EP #107 | Bruna Wladyka
📅 Motociclista, o episódio 110 do Podcast Tô de M.O.T.O. foi ao ar no dia 22/04/2026 com a presença especial da Bruna Wladyka. @brunawladykaGestão, protagonismo e representatividade: fortalecendo o espaço feminino no motociclismo.*****Parceiros:MACNA, marca holandesa criada por motociclista para motociclista. Inovadora, minimalista, experimental e peculiar.https://www.nacar.com.br/macnaCARDO, Lado a lado com você na estrada desde 2004. O melhor intercomunicador merece o melhor motociclista.https://www.nacar.com.br/cardoSHOEI, capacete: tradição japonesa, engenharia de ponta e cuidado artesanal. Shoei é o ápice entre conforto, performance e proteção.https://www.nacar.com.br/capacetes/shoeiREPSOL, para os motores mais exigentes, o melhor lubrificante.https://www.comprerepsol.com.br/WURTH, gigante alemã que é sinômino de qualidade, processo produtivo refinado e inúmeras soluções de produtos, inclusive para o mundo das 2 rodas.https://varejo.wurth.com.br/SAXON, impermeável, resistente e essencial. A escolha técnica de quem vive a estrada com propósito e confiança.https://saxon.com.br/🎙Anfitrião: ÂNGELO VIANA (Método M.O.T.O.)💛 SEJA MEMBRO DO TÔ DE M.O.T.O.:https://www.youtube.com/channel/UCEuL27B1MRa8eEph6lzGcWA/join🏍 Siga nossas redes:https://www.instagram.com/todemotopodcast/https://www.instagram.com/metodomoto/https://www.tiktok.com/@todemotopodcast📩: contato@todemoto.com.br*****
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Fala, motociclista diferenciado! Como é que vocês estão? Começando mais um Tô de Moto Podcast. Podcast diferente, então, feito para você que gosta do mundo das duas rodas, para você que ainda não gosta, que a gente vai te convencer. Relaxa, se é que já não convenceu. Mais do que falar sobre moto e tudo que orbita esse mundo apaixonante das duas rodas, aqui a gente gosta de colecionar histórias. Histórias de pessoas que fazem a diferença no mundo das duas rodas.
pessoas que são referência no que fazem, pessoas que deixam um legado positivo para o motociclismo, ou seja, não é qualquer um que vem aqui. Já está sabendo, né? O pessoal fica louco comigo. Eu fiquei até nervosa com essa introdução. Dito isso. Deixa o calma aí. Dito tudo isso, você já sabe quem está aqui. Bruna Vlad, que a palmas, por favor. Tem palmas ali. O Du já solta as palmas ali. Ah, que legal. É tudo fake aqui, mas o Du está ali. Não, vocês são muito profissionais. Que isso.
Bruna Flávia, bem-vinda. Demais. Obrigada, querido. Obrigada. Bom ter você aqui. Hoje a gente vai contar a história da Bruna e tudo que ela faz e é coisa pra caramba. Mas antes disso, bora pro de sempre, né? Já se inscreva aí, ativa as notificações, sininho, aquela coisa toda. Por quê? Deixa eu te explicar uma coisa. Cada vez que você ativa o sininho, deixa eu te explicar como é que funciona. O YouTube vai te mandar um e-mail dizendo Ei, José, saiu um episódio novo do canal Tô de Moto Podcast.
Você vai ser avisado, entendeu? Não é que você vai ficar recebendo um monte de notificação.
Então, se inscreva. Colabore, né? Não custa nada. 20 milhões de views, 65 mil pessoas. Caramba, hein? Se os 20 milhões tivessem se inscrito, estaria gigante, né? Mas está tudo certo. Tá bom? Então, se inscreva aí. E aí, vamos lá? Aproveita aí para colocar os patrocinadores, por favor. Estou parecendo um Harry Potter, cara, com esse negócio. A varia mágica. Salta os patrocinadores aí, por favor.
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Vult é uma gigante do setor químico, uma indústria que traz uma série de benefícios para o seu dia a dia enquanto motociclista, como por exemplo o reparador de pneus, que é algo que vai te tirar de muito perrengue por aí. O limpa-viseira, que é esse produtinho azul aqui que eu adoro, que deixa a viseira completamente limpa, livre de gorduras. Isso é muito importante.
