SPCPC #01 - Vai passar (Fleabag, 2016-2019)
🍿 SPCPC #01 - Vai passar (Fleabag, 2016-2019)
No piloto do Só pela Cultura Popcorn, trocamos o Antigo Testamento por Fleabag - a série da BBC criada e estrelada por Phoebe Waller-Bridge. (E sim, vamos falar muito sobre o Padre Gato).
⭐ NOTA FINAL⭐
E&W: 09,00/10📜
🔍 Neste episódio:
- O Padre Gato: Análise do personagem que virou ícone pop - e o que ele diz sobre vocação, celibato e desejo
🚨 Por que ouvir?
Para refletir sobre o silêncio divino enquanto ri de uma comédia britânica
👉 Próximo Episódio:
"DROPS #25 - Kings (2009)"
📲 Siga-nos:
https://linktr.ee/burrodebalaao
🔎 Palavras-chave:
Fleabag, Phoebe Waller-Bridge, Padre Gato, Teologia pop, Comédia dramática britânica, Silêncio de Deus, Burro de Balaão Podcast
- Fleabag· EntretenimentoFleabag·Phoebe Waller-Bridge·Comédia dramática britânica
- Segunda Temporada de Fleabag· EntretenimentoEpisódio 1 (Temporada 2)·Episódio 2 (Temporada 2)·Episódio 3 (Temporada 2)·Episódio 4 (Temporada 2)·Episódio 5 (Temporada 2)·Episódio 6 (Temporada 2)
- Personagens de Fleabag· EntretenimentoPadre Gato·Davi·Martin·Boo
- Expectativas humanas vs. desígnios divinos· ReligiaoPadre Gato·Celibato·Igreja Católica·Igreja Anglicana·Hound of Heaven
- Primeira Temporada de Fleabag· EntretenimentoEpisódio 1·Episódio 2·Episódio 3·Episódio 4·Episódio 5·Episódio 6
- Humor e Quebra da Quarta Parede· CulturaHumor britânico·Quebra da quarta parede·Humor feminino
- Luto e Perdas· SociedadeMorte da mãe·Morte da amiga Boo·Aborto espontâneo
Olá, bem-vindos ao Só Pela— não, que porra é essa? Pera aí, calma. Olá, bem-vindos ao Búzio Balão, o podcast que dá em cima de padres gostosos para você.
Bem pequenininho. E hoje a gente vai fazer uma coisa diferente, a gente vai tentar fazer um formato novo que de novo não tem nada. É basicamente um Só Pela Cultura Popcorn, que é a versão Drops do nosso Só Pela Cultura Pop, que é o mini podcast que a gente coloca no Patreon. Então vai ser basicamente um Drops que não tem muito a ver no Patreon, que Patreon, caralho, que a gente coloca no Apoia.se, que é basicamente um Drops que não tem muita coisa a ver com religião.
E vai ficar então esse piloto. Se vocês quiserem ver mais disso Os episódios subsequentes, talvez fazendo sobre Duna, Star Wars, fazendo sobre Star Wars. Duna talvez caiba um Drops propriamente dito, mas enfim, subsequentes episódios estarão.
Eu acho que Star Wars também cabe, deixando, deixando. Como, como a Força, cara? A Força é Deus, deve ser, não sei, deve ser.
Enfim, mas hoje então a gente vai fazer um episódio, né, uma análise aqui da série Fleabag. Série de 2 temporadas escrita, dirigida, produzida, atuada, criada e atuada pela Phoebe Waller-Bridge.
Brabíssima, tá? Brabíssima, deixando claro.
E é uma série bem curtinha, né? São 2 temporadas de 6 episódios, cada episódio uns 20 e poucos minutos cada, né?
É muito gostosinho de assistir, muito rapidinho de assistir. E é a primeira vez inclusive que a gente vai fazer, fazer um podcast sobre uma série boa De verdade.
Olha só, aparentemente a gente só consegue fazer ou a série sendo boa ou a série sendo sobre religião, né? Os dois ao mesmo tempo não dá. Apesar que House of the David não é ruim, mas pô, pera, calma lá.
A gente vai comparar House of the David com uma série que ganhou Golden Globe, uma série que ganhou Emmy, uma série que a segunda temporada—
não, as duas temporadas é 100% do Rotten Ah, mas se você assiste The House of David, você vai para o céu.
Agora você tem um ponto forte, não sei, não sei contra-argumentar agora.
Você assiste Fleabag, é bem capaz que você vai para o inferno.
Ah, eu já ia de qualquer jeito, então whatever, prefiro assistir coisa boa.
Justo. Bom, podemos falar sobre os atores, né? Apesar que eu não conheço ninguém fora o padre que só aparece na segunda temporada.
Que isso, cara, vou te falar aqui então, pera aí, calma lá. A gente tem Phoebe Waller-Bridge.
Você conhece ela de qualquer outra coisa que não seja Fleabag?
Ela fez a voz de um robô em Solo: Uma Aventura Star Wars, tá?
Ó, você não tá ouvindo provavelmente porque meu microfone muta barulho agudo, mas nossa, tudo batendo palma aqui.
Ela protagonizou o último filme do Indiana Jones com Harrison Ford, tá?
Sim, é, o filme é ruim, aquele que ninguém gosta.
Não, não, tudo bem, mas ela fez. Ela escreveu o fodendo 007, Sem Tempo para Morrer, irmão.
Sem tempo, irmão.
E ela está simplesmente por trás da série da Tomb Raider que vai lançar no Amazon.
Simplesmente é só isso.
Não, calma, a Claire Clifford, perfeito. Ela fez uns papeizinhos pequenos ali em série britânicas, fez um episódio de Doctor Who, mas fez, mas ela fez uma série animada.
O nome do personagem dela no Doctor Who é Kind Woman. Você acha que isso é um personagem central assim? Kind Woman, ela aparece, mulher bondosa. Ela fez 3 episódios de His Dark Materials, a série que adapta os livros do Philip Pullman.
Mas ela está em Star Wars e como você pode ver essa é minha barra para definir quem é um ator de qualidade.
Ela tá em Star Wars? O que ela fez em Star Wars?
Ela fez uma série animada do Star Wars, um desenho aí do Star Wars, mas fez. Aí está me querendo demais porque eu não anotei isso, não tô com o Wikipedia aberto.
Doctor Who, Magicians Elephant, não tô achando não.
Dá um Ctrl+F Star Wars aí.
The Bad Batch.
Exato, aí ó, excelente.
É tão boa que você nem sabe o nome.
Não interessa, fez Star Wars. É, ó, vou te falar quem que tá no Star Wars. O Giancarlo Esposito tá no Star Wars agora, o Wagner Moura vai estar no Star Wars. É só gente, gente high level, pô.
Mark Hamill, oi, Mark Hamill tá no Star Wars. Alguns diriam que o Mark Hamill é Star Wars, né?
É Star Wars, é a única coisa que ele, enfim, não entremos nesse mérito. Tadinho do Mark Hamill.
Olha só, a Olivia Colman, que faz a— muitos personagens dessa série não tem nome, tá? A personagem principal, o pessoal chama ela de Fleabag, mas ela não é chamada de nada na série. O pai dela só é chamado de pai. Muita gente não tem nome, né? A madrinha, que é a namorada do pai nova, ela fez The Lobster. É um filme que dizem ser muito bom.
A madrinha, a madrasta, né?
No caso, não, a madrinha, o nome do personagem, que ela é madrinha dela.
Ah, tá.
Então, antes de ser madrasta, peço perdão. É um filme do A24, que é aquele, aquele estúdio bem famoso, né? Ela fez Paddington no Peru, filho.
Não, calma, ela fez Invasão Secreta da Marvel. Ela fez Ronca, que ninguém gosta, mas eu gosto desse filme, eu defenderei. Ela dublou Gato de Bota.
Ela fez a Mama Bear no Gato de Botas. Esse filme é muito bom, tá? É o mesmo filme que tem o Wagner Moura.
Sim, sim, ela protagonizou junto com o Anthony Hopkins o filme O Pai, que é excelente, faz chorar de tristeza, dor no coração.
No filme Os Mitchells Contra as Máquinas ela fez o Pau. Ela fez o pau, ela fez o pau.
Ela fez 3 episódios de The Bear, excelentes episódios para avançar personagens. Ela fez a série do Les Misérables, ela foi a fucking Rainha Elizabeth II em The Crown.
Olha só, ela fez Murder on the Orient Express.
Ela é foda, cara.
Olivia Colman é foda, é forte, né?
Não, ela é foda, ela é uma baita atriz, tá?
A gente tá baixando a A barra para ser foda é muito lá no chão, né?
Você quer uma curiosidade logo de cara já então?
Até duas.
O tapa que ela dá na Fleabag foi real, e a reação da Phoebe Waller-Bridge foi real porque ela não tava esperando que tomasse um tapão de verdade.
Da hora, da hora.
Que mais, que mais? Vamos ver, vamos rapidinho aqui. O Andrew Scott, que é o Padre Gostoso, que é só escrito como Padre Gostoso, e ele é o Moriarty. É o Moriarty, é o único ator famoso. Ele foi, ele foi o antagonista de The Whale, é, ele foi o antagonista de Alice no País das Maravilhas, ele fez um monte de filme bom. Ele é 007, o cara é bom, o cara é bom. Ele foi o Paul McCartney, então excelente. E a Waller-Bridge desenhou o personagem, escreveu o personagem pensando nele, ou seja, ela acha ele gostoso, tal como todos nós aqui no podcast.
Eu não achei ele tão gostoso não.
Você não acha ele gostoso?
Ele, a cabeça dele é meio quadrada, parece que ele tem, sei lá, parece uma caixa d'água.
Que isso, cara, já foi melhor, já foi melhor. Uai, o cara de cu que é o primeiro namoradinho, primeiro affair, né? Ele fez uma série bíblica, ele foi o pai do Batman na série do Pennyworth.
Ele fez umas séries bíblicas.
Fez, não saberei te dizer porque eu só anotei isso, mas se é isso. E para provar que ele é um ator de qualidade, Star Wars, ele fez Lego Star Wars. Exato, ele dublou um jogo do Star Wars. Excelente, excelente.
Essa é a barra.
É isso, é isso, é o que prova a qualidade das pessoas.
O Harry, Hugh Skinner, é o nome do Harry. Hugh Skinner, o Ars Holgai é o Ben Aldridge e o Harry é o Hugh Skinner. O Harry, o Hugh Skinner, ele fez o Príncipe Radovich Em The Witcher, aquele fez Les Misérables também, só que o filme, no caso, o filme do, com o Hugh Jackman.
