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Taxa Selic tem corte pelo Banco Central e está em 14,5%

04 de maio de 20268min
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Participantes neste episódio2
B

Bruno Ribeiro

HostInvestidor
D

Débora

Co-host
Assuntos6
  • Redução da taxa SelicImpacto do corte pequeno e protocolar · Taxa Selic em patamar elevado · Brasil em segundo em juros reais · Comparação com Rússia e Turquia
  • Impacto da taxa Selic nos investimentosRenda fixa e prefixados · CDBs bancários · Risco de perder oportunidades com juros elevados · Investimento pós-fixado atrelado à Selic · Fundos de renda fixa e CDBs com % do CDI
  • Investimentos de Longo Prazo e Proteção contra InflaçãoTítulos ligados ao IPCA · Tesouro Direto · Proteção contra inflação em prazos maiores · Manutenção do poder aquisitivo
  • Economia, combustíveis e inflaçãoGuerras e petróleo subindo · Inflação pressionada · Aumento do preço da gasolina · Avanço no preço de fertilizantes · Impacto na agricultura e PIB de Goiás
  • Inflação no BrasilEconomia brasileira aquecida · Relatórios de empregos superando expectativas · Aumento de capital circulante · Tendência de aumento da inflação · Preocupação do COPOM
  • Política de Juros nos EUA e EstabilizaçãoManutenção dos juros americanos · Divergência na decisão de juros · Estabilização dos juros como fator limitante para o Brasil · Risco de fuga de investidores para os EUA
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Você investe com Bruno Ribeiro. Oi Bruno, boa tarde. Boa tarde também para quem nos acompanha hoje, que é a Débora. Boa tarde, Bruno. É claro, para todos aqueles também ouvintes.

que estão nos escutando agora no Você Investe da CBN Goiânia. Bruno, hoje a gente começa falando da taxa Selic, teve um corte do Banco Central, tivemos super quarta na última semana, e agora está em 14,5%. Esse recuo foi pequeno ou já era esperado pelo mercado? Muito pequeno, foi quase protocolar. Quase que para dizer assim, fizemos alguma coisa. Realmente não é uma boa notícia.

A taxa Selic, que baliza não só os investimentos, mas também muitas operações de crédito, ela continua num patamar extremamente elevado. O Brasil ainda ocupa a segunda posição em taxa de juros reais, isso descontando a inflação. E você pode ver, Bonfim, que os juros aqui é tão alto quanto, por exemplo, o da Rússia, que está em plena guerra, com o governo de Sanson, etc.

E também como a Turquia, cuja economia, se bastasse aquela região ali que é um barril de polvo, que é o Oriente Médio, ela está em franco declínio, com risco até de dar default, que é não pagamento dos títulos da dívida pública. Mas, por outro lado, o Banco Central até que acerte um ponto. Ele até deseja cortar juros, é saudável para toda a condição econômica aqui do Brasil. Mas a questão é que o mundo não deixa.

A gente está vendo aí um cenário, e você ouvinte que tem escutado o nosso programa, toda essa implicação envolvendo guerras, petróleo subindo, a inflação aí sendo de fato muito pressionada. Tanto é que, por exemplo, a gasolina subiu praticamente de R$ 6,00, atingindo praticamente os R$ 7,00 aqui nos postos goianos. A gente tem sentido isso no bolso. E não é só isso, o preço de insumos de matérias agrícolas.

especialmente fertilizantes, tem também avançado ao longo do tempo, dando aí certa preocupação, especialmente para os nossos produtores. E Goiás, é um estado que vive essencialmente da agricultura, pode ter um impacto também em relação no PIB. Por outro lado, lá fora, os Estados Unidos, como você bem falou, teve a superquarta, que é a definição dos juros, tanto aqui como lá fora. E os juros americanos, se...

