Seu pet está tomando banho da forma correta?
Acompanhe a entrevista com o médico veterinário Dr. Hélio Franzoni Neto.
Programa Marcelo Franchozza 06/08/2026
Marcelo Franchozza
Hélio Franzoni Neto
- Vacinação e Imunização· SaudeAlerta de raiva em São Paulo·Transmissão por morcegos·Importância da vacinação V10/V8 e V4·Campanhas de vacinação·Raiva em ratos
- Limpeza e higiene· SaudeLevar kit de banho do animal·Risco de transmissão de doenças·Segurança do ambiente·Recomendações de outros clientes
- Frequência de banho e tosaRaças específicas (Spitz alemão)·Gatos e higiene·Animais de pelo curto·Animais que ficam em casa
- Alimentação de cães e gatosBanana para cachorros·Corte de alimentos crus (cenoura)·Iogurte natural para cães·Intolerância à lactose em pets
Pois é, pela Rádio Clube começando aqui debate do meio-dia mais uma vez. Doutor Hélio Franzoni Neto é médico veterinário no Papo sobre Pets das quintas-feiras ao vivo no estúdio da Rádio Clube. Você sabe que o Hélio tava falando para mim contar só para você que tá ouvindo, para mais ninguém. Tá, só para você que tá acompanhando a Rádio Clube, que ele decidiu jogar na Mega-Sena, que tá acumulada 150 milhões, tá? Vai ganhar na Mega-Sena e vai ajudar muita gente, ele falou para mim, tá? Inclusive eu. Não esquece dos amigos. Hélio, seja bem-vindo aqui. Boa tarde.
Boa tarde, Marcelo. Tudo bom, velho?
Vai apostar mesmo?
Ah, dá uma coceira para ganhar esse dinheiro aí.
A gente tava falando dos perrengues da vida aqui, né?
Nossa Senhora!
A gente comentou que a Mega-Sena tá acumulada, que tá fazendo uma fezinha. Ele falou, vou apostar. Tá, acho que eu vou apostar hoje também, hein, tá? Tem gente que fala eu não ganho nunca, mas também não joga.
Exatamente, vai que dá sorte.
A primeira coisa é jogar e depois quem sabe ganhar, né? Já pensou com 150 milhões?
Nossa Senhora, acho que muita gente vai me xingar porque eu vou parar de trabalhar.
Então acho que o Hélio vai ter muitos cães e gatos, tá? Para ele, para ele, enfim, porque amante dos animais aí, dos pets. Mas a vida muda, né?
A vida muda. Nossa Senhora, com dinheiro desse, como muda!
E tá acumulada mesmo, hein? É R$150 milhões. Ô Hélio, vamos começar o papo sobre pets enquanto o povo manda pergunta aqui? Pode encaminhar a sua pergunta para o nosso WhatsApp. E o primeiro tema, viu, Hélio, vamos falar de banho e tosa. Muita gente tem dúvidas sobre banho e tosa. Esclarecer algumas dúvidas com veterinário Hélio Franzoni Neto. Primeira dúvida mais comum talvez seja qual a frequência de dar o banho no cão, no gato, no pet.
Tem gente que dá banho toda semana, tem gente que nunca dá banho e o cão fica fedidinho, cheiro mal cheiroso, não é bom, né? O gato também. Como é que é a frequência ideal, hein, Éder?
Eu falo assim, Marcelo, isso vai depender muito da raça e do tipo de pelo do cão, né? Então, por exemplo, a gente pegar uma raça mais específica, o Spitz alemão, né? Então assim, é uma raça que normalmente eu vejo, né, principalmente as dermatologistas falando que é interessante às vezes dar um banho quinzenal. Uma vez a cada 15 dias, porque é um animal mais difícil de secar esse pelo, né? Então demora mais a questão da secagem, né?
