Episódios de NÃO IMPORTA

#69: ROSTO DE FOTO, BLOCO DE NOTAS, STEFHANYS E OUTRAS COISAS

28 de maio de 202657min
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Neste episódio do Não Importa, bateu aquela nostalgia: fotos feias que tiramos, objetos que não existem mais, nomes de pessoas, vergonhas que ainda dão arrepio e até a revelação de com quem o João vai passar o Dia dos Namorados.Nessa sinopse só posso revelar uma coisa: vai ter fondue no Outback, clima romântico e o João vivendo intensamente esse momento… seja com quem for. #publicidadeELENCO:Gregorio DuvivierJoão Vicente de CastroROTEIRO:Eduardo BrancoDIREÇÃO:Matheus MonkSEJA MEMBRO DO PORTA+ https://www.youtube.com/channel/UCEWHPFNilsT0IfQfutVzsag/joinENTRE NO CANAL DO PORTA NO WHATSAPPhttps://bit.ly/ZapdoPortaBAIXE O APP DO PORTAAndroid: http://bit.ly/2zcxLZOiOS: https://apple.co/2IW633jAPROVEITA E VAI NO NOSSO SITE⁠https://portadosfundos.com.br/

Assuntos4
  • Comparação entre idiomasTransar em espanhol · Psicanálise e segunda língua · Cosplay linguístico no sexo · Gostosa vs. Hermosa
  • Sotaque e fala regionalGozo gaúcho: BÁ! · Gozo paulista: Você é louco, velho! · Gozo mineiro: Trem gostoso
  • Anedota do mineiro no desertoTrês pedidos do gênio · Pão de queijo como pedido · Mulher bonita: Isval Verde
  • Nomes e escrita de nomesA cifra do bloco de notas · Stephanie: 72 grafias · Solidariedade aos Stefanos · Padronização de nomes em Portugal
Transcrição152 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Eu gosto quando começa o programa falando de sexo. De sexo? Qual é a minha forma de gozar? Gregório. As pessoas reclamam muito. O que é? Que geral, quando começa assim. Porque às vezes ela começa a ver o Não Importa no Uber. Isso aí. Aí, ó. Ó, ó, ó. Por exemplo, o que aconteceu agora? O que aconteceu agora. Então, desculpa começar com...

Oh, God. Oh! Já transou em outra língua? Oh! Oh, my God! Já transou em outra língua? Eu não sei, claro. Não, nunca. Vai ser engraçado, né? Espanhol. Mas você transaria? Se você transar uma pessoa em espanhol, eu acho que você tem que transar em português. É, então. É meio pela saca falar. Hum, que eu nem sabia. Não, e na hora você sai do seu corpo, né? Você sai. Você começa a se criticar. É. Oh, my God. Por que eu falei? Oh, my God. Oh, my God não dá. Não dá, não dá.

Mas o que você falaria em espanhol? Hermosa. Hermosa? Muy rico, muy rico. É rica. Te quiero. Arriba, arriba. Não, arriba não. Arriba, simbiasamente, você vira um mariachi. É, eu acho que... Gostosa. Eu acho que você que está em casa, que está transando com estrangeiro, transe na sua própria língua. É igual psicanálise. Psicanálise, se falar em uma segunda língua, você não resolve os problemas. Assim como no sexo, você transar em outra língua, você não goza da maneira mais plena do gozo.

Será? Você acha? Tenho certeza. Isso inclusive é um corte. Cara, eu acho que é o contrário. Tem algo em falar outra língua que pode ser meio sexy, brincar de ser, sei lá. Ouvir. Imediatamente é um cosplay. Falar outra língua é fazer um cosplay. É. Inclusive, gente que não fala muito... Gente que, ah, não sou bom em idioma, em geral a pessoa não é que ela não é boa. Ela é autocrítica. E ela não consegue fingir que fala outra língua. Porque eu acho que falar outra língua tem muito a ver com fingir que você fala. Fingir que você fala e não ter vergonha na cara. Não.

Então, no sexo, João, me pergunta, eu gostei desse assunto agora, até pra dar um... O nosso amigo Monk, ele é... ele gosta de viralização barata. É. Ele gosta de clickbait. É, a reunião do BI me amarro quando vem. Caraca, eu amo isso. É. Eu amo essa data que te diz assim, é bom você falar de putaria. Não, mas tô falando sério. Eu acho que tem algo no trans... aliás, você falou uma coisa interessante, que é hermosa. Hermosa seria o correspondente de gostosa? Acho que tá...

Porque gostosa é uma palavra que talvez seja meio só nossa e que é muito gostosa. Mas acho que ao mesmo tempo que existe algum fetiche em ouvir a pessoa falar em outra língua, pra pessoa mesmo. Se eu ouvi um português um gostosa, deve ser bom. Você já ouviu em português um gostosa? Eu nunca ouvi. Por que será?

Mas eu acho que tem algo que, na verdade, o que não é sexy é ver a pessoa falando a tua língua. Então eu preferi... Tentando. Se estiver transando com um hispanohablante, que ele diga ou que ela diga, tá vendo que eu tô sendo não hétero normativo, né? Cara, você tá sendo muito não hétero normativo. Vai transando com um, por que poder eu estar com um? Por que não? Somos corpos, amamos corpos. Eu vejo corpo, não vejo pinto. Todo ser humano é um bissexual de nascimento. Transando com um ummi, um hispanohablante...

Eu acharia muito mais interessante que ela falasse Que moço, te quero tanto... É, claro, mas é isso que eu tô falando E ela também Gostoso, como você gostoso É, até porque ela não diria isso Mas... Mas acho que... Que vergonha? Que vergonha? Que vergonha

Olha a hora vergonça, não é muito engraçado? Mas que vergonça. Que vergonça. Tem muita vergonça. Eu acho que esse negócio entra na categoria personagem, né? Assim como você falou. Então traz algum fetiche em você pensar. E aí você... É quase como usar uma fantasia. Então, eu acho que inclusive o carioca ganha alguns pontos nessa hora. Porque gostosa é mais sexy do que gostosa.

Como que você é gostosa, não? Acho que o Paulista, o Gaúcho, o pessoal que falou esse, que eles vão chamar de correto... Puta mina gostosa, sério! Perde um pouco no gostosa. Ela é gostosa.

Meu, você é gostosa. Gostosa não me perde um pouco. Tu é tri gostosa. Gostosa um pouco mais, um pouco. Cara, nossa, tu é tri a fua. Tri a fua. Nossa, tô gozando, tô gozando. Nossa, vou gozar. Bá! Gozei a fua. É o sexo posto alegre. Eu acho que o gaúcho goza falando BÁ! Goza? BÁ! BÁ! É tudo ninho. Acho que ele vai esquentando o tiro.

E o Paulista vem e fala... Você é louco, velho! Você é louco! Puta mina, dá licença! Você é puta mina, dá licença! Mano! Você é puta mina louco, meu!

Você é uma puta mina da hora. Porque gozada da hora que eu dei. Nossa. Nossa, eu dei uma puta gozadão da hora. Nossa, gozada foi um case, meu.

Meu, esse rebranding que você fez com o Jaro, tu fez ficar muito gostosa, não. E o mineiro? Sabe como é que mineiro goza? É óbvio. Eu sei. No gozada, boa demais. Boa demais, da boa. No trem gostoso. Ou, trem gostoso demais. Trem gostoso demais, senhor. Ou, metidinha boa, né? Será que ele manda um senhor transando? Tá bom demais, senhor? Ou.

Continua, sonho! Não para, não para, não para! Que trem gostoso!

Nossa, é trem... Se trem seus é bom demais, ó. Bom demais, velho. Será que manda um velho? Velho. Porra. Velho. Porra, não tô acreditando em você. Você é um gostoso demais. Mais gostoso que um pãozinho quentinho. Ah, gostoso. Acho que não, né? Acho que a gente tá estereotipando as pessoas do Brasil. Isso não é certo. Eu já contei a história do pão de queijo? Já do mineiro que pediu um pão de queijo?