E novamente provou na qualidade, fez um personagem aleatório no Star Wars 8. É, exato, exatamente. Ah, Abu, eu sei quem que ele fez no The Witcher.
Esse Príncipe Radovid é aquele, é aquele que foi transformado num bicho lá por maldição, lembra?
Não sei, não lembro.
É o pai da Siri.
O Radovid é o pai da Siri?
Acho que é o pai da Siri, não lembro.
Mas enfim, a Boo, que é a do café, a Jenny Rainsford, fez umas participaçõezinhas ali nos filmes do Ridley Scott. Deve ser amiga, ela aparece uns 4 filmes do Ridley Scott.
Jenny Rainsford.
O pai do Fleabag, Bill Paterson, ele fez simplesmente House of the Dragon, Sandman, Good Omens, Outlander.
Ah, ele fez o Bisbury.
E aí, cadê seu Deus agora?
É isso mesmo? Eu falei certo? É Bisbury, ele fez Bisbury.
Vai rajando. E ele vai estar no Tomb Raider também porque ele vai ser o mordomo da exploradora rica. Exploradora nos dois sentidos.
Ele fez um bispo no corte do diretor do Kingdom of Heaven.
Aí, ó, excelente, o cara é excelente.
É muito fácil de agradar, né? Ele fez uma voz sem ser creditado num episódio de Ted Lasso.
Excelente também. E aí, o marido babaca da Claire, o Brett? Ele fez, eu falei, Good Omens, Outlander, Sandman. O cara fez Sandman.
Ele gosta mesmo de fazer coisa do—
é que agora tá pau no cu do— como que ele chama isso?
Do Neil Gaiman.
Pau no cu do New Game. Tomara que ele—
de quem você tá falando agora? Do cara do banco?
É, vamos então. É, não, para o marido babaca da Claire.
Ah, ok, o Martin.
Eu não lembro o nome dele, mas enfim, que é o Brett Gelman. Ele simplesmente fez o Murray de Stranger Things.
Quem é Murray?
É um dos personagens principais das últimas temporadas, se você tivesse assistido.
Eu só assisti a primeira temporada.
Ele aparece lá pra terceira e começa a virar recorrente. Mas é isso, não tenho mais nada a falar. I rest my case, meritíssimo.
Você é muito fácil de agradar, né, cara? Que isso, cara?
Que absurdo. Vai tomar no seu cu.
O Buzz Rodent, que é o cara dentucinho lá, ele fez Paddington 2. Veja você.
Olha só, olha.
Podemos então?
Vamos, vamos entrar, vamos para dentro, vamos lá.
Começando então, primeira temporada, episódio 1. O nome do episódio 1 é Episódio 1, Veja Você.
Bom, episódio 1, a Fleabag, ela tá lá, tem um casinho, tá lá menininho, ela tem um casinho.
Acho que é logo no começo do episódio, né, que ela tem um, é a primeira cena. É importante notar que eu não sabia a gravidade das minhas ações e eu assisti os primeiros 2 episódios dessa série com a minha mãe.
Péssima escolha, parabéns.
Isso foi uma escolha que posteriormente eu me arrependi.
Você estava ciente disso, quero deixar claro.
Eu não estava ciente de nada.
Estava sim.
Eu sabia que tinha um personagem que chamava Hot Priest, só isso que eu sabia.
Não, não, não, eu já te falei que quando eu tava assistindo essa série eu fiquei com medo das pessoas acharem que eu tava vendo pornozão no celular, que eu tava assistindo na sala de descanso do trabalho. Então o senhor desmemoriou o que eu te falei e aí você se fudeu por causa disso. Mas enfim, então ela tá tendo ali um romancinho ali, um affair, né, uma One night stand, uma relação extraconjugal, apesar de ela não ser casada com o namorado.
Ela tá metendo chifre no Harry.
Perfeito, exatamente. E aí é o cara, o cara do cu que gosta de cu, aparentemente.
Foda-se, é o bonitão. Vamos chamar ele de bonitão, que é um pouco menos agressivo, né?
Tudo bem, perfeito, foi excelente. Que acontece, ela pega Ela tá precisando de grana por causa do— ela tem um café, certo? Ela tá precisando de grana para investir nesse café. E aí ela tá indo até o banco, e aí ela pega um ônibus, conhece o— como é que você falou o nome dele mesmo?
O bonitão? Não, o cara do ônibus é o Ratinho.
O rato, o ratinho.
No crédito ele aparece como Buzz Rodent.
O roedor do ônibus, o roedor do ônibus. E aí ela fala, nossa, que cara gata! Aí o cara sorri, ela fala, nossa, que cara feio! E mas acontece. E aí eles trocam uma ideia também.
O cara podia fazer alguma coisa a esse respeito, né?
Ah, cara, o cara depois fica julgando dentro da pessoa.
Põe um aparelho, velho, na moral mesmo.
Às vezes ele acha charmoso, pô.
Ele não acha. Ele mesmo fala depois que você não cresce na vida com dentes como esses sem perceber quantas pessoas estão fingindo. Ele sabe, pô, ele sabe.
É, então ele tá no vacilo mesmo. Poderia ser gato, mas infelizmente ele tem dois dentinhos. Enfim, aí ela vai no banco lá, faz um flash, ela faz um flashinho sem querer para o cara do banco. O cara tava quase caindo no papinho para investir no café. Ela fala não. Eu não vou ser comprado por mulheres.
É porque ele chega lá e quando ela chega lá ela fala, ah, obrigado por escolher a gente, a gente não tem tido a chance de apoiar muitos, muitos negócios chefiados por mulheres desde o caso que a gente teve de assédio sexual.
É, entendi, entendi, entendi. Eu não lembro mais, faz um tempinho que eu assisti, faz um ano mais ou menos.
Não dá valor ao ao trabalho do podcast, entendeu?
Que isso, cara. Isso. De qualquer forma, ela vai dar, porque esse episódio é mais para apresentar personagem, né?
Basicamente é mais para você se arrepender de ter assistido com a sua mãe mesmo.
Exato, exatamente, exato. E aí ela vai apresentar a personagem da Claire, que elas vão, eles vão, elas vão num teatro.
É para apresentar a dinâmica da família, né? Porque elas estão numa palestra de feminismo, basicamente, que o pai delas compra para ela sempre, para elas se encontrarem juntas, desde que a mãe delas morreu 3 anos atrás, 3 anos antes.
Perfeito, perfeito. E aí, depois disso, aliás, nesse meio tempo, eu lembro que a Fleabag tá usando uma roupa da irmã, uma parada dessa, com uma camisa da irmã. Elas dão umas brigadinhas, sempre estão brigando, mas se gostando muito.
Elas sempre estão Né, é mais, mais depois, né. No começo elas são mais tretadas, né.
É justo. E aí ela volta para casa, aí o pai tá com a madrinha dela, como você bem disse.
É, basicamente ela explica que depois que a mãe delas morreu, a madrinha dela se aproximou, e aí agora o pai namora com essa madrinha e não liga para as filhas, basicamente. É isso que ela fala, pelo menos.
E não é verdade. Eu não sei, eu acho que não é verdade.
Eu acho que é verdade, ele é vacilão para cacete.
É mesmo? Eu não lembro mais tanto assim, que ele não parecia ser tão vacilão quando eu assisti. Que isso, tá? A gente vai, a gente deve chegar lá, mas tudo bem. É beleza. Aí ela rouba uma estaltinha da madrinha, mas falta de tetas.
É, a madrinha é artista.
A madrinha artista meio pau no cu, completamente.
O Eric faz um tempo, então ele não tá odiando mais com todo o poder dele.
Não lembro mais as coisas que acontece, então é foda. Enfim, e aí ela volta para casa e lembra da sua melhor amiga, bu, que começou café com ela.
É, vai revelando aos poucos o que aconteceu com a amiga, né? A gente só sabe no início, a gente só sabe que a amiga morreu, e aí vai revelando aos poucos como ela morreu, por que que ela morreu e tal. Essa temporada ela gira em torno assim da primeira temporada, gira em torno da Boo, e a segunda temporada gira em torno da mãe, né, basicamente, que são as duas principais perdas da personagem principal.
Perfeito. E é isso, esse é o primeiro episódio, eu acho.
Exato. Aí no final ela explica para o cara do— ela vai na casa do pai. Para brigar com o pai e tal. E aí o pai meio que dá um gelo nela, ela leva a estátua. E daí depois disso, ela, quando ela tá no, no táxi, ela explica que a amiga morreu porque ela queria, ela foi se jogar numa ciclovia porque ela queria se machucar o suficiente para o namorado que tava traindo ela ir no hospital visitar ela. E ela dá um gelo nele, só que aí acabou que a bicicleta jogou ela na pista normal e ela morreu. E aí acaba o episódio.
Pisou o clima, hein? Pisou o clima.
Uai, essa série é uma série de pesadas de clima uma atrás da outra, irmão. Também, quando ninguém tá chorando, o pessoal tá se comendo. Você quer que eu faça?
É tudo as melhores coisas da vida, chorar e transar.
É chorar, é uma das melhores coisas da vida, ao mesmo tempo inclusive. Excelente. Eu vou ter que dar uma conversada com Com uma moça aí.
Que isso, cara?
Passa o número dela.
Aí, beleza. Episódio 2.
Episódio 2, que se chama?
Qual que é o nome? Ah, puxa vida, por essa eu não esperava. Bom, a Fleabag, ela tenta vender a estaltinha lá para ela.
Ela leva a estátua para o cunhado, que é o marido da Claire.
É já na festa ou não? Não, é no escritório do cara, né?
Isso, na casa deles. Aí basicamente, porque ela vai lá, ela usa a desculpa de que o marido da irmã tá planejando uma festa de aniversário surpresa para irmã. E aí depois isso acaba acontecendo de fato.
Perfeito. E aí ela encontra lá o Qual que é o apelido que você deu para o cara?
Bonitão.
Então ela encontra o Bonitão, e aí eu acho que nesse momento que ele se apaixona por ela, né? Não, que ele dá uma broxada, né?
Muitos episódios para frente.
Bicho, eu já não lembro mais nada então.
É basicamente, ela tá com ele lá, só que aí ela fica com saudade do ex e volta com o ex. E ela explica que toda, que eles terminaram, né, mas toda vez que eles terminam ele deixa uns negocinho, um dinossaurinho para trás para ter um motivo para voltar, e eles voltarem. E aí dessa vez deixou o dinossaurinho lá. Ela liga para ele, ele vai encontrar ela apesar dele estar num encontro com outra pessoa assistindo Cats na Broadway.
