#76: ALTO CRÍTICO E BAIXO ASTRAL, PAPEL ILUMINADO E OUTRAS COISAS | NÃO IMPORTA
Talvez todo esse episódio do Não ImPorta seja uma grande crise de meia-idade. Talvez não... Assista para descobrir.
ELENCOGregorio DuvivierJoão Vicente de CastroBárbara DuvivierROTEIROEduardo BrancoDIREÇÃOMatheus MonkSEJA MEMBRO DO PORTA+ https://www.youtube.com/channel/UCEWHPFNilsT0IfQfutVzsag/joinENTRE NO CANAL DO PORTA NO WHATSAPPhttps://bit.ly/ZapdoPortaBAIXE O APP DO PORTAAndroid: http://bit.ly/2zcxLZOiOS: https://apple.co/2IW633jAPROVEITA E VAI NO NOSSO SITEhttps://portadosfundos.com.br/
- RelacionamentosMelhor mãe do mundo · Melhor esposa do mundo · Termos para cônjuge · Apelidos em relacionamentos
- Envelhecimento e LongevidadeSensibilidade à temperatura · Dificuldade de enxergar de perto · Barulho ao levantar · Dificuldade para voltar a dormir
- Lidar com a insóniaDormir de camiseta · Pés para fora do edredom · Uso de perfume para dormir · Meia para dormir
- Etiqueta de recepção e comportamento socialDuração da estadia · Comportamento do hóspede · Hóspede invisível · Hóspede sem camisa
- Poder das PalavrasRonha (termo português) · Remancholo · Afeto como termo para cônjuge · Pré-conceito
- Comunicação em redes sociaisPostar localização no Instagram · Apelidos e nomes de usuário · Chamar pelo sobrenome · Chamar pelo primeiro nome
Hoje a gente tá aqui com a minha irmã de verdade. O João fica dizendo, ah, porque sou meu irmão. Não é irmão. Irmã de verdade chama Bárbara Duvivier. E ela foi head. Ela foi head antes desse nome. Cara, eu tava implicando que o nome do Belmonte é Head de Criação. Quem escolheu ele? Ele não— ninguém me disse quem é. Porque tem uma Red de nomes no Porto que eu não sei quem é. E a pessoa chama todo mundo de Red. A Ana, sua amiga Ana Gôndola, virou Red de portfólio. Que também é uma abstração. Porque ela faz tudo, então ela é Red de portfólios.
Na minha época eu era diretora artística, eu acho mais chique. Diretora criativa. Era o que eu acho que o Dede Belmonte tinha que ser, diretor criativo. Desculpa, já foi.
Perdeu, meu irmão. Perdeu, playboy. Bárbara do Vivês está aqui hoje, já começamos discutindo outras coisas. Ela falou desse livro que estava aqui atrás. Pouca gente percebeu, mas é um livro que chama Não Importa, da Agatha Christophe, que não é Agatha Christie. Tá aqui, ó. E olha o nosso João, o nosso Johnny Vincent.
Vou deixar meu lugar pra você.
Vou abaixar a cabeça.
Bara, fica aí pra ver um pouquinho, pô. Você tá com saudade do Porta? Tô muito. Jura? Olha a risada dela! Olha o que ela fez. Tô muito.
Não penso em outra coisa.
Como se fosse possível ter saudade do Porta. Foi a risada dela. Só que eu sei que ela tem saudades, tanto é que ela tá aqui, nem precisava estar.
Nem precisava estar aqui, não foi chamada?
Não foi, mas vem. Mas por quê? É impossível. O pórtão é um magnetismo que as pessoas não saem do pórtão, já percebeu? Elas saem e voltam. E ele tem esse nome que já diz tudo, que ele é uma porta aberta.
Não, não tá dizendo porta aberta não, ela chama Porta dos Fundos.
É verdade. Mas é que a Porta dos Fundos, ela é um lugar pelo qual as pessoas entram e saem sem alarde.
Só se for a tua, filho ingrato. Como é que você tá, Gregório? Tudo bem? Tô bem. Semana boa? Semana Ótimo. Quero aproveitar para agradecer esse pessoal incrível que tá vendo a gente, que tá vendo, assinando o Porta Mais, que tem conteúdo para você sempre, conteúdo exclusivo.
Já começou no catim, catim.
E aquele campeonato, que falar daquele campeonato, o maior programa, maior mesa redonda de um mundo, lembra o grande sucesso Marcelo Adnet. Temos Tino Marcos, temos Rafael Saraiva, Valen Bandeira e muitos outros. É muito bom para a gente estar virando O maior canal de entretenimento do mundo.
Esse é o nosso head de tudo. É CEO, claro. CEO e head.
Head de CEO. Porque se entra amanhã um CEO, aí você vai ser o head dele.
Caralho, head de CEOs é o cara mais foda do mundo.
É o cara mais foda do mundo.
Que é bem mais foda do que você ser CEO de heads, com certeza.
É, né? Mas é o que é o CEO.
É, o CEO é isso, né?
É um CEO de heads.
Pros íntimos, meu patrão. Eu já pensei aqui. Pros íntimos, é o meu patrão. Ele só me chama de meu patrão. Ah, é só?
Eu acho bonitinho.
Eu acho fofo também, cara. Eu acho bem fofo. Você tá sentindo velho? Eu tô me sentindo velho, como sempre, claro. Comecei já.
Eu tô te sentindo velho, sabia?
Eu tô mais. É, você tá me sentindo velho? Eu tô com uns fios na barba brancos desde que eu fiz 40, e eu já comecei a fazer isso.
Já?
Já. Mas por enquanto é isso, afastar o celular.
Eu percebi isso quando ler para mim virou, começou ser a coisa mais insuportável do mundo, porque eu ficava tendo que, sabe? E aí, e o dia que eu botei óculos, e é por isso que eu vou te dar um, não vou te dar um conselho, spoiler, é porque eu acho que tem dois caminhos. Um, botar um óculos e a sua vida ficar em HD. Olha, vai lá ver, é bizarro. Não, é embaixo, ó, é multifocal, ó, tá vendo? Melhora muito a vida, né? Pois é. É... E você não forçar tanto a vista, mas também você fica, de certa forma...
Pode botar aí? Aí que você perde imediatamente...
Olhou por cima do óculos é... Dá tesão. Cachorro e vela preta.
Dá tesão? É?
Dá tesão em você olhar por cima do óculos?
Caramba, Monique. Tem pessoas que usam os óculos sempre aqui, assim.
Mas só que no caso do multifocal, o pra perto tá embaixo da lente.
Então você tem que... Tá meio sujinha a sua lente.
É, tá sempre suja. Que é uma coisa que a pessoa que usa óculos também não sabia, né? Eu usei óculos muito tempo de mentira. Hoje em dia eu uso de verdade.
De verdade. O João usava óculos sem lentes, tadinho.
Sem grau.
Sem grau, é verdade. Tinha lente, mas não tinha grau.
Tinha lente, mas não tinha grau. Óculos performático. Óculos performático.
O João inventou o macho performático. Ele precisou correr muito pra— Como é que é a expressão?
Eu corri pro mundo que andar.
É isso. O João correu muito pro mundo que andar. Ele que inventou. Ele inventou muita coisa performática na vida dele, né?
Tipo?
