eu tava pensando, tá? O assunto do email é o seguinte: descobri que meu marido tem um apartamento secreto há quase 2 anos.
Eita, eu acho que a gente pode ter tirado a mesma conclusão, né?
Qual foi a conclusão?
Que esse apartamento aí é para levar as outras.
É, eu cheguei a essa conclusão também só pelo título, foi a primeira coisa que eu pensei.
Será? Oi, Koala e meninas, podem me chamar de Patrícia, tenho 38 anos e sou casada há 11 anos Tenho duas filhas, uma de 7 e uma de 9. Produção já passou a mão na cara, quase arranca o nariz agora. Eu não sei direito como começar essa história, porque sempre que eu conto para alguém eu preciso esclarecer logo de casa algumas coisas. Primeiro, o meu marido não tem um amante, ponto. Aí ela continua: eu também achei que tinha. Eu entendo perfeitamente quem chega a essa conclusão. Então já quebramos aqui um ponto, certo?
Mas tipo Como é que ela pode ter tanta certeza assim? Eu não tenho certeza nem da minha vida, imagina dos outros.
Ó, o email dela tem 3 páginas, eu acho que ela vai explicar. Eu acho que ela vai explicar. Há umas 3 semanas eu estava procurando um documento numa pasta que fica na mochila dele. E antes que alguém pergunte por que eu estava mexendo nas coisas deles, a pasta é nossa e tem os documentos das meninas, coisas do carro, papel de banco. Essas coisas de família. No meio dos documentos, encontrei um contrato de aluguel no nome dele. Era de um apartamento relativamente perto da nossa casa e tinha sido assinado há quase 2 anos.
Na hora, eu gelei. Meu marido trabalha como arquiteto e, coincidentemente, há mais ou menos 2 anos, ele começou a chegar mais tarde toda quarta-feira. Ele dizia que aproveitava um dia na semana para ficar no escritório até depois de todo mundo, porque conseguia trabalhar melhor. De vez em quando, também precisava resolver umas coisas no sábado. Nunca desconfiei, porque a profissão dele realmente tem horários meio bagunçados. A profissão de vocês também tem horários meio bagunçados, né?
É verdade.
Então assim, por exemplo, Celina, vou trazer esse ponto, né? Celina, nos 3 primeiros meses do ano, ela chega todo dia, meia-noite, 1 hora da manhã. Aí faz umas viagens, vai para Natal, ah, vou para Mossoró.
E é do nada, é sempre de última hora, né?
Do nada eu passo 10 dias em Mossoró. Pronto, ela tem outra família em Mossoró. Agora deu mesmo. Mas o que é que vocês acham assim dessa rotina de, ah, é tudo muito senhora? Mas assim, e não era, pelo que eu entendi, não era tão de surpresa assim, né? Eram dias específicos, quarta e sábado.
Eu achei estranho isso porque tipo assim, eu tenho amigas atletas e realmente eu sei que a rotina delas são bem loucas, estilo a nossa. A gente tem uns picos ali de de trabalho. A gente não sabe que horas que vai voltar para casa, quando que a gente vai ter que estender, quando que a gente vai ter que viajar. Realmente, às vezes ali é muito confuso. E essas minhas amigas arquitetas, é, talvez ainda seja um pouquinho pior, porque o nosso a gente sabe ali o período mais ou menos que é meio caótico para gente.
Essas minhas amigas arquitetas não, é porque é por contrato Então às vezes elas ficam realmente, tipo, até mais, mais, mais tarde. E tem dias não, que ela tá super livre e sai mais cedo. Então realmente não tem um negócio, tipo, ah, toda quarta-feira eu vou ficar no escritório pra ficar resolvendo alguma coisa.
Acho que... E eu tenho um outro ponto também. Porque eu, infelizmente, conheci um cara que aí a gente começou a ficar e tal. E a bichinha, gente, era a primeira relação dela, tá? Perdoe. Mas aí tinham dias específicos da semana que ele ia me ver. Então tipo, era sempre depois do trabalho, porque ele trabalhava numa academia por trás da minha casa, e era toda terça e quinta. Então tipo, eram dias específicos.
Ele era arquiteto e trabalhava na academia?
Não, ele era professor da academia. Não, mas ela só quis dizer que tipo, ele tinha dias específicos para me ver. Ele nunca me via, por exemplo, no final de semana, raramente, muito raramente.
No final de semana ele dedicava à família.
É, exatamente.
Sério?
É, depois eu descobri, né? Eu não sabia disso, gente. Eu era outra sem saber.
Ah. Fiquei algumas horas esperando ele chegar, imaginando todas as possibilidades. Quando ele entrou em casa, coloquei o contrato na mesa e perguntei quem morava naquele apartamento. Ele olhou pra mim e disse, eu. Oxi. Eu achei que aquilo ali fosse uma maneira muito esquisita de admitir que ele tinha outra família. Perguntei se ele tinha outra mulher e ele disse que não. Perguntei se ele tinha outro homem e ele também disse que não.
Falei que queria ir ao apartamento e ele disse beleza. Fomos naquela mesma noite. Entrei esperando encontrar uma calcinha, escovas de dente, fotos, camisinha, qualquer porra que desse sentido à existência de um imóvel secreto. E pra minha surpresa não encontrei nada disso. Era um apartamento pequeno com uma televisão, um sofá, uma poltrona, livros, cerveja na geladeira, um videogame e uma vitrola que eu jurava que estava guardada na casa da mãe dele.
Parecia o apartamento de um homem solteiro que tem dinheiro suficiente para comprar uma televisão boa, mas que não tem interesse suficiente para decorar uma parede. Eu fiquei andando pelo lugar e perguntando para que servia aquilo, até que ele começou a chorar. Meu marido nunca chora. Essa foi a segunda vez que eu o vi chorar. A primeira foi no nosso casamento. Ele falou que alugou o apartamento porque precisava de um lugar onde ninguém precisasse dele.
Foi exatamente essa frase: ninguém precisa de mim aqui. Disse que ama mim, que ama as meninas e que nunca pensou em abandonar nossa família e que não existe nenhuma outra pessoa, mas que começou a sentir que não havia mais nenhum momento da vida em que ele não estivesse atendendo a necessidade de alguém. Ele disse que primeiro começou a ficar sozinho dentro do carro depois do expediente, depois passou a ir a cafés, até que teve a ideia completamente razoável e financeiramente responsável de alugar outro apartamento só para poder ficar quieto.
Toda quarta-feira ele vai para lá, passa algumas horas, às vezes pede comida, joga videogame, lê, ouve música. Teve dia em que, segundo ele, ficou praticamente sem fazer nada, só sentado.
E a mãe em casa trabalhando, cuidando dos filhos.
Cara, era isso que eu ia falar, uma palavra: paz. Porque é impressionante como homens não gostam de assumir as responsabilidades das decisões que eles tomaram.
A mãe também deve sentir exatamente a mesma coisa que ele tá sentindo. Nós mulheres sentimos esgotadas. Às vezes a gente se sente muito sobrecarregada. Porque é, tipo, no trabalho... Enfim, uma carga gigantesca ali de coisas pra resolver. Dentro de casa, parece que sempre sobra tudo mais pra mulher. Dentro de casa. Eu imagino que a Patrícia esteja tão cansada quanto ele. Eu acho que isso é muito injusto com ela e acho que é tipo assim uma red flag muito grande dele.
Por mais que ele não esteja traindo, eu acho que, eu não sei, tem que ter uma ali uma conversa bem boa. Eles têm que tentar achar um ponto de equilíbrio do casal e tentar encontrar essa meio que paz juntos e não ele tipo se isolando sozinho. Sozinho.
Ela diz o seguinte, inclusive, que ela também queria um lugar para ela. Ela diz: a primeira coisa que eu pensei foi, eu também adoraria ter um lugar onde ninguém precisasse de mim. Enquanto ele tava sentado naquela porra daquela poltrona tomando cerveja, muitas dessas quartas-feiras eu estava levando a nossa filha para natação, eu estava buscando a outra no inglês, eu tava fazendo jantar, tava corrigindo tarefa da escola. Então, por mais que eu consiga entender a necessidade dele de ficar sozinho, existe uma parte dessa história que me parece muito egoísta.
