Frio intenso acende alerta para hipotermia e reforça importância da solidariedade
Entrevista com o médico cardiologista Dr. Agnaldo Piscopo.
Programa Marcelo Franchozza 12/05/2026
- Frio e HipotermiaHipotermia · Crianças vulneráveis · Idosos vulneráveis · Pressão arterial · Doações de agasalhos
- Saude Mental e BurnoutEstresse · Adrenalina · Crise hipertensiva · Síndrome do coração partido · Busca pela felicidade
- Hantavirose no BrasilHantavirose · Cepa Andes · Transmissão por roedores · Prevenção · Diagnóstico
- Dia da EnfermagemProfissão de enfermagem · Fundação Emínio Meto · Santa Casa de Araras · Avó Rosa
- Nascimento do netoParto emocionante · Bebê Rafinha · Beatriz · Doutora Rita
- Dor de cabeça no frioVasoconstrição · Aumento da pressão arterial · Sinusite · Nevralgia do trigêmeo
- Sedentarismo e Risco de InfartoSedentarismo · Atividade física · Risco de embolia pulmonar
- Tecnologia e EquipamentosRouters · Apple Watch · Smart Ring · Monitorização remota
- A Importância da Vida ComunitáriaQualidade de vida · Solidariedade · Cultura extrativista · União comunitária
Pois é, vamos falar de saúde. A partir de agora eu estou recebendo aqui ao vivo no estúdio da Rádio Clube, ele que é médico, cardiologista intensivista, mais do que isso, vovô do Rafael. Seja bem-vindo, doutor Agnaldo Piscopo. Tudo bem? Boa tarde aí. Boa tarde, Marcelo. Boa tarde a todos que me seguem aí nas redes sociais. Boa tarde aí para os amigos da Clube. E agora entrei papai da Bia e saí vovô do Rafa, né? Então. Você sabe o que foi muito legal?
É... Logicamente veio com saúde Pesou aí 3,2kg A mãe fez o parto Foi emocionante A Rita fez o parto Fez questão de tirar o Rafinha lá do útero Lógico que tinham dois colegas juntos Lá que para garantir a segurança Em caso de alguma emergência A mãe não ter que participar De uma situação emergencial Mas não ocorreu, graças a Deus Quem morreu
E aí foi tudo bem, nasceu logo, nasceu chorando e foi tudo bem. Aí, Marcelo, até aí eu era pai, né? Sabe a hora que caiu a ficha do vovô? E aí? Conta pra gente. A hora que a fotógrafa falou assim, Vô, olha aqui. Então, tava o pai, né? Choco de realidade. A hora que a fotógrafa falou, Vô!
Dá uma olhadinha aqui para a câmera. Daí eu falei, opa, sou eu. Que bonito, né? Então, Rafinha, chegou bem. Já foi para casa. Foi tudo bem, está mamando.
E agora, vida que segue, vamos curtir aí a puericultura, esses primeiros desenvolvimentos, que é uma alegria sempre. A Bia de mamãe lá, dando banho, a doutora Rita ajudando. E mãe é mãe, né, Marcelo? Parabéns para a Bia. Conheci o dia das mães, né? Aí dá uma parabéns a todas as mamães aí, que domingo comemoraram o dia. Não tem dia das mães, para mim dia das mães todo dia.
E a gente... Temos três gerações de mãe. Minha mãe estava lá, né? Ou seja, a Bisa, a Rita com a avó e a mamãe Beatriz com o Rafinha. Já saiu de cadeirinha e tudo, hein, Marcelo? Ah, é? Já saiu com a cadeirinha e tudo. E aí, o primeiro recado que a Bia deu...
O transporte no carro tem descadeirinha. Transporte seguro, muito legal. Tá aí então, doutor Aguinaldo. Acabei de ver aqui, o doutor Piscopo acabou de postar nas redes sociais, no Instagram. O pessoal que tá no Instagram pode ver aí. Um vídeo sobre hipotermia. Começou a esfriar, frio, tá geladinho. A hipotermia acontece quando a temperatura do corpo cai perigosamente. Crianças e idosos são os mais vulneráveis nos dias de frio mais intenso. E aí, doutor Aguinaldo?
