Questão de Fé #01 - Eric Moreira
No Episódio Piloto do Questão de Fé, trazemos um formato de entrevista onde convidamos pessoas para compartilhar suas jornadas religiosas, dúvidas e experiências de fé. Para começar com chave de ouro, entrevistamos ninguém menos que Eric Moreira, cohost do Burro de Balaão e parceiro de todas as nossas loucuras bíblicas.
📝 Notas:
👉 Próximo episódio:
"T06E01 - I Reis 1-4"
Voltamos à Bíblia! Davi envelhece (e mal), Salomão assume o trono com direito a golpes palacianos, e o reino se prepara para a era mais próspera (e problemática) de Israel.
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🔎 Palavras-chave:
Questão de Fé, Eric Moreira, Entrevista sobre fé, Vida religiosa, Dúvida e crença, Burro de Balaão Podcast
- A identidade ateia de Eric Moreira e a falta de crençasateísmo·agnosticismo·crenças
- O questionamento da fé e a transição para o ateísmoevangélicos·reencarnação·agnosticismo
- A trajetória religiosa de Eric Moreira desde a infânciaespiritismo·catolicismo·infância
- A dificuldade em conciliar diferentes visões religiosas sobre Deusreligiões abraâmicas·parábola dos 3 anéis
- O impacto do ateísmo nas relações pessoais e profissionaisrelações de trabalho·preconceito·evangelicismo
- A ausência de crenças metafísicas e o medo do mundo realsobrenatural·fantasmas·medo
Olá, sejam bem-vindos ao Questão de Fé, o programa de entrevistas do Uribalaão. Eu sou o William, o Rum à Toa, que geralmente está no papel de não fazer perguntas e nem tentar responder elas, na verdade.
Eu sou o Eric, um ateu que também não faz pergunta sobre nada, e junto com a gente está ninguém.
Hoje, para estrear esse novo formato que a gente pensou em fazer sobre entrevistas, a gente vai entrevistar a identidade popular, o homem da cultura pop ele mesmo, Eric Moreira. Olha só, como o senhor se sente vindo nesse programa tão, tão famoso, tão, né, conhecido internet afora?
Cara, é um liso, um, eu me sinto lisonjeado por ser É um liso, eu me sinto liso. Vixe, cara, é uma lisonja, é uma lisonja, é uma lisonja ser convidado para esse podcast que tem tanto tempo assim. Eu vi que tá na 5ª temporada já, quase indo para a 6ª, quase indo para a 6ª, pô.
Inclusive hoje seria o debut da 6ª temporada, mas quando a gente ouviu que a gente conseguiria pegar uma entrevista com você, a gente desmarcou tudo. Falando, vamos abrir esse calendário aqui, vamos pôr o menino ali. Porque se tem uma coisa que a gente é nesse podcast, senhor Eric, é careca friendly, entendeu?
Perfeito.
Quando a gente tem a oportunidade de trazer uma pessoa com deficiências foliculares, a gente faz, entendeu?
Aí eu me senti atacado, entendeu?
Um negócio inclusivo, um negócio que inclusive meu co-host que eu geralmente tenho, ele é folicularmente não inclinado. E infelizmente hoje ele não pode estar aqui, mas ele tá mesmo assim.
O cara, cara tão gente boa, tão bonito, tão, tão ali, ó, humilde para caralho. O cara, o cara é foda, pô.
Ele teve que se ausentar porque, como você sabe, sendo parte dessa grande raça, dois carecas não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.
Ok, ok, tudo bem.
Mas enfim, a gente pensou nesse formato de entrevista porque a gente pensou que talvez seria legal para trazer pessoas interessantes aqui. Por exemplo, quem sabe trazer de volta o senhor Nelly, talvez trazer pessoas aí que estão nesse mundo do podcast de religião ou YouTubers de religião, coisa assim, para falar sobre a identidade delas dentro da religião ou falta dela, como ela vê todas essas coisas e de que maneira isso pesa dentro da vida delas.
E a gente pensou em estrear isso, por que não, justamente com os nossos caminhos de religião, né, já que a gente falou um pouco sobre, mas a gente nunca se aprofundou, né. Então, exato, dessa vez a gente vai entrevistar o menino Eric. E na próxima vez traremos uma minha. E aí daí para frente, pessoas aleatórias que traremos, entendeu? Pessoas que nós encontrarmos na rua, entendeu?
Os louquinhos, doidinho de bairro, que a gente vai chamar. É isso, cara.
Exatamente. Pessoas que ficam gritando na rua que o mundo tá acabando, a gente vai trazer. Aquele tiozinho que fica gritando no metrô, mano.
Sem sacanagem, ia ser muito maneiro. É que eu acho que talvez não ia funcionar, mas pô, tentar entender como os cara pensa ia ser da hora para caralho, pô.
Sim, com certeza. Aí esse é você que entrevista, tá? Eu fico em casa tranquilo e você entrevista o maluco, ok?
Perfeito.
E como que vai funcionar esse programa de questões, senhor Eric?
Nós não sabemos ainda. Por quê? Porque a gente tá testando pela primeira vez.
Exato. Mas a ideia é que teremos alguns grupos de 10 questões. Então, a primeira, a primeiro grupo de 10 questões vai ser mais sobre quem é você, não sei o quê. O segundo grupo, a gente vai começar a falar mais sobre o seu passado com a religião e tudo mais. Aí a gente vai começando, né, a ficar um pouco mais profundo essas perguntas. A gente vai falar então sobre o que você acredita mais em relação às suas práticas. Depois a gente vai para um grupo sobre as suas experiências.
E aí até no final A gente vai indo nesses grupos de 10 em 10 até a gente chegar nas 20 últimas questões, que são uma rodada relâmpago, entendeu? Resposta rápida, play, play, plau, plau, bate-bola, jogo rápido, entendeu? Eric, uma cor?
Azul.
É tipo isso, só que mais rápido, se possível, né? Vamos começar com uma pergunta fácil, senhor Eric Moreira. O senhor se apresente. Não sei se a gente chegou a fazer uma apresentação mais profunda de quem a gente é aqui, então usa esse momento para, depois de 5 temporadas, falar quem você é.
Cara, eu sou, eu sou o Eric Moreira, um ateu que está lendo a Bíblia pela primeira vez. Olha só, na real, a gente sempre, a gente sempre brincou aqui no podcast que eu sou o ateu prime. Mas isso não é tão bem verdade. Acho que a gente vai discutir um pouquinho sobre isso. Que mais que eu posso falar sobre mim? Todo mundo já me conhece, pô. Eu, eu sou publicitário. Eu, quando tenho coragem, escrevo uns Bergunerso. Eu tô aí vivendo pelo mundão sem Deus do meu lado, infelizmente.
Com Deus do seu lado, né? Você tá pondo aí um Nossa, não sou ateu Prime. Eu tô querendo ver o que que significa isso, porque tem novidade para mim.
Não, é que o Prime, o problema tá na palavra Prime. Eu continuo sendo ateu, mas o problema tá na palavra Prime. Mas enfim, a gente vai falar sobre isso. E tem mais alguma coisa? Eu sou podcaster, olha só, junto com meu amigo William. A gente se conhece há uma caralhada de tempo, uns 10 anos.
Não sei, faz 13 anos, acho.
13 anos, olha só. E aí a gente tá nessa aí, a gente já passou por várias fases. A fase fit, a fase fat, agora estamos no meio termo. Exatamente.
Agora tinha cabelo quando eu conheci eles, inclusive. É verdade, não era muito, pouco cabelo, representava, entendeu? Nas Olimpíadas, se fosse carecas contra cabelados, ele estaria no cabelados. Nada, entendeu? Como ali, pô, um voto de contenção ali, né? Um teria que ser decidido um voto de Minerva, mas entrava para os cabelados.
Tudo, toda oportunidade de me zoar é uma boa oportunidade, né? Entendi.
Esse episódio é para isso só.
Ah, tá, entendi.
Só uma desculpa.
Vai ser um episódio único, né? Nunca mais vai ter isso.
O meu não vai ter.
Ah, entendi.
Só vai trazer careca só. Vamos ver se o Cauê Moura tá disponível. Bom, você falou, né, que você não é esse ateu prime que a gente sempre fala, talvez. Mas como você descreveria essa sua identidade? Você se descreveria como ateu mesmo? Você seria agnóstico, que é o ateu que tem medo de ir para o inferno? Você, o que que você me fala? Você tem algum rótulo? Hoje, hoje eu me identifico 28/08/2026 às 20:48.
Exatamente. Hoje eu me identifico como ateu, não acredito em nada, eu tenho zero crenças e eu acho que é isso.
Mas o que que significa ser ateu para você? Porque, por exemplo, você pode falar que você é ateu, mas ateu é tipo não acredita em Deus. Mas tem gente que é ateu e acredita em espírito, tem gente que é ateu, sei lá, e acredita em energia, vibração, cristal. O que que você acredita? Nada?
Eu já tive uma parada dessa, já tive uma parada dessa de acreditar em tipo uma parada meio de energia ou alguma coisa que é moldável digamos assim. Mas hoje é ateuzão raiz mesmo.
É isso que você tá falando para mim, você queria ter mana, basicamente.
Basicamente, basicamente. Não, não, mas hoje, hoje eu, eu, cara, eu não acredito em nada. Não acredito em signo, eu não acredito em espírito, eu não acredito em divindades. Hoje eu vivo o Eric Humaninho até o fim do Eric Humaninho.
É isso, morreu. Comida de verme e teto preto.
E teto preto, preto para sempre.
Quer dizer, é isso, para sempre.
É, o para sempre não existe porque acaba, mas enfim.
Mas como você explicaria, se você não pudesse usar o termo ateu, como que você explicaria essa visão sua para alguém que não conhece? Nunca ouvi falar. O que que é um ateu, cara?
