Desesperados pela Presença // Pr. Henrique Evangelista
Atos 17.26-27. Deus marcou o tempo e o lugar de cada um para que o buscassem — e o Salmo 42 diz como: a corça que geme por água. Sobre a diferença entre procurar Deus e achá-lo, e a chave que 2 Crônicas 7.14 dá ao avivamento: arrependimento antes de qualquer outra coisa.
Pr. Henrique Evangelista
- A chave para o avivamentoArrependimento de pecados·Humilhação aos pés do Senhor·Oração e busca pela face de Deus·2 Crônicas 7:14
- A busca por DeusDeus como um Deus relacional·A presença de Deus·A necessidade de buscar a Deus·Intensidade e exclusividade na busca
- Avivamento e a presença de DeusAvivamento como encontro com Deus·História do avivamento no Paraná·Igreja Presbiteriana Renovada·Pentecostalismo no Brasil·Ministério Filhos do Homem
- A igreja de LaodiceiaRiqueza e autossuficiência·Produção de roupas de lã negra·Colírio de Phrygian powder·Água morna e inutilidade·A necessidade de comprar de Cristo
- A importância da presença de DeusHomens bíblicos e paternidade·O problema do homem fora de posição·Viver na presença de Deus·Ação versus contemplação
Eu estava esses dias hateando quem usa o inglês em tudo, né? Não é mais forma de pensar, é mindset. Não é mais reunião de alinhamento, reunião pequena, é um briefing, né? Não é mais ligação, é o quê? Call. Por quê? Ai, ai. Gente, para quem não sabe, eu já fui professor de inglês, então eu posso zoar a turma, tá? Vocês não têm senso de humor não? Meu Deus do céu! Gente, eu queria fazer uma oração antes de começar, mas uma oração específica.
Cadê os papais da nossa igreja? Queria orar pelos pais. Vocês podem ficar de pé? Vamos orar pelos pais dessa igreja. Nós cremos que Deus é um Deus familiar, que Deus é um Deus de famílias. Amém. E uma coisa que é muito lindo é que Deus, ele também se apresenta nas Escrituras como o nosso Pai. Amém. Eu tô provando agora a dádiva, a grande dádiva, e que maravilha tem sido a dádiva da paternidade, como tem sido incrível isso. Uma das minhas missões de vida também é tentar inspirar homens bíblicos, pais segundo o coração de Deus, de acordo com a palavra de Deus.
Amém. E eu quero orar agradecendo a Deus pela vida de cada um de vocês e pedir ao Senhor para que continue nos sustentando e nos guiando em sabedoria. Amém. Amém. Pai, eu te agradeço agora pelos pais dessa igreja. Nós te agradecemos por cada um, Senhor, que o Senhor tem dado essa dádiva da paternidade. Senhor, nós oramos por sabedoria, nós oramos por discernimento, por fortalecimento. Em nome de Jesus, Pai, que o Senhor possa levantar nessa igreja, Pai, pais comprometidos com o Senhor, pais bíblicos, pais sobretudo, Pai, que honram o Senhor e temem o Senhor acima de qualquer coisa.
Homens, Pai, que vão direcionar suas famílias no caminho do Senhor. Em nome de Jesus, eu te agradeço, Pai, por tudo que o Senhor já fez, já tem feito na vida de cada pai, de cada homem nessa igreja que ainda vai se tornar um pai. E nós te agradecemos por isso, mas nós oramos também, Pai, para que o Senhor continue nos guiando, nos livrando de todo mal, nos livrando, Pai, de toda qualquer ideia que não venha do Senhor, de qualquer ideia que não parta da sabedoria do Senhor.
Em nome de Jesus, Pai, guia cada homem, cada pai dessa igreja, em sabedoria, em discernimento, em graça, em nome de Jesus. Obrigado, Pai, pela vida de cada um, pelas nossas vidas, em nome de Jesus. Amém. Glória a Deus! Vamos dar uma salva de palmas aos pais, ao Senhor. Amém. A paternidade é algo lindo, é algo incrível. Eu Eu costumo dizer que eu vou falar uma frase forte, polêmica, mas eu costumo dizer que o problema do mundo é o homem.
Como assim o homem? O gênero homem. Porque o homem fora da sua posição foi o que gerou todo o caos do planeta e o que existe hoje. Se Adão não tivesse sido tão passivo com uma direção e uma ordem que foi dada para ele— se você procurar em Gênesis, Deus não tem, não tem nenhum momento em Gênesis que Deus fala para Eva para não comer o fruto. Eva foi criada após a ordem de Deus para Adão. Deus deve ter falado em algum momento, talvez sim, talvez não, mas nós temos um registro, Deus falou para Adão.
Então Adão sabia que não deveria comer daquele fruto. Por que que Adão foi passivo com aquela situação? Na minha opinião, o problema do mundo está aí. Na hora que o homem sai da posição espiritual que Deus o colocou, o caos começa. E toda desgraça do mundo vem por causa disso. Mas hoje a pregação não é sobre isso, então nós conversamos sobre isso em outro momento. Sejamos homens bíblicos, amém? Amém. Então abre a tua Bíblia em Atos capítulo 17.
