Episódios de NÃO IMPORTA

#58: FOMOS PROCESSADOS (DE NOVO), PELELECA E OUTRAS COISAS

12 de março de 20261h
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Mais um episódio do Não ImPorta e mais um processo pra conta... Espero que o programa de hoje não renda mais outro processo, porque nossos advogados estão tendo burnout, todo superchat e renda do Porta+ vai pra pagar honorários, por isso [palavra removida por Gregorio Duvivier] e ASSINE. Não aguentamos mais tomar processos na peleleca!ELENCOJoão Vicente de CastroGregorio DuvivierROTEIROEduardo BrancoDIREÇÃOMatheus MonkENTRE NO CANAL DO PORTA NO WHATSAPPhttps://bit.ly/ZapdoPortaBAIXE O APP DO PORTAAndroid: http://bit.ly/2zcxLZOiOS: https://apple.co/2IW633jAPROVEITA E VAI NO NOSSO SITE⁠https://portadosfundos.com.br/

Assuntos15
  • Baby talk e vocaloIntimidade vazada · Daniel Vorcaro · Conversas privadas · Evolução de apelidos · Limites entre baby talk e putaria
  • Produção de PodcastsCoco Bambu · Restaurante Camarões · Plagiato · Processo infundado · Custos legais
  • Etimologia Lingua TupiPalavra Potiguar · Significado de Tuba · Sons híbridos do Tupi · Dicionário de Tupi antigo · Nomes de cidades com origem Tupi
  • Privacidade e vazamento de conversasIntimidade como direito · Machismo no tratamento da mulher · Diferença entre crítica política e pessoal · Consequências do vazamento
  • Festa de noivado de VorcaroOrçamento de 200 milhões · Coldplay · David Guetta · Orquestra Sinfônica italiana · Desproporção de cachês
  • Profissão de ator e estrelismoAtor de método · Dignidade da profissão · Masculinidade no trabalho de ator · Comparação com Hollywood · Humildade de atores brasileiros
  • Timothée Chalamet e comportamento de atorRejeição ao balé e ópera · Crítica de bailarino nova-iorquino · Café da manhã descartado · Mimadice e comportamento excêntrico
  • Feedback ConstrutivoQuando dar feedback · Crítica em relacionamentos · Restaurante mal atendido · Feedback de colegas · Regra do feedback
  • Condições ideais de trabalho para atorHorário de trabalho · Diárias de 8 horas · Quatro dias por semana · Decoração de texto no set · Tipo de café e qualidade
  • Horário de trabalho e vida pessoal4x3 ideal · Cansaço de trabalhar fins de semana · Paternidade e trabalho de ator · Rotina com filhas
  • Diferença entre parça, anturrage e sectoDefinições de cada categoria · Relação com artistas · Amigos de infância · Fãs dedicados
  • O Papel da Fé e EspiritualidadeAceitação e mudança · Discernimento de críticas · Fórmula de sabedoria · Distinção entre críticas construtivas e destrutivas
  • Kristen Stewart e profissão de atorCorpo do ator como objeto · Degradação da profissão · Crítica física · Autonomia corporal
  • Piteleca/PelelecaSignificado do termo · Uso coloquial · Referência a Daniel Vorcaro
  • Saudade do fim de semanaDescanso necessário · Monotonia do trabalho contínuo · Pausa mental
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Rapariga é bom do ar, rapariga é bom demais. Que barato. Que música gostosa de se ouvir, que letra poética. Porra, cara. Você nunca viu o Edgama fazendo o Boca de médio grave? Não. Pum, pum, pum, pum. Isso aqui é bom demais. É o filho do Piseira, o maior artista do momento. Olha isso aqui, que maravilhoso. Eu vou dar o tom e tu vem atrás. Deixa primeiro calibrar.

O que é isso? O que é isso? Ele inventou essa letra? É? É o filho do piseiro. Mas essa letra é do filho do piseiro? Ah, eu vim fechando que ele era Jamel.

Digamos, InaBot é capaz de um nível de aleatoriedade. Aleatoriedade é essa que é algo que os computadores não sabem simular. Eles tinham um programa aqui no Porto, que foi chamado Só um Minutinho, que eles mesmos dizem que era o Não Importa sem nenhuma leitura de livro na vida. Pregressa. Como se aqui tivesse. Não, não tem. Não, é o Não Importa de pessoas com nível de aleatoriedade.

Eles eram tão aleatórios que era difícil às vezes acompanhar. Eu participei como convidado. E era maravilhoso, mas eles iam pra lugares muito rápido, de repente, que às vezes você não ia junto. Mas eu amava ver, eu amo ver os dois juntos. Eu fiz o L.O.L. com eles dois juntos, né? Você fez o L.O.L. Eu vi o L.O.L. que vocês fizeram esse fim de semana. Ah, é? Viu? Sofreu muito? Eu sofri muito. Porque quando você tá vendo um amigo teu tentando ser engraçado, né? É difícil. Mas eu tava tentando? Eu tava. E tava sendo, muitas vezes.

Porque no meu, ele olha o que me deu aflição e que eu tava muito compenetrado, não me achei engraçado. Não, não, isso foi muito engraçado. Você matou um monte de gente. Então você viu muito, porque eu mato lá na frente. Eu vi tudo. Ah, você viu tudo? Vi tudo, só não vi tudo esse fim de semana. Eu comecei semana passada. O que você achou? Achei legal, achei o Brasil maravilhoso, ela ganha. Luciana Paz, espetacular, gênia, né? Por falar em aleatoriedade, é incrível, assim, é uma maluca num nível.

As coisas que ela pensa, é o barramário dela. Maravilhoso aquilo. Muito bom. Mas enfim, começou não importa, Gregório. Como você está? Processado. Mais um aqui, nas costas. Parabéns, Greg. Uma salva de palmas, Gregório Grande. Fomos processados. Pelo menos, aparentemente, a gente foi surpreendido outro dia por vários posts que diziam que o Coco Bambu...

o nome. Não. Ah, pode? Pode, né? Tanto faz diferença. Porque eu não falei o nome, fui processado sem falar o nome. É, exatamente. Não, não, mas o Coco Bambu, então, entendeu que a gente, ao falar de uma rede de restaurantes que teria copiado o Camarões, que é de Natal. Maravilhoso. Um beijo, povo potiguar, que tá comigo nessa luta. O mais interessante disso tudo é que a gente não falou... Não falou Coco Bambu. Não sei, por acaso, o que é Coco Bambu. Não sei o que é um coco. Sabe o que é um bambu? Sabe o que é um bambu?

E o bambu? Empiando o cu. Então, eu não sei o que é um coco bambu. Eu não fui, não sei, não falaria como não sei o que é. Jamais fui. Poderia ser qualquer um de um restaurante que trabalha com camarão. Com camarão. Aí o restaurante referido... Foi lá. Opa, não, peraí. Peraí. Não, não, calma. Você tá falando de um restaurante que plagiou outro. Com uma qualidade inferior. Sei lá, não lembro o que eu falei na era.

Que loucura. Todo mundo vai saber que é a gente. É só botar no Google que vai gravar pra outra gente, cara. É muito louco. Eu fiquei perplexo pra usar um termo de nosso querido Away de Petrópolis. Pra usar um meme, eu diria Galvão. Fala, Tino. Sentiu. Eu não entendi nada. Uma parte que eu gostei muito foi ver que eu posso não ter o dinheiro de um coco bambu, não tenho o tamanho dele,

Não tenho talvez os advogados deles. Tenho ótimos advogados, mas talvez não os deles. Mas eu tenho o povo potiguar. Não, você tem... Você, essa discussão uniu a direita e a esquerda. Potiguares. Não, e o Brasil. O Brasil, é. Porque assim, o que tinha de gente que te odeia é... Não precisa falar assim. Te odeia. Não, eu chamo pessoas que ainda não me amam. É, exato. Pessoas que ainda não te amam dizendo, olha, isso é um merda, um babaca, um ignorante, idiota.

um baixo calvo, arrombado, um cara de canelas curtas, um idiota, um bobo alegre, um cara... Mais? Chega logo no mais. Mais? Mas eu concordo com ele. E não tem como não concordar, gente. É a mesma coisa que o Alexandre de Moraes, um juiz do STF, chegar no jogo do Corinthians e alguém gritar juiz ladrão, ele processar o torcedor do Corinthians. Não era sobre juiz ladrão. Exatamente. Não é esse juiz,

É o outro. É o outro. Ou não, mas aí se botar juiz lá no Google vai aparecer minha cara. E aí vai o quê? Então não vai processar. Não, não. Alexandre, eu não tô dizendo isso de você não, hein? Tá tudo bem pra Alexandre. Mas enfim, qualquer juiz. Um juiz de natação. Nunca passaram pela quinta série? Agora mesmo que se botar no Google o plástico hoje vai aparecer você. Exatamente. É assim, é do nível, irmão. Eu não quero ser processado mais.