É um pau mandado. Uma coisa interessante dessa série que é tipo, a série não passa pano para Freebag, né.
Não, ela age de forma irresponsável, né, com certa frequência.
Não é? É, exato. Mas assim, dá para entender, tipo, é o que uma— não tô falando que é o que uma pessoa normal deveria fazer, mas tô falando que acontece com muita frequência. Perfeito.
A primeira coisa que ela fala para nós quando ela termina é que tipo, ah, ela tem umas 24 horas ou 48 horas, uma coisa assim, para transar com outras pessoas antes do ex voltar. Pois não é uma coisa que uma pessoa bem de cabeça faça, né?
Mas eu aposto que tem muita gente assim. E o mais que acontece nesse episódio, não lembro mais.
Não muito. Ela volta com o ex, só que aí ele fala que basicamente ela volta com ele, mas imediatamente quando eles estão se pegando lá, ela para de transar com ele para resolver o problema sozinha. E aí no dia seguinte ele decide que eles deveriam tentar guardar os toques um do outro apenas para o um do outro. Eles têm que fazer uma surpresa um para o outro por dia. No fim ela esquece que tem que fazer a surpresa, chega, decide fingir que tá vindo matar ele que nem no Psicose, dentro do banheiro.
O cara quase morre. E no fim, enquanto ela vai pegar um vinho, ele vê que ela pesquisou várias e várias e várias e várias e várias e várias coisas pornográficas no notebook. E aí ele termina com ela de novo. E dessa vez, dessa vez ele leva o dinossaurinho.
Ele leva o dinossaurinho. Eu não sei qual que era o motivo do término da outra vez, mas ser chifrado, suave. Pesquisou pornografia? Não, não, não, não, não pode.
É a gota d'água, tá ligado?
Ok, justo, justo, justo.
E não fica claro se ele sabe que ele leva chifre. Show! Episódio 3, que se chama Episódio 3. A Fleabag vai ajudar o Martin para encontrar um presente para Claire. Ele acaba Não sabendo exatamente o que comprar para ela. Ela recomenda uma coisa e o cara acaba dando a estátua que ela roubou da madrasta, né? Ela acaba não tendo ninguém para levar para festa, leva o ratinho do ônibus. E aí no fim ainda, quando eles estão conversando fora da festa, no dia do aniversário da irmã, o Martin vai lá e beija ela. Escroto.
E é isso, acho que esse é o episódio também, né? Episódio 4, olha só, foi rapidinho episódio 3. Vai lá, qual que é o nome do episódio 4? Episódio 4, o pai que faz aquelas paradinhas de comprar coisas para as duas se reconectarem, ele compra o, acho, para visitar um retiro em silêncio, né, que é só de mulheres.
Isso.
E aí elas estão lá, e aí elas conversam para caralho, não sei o quê, apesar de não poder. Esse episódio é bem legal, na real, né?
Ele tem uma dinâmica interessante.
Exato. E aí a Fleabag fala que ela roubou a estaltinha, a Claire vai falar para ela devolver. Aí no retiro tem uma sessão de homens em outro canto lá que é muito bizarro, parece muito tipo os caras que sobem na montanha, como é que chama? Legendários, os legendários, que é um monte de homem, sei lá, gritando com uma—
dá a entender que parece ser tipo aqueles negócios que é obrigatório, tá ligado, de retreinamento de cara que faz merda no trabalho.
Ah, é?
Me deu essa impressão, sim. É porque o cara, o cara do banco tá lá, ele fala que ele foi fazer porque ele apalpou o peito de uma colega numa festa do trabalho. Então dá a entender que é tipo esses bagulho obrigatório, tá ligado?
Mas a gente faz merda. O rolê ali é muito estranho, muito estranho. Também é um monte de homens esquisito, né? Então faz sentido.
Nós não faz essas coisas.
Não, mas nós é esquisito de outro jeito esquisito.
Ah, tá, desculpa.
Nós é o jeito certo de ser esquisito.
Ah, então. Qual que é o jeito certo de ser esquisito?
Nós. Ah, tem um podcast sobre a Bíblia.
Entendi.
Esse é o jeito certo de ser esquisito. Que mais? A Filipe e o cara trocam umas ideias, eles meio que se conecta ali.
Eu achei interessante porque ele é um momento bem, bem de conexão mesmo. Tipo, ele fala, ficam me perguntando o que que eu quero com esse seminário, então não sei o quê. O que eu quero é tipo ver minha esposa feliz, tipo voltar a morar com a minha esposa, não sei o quê.
Interessante. A Claire, ela fala que foi promovida, né?
Ela ganhou uma promoção para Finlândia, que aparentemente é o sonho dela, só que ela tá querendo recusar porque por causa do enteado dela e por causa do marido e tudo mais.
Aí a Fleabag fala, seu marido é um pau no cu, ele me tascou um beijão, que ele tentou me beijar, otário, lixo, no seu aniversário. E aí treta, treta das duas. Episódio 5, episódio 5, esse é o número 5 no caso.
Show de bola.
E aí no, aí é o episódio do aniversário da mãe, né, que eles vão fazer um almoço.
Isso, não lembro se é aniversário de morte da mãe ou se é aniversário, que seria o aniversário da mãe. Acho que é aniversário de morte da mãe, acho que é. Acho que é, ele fala, né, que ela morreu de câncer no seio, se eu não me engano.
É, e a Madrinha nesse episódio é insuportável, né?
Porque ela é insuportável em todos os episódios, mas nesse em específico ela tá—
é que assim, ela é uma boa atriz, né? Mas a personagem é terrível.
Ah não, ela é uma boa, ela é que nem o Joffrey, pô.
O cara que fez o Joffrey, eu odeio aquele cara, pô. É, não o cara que fez o Joffrey, né?
Exato. Mas quando eu olho no olho dele, eu, eu fico puto.
É que eu já conhecia ela, né? Então já conheci ela de lugares fofinhos, o cara, velho. Então, ah, cara, ela fez O Pai. O Pai é excelente, velho.
O quê?
O Pai, The Father, com o Anthony Hopkins, que o Anthony Hopkins tem Alzheimer. Nunca vi, cara. Excelente, mano. Assiste filme, é muito bom, velho, muito bom.
Eu não gosto desses filmes tristes, cara.
É triste, é triste.
Eu gosto de filme que eu assisto, fico feliz, pô.
Ah não, não tem graça.
Não tem graça ficar feliz? Por isso você gosta de chorar, mano.
Exatamente, tá vendo? Tudo encaixado.
Não, não é assim.
E beleza, aí eles estreiam lá, não sei o quê. Eu acho que é nesse episódio que a Fleabag toma um tapão da madrinha.
É nesse episódio.
Toma um tapão, a madrinha tá fazendo—
É porque a madrinha fala que quando ela bebe ela parece a mãe dela. E aí ela empurra ela, e aí a madrinha dá um tapão na cara dela, um tapaço que foi real.
E a reação da Phoebe Waller-Bridge não poderia ser mais real, como ficar atônita. E enfim, então acho que antes disso, né, a madrinha mostrou um bagulho bizarro de exibição sexual lá.
Ela vai fazer uma sexibição. Ela é artista, ela vai fazer uma exibição que tem foto dela pelada, tem o pênis, moldes de pênis de vários caras feitos em gesso, incluindo o pai da Fleabag, o namorado, o ex-namorado da Fleabag.
E mais papo de esquisito, tá? Papo de gente estranha.
Exatamente. Ia ter a tal da escultura, mas não tem. Que foi roubada.
É a escultura, aquela esculturinha que era para ter devolvido, a Claire volta atrás e rouba novamente.
Exato.
E aí a Claire e a Fleabag volta a se entender, e a Fleabag volta a namorar o bonitão, até um treco bonitão, né?
É muito bizarra a madrinha falando para o cara a cada 2 segundos que ele é muito bonito.
É coisa de pau no cu, né? Isso é coisa de pau no cu. Enfim.
E aí o episódio 6 é a tal da Sexibition.
Esse episódio é muito bom também, esse episódio é muito bom. Sim, deixa muito puto que a Fleabag ela foi convidada, né? Mas quando ela chega lá, faz ela de madrinha, faz ela de garçonete, de garçonete vagabunda.
E fica falando groselha para ela também, né?
Fica provocando o tempo todo e tal.
Ao mesmo tempo, também é nesse episódio que é que revela que a Claire voltou com o Martin.
Perfeito.
E também quando ela vai discutir o porquê que ela voltou com o Martin, ela fala que o Martin falou que foi o contrário, que foi a Fleabag que beijou ele. Mas eu sou sua irmã, por que que você não acredita em mim? Ela: ah, mas depois que você fez cabu E aí que a gente tem umas diquinhas durante os outros episódios, mas é aí que a gente descobre de fato a confirmação, né, de que foi a Fleabag que dormiu com o namorado da Boo, que fez com que ela morresse.
Perfeito. E aí nesse episódio a Fleabag é destruída, né, porque além disso tudo também, também o bonitão dá um pé na bunda dela. O pai briga com ela, o Harry aparece com a namorada nova, tem um nenê, não é?
Um nenê? É, não tá com nenê, ou não é nesse episódio? Ah não, é na segunda temporada que ele aparece com bebezinho.
Aí ele só tá com a namorada nova. Isso. Ah, se eu não me engano, a madrasta faz ela, a madrinha faz ela tentar descobrir qual que é o pau do pai dela, que é absurdo. Que mais, que mais, que mais, que mais? No fim ela fica bêbada, sai destruindo tudo. Aí o pai fala, vai para casa.
Ela sai lá e até começa a ter uma conversa com o pai que meio que parece que vai para algum lugar, mas aí a madrinha aparece e o pai simplesmente manda ela embora.
Entendi porque que você falou que ele é meio Paulo Kufa. Ele é, tá, tudo bem.
Mas enfim, no fim ela acaba encontrando, ela basicamente vai para o mesmo lugar onde a Boo se matou e quase tá nesse momento quando aparece o cara lá do banco, ajuda ela e acaba oferecendo para ela o empréstimo que ela precisa para salvar o café dela que ela tinha com a Boo, que tá quase no dia de berço. E essa é a primeira temporada. Bora fazer um apanhadão da primeira temporada agora que a gente já falou os principais tópicos, antes de mover para segunda temporada.