É a falta de crença em Qualquer coisa, basicamente. Eu acho metafísica, metafísica, qualquer coisa que é inexplicável, digamos assim, porque não dá para chamar de inexplicável, muita gente explica, tenta explicar pelo menos. Sim, mas eu acho que é, eu acho que falta de crença é uma boa, é um bom jeito de descrever. Caralho, é difícil essa pergunta, tá? Essa pergunta é, então, o cara veio preparado, mano, porque é complicado você complicar uma negativa, né?
É complicado você falar, tipo, porque é aquele velho negócio. Não sei se já ouviu falar do bully de Russell, que basicamente ele fala que, tipo assim, ah, eu acredito que tem um bule de chá que flutua, tá ligado? Que tá lá circulando ao redor do— entre a Terra e Marte. E é isso, pô. Eu acredito que tem um bule de chafro atuando lá. E essa é minha crença. E aí quando ele fala tipo, como que você vai me desmentir? Eu posso falar que ele é pequeno o suficiente que nenhum telescópio é bom o suficiente para ver, porque é muito pequeno, mas eu acredito que tá lá e você que tem que desmentir.
E é exatamente isso que ele fala, né? O ônus da prova, né? Quem tem que provar que algo existe é quem acredita que existe. Quem acredita que não existe não tem como provar uma negativa.
Exato, é difícil, é difícil, é difícil mesmo. Eu ia falar realmente que é essa parada mesmo de não conseguir acreditar, sabe? É uma parada meio dessa assim.
É porque existem, eu não sei quanto, e a gente vai adicionando, arrumando isso nos outros episódios, sabe? Porque a gente, nós somos entrevistadores nenês, tá ok?
É o piloto, pô, é o piloto.
Mas existe um Existem diferentes tipos de não crença, né? Existe o tipo de não crença ativa, que você ativamente procura não acreditar, e existe a não crença passiva, né? E aliás, ativa, passiva e a contravontade, basicamente, né? Porque ativa você quer não acreditar, a passiva você não acredita porque não existe prova, e a contravontade é porque você não acredita porque apesar de você querer que aparecesse alguma prova não aparece nenhuma, né?
Cara, eu diria que eu sou passivo.
Olha só, Olha só, me manda depois o arquivo bruto dessa gravação, por favor. Quando você só fala para mim, você é ativo ou passivo, Eric?
Não, mas enfim, mas eu tenho uma descrença passiva. Não é um bagulho que passa pela minha mente no dia a dia, tá ligado? Ah, Deus não existe.
É isso que eu ia falar, né? Na sua vida assim, no dia a dia, você fica, é uma coisa que você pensa assim, é uma coisa que Pô, te pega, ou você, putz, nem lembra de que existe essa dúvida por aí?
Não, é um bagulho que é completamente natural assim para mim hoje em dia, claro, porque não é um negócio que passa pela minha mente, mesmo quando tem situações. É claro que talvez uma vez ou outra você fala, putz, eu queria ter alguma coisa para me apegar, mas É essa parada, pô. Tipo, queria ter um bagulho para me apegar em algum momento, mas não é um negócio que é natural para mim. É um negócio que tipo só não existe para mim, tá ligado? Só não é um negócio que chega para mim acreditar em algo.
Você não acorda de manhã e fala, puts, maior vontade na missa.
Essa é a última coisa que passa pela minha cabeça.
Dominguinho de manhã, aquele friozinho, puts, vou levantar para comer um pãozinho ruim.
Sabe o que passa na minha cabeça? Tem Fórmula 1 hoje? Ah, putz, não tem.
Isso é a sua religião, no caso, né?
Eu sou Lewis Hamiltonista.
Entendi. Isso é Kimi Antonelli sexual.
Exato.
Beleza.
Embora ele tenha 18 anos, eu não sei se é—
calma, tem 19 agora, eu acho.
Ah, então tá tudo bem.
Então tá tudo bem. Kimi Antonelli tem 20 anos, pô.
Tá safe.
Ele tem 1,72, ele é o quê, só 5 centímetros maior que eu?
Não, calma lá, 2 centímetros só, mas só dá.
Mas enfim, é que tem cabelo, os 2 centímetros é o cabelo.
Pode ser, pode ser.
Eu consegui zoar sua altura e seu cabelo numa frase só. Me senti muito orgulhoso agora.
Eu, eu, eu, esse é o último podcast que vai ter, essa que é a realidade.
Mas beleza, você falou, ah, hoje em dia e tal, mas quando você era mais novo e tal, como que era na sua família? Como que era? Qual que era o papel que a religião tinha, ou a falta de religião assim?
Então eu acho que talvez aqui é legal falar um pouquinho sobre minha trajetória assim, né? Porque eu acho que no Brasil é impossível alguém nascer até o Prime, né? Não tem como. A gente é um país cristão, mesmo a gente querendo falar que o Brasil é laico e caramba a 4. Muito da, muitas das tradições cristãs estão enfiadas na gente desde o momento que a gente nasce. E cara, minha mãe é espírita, meu pai, meu pai ele tem uma vertente do catolicismo, é um catolicismo não praticante, como o pessoal gosta de falar. E cara, era impossível eu ter nascido ateu, perfeito.
Tecnicamente você nasceu ateu, né?
Todo mundo nasce ateu. Mas enfim, e eu acreditava no espiritismo, nas paradas do espiritismo e tal. E aí teve um momento com aquelas aguinhas especial e tudo mais, ou não? Aguinha especial era remédio para curar. Então eu não sei direito como funciona, que você bebe, você bebe antes de dormir. É bebida, é bebida.
Mas enfim, aí teve um determinado momento ali, você chegou aí então em casa espírita e tudo mais?
Para caralho, para caralho! Eu ia assim, eu nunca tive muita, muita, como é que fala, muita proximidade com religião. Então eu ia, ficava ali com as crianças e tal, ficava Uma salinha lá que tinha coisa para comer.
O que te levava mais aí na religião era as crianças.
O que levava mais aí na religião era minha mãe que me obrigava a ir, mano.
Você achou que eu tava zoando quando eu falei que eu ia fazer te cancelar nesse episódio?
Não, pô.
Ué, não, é tipo, o que te levava aí nas reuniões da casa espírita era as crianças. Você ficava junto com as crianças. Tomava banho com as crianças.
Eu era uma criança também, cara, calma.
Mas enfim, como que era? Tinha um nome específico? Tipo, na Igreja Católica é catequese, na Igreja Evangélica, pelo que eu conheço, é escola dominical.
Era o grupo das crianças. O grupo das crianças, eu não lembro se tinha um nome específico, para ser sincero, mas era o grupo das crianças. Mas eu sei que toda casa espírita tem um nome.
Tipo, podia muito ser Kardec Kids.
Kardec Kids ia ser foda, tá? Ia ser foda.
Kardec Kids ia ser excelente.
Mas era tipo, ah, porque as crianças não ia ter paciência para ficar ouvindo, ouvindo ler os trechos lá do Evangelho Segundo o Espiritismo. É essas paradas. Então a gente ficava lá zoando, brincando, a gente ficava brincando. Pintando.
Quando vocês imaginem essas imagens do Eric criança brincando, imagina ele de cabelão, tá? Porque o Eric quando era criança tinha cabelão, tinha cabelão de cabelo no ombro quase.
É, isso é verdade. E aí a gente só parava ali em determinado momento para tomar o passe, que o passe é tipo a principal, como é que fala, tipo um sacramento. É, eu acho que é tipo isso, sacramento é do biscoitinho, né? Você toma hóstia e não só do biscoitinho foda.
Não só o casamento é um sacramento, tem vários sacramentos. A confissão é sacramento, mas é tipo o bagulho, é tipo uma bênção, não é?
É tipo isso. Então o que que é o passe? O passe em si é lá, os cara fazia o passe, tipo, você senta numa cadeira, o médium que tá com espírito dentro dele vai lá, faz os preguners dele, as rezas, os trem tudo lá, depois você vai lá e toma uma aguinha Pra ficar suave, uma aguinha também benzida.
Tipo, na minha ignorância, eu achava que o passe era tipo aquele bagulho que o pessoal asperge água com galinho, tá ligado?
Então, eu não sei se em outros tipos de espiritismo é assim, eu só posso falar pelo kardecismo, que é o que eu frequentava, entendeu? Aí, show, essa era a minha experiência com o kardecismo, basicamente.
Quer mandar um salve pra sua ex-casa espírita?
Eu não lembro de mais ninguém lá, mas salve, salve todo mundo aí. Eu frequentei umas 3 diferentes.
Ah, pensei que você ia numa só, ia falar para você mandar um salve para o nome.
Não, eu não lembro mais os nomes. Era tipo, só era aquela perto do Manuel ali, ou não?
Do Marcos ali? Ah não, do Manuel mesmo, ou não?
Acho que teve uma perto do Manuel.
Tem o Caec também, cara.
Puts, eu não lembro, velho.
Mas eu, para os espiritistas, espíritas de bebedouro, todos os espíritas de bebedouro e do Brasil, e do Brasil e do mundo que sabe do sistema solar, vocês não fizeram um bom trabalho para manter meu convencimento. Sobre o proselitismo, não funcionou com esse pequeno gafanhoto, mas, mas é uma lembrança que eu tenho. Olha só, falando em lembranças, você consegue lembrar sua primeira lembrança relacionada à religião? Não precisa necessariamente você tá indo lá no na casa, mas tipo assim, na sua vida assim, a primeira vez que você falou, isso que tá sendo feito é algo cultural especificamente religioso, tá ligado?
Cara, minha avó, minha avó colocando o café para São Benedito, Expedito, algum santo. Não, isso não é espírita não, isso é católico, isso é católico.
É, isso é católico assim também, nem católico, mas é os católicos que faz.
