Episódios de NÃO IMPORTA

#61: FAMOSOS MIRINS, BROCHADAS, TROCADILHOS E OUTRAS COISAS

02 de abril de 202657min
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Tenho certeza absoluta de que o João gosta mais do Luís do que de metade das pessoas que ele conhece. Inclusive, ele provavelmente preferiria fazer o Não Importa com o Luís, que nunca discordaria dele nem julgaria duas decisões pessoais... Esse é o Não Importa da semana. Feliz Páscoa! (Ninguém me deu chocolate)ELENCOJoão Vicente de CastroGregorio DuvivierROTEIROEduardo BrancoDIREÇÃOMatheus MonkENTRE NO CANAL DO PORTA NO WHATSAPPhttps://bit.ly/ZapdoPortaAPROVEITA E VAI NO NOSSO SITE⁠https://portadosfundos.com.br/

Participantes neste episódio2
F

Fábio Porchat

HostComediante
G

Gregório Duvivier

HostComediante
Assuntos5
  • Brochadas
  • CelebridadesMaísa · Celton Mello · Bruna Marquezine
  • Trocadilhos
  • Superstição número 13
  • Expectativas e Realidades
Transcrição149 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Ó, Gregório, tira esse crachá aí, por favor. Deixa ele, cara. A vida acontece em pequenos momentinhos de descuido. Posso mostrar o meu crachá? Tem que ser o CPF. Você acha uma pessoa diferente com crachá? Eu nunca usei crachá assim na minha vida inteira. Na sua vida? É porque é uma questão estética? Tem que estar voa de crachá.

Não, eu só acho muito feio o objeto. Eu, desde que as minhas filhas decoraram o meu, eu nunca mais perdi. Eu perdi ele toda semana. Porque você ficou apegado. Eu desenvolvi um carinho por ele, e eu acho ele tão fofo. Ele é muito fofo mesmo. Uma mini, um... Se eu mandar o meu, será que elas fazem esse trabalho? Fazem. Vamos amar. Vamos amar. Como é que elas fazem? É que elas vão parar o que elas verem fazendo. Luiz não faz não, Luiz.

Ah, obrigado. Ah, obrigado. Como é que eu... É muito triste, assim, pensar que eu trabalho no meio de pessoas desumanas, né? Que acham que um bichinho bonito, lindo, é um ser vivo menos importante.

Você acha que todos os seres vivos são iguais? Iguais, não. Tem o mesmo nível de importância? Olha, de maneira afetiva, claro que não. Quer dizer, eu, com o Luiz, sim, mas assim, se uma vaca morrer na minha frente, eu vou ter muito menos pena do que se você morrer na minha frente. Não é tanto menos pena do que você morrer na minha frente. Mas fato é que eu acho que cada universo é único em si, entende, Gregório? A dor que eu terei ao ver um...

O antílope sendo morto desnecessariamente não é comparável ao que eu terei se você cair num bueiro no carnaval, bater a têmpora e falecer. Não é porque eu vou sofrer mais que a morte do antílope não me é dolorida. É numa escala de animais. Cachorro é o que mais te doiria.

Cachorro Luiz. É. Não, Luiz é perto de você, de verdade. Sério? Luiz é perto de você. É mesmo? Sério? É. Cara, é muito difícil pra mim ouvir isso. É, Luiz é perto de você. Se eu tivesse que escolher, escolheria ele, mas doido. Mas seria horrível. Calma aí. Escolher aquele, morresse. Escolher ele fica meio subentendido. Não dá pra entender. Subentendido não, subjetivo. Amigo.

Mas fala, como é que você estava falando? Você não respondeu. O quê? Você escolheria ele para viver ou para morrer? Eu ou o seu Luiz? Você escolheria ele. Luiz, para quem está chegando agora, é o filho, é o cachorro. Quem está chegando agora? É o pet. Fica direito. Vamos apresentar no estado de corpo alerta?

Gregório. Cara, sabe uma coisa que eu amo do Succession? Aquele cara, ele é muito bom. Ele é dizem que parece com você mesmo. O jeito. É, o que ele tem esse olho assim. Kieran Culkin faz um Roman. Muito bom ator. É o Culkin que deu certo, né? Pois é, o outro deu muito. Engraçado, né? Porque o primeiro, ele tadinho. Ele deve ter começado sob a sombra... Muitos traumas, né? Muito. Do Macaulay. É. E aí, hoje em dia, ele é gigante. O Kieran. O Macaulkin sumiu. Não, mas eu acho que o Macaulkin tem muitos traumas. Ah, muitos. Primeiro, deve doer muito... Character.

Desculpa, mas de todas as dores do mundo, essa sendo a menor, você ser uma estrela mirim. Muito difícil. Né? Você não entender a qualidade dos afetos que vêm em sua direção. Odeio essa palavra afetos, mas tudo bem, vai continuar. Mas afetos usados da maneira certa, que é de afetar, não de afeto de gostar. Tá. Tipo, será que essa pessoa me ama porque eu sou...

ou porque eu sou legal? Ou será que essa pessoa me odeia porque eu sou uma colical? Será que a pessoa fala comigo porque eu sou uma colical? E por que eu sou uma colical? Eu sou melhor que as crianças? Mas o mirim é foda, o mirim, cara, porque é muito cagado pra sua cabeça. Imagina você ser a rimo de família, como diz a expressão, com seis anos de idade. É muito fácil a sua cabeça se foder. Tem poucos exemplos que se deram bem. Se deram bem assim, que ficaram pessoas incríveis. Uma delas, eu sou muito fã, que é a menina Maísa.

Celton Mello. Celton Mello, aliás, se quiser um exemplo de criança boa, joga no YouTube. Celton Mello criança. Você viu como esse moleque atuava com cinco anos de idade. Bizarro. O próprio Danton Mello. Danton Mello era ator criança, excelente. Bruna Marquezine. Era ótima atriz Bruna Marquezine quando criança. Lembro de me emocionar com ela. Eu admiro muito as pessoas que mantiveram uma dignidade. O próprio Mogi. Qual? Mirim. E o pai de ator Mirim.

Obrigado, gente. É aí, eu queria dizer assim, é pra aí que eu quero ir. Eu quero pegar esse filé mignon da desgraça, e não desgraça de ser ruim, mas desgraça de ser a desgraça. Eu gostaria de falar sobre, não é, o meu... Ah, tá, tá me imitando. Depois você critica o Edu Branco. O Edu Branco...

É nosso trocadilhista profissional. O Eduardo Branco, roteirista desse programa e de várias coisas no Porta, ele tem uma doença, tadinho. Uma síndrome. É a síndrome do tio. É incontinência trocadílica. Exatamente. É o nome da doença. Muita gente tem. Ele não consegue falar. E dá pra ver na carinha dele, que às vezes ele tá assim... Ele tá nervoso, a mão tá suando. Respirando em quatro. Ele tá tentando não falar. E aí ele fala, o que foi, Edu? Fala. Aí ele vem e fala. E mogimirim. Ele tem isso. Ele tenta não falar.

É um tourette, exatamente. Não, não, não, não. Não sou a favor de brincar com uma doença séria que atinge muitos brasileiros. Mas, enfim. Ele tem uma coisa. E aí, você pode pensar assim, ué, mas normal no porta ele gosta de trocadilho? Todo mundo gosta de trocadilho? Não. O porta de fundo, das poucas coisas que a gente tem proibido aqui, é trocadilho. Você não vai ver trocadilho. Acho que vai, hein? Vai. Mas é rápido.

É, eventualmente no nome do programa, como é o caso desse que você está assistindo. Não importa. Não, mas isso não chega a ser um trocadilho. É, é sim. É um trocadilho. Importar com a porta de fundo. Não importa. Não é um embutimento do nome da empresa. Isso é um trocadilho. É um trocadilho com a porta. Um trocadilho. Desculpa te dar essa notícia. Você faz um programa cujo nome é um trocadilho. E do ano que vem a raiva do trocadilho, eu vou te falar. Só uma coisa, um parênteses. Entre travessões que a gente estava falando. É, é...