Então, Marcelo, friozão, né? Sete graus hoje. O pessoal acordou com bastante frio. E a gente tem os vulneráveis, né? Os mais vulneráveis aí são os pequenininhos que esfriam rápido, né? Perdem calor. Então, tem que agasalhar, tem que escolher o horário melhor do dia para dar banho.
E aí, o outro extremo também, os idosos, né? Deixar ali o idoso, não é para deixar o idoso na cadeira de banho, pelado lá no banheiro frio. Nós não estamos preparados para enfrentar o frio. Nossas casas são frias, comparado com as casas aí, quem mora em áreas que o inverno é mais rigoroso.
e a gente precisa combater, porque quando a temperatura cai, a gente tem ali algumas reações, uma delas é a pressão arterial subir, e depois a frequência cardíaca sobe, e para algumas pessoas isso pode ser ruim, pode ter efeitos colaterais importantes, e nos casos graves, quando a hipotermia é severa, a gente tem pessoas aí...
que acidentalmente se expõem ao frio ou, infelizmente, socialmente vulneráveis, expostos aí, em pessoas em situação de rua, pessoas, às vezes, até dentro de casa, mas, infelizmente, com casas não adequadas, sem agasalho, acabam se expondo ao frio e acabam tendo...
Ali, alterações que podem levar à morte, Marcelo. Podem levar a alterações importantes no eletrocardiograma, o coração sofrendo com isso. O coração pode parar pelo frio. A hipotermia é uma das causas de parada cardíaca.
Então, lembrando, eu já atendi bastante em São Paulo, eu já atendi hipotermia acidental, nós já tivemos casos aqui em Araras, por incrível que pareça, pessoas com hipotermia, e a gente precisa lembrar disso. Então, quem está aí, olha para o guarda-roupa, está sobrando manta, está sobrando cobertor, blusa, realmente roupa de criança.
meia, tudo é importante hoje eu estive com a Miriam Vanessa conversando, que está lá no assistência social e até lá conversamos sobre esse assunto e ela falou, pô doutor é importante, vamos falar do frio porque a gente precisa muito de doações, então uma boa hora de você dar aquela revisada no guarda-roupa, porque posso garantir, você não usa tudo que está aí
Todo mundo tem alguma coisa sem usar. Então, vamos doar. Vamos doar. Faz a doação. Tem os postos de arrecadação. Corpo de Bombeiros, acho que ainda tem. Corpo de Bombeiros. Tem muita loja comércio também com as caixas para arrecadação. Então, doa. E quem não tem para doar, passa lá na loja. Compra lá. Veja tanto cobertor, tanta manta. Faz uma doação. Põe aí um... E assim, Marcelo, o pessoal fala tanto de doação. Tenho certeza...
Que não é só, que não é só os pessoas. A Santa Casa, por exemplo, se você doar cobertor para a Santa Casa, com certeza vai ser bem-vindo. Entendeu? Que a gente já teve vários anos aí. Eu vou fazer a minha. Aí o pessoal precisa também se movimentar. Vamos doar, vamos aquecer o coração das pessoas aí. Porque hipotermia, como eu disse, está todo mundo gostoso, quentinho, não é? Mas lembra quem está passando frio. Acho que são duas coisas que a gente mais fica...
sensibilizado. É fome e frio, né? Então, frio é duro, né? Passar frio não é fácil e, logicamente, quando falta comida em casa também é muito difícil. Então, vamos fazer doações de agasalhos, mantas e tudo que pode aquecer o nosso próximo. O doutor, tem um ouvinte aqui, porque sempre que começa a esfriar e também no calor é assim, no calor, quando começa a esquentar, as pessoas têm dúvidas em relação...
No caso da cardiologia, pressão arterial, né? Se a pressão muda, se tem que dosar o remédio. E no caso aqui da nossa ouvinte Elisabeth, Marcelo, por favor, pergunta a doutor Aguinaldo, se a dor de cabeça no tempo frio aumenta? É normal? É perigosa? Cefaleia no frio, doutor, e aí?
Olha, Marcelo, você fica mais vasoconstricto. Ou seja, se você olhar a sua mão, todo mundo pode olhar a mão e ficar mais pálido no frio. Quando você está no calor, a mão fica vermelha. E isso, essa constricção dos vasos, tem uma tendência a aumentar um pouquinho a pressão. Se você é hipertenso, você aumenta mais. Outra coisa importante, a gente sua menos, perde menos água.