Atos capítulo 17, a partir do verso 26, tem um texto que eu gosto muito aqui. Essa canção que nós cantamos agora, que é do Gregório Mac Nutt, alguém já conhecia essa canção? Não? Então procura lá que a Tamires Garcia, ela regravou essa canção também, chama Canção da Montanha. É esse o nome? Canção da Montanha. Essa canção ela tocou o Brasil muitos anos atrás. Através da vida do Gregório Mac Nutt. O Gregório Mac Nutt era um homem, um daqueles esquisitos que procuram a Deus desesperadamente.
Pois é, era um desses homens aí. E a música começou a tocar assim, eu só consegui pensar assim, meu Deus do céu, como é impressionante quando algo vem de um lugar de secreto, de desespero pela presença, como a gente identifica isso, né? E essa canção, ela me toca muito. A gente vai cantar ela de novo no final. Eu tô falando da canção porque ela tem a ver com o tema de hoje. Vamos ler o texto e a gente vai então desenvolver o nosso tema.
A partir do versículo 26 de Atos 17, o texto diz: De um só homem, de um só, fez ele todos os povos para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos que deveriam habitar. A gente vai já ler o 27, mas eu preciso parar nesse texto aqui só para abrir um parênteses. Nós já falamos aqui na igreja, nós tivemos até uma série no início do ano a respeito de um tema específico, aonde nós mergulhamos e entendemos que a Bíblia tem um núcleo.
Alguém lembra qual que é o centro da Bíblia, o núcleo da Bíblia? Você lembra qual é? Tu falou que lembra, então pergunta. Isso, a presença relacional de Deus é o núcleo da Bíblia. Se você pegar de Gênesis a Apocalipse, imagina comigo uma teia de aranha, não um raio. Esse foi o exemplo que eu usei, né? Uma roda de bicicleta, ela tem os raios, ela tem ali um cubo, certo? Mas todos os assuntos, se a gente está falando de assunto, vai se ligar naquele cubo.
Esse não é o melhor exemplo para falar do que a Bíblia diz, é melhor uma teia de aranha. Imagina que a teia de aranha ela tem um núcleo E tudo está interligado, certo? Dessa forma, todo e qualquer assunto dentro da Bíblia está ligado a um tema específico. Qual que é? A presença relacional de Deus. Deus é um Deus relacional, e de Gênesis a Apocalipse tem a ver com isso. Se você perceber, Gênesis começa com um relacionamento no jardim e Apocalipse termina com uma frase muito legal que eu gosto: Deus está no meio do povo, ele será o seu Deus e eles serão o seu povo.
Então, se você for pegar Gênesis a Apocalipse, juntar toda a história bíblica, tem um núcleo: a presença relacional de Deus. Deus é um Deus relacional e ele criou o homem para viver na sua presença. Deus não criou um jardineiro, ele não criou um cara para cuidar de um jardim, ele criou alguém para viver na sua presença. Nós somos feitos para a presença de Deus. Vamos dizer isso: eu fui feito para viver na presença de Deus. Amém?
Essa é a nossa casa, a presença do Senhor. Isso nós aprendemos aqui na igreja, e eu quero hoje trazer uma ramificação desse assunto, porque nós nascemos para a presença de Deus, e é exatamente isso, é uma das coisas que esse texto está confirmando no versículo 26. Ele diz assim: De um só homem ele fez todos os povos. Para quê? Para que povoassem a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e as fronteiras de seus territórios.
Aí ele fala no 27: Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós, pois nele vivemos, nos movemos e existimos. Como alguns dos poetas de vocês disseram, também somos descendência dele. Amém? Então ele tá falando, olha, Deus fez dessa forma para que os homens pudessem buscá-lo e talvez encontrá-lo, embora ele não esteja longe de nós. Mas aqui tem uma coisa que eu acredito que gera um dilema para o nosso entendimento, para a nossa vida cristã, que é o quê?
A simples noção de que Deus é um Deus que quer ser achado. Deus é um Deus que quer ser encontrado. Eu intitulei essa mensagem como Quando Deus é Achado. Quando Deus é Achado. Porque aqui nasce um dilema, se você for perceber nas Escrituras, Deus é Emmanuel, Deus é Deus conosco, Deus está com o seu povo. Deus prometeu em Mateus 28, Jesus falou aos discípulos: eu estarei com vocês todos os dias até a consumação dos séculos. Mas a mesma Escritura que mostra um Deus presente, um Deus Emanuel, um Deus que está com o seu povo, também é a mesma Escritura que mostra um Deus que quer ser encontrado, que quer ser buscado e que quer ser achado.
Isso é muito interessante e é impressionante como o versículo 27 ele traz essas duas realidades, porque ele diz assim: Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez Tatiano pudesse encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós. Então assim, ao mesmo tempo que Deus não está longe, ele está falando: os homens precisam buscar e para encontrar. Então é uma realidade que ela coexiste nas Escrituras. O Deus que é presente também é o Deus que quer ser achado.
E a gente vai entender mais ou menos como que isso funciona. Mas há muitos textos mostrando essa característica do caráter de Deus, como por exemplo um texto famoso, Jeremias 29. O Senhor fala para Israel a seguinte palavra: vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o vosso coração. Diga: de todo o coração. E eu me deixarei ser encontrado por vocês, declara o Senhor. Isaías 55, verso 6: Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. 1 Crônicas, capítulo 16, verso 11: Busquem ao Senhor e ao seu poder, busquem sempre a sua face.