Posso pedir? Posso contar uma anedota? O mineiro tava no deserto, já é bom demais. O mineiro tava no deserto. Já gostei. O mineiro tava no deserto e aí... Porra, morrendo de fome, de sede, de tudo. Deserto, né? Deserto. Ele topa em quê? Adivinha o que tinha no chão? Um pão de queijo. Não, uma lâmpada. Uma lâmpada mágica. Ele esfrega a lâmpada mágica e sai um gênio, dá pra ele três pedidos.

Você tem três pedidos, como de praxe. É, mineiro... É o que o mineiro fala. Você tem três pedidos. Não pode matar ninguém, nem fazer com que ninguém se apaixone por você. Ah, isso é fácil demais. Porque a primeira coisa que eu vou querer é um pão de queijo. Um pão de queijo? Um pão de queijo. Mas você pode pedir tudo? Não, vai um pão de queijo. Ah, depois eu peço outras coisas. Não. É um pão de queijo? Bom.

Um pau de queijo? Bom, obrigado. Bom demais, o ponto. Agora vem uma... Uma mulher bem bonita aí pra eu casar. Uma mulher bonita. Uma mulher mais bonita que tem. Quem, não sei. Ah, pode ser a... A Isval Verde. Isval Verde. Não foi uma boa escolha de mulher bonita? Gostei, gostei. É... Isval Verde. Agora vem outro pão de queijo. Outro pão de queijo? Outro pão de queijo. Mas você não quer mais nada? Não, só outro pão de queijo.

Aí você pergunta assim, posso perguntar por que você pediu dois pão de queijo de uma mulher? Posso perguntar por que você pediu dois pão de queijo de uma mulher muito bonita? Por que é vergonha de pedir três pão de queijo?

É, realmente Cara Minas is my country Eu amo demais Eu ainda vou morar lá Mas então, depois que a gente falou sobre Os gozos de todos os estados Eu não sei pra onde a gente vai Eu acho que esse Não importa, terá sete minutos Sabe uma coisa que eu tava percebendo? Eu volto pra falar que não importa Eu dou uma olhadinha no meu bloco de notas Ah, você também anota Eu anoto

Eu anoto coisas... coisas aleatórias. Eu anoto do meu erro no futuro. Isso. Só que eu não facilito a minha vida no futuro. Não. Não. Por quê? Porque é cifrado. É cifrado. É cifrado. A gente acha que a gente se entende. O nosso grande problema é esse, achar que a gente um dia vai se entender. É achar que aquela sacada que a gente teve foi tão brilhante que bastava uma frase que no final eu vou saber tudo. Eu, nas minhas gravações, outro dia eu estava vendo naquela gravação de áudio e tinha um áudio que era assim...

Eu sei, estava eu, Gregório... Foram quatro minutos de áudio que não dava para entender nada. Esperando que um dia talvez eu me entendesse. Mas o bloco de lá, para quem não sabe... Ah, tem roteiro?

A gente pensa, né, um pouco antes de coisas pra falar. Eu escrevo umas coisas soltas e eu queria propor da gente ler nosso bloco de noite. Não, é muito íntimo. Faz isso, por favor. Será? Por favor. A chance de não ter graça nenhuma é muito grande. Tá, mas a gente... Bom, então a gente tem que falar um pouco sobre isso, tá bom? É, exatamente. Peraí, deixa eu ver. A minha primeira é... Stephanie. Stephanie? Aí eu demorei muito a entender porque eu tinha escrito Stephanie.

E não tinha um telefone embaixo? Não. Será que é pra eu lembrar de uma certa história? Aí eu lembrei o que é. Eu tô assinando o livro agora, Aos Pés da Letra e tal. E meu pesadelo... Você tá lançando o livro? Tô, não sei se você ouviu falar. Qual? Aos Pés da Letra? Era pra estar aqui, mas eu fui boicotado. Não, eu roubei. Você roubou, tá? Aos Pés da Letra. Muito bom livro. Para com isso. Para, gente. E aí eu tenho que assinar o livro. A pessoa fala, e meu pesadelo é o Stéfani. Por quê? Eu fiz as contas. Tem uma caneta aí pra mim? Eu gajo, é a caneta.

Stephanie é um nome com 72 grafias. Ah, Gregorio, você está falando um número qualquer? Não, não estou falando, não. Eu fiz as contas. Vem comigo. Stephanie é um nome que abre... Aparece o momento que a pessoa fala Stephanie e a outra pergunta, mas como é que escreve? Você abre 72 realidades paralelas, quânticas. 72 universos que abrem quando a pessoa fala o nome Stephanie. Porque pode ser, ó...

com e ou sem e. Ah, mas é raro, Stephanie. Um é um pouquinho mais raro, mas tem muita Stephanie com e. Você comente aí se for uma Stephanie com e. Ou pode ser, então, isso ou isso. Então, só isso aqui já abre duas possibilidades, com e ou sem e. Aí tem o T, que pode ter um H ou não. Abre outra possibilidade. Aí tem o E. Aí aqui tem o F.

mas também pode ter um FF e pode ter um PH, ou seja, que abre vezes três possibilidades. E aqui tem o A, que aí não tem erro, mas aqui pode ter um N ou dois Ns, duas possibilidades. E aqui pode ter um I, um Y ou um IE, que são mais três possibilidades. Ou seja, Stephanie, 2 vezes 2, 4, vezes 3, 12, vezes 2, 24, vezes 3, quanto que eu falei? 72. 72 possibilidades, Stephanie.

Vocês entenderam o drama? Eu quero muito que matemáticos... Por favor, revidem. Eu quero esse corte e eu quero que você seja humilhado. Porque eu tenho certeza que essa conta não está certa, embora o pensamento seja maravilhoso.

Tá certo. Sabe por quê? Embora tenha uma conta de números aqui, é uma conta sobre letras. De ser formado em letras. E é isso que a gente aprende na faculdade de letras. É a contar a possibilidade de grafismo. Então vai chegar alguém na matemática e falar que o número não tá certo. Mas não é sobre números, é sobre letras.

Então eu queria primeiro manifestar a minha solidariedade aos todos Stefanos do Brasil. Porque não é o nome. Stefanos não é o nome. Dá pra falar assim. Stefanos, como é que serve? Com um E. Tem que falar. Aonde? É onde? Onde que tá esse E? Tá no começo? Tá no final? Mas a coisa mais difícil do mundo é achar o E do Stefanos. Pois é. Pode ser E, Stefani. Pode ser Stefanei. Que eu nem botei. Olha aqui. Aqui eu tô sendo conservador, tá? Porque é apenas um E que você bota aqui. Que esse 72 já vira 90. Já vira 96. Vê 96.

Se você botar um E aqui como uma nova possibilidade. Aí você pode falar assim, ah, mas todo nome é assim, porque afinal de contas o Gregório também pode ter um H, depois o G, pode, mas nunca vi. Stephanie, eu já vi. Essas 72 existem. Você que é Stephanie e ama dessas duas, prove que você exista nos comentários. Eu existo. Eu sou o Stephanie com E, PH, eu existo. Eu sou Stephanie e eu existo. Essa é a frase que você tem que dizer. E eu não tenho um crossfox.