É que assim, influência de várias religiões, entendeu?
É influência das religiões, é das religiões afro.
Exato, também, também. Mas assim, minha mãe é espírita. Essa minha avó é a mãe do meu pai.
E salve para sua avó!
Salve para minha avó! Minha avó é foda, tá viva, foda.
Um salve para avó do Hélio.
Mas cara, eu lembro dela colocar uma xicrinha de café ali, um copinho de café pro santo específico. Ela é católica, ela não frequenta, acho que talvez pela idade, mas eu não lembro dela ser super frequentante assim também, frequentadora, né? Acho que essa palavra.
Mas sua avó, ela é mais velhinha assim mesmo? Porque tipo assim, eu, por exemplo, a minha bisa, ela era bem, bem, eu acho que ela era bem católica, a bisavó do lado da minha mãe, mas ela era velhinha, então ela não ia muito para igreja mais. Mas ela parece que ela era mais católica assim, pelo que me me cabe. Então, minha avó, nunca vi sua avó, para ver se ela tá ainda, pô, na energia ou se ela já tá no stand-by, entendeu?
Hoje eu acho que tá na faixa dos 80, eu acho. Ah, novinha, mas quer dizer, não, mas assim, mas enfim, não é tão nova assim, mas assim, não é católica, full católica não, mano. Ninguém é, ninguém é, ninguém é. Mas quando eu era moleque, uma das coisas que minha avó fez, porque eu demorei para andar, eu demorei para começar a andar quando eu era bebê, E aí uma das coisas que aconteceu foi tipo minha avó pedir para levar num benzedeiro, e aí o cara fez um trabalho ali com machado, com bagulho completamente, eu imagino, da hora, da hora, pô.
Você não tá andando, o maluco pega um machado, eu começava a correr na hora, pô.
Então meus pais falam que na hora que ele chegou com machado perto das minhas pernas, eu encolhi os pés, pô.
Aí, pô, funcionou, funcionou, tá andando agora.
Exato, desde então eu comecei a andar, pô.
Eu tenho uma teoria baseada em nada que criança que começa a falar primeiro vai ser uma criança mais ligada com a mente, criança que começa a andar primeiro vai ser uma criança ligada com o corpo, tá ligado? Baseada em quê? Baseada em nada.
Baseado em comecei a falar antes em RPG, então eu comecei a falar antes ainda.
Então eu comecei a falar cedo e depois eu fui andar, eu, porque eu acho que eu era uma criança, entendeu, na divisão dos meus atributos. E é por isso que a gente tem um podcast, não uma liga de futebol, tá ligado?
Exatamente, é por isso que a gente tem um podcast e não um canal do YouTube sobre musculação, entendeu?
A gente tem perna, mas ela é mal utilizada, né? É caminhante, não praticante.
É tipo isso.
E aí, tipo, beleza, essa é a visão que você cresceu, tal. Você cresceu com a sua avó católica ali, você viu algumas coisas, sua mãe te levava na casa espírita. Seu pai é na casa espírita meio que de tabela, aparentemente.
Exato, exatamente.
E o que você vê hoje? Você acha que você foi ao que você escolheu? Foi algo que você foi criado em rejeição ao que você viu? Foi criado em— como que você acha que veio essa? Da onde que você começou a ver? Exato, a visão que você tem hoje, cara.
Eu lembro o momento que eu comecei a questionar algumas coisas questionar a minha fé. Eu acho que daria para dizer minha fé da época.
Sim, sua fé, pô.
Porque assim, foi, olha só, veja que curioso, foi um evangélico que me tornou ateu.
Ô glória!
A gente tava na praia, a gente tinha um lugar lá que a gente, tipo uma colônia de férias, né? E aí ficava todo mundo lá e tal. E eu fiz amizade ali com os evangélicos, enfim, eu acho que era—
esse foi seu erro.
É, eu acho que o cara tinha um filho, a gente acabou fazendo amizade porque era tudo criança e tal. E eu lembro que o cara começou a questionar algumas coisas sobre religião, tipo, ele começou a falar algumas coisas que batiam de frente com o espiritismo, que era o bagulho que eu acreditava na época. E aí eu comecei a me questionar.
Você falou, putz, é exato, você tem um ponto.
Não, não foi nem isso. Eu falei, como que uma outra religião pode ser completamente diferente da minha, tá ligado? Se é o mesmo Deus, a mesma figura central, não faz, para mim não faz sentido. Tipo, o cara, o cara ser contra a reencarnação, ou o cara não acreditar em reencarnação. E aí eu comecei a me questionar esse tipo de coisa, tá ligado?
Ele questionou especificamente esse, eu ia falar dogma, né? Mas não é dogma, é essa visão.
É, eu acho que era reencarnação, ele deve ter falado alguma coisa sobre transmigração das almas, para quem quer usar um termo fresco. Olha só, olha só. E aí ele, acho que ele falou alguma coisa sobre ver espírito e tal, que não era normal. E aí eu lembro que eu fiquei, foi nesse momento que eu fiquei me questionando, como é que, como é que tipo mais de uma religião que tem a mesma figura central, tipo Deus e Jesus, consegue ter visões diferentes.
E aí foi, eu acho que esse foi o momento chave de virada da minha crença assim, que aí eu comecei a construção religiosa. É, basicamente. E ali eu comecei a me questionar isso. Eu devia ter um quê, uns 6, 7 anos de idade. Caramba! É tipo, eu fui tipo isso, mano.
Foi muito cedo, mas você é um ateu nível ômega, pelo menos.
Mas foi muito cedo, foi muito cedo.
Talvez uns 10 no máximo, mas no máximo eu tava comemorando os bagulho do Papa no meu diário, cara.
Mas é que era um bagulho tão natural para mim, o espiritismo, e aí do nada veio uma quebra, tipo, como é que, como pode outra pessoa não acreditar na mesma coisa que eu acredito? Só que aí, em vez de ficar puto com o cara, eu comecei a só me questionar mesmo. E, cara, acho que foi essa virada. E aí depois conforme eu fui crescendo, eu me autodeclamava agnóstico, mas eu acho que tava, a ideia era muito longe do agnosticismo real, tá ligado?
Era tipo uma parada, eu acreditava que tinha alguma coisa tipo no universo, alguma, alguma coisa que a gente conseguia, era tipo a força. É muito escroto falar isso, é muito escroto falar isso.
Qual que era a sua contagem de midi-chlorians assim, só para eu saber? Baixíssima, né?
Mas assim, eu acho que a gente, eu acho que era uma coisa que dava para moldar. Por exemplo, se você acreditasse muito numa parada, você conseguia converter as energias para essa parada acreditar, para essa parada acontecer, tá ligado?
Você acreditava em manifestação?
Não sei se manifestação, mas meio que transformar energias. Por um tempo foi uma parada dessa. Então era coisa, cara, acho que quando a gente se conheceu era assim, mano.
É que eu acho que a gente nunca conversou sobre religião nesses começos assim, né? Até porque quando a gente se conheceu ainda tava indo para igreja para fazer primeira Eucaristia, né? Primeira, para fazer Crisma, né? Então ainda era ativamente católico, mesmo que ainda duvidadamente católico.
Então, e eu tava nessa parada de meio, meio animismo. Dá para chamar isso de animismo? Acho que não também.
Animismo é uma crença de que todas as coisas, pedras, árvores, pessoas, animais, têm uma certa energia vital, certa forma. Acho que pode ser uma certa forma de animismo.
Talvez se forçar um pouquinho a barra, talvez. Mas eu tava, eu tava nessa pira quando eu tinha meus, meus 14 anos, 15 anos.
Mas você acreditava que existia um Deus?
Não. Então esse é o ponto, não, para mim não tinha Deus, mas tinha essa força que moldava as coisas. Então, por exemplo, se eu acreditasse muito que, sei lá, que tal música fosse tocar na ordem aleatória da minha playlist, e aí acabava dela tocando, falava, caralho, eu consegui mudar essa parada. É ridículo falando, eu entendo, é um pouco.
Mas eu acreditava nisso, né? Tipo, ah, se eu chegar até no final desse quarteirão e antes de acabar a música que eu tô ouvindo, sei lá o que vai acontecer.
É tipo uma parada dessa, só que eu acreditava de verdade.
Não, mas existe um negócio, né, que se chama ciência cognitiva da religião, que estuda esse impulso religioso, né? Que existe em todos os seres humanos, né? E isso é meio que isso assim, você tava literalmente desconstruindo a sua religião para os componentes mais básicos, né, que é inferência de manipulação da realidade através de crença, né?
É, olha só, eu claramente sabia o que eu tava fazendo.
Lógico, se eu chegasse no Eric de 2014 e perguntasse, você tá fazendo inferência, né? Ele, lógico.
Todo dia, é claro, eu tô desconstruindo minha religião, William. Calma lá, desculpa, desculpa.
Mas enfim, ia falar, estou desconstruindo minha religião, que eu tirar aqui minha franja da minha testa.
E aí, quando eu comecei a perder cabelo, comecei a perder fé real. Entendi. Então foi ali, quando Deus me abandonou junto com meu cabelo, eu, exato. É, às vezes foi isso, vai saber, vai saber. Então, mas ali, tipo isso. E ali para o terceiro ano do colegial, eu acho que eu já tava, já tava ateu, ateu, true ateu. Ainda era ateu chato, talvez um pouco, mas depois, conforme você vai só, só vivendo, você fala, ah, foda-se, quer acreditar, suave, fica aí.
Exato, exato. Então foi mais ou menos isso, essa minha trajetória religiosa. Então eu não sou ateu prime desde que eu nasci, não. Eu tinha pouca relação com a religião e um pequeno questionamento mudou tudo. Foi isso.
