#66: COMEDOR DE CASADAS, EFEITO BORBOLETA E OUTRAS COISAS
Sugiro ouvir este programa, desde o seu primeiro segundo, de fones de ouvido e longe de crianças. ELENCOGregorio DuvivierJoão Vicente de CastroROTEIROEduardo BrancoDIREÇÃOMatheus MonkENTRE NO CANAL DO PORTA NO WHATSAPPhttps://bit.ly/ZapdoPortaBAIXE O APP DO PORTAAndroid: http://bit.ly/2zcxLZOiOS: https://apple.co/2IW633jAPROVEITA E VAI NO NOSSO SITEhttps://portadosfundos.com.br/
- Vergonha do passado e maturidadeArrependimento de ações passadas · A ideia de não se arrepender de nada · A música 'Something Good' de Noviça Rebelde · A relação entre erros e acertos
- Significado de dar frutosA prisão de Ramalho em Orlando · A morte de Olavo de Carvalho · O design cômico da jaca · O design das frutas em geral · A fruta pitaya como influência sem conteúdo · A fruta caqui e sua semelhança com o tomate
- Limão em limonadaBatida de caju e pitanga · Limonada suíça (com ou sem leite condensado) · A dificuldade de beber caipirinha de maracujá · O limão como a fruta mais útil · Tipos de limão: Taiti, Siciliano e Galego
- Coincidências e destinoA ideia do efeito borboleta · A força do destino versus livre arbítrio · A ideia de 'efeito rinoceronte' · A construção do amor e das relações
- Prazer sexual e tomada de decisõesComo gozar gostoso · Barulhos animalescos na transa · Fingir orgasmo
- Mercado da masculinidadeA persona 'marrenta' de João Vicente · O estereótipo do 'comedor de casada' · A competição masculina por status e conquistas · A 'Big Dick Energy' e 'Small Dick Energy'
- Estudos sobre vitaminasO abacate e sua transição de sabor (doce para salgado) · O conceito de vitamina e sanduíche natural · A fruta pitaya como 'cupcake das frutas' · A fruta caju e suas bebidas
Greg, o que você faz quando você quer gozar gostoso? Fala mais sobre isso. O que você quer saber? Tipo, se eu põe o dedo no cu... Como é que é a posição... A posição? A posição... O que você pensa que te estimula? Tudo bem, você quer começar o programa assim? Você sabe que isso é uma coisa geral. A gente fala com 40 minutos o programa. Você começa assim, não tem muito pra onde ir. Como é que você faz pra gozar gostoso?
Você tem algo a dizer? Você tá querendo levar? Não foi uma curiosidade sincera. É, sincera, porque eu fico pensando assim, eu sei como eu gosto. Como? Então começa você. Então começa você. Primeiro, não, João. A pergunta é o seguinte, o que será que faz meu greguinho fazer... Não é que é caralho? É assim que você faz, João? Não. Não. Não.
Dó, dó sustenido. É bem, dó. Esse diminuto da gozada. É assim? E aí, desculpa você que tá no carro ouvindo agora com seu filho talvez. Eu fiz o A Vida Invisível, o filme, né? E eu tinha que transar.
Eu tinha que fazer barulhos pra transar, porque o Karim Ainuz, diretor, ele queria barulhos animalescos. Ele queria que a pessoa que transasse comigo, que a personagem que transava comigo, a Euridice, ela ficasse assustada com os barulhos que o homem fazia, porque era a primeira vez dela. Então ele queria uma coisa brutal, animal. Então eu gosto assim, no Vida Invisível, mas muito por direção. Eu imagino que talvez a pessoa tenha visto e falado, cara, o Gregório, deve dar muita vergonha, quem me conhece vendo, porque eu gosto meio assim.
Sim, eu acho no Vida Visível mais ou menos assim. E o pior, não foi nem coisa assim na hora, foi que pra dublar, o carinho queria mais. Eu cheguei lá, oito da manhã, o carinho assim, então tem um problema, aquela cena, eu queria mais animales, eu já tava, eu queria mais, então eu fiquei lá oito da manhã me vendo transar, aquela bunda minha ali, e eu...
Assim. Às oito da manhã. Quem vê o filme talvez tenha ouvido isso daí. Mas era um personagem. Eu acho que eu nunca gritei assim na minha vida, não. Não, não, não, não. Não, não, não. Você já? Eu sou barulhento, eu acho. Você é barulhento? Ai, que engraçado você ver disso. É? Eu me deixo levar, né? Você se deixa levar. Você é um cara que se deixa levar, né? Eu sou o cara que me deixa levar. Mas enfim, eu queria muito saber assim. Mas sempre depois... De quê? Da pessoa com quem você está.
Gozando, né? Você não, cara, fala, já gozou? Posso gozar? Não falo. Você sente. Eu senso. Você sente. Já fingiram com você que estavam gozando? Sem dúvida alguma. Com certeza, né? Toda certeza. E você já fingiu? Eu já fingi. Já. Eu também. Enfim, Gregório, e como é que foi a sua semana? Ai, cara, foi muito boa. Eu tô um quarentão, assim, feliz da vida. Eu vou ficar um tempo falando dos 40 anos. Você se arrepende de alguma coisa?
Eu me arrependo, não. Eu não me arrependo de você, já dizia Caetano Veloso naquela linda canção. Você não se arrepende de nada que você fez na vida? Não.
Então você é a pessoa que não existe pra mim. Por quê? Você se arrepende de tudo? Não, porque eu me arrependo de muito. De o que você mais se arrepende? Primeira coisa. Ah, me arrependo de coisas que eu fiz. Não sei se eu vou te falar porque eu me arrependo, mas... Sabe o que me incomoda muito? A ideia é assim, voltou, me arrependo. Tá, pode voltar e fazer diferente. Posso. A chance de eu morrer é muito grande. Eu já não morri, então já tô no lucro.
Isso. Você não atravessou uma rua ali, morreu, porque caiu uma coisa na tua cabeça. Não, mas é que eu sou... Eu já, por exemplo...
