Gravidez de cães e gatos exige cuidados
Entrevista com o médico veterinário Hélio Franzoni Neto.
Programa Marcelo Franchozza 20/08/2026
Marcelo Franchozza
Hélio Franzoni Neto
- Gravidez de Cães e Gatos· SaudeSinais de gravidez em fêmeas·Ciclo estral de cadelas e gatas·Diagnóstico por ultrassom·Opções para interrupção de gestação
- Cuidados com pets gestantes· SaudeAlimentação durante a gestação·Ração de filhote para fêmeas gestantes·Desmame e recuperação pós-parto
- Parto e Cuidados Pós-Parto em Pets· SaudeAssistência durante o parto·Limpeza e respiração dos filhotes·Aceitação dos filhotes pela mãe·Cuidados com filhotes de primeira viagem
- Saude e Comportamento de Pets· SaudeRemoção de pontos cirúrgicos·Mordidas e arranhões em brincadeiras·Pressão alta e colesterol em pets·Identificação de vermes·Comportamento de defesa de alimento·Frequência de corte de unhas em gatos
Pois é, em quinta-feira é o dia do papo sobre pets aqui na Rádio Clube. As quintas-feiras, Doutor Hélio Franzoni Neto participa da nossa programação. Está ao vivo na Rádio Clube, médico veterinário da Talvet. Então, Doutor Hélio, seja bem-vindo aqui. Boa tarde, hein?
Boa tarde, Marcelo. Tudo bom aí?
Quente para caramba, hein?
Quente, muito calor.
E para os nossos pets, Hélio, muita água, muita água, muito gelo. Gato não bebe água, hein?
Muito pouco.
É, tem isso, né?
Mas tem que ficar de olho neles lá. Tem que às vezes dar uma comida mais pastosa para líquida, fazer eles tentarem ingerir um pouquinho mais de água. Tem gato que gosta de fonte d'água, que é uma água circulante, né, para tentar estimular eles beber um pouquinho mais de água. Tem que ficar de olho.
E a gente também, né? Com certeza. Muita água, um suquinho, uma cervejinha não faz mal para ninguém.
Quem gosta, exatamente, beba com moderação.
Mas tem que hidratar. O Hélio, para a gente começar, e você que tá ouvindo, mande perguntas, encaminha aqui o seu questionamento também, Doutor Hélio respondendo na medida do possível. Vamos falar da gravidez dos pets, vamos botar esse tema aqui. Cães e gatos, quando estão as cadelinhas, as gatinhas, claro, estão grávidas, exigem muita atenção desde os primeiros dias, desde os primeiros sinais até o nascimento dos filhotes. Agora, Hélio, primeiro Quais são os primeiros sinais de que uma cadela, uma gatinha tá grávida? Dá para identificar?
Dá, dá para a gente identificar sim, tá? Normalmente, né, o que a gente tem que ficar de olho, né, eu falo que assim, a gravidez, né, a fêmea é ficar gestante, né. Em primeiro ponto, a gente tem que ficar de olho no primeiro momento, vamos dizer assim, o cio dessa fêmea, né, tanto do cachorro, né, da fêmea canina, quanto da de felino, né. Então, primeiro a gente tem que entender o ciclo estral dessas duas espécies, né. A cadela em si, ela cicla a cada 6 meses, mais ou menos, né.
Tem fêmea que é a cada 5, tem fêmea que é a cada 7, mas uma média aí de padrão é a cada 6 meses. Já o gato, né, a fêmea de felino, ela não tem essa questão de ciclar a cada a cada 6 meses. Ela cicla, vamos dizer assim, meio que constantemente. Então ela entra no cio, a fêmea do gato, ela só acaba saindo, vamos dizer assim, do cio a partir do momento que ela faz a cruza com o gato, né? Quando ela tem um estímulo doloroso, que é a parte da cópula do macho, porque o pênis do gato, né, ele é cheio de espículas, como fosse uns espinhozinhos, né?
Que quando ele faz a cópula na fêmea, ele vai vamos dizer assim, fazer como fosse um aspecto de dor ali próximo da vulva, onde ela estimula a fêmea, né, a produção de óvulos, tudo, até a fecundação do esperma e tudo mais, né. A partir do momento que essa fêmea não cruza, né, ela passa o cio, passa um período, ela entra no cio de novo. Então é uma espécie que ela, por isso que ela se reproduz muito em vida livre, né. Então assim, gato solto na rua, ela vai sair de um cio, entrar no outro, e se ela não engravidar, ou se ela engravidar, ela acaba de gestar, passa o período de amamentação, ela entra no cio de novo, engravida de novo.