A gente tem uma tendência a ficar com o sangue mais grosso, mais viscoso. A frequência cardíaca para aquecer também sobe um pouquinho. E também a gente tem uma tendência, principalmente se a gente tiver exposição a algum processo viral, a exposição vai ter inflamação. Então a resposta é sim. No inverno, com as temperaturas mais baixas, a nossa pressão arterial tende a subir.
Se ela sobe fisiologicamente, nos níveis normais, tudo bem. Mas para quem tem hipertensão, para quem tem pressão alta, é a hora de avaliar, porque pode subir muito e precisa ajustar remédio. Hoje eu gravei um vídeo, vai à tarde aí, podem colocar na tardezinha aí. Já entra agora, mas às 18 horas vai ter um vídeo especificamente sobre hipertensão, porque sobe mesmo e o pronto-socorro...
Lota de gente com pressão alta, com dor de cabeça. E aí a resposta a essa pergunta. A dor de cabeça pode ser da pressão? Pode. Mas também a pressão pode estar normal. E durante o inverno, para exposição, inalação de ar frio, pode ter alterações dos seios da face, que é sinusite. Tem gente que tem uma neuropatia sensível ao frio exposto.
Aumenta a incidência de paralisia facial, as pessoas têm alteração. Nevralgia do trigêmeo, dói mais no frio. Tem muita alteração que pode estar relacionada ao frio. Então vamos aquecer e verificar os níveis pressóricos para ver se vai precisar ajustar remédio ou não.
Tomar uma sopinha. Muito bom, acabei de tomar uma sopinha. Eu tomei uma sopinha de tomate. Hoje já tomei outra sopinha. Vovô, né? Combina com sopinha. O Edson está comentando aqui. Antigamente a gente quase não ouvia falar em arritmia. Tem aumentado ou hoje os exames detectam mais? Está perguntando o Edson.
Não, sempre existiu, mas os exames com certeza detectam mais. Então hoje você tem os routers, você tem um esclarecimento maior, tem os Apple, os smart, os relógios, o Apple Watch, Smart Watch, tem até, Marcelo...
Smart Ring, ou seja Anel Que pode estar levando A monitorização, então Isso tudo com certeza Aumenta o diagnóstico Aumenta o grau de suspeita E você precisa realmente Ficar bem atento A tudo isso O problema de tudo isso é a pessoa ficar neurótica A pessoa que tem esses relógios Anel, toda hora medindo O batimento cardíaco Tem gente que fica, que pira A pessoa que fica, que pira
É, tem gente que pira, mas o importante é que a pessoa tenha isso como um acessório, não uma tomada de decisão, mas é importante. A gente indica para alguns pacientes e acaba fazendo diagnóstico. Ele hoje tem bastante evidência científica mostrando que esses dispositivos vão ajudar a medicina.
E no futuro, Marcelo, não tão distante, nós vamos ter aí as pessoas monitorizadas em casa, sai do hospital com relógio e a gente pode até acionar o sistema de médico de emergência de acordo com o que acontecer lá. E no futuro, mas eu não sei se eu vou estar aqui, mas o Rafinha vai ver isso com certeza, nós vamos ter até distribuidores automáticos relacionados aí ao telefone. Sabe o que segura, por exemplo, não receber um choque do aparelho celular? A bateria.
Porque entender a arritmia já entende. E a carga, né? Então, a carga que precisa ser dada, a bateria não aguenta. Mas eu acho que em pouco tempo a gente vai ter uma bateria acoplada.
Talvez para colocar no celular. Um acessório dispositivo. Isso, tipo colar ali. Para complementar. Para complementar, pelo menos para um choque. Então, já pensei nisso, já estudei, já conversei com o engenheiro. Quem sabe um dia a gente vai ter isso aí disponível. A Conceição está mandando... Muita gente mandando parabéns aqui pelo netinho Rafa, que nasceu. A Conceição. O Lázaro, que é motorista do SAMU, está mandando abraço para o doutor Arnaldo. Olá, obrigado. A Cleusa também. A Bete, que acabou de fazer pergunta.
Ah, tem um ouvinte aqui também, dá uma olhada nessa foto aqui, ó, quem tá na live da Rádio Clube, tá aqui, doutor, ó, na camerazinha aí, no monitor aí, ó, tá vendo? É o nosso ouvinte, como é que é o nome dele? Marcelo, tudo bem? Morei 18 anos em Conchal, hoje eu moro aqui em Pernambuco, trabalho no Parque Solar. É isso aí. É o Cícero, tá? Quem tá só ouvindo, não tá vendo, quem tá...