Lança braba!
Bom, essa primeira temporada não é minha favorita por motivos óbvios.
A segunda temporada é muito melhor, muito melhor.
Mas eu achei interessante essa, essa parte da exploração do luto, né? Tem muito Tipo, aos poucos você percebe que tem dois lutos um por cima do outro, né? Porque tem o luto da mãe ainda, depois por cima tem o luto da amiga. E tipo, é um negócio muito bem explorado, né? A Phoebe Waller-Bridge, ela constrói de uma maneira interessante, ela vai soltando aos poucos os porquês das coisas. A Fleabag vai, às vezes ela solta um negócio sem fazer uma piadinha, uma brincadeira, e aos poucos você vai entendendo o que tá acontecendo e tal. É uma boa temporada de TV, mas assim, não é excelente.
Eu acho excelente, eu acho excelente. A segunda é muito melhor.
Eu acho que ela vai se exceder mesmo, vai chegar no ápice mesmo na segunda temporada.
Mas cara, a Phoebe Waller-Bridge, ela escreve muito bem, cara, muito bem.
Essa jogada, né, dela de ter a personagem, porque essa Essa série ela é baseada numa peça, né, uma peça de uma mulher só. E essa jogada de ter ela conversando, quebrando a quarta parede e conversando com o público o tempo todo é bem interessante. Eu sempre gosto quando séries fazem isso. Por exemplo, no House of Cards, por exemplo, é uma jogada massa. Enfim, eu não assisti House of Cards, mas eu comecei a assistir, aí eu parei, e aí depois revelou que o Kevin Spacey é um corno, e aí eu não assisti mais.
Justo isso. Mas eu acho, eu acho complexo fazer isso, porque, cara, é difícil você quebrar a quarta parede sem ficar muito caricato, sem ficar meio, meio Deadpool das ideias, né? E eu acho que aqui funciona muito bem, cara. Inclusive na segunda temporada, que tipo, quando ela faz isso, ninguém Obviamente ninguém percebe que ela tá quebrando a quarta parede, mas na segunda temporada, já me adiantando, o padre percebe, cara.
É, ele percebe que, porque o que dá a entender quando a gente vê a segunda temporada, é que quando ela faz isso, na verdade ela tá tipo se distanciando da realidade, né? Ela tá indo para o mundinho dela. A gente é a cabeça dela, a gente é a mente dela.
Exato.
Então tipo, quando ela faz essas quebras, é quase como se fosse uma tentativa dela de tomar o controle da realidade, né? Porque na primeira temporada principalmente ela não tem nenhuma relação de verdade. Dá a entender que o único relacionamento que ela tinha era com a Abu. Abu morre um pouco por culpa dela, de certa forma. Ela tem um relacionamento com a irmã no começo da primeira temporada, tipo, muito distante. Ela não tem relacionamento com o pai, a mãe morreu, a madrinha/madrasta é uma arrombada.
Então tipo, o namorado, porque tipo a gente falou sobre ela trair ele e tal, não sei o quê, mas vamos lembrar que ele era um misógino do cacete também. Então tipo, ele fala tipo, ah, você não é que nem as outras garotas, você consegue acompanhar e dá uma batidinha na cabeça, entendeu?
Tipo, enfim.
Então ela não, ela não tem nenhum relacionamento de verdade assim. O único que ela tinha era com a Boo, e a Boo virou, né, camiseta de saudade. Então é esse jeito que é utilizada a quebra da quarta parede, é quase como se fosse uma tentativa dela de tomar o controle da situação, se afastando, criando um certo nível de distância daquilo que tá acontecendo, né, colocando quase como se ela tivesse contando a história para alguém enquanto a história tá acontecendo.
E isso às vezes dá ruim, né? Tipo, às vezes ela faz um comentário que não frutifica, né? Que tipo ela fala tipo, ah, tal coisa vai acontecer e não vai acontecer. Tipo, ela, por exemplo, no caso do Harry indo embora, ela fala tipo, ah, ele vai voltar. E aí ele volta e pega o dinossaurinho e ela fica, fica com xereca, né? Como diria o Cazé.
Perfeito, perfeito.
Mas enfim, eu acho que o que tem mais suco para a gente falar e o que dá mais conversa é a segunda temporada. Então bora pular.
Então, Boris, Boris, que eu já descobri uma das coisas que a Phoebe fez, a Phoebe Waller-Bridge fez para escrever o papel do padre.
O que ela fez para escrever o papel do padre?
Não sei se você ficou sabendo, mas tipo, ela conversou com um monge de verdade para trocar, tipo, ficaram vários Tem tipo um tempo assim trocando ideia sobre celibato, e o cara fala que celibato era um desafio diário, que era tipo um puta pesadelo para o cara, sabe?
Isso daí é só trocar de religião, cara.
Ah, mas é complexo, né, velho? É, não sei, velho, não faço, não sou celibata.
Acho que a gente vai ter opiniões controversas, eu vou ter opiniões controversas nesse vídeo, cara.
Nem os padres aqui no Brasil celibatários. E falou, eu vou ficar quieto para não tomar um processinho.
Mas tem uma amiga minha aqui que o marido dela traiu ela com o padre.
Então, viu, é esse o ponto, cara.
Mas a ideia é que seja celibatário, né?
Mas é um desafio diário e às vezes você falha.
Tantos incel por aí que são celibatários todo dia, né?
É verdade, mas é porque esses aí não tem, não tem opção, né?
Coitadinho deles. Você falou que tem dó, né, dos incel?
Que é isso, cara, calma lá.
Uma comunidade que é mal representada e mal entendida, foi você que falou isso?
Que isso, cara, calma lá.
Aquele dia mesmo não era você que tava passando aquela, ele é baixo assinado para criar o partido dos incel? Não era um negócio assim?
Não, não era Red Pill.
Ah, pode ir para—
você confundiu, cara, você confundiu. É que tá, eles estão juntos, entendeu?
É que você é mais black pill, né?
Porra, é black pill, mano?
Tem um cara mais sigma.
Ah, perfeito, você é perfeito. Eu sou— nem sei quais as pills que tem, mas foda-se também.
Eu sei que tem black pill, red pill, que é o podcast do Santinelli. Black Pill é uma filosofia pessimista e fatalística dentro da comunidade dos incel, que diz que a atratividade física e a genética determinam o sucesso romântico, deixando alguns homens sem poder na hierarquia dos encontros.
Ah, meus ovos!
Nem você, sua genética fez o quê? Cair seu cabelo, entendeu? Então você, você nunca vai encontrar amor.
É verdade, é verdade.
Você não tem cabelo, nem seu cabelo te ama.
Pois é, se lembra quem me amava?
Um abraço para todos os nossos seguidores carecas, alienando uma parcela dos nossos espectadores.
Mas bora para a segunda temporada, vai!
Segunda temporada, se adivinhar o nome do do episódio 1 da primeira, da segunda temporada, você ganha um beijo na boca.
Mas não é o episódio 7?
Não, chama episódio 1. É o episódio 7, mas chama episódio 1 porque é o episódio 1 da segunda temporada.
Ah, bom.
Você perdeu o beijo na boca.
Ah, mas assim, o que a Phoebe Waller-Bridge descreve bem, ela tava cagando pra nomear os episódios, né? Precisa, precisa, foda-se.
É que nem Friends, né? Aquele em que não sei o que lá, esse aqui é tipo aquele que é o episódio 1, porra.
Puts, o que que acontece no episódio 1 do—
então a gente vem um tempo depois, acho que é um pouco mais de um ano depois, 371 dias se não me falha a memória, e eles estão num jantar de família porque o pai e a madrasta vão casar. Basicamente, desde a última vez lá do último episódio da primeira temporada, a Fleabag não falou mais com a irmã. E a primeira vez que elas estão se encontrando, então tipo, enfim, então ali para festejar o noivado do pai. E junto da família ali, junto do Martin, da Claire, do pai, da madrasta e da Phoebe, da Fleabag, tem o padre que vai oficiar o casamento, que é o Hot Priest, o padre gostoso, padre gostoso.
E aí basicamente Ela tá muito de boa. Ela tomou algum, tentou melhorar de certa forma, tá tentando.
A vida dela deu um saltinho, né?
Tipo assim, o café tá de boa, aí não, relativamente bem. Ela não tá mais correndo atrás daqueles relacionamentos que não eram relacionamentos que ela tinha. Exato. Mas tá meio a moda caralho. Inclusive o próprio pai dela sai lá um certo momento perguntar, você não vai fazer nada de errado hoje e tal? Não sei o quê. Ela falou não, porque não importa. Tipo, ela tá num modo meio, meio foda. Só que aí ela acaba brigando com a irmã, porque a irmã não foi para, não largou o cara, né, que beijou ela lá.
E aí quando ela, quando a irmã sai, vai para o banheiro, e aí quando ela encontra a irmã no banheiro, a irmã, ela acha que a irmã tá teve a menstruação dela, mas na verdade a irmã teve um aborto espontâneo, né?
Que é pesadíssimo esse episódio também.
Enfim, o padre enquanto isso tá bebendo para porra.
Da hora, da hora, gosto.
Isso é uma das coisas que eu vou trazer depois quando a gente for fazer a discussão da temporada. E aí no fim ela tenta, ela convence a irmã de ir para o hospital, né? Porque, né, Só que aí quando a irmã vai pra mesa, a irmã simplesmente desiste. Parece que tá meio puta. Uma coisa que a gente talvez não citou é que o marido da irmã é alcoólatra. E aí eles meio que tão não bebendo juntos, entre aspas, só que o cara tá bebendo escondido.
E aí quando ela volta do banheiro ela começa a beber também, tal, e a Fleabag começa a tentar convencer ela a ir embora, não consegue, e aí ela acaba fazendo Brigando com todo mundo. E para tentar explicar o que tá acontecendo, ela meio que puxa para si o aborto espontâneo.
Ela fala que foi ela, né?
É. E aí o Martin, como a pior pessoa que existe na face da Terra, fala que basicamente zoa ela de uma coisa inzoável e fala que é como se fosse um peixinho, de um peixinho dourado, que se ele não quer ficar no no Aquário é porque ele sabe que não vai ser bom para ele ali, inadvertidamente humilhando a própria esposa. Mas mesmo se não fosse a própria esposa, é bizarro, né? E aí a Fleabag dá um socão na cara dele, vira um fuzuê do caralho.
Top 5 socão do cinema, 5 socões do mundo.
E no fim, depois de todo esse rolê, ela acaba conseguindo fazer a Claire ir para o hospital.