Já fui muito nervosinho Então já agi com fígado muitas vezes Quando não precisava ter agido Briguei com pessoas Que não precisava ter brigado Mas alguma delas foi irreversível? Foi Ah, isso é uma pena E eu, sobretudo, sempre que eu ouço alguém falar Eu nunca me arrependo de nada Eu acho chocante Porque eu me arrependo tanto
Então, eu já me arrependi. Mas hoje eu me arrependo de ter me arrependido. Você entende que tudo é constitutivo de você. Me desarrependi. Te desarrependeu. Porque é o arrependimento de ter tido algum arrependimento. Claro. A única coisa que você se arrepende é ter se arrependido no dia. Isso. Como eu dizia, Fraulein Maria. Eu já contei sobre isso, né? Fraulein Maria, não? Não é. Cara, essa música é linda. Inclusive, era a música preferida da minha avó.
Falecida avó. Nemé, que morreu. Vou chorar agora. Há três... Olha como esse programa é. Há cinco minutos ele tava falando de quê? De nada. Nada.
Mas sério, porque minha avó era uma pessoa incrível, ela amava Noviça Rebelde. Amava os musicais, de modo geral. E aí ela botava ali aquele Noviça Rebelde, ali ela me mostrou My Fair Lady, me mostrou Mary Poppins, e me mostrou a Noviça Rebelde. Num VHS, eram dois VHS, no Noviça Rebelde uma hora tinha que trocar o VHS, tão longo que era. E aí trocava, e na segunda VHS já tinha uma música que é a cara dela, que ela ama muito, amava muito, que era...
A novice rebelde, a Fraulein Maria, canta pro nosso querido capitão Von Trapp, ela olha nos olhos e fala assim, canto em inglês ou em português? Em português. Talvez eu tenha tido uma afância difícil. Talvez eu tenha tido uma juventude miserável. Talvez eu tenha feito tudo errado na minha vida. Mas em algum momento da vida, eu devo ter feito alguma coisa boa. Something good. Something good. Porque você tá aqui na minha frente, me amando. Então, em algum momento eu fiz alguma coisa certa.
E essa música é um hino que eu acho muito bonito. Caetano depois cantou lindamente. É foreign sound. Foreign sound. E com Caetano cantando então, foi ali, foi Caetano cantando que eu percebi a beleza desse verso, que é tipo assim, é o que eu sinto, acho que é o que a maturidade tem que fazer você sentir. Não é que eu fiz tudo certo, é o contrário, eu fiz tudo errado. Mas fazendo tudo errado, eu cheguei até aqui. Ou seja, que bom que eu fiz tudo errado.
Porque se me deixou aqui, do seu ponto de vista, na tua frente, eu tô falando de você, você é meu capitão Von Trapp.
Se eu tô olhando pra você sentado aqui nessa cadeira com essa empresa que eu amo, com essas pessoas maravilhosas em algum lugar, tô falando sério todos os erros me levaram até você a um acerto que se eu não o tivesse cometido talvez eu estivesse no erro agora então os nossos erros levaram a gente até um acerto final que seja e esse sentimento, essa tranquilidade é muito bonita de se sentir eu acho, sabe? Então eu sinto hoje de verdade e tenho medo de algum erro vamos supor que eu não o tenha cometido será que minha filha teria nascido?
O efeito borboleta. É. As minhas filhas me dão a certeza de que eu fiz a coisa certa. Porque eu não queria que elas fossem em nada diferentes. E talvez qualquer coisa que eu tivesse feito diferente lá atrás, certamente as mudaria hoje. Tipo, o efeito borboleta. Você concorda? Estou sendo cafona? Estou sendo... Estou sendo, com certeza. Mas é isso que eu sinto. Mas você conseguiu um puta num corte. Parabéns. Para, não é sobre isso.
Eu discordo, mas entendo a beleza do que você diz. Discordo porque eu acho que não necessariamente essa ideia de efeito borboleta que a gente tem, de qualquer coisa que se mudar, muda tudo. Mas, de alguma maneira, eu acho que alguma coisa boa a gente fez. Mas a gente poderia ter feito melhor.
Poderia. Mas eu concordo com o seu ponto de vista. Estranho concordar e discordar da mesma coisa. Já aconteceu isso com você? O tempo todo. Acontece com você o tempo todo. Nesse programa. Eu concordo de você discordando. E vice-versa.
Como diz o Bené, vocês estão falando a mesma coisa com palavras diferentes. Tem uma coisa que você falou de efeito borboleta que realmente faz sentido. É o contrário do efeito borboleta, que eu não sei qual seria o nome. Efeito rinoceronte. Efeito rinoceronte. Que a ideia é que mesmo que um rinoceronte caia aqui, em cima do prédio, na verdade não vai mudar nada. Porque as coisas em algum lugar estão escritas, entre aspas. Às vezes você não acha isso, que é o contrário do efeito borboleta. Tipo, era pra ser...
Ah, não, eu mudei lá atrás pra mudar... É o sonho da minha vida. Não é? Que as coisas estejam escritas. Mas é tudo que eu não acredito. Não acredita, né? Não, eu acho que não. Eu acho que a gente é senhor do nosso destino. Você acha? Nosso não existente destino, claro. Eu posso levantar e te dar um soco. E por que você não faz isso? Porque eu te amo. Então, você não é senhor. Porque o amor que você tem por mim te escraviza, ele não te faz livre. Mas o amor que eu tenho por você foi construído por nós dois.
Porque eu quis. Será que você quis? Quis. Embora se eu não quisesse, eu ainda seria escrúpido a ser amor. Então, é isso que eu tô dizendo. Não, mas eu construí. Hoje em dia eu já estou aos seus pés. Outrora, não. Eu acho que a gente é levado às circunstâncias. Levado à vida pelas circunstâncias, o tempo todo. A gente tem muito pouca agência. Acho que um pouco de salada e um pouco de droga. Tem tudo. Talvez. Acho que tem as circunstâncias e como a gente lida com elas. Tem os astros.
Tem os signos. Não, eu acho que a gente... Você acha... Eu mudo muito durante a vida. Se eu acho que a gente é mais levado, se a gente é mais agente. Agente no sentido... Eu acho que a gente é uma bolinha afetada por traumas e prazeres a vida inteira. Se você, por exemplo... Eu conheci o João num CEP 20.000. Eu sei que era no Sérgio Porto. E aí num show no Sérgio Porto, não lembro que show que era. Talvez fosse um CEP 20.000, que era um evento de poesia. Carne Segundo. É, alguma banda.