O Gregório que ele gastou ano passado de processo nessa empresa, ele vai quebrar.

Ela se presa. Pois é, Renan. Entendeu? Agora, pergunta quantos a gente perdeu. Nenhum. Mas dá trabalho. Trabalho. E é por isso que é de processo. Chato. Pra ficar ocupando o tempo da nossa vida. Da nossa não, da minha, né, Gregório? É, da dele. Cara, você não tem noção como o tempo dele é precioso. Exatamente. Meu não, mas o doido é que vai ser do dele. É, sabe? A quantidade de gente que fica sem receber foguinho por causa de um coco bambu desse é uma coisa que não tá no script.

Tá no script, vó. Não tá no script. Tá no script. Mas então é o seguinte, a gente é da paz, não quer briga com ninguém, né? A gente não quer. Então a gente, por favor, Coco Bambu, retira isso aí. A gente não falou de vocês, não. A gente não falou de vocês. Não falou. Eu falei, por acaso, sim, de uma rede. Suposta. Suposta rede. Que trabalha com um suposto crustáceo. Num suposto país chamado Brasil. Que teria supostamente plagiado.

o restaurante Camarões. E foi apenas isso. Mas bom, bola pra frente. Lembrando que Camarões dá alergia. E alergia é coisa séria. Manda um beijo pro Camarões. Um beijo pro restaurante Camarões, que aliás já recebi um WhatsApp maravilhoso, se eu posso falar. Vem ao Camarões, você será sempre bem-vindo. O povo potiguar te ama. E eu amo o povo potiguar também. Não é como é que se diz. Sabe o que se chama? Sabe o que significa potiguar?

Não. Comedor de camarão. Ah, acho que você... Potiguar é comedor. É. Às vezes você não tem uma tese. Mas pior que é mesmo.

João, eu tenho até uma tese. Sabe aquela música? Potipoti, perna de pau, olho de vidro e nariz de pica-pau. Calma, olho de vidro e nariz de pica-pau. Você não conhece a música? Vocês conhecem, né? Por que ele fala potipoti? Potipoti? Porque é o camarão. Eu acho que é de camarão. Tipo, perna de pau, nariz de pica-pau. O camarão não tem meio que essa... Não? Olho de vidro, um olhinho assim? Não, não. Força a barra.

É. Poti poti. Poti camarão guá comedor. É isso, eu acho que vem daí. Mas o potiguá, aliás, sou viciado em... Meu novo vício é o... Já te falei sobre isso? Não sei, você não falou? Sobre tupi. Sobre tupi? Tupi. Tá falando tupi? Tô aprendendo, graças ao dicionário de tupi antigo do Navarro. Maravilhoso. Tem duolingo de tupi? Não tem duolingo de tupi, graças a Deus. Olha, e pouca gente fala sobre isso, né? Sobre esse apagamento dos povos originários no duolingo. No duolingo.

Não pode. Aliás, o Duolingo, eu nunca usei. Já usei? Eu tô usando. Ele não é passivo-agressivo? Bastante. Meu Deus, mas as amigas que usam, elas têm uma relação com ele de... Ai, meu Deus. É a última chance. É a última chance. Aí o app, se você não usa num dia, ele fica dodóizinho. Estou saudade de você. Pra você ver como eu tô tão sendo com relação tóxica com o Duolingo, eu, quando eu vou beber, eu faço antes. Faz antes pra você não fazer beba. Pra não esquecer. Pra não esquecer.

sede fazer. Eu já estou numa ofensiva, Gregório. Ah, porque o João é incompetente, é um grande dum babá. Quem fala isso? Ah, mas o João não sabe fazer nada da vida dele. Eu te digo, ó. Deixa eu ver se dá pra ver aqui no meu domingo. Qual língua você tá fazendo? Ah, francês? Ah, é? Do francês? Do francês. Há algum tempo? Eu tô numa ofensiva, Gregório, de 52 dias. Uma salva de palmas. Isso não é nada. Uma salva de palmas. Isso não é nada. Ah, não, é bom. 52 dias sem falhar, Gregório, é uma coisa?

Segunda é segunda? É bom, pô. Queria dizer aqui que o nosso fact check checou e poti poti é sim de camarão, tá? Obrigado. Muito obrigado. Isso era uma tese que eu tinha que eu nunca tinha chegado com ninguém. Segundo o all, poti poti é de camarão. Perna de pau. Porque ele tem um olho de vidro camarão, sabe? Um olhinho assim pra fora, meio de vidro. E o nariz de pica-pau. Caralho, foda, né? É a madrinha da borboletinha. Borboletinha tá na cozinha fazendo chocolate para a madrinha? É isso?

Feito numa borboleta? Eu não. Não, principalmente se ela tivesse feito pra madrinha a borboleta dela. Pois é. Não é porque não foi nem pra mãe. Que borboleta é essa que prioriza a madrinha e não a mãe? Mas o tupi tem uma coisa curiosa que tem um som no tupi que é muito difícil de fazer. Quero ver se você consegue. Que é o i com boca de u. É o u. É meio francês também. Não, não é u. É o contrário. É i? É i com boca de u. De u? Não, é i com boca de u. É o francês. É u com boca de i.

Fala U com a boca aberta. É isso. É o U com a boca de E. E está presente em muitas palavras, como, por exemplo, a palavra... Ciririca. É tupi. Ciririca é uma esfregadela. Então, a palavra certa, ou a pronúncia correta, para você que gosta, é... Ah, isso pode ser bom, né? Não é? A pessoa acha que você está tendo um AVC.

É o equivalente a gente que fala Facebook. Exatamente, Facebook. Eu só falo assim agora. Curituba. Porque, por exemplo, tuba em tupi é muita. Não sei o que é curi, desculpa. Deve ser frio? Por isso tem muita. Uba, tu, pode ser frio. Pode ser reaça. Pode ser banoffee. O melhor banoffee é curituba. Capivara. Capivara é curi. Então é curituba.

É muito. Uba-tuba. Caraguata-tuba. Então, considera chuva. Chuva. Uba-chuva. Exatamente. Tudo que tem tuba. Em alguns lugares. Por que é interessante? Não sei. Isso que eu estava querendo há horas. Você chegou no que eu queria. Por que é interessante? Vai. Eu te digo. Obrigado. Porque às vezes vira tiba. Curitiba. Às vezes vira tuba. Uba-tuba. Mas é a mesma palavra. Como o som é híbrido de i-di-u, em alguns lugares a língua portuguesa se transformou em tiba.

Quando poderia ser Curituba a cidade, ia mudar tudo. Assim como podia ser Ubatiba, ia mudar tudo. Não ia? Ia. Não é fascinante isso? Não, eu não sei onde a gente estaria. Vocês não gostaram de saber que Tuba é muito? Eu adorei. Eu queria usar muito isso, gente. Como é que tava lá, cara? Tuba, Tuba. Tia Tuba, gente. Eu queria muito usar Tuba. Curi é Pinheiro. Oi? O que que é? Curi. Curi é Pinheiro. Então tem muito Pinheiro. Tá certo lá por cima. E Uba. Cada coisa vai ter muito Tuba. Não é lindo?

Calvo Tuba é você. Calvo Tuba. Não, não é. Não entendeu. Calvo Tuba é o avião que vai pra Turquia. Que é cheio de calvos. Eu não sou cheio de calvos. Não, é calvície Tuba. Calvície Tuba? Não, também não. Muita calvície. Não é sensação do Tuba. Ai, gente. É uma coisa que tem muito. Então. Não tem muito. Entrada Tuba. Tá, aí tá começando a falar. Coro cabeludo Tuba. Coro cabeludo Tuba. Teste Tuba.

Teste tuba. Teste tuba. Teste tuba. Eu sou cabeça tuba. Cabeça tuba. Eu não sei, porque eu acho que tem que ter quantidade, não tamanho tuba. Entendeu? Tem que ter muita coisa pra ser tuba. Ou pira. Pira é? Pira é maluquice. Dá uma dica. Coisa que você sabe com pira em português. Pirascaba. Pirascaba. Ou piranha. Que isso, Gregório? Piracaia. Piracanga. O que pode ser? Pirinópolis. Peixe.