A pele fica um pouco mais úmida. Então assim, se a gente às vezes der um banho por semana, né, tem alguns animais que começam a ter alguma alteração na pele, na camada da pele, né? Às vezes uma dermatite, um fungo, alguma coisa por excesso de banho, né? Então eu falo assim, ó, um cachorro que tem às vezes uma frequência de passeio muito grande, né, tipo, ah, sai todo dia para passear, tem um pelo mais curto e dorme na cama, vai em cima do sofá, essas coisas, infelizmente a gente tem que dar um banho por semana para higiene tanto do animal como a nossa também, né.
Como ele vai conviver ali dentro da casa da pessoa, né, interessante deixar o animal limpinho, até mesmo para higiene dos tutores no caso também. Né? Mas tem que tomar esse cuidado, principalmente algumas raças, principalmente na hora de secar esse pet, tá? O gato, a mesma coisa. O gato normalmente, se é um, como é um animal que se lambe muito, ele se limpa bastante, então a gente não precisa dar um banho uma vez por semana. Dá para dar às vezes um banho a cada 30 dias.
Às vezes foi um gato, cara, ele vira e mexe sai para rua, tudo, ele se suja, aí pode até dar um banho a cada 15. Mas normalmente a cada 30 dias para um gatinho tá ótimo, tá super bonitinho. Tá? Animal de porte grande, né, de pelo curto, também mesma coisa, uma vez por semana, a cada 15 dias, né? Mas não tem uma, vamos dizer assim, uma regra que fala para a gente, falou, precisa dar banho toda semana, né? Precisa dar banho a cada 15 dias.
Não é uma regra. Eu falo que às vezes é um animal que fica mais em casa, não tem tanto contato, não se suja tanto, ele tem a necessidade de ficar tomando banho Não necessariamente, né? Então assim, pode dar uma vez por mês, tudo, né? Isso não tem problema nenhum, tá? Eu falo que até, vamos dizer assim, eu tenho animal em casa, tem uma que fica no quintal de casa, eu dou banho nela uma vez por mês. Ela não é um animal que se suja tanto, né?
Então assim, ela se mantém limpa, tudo, não tem nenhum problema de pele, nada que justifique ela tomar vários banhos, né? Pelo menos uma vez por semana que justifica esse cuidado maior. Então dá para a gente espaçar maior os banhos. Então eu falo que é mais essa questão da limpeza, se o animal fica dentro de casa, se não fica, se passeia bastante na rua, né? E aí a gente precisa fazer uma higiene um pouco melhor por esse sentido, né?
O Hélio, duas situações então. Pessoa que vai escolher um banho e tosa, uma empresa que vai fazer, enfim, um local que faz o trabalho, qual que é o cuidado que ela tem que ter? O que que ela tem que observar quando ela vai escolher um banho e tosa? Você tem alguma dica? Certo.
Eu falo que assim, ó, o primeiro conselho que eu dou, isso para qualquer tipo de banho e tosa, né, sempre leve o kit de banho do seu animal. Por mais que eles tenham nesse, nessa empresa, o shampoo, a toalha, a escova, por mais que eles vão ter esse tipo de produto lá para oferecer esse banho, é interessante você levar o do seu animal.
Olha que boa dica aí, ó, levar de casa, levar de casa.
Porque eu falo que são produtos de higiene pessoal, então assim, a toalhinha, leva a toalha dele, né? A escova que vai escovar os pelos, tudo, conversa com o pessoal bentosa ou com alguém que dá banho, fala qual que é o melhor tipo de escova para a gente escovar ele. Ela vai te auxiliar que tipo de escova que é interessante. Aí você faz a compra desse material e tem em casa. A mesma coisa também com o shampoo, condicionador, porque às vezes vira e mexe no bentosa, às vezes troca o shampoo, troca a marca, né?