Está acompanhando, são painéis solares ali. A Locícero, a Locidade de Conchal. O doutor tem trabalhado bastante lá em Conchal também, hein? Com certeza, Marcelo. Que dia que o senhor vai para lá? Eu vou às quintas-feiras, às vezes às sextas e às terças. Eu vou lá praticamente toda semana, recebo paciente de Conchal todos os dias. A gente recebe muita gente de Conchal. E Conchal é uma cidade que ainda a saúde depende muito de Araras.
A gente tem um trabalho de tentar melhorar, nós conseguimos treinar as enfermeiras. Falando nisso, hoje é dia das enfermeiras, dia da enfermagem, parabenizar todas as enfermeiras, principalmente as enfermeiras que trabalham aí com a gente, mas independente de qualquer função da enfermeira.
O médico, ele prescreve, quem cuida é enfermeiro, enfermeira. Então é uma profissão linda. E eu tenho que enaltecer, porque eu sou médico hoje graças a uma enfermeira, né? Que é a minha avó, que me estimulou, a avó Rosa, que já nos deixou há alguns anos. Mas ela me levava no hospital desde pequeno.
E acabou me estimulando a ser médico. Então, parabéns a todas as enfermeiras. Hoje eu vou ter uma aula, que infelizmente é uma aula fechada, né? Para os estudantes da ETEC. É o curso TEC de Enfermagem. Agradecer pelo convite. Amanhã estarei em Pirassununga. Também dando uma aula para o pessoal da ETEC lá de Pirassununga. Enfermeira Tatiana lá de Pirassununga. Enfermeira muito ativa. E assim, foi aqui de Araras.
E eu tenho uma admiração extrema a essa profissão, porque a Santa Casa, vou falar da minha equipe aqui, que é o pronto-socorro, ela tem uma enfermagem extremamente diferenciada.
Nós não somos, temos uma Santa Casa que não é rica, mas ela é rica nos recursos humanos. E o recurso que eu tenho de enfermagem não perde para nenhum hospital de excelência. Então eu posso dizer para vocês que eu tenho uma enfermagem de excelência na Santa Casa de Arálas. E a Fundação Emínio Meto, que forma enfermeiras, é referência há muitos anos.
pela formação das enfermeiras. Sempre com notas muito bem avaliadas pelo MEC e tudo mais. E quando a gente fala que é de Araras em algum hospital, sempre tem uma enfermeira formada por aqui em função de liderança e coordenação. Então, parabenizar as enfermeiras, a Fundação Emínio Meto e a todas que exercem aí. Pessoal do Grau, pessoal do SAMU, pessoal das UTIs, dos prontos-socorros, do Posto de Saúde, da Atenção Básica.
vigilância, olha, lembra quanto nós sofremos, quanta enfermeira tem aí para a gente agradecer, e aí a gente só lembra muitas vezes quando está doente e precisa delas, não Marcelo? Mas olha...
Você tem uma ideia, o papel da enfermeira. E as jovens, e os jovens, pensem, muita gente fala, você é médico, você é médico. Enfermeira é uma profissão que dá muita satisfação do cuidado. Eu acho que quem gosta de cuidar pode ser médico, mas cuidado de verdade, ali ó.
ali, humanizado, é enfermeiro. Parabéns, parabéns a todos os enfermeiros e enfermeiras. Doutor, antavírus, vamos falar um pouquinho sobre isso, porque o Ministério da Saúde divulgou que nenhum caso do antavírus registrado no Brasil é da cepa Andes, identificado em passageiros naquele cruzeiro lá no Oceano Atlântico. Mas, esse ano, o Estado de Minas registrou um caso em fevereiro.
Inclusive provocou a morte de uma pessoa infectada na cidade de Carmo do Paranaíba. Também em 2026, o estado do Paraná registrou dois casos da doença nas cidades de Pérola do Oeste e Ponta Grossa. É mais do que comum no Brasil casos de antavírus, não dessa cepa do Atlântico.