Show de bola. Bom, eu acho que para introduzir o nosso Eric Moreira, eu acho que está suficiente. Vamos um pouco mais para frente agora, entrar um pouco mais fundo, né? Quando que, quando você acha que você começou seriamente a pensar em religião e quem você acha que foi a maior influência na sua visão que você tem hoje em dia?
Eu acho que essa virada de chave foi o ponto principal para começar a questionar coisas.
E a influência maior foi o jovem evangélico aleatório da praia?
É, o pai evangélico de um coleguinha.
Entendi.
Não, não sei, mas eu acho que depois no colegial teve bastante Acho que você foi uma influência, uma influência, uma influência. O Pepe, o Pepe, nosso professor, exato, foi uma influência. Eu acho que, eu acho que foi uma soma de várias. O Cauê Moura com certeza foi.
Cauêzão, salve, Cauêzão! Vem no Questão de Fé, vem aqui, Questão de Fé. E depois desse período que você já tinha, já tinha ido para o lado negro da força, abandonado os midi-chlorians e se tornado um ateuzinho, Em algum momento de lá para cá, nesses últimos 10 anos, digamos assim, já teve algum momento que você seriamente pensou em se converter para alguma religião? Não, nunca, nunca teve um dia que você falou, putz, vou ali?
Já, o que acontece é tipo, eu tenho vontade de conhecer como funciona. Então eu queria ver como funciona o candomblé, tipo uma cerimônia, ou sei lá, indo um dia, tá ligado? Ver como, como eles são. Até no catolicismo, se bem que o catolicismo é meio padrão assim, é literalmente padrão por desenho assim, né?
Toda missa é igual em todo lugar que você for, as leituras são padronizadas, é tudo padronizado, só muda homilia.
Mas eu tenho vontade de conhecer, mas é um conhecer para entender como funciona, não para me converter, tá ligado? Faz sentido para você?
Faz, faz, porque eu sou do mesmo jeito.
Então eu acho que essa é a parada, velho.
Basicamente, então você diria que de 10 anos para cá, quando você virou um ateuzinho sujo, você diria que não mudou mais nada? Não adicionou nem tirou nada do seu esquema de crença? Até porque o seu esquema de crença é zero crença.
Então eu acho que quanto mais foi passando o tempo, menos crença eu tenho. Então eu tô cada vez mais longe de Deus, eu tô cada vez mais no inferno do Ted Chiang.
Entendi, está na ausência ali.
É, tem, exato.
Em vez de você ter menos olhos, você tá com tipo 4 olhos na cara.
É tipo isso.
Então para você hoje em dia a ideia de Deus ou de deuses é algo impossível assim, é algo que você acha que não tem cabimento?
Exato, para mim não, não existe. É isso, eu não critico quem acredita, enfim, mas para mim não, realmente não tem.
Não tem. Mas existe essa questão, né? Porque existe, por exemplo, o iguiteísmo, que foi um rolê que eu me identifiquei por um tempo, que diz que a própria ideia de questionar se Deus existe ou não é algo que é impossível. Não tem como você saber se Deus existe ou não, porque Deus seria uma— seria, como dizem no budismo, uma pergunta erroneamente construída, porque Deus seria um ser tão diferente, tão mais complexo do que a gente, que seria impossível responder essa pergunta de existência ou inexistência de forma satisfatória, entendeu?
Mas ele já mandou vários sinais para o pessoal da Bíblia, por que que ele não pode mandar o sinal para nós, pô?
É que agora ele tá sem sinal.
Escreve no céu com as nuvens: eu estou aqui, brother.
Que nem no Guia do Cheiro das Galáxias, que tem a última mensagem de Deus para o universo, tem um planeta em que tem umas letras gigantes escritas em fogo E todo mundo vai lá pra ver a última mensagem de Deus pra criação. E aí quando os caras fazem a peregrinação pra chegar lá, eles olham de cima de uma montanha e tá escrito: Desculpe pelo inconveniente.
Então, tipo, seria foda se fosse assim. Mas, pô, podia.
Mas você acha que existe, que é possível construir essa questão de se Deus existe ou não? Você acha que realmente essa é uma pergunta válida e Deus não existe?
Cara, essa é uma pergunta difícil, mano, de responder.
Eu tô aqui pra te jogar no fogo, meu irmão.
Entendi, entendi, cara. Eu realmente acho que Deus não existe e é isso. Então até por essa, essa talvez essa, como que a gente pode falar, essa convicção, digamos assim, essa fé, essa fé na desfé, talvez até se tiver algum sinal deve passar batido para mim, inclusive.
Sim, não, isso é coincidência. Apareceu meia dúzia de passarinho no céu e começou a gritar: Deus existe! Vai falar: putz, isso aí, ah, esses drone, ah não, é tudo papagaio, pô, os cara aprendeu a falar, tá bom, soltou assim. Pastor que contratou. Agora eu vou te fazer uma pergunta mais difícil ainda. Você, como esse ateu convicto que você é, qual você acha que é o argumento mais forte a favor da existência de Deus?
A favor?
A favor da existência de Deus. Cara, se você tivesse que olhar ao seu redor, mundo, família, vida, qual seria um argumento a favor da existência de Deus?
Mano, essa é difícil demais também.
Eu tô aqui para isso, cara.
Deixa eu pensar. É que assim, tudo eu tento pensar racionalmente, então tudo é muito, muito difícil assim. Eu pensei, ah, a cura de alguém que tá doente, mas pô, o cara tomou remédio, o cara fez tratamento. É óbvio que ele vai ser curado, ou não necessariamente, mas talvez, talvez, e você pode ser macro ou micro no nível que você quiser na resposta, tá?
Pode ser tipo a minha família, pode ser a humanidade como um todo, pode ser o que você achar.
Ah, velho, calma, calma, calma, calma, calma, mano, essa pergunta é difícil, velho. Que isso, velho?
Eu nunca fui um cacique aqui deixar o CCA ter o Prime à toa, pô. Eu tô aqui para torturar.
Eu nunca pensei sobre, tipo, qual que é o principal argumento a favor de Deus, porque todos os argumentos que os outros me dão eu acho fraco.
Por exemplo, levante argumentos que já foram falados para você.
Ah, tipo, a vida. A vida é divina, a vida é uma maravilha. Olha como o ser humano é perfeito, olha como a natureza é perfeita.
A natureza, o buraco que entra água e o buraco que entra ar são um do lado do outro, e às vezes entra água no que é de ar, e aí você tosse.
Então é tipo, eu acho fraco esse tipo de argumento. Olha como a natureza é perfeita, e a natureza não é perfeita, tá ligado? Eu acho fraco. Mas se fosse para elencar alguma coisa, talvez, eu acho, talvez a coisa que eu acho mais difícil de explicar na raça humana seria tipo como você consegue amar uma coisa mesmo Mesmo sendo negativo, talvez. Por exemplo, sei lá, a capacidade de um ser humano amar o outro mesmo sabendo que isso faz mal.
Como assim faz mal?
Por exemplo, minha avó. Minha avó, ela abraça todo mundo que ela pode, mesmo prejudicando ela, tá ligado?
Eu acho que isso é outro à frente de si mesmo.
Eu não diria que isso é uma coisa de Deus. Mas eu acho que para mim é o mais próximo de uma divindade, tá ligado? Eu não sei se tá bem respondido para você, mas eu gostei da sua resposta, achei fofo. Ah, obrigado.
E para você, qual que é o melhor argumento contra a existência de Deus?
Como é que chama? O paradoxo de Epicuro.
Ah, sim.
Não, não, mas velho, para mim é simples, mano. Tipo, como tem gente Tipo sofrendo. E não precisa, beleza, a gente pode falar, ah, muito sofrimento é causa do capitalismo, concordo. E aí beleza, a gente pode isentar Deus dessa parada, embora ele poderia, né, poder ter inventado um universo onde não existisse capitalismo.
Exato, ele poderia, onipotente, né.
Eu vou dar esse pano para ele, eu vou passar esse paninho para ele, passe um pano para Deus. Que, mas pessoas que não merecem, no meu julgamento, tão sofrendo. E enfim, e tipo, aí é como disse o Gandalf, né?
Muita gente que tá viva merece morrer e muita gente que tá morta merece viver. Mas quem somos nós para decidir esse tipo de coisa?
Então, mas independente, Deus tinha que fazer alguma coisa, na minha opinião. Deus não faz. Mas eu tô aprendendo muito, muito com podcast, então eu já percebi qual que é o jeito de Deus. Deus não liga para as pessoas, não.
E carninha no sacrifício. E eu posso estar dando um spoiler do meu episódio, mas foda-se. Jesus é muito mais gente boa do que Deus. Quando você chega no Novo Testamento, parece, com perdão da expressão trocadilhada, vai dar água para o vinho. Jesus é muito mais gente boa, cara. Jesus fala uns bagulho muito mais da hora. Deus tá falando para matar todo mundo e apagar a memória dos amalequitas. Jesus está falando para amar uns aos outros como se fosse a si mesmo, pô.
É, pô, água totalmente diferente. E isso é uma das coisas que me deixa pá dos evangélicos, porque eu sempre vejo os evangélicos— e pode ser que isso seja algo que só que eu tô vendo de fora, que talvez dentro seja diferente— mas eu vejo muito mais os evangélicos citando o Antigo Testamento do que o Novo. Sendo que, sendo que quando eu tava na igreja, eu praticamente não ouvia nego falando, na minha época, falando do Antigo Testamento.
Bagulho era Jesus, pô. Bagulho era Mateus, Marcos, Lucas e João, de vez em quando uma epístola, tá ligado? Não tinha esse negócio de ficar voltando lá atrás.
Então Deus fez uma nova aliança com a gente justamente para esquecer a velha, pô.
Exatamente. Mas o pessoal gosta das partes que eles, que deixa na velha, deixa eles odiar um pouquinho a galera.
