Episódios de Acção Bíblica de Faro

Êxodo 20.18-26 - Como Atrair a Presença e a Bênção de Deus | Pr. Joel Lopes

04 de maio de 202650min
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Sermão expositivo no livro de Êxodo, capítulo 20, versículo 18-26.

O livro de Êxodo é uma poderosa narrativa de redenção, revelação e relacionamento. Nesta série de sermões expositivos, mergulhamos na jornada do povo de Israel, desde a escravidão no Egito até a presença transformadora de Deus no deserto. Mais do que uma história do passado, Êxodo revela verdades eternas acerca da graça divina, da obediência e do propósito de Deus para com aqueles que Ele liberta.

Acompanhe-nos nesta caminhada pela Palavra, na qual descobriremos como Deus resgata, guia e molda Seu povo para viver com Ele.

Participantes neste episódio1
J

Joel Lopes

HostPastor
Assuntos10
  • Sacrificio de JesusJesus como o único mediador entre Deus e os homens · A cruz como o altar · Jesus como o sacrifício perfeito · A celebração da nova aliança (pão e vinho)
  • Intimidade com DeusO temor do pecador não convertido · A necessidade de um mediador · A confiança em Jesus Cristo · A importância da reverência e temor na adoração
  • Prostração e AdoraçãoConstrução do altar de terra ou pedras não lavradas · Tipos de sacrifícios (holocaustos e ofertas pacíficas) · Onde erguer o altar · Aproximação do sacerdote com dignidade
  • Temor e Sabedoria na Vida CristãDois tipos de temor: do pecador não convertido e do crente · A necessidade de um mediador (Jesus Cristo) · O temor como princípio da sabedoria e aplicação prática · A relação entre temor, adoração e fuga do pecado
  • Devoção e glorificação de DeusA palavra de Deus como base do relacionamento · Proibição de imagens e a forma de adoração · Construção do altar e tipos de sacrifício · Onde erguer o altar e a aproximação do sacerdote
  • Escolha e aliança de Deus com IsraelPropósito da libertação do Egito para cultuar a Deus · O problema da aproximação a Deus após a lei · Motivações e meios para atrair a presença e bênção de Deus
  • Legislação e JustiçaA reação do povo de Israel à lei · A santidade e o caráter de Deus revelados · A necessidade de um mediador (Moisés)
  • Medo e CoragemTemor para se arrepender · Temor para viver em santidade · O temor como princípio da sabedoria
  • Os dez mandamentos do satanismoAplicação interna e externa dos mandamentos · Mandamento de não roubar e a doação · O propósito da libertação do povo de Israel
  • Aprovação do caráterO pedido do povo para Moisés interceder · A advertência prévia sobre a aproximação ao monte · A resposta de Moisés: conforto e segurança · A diferença entre o temor de se aproximar e o temor de se aproximar indevidamente
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Já terminámos os 10 mandamentos. Quem não esteve, perdeu. Pronto. Pode ir ouvir ao YouTube os outros sermões, mas terminámos os 10 mandamentos. E vimos os 10 mandamentos um a um, um atrás do outro. Num percurso que foi, vou-lhe chamar desta forma, dolorosamente pedagógico e gracioso. Ok? Porque cada mandamento nos mostrou e nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin nin

os nossos pecados e as nossas fraquezas. Não que nós à partida não saibamos disso, mas quando encontramos certos mandamentos e lemos o mandamento assim à primeira vista, nós pensamos...

Bom, aquele mandamento usado no nome de Deus em vão, de facto, às vezes eu uso o nome de Deus assim em vão, digo que se calhar não devia, ou como não devia de referir em relação a Deus, não penso em Deus quando uso o nome de Deus. Ah, mas este aqui do adultério não, este aqui não me toca. Depois vem Jesus e vem-nos dizer que a aplicabilidade do mandamento não é só aquilo que é externo, mas aquilo que é interno. Então, se eu tiver desejado outra pessoa no meu coração, já cometi adultério.

E além disso, vimos também que não é só aquilo que o mandamento diz para nós não fazermos, pela negativa, mas é também o seu contrário. Ou seja, se o mandamento diz não roubar, aquilo que eu sou chamado a fazer é a doar. O mandamento não só me proíbe de tirar aquilo que é dos outros, não só bens materiais, mas, por exemplo, o tempo também, de forma indevida, mas o mandamento também exige de mim que eu dê aos outros, que eu seja generoso, que eu contribua, que eu me dou.

E eis que o apóstolo Paulo nos vai ensinar. No Novo Testamento, o que é que ele nos diz? Ele nos diz, aquele que roubava não roube mais. Antes, trabalhe e procure ser generoso. Então, quando nós fazemos este tipo de caminhada pelos Dez Mandamentos, nós percebemos que, de facto, estamos muito ok. Muito longe daquilo que Deus pede de nós. Agora, não só nós ficamos com essa percepção realista e dolorosa,

Mas o povo de Israel também ficou com essa perceção. Os hebreus estavam naquele monte. O Sinai. Tinham sido libertos do Egito. Deus ia levá-los para a Terra Prometida. Mas antes, Deus queria fazer uma coisa especial com eles. Uma aliança. Era para eles serem o povo exclusivo de Deus. E eles receberiam a forma como deviam viver dentro dessa aliança. Como poderiam permanecer nesse relacionamento com Deus. Então Deus dá-lhes a lei. Então Deus falou.

E eles reagiram, como nós vamos ver. E qual é que foi a reação deles? Depois já vamos ver, mas eu vou já dar aqui um bocadinho de spoiler. Vou já adiantar um pouquinho. Eles mantiveram-se longe de Deus. Contudo, temos que lembrar aqui uma coisa importante. O propósito daquele povo ter sido liberto de forma poderosa, miraculosa, graciosa, de Deus, das mãos do faraó, era um.

Em certo momento Moisés vai ter com o faraó e diz-lhe da parte de Deus deixa o meu povo ir para que, e este é o propósito, este é o objetivo, para que me cultuo, para que me adores, para que me sirva. É ex-8.1. Esse era o propósito, ir cultuar a Deus. Agora, com a dádiva da lei, dos Dez Mandamentos, há um problema que se aflora. Há um problema que se acentua.

Qual é o problema que surge? É que o povo percebe que não se pode aproximar de Deus. Percebe que não se pode aproximar de Yahweh, o Deus transcendente, verdadeiro. O Deus que queria vir até eles e abençoá-los. É o que diz um dos versículos que vamos ver já a seguir. Deus queria vir até eles e abençoá-los. Mas eles mantiveram-se à distância. Como atraíriam eles a presença de Deus e a benção de Deus?