Quem pegou, pegou. Não, não tem música? Não. Stephanie... Não era isso? Meu crossfire, eu vou sair. Eu vou dançar. É? Entendeu? Bastante... E é isso que eu tinha escrito com o Stephanie. Eu acho que fica aqui o apelo, né? É, entrem no consenso. Stephanie. Pais de Stephanie.

entrem no consenso. Vamos fazer que daqui pra frente padronize ou não. Portugal é assim. Portugal é padronizado. Portugal não existe um Luiz com um Z. Não existe. É crime. Vai preso. Ah, se é Luiz com um Z, então vem aqui, passa aqui. Então vai preso. Morreu. Morreu. Não existe. E assim, é meio fascistão. Inclusive é uma lei da época do fascismo. Tá bom lembrar disso. É meio fascistão. Literalmente meio Estado Novo. Não pode... Então, eu não sou a favor disso, porque a liberdade com os nomes é importante. Ao mesmo tempo, eu não daria pra minha filha maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker maker

um nome que tem um problema muito claro de dicção, que ela vai ter que passar a vida inteira falando. Entendeu? Tem nomes que a pessoa... Luiz com Z, vai ter que falar a vida inteira. O seu cachorro deve passar muito por isso. Eu passo. Eu passo. Você passa? Eu passo. E ficou ofendido. Porque o dele é com Z? É. Com Z, tá. E a questão é... Não pode ir pra Portugal. Imagina... Imagina... Ele não é um objeto, Gregório. Ele entraria pela imigração.

O tempo que uma Stephanie perde de vida, se você contabilizar em anos, talvez um ano, explicando a grafia do próprio nome. Tem uma coisa no rosto que chama rugas de Stephanie. Que é uma ruga de quem tem que é, com S, T, H... Porque é isso, a Stephanie garrega esse fardo do Luiz.

Esse fardo... O próprio Tárcio, meu pai. Tárcio? Ah, é. Tárcio. Tárcio? Não, não é igual o Stephanie, porque tem tantas avaliações, mas também tem esses nomes que as pessoas têm sempre que dar explicações. Você não tem? Tárcio. O suficiente é o nome? É, mas sou muito chamado João Vitor. Ah, tá. E Pedro.

Aí realmente é um problema. Incrível como as pessoas acham que eu tenho cara de Pedro. Você tem cara de Pedro? Não sabia. Mas é na pizzaria. Alô, tudo bem? Queria pedir uma pizza. Nome, João Vicente, telefone, tal. O quê? Calabresa, não sei o quê. Tá bom, seu Pedro. Assim. Então acho que você é em voz de Pedro. Aura de Pedro. Aura de Pedro. Sabe que o meu sonho é ter um amigo que se chama, sei lá...

José e se apelidar de Miguel. Isso mesmo, isso é bom. Ia. Apelidar um nome com outro nome. Isso é interessante, porque a gente tem mais uma cara, né? Tem mais uma cara do que o nome a serve. Isso talvez fosse uma coisa que no futuro a gente vai banalizar, vai normalizar. Odeio assim, precisamos normalizar tal coisa. Cala a boca, tem que normalizar o quê, caralho? Ninguém tem que normalizar nada. Mas precisamos normalizar...

Trocar de nome. Tu fez 18 anos e é o seguinte. João, você quer manter o Vicente? Você quer manter o João Vicente? Aos 18, você ou faz uma reafirmação, tipo, Crisma, você sim. Não sei porque eu falei de Crisma, não tem isso? Uma afirmação, uma porra dessa? Ou você fala assim, não, eu quero transicionar para... Glauber. Glauber, Glauco. Eu quero... Glauco. Glauco. É, eu acho super. Você manteria?

Você pode trocar agora sem ônus. Inclusive, seu arroba é teu. Meu arroba é teu? Seu arroba é teu. É, eu vou manter. Tu vai manter o João Vicente? De Castro. De Castro. De Castro. Será que, de repente, eu boto um sobrenome mais chique? É Castro Scherner. Já tem dois sobrenomes, né? Não, tem cinco. Cinco. Deixa eu ver se eu sei todos. Pode falar ou vou achar teu Jus Brasil se eu falar? Não, acho que...

João Vicente Barbosa da Silva de Castro. Acertei? Certo. Caraca. E era pra ser maior, meu pai que não deixou. Ah, é porque tem uma hora que é. Tem uma hora que é. Exatamente, já deu. A aristocracia falida do Brasil é assim. Mas você trocaria de nome? Não, não. Assim, aí que tá, com 15, não, 15 não. Com os 12 eu trocaria com certeza. Com certeza, por isso que isso não deve ser dado aos 12 anos. Tem que ser com os 18, com os 20. Acho que até com os 21. Vou de 21 porque com os 18 você ainda vai botar...

Tem muita gente que vai botar o nome de Batman. É... Corvo. Mas é mais ou menos, porque com 12, eu só queria ter um nome passável. Eu queria ser Pedro. Mas é que tu não era gótico. Eu não era gótico, é verdade. Tu era gótico, né? Um gótico poderia facilmente se botar o nome de Merlin-Munson. É, tu queria chamar... Não sei, mas talvez um nome meio...

estrangeiro, deve ter uma coisa de menino bobo, assim, acho que talvez... Nada, olha, nada com menos de 21 deve ser permitido de decisão pra criança. Eu acho, tatuagem pra mim deve ser 25. Eu vou ser cancelado agora pela geração Z, mas com certeza. A geração Z não tem tatuagem, dizem. Tem pouca tatuagem. Ah, tá. Tirando o Monk, que é um trans-geração Z.

Caique tatuou o logo do Porta e está saindo do Porta. Parabéns. Parabéns. Enfim, vou voltar para o nosso... Ah, é. Fala. Lê aí. O meu. Primeira, sem mentir, diz... No fim das contas, todo mundo quer ser gatinho.

Isso é uma coisa que eu acho que é. Você acertou, assim, na mosca. É verdade. Mas o que é isso? Isso é uma dissertação sobre pessoas talentosíssimas na internet que, em vez de mostrar o seu brilhante talento, mostram o seu corpo.

Ou se mostram sexys ou lindas e tal. Eu, por exemplo, não tenho esse talento todo. Então eu me dou o direito de postar foto gatinha. Mas tem gente que você fala, cara, essa pessoa não é gatinha e é gênia. Por que ela está postando foto de abdômen? Você acha que todo mundo trocaria... Todo mundo. Um reconhecimento intelectual. Não, todo mundo não. Mas acho que muita gente trocaria um reconhecimento intelectual por um reconhecimento estético. Estético.

Putz, cara, que aflição isso. É meio um sinal dos tempos, sabe? Sempre foi assim. Total. A humanidade é assim.

Eu acho que tem a diferença entre o que Deus deu e o que você fez. A pessoa que é naturalmente bela ou é a pessoa que trabalhou para ser bela? Eu acho que a beleza tem um pouco esse conceito de uma qualidade com graça, que não faz força para ter. Então, acho que as pessoas querem atingir um lugar de beleza natural.

Sabe? E isso é uma coisa que não se conquista muito. Com o trabalho italiano você conquista muita coisa. Mas ser bonito naturalmente ninguém consegue. Pois é. É isso que você quer. Você quer ser ungido por Deus. Ungido por Deus. A gente tem um amigo que é comediante não pode citar o nome, mas ele trabalhou muito tempo na Fátima Bernardi ele fala veras e tal ele é...

Ele é maravilhoso, mas ele é um pouco... Quando você falou, eu estava pensando nisso. Um cara talentoso, um grande imitador, um grande ator. Você não vai ver tanto ele imitando, fazendo, né? Esquetes até. Do porta-chama, não tem data. Agora, para fazer ensaio... Ensaio? E making-off de ensaio, um conceito que eu adoro. Making-off de ensaio? O making-off da foto.

Aí tem a foto do making of da foto. E daqui a pouco vai ter o making of da foto do making of da foto. Que é da câmera de segurança. É. E aí você vai documentando algo que era pra documentar. Mas eu acho que nosso amigo mudou muito. Mudou não, então. O Instagram dele deu uma... E eu acho que tem a ver com a gente até. Tem a ver com a gente. A gente ficou comentando e tal. Pedindo desculpas até porque...

Realmente, quando viu, tinha um monte de gente comentando lá no perfil dele, zoando. Não faça isso não, por favor. Não faça isso não, porque ele é o pessoal mais legal do mundo. Ele é muito legal, talentosíssimo. Até por isso que a gente zoa. Eu acho que talvez você seja a pessoa menos vaidosa no Instagram que eu conheço. Poxa, cura? Em termos de gatice, né? Em termos de gatice, não existe, né? Não existe, é. Não, também não existe.

