Episódios de RebobinaCast

RebobinaCast 39 - Scarface 1983

07 de maio de 20261h4min
0:00 / 1:04:30

🎬🔥 NOVO EPISÓDIO NO AR! 🔥🎙️

O crime… o poder… a ambição… e uma das frases mais icônicas da história do cinema.

No episódio 39 do RebobinaCast, MisterEverton e Guilherme Viotti mergulham no universo explosivo de Scarface!

💰 Bastidores insanos🔫 Curiosidades sobre Tony Montana🎭 Teorias e cenas clássicas💥 O impacto do filme na cultura pop, games e música
😂 E claro… versões alternativas completamente malucas do elenco!

“THE WORLD IS YOURS, CHICO!” 🌎

Prepare o charuto, ajuste o terno branco e venha rebobinar esse clássico absoluto dos anos 80.

🎧 Já disponível!

#RebobinaCast #Scarface #TonyMontana #AlPacino #CinemaAnos80 #Podcast #FilmesClássicos #BrianDePalma #CultMovie #CinemaCult #TheWorldIsYours #MisterEverton #Filmes #PodcastBrasil

Assuntos7
  • Scarface 1983Análise do filme Scarface de 1983 · Comparação com Scarface original de 1932 · Temas de crime, poder e ambição · Impacto cultural na música e games · Bastidores e curiosidades · Teorias e cenas clássicas · Versões alternativas do elenco
  • Cenas icônicasCena da motosserra · Cena da piscina no final · Quantidade de mortes no filme · Uso de palavrões no filme
  • Comunhão com CristoPerformance de Al Pacino como Tony Montana · Comparação com outras atuações de Al Pacino · Indicação ao Oscar por Scarface
  • Elenco de ScarfaceMichelle Pfeiffer como Elvira Hancock · Steve Bauer como Manny Ribera · Mary Elizabeth Mastrantonio como Gina Montana · Robert Loggia como Frank Lopez · F. Murray Abraham como Omar Suarez · Atores que fizeram teste para o papel de Elvira
  • Bilheteria e recepção de ScarfaceDesempenho de bilheteria do filme · Classificação etária e impacto na bilheteria · Transformação em filme cult · Censura e violência no filme
  • Contexto histórico e social de ScarfaceImigração cubana para os EUA nos anos 80 · Tráfico de cocaína nos EUA · Comparação com O Poderoso Chefão e a ascensão de Fidel Castro · Refugiados políticos e criminosos em Miami
  • Estilo e estética do filmeDuração do filme e percepção do tempo · Estrutura de ascensão e queda de Tony Montana
Transcrição167 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Fala galera, aqui é o Guiviote Eu Mr. Everton e sejam todos bem-vindos ao RebobinaCast E isso meu amigo, pra falar do clássico Scarface de 1983 Com Alpatino, Michelle Pfeiffer, grande elenco, cheio de spoilers depois da vinheta RebobinaCast, volte ao play dos clássicos

E aí, você atende por que nome? Como se chama? Antônio Montana. E você, atende por que nome? Onde aprendeu a falar inglês, Tony? Aprendi na escola. E meu pai era dos Estados Unidos. Igualzinho a vocês. Ele era Yankee. Ele sempre me levava ao cinema. Eu aprendi e assisti os caras. Humphrey Bogart, James Cagney.

Eles me ensinaram a falar. Eu gosto desses caras. Eu sempre soube que um dia eu ia vir aqui para os Estados Unidos. E cadê o velho agora? Morreu. Ele morreu. Em algum lugar. Algum dia. Mãe? Ela morreu também. Que tipo de trabalho fazia em Cuba, Tony? Ah, eu fazia uns biscates. Aqui, ali. Eu trabalhava em construção. Eu trabalho com as mãos. Servia o exército.

Tem família nos Estados Unidos, Tony? Tem primos, cunhado, alguém? Não, não. Todo mundo já morreu. Já foi preso, Tony? Eu? Preso? Nunca. Não. Já esteve num hospício? Ah, já. No barco que me trouxe pra cá.

E que responsabilidade, hein? Falar desse filme clássico. Eu não sei, fazia muito tempo que eu não assistia esse filme. Me surpreendeu a qualidade e a impressionante como antigamente que era bom, né? É. Se não fosse bom assim antigamente, a gente não tinha esse podcast.

É mesmo, mas o filme, eu não sei se ele tinha as pretensões que atingiu, mas que qualidade, que ótimo. Bom, só pelo diretor a gente já imagina o que viria. Sim, sim. E um filme pesado, né? Toca sobre temas críticos, né?

Pra mim, depois de Poderoso Chefão, meu filme favorito de máfia, tudo bem que tem, acho que pra mim dos anos 80 é Scarface. Anos 90 a gente já tem bons companheiros aí que eu talvez goste mais, Cassino é muito bom, mas acho que anos 80 é um dos meus filmes favoritos de máfia, Scarface, cara, esse filmaço aí dirigido pelo Brian De Palma com o roteiro de outro grande diretor, Oliver Stone.

Pois é, só fera, né? Só fera. É, esse filme é um remake, né? Tem outros dois roteiristas acreditados aqui, o Howard Hawks e o Ben Hest, que foi quem escreveu o Scarface original, o filme original é de 1932, e basicamente ele era sobre a história do Al Capone, ele se passava em Chicago, né? Então, a versão de 83 é...

Trazer para o momento que os Estados Unidos viviam na época, que era aquela loucura de anos 80 e Pablo Escobar e a grande inserção da cocaína na cultura americana e a atualização do nosso querido Tony Montana, vivido pelo Alpatino.

É, você tem razão. Eu acredito que o remake faz sentido ele ter alterado, né? Até você citou filme de máfia, mas eles até citam algumas questões de italianos ali, mas não me parece ser uma máfia, né? É mais uma ascensão mesmo de um traficante no mundo do crime que vai à loucura, né? É, ele é um mafioso, né? Ele é um mafioso cubano, né?

É, podemos dizer sim, uma máfia cubana, de certa forma, com certeza. E eu acho que o nome, assim, Scarface, talvez seja uma boa e excelente referência ao Al Capone, né?

É, o Al Pacino, ele tá completamente surtado nesse filme. E é um dos filmes favoritos do Al Pacino. Isso que eu acho bem legal, porque ele fez sabendo que ele tava surtado e ficou surtado daquele jeito mesmo. E, pra mim, infelizmente o Al Pacino só foi ganhar Oscar depois de sete indicações lá nos anos 90 por perfume de mulher. Esse daí não foi nem indicado ainda por Oscar, mas pra mim merecia.

Eu acho que ele deveria ter ficado menos surtado depois do final do filme, porque eu tenho a impressão que ele faz um pouquinho de uns trejetos desse personagem em outros personagens futuros dele. Em todos, basicamente. A atuação dele até esse personagem era uma, que aqui você pode ver mesmo no Poderoso Chefão 1 e 2.

Talvez um dia de cão ele esteja um pouco mais surtado. Dick Tracy é uma... Depois desse filme já é anos 90, mas é uma paródia, assim, né? Mas, assim, pra mim é clássica virada aí do Al Patino pra ser esse cara mais surtado em todos os filmes depois de Scarface, né? Tanto que o perfume de mulher que ele ganhou era surtado, aquele fogo contra fogo, filmaço, surtadaço também. Advogado do Diabo.

advogado do diabo, muito bem lembrado. Bom, um dos melhores atores de todos os tempos ao partir, né? Não, gosto dele. Surtado ou não, ele é bom. Afinal de contas, ele tá no melhor filme de todos os tempos, que é o Poderoso Chefão, e ali ele mostra uma atuação mais contida, contrapondo que esse filme que nós estamos falando hoje. Sim, é...