E nem é apenas o apartamento. Foram quase 2 anos de mentiras pequenas, de hoje eu tenho reunião, preciso terminar um projeto, vou passar no escritório. Quando perguntei por que ele não chegou pra mim e falou que ele tava sobrecarregado e que ele precisava de algumas horas sozinho, ele me disse que tinha vergonha. Achava que eu levaria pro lado pessoal, que eu entenderia aquilo como falta de amor ou como vontade de ficar longe da família.
E eu falei que talvez tivesse ficado chateada na hora, mas que certamente fiquei muito mais chateada agora.
Sim, eu tava pensando isso, gente. Ele não quer ter a conversa difícil, mas ele prefere então alugar um apartamento, esconder da mulher dele, mobiliar o apartamento, tudo isso só para não ter essa conversa difícil.
Não, e outra, eu não acho que ele seja porque ele tava com vergonha, e sim porque ele vê o quanto é injusto ele ter isso para ele e ela não ter. Porque enfim, é como ela mesma descreveu, fica tudo nas costas dela. Foi uma decisão do casal ter filho. Ter filho, todo mundo sabe que é uma decisão muito importante, muito difícil. Eu acho que ele tá ali querendo se ausentar de uma responsabilidade, deixar tudo nas costas dela, que é típico de um homem, né?
É assim, mas E eu fico pensando assim, sabe, eu acho que é justo o casal conversar sobre isso. Ah, porque poxa, eu tô muito sobrecarregado no trabalho, tô muito sobrecarregado em casa. Eu acho que é muito justo dele, esse pensamento dele, eu quero estar no lugar que ninguém precisa de mim, só assim por uma hora do dia. Eu acho que é muito justo, mas algo conversado, que assim, que seja de forma igual, né, igual para os dois. Se pegasse esse dinheiro do aluguel e das coisas que ele comprou, do videogamezinho que ele comprou pra mobiliar lá o apartamento dele, e pagasse uma babá, tipo assim, aí olha, 2 horas por dia vai uma babá lá em casa pra ficar com as meninas, dar banho, dar janta e tal, e aí a gente faz o que quiser. Cara, era muito melhor e ia sair muito mais barato, viu?
Com certeza.
O que talvez esteja me incomodando mais é isso: eu conheço esse homem há 15 anos contando namoro. Como ele chegou ao ponto de criar um endereço secreto sem conseguir me dizer? Eu preciso ficar sozinho. Será que ele realmente nunca aprendeu a pedir espaço, ou será que a nossa relação também criou um ambiente em que ele achava que não podia pedir? Desde que descobri, conversamos muito. Ele disse que percebe hoje o tamanho da besteira que fez, mas também afirma que aquelas horas sozinho ajudam muito a cabeça dele.
Ele propôs manter o apartamento apenas até o fim do contrato e parar com todas as mentiras. Na quarta-feira viraria oficialmente um período dele e eu teria um período da semana só pra mim. A gente reorganizaria as tarefas com as meninas e o dinheiro, tudo às claras. Contei pra duas amigas e recebi respostas completamente diferentes. Uma acha que ele foi extremamente egoísta e que eu tô tentando transformar uma sequência enorme de mentiras numa história bonitinha sobre um homem sobrecarregado.
A outra, que também é casada e tem 3 filhos, ficou em silêncio por alguns segundos e respondeu: eu só estou com raiva porque nunca pensei nisso primeiro. E eu fico alternando entre essas duas opiniões. Tem hora que eu olho pro meu marido e penso no absurdo dele ter mentido pra mim durante esses anos, e em outra eu penso que talvez o que ele quisesse era uma coisa que a maioria das pessoas casadas e com filhos gostaria de ter de vez em quando: algumas horas em que ninguém pode pedir absolutamente nada pra você.
Então, o que vocês fariam no meu lugar? Vocês considerariam isso uma espécie de traição ou vocês aceitariam esse acordo de continuar usando o lugar de forma aberta até o contrato acabar e você também tem um tempo para você?
Eu acho, na minha humilde opinião, que tipo assim, isso de certa forma foi uma traição.
Eu acho que eles têm um relacionamento de 15 anos, que ela falou, contando namoro.
É, contando namoro. Poxa, 15 anos depois e aí Você não pode ter uma conversa dessa, de você tá se sentindo cansado, sobrecarregado, que você precisa de um espaço, de um tempo para você, ou seja com ela ou sem ela. Tipo assim, porque pelo que eu entendi não era muito sobre a Patrícia, mas sim sobre o ambiente da casa, mais sobre a questão das crianças, eu acho, a necessidade de sempre ter realmente alguém ali pra, tipo assim, dependente de você.
E querendo ou não, a Patrícia não é dependente dele, né? Então acho que o problema não é ela de fato, é mais essa dependência que ele sente. E ele queria só se sentir uma pessoa meio que livre. Não é porque você tá casado há 11 anos, tem 2 filhos, você precisa estar ali encangado 100% do tempo. Eu acho que a pessoa sim precisa de um tempo ali só pra ela. Eu acho que é, inclusive, muito saudável. E por isso que o cara tava melhor.
Mas eu acho que, tipo assim, a Patrícia foi totalmente injustiçada. Porque ela também merece esse tempo pra ela, entendeu? E só pra terminar aqui... Esqueci o que eu ia falar, como sempre, né. Eu começo a falar, falar, e aí eu esqueço. E aí o Humberto vai cortar.
Não vai ficar preto e branco de novo. Com zoom na cara dela quando ela falar esqueci. Esqueci.
Então, esqueci também. Meu Deus, para lá, para lá.
Uma hora depois.
Sim, porque ela falou que ela fica em dúvida entre essas duas visões, né? A da amiga casada que achou a ideia genial e a outra amiga que achou que era traição. Então eu acho que essa situação tá nos Os dois completam, né? Tipo, aconteceu sim uma traição e aconteceu sim uma ideia genial. Então acho que você tá super certa de se sentir traída, porque realmente foi uma mentira que perdurou aí por 2 anos. Cara, uma mentira é muito doída.
E tipo, e ainda mais que eu acho que justamente ela sentiu injustiçada. Então foi uma mentira muito doída para ela, foram 2 anos ele inventando, ai, que eu vou ficar até mais tarde, não sei o quê. Então é dolorida, mas como eu tinha falado antes, eu acho que é um sentimento justo dele. Inclusive hoje eu tava tendo uma conversa com uma amiga que ela teve burnout, e aí ela percebeu que é porque ela tava o tempo inteiro sendo, por exemplo, a noiva do fulano, ou então ela era a mãe do cachorro, ou então ela era a filha da fulana, e ela nunca era ela.
E aí ela fez uma viagem que ela passou alguns dias só E daí ela falou, aí nessa viagem eu não tinha horário para acordar, eu não limpava a casa, eu comia o que eu queria, tipo, não precisava ficar seguindo a minha dieta. E ela foi para um show de um artista que ela queria há muitos anos, e ela tava sempre juntando dinheiro para fazer uma coisa específica. E aí ela se liberou, né? Ela falou, cara, ali eu me reencontrei, porque eu fiquei, eu gosto disso e eu gosto daquilo, eu gosto de comer isso.
Então eu acho que é importante importante assim a gente ter, você se encontrar e saber a sua personalidade e tudo mais. E para isso, gente, sinceramente, a gente precisa de um tempinho sozinho. Mas super justo, você também mereceu o seu tempo só. E eu acho que foi uma ideia assim genial. E por que não usar o apartamento um tempinho para você, outro tempinho para ele? Deixa ele lá enlouquecendo com as meninas também um pouco, tira um, dois dias da semana para isso.
Mas eu acho que ela nem quer ficar no apartamento. Como ela disse, é um apartamento, uma kitnet com videogame, filme sem nada nas paredes, é só uma TV, uma poltrona, um sofá.
É, e realmente é um, é apenas um símbolo, né? A kitnet virou um símbolo. Então pega esse tempo, vai fazer alguma coisa que tu quer, assim, deixa ele lá enlouquecendo.
Acho que ela tem que encontrar o refúgio dela.
É, eu acho que foi muito pai da parte dele ter escondido, ter mentido, mas eu acho que para ela agora vai ser muito bom. Agora, porque agora ela vai encontrar uma parada que ela gosta, o hobby que ela ama, e ela vai se dedicar a essa parada, vai ter o tempinho dela e tal. Eu sempre falo para Celina aqui em casa, na nossa vida de casado, que o jiu-jitsu e o MMA são os meus momentos, são os momentos que eu saio, que eu faço, é o momento em que eu faço alguma coisa para mim.