Não, tem aquela foto... Eu tenho muita vergonhinha de postar uma foto que eu acho que é... Só porque... Eu, às vezes, eu vejo, assim... Vi, hoje em dia não mais, assim. Tinha uma foto nossa numa varanda que você tava meio... Olhando pro lado, assim, com um casaco, parecia que você tava meio sarado, que você gostava muito. Você postava... Eu gostava, é. Eu gostei um pouco isso. Mas acho que foi a última.

Mas tem dois motivos. Um, eu não tenho muita foto bonita de verdade, não tenho foto que eu acho que eu tô bem, não sei o que, e depois eu não me acho, aí vai parecer que eu tô pedindo pra as pessoas falarem, eu não me acho bonito em nenhuma foto, não é pra... Não mesmo? Não. Eu te acho bonita em várias fotos. Nunca acontece, eu venho e falo, nossa, eu estou bonito nessa... Nunca, nunca, nunca. Eu me acho feio em 89% das fotos. Ah, é? 89%. Mas... Tirando aquelas que eu faço pra ser, tipo, uma foto, um ensaio com um fotógrafo, com não sei o que, não sei o que mais. Agora, foto tipo...

É que esse tipo de foto é foda, né? Eu descobri tarde que você tem que treinar a cara de foto no espelho. Hum, eu tenho que fazer isso então. É. Porque eu já estraguei fotos maravilhosas, assim. O que que acontecia? Eu tinha uma mania de rir demais na foto. Não pode rir demais na foto. Você pode fazer assim. Não pode. Fica ruim. É. Então eu descobri um sorriso que é mais aqui, ó. Como é que é a sua cara? Faz um tutorial. Ô, tenho.

É uma boca semiaberta. Uma boca de quê? Mas isso daí tudo bem? É uma coisa meio que eu tava andando e de repente... E disso eu tô sabendo fazer? Vai. É isso. O olho pode estar mais relaxado. O olho relaxa mais. Não, tá botando... Nossa, se fosse o ciclópe, você... Não, também não vai. Ó, olhou pra frente.

Olha pra frente. Boca fechada. Maxilar cerrado. Solta a boca. Tranca o cu.

Cara, então, tem uma coisa de estragar fotos porque vem alguém... Porque eu não posso fazer essa cara, eu entendo a sua cara. Eu entendo que a gente fica mais bonito, um pouquinho mais blasé. Por outro lado... Você tira muito essa foto. Vem uma celebridade. Muito, eu faço muito assim. Por quê? Vem uma pessoa ver a peça. Uma pessoa que eu admiro imensamente. Javan vai ver a peça. Eu não vou tirar uma foto do Javan assim.

Tem razão. Eu tenho que ser reverente. Que alegria que esse cara tá aqui. Isso. Quando eu vejo, eu tô um otário. Eu não vou postar foto porque o diavão tá de boa. Ele tá feliz trágico e ele tá assim. É. E eu tô. Mas por que você não faz assim? É isso. Acho meio blasé pra um diavão. Não é blasé, pô. Não é blasé e você cuida da sua imagem. O meu consolo é que alguém que estraga mais...

Meu consolo, calma. Cara, meu consolo é que tem alguém que estraga mais a foto. A foto do Caetano foi ver a peça e a Luciana estragou. Por quê? Ao lado, eu e o Caetano aqui, eu já pensando não, posso usar uma cara muito ruim pra estragar assim, então eu já tava assim mais controlado. E a Luciana do lado, veio, agachou e fez assim. Não. Com a mãozinha abaixando sem necessidade.

E aí está impostável a foto. Não, mas eu só retiro a Luciana. Ela concordou, ela concorda. Não vou retirar a Luciana. Ou bote a Luciana numa posição possível. Você acha que ele faz isso? Faz, lógico que faz.

Óbvio que faz. Ah, eu vou fazer isso então. Faz. Com o consentimento dela, claro. Porque a Luciana é pior que eu nesse sentido, de estragar foto. Tem gente que estragar porque faz umas poses. Tem um problema que eu sou formado no teatro de improvisação. O que isso significa? São as piores fotos do Brasil. Não, não, estou formado, estou brincando. Eu entrei na vida pública. A nossa peça, por exemplo, a gente tinha muita questão com isso. Lembra antes, no começo? De não fazer...

Isso, o humor e a foto são uma união tóxica de coisas. Porque o humorista tem que tirar uma foto engraçada na cabeça dele ou na cabeça do fotógrafo. Eu acho que também não é culpa só do humorista. Os fotógrafos do humorista falam, vamos fazer uma versão divertida, uma versão engraçada, vamos abrir o cartaz. Então o humorista não tira foto assim. É. Caralho, é ridículo. E o problema é que não existe foto engraçada.

Não existe. A não ser que seja uma foto muito espontânea, de uma coisa muito específica. Engraçado, não vai ser. Não vai ser. Aí você fica fazendo umas caras de susto. De bobo. De bobo, né? Cara cômica. A velha é cara cômica. A do pôster do Céu da Língua atrás de você. O que você diria? Qual, qual, qual?

Ih... Cadê? Cadê? Eu não tô vendo. Ah, tá. Isso daqui, né? É um frame... Em minha defesa, isso é um frame da peça. Total, Greg, mas agora vendo assim... Pode parecer que é graça, né? É verdade. E a peça... E a da língua pra fora eu acho melhor. É melhor. É porque tem que ter várias opções. Mas, sim, essa daí tem uma carinha de comédia, né? Tem. Por que que essa cara de... Às vezes é uma cara de tô frito... Você já doou? Hoje?

Cadê aquela doação? Cala a boca. Aqui no chat? Bota aí um dinheiro. Tá. Pra gente ver o que acontece. Ele não sabe o que falar e aí ele vai pra doação. Eu sei. A gente vai pro próximo tópico das ideias do futuro. A volta do telefone... Não. A volta do fone sem fio. Realmente um movimento social inacreditável que a gente tem que conversar. Não é? Tá voltando com tudo.

De repente os fios foram eliminados do mundo. Foram. Eu achei que nunca mais fosse lidar com fio na vida. Todas as pessoas começaram a achar as outras antipáticas. Eu sofro muito por isso, porque eu tenho um que enfia lá dentro. Desculpa, vai, posso continuar. Então, assim, tipo, num aeroporto, a pessoa fala comigo... Eu devo ter passado por várias pessoas sem ouvir, porque é aquele negócio... Aquele negocinho com o fonezinho pra fora.

E, de repente, um hipster resolveu que agora é com fone, agora é com fio. Aí, o que eu faço para ter essa régua? Eu chego no porta e vou olhar o monkey. Se é hipster, ele está fazendo. E estava lá ele com um fone bem brancão. Mas eu quero defender ele. Eu sei que no caso dele, no caso, é porque é hipster. Performativo. É performático, como tudo que o monkey faz. Mas eu acho que tem uma vantagem do fio, sim. Tem.

Porque o Bluetooth é temperamental. O Bluetooth é uma tecnologia... Tem um tipo de tecnologia que é geminiana, eu diria. Que é uma tecnologia... Eu não sei nada de signo, mas não é o signo mais temperamental, sim. Ela é... Eu diria que ela é de Insa. Eu diria que ela é...

Que é o Bluetooth. É o tipo de... É a impressora. É o Blu-ray que insistiram. Porque é uma coisa que não funciona muito bem nunca. Não, o Bluetooth tem um fone que não se dá com o meu celular. Não gosta dele. Alguma coisa aconteceu ali. O meu celular e a minha televisão na sala também. O celular e a televisão. Às vezes o santo não bate dos eletrométricos.

E aí não há o que você faça, sabe? Aí você pode desconectar de um, conectar em outro. É até escrever uns caras... Antes que digam, porque às vezes a gente fala uma coisa aqui, estão copiando um vídeo do Porta. Assim, foi eu que escrevi o videozinho da caixinha da pessoa que fala? Ih, essa caixinha está com ciúme e tal coisa? É, quando você... Quando as pessoas que são do Porta copiam, não é copia. Exatamente. É tipo falar... Ih, você viu ontem o show dos dois irmãos? Eles copiaram Ana Júlia. Não. É deles. É deles.