Ah, você era o rei de usar umas camisetas com coisa escrita que você nunca foi. Usava muito, sabe? Planet Hollywood Dubai. O que que é isso?
Harvard. Harvard?
Nunca imaginou.
Eu fiz um curso em Harvard.
Então ele foi o primeiro macho performático, ele foi o primeiro hipster do Brasil e o primeiro moreno misterioso também, que vale sempre lembrar. Ele foi o primeiro moreno misterioso, o primeiro homem performático, primeiro muita coisa. Ele é o primeiro, sou um pioneirista, o primeiro João Vicente, que hoje em dia tem os outros João Vicentes aí.
Eu ouço muito. Botei meu filho João Vicente por tua causa. Não por minha causa, porque a pessoa admire muito o meu trabalho, não. Acho que é porque eu acho que o João Vicente tem o filho do João Goulart muito antes de mim, mas também eu acho que eu dei uma popularizada no João Vicente, de certa forma, nessa composição.
Umas crianças João Vicente aí.
Tem umas crianças João Vicente. Tem, tem. Eu conheço uns 2 João Vicentes antes de mim.
Eu vejo muito o Gregório cachorro. Aliás, o que mais mandam pra mim é, batizei meu cachorro em sua homenagem. Um beijo pra todos os cachorros chamados Gregório, obrigado pela homenagem.
A minha mãe vai dizer que é mentira, porque ela já disse, eu já contei isso aqui, mas ela me disse em algum momento da minha vida, eu falei, por que meu nome é João Vicente? Ela falou, porque o seu nome ia ser Glauber, por causa do seu pai, que ele queria, e aí depois chegamos num consenso que seria João, eu não queria João puro, minha amiga tinha um Batesé chamado Vicente, e eu te botei o nome de Vicente.
E olha só que sina, e você foi gostar de cachorro.
Não, não. Assim, é que você que não gosta de cachorro é porque você tem afetos confusos dentro de você. Você foi criado numa sociedade, numa família humanista.
Não.
Numa família sem amor pela natureza.
Porra, contrário.
Edgardo Vivi!
É o contrário, João.
Mentira, o Edgardo Vivi ama. Eu tenho uma cachorra linda do lado grudada sempre nele.
Meu pai, louco por cachorro.
A Olívia também.
Minha mãe é louca por cachorro. Que a Dora é louca por cachorro. A Bárbara que não é muito cachorreira igual a mim não. A gente não puxou o cachorrismo, mas meu pai acha estranhíssimo isso de mim. Ele até falava assim, Greg, olha o que meu pai falou uma vez, eu não sei se você vai ser um bom pai porque você não gosta de cachorro. Falei, o que que tem a ver? Aí ele acha que é um treino bom para pessoa gostar de criança gostar de cachorro, mas acho que não tem nada a ver porque eu me considero um pai assim. Brincadeira, mas eu realmente amo criança. Eu amo criança.
O Gregório ajuda Muito.
Cala a boca!
Eu racho esse idiota. Uma vez por semana ele leva no colégio.
Cala a boca! As pessoas vão achar que é sério isso, cara.
Mentira! Eu falo que você é o melhor pai do mundo todo do programa.
Obrigado.
Quem é o melhor pai do mundo? Levanta o dedo.
Não, não sou o melhor, não. Tem muitos pais incríveis. Você não acha meio ofensivo quando alguém fala assim, fez um post, um beijo para a melhor mãe do mundo? Você tá conseguindo ofender 6 bilhões de pessoas, cara. Você entende que você tá comprando uma briga, meu irmão, quando você fala isso? Você não conhece a minha, não conhece a... Vamos falar de mãe? Vamos falar da minha? Vamos falar de Dona Noely?
Vamos falar da mãe da Irene Ravache?
Vamos falar da mãe de tantas pessoas que vão no Faustão e o Faustão manda beijo pra mãe delas?
Do Raul Gazola?
De Paulo Gustavo.
De Ariclé Pérez?
A mãe de... Samara Filippo. Obrigado.
De Gardênia Azul.
Gardênia Azul é um bairro.
Mas com certeza tem uma mãezona. Com certeza tem uma mãe.
Exatamente. A Diná.
Diná. A própria Diná. E a vó Diná? E a vó de Ná, a mãe da mãe de Ná, era mãe da mãe de Ná, é a vó de Ná.
Exatamente. São tantas mães aí que quando você fala um beijo para a melhor mãe do mundo, você tá cagando na cabeça delas, tá dizendo que elas não foram boas o suficiente, que elas não tiveram noites sem dormir cuidando de um filho com febre. Vamos tomar cuidado com isso, vamos tomar um pouquinho de cuidado com isso.
Respeito, respeita a mãe do próximo. E aí, se você botar mãe no meu, bota no mãe da sua.
Não, melhor esposa do mundo, calma aí. Calma aí, para cá, baixa tua bola para caralho.
Conhece a Giva?
E vamos falar de esposa. Quando você fala melhor mãe do mundo, você tá falando de todas as épocas. Você está comparando sua esposa com Maria, mãe de Jesus, melhor filho, e por aí vai. Jesus era filho. Então vamos baixar a bola para caralho na legenda que vocês estão escrevendo.
O próprio Lúcio Mauro, que é filho, e o Daniel, que é filho. É muito filho aí, que tem muito filho aí, que é grande filho.
Botou filho no nome? Nem botou, às vezes.
Mas é engraçado que você deixou de ser filho para ser pai e talvez avô e virou um velho que não enxerga mais.
Não. E sabe outra coisa?
Que faz barulho para sentar, barulho para sentar e para levantar.
Como é que é?
Quando você começa aqui, ó, e para levantar é barulho contrário também, né? E para pegar coisa longe?
Outra coisa do velho também, João, você já percebeu? O velho, ele mapeia corrente de ar. Ele entra numa sala, o velho sabe onde tá passando, feito fosse uma mandurinha, um urubu. Ele vê, ó, ali tem um arqueiro, tá bom, e aqui não dá porque tem uma corrente de ar. A corrente de ar é o que a pessoa jovem não sabe o que significa. E o velho, ele senta e ele já sentiu uma aqui. Ele passa a ter uma hipersensibilidade, um sexto sentido, um poder, um poder.
De ver onde estão passando, onde tá numa sala as correntes de ar frio, as correntes de ar quente.
Ao contrário do que as pessoas dizem, talvez as pessoas mais velhas têm uma visão melhor, eu acho, específica. Eu me lembro quando eu comecei a dormir de camiseta.
Isso é um sinal de velhice. Eu só durmo de camiseta e mais, às vezes até boto um pijama. Calça é possível hoje em dia no Rio?
Calça 100%, porque eu durmo de uma maneira muito científica. Eu durmo, já falei, com meu travesseiro aqui, travesseiro abraçado, travesseiro na perna.
Eu durmo com uma perna pra fora.
Então, aí eu boto os meus dois pezinhos pra fora do edredom e só assim eu adormeço.
Ah, com os dois pés pra fora?
É, pra equilibrar.
Os pés pra fora e o corpo pra dentro?
O corpo pra dentro.
Olha que barato.
Porque aí equilibra.
E uma cueca?
Às vezes sim.
Às vezes sem cueca?
Às vezes.
Ah, é? Isso é porra louca pra caramba.
Tu acha que eu ia dormir bombalalão?