Salmos 105, verso 4: Buscai o Senhor e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença. O 42:1 e 2, um texto também bem conhecido: Como a corça anseia por águas correntes, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus. No 63 ele diz: Ó Deus, tu és o meu Deus e eu te busco intensamente. No 119 ele diz: Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e buscam de todo o coração. E um dos meus preferidos, Oséias 10:12: Pois é tempo de buscar o Senhor até que ele venha e faça chover justiça sobre vocês.
Eu tava lendo um provérbio essa semana e essa verdade começou a saltar no meu coração. Provérbios capítulo 2, verso 1, diz assim: meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar os meus mandamentos, se der ouvidos à sabedoria e inclinar o seu coração para o discernimento, se clamar por entendimento de fato, se por discernimento gritar bem alto, se procurar a sabedoria como quem procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o temor do Senhor e achará o conhecimento de Deus.
Todos esses textos sopram uma verdade: Deus quer ser achado, Deus quer ser encontrado. Mas ele, ao mesmo tempo que esses textos sopram a verdade de que Deus quer ser achado, Deus quer ser encontrado, ele sopra também a verdade do como fazer isso. Se você juntar todos esses textos, tem uma palavra que parece que tá em todos eles. Diga comigo: intensidade. Intensidade. Intensidade e também exclusividade. É impressionante como a palavra intensidade ela tá aqui em todos os textos.
O Davi vai dizer no Salmo: Senhor, eu te busco intensamente. Através do Jeremias, Deus vai dizer: vocês vão me encontrar, mas quando vocês me procurarem de todo o coração. Não é mais ou menos, não é sem esforço nenhum, não, é com intensidade. É um desespero que é expressado no Salmos 42, quando ele diz: Senhor, como a coça anseia por águas correntes, A minha alma anseia de ti. Se você pesquisar, pesquise vídeos da corça procurando por água, você vai ver um animal que geme procurando água.
No contexto bíblico, era um animal, é um animal que dizem que é uma fêmea de cervo, né, a corça. Mas nas regiões bíblicas é um animal que vive em lugares áridos, em região montanhosa, então achar água não é tão fácil. Então a coça, quando ela tá procurando por água, é um animal que tá desesperado procurando uma fonte de sobrevivência. E aí o Davi vem no Salmo e ele diz: olha, igual esse animal geme, grita, ele tá desesperado por algo que pode fazer ele sobreviver, assim a minha alma vê o Senhor.
Como a fonte da minha vida, a fonte da minha sobrevivência. É como se o salmista estivesse dizendo: desesperado eu busco o Senhor. Quem é? Eu tava lembrando, pensando nisso, que todo mundo tem uma, ou tem, ou alguns já não tem também, mas eu acho que muita gente já teve a experiência de ter uma vozinha que tem muita sabedoria e frases de efeito que são marcantes. A minha vózinha é uma dessas. E aí eu lembro que a minha avó, ela tinha um negócio de dizer assim quando a gente não tava honrando ela ou fazendo, sendo amoroso ou algo assim com ela, ela falava assim: é, meu filho, eu sou de cera, eu só quero quem me queira.
E parece que apesar de Deus ser um Deus que a Bíblia diz que Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Parece que Deus, ele é um Deus que disponibiliza a salvação, mas ele só se revela para quem quer, para quem o quer. É como se você olhar para o texto de Jeremias, o texto dizendo assim, ó: vocês me procurarão. Então é um Deus que Ele permite que todos o procurem, mas ele fala: vocês me encontrarão quando me buscarem de todo o coração.
Então é, qualquer um pode procurar o Senhor, mas achá-lo somente aqueles que buscarem de todo o coração. Deus se revela para aqueles que buscam de todo o coração. Então parece que Deus, ele tem aqui uma aliança com a minha vozinha, e Deus também é de cera, só quero quem me quer. É tipo isso. Quando você lê a história de Deus ali com Israel, você vai ver isso acontecendo em vários momentos, onde Deus fala: olha, eu quero restaurar vocês, mas vocês têm que abandonar esses deuses que vocês estão seguindo.
E você vê uma relação aonde Deus sente ciúme, onde Deus fica irado com Israel porque Israel não tá se entregando de todo o coração. Então, em todo o Antigo Testamento, você vai ver essa relação de um Deus que ele quer ser exclusivo, ele quer ser achado por um povo, e às vezes esse povo o abandona. Isso tá em todo ali o Antigo Testamento, na história de Deus com Israel. Então isso é algo muito importante nós entendermos: Deus quer intensidade e exclusividade na busca.
Nós precisamos buscar a Deus de todo o nosso coração. Nós precisamos buscar a Deus de todo o nosso coração. E é impressionante como pessoas que buscam a Deus de todo o coração, elas são meio estranhas. Eu não sei se você Não sei se você já percebeu isso, tende a ser um povo às vezes que é meio maluco, porque o cara começa a ficar, a desenvolver intimidade com Deus, então ele começa a seguir a Deus radicalmente, e para quem não faz isso às vezes parece loucura.
Eu sempre lembro do texto: as coisas do Espírito são loucura para aqueles que estão se perdendo. E eu tenho observado que isso é muito presente quando se trata de espiritualidade, quando alguém intenso na busca pelo Senhor, parece que essa pessoa é tratada como um extraterrestre. Mas não se preocupe, meu irmão, nós somos esquisitos mesmo. Amém? Busque o Senhor com toda a intensidade do teu coração e não tenha vergonha de ser radicalmente apaixonado pelo Senhor.