Episódio 2.
Episódio 2.
A Claire abaixa lá no café, no Guinea Pig Café.
O nome dele é Guinea Pig Café mesmo?
Eu acho que é, pô.
Não parei para reparar, mas o tema é de guinea pigs, né?
Mas agora eu vou ter que pesquisar, velho. Será que eu Só inventei o nome para o negócio. Eu acho que não tem nome não.
Acho que você tirou do seu botico.
Nome original do lugar inclusive é Village Café.
Village Café, é. Ah não, não, é Bold Café and Restaurant.
Era antigamente, era o Village, mudou, foi comprado, vendido.
Mas agora eu vi aqui um print da série aqui na frente dele, só tá escrito café.
A série, para quem quiser ir lá, fica na 20 York Rise. Ah, não sei falar isso aí, fudeu. Fui fazer uma graça, tomei no meu cu.
E se você tem dinheiro suficiente para ir num hotel, num café, só porque ele apareceu no Fleabag, apoia nós, não aparece.
Exato. Mas beleza. Aí a Claire vê que a irmã tá de boa, não sei o quê. Aí elas vão para casa do pai lá visitar o pai e a madrasta. A Fleabag é esculachada pela madrinha, madrasta, sei lá. A Claire fala para Fleabag, né, porque o Martin tá querendo meter um processo, meter, abrir um BO contra a Fleabag. E aí ela acha alguém para ajudar juridicamente a Fleabag nesse BOzão aí. Nice. Ela vai tentar tratar o tesão que ela tá sentindo no padre, porque no episódio 1 é o pai dela deu um voucher de sessão de psiquiatra.
Eu que eu tô falando que o pai dela é um arrombado assim, mas eu acho que ele faz na boa, na boa intenção, pô.
Isso que é foda.
E boas intenções, a estrada para o inferno tá cheia.
Não, perfeito.
Mas ao invés do cara falar com a própria filha, ele dá um voucher de sessão de Sessão de terapia. Fala com a filha, o filho da puta!
Essa pessoa não sabe se abrir, William. Aprende, mano, tem esse negócio de aprender a se abrir, não. Mas enfim, no primeiro episódio, a Fleabag, ela dá um, puxa uns traguinho lá com o padre. Acho que o padre fuma também, eu não lembro se o padre fuma, mas enfim, eles estão lá do lado de fora, eles estão bebendo nessa cena.
É, inclusive todas as cenas dos episódios da segunda temporada terminam com ele e ela conversando.
É, eles trocam uns flertezinhos e é isso. Então ela vai tentar, vai tentar resolver esse BO com o voucher da sessão psiquiátrica. E que psiquiatra vende voucher também? Faz sentido até, a primeira sessão grátis.
Não faz nenhum sentido.
Não, eu conheço alguns que dão a primeira sessão grátis.
Isso não é um voucher.
Não é um voucher, mas é quase como se fosse.
Não, porque ela fala que queria trocar o dinheiro.
Exato. Aí você tem um ponto forte.
Se eles dão a primeira sessão de graça, ela teria duas sessões, a de graça e a do voucher.
Aí você tem um ponto fortíssimo.
Eu tô sempre certo, como previamente estabelecido.
Ah, entendi, entendi. Mas em determinado momento ela acha o padre de novo e começa no flertinho ali. Eu não lembro o que que tava acontecendo exatamente.
Ela se voluntaria para trabalhar num evento lá da igreja.
Ah, é, né, que ele tá numa festa, tipo uma kermesse meio chata, meio, meio sem quentão, sem amendoim.
Tudo, tudo é pior lá nos Estados Unidos, né?
Mas não é nos Estados Unidos, é na Inglaterra.
Tudo é pior fora do Brasil.
Ah, perfeito, muito obrigado.
Não tem, não tem paçoca.
Eu não gosto de paçoca.
Por isso que você chora, mano. Deixa um comentário aí no Spotify se você gosta de paçoca.
Deixa um comentário no Spotify se você gosta de amendoim torrado.
Excelente, amendoim torrado é muito bom. Sabe o que que faz ficar melhor ainda? Você põe açúcar e paçoca ele, um formato de rolha.
Que açúcar, doidão? O negócio parece areia do caminho.
Sua bunda que parece areia, tá comendo areia, filha da puta! Se você tiver bebendo, nós vamos comer paçoca, filha da puta!
Que isso, cara?
Vai comprar vários tipos de paçoca, nós vai comer paçoca até você achar uma paçoca que você gosta.
Mas eu não gosto de paçoca.
Não interessa, irmão, eu tô te perguntando se você quer comer ou não.
Tá vendo a relação que é entre nós?
Eu mando, você obedece.
Entendi, entendi.
E aí ela vai lá, ajuda na festinha lá da igreja, e ele dá uma Bíblia para ela. Ela dá uma lida em umas partinhas lá.
Deus tá nas pequenas coisas, entendeu?
Exatamente. Quantos você tem de altura mesmo?
Eu tenho 1,70, olha só.
Aí, Deus tá em você, cara.
Exatamente, eu sou uma pessoa de Deus.
Enfim, episódio 3. A Fleabag vai ajudar a Claire com um prêmio lá do trabalho dela de mulher Women in Business. Ela acaba quebrando.
Ah, esse episódio é bom também.
Ela acaba quebrando a estátua que seria dada para mulher lá, para Belinda. E que que é usado no lugar? Logicamente que é a estátua de teta. Elas vivem roubando e devolvendo para madrasta. Quando ela sai para recuperar a estátua, ela acaba Trocando ideia com a mulher, e a mulher parece ser muito gente boa. Explica para ela uns bagulho da hora. Ela fala um negócio interessante lá, né, sobre como as mulheres vêm construídas com dor, de certa forma, por causa da, não só do parto, mas também da menstruação e tudo mais, enquanto os homens têm que ir atrás de dor e tal. Interessante, eu gostei desse monólogo dela.
É, não, esse episódio é bem bom, muito bom. Essa segunda temporada é muito boa, né?
Sim, mas é tipo assim, eu tava meio em dúvida sobre essa série nos primeiros 2 episódios da primeira temporada, mas a partir do terceiro já começa a melhorar bem. E aí quando chega na segunda temporada, aí realmente o negócio tá deslanchado, deslanchado. E como é bem curtinha, né, tipo não demora, não é que nem tipo The Office, tá ligado?
Mas é que é outra vibe também, né? Porque beleza, esse aqui é dramazão e tal, você dá risada, dá risada, mas a maioria dos episódios você quer se esmirilhar no choro, velho. A maioria dos episódios você fica, caralho, irmão.
É, então, mas o que é foda é que tipo os momentos que são tristes, eles são tristes, mas ela também tem muitos, como ela é uma comediante, né, e muitos momentos engraçados também.
É, então é tipo essa série, mano, essa série é muito boa, velho. Vai se foder isso aqui. Uma coisa que a gente não vai concordar com as notas, provavelmente, mas talvez, não sei.
Mas uma coisa que me pega muito dessa série que eu achei interessante, parou para pensar que essa série tem um humor muito feminino?
Não, pô, para caralho, velho. Essa série, cara, essa série é tipo, ela é muito A ideia por trás dela talvez é muito feminista assim, até por ser escrito por uma mulher que, se eu não me engano, a Phoebe Waller-Bridge, ela é envolvida com esse tipo de coisa, se eu não me engano.
Mas eu nem digo nem na questão do feminista, mas na parte do feminino mesmo. Tipo assim, ah, tipo, muitas vezes quando tem humor sobre mulheres em séries em geral assim parece que é um humor sempre meio que rebaixando elas. Não só rebaixando, mas tipo tem um certo tipo de humor, um humor que às vezes não chega nessa, tipo nessa série tem muito humor tipo, ah, eu acho que se eu tivesse peitos maiores eu seria, eu não seria uma tão feminista.
Ah, aquela, aquela do episódio 2, se eu não me engano, que tipo, ah, quem aqui trocaria 10 anos de vida pelo corpo perfeito? E ela e a irmã levantou a mão. Tipo, tem um, pelo menos do meu ponto de vista, parece que tem uns momentos muito assim de humor. Tem um humor que se eu tivesse escrevendo eu não falaria porque eu me sentiria desconfortável de falar pelas mulheres. Mas como aqui são mulheres falando pelas mulheres, parece que tem um humor bem assim, sabe? Bem, pelo menos me parece ser algo muito relatable, né?
Ok, acho que faz sentido sim.
Humor de Tipo, quando ela tá no mercado e ela vai para pegar o AB, e aí ela vai para pegar um normal, ela troca pelo grande, e aí ela vê o cara lá, o bonitão, e ela troca de novo pelo normal, tipo, por vergonha. Tipo, uma coisa que um homem nunca, tipo, nunca vai pensar nesse bagulho. Você acha que eu vou olhar para o tamanho do AB que tá na mão da mina?
Aí outra também é essa piada só é possível Porque é uma mulher escrevendo, tá ligado? Porque tipo, não sei, velho, você pensaria em qualquer coisa assim? Porra nenhuma, jamais, mano.
Mas é interessante, tipo, dizer desse relatable assim, porque não é um negócio que tipo assim, a gente entendeu a piada porque é piada, a gente não é animal também.
Exato. Mas não é uma piada que que pega a gente da maneira como talvez foi intencionada para ser pega, entendeu?
Sim, sim.
Eu acho que faz muito sentido isso que você falou assim de ser—
e eu fico pensando que muitas vezes quando a gente vê um negócio que é tipo assim, ah, isso aqui é uma história humana, na verdade muitas vezes é uma história meio que masculina, né?
Masculina. Faz sentido, faz sentido para caralho, né?
Tipo Eu lembro que a gente, bom, eu gosto muito, eu acho que você também, Racionais. E aí tem, você gosta mais do que eu, mas de fato. E aí tem umas horas que o Mano Brown manda uns bagulho que ele fala tipo, ah, nós que é preto, não sei o quê, não sei o que lá. E você tipo, você fica meio tipo, eu deveria estar cansando isso?
É, tem umas paradas dessas.
E aí tipo, tem uns bagulho nessa série que você fica tipo assim, São momentos em que às vezes é muito raro que quando a gente tá assistindo alguma peça, algum pedaço de mídia, e talvez a gente esteja falando coisa tipo muito óbvia aqui, mas é muito raro a gente assistir uma mídia não é feita para gente como homens de classe média, brancos e tal. Então dá um leve desconforto, né? Mas é interessante, é um desconforto, mas diga assim, tipo, tira a gente de uma inércia de tipo tudo é feito para gente, tá ligado?