E este tipo de formulação, atrair a presença de Deus, atrair a bênção de Deus, é muito comum no nosso meio evangélico hoje. Quer-se atrair a presença de Deus. Ser-se abençoado por Deus. Só que muitas vezes as motivações não são as mais corretas. Muitas vezes são motivações antropocêntricas, ou seja, centradas no homem.

em mim próprio, motivos egoístas. Eu quero atrair Deus para que Ele me abençoe em determinadas coisas que, ok, são importantes e Deus se calhar até me pode abençoar nelas, mas não é aquilo pelo qual eu devo procurar Deus em primeiro lugar.

Agora, muitas vezes nesses meios, além de haver as motivações erradas, também há os meios errados para se obter essa presença e essa benção. Meios manipuladores, meios supersticiosos, para tentar atrair a presença de Deus e a benção de Deus. Contudo, em alguns lugares já há as motivações certas. Queremos nós ou não que Deus esteja no nosso meio, no nosso culto e nos abençoe com a sua presença, a sua graça, a sua palavra, a sua bondade. Queremos ou não? Queremos. Todos nós queremos isso.

E por isso, por exemplo, nós fazemos uma oração no início do culto, que é uma oração de invocação. No início do culto pedimos que Deus possa nos abençoar, que Ele esteja presente para abençoar este ajuntamento, o ajuntamento do seu povo. Agora, nós dizemos, várias vezes dizemos, se Deus não vier e não nos abençoar, em vão é a nossa organização do culto. Em vão é toda a construção da nossa liturgia.

Então nós queremos que Deus venha, que Deus nos abençoe. Agora, como é que de facto podemos, à luz daquilo que a Bíblia ensina, daquilo que a Bíblia ensina, como é que podemos saber, esperar com garantia, com certeza, que Deus virá e que Deus nos abençoará? Como? Não é através de estratégias psicológicas, não é através da criação do ambiente superficial. Existem meios.

determinados pelo próprio Deus, que nos cabem fazer para que sejamos agraciados com a visita abençoadora do Deus triuno. E o texto de hoje lida com isto. Vamos ler o nosso texto em dois momentos diferentes. Primeiro do versículo 18 ao 21 e depois dos restantes versículos, até o capítulo 26. E assim cobriremos o resto do capítulo 20.

Vamos ler o texto bíblico. Versículo 18, capítulo 20. Todo o povo presenciava os trovões, os relâmpagos, o som da trombeta e o monte que fumegava. Vendo isso, o povo ficava de longe, tremendo de medo. E disseram a Moisés, fala tu mesmo connosco e ouviremos. Mas não fala Deus connosco, senão morreremos.

Moisés respondeu ao povo, não temais, porque Deus veio para vos colocar à prova, para que o seu temor esteja em vós, a fim de que não pequeis. O povo estava em pé de longe. Moisés, porém, foi até às trevas espessas onde Deus estava. Estas trevas espessas é aquela nuvem que nós vimos um pouquinho antes de entrarmos no capítulo 20. Ok, até aqui. A entrega dos Dez Mandamentos.

deu-se num contexto, para quem não esteve antes, deu-se num contexto de uma manifestação gloriosa da presença de Deus. Deus não mostrou Ele mesmo, mas Deus deu uma manifestação da sua glória, uma teofania, é o termo teológico. E Deuteronómio, que é um livro também escrito por Moisés, o quinto livro do Pentateuco, diz-nos que o Senhor falou os dez mandamentos do meio do fogo.

Então foi uma experiência não só auditiva, em que eles ouvem Deus falar os mandamentos, mas foi uma experiência também visível, que iria marcar para sempre o povo de Deus. E não só visível, mas também olfativa, porque se há fumo, há cheiro de fumo. Então toda ela é uma experiência profunda para marcar o imaginário relativo do povo de Deus. Houve trovões, houve relâmpagos, som da trombeta e fumo. E a reação do povo é tripla. Temos uma reação emocional.

Ficaram com medo. Temos uma reação física. Começaram a tremer. O texto diz-nos que eles tremeram. E temos uma reação espacial. Em que eles ficaram à distância. E esta exibição da glória de Deus não visava aterrorizar o povo só por aterrorizar. Deus não queria meter medo de eles só por medo. O objetivo era conduzir o povo à obediência. A confiar em Moisés.

como mediador entre eles e Deus, como já vamos ver. O povo viu uma manifestação da glória de Deus. Ouviu os seus mandamentos. Ficou claro diante deles que não podiam lidar com Yahweh, com o único Deus verdadeiro, com o Eu Sou, de ânimo leve. Não podiam fazer isso. Eles perceberam que aquilo que Deus pedia nos mandamentos era um padrão de perfeição inalcançável. Os dez mandamentos revelam isso. E ficou claro que... ...

que ao estarem aquém desses mandamentos, ao estarem tão longe do cumprimento perfeito desses mandamentos, eles estavam aquém...

De quem esses mandamentos revelavam? O caráter do próprio Deus. E esse Deus não era para brincar. Esse Deus era glorioso. Esse Deus era majestoso. Esse Deus fez o monte tremer. Fez fumo. Fez fogo. Então não são palavras vazias que entram por um ouvido e saem por outro. Estas são as palavras de Deus. E este é o Deus poderoso e santo. O que é que fazemos agora? É exatamente por isso que eles pedem a Moisés. Olha, serve tudo de intermediário. Porque nós estamos longe daquilo que Deus pede de nós.

E este Deus é santo, é poderoso, é glorioso, é majestoso. Vai tu! Eu sabia que se fossem eles a se dirigirem diretamente a Deus, morreriam. E eles sabiam, ok, Moisés já esteve diante de Deus, Moisés é o especial de Deus, Moisés é o enviado por Deus. Então vai Moisés, vai tu! Como é que eles iriam lidar com um Deus que exige um padrão de santidade tão alto, sem que irem mortos? Precisavam de um mediador e clamaram por Moisés.

Agora, lembremos que eles já tinham sido avisados mais que uma vez que não podiam se aproximar antes. Antes de Deus dar a lei, eles já tinham sido avisados que não podiam se aproximar, nem tocar no monte. E se fizessem, morriam.