Entendi.
Mas enfim, existe alguma coisa que você acredite que ainda vai além do mundo material? Alguma crença metafísica? Alguma crença tipo, ah, eu acredito que existe espírito, eu acredito que existe alguma permanência, eu acredito que sei lá?
Então, nessa minha fase animística, digamos assim, eu acreditava muito anime, né? É, exato, exatamente. Então eu acreditava que era possível ter algo sobrenatural e tal. Hoje em dia acho que não. Não, cara, hoje em dia não me pega.
Quando o pessoal fala, pô, essa casa é mal-assombrada, você dormia nela na moral?
Na moral, eu assim, em relação a fantasma, tranquilo, pô, fácil, velho. Ia tirar foto abraçado com a Anabelle. Entendi. Tem, tem, não tem problema com isso. Não tem problema.
Mais corajoso do que eu. Que isso, cara, eu não acredito em fantasma, que eles mentem muito, mas Tá maluco, pai!
Pai, devo acreditar em fantasmas?
Não, meu filho, seu primo não tem dois bilau. Essa referência aí só para quem referência, hein?
Parabéns para o Silva João, queremos você aqui.
É, vem aqui falar da sua crença.
Mas assim, cara, não, em relação ao sobrenatural, já tive medo, já tive Hoje em dia eu acho que não, cara. Hoje em dia eu acho que o sobrenatural não me pega, me pega muito alguém invadir minha casa, tá ligado? É, eu acho que é uma parada dessa. Essa parada me dá mais medo. Do nada eu, sei lá, tô viajando no Texas, aí meu carro para de funcionar, eu vou comer na casa de alguém, do nada essa pessoa pega uma motosserra para me matar. Eu acho que essa coisa me dá mais medo.
É aquele filme, acho que chama The Strangers, né? Um negócio assim. Que os cara tão numa casa no meio do nada lá, e aí os cara abre a porta e começa a torturar a família. Eles falam: o que que vocês estão fazendo isso? Aí os cara fala: porque você estava em casa. Tipo, what the fuck?
Exato, isso é uma parada que me dá medo. Agora, um fantasminha, pô, eu nunca tive nenhuma experiência. Eu tive, eu tive uma experiência sobrenatural e eu acho que é apenas criação da minha cabeça hoje em dia. Mas eu lembro que eu tava chegando em casa, aí eu vi tipo um sorriso monstrengo assim, tipo meio, meio, não era, não era algo tipo, era mais uma, mais uma besta e tal, bestial.
Sim, eu sei o que você quer dizer, entendeu?
Tipo, então eu vi tipo uns olhos animalescos e uns, e uma boca meio, meio bestial assim. Foi um bagulho que tinha me dado medo, mas eu era muito criança também, muito criança. E aí hoje em dia eu penso que eu posso ter ou ter inventado isso ou ter visto, sei lá, um cachorro que a gente tinha, sei lá, às vezes por algum motivo ele rosnou, não sei. Mas essa foi a única experiência sobrenatural que eu tive. De resto, nunca vi fantasma. Então eu nunca vi fantasma.
Anjo, demônio, poltergeist, espírito, tudo.
Marca de Caim não tem, não tem nada disso.
Todos os negócios que aparecem no Supernatural, não. O indigo, não.
O indigo, não.
Não.
Carrie Underwood, a banda Kansas, não.
Homem bonito vindo na sua casa matar espírito e pegando sua filha, não.
Eu queria que acontecesse, mas também nunca aconteceu.
Nunca aconteceu, entendi. Mas então teto preto mesmo, morreu, teto preto, sobra nada.
Para mim é, para mim é, para mim é. Caramba, eu acho que o fim é o fim, é isso. A gente tem que aproveitar enquanto a gente tá aqui.
Justo, justo. Isso de qualquer forma é verdade, né? Porque de algum motivo, se Deus criou, se Deus existe, Deus criou esse período que você vive aqui para depois você ficar no eterno lá. Tem algum motivo você tá esse período aqui, né? Nem que seja para você aprender alguma coisa.
Perfeito. E aí você descobre que você é filho de Deus. Exato.
Ouça o último episódio. Mas então, como você explicaria, tipo, as pessoas que, por exemplo, desde o que talvez a gente vai achar mais escrachado, que é a glossolália, né, que é o pessoal falando em línguas ou vendo espíritos, ouvindo voz de Deus, ou sei lá, vendo anjo. Sei lá, como que que você acha que acontece ali? Alguma coisa do cérebro? É indução de histeria?
O que que você me fala, cara? Eu acho que depende da coisa, mano. Essa é uma pergunta complexa. Depende do negócio. Eu acho que tem um pouco de charlatanismo nessa parada.
Por exemplo, as pessoas que falam lá, baixura, Of the King, the Power, the Treasure Online.
Ai, nunca falou inglês a primeira vez. Tava mentira, é mentira, tá repetindo umas palavrinhas, nem tá falando inglês.
Continua não falando inglês.
Exato, exatamente. Mas eu acho que tem alguma parada, tipo, quando você deseja muito ver um negócio, seu cérebro talvez ele seja convencido de que realmente aquilo existe, tá ligado? Eu acho que tem essa parada.
Sim, sim, é tipo uma auto-hipnose quase, né?
Exato, porque exatamente, hipnose eu sei que é real. Eu já vi vários vídeos de hipnose, já tentei me auto-hipnotizar, deu completamente errado. Mas cara, eu acho que tem uma parada dessa. Eu acho que você consegue convencer o seu cérebro de que tal coisa existe, tá ligado?
E aí você acaba vendo, mano, e Porque o cérebro humano é uma máquina de reconhecimento de padrões, né? Então mesmo quando não tem padrão, ele vai ver parestesia e tudo mais.
Então às vezes é tipo aquela parada de você colocar várias roupas em cima de uma cadeira, aí você olha para cadeira à noite quando só tem penumbra, você fala, putz, tem alguém sentado na minha cadeira.
Ou você olha para o céu e vê um elefante na nuvem.
Eu acho da hora fazer isso, inclusive.
Sim, mas É a mesma rolê, né? Você tá vendo que não dá.
Exatamente.
E então não existe nada que você acredita, que você acredita mesmo sem conseguir provar?
Pensando agora, eu diria que não.
Talvez uma teoriazinha da conspiração assim.
Ah não, aí tem.
Bolsonaro levou a facada de propósito, Bush de rua, as Torres Gêmeas, sei lá.
Não foi de propósito? Não, aí tem, não, aí tem. Mas aí eu acho que foge um pouquinho do religioso e eu começo a tentar achar explicações lógicas para as paradas. Então sei lá, o do Bolsonaro eu acho que é muito, é um pouco absurdo talvez, mas eu não duvidaria que pudesse ter acontecido, tá?
Mas daí quando a gente entra nesse negócio, não duvido de que fosse, de que é possível acontecer, aí a gente tá em um território meio perigoso, né?
É, não concordo, concordo. Mas eu não consigo afirmar 100% de que foi proposital. Enfim, não põe a mão no fogo, é aquele velho negócio.
Não, eu acho que não aconteceu, mas eu consigo imaginar um mundo em que aconteceria. Só que é que nem eu falei, né, é um lugar que você começa a entrar num certo perigo ali, porque aí realmente fica sofrendo.
Chapéu de alumínio, exato, completamente isso.
Mas eu acho que tem pouco disso, né? Não, você tava me falando esses dias atrás que não, não, não, não, não, é rosquinha, bola molhada que rola, né? Como que a água fica?
Não, pô, não tem como uma bola rolar e a água ficar. Agora, se for uma terra rosquinha, perfeito.
A gente é o sprinkles. Exatamente, a gente é o granulado na parte de cima da terra rosquinha, pô.
É isso, velho. Não sei como tem gente que não acredita nisso. Não, não, mas as coisas absurdas que talvez eu acho que podem ser reais são um pouquinho mais fácil de explicar, eu acho. Então eu acho que é mais essa parada. Então tipo, não, ah, não tem essa parada de o Mark Zuckerberg é um alienígena, não.
Reptiliano.
Mas de repente, é que eu não tô lembrando nenhuma coisa boa, mas o coisa das Torres Gêmeas ter acontecido meio a mandato de alguém lá, tá ligado, só para começar uma guerra, porra, pode fazer sentido. O Sérgio Tanque defendeu essa ideia quando lançou o álbum lá e deu ruim para eles.
É, como historiador, eu nunca vi um negócio que me convencesse disso. Mas eu entendo seu ponto, entendeu?
Eu acho que é mais isso, as pira que talvez eu possa acreditar nesse sentido. Fez sentido?
Sim, como não. Vamos para um negócio agora mais específico assim, vamos um pouco mais fundo. Quando você era mais novo, você era espírita? Você orava, cara? Então fazia parte do seu rolê?
Não, minha mãe me ensinou a orar. A gente, eu tinha uma Bíblia, Bíblia da garotada. Eu acho que até comentei episódios anteriores, mas nunca foi uma parada que me pegou muito, tipo, ter essa profundidade com religião. Então não tinha essa parada de orar, tá ligado?
Eu acho que isso talvez não seja mais, não seja tão da sua tradição, né?
Então é porque o espiritismo não é bem um bagulho de orar, tá ligado?
É, parece, pelo menos para mim, parece que a oração no Espiritismo é um negócio mais comunal, né? Todo mundo ali junto e em voz alta.
Eu acho que, então, eu acho que tem até uma parada de você conversar com Deus assim, tipo sozinho, mas para mim nunca foi uma coisa que me pegou. Então eu não fazia nem quando era criança. Mas, ó, eu te mandei uma foto da Bíblia da Garotada. É esse livrinho que eu tinha aqui, ó.