Bombalalão, de camisa e sem nada aqui por baixo, com um belé-léo de fora?
Belé-léo de fora.
Que barato.
Nunca? Não, a maioria é de cueca.
De cueca, tá. E tem que ser, pra mim, pra dormir tem que ser a mesma canção.
Eu combino roupa pra dormir.
Caralho, o João escolhendo look. Get ready with me to sleep. Aí vai lá o João.
Eu, em geral, durmo só com uma cor. Quer dizer, com duas cores, mas inteiro. Ou preto ou branco.
Rapaz, o homem do século 21 realmente chegou num lugar...
É meu skincare! Mentira. E eu passo perfume.
Pra dormir? Você tem um perfume de dormir?
Tenho.
Tem?
Tenho. Porque me dá um cheirinho de caminha cheirosa.
Nossa.
Então eu passo aqui e aqui e passo aqui, porque quando eu deito assim, eu fico cheirando ele. que fofura, não é? Mas então assim, cueca, quando eu vou usar, eu gosto daquela que segura, faz um— eu não gosto não, faz um, mas não é apertada, mas faz um ninho, um ninhozinho, tá? Que onde tudo fica ali juntinho, aí fica quentinho.
Então eu sei de que cueca você gosta, uma coisa esquenta a outra, sabe? Porque eu escuto, eu diria que tem 3 grandes grupos de cueca, né? É, tem a cueca... Boxer? Boxer é a do meio. Falar pra ela do meio.
Ah, tá. Perdão.
Porque tem a samba canção. Vamos começar pela mais larga.
É, essa adulto não usa.
Eu uso.
Eu sei.
Pra dormir, sobretudo. Pra dormir ela é ideal pra mim. É porque o pau fica lá... Teatro contemporâneo.
Calma. O pau fica lá... Fica lá...
Não, não fica não. Fica a conta da improvisação.
Você gosta? Você não gosta dessa sensação?
Olha o pau.
Eu não gosto dessa sensação. Eu gosto das coisas mais organizadas.
No dia a dia, eu gosto das coisas mais organizadas. Mas também não a ponto de estar...
Não, não é apertado isso que eu tô dizendo.
O apertado é o cueca slim, a cueca de sunga.
Tipo sunga, como é que chama isso?
Cueca de pai. Cueca de pai é essa sunga?
É aquela fininha, tanguinha?
Tanguinha. A tanguinha, ela é...
Essa é enorme. Mas eu sei, é aquela que não vai pras coxas.
Entre uma e outra, eu chutaria que tem a boxer, que é um intermediário. A coxa dela até que é apertada, mas ela tem um ninho, como você bem chamou, para o saco estar—
Para de falar esse tipo de coisa.
O escroto?
Não, as coisinhas.
Testículos.
As coisinhas.
Ai, que fofo. As bolas de gude estarem confortáveis.
Exatamente.
E realmente, esse meio termo pro dia a dia pra mim é ideal. Mas pra mimir, eu gosto de usar uma canção.
É porque pra mim não sai, porque é a mesma lógica da camisa larga pra mim. Numa virada prende, entendeu?
Agora, meia pra dormir, é sinal que você vai morrer em breve. Desculpa falar isso para vocês.
Ou gente muito friorenta ou gente com a idade avançada.
Mas é porque a ideia, a idade avançada, eu acho que ela traz uma maior sensibilidade à temperatura. Com certeza, tanto calor quanto frio, você fica mais atento ao termostato, né? É o jovem, você pode ver que, amigo, ele tá às vezes sem blusa num frio fodido e às vezes tá com casacão, mas tá um calor que o jovem ele não Merece ver. Não, merece ver muito, mas ele não tem o termostato tão afiado.
Eu fui vendo que a idade foi aumentando quando o termostato foi diminuindo. Então eu era um 16.
Tu era um 16?
Eu era um 16. Gostava muito da sensação de ficar muito frio. Eu também amo, cara. E foi incrível, fui 17, 18. Sabe onde eu tô hoje?
Oi?
20.
20?
20? Eu nunca imaginei que eu chegaria nessa... É, porque eu sempre fui o Xuxo, sabe? O cara que gostava do gelo.
O Xuxo é o quê?
A Xuxa. Dizem que ela gosta muito de ar-condicionado muito gelado.
Ah, é? Eu não sabia.
Ah, não?
Não. Eu sou 21 também. 20, 21 também não sou muito de ar-condicionado.
Ah, mas é porque você é casado, não porque você quer.
Não, tô falando eu sozinho. Giovanna viajou, primeira coisa que eu faço é o quê? Daisy, me bronze. E só o ar-condicionado no 20, tipo 21. Que pra mim é um luxo, porque a Giovanna é do 25.
Não, mas 25 não é, é calefação.
Eu também acho, vai, explica isso pra ela. É. Fala, escreve pra ela, tá escrevendo?
Tô escrevendo agora.
25 é calefação. Porque não dá, cara. Mas ainda no velho, tem alguma outra coisa de velho que eu queria falar.
A gente tá sendo velhofóbico?
Não, acho que a gente tá quase com lugar de fala.
Detalhista?
Acho que a gente tá quase com lugar de fala. Você tá falando... Porque eu não tô falando os velhos, tô falando de coisas que eu sinto. Eu já tô mais sensível à corrente de ar. Já estou. Nunca tive na minha vida, achava uma frescura. Já estou mais sensível à temperatura, já estou mais sensível ao frio, já estou fazendo barulho quando levanto, já. E por aí vai.
Mas talvez o frio seja o maior perigo de uma relação, a temperatura, né? Uma relação pode acabar por causa disso, porque é muito ruim você dormir toda noite numa temperatura que você não quer.
Pois é. Isso é anterior ao ar-condicionado. Isso é. Bernard Shaw tem uma frase que ele diz: o casamento é a união entre uma pessoa que só dorme janela aberta e outra que só dorme janela fechada. Isso do século 19, ele tava dizendo isso.
E aí tem mais coisas envolvidas, que tem luz, luz, tem gente que dorme com luz, né? Minha mãe, por exemplo, que acorda muito cedo, ela dorme com a janela aberta porque ela gosta de dormir, acordar com o raiar do sol.
Jura?
Nossa, muito louco, né?
Muito doido.
Ela não fecha a cortina?
Não. E, gente, mas aí é uma coisa, eu vou ser cancelado aqui porque eu sei que tem muita gente que gosta, gente que dorme com televisão. Ligado?
Não, pera aí, aí não.
Você dorme só à tarde? Ah, vou dormir de manhã à tarde.
Tem uma sensação que eu amo, que é— tá sério, agora vou falar muitas coisas que eu não faço há muitos anos, mas eu lembro dessa, não juro, dessa sensação. Praia, amo sol inteiro, cansaço de praia, num tempo anterior ao protetor solar. Isso, chega em casa, prato Gigante de qualquer coisa, sofá ar, joguinho de futebol baixo. Não tem nada mais sonífero que isso.
É verdade. Esse soninho não é condicionado.
É, tem um banho, tem um banho, tem um banho no meio.
Tem uma sensação que eu adoro que é exatamente essa, mas é aí é você cancelado, porque é dormir meio molhado na cama. Saiu do banho Acabo só de dar uma deitadinha aqui. É, depois do banho, no ar-condicionado. É tudo que não pode, mas eu não posso muito tempo. Eu não durmo à tarde há muito tempo.