Então ela sabe que naqueles horários específicos da semana ela não pode pedir nada para mim, nada. Eu não deixo de, assim, raras são as vezes em que eu deixo de ir para o jiu-jitsu jiu-jitsu, MMA, para fazer qualquer outra coisa, seja trabalhar, seja sair, seja algum outro tipo de compromisso. Porque aqueles ali são os meus horários, é o que eu faço por mim. E aí eu acho que a Patrícia vai começar a fazer isso por ela também. Aqueles horários ela não vai trocar por nada, são os horários dela que ela vai se dedicar a ela.
E que ela vai para— ou eu ia falar que ela vai para um salão, mas sei lá, que ela vá para o jiu-jitsu, que ela faça a parada dela, correr, fazer Eu amo yoga, gente, é tão bom.
Tipo assim, quando você encontra, eu acho que um exercício físico para você se chamar de seu, tipo, porque realmente o negócio da endorfina, gente, não é mentira. A endorfina ela existe e é muito bom. Tipo, dá preguiça no começo, parece que você tá indo ali, ai, mas o pós, o pós não tem sensação melhor do que o pós da endorfina. Tipo, você se sentir, ai, nossa, ainda bem que eu vim. E é, enfim, a Patrícia vai achar o momentinho dela, tenho certeza.
E mais uma coisa, eu acho que também eu ficaria muito magoada dele querer continuar com a kitnet até o fim do contrato. Eu falaria, desmonta essa kitnet agora, vende tudo e põe todo esse dinheiro na minha conta, que eu vou papocar esse dinheiro todinho.
Que é isso, é tipo para você se sentir, sabe, mingada, de alguma forma, fora do controle, né?
Exatamente.
Ah, mas eu faria isso, verdade. Pegar todo o dinheiro que ele tá gastando nessa kitnet e rasgar.
É porque eu acho que a pessoa também precisa se sentir um pouquinho vingada, sabe? Que é para aquela dor da traição não seja tão forte. Tipo, pô, fui otária sozinha, sabe? Deixa ele ser otário um pouco também.
Deus me livre, Deus me livre. Vai que o videogame do rapaz é um PS5. Não faça isso, não faça isso, Patrícia. Patrícia, não faça isso. Eu tenho uma dúvida agora pessoal para trazer aqui para vocês. Se amiga de vocês fosse traída, levasse uma Gaia, e aí como forma de refúgio ali ela se dedicasse ao trabalho, ela tivesse uma academia, sonho dela era manter aquela academia, academia acaba passando por maus bocados, ela acaba fazendo uma dívida com agiota, dívida com banco, e aí para pagar essa dívida ela te chama para rodar o Ceará inteiro fazendo desafios de luta contra os melhores lutadores do estado. Você acompanharia a sua amiga nessa pré-zapada?
Com certeza!
Eu não vou mentir não, depende da amiga, né? Tipo assim, se fossem as amigas que eu considero amigas de verdade, eu iria. Eu iria com certeza. Agora, colega que a gente às vezes chama de amiga e que não é amiga mesmo, Podia ir sozinha, não ia nem na calcaia. Mas minhas amigas de verdade sabem quem são.
Boa, boa! Pois essa é a situação que o Aloysio Lee está passando em Shaolin do Sertão 2, meu povo. Aloysio tá lascado, tomou gaia do último relacionamento dele. E aí a academia que ele tanto sonhou, academia de kung fu do estilo Shaolin do Sertão, tá sendo ali requisitada a ir ao chão, né? Porque não paga as contas, porque tá mascado. E aí o Shaolin junta ali os seus amigos, o Aloysio vai juntar seus melhores amigos ali e vai rodar esse Ceará para conseguir vencer os 10 mais temidos lutadores do estado.
Inclusive um desses lutadores é ninguém mais ninguém menos do que Lyoto Machida, o campeão do UFC, karatê. Então acaba tendo uma confusão grande para ele resolver aí no meio do caminho. E se você, assim como eu, adora um filme de viagem, um road movie, gosta de filme de comédia e principalmente apoia o cinema nacional, dia 20 de agosto em todos os cinemas o Chaulin do Sertão 2 entrará em cartaz. Então, ó, não perde tempo, vamos mostrar a força do cinema nacional, vai lá conferir.
Eu já assisti esse filme duas vezes, assisti uma vez antes de ir para o cinema, assistir no cinema hoje no dia que a gente tá gravando. Então eu garanto a vocês, tá muito bom, tá muito engraçado. E olha que eu sou um cabra difícil para rir, meu irmão, mas eu dei umas boas gargalhadas lá no cinema. E o elenco tá de peso, né? Edmilson Filho, Haroldo Guimarães, Moisés Loureiro, Fábio Goulart como Torapleura de novo. Temos Priscila Fantin, meu irmão, Marcos Veras.
Pô, muita gente massa aí do cinema. Vão lá, confiram, e depois voltem aqui. Depois do dia 20 de agosto, volta aqui e diz assim: Ô, Ala, você estava certo, cinema nacional é muito bom. E se você, ah, fala, eu sou do Sudeste, não entendo nada das gírias que vocês falam. Não se preocupa, o filme tem legenda. E aí, o filme tem legenda. E aí os termos que a gente usa aqui, nossas gírias locais, gírias regionais, estão todas traduzidas na legenda para você do Sudeste aí, do Sul, do Centro-Oeste, que não conhece os nossos termos.
Então não tem desculpa mais. Vai para o cinema, O Cholinho do Sertão 2, 20 de agosto nos cinemas. Mas sem mais delongas, vamos seguir aqui com os nossos emails, porque agora a gente vai conversar sobre um caso que eu particularmente não sei muito o que esperar, né? Porque é o seguinte, o assunto do email ele me preocupa, porque o nosso, apesar de todos os pesares, o nosso podcast ele é family friendly, né? E aí, quando eu passei as histórias, né, para minha equipe de seleção, né, que são duas pessoas que eu confio demais aí no absurdo.
Eles me voltaram com essa lista e eu disse, cara, vocês têm certeza do que vocês estão fazendo? Eles, com certeza, temos certeza absoluta, pode ler sem medo de tomar strike. Então, se esse canal cair, foi um prazer estar aqui com vocês. Minha mãe evangélica, atenção todos os evangélicos, Por favor, se vocês estiverem em contato, saiam de perto do pastor agora, né? Saiam de perto dos seus pastores, saiam de perto da sua comunidade, da sua congregação.
Se você tiver assistindo isso na igreja agora, bote o fone, porque o assunto do email é: descobri que tamanho não é documento e agora estou com um problema que eu não esperava ter. Ou seja, vamos falar sobre piroca agora, meus amigos. E é o seguinte, começa assim com: oi, coalinha e meninas, podem me chamar de Júlia. Escolheu um nome perigoso. Tenho 24 anos e estou mandando esse email. Aí pode me chamar, eu achei que o nome dela era esse mesmo, mas não é.
Pode me chamar. Estou mandando esse email porque acho que finalmente encontrei um assunto em que não consigo conversar com as minhas amigas. Beleza, aí tu resolveu conversar num podcast. Com milhares de pessoas ouvindo.
Claro, ninguém sabe quem é a Júlia.
Faz super sentido, gente.
É nossos conselhos para queimar elogios.
A minha vontade, na verdade, nem ler mais esse email, porque a primeira frase já acabou comigo, que é: eu conheci um cara há 3 meses pelo Tinder. Pronto, tá aí o problema resolvido. Então, Júlia, desinstala o Tinder que seus problemas vão sumir.
Ali tá o umbral.
Eu vou chamar ele de Caio, ele tem 25. Eu vou entender que são anos pelo título do seu.
E aí piorou, 25 anos, gente, não é nem gente, é um moleque.
Mas ela tem 24, ela tem 24.
Mas aumentei minha hora para desenvolver o córtex pré-frontal, né? Exatamente.
Ela disse: vou chamar ele de Caio e ele tem 25. Espero que sejam anos. É bonito, engraçado, conversa bem, principalmente principalmente parecia uma pessoa relativamente normal, o que hoje em dia elimina uns 80% do aplicativo Tinder. A gente saiu algumas vezes, se beijou no primeiro encontro e acabou transando no terceiro. Quando a situação avançou, eu percebi que o Caio não tinha sido exatamente contemplado pela natureza no departamento de distribuição de materiais.
