Episódios de NÃO IMPORTA

#57: PORQUINHO DA ÍNDIA, SOPA DE SAL E OUTRAS COISAS

05 de março de 202653min
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Como pode o ator global, comunicador, trabalhador e publicitário João Vicente de Castro ainda ter tempo parar gravar um podcast sobre efemeridades da vida com seu amigo Gregorio Duvivier? Penso muito sobre isso... Enfim, quinta é quase sexta então pode ligar o FDS... Aí vai de cada um se é o final de semana ou o foda-se mesmo #publicidadeELENCOJoão Vicente de CastroGregorio DuvivierROTEIROEduardo BrancoDIREÇÃOBianca FrossardENTRE NO CANAL DO PORTA NO WHATSAPPhttps://bit.ly/ZapdoPortaBAIXE O APP DO PORTAAndroid: http://bit.ly/2zcxLZOiOS: https://apple.co/2IW633jAPROVEITA E VAI NO NOSSO SITE⁠https://portadosfundos.com.br/

Assuntos15
  • Inutilidade como valor do podcastPrograma sem compromisso · Não precisa ser engraçado ou relevante · Importância da irrelevância · Diversão pura
  • Táxis cariocas vs UberTaxistas contra Waze · Resistência masculina a pedir ajuda · Gíria urubu para Uber · Ludismo contra IA
  • Estrogonofe como comida desaparecidaComida que sumiu · Colunista Telmo Martino metendo pau · Ficou cafona por frequência · Volta recente
  • História de Gregório com pintosCrescimento de pintos em frangos · Cuidado excepcional · Multiplicação em casa · Subterfúgio do pai para substituir pinto perdido
  • Porquinho da ÍndiaRatinho do Peru, não porco · Nome incorreto e opressor · Desaparecimento do animal · Rebranding para comercialização em mercados
  • Diferença entre lanche e sanduícheRJ vs SP conceito diferente · Lanche é momento não só conteúdo · Paulista chama sanduíche de lanche · Componentes do lanche
  • IA e impossibilidade de atingir irrelevânciaIA não consegue tosquidão · Valor da burrice e incorreção · Avanço da IA devalora máquinas
  • Artistas vs mundo corporativoDistância entre artista e realidade corporativa · Falta de experiência de trabalho · Talento artístico vs habilidades práticas
  • Animais de estimação desaparecidosCalopsita sumiu · Porquinho da índia sumiu · Bolsa de valores de animais · Ciclos de popularidade
  • Nomes que caíram em desusoCamila desapareceu · Guilherme sumiu · Fernando desaparecido · Padrão geracional de nomes
  • Feiras de animais no Rio de JaneiroFeiras como tradição · Animais vendidos · Pintos, papagaios, periquitos · Memória de infância
  • Ovo: formas de prepararOvo mexido perfeito · Ovo cozido vs outras formas · Receita com manteiga e requeijão · Ponto molenga correto
  • Crachás falsos Gen ZGeração Z fingindo ter trabalho · Compra de crachás no Mercado Livre · Nomes de empresas inventadas · NASA em crachá falso
  • Gírias obsoletas da língua portuguesaTira como policial · Samango · Uso em cinema dublado · Desaparecimento de termos
  • Violência EscolarLambida em objetos · Uso de coisa na região genital · Termos como zura e pão duro · Brincadeiras de exclusão
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Coisas que podem ser moda. Andar com um crachá. Um crachá X. A moda do crachá. A nova moda da geração Z é fingir que tem um trabalho. Então eles compram crachá no Mercado Livre e vão almoçar num restaurante aquilo. E é lindo, porque eles podem botar qualquer empresa. NASA. E ficam conversando com seus amigos da geração Z sobre um trabalho que não existe. E aquele relatório, hein? Só vai me falar isso. O relatório... Já entregou o relatório?

Cara, eu amo isso. Tem muito vídeo do Porta de... Todos os vídeos do Porta. O único contato do artista com o mundo corporativo, diferente de mim, que eu sou um homem com multifacetas, eu sou um homem que já trabalhou em agências de publicidade para o Brasil, em agências de conteúdo, e até vim montar esse impédio chamado Porta dos Fundos hoje. Portanto, eu já fiz muito... Como é que chama aquilo que você não... Trabalho. Trabalho.

Exatamente. Então... Porque todo o esquete do Porta que tem um trabalho de escritório,

A pessoa fala, já entregou o relatório? Relatório. Porque a única coisa que a gente conhece de trabalho de empresa é relatório. Relatório. Mas é engraçado essa coisa da distância do artista como o Gregório da realidade, né? Já começou bem. Não, mas é verdade que você não tem... Olha, se tirassem hoje o talento infinito que você tem pra escrever, pra atuar. Ó, tá vendo? Já passo a mão nessa cor. Pra ser genial, pra falar um negócio de língua.

Você já percebeu que a crase... Não, porque a crase não sei o que. Aí foi uma farmácia. Foi para o pH. Aí morreu para o pH, gente. Morreu para o pH. Meu Deus é crase. Aí você bota vírgula 3, já percebeu e enxoga. Xoga, yoga, xoga. Xoga, yoga ou xoga. Se você pode enxoga, xoga, yoga, xoga. E também se você... Tomar no cu. Cara, como é que uma pessoa consegue ser homofóbica com uma pessoa heterossexual? Você vai ser homofóbico comigo. Não sou. Eu não sou gay, mas a sua imitação foi homofóbica. Não tem. Foi.

Você foi escolarizar uma coisa que não tem nada a ver com sexualidade e quebrou uma munheca feito um humorista dos anos 90. Infantilizei. Você é um humorista dos anos 90. Sou mesmo. Eu nasci em 86. Mas enfim, se te tirassem o talento incrível, indiscutível e te jogassem no mundo... Não, me joga numa empresa. Eu tô fodido. Não, não. Primeiro, procura onde? Não sei, João. Não, vamos lá. Ai, tô nervosa. Meu mundo tá suando pra pensar. Pra pensar num trabalho. Então... Eu não saberia.

fazer alguma coisa. Pode ser meio artística um pouco, sim? Não. Não pode ser nada do tipo... Não, tem que ser assim. Recepcionista, você pode ser secretário. Taxista, taxista. Taxista. Eu seria um bom taxista. Você dirige pessimamente mal. E você fica nervoso no trânsito, você briga. O que um taxista faz? Briga no trânsito. Eu já tenho... Dirige mal, no caso Rio. Desculpa, amigos taxistas. A gente dirige de uma maneira... Eu dirijo feito um taxista. Infelizmente, desculpa, eu não tenho orgulho disso, não. Sou brisolista,

Como todo taxista carioca. Que isso é curioso. Os taxistas de São Paulo são malufistas, que é mais direito. Os do Rio são brisolistas. Então sou brisolista, dirijo mal, xingando as pessoas. E eu conheço o Rio de Janeiro, porque isso é uma coisa que eu gosto que o taxista no Rio. Ele conhece bem a cidade a tal ponto que se você pede pra usar o Waze, ele ficou ofendido. Já passou por isso? Irmão, tu acha que eu sou taxista há 30 anos?

Não acha que eu tenho que usar o Waze? Eu sei o que é isso aqui. Sabe, mas é que às vezes tem um caminho que vai ser um pouco mais rápido. O taxista carioca, ele é contra a IA. Ele é um advogado, ele é um ludista.

contra o avanço tecnológico. Então, ele luta contra as big techs, especialmente o Waze. Muita gente acha que o trabalho de taxista consiste só em dirigir. Não. Mas é uma resistência às grandes big techs. Taxi é resistência. Então, ele odeia o Waze, o taxista carioca, de modo geral. Mais um homem. A mulher taxista, eu acho que respeita o Waze. Você tem razão. Porque tem um traço do homem que não quer ajuda. Não quer ser tutelado.