Eu também não.
Isso é outra coisa de velho de idade também que eu já sinto. O quê?
Dormir menos.
Dormir menos. Dormir menos. E pior, a dificuldade de voltar a dormir. Então, por exemplo, se eu acordo sem precisar de manhã, das melhores sensações da vida era: ah não, eu posso dormir mais um pouquinho. Vira para o outro lado, dorme. Hoje em dia é: acordei, não precisava acordar. Foda-se, vou acordar mesmo, que eu não vou conseguir voltar a dormir. Caralho, eu perdi o maior passeio.
E ele tá falando de sábado sem filhas.
Eu tô falando de sábado sem filhas, eu tô falando de filhas viajando, tô falando de: meu Deus, são 8 da manhã, é sábado, eu posso dormir até às 11. Foda-se, já acordei às 8, vamos lá regar as plantas e vou começar o dia.
Regar planta, passar meu café.
Sábado veio com tudo, vou passar meu café.
Tem isso, cara.
Que é muito louco. Aliás, tem uma palavra boa de Portugal, sabia, que a gente não tem, que eu adoro? Que é ronha. Já ouviu essa palavra?
Não.
Por que que a gente não tem essa palavra tão boa? Ronha... Fazer a ronha em Portugal é você acordar sem acordar. Você acordar, mas permanecer na cama.
Isso. É o famoso remancholo.
Existe essa palavra?
Ficar remancholando na cama.
Existe? Alguém mais conhece? Não. Ufa, que bom. Você acabou de inventar.
Ninguém remancholava?
É uma coisa dos Barbosas da Silva de Castro.
Talvez. Não existe, quer dizer, pode existir, mas infelizmente se o Gregório não conhece, a palavra não existe.
Não, não existe, porque eu acho que eu sempre falo de ronha, nunca ninguém me falou assim. Mas se tiver, é maravilhoso, acabou de testemunhar aqui. Eu acredito que exista, tá?
Não existe não.
Não existe? Então tem que fazer, mas é ótimo. Agora eu tô muito curioso.
Eu acho que é minha mãe. Sua mãe vai ficar remancholando.
Que maravilha!
Não gostou?
Eu amei. Remanchoula, perfeito. Porque dá a impressão... Remanchar existe. É remanchar. E aí ela... Que é o quê?
Mas qual o significado?
Ela aprofundou lentidão e demora.
Olha lá, ó. Remanchar. Vai ficar remanchoula.
Acho que o Cholês arrasou, Gilda, de ter trazido o remancho.
Ficar remanchoula.
Remancholando a minha língua. Que maravilha.
Bota no céu da língua.
É um remancho. Vai ficar de remancho, porra.
Às vezes eu... Fico a remancholar, a, a, a, a.
É assim que é o céu da linguinha.
Uma vez quando o sono se bate pela minha cabeça, eu acabo por remancholar um pouco, haha. Remancholar de remancholo, que remanchola como remancholar. Remancholo que vem do buntum, que é uma palavra que rabanchola. E remanchola deu a minha filha, disse. É manchola, papai.
Eu não sei por onde começar. Ele bate... A parte que eu mais gosto é que ele bate palmas pra si mesmo. O João... A gente fazia Portátil, que é uma peça de improvisação, que ele fazia uma coisa que eu nunca vi um ator fazer em cena, mas era muito surpreendente. Que é o seguinte: assim que apagava a luz no blackout, ele mesmo fazia assim, ó. Escondido na sombra. Pra ele mesmo, puxando o aplauso.
Pra todo mundo.
É, pra todo mundo, mas pra você tava incerto.
Cara, dava muito certo. Não, não, não, ninguém percebia, porque assim, acabava sendo dar um blackout. Aí eu ouvia um... Aí eu falava, vou deixar esse ar morrer, não vou. Agora daqui vai todo mundo...
Só que o espectador sabe de onde vem o som.
Não sabe.
Ele tá ouvindo que o som tá vindo do palco. Do único lugar que o som não poderia vir.
Isso, Saraiva! Gostou, Saraiva?
Remancholo.
Aliás, quer ver, ó? Saraiva, como é que é o samba da língua?
Ele já fez no Coisa, não precisa disso. Só vai ficar essa. Não precisa, obrigado. Qual o limite de dias que uma visita pode se hospedar na sua casa? O amor é uma possibilidade. É assim, é exatamente assim. Eu quero descobrir novas formas de amar. Faz uma promoção de alimento então. Eu quero 400 mil pessoas no teatro fazendo isso.
Quantas pessoas já foram?
300 e tantas mil. Que alegria!
Você me perguntou qual é a etiqueta da vizinha. Da vizinha não, da vizinha.
Quantos dias uma vizinha pode ficar na tua casa?
Gregório, muito polêmico. Acho que é um assunto que a gente vai ter que... É difícil esse assunto, porque... Eu... A partida, sei que a gente é diferente.
Você é 2. Você é 0.
Não. Não, 0 não. Vamos dizer que... Que pessoa é essa? Ah... Tipo, você separou mês. Tranquilamente.
Mês?
Você separou mês. 2 meses. Mas naquela coisa do...
Não, não, desculpa. Se eu me separei, eu posso ficar um mês na tua casa?
Pode, pode.
Jura?
Lógico. Claro, a minha primeira fila.
Levando em conta a tua casa, vai falar com a Giovana, ela não quer dar um tempo só para ficar um mêsinho lá?
Eu vou, eu vou me mentir, a gente se encontra escondido.
Mas vamos falar com a Giovana assim, amor, seguinte, tô com um esquema bom, a gente separou, tá? Aí a gente se encontra, vem para cá, a gente se encontra. Aí fica um mêsinho ali no chão, você vem para casa, pede pela piscina. Caralho, esse esquema é bom, hein?
Mas eu acho que assim, porque a intimidade com a pessoa que você tá dividindo ali o seu espaço, a sua rotina, ela te dá algumas coisas. Primeiro, a não necessidade de contracenar. Tipo, se você passa um mês na minha casa e se separou, eu não vou acordar, tomar café com você, vamos juntos para o Porto, até porque você não vem. Tipo de coisa. Você vai tocar a tua vida, eu vou tocar a minha. E é um roommate, palavra essa que não existe em português bem falada. O problema é você ter que fazer sala.
Sim, exatamente. Aliás, falou em sala, é bem lembrado isso, que eu acho que o lugar de visita não é na sala.
Não, não. Lugar de visita é onde?
Incomoda, eu acho. Desculpa falar, vai parecer que eu tô dando uma indireta pra alguém. A pessoa vai ficar na tua casa.
Não, mas isso é bom porque teu amigo que ouve o Não Importa, você não tá falando pra ele, mas ele já sabe como é que funciona.
Gente, quer ficar lá em casa? Eu acho que não tem problema a pessoa ficar na sala.
Lista, lista.
O hóspede bom, ele é invisível quase. Ele é visível através de coisas boas. Então ele enche a geladeira, ele lava uma louça, ele se faz visível através da linguagem do amor dos serviços, só que sem parecer que ele tá desconfortável, porque também é chato ter uma pessoa que tá ali. Desculpa qualquer coisa, não precisa. É muito legal ele tá confortável em casa, mas o hóspede sem camisa na sala Aliás, o hóspede não fica sem camisa.
