EP67 - Conselhos Amorosos (Lendo os emails de vocês) - Part. Bia e Isa
Aviso importante sobre a imagem deste episódio: eu vacilei na configuração da câmera e só percebi o problema depois da gravação. Como o papo estava bom demais para ser perdido, tentei recuperar e melhorar o material ao máximo. A imagem não ficou no padrão que eu gostaria, mas o episódio precisava chegar até vocês.
Hoje, eu, @belcarv e @beatrizfontenelle abrimos o correio sentimental do Devaneios Marsupiais para aconselhar ouvintes perdidos entre ciúmes, relações sem definição e traições do passado.
O resultado foi um episódio cheio de opiniões fortes, conselhos que talvez ajudem alguém e algumas conclusões que provavelmente vão render discussão. Depois de assistir, conta aqui o que você faria no lugar dos ouvintes.
Segue o podcast, comenta, avalia com 5 estrelas e apoia o projeto em apoia.se/devaneiosmarsupiais.
Bia
Isa
- Relacionamento com amigo imaginárioInsegurança masculina em relacionamentos · Ciúmes e comparação com a amiga · Limites em relacionamentos monogâmicos · Pilatos
- Relato de amizade com limitesTempo ideal para o namoro · Medo de assumir compromisso · Expectativa de espontaneidade no pedido · Joana
- Traição em RelacionamentosImpacto do passado na relação atual · Dificuldade em lidar com insegurança · Perdão e amadurecimento · Helena
- Terapia de casal e relacionamentosConfiança como base relacional · Superação de inseguranças pessoais · Terapia de casal
- Dilemas de RelacionamentoRedes sociais como vitrine · Expectativas masculinas vs. femininas · Diferenças culturais: Brasil vs. França
Devaneios marsupiais! Eita, que viagem! Vocês pediram e elas voltaram, rapaziada. Depois de mais de 60 episódios, trouxe de volta as nossas conselheiras. Bia e Isa, sejam muito bem-vindas de volta.
Oi, gente!
Oi! Dessa vez com imagem, né? Da última vez que vocês vieram era só áudio ainda. Então dessa vez teremos imagens e julgaremos olhando nos olhos da audiência.
Iremos falar olho a olho.
Não teve o episódio que a gente já foi, teve um episódio, teve episódio que foi imagem. Juntas não, juntas não. Produção, você está completamente equivocada.
Teve o primeiro, o primeiro era em áudio, era, a gente se gravou e aí fez uma montagenzinha.
Olha aí, produção tá trazendo fake news aqui para o povo. Bom, hoje a gente tá aqui para falar sobre relacionamento, né? As pessoas mandaram email lá no devaneiosmassupiais@gmail.com contando histórias dos seus relacionamentos e coisas que estão ali trazendo certo desconforto, então que estão precisando de um ombro amigo para trazer um conselho. Pessoas de poucas amizades, né? Porque para mandar, para se expor na internet, falta amizade na vida dessas pessoas, não tem jeito.
Mas antes da gente dar início aqui às nossas histórias, eu queria que vocês se apresentassem, por favor. Quem são vocês? O que que vocês fazem? Quantos anos você tem?
Oi, gente, eu sou a Bia, estive aqui há mais de um ano atrás, né? Eu acho vocês virou um pouquinho dos meus conselhos com a Isa. Ainda continuo no mesmo trabalho, ainda estou na mesma também solteira, mas estamos aí.
Rapaz, tópico sensível, viu? Porque aconteceram tantas coisas aí naquele episódio.
Aconteceram realmente. Oi, gente, meu nome é Isabela. Eu também tive aqui a última, primeira e última vez, né, com a Bia, mais de um ano. Também aconteceram muitas coisas. Não estou no mesmo emprego, não estou nem no mesmo país, né? Me abandonou, me abandonou. Exatamente, abandonei a todos. Não estive solteira esse tempo inteiro, mas agora estou. A escolha de vocês, né? Escutar os nossos conselhos, mas aí é por conta própria.
Exatamente, ninguém mandou vocês escreverem pra gente. E nós separamos 5 historinhas aqui, né? Então a gente já deu uma olhadinha nos títulos, não lemos as histórias com antecedência pra gente ler aqui junto, termos reações o mais espontâneas possível, né? Então a gente tem aquela, aquelas 5 historinhas. Vocês têm preferência por qual a gente começa?
Por mim não. Tu tem? Não, também não.
Então beleza, então vamos na ordem.
Vamos.
Bom, primeiro email que mandaram é o seguinte: minha namorada quer chamar uma amiga e eu descobri que não sou um homem tão moderno quanto eu imaginava. Bizarro. Então, oi, Cole, convidados, vou usar o nome de Marcelo, tenho 30 anos, E já começa confessando que reescrevi esse email algumas vezes. Porque em todas as versões eu parecia um machista possessivo. Talvez você seja.
Sim, eu tô achando. Começou assim? É.
Ou então um pobre coitado prestes a ser abandonado. O que também pode ser verdade.
Homem nunca é pobre coitado.
Que isso? Não queria parecer nenhum dos dois, mas talvez eu seja um pouquinho de cada. Namoro há 3 anos, gosto muito da minha namorada e nossa relação sempre foi muito boa, inclusive sexualmente. Ou pelo menos era o que eu achava. Nós conversamos, experimentamos coisas, temos intimidade e nunca fomos daquele casal que trata o sexo como compromisso burocrático. Por isso, quando ela disse que queria conversar sobre uma fantasia, eu não esperava que fosse me afetar tanto.
Ela perguntou se eu toparia chamar uma amiga dela pra passar uma noite com a gente. Eu sei que pra muitos homens essa seria a hora de tocar uma sirene, abrir uma cerveja e agradecer aos céus. Também sei que existe toda uma expectativa de que o homem heterossexual aceite imediatamente qualquer oportunidade de ficar com duas mulheres. Só que Meu primeiro sentimento não foi de animação, foi um frio na barriga muito desagradável. Perguntei quem seria a amiga e esse foi o meu primeiro erro.
Ela falou o nome de uma menina que eu conheço bastante. Ela frequenta a nossa casa, já saiu várias vezes com a gente, dorme no nosso sofá e até pediu para ajudar a montar um móvel uma vez. Eu tinha colocado essa pessoa numa categoria completamente neutra na minha cabeça, era a amiga da minha namorada. E agora, infelizmente, a minha cabeça colocou ela em outra pasta. Eu imagino que essa relação deles, obviamente, pelo que ele fala aqui, é uma relação completamente monogâmica, né?
Mas eu acho que se a namorada dele chama pra conversar, pra trocar uma ideia, eu acho que as minhocas na cabeça, elas devem ser muito menores do que ela simplesmente, por exemplo, aparecer ou então armar uma situação pra que a coisa aconteça. Eu acho que se ela chama pra conversar, ela já imagina que ele pode ser um pouco, como é que eu posso dizer, Se ofendeu o nosso ouvinte.
Resistente à situação.
Resistente é uma boa, mas não era isso que eu queria dizer. É que ele é um pouco inseguro, talvez.
Eu já ia até comentar isso. Tu lendo aí o textinho, eu vi que ele tava todo tempo ali tentando meio que provar o relacionamento dele, que era um relacionamento muito bom sexualmente. Será mesmo? Tipo, a primeira coisa que eu pensei quando ele disse, ah, nosso relacionamento é muito bom. Só pelo titulozinho, a minha cabeça já tava, tipo assim... As engrenagens, tipo... Pra ela ter proposto isso, é porque o relacionamento não está tão bom assim sexualmente. Que ela tá querendo alguma coisa, algum upzinho. E aí, não sei.