Não quer ser tutelado. Que vem da autoestima masculina. Que é o homem que não gosta de pedir informação. Informação. Você gosta de informação?

Não. Eu também não. Eu não peço. Mas eu não gosto por um motivo. As pessoas nunca têm... No Rio, no Brasil. Talvez em outro país seja diferente. Não sei. Mas um traço do brasileiro, pela simpatia, é não saber dizer eu não faço ideia de onde é essa rua. Eu nunca ouvi isso. Nunca. De um homem. Se você perguntar para um homem, uma mulher talvez diga. Não sei. Um homem, se você parar e perguntar a informação, pode inventar. Aliás, é uma boa pegadinha.

Inventa o nome de rua. Amigo, onde é que fica Aristide Barbosa? Ih, rapaz, só um instantinho. Ou vai falar qualquer coisa. Primeira coisa, ele vai repetir o nome. Aristide Barbosa? Calma aí.

Calma aí. Eu acho que é a segunda, terceira... Não, essa vem vindo, é a regra milha. E nisso você tava esperando. E nisso ele vai chamar alguém que talvez saiba. Se ele for honesto, ele vai chamar alguém. Senão ele vai falar qualquer coisa. E às vezes você sabe que não é pro lado que ele tá falando. E você tem que ir. E pouco se fala sobre isso, Gregório. Pouco se fala sobre isso. Dito isso, a minha profissão... Ia ser taxista.

Ia ser, ia sua. A minha ia ser... Acho que eu ia ser publicitário. Gostei que você bota na categoria de atividade nada.

criativas. Sim, mas eu entendo o que quer dizer. Não, não, mas é verdade. É uma atividade criativa. Você estaria... É, eu acho que eu seria... Acho que eu seria uma coisa que dá pra resolver com chat. Eu tô falando de empregos sérios. É, então. Empregos sérios. Tu tem que trabalhar de 8 a 5. Você é Uber. Pô, só mas ele é muito imitão, cara. Ele é muito imitão. Com o eizinho, balinha. Balinha. Você é mais Uber, eu sou mais táxi.

Cara, isso é a definição da nossa vida. Desse programa. É Uber e o taxista. Exatamente.

Isso seria um bom nome, Uber Taxi. É. Porque o taxista, eu encaro ele como um artista do transporte. E o taxista tem mais barba. Tem mais barba, em geral. E é mais calvo também. E é mais calvo também. E é mais baixo também. É verdade. Você não vê um taxista muito alto. O Uber tem muito, é. O Uber tem muito alto. O taxista me ensinou no outro dia que eles chamam o Uber de urubu. Eles falam urubu, ó, tá chegando urubu ali. E os Uber chamam ele de fandango.

Que é fofo, né? Fandango é melhor que urubu, né? Mas tem uma... Você sabia disso? Tem uma... Fandango?

maldades. Pandango. Essa palavra, aliás, tem entre as grandes palavras da língua. E é perto de candango. É. Esse coisa com ango, se é bom. Nem é ango, mas mulango, pango, mulambo. Samango. Samango é o que é um samango? Samango é um policial. Ah, é? Mas é um policial só até os anos 60. Ei, ali vem os samangos. Eu nunca tinha ouvido isso. Qual foi a última vez que a palavra tira foi usada em português sem ser uma tradução no filme da Sessão da Tarde?

Nunca foi. Nunca foi? Nunca foi usada na rua. Só em estúdio de dublagem. Será? Nunca ouvi alguém falar tira. Pode ser que tenha morrido antes da gente nascer a gíria. Pois é. Mas eu nunca ouvi alguém usar no mundo real. Os tiras. Os tiras. Lavei os tiras. E os samanga eu ouvi agora. Você joga isso que eles falam? Ai, João, tem limite pra amizade. Não tem problema de pegar. O limite é o ver. Você lembra que na nossa infância tinha uma coisa?

Isso é uma coisa muito masculina. Desculpe você, mulher, que tá assistindo isso. Mas você já viu dois homens fazendo isso.

na escola, que era pegar a coisa do outro e passar na região genital por cima da roupa mesmo. E a pessoa não conseguia tocar mais naquilo? Lembro muito. Lembro disso, que era assim, ah, fudeu. Tipo assim, não posso te dar meu biscoito. Mas também tinha um amigo, amigo não, colega de escola, não dá pra dizer que um amigo faria isso, que lambia. Lambia. Ele lambia o passatempo. Pra não dar. E tinha um, também muito zura ele. Zura.

Tio, tio, conta pra pessoal mais jovenzinho o que é zura. Zura, é pão duro. Ainda se usa pão duro?

Qual o termo que os jovens usam para dura? Pão duro? Como é que vocês falam? Avarento. E caique? Duro? Não, duro é outra coisa. Não, duro é outra coisa. Caralho. Duro é... Mão de vaca. Mão de... Duro não é? Não, mas não é duro. Não é isso, cara. É sovina. É sovina, exatamente. Sovina, que aí tem um literato. É, é uma pessoa que não quer gastar. Ele pode ser riquíssimo. Mão de vaca. Mão de vaca? Eu acho que não é legal chamar de mão de vaca, porque a vaca é tão generosa, ela dá leite. É verdade.

Você tem alguém que deixa de dar pro filho. É, é a vaca. Pro bezerro. Aham. Pra dar pros outros. Tinha que ser pai e golfinho. Pai e golfinho. Como a gente já viu. Só quem assiste o programa vai saber do que eu tô falando. Tem animais, gente. O golfinho me lembrou de um animal que eu tava pensando hoje mais cedo. Faz tempo que eu não vejo. Qual animal você tava pensando hoje mais cedo? Vou te falar, João. Em que contexto, primeiro, em que contexto você tava pensando no animal mais cedo?

Eu não sei como foi que me veio. Isso. Onde você tava? Mas me veio. Eu tava em casa. Em casa.

sentado. Eu tava sentado em casa. Já tinha acordado um tempo. Ah, eu levei minhas filhas na escola. Voltou, café. Deixei, voltei meu cafezinho cocô ali, devagarinho, né? Faço meu café, sento. Tem uma horinha até eu não importa, porque eu gosto de chegar atrasado. Se eu saísse na hora até eu não precisava pensar em nada. Mas eu atraso, me faço pensar em coisas. E aí me veio do nada uma palavra. Não foi nenhuma coisa. Porquinho da Índia.

Porquinho da Índia. E aí eu fui pesquisar. Porque faz tempo que eu não ouço falar nele. Primeiro, o porquinho da Índia. Por onde anda? Não é nem um porquinho. E nem da Índia. Nem é da Índia.

ele é um ratinho do Peru. Então, ele é uma espécie de arena grande dos animais. Ele tem um nome que não lhe faz jus. Ele é um ratinho peruano. Não tem nenhuma relação com a Índia. Assim como o Bad Bunny, que não é nem coelho nem mal. Exatamente. Ele acha que é um nome maravilhoso, né? Ou seja, do péssimo. Vocês gostariam... Vocês são pela saco de gringo. Por quê? Não gostariam de um artista chamado Coelho Mal. Não ouviriam um rap chamado Coelho Mal.

Nem iriam numa banda chamada Feijão Fradinho. Não. Que é a Black Eyed Peas. Ah, vamos ver o show do Feijão Fradinho?

show de feijão fradinho. Não, não. Mas Black Eyed Pee paga mil reais pra ficar na área VIP do feijão fradinho. Aí vocês estão fazendo. Então eu só queria levantar essa bola aí. Não idolatrariam um coelho mau. Não idolatrariam. Coelho mau eu gosto. Coelho mau. Cinquenta centavos num forró. Não, desculpa, tem um detalhe. São cinquenta centavo. Cinquenta centavo. Cinquenta centavo, aí sim. Cinquenta centavo vai lá. Mas coelho mau tem um detalhe, porque não é bad rabbit. É bad bunny, que é o coelhinho. Então é um coelhinho mau. Coelhinho mau?