Manteve, não houve corte nem aumento, mas teve uma grande divergência. A grande maioria acabou optando pela manutenção, enquanto que a outra parte acabou pedindo o aumento. Mas, de fato, pelo menos ele se estabilizou. Isso daí é um outro fator que o Brasil também não consegue baixar os juros, porque se ele abaixa mais, acaba ficando muito próximo.

mais próximo, na verdade, está onde a distância é grande, mas ele acaba ficando mais próximo dos juros norte-americanos e o investidor acaba fugindo para lá, que mesmo pagando menos, tem uma instabilidade econômica, obviamente, muito maior. Então, com isso tudo, o Brasil ficou literalmente travado. E tem um outro fator também, aquela questão, a boa e a má notícia. A boa notícia é que a economia...

brasileira, continua ainda muito aquecida. A gente teve alguns relatórios de empregos e superou até a expectativa. A má notícia é porque maiores empregos nesse contexto, mais capital circulando e a inflação, de fato, tende a aumentar ainda mais. E aí que está toda essa preocupação do COPOM, que é o Comitê do Banco Central que define os juros. Entre a linha simples, os juros vão cair.

mas vai ser realmente devagar. Aliás, pode ser que eles fiquem altos por mais tempo até do que o próprio mercado gostaria, meu amigo. E falando sobre investimentos, Bruno, como esse novo patamar da Selic impacta o cenário para quem quer investir agora? Perfeito. Pois bem, Débora, é aí que está. A finalidade do nosso programa não é só ler as notícias, mas em cima delas...

constituiria-se uma estratégia econômica para, vamos dizer, direcionar melhor os investimentos. Com essa renda fixa alta, o prefixado, que é aquele título geralmente do governo que paga uma taxa fixa, também há muitos CDBs bancários pagando 13%, 12%, enfim, tem que ter realmente um alerta forte em cima desses investimentos.

Isso porque com essa expectativa da taxa de juros mantendo num patamar elevado, pode ser que o investidor perca aí as oportunidades. E tem um risco sempre, como eu falo. Eu me lembro até de quando houve a pandemia, muita gente comprou pré-fixado a 8%, achando que estava um ótimo negócio, porque a Selic estava em 2%. Mas, nesse prazo ainda que o investidor teve que permanecer com o pré-fixado, a Selic chegou em 15%.

Então, quer dizer, acabou pagando até menos do que a poupança. Se a pessoa realmente não quiser correr riscos, quiser seguir a taxa de juros, com certeza é o investimento que a gente chama de pós-fixado. É aquele que segue a taxa selic. Um bom fundo de renda fixa, seu CDB bancário, por exemplo, que paga alguma porcentagem do CDI, pelo menos 100%, por favor. Ou então, até mesmo...

vamos dizer, algum outro título de empresa, uns debêntures, que podem também ter esse mesmo tipo de remuneração. Agora, para um prazo maior, especialmente se você busca uma aposentadoria ou também, por exemplo, um investimento para puxar auxílios na faculdade, sendo que eles estão pequenos, aqueles títulos que são ligados ao IPCA, que tem aí nos Tesouro Direto, ele, para mim, é uma das melhores escolhas que tem.

Ele continua bom e está cada vez melhor, especialmente porque ele protege realmente o recurso da inflação em prazos maiores. E por mais que a economia esteja conturbada, a inflação alta, ele acaba também dando um pouco mais e com isso mantendo o poder aquisitivo das pessoas. Todos esses títulos, esses investimentos, eles podem ser encontrados, como eu bem falei, mas reforçando no Tesouro Direto.

disponível em qualquer banco, em qualquer corretora. E você ouvinte que está escutando a gente, é muito prático, muito simples. Basta você procurar seu assessor de investimento ou seu gerente bancário e procurar melhor essas informações. E se alguém te oferecer, por exemplo, algum investimento, seja do banco ou da corretora, da própria corretora, tudo certo. Desde que, é claro, eles paguem mais do que esses investimentos do governo.

No final de contas, por base, eles são onde o mercado precifica a taxa e, claro, são considerados os mais seguros de todo o país, Débora. Muito obrigado, Bruno Ribeiro, e até a próxima segunda. Perfeito, bom fim. Um grande abraço a todos, meu amigo, e até a próxima.

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