Mas ela tá dizendo que foi pequeno, é pelo que ela tá dizendo.
É, não foi exatamente contemplado pela natureza no departamento de distribuição de material.
É porque tipo no começo, no título, achei tipo tamanho não é documento, eu imaginei que era muito grande.
Exatamente, também não vou ficar dando medidas porque acho que aí já vira perícia, mas vamos dizer que era visivelmente menor do que aquilo que eu estava acostumada. E eu assumo que na hora eu pensei, bom, vai ser isso aí mesmo. Caralho, caiu, caiu, meu irmão! Toda força do mundo para você, meu velho. Tipo, eu sei que parece horrível escrevendo, mas eu estou sendo completamente sincera porque eu acho que essa informação é importante para a história.
Só que eu estava muito enganada. O homem aparentemente passou os últimos anos transformando uma limitação numa pós-graduação. Não quero entrar nos detalhes gráficos porque a minha intenção é pedir conselho e não escrever um pornô. Mas posso dizer que o Caio presta atenção. Ele pergunta o que eu gosto, ele percebe reações, ele muda o que ele tá fazendo. Ele parece genuinamente interessado em fazer a outra pessoa sentir prazer. Eu já transei com alguns homens, inclusive muito mais bem servidos.
Caralho, Júlia, para de falar que o pau do cara é pequeno, velho. Já ficou, já ficou muito claro. Puta que pariu. Mas agora eu entendi a questão do tamanho lá É, enfim, ela falou que já transou com vários caras, inclusive bem mais bem servidos, que tinha uma habilidade sexual de alguém tentando colocar um lençol de elástico com ele. Foi uma das primeiras vezes em que eu pensei que talvez a discussão inteira sobre tamanho esteja ignorando uma quantidade enorme de variáveis.
Ele mostrar o interesse de realmente saber o que que ela gosta, de tentar fazer ela Prazer mesmo. Tentar outras coisas pra suprir o probleminha dele, isso aí já mostra muito mais do que... Isso aí, muito... Ai, ai, Isabela, velho.
O que foi que ela falou?
Nem ouvi. O probleminha... Caraca!
Literalmente.
Mas enfim, gente, o probleminha do Hayo, ele tá tentando ali, ó, compensar de outras formas. E pelo que ela disse, ele tá fazendo bem. Então é uma pessoa legal que trata ela bem, que satisfaz ela, mesmo que não seja com o instrumento ali dele. Eu acho que isso vale muito muito mais do que qualquer outro cara que tenha um instrumento, sei lá, digamos maior, e só quer ali transar, transar, não tá nem aí, não tá nem se a mulher tá sentindo prazer, se vai ter algum orgasmo, alguma coisa do tipo. E enfim, é só o que tem.
E às vezes tem até os pequenos também que não estão nem aí.
Que é o pior ainda.
O Zé Picana é muito foda. Eu tô amando. Vocês vão reparar, você aí que assistir em vídeo, vocês vão ver várias expressões como essa que a Gabi tava fazendo agora.
É porque eu tive assim, me falta palavras, entendeu?
Então fica tranquila.
Aí o que que eu posso falar?
Depois dessa história a gente acabou de ganhar um selo +18 na frente do nome do episódio. Obrigado aí a quem escolheu esse email, tá, equipe? Vocês são 10. O problema começou porque eu cometi um erro que eu gostaria de atribuir ao álcool, mas que seria covardia da minha parte. Eu contei para duas amigas. Não contei detalhes íntimos do sexo, mas falei que ele tinha o pau pequeno e que mesmo assim ele era muito bom de cama. Na minha cabeça eu tava elogiando, só que agora eu percebo que existe uma maneira muito limitada de elogiar alguém E tem o pau pequeno.
Uma amiga fez piada, eu ri, a conversa passou e eu achei que tinha acabado ali. Só que uma dessas amigas conhece um amigo dele. Fortaleza é uma cidade de 2 milhões e meio de habitantes e este podcast é de Fortaleza, minha querida.
Eu tô mais abafa, vai Local segredinho aqui, ó.
É, só fica tranquilo, local seguro, só tem amigo ouvindo, só tem amigo ouvindo, fica tranquilo. Então aparentemente qualquer informação que você compartilha com mais de duas pessoas, você tá compartilhando com mil e poucas, duas mil, eventualmente retorna ao proprietário. Algumas semanas depois, o Caio estava estranho comigo e eu perguntei o que tinha acontecido. Ele demorou para falar, mas acabou dizendo que tinha ficado sabendo que eu comentava com as minhas amigas que ele tinha pau pequeno.
Que vergonha, velho!
Isso aí, já teve algum caso de vocês fazerem uma fofoca sobre alguém e essa fofoca voltar? Pode ser sobre qualquer assunto.
Com certeza. Nossa, assim, dá uma raiva tão grande, né? E tipo assim, às vezes não é nem fofoca, é tipo só um comentário besta que você faz. E tipo assim, você acha que não é nem, ah, um segredo, uma fofoca que você tem que falar, ai, gente, não falem para ninguém. Me poupe! Isso aí é claramente uma coisa que você não tem que ficar falando para ninguém. Sua amiga contou para você, você não precisa ficar contando para terceiros.
Exatamente.
Ai, eu odeio, acho péssimo. Ainda mais coisas realmente, tipo, que a gente acha que não é um segredo, tipo uns comentários bestas que a gente acabou falando em roda de amigos, aí vaza, aí outra pessoa fica sabendo, aí tipo é descontextualizado.
É, e gente, assim, nós vamos falar sobre os nossos parceiros para as nossas amigas, a gente vai falar sobre o tamanho do seu instrumento para as nossas amigas, é a primeira coisa que elas perguntam. Então assim, agora cabe a ética feminina também não sair espalhando, né? Então, mas Foi, nossa, foi muita mancada da amiga dela.
Eu passo o pano pra Júlia, foi mancada da amiga. E tipo assim, como ela mesma disse, ela achou que tava elogiando. E aí que tá o perigo, você às vezes fala alguma coisa numa roda, em um contexto, aí você não é responsável pelo que a outra pessoa entende, a pessoa tira fora de contexto e aí passa a informação de forma errada e você sai como a vilã da história. Coitada da Júlia, perdeu o melhor sexo da vida dela.
Vamos ver se ela perdeu, né? Pelo visto o boy ainda tá falando com ela.
É, ainda tem muito texto pela frente aqui, hein?
Graças a Deus. Eu espero que ela continue com o PA dela, com o pequeno príncipe dela.
Cara, pequeno porra, Isabela! Bom, ela disse assim: pedi desculpas imediatamente, expliquei a conversa, falei que eu não tava ridicularizando e que inclusive o contexto era exatamente o contrário. Ele respondeu uma coisa que me deixou muito mal. Eu não queria que as pessoas soubessem disso sobre mim. E ele tá certo. Não importa se eu falei bem depois, eu contei uma informação extremamente íntima sobre o corpo de outra pessoa para gente que ele não conhece.
E se fosse o contrário e um cara tivesse num grupo falando características da minha vagina para os amigos, mesmo terminando a história dizendo que eu transava muito bem, eu provavelmente pediria a prisão dele.
Estaria aqui esculachando muito ele.
Depois dessa conversa, a gente continuou ficando, mas o sexo mudou. Não porque ele tenha parado de fazer as coisas que ele fazia, mas porque agora eu percebo que existe uma insegurança que não existia antes. Na primeira vez que a gente transou depois disso, ele perguntou se eu realmente sentia prazer com penetração. Nunca tinha me perguntado. Em outro momento, ele perguntou se eu já tinha ficado com homens muito maiores. Eu tentei responder com naturalidade, mas eu senti que a resposta poderia piorar a situação.
Se eu dissesse que sim, ia parecer comparação, mas se eu dissesse que não, ia ser mentira. Ele também fez uma brincadeira falando que agora ele devia compensar ainda mais, e aquilo foi me deixando muito triste, porque antes eu nunca tinha sentido que ele tava compensando nada. Então eu queria saber o que que vocês acham que eu faço agora. Eu peço desculpas uma última vez e paro completamente de tocar no assunto, ou vale conversar de verdade sobre como isso afetou ele?
Tem alguma forma de recuperar a naturalidade depois que uma insegurança dessas entra em cena?