Não tenha vergonha disso. Agora, nós entendemos que Deus é um Deus que quer ser achado, isso é um caráter de Deus. A questão é: o que acontece quando Deus é achado? O que acontece quando o Senhor é achado? Diga bem forte comigo: avivamento. O Gregório Mac Nutt, que eu citei aqui, ele falava, né: avivamento é quando Deus é achado. Avivamento é quando Deus é achado. Quando Deus, ele é encontrado. E eu, quando elaborava isso, eu senti no meu coração de ler um pouco sobre a história do nosso estado, sobre a história do cristianismo no estado do Paraná.
E eu fui dar uma lida, fui dar uma pesquisada, e eu descobri algo, meus irmãos, que eu acredito que nós precisamos entender, que essa igreja precisa saber. Deus já foi achado nesse estado. Deus já foi achado aqui. Em 1965 começou a haver um mover de Deus extraordinário no que foi se tornar mais à frente a Igreja Presbiteriana Renovada no Brasil. Não sei se vocês sabiam disso. A Igreja Presbiteriana, como vocês sabem, uma igreja bem tradicional É, não tão carismática assim em muitos aspectos.
E de repente, uns irmãos da Igreja Presbiteriana aqui no Paraná, numa cidade chamada Cianorte, eles começaram umas reuniões de oração, de leitura da palavra, como era de costume. E de repente, esses irmãos começaram a receber um avivamento extraordinário do Espírito Espírito Santo. Então aquilo que era só uma reunião de oração e de leitura da palavra começou agora a fluir nos dons do Espírito Santo. E esses caras começaram a falar em línguas, esses caras começaram a sentir desejo de orar pelos enfermos, então começou a haver cura, então eles começaram a receber profecias do Senhor.
E aí eles começaram a ser tão avivados que eles começaram então a gerar um certo incômodo na comunidade em geral, porque aquilo não era cultural da Igreja Presbiteriana. 10 anos depois, 1975, esse avivamento que aconteceu— não vou conseguir resumir 10 anos de história aqui— gerou o que hoje é a Igreja Presbiteriana Renovada no Brasil. Um avivamento que aconteceu na cidade de Cianorte, no meio da Igreja Presbiteriana. Na mesma época, junto nesse período, os anos que vão se seguindo, o pentecostalismo começa a crescer no Brasil e o pentecostalismo começa a crescer especificamente também no estado do Paraná.
Muitas igrejas começam a crescer de forma extraordinária por causa que começam a fluir nos dons, começa a haver cura, começa a haver milagres, começa a presença de Deus habitando nas igrejas, e as igrejas começam a crescer de forma extraordinária no estado, a ponto de o Paraná se tornar um dos polos missionários da época, porque tava crescendo muito nesse estado. Chegamos aqui em 1995 e 2000, um ministério, talvez você já tenha ouvido, os mais antigos talvez ouviram falar, chamado Filhos do Homem.
Quem já ouviu Filhos do Homem alguma vez? Na cidade de Pato Branco, numa igreja, nasce um ministério de adoração chamado Filhos do Homem. Eu lembro que eu era criança e meus pais ouviam esse ministério, Filhos do Homem. Eles ouviam o que aconteceu naquela igreja através de um movimento de adoração, começou a impactar o Brasil inteiro. E eu tava lá criança, lá no Pará, no interior do Pará, ouvindo os Filhos do Homem. Que era um movimento de adoração que nasceu numa igreja em Pato Branco e tava impactando o Brasil através das adorações, adoração cristocêntrica, apaixonada pelo Senhor.
E aí eu tava lendo essas histórias e eu digo, meu Deus, Deus foi achado aqui! Já houve um tempo nessa terra de pessoas desesperadas pela presença do Senhor, de pessoas famintas procurando o Senhor. E aí eu pensei uma coisa só, veio no meu coração: Senhor, faz de novo, faz de novo, Senhor, faz de novo na nossa geração. Nós ouvimos falar, porque a verdade, meus irmãos, é que os avivamentos que aconteceram na história, eles são bons, para o nosso aprendizado, para nossa inspiração, mas nós não podemos viver das glórias do passado, nós precisamos procurar o vinho que o Senhor tem para o agora.
E eu não sei você, mas eu estou começando a ficar desesperado para que o Senhor faça de novo nesse estado, para que o Senhor faça de novo nessa cidade. Mas achar o Senhor, Precisa-se de fome, de intensidade. Como que nós achamos o Senhor? Fome, intensidade, fome, intensidade. Um dos textos, primeiros textos que marcou a minha vida foi Provérbios 27:7: para quem tá satisfeito, esse rejeita até o mel, mas para quem tem fome, até o amargo é doce.
Nós precisamos de fome pelo Senhor, nós precisamos de fome pelo Senhor. Amém. Tem uma igreja nas Escrituras que eu queria usar ela como exemplo para nós. Eu não sei se você já observou, mas existe um padrão em Apocalipse muito interessante. Nas cartas às igrejas Deus usa a cidade, as nuances daquela cidade, o que acontece naquela cidade, para aplicar a lição que ele quer para aquela igreja. Então ele usa meio que a igreja como espelho da cidade.
Por exemplo, em Esmirna, uma cidade que sofria perseguição, a linguagem de Deus é— ele fala de uma coroa da vida. Para aquela igreja, ou seja, uma glória futura mesmo em meio à perseguição. Em Pérgamo, onde havia um altar a Zeus, Deus fala para aquela igreja sobre o trono de Satanás que deveria ser destruído ali. Em Filadélfia, uma igreja famosa por terremotos, Deus promete que o vencedor será uma coluna que jamais sairá do templo de Deus.