Bem alternativa. E eu, segundo o João, estava doidão. Bastante doidão. Tanto é que eu não lembro dessa história, mas eu acredito no João perfeitamente. E segundo ele, eu estava dançando de uma maneira muito irritante. Sem considerar o outro. E eu trombei nele algumas vezes. E nem todo mundo que estava em volta. E ele armou. Não, não armei nada. Só fiquei te olhando com uma cara de raiva. Ficou olhando com uma cara e se eu desse mais uma trombada, talvez fosse me bater.
Empurrar. Só que eu vi que ele estava assim. Não, segundo o que eu fiz? Abriu um sorrisão e me abraçou. E você?
Quebrei ao meio? Quebrou ao meio. Quebrei ao meio, passou a simpatia. Se eu não tivesse dado sorrisão, se eu tivesse dado mais uma trombada, se o João tivesse me acertado, o que teria sido da gente...
Hoje, as opções. A gente fatalmente seria amigo porque a gente é só ser amigo com um começo diferente. Que seria um ótimo começo. Como é que você conheceu ele? Tomando um soco. Um soco na cara. Ou, amigo, fudeu. E aí fudeu o grau sim. Não existiria a porta dos fundos. Então ali, a gente fez o tempo todo, né? Tem o tempo todo essas opções, você vai bifurcando. O tempo todo, mas é isso que eu tô dizendo. Opções. Mas a minha dúvida é se você bifurcou e veio pra um lugar na verdade ou se essa bifurcada no fundo não voltaria pra cá.
Porque a força do mundo, talvez existe essa força, não é o destino, mas uma força que empurra as coisas para onde elas foram. Que é maior do que as vontades pessoais. Nunca saberemos. Nunca saberemos. Mas o que eu sei e tenho certeza é que todos os caminhos me levam a você. Isso tenho certeza. Isso daí é algo que eu não tenho dúvidas. Porque eu tentei me separar algumas vezes. E não dá, é impossível. É impossível. Cara, porque tem certas coisas na vida que se impõem, né?
Você se impôs na minha vida. De certa maneira, eu não consegui sair. Tanto é que eu sou um grande fonte de ciúme. Seus amigos ficam me perguntando, por que você está amigo do João Vicente? Porque eu sou perfeitão. Isso era antes desse programa. Antes desse programa tu me perguntava, qual é o teu amigo do João Vicente? Aí os programas meio que entenderam. Entenderam? A tua graça.
Esse programa revelou pro Brasil que você tem graça. Você sempre teve. Mas acho que muita gente entendeu uma química assim. É, mas acho que tem uma coisa mais marrenta que as pessoas acham que eu sou. Você tem uma persona marrenta. Mas sabe que é uma loucura que eu... Eu passo a vida inteira... Antes não, antes eu gostava, mas... Há uns 10 anos que eu já tento mostrar que eu não sou marrento e eu não consigo me distanciar dessa pessoa. Tem a ver com altura? Eu acho.
Tem a ver com estilo? Luta é outra coisa que te deixa marrento. Luta deixa marrento. Posta foto batendo em gente. É normal achar que você é marrento. Vai no teu Instagram, só tem lá te socando a cara nas pessoas que não fizeram nada. E também, outra coisa, que acho que os homens talvez te sentem ameaçados. Você é... Comedor de casada. Essa é a verdade. Desculpa usar esse termo.
Mas assim, vamos ser sinceros, né, João? Agora você tá mais calmo. Mas o teu foco era esse. Já foi, João. Desculpa usar esse termo. Mas isso também faz com que as pessoas tenham essa antipatia por você. Eu vou ficar amigo do cara, depende de quando eu vejo, entendeu? Nunca de amigo. De amigo, nunca. Nunca. Nunca. Um ou outro.
Que horror. Não tem esse medo? Você sente esse medo dos homens? Esse cara, você tem um carisma talvez menor com homens que talvez olhem para você como um rival?
Você tá sendo humilde, porque você sabe que existe. Você sabe que existe. Inclusive, tem algo que acontece, que é o seguinte. O homem separa da mulher e é um homem que o João nunca teve relação. Quando separa dessa atriz, esse cara que não tem relação com o João, começa a escrever pra ele. Qual é a cara? Beleza? Vamos sair. Separei. Tomei o mal. Pro João ficar grilado de pegar a mulher dele. Então ele constrange o João pelo afeto.
Ele faz, entende, para o João não ser talarico. Então, para impedir a talaricagem, ele fica amigo por interesse para o João não pegar a mulher. É algo que existe. Você sabe que existe. Eu já vi isso. Não já existiu? Já. Do nada. Um cara que você não conhece, um brother... E aí? Manda um foguinho.
Como é que é o foguinho de amizade? É um... Pô, irá você lutando, fala assim, qual é? Pô, vamos marcar um treino junto. Vamos marcar um treino junto, o cara nem luta. Nem luta. É engraçado os caminhos que fazem uma amizade acontecer, né? Talvez é simplesmente o medo de você perder um amor. Perder um amor. Já sentiu esse clima de competição?
Não, porque você não entra, né? Eu não entro e eu acho de verdade que eu sou inofensivo. Dificilmente a pessoa pensa, entendeu? Fora que eu tô casado há muito tempo. Não, mas não é de competição. Ah, de competição? Entre homens. Porque muito se fala de competição entre mulheres.
E eu acho, às vezes, homem mais competitivo do que mulher. Homem é muito competitivo. Já entrei numa criança até com um moleque que era sobre pai. O moleque falou assim, pô, meu pai, ele é muito forte, meu pai. Uma vez quebrou uma coisa, eu falei, e meu pai uma vez levantou um carro. Já era mentira. Mas eu só, quando eu vi, eu estava inventando coisas, estávamos competindo de pai. E tem uns homens que são meio moleque.
quando vê, tá medindo um pau. É, é só sobre isso. E tudo é sobre isso. Às vezes os carros. Carro tem tudo isso. Carro, às vezes carros são falos. Muito, claro. Carro, isso aqui é... É pra mostrar um tamanho de pau. Armas, coisa que o homem gosta. Eu acho que é tudo muito sobre pau mesmo, cara.