Um outro pedaço de mídia que fez isso comigo, mas não tanto quanto Fleabag, nem nada fez tanto quanto Fleabag, mas tipo foi o filme da Barbie, por exemplo.
Excelente também, excelente também, sim, da Greta Gerwig. Mas eu acho que tem uma parada disso que tanto do Fleabag quanto da Barbie, enfim, que a gente entende muito do superficial, sabe? Que a gente não tem, não tem a experiência do que é, do que é ser uma mulher no nosso mundo, porra.
Em nenhum mundo, no caso.
Em nenhum mundo, exato.
Mas a experiência de ser mulher em algum outro mundo aí, você tem um char feminino no World of Warcraft?
Eu tenho, cara.
Entendi.
Érica, a parada é que a gente, eu acho que a gente não consegue entender no 100%, sabe? Para a gente, tipo, eu acho que tem níveis de pessoas. Então talvez para a gente é um pouco mais fácil entender, porque a gente, querendo ou não, a gente tem algumas pautas e tal. Não vou pegar o bagulho para a gente que não faz sentido. É, exato, é isso que eu quis dizer. Mas não dá para entender 100% das paradas.
Não é para nós, e tá tudo bem, tá ligado?
Mas dá para aproveitar também e falar que é muito bom, porque é parente se feito.
Parente se feito. Vai lá, vamos para o episódio.
A gente já tava no episódio 3. Eu acho que depois dela falar com a mulher do bar lá, que foi onde a gente começou essa conversa, ela vai lá trocar ideia com o padre. Aí o padre começa a se questionar sobre sobre não poder, né, fazer as coisas. Eu acho que é nesse episódio que também eu tenho o bagulho caindo lá. O bagulho caindo, tipo, tem uma hora que cai um bagulho assim e ele fala, ah, eu adoro as piadas de humor. É mais para frente?
Não, não, é para trás.
É para trás? É no 2, porque era um momento que eles estão meio no flerte, né?
Ah, isso é mais para frente. Tem duas vezes. Essa vez que ele fala, eu adoro quando ele faz isso, é quando ela vai no—
aquela fala que é ateia.
Isso. E aí o bagulho cai. Essa vez que eles estão se pegando é no próximo capítulo, no próximo episódio, mas ele não fala, eu adoro quando ele faz isso, só sai andando. Eles estavam indo para o fight dentro da igreja. Isso é uma das coisas E também comentarei sobre depois.
Vai lá, vai lá, episódio 4 então.
No episódio 4 eles dão um rolezinho, né? Eles vão num, eles vão numa reunião de Quakers. Os Quakers, eles são um grupo de cristãos que ainda existe lá nos Estados Unidos. Sabe aquelas, avena Quaker, o tiozinho que aparece no negócio de aveia? Cipózinho, ele é um Quaker. Então eles são um grupo religioso cristão, mas eles são separados, eles têm suas próprias tradições e tal. Uma delas é aquele tipo estilo de culto que a gente viu lá, né?
Eles ficam sentados em silêncio ao redor em círculo, e aí qualquer um pode falar se for tocado pelo espírito. É justamente quando tem aquela piada que a gente falou, né? Tipo, ah, eu sinto que se eu tivesse peitos maiores eu não seria tão feminista. Coisas assim que ela fala. E eu acho interessante esse negócio dos Quakers. Se tivesse algum lugar de Quakers aqui por perto, eu gostaria de ver qual é. Vai que o espírito toca meu coração.
É, exato.
Não sei, tipo um Zemesh do bem, mais ou menos. É uma ideia parecida assim, são grupos meio que separatistas ali que tem seu próprio rolê, né, seccionários.
Mas eles, assim, é óbvio que do bem e do mal são termos que Não faz, não faz sentido. Mas é, até onde eu sei, o pouco que eu sei, a maioria vem de você, se eu não me engano, os Amish são meio pau no cu, né? Ah, então esses aveia aí são tipo isso também?
Não, não, eles não são tipo dessa vibe de separada, porque os Amish eles se separam do resto da sociedade e eles não utilizam tecnologia, né? Os Quakers, eles só são uma subdivisão ali do rolê, né? Existia outros grupos, os Quakers, tinha os Stompers, são um movimento cristão. Eles não são tipo— inclusive, uma das coisas mais interessantes deles é que tipo nos Estados Unidos, quando você vê aquele pessoal que é— não sei se você já ouviu falar de opositores éticos ou uma coisa assim.
Aquela galera que se opõe religiosamente e aí consegue não ir para guerra quando é convocado, geralmente eles são Quakers. E os Quakers, eles são pacifistas, eles não se envolvem em conflitos. Os Amish, eles são mais, eles separam do resto da sociedade, né? Os Quakers não, são um tipo de cristão ali que existe e tem umas práticas mais diferenciadas ali. Mas nada extremista, pelo menos do que eu conheço.
Da hora, da hora, tudo bem.
Na verdade não chama Quaker, né? O nome é Sociedade Religiosa dos Amigos. Mas enfim, e eles não têm uma teologia específica também. O tipo de teologia que eles têm varia de lugar para lugar. Então pode ser que tem alguns que sejam mais progressistas, outros menos. É igreja que nem uma igreja evangélica, tem uns que são top, tem uns que são uns idiotas completos. Ok, ok, pode falar isso?
Pode. Eu já falei isso em vários episódios, mas vai lá, vai lá, vai lá. Então o que acontece, eles vai lá na reunião da Veia, depois ela fala que tem que abrir o café e ele vai junto.
E aí quando ele começa a perguntar sobre ela, ela começa a fechar ele para fora do negócio, né? E aí eles têm uma briguinha. E ele vai embora.
Perfeito. Aí à noite, à noite ela desliga o freezer, vai rezar na igreja.
Aí o padre começa a ouvir música e vai atrás da onde tá vindo a música, e o padre tá lá enchendo a cara, bebaço, bebaralhaço. E aí ele acaba convencendo ela a fazer tipo uma confissão. E aí Quando ela acabou de abrir o coração para ele, confissão na mão, calcinha no chão, calcinha no chão. Também falarei sobre essa cena depois, que essa cena me incomodou. Ih, rapaz, não do ponto de vista de escrita, do ponto de vista do personagem.
Enfim, e só que aí essa é a hora do que você falou, né? Eles estão quase indo para o fight, um quadro cai dentro da igreja e ele intervém. Deus intervém é forte, né? O quadro cai.
Não, Deus empata foda, caralho.
Antigamente Deus mandava fogo do céu, agora a intervenção dele é de ubaquádruplo.
Antigamente Deus permitia o sacerdote pegar quem quisia.
Exato, é verdade, é um ponto.
Deus tá poucas ideias, mano, você é louco.
Poucas ideias. Vamos para o próximo episódio?
Vamos lá, episódio 5. 5, o padre Ele vai lá falar pra galera que ele tá— ele não fala que ele tá perdidamente apaixonado pela Fleabag, mas a gente sabe que é verdade. Rapaziada, meu irmão foi atropelado por um bonde, meu cachorro comeu minha Bíblia, não vou poder mais, não vou poder mais fazer o casamento de vocês, meu cachorro comeu meu Deus, meu Deus, cachorro comeu meu Deus, meu Deus, enfim. E aí depois ele mete pra Fleabag lá que ela não pode mais ir na igreja, vai ficar longe de mim. Sai!
Aí, ah, eu gosto de mulher, tenho dojo.
Enfim, aquele é um negócio do cabelo da Claire, meio foda-se, né? Acho que não avança muita coisa na história, não lembro.
Mas é uma cena muito engraçada, é uma das primeiras cenas que eu assisti do Fleabag.
Aí, do TikTok, né? Seu tiktoqueiro safado.
Eu sou jovem, né, cara? Você olha pra mim, você pensa, putz, esse cara aí, pô, no máximo 16 anos.
Aham, perfeito. Em cada perna, né? Só se for.
A perna tá rindo de mim. É. Pô, quanto que é 16 mais 16? Eu não tenho 32 não, seu palanerculo.
Você tá muito quase, cara.
Você é mais velho que eu.
A gente tem a mesma idade, irmão.
Não tem não. Quando você nasceu, eu não tinha nascido.
É, faltava 5 meses.
Exato.
4 meses, né?
Nem 5. Exatamente. Muito tempo, porra. 4 meses dá para fazer coisa para caralho, filhão.
Dá, dá para comer papinha e engatinhar no chão.
Exato. Nem isso, na verdade. Nem papinha, tá maluco? Com 4 meses vai comer papinha? Tem que amamentar até os 6.
Eu não faço ideia de como cuida de uma criança, cara. Você não tá entendendo.
Lamentável.
Mas enfim, papinha, eu não sei o que que uma criança come.
Leite do peito.
Tô maluco, mas uma Coca-Cola assim só para dar o gás, uma coquinha zero, uma coquinha zero, pô, um gelo, gelo de limão, excelente, pô, excelente.
Não, pega, pega o leite do peito e faz um milkshake, já estamos, vaca preta, pô. É, faz uma vaca preta, maravilhoso.
Enfim, a Claire começa a falar que quer terminar com o Martin porque o Martinho arrombado. A Fleabag depois ela recebe uma visitinha do padre, aí ela fala, ai, ai, ai, ui, ui, ui, eu tô apaixonado. Aí eles metem o louco, mete também, e é isso. Esse é o episódio 5. Tem mais alguma coisa?
Episódio 5 é transa e é isso.
Episódio 6, último episódio da série, que é o para acabar com gostinho de quero mais.
É, mas não terá mais outras temporadas, provavelmente.
É, eu ouvi, eu sei que teve uma entrevista que ela falou que não, tipo, ela não descarta voltar para fazer a Fleabag, mas ela quer fazer isso quando ela tiver lá para os 50 anos de idade, tá ligado? Que não tá tão longe, para ser sincero. A Phoebe Waller-Bridge é muito bonita, muito jovem, mas ela tá com 41, então é daqui 10 anos, quem sabe.
Porra, um 41 de respeito, hein?
Porra, para caralho, velho! É que agora o senhor tá nos cuidadinhos para elogiar pessoas, né? Tô ligado. Não, nos últimos episódios era só barbaridade. Isso é, mas enfim, ela não tinha 41 anos quando ela fez também a série.
Ela tem 41 anos agora. A série, a primeira temporada saiu em 2016. É segundo em 2019. Então na primeira temporada ela tinha 31 e na segunda ela tinha 34.
