O erro que faz muitos pets continuarem fazendo xixi fora do lugar
Entrevista com o médico veterinário Hélio Franzoni Neto.
Programa Marcelo Franchozza - Papo Sobre Pets 02/07/2026.
Marcelo Franchozza
Hélio Franzoni Neto
- Rotina de treinos e suplementação para cães atletasImportância da dominância do tutor · Tratamento de cães como filhos e seus efeitos · Adequação de raças ao perfil do tutor · Adestramento para segurança e tarefas específicas · Benefícios do adestramento precoce · Dificuldades no manejo de cães não adestrados
- Comportamento e inclusão de petsDiferenças entre machos e fêmeas · Uso de tapetes higiênicos · Marcação de território · Tempo de condicionamento · Recompensa e punição · Produtos para limpeza e desodorização
- Pets e AnimaisMicrochip vs. coleira com identificação · Microchip como identificação, não localização · Uso do microchip para viagens internacionais · Desafios no cadastro e rastreamento de microchips · Tags de localização (Apple AirTag)
- Cão faz xixi em casaRaças de pequeno porte indicadas · Necessidade de espaço e exercício para cães de grande porte · Rotina de passeios para cães em apartamentos
- Tratamentos contra o câncerCampanha de arrecadação em clínica veterinária · Parceria com Rotary Club de Cordeirópolis · Instituto do Câncer de Barretos
Muito bem, muito bem, o Papo sobre Pets desta quinta-feira, 2 de julho. Tô recebendo aqui o médico veterinário Hélio Franzoni Neto, Doutor Hélio, ao vivo na programação da Rádio Clube. Mais uma vez, hein, Hélio, seja bem-vindo aqui. Boa tarde.
Boa tarde, Marcelo, tudo bom?
Você tá bem, né?
Graças a Deus.
Tá torcendo muito pelo Brasil?
Um pouco. Copa do Mundo, confiante? Não, mas estamos torcendo.
Torcer a gente torce, né?
É, de um jeito ou de outro a gente tem que torcer, né?
Se o time vai corresponder é outra história, né? Mas torcido brasileiro, torce pelo Brasil, comprou camisa verde e amarela, comprou.
Então, aí, Marcelo, comprei nada não esse ano, não comprei não.
Pois é, o Hélio, adivinha o que que eu separei para começar o programa hoje? Você não faz ideia. Vamos lá, o assunto aqui que a gente começa o programa sempre com tema genérico, atendemos perguntas de ouvintes. Quer mandar pergunta, pode encaminhar, o Hélio responde no Papo sobre Pets aqui. É Eu separei o tema xixi, xixi, o pipi do cachorro, tá? Porque o pet às vezes insiste em fazer o xixizinho fora do lugar, né? E aí o dono, tutor, fica com raiva, fica nervoso, mulherada, né?
Porque a casa fica cheirando mal, aquela coisa toda. Dá para ensinar o pet a fazer xixi no local correto? Dá para ter paciência? Tem alguma dica, Hélio? E aí?
Dá, Marcelo. Eu falo que assim, vai ter que ter bastante paciência, né, porque assim não vai ser do dia para noite que o animal aprende a fazer as necessidades no lugar que ele prefere, né. E mesmo assim, mesmo o animal depois de um certo tempo condicionado, né, a fazer as necessidades no lugar correto, né, pode ser que aconteça escapar e ir um lugar ou outro diferente, vamos dizer assim, né. Eu falo que assim, pegando em parte de macho ou fêmea, né, eu falo que a fêmea ela é mais fácil, vamos dizer assim, não é questão de conseguir ensinar, mas é mais fácil da gente fazer ela procurar um certo lugar, principalmente porque assim, o macho ele vai querer marcar mais território, principalmente ao longo da casa.
Né, para deixar seu odor, para deixar seu cheiro, principalmente o macho não castrado, tá. Então o macho em si já é um pouco mais difícil a gente condicioná-lo num certo lugar. Quando a gente pega o animal desde filhote, né, e começa a condicionar ele nesse lugar, é mais fácil. Mas tem muitos machos que às vezes, mesmo depois de uma certa idade, mesmo já condicionado, depois que ele se torna adulto, aí com 1 ano, 1 ano e meio, ele vai ter essa questão de ficar marcando território às vezes ao longo da casa.