A Bíblia da Garotada, né? Vamos deixar um link para vocês apreciarem. Tem dinossauro na Bíblia. Dele aqui, os dinossauros. Ah não, é o rabo de um tigre. Eu achei que era dois dinossauros.
É o rabo do tigre, pô.
Tem uns lagartinhos.
É a Arca de Noé, pô. É a Arca de Noé.
Eles ficaram, eles foram espertos, tá? Porque eles colocaram um leão e uma leoa. Geralmente os cara mete dois leão, aí a gente fica na dúvida, né? Qual dos dois leão da Bíblia, da Arca de Noé?
Aliás, os dois, né?
Sim, também careca em cima. Salva sua vida, mas não salva seu cabelo.
É isso, é isso.
Então, bom, a gente já viu que você é um, você tem uma visão meio certa assim, digamos, né? Você tem bastante confiança na sua visão, pelo que parece. Quando que você diria assim que foi o momento em que você mais teve dúvida, digamos assim, da sua visão, do das suas dúvidas, da sua não crença? E qual foi o momento em que você sentiu que a sua crença tava mais justificada, digamos assim? Quando você se sentiu mais próximo de ter certeza do que você sente e mais longe de ter certeza do que você sente e acredita?
Eu acho que ainda ali num período que eu estava recém-ateu, talvez um pouquinho para frente ali, Quando alguém falava alguma coisa, ah, fulano de tal deu tal depoimento, e como você não acredita nisso, você ficava pensando, será realmente que isso pode ter acontecido? Porque assim, eu trabalhei com evangélico, olha só, tratava que nem se fosse gente, tratava igual fosse gente, da mesma forma que ele tratava outras pessoas como se fosse gente, minorias, enfim.
E aí de vez em quando ele falava umas coisas, eu ficava pensando, pô, será mesmo? Não sei o quê. Mas nunca foi suficiente assim, tá ligado? Eu acho que esse foi o momento de maior dúvida no início, no início ali, pouco tempo de ateísmo, digamos assim.
Tava novo ainda, tava descobrindo como dizer não.
É uma parada dessa, entendi. Agora, de certeza, eu acho que não tem como você Tipo, um momento de certeza quando você não acredita no bagulho, mas no momento justificado, talvez. Então, acho que o maior momento de convicção para mim de que realmente eu não acredito em nada foi quando eu peguei avião, que eu voltando de São Paulo para cá, quando foi no Soulja Boy, é, quando eu fui no show do Soulja Boy.
Terry Tankin, vem no Questão de Fé, come to Brazil, we want to hear, come to Brazil.
Come o Brasil!
Ele vai estar aí em janeiro, tá?
Ele vai estar aqui em janeiro.
Faz esse connect para nós.
Olha, olha, tá aqui, ó, o cara, o Sérgio Tanque é citado em 77% dos episódios do Bude Balão.
Exatamente.
Se tem um lugar que ele tem que estar, é aqui, pô.
Exatamente. Sérgio Tanque, come to the program.
Come, come. Enfim, e aí eu peguei turbulência e tal, e aí tinha uma senhora do meu lado rezando muito. Tipo, rezando muito, segurando terça, rezando muito. Não, mas é tipo um bagulho que, ah, legal, é só uma turbulência. Tipo, não veio nada religioso na cabeça. Então acho que foi um momento que eu falei, caramba, olha só, eu acho que eu sou um ateu vagabundo, entendeu?
Você nunca— porque uma coisa que as pessoas mais religiosas adoram Principalmente naquele, sabe aquele filme Deus Não Está Morto? Nossa, eu também não, graças a Deus. Mas um corte que eu sempre vejo os crentes compartilhando é que o prefeito, o professor que é o ateu da história, tá falando que ele tá falando, xingando Deus, não sei o quê, não sei o que lá. E aí o crente da história vira para ele com aquela cara que crente adora ter de que ele sabe mais do que você, e vira para ele e fala Como você pode odiar alguém que não existe?
E essa é tipo a pá, sabe? Então, mas isso nunca aconteceu para vocês? Já ficou? Nunca ficou com raiva de Deus ou com a raiva de não existir Deus?
Esse é o ponto. Como é que eu posso odiar alguém que não existe? Como é que eu posso ter raiva de alguém que não existe? Eu achei justamente esse o ponto, tá ligado, cara? Não existe, velho. Não tem por que eu botar culpa em algo que para mim não tá lá. Então geralmente o que eu faço é botar a culpa em mim, entendeu?
Isso também não é muito saudável. Depois daqui a gente vai chamar uma psicóloga. Então você nunca tipo sentiu abandonado, sozinho?
Já, mas talvez não da mesma forma. Tipo, não religiosamente sozinho, tá ligado? Mas já me senti tipo, ah, tipo, não tenho em quem me apegar, tá ligado? Tipo, porque tem problemas que a gente não quer compartilhar com pessoas em específico. Perfeito. E aí não ter esse ponto de apego em alguma coisa, eu acho que torna as coisas um pouco, um pouco mais difíceis, talvez.
Mas com certeza, luto, por exemplo, né?
Exato.
Não teve um momento que você tava tipo em luto, mauzão, e você pensou, putz, se pá Deus existe, cara?
Acho que não, mano. Já fiquei mauzão, mauzão por causa de luto. Mas, velho, não, só não é natural para mim. Essa é a parada.
Sorte sua.
Aí é foda.
Eu acho que eu tô me expondo mais no seu episódio do que no meu, mas tudo bem. O que que você acha? Tem alguma coisa assim que sobre religião que nunca, você nunca achou uma resposta legal assim, uma resposta que fizesse sentido para você?
Vários, vários. Por exemplo, sacanagem, não, tipo É aquela parada de começar a questionar. Então, tipo, como é que, como é que uma coisa pode, pode ser verdade em um lugar e não verdade, completamente o oposto em outro lugar? Como é que para alguém um bagulho é santo e para o outro é demoníaco? Então esse tipo de coisa é tipo, nunca, nunca fez sentido para mim, porque para mim, se Deus é um cara focal de todas as religiões que a gente frequenta praticamente. Claro que tem exceções, mas você entendeu?
Sim, as maiores religiões do mundo são religiões abraâmicas nesse momento, né, que é o judaísmo, o islamismo e o cristianismo.
Exato, perfeito. E como é que essas religiões conseguem discordar entre si em inúmeros aspectos? Eu acho que esse é o principal, a principal coisa que, que não, não me pega, sabe? Então eu não consigo falar tipo, ah, um é verdade, o outro é mentira. Eu acho que é impossível falar isso para mim, tipo, na minha opinião. Então para mim todos não são verdade.
Tem uma parabolinha que existia durante a Idade Média que eu acho que eu já devo ter até citado, que é a parábola dos 3 anéis. Vocês já ouviu?
Cara, eu acho que já citou, mas eu não lembro. É, não lembro.
Que é basicamente que existia um pai E ele tinha um anel de ouro e ele falou que o filho para quem ele desse esse anel de ouro ia ser o que ia herdar todas as coisas dele quando ele morresse. E ele tinha 3 filhos. E aí, só que antes dele morrer, ele pediu para um ourives excelente fazer 2 cópias desse anel que ficaram idênticas. E aí ele deu um desses 3 anéis para cada um dos 3 filhos, e cada um dos 3 filhos acreditava que ele tinha o verdadeiro.
Só que você só ia saber quem realmente tinha o anel verdadeiro quando você se encontrasse com o pai. Então é uma parábola, né? Cada um dos filhos são as 3 principais religiões abrahâmicas, né? O islamismo, o cristianismo e o judaísmo. Deus teria dado cada um dos anéis para os 3. Os 3 acham que é o verdadeiro, mas como que você vai saber quem tá certo a não ser se você encontrar com Deus para perguntar?
Então, mas aí nesse caso vacilo demais. Ter dado os anel falsos, pô, dava, sei lá, mano, dava para os 3 ao mesmo tempo.
O Eric, como um bom passivo, chegou essa resposta. Então não existe nada que você vê assim, putz, se acontecesse tal coisa na minha vida, eu poderia voltar a acreditar em Deus?
Se as nuvens formassem lá, eu tô aqui, brother. Na hora. É qualquer palavra, do nada aparece uma palavra, esse pô tá escrito em outra língua. Se tiver em línguas que não são românicas, né, que não escreve com as letrinhas nossa, é, aí fudeu. Aí eu não vou reconhecer, aí vai passar batido.
Vou contratar um cara para escrever com um avião em cima da sua casa. É porque aí eu existo, seu pau no cu.
É, aí é um ponto forte. De repente vocês me convertem, nem tem nada.
Exato.
E é só pelo LOL. Só pelo LOL.
E você acha que essa não crença, esse ateísmo, ele tem um, digamos, um peso semelhante na sua vida do que teria uma religião na vida de outras pessoas? Por exemplo, mudando o jeito como que você vive ou alguma coisa? Ou você acha que realmente você cortou esse aspecto de religião da sua vida completamente?
Assim, tem um, eu acho que não pesa tanto quanto outras, a religião para outras pessoas, de forma alguma. Mas eu, querendo ou não, eu acabo mudando alguma coisinha. Por exemplo, eu nas minhas relações de trabalho, eu não costumo falar que eu sou ateu. Eu não costumo, eu não minto, mas eu não falo que eu sou ateu. Porque eu acho que algumas pessoas não lidam bem com isso. Exato. Então eu prefiro só deixar, tipo, eu escondo algumas coisas.
Não, não me esconder, mas eu simplesmente só não falo. Então eu não vou falar o que eu acho, o que eu penso, coisa assim, para manter um bom relacionamento com as pessoas.
Sim, com certeza. Do mesmo jeito que você não fala que é de esquerda às vezes.
Exato, exatamente, exatamente. É a mesma parada.
Eu não falo que eu sou de esquerda, eu não falo que eu sou o mesmo tipo de pessoa, inclusive.