É um nickname de... Isso é o quê? Pornô, de putaria. Coelhinho mal é meio de, né? É tudo que é inho, mal. É de putaria. É de putaria. Voltando ao porquinho, mal. Porquinho mal. O porquinho da Índia, que não é mal, ele não é... Eu tô muito bolado com a pessoa que deu esse nome pra começar. Olhou pro ratinho, que veio do Peru, e chamou de porquinho da Índia e pegou. Ninguém se perguntou. Desconsiderou a identidade do indivíduo. Foi opressor.

jogou fora tudo que o porquinho da... Desculpa, olha aí. Tudo que o ratinho do Peru construiu. E simplesmente falou, você vai servir pra isso. Foda-se. E pra piorar, sumiram com ele. Porque o porquinho da Índia, quando foi que você ouviu falar dele? A última vez, Espaço Educação, acho que... Foi em 96. Eu também, foi por aí. Olha, ele era onipresente na nossa infância. Tinha pessoas que tinham em casa. Eu me pergunto, muita gente, eu não tive porque meus pais nunca deixaram, mas eu queria ter. Era um clássico. Desde agora, é uma bandeira.

Cheiro. Cheiro de porquinho. Casa que tinha porquinho da Índia tinha um cheiro específico. E eles reproduziam numa facilidade gigantescas. Gigantescas. Gigantescas. E é tão unânimo, sabe? Eu acabei de lembrar que Manoel Bandeira tem um poema. Meu porquinho da Índia foi minha primeira namorada. Ih, não sei se pode. Sim, mas calma, não é nesse sentido. Não é nesse sentido. É só porque ele conta do porquinho da Índia que ele tinha que se escondia debaixo do fogão e ele ia atrás.

Ele ficava numa brincadeira de ir atrás e o porquinho da Índia sempre se escondia. Ele tinha uma relação. É só isso. Não tem putaria no Manoel Bandeira. Claro que tem. Não tem, não tem. Manoel Bandeira é o novo Ricardo.

Não, não é, não é, não é. Caraca, ele ficava namorando. E o Rick Martin não tem nada a ver com essa história? Não tem nada a ver com essa história, é mentira, totalmente. Aquela história que eu conto do Rick Martin. Rick Martin segue o João, já falamos disso, né? Já falamos disso. Talvez ele veja esse conteúdo. Então, o porquinho da Índia sumiu, eu queria perguntar por onde ele anda, e eu lembrei, o que eu pensei foi, tem uma bolsa de valores do mundo animal, no qual os animais sobem e descem.

É, agora, pensa só, o porquinho da Índia é um ratinho do Peru. Por que que eu acho que eles mudaram o nome financeiro?

Tô fazendo um rebranding do Corquinho da Índia. Porque lá eles comem. E ninguém quer comer um rato. Ah. Mas será que lá é porquito da Índia? Não. Porquito da Índia? Não. Só no Brasil? Só no Brasil? Só, claro. Não, não tenho. Não tenho. Podemos fazer todo o programa em repanhol? Sim. Porque me dá vontade de abrir a boquita. Cara, esse espalha é muito ruim, João. Puta que pariu. Não consigo nem brincar. Não dá nem pra brincar. Não é assim que se fala, não, cara.

Isso é hispanofóbico, isso é latinofóbico. Não é assim, não. Corta depois, por favor. Não é muito engraçado que em vez de tenho, ele fala um tengo. São as coisas que me dá muita vontade de rir. Tuve. Ah, tu não tove. Tu tove? Tu tove o quê? Minha filha fala, eu sabia. Eu tava. Cara, muita vontade de rir.

Da minha filha menor. Que muito brava. Falou pra irmã assim. Mas velha. Se você fizer isso de novo, eu vou te dar um tapo. Tapo, não é muito bom? Porque tapa é um... Por que é um tapa? Não, é um tapo. Um tapo. É, tá certo. É muito engraçado um tapo, cara. André me dane. Meu ex-padrário. Meu padrário falava um tapo. Um tapo. Ah, um tapo. É muito fofo. Um tapo, cara. Porque é um. E a gente fala uma tapa, que é mais forte. Uma tapa muito mais forte.

Morra a tapa. Qualquer coisa que bota no feminino é mais forte. Porque a mulher é o ser humano mais forte que existe no mundo. Parabéns, mulheres. Eu sou um aliado. Sabe o que eu acho muito engraçado também? Intonses. Intonses é o do Neida da época passada. Alguém falou meio zoando, Intonses, e foi. Por que as pessoas usam? A gente já falou aqui, eu sei, mas do Neida como se fosse uma grande piada. Coisas que as pessoas pegam.

Ah, eu te digo, porque esse cara é demais, eu sou fã dele. Eu entendo que... Quem? O criador do Neida, você não sabia? Não.

Ai, tio, lá vai. Vamos explicando coisas pra ti. Tem um cara que é o príncipe do Kuduro. Príncipe Ouro Negro. É um humorista angolano. Ele inventou um jeito de falar. Ah, é? E ele fala tudo desse jeito. Ah, do Neida vem dele. Vem dele. Ele fala do Neida. Ele fala parabéns. Ele inventou um jeito de falar que é maravilhoso. Ele inventou, ele hackeou a língua portuguesa. Falando, ele substitui quase todas as vogais. Tipo? Tipo parabéns.

Tipo do Neida. Tipo, caralho, agora não tá me vindo só o que eu tô falando, mas ele...

Você vinha falando da... O Porquinho da Índia. Não, você vinha falando da Bolsa de Valores. Eu acho que o Porquinho da Índia, ele fez mais ou menos assim, ó. Ele sumiu junto com o nome Camila. Pode pesquisar que o nome Camila deu uma sumida aí, tá? No IPGE. Isso aí ficou claro, eu já comprovei outro dia. Sumiu como Guilherme. Guilherme. Guilherme. Guilherme. Que sempre jogava o futebol bem na escola. Todo Guilherme era craque.

Todo Guilherme era craque. Craque e as meninas queriam todos o Guilherme. E queriam o João? Não queriam o João. Já o Guilherme era...

Que às vezes virava um guigo. Ele era feio. É, mas jogava muito e era querido. Jogava muito. Agora, os Marcelo, também eram muito populares, estão meio sumidos. Fernando. Quando é que nasceu o bebê Fernando? Na nossa época tinha muito Fernando. O Marcelo foi decaindo quando começaram a botar mais um L. Ah, e aí morreu. O L foi pra morrer. Mas a minha teoria, João, é que as Camila e os Guilherme são os porquinhos da Índia dos nomes, dos seres humanos.

ou muito popular dos anos 80, 90, e diz a por onde andam os nomes bebê Camila? Não há. Todo mundo fala, porque nome tem época, eu sei, Regina nasce 60 anos, mas não estou falando de nome de vó, estou dizendo que nossa geração já tem nomes que sumiram. Ana Carolina era mato, não nasce, não estou falando de Ana, Ana ainda tem. Carolina. Mas agora, eu quero muito ver esse movimento, que os filhos de vocês, da nossa geração, é tudo Bento, Gael,

Gael é o Enzo de... Eu tenho a teoria, Gael é o Enzo de esquerda. É o Enzo de esquerda, pode ser. Tem muito Gael no meu meio, mas assim, numa coisa meio esquerda. Chato, sabe? Chato. Nem peguei o que ele tá querendo dizer com isso. Tu tá morrendo. Isso é o quê? São as Camilas. Percebam as Camilas. Não havia uma Camila até 70. E de repente... Ali, 90 que era quando a gente estudava. E aí depois, 2010, voltou a um patamar quase igual dos anos 60, Camila. Tem uma queda brusca nas Camilas.