O hóspede não tá sem.
Sou muito careta de falar isso?
Não, não é não.
Pode ser seu irmão, não é?
Não, não pode.
Mas botar uma blusa?
Pode botar uma blusa. E boné na mesa?
Boné na mesa também não pode.
Mas e tomar conta de um televisor?
O que você quer dizer com isso?
Ah, sentar na— sentar, tipo, você chegou em casa, tá vendo uma televisão.
Não, não, não, também acho que não. Acho que não. Você vê no teu quarto se tiver uma televisãozinha ali, ou você vai ver no teu computador, a coisa ali é aberta. Vai trabalhar? Trabalha no quarto ali, pega uma coisinha. Porque a coisa da sala, eu acho que é isso que pesa na visita.
É, porque principalmente a sua casa que tem rotina, criança que vai botar, botar a criança pra escola, botar a criança pra escola, você fazendo as suas coisas, trabalhando no escritório, que ainda você tem isso, é Giovana fazendo a yoga dela não sei aonde, trabalhando também em casa. Existe ali um ecossistema que tá funcionando muito bem, muito bem azeitado, tá azeitado. Aí chega ali um terceiro elemento, no seu caso um quinto.
É complexo.
É dificílimo.
A visita é uma ética que tinha que ser— tinha que ter um manual, igual tem o manual do penetra, que a gente já explicitou aqui, que existe uma maneira de ser um bom penetra, eu acho que tem uma maneira de ser um bom hóspede. O hóspede que vai deixar saudade, vai falar, poxa, podia ter ficado mais. Esse é o seu objetivo como hóspede, é que quando você ir embora a pessoa diga, podia ter ficado mais.
É, poxa, tão gostoso estar aqui, né? Pois é. Você acha que são 4 dias? Quantos dias? 5. 5? Né? Então você que vai pra casa do Gregório, saia no quarto.
É.
Entendeu? Porque aí ele vai se preparar pra chegar em 5 quando ouvir o cadê, Vinicinho do trompete? Não tá mais lá. Vinicinho do trompete.
Trompete é bom demais. Os meus amigos da imaginação do João.
Agora, e o hóspede pode travar a conversa livremente? Pode. Pode?
Pode.
Você tá ali no seu escritório.
Ah, não, jamais.
Vinicídio Trompete chega e fala aqui, ó: Porra, tirei queixa. Quer ouvir?
Primeiro, vários detalhes bons. Tirei queixa, diz ele segurando um trompete pra baixo assim. Esse trompete toca assim? Trompete é assim.
Não, é que ele não tá na boca. Ele não tá na boca.
Mas é uma mão só, o trompete.
É por isso que eu não tenho essa mão, eu tava só limpando.
Tá, tá. Então deixa. Um amor assim delicado. Que legal, Vinícius. É que eu só tô terminando o sketch aqui.
Viu esse? Esse último chama Amor.
Entendi.
Tá em 4º e 7º.
Que barato. Tá bom, eu só vou terminar aqui o sketch que o João tá enchendo o meu saco.
É um susto bem bemol. Então, vem cá.
Não pode, porque tem um problema da nossa profissão.
Quer almoçar lá embaixo?
Não, obrigado, eu tenho que trabalhar aqui.
Quer almoçar aqui?
Não, eu tô bem, tô bem. Posso dar um problema da nossa profissão que vai parecer muito mimado e talvez seja, mas a gente tá trabalhando o tempo todo. Agora não tá trabalhando, tá? Porque a gente trabalha quieto. Então a gente tá assim, eu tô no escritório, tô assim. Às vezes nem tô no meu escritório, tô— se você vê uma pessoa trabalhando em qualquer profissão, em qualquer profissão, se a pessoa tiver assim, ela está sequelando, ela tá lesada, ela tá não conduzindo, ela tá de boião, ela tá remancholando.
Na nossa profissão, a gente tá trabalhando. Isso é trabalhar. Se tiver assim, se tiver escrolando no celular, pode estar também, mas pode, em geral não vai estar. Agora, se tiver assim, é a cara de uma pessoa trabalhando na nossa profissão. Dentro dessa cabeça tem uma usina acontecendo, e a pessoa acha que você não faz nada. Vamos almoçar ali embaixo, fazendo assim, e você tá, caralho, acabou de interromper um fluxo de pensamento que era uma coisa certamente muito idiota.
Eu sei, não é que você, ah, eu estava desenvolvendo a fusão a frio que vai salvar a humanidade porque não vamos mais poluir o mundo, afinal energia— não, não, eu estou pensando que caramba, o velho realmente é mais sensível à temperatura porque talvez ele consiga enxergar menos. Então tem uma coisa que não faz sentido, que não é verdade, não é nada, mas que vai te servir para alguma coisa, seja um sketch, seja uma imbecilidade.
E aliás, por isso que eu tenho anotado tudo. E um quadro que eu adoro do nosso programa é lendo, eu bloco de notas. Eu queria propor isso para você, da gente fazer de novo. Lendo, bloco de notas.
Aconteceu uma vez, é um quadro.
Eu quero, eu quero.
Posso ir? Sim. Eu vou ler como tá escrito, tá? Quem mora a cidade no Inter quer foder.
Cara, isso é muito maravilhoso. Quem bota a cidade no Insta quer foder. É um poema. O que que você quer dizer com isso?
Demorei para perceber, mas é quem bota a cidade que está atualmente no Instagram ali nas mensagens, você vai ver ali a bolinha em cima, a pessoa bota aquelas notas, tá? Aí você vira e mexe, vê uma pessoa aqui, SP, Pra quê?
Ah, perfeito, é quem bota a cidade no Insta, claro.
Ou mesmo uma foto de...
É sempre isso, João?
Ah, com certeza.
É, porque qual o sentido?
Qual o sentido? Ah, pra São Paulo saber que eu cheguei? Quem é São Paulo? Tarcísio?
Não faz sentido.
É destinado ao Tarcísio?
João, mas talvez você esteja em Juiz de Fora.
É pra receber uma DM, é o novo Insta Message, né, que você bota ali como quem não quer nada. De repente piora o negócio.
Eu tô com medo de você tá comprando briga com amigos aí. Será que você não tá expondo um esquema de pessoas?
Será que eu tô abrindo uma gaveta?
Vê lá quem botou, vê se não tem gente casada.
Vamos ver aqui, ó. Vamos ver de leve aqui. Não, porque não há outro motivo. É chegando no Rio de forma com avião.
Talvez estejam gerando, e eu tô adorando você ter levantado isso, umas DRs em casa da pessoa que vai falar assim: Amor, por que você botou goia ali?
Aqui, uma aqui. Um aviãozinho. Já é pra um: Ei, tá indo pra onde? SP, coração e pinzado.
João, é isso mesmo. As pessoas que eu tô vendo é isso.
É isso, cara.
Veneza.
Aham. Não sabe nem onde é Veneza.
CU, Maldonado.
SP. SP é um amigo meu que é um vagabundo. Ó, aqui tem uma. RJ, aviãozinho, SP. Igor, você viaja pra todas as cidades desse país, você nunca botou.
Eu nunca botei.
Na vida.
Eu nunca usei.