Pode menor o pau, mas maior atrativa de conquistar coisas. Claro. Eu acho que tem uma vontade de correr atrás com outras coisas, com símbolos, não é? Tem a famosa Big Dick Energy. Big Dick Energy. Small Dick Energy. A energia do pau grande é a energia do pau pequeno. Obrigado por traduzir. Não, não. Mas é verdade. Bro, eu sei que você nos entende, mas, eu quero dizer, não todo mundo faz, ok?
Doe, você que tá aí em Orlando pode doar, aliás notícia velha, qual? Fiquei muito feliz que o Ramalho foi preso em Orlando Ah, foi bom demais aquilo, eu gostei muito pelo ice Foi bonito né cara, eu também fiquei feliz Eu não deveria ficar feliz com gente presa, mas ele eu fiquei porque tem algo assim meio simbólico, kármico é meio Olavo de Carvalho morrendo de covid Deus, se ele existe ele tem senso de humor, você concorda? Ah, com certeza Com certeza, tem coisas que pra mim provam o senso de humor de Deus, hoje eu tava pensando nisso quando eu vi uma jaca Eu vi um vídeo
Aí você tem que continuar, porque não tem muito como te ajudar. Porque a jaca, ela era uma fruta que claramente tinha que nascer no chão. Ah, não, com certeza. Jaca é raiz. Não é? É raiz. Feito... Abóbora. Abóbora. Abóbora nasce onde? No chão. Por quê? Põe a abóbora lá no alto. Machuca. Uma porra. Machuca pra pegar. Toma rock. Toma rock. E a jaca, ela é pior que uma abóbora. Ela é mais pesada que uma abóbora. Ela fede pra caralho.
Mais ou menos. O cheiro de jaca difundi... É... É... Espreizado. Tipo como tem nas ruas do Jardim Botânico, às vezes. Nas ruas do Jardim Botânico. Ah...
Ali, você pega Você sai com uma menina do horto Você vai ao Gonzalo E você depois leva ela E dá uma leve jaca ao fundo Cara, jaca é foda Uma jaca é um problema pra vida toda Falando sério, eu nasci no Jardim Botânico Direto tinha carro esmagado por jaca Poxa
Não, não o meu. Não o meu, carros por lá. Tinha muito? Não, eu também já vi jaco. Mas assim, no meio do carro, assim, o teto... Uma jaca. É, não, não é só no Jardim Botânico, porque o Rio dá muita jaca por aí. Por que eu falei isso? É um senso de humor de Deus, porque é um negócio que fede, que explode e que fica lá no alto, é pesado pra caralho. Parece que Deus brincou de botar um campo minado no mundo. Ao mesmo tempo...
Fez muitas pessoas que gostam do jaca. Feliz, é. Mas as frutas, eu tava pensando nisso também. O design das frutas tem algo de cômico nelas. Tipo assim, não algo de cômico, mas tem algo de inusitado. Até no fato de elas serem boas ou ruins, você não consegue imaginar direito. Porque o morango tinha tudo pra ser ruim. Morango não é bonito. Morango tem a pele de um... É um tarcísio de freitas. Sabe? É uma pele cheia de cravo. Não, eu vou discordar.
Morango é lindo. Você acha? É uma bela fruta. Não dá vontade de... Espremer? Dá.
Não parece que vai sair uma minhoquinha? Vai, não vai sair uma minhoquinha, vai sair uma sementinha. Uma sementinha, que não é nojento, mas parece que é uma pele muito ruim um morango. É, mas ao mesmo tempo vermelha e lustrosa. É, mas tem que abrir mão daquela camadinha de fora, que pra mim me dá uma tripofobia, que eu aprendi essa palavra.
Abacate também é um negócio que também tem em áreas urbanas e você roubar, pegar um abacate e comer um troço que você não precisou comprar, é uma sensação boa, né? Pois é. Eu lembro dessa sensação quando eu era criança. Às vezes tinha uma manga e eu comia só porque era de graça. É, nem sempre funciona, né? Porque, aliás, o abacate é uma fruta que passou por um rebranding muito forte. É um pouco a capivara, eu acho. Cara, o abacate passou um puta rebranding. E o abacate, ele é bionutricional, né? É. E aí
Que ele é salgado. Salgado e doce. Então, mas ele fez a transição de gênero. O abacate. Ele era doce. Alguém comeu abacate salgado nos anos 90? Só na Colômbia. Na Colômbia e no México. No México. Nunca. Era impensável abacate salgado na nossa infância. De repente, hoje eu acho que é o contrário. Um abacate doce é uma coisa que eu não vejo há muito tempo. É uma vitamina de abacate. A vitamina, de modo geral, é um conceito que sumiu.
Vitamina de banana. A ideia de vitamina, né? Toda loja de suco, a pessoa ia tomar uma vitamina. Que consistia em... Banana? Não, uma fruta gordurosa. Uma fruta que pode ser uma banana no abacate. E leite. Leite. E eu acho que talvez é uma aveia? Talvez. Eu acho que tinha uma aveia e talvez um mel pra deixar mais doce. Tinha?
E eu acho que a vitamina tinha. E era uma coisa que é isso que fazia bem. Hoje em dia já caiu por terra tudo isso. Isso fazia bem. Isso fazia bem. Saudável. A vitamina e um conceito bom também, que era junto com a vitamina, era o sanduíche natural. Sanduíche natural, perfeito. Que em geral era um pão de forma. Pão de forma. Com uma pasta. Com maionese. Com maionese. Com maionese. Só coisas que no meu dia não fazem bem.
Era maionese, eu com atum ou com frango. Da onde vinha o natural? Natural, o que que é natural ali? Um pão completamente industrializado, maionese industrializada, um atum de lata e era um sanduíche natural. Morreu a ideia de sanduíche natural. Quer dizer, ainda tem, mas não é? Na praia tem muito. Você que tá vendo, não, eu conheço, mas é que antigamente sanduíche natural era de lei. Qualquer lanchonete, todo lugar, na praia tinha um...
era muito mais comum a ideia de... Solta uma salada de ovos. Salada de ovo. Salada de galinha. Oh, o sanduíche natural. Ele vinha numa...
num cooler. Aí as pessoas estão falando, porra, onde é que vocês moram? Aqui tem um tempo todo. Tinha mais, é o que eu tô falando. Assim como vitamina. Tem, ainda tem. Você senta, não bebeu, lanche. Mas tem frutas que tem uma personalidade que eu acho curiosa. Feito o abacate que transicionou, feito a capivara das frutas, eu diria que a pitaia subida.
ela é a influência das frutas. É. Ela vive de aparências. Ela vive de ser linda. Mas um gosto de nada. Não todas as influências. É importante dizer que muita influência linda tem conteúdo. A maioria, inclusive. Mas tem umas pessoas, não só mulheres, homens também, que são lindas e sem conteúdo. É o caso da pitaya. É o caso da pitaya. A pitaya, ela não entrega. A pitaya é tão linda que comê-la dá certo prazer.