Mas a ocorrência de antivirose é muito comum. O Ministério da Saúde registrou somente no ano passado 35 casos da doença e 15 mortes. Detalhe, desde 1993, o Ministério da Saúde já registrou mais de 2.500 casos no Brasil, causando mais de 900 mortes por antivirose.
diferente do que a gente viu no navio lá, muita gente ficou surpresa e se preocupou com a história. Depois que veio a pandemia, né, doutor? Qualquer doença nova que a população ouve fica muito preocupada. E aí? Na verdade, o rantavírus é um vírus que está ali nas fezes, na orina do rato, tudo mais. E o principal mecanismo de transmissão é a poeira.
das fezes e da urina. Do dejetos, vamos chamar assim. No caso dessa cepa, ela transmite pelo ar, essa do Andes, né? Isso, mas o que aconteceu lá, essa Andina, ela pode transmitir de pessoa para pessoa. Exato. A nossa que nós temos aqui, não. Pelo menos não é descrito. Então, eu acho que nós temos muito mais rantavirose do que a gente imagina. O problema é que não faz diagnóstico. É difícil fazer diagnóstico.
Mas qual que é a história natural? Uma pessoa que trabalha em celeiro, pessoa que trabalha em silos, pessoas que trabalham ali com o contato de uma poeira que pode ter dejeto de rato e depois fica doente como um quadro, febre, como se fosse uma pneumonia, pode ter alteração cardiovascular, parece com tudo. E aí o clínico ali, o infectologista, quem for ali pode pensar em rantavirose. Rantavirose, né? O que a gente tem?
Aqui em Arara, a gente já teve caso? Não, mas já pensei várias vezes. Quando tem paciente na UTI que a gente não sabe o que tem, e era rural, a gente pede exame. Mas nunca confirmamos nenhum caso. Nunca fiz um diagnóstico.
Mas já pensei várias vezes. E eu tenho certeza que muitas vezes aí pode passar desapercebido. Então qual que é a prevenção? Quem trabalha nesses locais, usa máscara, vai varrer ali, vai lá, por exemplo, vai varrer um quartinho lá que achou rato lá, tá cheio de pó. Passa um pano primeiro pra não levantar o pó, tá? Não é pra... Usa máscara e depois você vai fazer a limpeza. Pra não deixar o pó subir.
Esse que é o principal. E logicamente, se você tiver os médicos aí...
tiver uma história epidemiológica para isso, vai ter que fazer exame, a serologia que faz, e o tratamento é de suporte, não tem tratamento específico. Então, muitas vezes, o paciente pode ter chegado da UTI com um quadro de doença pelo antivírus, e o que vai acontecer? Ele vai evoluir, ou para óbito, ou vai evoluir com cura, e muitas vezes não faz o diagnóstico.
esses casos estão relacionados ao navio, não houve transmissão externa, estão em quarentena lá na Espanha, e torcer para que a gente fique. Mas sempre que tem, como você disse, quando tem uma doença que as pessoas não ouviram falar, já fica com medo.
Doutor, se a gente imaginar que cada... A proporção de ratos por habitante no Brasil é de 10 a 15. Imagina quantos ratos não tem, não? São 3 bilhões de ratos. É, tem muito rato. A doença é transmitida pelos roedores, pelos ratos. Lembrando que uma das pandemias mundiais foi a Yersinia pestis, que é o nome da bactéria transmitida pelo...
E demorou para descobrir na época. É, pela pulga do rato. E a gente tem essa descrição com milhares de mortes, milhares de séculos passados, e era relacionado à pulga do rato. E o bicho aí é a Ircínia Pestes.
O Carlos, doutor, é motorista de aplicativo. Olha que pergunta curiosa que ele encaminhou aqui. Marcelo, boa tarde. Parabéns ao vovô Agnaldo Piscopo. E pergunta aí, quem trabalha muito tempo sentado, corre mais risco de infarto? O que é que dá para fazer no dia a dia para prevenir? Está dizendo o Carlos. Olha, todo sedentarismo aumenta o risco de infarto. Então, primeiro, fazer atividade física.
E aí tem vários trabalhos mostrando o seguinte, se você trabalha muito tempo sentado ali, imóvel, dá uma levantada a cada quatro horas, levanta, dá uma esticada, vai lá, faz um xixi, toma uma água, se gostar toma um cafezinho, mas precisa se mexer. Então o sedentarismo aumenta o risco de infarto. A imobilidade por muitas horas aumenta o risco de embolia pulmonar, que faz formação de trombos nos membros inferiores. Agora...