De forma que o nosso... Quando eu era jovem, populares, eu era... Carol era mático. E tudo que a Camila tinha pinto. O que eu quero dizer com isso? Isso pode. Isso pode. Nessa época, a gente tinha um programa, pelo menos no Rio de Janeiro, que eram as feiras de animais. Não, só no Rio tinha feiras de animais. Pelo menos no Rio de Janeiro, para não correr um erro de falar que todo mundo no Brasil dava festa em barco. Não. Igual você falou no último...

Então eu falei, pelo menos no Rio, que na minha bolha... Espera, feira de animal era muito popular no Brasil todo. Eu não lembro exatamente o que rolava dentro da feira de animal. Era que... Quais animais tinham que estar todos? Por fim da índia. Ah, caralho. Pinto, muito pinto. O pinto... Pinto colorido? Não, calma. Você tá chegando no momento final. Eu tô falando dentro. Pinto colorido tinha na porta. Pra ir embora. Ah, era pra doar? Era pra doar. Eu não sabia.

na feira de animal. Não. Então, lá tinham cachorros de várias raças, gatos, não sei o quê, acho que pavões, e pavões me surgiu aqui agora. Papagaios, com certeza. Papagaios. Periquito, calopsita, que era outra coisa que sumiu. Sumiu. Era muito comum a calopsita em casa. E aí foi quando eu comecei a perceber que eu era sustentável. Sem mesmo saber. Sustentável? Sustentável. Sustentável eu era muito, mas sustentável. Eu era progressista desde criança. Eu era uma espécie

casa de Marina Silva pequenininha. Porque tinha duas categorias de brinde que davam nas feiras de animal. Você saía, botavam um pinto dentro de um saco desse de pão pardo, um saco pardo pequenininho, e te dava. Se levava o pinto pra casa. E aí tinha a categoria, as feiras mais veganas, que davam o pinto em sua cor e natura, e tinham as feiras que estavam querendo ali um

Uma inovação, né? Alguém falou assim, pinto amarelo já foi, vamos pintar esses pintos. Pintavam os pintos de azul, de rosa, de verde, de roxo. Cara, pra que isso? Por quê? Não sei também por quê. E saía tinta com banho? Eu não sei, porque eu nunca peguei o pinto pintado. Eu só pegava o pinto in natura. Eu gostava do pinto do jeito que ele veio ao mundo. O pinto de verdade, o true pinto. Você gostava do pinto de verdade? Eu gostava do pinto de verdade.

Aquele pinto que você olhava e sentia o cheiro do pinto e era cheiro de pinto. Nada cheiro de...

Johnny Lennon, não. Esse amostra evitando o Laele sendo mais Laele do que o outro. Mas enfim, fato é que os pintos da minha mão cresciam. Nossa. É, cara, chato. Quando a piada tá tão pronta que você não tem... Sabe, uma piada tão pronta que você fica com preguiça de fazer, mas vai, vai. Não, cara, é sério. Eles cresciam. Eu cuidava tão bem do pinto. Você levava muito pinto pra casa. Eu levava pinto pra casa direto. Quer dizer, não muito, né?

Cada vez que eu ia na feira, eu levava um. Só que meus pintos iam crescendo. Iam ficando enorme.

Assim, assim eu pinto, mais ou menos. E aí eu lembro que falavam frangos. E aí eles começavam a dormir na cama. É o que acontece em geral. Ele falou como se fosse uma coisa assim. E aí os pintos viravam frangos. Como se eu tivesse feito um grande milagre. Você é um Pokémon, o Ash do Pokémon. Eles evoluíam. Cara, e meu pai começou a ficar louco, porque não é suposto de viver. Os pintos morriam em dois dias, três dias. Eu cuidava muito bem. Então, eles iam virando realmente animais,

muito grandes, que queriam dormir na cama. Então, era um problema. Mas essa, obviamente, essa tradição de dar pintos na Feira do Animal. Acho que Feira do Animal acabou isso. Mas o Porquinho da Índia foi embora junto com os pintos. Teve uma vez, inclusive, que tinha um pinto meu que eu tava cuidando maravilhosamente bem. Um pinto que eu, assim, fiz um grande trabalho com ele. Alimentava, botava pra dormir. E aí, uma vez, meu pinto

sumiu. Não achava meu pinto, não achava meu pinto, mas era a hora de tomar banho pra escola, fui tomar banho e gritei pro meu pai, cadê meu pinto? No banho gritei. Isso tá até na crônica do livro chamado Pai Solteiro e outras histórias que meu pai escreveu. E aí, meu pinto tinha morrido. E aí, meu pai fingiu que ele foi embora, ele saiu. Nesse meio tempo, meu pai lembrou que o porteiro morava num lugar meio

meio rural, assim, foram pegar um carro pra achar um pinto. Pra substituir, porque eles sabiam que o impacto do pinto, eu ficar sem meu pinto, ia ser muito grave pra mim. E aí não achavam nenhum pinto. Aí foram num lugar e não achavam pinto. Aí acharam um pinto com a asa preta. E aí trouxeram de qualquer maneira o único pinto. E aí falou assim, quando eu cheguei em casa, eu falei, esse aí não é meu pinto. Ele falou, sim, ele foi à praia.

Você acreditou? Acho que eu acreditei. É? Você sempre foi um cara, né? Sempre foi um cara. Sempre foi um cara que não dava pra me enganar fácil, não. Ah, João. E ele cresceu os pintos? Você sabe? Lembra se ele cresceu? Não lembro. Chama meu reino por um pinto. Caramba, mas eu fiquei meio bolado com... Eu adorei a história. Obrigado por compartilhar. Não imagina o que é isso. Mas eu fiquei... Eu parei um pouco na coisa do pinto colorido.

Tentando entender por que fazer isso. Se dava um banho... Ah, se dava um banho. Em casa.

e a cor do pinto saía. E assim, que bom que acabou com isso, porque realmente é uma ideia de jirico, com todo perdão do termo. Fica falando mal do... Fica defendendo um bicho sendo especialista, específicista. Será que o pinto colorido, ele é filho de um ovo colorido? Lembra? Outra coisa que sumiu foi o ovo colorido. Talvez junto com o pinto colorido. Talvez por esse motivo. É, eles pensaram juntos. Porque todo boteco, talvez a geração Z, que esteja vendo isso, nem saiba. Mas todo boteco tinha o ovo colorido.

Um ovo cozido com corante. Eu descobri que tinha corante velho. Porque o criança via aquilo e achava que era um ovo de algum bicho que fosse azul. Conhece muito bicho azul? Não, mas na minha cabeça era um pássaro azul, tipo mararazul. Mararazul? Com certeza. O que tem no boteco da sua casa? Tem coxinha e tem ovo de ararazul. Que é a coisa que tem muito. Então eles botam pra vender. Não faz sentido, mas faz mais sentido do que pegar um ovo e injetar um corante.