Feito quem? Uma influência. Feito ninguém. Mas é lindo você abrir uma pitaya e comer. Não tem coisa de nada, mas é lindo. É mais a ideia. A pitaya é o cupcake das frutas. Cupcake das frutas. O cupcake é isso. Mas Deus estava artístico naquele dia. Deus falou assim, vou fazer um troço bonitão.
Mas aí chamaram ele, ele não cuidou do gosto. Não cuidou do gosto, exatamente. Opa, eu já vou. Deixa mais de jeito que foi mesmo. É, vai. Com gosto de quê? Bota pepino com melão sem gosto. Exatamente. Mão sem gosto. Porque ela não é. Em compensação, as frutas mais... Que não tem uma aparência muito bonita. São deliciosas. Caqui. Caqui. O caqui, Deus estava em preguiça. Ele pegou a mesma forma do tomate. Pegou.
Custava botar uma outra cor, uma outra coisa? Não, ele perguntou se queria... Pedro perguntou se tinha que mudar, ele falou só muda, bota doce. Só o gosto, mas o pessoal vai... Achata, tá? Achata. Pedro, achata um pouquinho e bota uma tampa, pronto. É, e aí tá bom, todo mundo vai topar. Inclusive, pra confundir, tem um tipo de tomate que é o tomate caqui, só pra te fuder. Que é o mais parecido com o caqui. É. E o caqui tem uma coisa que eu gosto, algumas frutas tem, caqui é captonê. Para.
Isso, Sandro de Botânico. O que é Capitonê? Sabe aqueles sofás que tem um... Ah, sei. A Zoe chama Capitonê? Acho que sim. Sofá que tem uns botões. Tem uns botões. Tem uns botões e é meio enfiado pra dentro, assim. Ele tem um botão? Ele tem aquela partezinha que você tirava pra... E aí ele é abóbora. Abóbora é Capitonê.
Abóbora é capitone. Caraca, é um ser humano maravilhoso que me ensina. Mas entende. Eu não sabia o nome desse botão de sofá, aquele sofá de couro, Chesterfield. É capitone, né? Capitone, exatamente. Ah, tá. Ele é um grande caquizão. É um caquizão. Caju, que a gente já falou aqui, que é uma fruta alcoólatra, que ela só serve pra fazer drink.
Ah, mas eu amo truco de caju. Tá bom, deixa eu falar, o programa é nosso aqui. É, então ela serve na minha vida pra enfiar com gin e tônica zero. E é Antártica, claro. O caju...
É uma pena, né? Que o caju tenha caído de desuso. Cajifes? Não, o caju não caiu de desuso. Na tua casa, filho ingrato. É, não. Ainda tem muito. Eu sei. É que na minha casa era muito de lei e refresco de caju. Eu acho, inclusive, que o caju tá voltando e a culpa é parcialmente minha. Ah, é? Ah, eu tô desfundido do caju. Você acha que você trouxe o caju de volta? Eu e o caju amigo. O que é o caju amigo? O caju amigo é um negócio que tem muito lá em São Paulo, que é mais ou menos uma...
Talvez falo errado, mas é uma caipirinha de caju meio de... Uma batida de caju? Não é batida, é com suco. Eu amo batida, cara. Toma batida? Amo batida. Qual é a sua preferida? Eu amo de pitanga. Puta que feria, eu batida de pitanga. Acho que eu nunca tomei batida, não. Não? Nunca tomou batida? Nosvaldo?
Bom demais. Na Academia da Cachaça? Academia. Academia da Cachaça? Nunca tomei, eu acho. Pô, batida... Tô falando pra ver se eles me mandam pra cá. É, é. Cara, ele batida... Oswaldo não vê no ar, pô. E o nosso querido Omar tem uma batida de maracujá maravilhosa.
Batida consiste em quê? Açúcar pra caralho? Aí depende. O leite condensado? Leite condensado, é isso que eu ia falar. A batida tradicional tem leite condensado. A batida do Osvaldo eu acho que tem leite condensado. Tem aquela cremosidade. Aí é cachaça, leite condensado e a fruta. Aliás, tem um conceito que é a limonada suíça, né? Com leite condensado? Que não tem nada de suíça, eu acho. Não. Desculpa a ignorância. Não, acho que não. Não sei se a suíça se toma limão com leite condensado. Não, não, não.
A limonada suíça é limão com leite condensado ou uma limonada batida com casca? Com casca e leite condensado. Na minha terra é. Na sua terra não é não? Não, não tem leite condensado. Limonada suíça é com casca. Em laranjeiras, pra cá... Não, tu falando sério, você não tem leite condensado na limonada suíça? Só casca. Procura aí Limonada Suíça Receita. Vamos ver. Vamos ver se não tem leite condensado.
Vamos lá, receita. Eu adoro tudo gostoso. Esse nome. Tudo gostoso, vamos no tudo gostoso. Limonato suíço é uma bebida, vamos lá, três limões, duas doses de leite condensado. Tem, cara, tem, tem. Porque senão você vai bater um casco e vai ser muito azedo. Não, você vai bater açúcar.
Ah, tá, é com açúcar. Não, eu achei eu, né? Nunca tomei uma lima na açude. Mas enfim, voltando à batida, ela em geral tem leite condensado, mas não necessariamente. A essa do Omar, por exemplo, não tem leite condensado. É só o maracujá com a cachaça. Por que qual é a vantagem da batida em relação a caipirinha? Não é pedaçuda. Porque, por exemplo, uma caipirinha de maracujá é uma das coisas mais difíceis de se beber. É, porque ela...
entope o canudo. Ela entope o tempo inteiro. Aí até inventaram um canudo que embaixo ele tem uma colher. Já viu esse canudo? É igual uma bomba de chimarrão. Exatamente. Mas não adianta. Vai entopir? Entope, com certeza. Então a batida é uma unida de você tomar um maracujá, que é talvez das melhores frutas que tem o maracujá. De novo. A mais feia, talvez. Acho que o maracujá é bem polêmico. Jura? Eu vou ser cancelado? Não, não.