É, exato, exatamente. Só que eu acho que o ateísmo é ainda pior, tá?
Será?
Tipo, eu acho que é mais fácil, tipo, dependendo da pessoa que você tá falando, mais fácil falar que você é de esquerda do que você é ateu, tá ligado? As pessoas compreendem melhor.
Sim, elas acham que você foi enganado pelo grande barbudo.
Exato. Mas depende da pessoa. Tem pessoa que é mais fácil falar que você é ateu do que de esquerda. Enfim, vai depender da pessoa, mas Eu acho que a religião, ela é um, para algumas pessoas é um ponto de apoio muito grande, tá ligado? Eu acho que para algumas pessoas ela é necessária, entendeu? Eu acho que isso pesa muito para algumas pessoas. Então por isso que eu acho que não tem o mesmo peso nem de perto, sabe?
Sim, com certeza. Tem alguma coisa que você sacrifica ou que você faz ou recusa fazer por causa da do jeito que você vê o mundo, cara?
Eu acho que além de esconder algumas coisas, não, cara.
Eu, se precisar, eu vou fazer as paradas, tipo, parar de tomar vinho, que foi Jesus que fez isso daí.
Jesus que inventou o vinho?
Foi Jesus?
Não foi, foi Noé.
Eu lembro, foi Noé, foi Noé, outro homem de Deus.
Exato, eu lembro que foi Noé, pô.
Foi Dionísio. Então você não pode acreditar nos deuses gregos.
É verdade, é verdade, eu tenho que parar de tomar vinho. Ou, se eu não me engano, foi Thor. Foi?
Não, cerveja foi uma deusa babilônica, se eu não me engano, e você não acredita nos deuses babilônicos.
Aí também não acredito nem com isso.
Esse é o problema, esse é o problema. Você é ateu de todos os deuses, pô, vai levar um pau no além-vida. Não vai ter ninguém, principalmente se não for cristianismo, tá ligado? Todos ao mesmo tempo, você tá no sal, filho. Jesus protege os dele, Sekimete protege os dela, e você vai estar lá sozinho, só você e o Stephen Hawking e o Richard Dawkins. Você acha que vai dar bom?
Eu não acho, né? O Stephen Hawking vai me proteger, ele vai, ele e os amigos pedófilos dele. Ah, cara, não, pô, vai ser o quê?
Vai ser você, o Cauê Moura, o Thiago Santinelli.
Mas essa galera tem que morrer antes de mim, né?
Pra funcionar. É, tem mais velhos que a gente, né? O Cauê uns 10 anos, o Santinelli uns 5.
Não, acho que não chega nem 5, mas tudo bem.
Quantos anos o Santinelli tem? Thiago Santinelli. Santinelli tem 34. É, 34 é 6 anos.
Chega a 5.
Você diria que você ser ateu já afetou algum relacionamento seu? Já causou conflito com família ou com amigos?
Ainda bem que não, mano. Eu acho que tipo todo mundo que tá na minha volta respeita bastante isso, tá ligado? Desde os meus pais, minha avó, todo mundo consegue respeitar bem isso. Eu acho que, acho que no final das contas só não importa para eles, tá ligado? Então acho que nunca me afetou assim.
Mas assim, putz, Deus não existe, aí a vovó sai lá da cozinha do dia de Natal, joga um terço na sua cara?
Não, não, com a família não. Mas no meu primeiro emprego lá no pessoal acabou descobrindo lá naquele lugar lá que trabalhei com evangelho, une as medicinas, né? Os cara ficava tentando me testar, tá ligado? Ah, então por que tal coisa, tal coisa, tal coisa? Então por que não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê? Sei lá, mano, foda-se.
Você devia ter falado em por que então meu pau na tua mão, pô.
É tipo isso, poderia, mas um era meu chefe e o outro também tava lá mais de 10 anos, né? Melhor não.
Mas ia ser divertido, ia ser divertido. Você acha que, por outro lado, você acha que não está influenciando seus relacionamentos, mas você acha que influencia as suas opiniões sobre relacionamentos, o sexo, casamento, sobre a vida das outras pessoas?
Muito, muito, cara. Esse podcast é uma prova disso, velho, de eu achar que algumas pessoas, você só faz comigo para tentar me converter para o ateísmo, não é? Exatamente. Você não percebeu ainda? Está quase, cara, está quase. Tá fazendo as mesmas piadas que eu, irmão.
Eu acho que eu tô mais longe do ateísmo agora do que eu tava quando eu comecei em 2023.
Aí fudeu, aí fudeu.
Mas não por causa de ler a Bíblia, só porque o cara tá sendo convertido pelo burro de balão. Eu tô que nem o balão.
A minha falta de crença, eu acho que talvez não é o ateísmo em si que molda Mas a maneira como enxergo algumas religiões, então eu acho que certos complexos, é complexo, aqui eu vou ser cancelado.
Eu acho que tiver faltando um pedaço do episódio aqui, de uns, se a gente pular do nada, esse foi não sei o quê, é porque o Eric falou coisas canceláveis aqui e falou mal de minorias.
Não, isso, isso vai seguir.
Conta para o pessoal aquela vez, fogo num terreiro.
Que isso, cara? Mas enfim, eu acho que alguns, alguns tipos de evangelicismo, dá para falar isso, de crenças evangélicas, eu acho alguns tipos, eu acho muito tipo nada a ver, tá ligado? Muito zoado. Alguma, alguma, algumas paradas que eles fazem, mesmo, mesmo as coisas mais normais, digamos assim. Normal é uma palavra foda também, mas de seguindo a norma, é as coisas mais comuns que eles fazem. Eu acho que tem algumas coisas paia no meio e eu tendo a não ter um relacionamento próximo com eles por causa dessas coisas. Então, complexo. Eu acho que isso é uma coisa que influencia.
Levando em consideração, e aqui a gente vai, eu vou ser, vou falar neutramente disso porque eu não tive tempo de ler o livro ainda, mas o livro em si eu não li, mas tem um livro, O Perdido da Fé Capitalista, que é do Rodrigo de Saneto, que ele fala, e eu sei que os documentos que ele analisa são reais, que existem documentos da CIA que provam que essas igrejas neopentecostais, essas igrejas de influência mais americana, foram trazidas para o Brasil de forma proposital para influenciar a política brasileira.
Então eu, eu acho que de certa forma não tem como a gente se colocar de um certo ponto de vista político e não ser contra certas organizações religiosas brasileiras, né?
Justo, acho que faz sentido, faz sentido. Então fala menos sobre o ateísmo e mais sobre posicionamento político nesse caso.
Eu acho, pelo menos. E agora a gente vai para a parte mais difícil e depois a gente já vai para o bate-bola, jogo rápido, hein?
Olha só, olha só.
Você acha que duas crenças religiosas ou duas crenças de qualquer tipo que sejam contraditórias podem ser verdade ao mesmo tempo, conter alguma verdade ao mesmo tempo?
Cara, então eu acho que foi justamente esse o ponto de virada para mim. Então eu vou dizer que não, cara. Eu vou dizer que não tem como duas coisas com a mesma premissa serem opostas. Para mim não faz sentido. Então acho que as duas são irreais.
Você acha que alguém pode ser uma pessoa genuinamente boa tendo uma visão diferente, completamente diferente da sua?
Com certeza, com certeza.
Eu acho que uma pessoa neopentec evangélica para cacete pode ser uma pessoa top.
Aí, aí eu não sei. Eu vou dizer que é possível, mas eu não conheço nenhum.
Ouvi falar, mas ouvi falar que existe.
Ouvi falar que existe, não sei o quê.
Aquela sua namorada que você tem no Orkut, mas que ninguém nunca viu, que é o estado atual da mina que você tá saindo, né? Porque eu só ouço falar, nunca vi pessoalmente, entendeu? Facebook, Instagram privado, entendeu?
Não tem foto mesmo. Mas enfim, mas o que que a gente tá falando mesmo?
Se uma pessoa pode ser genuinamente boa, ah, com certeza, exatamente no oposto do que se você fosse acreditar.
Com certeza, as melhores pessoas que eu já conheci na vida, elas são católicas. Eu tô pensando uma pessoa só em específico, mas católica.
Sua avó?
Minha avó.
Salve para vó do Elidio!
É, salve! Melhor pessoa que já pisou na face da terra. Então acho que com certeza, cara, eu acho que é porque eu assim, a bondade, eu acho que ela tá— é claro que a bondade tem muito do cristianismo para definir ela, pelo menos no meu ponto de vista. Tipo, para mim, o que é ser bondoso com certeza tem muito cristianismo, mas eu acho que ela tá muito mais inerente ao ser humano do que a uma religião específica. Então não importa qual religião a pessoa seja, se ela é uma pessoa boa, ela vai ser boa, tá ligado? É uma parada, para mim é isso.
Qual anel ela recebe não faz diferença, não faz diferença. Você já conheceu alguém que fez você questionar as suas crenças?
Na época lá, o evangélico aleatório da praia, e depois pessoas que começaram a só me reafirmar o ateísmo. Então até pessoas que eram crentes me reafirmando ateísmo porque elas não eram crentes o suficiente, tá ligado? Não crente de crente, crente, mas crente de de crer, sabe? Sim, que nem eu falei, você, o Pepe, enfim, pessoas com quem eu tive contato durante meu ensino médio, minha faculdade, enfim.
E você é ateu? Qual seria o que você acha assim, tipo, uma pessoa comum, o que é uma coisa que a pessoa comum acredita sobre alguém que é ateu que não é verdade?