Mas será que é porque não tá bom? Ou será que ela só queria trazer uma graça?
É, talvez seja uma fantasia, né? Tipo assim, e pelo que ela falou, ela não tá pensando em abrir o relacionamento. Ela só quer realmente uma experiência, né? Mas... Eu trago um adendo. De qualquer forma, como era uma amiga muito próxima, talvez eu também ficasse com caramiola na cabeça. Tipo assim, nossa, então a pessoa já tava de olho? Tipo, essa pessoa que tá convivendo tanto com a gente, será que não rolou nada? Eu acho muito esquisitinho ser uma amiga e ser uma amiga muito próxima que dorme na casa do casal, inclusive.
Porque eu acho que se fosse uma fantasia totalmente aleatória, ela ia propor ser um desconhecido pra nunca mais ver na vida e pronto, lógico.
Exatamente, eu penso assim também. Eu acho que Não seria mais fácil ou contratar alguém, vai lá e paga um profissional, uma parada assim?
Tem umas que tá, mas se vocês forem casal, não procuro marmita, né?
O negócio mesmo, bizarro. Produção IA chegou, né? Aí ele diz o seguinte: eu falei que não sabia se conseguiria, minha namorada disse que tava tudo bem, que não queria me pressionar e que não aconteceria nada se eu não tivesse realmente interessado. Achei ela cuidadosa, não discutiu, não tentou me convencer. Mas mesmo assim, desde aquela conversa, eu não consigo ficar normal. Eu vou abrir outro parênteses, eu não vou chegar ao fim dessa história.
Porque a gente vai ficar abrindo parênteses o tempo todo. Porra, ela foi muito massa, pô!
É, eu achei, tipo, eu acho também.
Ela não insistiu e disse, beleza, então se você não tá confortável, não vamos fazer. Então isso aqui, pra mim, já tira alguns pontos. Um, o fato dela não ter insistido e ter concordado e tá tudo certo já mostra que o relacionamento sexual deles não é Uma bosta completa. Então ela tá ali confortável, beleza, podemos continuar sem problema, era só realmente uma fantasia. E a menina é muito firmeza, pô, muito firmeza.
E eu acho ainda outra, tipo assim, ela— ai, esqueci o que eu ia falar.
Corta nada, inclusive nessa hora vai dar um zoom na tua cara.
Que ódio, eu juro! Nossa, mas assim, eu achei muito bacana, e principalmente porque eu acho que quando é o papel, quando a gente inverte os papéis, o homem ele fica pressionando para realizar as fantasiazinhas dele. É verdade. E eu achei ela muito massa, tipo, de ter ido conversar com ele, não ter amado nada, né? E depois só ter falado, tá, você não topa, então beleza, tá ok. Mas eu acho que isso também prova que ele é um pouco inseguro.
E eu já dei uma bisoiada aqui no próximo parágrafo e eu acho que é isso mesmo. Ele diz o seguinte: quando as duas trocam mensagens, eu penso que elas podem estar falando sobre isso. Quando a amiga vem aqui em casa e elas ficam rindo de alguma coisa, eu fico perguntando se existe uma intimidade entre elas da qual eu não faço ideia. Eu fico tentando lembrar se já houve algum flash na minha frente, se algum toque demorou um pouco mais do que devia, ou se eu tô só pensando demais na situação.
Perguntei se elas já tinham conversado sobre a possibilidade. Minha namorada disse que comentou por alto e que a amiga demonstrou interesse, mas que não houve planejamento. Foi aí que a minha insegurança aumentou, porque deixou de ser uma fantasia abstrata. Existe uma mulher real que eu conheço e que aparentemente aceitaria transar com a minha namorada e comigo. Minha namorada percebeu que eu fiquei estranho e falou que a gente pode simplesmente esquecer o assunto, só que eu não consigo simplesmente desouvir.
Até antes eu acreditava que a nossa relação tinha certas fronteiras muito claras, e agora eu descobri que para ela talvez essas fronteiras possam ser negociadas. Eu entendo o ponto que ele quer trazer aqui. Ele quis dizer que sempre foi um relacionamento monogâmico Em que eles estavam muito bem e confortáveis com isso. E que de repente, pra ela, tudo bem não ser mais. Porém, eu acho que esse bicho tá puxando uma linha muito...
É, eu acho que ele tá exagerando demais. Tipo assim, no começo da história, eu fiquei achando o quê? Ah, ela quer abrir o relacionamento. E na minha cabeça, quando um casal monogâmico quer abrir o relacionamento, é o começo do fim. Tipo, graças a Deus, eu nunca tive essa experiência. Mas tipo, já tive vários casais ao redor que eram monogâmicos e quiseram abrir o relacionamento. E aí, ó... Dizendo, foi tipo questão de meses, é contadinho.
E é isso, eu acho que um casal que é monogâmico e quer abrir tá tendo algum problema ali. Enfim, eles só estão em busca de um fim mesmo, é, não pode estar ergando, né? Mas pela história aí que ele contou, que ela realmente tipo foi super de boa, não insistiu, não ficou tipo com raiva e nem nada, eu acho que ela Tipo assim, não quebre o relacionamento, só queria tipo uma vez ali, pronto. Não sei o que que se aconteceria uma vez e o que que aconteceria depois, né?
Até por ser próximo. Eu acho que ficaria um clima bem esquisitinho. Eu achei esquisita essa parte da amiga. Todo mundo tinha que ser extremamente maduro para dar certo. Mas eu acho que ele tá endoidando sozinho aí. É, pois é, eu acho que isso demonstra que ele é muito inseguro.
Total, eu concordo com vocês, eu acho que ele tá só sendo meio maluco mesmo, tá esticando demais uma situação que já acabou. Não tem, não tem muito o que falar. Inclusive, ele fala o seguinte: eu sou monogâmico. A gente percebeu, ficou claro, ficou claro. Nunca tive vontade de abrir a relação e não quero ver minha namorada com outra pessoa, mesmo que eu esteja no mesmo quarto e mesmo que essa outra pessoa seja uma mulher. Também não quero participar por medo de parecer careta. Careta, meu chapa?
Parecer careta?
Não, e eu acho que falar careta. Não, ele tá dizendo que não, ele não quer participar por medo de parecer, também não quero. Ah tá, ele não quer participar por medo de parecer careta. Então tipo, ele não quer participar pela pressão de parecer ser uma pessoa conservadora, entendi. Eu agora, mas ele é bem conservador. E depois descobri no pior momento possível que emocionalmente eu não tenho estrutura nenhuma para aquilo. Mas você já descobriu, papai?
Já tá na sua cara que você não tem emoção pra isso, que você não quer. E a sua namorada já disse que tá tudo bem. Então esse email nem precisava existir. Mas que bom que ele existe. Obrigado pelo conteúdo.
Ai, o bichinho.
A parte que mais me envergonha é que eu comecei a me comparar com a amiga.
Ai, meu Deus do céu! Terapia urgente.
Urgente, corra agora pra terapia. Enfim, a parte que mais envergonha ele é que ele começou a se comparar com a amiga. Ela é bonita, extrovertida, tem um corpo muito atraente. E para, amigo, você não tá a fim não de engraciar a namorada não? Eu acho que você tá reparando bastante nela e parece muito segura sexualmente. Sei que não estamos concorrendo por uma vaga de emprego, mas a minha insegurança não entende esses conceitos lógicos.