Pô, pro cara ficar ali 12 horas, né? Sentado, nem xixi não vai fazer. Então levanta, dá uma andadinha. Pelo menos aí, cada 3 horas por aí, dá uma levantadinha, vai passear. Valeu, Carlos. Obrigado pela carona aí. Não é pra levantar pra ir fumar, não, tá? É.
A Natália do bairro Belvedere, Marcelo, boa tarde. Pressão alta pode subir para o nervoso? Eu fico muito nervosa às vezes. Isso é mito? Eu fico preocupada também. Pressão alta pode subir para o nervoso? Está perguntando a Natália, doutor. Pode sim, né? Pode sim. E é comum, né? Que você tenha ali as pessoas diante de um quadro emotivo.
a gente libera adrenalina, aumenta a frequência do coração, aumenta a pressão arterial e pode levar a crise hipertensiva, pode levar a síndromes até coronarianas, pode levar angina, pode levar infarto, pode levar a síndrome do coração partido, que é a tacotsubo, que é um paciente que tem um quadro adrenérgico levando à insuficiência cardíaca. Então, adrenalina demais, ficar nervoso não é bom. As pessoas ficam nervosas, hein, doutor?
Tem gente que fica nervoso.
Com razão e tem gente que fica nervosa com qualquer coisa. Então, não adianta, tem que ter ali um equilíbrio, não é tão fácil assim. E a gente tem que ter um estresse controlado. Tem que ter, faz parte do nosso dia a dia. Ninguém passa 100% do tempo na vida só tendo boas notícias. A gente tem ali que saber como administrar as emoções.
Tem alguma dica aí? Uma maracujina? Verdade que maracujá faz bem? Calma. Tem essa dica aí, né? Olha, Marcelo, eu acho o seguinte... Eu acho que uma situação que a gente tem que ter de equilíbrio são os apoios, né? Eu acho que a atividade física ajuda. Por exemplo...
Educação financeira ajuda muito a reduzir o estresse. Espiritualidade, fé, meditação ajuda. Convívio familiar, o cartapê da vida, a esposa ajuda, ou vice-versa. E eu acho que os maiores apoios são esses. Lógico que quem não consegue ter tudo isso, vai ter que ter ali uma ajuda médica. Aí tem terapia, psicólogo, e quando a gente não consegue mesmo tem que dar remédio.
Mas não existe... Alice no País das Maravilhas é uma ficção. Então muita gente acha que tudo vai ficar numa bolha, mil maravilhas. Todo mundo tem problema. Agora tem gente que busca mais problemas. Então desse...
quadro que a gente sempre fala, eu brinco aqui, ah, o cara tem insônia. Se ele está contando boleto e não está contando carneirinho, está com problema. Então, vamos ter uma característica que eu gosto sempre de falar, que a busca da felicidade é muito heterogênea. Então, por que a pessoa, para ser feliz, tem que ter um Rolex? Se para ver hora você vê...
Você não precisa de nada. É só levantar o rabo do burro, que nem diz aquela piada. Procura aí, vocês vão ver. Então, o que você precisa? Ter um pouco de entendimento. O capitalismo, a rede social, influenciou muito tudo isso. E aí, lógico que isso acaba levando a um consumo inadequado, consumismo, aí isso gera expectativa, frustração, ansiedade. E aí vem o tal do estresse.
E como eu já defini aqui várias vezes, se você pensa três vezes numa coisa, menos de uma hora, você já está estressado. Então, as pessoas às vezes perguntam para mim assim, está tudo bem, doutor? Eu falo, está tudo ótimo. Aí o cara olha para mim e fala, mas tudo ótimo, doutor? Por quê? Porque eu estou vivo.
Estão felizes Tem uma saúde boa Tem uma família Que só dá alegria Tem aí Os problemas da vida é normal Mas o que as pessoas precisam entender É que nossa vida tem momentos Só tem uma certeza Qual a certeza que a gente tem? Que a gente um dia vai morrer Viver é fácil, a gente aqui complica Então eu acho que Precisa ter isso Viver com qualidade, o nosso país é um país bom
talvez aí pode melhorar muito ainda, mas a gente que teve oportunidade de conhecer outros países, sabe que não é tão fácil assim lá fora, muita gente fica com esse sonho, vou viver no céu, vai lá, vai viver, vai para os Estados Unidos, vai viver lá, vai ver quanto custa uma caixa de remédio para o coração, vai ver quanto custa uma consulta, não tem SUS lá não, então, mas lá ganha, ganha, mas você gasta.