Piratuba, já sabem falar. Piratuba é muito peixe. Pirarucu é o... Pirarucu. É um peixe grande, se não me engano. Pirarucu. Perereca também é. Sabia que perereca também é tupi? Perereca. Perere, sabe o que é perere? É o sobrenome do sacê. É, porque... Absolutamente, pelo mesmo motivo que é perereca. Porque o sacê perere dá pulos. Você sabe como vê pulando. Perere é pulo. Perereca é pulinhos em tupi. Então, ciririca na perereca é uma frase 100% tupi. Você fala tupi, só não sabia. Ciririca na perereca seria uma...

Uma encostadela pulante. É, uma esfregadela. Fregadela pulante. Nos saltitos. Nos saltitos. Não é lindo o que a gente fala? Muito mais do que... Cara, muito legal, Greg. Olha, vou te falar. Muito bom. Peleleca. Vamos falar sobre peleleca? Posso falar sobre peleleca? Pala gola. Não palo. Pala gola. Pala. Ai, Castro. João Vicente Castro. Cara, eu tô muito obcecado com a peleleca. Cebolinha do mercado financeiro. Exatamente. Vocalo. Eu tô obcecado com vocalo.

Porque é o seguinte, eu sou muito obcecado com esse conceito de falar que nem neném, baby talk. É, eu também sou, e eu sou adepto. Você é adepto do baby talk? Ah, eu sou, Gregório, porque eu acho que a vida é feita pra ser vivida, jogo é bom pra ser jogado, entendeu? Isso me perde totalmente o baby talk. Não, Gregório, é... Porque quando é que a pessoa começa a falar com o baby talk? Quem começa? É o homem, em geral, a mulher?

Tem isso? Ah, eu acho que é o mais apaixonado, em geral, o mais apaixonado. Nunca, nunca então me apaixonei, porque eu nunca falei. Porque você não tem coração. Eu nunca falei assim com ninguém. Nunca.

Giovanna e nunca falei. E eu pergunto, quando é que começa? E aí eu descobri como é que começa. Eu acho que começa ironicamente. É uma boa teoria. Por quê? Essa semana começou a estourar peleleca, vocalo, falando assim, porque só pra explicar pra quem por acaso não viu isso. Daniel Borcaro, dono lá do Banco Master, vazaram as conversas dele íntimas, inclusive erradamente, porque tinham que ter selecionado, vazaram um monte de coisas que não precisava, entre elas, conversas íntimas dele falando de baby talk, falando assim,

Quero tomar neglone. Quero tomar neglone. Uma coisa que não era nem pra falar de baby talk negrone. Quero tomar neglone com você. Mas primeiro eu queria fazer um parênteses aqui. Que eu acho um absurdo vazar a intimidade daquela mulher que não tem nada a ver com isso até onde a gente sabe. Não tem nada a ver com isso. É um puta vacilo. Se você for fazer uma pesquisa de qualquer nome de político mais vorcaro tem muito menos acesso do que ex-mulher dele mais vorcaro.

O sadismo das pessoas vai na intimidade, muito mais que na política. Quem quer saber de política? O que a política muda na nossa vida, afinal, né? A verdade... Não, mas é muito chato. Tipo assim, quando eu tento entender... Eu acho fascinante. Não, não, não. É muito chato. A parte, assim, o FGC, quando o BRB ia comprar o FGC, começam as siglas e umas coisas e falam assim... Mas a questão... Agora entra uma peleleca... É um traço de machismo na nossa sociedade ou não?

Com certeza. É um traço de machismo. Com certeza. Essa mulher tá sendo mais agredida do que qualquer outra pessoa. Não.

que tá envolvido no caso. Dito isso, e não vou morrer do que ela falou, porque não é o caso, mas do que ele falou. Ele falava peleleca, ele falava desse jeito, tá? Então é uma coisa realmente de uma doideira total. Mas o que eu achei mais doido é que ele mistura o baby talk com a putaria, que pra mim é uma coisa muito bizarra. Não, aí eu acho que... Não é meio que um ou outro. Não, existe um limite. Onde morre o baby talk, nasce a putaria. E onde morre a putaria, nasce o baby talk.

Quer falar? Gojô? Pode falar gojô? Só depois de ter gozado. Ah, tá. Antes não. Vou gojar, não pode? Não, vou gojar não. Vou gojar na academia. Não pode? Não, não pode. Eu queria entender quando é que começa. Eu acho que é ironicamente. E o Baby Talk tem uma característica que é engraçada, que as palavras vão evoluindo. Por exemplo, tinha uma ex-namorada que eu falava, a gente só falava assim, eu te amo um pouco, eu te amo um pouco, eu te amo um porco. E o apelido dela virou porco. Tá aí uma coisa que...

a gente chamava de porco. Pra quem vive dentro pode ter sido fofo, pra quem vê fora é só... Mas aí tá a questão de conversas vazadas. Tesão, intimidade, putaria, qualquer coisa dessas que são vividas no íntimo, qualquer pessoa que vê de fora é incompreensível e logo mal interpretado. Você com tesão vira uma outra pessoa. Mas assim, fica a dica, pra você que quer cometer crimes de corrupção,

medo da cadeia. Não, eu prefiro um aninho de cadeia do que conversa vazada. Você deveria ter medo de sua conversa vazada. Eu preferia também passar um ano na cadeia, no solitário, aproveitar pra ler pra caramba. Fazer, como diz o Monk, fazer uma dieta de dopamina na cadeia. Jejum de dopamina na cadeia. Vai ler pra caramba. Me prende. Mas não me vaza nossas conversas. Não me vaza minhas conversas com Giovana. Não me vaza conversas íntimas de modo de conversa.

Gente, intimidade é muito vergonhosa. Conversa é íntima. Não é só putaria que é conversa íntima.

Tudo é íntimo. E sabe o que é ridículo? Tem a putaria dele, do Vorcaro, mas tem também ele tirando umas ondas. Ele assim, é foda, cada pica que eu tenho que segurar. Banco é tudo máfia, tirando onda pra mulher. O flerte, agora vou botar uma questão importante. O flerte pode ser considerado prova consistente? Porque no flerte se mente. No flerte você tira uma onda. O flerte se aumenta.

já estavam juntos. É, não, mas no balé da sedução, ele não estava ali, em muitas partes da conversa, tirando umas ondas? Então, isso daí é muito curioso, porque 90% do que a gente sabe sobre ele, dos crimes que ele cometeu, foram graças às conversas íntimas. Teoricamente teria cometido. Ele confessando pra mulher crimes. Então foi graças um pouco a essa mulher, que às vezes parece que inclusive age como agente duplo, perguntando umas coisas do tipo assim, fala mágico, onde é que você está?

Ela não age como agente duplo. Não, não, não, eu estou falando positivamente, positivamente, porque assim,

Ela não tá. O que eu acho que depois, inclusive, é a favor dela. Ela não tá assim. Nossa, ontem foi incrível. Ela tá meio que assim. O que que tá acontecendo? Uma hora ela pergunta pra ela assim. Ela pergunta pra ele o que eu acho que preza a favor dela, da inocência dela. Amor, ele é uma matéria muito assustadora aqui da Malu Gaspar. Ela fala uma matéria assim, falando o que que é isso daqui? Explicando o esquema dele. Ele fala assim, não lê essas coisas não.

Besteira. Então assim, ela, da o que tudo indica, não fazia ideia dos crimes do cara. E mais, eu acho que tem algo no cara que é o seguinte.

coisa ele fala pra ela, e muita coisa ele pode sim estar mentindo ou aumentando. Por isso que eu tô falando. Por isso que eu tô falando que o balé da sedução é difícil você ali cravar que aquilo é verdade. Se eu fosse advogado dele, eu diria isso. Eu diria assim. Quem nunca mentiu pra mulher a mãe pra ela? Imagina, você acha mesmo que ele tava falando com... Tudo pra tirar onda, pra comer gente. Não conhecer ninguém, imagina meu coitado.

Aliás, uma coisa muito curiosa dele, é uma coisa que eu fiquei bem obcecado, fiquei bem obcecado com o universo todo, vou calo. Tem a

festa de noivado dele, que custaria 200 milhões, tá? A festa de 200 milhões envolvia uns 11 milhões pro Coldplay. Detalhe, tocar pra ele sozinho. Sozinho. E mais um casal? Ele e a mulher. Só ele sozinho? Ele e a mulher, não vi mais ninguém. Ah, isso é na festa? Na festa de noivado. No casamento é que eu acho que teria Coldplay, é isso. A festa de noivado teve um Michael Bublé, umas coisas assim. Teve drones. Drones. E escrevendo, te amo e tal. Agora, ele,

acho muito louco isso. Uma festa pra você e o outro, né? Pra dois. Uma festa pra um casal. Toda graça você chamar os amigos e compartilhar. Mas eu vi lá o orçamento da festa, que é muito interessante. E tem um milhão pra David Guetta, tem acho que uns onze milhões pra Coldplay, tá no orçamento da festa. São cinco caras, quatro? Tem uns duzentos mil, são cinco caras Coldplay, ganharam bem Coldplay. E tem uns duzentos mil pra DJ, você nunca ouviu falar.