Ou seja, no lugar aonde eles estavam habituados com terremotos que destruíam tudo, que destruía tudo, Deus usa como linguagem para eles entenderem que aquele que perseverasse até o fim, aquele que for até o fim, seria como uma coluna forte que não iria cair. Então meio que Deus usa um paralelo sempre entre a realidade da cidade e a lição que ele quer trazer para a igreja. Isso é algo observável ali no contexto de Apocalipse, das igrejas Apocalipse.
Mas tem uma igreja que eu achei que ela parece um pouco com Foz do Iguaçu em algumas coisas. E tem uma lição muito pesada para essa igreja, muito forte, e eu quero fazer um paralelo e tirar uma lição dela para nós, para nós aprendermos a achar o Senhor. Amém? Qual é a igreja? Laodiceia. O texto bíblico, ele vai dizer o seguinte: Pesado. Ele diz assim: conheço as suas obras, você não é frio e nem quente. Eu gostaria que você fosse frio ou quente assim, porque é morno, nem frio e nem quente.
Estou prestes a vomitar você da minha boca. Você diz: eu sou rico, eu enriqueci-me, não preciso de mais nada. No entanto, não percebe que é infeliz, miserável, pobre, cego e nu. Eu dou a vocês esse conselho: compre de mim ouro refinado no fogo para que você se torne rico. Compre roupas brancas para que você se vista e não se manifeste a sua vergonha, a sua nudez. Além disso, compre colírio para ungir os olhos, a fim de que possa ver.
Muito forte, né? Mas quais são as lições que a gente tem aqui? Nós vamos tirando as lições e aí depois a gente aplica tudo. Primeira coisa que eu quero que você entenda aqui é que Laodiceia era uma rota comercial que ficava entre Éfeso e o Oriente. Era uma rota comercial e Laodiceia era uma cidade muito rica, muito conhecida pela sua riqueza. Bancos, centros financeiros estavam em Laodiceia naquele mundo ali, naquela época. Isso era tão— isso é tão real que em 60 depois de Cristo houve um terremoto muito sério naquelas terras.
Lá, Odisseia sofreu uma destruição muito grande. E na época, o imperador Nero, aquele Nero, aquele Nero, falou, perguntou para os governantes de lá da cidade se eles queriam receber ajuda para reconstruir, ajuda do Império Romano, ajuda financeira. Financeira para reconstruir a cidade. E eles recusaram a ajuda do Império Romano e reconstruíram a cidade com o próprio dinheiro deles. O historiador romano Tácito, muito, muito famoso, ele disse o seguinte: Laodiceia levantou-se de suas ruínas por seus próprios recursos, sem auxílio nosso, ou seja, dos romanos.
O que que é interessante aqui é que Laodiceia era de fato uma cidade muito rica. Eles de fato se reconstruíram sem nem precisar de ajuda de ninguém. Então quando Jesus ele vem e diz assim: você diz eu sou rico, estou abastado, não preciso de mais nada, não era uma metáfora. Eles literalmente pensavam assim. Eles literalmente pensavam que não precisavam de mais nada porque eles eram, eles não precisavam de nada e de ninguém. Porque eles eram autossuficientes, eles eram ricos, eles não precisavam de mais nada, eles estão abastados.
E é dentro desse contexto que Jesus vem e diz para eles: tu dizes eu sou rico, eu estou enriquecido e não tenho falta de nada. Isso aqui é muito interessante porque eu só consigo lembrar do que Jesus diz: o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. O problema não era a cidade ser rica, o problema é que eles viam sua riqueza como suficiente para eles não precisarem de mais nada. A confiança deles, o coração deles estava na riqueza, estava naquilo que eles tinham, estavam naquilo que os tornava famosos.
Uma cidade rica, uma cidade abastada. Segunda coisa que tem no texto: o poder de Laodiceia no mercado de roupas. Era também, como uma cidade rica que era, há muitos negócios aqui que o próprio Jesus vai mencionar aqui para chamar atenção deles, porque eles colocavam muito a segurança naquelas coisas. Havia uma produção em Laodiceia que era a produção de roupas de lã negra, conhecidas como as mais caras, as mais luxuosas da época.
O pessoal do Império Romano, a galera da grana, costumava usar esse tipo de roupa que era produzida em Laodiceia. É como se eles fossem donos de todas as grifes da Louis Vuitton, da Gucci. É como se eles fossem donos de tudo isso aí. Então eles forneciam tudo isso para o império, para todo mundo. Mas aí Jesus vem com uma, eu diria que uma ironia santa. É como se Deus estivesse falando para eles o seguinte: vocês que produzem roupas luxuosas estão nu e não conseguem ver isso.
E vocês estão achando que estão abafando, que estão mandando ver. Mas ele fala: vocês estão nu e não estão percebendo. Mas ele tá falando de uma nudez espiritual. Um comentarista bíblico disse: as vestes negras simbolizavam prestígio econômico. Cristo oferece vestes brancas que representam a justiça e a pureza espiritual. Uma outra coisa que era motivo de glória para essa igreja, relacionada à sua riqueza, o colírio, o famoso colírio.