Vai deixar o seu cheiro ao longo da casa, principalmente se tiver outros animais na casa. Aí, eu tenho dois machos, uma fêmea, macho, ele vai querer largar seu cheiro nos ambientes em si, tá? Então é um pouco mais complicado na questão de fazer o acerto no lugar correto com macho. Com a fêmea é mais fácil.
Qual que é a melhor forma de fazer isso?
A melhor forma que eu acho, vamos dizer assim, mais eficaz, A gente tem nos mercados aí o tapetinho higiênico, o pessoal conhece. Então, normalmente eu falo assim, ó: primeiro, o animal fez em alguns lugares pela casa xixi, você vai pegar o tapetinho higiênico, vai limpar o xixi com o próprio tapetinho, né? Lógico, depois você vai limpar o chão, mas esse tapetinho sujo que você tiver com a urina dele, você vai colocando nos pontos que ele for fazendo pela casa.
"Ah, Hélio, vou ficar cheio de tapete espalhado." No começo, sim. Depois que ele aprender a fazer o xixi em cima do tapete— "Ah, Hélio, tem 5 tapetes espalhados na minha casa." Então ele tá fazendo esses 5 pontos. Devagarzinho você vai puxando esse tapete até no lugar que você queira, tipo uma lavanderia, numa área ali que não vai te atrapalhar. Mas não pode simplesmente tirar esse tapete e levar para outro lugar. Então você tem que ir devagarzinho mexendo na nesse tapete até você conseguir levar na área que você quer.
E o paciente, o animal, né, ele tem que começar a ficar condicionado a urinar só em cima do tapetinho. É uma forma mais fácil e simples, né. A outra forma, às vezes, pegar a urina de outro animal diferente e colocar em cima do tapetinho higiênico para ele sentir o cheiro de um outro animal, principalmente o macho, que ele vai sentir o cheiro do outro cachorro, né, e vai querer marcar o território ali em cima. E é onde ele começa a condicionar, fazer o xixi em cima do tapetinho higiênico.
Legal.
É a forma mais fácil, vamos dizer assim, né?
A Érica do Parque Dom Pedro mandou assim: Marcelo, o território do meu pet aqui é o sofá, o pé do fogão, na cama, no tapete, é com a casa aberta. Eu acho que ele faz de propósito, tá dizendo a Érica. É, tem que treinar, né?
É igual eu falei, né? Às vezes é um animal que fica mais no ambiente externo, né, no quintal. Às vezes você vai ver que ele vai condicionar a fazer o xixi dele sempre no mesmo lugar, no quintal, né? Então na hora que a gente vai limpar lá, a gente vê que não é mais próximo dessa, dessa parte ou não. Você vê que no quintal ele já condicionou fazer o xixi, o cocô numa certa área. Na hora que você deixa a casa aberta, é um lugar que ele não tem, vamos dizer assim, não tem um condicionamento dentro da casa, e ele vai querer deixar seu cheiro, seu território.
Por isso que ele vai fazer xixi em todos os lugares. Né? Porque não é acostumado a ficar dentro da casa, então não tem o cheiro dele lá dentro. Na hora que ele entra, ah, ele vai fazer xixi para tudo quanto é lado.
Quanto tempo em média demora para o cão, para o gato acostumar a fazer no lugar correto?
Olha, uma média aí de uns 5 meses aí, mais ou menos.
Ah, não é rápido então?
Não, demora, demora. Tem que ter paciência, principalmente se não for um filhote. Se for um filhote, às vezes é mais rápido você ensinar. Eles aprendem com uma facilidade maior, né? Um animal já de uma certa idade é mais difícil ainda.
E bronca, castigo, vale a pena?
Não, pra ele não vai resolver muito não. Às vezes o que é interessante é a questão do agrado, né? Depois de fazer o xixi. Então, por exemplo, ele foi lá, fez o xixi no tapetinho, você vai recompensá-lo com um biscoitinho, alguma coisa do tipo, uma forma de recompensa, pra ver que toda hora que ele for lá fazer o xixi e cocô ele vai ganhar alguma coisa. Aí o animal começa a entender, entendeu?
E o que não fazer, que não vai dar certo nunca? Porque às vezes as pessoas têm técnicas erradas.