E o Water Off, que vai trazer uma hidrorrepelência, ou seja, ele tem a capacidade de tirar a água quando você toma aquela chuva. Na verdade, isso aqui também é fundamental. Então, Vurti, muito obrigado por estar aqui com a gente e por apostar no Tô de Moto. Vamos lá? Boa, voltando. Muito bem, Bruna. Aprendi a falar o nome da Bruna, o sobrenome da Bruna, que é Vládica. Não sei por que eu achava que era Vládica.
É Vladica, na verdade. Puta merda, você já tava certo. Não, mas é que é normal, assim, é normal. Eu falo Vladica, mas Vladica também, assim, é... Porque eu achei que... Vladica. Já aprendi que é ucraniano. Ucraniano, aham. Eu achei que era russo, polonês, alguma coisa assim. Ah, tá tudo ali, né? Hoje em dia não tanto, né? Mas antigamente era tudo meio junto. Hoje em dia já não tanto. Mas é, o Vladica é ucraniano.
Ah, então. E aí nas minhas pesquisas de pronúncia, né? O DI, ele tem som. Ah, eu acho que, ó, pela quantidade de livro que você fez. Não, não. Quantidade de livro que você fez. Quantidade de curi que você fez. Eu vou entrar na sua, tá? Pode chamar de vládica, não tem problema. Eu achei que é uma vládica, mas tá tudo bem. Tá tudo certo. Então eu quase acertei.
Quem que é a Bruna, cara? Antes de tudo, a Bruna é uma entusiasta no meio das duas horas. Ela vai contar um pouco da história dela. Mas a Bruna também é uma empresária, uma mulher que faz a cena do motociclismo de duas maneiras. Um no front page do motociclismo, com um movimento muito legal chamado Elas Pilotam.
que aliás eu vou fazer uma parte aqui daqui a pouco, e outro backstage de concessionária, de marcas. Então, cara, como eu falei, a Bruna está à frente de alguns negócios de moto. Então o papo hoje é para contar a história da Bruna, porque daqui a 5, 10 anos ela vai falar assim, nossa!
Olha isso. Você sabe que eu tenho uma teoria de 5 anos na minha vida, né? Eu comecei com essa teoria depois dos 20... Nos 25 eu falei, opa, isso aí vai funcionar na minha cabeça. Como funciona? Como é a teoria de 5 anos? É de 5 em 5 anos, assim. É que a gente não consegue planejar a vida. A vida acontece, é um movimento.
Mas quando você projeta alguns sonhos, alguns objetivos, eu acho que cinco anos é um tempo suficiente para você conseguir ou não realizá-los. Então, por exemplo, dos 15 aos 20, faculdade. Para mim era um sonho entrar na faculdade. Então, ah, preciso entrar na faculdade.
Ah, terminar o colégio, enfim, tirar a carta, né, com 18. Então, tem essas coisas. Aí, dos 20 aos 25, tô falando geral aqui, tá, gente? Tem muitos sonhos por aí. Dos 20 aos 25, entrar no mercado de trabalho, né? Ah, comprar um carro, sabe? Essas coisas que vão acontecendo. Aí, foi indo, assim. Então, eu tô encerrando um ciclo de cinco anos agora, que foi dos 30 aos 35.
Com vários sonhos que mudei. Esse ano, inclusive, foi o ano que mais... Você já pode jogar para os próximos ciclos agora. Esse ano foi o que mais mudou a minha vida inesperadamente. Mas aí eu já estou agora nessa virada de ano pensando nos próximos cinco. Então, vamos ver o que vai acontecer.
Aí eu quero ver esse episódio daqui a cinco anos. Daqui a cinco anos. E eu vou lembrar disso. Você vai lembrar. Esse lance de cinco anos, ele vem muito do mundo empresarial. Pode ser. Geralmente, metas de crescimento das empresas, elas caminham com etapas de cinco ou dez anos. Exatamente. E depende do tipo de negócio.
Então, indústria... É verdade, indústria você tem um planejamento de 10 anos. Chão de fábrica, 10 anos. E aí, quando você vai para vendas e terceiros, serviços terceirizados, as metas são sempre de 5 anos. Perfeito.
No meio digital, nas Big Techs, tudo mais, as metas também são de 5 anos. 5, né? Tem tudo a ver. É, tem a ver. Porque assim, eu acho que quando a gente pensa... A maioria das pessoas, eu acho que o mundo atual, assim, dessa era digital, a gente vai entrar em vários assuntos aqui. Você já viu, né? A gente já está começando a falar aqui da análise. É um podcast livre. Porque a minha vida é uma grande análise, na verdade.