Porque ele até tem o lance de ter aprendido com o pai, né? De, assim, se você é o cara mais surtado da sala, você é o mais vulnerável, né? Então, ele tinha essa psicologia toda pra se tornar o grande, o poderoso chefão.

Mas nesse daqui É assim É o clássico traficante Que usa do próprio Da própria droga Porque ele vai cheirando O próprio supply dele O filme inteiro

É legal que no filme ele meio que conhece um chefão das drogas, que acaba chamando o personagem do Alpatino pra trabalhar com ele, e ele meio que aprende algumas questões ali, mas é interessante que em algum momento o chefão até fala, olha, não use o próprio produto. Ele dá a dica. O que ele não segue, né? O que ele não segue.

Cara, o Patino tá muito bom nesse filme Michelle Pfeiffer, aí o primeiro papel De destaque dela, fazendo Elvira Ela que emagreceu Bastante pra fazer esse filme, ela sempre foi Muito magra, mas você vê que ela tá Tá no shape, né, nesse filme, Michelle Pfeiffer Novinha

É, mas assim, a Michelle Pfeiffer sempre foi um sex symbol, uma atriz linda, maravilhosa, e ali realmente ela tava novinha, magérrima, no shape, como você disse, de fato. No shape. Bem curioso isso, mas tava ali acho que no auge do colágeno, né, como dizem. Sim.

Tem o Steve Bauer também nesse filme, o único ator cubano, na realidade, nesse filme, fazendo o Manny Ray ali, melhor amigo do Scarface. A Mary Elizabeth Mastrantonio fazendo a Gina, irmã do Tony Montana. O Robert Lodja fazendo o Frank Lopes, que era o chefão. Desculpa, você ia falar alguma coisa? Não, não, é que essa Mary Elizabeth, ela trabalhou muito nos anos 80, ela fez muito filme.

Robin Hood era com ela também, não era? Robin Hood ali com, acho que, Kevin Costner. É, o do Kevin Costner, exato. Ela também fez o Segredo do Abismo, um maravilhoso filme. Segredo do Abismo, sim. E o F. Murray Abrams fazendo o Omar, aí, né, que era o meio que rival do...

do Alpatino, que trabalhava também pro Frank Lopes, e acaba vindo a óbito, como muitos personagens nesse filme. É, mas você não pode esquecer do nosso queridíssimo Hector Salamanca, que tá nesse filme aí, de Breaking Bad. Mas então, ele é ou não é o único, né? O Stephen Bauer também tava no Breaking Bad, você lembra, né?

É verdade, é verdade. É que aqui ele tá muito mais novo, né? Mas ele é o traficante que era o chefe do cartel que acaba morrendo... Gente, desculpa, vamos dar spoiler de Brickman. Que acaba morrendo envenenado, né? Pois é, cara. Com aquela cena da piscina imitando a capa do CD do Nirvana, né? É verdade. Os dois, né? Olha, os dois personagens. Trabalhavam... Não, não estavam juntos nesse filme, mas...

É, eu acho que eles nem chegam a dividir tela nesse filme, mas os dois aí participaram de Breaking Bad, pra mim, melhor seria de todos os tempos. Pois é, eles estão em um dos melhores filmes de todos os tempos aqui, na nossa opinião, que a Scarface, e também na melhor série de todos os tempos.

Esse filme tem nota 8.3 no IBDB, muito acima aí, uma nota que se fosse ver dos filmes que a gente cobriu só deve ter aí de Volta pro Futuro, acima, Caçadores da Arca Perdida, um clube muito seleto de...

8.3, e no Rotten Tomatoes 77% da crítica gostou e 93% do público. Nota muito boa, com certeza, comparado aos que nós muitas vezes falamos aqui, né? Ouvintes, vejam, a luta aqui pra falar de filmes mais hypados é grande, porque senão ia ser alguns filmes mais underground, mas esse filme aqui tá nos nossos corações e é nota super válida. Sim, sim. Esse filme atualmente ele tá na época da gravação desse podcast no Prime Video, No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No No

Mas esse filme não fez tanto sucesso quando a gente pensa na época, cara. Na época, ele meio que mal se pagou. O orçamento dele foi de 50 milhões de dólares e ele fez pelo mundo todo 66 milhões. Talvez pela censura de 18 anos, que não conseguiram diminuir esse filme. Isso acaba sempre impactando na bilheteria, mas virou um cult com o passar dos anos.

É até difícil de acreditar, porque eu não sei, talvez pelo pensamento das pessoas da época, eu nem havia imaginado que poderia ser também algo por questões da classificação, mas é uma pena, porque se fosse hoje um filme tão crítico, tão relevante, iria ser um estouro, com certeza.

É, talvez assim, eu vou chutar aqui, tá? A quantidade de droga que tem no filme e a cena de tortura com a motosserra tem impactado? Eu acho que sim.

É verdade, hein? Essa cena é emblemática. É pesada, cara? É, não, é muito. Muito pesada. E é logo nos primeiros minutos do filme, assim, né? O filme tem uma introdução, mas é logo no começo. Já mostra pra que veio, né? E é bem pesado mesmo. Sim, sim. O que não é pesado são as redes sociais do RevolvinaCast, Mr. Everton.

Ouvintes, vamos lá. Entrem, curtam a gente. Façam parte dos Rebobiners. Rebobiners! Exato. Vamos lá no Instagram, no rebobina.cast no YouTube, no arroba rebobinacast.br Estamos recebendo bastante comentários, está aumentando. Ficamos felizes. Sejam críticas, sejam elogios. Falem conosco e nos ouçam aí nos seus agregadores de podcast preferidos.

no Spotify, no Apple Podcast, no YouTube, como já falamos, e entre em contato conosco no contato arroba rebobinacast.com.br Onde vocês procurarem, vocês acham a gente. Não tem como. Sugiram, façam críticas, comentários positivos. A gente gosta de receber tanto positivos quanto negativos pra gente melhorar a qualidade do podcast. Mas falam pro amiguinho e pra amiguinha ouvirem a gente. É isso aí. Obrigado, pessoal.

Vamos para a parte de trás da caixa, meu amigo?

Vamos lá. Estávamos até conversando um pouquinho em off, né? Como esse é um filme relativamente antigo, saíram muitas edições. E tem sim VHS. Eu encontrei uma aqui muito sucinta. Acho que provavelmente essa aqui já é até de DVD, de uma edição especial. Então, estou lendo aqui. Não é do VHS, mas acho que vale porque tem os mesmos conteúdos, né? Aliás, deixa eu até procurar de direito aqui. Achei o VHS. Pronto.

Sem preguiça, um VHS original de 83. Oi. É, e custa no 90 reais, hein? Não tá caro, não. Nossa, que absurdo, cara. Não tá caro? Ah, pra um clássico original? Um VHS? É um VHS? É um VHS.

É mais difícil achar o videocassete, né? Sim. Al Patino, um dos maiores atores de teatro e do cinema americano, que foi indicado para o Oscar de melhor ator por Poderoso Chefão, O Poderoso Chefão Parte 2, Cépico e Um Dia de Cão, agora em sua maior interpretação dramática de todos os tempos, vivendo o rei do crime Scarface.

uma refilmagem modernizada do clássico dos anos 30. Patino tem aqui uma performance digna do Oscar, como Tony Montana, que chega a Miami quando Fidel Castro abre a porta de Mariel, para que todos os cubanos fiquem livres para irem para a Flórida.