Então assim, é um animal que constantemente consegue, vamos dizer assim, procriar com muita facilidade. Já o cão, igual eu falei, a cada 6 meses, né? Então assim, ah, aí ele, minha fêmea entrou no cio, ela fugiu, ela, sei lá, eu tenho uma gata, ela entrou no cio, entrou um cachorro, um gato macho dentro de casa, né? Ou eu realmente coloquei esse animal para cruzar, Aí é o momento que a gente tem que começar a, vamos dizer assim, a contar na tabelinha, né, para a gente ter uma noção se realmente esse animal pegou cria, vamos dizer assim, se ela engravidou, né.
Então normalmente a gente faz os exames, principalmente de ultrassom, para acompanhamento desse feto ao longo da gestação, né, igual as mulheres. Então normalmente a gente aconselha fazer o período de gestação deles são de mais ou menos 62 dias, né, que o feto se forma até o período da hora que ele vai nascer. Então mais ou menos é isso, com uns 35 dias mais ou menos já dá para a gente já fazer o primeiro ultrassom, onde a gente consegue identificar se tá tendo formação, se tá formando bonitinho, mais ou menos quantos fetos tem.
Então a gente consegue ter uma noção se realmente a fêmea tá grávida, né? Mas assim, de imediato fala assim, ah, Hélio, ela tá no cio, teve contato com o macho, mas eu não sei se cruzou ou não. É difícil a gente chegar e falar, ó, realmente cruzou, não cruzou, pegou cria, não pegou. Eu falo que é só com exame. Eu falo que aí infelizmente a gente tem que esperar o período para ver se realmente pegou ou não pegou, né? Porque tem muita gente que às vezes acaba chegando na clínica e falar, Hélio, minha cachorra tava no cio, fugiu, e eu não sei se ela cruzou na rua.
Só que eu não quero que ela dê cria, né? Aí a gente tem a possibilidade que é mais segura, que seria a parte da castração antes da formação dos fetos, né? Então senão a gente vai fazer como fosse um aborto, né? Ou tem uma medicação que a gente acaba utilizando, é, eu falo que é pouca utilizada porque ela assim não tem como a gente dar 100% de certeza que vai ter o aborto ali, não vai parar, vamos dizer assim, essa gestação e ter o aborto, né?
Uma medicação que vai fazer a reciclar novamente. Então, olha lá, tudo que tiver no útero ali tentando se formar, ou informação, ela vai acabar eliminando, vai acabar tendo um aborto, como fosse uma pílula do dia seguinte, vamos dizer assim, entendeu? Só que essa medicação a gente não aconselha tanto, porque assim, pode acontecer da gente fazer, não ocorrer o aborto, e às vezes os filhotes que estão tentando se formar nascer com deformidade.
Né? Então a gente fala, Fló, fugiu, não quer a cria, o mais aconselhável seria castração, né, para evitar realmente não acontecer. É, mas temos essa outra, vamos dizer assim, essa outra opção aí que seria a partir do medicamento.
Essa da gata então, que ela é praticamente fértil o tempo todo, eu não sabia. É, para mim é uma novidade.
É interessante, né? Muita gente às vezes, donos de macho ou de de gato macho ou fêmea, às vezes não consegue, vamos dizer assim, segurar o tempo hábil até a castração, porque eles vão chegar próximo dos seus 7, 8 meses, a gata ou gato começa a ficar maluco, né? Porque assim, a parte hormonal deles atinge um pico ali que o gato quer sair para fora, quer ficar se esfregando nos outros, fica miando a noite toda porque a parte hormonal dela tá muito aflorada, né?
Tá me deixando preocupado aí.
Agora tem uma gata lá em casa. É assim, então tem gatas que são mais tranquilas e tem umas que, cara, eu falo que fica com fogo, que tem o dono não aguenta. Ela falou, Hélio, chega num ponto que chega 8 meses, 9 meses, falou, não aguento mais, a gata não deixa eu dormir, né? Aí a gente acaba castrando a fêmea para dar uma sossegada lá, né? Porque assim, normalmente a gente aconselha a castração tanto do macho quanto a fêmea tentar esperar pelo menos até 1 ano, 1 ano e pouquinho ali para ter toda a formação certinha, né?