Mandaram um nome sensacional para esse programa e a gente gostaria de registrar que como eu e Gregório temos, eu tenho 1,90m, ele é 1,64m e eu tenho 80kg e ele 80kg, ofereceram o nome.

Dois pesos e uma medida. Um peso e duas medidas. Cagou a piada toda, falei uma frase errada. Vamos mais uma. Vamos mais uma. Vamos outra. Ó, João, tenta articular, vai outra, rapidinho. Tem que dar almoço? Como é que é o nome? Tem mais uma antes do almoço, né? Como é que é o nome? É um peso, senão estraga a piada. Um peso e duas medidas. Mas vai do que eu. Vamos outra, gente. Abre só pra atura aqui, ele tá meio confuso. Me mandaram, então, esse nome que, por conta dele ter 1,64m e eu 1,90m. É 9.

Vamos outra, com a altura certa. Então mandaram essa sugestão de nome, que é ele que tem 1,69m e eu 1,90m e nós dois, 80kg, ela sugeriu que o nome fosse um peso e duas medidas. Acho que temos, né? Almoço, gente. Foi. Vai, obrigado. Nossa, foi da terceira. Mas vai.

Trocadilho, ele tem esse problema que ele faz você... Ele faz você enxergar o mundo sob uma ótica. Freud chamaria de gozo. De gozo. De gozo. Adoro a expressão gozo. É, porque no final, assim... Não cumpre o humor...

mas ao mesmo tempo cumpre um humor quase que pra você só em mais um ou dois. Definiu muito bem, João. Trocadilho é isso. É o gozo do humor. Dificilmente todo mundo vai morrer de rir. E... É um gozo. E as pessoas vão... Por isso que é gozado. É. Desculpa.

Um trocadilho. E você vai rir. Parte das pessoas que estão rindo, da pequena matilha que ri, vai estar rindo de graça e outra vai estar rindo de Oh, no, he didn't. Oh, no, he didn't. Bro. Bro. Muito, cara. Exatamente. Tem algo do trocadilho que ele dá ódio porque você está puxando a atenção para o som em vez do sentido. Então você está querendo fazer a gente falar uma coisa, vê alguém e fala assim, tá, mas não importa o que você falou.

Olha o som dessa palavra. É por isso que é chato. Não, mas o grande trocadilho, o bom trocadilho, existe o bom trocadilho, é o que o som faz sentido e a palavra mudada também. Aí é bom. Quando você consegue esse momento. Sabe quem era muito fã de trocadilho?

Lacan. Lacan? Ah. E por isso, inclusive... É verdade, não estou só... Não estou achando que é mentira. E, na verdade, o analista lacaniano, ele é um roteirista do Zoré Total. O analista lacaniano. E os dois estão atentos ao mesmo tipo de coisa. Você está falando, já fez a análise lacaniana? Claro. Você está falando e a pessoa está todo mundo pensando, tendo um trocadilho. Porque Lacan era assim. E qual o momento que eu vou ter esse kill? Isso. Por exemplo, tem um amigo, juro que é verdade, fazendo a análise lacaniana, falou que teve um sonho, que ele estava com o pai dele em Miami.

E dá pra puxar um monte de coisa essa frase. Porque isso era Miami. Ele realmente quando criança ia com o pai pra Miami e tal. E a analista não chegou pra ele e falou Sabe por quê, né? Sabe por quê? Pensa nessa palavra Miami. Miami. Miami. Você quer ser amado pelo seu pai. Miami. E Lacan parece piada, mas é verdade, tá? Tem muita gente assim. O próprio Lacan adorava. Ele falava assim, amor é um muro. Então ele criou o Amur. Por que Amur? Porque o Amur...

sem criar um muro entre você e outra pessoa para você projetar alguma coisa nesse muro que tem entre vocês. Ou seja, ele identificava o que ele podia brincar com a palavra e aí explicava tudo em torno daquela... Exatamente. O curioso é que ele é o mais incompreensível dos... Dificilmo. Tentou ler Lacan? Negócio impossível. Dificilmo ao mesmo tempo em que é um roteirista de...

Zorra Total. Ele tá ali, ele tá no limiar. Temos muitos amigos que são rotadores de Zorra Total. Com todo respeito a eles, mas eles são lacanianos. Isso é um bom jeito de você falar mal de alguém. É uma obsessão, é uma obsessão que ele tem. Ele tem uma expressão, ele diz, tem que pegar no pé da letra. O analista tem que pegar no pé da letra. É boa a expressão, né? Tipo, ao pé da letra, ele tem que puxar a letra, não o significado, mas é meio chato. Mas é porque ele tava dizendo...

que as palavras são ditas por algum motivo. Por algum motivo. O som importa. O significante, que é o termo reto, importa não só o significado. Só que a verdade é quando você está querendo falar uma coisa, é meio chato. E claro, o Alanista vai falar, ah, chato, porque você está se entregando, você não quer ser entregue. Mas a pessoa que está atentando para o significante quando você está querendo dizer um significado, irrita.

É, mas isso aqui também faz algum sentido em relação ao que você tá sentindo e por que você expeliu aquela palavra. Expeliu? Expeliu. Pele, né? Pele. Peliu. Peliu. Eu sou sujeito peliu. Peliu. Ex-peliu. Você é sujeito peludo. E você é sujeito pelado. Vamos jogar uma pelada? Ai, caralho, inferno. Eu adorava aquele personagem da... Da... Eu não sei. Nesse momento, eu não sei se eles estão gostando ou não.

Eu tento não me perguntar isso. Porque a chance deles estarem falando assim cara, esse é o pior emprego do mundo. De estarem vendo o LinkedIn pra saber se tem algum emprego de verdade rolando por aí, na casa, em algum lugar, é muito grande. Mas sabe qual o maior flagrante? Que eu falei, será que eles estão achando ruim? Só o Edu Branco falou. Eu tô. Eu não tô achando bom porque você fez um trocadilho merda e eu apanhei até agora.

Obrigado, Edu. Obrigado, Edu. Você tem toda a razão. Você não fez nada de errado. E eu usei um eu dele pra bater em você. Desculpa, Edu. Mas dito isso...

Por... A gente... Isso o quê? Tão rindo de criança? Tão rindo de morador? Tão rindo de morador. Tão rindo de morador é muito bom. Perfeito. É maravilhoso. E o problema é que é contagioso o trocadilho. É, com certeza. Quando você vê, você tá pensando nisso. Quando você vê, você tá... Assim como o Laele. Laele. Quando você tá pensando no modo do Laele, fudeu. Sua vida só pensa em Laele. Eu tô preocupado com uma pessoa. Eu conheço? O jeito que a pessoa vê a vida.

Na verdade. Outro dia eu tava num story e eu vi uma pessoa que dizia assim gente, é o seguinte, isso é um absurdo. Cara, com muita raiva, isso é um absurdo. Eu fui assaltado agora na rua. Eu tava com meu celular na zona sul do Rio de Janeiro. E um entregador do iFood roubou meu celular. É, é isso mesmo, iFood. Como é que vai ficar?

Então quer dizer que vocês empregam ladrões? É isso, I-Food? Não. É assim? A pessoa fez isso? Essa é a empresa que vocês estão criando? Qual a minha preocupação? É que se essa pessoa está vendo a vida dessa maneira e ela não pensou em nenhum momento que o assaltante estava apenas com uma bag.

do iFood, e não estava trabalhando. Porque ele estava, inclusive, roubando. E que os entregadores do iFood não roubam. Não roubam, de conteral. Eles estão trabalhando. Eu fico com muito medo dela, por exemplo, ir para um bloco de carnaval e voltar falando que ela deu para o Homem-Aranha. Falar, o Peter Parker estava eu no carnaval. E está fazendo o ghost. Claro, deve estar em cima de um prédio desse. Exatamente. Ela pode ser roubada por alguém e falar assim, alô, Vasco.