Eu acho que o maracujá tem um gosto... Por exemplo, um suco de maracujá sem açúcar não é uma pessoa que gosta.
Não, não. Ele tem que ter um pouquinho de algum docinho. Por isso que o leite condensado entra muito bem no maracujá. Por isso que você não pode levar ele para um ranking de frutas incríveis. A fruta incrível é aquela que se basta.
Tá bom. Ela é um outro conceito. Ela é um conceito de uma fruta... O limão não se basta. É maravilhoso. É uma fruta incrível. Mas é incrível pelo multiuso dela. O maracujá, ele vai no peixe, vai num salmão, e ele vai numa mousse. Ele vai numa batida. O limão mais. O limão é a fruta mais útil do mundo. É.
de se ter na geladeira. O limão vai no peixe, o limão vai na... Mas é que o maracujá, ele é mais nosso, é mais diferente, o limão é um sabor... O limão é do taiti, né? Ele tá presente em muitos lugares, o limão.
A gente usa limão errado, já percebeu? A palavra não é errada, não tem errado, a língua é viva. Mas Portugal usa lima, é o nosso verdinho. Limão é o amarelo, que é grande. Nosso limão siciliano tem esse nome. Limão, porque ele é o grande. O verdinho é o pequeno, é a lima. A gente chama de limão o pequeno. Mas o limão siciliano é novidade, né? É novidade no Brasil. Só te chutar aí. Agora eu sou louco com um, que é o galego.
Galego. Que aquele que você corta é laranjinha. Laranjinha. Que eu acho que em Minas... Esse também tu acha? Em beira de estrada. Acha. Ia ser muito bom esse de Lira do Estado. Gosto demais. Gosto demais. Uma caipirinha de limão galego com mel. Adoçada com mel. Você é uma criança, né? Tudo você bota açúcar. Boto mesmo. Eu não gosto tanto de álcool, eu acho. Eu gosto de açúcar. É?
Que loucura, cara. Eu sou muito, João. Com melzinho, com açuquinho. Eu gosto muito. Sou eu com sal. Você é assim com sal. O João não prova comida. Ele bota o sal. Na dúvida, você bota o sal. Antes de provar. Tenho certeza. É. Você bota sal. Nunca ninguém vai acertar meu sal. É mesmo. E você sabe que nem tem mais. É uma lei, eu acho, que não tem mais sal na mesa. Você tem que pedir. Sabia? Por quê? Pra reduzir o consumo de sal do brasileiro, que bota sal demais. É.
Aí muita gente que é mais tímida já não pede sal. Já não pede pra me incomodar. E nessa ganha alguns anos de vida pela timidez. É, eu não... Você não é tímido, você enche de sal. É, eu... Enfim, não duro muito não mesmo. Até parece, João. Lutando desse jeito, bonito pra caramba. Cara, eu gosto de limão com mel, sobretudo quando eu tô mais doentinho, tô meio resfriado.
Será que eu faço? Tem uma receita infalível. Não funciona, não sei, mas pra mim é psicológico. Meu comfort food de doente é um limãozinho galego. Se tiver um galego é melhor ainda, porque o limão galego é um pouquinho mais docinho. Com mel, própolis, que vai dar um gostinho meio de remédio mais gostoso. Então, mel, própolis, limão galego e uma aguinha meio morna, assim. Meio quentinho. Isso dá prazer?
Eu gosto. É mesmo? Eu me sinto cuidado. É meu autocuidado. É seu autocuidado. Porque resfriado, depois de uma certa idade, é meio doente. Eu fiz 40, né? A gente sabia que resfriado não tem nada a ver com frio. Quando descobri isso, eu fiquei muito bolado. Como assim? Resfriado não tem nenhuma relação com frio. Não, mentira. O frio não se deixa resfriado. Não grita comigo. Eu tô gritando, porque é uma coisa que você tá falando merda. Não.
Eu já acordei tantas vezes que eu fiquei com as costas no frio, no ar-condicionado e acordei doente. Mentira, é psicológico. Não é psicológico. É psicológico. E a dor de garganta? Você acha que o frio é uma doença que entra no seu corpo e não sai? Eu não tenho ideia. Não existe. Mas eu sempre soube. O que deixa doente é um vírus ou uma bactéria que não tem nenhuma relação com frio ou com calor. Mas será que o seu nariz não fica mais seco por causa do ar-condicionado e entra em bactérias? Ah, porque a bactéria odeia a umidade. Aí tá molhado, não quer molhar.
Não tem nada, nenhuma relação com isso. Não tem. Inclusive, eu que sou adepto do ar-condicionado, já briguei muito por isso. Ah, com esse ar-condicionado eu ia ficar resfriado. Não existe isso. Não existe ficar resfriado. A palavra resfriada, ela engana. E o negócio de sair no frio, não tem por calor? Não existe isso. Muita gente fala isso. Rio de Janeiro, no verão, é um perigo. Você sai do ar-condicionado, entra no calor.
Aí você fica resfriado, não existe isso, gente. Isso é uma ficção, vamos falar a verdade. Eu tô esperando muito esses comentários desse episódio. Claro que existe. Sou infectologista. Você está falando uma boçalidade. Não existe.
Não, existe só técnico de ar-condicionado. E olha só, eu vi um vídeo, sabe de quem? De Marie Kruger falando isso, Marie Kruger. Eu já tinha ouvido e ela me comprovou, eu confio muito na Marie Kruger, é uma pessoa que faz ciência com divulgação aí, falando, é um absurdo isso, é mentira, é verdade. Agora, vai dizer isso pra sua avó, leva o agasalho, vai ficar resfriado, coisa que a gente mais ouviu na vida, tá entranhada na nossa cabeça.
É verdade que frio não calma. Nossas vós tinham umas coisas doidas, né? Tipo, não podia nadar.