Lá, ele encontra mais riqueza, mais poder e mais paixão do que havia sonhado. Sua ânsia de poder não encontrará limites e assim começará uma carreira de crimes. Ajudado por seu amigo Manny Ray, vivido por Stephen Bauer, o filme deu também indicações para O Globo de Ouro, para Patino, como melhor ator, e para Giorgio Moroder, para Trilha Sonora.

E a fotografia é do premiadíssimo John A. Alonso e a direção de um dos melhores diretores de cinema americano, Brian De Palma. Estão ainda no filme Michelle Pfeiffer, A Linda Loira que Vimos em Grace 2, Roberto Loggia e grande elenco. Scarface é um filme violento e forte, dedicado a um público adulto, um dos grandes lançamentos da Sick Video.

Cara, eu não alugaria não. Achei caído demais. Meia hora lendo um texto. Não vou ler um texto desse na locadora, cara. É um textão. Eu vou te mandar essa imagem aqui. Vou mandar aqui pra você ver. De fato, é um textão mesmo. Mas eram outros tempos também. Em 83, talvez eles tivessem que justificar a violência desse filme ou algo do tipo.

É um filme bem violento, até para os padrões de hoje. O elenco alternativo desse filme, o filme foi meio que desenvolvido pelo Brian de Palma e pelo Al Patino, então não tem outra opção a não ser o Al Patino, mas várias atrizes testaram para o papel da Elvira. O Al Patino queria bastante a Glenn Close.

que na época estava bastante jovem, hypada, mas ela foi descartada pelo diretor porque ela não parecia sexo o suficiente. Então, acabou indo, óbvio, para Michelle Pfeiffer, mas olha quem mais fez o teste. A Courtney Cox, que depois foi parar no Friends, muito jovem na época.

Gina Davis, Carrie Fisher vulgo Princesa Leia Kelly McGillis, Rosana Arquete Kim Bessinger, John Foster Melanie Griffith, cara, gente pra caramba testou assim quase deram pra Brooke Shields mas a mãe dela não deixou ela fazer o filme, ela foi fazer Saara no lugar, olha só

Pois é. Olha, eu não sei, a Glenn Close ela é uma mulher bonita, mas estamos falando da Michelle Pfeiffer, né? Acho que todas... Você comentou até uma aí que era uma outra loira também muito bonita da... Kim Bessinger, né? Ela mesma. E fez o Batman 2, né? Você viu no cinema, falamos até no último episódio. Não, ela tá no primeiro, né? É no primeiro? No 2 da própria Michelle Pfeiffer.

A Michelle Pfeiffer é mulher gato. A Michelle Pfeiffer é verdade, é mulher gato. Kim Bessinger é repórter do primeiro Batman. É mesmo. Olha só esse Batman safadão. É, safadinho. Só as melhores aí. Mas, cara, a Michelle Pfeiffer... Aliás, a atuação dela desse filme é muito boa também. Até pela idade dela, se você for para pra ver.

A Michelle Pfeiffer, ela odiou fazer esse filme, né? Na real. Porque, assim, ela sempre foi magra, mas eles queriam, o personagem Delvira, ser um magra que, talvez muito porque ela era uma usuária de drogas, então a cocaína era muito forte nessa época e as pessoas emagreciam muito quando cheiravam. Então queriam que ela fosse, e ela cheira o filme inteiro, queriam que ela tivesse esse visual extremamente magro e ela falou que ela praticamente teve que passar fome.

pra chegar no shape que os caras queriam então ela não gostou muito tanto que o Scorsese ofereceu pra ela o papel de Ginger em Cassino em 95 e ela falou que também era um filme de máfia e ela não queria repetir a experiência então ela não gostou muito e dá pra entender porque, ela realmente tá bem magra nesse filme

Olha, mas acho que, assim, realmente, veja que esses atores que se destacam no final das contas, eles sempre têm esses desafios físicos. É interessante que pra uma mulher que já era magra, teve que ficar mais magra ainda. Mas é porque faz sentido, porque ela ia interpretar uma viciada.

É, e ela é, eu acho que ela é essencial pro desenrolar do filme. A gente tem ali, basicamente, a ascensão e queda, né, do personagem do Scarface. Então, você vê desde o começo ele saindo do porto.

que era um lugar que os americanos deixavam os cubanos até eles arrumarem o emprego, como se fosse uma zona neutra ali. E de cara os caras têm que matar um ex-comandante lá cubano que foi exilado para os Estados Unidos, que é o que faz eles conseguirem aquele emprego para lavar prato.

É, e não só isso, o green card também, pra poder entrar dentro. É, assim, eles precisavam do emprego pra conseguir o green card, exatamente, né? Ele já começa mostrando ali o que veio, né? Matando o cara sangue frio ali dentro daquela zona militarizada ali, né?

É, teve um momento em que estava uma bagunça generalizada mesmo e ele aproveitou a oportunidade e fez o serviço. Agora, é interessante, logo no começo do filme, que o filme retrata um momento real entre Cuba e os Estados Unidos.

E é curioso, se você for parar pra pensar, que o ator, né, que está fazendo o filme no Poderoso Chefão 2, é muito interessante que no Poderoso Chefão 2, o Al Pacino, ele está lá fazendo o Poderoso Chefão e eles estão tentando construir cassinos em Cuba.

E mostra quando houve a ascensão do Fidel Castro. Exato. E agora nesse filme ele... Trinta anos para frente, né? Porque se passa nos cinquenta, né? Sim. Não, a ascensão do Fidel acho que já é sessenta ali, por aí. Não, o poderoso chefão é na década de cinquenta.

Não, o segundo filme. O segundo filme, é, o segundo filme já se passa, quando ele até vai pra Cuba, algo assim, eu acho que já é 60 ali, já, viu? Salvo engano, já é 60, porque quando o Fidel Castro assume. Nós não somos historiadores aqui, tá, ouvintes, mas... 59. 59, então já era 60, é bem na berola, então, beleza.

Ah, entendi, entendi, entendi. O que é isso escorrendo pela sua mão? Os seus argumentos, entendi. Não, cara, você tá entendendo o que eu tô falando, pô. O mesmo ator participou lá do filme e agora aqui, já um pouco pra frente, fugindo do Fidel, né? Porque teve aquela questão da Baía dos Porcos e tal. Isso é histórias que, às vezes, a gente esquece, né? E não faz tanto tempo, se for, para pensar.

Faz bastante, quer dizer, historicamente óbvio que não, né, que são, sei lá 50, 60 anos em termos de história, né mas é interessante, eu nunca tinha pensado nesse contraponto realmente, né, de mostrar num filme histórico, né, como foi Poderoso de Afão, que ia sair lá de 10 anos antes, né

10 ou 9 anos antes, mostrando a década de 50, 60 ali, né, virada quando ele assumiu o poder, e depois realmente um cubano fugindo, que ele era um rebelde ali, né, considerado pelo governo do Fidel, né, por isso ele foge pros Estados Unidos também, né.

É, eu não sei, tanto é que no próprio filme... Ele fala que ele é refugiado político, mas na real ele só era meio que um bandido ali, parece, que ele não queria estar debaixo do comunismo do Fidel, né? É, no próprio filme fala que o Fidel, quando manda os cubanos que estavam insatisfeitos para os Estados Unidos, aproveitou e mandou bandidos juntos. Ele, eu acho, fazia parte desse grupo, ele não era... Ele se vendia como um refugiado político. É, mas ele não era coisa boa também, né?