Um atacante do Vasco me roubou ontem. Estava escrito camisa 9 atrás. Eu vi o número 9 e ele me roubou. Como é que você sabe? Estava com a camisa, o uniforme do Vasco. Como é que não é jogador do Vasco? É meio essa lógica, né? É total. Porra, estava no Porta hoje, não importa. Porra, tinha um jogador do Flamengo assistindo ali.

Caralho, o maluco joga no Flamengo. O cara joga no Flamengo. É tipo você criança, né? É tipo uma criança. É muito interessante essa ingenuidade criminosa, porque ela tá usando uma categoria de roubo, mas ao mesmo tempo eu tenho muito medo dessa confusão mental.

Eu já contei do repórter do Estadão no Carnaval. Eu estava na... Eu estava na ONU de Santa Tereza e chegou um repórter do Estadão de... Cara, é... Crachazinho Estadão e tal. Uma coisa... Um fotógrafo do lado dele. Pode dar uma entrevista aqui para o Estadão e um gravador.

Estadão é um jornal legal, cara, porque tem gente legal lá, eu não escrevo editorial, eu não escrevo editorial, eu tenho que seguir, não posso agora, tá com um gato de doido, me dando tristeza pro Estadão.

Não tem condição de entrevistar pro Estadão. Imaginando, o que ele quer me perguntar? Ele vai me perguntar daqui e tal. Ele ficou meio triste, meio decepcionado. Aí ele falou para outras pessoas, para entrevistar pro Estadão, para entrevistar pro Estadão. Cara, no dia seguinte, eu não vejo esse cara de tutu.

E eu falo, tu não era do Estadão? Era fantasia, porra. Não, ele manteve. Ele ficou um bloco inteiro sendo rechassado. Gênio. Porque ninguém quer falar com o repórter do Estadão. Esse é o verdadeiro pessoa fantasiado. Esse daí é o gênio. Esse é o gênio. Esse é o gênio. Não sai do pensadão. Mas a autoestima desse cara, que não tem porquê eu ficaria muito triste, e sair de casa para ser rejeitado. Porque esse cara, ele ficou 12 horas com pessoas falando assim, não, não. O que você está fazendo aqui?

Mas isso é gênio. E eu fiquei feliz de não ter dado a entrevista. Que vergonha. Caralho, ia ser maravilhoso. É tipo assim, você se vestir de Drácula é fácil. A sutileza do repórter do Cidadão tem uma coisa meio que a gente tá vendo em umas IAs agora, nos vídeos. Que é assim, esse coelho pariu um pintinho.

Aí você vê aquele vício. Se você falar, olha esse dinossauro matando essa cavala... Já sabe, Iá. É, exatamente. Se você fizer uma coisa micro... Verdade. Você pode enganar. Estou muito bolado com isso, é verdade. Está rolando cada vez mais Iá banal. Iá banal.

Você caiu um outro dia. Caiu? Um homem que era repórter do Correio. Não, repórter não. Funcionário do Correio. Funcionário do Correio nega ter roubado caixa com anabolizante. E o gênio é, tem um cara lá com a roupa do Correio. Um pouco forte. Não muito forte. Mas não é muito forte. Careca.

E qual é o negócio bom de ser careca, Gregório? Porque ninguém que faz um cenário ideal vai pensar em botar um ser humano careca. É verdade. Porque o careca existe... Ele é uma falha. No descuido. Da programação humana. Então, essa genialidade de você botar a pessoa, sei lá, com o relógio parado...

ou com uma roupa duvidosa, mas não está falando sobre a roupa. É o que faz a pessoa acreditar. Total. Você fala, jamais ele botaria uma camisa preta, uma calça de... Por que eles iam inventar uma notícia tão boba? Tão boba. Fora isso. Foi igual você que inventa umas histórias banais. É.

Então, a IA está se especializando nisso, fazer umas coisas muito banais que a gente acredita. Igual o canguru no... Não, também o canguru não é banal. Você caiu no canguru no avião? Caí. Você caiu no canguru no avião? Você é uma... Caí. Você é uma pessoa assim... Caí, caí feio. Caí e invejei.

a pessoa que tinha um canguru. Tive pena do canguru. Pensei sobre... Aliás, a grande questão em relação a isso é que quando eu vi o macaquinho rejeitado... Macaco... Monk é esse? Pante. Macaco Pante. Eu chorei com ele. Eu falei, é Iá. É Iá. Claro que é Iá.

Não sei se vocês viram, é um macaquinho que foi rejeitado pela mãe, e aí ele não tinha mãe, ele ficou meio lelé, os amigos não queriam brincar com ele, aí ele foi excluído, os amigos batiam nele, até que deram pra ele um macaquinho de pelúcia. E o macaco punch não largava um macaquinho de pelúcia. E eu chorei com essa imagem. Porque macaquinho... Eu chorei, eu chorei. Eu tô quase chorando agora.

Macaco é uma coisa que me pega muito bom. É porque macaco é muito pior. Macaco é a gente, cara. Macaco é a gente por isso daqui. Virou uma esquina ali o Gen que não foi, mas é um macaco é a gente. E ele é um macaco criança. Macaco criança, então? E aí é quase...

Puta que me deu uma peninha, sabe de quê? De latino ver esse vídeo lá buscar o macaco punch. Isso foi o que eu mais pensei assim, falei, esse macaco do latino, vai chegar no latino. Não, e o próprio macaco punch ficou preocupado com isso. Ficou. Quando viu que tava sendo vitimizado... Logo sim, turma. Ele falou, gente... Para, não filma.

Porque pior do que tu ser o pante é tu ser o tuelvus. Né? Na vida. É. Porque é difícil a vida do macaco do latino. É. Pelo menos que o macaco do tuelvus tivesse um latino de pelúcia, já melhorava. Já melhorava um pouco. Era melhor. Eu teria um latino de pelúcia. Teria? Não sei se eu teria, não. Não? Não.

Ah, deve ser bom dormir com um latino. Ele tá um pouco estranho. Desculpa falar isso. Desculpa, senhor. Não, ele tá estranho. Eu vou ser latinofóbico. Ele tá muito harmonizado. Muito, muito, muito. Você não reconhece ele. Acho que ele tá banizado. Banizado? Ah, badbanizado. Ele tá. Ele tá mirando no bad bunny. Mas fazendo umas dancinhas ainda de mais TikTok. Mas isso é a vida dele.

Isso ele sempre fez, eu digo. Sempre fez, né? É, não, ele é um dançarino. Ele lançou uma música, agora eu gostei da música. Você gostou? Tem uma mão assim que faz assim. É, exatamente, eu vi isso também. Acho que foi você que mostrou. Foi, foi. Claro. Mas, enfim, é... Você falou de calvo, eu queria puxar esse... Para de olhar na minha calvície. Não, aliás, belíssimo cabelo cortado. Vanessa André. Vanessa André. Maravilhosa. João, eu tava pensando sobre isso, quando você falou que o calvo é a falha humana. Não.

Você falou que a calva é uma falha de programação. E é mesmo. De alguma forma. E os calvos estão sumindo. Já falamos disso aqui. Os calvos estão sumindo. É muito provável que no futuro uma criança veja uma foto de um calvo do passado e fale o que é isso. Por que esse ser humano raspou a cabeça só no meio? Só no meio. Talvez o pai põe para o filho isso. O contrário. Papai, papai. Por que ele tinha esse corte de cabelo tão diferente? Ele raspava com gilete em cima e deixava aqui como o palhaço bozo.

Não tinha a Turquia? Onde estava a Turquia? Não tinham inventado, descoberto a Turquia? Não tinha a Barra da Tijuca? Que é a nova Turquia, né? É. E ao ver um ser humano com dentes normais, o que diria essa criança?