E às vezes isso pode alterar, né, a pele do animal, pode às vezes trazer uma coisa diferente para pelagem do animal. Você levando os produtos, levando o shampoo, levando a toalha, tudo, você vai saber que aqueles produtos que você tá levando vai ser utilizado no seu animal. Então leva, dá o banho, traz de volta para casa. Você vai lavar a toalha na sua máquina, você vai pôr o produto para lavar, você vai estender no varal. Que eu falo assim, principalmente a toalha, as escovas, eu falo que não existe uma toalha, né, até existe no mercado as descartáveis, né, que você seca o animal e joga fora, mas a gente sabe que infelizmente às vezes fica inviável.
Né? Porque senão a gente vai ter que cobrar um banho do paciente, R$100 o banho, né, para sustentar essa toalha descartável, né? Infelizmente, alguns lugares não são descartáveis.
Então existe o risco de uma transmissão ali.
Exatamente. Às vezes tem um outro animal com um fungo, uma bactéria na pele, seca com essa toalha, eles vão lá, põe no varal, ela tá seca, enxuga outro paciente e assim por diante, né? Conforme a toalha vai sujando, vai lavando, mas às vezes seca 1, 2 cachorros com a mesma toalha. Isso pode passar de um animal animal para o outro. Então eu falo que é sempre interessante levar o seu animal com o kit de banho dele, com a escovinha.
Mesma coisa de escova, vai escovar um cachorro que tá com um problema na pele, depois essa mesma escova não é esterilizada, aí vai para o outro animal e vai escovar o outro animal. Isso pode passar. Eu falo que assim, 80% dos casos que a gente pega de às vezes fungo, às vezes alguma coisa na pele do animal, às vezes tá ligado com baintose por conta desse tipo de problema, entendeu? Então isso é uma dica bem importante.
Na questão de você falar assim, ah, qual banhosa que eu vou procurar, né?
Então, primeira coisa, ver, procurar recomendações desse banho, né? Ver com outras pessoas que já levam, ver o que que achou, o que que gostou, conversar com o pessoal lá de dentro para ver se nota que o pessoal é bem cuidadoso com o seu animal, né? E um ambiente sempre muito bem fechado para esse paciente não fugir lá de dentro, né? Principalmente gato, ver o lugar que dá banho se é fechadinho, se esse gato não pode escapar na hora do banho. Então é interessante ficar de olho nesses pontos aí.
De vez em quando a gente vê histórias aí, né, que desapareceu o cão, que aconteceu algum acidente também. Claro que não há, ninguém vai querer machucar um cão, gato, mas pode acontecer.
Exatamente. Eu falo que infelizmente acidentes acontecem. Já ouvi falar, já vi acontecer. Às vezes um cachorrinho tá na tosa lá, ou tá secando, sem querer, por um descuido, cachorrinho pula da mesa, acaba caindo, machucando, né. Então isso tem que tomar um pouco de cuidado. Ué, essa é a primeira situação.
Uma pessoa que vai escolher então banho e tosa. Agora, para aquele, a segunda situação, que vai dar o banho em casa, tá, prefere dar o banho, não vou dar banho em casa, que tipo de produto nunca deve ser usado?
Produto, eu falo que assim, se for um animal que não tem nenhum tipo de problema em pele, tentar procurar os produtos mais neutros possíveis, né. Então às vezes existe hoje no mercado, né, shampoo, condicionador, é menos agressivo para pele, vamos dizer assim, né? Então tomar cuidado com os clareadores, com o shampoo, que, ai, meu cachorro tem pelo preto, existe shampoo para pelo preto que às vezes vai escurecer o pelo. Então tomar cuidado com esses pontos, né?
E é sempre interessante procurar marcas reconhecidas no mercado, principalmente dermatológico. Então a gente tem algumas marcas mais, vamos dizer assim, famosas pelos seus produtos de boa qualidade, né? Então tomem cuidado de chegar lá e Ah, eu quero ver um shampoo e pegar o mais barato, né? Eu peguei esse aqui de R$5, o shampoo vem 2 litros de shampoo, né? Então assim, tomem cuidado, às vezes pode ter alguma composição nesse produto que pode agredir a pele do seu animal.