Para a gente vai poder castrar. É só que a gente entende que às vezes chega nesse período que elas começam a ciclar, começa a entrar nesse período fértil, bicho, o bichinho fica alvoroçado.
Ué, e alimentação durante o período da gravidez, tanto de cães e gatos, muda?
Muda. Normalmente quando a gente diagnostica, né, que a fêmea tá prenha, né, a gente sempre pede para o tutor procurar uma boa, uma ração de boa qualidade e de preferência de filhote. Tá? Porque a ração de filhote ela tem um valor proteico maior, né? Então vai ajudar nessa gestação, vai ajudar na pós-gestação, que seria na parte da amamentação, na produção de leite principalmente. E na hora que a gente tá, a fêmea já tá deixando, né, essa parte de amamentação, né, que é os seus 30 dias mais ou menos, o filhote em si já começa a procurar alimentação que a mãe está comendo.
Então se a mãe já está comendo ração de filhote, o filhote dela já vai procurar essa ração, já vai iniciar também alimentação com a ração de filhote, né? Que aí com uns 40 dias, 45 dias, a gente já desmama o filhote da mãe, que ele já vai estar comendo a mesma comida, né? Então a gente já desmama ele já com a ração de filhote certinho. Aí depois de um mês aí mais ou menos que desmamou tudo, e a mãe se recuperou, né, tanto da gravidez quanto da amamentação, tudo pegou peso novamente, porque perde peso durante a gestação e amamentação.
Na hora que ela se recuperou, a gente pode voltar para uma ração normal aí, no caso. Mas é interessante trocar essa alimentação, sim.
A Lucimara tá perguntando se existe algum cuidado especial para o pet que engravida pela primeira vez.
É interessante, eu falo que assim, é a primeira coisa, né, eu acho que o tutor, né, tem que ficar, eu falo que assim, tem que saber o que que ele vai passar pela frente, né. Então assim, ah, Hélio, eu quero colocar minha fêmea para cruzar, quero que ela decrie, tá? Então, antes mesmo de colocar a fêmea para cruzar, é interessante procurar seu veterinário, ir lá marcar uma consulta, sentar e conversar com ele o que que é uma gravidez, o que que é uma gestação e o que que é, né, depois da gestação.
Que normalmente o pessoal que quer colocar a fêmea para cruzar, quer colocar ter os filhotes, tudo, acha que é tudo lindo, maravilhoso, né? Acha que a fêmea vai fazer a gestação certinha, acha que a fêmea vai nascer os filhotes tudo tranquilo, vai amamentar bonitinho, vai ser, eu falo que assim, tudo lindo, maravilhoso. Pode acontecer tudo lindo, maravilhoso? Pode, pode acontecer tudo lindo, maravilhoso. Só que tem muitos casos que acontece Às vezes a fêmea no meio da gestação às vezes tem aborto e acaba perdendo os filhotes.
Tem fêmea que às vezes tem um número de filhote muito pequeno, às vezes nasce 1, 2, e a fêmea não consegue parir sozinha, aí tem que fazer cesárea. Ou ao contrário, nasce uma quantidade de filhote muito grande e às vezes a fêmea não dá conta de parir tudo, aí tem que ir para cesárea também. Tem fêmea que vai ter a cesárea normalmente, só que aí depois da cesárea tem fêmea que, por conta da dor durante o parto ali, às vezes mata o filhote ou come o filhote.
Então a gente tem que ficar de olho na hora que ela vai ter os filhotes ali, ajudar a fêmea, né, para não acontecer isso. E tem fêmea que às vezes passa gestação tudo bonitinho, dá à luz tudo bonitinho, depois de um tempo também acontece de machucar ou até matar os filhotes porque não aceita os filhotes, né. E também tem o contratempo. Por exemplo, a minha cachorra precisou fazer uma cesárea, fez a cesárea, deu tudo certo, filhote nasceu, só que a mãe não aceita o filhote.