Vejam, Êxodo 19, 12 e 13 diz, Tu também marcarás limites para o povo em redor do monte, dizendo, cuidado para não subir o monte, nem tocá-lo. Todo aquele que tocar o monte será morto. Ninguém encostará a mão naquele que fizer isso. Ele será apodrejado ou flechado, seja animal, seja homem, não viverá. Mas quando a trombeta soar longamente, então aí subirão até à base do monte. Depois, no versículo 21, capítulo 19, Então o Senhor disse a Moisés, Desce, adverte o povo, para não acontecer que ultrapasse os limites, para vir até ao Senhor a fim de vê-lo.

E muitos deles morram. E ainda, no versículo 23 e 24, do mesmo capítulo, Moisés respondeu ao Senhor, o povo não pode subir ao Monte Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo, marca limites ao redor do monte e santifica-o. E o Senhor insistiu, vai, desce, depois subirás com o arão, mas os sacerdotes e o povo não poderão ultrapassar os limites para subir até ao Senhor, para que não se volte contra eles.

Então, já havia este ambiente de temor antes. Já foi dito que eles não podiam tocar. Já foi dita qual era a consequência caso eles o fizessem. Agora, depois da revelação da vontade perfeita de Deus pelos 10 mandamentos, daquilo que ele espera do seu povo, fica ainda mais claro que eles não podem fazer.

E Moisés vai responder à interpelação e ao pedido do povo. Moisés não vai ridicularizar o povo. Moisés não vai acusar o povo. Moisés vai lhes dar uma coisa que o mediador dá. Conforto e segurança. A resposta de Moisés reflete o propósito da manifestação da glória poderosa de Deus.

Que é o quê? Eles não tinham que temer a morte. Não tinham que temer a morte. Deus chamou-os. O tipo de temor deles não devia ser o de não se aproximarem de Yahweh. Não era esse o tipo de temor. O tipo de temor que eles tinham que ter era de se aproximar de uma forma indevida de Deus. Estão a perceber a diferença?

O temor que tinham que ter não era o de se aproximarem de Deus. O temor que tinham que ter era o de se aproximarem de uma forma indevida. E há aqui uma diferença substancial. O Senhor manifestou-se daquela forma para que eles tivessem no coração deles temor que os levasse à atitude correta. Que os levasse à santidade, à obediência daqueles mandamentos que Ele deu.

O tipo de temor apropriado que eles deviam ter era o de assumirem, eles deviam ter medo do quê? De serem rebeldes dentro de Deus. Era esse o temor que eles deviam ter. Agora, reparem como Moisés, por um lado, e este aqui pode parecer contraditório no nosso texto, no mesmo versículo, por um lado Moisés diz-lhes para não temerem, não temam. E ao mesmo tempo diz, Deus colocou-vos à prova para que o seu temor esteja no vosso coração.

Parece contraditório. Então, não temam, mas Deus está a fazer isto para que vocês temam. Como é que ficamos? Então, estão em vista aqui duas coisas diferentes. Tem de existir um tipo de temor que o povo não podia ter. Neste movimento, o povo tem que se aproximar de Deus. E um tipo de temor que ele tem que ter. A forma como se aproxima de Deus.

O temor que o povo deve ter é o do pecado. Deve temer o pecado. Esse é o tipo de temor saudável que os manteria nessa relação de aliança que Deus estava a estabelecer ali com eles. Eles podiam aproximar-se de Deus. Há uma aliança. Mas para a manutenção dessa aliança, eles não podem se aproximar de qualquer forma. Porque Deus é santo. E se eles estão diante de Deus, têm que ser santos também. Então eles devem se aproximar com uma atitude de obediência. Dispostos a obedecer aos mandamentos de Yahweh. E nos termos de Deus.

Então o povo ficou à distância. E Moisés foi até às trevas espessas onde Deus estava a fim de mediar o relacionamento. A fim de mediar o resto das condições que Deus ia dar e das estipulações que Deus ia dar para este relacionamento, para esta aliança. E Deus dá então mais orientações a Moisés para transmitir ao povo. E por isso vamos ler agora os versículos 21 a 26. São os termos através dos quais o povo se pode aproximar de Deus. Versículo 22.

Então o Senhor disse a Moisés, assim dirás aos israelitas.

Visto que vos falei desde o céu, não fareis outros deuses para me serem rivais, não fareis para vós deuses de prata nem de ouro. Tu me farás um altar de terra e sacrificarás sobre ele os teus holocaustos, as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todo lugar em que eu fizer celebrar a lembrança do meu nome, virei a ti e te abençoarei. E se me fizeres um altar de pedras, não construirás com pedras lavradas, pois se usares o teu cinzel nele, tu o profanarás.

E não subas por degraus ao meu altar, para que a tua nudez não seja exposta ali. A primeira coisa que Moisés deve transmitir ao povo é o quê? É que Deus lhes tinha falado do céu. Que Deus lhes tinha falado do céu. Antes de receber os dez mandamentos escritos em pedra,

Alguns aqui conhecem, sabem? Aquela história clássica que Deus escreve com o seu próprio dedo, em pedra. Antes disso acontecer, eles receberam os mandamentos de Deus audivelmente, pela palavra falada de Yahweh. E essa é a base do relacionamento do povo de Deus com Deus. É aquilo que Deus fala. É a palavra de Deus.

E exatamente por Deus ter revelado ao povo por meio da palavra, pelo facto de... E reparem como o texto diz aí, e isso é muito interessante, como o texto diz aí, no versículo... No versículo 22. Vistes, quer ver? Ok? Com os dois olhinhos. Vistes que vos falei dos céus. Ou seja...

Como é que o povo contempla Deus? Por aquilo que houve. Ok? Tanto que aquilo que Deus vai fazer a seguir é reforçar um dos mandamentos que Ele já deu. Vocês não farão, não farão esculturas, não farão deuses a partir de prata nem ouro. Porque eu não vim a vocês através de imagem. Eu não vos mostrei quem eu sou fisicamente.

Eu vos falei, vocês viste. Vocês viram, peço desculpa, que vos falei. Ok? Eu vos falei. Então eles não deviam procurar representá-lo por meio de imagens, de prata ou ouro. Tudo aquilo que o povo viu foi uma revelação da glória a Deus por meio de trovões, sim, fumo, relâmpagos, são de trombeta. Eles não ouviram Deus, eles ouviram Deus. Por isso não podiam representar a divindade por meio de imagens para adorarem. Então fica a pergunta, como é que adoramos?