Mas eu acho que a era digital, ela acelerou muito os processos todos, né? Tá todo mundo muito acelerado. Então, a gente quer o imediatismo, que as coisas aconteçam. Eu quero empreender, mas eu quero que amanhã eu já consiga tirar um prolabore, que amanhã eu já ganhe dinheiro. É, eu sei como. Exato. E assim, claro que todo mundo precisa pagar boleto. Mas as pessoas não esperam muito o processo acontecer e não trabalham em cima de dados qualificáveis, assim.
Então, ah, mas como é que você vai ganhar dinheiro nessa empresa? Qual é o teu negócio?
Estudo de concorrente, estudo de tendência. Então, aí a gente já vai começar a entrar em vários aspectos, né? De como dar certo. Seja dois, três anos. Óbvio que todo mundo quer ter retorno rápido, né? Ninguém quer ficar investindo. Oh, só daqui a dez anos eu vou tirar a grana. Não, né? Mas entender o processo e colocar essas metas ajuda bastante.
Boa. Eu falava com a Isadora, a Isadora do Relatos de Motocicleta. Maravilhosa. Minha filósofa. É, eu tava fazendo stories com ela e falei, diário de motocicleta. Ela, não, não, não, isso aí é do Tia Guevara e... O meu é Relatos, aí eu, é isso? Relatos. Eu falei, diário de motocicleta. Ela fez, não, não, isso aí é do Tia Guevara e do...
Aí o é, puta, é mesmo. Não, tá bom. Relatos. E a gente falava justamente... Aliás, a Isadora está nessa temporada. Ai, que legal, que prazer. Eu adoro a Is, ela é incrível. Tem uns pensamentos maravilhosos. E a gente falava sobre processo. A gente fez aqui, a gente escorreu uns 20 minutos sobre a importância do processo. As pessoas esqueceram o processo. Esquecem, total. Enfim.
Viu como é que a moto entrou na sua vida? Vamos começar por aí. Vamos começar no começo. É a primeira pergunta que eu faço para todo mundo. Como é que foi? Tinha um pai que andava de moto, um tio. Todo mundo era proibido de andar de moto. No meu caso, todo mundo era proibido. Jura? Juro. Como é que foi esse lance da moto?
Então, pra mim, foi no trabalho, né? Então, não é muito tempo, eu tô falando desde 2012, 13, mais ou menos, trabalhando com motos. Na minha família, ninguém anda de moto assim, né? Pai e tudo mais. Ninguém é tatuado, ninguém nada. Eu sou a primeira dessa leva esquisita.
É, mais feliz, né? Livre, mais livre, digamos assim. Meu pai tá querendo tirar a carta de moto agora, depois de 64 anos. Olha só, tô incentivando alguém. E só um parênteses, né? Eu acho que eu tive uma virada de chave na minha vida quando eu entendi que o que eu faço impactou a vida dele.
Que era contra no começo, né? Pelas várias questões. E aí agora ele quer. Então impactei alguém. Foi meu pai. Então isso já ganhei... Já ganhei o... É um belo impacto. Já ganhei o rolê da vida ali. Mas foi no trabalho, né? Eu tinha uma agência de eventos de marketing promocional em Curitiba.
E faziam vários eventos de corporativos e tudo mais. E um deles foi o BMS, que é um evento de moto. Era, na verdade, né? Que agora, depois da pandemia, a gente deixa ali na gaveta. E foi aí que a moto entrou. Eu sou formada em design gráfico. Então, o meu começo profissional foi sempre na área da criação, da direção de arte. Então, eu cuidava muito do conceito dos eventos.
E não conhecia nada de moto. Só que aí, uma mente inquieta, como eu gosto de colocar até nas minhas redes sociais, eu precisava estudar. Porque eu acho que é a base de tudo. Quando você estava me mostrando os seus certificados, eu acho que é isso que muda muito o caminho das pessoas. O teu estudo e quanto você se dedica. E não é só entrar em escolas, faculdades. É ir buscar conhecimento. Que as pessoas confundem muito.