Eu falo que às vezes tem coisa na internet, ah, passa café, passa Creolina, passa para outro produto desinfetante, essas coisas. Eu falo assim, vai tirar o cheiro daquele lugar, mas ele vai voltar a marcar território em outro. Então assim, não é uma coisa que você vai passar ali, às vezes ele não faça mais naquele lugar, mas ele vai acabar fazendo em outro lugar diferente. Exatamente para deixar o seu cheiro.
E eu imagino que tem o caso também, né, Hélio? Talvez não seja a maioria, mas daquele cão, daquele gato que é, ele vai criar o hábito de fazer em vários lugares. Sim, de repente você vai ter que pôr tapetinho em vários locais na casa.
Exatamente, vai ter que, é melhor, né? Vai ter que espalhar vários lugares. É igual o gato em si, né? Eles falam que o banheirinho do gato, né, tem que ser em média de 2 a 3 caixas higiênicas por gato. Que o primeiro, que o gato não gosta de ir no banheiro sujo. Então se a caixinha dele fica às vezes com cheiro muito forte de urina ou com fezes ali, ele não vai fazer ali de novo. Então tem que estar sempre limpando e trocando areia.
Então por isso que a gente fala para deixar de 2 a 3 caixinhas espalhadas ali pelo ambiente dele para ele fazer necessidades. Então, ah, Hélio, eu tenho 3 gatos em casa, você vai ter que ter umas 6 caixinhas de areia espalhado para casa. É uma média de 2 a 3 por gato. Impressão minha ou o gato é mais É mais fácil ensinar, é mais fácil, né? Porque normalmente eles vão procurar a área com terra, areia, grama. Então é mais fácil você ensinar o gato, né, do que o cachorro, tá?
Então fique atento às boas dicas aí para ensinar o seu pet a fazer o pipi dele, o xixizinho dele, exatamente, também o cachorro, no local correto. E nada de agressão também, né? Nada de castigo aqui, não vai, não vai valer a pena, não vai valer a pena, ele não vai entender isso.
Isso, né? Então o animal, ele entende muito como, igual eu falei, com recompensa, né? O que que ele, o que que eu fiz para ganhar algo, né? Mas a questão de às vezes bater, às vezes tem pessoa falar enrola um jornal que faz barulho, bate nele, para ele em si ele vai escutar o barulho, na hora ele vai ficar com medo, mas depois ele vai fazer de novo. Então não vai resolver ficar bravo com cachorro.
Perguntas de ouvintes agora, muitas perguntas aqui. Mande mensagem no 3541-1265, código DDD é o 99, o nosso WhatsApp aqui, tá bom? A nossa ouvinte é Marla, nome diferente, a Marla do Jardim Europa. Qual é a melhor escolha, microchip ou uma coleira com identificação?
Depende para que tipo de serviço ela quer, entendeu? O correto, por exemplo, é porque muitas pessoas vão até na minha clínica achando que o microchip é algo que a gente consegue localizar o animal. Tá? Não é. O microchip é uma forma de identificação para o pet. Então é um dispositivo que fica subcutâneo, fica debaixo da pele, né? A gente não consegue localizá-lo, mas, por exemplo, ah, Hélio, meu animal é microchipado. Para que que eu vou utilizar o microchip?
Você vai utilizar principalmente para viagens fora do Brasil, que eles pedem a microchipagem do animal., tá? E por exemplo, ah, meu animal é microchipado, ele fugiu de casa, alguém encontrou o animal e leva em uma clínica que tem um leitor de microchip, a pessoa vai ler, aí aquele número que sai no microchip ele vai entrar num banco de dados, né, para localizar o endereço, telefone da pessoa, tá? Isso basicamente seria isso. Só que eu falo assim, ó, o problema do microchip é o seguinte: a gente ainda, o governo inventou agora, né, um banco de dados meio que universal para aqui no Brasil, mas nem todos os animais que são microchipados estão cadastrados nesse site.
Às vezes tem muito paciente, igual a gente tem o plano lá da Pet Love, que os animais têm que ser microchipados, né? A Pet Love dá, a partir do momento que você faz o plano de saúde desse animal, a Pet Love dá o microchip para você, para você microchipá-lo. Aí esse número vai estar cadastrado no site da Pet Love. Então às vezes chega o paciente lá, eu Achei na rua, quero ver de quem que é. Tem microchip? Ah, tem, tá. Mas na onde ele tá cadastrado?