A única coisa que você bota é abrir: Olá, pessoal de Manaus, a gente tá aqui numa, fazendo, abrindo uma sessão extra, então se você ainda não comprou o Céu da Língua...
Que raiva!
Você pode comprar isso aqui, ó, tem aqui, tem pra todo mundo, então se você quiser, vem, vem, vem, vem, vem, vai ser muito legal. Vem, Luciana. Oh, Father Mary, I wanna know, oh, oh, I wanna know what all about Santa for your daughter. Oh, Father Mary, I want to marry you before, I wanna marry you before you find Christmas. I wanna marry, marry, marry, marry, marry. I wanna marry, marry, marry, marry, marry. This time. Ai, como a gente sabe músicas que só nós sabemos.
Detalhe, João já me falou, aí eu fico morrendo de ciúmes que vocês ficam postando esses vídeos cantando no camarim.
Nunca falei isso, falei que é bonito o vídeo que você postou no camarim.
Mas ele falou que você tem ciúmes.
Não, ciúme não, eu já desisti. Pra mim é isso, cada um tem um lugar na vida, o meu nunca será superado. Então, e quando tá fodido pedindo dinheiro emprestado, pede pra quem? Mentira, mas quando tá querendo conversar, conversa comigo. Quando fala comigo, me encontra na terça, na quinta, me abraça falando que tá com saudade. É isso. O resto é tudo um brinquedinho na tua boca.
Você sabe, esse programa botou todas as minhas outras anima—
animazes? Ah, desculpa. Esse é o cara que faz o céu da língua. Animazes. Animazes.
Desisto.
Cocrodilo. Fala.
Botou todas as suas animazades? Nossa, é isso. Em posição subalterna, porque é muito claro Entendeu? Você virou meu amigo número 1 por causa desse programa. Qualquer outro, publicamente, entendeu? Vai ter que ouvir as pessoas falando assim: Como é que tá o João Vicente na frente do meu amigo? Você... Entendeu o que eu quero dizer?
É.
Você ocupou um lugar de 2. A gente virou uma dupla.
Você entendeu o que eu fiz? Eu fui ali, ó, costurando...
Olha o que você fez, ó.
Exatamente. Exatamente. Não tem... Eu fui ali de uma maneira...
A gente virou uma dupla.
É, o que é bom, o que é bom. E aí teve um negócio legal também, que seus amigos entenderam por que que você me ama.
Isso é verdade, isso é bonito.
As pessoas falaram assim, é, o João não é aquele imbecil que eu achava, aquele playboy desgraçado. Porque, gente, eu sou só um fofão. A gente, nós somos o novo Gordo e o Magro, o novo Tom e Jerry, o novo Pink e o Cérebro, o novo Fred e Barley.
Um novo— não me ocorre mais nenhuma dupla.
Chitãozinho e Xororó.
Novo Patrick e Bob Esponja.
Patrick e Bob Esponja.
Ou ele é mais o novo Timão e Pumba.
Timão e Pumba.
Você é mais Timão? Toda dupla tem um Timão e um Pumba.
Então, mas a gente não— eu sou um pouco Pumba.
Você é mais Timão. Você é mais Timão, claro.
Claro que não, em muitos lugares não.
Você é mais frevo. Timão, ele é mais refinado.
E você é mais inteligente, assim como Timão.
Não, não tem isso.
É, eu sou mais a beleza do nosso encontro, é que a gente é um pouco de Timão e um pouco de Pumba, cara. Vou chorar. Em nós mesmos, a gente é—
isso é bonito, a gente alterna os Timão. Um tá mais Timão, outro tá mais Pumba.
É o famoso, o autocrítico e o baixo astral. Esse é o nosso nome, né, cara?
É, exatamente. E a gente, às vezes você é meio alto astral, às vezes a gente meio baixo astral. Tem uma amiga psicanalista que falou isso: o bonito de uma relação, que ela falou de uma maneira que ela não percebeu o quanto que era cômico para alguém que trabalha com alguém, na verdade não trabalha com alguém da 5ª série, alguém tem 8 anos de idade mental. Ela falou assim: o bonito de uma relação é que é quando o falo transita.
Que a psicanálise usa o falo é o poder. Então tem relações só a pessoa tem o falo, é só ela tem o poder, ela tem o grande, o pequeno. É, então ela que diz, o filme que vai assistir, ela que vai dizer sei lá o quê, ela diz onde é que vão morar.
Ela que, ela que numa sociedade, numa psicanálise falocêntrica.
Pois é, o falo nesse sentido é uma imagem meio— aí eu falo assim, o falo na relação tem que transitar. Imaginei uma rola de borracha, agora é sua vez, me come.
Mas não cheguei no me come, só cheguei numa rola que fica passando.
Mas tem uma coisa engraçada do grande e pequeno, que eu dei um exemplo ruim, que eu falei assim, porque sempre tem uma que escolhe o filme que vão ver e outra— mas na verdade eu chutaria que numa relação a pessoa que escolhe o filme que vai ver é o pequeno em geral. A pessoa que escolhe o iFood é o pequeno, preocupando, se preocupando se o grande vai gostar.
Olha aí, perfeito.
Aliás, eu acho que isso é uma crônica da Adriana Falcão, o grande e o pequeno. Acho que ela fala basicamente isso. Eu tô roubando, na verdade, a ideia dela, que ela tem essa ideia linda que é isso, não é relação. A escolha, ela é uma coisa do pequeno. O grande geral é: pede uma coisa no iFood. E o pequeno fica: será que ele gosta de sushi? Então, curiosamente, é um poder você não escolher. Perfeito. Concorda? A escolha é do pequeno. É.
Por isso, quando a gente viaja, você faz todo o guia.
Eu faço tudo. Eu sou o pequeno, inclusive, literalmente.
Não, você não é o pequeno de jeito nenhum. A gente alterna o pequeno.
A gente alterna. E vamos parar de usar pequeno como menor. E vamos parar de usar o menor como o pequeno. Vamos parar de usar tamanho como algo pejorativo. Vamos normalizar, assim, começo de frase que dá vontade de você levantar e ir embora. Precisamos normalizar, precisamos falar sobre, precisamos falar sobre, já me perdeu. Ou a internet hoje tá tão pulverizada que qualquer coisa que tá tão, que hoje em dia com inteligência artificial, já fico com preguiça.
Em tempos tão difíceis como os que vivemos, em tempos de amores líquidos, em tempos de afetos tão confusos, afeto, por exemplo, pode parar de usar, tá, gente?
Pode parar, né?
Afeto, vamos parar.
Mas e atravessamentos?
Não, atravessamento eu parei em 84. Mas afeto, porque afeto primeiro é usado errado em geral.
Meus afetos.
É.
Ele é meu afeto. É. Virou uma palavra nova pra fugir do companheiro, cônjuge, que é difícil falar a palavra, né?
É. E assim, afeto pode ser ruim.
Um afeto é uma raiva, é uma, né?
É. Você pode ser afetado por coisas boas e coisas ruins.
Não, um afeto com uma pessoa é muito cafona.
É. Então... Eu tenho afeto por você, mas qual?
Ah, tá, você ainda tá falando um outro amor. Você tá usando o sentido de carinho.
Carinho, é, de amor. Pô, eu tenho afeto por ele. Qual afeto?