Tudo bem, eu não conheço muito o universo de DJ, talvez sejam famosos, mas assim, não são mundialmente famosos.

DJs vão ganhar 200 mil euros. E aí tem 39 mil euros para a Orquestra Sinfônica da Itália. Uma coisa assim, 40 músicos, 60, sei lá quantos tem. Não é uma Orquestra Sinfônica da Itália. Tá ganhando 39k. E o DJ, se eu não ouviu falar, tá ganhando 200 sozinho. E lá são 40 ou 60 músicos que vão dividir esses 39k. Carregar seus instrumentos. Caralho, pra mim isso daí diz muito sobre o momento.

Os caras carregando um violoncelo, sabe? Pra ganhar o menor orçamento da festa inteira. Foi pra orquestra inteira. Não canta que vai ter que pagar. Vai ter que pagar, né? O cara não diz muito sobre esse universo. A sociedade doente, Gregório. Doente. Não, mas é incrível. Mas essa questão do show, ele levou o conceito de show pequeno

Ele gostava muito de experiências exclusivas. Mais de um artista já falou que teve que fazer show pra ele exclusivamente. Pra ele e pra mulher. Que pra mim é um pesadelo, porque eu odeio experiências. Quase que tu fez um sal da língua pra ele. Quase, cara. Ele tava quase fechando e veio essa palhaçada aí divulgar. Cara, mas assim, é o meu pesadelo como artista. Não sei o seu. One Man Show. Tanto assistir, quanto ver. Porque o barato de você assistir um negócio é a turma. Também. Né? Também.

Você gostaria de ver um show do seu ídolo sozinho? Não, sozinho não. Eu odiaria. Mas com meus 20 melhores amigos, talvez. Aí já começa a ficar melhor. Mas ainda assim, cara, porque o artista não vai estar gostando. Você sabe, a gente como artista, quanto mais gente vendo, melhor. Nenhum artista gosta de se apresentar. Você fez na Academia Brasileira de Letras, não fez agora? Mas tinham 200 pessoas. 200 pessoas. Tinha os imortais lá, a família deles, e também era aberta ao público. 200 pessoas está maravilhoso. Ótimo. Agora, fazer um punhado de gente é muito depressivo.

o pesadelo do artista. Então você tá pagando uma nota pro artista fazer uma coisa que ele vai odiar. Então você vai ver lá o Chris Martin ou o Michael Converse. Acho que não era uma preocupação muito dele não, né? Se o artista tava feliz. Pois é, mas não era, mas sei lá, deveria ser. Porque pra mim não tem nada pior do que isso. Por exemplo, uma vez eu tava... Nada? Ah não, tem muitas coisas piores. Guerra. Tá bom, guerra é pior do que isso.

Câncer. João, uma vez eu tava fazendo peças, faz um tempinho já. Eu tava fazendo peças que em Goiânia e no final da peça, acho que era uma noite

na lua, o cara, que é uma peça que eu fazia, um poeta de lá veio falar assim, posso te presentear com minha poesia? Você me presenteou com sua peça? Eu me presentei, você pagou? Eu acho que ele não tinha pagado, a produção local ofereceu. Posso te presentear com minha peça? Agora eu quero presentear com minha poesia. E você, qualquer pessoa que tem um coração batendo no peito, vai falar. Claro, concorda assim, não tem como falar. Não, não, não. O que eu falaria? O que você falaria? Hoje não, querido.

Hoje não. Você ia falar hoje não? Olha, Gregório, eu acho que tem 72% de chances de eu falar sim, claro. Mas em algum lugar, dependendo do meu dia, eu talvez dissesse... Vamos marcar um dia? Vamos marcar um dia. Vamos marcar um dia pra gente fazer isso? Fala com a produção, aí não conseguiria. Não, fala com a produção, não. Não, certo eu não ter feito isso. Porque foi das piores experiências da minha vida. Aí pode me chamar de mimado, porque eu não tive experiências muito ruins na vida.

Pode chamar, vai, escreve, comentem, mimado, porque tem coisas piores que isso. Mas um... Ah, não, tive, não.

a galera dava festa em barco e não dava pra sair a hora que você queria. Isso é foda. Um poeta perto de uma festa em barco e um poeta declamando olho no olho. Imagina você preso num barco com um poeta. Aí é foda. Olho no olho. Ei, você, deixa eu te ver. Coração, tá bom. Ei, não, quanto mais eu e você num alçapão. Juro, ia falando e o poema não acabava. Quanto tempo? Mais ou menos um minuto, dois,

Umas três? Umas três horas de sensação térmica. De cachorro. Exatamente. Mas eu acho que uns três minutos, na realidade. E qual é a cara que se faz pra isso, Gregório? Esse que é o problema. O quê? Porque eu nem ouvi o que o cara tava falando. Porque eu só pensava assim. Eu tenho que sorrir. Eita, tô sorrindo demais. Ele falou uma coisa triste. Eita, agora eu fiquei sério. Eu acho que isso foi uma piada. É. Então, eu só pensava assim.

O que é que eu faço com as músculos da minha face? Porque não somente ele tava observando,

Quando minha reação com as pessoas em volta começaram a ver a reação que eu ia fazer a ele. Então era um teatro que eu tinha que fazer. A peça era sua. Era. E não sabia quando acabava. O que eu faço quando acabar? Acabou. Aí dei um abraço. Falei, obrigado. Mas depois eu fiquei pensando assim. É muito difícil uma coisa ser pior do que isso. E o Vorcaro pagava milhões pra ter essa experiência. Pra ter um artista falando pra ele sozinho.

E é um presente que você pode devolver, né, Greg? Porque você poderia falar assim, posso presentear? Não quero. Vim, mas não quero. Ou quero trocar.

Quero trocar. Tem outro aí? Tem outro pra mim. Isso também seria uma boa resposta. Eu não gostaria de ter alguma outra coisa. Ele ia falar outro poema. Ele ia falar outro poema. Não é do meu tamanho. O João no restaurante fez isso esses dias. O quê? O que o João fez? A gente foi almoçar. O cara perguntou aí. Estava tudo certinho? Não, aí você não pode contar assim. Fomos num restaurante. Fomos super mal atendidos. Concorda, Monk?

Estou acostumado a ser bem atendido, então pra mim... Não, fomos num restaurante caro.

onde era uma chascaria, e aí Belmont, eu e Monk, e a gente pediu três carnes. Sempre perguntam, eu tenho preferência de carne? Pedimos lá três. Não chegaram nenhuma vez, não chegava cá, a carne não estava boa, não sei o que, não sei o que, mas ao que, vai lá. E aí chegou o... Matris. O Matris. E perguntou, tudo certinho aí, seu João? Foi ótimo? Ele, João, não foi ótimo não, querido. Foi muito ruim, na verdade. Mas pedi três carnes,

Vem esturricada Demorou pra vir, paguei caro Fui mal atendido Mas na próxima vai melhorar Eu confio em você Mais simpático ou não? Abracei ele, falei não tem problema nenhum Só que hoje foi muito ruim E aí o Monk reagiu e disse assim Sozinho Enquanto eu falava isso Ele falou, moleque frio do cacete Muito sangue frio Mas de verdade E eu falei pra ele, não cara, não é isso

falei, não é bom ter um feedback de verdade? Ele falou, não, lógico, é ótimo, se a próxima vez a gente vai melhorar, eu falei, eu vou voltar e ficou ótimo. Se não é a favor de falar a verdade, é porque eu acho que é tão bom, eu, por exemplo, outro dia, pedi aqui pra fazerem um feedback meu, falarem mal de mim, pedi, fui atrás disso, falaram. Por que ninguém me escreveu? Porque era um feedback das pessoas que trabalham aqui, que veem o dia a dia. Mas me conta,

Eu acho que é bom. Eu acho que você fez uma coisa boa. O que? Pedir feedback? Não, não só. Mas falar pro cara a verdade. Eu acho. Eu tô pensando se fez ou não. Mas eu acho que quando dá pra mudar... Você não pode ser grosseiro. É, e tem que pensar se dá pra mudar. Se dá pra mudar, claro. Por exemplo, teu amigo estreou uma peça. Não dá pra você falar que ela é uma merda. Não, porque ele vai... Não serve pra nada. Nada. Não serve pra nada.