Enfim, não, mas falando sério, tem uma coisa das caixinhas, da tecnologia do Bluetooth, que tem muito a ver com... Ele é da ordem do astral, do inexplicável. Então, eu entendo. Às vezes tem os fones que não tem, e fio não tem isso. Fio conectou, irmão, tocou. E o jovem deve achar isso milagroso. A ideia é que o fio é uma tecnologia que não depende da vontade louca do eletrônico.

E não precisa carregar. E mais, é mais difícil de perder. É, você tem uma chance de perder. No seu caso, você tem três. É verdade. A caixinha. O direito e o esquerdo. O direito e o esquerdo. E pra você, então... E ele tem um carregador.

E ainda tem o carregador. Ou seja, para você, o fone sem fio é um caos. Outro dia caiu um dentro da cadeira azul do voo. E aí tiveram que desmontar a cadeira inteira. Inteira, inteira. Eu tive que ficar esperando todo mundo sair do voo. Aí veio um técnico. Você não teve, você pediu. Eu pedi. Eu podia ter deixado lá. Só que eu não deixei, porque era caro o meu fone.

Uou, que bonitinho. Até a Dani Matos está aqui, nossa produtora do Céu da Língua, ficou lá esperando comigo, ajudou a desmontar a cadeira inteira, e aí foi o que finalmente achou. Achou um dos fones, fiquei tão feliz com ele, estava nojento. A coisa mais nojenta que tem no mundo, você acha que é o esgoto, é a caixa de gordura, não, é embaixo de uma cadeira de avião. Porque é um misto de pelo com chiclete.

Com cebo. Com farelo. Com farelo. Com um copo. Com a balinha daquela do aviãozinho, da Azul, envelhecida, cheia de... Queria dizer que a gente não está falando mal da Azul, hein, gente? É o contrário. Inclusive, agradecer... Eu ia falar as enfermeiras. As aeromolhas da Azul foram muito simpáticas. Até o ponto que elas acharam para mim, depois de meia hora cavucando... Calma. Agora vocês vão ver a fotografia do Gregório e o que eu vivo a minha vida inteira.

Aí eles tiraram a cadeira, pegaram um fone que ele tinha deixado cair. Como um bisturi, como quem acha uma coisa... Aliás, agradeceram a Lucas Lentini, meu amigo também da produção, que foi quem... Na verdade, foi ele que achou, porque elas abriram e ele botou a mão ali por dentro, o Lucas puxou, foi uma operação que vou ver umas oito pessoas. E uma meia hora, foi tipo um ER, sabe? The Pit, essas séries de... Oh, my God, we're losing her! Oh, she's dying! Oh, fuck!

volta foi operação mesmo de ponta tiramos aquele meu fonezinho lindo um só feliz da vida botei no bolso que eu fiquei constrangido de coisa e tal de achar não estava achando a caixinha e sair aí eu fui fazer peças de repente eu vejo no meu instagram uma mensagem assim é olá é você por acaso achou o seu fone porque eu achei um outro fone eu achei um fone igual o seu na sua cadeira

Sou enfermeira... Sou enfermeira. Sou eu da moça do seu vôo. Aí eu, sim, eu achei. Eu fui ver, só tinha um. Aí eu percebi que eu achei um, mas o outro fone eu deixei. Que você... Que já... O outro que não tinha sido perdido, perdido foi. Exatamente. Isso é o Gregório, totalmente. Isso é a foto do Gregório. E aí foi maravilhoso que ela foi lá me entregar.

E também é foto do Gregório uma pessoa ver, ter a gentileza e a simpatia dessa moça que se deu o trabalho de mandar mensagem e entregar. Porque Deus, as coisas ruins acontecem no mundo porque Deus está cuidando do Gregório.

Então, assim, lugares são esquecidos, pessoas morrem de fome por causa do Gregório. Porque o Deus fica assim, ó. Peraí que ele perdeu o fone? Coisa chata. Ih, perdeu de novo. Vou botar a moça pra achar. Essa é a vida de Gregório. Isso. E por acaso é a vida de agradecer. Claro, agradecer a todas as pessoas que me ajudaram a recuperar o meu fone. Mas eu queria falar que isso aí tem a ver com uma coisa.

o fone não ter fio, que é muito ruim. Então eu entendo o fone com fio, aliás, o fio de modo geral, ele é uma tecnologia que tem seu valor, queria agradecer ao fio, não queria deixar a gente perder o fio da meada. Dito isso, o fio, eu só percebi outro dia que os jovens, sabe brincadeira de ser fone sem fio? Lembra dessa brincadeira? Isso daí pra uma criança?

É um absurdo, é uma poesia um telefone sem fio. Porque telefone não tem fio. Uma criança nunca viu um telefone com fio. Não. Só um telefone sem fio é feito um cão sem plumas. É feito uma coisa que nunca teve aquilo que estão dizendo que ela não tem. Um telefone sem fio, sim. O telefone é uma coisa sem fio. Sem fio. É, o telefone hoje é sem fio. Então um com fio é uma abstração maluca. Eu mesmo tenho um telefone com fio em casa como um souvenir. Você tem um souvenir em casa.

No telefone com o filho. E ele tem uma coisa, porque uma das melhores memórias da infância, eu estou exagerando agora, não é uma das melhores, mas uma das memórias da infância, que é uma memória que eu acho que é universal brasileira, que é algo que talvez todo brasileiro já tenha feito, independente da idade ou classe social.

E não direi brasileiro, mas... Fecha o barco. Não. É falar no telefone enquanto enrola o dedo naquele fiozinho que era enroladinho. E ele vai enrolando o seu dedo e você consegue botar, assim, talvez uns sete, oito voltas. Uma tecnologia incrível, né? Que tecnologia? Para o fio não ficar espalhado. Eles encontraram um jeito dele ficar menos espalhado. Menos espalhado. E você... Ah, são dois metros, mas se esticar vai até oito. Oito. Então é uma tecnologia maravilhosa. Um beijo para você que inventou isso.

Certamente está vendo esse programa. Certamente. E o ato de falar no telefone em um lugar parado... E ficar, ó. Ficar, tem que ficar, porque... Ou seja, no corredor. Ou coisa essa que a pessoa jovem não vai entender. Mas às vezes o telefone era em outro lugar, você entrava num cômodo, passava o fio por baixo da porta e fechava a porta para falar sozinho. Uhum.

Isso quando você não levava o telefone sem fio também aqui, não tinha esse gesto? A pessoa falava às vezes e dava uma levadinha com ele aqui. Porque eliminava a base do telefone. Exatamente. E o mais louco de tudo é que esse telefone, você fazia assim e não passava nada. Nada. Nada. Você passava, passava, enquanto via. E o timing do...

Dois. Três. Isso era bom demais. E errei. Desliga. E o nove que fazia? Nove demorava. O zero demorava mais. O zero era depois do nove? Ah, é. O zero era depois. Pra mim, começava no zero. Não, o zero era o último. Não. Coisa essa que é interessante também, esse diálogo, né? Vamos começar pelo zero? Não, pô. Não. Começar pelo um. Não, mas por quê? O zero é antes do um, pô.

Então, mas então vamos botar ele depois lá. Ah, depois zero é muito chato. Bota ele lá pra frente. Ninguém tem zero. É, telefone. Eu tenho aqui um... É aí que eu fiz coisas que eu escrevo bêbado. O algoritmo é o novo inconsciente. Ué, mas é verdade.

Mas não, isso é você. Freud estudaria o que aparece na sua For You. Com certeza, João. Mas com certeza. Você acha que o algoritmo é o nosso inconsciente? Sim. E primeiro, uma das coisas mais íntimas que tem no mundo é você ver uma pessoa zapeando.