Nadar num corante. A água que feve o ovo tem corante? Não, sei. Não sei. Mas o que eu acho é, qual é esse pensamento? O que eles queriam? Eles queriam estimular o consumo de ovo cozido a partir do chamariz cor? Da cor? É estranho. Ninguém fala assim, deu vontade de comer um ovo azul. Ninguém fala. Esse azul. Aliás, não existe comida azul. Não existe. É a cor menos sexy pra comida. Menos sexy pra comida. E assim, sobretudo pro público alvo do ovo cozido. Exato.

geral. Quem frequenta boteco não é criança. É um senhorzinho. Que não se importa com cor de comida. Não tá ali pra falar hoje eu vou comer um ovo porque ele é azul. Minha filha adora azul. Talvez fosse uma boa estratégia lá em casa botar o ovo na Lilina. A Lilina. Mas um senhorzinho do boteco talvez por isso tenha morrido. Porque não fazia sentido enquanto produto o ovo colorido do boteco. Qual é o teu salgado preferido do boteco? Já acho reducionista chamar tudo de salgado. Cada um é um

Eu amo esse conceito de salgado. Salgado. O que é salgado? Esfirra, quibe, coxinha e empadinha. Concorda? Tem até aquela lenda urbana que eu adoro. O que o salgado se chama de joelho? Ah, porque fica? Embaixo da coxa. Embaixo da coxinha, né? Acho que é uma lenda urbana isso, né? Com certeza. Mas ele, joelho, parece um joelho? Talvez, isso é meio arredondadinho em cima. Não? Não, acho que não. Você gosta de joelho? Eu não gosto muito, não.

Eu gosto muito mais. Eu tô pensando que eu gosto de joelho. Ele não sabe o que significa isso. Não, mentira.

Eu gosto de enroladinho de linguiça, salsicha. Onde você tá que tá, hein? Tá que tá, mas é o que eu mais gosto. Mas o conceito de salgado é um negócio que eu acho muito genérico, salgado. É tudo a salgado. Que bem salgado. Então, assim, são coisas de bar salgado. Mas o que me leva à maior irritação do mundo, que é a paulista chamar sanduíche... De lanche. Cara, isso me revolta. Que bom que te revolta também. Me revolta. Não é lanche.

Lanche é outra coisa. Não é lanche. Você cria uma expectativa quando fala lanche?

pro carioca? É. Seu lanche tem o quê? O que que tem no lanche, João? Vamos lá, o que que tem no lanche? Lanche tem um sanduíche. Lanche tem uma bebida, pode ser um... Um refresco? Um refresco. Tem um refresco ou um todinho? Pode ser um todinho. A gente tá entrando em muitas ramificações, porque a gente pode entrar... Estranho, né? Esse programa em geral é tão organizado. O que que é um refresco? Eu te digo. É um suco com muita água e muito açúcar.

O refresco, eu acho que ele é aguado. Qual a diferença entre suco e um refresco? É.

Refresco aguado. Ah, então quer dizer que o suco no refresco é por causa da sua densidade. É isso, é. O refresco tem que ser bem aguado, tem que ser gelado e ele, em geral, tem que ser artificial. Nunca vi um refresco que eu preciso... Deixa eu ver um refresco com uma fruta. Refresco não pode ter fruta. Nunca houve. Refresco tem aroma natural idêntico ao de laranja. Entendi. Mas é bom o refresco. Eu gosto de refresco. Nossa, não.

Então tem o refresco, tem o sanduíche e tem alguma terceira coisinha ainda. Eu acho que um docinho. Pode ser um açaí. Pode ser um todinho.

Um todinhozinho. Um todinhozinho. Mas assim, amigos de São Paulo, lanche é mais que sanduíche. Sanduíche não é lanche. Não. Não existe, no Rio e acho que no resto do Brasil, lanche de carne. Não, amigo, sabe? Eles falam que é um lanche de queijo. Um lanche de queijo? Não. Um lanche é o conjunto. Lanche é um momento. Lanche é um momento da vida. Você lancha. Exatamente. Na verdade, o lanche mais que o conteúdo tem a ver com horário.

Também. Tanto é que você vai lanchar. Que eu acho que quando o Paulista fala, vou lanchar, ele não está falando.

sanduichar, né? Não. Inclusive, o paulista marombeiro, ele vai comer o lanche, que é whey protein, barra tradicional. Esse é o lanche dele. Não tem nenhum sanduíche envolvido ali. Olha, é curioso que lanche nos Estados Unidos é almoço, provando que eles não comem comida-comida. Eles comem lanche. O nosso lanche é o almoço deles. Bro, have you some lunch? Have you some lunch? Motherfucker. Oh my God. Stop it.

Não! Não há mais alunos para ele.

Eu falo mal de empadinha. Eu falo mal de empadinha. Não gosto, eu acho tudo seco. Oi? Eu acho seco. Seco? É, aquele negócio da massa... Mas é por isso que se come com refresco. Né? Eu não gosto, eu não gosto de empadinha. Empadinha é um refresco. Empadão. Empadão é, pra mim é. Sempre quando eu chegava em casa, tinha um empadão e falava... Eu amo empadão. Era triste. O empadão com... Tá, desculpa, essa frase. Eu não quero falar ela.

Sempre que eu chegava em casa e tinha um empadão, era triste. Eu já contei que meu...

comida pra me alimentar. Eu já contei do meu sobrinho, que é um empadão que pediu de Natal. Um empadão? Um empadão pro Papai Noel. Tem essa carta. Meu sobrinho Santiago, que é maravilhoso, hoje tá com 15 anos. Espero que ele não sofra bullying por causa do que eu tá contando isso, mas acho que não. 15 anos. 15 anos. Mas ele tinha 5 e ele pediu em carta pro Papai Noel, ditando aos pais, eu quero um empadão. Filho, você pode escolher qualquer coisa.

Mas eu quero um empadão. Mas você pode escolher uma outra coisa. Garante um empadão.

Entendo ele, cara. O empadão é muito bom, João. Sabe o que sumiu junto com o Porquinho da Índia, com o Pinto e com... As Camilas. As Camilas? Estrogonofe. Sumiu? Acabou de voltar. Acabou de voltar. Na minha casa nunca sumiu. Pouco se fala sobre a criminalização do Estrogonofe. Há seis anos atrás, Estrogonofe não se falava. Jura? Que triste essa vida.

Eu te conto por quê. Estrogonofe, agora é o momento cultura. Estrogonofe era uma comida de festa de rico. De festa chique. Isso quando? Tipo nos anos 70, 80. Não pegamos isso. A gente já pegou o apogeu de estrogonofe. A gente já pegou o estrogonofe como comida normal. Não como comida chiquérrima. Não chique, mas era uma comida que sempre foi gostosa. Servia-se estrogonofe. Tinha champignon, coisa chique. Tinha carne. Coisa russa, né? Uma comida russa.

Ficou tão chique que todas as festas tinham o estrogonofe em um dado momento. Telmo Martino, colunista social. Telmo Martino, é pra conhecer? É pra conhecer? Não, desculpa. Telmo Martino, um grande colunista social dos anos... Grande colunista social. Dos anos 80. Começou a odiar estrogonofe. Porque ele só comia estrogonofe, porque ele ia em todas as festas. Tadinho, a vida do colunista social é... E aí ele começou o quê? A meter pau no estrogonofe na coluna dele.

Isso é comida cafona que todo mundo... É um dos maiores inimigos do Brasil, então, senhor amigo. O estrogonofe caiu em desuso.

favorita da vida. Também amo, cara. É a minha melhor comida. Sumiu. Você gosta de frango ou de carne? Claro. E o acompanhamento perfeito pra você é? Arroz maluco. Maluco? É, eu sou subversivo, cara. Você é maluco, você é doidão. Eu sou louco. E farofa? Tá, farofa me ganhou. E batata palha. Batata palha é óbvio, né? Muita pimenta. Pimenta? Eu gosto de pimenta, mas não de estrogonofe? Falou como se eu falasse assim. Como é que você gosta de botar a sua mãe pra dormir? Com pimenta. É. Não, pimenta, estrogonofe é perfeito.

pergunta como é que você gosta de botar sombra pra dormir. Nunca, ninguém fez essa pergunta. Eu nunca responderia, cumprimenta. Não, nunca. Mas estrogonofe com pimenta também é novidade. Estrogonofe com pimenta, paixão violenta. Tá, tá. E eu gosto muito do conceito de batata palha, que é uma coisa que vai bem, é meio que uma farofa, né? Ela vai bem com tudo. Coisa que a minha mãe gosta na vida. Ah, batata palha? Mas feita na hora.