Não, ele se vendia como refugiado político, mas na verdade eu acho que ele já tinha ali a sua vida criminosa, ele já tinha ali os seus esquemas. É, e ele mata bastante esse filme, a quantidade de corpos é de 41 e só dele tem 25.

Nossa, só 41? Naquela fase final, né? Quase uma missão. Naquela parte final ali, só 41? Nossa, porque... Eu acho que os 25 que ele mata, inclusive, são os 20 naquela última cena.

o Tony Montana é um dos principais personagens do cinema. Sim. Veja, o Alpatina é fogo, né, cara? Porque ele tá meio sumido, tá velho, né? Lógico, mas ele fez grandes personagens do cinema. Tony Montana é um deles.

O Albatino, ele está com 86 anos. Olha aí. Não é pouco não, cara. Não, não. Ainda está fazendo filho por aí, né? Está com dois filhos pequenos, inclusive. Se fosse ele, também faria. Então, o Contagem de Corpos, os top 3 ali.

É o próprio Tony Montana com 25 mortes. O Ludezcão, que é aquele cara acreditado no final do filme, o cara que acaba matando ele com aquela escopeta, que é aquele cara de óculos escuro ali, ele tá com três mortes, ele mata o pessoal do Tony Montana e o próprio Tony Montana no final.

E o Manning, amigo clássico do nosso Tony Montana, o Steven Bauer, ele mata dois. Assim como o Frank Lopes também. Esse personagem aí, o The School, que mata três. Caveira! Caveira! Caveira, né, cara? Olha que nome, né? Você não teve a impressão que conforme ele estava andando ali, porque ele foi bem devagarzinho com a escopeta na mão, não lembrava um pouco o Exterminador do Futuro?

Sim, me passou uma vibe um pouco profissional também. Não passou? Também. Porque talvez ele seja profissional. Aquele lá de ser tipo o matador... Não, o profissional que eu falo do Jean Reno, assim. Sim, sim. É, porque ele tem essa vibe meio matadora, ele fica com aquele oclinhos muito louco, ele vai quietinho, ele escala, e o Tony, ele tá achando que ele vai matar todo mundo com o little friend dele, mas aquela M16 com o lança-granada, mas acaba...

Indo pro saco. Mas veja só, esse personagem, se você olhar, ele realmente tá com muita cara, Exterminador do Futuro. E o Exterminador do Futuro foi um filme que foi feito um ano depois. Fico pensando se na roupa, né? Sabe, no estilo? Não foi uma referência ali. Ou, sabe, aquele gostei disso, vou usar? É, cara, no Hollywood também nada secreto de escopia, então não ficaria nem um pouco chocado.

Cara, você acha o filme muito longo ou ele é o tempo necessário, essas quase três horas aí, para contar a ascensão e queda do nosso querido Tony Montana? Olha, eu acho que o filme ficou bem fechadinho ali. Até quando, ouvintes, quando nós começamos a escolher os filmes da nossa sequência aqui, até pensamos, poxa, mas esse filme é longo, ele é quase três horas. Será que vai dar tempo de falarmos, em tão pouco tempo, um filme tão grande?

E não só grande pelo tempo, mas pela sua própria grandiosidade, né? Mas respondendo a sua pergunta, eu acho que o filme fecha bem. É legal, porque às vezes você quer saber mais sobre a ascensão. Eu digo literalmente, de você querer ver ele crescer, eu acho bacana isso, né? Bom, até é estranho falar, né? Porque ele cresce no crime, né?

Mas eu acho que o filme fecha bem o tempo dele, viu? E até mesmo algumas coisas que ele acelera, porque a mesma forma que ele subiu a queda, também foi vitiginosa, né? Foi rápida. Então, acho que... E eu acho que foi coerente, porque ele cresceu por ser violento, né? Ele cresceu rápido como, vamos dizer, mafioso, rápido por ser violento e também caiu rápido por ser violento. O personagem, né?

Sim, eu acho que sai um pouco daquela estrutura clássica de 30, 60, 30, né? De filme, tanto de filme de ação aqui que a gente cobre, né? Que é 30 minutos de introdução, 60 ao longo do filme e 30 pro ato final, né? Porque fica meio que quase assim, meio que uma hora cada etapa, né? Então uma hora dele chegando nos Estados Unidos, tomando o poder, depois uma hora dele ali acendendo realmente.

ao controle da organização e aí no final, cara depois que tem aquela montagem lá do uma das maiores montagens de ascensão do cinema que é aquela com que é ele contando dinheiro música tocando, ele casando com o Vira e etc e depois disso, cara é ele cheirando cocaína agressivamente ali, se perdendo

E foi legal essa montagem. Se você for parar pra ver, explica bem, explica de forma legal, com a música boa, atuações legais também. É interessante que mostra também um esquema de lavagem de dinheiro, que é um ponto que eu achei muito louco isso. O banco não tem mais como lavar, né?

O banco não quer mais receber dinheiro do cara. Não tem mais como. Se eu receber mais de você, eu vou ter que te cobrar mais. Senão eu vou ter que pagar mais impostos. É muito incrível isso. E mostra rapidinho essa questão. Uma coisa que eu não tinha reparado tanto da primeira vez que eu vi o filme, que me chamou mais atenção nesse, é a relação e eu vou ter que pagar mais.

do próprio Tony com a Elvira, sabe? Porque, assim, se você reparar, não tem uma cena de amor deles, né? De carinho, necessariamente. Ele fica louco pela mulher quando ela vê, porque ela era a mulher do Lopes, né? Que era o chefe dele. E...

Você acha que tinha realmente um amor ali? Ou ele só estava atrás dela como um troféu que ele viu com o cara que era bem sucedido antes dele? Não, vale a pena pararmos um pouquinho para lembrar. E ouvintes, quando vocês assistirem ou reassistirem, prestem atenção quando a Michelle Pfeiffer aparece.

Porque é uma cena muito linda, assim. Porque o chefe da organização... Qual era o nome dele mesmo? Frank Lopes. É, o Frank Lopes, que era o... Ele não era um grande traficante. Mas ele era ali, reconhecível e tal. Ele era respeitado, mas ele não era um louco do caralho que nem o Tony, né? Isso. E ele tinha uma mulher. Eu acho que talvez seja uma questão... Aquela mulher troféu, né?

como dirias estão sendo ditas hoje mas nesse caso era de verdade mas ela chega a descer numa escada e aí está o Tony Montana com o Manny sentado ali no sofá conversando os atores ali interpretaram muito bem ao ponto deles até abrirem a boca e realmente a Michelle Pfeiffer desce num vestido assim parecendo uma mulher escultural porque ela é maravilhosa e ela desce ali deixando todo mundo de boca aberta e aí

Até quem tá vendo pela TV ou no cinema deve ter ficado de boca aberta, cara. Então, qualquer homem que viu aquilo chamou atenção. E o Tony Montana, eu juro que ele é louco, ele talaricou de verdade a mulher, né? É, talaricou, exatamente. Não existia esse termo na época, mas se existisse, seria usado. Com certeza, ele criou isso.

Eu acho muito louco esses filmes. Isso acontece com várias obras audiovisuais, né? De, na época, não darem o valor e depois ele ter virado um cult, como aconteceu com esse filme. Talvez eu ache que era um caso de filme à frente do seu tempo, você não acha?

Sim, Blade Runner também aconteceu isso, né? Mesma coisa, mesma coisa. Mesma coisa, mesma coisa. Eu não sei se... Eu até tenho essa curiosidade, porque eu sei que o filme, a área financeira corporativa de um filme, ela não acaba quando o filme sai da sessão do cinema. Ela também continua ali depois, com locadoras, com vendas de outras coisas do filme. Sim. Mas eu fico curioso pra saber se esse filme depois teve uma sobrevida. Espero que sim, viu?