E mais surpreendente, né? Porque quem vê cara não vê algoritmo. Não. É incrível. Você vê algoritmo no Monk, é um negócio inacreditável. Gente cozinhando, mulheres pulando, não entendo direito porque. Mulheres pulando, fazendo movimento, enfim. Abacatudo. É estranhíssimo. É estranhíssimo. E se você vê, às vezes você vê de trás uma pessoa vendo o celular assim, não faça isso, é crime. Mas às vezes eu faço.

Não, às vezes o Gregório vê vídeos pornôs de pessoas que estão perto dele. No aeroporto. Ah, eu contei isso. Então, se você vê alguém passando assim, dá muita aflição. Porque primeiro são vídeos que nunca apareceram pra você. Não. Nunca. Depois, a pessoa passa umas coisas interessantíssimas. Ela vai falar, ô, não passa não, não tava bom. E ela fica vendo coisas e fala assim, por que você ficou aí, cara?

Passa esse vídeo, não tem nada bom aí. Por que você está vendo essa prensa quebrar as coisas? Está lá uma pessoa hipnotizada por uma prensa. Para com isso. Porque você vê que cada cabecinha funciona de um jeito e o algoritmo é feito a imagem e semelhança da pessoa, mas de uma pessoa real, que não é a pessoa...

que ela quer ser muitas vezes, que ela mostra que é uma, mas o algoritmo revela algo sobre a pessoa. Revela o eu ideal, se a gente for trazer Freud. É mais o que você quer ser do que o que você é, talvez. Ah, o algoritmo? É. Jura? Você vê isso? Talvez. Não, acho que tem parte do que você é, né? Pra mim tem a ver com uns desejos justamente latentes, assim, uma coisa... Escondidos? É, que estão... Não, eu acho que é justamente uns desejos que estão meio que...

Tô olhando o que vai aparecer no meu. Você vai ver o seu grítimo? Isso é perigoso, mas tem que mostrar. Ó, temos Neto. Crack Neto, falando de futebol. Uma live de duas pessoas que eu não sei quem são. Luta. Luta muito. Só deve ter muita luta. Olize. O quê? Olize. Olize? É, jogador da França, que eu sou muito fã. Ah, ele é maravilhoso. Mas tomara que se foda, tomara que morra. Pessoas falando mal da Virginia Fonseca. Ah, não.

É uma pessoa passando com steamer. Marcos Verdes. Claro. É uma pessoa tacando água num negócio de tênis. Não sei bem porquê. Que loucura, né, cara? O meu tá muito humor. Você tá muito humor? Tá. O meu tá mais futebol. Isso aqui é um sketch de humor. Isso aqui é a Fafi Siqueira no aeroporto.

Isso aqui é o Angelo Morse, um comediante engraçado também. Aí, ó, eu mesmo, o Camus Gente. Ah, você tá no Instagram. Humor. Eu tô no... Ah, você tá no TikTok? Tô. Eu não sei se você tem coragem de entrar no meu Instagram, não. Ah, tá. Cara, mas eu acho que é uma boa tese mesmo do algoritmo como algo que tá ali.

E que seria uma boa falta... Que é você mais do que... Então assim, você que está em casa, que não quer gastar dinheiro com psicanálise, você está errado. Observe seu algoritmo e vê de que você se alimenta. Ah, eu tinha a minha época, né? Eu já falei aqui, né? Que a coisa que eu mais gostava de ver na vida era... Meio...

Militar demais, mas eu amava ver guarda da família real britânica dando esporro em turista. Ah, tem isso, né? Amava. Turista mal educado. Eu nunca vi a dando esporro, já vi disputo sem rir. Não, não, não. Eles dão, eles batem a arma no chão. E também militar voltando da guerra e sendo recebido pelo seu cachorro.

Não te pegaria em lugar nenhum. Assim, nem um pouco, nada, nenhum dos palavras dessa frase me pegam. Militar, guerra, cachorro, me perdeu, filho. Me perdeu muito rápido.

Qual o seu próximo? O meu tem uma série de palavras soltas também. Por que eu escrevi? Garbanço. Garbanço? Batota. Batota eu sei, que eu adoro em Portugal. Batota. Fez batota? Conhece isso? Não. Ele de português fala quando você roubou num jogo, não tem tradução no Brasil, é uma pena, que é uma palavra muito boa pra usar. A batota é uma pequena trapaça. Trapaça é o mais perto. Mas o meu deus tem, em geral, elogiando. Tipo assim, pô, jogar com você é batota, porque você é craque, entendeu? Vamos brincar de soquinho? Ah, não, você é batota.

É injusto porque você tá na vantagem. Então você ser muito bom em algo... Batota. Aí é batota, não é justo. Porque tu é bom, entendeu? Faz sentido? Tem uma que eu escrevi sob a nave. Agora aqui quer dizer baraço.

Eu escrevi Não há maior solidão no mundo do que ser amigo de um ator Nossa De teatro Entendi, é porque eu nunca posso sair com ele de quinta e domingo Que cena triste Exatamente Não é assim não É assim ó

Vou ligar pro Greg, e não, não dá. E eu pensei no Aparecida pensando em você também, o dia que você estava no celular vendo. Porque o Nelson Rodrigues tem aquela frase maravilhosa, mas claro, muito escrota. É o Nelson Rodrigues, não sou eu que estou dizendo isso não. A pior forma de solidão é a companhia de um paulista. Nelson Rodrigues falou isso.

Lá nos anos 50, outra época, outra pessoa que falou antes de me cancelarem. Mas eu pensei que dá pra usar essa fórmula que é boa, a pior fórmula de solidão, dá pra usar com solteiro. Pra mim a pior fórmula de solidão é a companhia de um solteiro. Por quê? Porque o solteiro é...

Fogo, fogo, fogo. Lado. Match. Raia. Happy Raia. Que alguns podem ser famosos e tal. Passa pra cima. Não tem Happy Raia pra você que tá assistindo. Vai pro lado. Pra cima. E você se abrindo. Falando dos problemas de casado, não são tão interessantes. Não, são super interessantes. São? Puta merda. Mas eu me divirto quando você fala que Celeste parou de comer banana amassada.

Agora só está gostando de abacate. Eu falo, ah é? Você está ouvindo? Porque eu nem ouvi. Eu estou ouvindo. Que a pior forma de solidão é a companhia de um solteiro. Não, mas eu vou te falar, eu não sou esse solteiro, mas eu entendo o que você quer dizer da pessoa que nunca está ali, né? Não. A pessoa que está no próximo lugar. Porque o solteiro, eu estou falando, na minha vida de solteiro era um pouco assim. Eu estava sempre... Você era um pouco assim. É, eu tinha uma ansiedade.

da próxima vez que eu vou encontrar alguém e gerir os afetos... Gerir os afetos? É do... Falei essa frase. Então... Agora que a gente vai falar um bom nome aí. Então... Desculpa, eu nunca disse que eu falei essa frase. Cara, gerir os afetos. É o famoso... Irresponsabilidade afetiva. Eu chamo de gerir afetos. Porque, cara, você... Não, mas eu não sou esse. E eu afirmo, e você sabe que é verdade. Eu...

Mas assim, um encontro com amigos ganha muito de um date pra mim. Você sabe disso? É verdade. Um jantar com amigos? Sim, até o momento que você já tomou ali... Para, cara! E os amigos já falaram o que tinham pra falar, já riu muito de...

Pegou o celular e... Deu de aula 10 e meia 11. Sexta-feira, sábado. Aí tem uma janela de oportunidade. Que é a janela em que ele se desinteressa pelo que você tá falando. Já se interessou? Ele adora a companhia dos amigos. Até o momento que o amigo expira.

expira, acabou o interesse do amigo e ele... Não, mentira. Hoje em dia eu tô muito diferente e procurando alguém pra vida inteira. Então essas relações efêmeras não me interessam mais em nada, entendeu? Eu não quero gerir afetos. Eu quero simplesmente a delícia de uma vida a dois. Talvez com você. É... O dia dos namorados vai estar sozinho?