Depois de comer também tinha isso. Congestão. Congestão. Isso é verdade. Isso é verdade. Acho que você tem que ter comido pra caralho. E nadado pra cacete. E nadado pra cacete. É. E comer manga com leite. Não, aí não. Aí não pode. Claro que pode. Não pode.
Não pode. Isso é mentira. Ah, bom. Não dá nada. Não dá nada. Dá nada. Igual chinelo virado pra cima. Ah, isso dá. Isso dá. Você acha que vai ser que tipo de idoso, João? Você é um idoso... Eu tenho um pouco de medo de você ser idoso. Olha aí, Gregório. Assim, eu acho que eu vou ser um idoso pé na jaca pra cacete. Que sentido? Acho que eu vou comer tudo que eu quiser. Ah, é? Beber tudo que eu quiser. Será? Eu acho que não. Você acha que não?
Você pode fazer o contrário. Radicalizar na saúde. Por quê? Você vai ter filho, eu acho.
Todo cara, não importa você falar uma coisa? Não, não, você vai, você vai. Vou? Vai. Eu acho que você vai, claro. Tá aqui? A mãe? Aqui você diz num estúdio? Nesse andar? Nesse plano? Não. Ah. No plano da realidade? Tá sim. Tá. Tá sim, tá, tá. Eu acho que talvez você já tenha conhecido ela. É? Você tem alguém em mente? Tenho. Começa com que letra? A. Fabi.
Será que eu vou radicalizar na saúde? Talvez Eu tô com um cansaço existencial Por quê? Ah, porque Muita coisa Eu tô sentindo você bem cansado Bem chuchuruxo Não tá? Eu tô um pouco, entendeu? Eu tô com esse negócio, eu fico um pouco
Um pouco pensando que essa coisa de viver mais, mais, mais, mais, será que precisa? Eu achava isso antes de ter filho. É, então. Aí mudou. Eu acho que filho, as pessoas têm filho muito por isso, porque tem um motivo para viver mais. Então, Luiz, já vai me dar 12, 13 anos. É, isso que eu ia te falar. 12 aninhos. É isso que você quer de vida?
Não, não é o que eu quero, não. Não quero morrer, não, gente. Não quero morrer. Eu posso viver o tempo todo, pra sempre. Até os 100 anos. 100, pra você uma data boa? Não, pra mim é dignidade. Pra mim é viver com conforto. Andar, conseguir fazer as coisas sozinho, tomar banho sozinho, sem falar tococô, entendeu?
É isso, né? Um pouco É isso, dignidade, mas é, total Tem uma coisa que às vezes umas pessoas Você vê umas pessoas que você ama muito Fracas, vivendo mal Aí você fica numa coisa meio Egoísta de querer manter Todo mundo tenta manter, mas no final é uma
É meio uma briga em glória, né? Nossa, total. Mas ao mesmo tempo, o que eu mais queria, o que me faz querer viver muito não é tanto viver quanto ser espectador do mundo.
Ah, mas você vai virar... Meu pai tem uma expressão que às vezes é meio triste. Fala, você fica mais velho. Meu pai disse, você vira carta fora do baralho. Você fala assim, ah, se o fulano não quer ser carta fora... Essa expressão de carta fora do baralho, que eu acho que o pai dele já falava. Ele é carta fora do baralho. Não entendo a aflição de ser carta fora do baralho, mas também tem algo meio gostoso de você virar espectador do mundo, que é algo que eu já me sinto um pouco, em alguns sentidos.
Eu vejo, por exemplo, meus amigos solteiros numa coisa... Eu adoro ser espectador da vida sexual deles. Não literalmente, não é que eu fico vendo.
Mas o Monk, por exemplo, me enche de alegria É o Monk que tá namorando agora Minha festa, por exemplo Eu acho ótimo, achei ótimo ver Vários amigos pegaram gente, cara Amigos entre si Quer falar o nome? Você não conhece É o Monk que pegou, gente Teve... Monk namorou Um ator, foi, né? Namorinho, né? Cara, um amigo de infância pegou Um amigo de infância pegou Olha que alegria Eita Eita
Tô louco por você É pra interromper? É pra deixar? É forró Não tinha forró não na minha festa Tavaquinho É que trufou É Pra mim é o melhor de todos eles Quando eu ensinei a Bianca a dirigir Ele fala isso
Você sabe que eu... Eu fico... O que me deixa mais feliz no mundo é apresentar casais. Eu gosto de apresentar amigos e casais. Eu amo. Eu sou um grande apresentador de amigos. Também? Mas aí você tem um pouco de ciúmes, não? Não, não. Adoro quando meus amigos fazem relação a...
para além de mim. Ah, é? Se combinar coisas sem me falar, morre. Ou seja, tem relação para além de você, mas tem que estar o tempo todo você ali avisando, olha... Não, não, uma coisa assim, por exemplo, se eu te apresento um amigo, você não, você eu tenho mais filme, mas tipo, amigos meus, se eles vão almoçar, estavam na mesma baixa, tudo bem, não tem problema, agora, aí vai chamar, fazer um almoço domingo, não vai me chamar, não faz sentido. Entende?
Faz sentido? Não. Almoço, domingo não. Mas pode sair os dois e ir pra alguma coisa, jantar. Pode. Pode viajar? Dia de semana. Dia de semana. Pode viajar sem mim? É. Por que eles não querem me chamar pra viajar? Às vezes a relação decolou de uma maneira que você não cabe mais ali. Por que eu não cabe mais? Calma, João. Não sei. Você tá em outra. Eu não atrapalho. Não atrapalho. Que fofo.
Você virou carta fora do baralho. A expressão é dura, né? Eu acho que é o que dói nas pessoas envelhecerem, mas eu acho que tem algo bonito de você falar assim. Mas também, desculpa, carta fora do baralho às vezes tá no jogo. Isso. E volta. Exatamente. Tá fora do baralho. Às vezes tem um morto lá. O morto é o vivo de amanhã. É bom lembrar disso. Que o morto no baralho... Aliás, buraco. Você gosta de jogar buraco? Não. Mas eu já fui feliz jogando buraco.
Eu tenho muita vontade de jogar buraco. Se alguém quiser... Mas tem uma turma de buraco? Não, isso que é o meu problema.