Eu acho que você tem que realmente conversar com ele sobre, enfim, assuntos profundos. Tem que aprofundar o assunto porque ela desencadeou uma insegurança que ele não tinha, né? Meu conselho é tipo fazer o que você fazia antes, continuar como era antes, tipo antes antes de acontecer essa besteira, você já devia gemer por prazer. Então eu acho que tem que, você tem que tipo assim ser uma pessoa espontânea. Se for para dar um elogio, que seja genuíno e não porque você, para reparar alguma coisa.
Se for algum som ali no sexo, que seja genuíno. E não para reparar algum tipo de coisa. E tem essa conversa assim, porque tipo, ela precisa ter. E eu acho que como você abriu alguma coisa nele, ou talvez até ele já tivesse uma insegurança que ela ainda não sabia, porque querendo ou não ela conhecia ele há pouco tempo, e às vezes as pessoas podem se mostrar muito seguras e na real elas nem são no final das contas, né? Então ele já podia ter Tipo, uma coisa ali que ela não sabia.
E eu acho que, tipo, ele precisa, sei lá, conversar isso com outras pessoas, tipo, em terapia. Porque realmente é esse lance de insegurança, esse lance de... com seu corpo é uma coisa, tipo, muito pessoal. E isso mexe muito com a nossa cabeça. Eu acho que o Vass— Julia, você vacilou muito. E pela primeira vez eu... Todo lado de um homem.
Olha, olha, Júlia, o que que você fez? Não, mas assim, eu vou passar um pouquinho de pano para Júlia. Ah não, eu vou, porque pera lá, mas pera lá, vamos contextualizar. Primeiro, eles estavam apenas ficando, né? Ficaram algumas vezes, tal, quando ela comentou. Gente, todo mundo comenta.
Eu acho assim, sim, todo mundo comenta, todo mundo comenta, mas ó, Mas comenta, mas vê.
Eu acho que a gente comenta com amigas muito próximas.
Não, só com amigas próximas.
Exato.
Mas vê só, existem dois tipos de ficante. Existe o ficante prêmio, né? E existe o ficante, ficante que você ficou ali, foda-se, né? Porém, quando é um ficante prêmio, ela tá dizendo que tá gostando do cara.
Mas agora ela passou a gostar dele agora.
Mas eu acho que antes, quando ela comentou, ela já tava com alguma coisinha. Eu tenho uma opinião assim, normalmente eu tenho dois caminhos até para falar com vocês. Eu aqui me expondo para as minhas amigas, né? Quando eu sei que eu fico com um cara que eu sei que tipo não vai dar em nada, que é só uma besteira ali, aí eu rasgo logo. Tipo, rasgo logo, tipo, se foi bom, se não foi, dou até mais detalhes e tal. Quando é um cara que eu gosto mais, que eu sei que pode ser que aconteça alguma coisa, eu dou uma limitada nos comentários.
Tipo, eu digo, ai, gente, foi muito bom, e tal, mas não tipo assim dou grandes detalhes como eu dou quando é com um que eu sei que não vai dar em nada. Então acho que a Júlia vacilou porque ela já tava com um negócio, por mais que ela não gostasse, a gente sabe quando era algo mais fixo. É, e tipo assim, ela já descrevia como tipo o melhor sexo da vida dela, tanto que ela falou do Pequeno Príncipe, mas ela falou Depois quem foi o Maria Sexóvida?
Exatamente. Então acho que tipo assim, na minha concepção, não era algo, não era algo muito sério. Que eu acho que pelo que eu entendi, ela começou a se apaixonar depois e ela fez um comentário infeliz com amigas. É, amiga, então tipo assim, foi errado Julia, você pisou na bola. Pisou, por quê? Porque traumatizou o cara. O que eu acho é que sim, tem que ter uma conversa bem profunda, tem que ter uma conversa bem profunda, demorada sobre isso. Corta, produção.
O que que eu faria se fosse a Júlia? Eu falaria assim, olha, eu acho que tipo assim, um orgasmo quando você está sendo bem servida é muito difícil de fazer um teatro real. Tipo, a gente até consegue fazer um teatrinho, mas me poupe, só acredita quem quer, né? Só Acredita quem quer. Mas tipo assim, quando é uma coisa real, a pessoa sabe, a pessoa sabe, o cara sabe, pode ter certeza. Então tipo assim, eu falaria: mais do que qualquer palavra minha, você pode ver como meu corpo reage a você, como ele reage ao nosso sexo, enfim.
Mas eu acho que tem que ser uma conversa muito mais sobre ele do que sobre ela. E ela parar de querer ficar afirmando com palavras e tentar fazer ele acordar e tipo assim ver como ela se sente realmente ali no sexo, né?
E ó, e para você, Caio, se você tiver assistindo isso, primeira coisa, foi umas brincadeiras, tá? A gente tá aqui só brincando mesmo. Podcast não leva nada a sério. Já deve, se você assistir aí os programas para trás, você sabe que a gente tira onda aí com muita coisa séria.
Mas os conselhos são de coração, os conselhos são de coração.
E assim, você, se você tiver gostando dela de verdade, troca uma ideia com ela, expõe aí o que que tu tá sentindo de verdade. Júlia vacilou, né? Vacilou.
E essas amigas vacilou, amiga mó paia. Tem que rever essas amigas aí, viu?
E aí, da próxima vez, se tiver próxima vez, né, tenta não falar assim, não entra em tantos detalhes, faz aí com uma Como a Bia falou, né? Tipo, ah, é, não, foi muito bom, e não dá tantos detalhes, fica na tua.
Tipo, não, não, mas ela é nova, tá aprendendo.
Você aí que tá assistindo a gente, tá gostando? Tá achando legal? Curtiu as histórias até agora? Então, ó, não esquece de deixar o like, avalia o podcast com as 5 estrelas no seu agregador favorito, deixa o seu comentário, escreve aqui: Walinha, concordo com tudo que foi dito até o momento. Ou faz como a minha camiseta e discorde completamente de tudo que está sendo dito no podcast e deixa aí a sua opinião, né? A gente teve aí umas pessoas discordando. Inclusive, eu queria trazer uma crítica.
Teve gente discordando da gente, vou ter que levar para cegar.
Mas eu vou trazer uma crítica, não é o episódio passado, mas é o episódio que, em que eu não sei se vocês repararam, mas semana passada, além, né, a gente não teve episódio do Devaneios, mas eu apareci em 3 podcasts. Semana passada. Eu estive no Encontro Overso falando sobre filmes que não sobreviveriam ao tempo, né, não sobreviveriam nos dias de hoje. Apareci no Perspectivas Adulteradas falando sobre como me tornei. Então falei sobre como eu me tornei tudo, né, como eu me tornei publicitário, como eu me tornei fotojornalista, como eu me tornei segurança de motel.
Essa aí é novidade até para mim, viu?
Tem que ouvir lá o podcast. Tem que ouvir lá sobre um freela que eu fiz.
Qual é o podcast?
Perspectivas Adulteradas. E aí apareci também no podcast do Acesso MMA, onde eu entrevistei as queridíssimas Josi Freitas e a Mai, que a Mai é uma atleta de MMA e a Josi é uma jornalista de esportes. Ela é jornalista de futebol, mas cobre MMA quando tem o acesso. E aí, cara, eu achei muito interessante Pra não utilizar outra palavra, um comentário que eu recebi, né, uma pessoa falando que nem eu acreditava naquilo que eu tava falando no podcast.
Aí ele deu todo um argumento dizendo que existem sim espaços para homens e espaços para mulheres específicos, né, que a luta está como está porque está low-testo, né. É um termo que eu descobri depois, que tem um grupo de pessoas utilizando, é high-testo e low-testo, falando sobre testosterona. Alta testosterona e baixa testosterona.
Low testo, entendi.
A luta estava low testo e que o discurso antimasculinista, porque ele não é machista, ele é masculinista, está corroendo a minha mente. Então, meu amigo, em homenagem inclusive a Shaolin do Set, não, única coisa que eu posso lhe dizer, ó, sai dentro. Enfim, mas Voltando ao assunto, se você tiver gostando, deixe aí o seu like, deixe seu comentário. Se você não tiver gostando, também deixe seu comentário aqui, porque isso ajuda no engajamento.