Como é que adoramos o que não vemos? Porque esse é o problema que eles vão ter mais à frente. Depois de receber os 10 mandamentos, eles fazem exatamente aquilo que Deus disse para eles não fazerem. Moisés desapareceu, desapareceu o intermediário, eles ficam sem nada visível e palpável para adorar a Deus. O que é que eles fazem? Um bezerro. E dizem, vejam, este é o Deus que nos tirou do Egito. Então como é que eles adorariam a Deus se eles não viam? E Deus diz.

Constrói um altar. Constrói o altar. E Deus vai especificar como é que deve ser esse altar. Deus vai especificar os termos pelos quais ele deve ser adorado. Como é que deve ser esse altar? É o que nos diz os versículos 24 e 25. Deve ser feito de terra, ou seja, facilitaria a construção para um povo que estaria constantemente em peregrinação pelo deserto. Era só juntar a terra. E estava o altar.

E o que estava aqui, possivelmente, era um altar feito com tijolos de barro. Então é fácil de fazer para um povo que está a mover de um lado para o outro. E a forma do sacrifício aceitável, como é que era? Também é descrito. Deve ser um holocausto. O que é um holocausto? É quando é feito um sacrifício, e o sacrifício desse animal é totalmente queimado. Não sobra nada. Ou outro tipo de sacrifício, um dia quando chegarmos mais à frente, vamos estudar melhor os sacrifícios, mas outro tipo de sacrifício é o das ofertas pacíficas.

Ou seja, era um animal que era imolado, que era morto, mas depois era para ser comido diante de Deus, os sacerdotes e o povo, todos juntos numa festa em comunhão. Ok?

Esse era o tipo de sacrifício que eles deviam fazer. E onde é que eles deviam sacrificar? Onde é que deviam montar o altar? Deus também dá instruções claras. Onde quer que Yahweh fizesse celebrar a sua aliança? Aí o seu nome devia ser lembrado. Aí seria levantado um altar. A adoração e o sacrifício seria para lembrar o nome de Yahweh, a identidade de Deus e aquilo que ele faz, as suas obras. Quem Deus é e a sua aliança com o seu povo.

E vejam agora, ao adorar a Deus desta forma, lembrando, invocando, adorando a Deus da forma correta, aí sim, o que é que acontece? Deus vem e abençoa o seu povo. Quando Deus é adorado da forma correta, ele vem e derrama a bênção sobre o seu povo.

Então Deus falou como é que eles tinham que fazer. Eles tinham que crer na palavra e tinham que obedecer fé e obediência. Agora, se Israel quisesse e desejasse, podia construir um altar de pedras também. Mas essas pedras não podiam ser trabalhadas com ferramentas. Um altar de pedras lavradas não podia ser o centro de admiração e orgulho por causa do trabalho da engenharia da arte humana.

tinham que ser as pedras não trabalhadas, simples, ajuntadas e depois o sacrifício seria feito nelas. Não podiam ser alteradas com ferramentas humanas. E esta lei é importante porque provavelmente proibia sinais e símbolos religiosos que fizessem apontamentos a Yahweh ou motivos egípcios ou cananeus. Mesmo na construção do templo, as pedras não podiam ser trabalhadas. Agora, além do altar, dos sacrifícios,

do onde também há o como. A forma como o sacerdote se aproxima também deve ser contemplado. E nós lemos aquela passagem e podemos ter achado aquilo estranho. Como é que isto aparece aqui? Parece que não faz sentido nenhum. Para não subir aos degraus. Não pode fazer degraus para não subir, porque senão a nudez dele vai ser exposta. Porque eles usavam túnicas. E a nudez ritual era generalizada no Antigo Oriente Próximo. E aqui aquilo que se pretende preservar é a modéstia. A modéstia deve ser garantida.

E lembre-se aqui de uma coisa, lá para Génesis, quando o pecado entrou no mundo, Deus ensinou a humanidade a fazer o quê com a sua nudez? A cobrir a sua vergonha. A nudez tornou-se uma causa de vergonha. E mais tarde, na dádiva da lei ao povo, Deus instruiria os sacerdotes, mais tarde, a vestirem roupas interiores, de linho, por baixo das túnicas, roupa interior. Porque aí se interiam de graus, então tinham que ter roupa interior.

Então o padrão moral e ético de Israel devia estar presente neste momento de adoração e distinguir-se das outras culturas. Deviam-se aproximar com a modéstia, com a atenção. Esta era a forma como o povo devia aproximar-se de Deus. Eles podiam-se chegar com segurança a Deus desde que fossem nos termos de Deus. E por isso não tinham que temer.

Na parte anterior do capítulo 20, nós encontramos Deus a falar a sua lei a partir do céu. Deus fala do céu. Os 10 mandamentos revelam o caráter de Deus, o caráter santo de Deus. E o povo devia viver...

espelhando esse caráter. Devia demonstrar aos outros, às outras nações, este caráter de Deus. E como é que ele mostraria o caráter de Deus às outras nações? Lembre-se, Israel foi separado para ser uma nação exclusiva, uma propriedade exclusiva de Deus, uma nação de sacerdotes, ou seja, deviam denunciar como nação às outras nações que Deus é. Agora, como é que sabemos quem Deus é? Deus fala e Deus revela o seu caráter.

Deus está a dizer, faz assim e serás parecido comigo. Não adulterarás. Ser fiel na fidelidade, és parecido com a minha fidelidade. Ok? Não roubes. Ser generoso. Na doação, na dádiva, na generosidade, tu refletes o meu caráter. Então assim, o povo estaria a mostrar às nações quem Deus é. Como Ele é. Mas como nós fomos vendo pelo percurso dos Dez Mandamentos, fica evidente a pecaminosidade no coração humano em cada um dos Dez Mandamentos.

O povo de Israel tinha sido separado para este propósito. Mas eles perceberam, diante da revelação do caráter de Deus, que estavam aquém. Muito aquém.

E a dádiva desta lei, o estabelecimento desta aliança, era um momento soleno. Devia ficar marcado na memória coletiva, nos corações dos hebreus. E a Háue mostrou-se como totalmente distinto de tudo aquilo que eles conheciam. De todos os deuses egípcios, através das dez pragas, Deus mostrou a sua superioridade sobre todos aqueles que as pessoas achavam que eram os deuses do Egito. Ele mostra-se como o único Deus. Transcendente, poderoso, autoexistente, eterno.