Lá. Né? Coisas que eu nunca vi acontecer. Nunca vi. Não, eu te digo como é que é.

Gil, você compra uma grande batata palha, se você quer do Rio de Janeiro. Para, para. Não corta isso, por favor. Vai lá ver. Procura onde é o Dani Gil. É no Leblon. É dentro da Cobal. E é caríssimo. Maravilhoso o Gil. Mas tem uma grande batata palha feita não na hora, mas só que natural. Eu amo, João. Amo suas dicas. Eu acho que cortaram aqui, mas eu vou falar. O que? O dia que ele falou assim, aliás, ele tá falando de carro e tal, aliás, você que tem BMW,

Você é ironia. Se você tem BMW, não quiser consertar, você vai passar. Aí ele deu uma dica de quem conserta BMW. Henrique da BM Rio, digo e afirmo. Henrique, venho pra você. Meu Deus do céu. Por muito menos cortaram cabeças na evolução francesa. Assim. Sabe aquele vídeo? Bota aí pra mim. Tem um vídeo aí, já que a gente tá falando de riqueza. Ai, para, para, para. Chocolate com... Eu ganhei. Olha que coisa.

mais bonitinho é ele. Olha o senhor lá atrás, puto. Gente, eu ganhei. Olha como é que ele se mistura. Se mistura. É uma delícia. Olha só. Ele botou o filme dele, tomou o bom boiaco dele. João, João, João, João. Para, para, para. Você sabe, cara, isso é muito esforço. Sabe por quê? Eu nunca gastarei esse dinheiro. Eu ganhei isso daí. E é uma vacila. É um vacilo gigantesco você botar, porque eu sou contra o conceito de executiva. Eu acho um crime a pessoa pagar mais para ter mais espaço.

Eu acho uma merda. Por isso que eu não voto. Falei, eu não vou votar porque ele fica baixo astral. Eu fico. A gente corta. Ele não executiu nunca. Corta. Ele não foi. É mentira. Ele nunca vi a gente executiu. Para, João. É porque ele convence, ele consegue um esquema pra ir e filma pra depois me expor. É uma coisa assim. Eu nunca... Beijo, Henrique da BMW. Se você tiver, vamos lá. Agora, Strogonoff,

com champião ou sem champião? Com, claro. Não, não ligo. Vai estudar, vai ler, vai aprender a te falar merda. A te falar merda. É com ketchup ou sem ketchup? Ah, claro, no preparo, sim. Não achei que botasse depois. Não, tem que ter. Tem que ter. E camarão? Camarão ou não? Aí é demais. Eu já gostei. Eu não gosto de camarão com coisa, por exemplo, um prato típico, não vou falar mal aqui do estado, não vou falar qual é o estado do Brasil, que tem um prato típico que é chiclete de camarão. Chiclete?

queca, mas tem muito queijo. Então você pega o camarão e faz assim, ó, com queijo. E eu não gostei, cara, porque eu acho uma grosseria. É um prato de um maconheiro. Eu sou, não tem problema, mas tipo, porra, queijo com camarão eu acho meio forçado. Creme de leite com camarão, não. Eu acho que é meio pesado demais, gente. Vamos interromper aqui. Vamos interromper carne, queijo e tal. Se é vegano, pode fazer um também e eu deixo sem o menor problema.

Aliás, coisas veganas boas é pra mim, cara, vou ser cancelado aqui. Não. Mas tem, eu gosto de feijoada vegana. Eu nunca aproveito.

Muito boas. Nunca provou? Acho muito boas. Eu gosto de feijoada. Amo. Só que feijoada tem um problema pra mim que, assim... Gases. Não. Qualquer dessas comidas... Eu sou uma pessoa da vida regrada, sabe disso, né? Eu não bebo pro fim de semana. Verdade. Tem comidas pra mim que são só no fim de semana. Tipo, uma feijoada quinta-feira. Não. Eu não consigo lidar com uma feijoada quinta-feira. Não dá. Faz sentido. Você voltar a trabalhar, sentar numa mesa... Estrogonofe. Prato que eu mais amo. Final de semana.

Final de semana. Ocasias especiais. Ocasias especiais. Pizza. Amo. Pizza eu amo, sabe o quê? Final de semana. Tipo assim, sexta-feira, deu sexta, comemorar que chegou. E já é quase um ritual com as minhas filhas. É? É. De quê? Putz, eu sou um cara tradicional, né? Calabresa. Não. Não? Mussarela mesmo. Mussarela? É. Nossa, que vida vazia. Que merda ser você. Nossa, suas filhas devem te olhar com vergonha.

pai tem pra me dar uma pizza de mussarela. Não, não é margarita, não. Ele não vai botar um tomate ali, não. É mussarela. O que que é? Massa. É suco e queijo. Que horror! Olha, é um escárnio isso, realmente. É o contrário, tá? Minhas filhas não toleram nada em cima da pizza. Eu aprendi a gostar por causa delas. Nossa, agora tomou, né? Tomou na cara, né? Não, elas não gostam mesmo. Elas não gostam de nada. Topping. Topping. Não gostam de nada, não. Elas são ruins de

comer? Não, cara. Elas são boas. Elas comem na moral. Mas eu não gosto de nada em cima da pizza. Elas gostam de um queijinho, né? Adoram queijo. Gostam de um queijinho. Bem filha de quem é. Eu sou muito tradicional na pizza. Eu sou... Calabresa com cebola? Com cebola? Claro. Sabe qual eu mais gosto? Quer dizer, uma que eu gosto que eu acho que faz uma boa dupla portuguesa. Se você é do portuguesa, não sabia disso. Eu gosto de ovo cozido em tudo.

O branco. Em tudo? Azul, não. Cara, eu posso comer um ovo cozido com qualquer coisa. Jura? Peixe, não como.

É qualquer coisa. Tem uma coisa que eu não entendo. Que o cozido é a pior forma que o ovo pode ter. Claro que não. Óbvio que sim. O cozido é a apoteose do ovo. Eu acho mesmo, João. Isso me envergonha. Não, mentira. Não é a apoteose do ovo. Mentira. Mas o cozido é a média garantida do ovo. O ovo que é delicioso? É. Você gosta de quantos minutos? Eu? Oito. Oito? Eu tenho o ovo mexido perfeito. Tá bom o que minhas filhas falam. Não, eu quero o ovo do papai. Olha. O fogo mais baixo que você conseguir. Vem aqui, ó. Manteiga.

Caralho. Mas manteiga, sim. Se der, manteiga, e aí, ovo. Com a manteiga, não espera a manteiga derreter. Não, já vai ali, ó. Já vai ali. E vai mexendo, mexendo. O ideal é o certo, se durar menos 10 minutos, você tá fazendo errado. Tá errado. Mexendo sem parar. Mexendo, mexendo, mexendo. Não, sal. Sal. Uma pimenta do reino. E um pouquinho de requeijão. Ah, entendeu? Você tava quase... Sabe aquelas imagens do cara que vem numa maratona e tem uma câmera?

Você nem saberia que tem requeijão. Não, mas não pode. Mas não pode. Tem coisas que... É creme de leite do carbonara. Não pode. Não pode ser. É uma regra. De quem? Minha. Da Itália. Não sabe nada. Hã? Não sabe nada. A minha cozinha é uma cozinha muito convencional. Eu gosto das coisas certinhas. Revolta. Claro que merece um requeijãozinho novo. Você sabe do que eu tô falando. Dá um saborzinho especial, tá? Não sabia nem que botava.