Por que o dente dele não é branco, branco, branco? Porque todos os dentes são bancos hoje em dia, né? Não é nem branco. Como bem disse o momento, o dente dele é azul. Realmente, tem uns caras com dente tão branco que é quase azul. E mais que isso, é um dente que eu não sei se passa fio dental. Não entra de tão... Eu acho que não tem buraco. Não tem buraco, né? Ou tem. Por que botar um buraco? Por que botar um buraco? Só pra encher de comida? Já que é tudo de mentira, por que não faz logo um... Faz logo um...

Aí pinta de preto só pra ter que ter a divisão. Não, não. Você faz aqui um chanfro. Como você dá a palavra chanfro agora? Me pegou demais. Como é que ele vai descrever esse amassado que não cria buraco? Que não cria buraco. É um chanfro. Mas que?

Mas quem vê, vê buraco. Vê buraco. Mas buraco não lá tem. Não lá tem. Então, assim, pra que eu vou botar numa coisa que eu vou construir, numa impressora 3D, sei lá, como é que vai? Um lugar pra armazenar comida indesejada pro cara tirar depois? É verdade. Agora, pensando bem, por que que... É, de uma coisa que você botar uma prótese peniliana que brocha de vez em quando.

Isso acontece. Uma prótese peniana não brocha. Tem umas que não funcionam sempre, é? Não? Não pifa? O objetivo de uma prótese peniana é não brochar, porque você aperta a bombinha... Aperta o quê? É um controle remoto? No saco. Ah, embaixo. Não é assim, é aqui.

É um controle que você fica aqui ligado ao seu Bluetooth. É aqui, você aperta embaixo no saco, você afofa. A minha é de outro jeito, mas eu acho que... Agora eu posso ter sido enganado, como eu já fui mil vezes, por exemplo, com o Sopana. Mas eu ouvi dizer que tem.

Tem um outro também, mas que tem uma bombinha no saco, desculpa tal, desculpa entrar nesse assunto, que você aperta até o seu membro ficar eleto. Tipo, você infla, como uma... Tipo, você infla. É, tá. Então, quer dizer, e depois que você aperta, vai... Esvazia? Isso é o banho dele esvaziando? Você abrochou? Eu não. Fala sobre isso.

A gente nunca falou de broxada? Nunca. A gente falou de cada assunto pelo menos umas 20 vezes. Será que a gente nunca falou de broxada? Cara, é muito sintomático um programa de dois homens que já fizeram 60 programas e nunca... Falaram de pau, falaram... De broxar. Pau quando não funciona. Pau quando não funciona. Você já broxou legal? A gente não pode falar de pau. A gente tem um contrato aqui. Claro que pode. Broxar não é pau, é diferente. Mas tem como falar sem usar a palavra pau? Consigo.

Já. O grande problema da broxada é o medo da broxada. É, o medo da broxada que faz broxar. E aí, a broxada é a síndrome do pânico peniana. Porque a síndrome do pânico, quando eu tive, o medo dela faz ela existir. E a broxada é a mesma coisa. É você pensar...

E é o mesmo mensamento da Sinome do Pânico. Será que vão me cancelar? Vão falar que eu já tive lugar de fala. Mas é o I. É o I. E se não? E se não? E sabe o que é pior? Você brocha uma vez com uma menina. Eu já brochei muitas vezes. Eu sou bom nisso. Como diria um amigo meu, se gosta de pau mole, vou te levar à loucura. Cara, João, eu brochei insistentemente. Opa, eu.

Eu brochei insistentemente com a mesma pessoa já. Ah, é? Um beijo. Mas isso também é a maneira dela talvez ver e falar, pô, legal, foi só comigo. Não era só comigo, é. Não era só comigo. Mas não era. Não, mas era com ela assim muito. Eu tinha uma coisa, eu amava ela, desnamorava. Eu amava ela, mas não rolava. Mas ele, eu posso falar o nome? Ele não gostava dela.

Mas desde o primeiro... Desde o primeiro. Desde a primeira? E ainda assim eu comecei a namorar. Porque eu falava, vai dar certo. Você falava pra ela? Era falado? Era falado. Era falado.

Eu falava o famoso não sei o que está acontecendo. Eu te adoro. Será que eu gosto demais de você? Eu falava essa frase. Você é gostosa demais. Eu não falava que você é gostosa demais. Em geral, você fala quando você gosta rápido. Eu falava assim, cara, eu gosto tanto. Realmente, eu tinha uma admiração, uma coisa. Mas não funcionava a coisa ali. E aí, o que eu fiz? Tomei coragem, fui numa farmácia.

comprei um Viagra. Não existia ainda a Tadala, que eu acho que é a droga de preferência dos jovens hoje, né? Jovens dos velhos. Não existia ainda. Eu comprei um... Não, não. Os jovens. Exatamente. E eu comprei uma... Que rio gostoso. Falou de Tadala. Cara, eu peguei um Viagra na farmácia. Já é uma situação horrorosa, né? Cratíssima. Nossa, um jovem, um Viagra.

horrível. E aí, hoje vai dar certo. Tomei. Só que, pra dar um grau, eu ainda enchi a cara. Burro. Eu não sabia que não podia. Ah, não pode? Não. Eu acho que essa é a diferença entre Viagra e Tadala. Eu acho. Eu acho que Viagra, você não pode beber. Eu sei que me deu uma dor de cabeça. Peno, eu tava ao ponto que era impossível de transar. Perfeito. Mas o pau? O pau também não levantou. Não? Não.

Então eu só ficava com dor de cabeça, chorando as duas de cabeça. Chorando? Não contei pra ela. Eu deitado, chorando como se estivesse pensando no macaco punch. Como quem pensa? E ela, o que que houve? Nada. Eu não falei que eu tinha tomado. Claro. Seria um golpe final? E eu, nada, no dia seguinte eu acordei com um pau mesmo, duro. Eu passei o dia inteiro de pau duro. Mas ela não estava lá. Mas mandou foto, pelo menos. É só você sair.

Não tinha essa coisa de mandar foto, não tinha nem, sei lá, com câmera. Eu já comprei Viagra.

E eu lembro que eu tava num... Caralho, essa história... Boa. Só pra quem não é homem, as mulheres que nunca compraram a Viagra, tem um constrangimento muito grande, um sentimento de que você precisa daquilo, que você tá falhando. Você fala pro cara, né? Eu não consigo... Não sou viril. Isso pra um homem jovem é um horror e tal. E eu lembro que eu fiquei...

semanas, porque eu ia transar com uma menina que eu tinha uma extrema admiração e aí eu fui comprar. Fiquei uma semana assim pensando em qual seria a estratégia. E aí eu fui na farmácia e disse assim, ó. Falei, irmão, me dá aquele o... Como é que é o nome? De fazer o pau ficar duro? Aí ele, o Viagra, pereia.

É muito pior falar isso. Calma, calma que piora. Calma que piora, calma que piora. Então já estou sofrendo a mão, está sua. Aí eu falei assim, mas já com a cara de, tipo, já ouvi várias. Toma aqui, eu falei, não, não, só para saber, isso aqui pode tomar tranquilo, porque eu vou dar...

a gente vai dar pro nosso professor de piada. Ele tá mais velho, ele tá fazendo uns 50 anos. A gente quer dar de piada pro nosso professor. Eu tinha cara de faculdade ainda. A cara de professor... Isso é crime, não pode. Eu queria saber se é pra ele. Aí ele falou assim, não, não tem problema, não. Eu falei, tá bom, porque, ó, vou dar. Se o cara tomar... Ai, que vergonha.

Que vergonha. Foi, foi, foi. Que horror. E aí, deu certo? Deu super. Ah, que bom. É constrangedor. O quanto que fica duro. É, claro. Então, assim, e tem uma coisa do Brochar, né, que é, não existe maneira, assim, eu já, já aconteceu comigo com mulheres que fizeram o melhor.