E ele revela-se por meio daquilo que ele fala. Por meio da sua palavra. Deus falou dos céus. Ele desceu em glória até eles e ele desceu em palavras até eles. E diante daquilo que eles viram e ouviram, o que é que eles fizeram? Tremeram. Diante do que viram, diante do que ouviram, tremeram. Deus revelou a sua pureza. Deus revelou a sua santidade por meio da sua vontade revelada a eles. E os hebreus viram. Não só Deus, mas viram a si próprios.

Por meio de Deus viram os seus pecados. E não usaram aproximar-se. Antes de Deus falar os Dez Mandamentos, como eu disse há pouco, eles já tinham ordenado que não se aproximassem do monte. Eles não podiam se aproximar. Eles agora percebem. Ah! Aqui, porquê é que eu não posso me aproximar do monte? Fica claro porquê é que eu não posso me aproximar do monte. Foi dada a ordem antes. Agora vem a razão da ordem. É porque eu sou santo.

E esta é a minha santidade. E se vocês não estão neste padrão, vocês não podem se aproximar de mim.

Deus dá o motivo. Não é a arbitrariedade da parte de Deus. Há uma razão. Caso se aproximassem, morreriam. Então, aquelas palavras, os Dez Mandamentos, não eram só palavras vazias. A manifestação da glória de Deus através dos fenómenos da natureza mostraram com quem eles estavam a lidar. Temeram, tremeram e ficaram à distância.

Eles perceberam-se a distância moral deste Deus perfeito, puro, santo e justo. E distanciaram-se fisicamente. Não se atreveriam a aproximar-se. E temos aqui uma tensão. Temos aqui um problema. Temos aqui uma dificuldade. Qual é a dificuldade? Qual é que foi o propósito pelo qual Deus libertou o povo naquilo que Moisés disse ao faraó? Deixa o meu povo ir para que me cultuo, me sirva. Adoração implica aproximação. Só há um problema de aproximação aqui.

Não se podem aproximar de Deus. Na verdade, eles mantêm-se à distância. Como é que eles vão cumprir o propósito para o qual foram libertos? Porque seria essa adoração ali naquele lugar, mas a adoração dali para a frente, na terra de Canã, posteriormente, é essa vida de adoração que iria atrair o quê? A presença de Deus e a sua bênção. Tanto que aquilo que nós vamos encontrar no final de Deuteronómio é uma lista de bênçãos e de maldições.

Fruto da obediência ou desobediência, respectivamente. Ou seja, se tu obedeceres, isto e isto de bênção vai acontecer. E essas bênçãos estavam muito ligadas à terra. À prosperidade da terra, à fertilidade da terra, à paz, à proteção dos inimigos. Porque Deus estaria com eles e os abençoaria. Se eles desobedecessem aos mandamentos de Deus, ou seja, não levassem uma vida de adoração verdadeira diante de Deus, então viriam maldições, todo tipo de doença.

Eles perderiam a terra e acabaram por perder. Foram exilados para a Síria e para a Babilónia.

Adoração implica aproximação. Como é que eles se aproximariam? A lei mostrou-lhes quem eles eram, quem Deus é, aquilo que Deus exige. Mostrou-lhes que estavam distantes, que não se podem chegar a Deus. O que é que eles fariam agora? Como poderia vir Deus até eles e abençoá-los? Qual é a resposta apropriada dentro da relação majestosa, gloriosa, da santidade de Deus? Revelada naquela teofania, revelada nas suas palavras. Como me aproximar? Como podemos nós, meus irmãos?

Amigos, visitantes, como podemos nós, ao nos apercebermos do nosso pecado, das nossas limitações, atrair a presença santa, pura, gloriosa e majestosa de Deus e a sua bênção? Como? E vejam que isto é o que é importante, isto não é irrelevante, porque às vezes lida-se com este assunto, desta conversa de atrair a presença de Deus. Como se fosse um gênio da lâmpada mágica. E se está diante de Deus de uma forma qualquer e espera-se ainda receber bênçãos autocentradas.

É o Deus Santo e Justo. Nunca nos podemos esquecer disto. Este texto ajuda-nos a perceber, em primeiro lugar, temores. Encontramos dois tipos de temor no nosso texto. E cada um deles é apropriado no contexto correto. O primeiro tipo de temor é aquele que está presente naquele que não é convertido. No pecador não convertido, quando se apercebe...

da sua pecaminosidade e da santidade de Deus. É o temor que reconhece e que afirma que não podemos nos aproximar de Deus, que existe um fosso absolutamente intransponível entre os nossos pecados e a pureza de Deus. É o temor que afirma, que percebe, que sente que merece o inferno, que merece a condenação de Deus. É o temor que nos faz querer fugir da presença de Deus, aterrorizados. Esse temor é apropriado em dado momento na vida de alguém ou não?

É. É. Porque Deus é santo e nós, no nosso estado natural, decaídos, não somos. Somos pecadores e merecemos a condenação eterna. E esse temor apodera-se do coração humano quando lhe é revelado, por meio da palavra, quem o Senhor é e aquilo que Ele exige. Por isso, em todo o processo de conversão, tem que haver um momento destes. Mais intenso ou menos intenso, tem que haver uma compreensão desta realidade. Porque, como afirmou o apóstolo Paulo em Romanos 3.20, pela lei vem o pleno conhecimento.

Do pecado. Agora, este tipo de temor é um temor que pode conduzir à vida. Porque se a partir desta perceção formos levados à necessidade de que precisamos de um mediador, que precisamos de um salvador, alguém que esteja no nosso meio, que faça ponte entre nós, pecadores, Yahweh, o santo, então aí temos vida. E já vamos falar mais da mediação e do mediador, que no caso é Jesus, para quem a mediação de Moisés apontava.

Para já vamos destacar que quando há um mediador em quem de facto nós acreditamos, como sendo suficiente, completo, como sendo adequado, próprio, para essa mediação, então nós não temeremos mais. Esse temor que havia antes, ao olharmos para Jesus Cristo, depositarmos a nossa fé nele, ficamos tranquilos. Aproximamos-nos de Deus com confiança, com segurança.

Contudo, essa confiança não anula a presença de um tipo adequado e saudável de temor na vida cristã. Essa mesma percepção de quem nós somos e quem Deus é não nos deve levar a ficarmos longe dEle, a nos aproximarmos dEle com a atitude correta.