E o principal, se você quiser apoiar o podcast— podcast tá ótimo, podcast, né? Ai, ai, que caiu. Enfim, se você quiser ajudar o podcast, apoia.se/demanezomarsupiais. Lá você consegue apoiar a gente a partir de R$1. Então você vai ter lá várias categorias de apoiadores. A partir de R$20 você entra no nosso grupo de apoiadores. A partir de 50 você manda um videozinho de até 3 minutos falando a sua opinião sobre o episódio da semana.
A partir de 120 ou 150, toda semana eu esqueço, você ganha também, além de tudo isso, esta linda camisa que eu estou usando nesse episódio. Atrás tem a mesma estante que ela diz o seguinte: discordo totalmente de tudo que é dito no podcast Devaneios Marsupiais. Esse foi o primeiro comentário de um hater do podcast. Eu tive hater Terceiro episódio, é maravilha!
É aquilo que o pessoal diz, né? Falem bem ou falem mal, mas falem de mim.
Exatamente. Inclusive, esse hater foi o cara que baixou a avaliação do podcast no Spotify, tu acredita?
Ai, que idiota!
Otário, otário, otário. Mas é isso, feitos os jabás, vamos para a última história do dia.
Eita, tô ansiosa!
Ai, eu tô muito ansiosa para essa história.
Antes da história, antes de eu começar a contar, eu preciso explicar para vocês que semana passada, na semana passada que teve podcast, né, no caso há 15 dias atrás, a gente contou a história do Marcelão. Marcelão é o nosso, nosso homem monogâmico conservador que ficou com caraminholas na cabeça depois que a namorada dele fez uma proposição de um trisal com amiga dela.
Não era um trisal, era só uma experiência, era uma experiência.
O podcast foi bem recebido aí por vocês e acabou que o podcast chegou aonde deveria chegar, aonde deveria chegar. E aí, meus amigos, tivemos uma resposta.
Ai, a gente tinha que ter o outro lado da moeda. Eu sempre acho que a gente precisa do outro lado da moeda.
Inclusive, eu fiz questão de deixar aqui a mensagem que o meu seletor mandou para mim. Onde ele diz: a ex do Marcelo respondeu ao episódio. Eu sou a ex do Liberal apenas na teoria e acho que vocês ouviram só a metade mais conveniente dessa história.
Eu sabia, tá vendo?
A gente, homem contando a história, gente. Não, sem essa baixaria. A gente não falou aí sexo maravilhoso não, será?
Tá vendo, mulher? Juro, a gente nunca pode confiar numa versão de um homem porque ele sempre Tá alguma coisa, é bizarro.
Oi, Koala e meninas, eu descobri o Devaneios Marsupiais do jeito mais improvável possível. Uma amiga me mandou o episódio de vocês e perguntou se a primeira história não parecia familiar demais. Parecia, era a minha história, ou pelo menos era a versão do que o meu ex fala sobre ela. Antes de qualquer coisa, preciso dizer que eu amei o episódio. Vocês ganharam um ouvinte e agora eu estou fazendo uma coisa meio psicopata: estou ouvindo o podcast de trás para frente.
Só que ouvir aquele episódio foi uma experiência muito estranha, porque eu ri bastante, concordei com algumas coisas que vocês falaram, e ao mesmo tempo fiquei profundamente incomodada por perceber que uma situação íntima nossa tinha virado história para um podcast sem que eu soubesse. Foi mal. Já pedimos desculpa daí.
Desculpa.
Eu sou a ex-namorada do Marcelo, o liberal apenas na teoria. Não sei se ele imaginava que eu nunca ia ouvir ou se ele simplesmente não pensou sobre isso, mas foi muito fácil reconhecer. Tempo de namoro, situação, amiga em comum, detalhes da conversa, tudo estava ali. Talvez para quem escute sejam só personagens com nomes falsos, mas para as pessoas que estão envolvidas na situação não funciona exatamente assim. Eu acho que a amiga era amiga, com certeza, porque Tipo, a que escutou.
Porque eu acho que pra saber tantos detalhes... Se a Reinata, ela... Ai, esqueci agora de novo. A Reinata não sairia contando essa história pra um arruma-de-gente. E tipo, pra amiga ter escutado e os detalhes, só podia ser a amiga envolvida.
Bom...
A amiga matou a charada, acabou. Acabou.
Uma das razões de eu estar escrevendo é justamente porque eu me senti injustiçada por ter sido exposta daquele jeito e não ter tido nenhuma chance de explicar o que aconteceu depois.
Pois pronto, dê sua réplica. E eu tenho certeza que a gente vai concordar com ela.
Eu também.
Eu já não tava gostando do Marcelão. É, então ninguém gostou dele. Então você pode contar a sua história que estamos é com você. Não sei nem a história, mas já tô do seu lado.
Aí ela disse: e aconteceu bastante coisa depois. Eu e o Marcelo terminamos. Não estou escrevendo para tentar recuperá-lo, não sinto falta do relacionamento e hoje não tenho nenhum interesse em voltar. Inclusive, acho importante dizer isso porque eu não quero que pareça que o email é de uma ex ressentida tentando ganhar uma discussão depois do término. Eu fiquei mal quando a gente acabou, é claro, foram 3 anos juntos, só que já passou.
Eu já reorganizei a minha vida e hoje eu consigo olhar para relação com a distância que eu não tinha naquele momento. O que ainda me incomoda é a maneira como eu saí da história. Isso parecendo que a pessoa— o quê? Da história parecendo a pessoa dosiu? Enfim, ela escreveu uma palavra que não existe, velho. Não sei o que é isso. Mas uma pessoa completamente incompatível com os valores do namorado e que colocou em risco uma relação monogâmica que até então era perfeitamente definida.
A conversa sobre chamar uma amiga aconteceu e eu não vou fingir que não. Eu sugeri, ele ficou desconfortável e eu respeitei. Também concordo que citar uma pessoa próxima deixou tudo mais complicado do que deveria ser. Se fosse hoje, eu jamais teria colocado o nome de alguém na conversa. Só que aquilo não nasceu num relacionamento em que menagem era uma palavra proibida. Nós já tínhamos falado algumas vezes sobre fantasias e ele já tinha feito piada sobre ficar com duas mulheres e já tinha perguntado como eu me sentiria ficando com outra mulher na frente dele. Marcelão, filho da puta, cara!
Nossa, tá vendo?
Tá vendo, gente? Nunca confie na narrativa de um homem.
É, gente, eu sei, só na do Humberto, viu, gente?
Na da Humberto.
Inclusive, quando eu quero um conselho, eu vou atrás de Tina. Não, eu sempre, eu falo para Celina e falo, Celina, o que que o Humberto O que você tá achando disso?
Eu também, inclusive, quando eu ficava com os caras, né, apresentava para o Humberto para ele dar o parecer dele.
Então a gente pode confiar no Humberto. Mas voltando para a história da Renata, eu acho que no podcast passado— ai, que ódio— a gente achou esquisito já toda essa reação exagerada do Marcelo. Inclusive, a gente, eu Principalmente falei várias vezes que tava achando esquisito demais ele falar lá sobre a relação que era muito boa. Do jeito que ele contava já era um jeito esquisito, então já era uma coisa que a gente tava com o pé atrás.
Eu acho que nós três já ficamos com o pezinho atrás. Aí agora ela vem e fala que já era um assunto que ele já tinha perguntado. Ai, juro, esse aí se separar mesmo. Sim, então ele foi tipo além do que eu pensava, ele foi um mentiroso e sonso.
E aí ela continua falando o seguinte: eu interpretei essas conversas como um espaço seguro para falar sobre desejo sem que cada frase se transformasse numa proposta oficial. E é óbvio, né? Porque porra, tu tá— o cara te faz altas brincadeiras, fala sobre isso como se não fosse nada demais, óbvio que você vai achar que é um assunto de boa, né? Quando trouxe uma possibilidade mais concreta, percebi que aquilo tinha atingido um limite dele e eu aceitei, gostaria de salientar.
O assunto poderia ter acabado ali, só que depois disso a nossa relação virou outra coisa e o Marcelo começou a ficar obcecado com a possibilidade de existir algo entre mim e essa minha amiga. Perguntava se a gente já tinha ficado, se ela já tinha demonstrado interesse, se eu pensava nela sexualmente, se a gente conversava sobre ele. E no início eu respondi um dia, porque eu entendia que ele tava inseguro e achava que tranquilizá-lo ajudaria.