Eu estive agora em Portugal, recentemente. Voltei com um menino que estava do meu lado, que trabalha com TI, formado pela Unicamp. Menino bem diferenciado. Estava voltando para o Brasil porque ele ganhava lá um salário mínimo e meio em Portugal. Morava em Porto. Quanto que ele pagava de aluguel? Um salário. Então ele tinha meio salário. Não tinha direito a programa de saúde. Tinha caríssimo todos.
E aí vai viver com meio salário. Então, se você faz a transformação lá, acho. Agora, lógico, se você é formado, se você é o cara que tem lá uma condição financeira num país melhor, você vai ter a segurança. O que dá inveja deles?
Por exemplo, a Isa teve agora na Coreia. O que ela veio contando? É a segurança, que é a melhor coisa do mundo. Mas o que acontece? É um país que não almeja tanto a parte de expectativa. Você pode ter um celular, ninguém mata o outro para um celular.
Se você cair o celular lá, você vai ter o seu celular de volta. Então, são coisas que a gente, talvez, no próximo século, a gente seja diferente. Eu acho que eu vi uma definição muito interessante esses dias. Talvez, por a gente ter vindo uma cultura extrativista, onde já começaram levando as coisas embora da gente, dando espelhinho para o índio e levando ouro, criou-se uma cultura...
diferente, talvez, dessa parte da colonização. E, lógico, tem várias teorias para tudo isso. Acho que também todo o processo das colônias passaram por isso. E a gente precisa que a população tenha um pouco mais de entendimento da felicidade. Talvez tenha muito mais gente feliz e não sabe. E vai descobrir isso daqui a um tempo.
Então felicidade, às vezes, a definição, às vezes está no momento mais feliz da sua vida porque não veio o problema que você vai ter que enfrentar. E a gente sabe isso por quê? Porque eu vivo isso todo dia. Com alguém, às vezes, eu tenho que ir lá fora, falar que a pessoa está mal, ou falar que a gente não tem mais o que fazer. Acabei de atender uma pessoa, uma vozinha, uma senil, bem senil, com os três filhos ali, naquele momento final da vida.
É difícil. Então, ela cumpriu lá a fase da vida dela, a senilidade, o acolhimento e tudo mais. Então, vamos lá. Para ser aqui aconselhador, curtam a sua família, a sua vida, em todas as fases. Não pulem nada diferente, porque o que eu vejo mais é o arrependimento das pessoas deixarem as fases da vida.
independente da classe social e econômica. Às vezes, ouvir uma definição em Portugal isso. Nada melhor do que um bom papo com uma taça de vinho.
do Porto lá, né? Então, isso é realmente para quem aprecia, logicamente. Eu tomo uma Coca-Cola. Mas o que é? Mas tomo um vinhozinho de vez em quando. O que é legal? A gente vê isso, vê tudo isso e curti cada fase da vida. Porque, Marcelo, estava vindo também falando de Portugal, estava vindo, estava mexendo no celular, tirando foto, tirando, excluindo as fotos antigas. Marcelo, tem foto de 15 anos que parece que foi ontem.
Só que se eu parar agora, estou com 59, colocar mais 15 anos para frente, eu já estou dobrando o carbo da boa esperança. 75, 80. Tudo bem que eu vou morrer com 99 aí, por aí. Mas é duro. Passa muito rápido. Essa palavra, passa rápido. E a sensação hoje com a rede social e tudo mais é muito difícil. Então vamos valorar. Eu acho que é aí que é importante. Eu vejo o ararense falando mal de araras toda hora.
Mas só fala mal, só fala mal, só fala mal. Vejo brasileiro falando mal do Brasil, falando mal do Brasil, falando mal do Brasil. Cara, vamos fazer a nossa parte, né? Vamos melhorar a nossa comunidade. Faça a sua parte. Só vai melhorar se você puder ajudar. Então, até coisa pequena. Eu falei, pô, tá todo mundo aqui? Pô, passa em qualquer loja aí, custa, sei lá.