Não, assim, seu amigo estreou um filme, merda. É. Vai falar o quê? É um lixo? Mesmo peça, você tem que falar o que dá pra mudar. O que dá pra mudar, claro. Essa é a regra. É a regra número um. É a regra número um. Porque se você ama a pessoa,

ou se você tem respeito por aquele profissional, como eu tinha, por esse método, que foi gentil o tempo inteiro, eu fui dar a ele um review. Ele te cobrou? Cobrou. O que eu achei errado da parte dele. Você falou com uma esperancinha de cair na faixa? Falei sim. João, eu era viciado em ler uma coluna que você ia frequentar muito no Rio Show, que é o Programa Furado. Não sei se ainda existia isso. No caderno Rio Show, tinha uma parte que chamava Programa Furado. Só de pessoas que foram a lugares e não gostaram.

Era tipo o negócio do Google, só que em páginas. Era tipo o reclame aqui. Sei. No impresso. E eu amava ler. E teve um caso que eu adorei, que foi uma mulher que falou assim... Esse leitinho especial, né? Eu amava ler o reclame aqui. Eu pegava o jornal e ia direto nessa parte, que era sempre engraçado. Porque tinha umas queixas nada a ver, tinha outras que eram bizarras. E aí tinha uma engraçada, que a mulher falava assim, é horrorosa essa cafeteria tal, porque eu cheguei lá e não serviam só leite de soja, apenas de aveia, mas o leite de aveia deles não cremava.

Não, e essa palavra não existe. Essa palavra não existe, creio. Assim, era uma crítica muito engraçada. E aí a resposta foi assim, peço desculpas, vocês vão ter que expor aqui uma situação que essa pessoa em questão que tá me criticando, ela é minha ex-namorada. E ela frequenta aqui diariamente e arranja todo tipo de problema. Como isso, dizer que palavras não existem. E aí eu sou meio stalker. Aí eu lembro que é o nome dessa pessoa e eu fui procurar ela pra ver a cara dela. Claro.

Existe história boa sem cara? Sem cara. Vê a cara dela. E por algum motivo eu gravei a cara dela. E um amigo meu, de repente, começa a olhar uma pessoa, tem que te apresentar a ela, tô apaixonado e tal, não me apresenta ela? E o que que eu falo? Aí quando eu conheci ela, me saiu o nome. E eu falei o nome, que agora falamos assim, é Clara Gorgarelli? Eu falei. Aí ela, é... Aí eu, puta que pariu, como é que eu vou explicar? Porque eu li o programa furado dela. Como é que eu vou explicar? E aí... Li o programa furado dela.

Como se fosse uma obra literária. Eu tive que explicar. Desculpa, eu vi o seu programa furado. Era você, né? Ela ficou com muita vergonha. Foi um caso lá. Que vergonha. Eu não deveria mesmo. Eu fiquei muito obcecado. Foi muito louco porque esse amigo acabou também tendo uma relação com ela meio complexa. Ela é meio doidinha, mas era uma pessoa. Eu gostei de conhecê-la. Dito isso, eu acho que a verdade deve ser dita quando você pode mudar.

Nesse caso, óbvio, o problema furado não precisava ter dito nada. Ela tava só querendo igual um amigo nosso. O Timothee Chalamet tem falado as coisas que não se pode falar. Timothee Chalamet, meu irmão. Tá louco pra dar o Oscar pro Wagner Moura. Não, não, não. Pra dar nada mais. O Timothee Chalamet veio. Ele veio bem, né? Ele tava, todo twink. Ele era o Juliano Floss deles. É, mas... Ele fez um filme que é muito bom. Me chame pelo seu nome.

Me chame pelo meu nome. E aí ele apresentou uma estética meio andrógena, umas roupas interessantes e tal. Mas do jeito de se vestir e tal. E ele foi se mostrando um playboy babaca do nada. Do nada. Do nada. Cusão. Cusão. E aí ele meteu agora que não faria balé e nem ópera. Essas coisas que ninguém liga. Ele comprou briga.

que parece que ninguém faz balé, ninguém faz obra, tá bom. Todo mundo fez balé. Em algum momento. E alguns homens. E mais, tem uma coisa que eu adorei, uma crítica de um bailarino de Nova York, ele passa esse vídeo e depois fala assim, você não faria balé porque ninguém se importa com balé? Não. Sabe por que você não falaria? Porque é difícil pra caralho, seu imbecil. Porque eu comecei a fazer balé com 5 anos de idade. E desde então eu fiz todos os dias da minha vida, seu método. Então mesmo que agora você resolva fazer só isso da sua vida,

Você nunca vai ser aceito em balé nenhum do mundo, seu bosta. Você faz papéis em filmes. Medianos, inclusive, porque o seu filme é horroroso. Ele não fala. No filme, eu lembro que o filme do Timotei é muito ruim. É horroroso. Marte e Suprime? Em protesto. Não assista. É horroroso. É muito ruim mesmo. É ruim. E eu adoro os caras que fizeram, os irmãos Safdie. Mas o filme é ruim. Hoje eu li em algum lugar que ele perdeu o favoritismo pro BJ Jordan. Pode ser. Que é muito melhor do que ele.

Qualquer um que se ganhar vai ser melhor do que esse merda, mas com certeza, com certeza, amigo. Eu acho que isso aí também é muito uruca de brasileiro. Não sei se foi um brasileiro que achou esse vídeo daí, porque o brasileiro é muito bom disso, né? É, o brasileiro, quando ele quer que alguém ganhe alguma coisa, ele, bom, só vendo os comentários e likes nos coisas da academia, nos postos da academia, é tipo Wagner Moura, um milhão de comentários e tipo BJ Jordan é, sei lá, 300 mil. Vem cá, você viu o que me contou do Chalamet?

do Cofé da Manhã? É. Cara, isso é muito louco. Eu não entendi. Diz um ex-colega de elenco de Timothee Chalamet que ele pedia pro chefe, personal chef dele, que aliás é um conceito que eu amaria. Desculpa falar, mas... Qual seria o seu mimo de famoso? Seria um personal chef? Ah, personal chef seria bom demais, né? Ter um chefe de cozinha com você. Deve ser a melhor coisa. Quem que você escolheria? Um Felipe Bronze? Ficar no set ali com você?

Com certeza, mas não teria esse dinheiro pra pagar um Felipe Bronze. Não, não, não. A gente tá falando no mundo funcional.

No mundo ficcional? Eu queria botar ali pra ele fazer umas comidas pra você todo dia. Mas isso aqui é um pirê de batata baroa com carajé do... João, a gente tá só pelo elenco. Calma que o João tá saindo valovando ele. Deixa só ele. Ele tá em qual parte? Faltam quantos pratos? Eu tô no quarto, são 16. Não tem como ir adiantando. Ah, já adiantou tudo, tá? Se der pra fazer os fechados. Ih, tá quente. Esse Martinho tá bem quente. Ele tá. Voltou o drama.

O que você tem? Chateau Latour você tem, não? Tá, pode ser ouvido. Desculpa, você tem Chateau Latour? Obrigado. Gente, vamos... É 84? Não, 84 é a péssima safra. Desculpa, a luz tá caindo. A luz tá caindo. Olha, liga uma outra luz. O que é isso? Mentira. Assim que é filmar com o João. Canarca. Não, eu não sou, eu não sou. As pessoas desse programa têm a maneira de me tratar como um grande mimado, mas o senhor não, eu não dou trabalho. Não, não dá.

Inclusive, eu fiquei pensando nisso quando eu vi essa notícia. Bom, desculpa, ele não falou. Ele pedia para o chefe de cozinha dele fazer três cafés da manhã. Ele comia um e descartava os outros dois. Descartava não é dar para alguém, descartava não é oferecer para um colega de lego. Não, descartava é jogar fora mesmo e não deixava que dessem a ninguém. Eu achei isso até... Porque assim, uma coisa é você querer um personal chefe. Ah, eu gosto muito de comer, eu tenho um personal chefe, é isso.