Aí já tentei colocar perto, a mãe tenta morder, ou já tentou morder, já tentou matar. E aí o que que tem que fazer? Tratar do filhote mamadeira. Aí você tem que dar de mamar para o filhote a cada 2 horas até seus 15 a 20 dias. Eu falo que assim é bem complicado. Aí agora você imagina assim uma fêmea de média, grande parte vai dar 5, 6 filhotes. Você vai ter que tratar, às vezes a fêmea não aceita todos esses filhotes, você vai ter que dar de amamentação para eles a cada 2 horas, né, de madrugada, à noite, e amamentando, né, que eles não tomam uma quantidade de leite muito grande, mas num curto espaço de tempo.
Então tem que ficar amamentando ele sempre, né. Então assim, é um trabalho árduo ali até o filhote conseguir se estabilizar, conseguir começar a comer sozinho. Então tem tudo isso que o tutor tem que entender antes de colocar essa fêmea para cruzar, né? Que muita gente acaba se desanimando, se arrependendo do que fez por conta de todo esse trabalho, né? Trabalho e custo, né? Eu falo que às vezes tem pessoas que fala: eu quero colocar, que eu quero vender, quero ganhar dinheiro em cima deles, né?
E às vezes acontece isso, né? Já vi muito acontecer de: ah, eu quero colocar minha fêmea para inseminar, que eu vi que a fêmea que eu tenho vai dar um bom dinheiro, não sei o quê, nos filhotes. Vai lá, nasce um filhote, precisou fazer cesárea, e acontece alguma coisa, filhote morre. Então assim, você gastou dinheiro, né? Então assim, tem que pensar muito bem nessa questão de colocar a fêmea para criar.
É a responsabilidade do tutor, né? E o Hélio, entrando também na questão do parto que você já falou aí, é, não deve ser simples um parto de uma gata, de um cão, de uma cadela no caso, né? Seja de porte pequeno, porte maior aí, O leigo, a pessoa que tá em casa que só tem o cachorro, ele consegue fazer o parto ou deixa lá? Como é que funciona isso? Porque não é fácil não, hein? Eu falo que você citou aí situações que a fêmea até acaba comendo o filhote, né?
Eu falo que assim, se a fêmea, dependendo do porte da fêmea, da raça, né, consegue dar à luz sozinha, né, a gente às vezes pede para ficar atento ali no momento, né?
Só olhar.
É, às vezes para ajudar a saída do filhote tão delicadamente ali, se a fêmea deixar, porque tem fêmea que não deixa, começa a avançar no próprio dono para não pôr a mão. Então, se a fêmea deixar, na hora que ela tiver fazendo força bem delicadamente, tentando movimentar o filhote delicado e fazendo uma tração bem delicada para tirar o filhote, assim, no momento que a gente tira o filhote, eles vêm, vamos dizer assim, cobertos como fosse uma película, né, que é uma camada da placenta ali, né.
E a gente precisa romper essa película, principalmente próximo da narina e do focinho, né, porque senão eles não conseguem respirar. Então a gente pede para retirar essa película, limpar o rostinho praticamente, né, e ver se ele não tá— às vezes engoliu líquido, às vezes precisa aspirar com uma seringuinha a boquinha. Então a gente pede para abrir a boca e puxar com uma seringa esse líquido, né. A partir do momento que o filhote consegue respirar sozinho, a gente dá para fêmea para fazer a limpeza né?
Esse contato da fêmea limpar o filhote é um contato importante para a fêmea aceitar o filhote, vamos dizer assim. Então a fêmea vai lá, vai lamber, vai limpar o filhote, ela mesmo vai conseguir limpar o filhote. A placenta, normalmente a mãe come a placenta, né, que é uma fonte nutricional para ela, e também essa questão do afeto ali da hora, né. Então tem fêmea que às vezes acaba comendo a placenta e limpando todo filhote. Eu falo que assim, é uma coisa que a gente tem que ficar de olho, que tem fêmea que às vezes no pavor ali de lamber tudo começa a mastigar a placenta e não vê, e aí tá mastigando o filhote junto, né?
Então tem todo esse cuidado que tem que ficar de olho, né? Então assim, você não tá puxando muito, porque a placenta fica presa pelo cordão umbilical. Sim, naturalmente a fêmea, na hora que ela vai fazer a limpeza, ela vai limpando, limpando, depois na hora que ela vai comer essa placenta ela vai mastigando o cordão, filhote vem junto. Aí o filhote vem junto. Se ela não, se ela mastigar o cordão ali, conseguir romper o cordão, que normalmente acontece, né, naturalmente acontece, né.