Qualidade duvidosa, hein?
Aí nessa questão é interessante entrar em contato com veterinário do pet, né, e falar: ó, você me indica um shampoo, um condicionador para eu dar banho em casa? Aí ele vai indicar, vai falar, por exemplo, que horário normalmente é preferível dar o banho nesse animal em casa, dá sempre na parte da manhã, né, umas 8, 9 horas da manhã, no máximo aí umas 10, porque aí ele vai ter o dia todo para ele secar, né. Então, por mais que a gente seque com secador, toalha e tudo, às vezes a pele ainda fica um pouco úmida.
Então, ao longo do dia, deixa ele brincar no sol, deixa ele passear no quintal, porque aí lá ele vai ter o contato com o sol e vai ajudar a secar esse animal. Vai ser mais fácil, mais rápido, porque às vezes tem gente que dá banho no cachorro 10 horas da noite, É, ele não vai secar, então ele vai dormir úmido. Por mais que seque com secador de cabelo, ele vai acabar dormindo úmido.
Essa seria a última pergunta do tema banho e tosa, tá aqui, ó: como é que deve ser feita a secagem para evitar problemas de pele e até de ouvido? Porque fica água no ouvido também.
Eu falo que assim, essa questão do ouvido principalmente, muita gente tem, acha, né, vamos dizer assim, tem aquela questão, fala assim: ah, não pode entrar água dentro do ouvido que dá otite. Eu falo, gente, isso não tem abrimento. Eu falo que senão, se a gente, senão a gente tinha que entrar no nosso chuveiro toda vez com o ouvido tampado, né? Ou quando a gente nada, não é porque a gente entra na água, vai nadar ou toma banho que a gente vai ter otite, né?
A otite é gerada às vezes por um fungo, uma bactéria, o acúmulo de sujeira dentro do seu ouvido. Não é porque caiu água no banho lá e o animal teve otite, que às vezes eu vejo muita gente às vezes vindo no meu consultório e às vezes reclamando ou apontando, né, vamos dizer assim, o Baitosa como, ah, eles deixaram cair água dentro do ouvido, meu cachorro teve otite. Eu falo assim, gente, não é para água, a água, né, ocasionar otite.
Provavelmente o seu animal já tinha às vezes um fungo instalado, uma bactéria, por algum motivo ali. Pode às vezes a umidade influenciar, às vezes influencia, mas não é a água que vai ocasionar. Então assim, não é culpa do Baitosa que seu animal teve otite. Né? Então isso a gente tem que tirar um pouco esse mito e não acusar sempre o banho em tosa por conta disso, né? Então esse é um ponto, né? A outra questão é como secar esse animal, né?
Então normalmente, ó, deu banho e tudo, enxágua bastante, deixa cair bastante água para tirar bem o conteúdo do shampoo ou do condicionador. Depois que enxaguar bastante, aí vai secar com uma toalha o paciente até a gente tirar todo o excesso de água. E em casa vocês podem utilizar às vezes secador de cabelo mesmo, tá? Sempre com a mão tocando o animal, com secador longe, que a gente tem noção. Se tá queimando a nossa mão, vai queimar o cachorro também.
Então a gente afasta um pouco mais o secador, corre esse risco, né? Exatamente, muito quente, às vezes chega muito próximo e fica num lugar muito tempo ali, acaba queimando o animal. Então sempre com secador mais longe, com a mão próxima do pet e secando. Aí você vai sentindo a temperatura também do do secador de cabelo.
Mais uma boa dica, legal. O Hélio, falando nisso, até a Márcia Felícia acabou de mandar uma mensagem aqui, a nossa ouvinte. Ela cita assim: Marcelo, Doutor Hélio, eu dou banho no meu pet, ou nos meus pets, é no plural aqui, com sabonete Febo. Algum problema? É chique, hein?