Essa é fácil, hein, cara? Que come criancinha, que chuta cachorro na rua. Cara, mas é uma parada dessa, velho. Tipo, as pessoas, as pessoas acham que a gente— não todo mundo, mas quem é muito, muito religioso acha que a gente é do demônio, ou que a gente tá negando Deus, ou que a gente— tipo, esse tipo de coisa, mano, é muito comum das pessoas falarem. As pessoas— lembrei agora, o estalo. Eu conheci uma pessoa que acreditava fielmente, fielmente, que o homem veio do barro. Homem e a mulher veio da lama, do barro, da poeira.
É, eu conheço também.
E essa pessoa era uma enfermeira, o que me deixa muito assustado.
Ela é enfermeira ou ela é oleira?
Porque, né, enfermeira, enfermeira.
Então ela tava mexendo no barro, ela era oleira.
Ah, perfeito, perfeito.
É, não é complicado quando a pessoa assusta, velho. É, existe um certo nível, porque mesmo as pessoas, mesmo eu consigo entender a pessoa acreditar na poesia da coisa, na analogia da coisa, mas exato, achar que é uma analogia para tal coisa, mas achar que é literal.
Deus criou o homem, a mulher foi tipo a humanidade, os homens e as mulheres, beleza. Agora, achar que literal é foda, né?
Não é complicado. Você acha que se você tivesse nascido numa família com uma cultura diferente, uma família mais religiosa no próprio espiritismo ou com outra religião, você acha que você seria diferente hoje em dia? Você acha que você tava, era isso que você ia ser e talvez só fosse diferente a caminhada?
Cara, eu acho que com certeza seria diferente. Talvez o espiritismo, porque ele é mais solto, talvez não, mas se fosse um evangelicismo, talvez, mano, com certeza seria muito diferente, velho. Porque as poucas pessoas que eu conheço que são evangélicas, elas meio que são evangélicas porque foram criadas lá e não teve nenhum outro contato com nada, tá ligado? Então eu acho que, eu acho que a religião tem essa capacidade de influenciar muito a cabeça das pessoas.
E eu não conseguiria, não, eu não escaparia disso, com certeza, porque eu não acredito em destino, né? Então, pô, não tem destino, é o que a sociedade me moldou, é o que minhas relações me moldaram, que me fizeram ficar.
Era uma tábula rasa, uma folha em branco, e é isso.
É, e as pessoas foi desenhando, e hoje eu sou do jeito que eu sou, pô.
Entendi. Então ainda há chances de nós levar você para virar evangélico.
Remotas, mas nunca zero, né?
Ah, top, top, top! Amanhã vou começar a bolar isso aí.
Entendi, entendi.
Uma questão que não tá na nossa lista aqui, mas veio na minha cabeça e eu queria te perguntar. Se amanhã você— amanhã não, porque eu não gosto de falar de morte no futuro. Se ontem você tivesse morrido e você morreu, play, teto preto, De repente, plau, teto branco, aparece Deus na sua frente. Você acha que você iria para o céu mesmo não acreditando em nada?
Qual céu? Porque assim, se for, se for do catolicismo ou qualquer religião cristã, não, velho, porque você ia direto para casa do tio Lu. Eu não sou uma pessoa ruim, esse que é o foda, mas também não sei se eu sou uma pessoa boa o suficiente para ir para o céu, entendeu? E acho que também tem a parada de outras religiões enxergarem isso diferente também. Por exemplo, o Espiritismo tem um, você fica meio que um período no umbral, é, você tem que se perdoar e uma parada dessa para poder ir para um lugar melhor, que não tem bem um inferno, tá ligado?
Só que aí você se perdoar e você aceitar sua condição parece que é uma parada meio difícil de acontecer, eu não sei. Mas eu, se for o inferninho, se for o céu tradicional, calma lá, cara, é outra coisa, outra coisa.
Calma, calma, o cara morreu e foi para o inferninho.
Não, mas se fosse o céu tradicional, cara, não sei se eu ia direto. Talvez eu ia ter passar por alguma coisa? Tipo, não sei, mano, pergunta difícil, velho, pergunta difícil. Incluo essa aí na lista de perguntas porque é uma boa pergunta.
Do que isso vale, que não é muito, eu acho que seria para o céu, tá bom?
Ah, muito obrigado, muito obrigado. Mas eu acho que não vale muita coisa porque você gosta de mim.
Eu te busco qualquer coisa.
Aí, beleza.
E agora, senhor Eric? Chegamos à rodada relâmpago, meu filho. Perguntas rápidas, respostas rápidas, sem pensar. Pode começar.
Branco.
Racista. Cancelem.
Que isso, cara? Calma, cara. Que isso?
Vamos lá. Fé ou certeza?
Certeza.
Tradição ou mudança?
Mudança.
Oração ou meditação?
Só existência.
Comunidade ou solitude?
Cara, comunidade. Comunidade.
Texto sagrado ou experiência?
Experiência.
Milagre ou mistério?
Cara, mistério, mistério, mistério.
Céu ou reencarnação?
Cara, teto preto.
Teto preto. Sentido descoberto ou sentido criado?
Sentido criado, com certeza, mano.
Você preferia saber exatamente o que acontece depois que a gente morre ou exatamente o porquê a gente tá aqui?
Eu preferia não saber nenhum dos dois.
Você preferia encontrar Deus ou um pensador religioso ou não religioso?
Um pensador religioso ou não religioso.
Uma prática religiosa que você gosta?
Cara, essa você tem que pensar, mano. Eu não sei de cabeça assim.
Pensam, oração, terço, casamento no religioso, batismo, primeira Eucaristia.
O casamento é legal, velho. Casamento religioso, eu acho bonito, eu acho bonito, eu acho bonito.
Uma prática religiosa que você não entende ou não gosta?
Evangélico que não come comida batizada de casamento de de católico.
Sua história religiosa favorita?
Minha história religiosa favorita é o filho saiu de casa e a mãe falou, vai com Deus. Ele falou, ah, não tem espaço no carro.
Ele bate o carro, só se Deus for no porta-malas. E aí tinha um ovo, uma caixa de ovos intacta, mais tipo Arca de Noé, mas beleza. Seu símbolo religioso favorito?
Cara, é que assim, todos os símbolos religiosos que eu conheço vem praticamente da cultura pop. A cruz é muito foda e tal. O cara usou um palavrão para elogiar, mas é símbolo religioso, mano.
Deixa eu bater bola, jogo rápido, Eric.
Eu não consigo pensar. Cruz, foi, foi, já foi.
Figura religiosa que você admira?
Não sei, não é, não é. Figura religiosa com quem você discorda fortemente. O cara é foda, mano.
Figura religiosa com quem você discorda fortemente.
Todos os pastores evangélicos que andam de, como é que chama, relógio Rolex e pedem a senha do seu cartão.
Então a gente pode citar, falar que Deus é ruim.
Malafaia, o cara da Bola de Neve lá, o que ele chama, não lembro, mas tem os Valadão também da Lagoinha, André Valadão, esses arrombados tudo aí.
Uma pergunta que você faria para Deus se você soubesse que a resposta ia ser honesta: a minha vida valeu a pena?
Tipo, serviu para alguma coisa? Uma coisa que você gostaria que as pessoas religiosas entendessem: a sua religião não é sobre você.
Uma coisa que você gostaria que as pessoas não religiosas entendessem?
A religião é muito útil para as pessoas.
Numa frase, o que a sua visão de mundo significa para você?
Ah, sei lá, só vive aí, boa, tá bom. Acho que essa é uma boa resposta.
E para finalizar, numa frase também, o que a vida significa para você?
A vida é um momento entre o nascimento e a morte que a gente tem que aproveitar, e é isso.
Como lágrimas na chuva. Show de bola. Bom, eu acho que foi um episódio interessante, principalmente para um piloto, né? Agora vocês conhecem o Eric melhor, eu conheço o Eric melhor. Vou tentar alugar um avião da Esquadrilha da Fumaça para escrever Eu Sou Deus e Eu Resisto em cima do telhado do Eric. Espero que vocês tenham gostado. Que isso, cara, é passivo, se sente aberto.
Olha, tá complexo, velho, tá complexo.
Eu espero que vocês tenham gostado. Esse formato é um formato novo que a gente tá testando, né? A gente vai fazer mais um teste comigo e depois a gente vai tentar trazer pessoas diferentes para entrevistar aqui, ver visões diferentes e tudo mais. Espero que vocês tenham gostado. Vocês podem sugerir pessoas que a gente possa trazer aqui, vocês podem encher o saco dessas pessoas para que elas venham aqui, né? Porque a gente não tem muito alcance, então se vocês puderem encher o saco, pode ajudar, né?
Se você gosta do podcast e quer apoiar a gente, siga a gente nas nossas redes sociais, são Burro de Balão em todas. A gente tem um Linktree também, linktree.ee/burro-de-balao, onde tem todas essas coisas se você estiver com preguiça de digitar. A gente tem um email onde você pode mandar dúvidas, sugestões, etc., que é o burro-de-balao@gmail.com. Esse email também é uma chave Pix onde você pode mandar a partir de 1 centavo pra gente, e aí a gente lê aqui o canhotinho.
Então você pode colocar uma pergunta, um comentário curto, alguma coisinha lá. Se você quer ajudar a gente financeiramente todo mês, a gente tem um Apoia.se, que é o apoia.se/boldebalao. Temos alguns níveis lá. Em um deles você entra para o nosso Telegram, em outro você começa a ter acesso ao nosso mini podcast só pela cultura pop, onde a gente fala mais umas groselhas e tudo mais. Alguns níveis lá, não vou repetir o que a gente sempre fala aqui, porque enfim, esse episódio é esse, esse formato é para ser mais curto.
Então, 2 horas.
Vai saber, não sei. E enfim, espero que vocês tenham gostado. Nosso convidado Eric Moreira, tem alguma última palavra, senhor Eric Moreira?
Segue nós aí.
Espero que vocês tenham gostado. A gente se vê por aí. E querendo ou não, tudo que a gente conversou aqui é questão de fé.