Depois eu percebi que não existia resposta que fosse suficiente. Toda resposta abria espaço para outra pergunta. Foi mais ou menos aí que eu comecei a discutir muito com ele. O Marcelo dizia ter descoberto que nós tínhamos valores diferentes, que para ele a exclusividade tinha um peso que talvez não tivesse para mim, e que aquela proposta havia abalado a confiança dele. Eu carreguei por algum tempo. Comecei a pensar que talvez eu tivesse sido irresponsável, que tinha aberto uma porta que talvez já devesse ter permanecido fechada, e que talvez eu havia colocado uma insegurança dentro de uma relação que funcionava muito bem.
Quando terminamos, essa sensação ficou ainda pior, porque a narrativa era muito simples: eu tinha sugerido algo que ele não conseguia aceitar, ele percebeu que era uma incompatibilidade e decidiu encerrar a situação.
A melhor coisa de livramento.
Até que eu comecei a descobrir algumas coisas.
Sempre tem, né? Sempre.
E a primeira veio de uma menina que eu conhecia superficialmente. Depois que soube do término, ela me procurou porque achava que eu deveria saber que o Marcelo tinha conversado com ela durante o nosso namoro. Detalhe: ela me mandou prints. Não tenho como afirmar que eles ficaram, então não vou inventar uma traição só para que a história fique melhor. Mas as mensagens estavam muito longe da inocência. Ele respondia foto com foguinho, ele fazia elogio, puxava assunto de madrugada.
E uma conversa específica perguntou se ela, abre aspas, teria coragem de aprontar com um casal.
Que cachorro!
Canalha!
Nossa, sério!
Flor da puta!
Ai, sério, ele foi totalmente— para que que ele perde o tempo dele vindo contar uma história totalmente mentirosa num podcast?
Passou vergonha, Marcelo, você passou vergonha.
Ele podia ter ficado calado.
É porque homem, ele precisa ser validado.
Gente, eu acho que uma pessoa dessa é doente, só pode, porque ela inventa uma narrativa uma mentira e ainda tem o prazer de, tipo assim, escrever um email gigante para ser lido e a gente dá opinião sobre isso. Como é que pode?
Mas eu acho que foi o que ela falou, acho que ele nunca esperou que ela fosse ouvir, ou pior, esperava que ela fosse ouvir, não deu a menor confiança.
Mas tipo, uma história totalmente fictícia da cabeça dele, ai não, é tipo, ela foi verdade até a página 2, né?
Assim, ele manipulou totalmente, né, para fazer sentido para o lado dele, para ele sair como coitado.
Não contou que ele já tinha proposto antes. Aí, o problema não foi ela ter proposto, foi que, tipo assim, na verdade o problema foi justamente ela ter proposto, porque na hora que ele propôs não era um problema. Inclusive, ele já estava atrás de outras mulheres para fazer, né?
É, exatamente. E quem faz errado sempre tem muitos ciúme, sente muito ciúme, tem medo que façam com ele igual.
Exatamente.
Aí ele tava aí, o bonitinho da tapioca, fazendo errado. Aí quando ela propôs lá com a amiga dela, ele pensou que ela tá fazendo errado também.
Soube também que ele falava sobre menagem com os amigos muito antes da nossa discussão. Um amigo dele chegou a comentar, ficou comigo, ela ficou comigo, ela ficou comigo dele.
Arrasou!
Muito bem.
Ele comentou que o Marcelo já tinha conversado, e ele inclusive, ele perguntou para ela se eles já tinham feito alguma coisa, porque o Marcelo falava com a naturalidade enorme que tinha vontade de ficar com outras mulheres. E talvez a coisa que mais tenha me irritado tenha sido descobrir que enquanto eu passava meses tentando provar que respeitava o nosso relacionamento, ele tinha criado para si mesmo uma definição bastante conveniente de fidelidade. Se não beijou, não traiu.
Total. E eu acho até, ó, essas traições que são, que passam dias trocando mensagem, de cunho sexual, de não sei o quê, eu acho que esse flash assim, eu acho que isso aí é super tipo traição, é traição. Não é porque não tem contato difícil que não seja traição. Para mim, isso aí já é denominado uma traição, gente. Me poupe.
Mas a gente já viu que o Marcelo, ele é bem manipuladorzinho, né? Primeiro que ele cria o conceito dele de traição. Se ele só tá trocando mensagem, então não é traição. Quando ele manda aqui o email para o podcast contando a versão dele do jeito que ele quer, para ele sair de coitado. Então, tipo assim, ele é bem do seu manipulador, viu?
Eu acho acho que isso aí foi um livramento. Graças a Deus que você propôs fazer esse menage com a sua amiga, querida, porque você se livrou de um bucho. Você já tava há 3 anos com um homem que você imaginava ser uma pessoa que você descobriu ser totalmente outra. Agora eu te entendo totalmente, porque você— e não porque ela mandou no começo do email é falando, tá preocupada, entre aspas, da gente achar que ela não tinha superado, etc.
Não, esse meio aí já dá para ver que ela tá totalmente superada e que não é para mandar nem diretazinha, é só realmente para contar a parte dela e a versão, por favor, verdadeira da história, né?
Eu acho legal porque assim, para ele, se não beijou, não traiu, né? Como ela bota aqui entre aspas. Mas aí a namorada, então com a namorada dele, conversar com ele sobre uma fantasia que ela tem dentro do relacionamento dela, é uma incompatibilidade de valores. Mas ele sair com os amigos do futebol falando que tem vontade de pegar duas mulheres ao mesmo tempo, aí não, aí é de boa, é valores cristãos e familiares.
Cara, eu tenho até uma micro história para contar, que é do ex meu, ex-tóxico, né, o Cafuçu, que a Bia apelidou ele de Cafuçu. Aí eu amo Aí ele me botou vários cornos, né? E tipo assim, pedindo perdão, volta, aí põe corno de novo, pede perdão, volta. Aí teve um belo dia que eu fui visitar uma amiga minha lá no terreiro. Aí ele no dia seguinte ligou para mim furioso dizendo que a família toda dele era católica, que isso não era aceitável de forma nenhuma, que eu estava desrespeitando a família dele porque eu tinha ido visitar a minha amiga do terreiro.
E que por conta disso ele iria terminar comigo. Então, tipo assim, foda-se se você sai comendo um monte de mulher, trai a sua namorada à torta e à direita, se você faz ela de louca e tudo mais. Ah, era o cara que eu contava quilometragem. Aí isso aí tudo certo, família tradicional brasileira. Aí, mas a pessoa aí no terreiro, não, vamos terminar, incompatibilidade de valores.
Acho que o Marcelo gostava muito da ideia de liberdade, só quando essa liberdade existia exclusivamente na cabeça dele. Quando ele percebeu que eu também tinha desejos, que eu também tinha fantasias, e eu também tinha principalmente autonomia sexual, deixou de ser divertido para ele. Não quero voltar com ele e não estou esperando pedido de desculpas. Isso é bom, porque ele não vai vir, não se iluda.
E a gente, tipo, minha filha, eu ia descobrir onde você mora e ia te dar um sacode assim, ó: acorda!
Como é o acorda?
Acorda!
Para mim, essa relação acabou e foi muito melhor assim. Acho que talvez esse seja justamente o motivo de eu conseguir escrever agora sem transformar tudo numa tentativa de provar que eu tô certa. Eu também errei, eu tenho consciência disso. Eu não devia ter colocado alguém real dentro daquela fantasia e reconheço perfeitamente como isso poderia despertar insegurança em alguém. O que eu não aceito mais é carregar sozinha a responsabilidade pelo que aconteceu depois, principalmente depois de descobrir que o discurso que justificou o nosso término não combinava muito com a maneira como ele próprio se comportava.
Então quero também fazer uma pergunta para vocês, muito menos sobre se eu deveria perdoar ou voltar, porque isso não está em questão. Queria saber o que vocês acham da diferença entre aquilo que uma pessoa exige do parceiro e aquilo que ela permite para si. Dá para chamar isso só de insegurança ou existe uma hipocrisia muito maior aí? No mais, muito obrigado involuntariamente pela indicação do podcast, Marcelo. Caralho, mensagem para o Marcelo!