É chique, mas toma cuidado porque às vezes a substância do sabonete Febo, né, ela pode ser irritativa para pele. Então eu não aconselho, aconselho às vezes procurar um produto próprio para cachorro, né, que não vai ocasionar nenhum produto, nenhuma, nenhum malefício para pele do paciente, né. Eu falo que às vezes a gente pega o sabonete até no nosso corpo, como a gente tem uma oleosidade maior no nosso corpo, a gente vê que ele tira bastante oleosidade, né.
E às vezes tirar esse excesso de oleosidade do cão Às vezes já não é tão viável, às vezes pode ser prejudicial.
Se a gente entender que o sabonete que ela citou foi feito para humanos e não para animais, para pets, não seria indicado, né?
Exatamente.
Se ela tá usando e tá indo de boa, não tem problema. Sei lá, quer arriscar, arrisca. Mas o ideal é um produto pet mesmo, né? Tá bom, Márcia. Legal. Então cuidado com seu pet aí na hora do banho, na hora da tosa também, é cuidar bem dos animais aí. Você sabe, eu percebo nas perguntas aqui, Hélio, que o problema de pele dos animais é muito comum. É muito, vocês chamam de dermatite, né? Alergia na pele.
Tem muitos animais, né, que tem, que a gente fala que são atópicos, né? Isso começou a ter um crescimento desses pacientes muito grande, né? Principalmente por questão de genética, né? Então, tipo assim, um vai, o que já tinha reproduzir vai passando para os outros, né? E é uma alteração que eles têm, que às vezes eles têm alguma alergia a algo, né, normalmente em alimentação, ou pode ser por algum produto que tá usando no banho, ou alguma coisa que tem em casa que causa essa alergia da pele, né.
Então isso começou a ficar muito comum nos animais, essa atopia que eles falam, né. Então tem muito paciente chegando na clínica, Hélio, ele vive se coçando, não para de coçar, né. Então já trocamos ração, já fizemos isso, fizemos aquilo, e mesmo assim o animal continua se coçando. Esse é um paciente que a gente fala que ele é atópico. Às vezes ele vai precisar tomar remédio para o resto da vida dele para controlar a coceira, vamos dizer assim.
Legal. Vamos para pergunta de ouvintes aqui também, em outros assuntos. Marcelo, eu sou a Heloísa, é a Heloísa Risso. Eu tenho uma pergunta para o Dr. Hélio. Pergunta dela: Hélio, cachorro pode ter cãibra? Se sim, quais os sintomas? É, muito obrigado. Tipo, se as cãibras em cães são diferentes em nós humanos? Tá dizendo a Heloísa que cachorro tem câimbra.
Heloísa, é difícil a gente diagnosticar uma câimbra, vamos dizer assim, porque teoricamente eles não falam, né? Então assim, e a câimbra é a mesma na gente, ser humano, ela é passageira e não dura por muito tempo, né? Questão de minutos aí, normalmente a câimbra já some, vamos dizer assim, né? Mas acredito que possa acontecer sim. Que o organismo deles é bem parecido com o nosso, né? Então assim, às vezes num excesso de exercício físico, ou às vezes numa má alimentação, alguma coisa do tipo pode ocasionar.
Aí tem animal que às vezes pode ter claudicação, às vezes mancar, às vezes pode às vezes dar um grito porque às vezes tá doendo, e às vezes é uma questão muito passageira. Por exemplo, a Hélio tava deitada lá, quando vê acordou gritando, mancou, e depois passou, voltou ao normal, pode ser uma câimbra, né? Então se é uma coisa que acontece, vamos dizer assim, raramente, é muito comum, às vezes pode acontecer sim.
Então investigar, né?
É, precisa investigar.
Vi uma situação diferente ali, alguma coisa tem.
É, eu falo assim, ah, Hélio, não, tá acontecendo com muita frequência, meu animal manca com muita frequência. Aí, opa, não pode ser uma câimbra, né? Eu falo que a câimbra em si, eu falo que assim, dá para a gente contar no dedo quantas vezes você teve câimbra durante a semana inteira, né? Então às vezes falar, nem lembro qual que foi a última vez que eu tive uma câimbra, né? Então assim, a mesma coisa no cão, não vai ser uma coisa que sempre ele vai ter.