Mas de qualquer forma tá cuidando bem da aparência. Exato. Enfim, ela tem essa intenção de voltar quando tiver uns 50 anos mais ou menos. Eu tinha visto isso, mas não é certeza, né? Enfim, dia do casamento, a Freebag acorda junto com o o padre, ela devolve a estaltinha. E aí ela descobre que a estaltinha é baseada no corpo da mãe da Fleabag. É esquisito, é meio esquisito de fato.
E a mãe da Fleabag tinha potência então, né?
Você viu? Você fala, não, essa estaltinha é de uma deusa grega. Não, mãe.
É meio esquisito inclusive, né? Porque a principal característica da da estátua que todo mundo da série fala são os peitos. E a mãe da Fleabag morreu de câncer de mama, né?
É verdade, é verdade. A Claire fala: não quero mais o Martin. Fala para o Martin que não quero mais o Martin.
Calma, calma.
Ah, não é isso não?
Ela vai com o Martin no casamento, mas depois acaba revelando para ele que era dela o coiso, o miscarriage, o aborto espontâneo, e acaba falando que se sentiu sentiu aliviada porque não queria ter um filho dele, porque nesse meio tempo que ela falou, né, é mesmo, tem esse tapão na cara aí do cara. E desde o começo da temporada mostra que apesar de tudo ela tinha pegado o trabalho na Finlândia e tava indo e voltando, e ela tinha conhecido um cara lá que ela tinha se apaixonado também.
E acaba, ela acaba terminando com o Martin para ir atrás do cara que se chama Claire também, é que aparece aqui no episódio lá da premiação lá que a gente falou.
Isso é muito bom episódio aqui, lá no casamento cada vez mais mostra que a Madraça é uma idiota completa. Ela fica colecionando amigos que ela acha diferentes, então uma pessoa, uma pessoa surda, uma pessoa, uma moça lésbica, bibibi, dá vontade de bater nela.
Perfeito.
E ela fala para quando a Claire revela que o aborto espontâneo tinha sido dela, Ela fala pra ela ir pra cozinha pra conversar sobre isso, pra não tirar a luz dela. Totalmente... Totalmente lelé, a cabeça.
Veio uma coisa na minha cabeça, eu vou cortar. Totalmente cagado, as ideias. Conveniente, babaca, pau no cu.
É seu centro das atenções. Mas enfim, aí a Fleabag acaba convencendo a Claire a ir atrás do cara lá, do tal do Claire. E fica sozinha. O padre tá ali tentando decidir se ele prefere ficar com Deus ou com a Fleabag, o que falaremos mais sobre isso mais para frente. Não faz sentido para mim. No fim tem o casamento, tudo lá bonitinho. Quando ela vai para ir embora, o padre fala que vai continuar sendo padre mesmo e eles terminam amigavelmente.
Uma coisa que aparece, heartbreaking, heartbreaking, porque é o único relacionamento saudável que ela tem na série inteira. E além disso, agora ela no final da série realmente elas ficaram bem unidas, né?
Mas, mas o cara, toda a construção da cena, tipo, dele se declarando um para o outro assim, ah, Eu te amo, eu também te amo. Cara, pesado, é pesado.
E uma coisa que tava sendo falada na série inteira é que o padre tem medo de raposa. Todo lugar que ele vai, ele vê raposa. E a Fleabag nunca vê a raposa. E aí depois que eles terminam, ela vê a raposa e aponta o lado que ele foi pra raposa seguir ele. Já que a gente já tá no final, esse é o final da série, acho que vale a pena começar exatamente daí. O que que você acha que É a raposa.
A raposa é Satanás.
Que isso, cara?
Não sei, mano, que tipo de pergunta é essa, velho? É para ser Deus?
Então essa é a controvérsia, né?
Porque o cara tem medo de Deus. É normal as pessoas terem medo de Deus. Esqueci disso.
É porque tipo, a raposa, existe um conceito na, que é o hound.
O cachorro de Deus, cachorro do paraíso, exato, cão de caça do paraíso. Ah, perfeito.
É baseado num poema de 182 linhas do poeta Francis Thompson e basicamente virou meio que uma referência à forma como o amor de Deus persegue a alma humana. Digamos assim. E aí eu vi algumas pessoas falando que a raposa pode ser isso assim, se a gente olhar no poema. Eu fugi dele, dele com D maiúsculo, né, durante as noites e durante os dias. Eu fugi dele nos arcos dos anos, eu fugi dele dentro de caminhos labirínticos da minha própria mente, e na névoa das lágrimas eu me escondi dele e fugi sobre suas risadas, enfim, etc. e tal e tal e tal.
E ele constrói toda essa ideia de que o amor de Deus tá sempre te perseguindo e sempre indo atrás de você, mesmo que você fuja do amor de Deus, ele tá sempre atrás de você. E isso é baseado em certos salmos que falam sobre isso, né? Por exemplo, O Salmo, o Salmo 139, que diz, 139:7-10: Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás. Se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.
Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser de certo que as trevas me encobrirão, então a noite será luz à roda de mim, etc. e tal coisa. Então existe essa ideia de que Deus tá em todo lugar e ele tá sempre próximo e tudo mais. E uma das coisas que eu vi o pessoal falando é que possivelmente a raposa seria, seria talvez o amor divino, e o padre tava sempre próximo de, mas que a Fleabag não conseguia ver.
E aí quando ela finalmente, finalmente tem um relacionamento verdadeiro ali e tal, que ela finalmente consegue ver esse bagulho e tal. Eu não sei se eu concordo 100% com esse ponto de vista. Eu acho interessante, mas a raposa ela é um animal muito específico, né, na mitologia. Ele é um animal que geralmente é associado com truque, com tipo sabedoria natural assim.
Tá falando que Deus não é sábio naturalmente?
Não, ok, ele pode, ele é onisciente, né, dependendo para quem você perguntar. Mas por exemplo, a principal raposa que a gente conhece da mitologia é o Reynard, né, que é uma, a Reynard the Fox é uma série de histórias que fala sobre o Reynard, que é um trickster basicamente. E eu acho que talvez exista esse componente sim do Hound of Heaven, mas eu acho que talvez ali a raposa seja meio ambígua assim, se de fato aquilo é uma representação divina mesmo, ou se, ou se é uma enganação, se é algo, se é algo que se disfarça de divino, né?
Porque a raposa é vermelha e a cor vermelha geralmente na religiosidade é representada com com Satanás e tudo mais.
Viu? Eu tava certo o tempo inteiro, velho.
Enfim, você quer fazer comentário sobre a segunda temporada antes que eu comece a reclamar?
O it will pass é doido. Ela fala que ama ele, ele fala vai passar, vai passar, vai de fato passa. Uma hora tudo passa, até uva passa. Caramba, nós é, nós tem 30 anos de idade, basicamente.
O que me incomoda, na verdade, primeiro de tudo, eu duvido muito, isso pode ser só coisa da minha cabeça, mas eu duvido muito que uma pessoa que realmente seja, e ele tecnicamente ele é, ele tem a fé dele de fato, né, o priest. Eu duvido muito que uma pessoa que realmente, realmente seja católica e tem ali ainda fé transasse dentro de uma igreja. Aquela cena é muito esquisita do meu ponto de vista, irmão. Eu nem vou na igreja mais, mas eu, eu, para mim parece um bagulho muito absurdo, irmão.
Você é muito católico, cara, parabéns.
Não, mano, porque, mano, é uma igreja, velho, mano.
Mas não tem essas paradas, velho? Não, de vez em quando tem respeito. Não, beleza, supostamente teria que ter respeito.
Mas ele, ele tem fé, não tem? Então ele teria que ter respeito, pô.
Mas ele tava bêbado, não quer dizer nada também. Nunca fiz nada de errado bêbado. Exato, isso é conversinha.
Tipo, mas uma coisa que primeiro de tudo que a gente tem que trazer é que claramente o Priest é um alcoólatra, né? A primeira vez que ela vai no escritório dele Eles estão tomando chá, ele fala tipo, ah, quer tomar um gin e tônica? Ah, se você quiser eu tomo também. Ah, não sei o quê. E aí ele vai, pega um gin e tônica. No dia, no primeiro episódio que ele aparece, ele tá bebendo para caralho lá no restaurante. Depois, quando ela encontra ele na igreja nesse dia, ele tá bebendo para porra e tem cerveja, cerveja não, tem bebida escondida no escritório inteiro.
Ele bebe o vinho antes de Ou não, eu tô viajando antes de abençoar o vinho lá.
Não lembro dessa cena, eu devo estar confundindo com outro negócio que nós assistimos. Mas enfim, e eu acho que porque ele parece ser uma pessoa dogmática para você, uma pessoa que tipo passa a impressão para você na série de que ele é uma pessoa que se preocupa com os dogmas da Igreja Católica. Não. Então por que que esse filho da puta não podia se transformar num padre anglicano que pode casar?
Se a preocupação dele é ficar com Deus, porque ele começou desde pequenininho, ele começou desde pequenininho.
Ele falou que ele encontrou a igreja velho.
É verdade, ele fala que ele encontrou a igreja velho.
Eu acho que talvez ele então não conheça muito, pô. Então fode, pô. Para ser padre na Igreja Católica tem que fazer faculdade de teologia e de filosofia.
É, ok.
Eu acho que é meio de vida isso daí. Eu gosto muito do personagem. Principalmente que eu gosto do ator, mas eu não acho que talvez ele tenha feito isso de propósito, mas eu acho que ele tá usando Deus como muleta para não se abrir emocionalmente.
Cara, faz sentido, faz sentido. Dito isso, dito isso, spin-off do Padre Gostoso.
Ah não, com certeza tem, pô, chama Sherlock.
Ah, perfeito.
Depois que ele largou a patina e começou a Em vez de querer pegar Fleabag, começou a querer pegar o Benedict Cumberbatch.
Acho válido também, por que não?
Mas tipo, eu não sei lá, cara, porque tipo assim, por isso que eu falei do negócio do respeito, porque tipo, se você é uma pessoa que— eu não consigo imaginar fora da Igreja Católica, porque eu me identifico muito com a entidade, pipipi popopó. Tipo, todas as cenas que aparece com ele fazendo alguma coisa da igreja, ele parece estar meio puto ou incomodado. Tem esse negócio dele começar a pegar mina dentro da igreja, mas ele gosta o suficiente da Igreja Católica para não abrir mão de uma pessoa que hipoteticamente ele ama. Sei lá, cara.