Quando a piração, o estrelismo, não faz sentido. Eu gosto que você faça um porco assado só pra eu comer o caldo. É. Não, calma, come a porra do porco. Quando o comportamento exótico vai pra um lugar que não faz o menor sentido. Pra que você vai jogar dois cafés da manhã e falar, a não ser que você seja o Putin, que você não quer ser envenenado. E tem um provador de comidas. Tem um provador de comidas. Não deve ser mau. Perigoso, mas não deve ser ruim.

o nosso amigo Chalamay, o Chalamerda, caralho, é muito coisa de criança, né? Então... Mas por que você acha que ele descartava dois cafés da manhã? Porque eu acho que o ator mimado, o Estrela, ele não gosta tanto da comida, do mimo, quanto do afeto que ele não teve. É mais uma questão com a mãe dele. Exatamente. Ele quer ter pessoas pensando nele, ele quer ter pessoas griladas se ele vão gostar.

Ele quer comer e ao mesmo tempo rejeitar a comida dele. Ele quer rejeitar a comida dele. Ele quer que tenha... Ele come porque tem fome. Ele gosta, exatamente. Ele gosta dessa tensão que ele gera. Ele come porque precisa, rejeita porque preenche. Exatamente. E várias coisas fizeram pensar, ouvir essa história sua. Primeiro, como o ator brasileiro é humilde, porque a gente conhece vários atores estrela no Brasil. Não tem ninguém que chegue perto disso.

Mas também é outro dinheiro, outra indústria. É outro dinheiro. O ator americano, bem sucedido, é um dinheiro. Mas aqui, um ator que fala assim,

queria gravar final de semana, estrela, nojento, babaca, não é? Tá aí, você pegou o meu. Você é assim? Não, só porque não dá pra ser, mas seria a minha estrelada. Eu também. Tipo, não gravar fim de semana seria um puta... Fim de semana incluindo sexta? Não. Ah, não, pra gente... Você tá dizendo assim, vamos estrelar legal? Pra gente quinta. Tá, vamos. Sexta, sábado, domingo. Sexta aí você malha, faz as coisas que você quer.

Segunda, quinta, uma semaninha boa. 4x3. 4x3. Não, 4x3 é perfeito. Eu acho que é. No mundo ideal, você é 4x3. É, porque na verdade... Domingo já tá de saco cheio, quer voltar a trabalhar. Quer voltar a trabalhar. Dá saudade. Dá saudade. Quando você trabalha sábado e domingo, e eu sei que é a realidade de muita gente aí no mundo, mas é um troço que não tem pausa, né? Sua vida vai virando uma mesma... Um mesmo bolo de coisas que você vai fazendo. Exatamente. Eu gosto muito de fim de semana, mas eu gosto muito mesmo. É.

passou muito rápido. Passou, né? Passou rápido demais. É porque você tem um tipo de dieta, não digo só de comida, mas também de bebida, de tudo. Restritiva, né? Restritiva, que o seu final de semana, o final de semana do João é diferente do meu, porque o meu, até com ter filhos, o final de semana é quando eu mais trabalho. Então, segunda, é um dia maravilhoso pra mim. Claro. Porque eu tô exausto de sábado e domingo, e eu deixo minhas filhas na escola, e é quase um ritual. Olho pra Giovana e falo assim, ah, como a vida agora vai ser mais tranquila,

trabalhar pra caramba. Eu amo ficar com os meninos, mas é mais cansativo. Claro. Tipo, é mais cansativo. Corre atrás, sequer, machucou. Tem dias que eu faço três sessões de peça. E a Giovana, eu encontro ela nos dias que eu tô, porque agora a Giovana tá fazendo peça, e eu tava com os meninos. Sim, a gente alterna. Somos esse casal. Você ajuda? Você ajuda a Giovana? Não, não ajudo. Não ajudo. Eu racho. Eu divido. Cara, o Gregório ajuda.

Cara, entre fazer três sessões, eu juro, é mais cansativo ficar com duas crianças. Então, é sinistro. É muito cansativo. E, então, segunda, até fico meio puto com

E eu trabalho também no final de semana. Então, acordo com as minhas de manhã, vou fazer peça, duas sessões, vou dormir pra acordar com elas de manhã. Então, sábado e domingo pra mim... E, de modo geral, pra ator é assim. Por isso que me incomoda atores como... Calma. Não vou falar o nome do meu amigo, não. Volta em mim os memes na segunda-feira. Eita, segunda-feira e eu como? E tem lá o Garfield, sei lá. Amigo, isso é um meme de pessoa que tem trabalho CLT sério, de segunda a sexta.

Não faz sentido um ator que faz peça de quinta a domingo fazer meme de segunda-feira. Você concorda? Claro.

é a tua sexta. Mas talvez o cansaço do Garfield, que na verdade... Ah, ele tá sendo um meme invertido. Invertido, do CLT é uma coisa de... Pode ser. Às vezes eu acho que é só uma vontade de agradar o público que esse sim dele tá trabalhando na segunda, entendeu? Você tá falando de Vera demais. Para, para, para. Mas me diz uma coisa que eu queria dizer. Aliás, o Inominável voltou ao Porto dos Fundos. Uma salva de palmas para Marcos Veras. Arrasou no vídeo de hoje, inclusive. Arrasou.

Hoje não, de segunda-feira. Cara, eu acho que tem uma coisa do, voltando ao estrelismo, que é o seguinte, a gente não tem estrelas como lá, mas o ator, de modo geral, é uma profissão, eu não vou dizer degradante, mas eu acho que a profissão do ator, ao contrário que as pessoas acham, elas pensam em marra, mas eu acho que o ator, ele... Não, não tô brincando. Não, eu tô com medo só. Eu vi uma fala muito boa daquela atriz Kristen Stewart, que é aquela que tá sempre mordendo a boquinha, que faz o crepúsculo. Ela tem um tique de ficar assim.

E ela falou uma coisa bonita, que ela fala assim, cara, a nossa profissão, ela é degradante, no sentido que nós somos sempre um corpo. E as pessoas olham pra gente, sempre botando num lugar no outro, o ator, ele obedece. Por isso, às vezes, com meio bolado com outras profissões, as pessoas falam assim, ah, tive que fazer quinta refação de uma coisa, é um absurdo. Eu entendo que seja um absurdo, mas o ator está acostumado a fazer 15 takes.

É, quando não decora o texto, né? Não só quando não decora, João. Estou brincando, estou brincando. Às vezes o diretor, ainda não é isso. Vamos outra. E a gente nunca vê um ator que fala,

bom, eu só faço sete takes. Não existe isso. Existe. Existe, mas existe. Eu nunca lidei, graças a Deus. Muito obrigado por nunca ter lidado. Acho que você não precisa comparar. Eu acho que eu entendo o que você está falando, mas acho que não... Eu não estou comparando, porque as outras profissões são muito mais difíceis em mil outros aspectos. É isso que eu estou falando. Só que a atuação tem algo, e aí entra o papo da Cristina Schur.

Que pouca gente conhece. Pouca gente conhece, e que é algo que é bom lembrar, que é o seguinte, é uma profissão que envolve o seu corpo, envolve você trabalhar com ele, e volta e meia as pessoas acharem que são donas dele. Criticarem. Criticarem. Isso.

nossa, veste horrível. Eita, você deu uma engordada desde que a gente tirou as medidas? Coisas desse tipo. Todo ator já ouviu mil vezes. Mas o que eu acho mais curioso é o lado masculino. E aí entra a Kustin Stuart, que ela fala o seguinte. Os atores homens adoram ser do método e serem malucos. Inventa. O que é método? Las Stanislavski de achar que não, e eu vou mergulhar a fundo nesse personagem. Aí faz laboratório e fica maluco e não fale comigo porque eu sou um gênio.

Que ela diz, e achei isso muito interessante, é uma doença muito mais masculina ator de método do que feminina.

mais comum você ver um ator falando, é porque eu sou tô mergulhado no personagem, tô no laboratório, passei um mês agora morando na rua pra tá, esse tipo de clichê é muito masculino e ela diz que é um subterfúgio do ator homem não ser emasculado pela profissão que é emasculante, porque basicamente é difícil você manter sua fama de ator viria um mandão machão, enquanto você tem sempre, você tá lá embaixo da escala do mandado, né?

O ator, o cara da luz te bota no lugar, o figurino troca coisa, o do som bota uma coisa você é o tempo todo manipulado

Então, pra uma pessoa que tem a masculinidade viril, clichê, como um ideal, o que salva esse ator é o método. Eu sou um ator louco. Pode botar aqui coisa, mas eu sou bicho solto. Então, eu achei interessante esse lugar dela. Como algo pra fugir dessa coisa do ator meio... Mas por que que eu tô falando isso? Não sei também. Mas, de qualquer maneira, quais seriam suas estreladas? Ah, são muitas. Primeiro, gravar perto de casa. Odeio acordar pra puta que pariu.