Não me pressionaram. Me falaram, tipo, cara, tipo, de verdade, relaxa. Não, atenção, não existe o que você fala. Não existe. Nada vai fazer aquele coração ficar em paz. Nada. A verdade é essa. Nada. Uma coisa que pode falar. Ah, não, eu sou tranquilo. Pode ser, cara. Eu quase morri. Eu passei assim... Obrigado.

Meses vendo televisão e fazendo assim do nada. Hum, é horrível, é horrível, horrível. Então assim, não adianta falar. E o contrário é a mesma coisa. Essa vez eu transei e tinha que fingir que deitar de costas.

Fazer coisas que, pra não ver que aquilo ali era artificial. Ah, claro. Escondeu, pintou duro. Botei na água, gelada. Gelada e nada. Nada. Não era isso não, era tipo... E não dói um pouco o pau ficar tanto tempo duro? Lógico que dói. Claro, preapismo é o nome disso. Preapismo. Pensa que o pau não fica mole. Cara, sabia que essa é uma experiência brasileira? O quê? A broxada? Grêmio do broxa? Só o brasileiro broxa. Que isso? Aham. Não, eu recordo. Verdade. Eu recordo.

Cara, brocha... Não, só o brasileiro fala, eu brocho, eu brochei. O verbo brochar... Portugal não tem brochar, não sabe o que é brochar. Não? Não.

Não ficou duro. Não pode falar eu brochei. Em inglês não tem. Você tem que falar it didn't get up pra falar que brochou. É diferente. Ele não ficou duro. Não é você. O brasileiro assume e mata no peito. Eu brochei. Não é que ele não ficou duro. Em inglês tem que falar ele não ficou duro. No Brasil tem que falar eu brochei, um verbo ativo. Em francês tem que falar je ne pas bander. Tem que falar assim eu não fiquei de pau duro. Isso não é brochar. Brochar é ativo. Eu brochei. É a primeira pessoa. Eu brocho. Eu tô dando vários cortes pra quem quiser botar.

Só o brasileiro que fala eu brocho. O gringo nega a brochada. E eu acho isso muito bonito. Terceiriza. Terceiriza. A culpa é do pau. Ele não ficou duro, fala. Eu vou passar a falar assim com certeza. Ele não ficou duro. Ele. Não tem nada a ver comigo. É ele. Amor. O brasileiro. Meu pau brochou. Isso. O brasileiro mata no peito e fala.

eu brochei, sou eu é bonito isso, não é? mas você acha que é por uma falta de importância que existe em outros países ou é só porque uma falta de de transformar em seu a culpa daquele momento? eu acho que é uma tentativa de fingir que não é contigo que os gringos tem, que óbvio que gringo brocha pra cacete todo mundo brocha o brasileiro é o único que matou no peito mas eu acho que o brasileiro sofre mais? sofre mais é um Character

E o verbo diz isso. É mais trágico. Eu brochei do quê? It didn't get up. Ao mesmo tempo, a imagem da brocha é muito bonita. Você parou pra pensar o que é uma brocha? A imagem da brocha. O que é uma brocha? Sabe o que é uma brocha? É uma... É. Uma brocha. Ele é um pincel bem mole, bem molengo. E o que é bonito é que uma brocha serve pra muita coisa.

Pra caralho, pinta canto. É melhor que um pincel. Pinta o canto que é só com uma brocha. Uma brocha. Vai pintar canto com um negócio rígido. Não, a brocha tem mil serventias. Pensa nisso você que é brocha. Pensa que teu pau brocha faz muita coisa. Exatamente. Pinta um canto.

Não come ninguém, mas pra pintar um canto. Amigo, você mergulha numa lata de souvenir? Cara, vou te falar. Eu queria esse quadro seu. Né? Eu no souvenir? Você com um pintinho dentro de uma lata, assim, várias cores, botava uma tela e ia fazer assim... E batia assim.

Coisinha assim De várias coisas Ia ser bom Ia ser bom, não ia? A brocha Não é muito bom essa palavra? Claro A brocha Qual é a pior coisa? Diz assim Três piores coisas Que uma pessoa pode falar pra você Após você brochar Eu acho que A pior coisa é a condescendência talvez, né? Não Então deixa Então deixa ruim Então deixa a paz

Então deixa, é foda. Então deixa. Mas acho que o pior é tipo assim, já tinham me contado. Já tinham me contado. É, já tinham me coitado do Ayer. Né? Ou, tem certeza? Quer tentar de novo?

Quer uma ajudinha? Quer um remedinho? Também pode ser triste. Ou quer uma foto de um rapaz? Ou... Graças a Deus. Graças a Deus. Não, esquenta a cabeça não. Esquenta a cabeça não. Também é bom. Bem que me avisaram. Bem que me avisaram. Bem que me avisaram é bom. Bem que me avisaram é bom. Bem que me avisaram...

Me lembrou uma coisa que é o bem que eu te avisei. A pessoa bem que eu te avisei. Bem que eu te avisei. Ou eu o avisei. É um tipo de pessoa chata. Ou eu já sabia. É muito duro isso, João, que você falou agora. Porque assim, você saber de algo... É muito duro. Você saber de algo... Você avisar que algo vai acontecer, algo de ruim vai acontecer.

E a coisa acontecer é um sentimento agridoce. É. Né? É. Mesmo que seja uma coisa ruim, moderada ruim, com uma pessoa que você gosta. É muito ruim você ter avisado que algo era ruim. Por quê? As pessoas vão achar que você é agorô. Ou. Né? É. Ou que o quê? Ou você tá feliz com isso. Não, eu acho que...

organizando aí o que você tentou falar, eu acho que assim, é agridoce totalmente. Quando acontece com uma pessoa que você gosta, se não for um mal pra pessoa, dá um misto de toma! Com que pena dessa pessoa. É, claro. É horrível. É isso que é horrível. Mas, no final de tudo, o fetiche tem razão. O fetiche tem razão. O fetiche tem razão. É que alguém diga, você avisou. E ninguém fala, é muito difícil falar.

Muito difícil. Mas o elegante mesmo é você avisar, a pessoa se estrepar e você falar, tudo bem, parte para a outra. O eu te avisei é só sadismo. É. Eu já sabia, eu te avisei. Não se diz eu te avisei. É só sadismo. Desde que os outros dizem. Você não pode falar eu avisei. Exatamente. Desde que os outros dizem, você avisou. Não pode falar eu avisei. Ainda mais se a pessoa estiver fodida. É. Né? Mesmo que um pouquinho. Tem uma coisa na mitologia grega, desculpa agora ir para um lugar nada a ver.

Tem Cassandra, né? Se eu não me engano, era uma mulher linda, linda, linda. Que Apolo, Deus do Sol e outras coisas. Era lindo, lindo. Lindo, lindo, lindo. Se apaixonou por ela. E Apolo tinha o poder de ver o futuro. Apolo sabia. Só que o oráculo era... Perguntava Apolo. Apolo sabia o futuro, o passado, sabia tudo.

Porque ele dominava o tempo, ele era o carrossel do sol. Então ele que fazia o dia, a noite, acontecer tudo, ele dominava essa parte. Ele era gerente, head de tempo. Não, e head também de futurologia. Head de estratégia, head de field, head de growth. E aí chegou pra Cassandra, falou qual vai ser, tá, vamos ficar junto com a Cassandra. Não, desculpa. Será que ele falou qual vai ser? Qual vai ser. Tava escrito lá? Já é ou já era? Falou pra ela assim, é aberto?

É aberto? Ou fechado? É aberto? Porque ela namorava outro momento? Não, eu só achei uma pergunta meio de geração Z. É aberto ou fechado? Qual vai ser? E aí ela falou, não amor. Quero não. Quero, desnobou a Paula. A Paula então falou, eu te dou tudo o que você quiser. Eu te dou o dom da previsão do futuro. É a coisa mais previsiosa que a Paula tinha. Te dou o dom da previsão do futuro. Deu e ficou sem? Não. Compartilho com você.