Então ela vai mastigando até romper o cordão, e aí o filhote fica para um lado, ela come a placenta e vai acabar limpando o filhote normalmente, né. Isso é normal que acontece, natural isso, né. Mas tem muitos casos que às vezes a fêmea tá lá lambendo, tentando mastigar esse cordão para tentar tirar a bolsa, e às vezes acaba machucando o filhote ou comendo o filhote.
E eu imagino também, Hélio, porque você falou aí dos das várias raças de cães, né? Vamos falar especificamente das cadelas aí. Tem as pequenininhas, pega uma Yorkshire, um, como é que chama aquele que você falou que é a menor raça que tem? É muito pequeno.
Imagina o filhote que nasce então, minúsculo, né? E aí, igual eu falei, às vezes nasce um filhote desse, ele não consegue se amamentar sozinho. Um filhotinho desse parece um camundongo, que pesa acho que nem 100 gramas, é mínimo. E se ele não se amamentar com uma frequência grande, a glicemia desse filhote vai cair, vai acabar morrendo, né? Então assim, é muito delicado, precisa tomar muito cuidado, né? Então assim, não é fácil tratar de uma fêmea pós-parto, principalmente se a fêmea não, vamos dizer assim, não é uma boa mãe.
Então por isso que as fêmeas de primeira viagem, né, ah, ele vai ser a primeira cria dela, é uma cria que você vai precisar ficar ficar bem atento, né? Tem fêmea que é uma gracinha, uma belezinha, vai lá, limpa os filhotes, cuida, vai amamentar, vai ser uma boa mãe, uma boa reprodutora. E tem mãe que às vezes vai criar, vai abandonar filhote, não vai amamentar, não aceita o filhote. Aí é onde começa a complicar um pouco as coisas, né?
Ficar atento e sempre buscar ajuda de um médico veterinário, uma médica veterinária, para orientar e fazer a coisa certa, hein? Atenção aí, Angélica. Hélio, eu coloco o fone aí que ela mandou um áudio, tá? Você tem o volume na sua frente aí também para poder ouvir bem a pergunta da Angélica, do José Almeto 2. Pode falar, Angélica.
Oi, boa tarde para vocês, tudo bem? Quero fazer uma pergunta para o veterinário. Quantos dias mais ou menos pode retirar o ponto da minha cachorrinha Castelo? Segunda-feira. E o ponto tá bem sequinho, só que tá muito espuleta, ela pula na cama, pulando sofá. Mas tá bem sequinho.
Quantos dias mais ou menos para retirar o ponto, Hélio?
De mais ou menos 15 a 20 dias. De 15 a 20 dias a remoção dos pontos. Eu normalmente, a gente vai observando, mas eu só tiro a partir dos seus 15 dias aí de cirurgia para ter uma segurança maior. Segurança. Por mais que esse ponto tá sequinho, tá bonitinho, a pele já tá encostando, já tá cicatrizando, a gente às vezes acaba tirando esse ponto antes, a pele acaba abrindo novamente. Então, para não correr esse tipo de risco, é interessante deixar pelo menos aí uns 15 a 20 dias.
Tá respondido. Alô, Rogério! Rogério Favaretto tá acompanhando. A Maria Isabel. Maria, quer ver o vídeo? Vai lá no YouTube, tem o canal da Rádio Clube no YouTube ou no aplicativo, tá? O app da Rádio Clube tem câmeras ao vivo também. Ela tá perguntando como é que ela vê o vídeo da nossa entrevista. Abraço para Maria Isabel do José Almeida 3. E tem também o Brito tá perguntando assim, Marcelo, pergunta para o doutor. A pergunta do Brito aqui, pergunta para o doutor, por que que a minha gata gosta de agarrar na minha perna e me morder? Por que que a gata dele morde e agarra a perna?
O Hélio, é uma forma de brincadeira deles, né? Eu falo que quando eles estão em bando, né, tem mais de um gato, né, junto, né, a brincadeira deles é um agarrar o outro, um mordiscar o outro, um para o outro, né? É uma forma às vezes de brincadeira deles, né? Às vezes tem que tomar cuidado para não se tornar algo mais agressivo em si, né? Que às vezes a gente acaba estimulando esse tipo de brincadeira com gato, né? Então ele acaba se acostumando e acha que é o que realmente é uma brincadeira, e ele às vezes pode levar um pouco mais a sério do que a gente quer e acabar machucando a gente, arranhando, mordendo.