Já uma dor, às vezes uma osteoartrite, uma dor em coluna, né, uma degeneração em alguma articulação, isso causa dor no paciente. Então às vezes, dependendo como ele se movimenta, ele vai sentir dor, ele vai claudicar, ele vai às vezes ficar mais amuado. Então isso é dor, já não é uma câimbra que pode acontecer.
O Hélio, Angélica do José Hamilton 2 mandou um áudio, ela faz um relato aqui, depois a gente entra no assunto. Então fala, Angélica.
Ô Marcelo, bom dia, tudo bem? Ô Marcelo, eu liguei no canil para saber sobre a vacina contra raiva para os cachorro, aí me deram o número para mim ligar. Tô ligando, tô ligando desde segunda-feira, esse número não atende. E agora eu tenho que ligar no canil de novo. Fala, pode ajudar uma informação para nós, por favor? Muito obrigada, viu?
Minha amiga tá falando que ela tá fazendo contato, tentando contato com Canil e não tá conseguindo, né? Então, alô, pessoal do Canil, se puder orientar, verificar aí o telefone, a gente agradece. Sabe por quê, Hélio? A gente falava no começo da semana, é a região, o estado de São Paulo, Araras também tá em alerta em relação à raiva animal. Tivemos alguns casos na região em animais. Campinas detectou um caso em um felino. Há mais de 10 anos não havia caso de raiva animal em gatos lá na cidade de Campinas.
É sabido que a raiva animal é uma doença incurável, letal, tanto para o animal, para o ser humano, tá? A vacina tá disponível no canil, foi informado que são 100 doses por mês que o governo do estado manda para a cidade de Araras. A informação que a gente recebeu, que o município solicitou 1.000 doses da antirrábica, porque é muito provável que as enfim, a doença espalhe por outros municípios, aconteçam outros casos, que a raiva não foi erradicada.
Ela é mais comum em morcego, em outros animais aí, mas em cães e gatos são raros, mas acontece.
Então tem que ficar muito atento, principalmente em áreas, né, que tem mata, que tem árvore, tem gado, né. Que eu falo que assim, o tipo de morcego que vai transmitir a raiva é um morcego, né, que se alimenta de sangue, né. Já os que a gente tem dentro da cidade, né, normalmente são os morcegos frutíferos. Esses não, esses não vão transmitir, né, a raiva em si, né. Então assim, para o animal às vezes ter o contato com a raiva, ele precisa matar o morcego e ter contato com esse morcego, ou no caso o morcego ter vamos dizer assim, morder o cão ou gato, né, que às vezes é pouco comum acontecer.
Normalmente a gente pega em cavalo, em vaca, né, que fica no pasto, tudo. Esses morcegos vão se alimentar disso, né, que também é interessante fazer a vacinação do animal, né, tanto de parte grande quanto de parte pequena, porque é igual a gente falou, né, uma zoonose. Isso é, a gente não consegue a cura desses animais. E pode passar para o ser humano, né? Então por isso que é interessante muito deixar essa vacina do seu animal em dia.
Eu falo que são as principais vacinas: a V10 ou V8, né, a polivacina do cão, a V4 do felino e a vacinação de raiva. Eu falo que são vacinas assim essenciais, tem que ter, não tem muito para onde a gente escapar, entendeu? Principalmente a de raiva, que é uma zoonose. Então às vezes é interessante. Eu não tava sabendo dessa informação do canil, que eles estão oferecendo a vacina também assim, porque tem que agendar, hein?
Não adianta só ir lá não.