Em Laodiceia existia uma escola de medicina muito famosa na época, ligada a um deus pagão chamado Menkalô. Essa escola produzia um pó chamado Phrygian powder, que era utilizado como tratamento oftalmológico na época. Esse remédio era vendido também para todo o império, era parte do comércio de tudo ali. Aí vem Jesus e diz assim para eles: compre colírio de mim para ungir os olhos. É como se Jesus tivesse de novo usando a sua santa ironia para dizer para eles: vocês estão vendendo cura, remédio para os olhos dos outros, mas vocês estão cegos e não conseguem ver.
É muito forte isso. Um cara chamado William Barclay disse o seguinte: talvez nenhuma metáfora pudesse atingir mais profundamente os habitantes de Laodiceia do que esta. A cidade vendia cura para os olhos, mas a sua igreja era incapaz de enxergar sua própria condição. Mas nós continuamos avançando. O Senhor fala de uma água agora. O Senhor vai lá e diz assim: olha, vocês não são frios e vocês também não são quentes, vocês são mornos.
E porque vocês são mornos, estou a ponto de vomitá-los. Eu lembro que a minha vida toda eu olhei para esse texto e eu fiz a interpretação clássica, né? O texto está falando de um crente mais ou menos. De um crente, ele faz até alguma coisa, mas ele é morno, ele é mais ou menos. Nós tendemos a olhar para esse texto dessa forma. Mas você sabia que o texto talvez seja mais profundo do que o que a gente pode ver? Deixa eu te explicar o contexto.
Havia um Laodiceia, era uma cidade que precisava da água de dois lugares específicos que vinham através de aquedutos. Colossos e uma cidade chamada Hierápolis. Haviam aquedutos que traziam a água para Laodiceia. De Hierápolis vinha a água quente, boa para o banho. De Colossos vinha a água fria, boa para tomar. Só que nesse trajeto da água fria para tomar Em alguns momentos essa água acabava se tornando uma água meio morna, cheia de minerais negativos, e acabava gerando no povo da cidade náusea, vômito e esse tipo de coisa.
Esse é o contexto. Tem um comentarista bíblico que ele é especialista em cidades do Apocalipse, passou a vida toda estudando cidades do Apocalipse, um cara chamado Colin Hammer, que ele disse o seguinte: A metáfora da mornidão só é plenamente compreendida quando se conhece o sistema hidráulico de Laodiceia. Agora entende o que Jesus está falando para essa igreja. Ele está dizendo assim, ó, ele não está dizendo como a gente costuma pensar, né?
Olha, vocês são mais ou menos, vocês são mornos. Eu lembro que essa dúvida começou a surgir na minha mente quando ele disse assim, ó: antes vocês fossem frios ou quentes. Aí eu pensei: Como assim? Deus tá falando então que o crente frio ele é melhor do que aquele mais ou menos? Aí eu fiquei pensando, parece que não faz sentido. O crente que não faz nada, que não quer nada com nada, ele é melhor do que aquele que tá indo ali aos trancos e barrancos?
Será que é isso que Deus tá falando? Começou a surgir essa dúvida. Mas quando a gente entende o contexto que Deus tá falando isso, Aí o entendimento fica completo, porque sabe o que Deus está falando aqui? Ele está dizendo basicamente assim, ó, ele não está falando contra o crente que é mais ou menos, ele está falando contra o crente inútil. Porque a água morna, a água fria servia para beber, a água quente servia para o banho, mas a água morna não servia para nada e ainda dava problema.
O texto é ainda mais forte. Por isso que ele diz: antes vocês fossem frios, porque aí serviria para alguma coisa. Antes vocês fossem quentes, serviria ainda, mas a mornidão, a água morna é inútil, ela não serve para nada. Isso é muito sério. Aí a gente liga tudo isso com como achar a Deus. Como achar a Deus? Intensidade, de todo o coração, busca intensa, entrega intensa. Certo? Amém? Tá dando para entender? Agora a gente tá chegando no final do texto.
O Senhor fala: comprem de mim. Aí você pergunta: como assim, Jesus? Jesus tá usando a metáfora de comprar. Aí lembra que ele tá usando a linguagem da cidade para ensinar a cidade, certo? Então ele fala: comprem de mim. Aí ele menciona várias coisas aqui, ele usa essa linguagem mercadológica. Mas é como se Jesus estivesse dizendo assim, ó, Cristo, ele entra com essa linguagem, ele faz assim, ó, vocês compram ouro, mas eu tô vendendo para vocês riqueza de verdade.
Vocês compram roupas, mas eu tô vendendo para vocês vestes brancas purificadas. Vocês vendem colírio, mas eu tô vendendo para vocês visão espiritual. E aí talvez ao falar isso você pense, tá, Henrique, mas é, isso me parece meio esquisito, porque Ele tá usando uma linguagem de comprar e parece meio um paradoxo. Como que eu compro de Deus? Isaías 55, verso 1 responde. O texto diz: Vinde, comprai sem dinheiro e sem preço vinho e leite.
Diga comigo: graça! Graça! Como que a gente compra de Cristo sem dinheiro? Como que a gente compra de Cristo sem preço? Porque ele pagou o preço. Graça, graça, puramente graça. Então, em outras palavras, vocês podem comprar, mas não com os métodos de vocês. O que vocês têm, o que vocês estão acostumados é: eu gero um valor, eu tenho um valor, e esse valor eu troco por outra coisa. Não, não, é invertido. Não é dessa forma, não é desse jeito.