Então assim, é, as mordiscadas leves que eles dão, né, não é para realmente para machucar, mas sim para brincar, né. Mas tem que tomar cuidado, que às vezes eles acabam abusando um pouquinho, acaba machucando a gente.
Tá brincando com você, viu, meu amigo? Legal. O Heitor Cirilo: eu tenho uma curiosidade, Marcelo. Cães e gatos podem ter pressão alta ou colesterol alto assim como nós humanos? Pode.
Pode, com certeza. E a gente pega muito caso, principalmente animal obeso, vai ter lá colesterol alto, triglicérides aumentado. E sim, pode levar a pressão alta, né, alteração renal por conta da pressão, diabetes. Então assim, essas alterações que a gente tem, né, acontece também normalmente nos animais. E como nós não tem sintoma inicial, né, sim, tem muita coisa que chega lá e E às vezes por algum outro motivo a gente acaba descobrindo a pressão alta ou triglicérides aumentado, né?
Então tem que tomar cuidado, né? Principalmente os animais que estão fora do peso, né? São mais gordinhos aí.
No caso, a Juliana Fausto, ela tá perguntando: como é que eu sei que meu pet está com vermes?
Verminose, a partir de exame de fezes. Você vai fazer uma coleta de fezes desse paciente, vai levar até o seu veterinário, ele vai pedir um copro parasitológico. Aí lá a gente vai ver se realmente tem uma verminose, se tem ovos de vermes nas fezes, né? Então a gente consegue identificar se realmente o paciente tá com uma verminose e precisa tomar o vermífugo, né? Que eu falo que assim, é, a vermifugação, né, se tornou algo, vamos dizer assim, como que eu posso falar, não cotidiana, né, mas com uma os veterinários em si fazem vermífugo com muita frequência, vamos dizer assim, porque é mais barato a gente dar o vermífugo para o paciente do que fazer o exame de fezes.
Então tem muita gente que às vezes prefere falar: Hélio, tem tanto problema assim eu dar o vermífugo, pelo menos 1 ou 2 vezes ao ano? Não, não tem problema, né? O que pode acontecer, a gente ficar dando essa quantidade de vermífugo às vezes muito aleatória e a gente criar uma resistência desses vermes a esse tipo de vermífugo, né? Então assim, pessoas que não querem fazer o exame parasitológico, né, para identificar se o animal tem verme ou não, eu falo, dou aí pelo menos um vermífugo a cada 5, 6 meses, né, para não dar uma quantidade muito grande, né?
Pacientes que às vezes tem uma, aí ele mora em chácara, em fazenda, área de que tem grama, alguma coisa assim, a gente faz uma vermifugação mais frequente. Mas o correto, falar, ele, qual que é o correto de fazer uma vermifugação? Primeiro faz exame de fezes, tem verminose, aí dá o vermífugo. Ah, não tem verminose, não tem o porquê o animal tomar o vermífugo, entendeu? Então o certo é fazer o exame, não tem nada, não precisa A Maria Fernanda, ela mora no Jardim das Orquídeas.
Hélio tá mandando a pergunta assim: Marcelo, pergunta para o Doutor Hélio, é por que que a minha cachorra quer morder quando ela tá perto da comida? Eu coloco e tem que sair correndo, tá dizendo a Maria Fernanda. Ela comenta assim: é se eu castrar, ela amansa? Ela tem 3 anos.
Isso daí é uma forma, é só uma falha de adestramento na hora da refeição, vamos dizer assim. Isso daí provavelmente ela começou a criar esse hábito, né, ou por medo ou por não correção desse animal na hora que ela começou a ter isso. Ela começou, a gente estimula cada vez mais ela apresentar esse tipo de sintomas, né. Então assim, quando a gente coloca o alimento para o animal, né, é uma um lugar ali que ele vai comer, ele vai, ele vai preservar o lugar ali, vai dominar a comida que ele tá comendo, né?