Vai passar como? Dia dos namorados é quando? Dia 12, agora? É agora? É, 6h. Trabalhando. Trabalhando? Mas e à noite? Trabalhando. Não, eu vou ficar sozinho. É o que a gente faz. É? Ah, é? Eu ia te amar, mas não vou, não. Pra quê? Comer um fondizinho. De amigos. Dia dos namorados? Eu adoro fondizinho. A Giovana não gosta de fondiz. Tá vendo? Seria comigo? Seria com você. De amigos. Eu ia amar. É? Vamos ver.

Será que só ele é estranho ou não? Um fundizinho? Acho que se a gente fizer isso daqui, ó... Ó, aí é estranho. Tem outras palavras que pedem isso aqui, ó. Fundi? Não pede isso aqui? Tem de estrogonofe também. Estrogonofe? Quem tem seu queijinho que faça seu fundi. E tu sabia que tem fundi no Outback? Não sabia? Mentira! Tem fundi no Outback. Nesse friozinho, pode chegar no Outback, chamar teus amigos. Não precisa ter date, não. Pode ir com os amigos, não tem problema nenhum. Pode ir com a família? Hum, família também, claro.

É bom esse negócio de dividir, compartilhar a comida. Eu amo comida compartilhada. Acho melhor do que comida pequena, cada um por si. Aproxima. O fundi aproxima. Aproxima. Porque você fica ali em volta de uma coisa meio quentinha, no friozinho. Fundi. Coisa boa. E no fundi do Outback você tem pão australiano maravilhoso.

É verdade, no fundi do Outback é para com quem você quiser. Date, amigo, família. Então você que está assistindo, aproveita, porque é por tempo limitado. O fundi fica até 14 de junho e você tem que experimentar. Vai lá viver o seu momento Outback. Que delícia. Eu adoro fundi. Tem fundi aí? Tem aqui? Tem mesmo ou você está tentando me confundir? Confundi... Vocês entenderam o que ele fez?

Ah, cara, eu sou assim. Chegou? Chegou? Uau! Caraca, gente. E é uma mesona. Traz, traz, traz, traz. Hashtag Família Outback. Eu não estou acreditando nisso, porque tem de queijo e tem de chocolate. Chocô, chocô. Que maravilha, gente. Olha os acompanhamentos, tem carnota. Não conseguimos esquentar aqui na porta, parabéns. Olha, gostei. Vamos ver esse queijo aqui, vamos ver o que acontece.

Gente, parabéns aí aos que estão convidados aí. Muito bom. Maravilha. Desculpa aí, tá, equipe? Realmente é mais só pra gente mesmo. Não, pode comer. Tô brincando, se alguém quiser vir... Então... Que isso, Gregório? Que agressividade. O Gregório, ele xuxa o pão australiano. E ali é o doce, né? Ele disse, eu amo queijo fundi. Você ama o queijo com fundi?

Chato, todo mundo que fala fundir, ele vai falar confundir, confundir. Não, não. Confundir. O que é um fundir? Não, não, não. Nossa, é um tio. Você percebe que você vira um tio quando você consegue ouvir fundir sem falar confundir. Não, cara. O que eu achei engraçado é você falar, eu amo queijo confundir.

Ah, eu falei errado. É o pão, né? Você percebeu que tem um tipo de pronúncia que está mudando? Tipo? Que antigamente se falava pirê. Não se falava? Fala pirê. Hoje em dia você só fala purê. Purê. Fala pirê ou purê? Você fala? Eu falo pirê. Pirê? Purê, não sei o que eu falo. Você fala pirê? Purê. Acho que é purê. Eu acho que é na mesma linha do tecido que está morrendo. Eu amo muito. A pessoa que fala tecido me dá um carinho no coração. Dá.

Só um docinho aqui para arrematar. E, ó... Vamos seguir que o programa hoje está bom demais! A gente volta já já, gente. Eu estou me dizendo... Amei, Outback. Obrigado, Outback. Agora, se alguém puder trazer um lençol para limpar o Greg.

Sim? Tá ótimo. Tá bom, tá bom. Tá bom, tá bom, tá bom. Tecido, fundi... Sabe o que tem uma coisa pra mim muito fofa? Que eu tenho um carinho enorme por um tipo de falar que tá morrendo. Eu tenho um R que eu amo que eu acho que tá morrendo, que é um R do paulista de antigamente. Porta? Não, esse porta tá no seu apogeiro. Esse porta, quando a gente era pequeno, ele tinha até um preconceito muito grande com isso.

Inclusive a Giovanna sofreu esse preconceito, sabia? A mulher falava porta. Fala porta ainda. Só que ela é de Araguari. Quando chegou em São Paulo, a primeira entrevista de emprego, a primeira coisa que ela falou, porta, ela viu que não tinha...

Como que são de falar, Porta, na vida em São Paulo? Ela foi obrigada a neutralizar pra, tipo, ter um emprego, porque tem um puta preconceito com esse R que chama R retroflexo. O Caetano, inclusive, conta da história do preconceito dele, que mudou e tal, que ele tinha, deixou de ter. Porque ele era, mas ele era muito, e ele hoje virou hegemônico. Ele era, tinha muito estigmatizado, ainda é um pouco, mas hoje você vê pessoas...

Orgulhosos. Orgulhosos, falando na Globo, cantando com esse R. Até em ocasiões não tem nada a ver, tipo Gloria Groove, tá cantando pop, e a Repop ela fala vermelho. É. Era uma coisa que era impensável, eu acho, há 30 anos atrás. E esse R, eu acho ele muito fofo, mas ele justamente, ele não tá em extinção. Um R que tá em extinção pra mim é o R forte, duplo. Porta. Não, é o... Porta ainda tem muito em São Paulo, mas não tem mais carro. Carro.

Ah, carro eu adoro. Também amo. Eu adoro. E acho que ele tá morrendo. Rua. Cachorro. Cachorro. Traz meu cachorro. Não tá morrendo? É um triplo. É. Quarto. É lindo. Eu moro na rua. Rua. Rua.

Brizola, Brizola falava assim... Mas é gaúcho, né? Sim, mas eu acho que esse R, mais do que do Rio Grande do Sul ou de São Paulo, eu acho que até no Rio você falava assim uma época. Os cachorros? Eu acho que é um R... Italianento? De idade. Não, eu acho que o recorte dele não é local, é geracional. Faz sentido?

Acho que sim. Eu acho que ele é, tipo assim, morreu ali em 1960. As músicas. Acho que Agnaldo Raiol falava assim. Falava. Tem uma marchinha que era, rato, rato, rato. Por que motivo tu rueste meu baú?

Meu quê? Meu baú. Rato, rato, por que motivo tu rueste meu baú? Tem uma marchinha que é assim. Que maravilha esse ser humano, né? Ele viu lá o baúzinho dele meio ruído. Isso dá música, hein? Dá uma marchinha. Isso dá uma marchinha. Rato, rato, rato, por que motivo tu rueste meu baú?

É. Acho que tem. Eu acabei de inventar isso, mas acho que existe. Esperando uma resposta do rato, né? Que já é uma coisa muito... Que já é uma coisa maravilhosa. Muito difícil. Você tá percebendo que os ETs voltaram com tudo? Você vê que tem muito link entre um assunto e outro, né? Não, e é perfeito. Eu vi o programa da Tatá e do Edu, que é o ET. Ah, chama ET. Chama ET. Que é Eduardo e Tatá.

E eles, por acaso, são maravilhosos. Beijos para a Tataiano. E que química os dois, né? Eles são muito engraçados. Muito, muito engraçado. Parabéns a todos os envolvidos. Menos o Belmonte. Belmonte, então, isso é o texto que está aqui. Rafael Queiroga. E...