Sabemos que temos um mediador, acreditamos no Evangelho, cremos em Jesus Cristo. Não é por causa disso que vamos assumir uma atitude irreverente, desleixada, negligente diante de Deus e da sua voz. O texto de Hebreus vai dizer que podemos nos aproximar com confiança diante de Deus. Não diz que podemos nos aproximar à vontade diante de Deus. Com vidas negligentes, omissas, com pecados ocultos, teimosos.

A mesma glória divina que nos fez tremer deve continuar a fazer-nos querer caminhar em santidade e longe do pecado. O Deus santo e justo é exatamente o mesmo Deus, tem a mesma natureza. A natureza dEle não se transforma a partir do momento em que nos convertemos. O que se transforma é o seu pronunciamento sobre nós, em que não é mais de condenação, mas fomos justificados pelos méritos de Jesus.

Nós não somos mais pecadores que serão condenados. Nós recebemos uma nova natureza. Mas isso só será evidenciado. Nós demonstramos que temos essa nova natureza pela forma como caminhamos diante dele. Mostra-me a tua fé através das tuas obras. A forma como nós subjugamos os impulsos da antiga natureza. Então nós precisamos, um, de temor para nos arrependermos.

E nós precisamos, dois, de temor para continuar a viver em santidade diante de Deus. Até porque o provérbios vai nos ensinar que o temor é o quê? É o princípio da sabedoria. E pessoal, sabedoria...

Para o hebreu, não é informação e conhecimento informativo, de premissas que me levam a conclusões lógicas e apenas informações. Para o hebreu, a sabedoria é a aplicação daquilo que eu sei na minha vida prática. Essa é a vida de sabedoria. E se eu sei que o meu Deus é santo, eu serei sábio se eu fizer aquilo que ele me diz para eu fazer.

O temor a Deus mantém-nos na adoração e nos faz fugir do pecado. Porque quanto mais temos pecado, menos temos adoração. Quanto mais adoração temos, menos pecado temos. Esta é uma relação inversamente proporcional. Agora, reparem como o autor do livro de Hebreus, o Novo Testamento, que já foi lido aqui, alude a este episódio para chamar os seus leitores a uma adoração que seja agradável a Deus.

Ele fala deste monte palpável, eu não vou ler-se, o pastor Daniel já leu. O monte palpável, escuridão, trevas, tempestade, etc. E depois vai dizer que vocês ouviram, vocês, hebreus agora, da nova aliança, vocês receberam um mediador melhor do que Moisés, superior a Moisés, Jesus Cristo. Então não rejeitem a voz de Deus. Não rejeitem. Porque se com aqueles que rejeitaram aconteceu o que lhes aconteceu,

Sendo Jesus superior a Moisés, sendo esta revelação, esta aliança superior à antiga, se vocês rejeitarem isto aqui, ai, ai, estão tramados, mas de verdade. E não é só um monte fumegante, é a condenação eterna. Então tremam. E depois esse texto vai terminar da seguinte forma.

Diz assim, por isso recebendo um reino inabalável, sejamos gratos e dessa forma adoremos a Deus de forma que lhe seja agradável, com reverência e temor, pois o nosso Deus é fogo que consome. Então, ele aqui está a dirigir-se a crentes, à congregação daqueles que estão em assembleia diante de Deus, que creem em Jesus como mediador. E ele diz, vocês receberam esse reino, adoremos a Deus, de uma forma que lhe seja agradável, com reverência e com temor. Então o temor continua na vida cristã.

Agora, é um temor diferente. Não é um temor que tem medo de se aproximar de Deus. É um temor que quer se aproximar de Deus, mas da forma adequada. Quem não tem este temor, significa que rejeitou um mediador muito maior e superior do que Moisés, Jesus Cristo. Para alguém assim, aquilo que o espera é muito pior do que aquilo que os hebreus viram naquele monte. Então nós precisamos, meus irmãos, nós precisamos de temor para iniciar a nossa caminhada com Deus e continuamos a precisar de temor para continuar a caminhar com Ele.

Para alguém assim, então, são estes dois tipos de temor que são diferentes, têm nuances diferentes e eu espero que tenham entendido isso. Ok? Mas precisamos. Porque num contexto religioso de um quase... E reparem como isto é verdade. Existe praticamente um ativismo por aquilo que é informal e por aquilo que é casual. E que aquilo que é informal, aquilo que é espontâneo, é o que é sincero. E um ambiente mais reverente...

É uma coisa mecanizada e fria. O Espírito de Deus não está ali. Não há fogo do Espírito. Agora, se for espontâneo, irreverente, casual... Então, aí sim. Aí há. Ok? Então, neste ambiente de contexto religioso, um quase-ativismo de informal e do casual, a adoração, muitas vezes, é despida da reverência e do temor que deveria ter. Nós somos chamados, sim, a ter intimidade com Deus. Tal como encontramos poeticamente escrito no livro de Cantares.

Mas intimidade não é casualidade e irreverência. Tem de existir uma noção aguçada de quem eu sou, de quem Deus é, que resulte num deslumbre, num espanto que me faça andar em santidade diante dEle e mortificar o meu pecado. Sim, Ele é o meu Pai. Em que eu posso ir até Ele, me recebo de braços abertos. Mas eu não sou desrespeitoso para com o meu Pai. Nem pensar.

Então primeiro com temor nos aproximarmos de Deus. Porque esta atitude reconhece quem Deus é e quem nós somos. E que nos leva depois a um outro aspecto, que é o segundo, o mediador. Para adorarmos a Deus, precisamos de um mediador. Agora reparem, quando existe a noção muito clara de quem Deus é e de quem nós somos, precisa haver igualmente uma noção clara do que é o Evangelho. Por outras palavras, as pessoas precisarão ter mais nos seus ouvidos, mais nas suas bocas, mais nos seus olhos, a pessoa de Jesus e a sua obra mediadora.

É só Jesus que nos revela quem Deus é, para nos achegarmos a Ele. Ele é a palavra que nos foi dada, Ele é o verbo. Quando, por meio das palavras que vêm do céu, as Escrituras, nós percebemos a natureza gloriosa, majestosa, transcendente, santa de Deus, e trememos diante dEle porque sabemos também daquilo que somos feitos, olhamos para todos os lados e procuramos quem é que pode ficar no nosso meio e fazer de ponte.

E o mediador vem e diz, há um caminho, há uma forma, há um meio apropriado para se aproximar em Deus. Não tenham medo. O povo teve Moisés, o libertador levantado e enviado por Deus. Mas Moisés também era pecador. Ele não entra na terra. Ele não os faz entrar na terra. Quem faz é Josué, cujo nome significa Deus e salvação. Que é o mesmo nome de Jesus. Josué e Jesus é o mesmo nome. Ok? Jesus.