Não tenho Jogos que eu gosto Giovanna joga? Giovanna não é muito fã de cartas Chato Mas ela Mas tem um jogo que eu adoro Já jogou? Código do Secreto? Ah, um que você tem que falar uma palavra É Pra adivinhar duas Uma coisa assim É Legal Muito legal Dixit tem sua graça também Mas já quer ser um pouco Quer morar mesmo? Amo Tem cartas, imagens Você tem que falar uma palavra Que vai descrever a sua imagem
uma frase, e cada um vai ter que botar uma carta com a imagem que, de respeito àquela frase que você falou, a pessoa tem que adivinhar qual é a sua frase. Enfim, eu descrevi muito mal. Mas é muito fácil de achar, e é uma delícia de jogar. E sabe o que é legal do Dixie? Dá pra jogar com criança, elas são competitivas. Minha filha é mais velha, né? De oito anos, joga o Dixie de igual pra igual. É maravilhoso, porque é intuitivo, não é tanto um jogo de...
É um jogo mais intuição, é um jogo de humanas. Curto muito. O que mais? E claro... Uno.
Eu tenho um jogo que eu adoro, mas tem muito pouca gente que gosta. Se alguém quiser jogar comigo, Catan. Jogaram? Eu amo Catan. Jura? Jogar um Catan? Vamos fazer um Catan do Porta? Vamos. Bora. Eu amo Catan. Só que tem muito pouca gente que gosta. O que é? Ah, cara, é meio de estratégia, assim. Só que não é war de guerra. É meio de comércio. Você pode o tempo todo estar trocando tudo. Sabe? Então você tem que ir ganhando, mas de acordo com o comércio.
Com trocando os recursos que você tem. E vai conquistando as coisas ao seu lado. Muito bom. Muito interessante. E máfia também é bom.
Máfia, muito legal, desculpa, entrei no universo do jogo Você não é muito do jogo Você não é muito do jogo, né? Eu assim, numa casa de campo Uma turma reunida João, vem aqui Vamos jogar um buraquinho Mas quando a gente conheceu, a gente jogava muito O porta nasceu desse universo, da jogatina Então, mas é tipo videogame Eu jogava muito videogame na pandemia Quando você perde o hábito, acabou Como é que você vai começar um hábito?
Pra que você vai começar esse hábito? Eu tava querendo começar um hábito de jogar Eu vou começar um buraquinho
Porque eu descobri que eu prefiro... Vamos fazer na sua casa. Vamos, juro? Ou na minha. Lógico. Porque eu descobri. Outro dia eu tava com uma saudade. É o cu do da lista. Eu vi um jogo muito bom. Eu vi uma série muito boa. Que é Anos Novos, já viu? Não. Acho que você ia gostar. É. A Mubi. Pô, cara, a atriz é incrível. Eu fiquei meio apaixonado por ela. E a Giovana percebeu isso que ela, depois da série, ela falou, o que você tá fazendo? Eu tava vendo o Instagram dela no...
Eu tava seguindo ela no Instagram. Amor, porra. É muito boa atriz, ela é maravilhosa. O cara é bom, mas aquela é muito boa e é linda. O cara é bom, mas é um otário, né? Otário, gente. O cara é bucha. Ela tá dando mod pra esse bucha. Calma, Greg, também não é assim. Qual a definição de bucha? Um homem que namora uma mulher que nunca interessa.
categoria bucha, é exatamente isso. É um homem que namora uma mulher interessante. Exatamente. Mas a Giovanna ficou também, acho que meio afim dela. E aí, ela, a gente, vou ficar vendo a série, é muito legal. E tem uma coisa legal da série, que é de 15 a 25. É sempre um Réveillon.
no qual eles fazem aniversário. Isso até parece comigo, com a Giovana, eles fazem o mesmo dia. Ele faz dia 31, ela faz dia 1º de janeiro. Então, é sempre esse aniversário, que é também o aniversário quando eles se conheceram, porque é o primeiro episódio deles se conhecendo, e eles passando a cada ano, eles estão num momento da vida. Às vezes estão juntos, às vezes não. Não vou dar spoiler. Você nunca sabe quando começa. Então, começa lá, eles cozinhando, um do lado do outro.
Ah, eles ficaram juntos esse ano que passou. Aí vem a namorada do cara, dá um beijo nele. Ah, não estão juntos. E eu penso, é, não estão juntos.
Brincadeira, eu torço pro casal. Você torce muito pro casal. É muito fofo. É da Mubi. E, cara, tem uma coisa... Tem várias coisas boas. Mas uma das coisas que foi... Eu e o Giovanni ficamos com saudade de... Tem eles bebendo com os amigos. Cara, quanto tempo que ele não vai num boteco beber? Vamos, depois de sua peça, vamos beber num bar com os amigos?
Eu me decepcionei com a experiência de beber num bar. É ruim. É ruim porque, primeiro eu fumei, eu não fumo muito, mas eu fumo quando estou bebendo. Aí tive que fumar mais, a conversa não necessariamente é boa, porque tem várias pessoas conversando, não é bom de conversar. A comida também vai ser uma fritura, vai ser uma coisa que hoje em dia, a uma da manhã eu vou chegar em casa, no dia seguinte eu vou ter que acordar cedo, meio de ressaca, num bar. Sei lá, desculpa.
Tu é muito velho que eu tô falando tudo assim. Falar que bar é... Mas é que a expectativa, a ideia de um boteco, a ideia de um bar com os amigos, ela é melhor na ficção quase que na realidade. Não, é melhor com outra idade. Exatamente, ou com outra idade. Acho que eu passei já da idade. Assim como eu já passei da idade da balada com 30, eu passei da idade do boteco agora com 40. Olha que triste. Eu acho que... É, eu tô percebendo isso agora enquanto eu falo com você.
Mas uma coisa que eu não passei da idade é receber os amigos em casa, tomar um vinho e... Jogar um jogo. Então tá.
Então a gente vai fazer isso. Vamos. Fechado? A gente vai pegar, esse dia vai ser logo, a gente vai fazer um vídeo e postar no Porta Mais. Que é onde tem um conteúdo exclusivo que só os assinantes têm acesso. Então assina o Porta Mais e veja mais do Porta dos Fundos. Ele é um garrincha da mercha. Até semana que vem. No Porta Mais.