Também sinto que qualquer decisão pode gerar um problema. Se eu recusar, eu tenho medo dela passar a me ver como alguém fechado, inseguro. Se eu aceitar, eu posso estragar nossa relação e ainda destruiu a amizade delas. Se pedir que ela se afaste da amiga, eu vou me sentir controlador. E se eu fingir que nada aconteceu, provavelmente eu vou continuar analisando cada conversa entre as duas como se fosse um perito. Como eu descubro se isso é apenas um ciúme inicial ou se isso é realmente um limite real meu?
Vocês acham que a proposta dela revela que a gente está procurando tipos diferentes de relacionamento? É possível recuperar a tranquilidade com essa amiga depois que uma possibilidade dessas foi colocada na mesa? Eu queria muito ser o cara tranquilo, resolvido e moderno que diz: beleza, vamos conversar sobre os nossos desejos. Mas no momento eu sou só um homem que fica muito desconfortável quando o celular da minha namorada vibra.
Um abraço, Marcelo. Bom, são muitas perguntas, né, que ele lançou aqui. Como eu descubro se isso é apenas um ciúme ou um limite real? Você já descobriu, né? Chegamos a essa conclusão.
Sim, gente, pelo amor de Deus. Sério, sem palavras. Eu acho que é uma falta dos dois, né? Tipo, é um limite dele, ele não quer, ele não topa, o estilo de relação dele é monogâmico. Mas daí depois veio o ciúme, que vem ainda uma insegurança. Eu acho que tipo assim, isso aflorou já inseguranças que ele tinha, porque pelo começo do texto ele diz claramente que a vida sexual deles é excelente. A Bia focou nesse ponto, né?
Ela tá indignada com isso aí.
É porque homem que Afirma demais sobre a vida sexual, gente.
Tem coisa aí, né?
Às vezes é broxa ou meia-bomba.
Aspas fortíssimas. Vocês acham que a proposta dela revela que estamos procurando tipos diferentes de relacionamento?
Não, não acho também não. Ela só propôs, você não quis, ela falou que não, e acabou. Tipo, é, não pediu para abrir, não pediu nada.
É possível recuperar a tranquilidade com essa amiga depois dessa proposta?
Era possível se não fosse o Marcelão.
Marcelão tá vacilando, né?
Eu acho que esse relacionamento aí pro Marcelão já era.
O relacionamento dele?
É, porque ele tá muito noiado da cabeça, tá muito lá lá da cuca. Tipo assim, pra ele conseguir voltar a ficar de boa com essa menina, ele vai ter que fazer muita terapia. Vai ser anos de terapia. Mas eu acho assim, ele também falou que Pelo que eu entendi, ele não conversou com a namorada depois, né, sobre como ele se sentia. Então, porque ele falou, será que eu converso com ela e tal? Ele precisa conversar com ela para ver como ele se sentiu e tipo ela passar essa segurança.
Quer dizer, nem sei se passar a segurança, porque quem é inseguro não interessa o que você faça, não, não vai ser o suficiente, nunca vai ser o bastante. Então tipo, mas conversar para amadurecer essa, tentar amadurecer, é isso aí, essa, essa ideia, o que ele criou também na cabeça dele, né? Porque ele tá fazendo várias suposições também do que que ela quer, do que que ela acha, o que que ela é para mim. Tipo, ele começar a se comparar com a amiga, não sei, eu achei meio doido.
De fato, de fato, ele perdeu a linha aí. Bom, é isso, Marcelão. Espero ter ajudado, espero que as dicas das meninas aí tenham aberto seus olhos. Acho que você tá na relação furada. Então chegamos à conclusão de que você precisa ficar um tempo sozinha e buscar terapia. Então é isso, meu amigo. Um beijo, espero que você consiga tirar essas minhocas da sua cabeça. Bora para a segunda história. Segunda história é o seguinte: estou há quase 2 anos conhecendo um homem que já tem até lado na minha cama.
Oi, gente, o meu nome é— aí bota entre aspas— Juliana, tenho 33 anos e estou escrevendo porque as minhas amigas já não aguentam mais ouvir essa história. Uma delas inclusive falou que só volta a conversar comigo sobre homem quando eu terminar, assumir que eu aceitei a situação ou começar a cobrar aluguel. Conheci o cidadão há 1 ano e 10 meses. Achei cedo. Peraí.
Conheci.
É, ok. Conheci o cidadão há 1 ano e 10 meses e no começo era casual. Embora eu desconfie que casual seja o nome que a gente dá pra uma coisa que a gente ainda tem medo de perguntar o que é. Com 3 meses ele já dormia na minha casa praticamente todo dia. Com 6 tinha uma gaveta, com 8 a gente tava no grupo de WhatsApp um da família do outro. Eu queria dar uma pausa aqui, eu acho que grupo de WhatsApp da família é casual.
Não, eles já estão no relacionamento, gente. Então ele já tá no relacionamento, ele só não teve tipo uma coisa, um pedido oficial. Me poupe.
Ele conhece meus pais, sabe quais remédios eu tomo, já segurou meu cabelo quando eu passei mal. E foi comigo ao aniversário de 80 anos da minha avó. A minha avó acha que ele é meu noivo. Ele, por outro lado, acha que nós estamos, abre aspas, vendo no que dá. Eu já tentei conversar algumas vezes. Eu nunca faço isso durante uma briga, é, eu escolho um momento bem tranquilo, eu explico que eu gosto dele e pergunto se a gente tá construindo um relacionamento.
Ele sempre responde que não gosta de rotular, que o importante é o que a gente vive e que colocar um nome vai gerar uma cobrança de necessária. E aí, galera, primeiro a minha pergunta para vocês é o seguinte: qual é o tempo ideal para um fica virar um namoro?
Eu tenho um tempo máximo, são 3 meses no máximo, estarando. É só dos 3 meses, pode escapar o gato, que não é necessário mais. Total, para mim o meu limite seria 3 meses também. Mais que isso não precisa, gente. Não, não precisa. E ainda mais, tipo assim, se você começa a ficar com pessoa, hoje em dia a gente tá mais adulto e tal, Querendo ou não, essa pessoa vai participando muito mais da nossa rotina. Não é uma coisa tipo assim, porque quando a gente era mais novo, a gente via, sei lá, só no final de semana.
Mas agora adulto e tal, rola esse negócio no meio da rotina, do dia a dia e etc. Então você tem muito mais oportunidade ali de conhecer a pessoa. Então tipo, para que mais de 3 meses para conhecer a gente, para saber se E com 3 meses você já tá vivendo uma relação. A pessoa já tá dormindo com você, você já conhece ele e a família, já vai no aniversário da família.
O cabra já tem gaveta.
Pois é! Pô, ele já tem uma gaveta, ele tá vendo o que vai dar. Com 3 meses, eu acho que ela comentou que ele já dormia quase todo dia na casa dela.
É, exatamente.
Imaginem com 1 ano e 10 meses. Eu acho que esse aí, realmente, ele não tá querendo rotular só pra continuar morando sem pagar aluguel na casa dela e sair galinhando ela. Exatamente. Eu ia até falar. Esse homem é casado. Mas como ela tá no grupo de WhatsApp da família, eu acho que não. Mas se bem que tem umas familiazinhas bem sem-vergonhazinhas, viu? Exatamente. Eu já soube de umas histórias assim bem... Conta, Bia. Não, tipo, de umas histórias de tipo o cara tá com duas mulheres ao mesmo tempo, duas namoradas, isso tipo assim coisa de 5 anos com uma e 3 anos com outra.
Caramba, vivia dois relacionamentos e uma não sabia da outra. Uma não sabia da outra, mas a família dele sabia das duas e inconversava, não falava nada. É, mas sempre assim. Produção, e se ela for não amante, mas a que apresenta para família, e a outra ele não apresenta? Mas aí ele assumiria ela. Mas ele assume, não, ela tá no grupo da família. Não, mas tipo, ele não quer rotular, entendeu? Assumir, ele assume. Ele não quer rotular para continuar ficando com outras dizendo que não tá traindo.