Eu não sei se no começo dos anos 80 era tão popular o pessoal alugar filme como foi na nossa época de criança. Principalmente nos Estados Unidos, né? A gente não tem os números de home video desse filme. A gente tem os números de bilheteria só, mas aqui no Brasil, principalmente, era um filme que era muito alugado. Eu mesmo estava até comentando com você em off que eu comprei num bandejão do Extra por R$10,00.

Já no final No final da vida Nos 2000 já, nos 2000, finalzinho dos DVDs No final da vida dos DVDs E eu assisti muito Fazia um bom tempo que eu não assistia E eu gostei bastante de ver esse filme São 3 horas que passam muito rápido Eu achei Exatamente, quando você perguntou sobre o tempo do filme Se encaixou bem Com certeza, porque passa rápido

Você fica curioso pela história. Você até... Quando acaba, quando ele... Spoiler, né? Lógico. Quando o Tony Montana morre, você fica até meio assim, gente. Parece que um amigo meu morreu. O que aconteceu? Eu queria ver mais disso. E uma coisa que me chamou atenção no filme...

como o som desse filme é bom, as músicas, quero dizer. Não só as músicas, como você falou da música que mostra a ascensão ali, que é rapidinho, mas tem umas musiquinhas que tocam o fundo, cara, não sei se o termo dizer, lúdica, cara, é muito legal, é uma música que dá o clima, uma música que mostra o clima do filme, eu achei muito bem montado isso.

Sim, inclusive quando o Scarface foi relançado nos cinemas em 2003, para edição de 40 anos, aliás, não, 20 anos, né, 2003, 82.

O estúdio queria que o Brian de Palma mudasse a direção sonora para músicas de rap inspiradas no filme para ser usada. E, claro, que ele recusou. Ainda bem. Nossa, que heresia. Seria horrível se fizessem isso. Nada contra o rap, mas esse filme casa muito bem com o ambiente que ele está ali inserido. Sim, e anos 80, loucura, Miami ali como...

um hub cultural e também, óbvio, né, maior porta de entrada para drogas dos Estados Unidos sempre foi Miami, tanto que tem até inspirado o seriado que era muito famoso nos 80, que é o Miami Vice, né, muito inspirado por esse filme e pela cultura da época, né, que a droga se popularizando muito nos Estados Unidos. Então, eu acho que é um produto do seu tempo, assim, você fazer um negócio desse é uma heresia, realmente, né.

É, bem lembrado sobre Miami Vice, é o mesmo clima, né? Eu não assisti muito essa série, eu acho que ela... Ela não é da nossa época, eu nem sei se passou tanto aqui no Brasil também, mas é muito cult, né? Sim, agora que você falou, me lembrou daquela sátira do Simpson, né? A intro do sofá, que ele usa o sofá, e é como se fosse o Miami Vice. Depois, ouvintes, procurem aí na internet, que vocês vão achar bem legal.

Eu já procurei pra assistir essa série, mas eu não consegui achar em nenhum lugar. Talvez esse ouvinte se esforçar um pouco, ele consiga sobre outros meios. Mas não tá no streaming em nenhum lugar, infelizmente.

Outra coisa também, que a gente já falou um pouquinho sobre as mortes, mas tem filmes que tem mortes muito emblemáticas. Esse aqui tem vários. Esse filme tem vários, né? Tem o próprio Omar, que é levado ao alto de um helicóptero. É levado pra passear de helicóptero. Só que a hora de voltar, ele volta sozinho.

Nossa, não, mas ali a cena é muito forte até, porque, só pra contextualizar os ouvintes, o Omar era o braço direito do chefe atual da máfia e foi trabalhar junto com o Tony Montana. Só que quando eles foram fazer uma visita na América do Sul pra fazer uma negociação de drogas lá... Na Bolívia, Bolívia. Na Bolívia, junto inclusive com o Alberto, que é o nosso eterno Héctor Salamanca, que tava lá também, né?

O Salamanca, ele trabalhava pro Sosa, né? Que era o... Sosa, isso. Que era o chefe... O traficante boliviano, né? Quem provia aí a mão... Quem provia o... O produto, o produto. O produto, né? E é muito louco isso, porque daí o Sosa... O Hector... O nome dele não é Hector no filme, então, gente, mas... A gente chama de Hector.

É o Shadow no filme, Shadow, inclusive. Ele é o Shadow? É, ele é o sombra ali, né? Que ele fica do lado do... Ah, é verdade, é verdade. Do sossem lá. Então, ele descobre, olha, esse Omar aí é um... Ele... Infiltrado.

infiltrado, hein? E os caras, se é infiltrado ou não é, não importa. Se você tem desconfiança que você é infiltrado, você já morreu. Eles chamam o Omar pra dar uma volta de helicóptero, como você disse aí, assim, vão até lá em cima, aí vai o... Enforcam o cara, cara. Isso, cara. Pô, você pulou tudo, eu ia falar lá, porque o cara parece que ele vai cair do helicóptero apenas pra ele ser morto no chão, mas não, quando ele cai, fica enforcado no ar, no helicóptero. Olha que loucura, cara.

Loucura é a quantidade de vezes que eles falam fuck nesse filme, 207 vezes. Ah, mas isso aí... Olha, a dublagem desse filme, eu achei dublado, exceto a parte final, que quando ele fala do pequeno amigo dele... Sei, hello, do my little friend!

Não dá, o dublado não ficou legal. Mas assim, eles dão uma amenizada. Mas realmente, esse filme tem palavrão pra caramba. Talvez por isso tenha... Não sei se na época o pessoal levou em consideração isso pra não ter tido tanta audiência. É, foi o que fez a classificação etária subir, com certeza. Cara, 207 palavrões dá mais ou menos a cada 1.21 minutos um fuck nesse filme.

Pois é, pois é. O Tony, cara, a gente tem que falar um pouquinho da personalidade dele, porque o Tony Montana, aliás, o Alpatina, certamente ele deve ter sido muito bem dirigido ali, né, pelo diretor, porque a personalidade dele faz sentido do começo ao fim do filme, porque ele era um cara ambicioso, ele era muito prepotente ali.

Ele tinha um ciúme tremendo da irmã, que eu acho que esse é o momento, o declínio dele, ele começa em dois momentos, quando ele não quer matar uma determinada pessoa no filme, que daí o Sousa fica puto, e depois quando ele mata o melhor amigo por conta de ciúmes da irmã. Porra, essa parte foi foda, né?

É, o Sosa manda o Shadow pra Miami. Aliás, não era Miami, acho que era outra cidade. Chicago, se eu não me engano. Não, era Nova York, porque tinha que ser em frente às Nações Unidas. Nova York, perfeito. E aí eles vão matar o cara que ia depor contra o Sosa, porque numa dessas viagens pra Bolívia, tá lá o Sosa e todos os outros bambambãs do tráfico internacional. E eles falam, ó, se esse cara depor, vai ser ruim pra gente.

E o Shadow tinha colocado ali, o nosso querido Hector Salamanca, tinha colocado o explosivo debaixo do carro. E quando ele vai explodir, entra a mulher e os filhos desse cara no carro. E o Tony Montana não concorda em matar a criança. E ele vai lá e mata o Shadow.