Bom ou ruim? Tem isso, mas o que me irrita um pouco mais é no sentido de pessoa. Você é meu afeto, eu tô com meu afeto. Já ouviu isso?
Não.
Isso aí pra mim me mata.
É porque jeito de chamar cônjuge é a coisa mais difícil do mundo, né? Porque companheiro parece que é hippie. Não, petista, né? Parece que você vai pegar a mão dela e vai fazer uma caminhada aí pedindo... Quer dizer, companheiro entra muito nesse lugar. Companheiro. Esposo, esposa...
Impossível. Esposo, esposa é a morte do pau. É a morte do tesão, é a morte do...
Marido e mulher...
Marido até ok.
Mulher é ruim.
Mulher é impossível.
Meu amor é hippie demais.
Meu amor? Mas não dá pra falar assim, ela é meu amor.
Ela é meu amor.
Dá? Ah. Não é muito estranho isso?
Porque eu tô tentando sair desse conundrum.
Não dá. É, João, é impossível.
Minha, não é impossível.
Minha esposa, cônjuge. Cônjuge dá para falar. Pois é, olha que coisa louca, o Moro apontou a solução, porque cônjuge é impossível, é a coisa mais horrorosa do mundo.
Ele largou ele o cônjuge.
E saber que não existe cônjuge é tão grave que não existe nem no feminino. Uma mulher, ela é o seu cônjuge, não existe minha cônjuge.
Ah, não?
Não, mas cônjuge existe, dá para falar, ela é minha cônjuge. Existe tipo assim, não existe a palavra, mas dá para falar, né?
O que existe é a fruta.
Fruta do conge, que é aquela fruta que você deixa separada. Caralho, mas conge é ironicamente usado, mas as coisas às vezes nascem pela ironia e deixam de ser. Eu acho que conge resolveu.
Você fala o quê? Você fala minha mulher?
Pelo minha mulher, mas eu me sinto mal. Essa Giovana, Giovana, eu só falo essa Giovana. Tendo, eu tendo a evitar dizer o cargo, que as pessoas já vão subentender. A Giovana vem, que aqui a Giovana, Giovana, sei lá o quê, né?
Agora quem é Giovana, você vai falar alguma coisa? Quem é Giovana?
É a mãe dos meus filhos.
Vai falar minha mulher, com certeza.
Vai falar minha mulher, mas é estranho, né?
É estranho, mas eu gosto em algum lugar.
Gosta?
Acho bonito assim.
Você gosta da mulher dos outros, né? Não tô falando da Giovana não, tá, gente?
Qual mais que usa assim?
Que para esposa eu acho que acabou, João. João, não, companheiro, aí parceiro. Para minha parceira, parece jogador de futebol, né? Ou que vai contrair alguma doença. Parceiro sexual, já ouço falar disso. Quantos parceiros você tem?
Não vai contrair uma doença.
Parceiro para mim parece um termo para só eu que acho.
Só, só.
Quantos parceiros você já teve? Um termo médico para com quem você transou? Não, nunca ouviu nesse sentido? Você tem mais de um parceiro sexual? Esse tipo de pergunta médico faz, chama de parceiro, que acho estranho.
É, eu acho que não existe mesmo.
Não existe, eu tô falando. Falta essa palavra também.
Mãe dos meus filhos.
Mãe dos meus filhos. Eu acho que eu falo isso às vezes.
Fala?
Fala. Giovana, mãe dos meus filhos. Mãe da— acho que eu falo.
Mas mãe das minhas filhas não é uma coisa mais longe?
Parece que sim.
Não tem relação com você?
É, às vezes parece que você parou quando eu falei isso.
É estranho falar. Bom, comente aí qual é o perfeito jeito de chamar o seu ou a sua, sei lá como é que chama. Rosão?
Seu mozão, cara.
Mas não fala assim, quem vem, a Giovana, quem é meu mozão? Ninguém fala isso.
Meu mozão. Não, aliás, eu não gosto muito de gente que tem apelidos para o marido, para mulher, e usam alto em bom som para todo mundo, entendeu? Gatinha, gatinha, sabe? Vida, nossa princesa, coração. Aqui nós somos coração, coração.
Ai, não, não, vida.
Nossa vida, vida em geral, ele começa ironicamente, né?
Não, acho que não. Quem chama de vida em geral?
Chama vida toda.
Gabi chama de vida?
Não, mas é ironicamente. Você chama de quê, Gabi?
Ah, Gabi, fala.
Não tenho meu anjo. Tá bom.
Não, eu quando namorar, quando eu falar vida pra você, minha rainha, eu vou estar com raiva.
Vai!
Não, vida, não é assim não. Assim não, é direitinho aqui, ó.
Vida com raiva, a vida com raiva é a morte.
É o Linda. É o Linda.
Linda.
Não, mas Linda eu uso, eu uso, eu falei antes, né?
Tem medo do Linda do João.
Não, Linda, não é assim não.
Não, Linda, com esse arqueamento, o arqueamento da narina é o que mata.
Mas tem humor, tem humor no lindo também. Mas então eu acho que me perdi.
Amor, coração. E tem uma coisa do chamar que é o que é esquisito.
Eu odeio, desculpa, odeio que a gente chama, tipo uma mulher que chama o namorado de tipo Pedrão.
Tipo esse é o apelido dos amigos.
É, ou o namorado que chama a mulher de Marcelona.
Existe isso?
Existe, já vi.
Isso é esquisito mesmo.
Ou pelo nome.
E sobrenome?
A Ferreira? Não, é porque tô namorando a Ferreira há 3 anos.
Não, mas é que para mulher é estranho, agora para o marido tem muito. Os Teves, para mulher dos Teves chama ele de Gabriel? Chama, né?
É o lugar que a mulher, que a mulher, o companheiro, a companheira, o cônjuge, a cônjuge, o meu amor, a vida, chama que é só meu.
Gabriel chama do nome, do primeiro nome, ou Gabi. Ah, tá, porque é, mas tem que ter paciência.
Mas imagina se a Giovanna chamasse de Dudu Vivier.
Não é que ninguém me chama de Dudu Vivier.
Chama, gente que tem pouca intimidade.
Não, me chamam de pior, que é Dudu.
Eu gosto do Vivier lá de vocês, para os outros falam muito, para a gente fala muito.
Eu te falei, eu contei que eu tava, falei do Dudu Vieira?
Dudu Vieira?
Eu tava andando em São Paulo na calçada e um cara começou a gritar assim, Dudu! Dudu! Aí eu, não é comigo, né, Dudu?
Claro, não é longe de você.
Aí o cara começou a ficar puto, pô, Dudu! Aí veio correndo atrás de mim. Eu falei, desculpa, ele, tu não é o Dudu Vieira? Aí eu me liguei que tem gente, muita gente acha que eu sou o Dudu Vieira.
Eduardo Vieira, né?
Eduardo Vieira. E aí para mim foi muito curioso.
Eu poderia chamar Eduardo Vieira com muita facilidade. Se você fizesse um nome novo, podia ser Eduardo Vieira.
É, pode ser. É Dudu, mas tem uma coisa do do apelido, que eu acho que você não— em geral, pra ser chamado do sobrenome, você tem que ter um nome muito comum. Ah. Muito, tipo assim, Saraiva. Por que ele é o Saraiva? Porque ele é Rafael. Deve ter muitos Rafael na Escola Parque. E tem inclusive um Rafael Saraiva que é deputado estadual em São Paulo.