É, exatamente. Porque eu já tive um namorado que era assim, viu? Que aí ele não, tipo, no começo a gente só tava ficando. E aí, né, nesse meio tempo que a gente só estava ficando, ele saía com a ex-namorada dele. E tipo, levava pro mesmo grupo de amigos. Aí tá aí, o grupo de amigos me via num dia, via a ex dele no outro e fingia que nada estava acontecendo. E ainda jogava piada na minha frente. E eu, tipo, sem entender. Isso aconteceu exatamente comigo, a mesma coisa.
A mesma coisa, a mesma coisa. E eu fui descobrir, tipo, um mês depois dessa palhaçada aí. Aham, eu também fui descobrir eu lá em Jericoacoara. Não, inclusive, a outra sabia de mim. Eu que não sabia dela. Passada. E tipo assim... E ela foi por ela todo mês. Não, por ela tudo ótimo. Tipo, eu era meio que a oficial e ela era amante. Inclusive, a gente tipo ia pra...
Situação, hein, rapaziada.
A gente ia pra rolê junto. E aí essa menina ia de vez em quando. Eu achava super esquisita ela. Eu ficava já com uma coisa já ligada.
Ah, já tinha um pé atrás.
É, tipo assim, eu olhava pra ela... E ela era legal comigo, mas eu sentia uma, tipo, uma pitada assim de cobra, sei lá, sabe? De veneno ali. E aí eu ficava, tem coisa aí? Mas nunca soube de nada. E aí eu soube depois de muito tempo que, tipo, a gente no mesmo rolê aqui, ó, como se a gente tivesse aqui na casa do Humberto, eles iam lá pra cozinha ficar e eu ficava na sala. Passada! Que povo baixo! Nossa! E todos os amigos deles sabiam, menos eu. Menos eu, eu era a única trouxa.
Que loucura, bicho. Que loucura absoluta.
Era tipo assim, eu também. E daí, no fim, o meu ex, ele usava desse título de ficante pra dizer, não, mas só que eu não fiz nada demais. É, a gente não tem nada, a gente é ex. Então eu podia ficar com quem eu quisesse. Então acho que é muito isso aí também. Ele dá uma aproveitada ali dela, né, que é confortável tá com ela, mas ele quer um relacionamento aberto e ele não tá sabendo como falar. E aí ela usa ela como a oficial que apresenta ali para todo mundo e tem as amantes.
Eu li as amantes, ela fala inclusive aqui o seguinte: eu já tentei conversar com ele algumas vezes, tá, falou legal. Aí ela fala: engraçado que a parte boa do namoro não parece gerar nenhuma dificuldade para ele. Ele gosta de ter companhia, carinho, sexo, atenção, comida pronta quando ele chega cansado e alguém para dividir as comidas das viagens. E aí eu lembro, Isa, eu vou precisar trazer—
ai, meu Deus, cuidado com o que que você vai trazer!
Eu vou precisar trazer uma aspa que você trouxe um dia desse aí, que foi: eu sou mulher de cozinhar para macho.
Ah, minha amiga, assim, até eu quero ficar com você. Olha, vou te dizer, comidinha pronta, dividindo conta para comer em viagem. Ah, com licença, não. Aí é você que tem que criar vergonha na sua cara. Eu sinto muito, sinto muito, nem falo lá.
Aí é loucura. O problema aparece quando eu pergunto qual é o meu lugar na vida dele. Há duas semanas fomos ao aniversário de um amigo dele. Uma mulher que eu nunca tinha visto perguntou quanto tempo havia que nós estávamos juntos. Ela escreveu errado aqui, aí eu tive dificuldade agora, deu uma travada. Antes que eu abrisse a boca, ele respondeu que éramos amigos especiais. Aí ela repete: amigos especiais. Eu fiquei tão indignada que eu nem consegui reagir.
Eu fui para o banheiro, sentei na tampa do vaso e passei uns 5 minutos olhando para parede chorando. E perguntando: o que porra é um amigo especial? Eu volto para ele e faço exatamente essa pergunta: que porra de amigo especial é esse que passa o Natal com a tua família? Aí ele ficou nervoso, não soube como explicar a situação e disse que não queria que eu transformasse uma resposta infeliz num julgamento sobre tudo aquilo que a gente já construiu.
E o problema é justamente esse: nós construímos muita coisa, mas ele se recusa a dizer o que construímos. Ele afirma que é exclusivo comigo. Quem confia, comenta 1. Eu nunca encontrei sinal de outra pessoa, e pra ser justa, ele tá presente de um jeito que muitos namorados oficiais não estão. Quando eu precisei me operar, ele ficou comigo no hospital. Quando eu perdi meu emprego, ele me ajudou financeiramente sem que eu pedisse.
Não consigo pintá-lo como um grande canalha, porque assim, de fato ele não é. Só que também eu não consigo ignorar que ele montou uma relação inteira e deixou a porta de emergência aberta. Eu já perguntei o que falta pra ele se sentir seguro, só que ele disse que não sabe. Eu perguntei se ele se imagina comigo no futuro e ele respondeu que tenta não fazer planos tão distantes. Curiosamente, isso não impediu ele de me chamar pra uma viagem no próximo Réveillon.
Detalhe, quando eu pedi esses emails, foi pro dia do Valentine's Day, então foi tipo fevereiro desse ano. Então ele já tava fazendo plano em fevereiro desse ano pro Réveillon do ano que vem. Mas para namorar é muito tempo. Comecei a desconfiar que ele não tem medo de relacionamento. Ele tem medo, na verdade, de assumir um relacionamento comigo, mas ele gosta demais da vida que temos para abrir mão dela. Às vezes eu penso que estabelecer um prazo pode ser uma boa ideia, mas eu odeio a ideia de dizer: ou você me pede em namoro até sexta-feira, ou a gente vai acabar.
Eu não quero um pedido feito por medo de me perder. Eu quero que ele olhe para mim, reconheça espontaneamente a relação que ele já vive Ao mesmo tempo, talvez eu esteja esperando espontaneidade de alguém que já teve quase 2 anos para oferecê-la.
Ó, minha filha, sinto muito te falar, não vai ter espontaneidade nunca. Não vai ser espontâneo esse pedido. Se ele vier, tenha na sua cabeça que não vai ser espontâneo. Não, e eu acho assim que de fato ela precisa se valorizar um pouquinho. Ela descreveu ali, ela parece ser uma pessoa incrível, se doa para o relacionamento, ela investe, e assim Querendo ou não, ela não falou mal, tipo, muito mal dele. Ela não falou mal dele, ela só falou o que ele tava fazendo.
Ela só descreveu a situação. Então, tipo assim, ela é uma pessoa massa. Porque ela tá vivendo uma situação de bosta e mesmo assim ela não consegue nem falar mal da pessoa. Então ela parece ser uma pessoa muito legal. Então acho que ela precisa realmente se valorizar, encontrar alguém que pegue na mão dela e assuma. E eu acho que ela super encontraria. E tipo assim, esse cara, eu não acho que ele tem medo de relacionamento. Porque ele vive um relacionamento com ela.
Ele nunca assumiu nada com ela. E no momento que aparecer, tipo assim, com quem ele queira assumir uma coisa, ó, uma semana depois ele tá namorando. Exatamente. Eu já presenciei muitas vezes isso aí. Eu já vi um cara que ele namorou 10 anos com a menina. Aí teve um momento que ela chegou e falou, não, não quero mais, não vai casar comigo, não quero, tá me empatando de conhecer meu marido. Aí 6 meses depois ele estava casado. 6 meses depois, é desse jeitinho, gente.