Pois é, e é muito louco isso Porque ele é um personagem Muito maluco Ele tem todas essas questões aí De tocar o foda-se pra tudo Mas nessa hora Ele tem o seu limite Ele é um anti-herói Você não acha que ele faz um pouco esse papel do anti-herói? Que é um cara, é um matador Que é um cara mau Mas até ele tem limite Não, matar criança não

Não, ele é. Mas é no nosso ponto de vista. Mas eu acho que, na realidade, se você olhar o personagem em si, ele é um bandido mesmo. Só que, no nosso ponto de vista, ele é meio anti-herói. É, ele mata gente pra caramba, esse filme, né? Ele não é nenhum anjo.

Mas ele tinha o código de ética dele. Então, por mais que ele... Ele sabia, na verdade, o que ia acontecer. Porque o Sosso era um cara muito influente. E ia dar ruim pra ele se esse cara depusesse. E pra ajudar, ele ainda matou o braço direito dele, né?

É, essa parte eu achei assim, que foi muito intensa, porque ele já tava meio preocupado, meio puto por tudo que tinha acontecido nessa missão final aí que ele teve que matar o Shadow o Sosa tava louco atrás dele, ele teve... e ele não sabia da irmã, que a mãe dele liga, a irmã tá sumida ele vai atrás da casa do amigo, descobre que tá com um amigo, e quando...

ele chega, ele não dá tempo de ninguém explicar. Ele simplesmente, quando o amigo dele aparece e descobre que o amigo dele estava com a irmã, o sangue sobe de um jeito que ele atira e mata o cara. Não teve nem chance. E eles tinham acabado de casar, né? Isso, cara. Eles tinham casado um dia antes e ele ia fazer uma surpresa pro Tony, né?

Pois é, e cara, eu sei que tem um monte de ouvintes aí que tem irmãs, que tem ciúme, então assim, esse aí é o nível máximo do ciúme que eu já vi na vida, o cara não queria que ninguém pegasse a minha irmã dele, ninguém era bom o suficiente. É, eu acho que rolava muito ciúme realmente, mas tem o fato também dele tá loucão de droga, né, o tempo inteiro, né.

Ah, sim. Por isso que ele nem raciocinou. Ele não tava pensando direito. Tanto é que eu acho que quando ele mata, ele percebe o que ele fez, aí ele alucina. Talvez que baixa a realidade e depois ele fica até meio zen ali. E eles voltam pra mansão, que aí é onde o ato final acontece. Aliás, até curioso, né? Não sei se você lembra quando eles voltam. Lá no escritório dele tem uma montanha. Na mesa tem uma montanha branca.

Eu olhei aquilo e falei, nossa, que loucura esse cara, meu. Não, mas você sabe que, assim, existe uma controvérsia porque, um, anos 80, todo mundo usava droga em Hollywood, né? Cocaína era... Tem vários e vários relatos de gente, do pessoal entregando em set de filmagem. E, assim, o nosso digníssimo Alpatino, ele já era meio loucão. Mas, assim, existe uma controvérsia se aquilo era realmente... Tudo bem que talvez...

Todas as vezes não, mas algumas vezes podia ser verdade ou não. O próprio Apartino fala que depois desse filme, o olfato dele nunca foi igual. Ele usando, se foi cocaína ou não, isso tem gente que fala que era farinha, mas ele cheirou alguma coisa ali, e essa alguma coisa que ele cheirou deixou ele para o resto da vida com o olfato zoado.

É, eu acho que pode ser, todo mundo fala, questão de atores de cinema, sim, mas difícil afirmar. Porém, o ator talvez ele até estivesse tão, sei lá, frenético por algum motivo. Sim, o próprio Brian de Palma já disse em algumas entrevistas que...

Na época, pouco antes desse filme, ele teve realmente um problema com droga. A gente tem que lembrar que a droga era muito mais pura nos anos 80, então era muito mais viciante. E ele, para fazer esse filme, quando ele estava se preparando para fazer esse filme, ele saiu ali de Hollywood, foi morar um tempo na...

na Europa, com a família, justamente pra conseguir chegar nesse filme sóbrio, porque você imagina, ele chegando pra dirigir um filme desse e ele mesmo vem cheirado, não seria muito legal, não. Não, não, tinha que se desintoxicar. Aliás, nem falamos dos filmes do Brian De Palma, né? Esse cara é tão grande que talvez não precise de apresentações, mas ele fez filmes maços, né? De Cara Estranha e Missão Impossível.

Eu nem te perguntei exatamente quem é Brian de Palme, o que ele fez. Então foi um lapso meu, Mr. Everton, de tão bom que o cara é. Eu esqueci de fazer isso. Peço desculpas.

Não, mas olha só, ele fez muita coisa legal, né? Então, ouvintes, não precisamos apresentar o Brian De Palma aqui, né? Exato. Tem até um filme que eu vou indicar aí. Ele é de um filme que eu já indiquei aí no episódio do Outra Fácil, aquele Um Tiro da Noite, com o John Travolta, mas vou indicar um outro filme dele aí terminando este filme.

E aí, você acha que a gente poderia deixar esse filme melhor com o Arnold Schwarzenegger? I'm sure I can do better. Olha, eu iria até sugerir outros atores inclusos aqui nesse filme, porque tem personagens legais aqui, né? Se você for parar pra pensar, tem...

muitos personagens emblemáticos ali. O próprio Tony Montana, o Manny, que é o amigo dele, a irmã, né? A atriz que, a gente falou rapidamente, mas a atriz que faz a irmã do Tony Montana, a Gina Montana também fez um monte de filme legal aí. Então tem muito ator pra gente colocar, muitos posicionamentos ali que poderíamos reencaixar, fazer o nosso cast aqui, a versão rebobina.

Olha, eu não sei se um Arnold Montana daria certo, viu? Poderia ser o Arnold Montana? Sim. Talvez o Andy Garcia como... Sei, é louto, mas little friend! Mas o Arnold... Você viu que o Tony Montana, o Al Patino, na hora de segurar aquela M... Era um M16, né? Acho.

M16. Ele teve dificuldade. Se fosse o Arnold, ele seguraria com a mão só. Sabemos disso. Ele seguraria duas, cara. Uma em cada mão, assim. E aí eu acho que ele não morria. Não, eu acho que ele acabava com todo mundo ali.

Agora sim, talvez o amigo do Arnold poderia ser o próprio Sylvester Stallone, né? Tipo o melhor amigo, ao invés do Manny Stallone. Os dois cubanos, eu acho maravilhoso. O Schwarzenegger... Oi, eu sou de Cuba. Pois é. Eu posso ver seu cacarote. Eu sou de Cuba. Eu, Stallone, com aquela voz. Eu sou o Manny, também. Eu também vim de Cuba. Falando baixinho assim.

A Elvira poderia ser a Kim Basinger Só pra contrapor também Ah, a Elvira É triste ser outra pessoa que não seja Michelle Piper Ah não, mas é o nosso cast aqui A Kim Basinger também não fica atrás, né É, duas Duas musas aí Dos anos 80 e 90 Pô, eu tava pensando aqui Quem poderia ser o Sosa? O Sosa? Quem que é o Sosa? É o chefal lá? O traficante lá, é O traficante?

É, cara, eu acho engraçado, por exemplo, o próprio De Niro, na época, eu acho que seria um bom Sosa, mas se ele fosse um pouco mais velho, né? Tanto que quando o Al Patino, ele tava pensando em fazer esse filme, né, conversando com o Brian de Palma, o próprio De Niro falou pra ele, olha, eu acho que você deveria fazer, mas se você não fizer, eu vou fazer junto com o Scorsese. Ele falou e fez.