É: achegai-vos a mim, eu vos achegarei a vós. É vinde, é venham, é só vir. Busquem com intensidade, busquem com intensidade. Uma frase que eu gosto muito de falar é sempre isso: tem um lugar na mesa para quem quer sentar. Jesus não vai obrigar, pegar você pela mão e te sentar na mesa, não. Mas tem um lugar para nós lá na mesa do Senhor, pela graça. E o Senhor e a palavra para todos nós continua a mesma lida no início: buscai o Senhor enquanto se pode achar.
Enquanto se pode achar. Tem um texto que eu já mencionei aqui nessa igreja, eu menciono, eu gosto de ficar mencionando ele de tempos em tempos, que é o texto de Amós, aonde o profeta ele profetiza algo que para mim é uma das coisas mais assim desesperadoras da Bíblia, porque ele começa com algo muito bom e termina com algo muito chocante. Ele diz assim, ó: Haverá um tempo em que o Senhor derramará fome sobre toda a terra, fome e sede, mas fome não de comida e sede não de bebida, mas fome e sede da sua palavra.
Glória a Deus! Eu ficava, ah, eu fico muito feliz com isso. Só que se você ler o versículo seguinte, ele diz assim: e as pessoas vagarão de um lugar a outro, do oriente ao ocidente procurando a palavra de Deus, mas não encontrarão. Ou seja, a profecia é uma profecia de juízo. Ele tá falando: olha, vai ter um tempo. E aí, quando você olha todo o contexto, você percebe isso. É como se Jesus estivesse dizendo assim: olha, eu tô dando oportunidade para ouvirem a palavra, eu tô dando a oportunidade para quererem a palavra, eu tô dando oportunidade para me buscarem com intensidade, mas vai haver um dia Que até aqueles que não quiseram vão ter fome, vão ter sede, só que dessa vez eles vão procurar com intensidade, mas não vão achar.
Aí você casa isso com o que o texto de Isaías diz: Buscai o Senhor enquanto se pode achar. Com intensidade, meus amigos, com intensidade, enquanto nós podemos encontrá-lo. Cristo aqui, ele não tá vendendo, né, a salvação, ele está chamando pessoas pessoas que confiam em suas riquezas, na sua própria vida, para receber gratuitamente aquilo que elas jamais poderiam adquirir por mérito. O cara chamado Richard Buckham, ele disse o seguinte: a linguagem comercial de Laodiceia é deliberadamente invertida.
Aquilo que a cidade valorizava economicamente revela-se espiritualmente inútil diante das riquezas oferecidas por Cristo. E por último, qual é o centro dessa repreensão? A igreja. O centro é o pecado da igreja. Aqui não era heresia, o pecado da igreja aqui não era uma igreja que tava vivendo em imoralidade, o pecado aqui não era talvez uma igreja que tava ali com um pecado visível aos olhos de todos, não. O pecado da igreja aqui era a autossuficiência e a falta de fome.
Eu escrevi algo aqui: crentes insatisfeitos com esse mundo e apáticos na busca de Cristo são a maior barreira para o avivamento de uma igreja. Isso lembra um pouco os fariseus, né? Os fariseus estavam numa situação que eles achavam que tinham conhecimento de Deus, eles achavam que sabiam quem Deus era. Mas esse achar deles foi o que tornou eles ainda mais cegos. Spurgeon dizia uma coisa, ele diz assim: a pior pobreza é aquela que se imagina rica, a pior cegueira é aquela que acredita ver.
Infelizmente, meus irmãos, alguns cristãos, eles estão dentro da igreja sem conhecer a Deus, sem conhecer o Senhor. Sem buscá-lo com intensidade. E eu acredito que o Senhor quer nos despertar para esses dias, que o Senhor quer nos despertar. Eu me recuso a acreditar que esse estado, essa cidade, não pode viver um avivamento. Como nós ouvimos às vezes coisas negativas, mas eu me recuso, porque eu sei que se Deus for buscado com intensidade, ele responderá.
Se Deus for buscado de todo o coração, nós o acharemos, nós o encontraremos. Eu vou te falar uma coisa: Deus não precisa de grandes estruturas, Deus não precisa de grandes prédios, Deus não precisa de multidão, ele precisa de corações queimando por ele, corações desesperados pelo Senhor. Procure história dos avivamentos. Nenhum avivamento começou com grandes multidões, nenhum avivamento começou com grandes estruturas. Começou com corações desesperados, desesperados pelo Senhor, com homens e mulheres amando a Deus, buscando a presença de Deus.
Se você pesquisa história de avivamentos lá, os famosos, né, Rua Cusa, País de Gales, eram homens que nem imaginavam o que aquilo ia se tornar. Eles só queriam encontrar o Senhor, eles só queriam achar o Senhor. Ninguém começou assim, não, eu vou começar agora aqui, orar, e vai acontecer o avivamento mais famoso da história da humanidade. Não. Qual foi talvez o maior Falando de avivamento, qual foi o maior avivamento da história da humanidade?
Atos 2 marcou tudo ali. Mas sabe uma coisa sobre Atos 2 que eu amo? Diz assim, ó: de repente eles estavam reunidos, e de repente, se você leu o que tava acontecendo antes daquilo, eles estavam vida na palavra e oração. Comunhão, o partir do pão. É só você ver o que tá acontecendo com a igreja, é isso ali, partindo o pão, vivendo na palavra, vivendo em oração. Aí eles estão fazendo isso como costumeiramente faziam, e de repente ouviu-se um som.