Aí ela, para finalizar, ela deixa duas perguntas, né? Eu estou sendo infantil por dar tanta importância a um título? E aí eu já te digo que não, não, eu acho que você tá se valorizando, na verdade, valorizando seu tempo. E aí ela diz o seguinte, e aí essa pergunta me preocupa um pouco Quanto relação, né? E como encerrar uma relação que em quase todos os aspectos parece um namoro, mas que na verdade não é um namoro e em teoria não há nada pra encerrar?
Olha, eu acho que, tipo assim, ela vive sim um relacionamento com ele. E eu acho que não é só namoros que precisam ser encerrados. Tipo, se eu tô conversando com uma pessoa há um tempo, se eu tô ficando com uma pessoa, mesmo que sem exclusividade, Eu vou lá e não quero mais nada, eu vou lá e converso. Olha, fulano, foi muito legal te conhecer e bababá, mas não tô mais a fim. Então, tipo, como ela tem ainda uma história de quase 2 anos, eu acho, aí que ela tem que botar um ponto final mesmo.
Mas eu acho que tem que ser colocado. É, e tipo assim, venhamos e convenhamos, não há o título, mas há a relação. E de fato, são coisas que eu fico me perguntando. Ai, será que um título... Merece tanta importância assim. Mas se é importante para você, então é importante, acabou. Se você quer isso, então tá bem claro que tu quer uma coisa, a Juliana quer uma coisa, e o fulaninho não quer. Então é um limite seu. Chegou no seu limite, ó, beijo fulaninho, vou encontrar outro.
Ele tá te batendo de encontrar seu marido. Então conversa com ele, porque vocês têm uma relação, então vocês vão ter que conversar. Não é só sumir da vida dele, gente, não tem como. E sem contar que eu acho que a Juliana não quer, tipo, nenhum pedido extraordinário. Tipo assim, não é uma grande coisa, tipo... É só que ele peça em namoro. E nem é pedir, é só, tipo assim, dizer, estamos namorando, pros outros. É assim, porra, a pessoa tá há 2 anos junta.
Aí chega uns amigos, ai, porque somos amigos especiais. Ah, com licença, né? Com licença, não. Fazendo comidinha, Juliana? Não, não. Dormindo todo dia na casa dela. Eu sou igual amiga da Juliana. Juliana, só mande o próximo email agora, você, quando você falar que acabou com esse homem, porque a gente não tá mais aceitando email seu não.
Exatamente, exatamente. Ou pelo menos que esse homem te assumiu, né, Juliana?
Pelo menos isso.
Então bora pra próxima história. Ele me contou que traiu uma ex E agora eu não queria ter perguntado. Antes da gente começar, vocês assumiriam um relacionamento, iniciariam um relacionamento com alguém que vocês sabem que já traiu?
Ela ficou sem fio, né?
Que clima, hein, galera?
Eu não sei. Eu também não vou dizer que não. Eu nunca mais falo que nunca, entendeu? Exatamente. Eu já paguei tanto comendo, principalmente esse último anozinho aí, que eu não digo mais nunca. É porque a gente sempre acha que quando a gente vai ser diferente, então assim, tudo bem, é o que eu digo.
Bom, antes até de começar a contar essa história aqui, eu queria dizer que eu tô gostando muito dos emails porque são emails de pessoas mais velhas, né? Todo email é de 30+. E aí as histórias são bem mais elaboradas, elaboradas, é, a galera tem uma coisa um pouco mais profunda, é um problema um pouco mais Então, e aí essa história é de uma moça chamada, que na verdade é um alter ego aqui, Helena. Achei Manuel Carlos da parte dela.
E ela tem 35 anos e namora há 2 anos com um homem de 37. Antes de contar a situação, preciso dizer que ele nunca me deu um motivo concreto para desconfiar. Nunca houve mensagem estranha, nunca houve sumiço, nunca houve mentira descoberta, ou então a mudança repentina de comportamento. Ele é um cara bem consistente, na verdade, afetuoso, ele cumpre o que combina. Então eu tô dizendo aqui porque eu reconheço que o problema começou dentro da minha cabeça, embora tenha surgido a partir de uma informação real. Ok, ela fez um disclaimerzinho antes de contar a história.
Beleza.
Acho que ela já imaginou que a gente podia começar dizendo, não, filho da puta, na verdade ela já tá dizendo não é, né? É uma coisa que ela tá fantasiando. Alguns meses estávamos conversando sobre relacionamentos anteriores. Foi uma conversa longa, daquelas que começam com uma pergunta boba e quando você percebe já tá discutindo as piores versões de si mesmo. E aí, antes de continuar, vou abrir mais um parêntese aqui, que a gente já abriu 3, né, antes de começar. Falar sobre ex num relacionamento atual, opiniões?
Eu acho que sempre vai rolar, uma hora vai rolar, ou uma hora ou outra vai rolar. E eu acho que tá na hora, é até maduro de certa forma do casal, mas eu acho que o casal tem que estar preparado para o assunto. Não acho que é uma coisa para vir logo de cara, tipo no início do relacionamento tá conversando sobre isso. Pelo que ela descreveu, já tava namorando há 3 anos, né?
2 anos.
Então acho que tipo assim, então acho que já era tempo suficiente para ter uma conversa sobre ex e tal. E eu acho que é importante ter essa conversa porque, querendo ou não, a gente aprende muito com relacionamentos antigos. A gente amadurece muito. Então, tipo, coisas que eu vivi no meu passado que talvez o meu atual companheiro não saiba, que tipo me incomodou, que eu fiquei chateada e etc., que ele não sabe ainda porque a gente não passou por essa situação, posso logo adiantando para não tipo ter esse mesmo problema.
Então acho que tipo uma conversa madura sobre ex, eu acho que é super válido assim. Eu também não me incomodo, contanto que não seja algo muito recorrente, né? Que aí é meio estranho, é meio esquisito, tem algum problema ali. Mas faz parte da sua história, acho normal assim, como comentar sobre o amigo que já passou pela sua vida, algo do tipo.
Ele me contou que traiu uma namorada quando ele tinha 25 anos. Aí eu queria só voltar aqui porque ele é um homem de 37, né? E eles namoram há 2, então eles começaram a namorar 10 anos depois dessa situação. Não foi uma coisa de uma noite, ele manteve um caso com a colega de trabalho durante alguns meses. A namorada dele na época desconfiou, procurou as mensagens e descobriu. Ele admitiu que mentiu várias vezes, fez a ex se sentir paranoica e só confessou quando já não havia como negar.
A forma como ele me contou não parecia orgulhosa e muito menos defensiva. Ele assumiu que foi um covarde. Ele disse que tava infeliz na relação, mas que não teve maturidade na época para terminar. Então escolheu uma saída que prolongou o sofrimento de todo mundo. Depois disso, ele fez terapia e afirma que nunca repetiu o comportamento. Eu ouvi, agradeci por ele ter sido honesto e achei que ia conseguir lidar. Naquela noite, inclusive, eu disse para todas as pessoas Eu disse para ele que todas as pessoas têm um passado e que eu não iria julgá-lo eternamente por algo que ele cometeu há mais de 10 anos atrás.
Falei como uma adulta muito madura. 2 dias depois, ele mencionou o nome de uma amiga do trabalho e eu imediatamente quis saber quem era. Então assim, ela não julga, mas ao mesmo tempo, apesar de não ter sido com ela, ela meio que não perdoa, né?