Então, se fosse o Arnold Montana, ao invés de falar Hello, my little friend, ele ia falar Get to the chopper, não é? Algo assim, cara. Get to the chopper! Now! Seria um cast muito louco, cara. Muito louco.

Vamos para premiações então, Mr. Everton. Prêmio George Lucas de melhores efeitos visuais. Temos muitas explosões nesse filme, hein, cara? Claro, e explosões com direito a pó branco, né? Tem de tudo nesse filme aí.

Nossa, nevou naquela menção no final, hein? É, pois é, nevou muito. É verdade. Esse filme foi levado a sério. E é claro, acho que como você já falou de explosão, esse filme tem sim a parte final lá, quando ele solta aquela lança-granadas dentro de uma mansão. É um efeito muito interessante, acho que até pela época, se você for parar pra ver, né?

como ele achou que ia ter matado todos os bandidos ali que invadiram a casa dele, mas não foram todos, mas foi uma puta explosão ali dentro. Sim, eu queria destacar também para efeitos visuais uma cena que me marcou muito a primeira vez que eu vi, que é a cena de tortura no começo do filme com a motosserra, né? Que ele abre a cabeça lá do amigo do Tony Montana.

e vão fazer nele também depois e que ele acaba sendo salvo pelo Manny no quarto, né? Ah, ali foi uma excelente montagem mesmo em uma cena... É bem realista, né, cara? Realista ali, cara. E é bem no começo do filme, já mostra ali que o filme não veio pra brincadeira. Você não tá esperando e do nada começa o cara cortando o braço e fala, que caralho que tá acontecendo esse filme?

Exatamente isso É, eu acho que as duas cenas De efeitos práticos, essas são as mais chocantes Pra mim Pois é, concordo, podemos dar prêmio pras duas cenas Porque não tem tantos Efeitos modernos, mas tem Coisas, montagens aí legais Do filme, duas cenas Exato

E o prêmio Steve James pro melhor coadjuvante, é claro. Vale todo mundo, menos o Al Patino aí. Olha, o melhor, eu acho que o melhor, eu colocaria dois. Você vai falar da Michelle Pfeiffer, é claro, né? Não, não, não, Michelle. Olha, eu nem tinha pensado nela, mas aí você tem razão. A Michelle Pfeiffer ganha.

Qualquer coisa que você colocar a Michelle Pfeiffer, ela ganha. Então ela ganhou. Mesmo não querendo atuar no filme, fez uma excelente atuação e ganhou. Sim, eu daria pra ela. Eu gosto da atuação do Manny, que é...

Ele é sempre meio que o contraponto ali do Al Pacino, né? Ele é sempre um cara mais sucinto, porque o Al Pacino tá como a gente já disse várias vezes aí, virado no Giray, o filme inteiro. E eu gosto do Manny, mas não tem como. Vamos dar todos os prêmios? Não, brincadeira. Todos os prêmios de hoje pra Michelle Pfeiffer? Não.

Mas eu acho que ela leva aí prêmio Steve James pra melhor coadjuvante do filme. Olha, não é uma cena, não é um efeito visual, mas é sim um efeito visual quando a primeira cena que ela entra, né? Que ela entra... Vai ficar dois velhos babão babando na Michelle Pfeiffer nesse podcast aqui, né? Nossa, todo mundo baba. Todo mundo baba nela. Até vocês, ouvintes. Assista essa cena, você vai ver. Enfim, é isso aí, gente.

E o prêmio Chambin, temos muitas mortes nesse filme, o prêmio Chambin pra melhor morte do filme, Mr. Everton. Olha, tem muitas mortes, teve alguns personagens, como o filme é longo, estamos falando muito rápido dele aqui, não dá pra falar de tudo, né, mas tem o...

uma morte muito boba, só a citação aqui, só como fala, é... Menção Honrosa. Menção Honrosa aqui, eu tô tentando lembrar o nome do personagem, o nome dele é, acho que no filme é um... é Mel, Mel, ele é um policial corrupto que estava lá junto com o antigo... Com Lopes.

O Frank Lopes. Estava junto com o Frank. E aí quando... Que é o momento de virada do Tony Montana, que ele sofreu um atentado, e aí ele vai pra cima pra matar todo mundo, e ele mata todo mundo lá, e aí tem esse policial que tá lá sentadinho, ele fica só assistindo, parece até que ele tá comendo uma pipoquinha.

e de repente o Tony Montana olha pra ele e tenta conversar e ele toma um tiro na barriga e assim, morte muito idiota a cena é até meio tensa em si por isso que eu só estou fazendo essa menção a ela mas na minha opinião são duas mortes bem emblemáticas a do Omar que é além dele ter sido espancado

Eu ia falar do Omar também. Não sei se ele leva o tiro, cai, ou só enforcam ele. Você ser enforcado já não é fácil. Você ser enforcado a uns 50 metros de altura num helicóptero é mais emblemático ainda. Ele já tava tudo fodido. Ele tinha apanhado também, com certeza.

Sim, ele tava todo ferradão. E o próprio Tony Montana. É muito raro o nosso personagem principal morrer nos nossos episódios aqui. E esse é um filme que fecha com aquele gosto meio agridoce. E o Tony Montana...

ele mata geral no final do filme, mas também tem a morte. Uma morte bem emblemática, que ele leva um tirambaço de doze nas costas e cai numa piscina e acaba enchendo a piscina de sangue. Então, difícil escolher, mas eu acho que pela situação, o meu voto vai para a morte do Tony Montana.

Cara, eu votaria no empate aí, cara. Vamos empatar, porque eu gostei das duas mortes, e eram as duas que eu ia falar. Eu gosto bastante da morte do Omar, porque o Omar é sempre aquele cara meio desprezível, e que você já vê que ele é o contraponto ali do Tony Montana, mas ele não é um cara legal, e depois você descobre que ele era infiltrado.

E a do Tony Montana, por ser muito icônica, né, cara? De ele estar ali achando que ele está dominando todo mundo e chega um cara por trás e dá um tiro de 12. Inclusive, eu não sei se você lembra desse jogo ou se você jogou nos anos 2000 aí. Teve um jogo do Scarface, você lembra desse jogo?

Olha, eu... Ou você não sabia que ele existia? Não, pra você ter ideia, a minha indicação no final do episódio não seria de um filme, seria de um jogo. Mas não é um jogo exclusivo de Scarface. Que jogo que é esse? Esse jogo chama Scarface The World is Yours, que é aquela frase que ele tem na fonte lá embaixo, que é um final alternativo que ele não morre e ele consegue... o jogo é todo ele...

travando a vingança dele e reassumindo o poder dele, indo atrás de Elvira, enfim. Continuando aí a história do Scarface original, mas em termos de... Eu joguei faz muito tempo esse jogo, eu lembro de gostar na época, mas fica aí a curiosidade, se alguém quiser procurar nas internets aí.

Olha, que legal. Eu achei bacana você ver como o videogame acaba sendo uma mídia mais evoluída em muitos aspectos, né? Que permite algo assim. Você fazer uma história alternativa e olha que inteligente o enredo de você fazer uma história que ele não morreu e que agora quer vingança. Poxa, e faria sentido, né? Sim, é.

Se um cara daquele sobrevivesse, ele ia se vingar, com certeza. Não, não tenha dúvidas. E se alguém que poderia sobreviver a isso, é o próprio Tony Montana. Tem até uma parte do filme que ele fala, que o que ele sofreu lá em Cuba, nada que os americanos pudessem fazer ia se igualar. Uma coisa assim, nesse sentido ele fala.