E ela então cresceu, falou, então me dá. Meu. Quando pegou o dono pro dono futuro, falou, quero mais não. Ah, sim? Assim. Nem ficou? Nem ficou. Nem ficou. Falou, ah, otário. Caçando a safada. Caçando a safada, mas se fudeu, porque aí Apolo falou. Agora, desculpa. Apolo, que previ o futuro? Não sabia que você ia fazer. Aí você pegou. Aí você pegou o grego no pulo.

Aí você pegou o grego no pulo, João. Esses gregos têm uma história muito mal contada. E mais, e Cassandra, quando falou que não queria mais nada com ele, ele falou, ah, é? Então deu uma maldição para ela. Então você pode saber o futuro, mas ninguém nunca vai acreditar em você. E essa é a maldição de Cassandra. Ela sabe o futuro, mas ninguém nunca vai acreditar nela.

Entendeu? E Cassandra passa a Grécia inteira falando que as coisas vão acontecer e ninguém acredita nela. Ela proibiu que a guerra de Troia ia acabar mal pra Troia, que Troia ia cair. Saiu falando pra todo mundo, falando, ai, mala, agoro, agorenta. Aí quando acontecia, pior ainda. A gorô, por culpa tua. Achavam que as coisas de ruim aconteciam por culpa dela, porque ela tinha avisado. Então olha que maldição terrível que a Paula deu pra ela. Agora, como é que...

Ela, que já sabia o futuro também, não sabia que ninguém ia acreditar nela. Exatamente. No momento em que ela ganhou o poder, ela vai falar, ai, merda, ele vai falar que ele não ia acreditar em mim. Exatamente. Você gostaria de saber o futuro? Saber o futuro? Acho que se a gente soubesse o futuro, causaria uma angústia e uma dor da...

tragédia que vai vir, que impediria você de viver hoje, não? Claro, total. E sempre tem isso, né? Na pessoa que sabe o futuro. Nunca vi uma história, a pessoa sabe o futuro e ficou legal, deu certo. Futurinhos. Assim como assim, eu já fui em vários... Eu sou uma pessoa que tem dificuldade em acreditar em... em gente que lê o futuro. Ao mesmo tempo... Uma pergunta se vou. Vai o tempo todo, né? O que já foi em gente que lê água. É.

Água? Como é que lê água? Lê água. Ficou olhando ali a bolha. Sério? Aí você pergunta, aí se sobe a bolha. Verdade, se dá essa bolha. Você pagou um dinheiro por isso. Água, eu paguei. Deixou um cascalho lá. E era bom. Para o cara falar o que a água estava dizendo. Foi. E vou te falar, era uma época que um monte de gente cheia desse cara da água. O cara meio cigano, assim, cheio de anéis, assim, bonito, interessante. Botava ali a água. Aí chegava perto. Eu falava, chega perto aqui. Aí ele fazia ali o negócio. Enfim, leu muita água para mim.

Já fui em borra de café. Muito. Já fui em borra de pedra. É? Que segurava umas pedras. Nossa, graças a Deus. Eu não sei nada disso. Enfim, nunca nenhum falou uma coisa ruim. É sempre muita viagem. Né, viagem? Viagem. Tem uma pessoa loura, não tem? Vai te fuder.

Sabe? Todo mundo tem uma pessoa loura que vai te fuder. Então, uma vez uma pessoa falou isso pra Giovana. Olha que escrota. O que foi, cara? Todo mundo tem uma pessoa loura que vai te fuder. Mas é verdade. Olha só que coincidência que você fala isso. Uma vez uma pessoa falou isso pra Giovana. Uma pessoa que falou pra Giovana do nada, assim. Cuidado com uma pessoa. E eu tô vendo uma coisa. Falou pra ela. Eu tô vendo uma pessoa loura acabando com a sua vida.

E a Jofana não acreditou a princípio. Mas que ficou uma pulga atrás da orelha? Uma pessoa loura? Uma gringofobia? Não podia haver uma loura? E acho que é ela, hein? Volta o meu e ela falava. Amor, acho que é aquela. Eu acho que é ela. Eu nem lembrava da história. O que é a pessoa loura? Não, ela não acreditou. Mas ficou ali uma pulguinha. Uma viagem pra Alemanha, por exemplo, você não pode fazer. Não faz? Cheio de louro? Cara, mas isso também seria um personagem. Assim, se eu não tivesse nada pra fazer na vida...

Se vestir de líder espiritual e ir pra rua foder a vida dos outros, pode ser uma boa coisa, né? Chegar pra uma pessoa qualquer e falar teu marido tá te traindo. Tá bom com a vida daquele homem por uma semana. Tua mulher tá com outro. Caralho, é exatamente a história de um filme que eu fiz que vai sair aí. O Profeta. Você fez o Merchan sem querer. Exatamente isso. Parabéns sobre isso. É isso, é muito bom. O mote do filme é muito bom. É um cara que anda na rua fazendo isso daí. Ah, é? Um charlatão. É.

Você não sabe, você vai descobrindo ao longo do filme. Ah, então você contou o filme. Não, eu não contei o final, não. Só que é isso. E aí fala pra um cara que é aquele ator maravilhoso, Digão? Digão? É Digão? É Digama? Encantados. Digão. Digão Ribeiro. Cara, muito bom ator, eu fiz a cena com ele. E eu falo pra ele que eu faço profeta. Tu vai matar alguém. E aí ele passa o filme, tentando descobrir quem ele vai matar.

Quem vai matar? Ele é um cara bonzinho pra caralho. Quem ele vai matar? Aí, eu já sei, vou matar alguém para concretizar a profecia.

Então vão matar alguém que já tá velhinho pra concretizar a profecia. Logo. E ele já mata e não precisa matar mais ninguém. E nessa ele vai se enrolando numa... Não consegue matar a pessoa. Acha que matou e começa e vai preso. Ele quer ir preso pra não matar. É muito bem, Rudida, a trama. Ângelo Defante é o diretor de roteirismo. Cara muito bom. Eu adorei fazer. Agora, é isso. Eu sou muito obcecado com isso. Tem um conto do Oscar Wilde que é isso. Até falei com o diretor na época. Lembra esse conto. Que é um cara que tá andando na rua.

E vem uma cigana e fala... O que foi? Nada. Ele sai correndo atrás da cigana. O que o avião fala? Não posso falar, não posso falar. A cigana fala pra ele, encurrala. O que é? A mulher fala, você vai matar alguém. O cara...

Ele não acredita, ele é tipo um Oscar Wilde, muito cínico. Ah, vai tomar no cu, achei que fosse alguma coisa. Ele leva a vida de que aquilo fica obcecando. Então ele começa a querer matar alguém, parece essa coisa. Então o que ele faz, ele fala assim, vou matar logo minha tia que está morrendo. Dá uma caixa bombom envenenada para ela. Dá uma caixa. A tia morre uma semana depois.

Deus do Deus, matei. Chega lá pra visitar a tia no Coisa, abre, a caixa tá intocada. Não morreu dele, então não foi a tia que ele matou. Ele começa a tentar matar e não vai conseguindo. E ele acaba se enrolando, termina com a mulher, começa a ficar desesperado, até que encontra finalmente a mulher, sacode ela pelo peixe rosto. Quem que eu vou matar? Quem que eu vou matar? A mulher morre nos braços dele. E era isso que ela tinha visto, a cigana. Uma sábado para hoje. Para Oscar Wilde.

Você já põe algum futurologo? Nunca. Nunca? Nunca. Nunca. Mas tenho certeza que não vai acertar. Nem num pai de santo. João, eu sou muito imune a isso. Eu já tentei. Eu fui já, por exemplo, com a Luciana Paz num hipnólogo. A Luciana é essa pessoa que acredita em tudo. Ela faz tudo. Ela é uma pessoa... Faz. Tudo, diga uma coisa, ela fez. Coisas que não existem ainda. Mas você não acha que pra ela funciona? Funciona. Ela adora, faz bem a ela. Aí eu fui no hipnólogo.