Exatamente, porque antigamente o pessoal fazia muita campanha, né? Isso, né? Então marcava um lugar da cidade, tudo, que o pessoal levava os cachorros para fazer a vacina. Hoje em dia meio que acabou, né, essas campanhas. Eu lembro que na minha época de faculdade, na cidade lá onde eu fiz, eles faziam a campanha e pegava os alunos para ir fazer as vacinas, no caso, né?
Você vê como é que é, não é, Hélio? É Vamos entrar no assunto negacionismo das vacinas para o ser humano e tá acontecendo de voltar sarampo, outras doenças. Parou a campanha de vacinação antirrábica porque não tem mais a doença, tá? Ou não tem como era antes. Parece que houve aí um relaxamento no sentido de calma, tá bom, e volta tudo de novo.
Não, exatamente. Eu falo que assim, até a cidade tinha que aproveitar. Por exemplo, a cidade tem uma faculdade que tem Medicina veterinária. Aproveita esses alunos, até para o aluno é uma experiência. Pelo menos na minha época era uma, puta, era show de bola a gente ir lá pegar, pôr a mão na massa, né?
Para o aluno é bom também, é bom.
Então assim, e é um serviço voluntário que o aluno pode ajudar. Ele vai saber fazer a vacina, vai ser explicado como faz a vacina, tudo, né? E é uma, vamos dizer assim, uma mão de obra que não vai ter custo nenhum e a prefeitura em si e a parte dos alunos ali do curso, né, consegue ajudar também. Então, por exemplo, olha, vamos fazer uma campanha aí, sei lá, sábado e domingo vai ter ali na praça não sei da quanta para fazer vacinação de todos os animais da cidade da raiva.
Junta lá uns 100 alunos, faz as bancadas, o pessoal vai trazendo os cachorros, vai vacinando e vai liberando.
Então vai para o currículo ali, já vai para o concurso.
Eu falo que assim, de deixar, vamos agendar a vacina, leva lá. Falo que assim, pega um final de semana, falou, eu lembro que era tudo na minha época, era todo agosto, né? A gente até brincava, mês do cachorro louco, por conta da vacina da raiva. Então assim, vê um ou dois final de semana, né, junto o pessoal da faculdade, faz a vacinação das cachorradas.
Perigosa, hein, gente? Essa doença é perigosa para o animal, para o ser humano. Então Eu já falei aqui a informação que a gente tem vendo aí tudo que se fala da raiva animal para o homem, para o ser humano e para os animais. Parece que há só um caso na medicina de cura da raiva animal em ser humano. É muito letal, né? Há relato de apenas um caso de cura do paciente. Então é perigoso demais, é perigoso tomar cuidado, porque parece que volta tudo, né?
Não tá vacinando, a doença tá voltando. A Maria Isabel tá perguntando: Marcelo, eu tenho uma curiosidade, Rato também transmite a raiva animal?
Pode acontecer da mesma forma. Às vezes morcego cai no chão, sei lá, que tá com a raiva, o rato vai lá e por algum motivo o rato tenta comer o morcego, morder o morcego. É um vírus, é, eles acaba transmitindo, né? Pode acontecer. É que difícil morcego ir chupar o sangue do rato sem querer contaminar o bicho primeiro. É normalmente o rato que vai pegar o morceguinho lá, porque o rato é onívoro, come de tudo, né? Que tudo tiver lá no alcance dele, vai comer.
Lembrando que o rato transmite bem a leptospirose, que é bem grave também, né?
Pela urina.
Alô, Carlos Julián, tá desejando boa tarde aqui. O Adão Jacinto, a Fátima Nascimento, com outros assuntos que amanhã eu abordo. Tem mais uma pergunta aqui, reta final, hein, do nosso papo sobre pets. É, o Hélio, a nossa ouvinte Ana Paula, eu acho que ela dá banana para o cachorro dela, viu? Que ela fala assim: Marcelo, pergunta para o Dr. Hélio: cachorro pode comer banana todo dia?