Plenamente homem, plenamente Deus. A segunda pessoa da trindade, o filho eterno de Deus, que se fez homem como nós. Jesus, o único mediador entre Deus e os homens. Adequado, idóneo. 1 Timóteo 2, 5. Ele veio para revelar o plano do Pai. Ele veio para revelar o plano perfeito de Deus para a salvação do mundo. Ele veio para falar conosco. Ele é a própria palavra que vem dos céus. Ele é o verbo divino que se fez carne.

Vejam, o texto diz-nos, o texto de Êxodo, que Deus falou dos céus. Jesus veio dos céus. Ele é o verbo que vem dos céus. Ele não só aponta o caminho, ele diz que ele é o caminho. Tal como Moisés revelou através de sombras os termos pelos quais

O povo podia se aproximar de Arrué. Jesus vem nos mostrar a nós os termos pelos quais podemos nos aproximar de Deus. Já vamos falar a seguir disso. Ok? Jesus fala-nos. Como podemos nos aproximar do Pai? Jesus disse. Jesus revela-nos quem Deus é. Quem vê a mim? Vê o Pai. Então Jesus fala, mostra. Jesus...

Sobe aos céus depois, mas ele continua a falar ao seu povo como? Ele disse que enviaria o seu Espírito, que não falaria dele próprio, mas falaria todas as coisas que ele, Jesus, o Verbo, a Palavra, ensinou. E então temos as Escrituras. O Espírito fala connosco. E ele está neste momento também a interceder por nós, dentro do Pai nos céus.

Ou seja, não pode haver adoração verdadeira se, começando na percepção de quem eu sou e de quem Deus é, eu não for conduzido à necessidade de um mediador que me diga o que é que eu tenho que fazer. Lembrem-se? Moisés entrou na nuvem, na espessa nuvem escura. Para fazer o quê? Para ouvir de Deus e depois transmitir ao povo como é que eles podiam se aproximar de Deus outra vez. É isso que Jesus faz. Ele veio de Deus.

Tal como Moisés entrou na nuvem espessa. Jesus, o próprio Deus, eterno desde sempre. Deus com Deus. Verdadeiro Deus, verdadeiro Deus. Luz de luz. Da trindade. Ele veio até nós para nos dizer quais são os termos dele. Como podemos nos aproximar de Deus. Então vejam como este texto é fantástico, o diê-do. Como nos aponta para algo superior. Maior, melhor e mais belo que Jesus Cristo.

Então precisamos de Jesus para saber como nos aproximarmos e adorarmos o único Deus verdadeiro. E Jesus já não está presencialmente connosco. Ele nos deixou o seu Espírito e deixou as Escrituras. Precisamos delas, da Bíblia, para saber como podemos ser visitados por Deus. Para saber como podemos ser abençoados por Deus. E é por isso que a Bíblia tem que ser central nos nossos cultos e nas nossas vidas. E não somente isso.

Porque pode haver igrejas que, de facto, a Bíblia está lá a ser lida e explicada. Só que ela é explicada de uma forma moralista e não de uma forma evangélica. No sentido em que aponte para o Evangelho, em que em todas as passagens, seja Génesis, Levítico, Hebreus, Judas, Apocalipse, aponte para Jesus. Essa é a forma que se lida com as Escrituras. De forma expositiva, apontando sempre o caminho para Jesus Cristo.

É Ele que nos revela unicamente para a presença de Deus. Ele que entrou no Santo dos Santos, veio do próprio Deus, para nos dizer como entramos. Então, precisamos de ter temor, precisamos de perceber a realidade que nós somos e por isso vamos sentir a necessidade de ter alguém que nos explique como é que chegamos lá. E esse alguém explica-nos como é que nós chegamos lá. Esse é o nosso terceiro e último ponto. Sacrifício. Quais são os termos de Deus que Jesus nos revelou que são necessários para adorarmos e nos aproximarmos de Deus?

Precisamos num altar. Precisamos daquilo que acontece num altar. O onde acontece também é importante. E como se aproxima desse altar, igualmente importante é. Moisés transmitiu ao povo da parte de Deus a forma como eles podiam adorar a Deus. Que tipo de altar é que eles tinham de construir? Um altar de simples terra. Ou de pedras não lavradas. Pela arte, pela glória humana. Mas algo simples. Tal como encontram na natureza.

Dois, o que é que deviam de colocar no altar? Holocaustos ou ofertas pacíficas. Três, onde é que deveriam de erguer um altar? No lugar que Deus mandasse lembrar e celebrar a sua aliança, o seu nome. Como é que os sacerdotes se viam aproximar do altar? Com dignidade. Sem expor a nudez. Agora vejam. Jesus revelou-nos o altar. A cruz.

sem qualquer glória humana. Simples. Rua de cruz. É o altar. Jesus revelou-nos o sacrifício, em que Ele mesmo é o sacrifício, o Cordeiro perfeito de Deus, completamente morto naquela cruz. Tal como os holocaustos eram completamente queimados, Jesus é completamente morto. Ele não ficou moribundo, Ele foi morto. Daí que espetaram uma lança.

Ficou comprovado que ele estava morto para que nos fosse dada paz e pudéssemos partilhar desta refeição de Jesus uns com os outros, com ele, as ofertas pacíficas. Mas, Jesus instruiu-nos onde é que vamos montar este altar, esta adoração? Onde é que montamos a adoração? Jesus diz, sempre que estivermos com o seu povo, celebramos a nova aliança e somos nutridos pela verdade do seu sacrifício, representada onde?

No pão e no vinho. Em memória, lembram-se do que Jesus disse? Façam isto em memória de mim. Esta é a nova aliança. O mesmo tipo de palavras, de conceito, de ideias que estão ali em êxodo. E Jesus disse-nos como devemos nos aproximar da representação do seu sacrifício. Examinando-nos a nós mesmos, a fim de tomarmos do pão e do vinho de forma digna, sem termos do que nos envergonhar.

Temos um altar, a cruz, temos o sacrifício, o próprio Jesus. Temos onde é que devemos fazer essa adoração. Igreja reunida, partindo o pão e o vinho, lembrando-o de Jesus e a forma como nos apresentamos a Ele, sem vergonha. Eu concluo. É somente assim que nos podemos chegar a Deus e adorá-lo corretamente, verdadeiramente. Começa com temor e continua com temor.