Você tem que adivinhar qual que é o site, tem que adivinhar qual que é o site. Então você tem que procurar no site da Pet Love, você tem que procurar no site do governo, tem uns outros que é do, chama AbranChip, tem vários sites que você pode cadastrar. Então assim, ficou meio bagunçado porque nem todo mundo tá nesse site do governo ainda. Então assim, é difícil principalmente localizar. Normalmente o pessoal usa o microchip para viagem para fora do país.
Ah, eu vou viajar, precisa ser microchipado. Aí você tem que microchipar, porque é uma forma de, na hora lá que o animal faz o check-in, né, para entrar dentro do avião, né, eles precisam ter o documento, né, desse tutor, das informações que batem com essa numeração do animal, né, como fosse, vamos dizer assim, um número de RG dele, entendeu?
E diferente da coleira, eu tô entendendo que para o dia a dia coleira é muito mais simples.
Coleira é muito mais simples. O problema é, por exemplo, aí eu coloco a coleira, normalmente o pessoal usa aquelas tag da Apple. A Apple tem uma tagzinha que você carrega ela na tomada, tudo, e ela vai funcionar como um localizador. Então você coloca no celular, você vai saber onde seu animal tá. O problema é, por exemplo, ah, meu animal fugiu, é um animal de raça caro, né? A pessoa acha, ela simplesmente vai lá, tira a coleira, joga a coleira fora e pega o animal.
Ou a bateria acaba, ou a bateria acaba. Então tem esses pontos, né? Mas é, por exemplo, ah, meu gato vira e mexe, sai de casa, quero colocar uma coleirinha para identificar onde ele tá. Aí fica fácil de você identificar.
A gente chegou a fazer um programa aqui sobre microchipagem, né, Hélio? Lembro disso. E foi importante que você falou aí, porque as pessoas não têm esse conhecimento. Imagina que o microchip tem o nome, endereço, telefone, nome do dono, né? Nada disso, é um código apenas. É um código também, como você falou, não é um GPS, não é um localizador, é simplesmente um tráfico, depois você tem que rastrear através dos vários sites, como você falou aí, né?
Isso, exatamente. Não é uma coisa que a gente lê e vai sair já as informações no leitor, né? O leitor, a gente lê, vai sair um número lá de 14 dígitos, é uma numeração. Aí você pega essa numeração, aí você tem que entrar nesse banco de dados aí para você achar.
Ana Rosa: Marcelo, boa tarde, eu estou mudando de casa para apartamento, existe alguma raça de cachorro mais indicada para quem mora em apartamentos? É Ana Rosa, é Ana Rosa.
Normalmente animal de pequeno porte, então assim, o Shih Tzu vai muito bem, o Maltese, né, Yorkshire, é o Piquenês, é Pinscher, né, o Bulldog francês, dependendo da índole, às vezes é um animal bacana de ter, entendeu? Porque tem, eu falo que os Bulldogs, eles são 8 ou 80, né, ou é muito agitado, é bem tranquilo. Mas normalmente que o pessoal tem a maior procura e Principalmente por questão de espaço e por conta de ser um apartamento, essas raças que a gente havia conversado, né, o Maltese, o York, o Shih Tzu, o Spitz alemão, né, são raças menorzinhas, mais fácil de lidar ali no ambiente interno ali do apartamento.
Lembrando que os cães de maior porte, né, médio, grande porte, quando é filhotinho é uma maravilha, né, mas cresce, cresce, precisa de espaço, precisa caminhar, precisa andar.
Então assim, ah, Hélio, eu quero ter um Golden dentro do apartamento. Tudo bem, já vi pessoas que têm, só que assim, tem que ter rotina de passeio às vezes 3 vezes por dia. Então você tem que sair cedo, tem que sair na hora do almoço, tem que sair à tarde para o animal se exercitar. Até porque, se um Golden, você colocar ele dentro do apartamento, ele não tirar esse stress, tirar essa adrenalina dele, ele vai destruir teu apartamento.
Então é lindo, Golden, não é lindo? Eu acho muito bonito qualquer tipo de raça grande, né? O Golden, o Labrador, o hot, vale, dá para se criar no ambiente pequeno, só que tem que ter uma rotina maior de passeio, né.