Maravilhoso, porta, eu gravo no porta. Não, não, essa produtora ou o produtor tem essa limitação, né? Isso, horários. Tem que ser a menos de um quilômetro do raio da casa do Greg. Diária, diárias de oito, oito. Oito? Oito eu vou. Oito vai. Oito, oito eu vou. Diária de oito horas. Oito entrando? A partir de nove, nove eu acho legal. Tá, mas entrando... Nove e cinco. Nove e cinco. E aí, nove e cinco, quatro vezes por semana. Oito tem almoço? Quatro vezes por semana. Tem almoço no meio, claro. Tem almoço no meio.

É isso, é série de trabalho. Não tô contando deslocamento, tá com oito. Tá, não, não. É do momento que você chegou no set até o momento que você saiu. Quatro dias. Quatro dias por semana, claro. Quatro dias com oito horas de diária cada um. Tá? O resto tá tranquilo. Quer alguém pra ajudar a bater texto? Não, não. Não? Não. Ah, outra coisa. O meu horário de decorar, isso é importante. Meu horário de decorar texto tá incluído nesses outros.

Perfeito. Então chegou, dá uma linha pra eu decorar. Porque eu não tô sendo remunerado pra decorar texto em casa. Claro que não, não. Fica essa pauta aí pro sindicato.

atores. Obrigar ator a decorar texto em casa é fazer ele trabalhar fora das horas de trabalho. Então, ator tem que decorar o texto quando chega no set. O ator que chega no set decorado é um pelego que tá fudendo a vida dos outros atores, porque tá trabalhando em casa e tá obrigando os outros a trabalhar também. Entendeu? Então, não trabalhe fora. E se chegar no set decorado? Decorou quando? Quando que você decorou? Em casa? Você não tava com suas filhas, então.

Você não tava cuidando, não tava sem lazer. Então, tô com essa pauta aí... Isso aí eu acho que vai pegar

é o Brasil, hein? Não é? Isso aí, eu acho que vai ter coisa no Paulista. Agora, não quer nada de comer. Comida pode ser do sete mesmo. Pode ser do sete. Pode ser do sete. Ah, café. Café. Café coado. Torra Clara. Torra Clara. Rário. Rário, com certeza. Rário V60. Da onde, mais ou menos? Do coado. Caparaó. Caparaó. Pode ser Minas também, mas mantiqueira. Mantiqueira. Tá. Altitude é muito importante pra café. Altitude. Ah, moedor. Moe na hora, então. Não. Altitude. Desculpa. Você tá brincando. Porque é um pó?

Menos de 800 metros de altitude é muito difícil ter um café de excelência. Nem fala comigo. Menos de 800 metros. Então, por isso que é Serra, sobretudo. Caparaó, Mantiqueira, Carmo de Minas, cafés maravilhosos. E, claro, Piatã. Como é que eu vou esquecer da Bahia? Diamantina. Quer um sujeito com o teu corpo pra provar roupa? Olha, eu não tinha pensado nisso, João. Um provador de roupa é gostoso demais, porque é muito chato. Não é?

É ele? É você? Eu quero. Walter, igual a você. Eu quero. E posso exigir mais uma coisinha?

Não trabalhar com lapela, ser só boom direto. Não ter isso daqui, é degradante. É, tá, tá. Mas aí eu te pergunto assim, Walter pode... Quer que Walter faça o contraplano? Não, não, não. Esse tipo de estrelismo não tem, não. Eu dou o meu texto. Você não tem nenhum. Eu dou o meu texto. Não, não, não. Mesmo que possa, eu vou dar. Explicando o que é o contraplano. Olha só, uma câmera aqui, outra ali. Nem ser de cinema, eu quase nunca tenho duas câmeras. Então, vai ter uma aqui, atrás de mim,

Tem atores que fazem só a sua câmera. Na hora de gravar o João, ou seja, o meu contraplano... Que tem, em geral, um ombro... Uma referência, que chamam... Ou seja, um ombro, máximo um cabelo, botam um dublê. Porque eu não vou dar o meu texto se ele não está pegando a minha cara. Fazem isso. Existe muito. Você já teve que lidar com isso? Não, não. Eu também não, graças a Deus. Acho que o mundo dos atores brasileiros, eu acho que tem um acordo que...

Um acordo? De não deixar esse tipo de estrelismo brilhar, sabe? Tipo, eu acho que tem um consenso ali de, tipo, uma pessoa que vem com uma estrelada muito grande vai ser mal falada, vai ser escrutizada. Então, assim, eu acho que tem um consenso aí de vamos bater num nível aqui que já é muito boa a vida, vamos falar a verdade. É isso, os caras estão... É isso, porque parece que estão me queixando, não. Tá.

Não tô me queixando. Eu tô lembrando as pessoas que... Vai ter um monte de comentário. Vai virar laje, filha da puta. Não, eu tô brincando em relação, inclusive, a essa diária coisa. Faço 12 horas, foda-se. Não, não. Isso aqui que a gente tá fazendo é um mundo... Ideal, maravilhoso. Mas, a verdade... Quer umas filhas no set? De vez em quando? Na hora do almoço? Levam tuas filhas, almoçam com você. Uma estrela vai ser muito chata.

Vamos pensar nelas, vai ser chato. Mas eu acho que uma coisa só que nunca se diz é... Não, eu comecei a frase sem saber onde eu ia chegar.

Eu sempre vejo quando isso vai acontecer. Porra, foda, cara. E aí você não tá achando o assunto. Eu tava lembrando de uma música do Chico que eu adoro. Festa acabada, músicos a pé. Tem esse ditado, né? Festa acabada, músicos a pé. Sambando na lama de sapato branco. Tem algo na nossa profissão que aí me remete também à Orquestra Sinfônica da Itália que estava sendo contratada por 39 mil enquanto os DJs estavam custando 200. Que é a profissão do artista de verdade.

agradante é brincadeira, tô zoando. Mas ela tem muito a ver, sim, com porra, sambando a lama de sapato branco. Então, assim, tem que ter um pé no chão e uma corporalidade. Os caras que eu conheço mais fodões são muito na moral pra caralho, entendeu? O que eu quero dizer? A gente fez o Zé, por exemplo, fazer uma peça que era de improvisação. Muitas vezes veio como um convidado. Tipo assim, 500 pessoas, sei lá quantos, a gente ficou 15 anos em cartaz, então tiveram 500 pessoas exagerando, mas sei lá,

convidados, deve ter tido, incluía desde Fernanda Torres, que foi uma convidada mais de uma vez, até pessoas que eu não vou lembrar o nome, porque alguns, sei lá, morreram. Era da época. Alguém fazendo sucesso na época. Cara, os mais talentosos, de modo geral, eram os mais legais. É isso, Fernanda Torres estava amamentando na época e ia ensaiar de madrugada com a gente, uma coisa que nem pagou ela, eu acho, não tinha nem dinheiro, sabe?

Tipo assim, tinha um nível da pessoa muito talentosa que, de modo geral, ela estava com mais foco no trabalho do que no mínimo.

Artista. Artista. Não tinha anturrage, não tinha secto, não tinha parça, sabe? É a mesma coisa, né? Anturrage, secto. Eu acho que são três categorias diferentes, já que você quer entrar nessa. Quero, quero. Anturrage. Anturrage. O anturrage, como o nome diz, ele é chique, ele não é um parça. É tupi. Anto, gente, rage, que serve pra pouca coisa. Anturrage. Anturrage. O parça, ele é desqualificado. Todo perdão, os parças do Brasil esperam ser processados pelos parças. Não, eu adoro os parças. Espero que Gil Cebola não fale assim,

Falando de mim, claro. Botei no Google, parça, parece meu nome. Ju Cebola gosta do programa. Ah, então abraço pra Ju Cebola. Que lançou, inclusive, algum produto, não foi? Ju Cebola tem a balena. Então, o parça é muito comum ele ter produtos. O anturrage tem produtos. Anturrage não. Porque eu acho que o anturrage tem a ver com pessoas que trabalham com você. Isso. Os parças são amigos de infância que são levados pra vida.

espertamente, como o Gil fez, vão fazendo suas vidas a partir disso. Se o cara for bom, ele vai virar um profissional de alguma coisa. E tem, claro, o secto. O secto, eu acho que ele é de fãs. Porque tem esse tipo de artista que eu acho muito louco, que anda com fã. Isso é bem doido, né? É uma seita, né? É uma seita. Ele anda com um monte de fã. E assim, por um lado, pô, que legal, que cara humilde. Por outro lado, mais ou menos, porque ele gosta que tenham pessoas meio pelando o saco dele.