É necessário hoje um mediador que nos diga quais são os termos de Deus, não as nossas invenções humanas. Caso contrário, vamos andar às escuras. Precisamos de alguém que nos revele. Jesus é a revelação por excelência de Deus. E que nos diz como nos aproximamos dele.

Os termos dele. Quais são os termos para chegarmos à presença dele? São a cruz do Calvário. O cordeiro que foi morto e ressuscitou. O relembrarmos semana após semana, quando estamos juntos, esta adoração e como nos devemos chegar a essa adoração. É dessa forma, meus irmãos. É dessa forma que Deus vem e que Deus nos visita. No ordinário dos meios que Deus nos deu por meio da sua palavra.

Não há outra forma. Este é o único caminho. É o próprio Jesus Cristo. O caminho, a verdade e a vida.

Então se tu nunca viste Deus chegar a ti verdadeiramente, não uma experiência emocional daquilo que tu achas que foi Deus, não, ver mesmo Deus chegar a ti e te abençoar, hoje é o dia em que isso mesmo pode acontecer. Nos termos de Deus. E os termos de Deus são aqueles que nós vimos. Reconhece o teu pecado. Treme diante da santidade de Deus. Crê nas palavras de Jesus. Ele fala, Ele dá-te um caminho seguro, Ele dá-te um caminho firme que tu podes seguir.

Estão neste livro, estão na Escritura, estuda a Bíblia, confia no sacrifício de Jesus.

Vai ao altar que é a cruz, esse sacrifício que é completo, que é definitivo para limpar dos teus pecados e satisfaz a justiça de Deus. É este o caminho de Jesus, é o vivo caminho. Arrepende dos teus pecados e crie em Jesus Cristo para que Deus venha até ti e te traga a bênção, que é a bênção que importa, que é a salvação eterna, esta vida abundante de propósito, de esperança, de paz, de alegria, de reconciliação com Deus acima de todas as coisas.

Não há outro caminho. Não há esforços pessoais. Não há fé dos pais ou da família.

Não há ações religiosas, repetições de orações. Não há experiências emotivas ou místicas que façam vir até a ti o próprio Deus e a sua bênção. É Jesus e mais ninguém. Jesus Cristo, o único mediador entre Deus e os homens. Ele assegura-te o caminho para Deus. Agora, se tu já viste um dia Deus chegar até a ti e te abençoar desta forma,

com esta bênção da salvação, que é inigualável em relação a qualquer outra coisa que possamos desfrutar desta vida. Se Ele já veio a ti e te abençoou desta forma, e queres mais da presença de Deus, queres mais da sua bênção, porque há riquezas de bênçãos. Há uma incidão, há um oceano da presença de Deus por onde podemos mergulhar e desfrutar e saborear e nos banquetear. Qual é o caminho?

Não são invenções humanas. O caminho é este. Continua a ser Jesus. Continua a ser o Jesus que fala a sua palavra. O Jesus que é celebrado e lembrado domingo após domingo, quando o seu povo se junta.

Foi ao seu povo que Jesus disse fazer isto em memória de mim. Ou seja, meus irmãos, isto é muito importante. Isto define a nossa eclesiologia, define a nossa adoração, define a nossa vida cristã, a forma como nos relacionamos com Deus. É quando o povo de Deus está reunindo no dia do Senhor que trazemos a verdade, o Evangelho, dentro de nós de uma forma distinta. Podemos sim ter o Evangelho dentro de nós na nossa leitura devocional, nos nossos momentos com Deus, etc. Mas isto é o ápice. Este é o ápice.

em que nós ouvimos o Evangelho, cantamos o Evangelho, oramos o Evangelho, ouvimos a explicação do Evangelho, vemos o Evangelho nas águas e na mesa do pão e do vinho. Ou seja, meus irmãos, o que acontece quando nós usamos estes meios, e pessoal, isto é muito importante, e é por isso que nós como igreja somos muito intencionais naquilo que nós fazemos e temos dentro do nosso culto, e aquilo que nós não temos dentro do nosso culto, também comunica isto aqui.

Que é nós temos no culto aqueles meios que Deus determinou e nós temos no culto.

Que Deus disse, que Deus garantiu que viria ter connosco para nos abençoar. A cada domingo Deus vem a nós para nos abençoar e nos aproximarmos dele.

Agora, com temor, santidade, discernindo o corpo do Senhor, esperando ouvir o Verbo de Deus por meio da Palavra através do Espírito, confiando nos méritos do sacrifício do Cordeiro que foi crucificado e venceu a morte, que está sentado à direita de Deus e intercede por nós. É esse o caminho. Então, meus irmãos, Ele quer vir até nós. E não há problema nenhum em pedirmos que Ele venha até nós e nos abençoe. Podem usar mal essa frase, ou esse conceito, ou essa ideia. Mas essa frase é bíblica.

E devemos querer que Ele venha, domingo após domingo, às nossas vidas, nos nossos encontros pessoais com Ele. Podemos pedir e devemos pedir que Ele venha e que nos abençoe. Para isso precisamos de adorá-Lo corretamente. Por isso não pode entrar pecado. Não pode ser de qualquer maneira. Não pode ser com casualidade, com irreverência, com pecado, com sentido, mas com temor e irreverência, com confiança no Mediador, lavados no sacrifício, alimentando-nos de Cristo com fé, nos relembrando da sua pessoa e da sua obra.

Esta é a adoração que atrai a Deus. E vejam como isto é libertador. Porque se nós acharmos que a presença de Deus e a bênção de Deus corresponde a um determinado tipo de ambiente, que promove determinado tipo de reações e motivos nas pessoas, então nós vamos querer fabricar esse ambiente para que isso aconteça. E isso pode ser altamente pressionante.

Porque se eu não estou a ouvir isto acontecer desta forma, é porque Deus não está, então é porque nós não estamos a fazer as coisas da forma correta. Pessoal, isto é muito libertador. Se Deus diz, estes são os meios, esta é a forma em que eu virei e vos abençoarei, só temos que fazer aquilo que Deus nos disse. E é o Evangelho, Evangelho, Evangelho, Evangelho, Evangelho, Evangelho. É Evangelho. Deus vem e nos abençoa.

Não são artifícios humanos, emocionais, psicológicos, manipuladores. É Cristo. É somente Cristo. É o poder de Cristo. É a obra de Cristo. É a pessoa de Cristo. E para a glória somente.