O Mário de Alcântara, lá do Bosque de Versalhes: Marcelo, boa tarde, eu tô ouvindo, tá. Gostaria de saber se adestramento realmente funciona.
Funciona, é claro, funciona.
Fala um pouquinho de adestramento então.
O adestramento, eu falo que assim, é Existem vários tipos, né, e como você quer esse perfil de adestramento para o paciente, né. Então eu falo que assim, em primeiro lugar, o ponto principal do adestramento é fazer o animal entender quem que vai teoricamente comandá-lo, né, comandar a casa, o seu, o superior a ele, né. Então primeiro ponto do adestramento seria isso, que a gente vê em muitos animais, né, que tem às vezes uma índole um pouco mais forte, vamos dizer assim, assim, né, que o cachorro não vê o tutor como um superior.
Pelo contrário, o cachorro, ele se, ele acha que ele é superior ao dono. Então, às vezes, aquele cachorro que o tutor não tem dominância, que o cachorro faz o que ele quer, pula, late, tenta morder, às vezes fica agressivo com o tutor.
Esse não vai ser adestrado nunca.
É, eu falo que assim, não é que vai ser, ele pode sim ser adestrado, pode só que assim, o tutor tem que entender que quem manda na relação ali de pet e tutor é o tutor, não o pet, né? Isso a gente vê muito porque agora, principalmente nesses últimos anos, o que começou a acontecer? O tutor vê o cachorro, né, vê o pet como um filho e trata o cachorro como filho. Então eu falo que é um cachorro mimado, né? Fica um cachorro mimado.
Então o cachorro faz o que ele quer, ele não tem nenhum tipo de de bronca ou resposta que o tutor pode fazer que controle o cachorro, né? E isso é muito interessante, principalmente animais de porte grande, né, que é animal que pode às vezes te enfrentar dentro da sua casa. Isso pode levar uma mordida, pode levar uma agressão do cachorro com o tutor. Então, tutor, na hora que vai comprar um cachorro, vai ter um cachorro, eu falo que assim, é sempre interessante ver como é a índole desse animal e saber tratá-lo.
Animal, né? Então assim, não é todo tutor que pode ter um Rottweiler, que pode ter um Pitbull, que pode ter um pastor alemão, um Malinois, algo que seja, entendeu? Então assim, ó, você tem pulso? Você consegue corrigir esse animal na hora que precisa? Você tem força para você às vezes segurar esse animal na rua? Então tudo isso a gente tem que pensar. É diferente a gente dar para uma senhora de 60, 70 anos um Rottweiler para ela andar na rua.
É, o Rottweiler vai arrastar ela, entendeu? Se às vezes, por mais Por mais que seja muito bem treinado esse cachorro, às vezes pode acontecer em alguma situação, às vezes passar um outro cachorro ou alguma criança, alguma coisa, esse cachorro estranhar e for para cima. Essa pessoa que tá passeando com esse animal tem que ter o controle, né? Então assim, tem que conseguir segurar, que às vezes pode ocasionar aí um problema sério aí no caso.
Mas o adestramento eu acho que é muito válido, principalmente para algumas raças mais específicas, para você tutor saber como lidar com normal, né? Eu falo que esse é o primeiro ponto. Depois a gente tem adestramento para segurança, para cheirar droga, para polícia, né? Aí abrange o leque do adestramento em si. Mas para um tutor de pet em casa, ah, eu quero ter um cachorro de porte grande, tudo, eu acho muito válido, né? Eu acho válido, pelo menos para o tutor entender como cuidar desse cachorro, entendeu?
Você falou algo aí, Hélio, que é verdade, né? Alguns pets Eles têm certeza que são da família, né? Sim, você vê o cachorrinho ali, você fala alguma coisa, ele já vai junto, ele já entende que você falou, se é para dormir, se é para sair, se é para comer. Eles se encaixam perfeitamente na família e se acham, você falou que alguns até tomam a frente, né? Manda mais no dono do que o dono manda nele. Impressionante isso, não?