E aqui estamos nós hoje, porque aquele povo foi avivado, porque aquele povo foi impactado. Eu acredito Que nós podemos estar aqui perseverando na oração, perseverando na palavra, perseverando em pregar o evangelho e cuidar das pessoas, perseverando em amar o Senhor, perseverando desesperados pela presença de Deus, e de repente, de repente, eu acredito nisso, Um dia eu tava passando uma dificuldade, eu vou terminar agora, e tava desanimado e tal e tal e tal.
E aí eu lembro que nós estávamos conversando sobre fazer algumas coisas na igreja e tal e tal. E aí eu falei algo para o meu pai, para minha mãe nesse dia. Sabe quando você fala uma coisa e você pensa, meu Deus, o que foi que eu falei? Que negócio interessante. Parece que não veio de mim isso aqui, tem alguma coisa nisso aqui. Depois eu fiquei refletindo, mas eu lembro que eu falei para o meu pai, eu falei assim: pai, me dá alguns dias porque eu não consigo fazer sem a unção, eu preciso da unção, eu preciso do Espírito Santo.
É por isso que essa canção ela me toca tanto, é muito simples: preciso de ti. Preciso de ti, do teu calor, do teu amor. Eu preciso, sabe, meus irmãos? Deus me impactou com uma mensagem, vocês sabem disso, a mensagem de uma coisa. Eu gosto de mencionar esse exemplo porque não é querendo desmerecer a aplicação de outras pessoas, mas eu não concordo teologicamente com aplicação que se faz a respeito de Marta. Eu sempre menciono isso porque, porque Marta, ela não é um exemplo de trabalho.
Marta é o exemplo de trabalhar na hora errada. Ela é o exemplo de trabalhar quando se deveria estar aos pés do Senhor, olhando para o Senhor e ouvindo o Senhor. Se você olhar o texto, não tem como ir contra isso, porque Marta diz: Senhor, manda Maria me ajudar. Aí o Senhor diz: Marta, você tá preocupada com muita Maria escolheu a melhor parte, isso não será tirado dela. Não é como se Jesus estivesse dizendo: Não, Marta, o que tu tá fazendo agora é importante.
Não. Jesus está corrigindo ela, Jesus está dizendo: Olha, você está fazendo o que— você deveria estar fazendo o que Maria está fazendo. Ela escolheu a boa parte. Mas o que mais me impressiona no texto é que Jesus diz assim, ó: apenas uma coisa é necessária. Você lembra disso? Às vezes eu entendo o coração dos irmãos que pegam e diz assim: olha, mas a gente tem que trabalhar como Marta e ser como Maria. Não, não, eu não quero trabalhar como Marta, não.
Marta trabalhou na hora que não devia. Marta trabalhou na hora que só uma coisa era necessária. E não sou eu que estou dizendo isso, é o texto. O texto diz: uma coisa só é necessária. Maria escolheu essa uma coisa, é isso que Jesus está dizendo, e isso não vai ser tirado dela. Então, o que eu aprendo? Antes de trabalhar para Jesus, aprenda a contemplá-lo, aprenda a ouvi-lo, aprenda a viver na presença de Jesus, porque se Jesus quisesse um jardineiro, Jesus quisesse um jardineiro, a história teria sido totalmente diferente.
Mas Jesus não criou um jardineiro, ele criou um filho para viver na sua presença. Então, antes de querer fazer para Jesus, nós precisamos da unção, nós precisamos da paixão, do amor pela presença. Essa tem sido uma coisa que tem queimado no meu coração, que eu digo: Senhor Deus, me livre ficar fazendo célula, discipulado, tocando no louvor, fazendo as coisas da igreja que são boas, são importantes, mas Deus me livre fazer isso sem lugar secreto, sem paixão pelo Senhor, sem uma vida de amor desesperado pela presença.
Eu acredito que uma grande parte às vezes dos problemas que nós temos como igreja se dá porque nós temos muita gente trabalhando na igreja sem amar Jesus. Aí as coisas perdem o sentido, que você começa a fazer as coisas, é o fazer pelo fazer. Aí você não sabe mais nem o que é igreja, não sabe mais nem por que que tá fazendo. Mas por último, tem um texto que é o que eu acredito ser uma das coisas que nós precisamos, porque ao mesmo tempo que nós reconhecemos as nossas falhas, nós reconhecemos a necessidade de buscar o Senhor com intensidade, de buscar o Senhor com todo o coração, mas nós precisamos também entender que se nós estamos falhando, tem uma chave para o avivamento também.
Todo avivamento, ele vem junto com arrependimento de pecados. Nós precisamos reconhecer, nos arrepender e nos humilhar aos pés do Senhor. Texto conhecido sobre isso é Crônicas, 2 Crônicas 7:14. O texto diz: se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus eu o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra. Meu Deus! Meu Deus, nós estamos nessa cidade orando: Pai, cura essa terra, cura essa terra, cura nossa nação, cura nosso país, cura nossa cidade, cura nosso povo, nos livra de todo mal que tem nos atingido, da idolatria, nos livra de tudo isso.
Nós precisamos nos arrepender entender e clamar ao Senhor por avivamento. Amém. E é isso que eu te encorajo a fazer hoje.