No mais, obrigado involuntariamente pela indicação do podcast, Marcelo. Estou gostando bastante, só preferia ter conhecido vocês por algum episódio que não tivesse começado com a minha vida amorosa. Um beijo, Renata. Caralho, Marcelo, vai se foder! Tu ficou fodido nesse episódio.
Marcelo passou vergonha.
Tu ficou fodido, Marcelo.
Eu já tava com abuso do Marcelo do episódio passado, agora piorou.
Sério, eu espero que esse episódio aqui chegue nele.
Sinceramente, vai chegar, com toda certeza vai chegar. Mas aí, respondendo a pergunta dela, vocês acham que muitas vezes os parceiros eles exigem muito uma postura, né, dos seus cônjuges que eles não atribuem a si mesmo?
Eu acho. E sinceramente falando, eu acho que as pessoas em geral tem que começar a colocar mais a luzinha ali, ó, na consciência, saber os seus próprios erros, saber onde é que você tá pecando, enfim, sabe, se conhecer mesmo. Porque a maioria das vezes é que você tá exigindo alguma coisa de alguém, é uma coisa que você mesmo tá fazendo ou deixando de fazer. Eu noto um comportamento de muitos relacionamentos de amigas minhas, de até relacionamentos que eu vivi, De homens realmente cobrando coisas que são coisas que eles faziam, entendeu?
Teve uma vez, o cara me cobrou que eu não tava sendo carinhosa demais. Aí você vai lá e é carinhosa.
Aí é emocionada.
Aí é emocionada. Amigas minhas que o cara, sei lá, cobra que ela precisa estar mais próxima dos amigos dele. Precisa ter. Aí ele não faz questão nenhuma de ser próximo dos amigos dela.
Exatamente, nossa, hablou.
Eu vejo principalmente vindo de homens, o cara quase sempre ele vem cobrar coisas que ele mesmo não tá fazendo. E quando a gente chega a fazer, ele também acha ruim. Quando a gente não faz, acha ruim. Então é tipo assim, ele querendo achar alguma justificativa de certo modo para invalidar a gente, querer diminuir a gente no relacionamento. Eu acho que é muito disso, o homem sempre querer, tipo assim, se sentir superior às mulheres.
Mas eu acho realmente que é muito desproporcional essa questão de— porque o homem, ele sempre tem, parece que sempre tem muito mais liberdade na relação. E aí quando a mulher quer ter a mesma liberdade, não, não pode de jeito nenhum. Quantas vezes a gente já não viu, tipo, né, porque o cara tava tava conversando com fulano, mas não rolou beijo, não sei o quê. Então não, tudo bem. Aí o namorado faz com que tudo pareça assim, não, não houve traição e tal.
Mas se fosse a mulher na mesma, tipo, conversando com ela na mesma situação, Deus me livre, teria nem conversa entre elas. Acaba na hora, acaba a relação na hora. Então tipo assim, a mulher ela é muito mais podada, muito mais, ó. E o cara realmente tá aí, ótimo exemplo, O cara tinha vontade de fazer algo que quando ela foi lá falou, aí tem a mesma vontade aqui, fulana de tal, vamos. Aí pronto, ele criou a maior situação como se ela tivesse traindo ele com amiga dela e não sei o quê, que ela se sentia cobrada e tal por uma coisa que ela nunca fez. Realmente existe, é bem desproporcional isso aí, eu acho.
Eu não consigo jogar pedra no Marcelão porque o Marcelão me deu uma ouvinte nova. Então, Marcelão, Obrigado pelo vacilo. Para mim foi bom, a Renata aí foi meio paia e tu ficou fodida aqui com a gente, mas espero que você continue ouvindo. E Renata, seja muito bem-vinda, espero que você goste aí dos próximos episódios. Minha opinião sobre essa situação é: Renata tá certíssima, nunca errou, e é isso aí, bola para frente. Você ouvinte que tem suas fantasias, que tá numa relação que você não pode conversar nem, né, nem tocar no assunto sobre isso, pondere se você tá na relação certa.
Se é isso que você quer para sua vida, porque uma relação sem transparência tá bem fadada ao fracasso, viu? Então pensem bem, deem uma analisada aí na relação que vocês estão inseridos e veja se é isso aí mesmo que vocês querem para a vida de vocês. Gente, é o seguinte, eu tenho aqui algumas, várias histórias, só que eu tenho histórias agora separadas por pastas. Inclusive eu tenho uma pasta que é proibidonas. São histórias das piores possíveis que vocês podem imaginar.
E essa daí pode ser inclusive um vídeo especial só para assinantes. Vocês acham que vale a pena a gente fazer um episódiozinho só para quem apoia o canal frequentemente? Aí vai ser um videozinho só para quem dá aquela apoiada. Então se você acha uma boa ideia, considera apoiar, considere lá no Apoia.se. Quem tiver participando do grupo vai estar apta. Eu vou lançar uma enquete quando esse episódio for ao ar, vai ter uma enquete lá no grupo de apoiadores se vocês querem ou não essas histórias proibidonas no ar para a gente conversar sobre esculhambação e putaria, meus amigos, porque aqui tem de monte.
Inclusive tem uma história que não tá na proibidona e eu queria muito contar, a história de um amigo meu que ele tava saindo com a menina, terminaram, e a menina criou um fake usando uma foto de uma pessoa real daqui de Fortaleza, usando a foto da pessoa, o nome da pessoa, tudinho. Chegou a marcar um encontro, fez ele comprar os ingressos do lugar e tal. E depois a gente, numa investigação, descobriu que na verdade era um fake, porque eu conhecia a menina da foto e eu sabia que não era.
É muito boa essa história, muito boa. Inclusive, você aí, meu amigo, que é o dono dessa história, se você autorizar Eu vou contar, é só isso que eu tenho a dizer. É isso, meu povo, muito obrigado pela participação. Bia, Isa, deixem aí as suas indicações finais para a gente finalizar esse episódio, que já tem o quê, produção? Mais de 1 hora? 2 horas?
Minha Nossa Senhora, mas hablamos, viu?
Meu Deus do céu, meu Deus, hablamos!
Não grava mais com a gente.
2 horas, eita porra! Mas vai lá, indicações.
Gente, eu vou só dar beijinhos para vocês. Tudo de bom.
Beijo, beijo!
Dica o filme do Shaolin.
É bom ver o filme do Shaolin, 20 de agosto nos cinemas. Sim, já já. E outra, obrigada por vocês terem dado lá audiência, obrigada por todos os emails, obrigada pela as respostas. A gente recebeu até hate, foi, temos haters. Alguns falam bem, alguns falam mal, mas falem de nós. Enfim, obrigada por toda a audiência. A gente não teria voltado se vocês não quisessem, né?
Então, e aí vamos ver se vai rolar o proibidão, né?
Aí eu vou até contribuir, viu, para eu poder escutar esse proibidão aí. É, a minha indicação fica lá para o livro da psicóloga, quer dizer, Psicóloga me indicou, né, o Cavaleiro na Armadura.
É cavaleiro ou cavaleiro?
Boa pergunta.
Vocês jogam na Amazon, ele vai corrigir.
É.
E é qual o certo?
Não sei, cavaleiro, não sei, porque cavaleiro é o que anda de cavalo e com armadura. Aí você tem cavaleiro, que é o gentleman, né?
Não, é cavaleiro.
É cavaleiro.
Então corta, produção. Eu indico o livro Cavaleiro na Armadura.
2 horas, vai ter que cortar algumas coisas.
E eu indico também o filme do Shaolin. Gente, vamos assistir aí o nosso filme nacional, e ainda mais que traz toda essa cultura cearense. E vamos contribuir com o podcast do Humberto, que é para a gente escutar o Proibidão. Tô interessada.
É isso, vocês vão estar aqui para participar do Proibidão.
Aí é, tu sabe que eu vou embora dia 17, né?
Tem nada não, a gente faz online. Tá show, magia da tecnologia.
Então pronto, ótimo.
Pois tá aí, pois tá aí, tá marcado então. Deixem lá as contribuições de vocês, deixem um like no episódio, não esqueçam, comentem o que que vocês acharam. Vão lá nas redes sociais também, dê aquela moral. @koalacaster, koala com K, caster com C. Muita gente confunde ainda, bota ou koala com C e caster com K. Acontece, tem muita Muita coisa acontecendo. Produção, quer mandar um beijo para alguém? Quer fazer uma indicação? Não? É isso, pessoal.
Um beijo, beijão!