que vivam pra pelar o saco dele. Pra pelar o saco dele. Talvez seja a coisa que eu menos gostaria na minha vida. Ter gente te elogiando o tempo inteiro. É um inferno. É um inferno? É, João, você não tem ideia. Você não tem ideia. Vem, anda comigo um dia, Laranjeiras. Vai no Mercadinho de São José. Tô brincando, tá, gente? Pelo amor de Deus. Pessoal do Mercadinho de São José. Não fica me elogiando, não. Tô brincando, tá, João? E apagar. Olha, que legal. Viu, papai, já sei fazer. Esse daí é um problema mesmo, João.

da vida que é o seguinte. Eu acho que essa ideia é a grande dificuldade. Eu tô começando a falar sem saber onde vai parar, mas a gente sempre vai parar. Não, o grande problema do artista, eu acho que é esse, o grande dilema, que é não acreditar nas pessoas que te elogiam, não acreditar nas que te fingam. Sandy disse, parafraseando alguém, que ela disse em algum momento como lida com as vaias das mesmas formas que... Das mesmas formas... Das mesmas formas, Rubel. Das mesmas formas, da mesma forma que

Os elogios. Apenas não acredito. E o que me lembra, de novo, a coisa da crítica que você falou. Qual crítica fazer e qual crítica não fazer. E agora vai entrar um momento de autoajuda. Cara, não, de verdade. Tem uma fórmula que eu acho muito útil na vida. Ela é cafona. Você já deve ter ouvido ela, com certeza. Ela é cafona. Mas ela é a coisa mais útil em termos de cafonice que existe. O quê? Como fórmula. Seja você mesmo. Não, essa daí não serve pra nada.

Pra nada. Mas tem algo na fórmula que é a seguinte, você já ouviu com certeza, que cada um vai botar de um jeito. Ou é Deus, dá em mim.

É preciso, mas vamos dizer que seja Deus. Deus, dai-me paciência pra aceitar as coisas que eu não posso mudar. Tá ouviu? Coisa e tal. Coragem pra mudar as coisas que eu posso mudar e sabedoria pra distinguir as duas coisas. Essa fórmula é muito sábia, inclusive também pra crítica. Tipo assim, você saber discernir a crítica que a pessoa pode mudar da que a pessoa não pode. Saber intervir em coisas que você acha que vai fazer diferença e coisas que não vão. Saber se a pessoa quer que você critique ou que você dê sua opinião. Perfeito.

escutar a coisa que a pessoa tá falando porque é de bem, ou porque ela tá falando de fato, ou por inveja, ou por ciúmes, ou porque a pessoa não entende nada. Às vezes tá te dando uma opinião que foda-se, ou ideologicamente ela te odeia e tá dizendo que você é um merda. Separar o que é uma opinião construtiva do que uma opinião movida ou inveja. Essa sabedoria é muito importante. E eu espero que o Timotei Chalamet tenha ela pra me ouvir quando eu digo que você é um merda. Quem você recorre quando você quer ouvir verdade? Você.

só, né? Não, tem muita gente sincera ao meu redor. É? Porra. A Bárbara é muito sincera. Bárbara. A Bárbara é sincera. Bárbara, meteria o pau na tua peça? Meteria o pau, mas eu sacaria na hora. Ah, sacaria. Acho que tinha que resolver aquele final. Óbvio, eu ia entender tudo. Ah, total. Imagina. Bárbara é. Giovana, a Giovana é mineira. O que isso significa? O mineiro, ele não é um adepte do confrontamento. Então, ele vai te falar depois de

Eu tenho que insistir muito pra Giovana me falar. Tipo, o que ela acha de verdade. O mineiro, de modo geral, ele prefere vender... Concorda? Concorda? Cara, ele prefere qualquer coisa ser confrontado e ter que falar o que ele pensa. Ser gentil, ser educado, ser querido. É um choque. É um choque, né? Eu sinto muito. Meu casamento é esse choque, total. A Giovana, inclusive tem uma expressão que é... Como é que é? Até a Marieta falou pra mim outro dia. Aí eu fiz a vaquinha, né?

Só, hum, hum. Alguma coisa assim. Que o Avano falou, filha, você não fica criticando, faz a vaquinha. O que que é? Ficar só, hum, hum, hum. Faz a vaquinha. Vai ficar mugindo. Não sei se eu tô falando uma fórmula errada. Faz a vaca, dá uma mugida. O Avano faz muito isso. É o famoso, aham, pra não render. Aham, pra não render. Aham, é. Fazem muito isso. Mas tem uma coisa também que, assim, eu acabei de falar sobre isso, mas é importante.

Tem gente que vai dar uma opinião que você não pediu. Essa pessoa é chata também. Muito. Porque você, quando você vai atrás,

opinião, você vai primeiro fazer a curadoria de quem você quer ouvir, você vai fazer a curadoria de quem você não quer. Uma pessoa que vai ser violenta, vai ser agressiva, ou não vai mudar nada, ou vai falar uma coisa que não dá pra mudar. E você também vai buscar uma pessoa que concorde um pouco com o que você já acha. Claro, exatamente. Porque opinião, um pouco como poesia, e aí vou voltar aquele poeta lá que veio me falar, porque a poesia é um inferno. É inferno quando ela não é solicitada. E quando ela não tem contexto também.

Tem que ter um vinho. Tem que ter um... Um vinho não pode ser o próprio vinho não, mas um clima. Um clima. Tem que ter um KY. Tem que ter um KY. Assim como o vozinha, eu imagino. É porque em algum lugar, quando você tá numa... Especificamente da poesia. Quando você tá num camarim, sei lá onde você tava. Você tava esperando tudo menos aquilo. Mas se você sentasse com esse cara. E começasse a achar pontos em comum. Tomar um negócio.

Daqui a pouco ele puxasse uma poesia. A mesma coisa, é. Você ia falar, caralho, cara. Saí com um cara ontem. Gente boa.

falou uma poesia pra mim, me comeu depois. Sei lá, uma coisa que pudesse acontecer assim, no seu caso. É isso. Mas é primo do sexo. É o famoso. Quer me fuder, me beija. É isso? É isso. Tem uma frase do Bachot, mestre do Raikai, que o Leminski biografa no livro Vida, que ele diz assim, não sei se eu estou parafraseando, tá? Poesia é uma coisa que você nunca deve oferecer. Nunca ofereça a sua poesia. Nunca.

pedirem, nunca negue. Perfeito, mas isso serve pra muita coisa. Opinião. Nunca ofereça. Mas se alguém pedir, nunca negue. Exatamente, opinião é isso. Pinto. Pinto sim. É pinto. Nunca ofereça o seu pinto. Mas se alguém te pedir, nunca negue. É porque pra mim é meio isso. Posso falar teu meu poema? Pra mim é meio mostrar, né? Piada. Piada também é assim. Piada. Posso falar aqui umas piadinhas? Não. Ou você arranja uma maneira de botar tua piada ali, opa, orgânica, pedido, todo mundo ri. Ou assim,

Posso falar uma piada das coisas, mas... Porque de repente você vai ficar igual a mim, pensando qual cara você tem que fazer, né? A gente, por exemplo, não segue isso aqui, né? Porque ninguém pediu pra gente falar essa quantidade de merda que a gente fala. A gente ofereceu isso de graça. E, por incrível que pareça, teve uma certa adesão. Mas a gente não força ninguém a assistir. Você fica mandando pras pessoas? Já mandou pra alguém?

Assiste o meu podcast? Nunca mandei pra ninguém. Ele tá aí. Nunca na vida eu mandei pra ninguém. Tem gente que manda?

Oi, eu tô em algumas listas de transmissão inexplicáveis. A pessoa me manda toda a coluna que escreveu. Sim, eu sei que você escreve uma coluna. Se eu quiser, eu busco. Tá lá no jornal, né? Tá no jornal. Caralho, listas de transmissão com o próprio trabalho. É uma coisa horrorosa. Parem. Apenas palem. Ou, como diz o vocalo, pala a gola. Pala a gola. Dito isso, gente, foi um prazer gigante estar aqui com vocês. Gigante. Foi um prazer gigante. Gondiô? Gondiô? Gondiô? Poxa picado. Ó, quinta-feira.

Não importa. Esse programinha que você vai gostar muito. Eu não consigo nem brincar dessa brincadeira. Essa brincadeira eu não consigo. Muito obrigado, senhoras e senhores. Eu só não me importo.

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