Boa noite. Boa noite. Queria fazer um protesto breve aqui, rapidamente. Não, é que o Greg fez aqui um... Ah, meu Deus. Não, um protesto pelo nome do meu cargo, né? Red. É. E aí mudou, mudaram o nome. Mudaram? Mudaram. E virou o quê? Então, eu senti que foi quase como um rebaixamento, cara. Que virou diretor executivo.

Eu achei uma coisa meio... parece meio... sei lá, cara. Não, não, não. Cartório. É, cartório. Mas por que botaram isso? Diretor executivo criativo. Parece que ele digita. É, parece que eu sou... Não, mas por que você não é um diretor criativo?

Então, mas foi isso, cara. Aí o Red... É, foi decidido. Quem é o Red de nomes? Você é o nomeador do Porto? Não, não, não. Por que não é o diretor criativo? Eu acho que existe um penso nessas nomes.

Mas eu acho que o Greg, para quem não sabe, o Greg está aqui todos os dias resolvendo as pendengas, vendo se a produção deu certo, se não sei o quê, e quanto temos de dinheiro esse mês, não sei o quê. Pega mais essa obrigação. Por que você não vira o Red de Nunes?

Eu já virei, ninguém me ouve. Ouve? Eu falei que ele era diretor criativo há um ano e meio. Não, vamos botar um executivo aqui. Alguém deu essa ideia, não fui eu. Eu já dei esse nome, eu já sou esse head nome. Então vai atrás. Só que eu preciso que só respeitem. Tadinha da Ana Gomba. É head de portfólio. Não é mais. Do estrangeirismo que não faz negócio. Agora todo mundo é diretor executivo, Greg. Por quê, gente? É pra poder almoçar executivo no...

Uma coisa que eu adoro é prato executivo, que é um rebranding para um prato mais barato. Não é prato na promoção, não é prato do trabalhador. Não é o prato feito. Prato feito, tinha que ser o prato proletário, que justamente o prato executivo é mais barato, deve ser um pouco menor. Ele é um prato mais... O prato proletário é menor?

Não, tinha que ser maior. Tinha que ser maior. É verdade. Prato Proletário, então a gente tem uma expectativa dele ser maior. Mas o Executivo é bom, que é um rebranding, né? Pro cara se sentir assim. Eu sou um Executivo, tô comendo aqui. Eu não me sinto à vontade no Executivo, porque eu não sou Executivo. Tudo menos o Executivo. Então eu queria ser um prato do artista. Prato Frila.

Prato PJ. Prato PJ é muito bom. Prato PJ. Eu fico vendo esse dono de restaurante falando... O que a gente pode botar o nome? O cara se sinta meio importante em pedir. Prato de presidente. Aí acho que forçou. Forçou? Clóvis. Prato CEO. Também é. Prato CEO. Prato gerente. Vamos de gerente? De diretor? Vamos de...

Prato Red. Prato do Red. Prato Red. Caralho, Red é uma coisa que chegou outro dia. As pessoas talvez que não são no mundo corporativo nem sabem do que a gente tá falando. Mas sim, o pessoal não se chama mais de diretor, se chama de Red. Red de cabeça, não é Red com R não. Red de criação. E eles me deram duas opções, tá? Era, que eu tinha que escolher. Ou era diretor executivo ou era líder. Líder eu achei muito seita, cara. Aí ficou diretor executivo. Líder também é o estrangeirismo. Antes tem a palavra diretor.

Tá? Show de bola. Tem a palavra chefe, também não tem problema nenhum com chefe. Antigamente, na minha época, era o redator-chefe. Eu tinha um nome pra isso, redator-chefe.

Ou diretor criativo. Ou, ah, que não quero nem diretor, pode ser ainda um gerente, se quiser. Mas é ruim, é feio, gerente. Mas enfim, tem todo um rol de palavras. E de repente, virou um head no cabeça da... E mais, outro dia eu conheci um head de growth. Caralho, head de growth, meu irmão. O que é isso? Onde é que tiraram esses nomes? Por quê? É muito bom, head de growth. Head de growth. É, e assim, me incomoda muito.

É, pessoas que usam palavras em inglês pra falar coisas que poderiam muito bem ser faladas em português. Tipo, esse trabalho tá hot. Não, você não pode. Pode. Tá quase sendo aprovado. Ah, é hot nesse sentido? É.

Eita, ferro. Aí realmente me fode, me queima as pernas. Tá hot, tá esse growth. Nossa, aí não dá, cara. Porque você tá com muita preguiça mesmo de falar a tua língua. Não é, eu acho que você tá tentando de alguma maneira deixar mais sofisticado o seu discurso de alguma forma. Você tá tentando se vender um pouquinho mais caro, né? É, como as marcas antigamente. Tinha muita marca antigamente com nome americano, com nome...

francês e tal. Hoje em dia eu acho que tá mudando isso, né? Tá. Um pouco as pessoas estão gostando de falar na... Era meio inglês, depois começou a ficar numa moda um espanhol. Bom, tem um maravilhoso italiano que a gente já falou aqui. Inclusive, como a gente falou aqui, na moda dos italianos, me mandaram um vídeo maravilhoso de um cara que ele só mapeou os restaurantes... É, no restaurante não, as empresas com o nome italiano em Manaus. É um vídeo do cara mapeando e passando e filmando. Em Manaus...

os lugares com o nome italiano. Por que tem tanto lugar no nome italiano em Manaus? Porque tem uma grande migração italiana em Manaus? Não. Alguma moda que pegou, mas é Brasil adentro. É, mas é muito interessante mesmo. Pra que fazer uma coisa italiana em Manaus?

É... Gregório? Hum? Papo tá bom? Papo tá bom? Show. Coisa boa. Mas eu acho que a gente já incomodou as pessoas o suficiente. Eu acho que hoje a gente chateou você um tempo bom já. É, a gente já começou infernizando você, falando de gemido. A gente já fez tudo que a gente tinha que fazer. E eu acho que a gente já atingiu no teto. Porta Mais? Vale a pena falar? Porta Mais. Assine o Porta Mais. Viu? Porque você contribui com o Porta e você vira um Porta Mais.

O que tem lá? Porta Mais tem conteúdo exclusivo. Tipo o que? Parece sempre putaria, né? Só eu que quando falo conteúdo exclusivo eu penso putaria. Você, você. Ah, tá. Então você vai ter conteúdo exclusivo, talvez putaria, não sei dizer, mas conteúdo só você vai ver coisas que então não importa que não deu certo.

Sim, porque esse que você viu agora é quando dá certo. Tem uns que não deu. Eventualmente a gente bota lá. Bota um papo tal aqui. A gente bota coisas que às vezes pra testar. Não é que não deu certo. Vamos ver como é que reage isso. Então tem conteúdo só pra você no Porta Plus. Se você preferir chamar de Porta Plus. Pra ficar um pouco mais, né? Mais caro, Porta Plus. Porta Mais. Porta Mais.

Vai lá no Porta Mais. E tem também o Ela é Pior Que Eu, nosso novo podcast com a Adriana Falcão. Está bombando, né? Bela Camela. Está super bem. Livre de Dida Camela. Muito bem. Agradecer ao nosso head que está aqui hoje, nosso head de Rouse. Nossos heads. Agradecer ao head também do... Tem o head aqui do Não Importa, que é o Monk. Tem a head do Outback. Tem a head do Outback que está aqui hoje.

Vira Out Head. Nossa Head também do Fundo, que é a Gabriela Amadei. Head de direção, falei dele. Nossa Head de produção. Tem o nosso Head de trocadilho, que é o Edu. Head de trocadilho, que é o Edu Branco. Obrigado a todos os heads que estão aqui hoje, gente. Essa nação de heads, que é o Brasil. Uma salva de palmas. E não deixe de ir lá no Outback. Vai lá viver o seu momento. O momento Outback.

E eu vou curtir o meu agora. Aliás, como previsto, já está ali nos bastidores e eles já comeram quase tudo. Segura o meu aí, tá, por gentileza? Pode? Olha lá, até o dia 14 de junho tem fundi no Outback.

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