E assim, eu não vou mentir, eu sempre tendo até um pezinho atrás. Vocês que me conhecem um pouquinho, vocês sabem que eu sempre tenho um pezinho atrás ou até uns muros ali já erguidos. Mas um conselho de uma pessoa que está tentando melhorar esse tipo de personalidade é que eu acho que, tipo assim, as pessoas podem mudar, gente. As pessoas podem mudar. E querendo ou não, é uma coisa que eu ia até perguntar, que ela mencionou no email.
Como foi que ele contou isso? Ela contou que ele se mostrou arrependido, foi uma coisa há 10 anos atrás. Beleza, foi um caso assim contínuo que eu fiquei pesado, não foi assim algo pontual. E ainda fez a namorada ficar paranoica. Não precisa ela também, tipo assim, ah, esquecer 100%. Eu acho que eu não esqueceria isso aí 100%. Lógico, ninguém esqueceria. Mas eu também acho que não pode virar uma paranoia. Porque pelo que ela comentou do relacionamento deles, parece ser um relacionamento super saudável, super de boa, tranquilo.
Ele é atencioso, blá blá blá. Então tipo, ela não pode transformar um problema de um relacionamento passado para o dela, entendeu? Isso, só manter ali as anteninhas um pouquinho. E outra coisa que eu ia falar era sobre a idade dele, porque quando ela falou isso eu até pensei, cara, se ele fez isso depois dos 30 É um problema, porque no início dos seus 20 anos, gente, você é muito menino, sabe? E não é passando pano para o cara porque foi escroto.
Foi escroto, acabou. Se todo mundo começa a usar, é. Mas só que se foi no início ali dos 20, eu passaria um pano sim, não vou mentir não. Pode crer, porque é o momento ali que você vai errar. Quanto que você vai errar? Já fez, né? Exatamente. É o momento que você erra e você aprende com seus erros. Depois você não repete daqueles erros que você realmente te reconheceu, né? E como ele te contou, então eu entendo primeiro que ele vê isso como algo vergonhoso e segundo que ele confia em você.
Então ele contou já como talvez desabafando, tipo dividindo contigo, porque já era um relacionamento de 2 anos, ele nunca tinha comentado. Então dividindo contigo algo que aconteceu na vida dele, né? E assim, se o relacionamento tá tudo bem, ok. Agora no momento que, sei lá, se vier a descobrir uma traição, termina. Agora é muito da ansiedade, né, você ficar sofrendo por antecedência.
Aí ela diz o seguinte: desde então, qualquer situação comum ganha uma segunda interpretação. Se ele demora para me responder, eu lembro que ele já foi capaz de mentir durante meses. Se ele chega mais tarde do trabalho, eu penso que a ex provavelmente também acreditava na justificativa que ele deu. Quando ele sai com os amigos, uma parte de mim começa a procurar inconsistência nas histórias que ele conta. E eu confesso que eu não gosto da pessoa em que eu estou me transformando.
Nunca pedi para olhar o celular dele, mas sinto vontade. Nunca fiz uma acusação, embora às vezes formule perguntas de um jeito que parece um interrogatório. E ele já percebeu uma vez e até perguntou se a história da traição tinha mudado a forma como eu o via, e eu disse que sim. Ele ficou bem magoado, falou que escolheu me contar porque queria construir uma relação honesta e que agora parecia estar sendo punido justamente por ter sido transparente.
E eu entendo o argumento dele, eu acho que ele tem razão. Ao mesmo tempo, a honestidade atual não apaga o fato de que ele já foi muito competente em esconder uma relação paralela. Querida, você tá sendo uma otária, você tá sendo babaca com o cara. O cara abriu o coração, né? O cara abriu, foi super, foi super honesto com ela. Ele podia muito bem ter omitido o fato de que foi uma relação duradoura e ele escolhe contar. E aí ele passa a ser punido por uma pessoa que não era a que estava na relação.
E aí, sei lá, ele se sente como se ele tivesse sendo julgado de novo por uma parada, né? E 10 anos depois, outra vida, outra mentalidade.
Olha, eu vou te contar uma coisa, se eu tivesse feito isso, eu não diria jamais, isso iria para o túmulo comigo. Sim, eu acho que ele foi honesto demais. E tipo assim, se fosse para ele fazer isso aí de novo, Eu acho que ele estaria contando para ela. Pois é, contando, entendeu? Eu também acho que não estaria contando, não. Então acho que ele ter contado isso para ela é um bom sinal, é que ele não está fazendo e não pretende fazer.
E eu acho assim que os caras, quando eles são babacas, eles tentam muito esconder essa característica deles. Eles vivem praticamente um fragmentado. Eles têm uma personalidade com você, tem uma com os amigos, tem uma com a família. Então, tipo, eles não compartilham esse tipo de coisa. Jamais, jamais. Então acho que é um bom sinal ele ter compartilhado. Ó, a gente defendendo homem.
Quem diria, quem diria, quem diria.
Mas assim, também pra não esculhambar a bichinha totalmente, as pessoas são inseguras. E o bom é a gente morrer de ficar insegura. Não, mulher, olha, eu acho que a hipocrisia tá reinando nesse episódio. Ai, mas é porque eu fico, meu Deus, mas quem é que não ficaria inseguro com essa informação? Não, só eu acho que tipo assim, a insegurança, ok. Eu acho que o jeito que ela tá lidando, que tá totalmente errado, totalmente tipo surtada.
É, ela deu uma surtadinha aí. Terapia nela também, é terapia de casal de preferência.
Vai sair todo mundo desse episódio bem terapeutizado, assim, né. Não tem jeito. E aí, ele trouxe uma proposta pra ela, né.
Só esse cara que ele é terapeutizado. Porque ele disse que depois da traição fez terapia. Foi, fez terapia.
Ele disse que tá disposto a conversar e responder o que eu precisar. Mas também estabelecer um limite. Ele disse que não vai aceitar ser monitorado. Ele não vai entregar senhas ou então ficar prestando contas a cada minuto do dia. E eu sinceramente considero isso um limite saudável. Eu também sei que se eu exigir garantias impossíveis, eu posso transformar uma relação boa numa espécie de liberdade condicional. A questão é que eu perdi uma ingenuidade que talvez fosse importante para o relacionamento.
Antes eu acreditava que ele não seria capaz de fazer certas coisas. Agora eu sei que ele já foi. E aí agora eu vou falar como CPF, não como CNPJ, certo? As pessoas são capazes De tudo. As pessoas são capazes de fazer qualquer coisa. Então não bote sua mão no fogo por ninguém, por ninguém, por ninguém, por ninguém, por ninguém. Faça o seu, bote a mão no fogo por você, saiba do que você é capaz de fazer e o que você não é. Agora não coloque a sua expectativa, exatamente, a sua cosmovisão de mundo na cabeça de outra pessoa, porque não é a mesma coisa.
E olha, eu acho que você tirou as palavras da minha boca que eu ia falar quase exatamente a mesma coisa. E só acrescentando, até tipo assim, muitas expectativas que a gente tem sobre a gente, a gente mesmo quebra elas. Imagine sobre os outros. Muitas vezes a gente fala, eu nunca faria isso, eu nem sei o quê, e a gente vai lá e faz. Imagine os outros. Eu acho que todo mundo é capaz de tudo. Isso aí é muita ingenuidade dela. E olha que ela já tem 35 anos, vai achar que Ave Maria, o cara não era capaz de trair?