50 reais para quem pode, dá duas mantas para quem está com frio, faz alguma coisa. Não estou dizendo aí, vem as políticas aí, tem pessoas, mas coisas simples, simples, você pode ajudar. Eu vejo o pessoal metendo pau em tanta gente, tanta coisa nos hospitais, mas o cara não faz...
Nada para ajudar. Só tem a língua afiada. Que nem diria minha saudosa sogra, Dona Valdenice. Língua afiada é um problema. Mas não mexe nada. Então, eu acho que é essa... Vamos nos unir para melhorar a nossa comunidade. Eu acho que a grande diferença que a gente tem, por exemplo, das comunidades, quando a gente fala em Israel, dos judeus, quando a gente fala pelo sofrimento que eles tiveram em todas as fases da vida,
Em relação a tudo que viveram nas guerras, os países que tiveram guerra, a união da comunidade fez. Eu achei que a pandemia ia mudar isso, Marcelo. Não mudou. Piorou. Não mudou, piorou? É isso aí. Pode ser. O Carlinhos está mandando abraço ao vovô Aguinaldo Piscopo, o Márcio Vinícius Amaro da Zona Leste, sabe o que ele está falando aqui? Manda um abraço para o nosso grupo Araras em Destaque, doutora Adesa, Sabrina e Angélica.
É, a Thay falou algo mais aqui, depois eu li a mensagem aqui. A Geralda Nascimento é verdade, doutor Aguinaldo, todo mundo fica nervoso à toa. Sabe o que eu faço quando fico nervosa? Está dizendo a Geralda. Adivinha o que ela faz. Vai pescar. Não, acho que ela está nervosa agora, sabe por quê? Porque ela fala que ela liga o rádio. Está nervosa, Geralda? Ligou o rádio. Abraço, Geralda. E também quem mais aqui, final do telefone 1251, foi um áudio, é um xará, é o Aguinaldo.
Depois eu ouço o áudio e não consegui ouvir. Perdão, Aguinaldo. Abraço pra ele também. Doutor, a gente chega ao final do bate-papo de hoje, dois minutos pras treze horas. Mais alguma informação? Fica à vontade, a gente se vê por aí, tá bom? Marcelo, eu tô... A gente, lógico, queria registrar aqui a felicidade de Cevô, né? Agradecer a Deus aí pela...
saúde da Bia, da família e tudo mais, das conquistas que a gente teve, ver uma gestação saudável, conseguir ter um parto sem nenhuma intercorrência e toda a tranquilidade, tudo que a gente pôde proporcionar. Recebi, agradecer milhares, viu Marcelo? Que bom, hein? Milhares de mensagens, mas eu queria destacar uma de uma colega.
uma colega lá do Rio Grande do Sul, ela me mandou assim, eu sei que você está recebendo várias mensagens, mas pare um minuto e reflita, olha que família linda que você fez, então que você conquistou. Então acho que essa foi a frase que mais mexeu comigo, porque às vezes você tem na euforia, na felicidade do bebê e tudo mais, mas tem que parar, pensar, que quando eu conheci aquela loirinha lá no hospital,
no segundo dia de residência dela, no meu segundo dia de internato, que eu vim aqui a primeira vez em Araras, depois a gente casou, depois a gente teve nossas filhas, e agora mais um ciclo chegando no Rafinha. Então, acho que é isso que conta, a vida é bela, e a gente tem que continuar. E sabe qual é o maior desejo? Eu sempre falo isso, nada a boca para fora, não é de quatro em quatro anos que eu falo, não. Eu falo sempre. O maior desejo que eu tenho sempre é tentar o mesmo tempo, o mesmo tempo,
proporcionar, ajudar as pessoas conquistarem essa felicidade que a gente consegue com a família, que nós tivemos mais chance. Então não é aqui de quatro em quatro anos que a gente fala isso não, porque eu sempre lutei para isso. As pessoas têm um bom hospital, uma boa assistência médica, um bom pré-parto, uma boa assistência durante a gestação, cultura, educação, tudo que eu quero para o meu netinho e para a minha família, a gente...
Se conseguir contribuir muito melhor e a gente pode fazer isso desde que as pessoas nos ajudem também a conquistar. Um abraço e até semana que vem. Valeu, hein, doutor Aguinaldo, médico cardiologista aqui presente sempre às terças-feiras. Vamos trazer a previsão do tempo? Está chegando ele, o Celso Verniz, ele é o homem do tempo.