Ah, porque ele hipnotiza, é muito interessante. Vamos ver com ela, eu não tinha ido. Ela foi hipnotizada na minha frente. Minha vez. Falei, caralho, hoje que eu vou ser hipnotizada. Ela foi, né? Fecha os olhos e nada. Conta até 10, 1, 2. Fazendo as coisas que ele tava te pedindo. Fazendo, fazendo tudo certo. Sem cinismo, louco pra ele. Vamos lá. Nada. Igual, normal. Você tá ouvindo a minha voz? Tá. Levanta o braço direito.

E isso, então, você está hipnotizado. Eu, assim, não, eu não estou. Entendeu? Vida normal, vida que segue. Aí ele começou. Sim, eu não fui. Eu lembro o primeiro de tudo. Ele falou, como é que sentiu? Eu falei, normal, não fui hipnotizado. Ah, não? Eu falei, não, não, não.

Ah, tá, tem gente que realmente não consegue, o cara falou. Não acho que seja um charlatão. Ele só falou que tem uma porcentagem significativa de pessoas que não conseguem. Mas é a melhor coisa do mundo se você for um charlatão, né? Você pode atender dez pessoas por dia e falar É, tem gente que não consegue. Claro, exatamente. Cara, eu odeio o crendice, porque as pessoas são muito sugestionadas. Outro dia eu vi um cara falando assim... Cara, eu acho lindo o crendice.

Eu não acho. Assim, eu sou um espetáculo, mas eu acho insuportável. Nesse sentido, eu odeio oportunismo, cara. Mas você acha que a Luciana Rapaz tá mentindo? Não! Pra ela ajuda. Pra ela ajuda, não. Você acha que ela não ficou em penalti? Você acha que ela não tem um buraco maior que teu? Como assim?

um buraco mais aberto pra espiritualidade, pra... pra entrar... Eu digo, eu acho que ela é tão sugestionável... Ela é mais generosa, talvez, com o ser humano. Eu acho que tem a ver com isso. Ela acredita. Ela acha que o que a pessoa ia inventar? Eu não sei. Eu acho que é isso. Acho que o raciocínio não é esse. Eu acho que ela é tão...

acreditem tanto naquilo que ela realmente vai entrando na onda ali que ele realmente deve saber fazer, pensa na luz vermelha, pensa na luz azul, pensa em um transe. É, eu acho que tem a ver com uma vontade de acreditar, mas também com uma... Tem gente que tem mediunidade, sei lá, eu nunca tive nada. Se você acredita nisso... Não, não, não, não. Eu não acho que a pessoa tenha mediunidade, eu não acho que existam espíritos. Eu acho que tem gente que tem uma... É, não sei dizer o que é. Já falaram que você é médium?

Não, nunca. Não? Nossa, pra mim falavam muitas vezes. E pra todo mundo, amigo meu, falam sempre. É. É, se falar, você é médium. Parece que você tem um dom, né? Parece. Mas eu tô muito escrito no meu teste que eu não tenho dom. E escrito grande, hein? Escrito no espaço. Nenhum espírito nunca quis nada comigo. Comigo também não. Eu fui uma vez num banda, tinha uma namorada que era de um banda. Jade, acho que conheceu o Jade. Ela era super de um banda tal, e me levou no centro dela. E aí eu fui. Centro? Você fala?

na Lapa e aí chegando lá chegando lá, a fila tal, fiz a fila era dia de gira de preto velho, pode ser? pode e era uma senhorinha muito fofa, bem velhinha bem velhinha mesmo quando eu sentei, ela me olhou no olho falou assim você não acredita em nada, né? falou de preta velha você já até ela sacou na hora, eu não tava assim

Não, não tava, sabe, tipo, vamos lá, me engana aí. Não, eu tava assim, louco pra ver, porque eu tava acreditando, eu não tava duvidando que ela tava incorporada. Aí eu falei, não. Aí eu te juro que ela falou pra mim assim, não acredita em energia? Massa vezes velocidade ao quadrado?

Aí eu falei, é, realmente, aí não tem problema. Um dia você vai acreditar, um dia vai chegar o chamado pra você, mas agora ninguém tem nada pra te dizer no outro plano, não. Pode ir. Foi isso, fiquei numa fila grande, mas achei muito bonito. Essa mulher me convenceu, por quê? Porque ela foi muito, ela entendeu de cara que eu não, isso eu já achei muito sensível da parte dela, entender que eu não estava aberto.

pra ouvir, entendeu? Então, não tenho o que dizer pra você. Eu te juro que eu não tava com cara de que eu não te entendia. Eu tô achando ela muito sensível. Mas o fato de você ser uma pessoa famosa que diz na folha de São Paulo todo dia que... Eu não era uma pessoa famosa. Era, se era na quadradia, era. Não era, faz mais de 10 anos. Era. 2015. Não era muito. É, tinha o Potter já que pôr um bando. Muito bom, né? Não era, cara. Eu estava lá.

A gente estava indo para Hollywood direto, andando em lancha. Não, não, não era assim, não. Se drogando. Mas ela, mas te juro que era uma senhorinha que não era espectadora do Porta do Fundo. Como você sabe? Minha avó adorava o Porta do Fundo. Toma. É, então ela era. Então me enganou. Ela viu o especial de Natal e falou, isso é ateu, olha aquele ateu lá. Mas cara, eu sempre fui, na verdade não era sempre fui ateu não. Eu tinha uns seis anos que eu não virei ateu. Eu acreditava em Deus. Eu acreditava em Deus. Chamava a vontade com ele.

Aí, um dia... Nossa. Meus pais já não confiavam muito em mim porque eu perdia muitas coisas. Coisas que mudou completamente com o tempo. Aí eu viajava muito com eles, eles iam fazer show. Meus pais são músicos e eu e minha mãe viajavam com eles. Aí eles foram trabalhar, deixaram a gente no hotel e falaram assim, Greg, essa daqui é a chave do quarto. Estão na piscina, a gente está saindo, não vamos voltar para o quarto. Se você perder a chave. Simples assim. Eu posso confiar em você? Eu vou dar para a Bárbara a chave. Não, não, não, deixa comigo, eu sei, não vou perder a chave.

olharam um pro outro assim... A Greg falou, cuidado que não tem o que fazer, tá? As coisas sem chave. Tá, tá, tá. Ó, piscina, brincando e tal. A hora eu subi, onde que tá a porra da chave? Os paixão rasão, isso foi um merda, porque... Aí eu lembrei. Deus. Deus. Eu lembrei. Quem poderá me defender? Aí eu fui lá. Deus.

Se você existe, pelo amor de Deus. Me dá essa chave. Eu já gosto de gente que fala, Deus, se você existe, pelo amor de Deus. Eu quis testar ele, pra ele saber que... E eu falei assim, se você não mandar, eu não vou mais acreditar em você. Ah, você ameaçou Deus? Eu ameaçei. Nunca mais eu vou acreditar em você. Aí você viva com isso. Você lida com isso. Você lide com isso. Duma com um barulho desse. Nunca mais, nunca mais. Você tá entendendo isso? Joga essa chave. Joga essa chave.

Tô esperando. Ninguém tava vendo. Foi um lugar que ninguém tava vendo pra ele poder se comunicar comigo. Nada. Caiu chave pra você? Pra mim também não. Caiu chave de lugar nenhum. Eu procurava nada. Cara, às vezes caiu e você não viu o seu janeiro fechado. Era grama? Não, era chave de verdade. Não era uma... Mas era grama? É, acho que era. Claro, caiu e você não viu o seu janeiro fechado.

Pô, mas Deus não tem habilidade de jogar melhor a chave pra mim? Cara, é longe. Criou o mundo, jogou a chave da puta que pariu? Não, ele tá longe. Ele tá lá em cima da nuvem. Não, não, não. Tinha um jeitinho de me dar aquela chave. E aí, irmão? De lá pra cá, cumpri minha promessa. Não acredito. Você fez assim, ó.