E aí o que você vai fazer? Vai tirar, pelo amor de Deus, né? Antes de ficar esturricado. Não tô fazendo nada.

Tem gente que tira depois de estar esturricado. Faz uma casquinha. Não pode ter uma casquinha na panela, entendeu? Você vai tirar quando está meio molenga. Molenga. Meio parecido que está cru, mas não está. Não está. E aí você vai tirar e nisso vai ter uma torrada saindo no timing perfeito também. Você vai botar a porra sobre a torrada. E, gente, é isso. Esse programa você aprende pra caramba. Sabe? Eu acho lindo de ver isso. Mas ovo cozido, então, não.

Jamais, não. Eu sou contra ovo cozido. Contra? O mim acabava com ovo cozido no mundo. Pede o ponto.

perde pontos comigo. Ovo cozido, gente, tantas maneiras de fazer um ovo. Pode fazer estalado, pode fazer mexido, pode fazer poché, delicioso. Pode fazer um ovo, pode fazer do jeito que você quiser. Sabe o que também? O cheiro de ovo cozido. Ah, cala a boca. Cheiro de ovo cozido é um dos piores cheiros da boca. Você lave sua boca pra falar de... O cheiro que a água fica depois de cozer o ovo. É uma coisa deprimente. Me deprime o ovo cozido.

Como coisas cozidas, de modo geral. Você pode fazer o que você quiser com um vegetal, gente. O que você quiser. Você vai cozer ele?

Porra, podendo assar. Vapor também não é bom, não? Vapor é bom. Entre assar e vapor, gente... Quem já te fala como eu faço brócolis? Nunca pegou no brócolis na vida, mas vai lá. É dali um susto no vapor. Susto, susto. E aí, fritar. Fritar não, é grelhado. Grelhado, tudo bem. Com a pimentinha, o azeite por cima, um alho também amassadinho, misturado. Alho sempre? Sempre, alho em tudo. Alho e cebola em tudo. Puta merda, isso é meu garoto. Eu te falei de um indiano que me falou uma vez,

Caraca! Ele era intercambista da PUC e falou. Porra, é foda. Estava ouvindo um cheiro delicioso de comida e ele falou. Porra, o Brasil tem o tempo todo cheiro de cebola. O quê? Todo lugar tem cheiro de cebola nesse país. É, porque a gente nem percebe. A gente chama de cheiro de comida. Chico Mosnick. Chico Mosnick. Grande advogado, amigo, querido. Ele tá pagando uma ação, provavelmente. Se o Chico deve ter defendido ele, ele tá malandramente. Não, não. Ele só me inunda com as suas grandes dicas, mas nunca...

profissionalmente. Não come de jeito nenhum cebola e alho. O quê? De jeito nenhum, em nada. Não entra na casa. Não entra na casa dele. E inventou, que eu sei que é a invenção que tem alergia, que nem você com camarão. Não, mas alergia à cebola não existe. Mas enfim, isso pra mim, assim, eu sou de um berço, Gregório. O meu berço é constituído de cebola e alho. Minha mãe, ela bota cebola e alho em tudo. Minha mãe faz uma parada que é o seguinte, é um molho de salada, ele acha bom. Primeiro é alho cru moído. Primeira coisa.

Um ovo meio quente, assim. Joga ali. Um ovo quente. Olha, tá me interessando. Faz ali uma pasta com azeite... Azeite, sal. Azeite, sal e balsame. E aí? Alho, sal. Melhor. Vira uma espécie de maionese feita ali na hora. Que delícia, João. Eu sei. Você é minha mãe, caralho. Caraca, João. Porque o molho é tudo, né? O molho é tudo. E o molho é 99%. É como dizem, né? O baiano... Tem? O molho. O quê?

insuportável. Tá demais, hein, gente? Vamos comprar essa briga? Cara, eu sou muito fã do Wagner, né? Achei ele o melhor ator. Não do Brasil, não. Do mundo. Se ele não ganhar essa potência, eu acho que eu vou ficar muito puto. É, eu também. Estamos torcendo. Ele assiste muito, não importa. Sério? Sério. Sério, ele falou que a gente faz companhia pra ele em Londres. Me mandou essa mensagem. Olha, eu adoro quando você vem elogiar a gente.

Não sei se o Wagner falou isso, que ele é muito educado pra falar isso, mas que fala assim, cara, eu adoro vocês, porque assim, eu tenho uma rotina muito dura, eu sou... ou muito...

Eu sou acadêmico, né? Então eu fico o dia todo lendo textos muito difíceis. Ou eu sou médico, passo o dia salvando vidas. Então eu gosto de... Aquela bobagem. Ver vocês falando qualquer merda, assim. Sem nenhum compromisso com nada. Com ser inteligente, com ser engraçado, com ser relevante. Com nada. Só realmente uma coisa inútil. Eu acho que essa pessoa não gosta muito da gente, não. Essa aí. Mas ao mesmo tempo, vê toda semana. Vê toda semana. Isso daí é chato.

coisa, assim como eu transformava pinto em galo ou ovo cozido em maionese, ovo quente em maionese, a gente transformou a inutilidade numa utilidade. Porque a nossa inutilidade, a nossa não importância, tem uma importância que realmente faz diferença na vida das pessoas. Esse é o maior objetivo que a gente está conseguindo, João. Tipo, não ter que trabalhar. Exato. Imagina, a gente está fazendo sucesso com o negócio que é sentar e fazer o que a gente faz a vida inteira.

veja bem. Top 3 do podcast do Brasil. Não pesam. E eu dou esse crédito a você, porque... Eu sempre pedi. Você sempre queria fazer, e eu pensava, calma, vamos pensar num conceito. É, porque no final é só você falar, e o Wagner Moura? Não sei se ele falou educado, isso foi outra história que não tem nada a ver com Wagner Moura. E nunca mais o Wagner Moura será citado hoje. Nunca mais será citado hoje. Entendeu? Esse tipo de construção de palavras, de frases, tá vendo? Sabe o que eu gosto?

é bem analógico, tipo assim, eu acho que uma IA dificilmente conseguiria atingir esse nível de irrelevância. Jamais. E incorreção. E eu acho que cada vez mais com o avanço da IA, não quero ser político agora não, mas a gente vai dar valor à tosquidão das coisas, à burrice mesmo. Você tá virando o velho do monotema. Eu tô, desculpa, vamos cortar esse IA aí que eu tô meio... Não, não, não, não vai cortar nada. Não corta nada.

Não, não corta nada. Eu adorei o João falando de culinária, porque eu imagino uma pessoa que cozinha pra ele olhando o programa falando que cara de pau, filho da puta. Ele ensinando a fazer um broca. O seu João, eu vou contar, agora eu vou expor ele. Ele achava que numa receita que levava uma colher de sopa de sal, você tinha que preparar uma sopa de sal. O João, Vicente, achava que uma colher de chá de açúcar, você tinha que fazer um chá de açúcar. Eu juro.

de farinha... Mas você tem razão. De chá de aveia. É, chá de aveia. Chá de aveia. Você tem toda a razão. Porque, na verdade, aliás, me revolta a colher como medida. Por que que é? Só pra deixar claro, eu tinha dois anos, quase cinco anos. Ah, você falou isso pra mim semana passada. Não, falei hoje. Ele falou pra mim assim, Greg, você sabia? Não, mentira. Claro que não. Sério. Bota o vídeo aí. Não, o Greg, olha. Bota o vídeo aí.

O João me perguntou assim, ele perguntou assim, quantos anos você tinha quando descobriu

Claro que não. Isso é coisa quando eu era pequeno. Quando eu brincava de cachorro. E uma colher de sopa de sal é uma coisa de meia revolta. O que é uma colher de sopa? É uma colher de comer sopa, aquela assim. Tá, mas isso aqui é a superfície da colher. A gente tá falando dela flat, cortou, tá falando com um montinho, tá falando com o máximo de monte que você consegue sem cair. Belmonte disse hoje que na dieta dele é uma colher de arroz, é uma colher com tudo que cabe.