Me poupe! A pior visão possível dos homens. Mas é, gente, todo mundo tá suscetível a isso. Mas assim, a gente ainda tava passando pano, né? E para um cara que traiu, mas não traiu ela. É, não traiu ela. Mas assim, realmente é como se— primeiro que quando você se apaixona por alguém, você se apaixona pela imagem que você criou na sua cabeça, né? E aí eu vejo que você vai decidir mesmo se quer estar naquela relação ou não quando as expectativas começam a ser quebradas.
Então aí uma expectativa sua foi quebrada, é o seu momento de decidir: eu consigo ou não lidar com isso? Eu acho que ele não tem culpa no cartório, tipo, que o que ele fez ele já pagou, ele já passou pelo processo dele e tudo mais, ele escolheu compartilhar com você. E agora é o seu momento de decidir também: eu consigo estar numa relação que eu sei que o cara Traiu e fez isso e aquilo. Porque eu já tive numa relação que eu fui essa ex aí, né.
Eu fui traída, fui feita de louca. O cara negava, tipo, pegava a conversa, tava ali na minha frente. E ele: Não, eu não falei isso! E tipo, me fazia completamente louca. Então pra mim, esse é um limite. Se eu cheirar assim qualquer coisinha próximo disso... Cheirar não, farejar, né. Qualquer coisa próxima disso, eu já não quero mais. Não adianta, ele pode ser o santo que for, eu não quero mais. Então se for um limite seu, aí cabe a você, né.
Também não precisa ficar se martirizando ali pra tá naquela relação. E outra, tipo assim, como é que é o nome dela, né, Juliana?
Ela botou Helena, eu acho.
Helena, mulher, o mundo tá tão difícil, tá tão difícil achar um cara legal, e tu descreveu ele sendo um cara tão legal. Minha filha, vá atrás de uma terapia de verdade. É, e não acabe com essa relação não, porque ela descreveu uma relação legal, que os dois tinham uma confiança entre eles, eles já estão juntos há 2 anos. Então, tipo assim, o cara parece ser super massa, já tem uma idade bacana, maduro e tal. Mesmo ela com essas paranoias, que tipo ele ainda quer conversar com ela, quer tipo tirar dúvidas da cabeça dela.
Porque eu acho que uma coisa que pega muito também das pessoas é o achismo, é achar as coisas Tipo, ah, e se o que, tipo assim, ficar realmente imaginando vários cenários irreais. Então acho que quando tem uma pessoa ali disposta a tirar todas suas dúvidas, eu acho que isso é muito esclarecedor. Agora, enfim, é isto, é verdade. Tente não estragar essa relação, porque se você voltar para o mundo das solteiras, querida, você vai se lascar, porque você tá salgada, né? E você vai encontrar homens muito piores. É muito piores.
Já que a gente tá falando da pista salgada, eu abri uma caixinha de perguntas essa semana e aí eu recebi uma pergunta muito interessante que foi: onde encontrar homens para casar em Fortaleza?
Se eu soubesse, eu tava lá já, viu, meu filho? Se eu te contar, se você souber, ouvinte, se alguém souber, por favor nos comunique.
Mas o que que vocês acham que tá rolando aqui? Por que que as pessoas estão tendo essa dificuldade maior agora em assumir uma relação? Querer ter uma relação.
Eu acho, fala, eu vou fazer um paralelo depois com a França, tá bom? Eu vou falar o seguinte, eu acho que tipo uma coisa que mudou muito foi a questão das redes sociais, de fato, porque é tipo assim, é uma vitrine agora que tem. É tipo, antes não, antes as pessoas tinham ali um ciclo, tinham que se conhecer ali pessoalmente, saber quem era quem. Então tipo Você tava muito com opções muito mais limitadas, você tava ali com, enfim, você tinha ali um ciclo, era muito mais difícil de conhecer pessoas.
Hoje em dia você tem uma vitrine que é as redes sociais, e os homens estão doidos com isso, sinceramente falando. Eu inclusive escutei de uma roda de homens, eles conversando, e eu só ficava, barbaridade! Só caras e bocas. Enfim, eles conversando tipo assim, ah, tá foda achar uma mulher que eu leve para date, faça viagens, tipo assim, viva um relacionamento.
Se puder, não quiser que seja uma mulher exatamente, quiser me levar para uma viagem, tudo pago, all inclusive, tamo aí. Depois a gente conversa, mas pode continuar, desculpa.
Enfim, tá muito difícil de achar uma mulher que queira Tipo, ir para dates, fazer um romance, ter um romancezinho ali, e ela não se apegar. Essas mulheres hoje em dia estão tudo se apegando. Vamos, você acredita nisso? Mulher, eu tô passada. Eles queriam o quê? Eles queriam viver o melhor dos dois mundos, não querem namorar, querem tipo assim, querem ter vários romancezinhos com várias pessoas diferentes. E estão culpando as mulheres por estarem se apegando.
Mulher, eu tô passada. Mulher, eu escutei. Olha, graças a Deus que eu não tenho nem amigo hétero. Não, o pior que não era nem meu amigo não. Eu tava escutando de uma roda aí. Enfim, prefiro não comentar de onde que eu escutei essas barbaridades. Eita!
Bom, sim, o meu paralelo, França mesmo, traga.
Olha, aqui realmente é um negócio, é porque como a gente é nascida e criada aqui, então a gente já cresceu convivendo com isso, né? Então para mim, a minha mente era muito fechada, aí se pronto, tô mencionando assim. Agora eu vivendo lá na França, tu acredita que tipo a gente baixa o Tinder, né? E tem lá, você pode escolher, você quer ter um relacionamento sério, sério, tipo, as tuas opções, né? Só um caso, alguma coisa assim.
E aí os caras, eles põem relacionamento sério e realmente eles querem ter um relacionamento sério e eles estão procurando alguém para ter uma relação séria. E eu fiquei passada. Eu, gente, é muito fácil você encontrar alguém para namorar mesmo lá. E tipo assim, e se apega mesmo, duas saidinhas, o cara já tá— não, primeiro que você nem sai, ele já tá, o que que você tá procurando aqui? E tal. O que que você quer na sua vida? O que que você tá fazendo?
Você quer ter filho? Conversas interessantes, né? E tipo conversas de realmente quem quer ter uma relação, porque ali você já vai delimitando, né? Você fuma? Você bebe? Qual, o que que você gosta de fazer para sair e tal? E aí com duas saidinhas a pessoa já tá assim fazendo planos. Sim, vou já me descrever aqui. Não, vamos, meus dois dentes. Não, aí então é um negócio diferente. Tipo, eu vi que lá os caras eles realmente Realmente querem ter uma relação.
Óbvio que tem os que não querem, querem só dar umazinha e tal. Mas tem muitos que estão procurando alguém. Aí eu fiquei, ah, então existem pessoas assim? É, então o jeito é se visitar mesmo, exatamente. Pois é, você tá perdendo seu tempo aqui, ó. Perdendo a tua... Meu colágeno, né. Meu colágeno, tua pele ainda lisinha. Tem que ir pra lá.
Só pra gente finalizar aqui com a Helena, né. Ela... Disse que não quer acreditar que alguém que traiu uma vez vai trair sempre, que essa ideia elimina a possibilidade de amadurecimento, mas que ela também não quer fingir que o passado é irrelevante. Aí ela pergunta o que seria uma cautela razoável nessa situação. E eu confesso que eu não entendi muito bem essa pergunta, mas eu acho que o passado do cara, o fato dele optar por expor esse passado O que ele fez, pelo que você deu a entender, de forma detalhada, e as coisas que ele fez para não repetir o erro, já mostra que é uma, é um prego batido assim, a ponta virou já.