Ok, eu não sei dizer, velho.
Não sei dizer.
Como todos, o que mudou, mas nada está igual. Como tudo que envolve catolicismo, religião e tal, eu tenho zero experiência. Eu não faço ideia do que é tá dentro da Igreja Católica, no sentido de tá lá realmente, sabe, para viver o bagulho.
É um bagulho do tipo, eu não vou em igreja nenhuma, mas se algum dia eu for na igreja, eu vou na Igreja Católica. E tipo, eu entenderia o lado dele se ele demonstrasse um pouco mais de se importar com o fato de ele ser um padre católico, tá ligado?
Sei lá, eu acho que deu para entender sim seu ponto de vista.
E até do meu ponto de vista, porque tipo, se fosse eu no lugar dele, eu viraria anglicano, pô. Eu não vou abrir mão do amor da minha vida para fazer um bagulho que eu posso fazer o bagulho muito parecido, só que os dois, tá ligado? Não precisa ser anglicano, você pode virar um pastor batista. Você pode virar um pastor, um pastor metodista. É que o mais próximo, na minha opinião, dos— porque basicamente a Igreja Anglicana, o que aconteceu foi que o Rei Henrique VIII queria se divorciar, o Papa não deixou, ele foi, criou a igreja dele nova, basicamente falando para todo mundo que era da igreja normal, da igreja normal é foda, a Igreja Católica na Inglaterra falou, ó, você quer ficar e virar anglicano ou você quer ser exilado para fora do país?
Então tipo, as igrejas anglicanas na Inglaterra são ex-igrejas católicas. Os primeiros padres da Igreja Anglicana eram ex-padres católicos. Então tipo, a Igreja Anglicana é muito parecida com a Igreja Católica, mas tem algumas diferenças. Por exemplo, o fato de que atualmente, se eu não me engano, eles estão ou podem ou estão no caminho de poder ter bispas. E que nem eu falei, eles podem casar. Então, tipo, na minha, no meu ponto de vista pelo menos, parece que a igreja mais próxima da Igreja Católica onde você pode casar é a Igreja Anglicana.
Então sei lá, cara, eu, eu acho que, eu acho que de certa forma ser padre é uma desculpa confortável para o cara não se abrir emocionalmente Uma desculpa que ninguém vai questionar. Tipo, você falar, putz, eu me apaixonei por você, mas não posso porque eu sou padre, não vou deixar de ser padre. Ninguém vai falar, pô, você é vacilão.
Mas todo mundo vai aplaudir, inclusive, né?
Exato. Mas é meio de vida, caralho.
Ok.
Tipo, essa própria, esse próprio negócio da— eu sempre achei meio escroto esse negócio do celibato pra Igreja Católica, inclusive, porque tipo não tá na Bíblia, né? A gente tem aquele negócio, a gente já falou aqui sobre o Paulo, né? O Paulo era completamente lelé.
O primeiro, o primeiro red pill incel da história.
Exato. E tipo, ele era favorável a tipo ninguém ter filho, tá ligado? Ninguém casar, ninguém porra nenhuma. Mas é porque ele achava que Jesus estava voltando dali 3 minutos, pô. Então a ideia dele é todo mundo permanecer como tava quando recebeu a boa nova.
E aí acabar com a espécie humana.
Não, mas é porque, tipo assim, ele acha, porque uma das passagens do evangelho fala que existem pessoas que estão aqui vivas nesse momento que não terão morrido ainda quando eu voltar. Então, tipo, os primeiros cristãos, a ideia deles é que Jesus ia voltar, pô, no máximo 100 anos. Então, do ponto de vista do Paulo, era tipo assim, mano, nem faz nada, pô, espera, espera Deus voltar e nós resolvemos o bagulho, tá ligado? Então ele pregava completa abstinência, e quem não conseguisse fazer a completa abstinência, casa, e aí só transa só para manter esse, essa, para manter essa luxúria aí sob controle, entendeu?
Ok.
E aí é em cima dessas escritas do Paulo que é baseada essa, essa ideia do celibato para os padres e bispos da Igreja Católica e tudo mais. Mas enfim, eu nunca vi muito sentido. É um dos sacramentos, né, o sacramento da ordem. Você assume certos, da mesma forma que quando você assume o sacramento do casamento, do matrimônio, você assume certos compromissos. Os cara assume certos compromissos, tecnicamente eles casam com a igreja. Mas sei lá, eu acho que o que o priest usa isso aí de muleta, cara.
Mas será que não é talvez uma falta de cristianidade, cristandade, da própria, cristianismo da própria Waller-Bridge, porque ela é ateia também.
Mas de que forma você disse?
Tipo, de não ter um conhecimento de como funciona realmente. Assim, imagino que talvez deva ter, talvez ela foi atrás, mas ela não tava conversando com monge lá que você falou? Então ela conversou com monge, mas era monge, não era um Padre católico?
Tem monge que é padre.
Ah, então não sei dizer.
Tipo, você pode ser, você recebe a ordem, você pode ser ativamente um pároco, você pode ir para uma paróquia e ser o padre daquela paróquia, mas você também pode ficar ali como monge no monastério ali com o seu, com os seus votos de padre ali. Então voto de pobreza, voto de celibato e tal, mas você é um monge porque você não está ativamente guiando nenhuma, você não é pároco de nenhuma paróquia.
É, o, realmente, o outro era católico mesmo, é Padre William inclusive.
Aí, um salve para o meu xará.
Aí, ó, esse é o cara aqui, por isso que não transa. Que isso, cara.
Enfim, eu tenho essa coisa aí na minha mente.
Não, faz sentido, eu acho que faz sentido sim o que você trouxe.
Algum último comentário sobre a série?
Acho que não, velho. Acho que assim, uma série muito, muito boa de assistir, muito rapidinha de assistir. Ela não é, ela não fica enrolada igual muitas coisas que a gente assistiu recentemente. Então ela tem um pace muito bom, ritmo muito bom.
Dá para assistir a série inteira em 5 horas e um quebrado.
O humor da série, humor britânico, mas um pouco mais ácido também, talvez, que daria para falar. É um negócio que me agrada.
Bem britânico, de fato.
Que mais, que mais que a gente pode falar sobre?
Acho que é isso, cara.
Então show de bola, vamos para as notas.
Notinhas, a gente vai dar uma nota para cada temporada ou uma nota ao todo?
Ah, foi o episódio inteiro, vamos fazer para o todo, pô. Até porque não vai ter mais, provavelmente.
Então, bom, para o todo eu daria um sólido 8,5, talvez.
Pô, tô com novão na cabeça, pô. 9 para caralho. Novão, novão.
Vamos analisar qual foi a nossa nota maior que nós já demos.
Essa aqui com certeza seria maior, tá? Eu acho que isso aqui é a melhor coisa que a gente assistiu.
8,5 a gente deu para Noé. Aliás, você deu para Noé, eu dei 8.
Eu acho que é melhor que nós, mas demos 8,5 para Príncipe do Egito.
Você deu 8 para Advogado do Diabo, eu dei 7,5. Eu dei 8 para Constantino, você deu 7,5. Eu acho que dá um novão, novão redondo.
Perfeito, novão.
Show!
Então parabéns para Flitterbag, para Flitterbag, para Phoebe Waller-Bridge. Viado! Parabéns para você que escreveu a série. Você está liderando o nosso ranking de coisas bíblicas. Olha só, olha só, com um negócio não bíblico. Que é melhor ainda. Gustavo sendo ateu, excelente, parabéns, venceu na vida. Está no ranking do burro de balão, é o que todo mundo deseja e poucos conseguem.
Sonho de criança de muita gente.
Exato.
Bom, esse foi então o nosso piloto do Só pela Cultura Popcorn, nossa versão Drops do nosso podcast só para apoiadores. Se você gostou do episódio de hoje, teremos mais episódios nesse sentido lá no nosso, no nosso Apoia.se, nosso apoia.se/bodebalaon. Esse tipo de conteúdo tá acessível para quem doa R$10 ou mais por mês. Então com R$5 ou mais por mês você vira um herege curioso, tem acesso ao Telegram. Com R$10 ou mais por mês é Telegram e o Só Pela Cultura Pop, ou Só Pela Cultura Popcorn.
Com R$30 ou mais por mês, além de tudo que eu já falei, tem acesso à votação de dossiê e drops. E com R$50 ou mais você vira o antipapa, que nem o antipapa no horário de Sentinela. E tem tudo que eu já falei, mas seu nome citado em todos os episódios dos quais você, dos meses dos quais você assinar. A gente também tem uma chave Pix que é o burrodebalao@gmail.com. Lá você pode doar a partir de 1 centavo e colocar uma mensagenzinha no canhoto que a gente lê por aqui. E esse email também recebe dúvidas, sugestões, críticas, o que você imaginar.
Uma foto do Padre Gostoso.
Pronto, justo, justo, justo, o Andrew Scott. E a gente também tem as nossas redes sociais, né? linktr.e/bulho-balão, tem todas elas citadas lá. Mas a gente é Bulho Balão em todas as plataformas. Segue a gente também no Spotify, deixa um comentário, uma curtida, dá uma notinha lá de 5 estrelas para gente, para o podcast.
É interessante a gente falar que este conteúdo só foi possível por causa da nossa apoiadora Bianca.
Exatamente.
Solicitou pessoalmente através do Telegram para que esse conteúdo existisse.
Então, exatamente, pediu para a gente fazer sobre Fleabag, fizemos sobre Fleabag.
Exato. Então agradeçam ela.
Nós somos pessoas que fazem as coisas, exato, fazedores.
O termo fazedores.
Bom, espero que vocês tenham gostado desse episódio. Semana que vem a gente volta para nossa programação normal. Semana que vem a gente vai fazer outro Drops, dessa vez da série Kings, que é uma adaptação de 2009 da história do Rei Davi. Então vamos ver como que fica isso. Temos lá alguns atores interessantes, a ideia em si parece interessante. Vamos ver se vai rolar.
Você tá cansado de Davi? Mais Davi para você, olha só.
David Shepherd agora.
Tem sobrenome, Pastor Davi.
Pastor Davi, Pastor Berlofa.
Vai ter um romancezinho, ele vai, essa série vai ser fenomenal só pelo simples fato que possivelmente tem um romance entre ele e o Jonathan.
É, espero, esperamos. Exato. Enfim, a gente fica por aqui. Não se esqueçam que esse tipo de conteúdo tá lá no nosso Apoia.se e a gente se vê semana que vem.
Falou, adeus!