É tipo uma... Não quero ser escroto. Tá dando certo adiante dele. Desculpa. Tudo bem. Então, eu acho que ele mal interpretou. Eu acho que na cabeça dele é tipo uma olímpica, uma pava do Líder. Exatamente. Conseguiu! Mas, o que eu acho é, eu acho que é uma coisa ali, um meio termo, uma colher. É uma colher que tem sobra em cima, mas não é lotada. Não é lotada, não. Não é com piquinho. Mas também, você tá fazendo o que? Um brigadeiro?

Aliás, brigadeiro você sabe, né? Você vai ali e bota o leite condensado. Quando você comeu um brigadeiro dessa vez? Quando você comeu um brigadeiro? Comi há uns dois meses. Ah, não vou falar isso. Por quê? Falar isso. Foi com uma garota. Foi com uma menina. Não, não foi por isso, não. É preciso falar sobre comer brigadeiro com azeite e flor de sal. Gente, ele não consegue comer um brigadeiro. Ele tem aqui.

Tornar a coisa uma experiência caríssima, senão não vale a pena. Brigadeiro é uma coisa que não precisa de mais nada. Preciso de azeite, flor de sal. Flor de sal, Bruninho, é uma enganação. Tente. Flor de sal. Tente em casa. Um bom azeite, brigadeiro e sal. Você já viu o sal da flor? Já viu? Nasceu flor do sal? É não, é porque na verdade o conceito é o sal é na folha. A flor do sal é uma coisa muito mais... Mais chique. Mais chique. Mas enfim, o brigadeiro... Por que a gente não estava falando do brigadeiro?

Você não quer fazer um brigadeiro mais chocolatudo, tem a ver com o gosto da pessoa. Você tá trabalhando com uma subjetividade ali que eu não sei se você deveria dar... A vida não tem que ser subjetiva? Tem que, você tem razão, João. Tem toda a razão. A vida não é sobre medidas. A vida você constrói subjetivamente. Não fala a vida não é sobre. Não fale isso. Isso me irrita profundamente. A vida não é sobre? A vida não é sobre. Isso não é sobre isso, é sobre aquilo. Já falamos disso.

de um jeito que até me assustou se puxar. Foi no programa passado. Mas eu falei usando não é sobre como uma frase. Não é sobre ter todas as pessoas. Ah, um beijo, Ana Castela. Desce um pouquinho, não é Ana Castela pra música, não. Ana Vilela. Uma amiga minha francesa. Ana Vilela. Ele falou Ana Castela. Não, eu falei Ana Castela e depois corrigi. Tem uma amiga francesa que falou assim, cara, que legal você usar. Juro que ela falou isso. Um beijo pra essa amiga. Mas vou rir. Falou pra mim assim,

Poxa, você... A Ana Castela sabe da homenagem que você fez pra ela? Aí eu falei, como assim? Na peça O Céu da Língua. Falei, como assim? Porque não é uma homenagem àquela música dela, do Céu da Boca. Ela tem uma música que fala do Céu da Boca. A sua amiga francesa não sabia que isso era uma expressão da língua portuguesa. O Céu da Boca. Achou que fosse um poema da Ana Castela. Achava lindo. O Céu da Boca. O Céu da Sua Boca. E achou que o Valfanzé da Língua estava pervertendo a Ana Castela. Que maravilha. Mas não teve graça, como eu pensei. Não teve nenhuma graça.

Impressionante. Talvez de todos os programas ela tenha sido a história mais sem graça que você contou. Então tira ela, por favor. Não, não, não. Não vai tirar ninguém. Vai ficar tudo indo. Porque também o Gregório é esse colibrizinho que voa por esse estúdio. Só acerta. Mentira, não acerta. Erra também muitas vezes. Ô, Gregório, você tem um dermatologista? Eu estou precisando. Você está sentindo? O que é? Minha pele está meio ruim?

Está ruim, péssima. Eu não vou há 10 anos. O que você está vendo de ruim? Estou vendo dois... Cravinhos? Não.

Não, é bolinhas aqui e bolinhas aqui. Eu tenho que ir. Mas tipo de espinha? Bolinha de espinha? Não sei, Gregório. Parece ser uma doença mais grave. Para, você tá zoando. Bruno. Você tá brincando, sério? Acho que tem que autorizar. Para, para, para. É sério ou é brincadeira? Sério, sério. É sério o que ele tá falando, gente? Estão vendo também? Não, mentira. Não é de autorização, não. Mas é o quê? É uma espinha? Olha, eu acho que é sol, idade e desprezo à própria figura. Acho que é basicamente isso que eu diria. Existe isso quanto...

espinha, com certeza. Aqui é cravo, aqui acho que, não vou nem tocar, aqui eu acho que são... Eu tenho que fazer isso, eu vou fazer isso. Deixa eu ver. Ih, rapaz. Aqui, aqui nessa região, não tem nada, realmente. É, só aqui. Eu tô precisando muito, eu não vou há muito tempo no Madermato. Será que o Madermato querendo fazer é publi? Fala isso, porque BDM às vezes enche dessas coisas e eu não queria fazer, eu não acho legal fazer publi no final da

coisa, sabe? Tipo... E aí, galera? Indicar dermato. Eu adoro quem fala de todo respeito e tal, mas eu vou pagar por uma mesmo. Eu tenho que ir porque tô precisando muito. E tá chegando sabe o quê, né? O FDS. Adoro o jovem que fala isso. FDS. Tô brincando. Eles falam FDS pra foda-se. Pra você FDS é o quê? Pra mim é fim de semana. Ou foda-se também. É? Fim de semana. É coisa de idade. Ou foda-se também. Porque eu descobri que jovem fala FDS pra foda-se. PPR. PowerPoint. Papo reto. PPR, papo reto?

PPRT. PPRT. Deixa eu te falar uma coisa. O que que tá acontecendo ali? Pizza. Pizza? Eita, ele realmente trouxe pizza? Pizza Hut. Aê, Caô. É sério isso ou é uma pegadinha? Peraí. Meu Deus do céu. É sério isso? Ele trouxe. Que maravilha. Meu Deus do céu. Liga. Isso, ligou até. Isso é uma portuguesa? Meu Deus do céu. Isso é uma peperoni. Meu Deus do céu. Ela tá falando sério mesmo? Não, não. Ele foi lá embaixo e comprou só pra fazer uma piada.

Ou Francisco Milani. Ou Calabresa. Eu quero só daqui. Peperane eu amo. Essa aqui é o momento. Olha o momento aqui, ó. Hum, é bonito demais isso aqui, ó. Você tá fazendo esse food porn? Olha isso. Meu Deus, eu não sei se eu queria ver. Esse food porn. Você é do tipo que dobra a pizza assim? Não, não vai dar na minha boca, não. Tem limite. Tem limite. Tem limite, eu não quero. Obrigado, eu não vou fazer isso. Tá bom, vai. Hum. Hum.

E agora sabe o tiozão que falaria? E tudo termina em pizza. É isso mesmo, acabou. Gente, eu vou. Volta com as pizzas. Ih, ele pegou três e eu peguei uma. Volta aqui. Gente, desculpa, tá, gente? Porque o Gregório e o João ligaram o FDS e foram curtir a Pizza Hut deles, tá? Se eu fosse vocês, eu até faria o mesmo. Eu vou até fazer o mesmo, porque pode acabar lá, tá? Nossa, essa é boa.

De massa. Frango com requeijão. Essa é boa. Brasileira. Essa é brasileira. Brasileira. Desculpa. Vou levar para minha filha.