E antes de morrer, ele toma uns 4, 5 tiros ali, né? Não, ele toma 4... São 5 tiros, acho que ele toma. Ele toma 4 tiros, não mais, até 6 tiros. 4 pela frente e 1 atrás, né? Aquele de 12, né? Que perigo isso aí.

pra o prêmio mais conceituado desse podcast, que é o prêmio Cigão Igor pra pior atuação do filme, Mr. Everton. Olha, é muito difícil falar disso quando a gente gosta. A gente gosta do filme, né? Porque até mesmo, por exemplo, o Omar. O Omar tem umas cenas assim que eu fico olhando. Esse cara, mas o que ele tá atuando? Teve uma hora lá que ele tava dando umas risadinhas meio falsas. E esse ator é bom, o F. Murray Abraham. Ele fez filme pra caramba depois. Muito, muito. E é um ótimo ator.

Mas depois sabendo que ele poderia ser um infiltrado, faz sentido. Ele tava ali meio que... Ele tava atuando na atuação dele, entendeu? É difícil, viu? A própria irmã, a irmã Gina Montana também, eu não sei. A atriz, não sei se ela tava no começo, isso, já tinha... Não sei. Olha, eu vou deixar você votar primeiro dessa vez, porque eu tô muito indeciso. Gosto muito desse filme, é difícil escolher, viu? Tá. Eu vou votar...

na mãe do Tony Montana. Eu achei extremamente irritante e gritando o tempo inteiro. Ela parece, sei lá, uma cena pessoalmente, uma cena no telefone com o Tony Montana, mas essas cenas me tiraram um pouco, cara. Eu achei, sabe, muito over, até para ser mãe do Alpatino, que está totalmente over nesse filme. Então, a mama aí... Estou tentando achar o nome da atriz.

Consegui achar ainda. Mas ela me tirou um pouco, cara. Fico bem sincero. Olha, eu nem havia pensado nela. Realmente ela apareceu bem pouco.

É a atriz Miriam Colom, que fez A Mama Montana. Então, A Mama Montana, mas aí é complicado, porque mãe é assim mesmo, né? Preocupada do jeito dela. E ela tava realmente bem óbvia. Não, eu não era minha mãe, mas assim, não tô falando sobre todas as mães do mundo, tá? Aliás, tá chegando o Dia das Mães aí, parabéns. Tá chegando o Dia das Mães aí, inclusive. Então, homenagem às mães, ela ganha o prêmio Sigando Igor.

Ai, Mãe Montana, desculpa, perdão, mas foi muito ruim esse filme. Foi mal. Ela poderia ter colocado mais emoção ali, né? Ela poderia ser menos mala e sei lá, achei uma atuação meio qualquer coisa. É porque também de resto, tá todo mundo muito bem nesse filme, né? Então, eu não consigo pensar em mais alguém pra esse papel, sabe? Até a galera que aparece pouco no filme, tá bem, né? Isso é legal demais.

indicação de filmes com a mesma pegada qual que é a sua indicação essa semana? olha, ouvintes eu vou falar o seguinte eu vou indicar um filme rapidinho mas eu quero pedir que vocês joguem GTA Vice City GTA Vice City

É um jogo, já tem sua idade, mas é um jogaço. É gostoso. Até hoje, muito bom. Muito bom. E basicamente, você tem quase o mesmo plot do Tony Montana. Você vai crescer... Gente, a gente fala de spoiler o tempo todo aqui, mas é muito bacana, porque tem uma parte que você tem a parte da motosserra, você depois tem uma parte final numa mansão, que é legal demais esse jogo. Quando você finaliza...

Principalmente nós que já assistimos esse filme. Você vai entender totalmente. Você vai relacionar. Gente, isso aqui é uma cópia do Scarface. Mas com um finalzinho levemente diferente. Então assim, joga em GTA. E de filme eu vou sugerir os intocáveis.

Os Intocáveis, Filmaço, né? Filmaço, Filmaço. Aí sim de matra também. Tem o Al Pacino também no Intocável. Não, tem o Andy Garcia, não é o Andy Garcia? Andy Garcia ou Al Pacino? Ah, é o Robert De Niro. O Robert De Niro fazendo o Scarface, é verdade.

É o Robert De Niro fazendo Scarface, é verdade, tem uma cena nesse filme que o barbeiro vai cortar a barba do Robert De Niro ali com Scarface. Aí ele corta um pouquinho, né, porque, pô, você vai no barbeiro, você tem que sangrar um pouco, né, pra passar aquele álcool lá pra poder arder, né.

E aí o barbeiro corta assim o Al Pacino, quer dizer, o Robert De Niro olha pro cara, o cara pensa, morri, me ferrei. E aí no final, não, não, não, o cara só fala, tudo bem. Mas sim, tem o Kevin Costner, o Sean Connery, Andy Garcia e o Robert De Niro, nem lembrava dele. Foi um maço, um maço.

Cara, é muita boa indicação, muito boa indicação. Eu vou indicar aqui Tony Brasco, de 1997, também com o Al Patino. É o Johnny Depp fazendo um agente secreto aí do FBI se infiltrando na máfia. Ele tem um plot muito parecido com Caçadores de Aventura? Tem. Mas, cara, eu acho um filmão.

Eu acho que o Al Pacino também está um pouco mais light nesse filme. Ele não é um mafioso chefão, ele é como se fosse um made man ali, que é um cara que é um integrante da máfia, mas não é um chefe.

E o Johnny Depp começando ali com o agente infiltrado, tomando ali as graças dele. Cara, filmão de máfia. Que ano que é esse filme? Tony Brazco é de 97. 97. Acho que o Johnny Depp já devia ter trabalhado algumas vezes ali com... Ah, já era conhecido já, né? Já era conhecido. Não era ainda o pirata, mas já era conhecido. Isso, ele não era o pirata, mas já era conhecido, né? Depois que ele começou a trabalhar com o Tim Burton, pelo amor de Deus, cara, o cara mudou demais.

Sim, ele já tinha trabalhado, já tinha feito o Mão de Tesoura, já tinha trabalhado algumas vezes aí, mas ainda é um Johnny Depp mais contido nessa época, ele não era tão louco. Isso aí, notinhas pro filme, Mr. Everton? Olha, eu vou tentar ser mais criterioso nas minhas notas, até porque quando a gente fala, às vezes a gente cita o melhor filme de todos os tempos aqui, que é o Poderoso Chefão, pra não ficar dando tudo 10, esse filme merece 9.

Tá, eu vou dar 9 para esse filme também, porque esse filme, eu acho muito difícil você fazer um filme de 3 horas que não pareça ter 3 horas. Eu acho muito difícil você fazer um filme de 3 horas que passe rápido e você não perceba que foram 3 horas da sua vida que é bastante tempo. Então, eu acho que esse filme, ele é muito bem sucedido nisso. Assim, não é o filme perfeito? Não é? Porque ele não é o poderoso chefão?

Mas ele passa muito perto, cara. Eu acho que é um filme máximo. Sim, concordo contigo. Não é perfeito, difícil a perfeição, mas passa ali na berola, pelo seu enredo e atuações. Entrega muito bem. E é isso. O que falaremos na semana que vem, Mr. Everton? Olha aí, vamos falar de um filme um pouco mais contido, também de um grande ator dos anos 70, 80, 90. Está aí até hoje fazendo o filme...

90, 2000, 2010, 2020. Isso. E é um filme mais sério. Estamos aí falando de O Fugitivo, de 1993. É, Harrison Ford, Tommy Lee Jones, filmaço. Até a próxima semana, Mr. Everton. Um abraço. Até mais.

E aí