Ele não vai deixar ninguém pôr a mão. É onde às vezes, na hora que ela tá colocando a comida, cachorro vai lá e fala: sai daqui, que eu que vou comer agora, não chega perto de mim. Que ela tá defendendo o alimento dela, né? Só que isso é uma falha na correção, vamos dizer assim, e no adestramento do animal, porque não pode acontecer isso. Né? Então, desde filhote, quando a gente vai para o alimento para o cachorro, para o gato em si, eu falo assim: põe um pouco de alimento, vai lá, tira o pote com a mão, põe de novo, põe a mão dentro do pote na hora que ela tiver comendo, pega um pouco de ração junto na hora que ela tiver comendo, põe de novo, acaricia o animal durante alimentação, né?
Que o animal vai entendendo, né, que essa, na hora que ela coloca o alimento Não é pela ter medo que vai faltar comida ali na hora, né, ou que ninguém vai pegar a comida dela. Tem que entender que a gente pode pôr a mão, pode tirar, pode acariciar o animal. Eu falo que é onde acontece muito acidente em casa com mordida, principalmente de criança, que às vezes acaba na hora que a pessoa vai lá, põe, ou cachorro tá lá comendo ou brincando com algo, a criança vai lá, às vezes põe a mão no pote de ração, ou vai lá, pega um brinquedo, alguma coisa, o cachorro ataca.
Né? Então falar o cachorro é bravo, não, o cachorro não é bravo, o cachorro tá defendendo o seu alimento. Ele não foi adestrado ou corrigido corretamente por você na hora que precisava, e aí ele ficou desse jeito. E não vai ser a castração que vai resolver o problema, entendeu? No caso dela, é interessante procurar um profissional, um adestrador, para conseguir corrigir esse tipo de sintoma que ela tá tendo, né, que essa dominância no alimento, no caso.
É porque novinha ainda, 3 anos, com certeza, tá? Mas aí tem que procurar um adestrador, tudo que vai fazer essa questão da alimentação, do comportamento, do pote de comida, tudo para ela poder entender que a gente pode levar a mão ao pote, pode dar comida para ela, que ela não precisa atacar a gente por conta disso, né?
Uma última pergunta para finalizar, Hélio. A Mariângela, Jardim Maria Lúcia, Marcelo, pergunta por favor, com qual frequência devo cortar as unhas da minha gata? É a Fiona, a gata da Maria Ângela.
Ó, Maria Ângela, é assim, é, as unhas do felino em si vão servir tanto para ele se defender, né, tanto para ele conseguir escalar, conseguir subir no muro, em cima do sofá, em cima dos lugares. Então a unha é um instrumento que ele consegue ter uma firmeza ali, né? Então assim, se é um animal mais doméstico, é só dentro de casa, não vai se escalar tanto nos lugares, você pode fazer a poda das unhas aí pelo menos uma vez por mês.
Aí depende do crescimento da unha desse animal, mas mais ou menos uma vez por mês aí é interessante fazer a poda das unhas. Se é um animal que às vezes fica solto na rua, tudo, a gente às vezes não aconselha cortar tantas as unhas, porque você vai acabar com a defesa dele. Então se ele encontrar um outro gato na rua, for tentar pular, escapar de um cachorro, pular no muro e tentar se agarrar em alguma coisa, se ela tiver com a unha podada, unha cortada, ela não vai conseguir ter essa firmeza.
Então a gente, ela, eles perdem essa questão, essa habilidade de subir em árvore, alguma coisa, por conta da falta das unhas, né?
Tá respondido, Hélio. Para finalizar então, o pessoal da Atualvet tá te esperando, você que tá acompanhando aí, a equipe do Dr. Hélio Franzoni Neto, clínico veterinário aqui na região central. Deixa o endereço, deixa o WhatsApp. Pessoal gosta do Zap, hein, para fazer contato com a Tolvet.
Vamos lá, vamos lá, pessoal. Tolvet está localizada aqui no centro de Araras, na Rua Coronel André Wilson Júnior 345, bem próximo aqui do Edifício Pedra Verde. Telefone fixo: 3096-0020. Repetindo: 3096-0020. 0020. E celular de plantão, WhatsApp, pode entrar em contato conosco: 019-99597-2527. Repetindo: 99597-2527.
Mais uma vez, Hélio, obrigado, hein?
Eu que agradeço, Marcelo.
Tá aí mais uma vez para todo mundo aí o papo sobre pets aqui, sobre pets do nosso programa às quintas-feiras com Doutor Hélio Franzoni Neto da Tolvet. Vamos trazer a previsão do tempo, tá chegando. Tá na hora, tá chegando ele, o Celso Vernizia, o Homem do Tempo.