É um saco isso.
Então, deve ser chato.
Poxa!
E você é chamado de Saraiva.
Quê?
Você, então, as pessoas chamam de sobrenome, que é estranho. É. Porque em geral é um nome mais de uma pessoa, um sábio, alguém mais velho.
Mais idoso.
Você, o Monique também é Monique porque ele é Mateus. Mateus é um nome muito comum da gente. Então se você tem um nome mais esquisito, tipo Gregório, geral não vai te chamar de sobrenome.
O meu, por exemplo, tem muita gente que não tem segurança, eu sinto, né, que não tem segurança do meu nome, mas tem mais segurança do Vicente do que do João, que pode achar que é José. Então tem umas pessoas que me chamam de Ô Vicente.
Ô Vicente, já me chamaram assim. Vicente, tá com o Vicente?
É, você tá lá com o Vicente.
É verdade. Agora quem te conhece chama de João, ninguém chama de Vicente.
É, tem uma raça que chama de João e outra raça que chama João Vicente. Diferente. Não sei por quê, não tem, são gangues diferentes.
Gangues. Você é Jovi?
Jovi já foi. Eu só inventei.
Você inventou que você era Jovi?
Não, inventei que Fepa, Fepa.
Você que inventou a Fepa? Fepa Asleime é seu?
Caramba, que foi uma brincadeira de vocês dizendo que o João não fez nada. Vocês comentaram nada.
João Não criou nada.
O que que ele fez? Uma poesia que é dita diariamente, Fepa. Mas era daquela meio brincadeira que tinha, da, da, de que a gente zoava pessoas, tava a Jufa, a Rema, não sei o quê. E aí eu comecei a chamar ela recorrentemente de Fepa.
E aí você virou Jovi?
Eu virei Jovi.
É bom Jovi, mas ninguém chama Jovi.
Ela chama e ela canta inclusive a velha música.
Já que tem a paródia, Jobi é um bar. Nunca viu? Jobi é um bar, batata frita não. Te quero mais dessa versão.
Que programa bom, né, gente? Que legal! Eu não acabei não, só tô falando assim que é uma quantidade de informação desnecessária, é uma coisa incrível.
Eu acho incrível esse programa, João. Ele é o segredo mais bem guardado da internet brasileira.
É incrível, cara.
Eu tô com muita raiva de gente falar do segredo mais bem guardado na internet pra coisas que são... É, gente, o Chanchada é o segredo mais bem guardado do bairro de Botafogo. É um bar lotado numa rua. Ou mesmo que não seja lotado, é um bar, não é um segredo, caralho. E no coração de Botafogo. As coisas são sempre no coração de um bairro. Não tem nada no esôfago.
No intestino grosso.
No baço. Tem alguma coisa no pâncreas. No esôfago do Catete você vai encontrar um bar maravilhoso. É sempre no coração de Botafogo. Corretora adora essa expressão: no coração do Leblon, no coração. E eu adoro. Como é que ela é a cartografia, ela é anatomia do bairro, né? Tem os pés do bairro? Não tem. Só há um bairro, só tem coração. E sempre tem o segredo mais bem guardado no coração de Botafogo. E o segredo mais bem guardado nunca é um segredo, nunca é guardado.
Mas para vender o videozinho no TikTok tem sempre isso. Eu adoro, aparece muito para mim isso falando em algoritmo, a pessoa falando de segredos mais bem guardados da vida dela. Eu nem vi as minhas, as minhas notas. Eu tô vendo as minhas, tá vendo as suas? Ai, gente, as minhas são realmente assim algo, olha só, é que você vai ficar com raiva, é meio, é meio poeta, meio imperfeccionista. Mas isso não importa, só precisa Pois é, mas eu tô falando de notas de modo geral. É, eu tô indo notas.
Ah não, achei que era só para o Não Importa.
Eu tô indo assim, notas X, coisa que eu falo tipo animador de festa.
Tem uma que começa, ó, tem uma que começa com que o título é Lázaro Ramos. Não sei o que pode ser.
Lázaro Ramos, assim, só choveu o Lázaro Ramos do nada, do Neymar, que eu sei que você gosta.
Cara, e tem, e tem, puta, tem um: eu sou uma sucessão de instantes.
Você escreveu isso?
Por quê?
Vocês querem ver isso?
Por quê?
Eu sou uma sucessão de instantes? Meu Deus do céu! Ah, tem coisa, palavra, tem muita palavra solta. Nadação. Eu acho que tem uma criança que falou hoje, uma criança falou hoje: eu vou pra nadação. Que é fofo. Ou papel iluminado, eu escrevi também. Acho que alguma criança falou que é bom, né, papel iluminado, papel laminado. Então tem muitas palavras soltas e tem também coisas bem surreais. Não importa, não importa. Eu, ah, foi isso, um comentário, alguém falou: eu moro na Itália e é graças ao seu programa que eu me mantenho informada.
É bom, muito bom. Não importa, é, a pessoa escreveu no comentário do vídeo, não importa, mas ela se mantém informada do pensamento ativo do jovem moderno. Que não somos nem jovens, nem ativos, nem modernos.
É, não, mas eu acho que não tem aqui um fluxo coletivo de um pensamento informado.
É um pouco forte, é informado a ideia de que a pessoa está se mantendo informada com esse programa e ela chega, não é curioso? Porque eu acho que, pô, a gente não tá mantendo informado, infelizmente, até É, eu mesmo, com tanta notícia ruim, eu prefiro me manter formado mesmo. Se informar seria não se formar. Olha só, você já viu um meme que é assim? Pediram para manter, pediram para Receita desenformar o pudim, aí deixa o pudim assistindo Jovem Pan. Esse verbo desenformar é bom, né? Tirar da forma.
Podia ser só formar, porque quando você informa Você tira a pessoa de um limite colocado nela pela vida.
Ah, isso é informar.
Você abre o leque de possibilidades, você solta, você liberta, a informação liberta.
Você tá falando uma coisa muito específica que eu odeio.
O quê?
Que é gente que tira o sufixo pra tentar criar uma palavra nova. O mais clássico é: isso é um pré-conceito.
É, é isso aí, mano.
E a pessoa acha que foi ela que inventou.
E que foi uma grande sacada que ninguém percebeu.
Exatamente.
Eu não tenho preconceito, eu tenho conceito.
Exatamente. Aqui é informação, que a gente tá informando e tá sempre a informação no nosso programa. Então, o programa de informação. Caralho, que ódio que me dá disso!
Eu sei que é muito difícil de ideias subjetivas. A gente quer formar pessoas, mas na verdade desinformar pessoas. Pessoa.
São pessoas, mas são pés, Doutor, né? Lembrar que os pés das pessoas às vezes soam.
Soam. Pelo barulho que fazem quando rompem o chão.
Pés soam.
Pés soam. Pé.
Pé.
Soam. Soa.
Pé soa.
Pé soa de qualquer pessoa. Qual o pé lavado por Cristo?
Isto.
Isto. Ou Cris. Quem seria Cris?
Seria Cis?
Cristiano. Constantemente cristiano.
Tá passando pano?
Ou tá falando que nem mano?
Eu acho que assim a gente encerra o programa.