É. Pra ele. Tomei uns porros dos meus pais. Por causa de Deus. Porque ele não quis me dar chave. Aí, claro, podia ter pedido talvez pra São Longuinho, que é mais a jurisdição dele, né? Totalmente. Eu pedi pra pessoa errada. É lógico. É lógico. São Longuinho, eu acredito. Claro. Não, São Longuinho, ele já aprovou quantas vezes. Muitas vezes. Pra você, então... São Longuinho nunca me deixou na mão. Na verdade, você, se algum dia que alguém perguntar de quem você é devoto, você vai falar de São Longuinho, porque é o cara que mais me ajuda. Eu sou filho de Yansan com São Longuinho.

É isso. Tá bom. Eu acho que eu tive uma relação parecida com Deus. Porque eu tinha uma coisa dessas problemas bizarros que tinham na nossa infância. Tipo, perder a chave do quarto de hotel. Ou o dado do labela falar que vai te bater. Essas coisas que aconteceram na nossa infância. Eu lembro assim, sei lá, fazer uma merda. Quebrar um vaso da minha mãe ou qualquer coisa assim.

Aí pronto, a situação presente estava imposta. Eu tinha quebrado um vaso da minha mãe. Coisa essa que eu sabia que ia dar um problema do cacete. Eu lembro muita gente, isso aconteceu muitas vezes, de eu tentar negociar com Deus.

Dizendo, Deus, se você voltar atrás, ou consertar o tempo para trás, ou consertar esse vaso, eu prometo que eu não conto para ninguém que você fez um milagre. Porque na minha cabeça, Deus não fazia um milagre, senão todo mundo ia pedir. Então eu falava assim, só para mim. Eu juro que eu não conto para ninguém. Você queria ser VIP, né? Desde criança.

Você queria uma pulseirinha, né? Eu queria levar Deus na lábia. Aham. E Deus? Deus não me consertou, não. Deus não foi que era o Sampaio da sua vida? Mas, muitas vezes, aí eu vou te falar, já aconteceu, por exemplo, de eu estar dirigindo em alta velocidade e bater no meu carro. Só que eu estava sonhando. Ah, tá. Só que o sonho era muito real. E eu lembro que no sonho...

Várias vezes, tá? Eu fiz esse mesmo pensamento. Se a gente voltar atrás, eu não conto pra ninguém. Ele bota como sonho. E ele já me tirou de várias. Ah, é?

Ele transforma a realidade em sonho? Como ele não confia que eu não vou contar pra ninguém, como eu tô fazendo aqui agora? É, você tá contando pra muita gente. Ele, quando eu pedi, ele falou pro João, há um cara maneiro, tá pedindo com humildade, tá pedindo na moral, então eu vou, em vez de fazer, e ele falou, aqui, foi aqui que bateu, olha aqui a marca, eu não posso, mas agora meu carro tá... Ele falou assim, então foi um sonho. Mas na verdade, Deus fez um milagre em mim. Mas ele fez uma solução de roteiro muito básica. Era tudo um sonho.

do Lost. Lost. Ele foi J.J. Abrams, Deus com você. Porque era tudo um sonho, tem outras maneiras de você resolver. Mas eu rezo, sabia? Você reza? Pra quem? Pra Deus. Você fala Deus? Falo. E o que você fala? Eu peço coisas e agradeço por coisas. Carro? Carro, motos. Garota. Não broxar. Não broxar. O que você pede?

minhas coisas, peço porta dos fundos, muito é? um ibítida um IPI mas sério, eu sou uma pessoa da fé fraca muito fraca esse é um grande problema pra mim eu frequentei muito canomblé, frequento até agora, agora foi uma

Você estava tomando banho de erva outro dia. Isso, ontem. Ontem. Então, assim, eu respeito muito a fé. Eu acho lindo a coisa, o ritual, as festas, a fé alheia. Mas eu tenho uma fé muito fraca. Então, como eu tenho inveja de fé, eu comecei a simplesmente...

fingir que eu tenho. Para você mesmo. Me custa dar a rezada de noite? Não. Me custa? A rezada para mim, se...

a minha fé tá errada e realmente eu deveria ter fé e tem alguém me ouvindo lá, ótimo. Tem alguém me ouvindo lá. Se não, eu pelo menos tô organizando o meu desejo. É. Exatamente. Perfeito. Eu faço isso também. Eu fiz um desejo ontem. Eu faço muito desejo. Qual foi o seu desejo? Ah, não posso falar, né? Desejo não se fala. Tipo, trela cadente. Não pode. Não. Eu fiz porque a gente foi no Mercadinho São José. E eu levei umas...

Umas moedas. Em São José, onde o Gregório resolve tudo. É. Tem uma fonte lá, né? E aí minhas filhas, toda vez que a gente vai lá, não tem nenhuma moeda pra jogar na fonte. Tem umas moedas lá. Aí eu lembrei disso aí, que eu tenho umas moedas velhas lá em casa. Aliás, foi uma viagem. O conceito de moeda velha. É um dinheiro que pra ele já não serve mais. Tem umas notas velhas. O que você vai fazer com uma moeda de 5 centavos de 97?

Mas não há safra. O dinheiro não é safra. Não, 5 centavos é 5 centavos, Gregório. Em qualquer momento, se não for tostões, está valendo. É porque eu guardei numa época... Tinha dinheiro, velho. As notas de 20, eu joguei tudo fora. Eu guardei na época as moedas de 10 centavos, porque 10 centavos se fazia alguma coisa acumulada com 10 centavos. 10 centavos não era lixo, que hoje em dia é praticamente lixo. O que sabe dizer com 10 centavos? Não tem nada.

Eu sou da época em que 10 centavos, o ônibus... O ônibus custava 50 centavos. Eu fazia leme curicica. No 4 e 2, pulava às vezes. Não é? Tu lembra disso? Quando a gente pegava o ônibus, eram 50 centavos. Adolescentes para ir para a escola, para voltar. 50 centavos? É 50. E 94 era 50. Depois, com o tempão, como 65 centavos. Aí, um 10 centavos... Aí, em 2013, deu um...

Os 23 dos 20 centavos. Mas ficou muito tempo, depois ficou muito tempo um real. Ficou tipo 5 anos um real, porque é um marco, né? Um real, deixa um real. Pra aumentar pra 1,20 era um trabalho. Mas ficou muito tempo um real. Mas eu lembro quando era 50 centavos. Aí 10 centavos faz uma diferença gigante. Então eu tinha um monte de moeda que eu guardava até hoje. De 10 centavos, 5 centavos. Eu falei, vou jogar essas moedas.

guardou desde a época que o ônibus é 50 centavos. Todas as mudanças de casa, você trouxe essas moedas. Porque tem tudo misturado ali. Todo lugar que eu fui tem uma moedinha. Achei moeda de Cuba, da Argentina, da França, um monte de lugar, tem lá um monte de moedinha de país. Aí eu peguei as brasileiras que menos tinham valor, 5 centavos, 10 centavos.

Levei com a minha filha pra jogar, pra fazer o pedido na fonte do Mercadinho. Aí tem que virar de costas. Não sei porque eu inventei isso pra elas. Tem, tem. É lógico. Tá na regra, claro. E pensar numa coisa e jogar. Eu precisava ter pensado numa coisa ou feito teatro? Não, você pensou. Mas é o que eu pensei. Mas é sério? É sério pra caramba. E as pessoas me viram fazendo assim no Mercadinho de São José.

Eu acho que eu sei o que se pediu. O quê? Alguma coisa relacionada à felicidade ou saúde dessas filhas. Não vou falar, senão não pode falar. Acertei! Muitos papatos. Gente. Muitos papatos. Esse foi o papo de segunda? Não, é o... Não importa. Uma salva de palmas.