Impressionante. É, realmente, às vezes tem cachorro que chega lá, a gente fala assim, o tutor chega e fala assim: ah, ele é mordava. Aí tá, então a gente dá a focinheira na mão do dono, fala: então coloca a focinheira para a gente poder manipular. Aí eu não consigo colocar, ele me morde. Então assim, essa situação que eu falo, por exemplo, aí o tutor não consegue dominar o cachorro, que tá errado, que aí quer que a gente veterinário domine, entendeu?
Então assim, não é nossa, vamos dizer assim, não é nossa responsabilidade dominar o cachorro tutor, né? E isso que eu falo, então sempre os clientes que vão me procurar, falar: eu quero comprar tal cachorro. Foi bacana, mas antes de procurar, vê bem a questão, essas índoles da raça, né? E procura um adestrador quanto mais cedo possível. Então pegou o cachorrinho lá desde filhote, já vai vendo, já vai adestrando, porque assim, eu falo que para o futuro do pet vai facilitar o manejo desse tutor.
Às vezes vai precisar dar um comprimido via abrir a boca, colocar dentro da boca do cachorro. Às vezes vai precisar limpar uma orelha, cortar uma unha, que são coisas simples. E às vezes o tutor não tem esse pulso com o cachorro desde filhote, aí na hora que vai precisar fazer isso não consegue, né? Então tem muitos animais que vão na minha clínica, a gente fala, ó, é só limpar o ouvido. A pessoa fala, ele não consegue, ele não deixa, né?
Às vezes o animal vai na clínica, a gente põe em cima da mesa, acaba o animal, né? O animal fica quieto, fica com medo, a gente consegue manusear. E tem animal que às vezes você desce da mesa, fica fica junto com o dono, se transforma. Então o dono não consegue fazer nada com cachorro em casa, não consegue dar um remédio, não consegue dar um comprimido. E isso, pro animal, eu falo que assim, às vezes é um animal precisa de um tratamento, às vezes o tutor não consegue fazer o tratamento, animal às vezes acaba prejudica a saúde por conta disso, né?
A Daniela Lima, hello, mora aqui no centro, é a última pergunta. Eu não entendi o que ela falou, acho que você vai saber o que é, né? Marcelo, boa tarde, aqui Daniela. Gostaria de saber se na clínica do doutor ele tá recebendo as gelatinas.
Tamo, tamo sim. É um dos meus sócios, né? Ele faz parte do Lions de Cordeirópolis. Eles têm uma, eles fazem uma ajuda com o pessoal do Instituto do Câncer em Barretos. Então eles fazem essa essa campanha de gelatina. Então a gente tá arrecadando essas gelatinas.
Ah, muito bem.
Para encaminhar para o pessoal do câncer lá em Barretos.
Quem quiser pode entregar lá na AtualVete.
Quem quiser vai ser muito bem-vindo, leva lá a gelatina que a gente tá encaminhando para o pessoal lá.
Maravilha, Daniela, tá respondido sim na AtualVete, pessoal tá recebendo. É através do Lion, você falou do Rotary?
É do Rotary, só que como o meu sócio é de Cordeiro, né, então ele tem Rotary lá em Cordeiro. Então a gente recebe aqui, um caminho para lá.
Maravilha, Hélio. Então, fim do papo sobre pets de hoje. Ele vai deixar o endereço, vai deixar o WhatsApp da Toalvete aqui. Fica bem pertinho aqui da Rádio Clube, na região central, próximo ao Edifício Pedra Verde. Passa todos os contatos aí, Hélio.
Vamos lá, pessoal. Ó, a rua nossa ali é Coronel André Wilson Júnior 345, bem no centro. Telefone de contato, telefone fixo, 019 19, 30, 96, 0020. Repetindo, 30, 96, 0020. E WhatsApp, celular para plantão, é, tamo aberto aí, qualquer horário, dia, pode ir lá na clínica, tá, pessoal? 019-99597-2527. Repetindo, 019-99597-2527.
É isso, valeu, Hélio, obrigado, hein.
Obrigado, Marcelo, um abraço para todo mundo aí.
Mais uma vez o Papo sobre Pets aqui com Doutor Hélio. Mandar abraço para Maria Isabel do José Almeida 3, a mensagem chegou atrasada aqui, tá acompanhando a programação. Valeu, Maria. Vamos trazer a previsão do tempo também, tá na hora do Celso Verniz, ele é o Homem do Tempo.