Então eu acho que você tá esticando, você tá esticando um assunto que na cabeça dele já não é mais uma, é, já não é mais uma questão, ele já não pensa mais nisso. E aí quem tá com essa Você tá igual o cara lá do Menage, você tá pensando demais na situação e tá esquecendo que é uma parada que já foi superada, entendeu? Acho que o problema tá só dentro da tua cabeça. Na cabeça dele, ele tá de boa, pobre velho, trabalhando, fazendo hora extra e tomando nas costas.
É, e eu acho que para responder a pergunta dela, não existe cautela razoável. Se você tá dentro de uma relação, você tem que confiar na pessoa, né? Se você não confia, então isso aí já é uma red flag, ou pra você ou pra pessoa, sabe? Então a base da relação é a confiança. Porra, se tu não confia em quem dorme do teu lado, meu amigo, tu vai confiar em quem? Então na minha cabeça não existe cautela razoável. Isso só te faz criar mais história na sua cabeça, teorias da conspiração.
É porque ele foi fazer isso. Daqui a pouco tu tá monitorando Os minutos igual com aquele meu ex lá que eu olhava a quilometragem do carro dele. Tu lembra da história, gente?
Tu quer contar essa história? Conta, conta, conta, conta.
Então, esse meu ex que me fez ficar louca também, porque isso é culpa dele, ele é culpa dele. Aí ele morava lá no bairro, né, o bairro ali da nossa produtora aí, né? Aí, então, o que que eu fiz? Eu pesquisei no Google, no Google Maps, Quantos quilômetros dava da minha casa para casa dele. E aí quando ele dizia assim, ah, que no sábado ele ia voltar para casa e depois ele voltava no domingo, né, para mim, aí eu calculava, eu falava assim, então é para só ter subido tipo aquela contagenzinha lá da quilometragem, né, é para estar em tanto.
Aí assim que eu entrava no carro, eu bati o olho, tá em tanto. Ah, tudo bem. Então não vale a pena viver essa loucura, gente, não vale a pena. Preocupante, né, meu amigo?
Como foi que tu deixou de terapia mesmo?
Como foi que eu deixei?
Deixou assim, tu abandonou essa persona?
Então, quando eu tava com ele, na minha cabeça eu era dessa forma: cara, eu sou muito ciumenta, eu sou muito louca e não sei o quê. E aí, quando a gente terminou e eu comecei uma relação com outra pessoa, foi completamente diferente, porque a pessoa me passava muita segurança. Aí Foi aí que eu vim, caraca, então eu não sou aquela pessoa, era realmente ele que me deixava daquele jeito. Então tipo, foi natural, nunca mais precisei falar nada disso na terapia, nada do tipo, porque foi, era realmente a pessoa. E eu já tive outras relações depois dele e foram super tranquilas.
Então é isso, depois dessa história aí quero saber de você, ouvinte. Vocês estão gostando dessas histórias? Vocês estão se compadecendo dos nossos ouvintes. Que que vocês acharam das histórias que as convidadas trouxeram também, né? Porque eu vou te dizer uma coisa, temos mais algumas histórias aqui, mas o nosso tempo encerrou, infelizmente. Mas temos histórias e tempo suficiente durante a estadia da Isa por aqui para fazer uma parte 2.
Então, se vocês quiserem ver, continuem falando, continuem aí mandando mensagem, mandando seus emails e dizendo Eu quero, eu quero contar minha história, quero que minha história seja lida. Contem pra gente. E aí a gente volta aqui, se tiver aí comentários, se tiver emails chegando, a gente volta aqui, faz uma parte 2 desses, dessas, desses causos que estão chegando aqui pra gente. Então, pra gente finalizar, queria pedir pra vocês ou se divulgarem, né, falarem do que que vocês trabalham, se vocês enfim recebem freela, ou pra vocês indicarem alguma alguma coisa para os ouvintes.
Aí quando eu digo indicar alguma coisa, pode ser qualquer coisa, pode ser um lugar, pode ser uma música, um filme, a gente fazer uma indicação legal aí para galera que ouve a gente.
Vamos para França, né, gente? Ó, eu só sei que eu vou pegar a minha dica com a Isabela, que ela falou que lá na França estão atrás de relacionamento sério, porque aqui em Fortaleza não tem canto nenhum. Eu já testei todos os lugares, viu? Todos os lugares de A a Z mesmo, não tem. É melhor ir para França mesmo. Então, ó, guarde meu quartinho lá que eu estou a caminho. E a outra, galera, é minha indicação, vai para o Koala mesmo.
Façam o Pix dele, que tá vendo, ó, com Pix dele ele conseguiu trazer uma pessoa da França. Pois é, olha aí, conseguiu custear tudo pago, passagem, hospedagem, alimentação. Então, se vocês quiserem mais entretenimento, continuem com o Pix.
É isso.
É, então, gente, para as solteiras eu vou indicar também. Aí, quer dizer, eu também não posso fazer muita propaganda porque tem muita desgraça lá também, viu? Muita.
É importante salientar.
É assim, não de experiências próprias, mas das minhas amigas, que também não fazem boas escolhas, né? Então, enfim. Mas outra coisa que eu vou indicar é, não sei o quê, eu não vou indicar outro podcast, né?
Pode indicar, pode, claro.
Pois é, eu achei isso aqui meio parecido com Picola de Limão, que eu tava até comentando antes, né? E eu amei fazer parte disso porque eu achei muito parecido mesmo, porque você, ela lê as histórias, né? E depois faz os comentários. Enfim, é isso. Mandem suas histórias, por favor, a gente quer saber. E a gente também devia separar uma historinha meio macabra para contar, né?
Acho uma boa.
E a gente tem várias histórias boas ao longo desse um ano. A gente colecionou várias, ó, várias coisinhas novas ali para vocês.
A gente pode falar sobre melhor amiga no namoro, acho que é legal a gente trazer. Acho que a gente pode falar sobre relacionamento com pessoas de diferentes idades, né? Acho que a gente tem, a gente tem histórias boas para trazer para cá. Então comenta queiram, queiram saber, eu garanto que vocês não vão se arrepender. E para finalizar, queria trazer a minha indicação. Você aí tá curtindo, tá gostando, tem ouvido aí o podcast?
Vocês viram que agora o podcast ele é quinzenal, né? Tô querendo um tempinho a mais para produzir, mas também o podcast eu preciso que ele renda alguma coisa, né? Então semanal tava me dando prejuízozinho. Como vocês não estão apoiando lá no Apoia.se, não clarão mesmo na audiência. Preciso que vocês apoiem, galera. Todo incentivo lá importa. Então, a partir de R$1, você consegue apoiar em apoia.se/devaneiosmarsupiais. Lá vocês encontram nossas premiações.
A partir de R$20, vocês entram no nosso clube de apoiadores. Lá a gente discute temas, traz convidados, propõe, enfim, dinâmicas para o podcast. A partir de R$50, você vai participando com a gente aqui. Você vai mandar um videozinho seu com 3 minutos aí comentando sobre o assunto da semana, né? Você vai receber a pautinha direitinho e aí vai ter oportunidade de estar aqui com a gente. E a partir de R$120, eu acho, R$150, além de ganhar tudo isso que você já ganhou antes, você ganha também a camisa do podcast.
Então vai poder aí estampar o seu gosto. É, mas não é essa daí, essa daí é a minha de narrador. É a outra. A produção veio aqui mostrar uma blusa, mas é outra. Mas é isso, rapaziada. Muito obrigado a você que ouviu a gente até aqui. Muito obrigado às duas por terem topado mais uma. Espero que a gente se encontre novamente antes da Isa viajar. E é isso, pessoal. Um beijo, tchau, até a próxima!