Pode, nada em excesso, mas pode, sem problema nenhum, tá? Não, a banana não causa nenhum malefício no animal, tá? Não é, vamos dizer assim, não é um alimento que o animal necessita, né? Porque o cão é um animal carnívoro, tanto o cão quanto o gato. Mas se ele gostar, pode dar, você não tem problema nenhum. Só tomem cuidado, gente, eu vou até falar isso até Não só pela banana, pelos outros alimentos em casa. Como que vocês cortam o alimento para o animal, tá?
Porque essa semana a gente teve um caso do maior que a dona deu cenoura crua para o animalzinho, só que ela cortou em rodela, e o animal do jeito que pegou engoliu a rodela inteira.
Eita!
E ficou parado no esôfago do animal. A gente teve que fazer endoscopia, tudo para tirar essa cenoura, né? Então assim, quando for dar alimento ou algo cru, a cenoura, alguma coisa, se for um cachorrinho pequenininho, corta em pedacinho pequeno que dá para passar aí no animal não engasgar.
O ideal é até cozinhar, cozinhar para ficar mais molinho, para facilitar.
Então tomem cuidado, às vezes não dá, às vezes uma porção muito grande. Eu falo que tem que ser 8 ou 80. Ou por exemplo, aí eu vou dar uma cenoura crua para o meu animal, Pode dar? Pode. Por exemplo, é um cachorrinho pequeno, aí eu quero que ele brinque com a cenoura, então dá um pedaço grande que ele não consiga engolir ela inteira. Porque aí ele vai tirando lasquinha, brincando, né, tirando os pedacinhos, engolindo, né. Ou você corta já em pedacinho pequeno e dá, né, porque aí ele vai pegar e já vai engolir ela direto.
Mas não dá o meio termo, que às vezes ele pega e engole, e aí fica parado, né. Então tem que tomar cuidado.
O Hélio, para finalizar, agora sim, porque a Débora acabou de mandar uma pergunta aqui, a Débora Schwartz do Costa Verde, é sobre alimento também. O Marcelo pergunta para o Dr. Hélio: iogurte natural, eu dou para o meu cachorro, ele ama, faz mal?
Mesma coisa, né? Eu falo que assim, não tem nenhum tipo de problema, tá? Não é um alimento tóxico, porém o cão, né, e o gato depois de uma certa idade, né, de filhote, eles já não digerem muito bem a lactose, né. Então tem que tomar cuidado com diarreia, soltar o intestino, né, ou dar em porção muito grande. Então assim, ah, eu dou um pouquinho todo dia, nunca vi diferença nas fezes, posso continuar dando? Pode. Mesma coisa, não é um alimento que ele necessita, né.
Então assim, pro organismo do animal não é um alimento que ele vai ter necessidade de comer, né, nutricionalmente. Mas se ele gostar, pode dar, não tem problema nenhum.
Ô Débora, vou brincar com você, hein, tá comendo melhor o cachorro aí do que muita gente, hein. Exatamente, natural. Pensa o quê? Legal, né? Bom, com essa pergunta a gente vai encerrar o bate-papo de hoje aqui do Papo sobre Pets com Doutor Hélio, sempre às quintas-feiras. Muito obrigado pelas participações. O Hélio, deixa o contato da tua VET, endereço, WhatsApp. Vamos lá, tua VET.
Vamos lá, pessoal, tua VET está localizada aqui no centro de Araras, bem próximo aqui do Edifício Pedra Verde, tá? A rua nossa aqui é Coronel André Wilson Júnior 345. Telefone fixo para contato: 019-3096-0020. Repetindo, 3096 0020. E o WhatsApp celular para plantão, final de semana, quem precisar, a gente tá à disposição: 019-99597-2527. Repetindo: 99597-2527.
Valeu, Hélio, até semana que vem!
Um abraço a todo mundo aí.
Obrigado, hein, presença do Hélio Franzoni Neto, Doutor Hélio da Atualvet, aqui no nosso Papo sobre Pets das quintas- Tá chegando mais informação, tem ele, o Celso Verniz. Ele é o homem do tempo.