O que mais tem são pessoas com certificado, né? Mas o que menos tem são pessoas com conhecimento. Isso, boa. Então, eu acho que aí já começa a diferenciar. E eu, não sabendo nada de moto, eu comecei a pesquisar. Isso 2012 pra 13, era muito Google ainda, né? Se tivesse chat GPT naquela época... Ia não ajudar. Meu, da inteligência artificial ia ser maravilhoso, mas não tinha. Tanto pra pesquisa, textos, quanto pra criação também, né?
E eu lembro que a primeira criação, assim, do conceito do evento tava muito voltada pro preto e laranja. E eu não sabia, né, tanto. Mas tinha uma vertente custo e uma vertente Harley, né? Porque as pessoas envolvidas eram mais do mundo da Harley.
E aí foi muito legal, assim, porque eu lembro que eu tive um insight de falar tá, mas a gente vai ter Ducati, a gente vai ter Kawasaki, vai ter Yamaha, Honda, Triumph, IBMW. A gente tá falando de outras cores, não é laranja. Elas não vão se identificar.
E não tinham tantas marcas ainda no mercado. Acho que eram essas as principais. E aí, a gente colocou amarelo. Então, ficou preto, amarelo e branco. E essas são as cores do BMS, assim. Sempre foram. Mas justamente por isso. E aí, você vai entendendo os estilos que estão na moto. Eu sempre estive mais nessa linha custom, porque estava envolvida ali. Mas aí, gostei da moto, assim. Eu sempre achei um meio muito... E aí, eu sempre achei um meio muito...
É meio clichê falar da liberdade, não é nem liberdade, né? Eu acho que você tem uma força de pilotar uma motocicleta que realmente é tua, assim, né? Você se coloca no risco. E eu acho que eu gosto meio de me colocar no risco também, sabe? Porque não me leve a mal. Você dá cursos e você fala de direção defensiva. Tá tudo bem.
Mas eu acho que quando você tá na moto, é você por você, assim, né? Então, você tem que se cuidar mais, você tem que pensar mais em você. E isso te causa também um sentimento gostoso, assim, sabe? Aquela inquietação de falar, caramba, não é só liberdade, né? Porque liberdade por liberdade tem vários conceitos aí.
E eu comecei a gostar. Só que trabalhando, tinha outros eventos, né? Pagar as contas. Andava de garupa, né? Comecei a ser garupa nessa época em 2015, mais ou menos.
E aí foi. E cada vez mais atrás de conhecimento, já criei algumas marcas desse lifestyle da moto em parcerias com cerveja artesanal, com coisas de joias, de couro. Umas coisas que ninguém nem a internet não mostra.
E aí, 2017... Eu vou encurtar, tá? Não vou falar a história inteira, não. Fique à vontade. 2017... Nós temos todo o tempo do mundo. A primeira pergunta já levou uma hora de resposta. Fica tranquilo. Lembre-se, você vai assistir em 2000... Daqui a cinco anos. Mas assim, 2017... E a gente fez o evento, né? O BMS, que foi super legal. Surgiu a ideia de criar o Muro da Morte. O All of Death. Aqui no Brasil.
Eu confesso que eu fiquei bem assustada, porque foi a ideia do meu sócio. E justamente porque, como a gente tinha um evento de moto, não tinham atrações diferenciadas. Assim, óbvio que tem várias coisas legais, mas a gente queria um a mais no nosso evento.
E eu confesso, assim, eu acho que pra mim, como público também, né, de eventos, parecia que as coisas eram mais divertidas antes, eram diferentes. E aí a gente decidiu ir atrás do Off Def, porque é a história do motociclismo, né? Foi lá no começo, mais de 100 anos atrás, antes do Globo da Morte.
O cigano, inclusive, que já esteve aqui, ele tava com a gente nesse início do muro pra nos ajudar a subir na parede. Foi bem legal isso. Porque não é fácil, né? Quem sabe subir no Muro da Morte? Se no Brasil não tem. Temos fotos aí? Temos fotos ou vídeo? Vai ter, vai ter. Tem foto, tem foto, tem foto. Já tá aqui do lado. Olha que rápido. Maravilhoso. Maravilhoso. Eu me ferrei nessa que eu vou ter que resgatar um arquivo agora. Vou ter que pegar o nosso monte de... Já está aqui.
De HD. Ela já pegou, já buscou. Eu vou ter que pegar HD, não. Senão a gente pega aquele imagem daqueles indianos fazendo as vezes. Então, olha, você já está antecipando até uma história que você vai entender. A gente fez o Muro. Foi um projeto muito desafiador em 2017 no meio de várias coisas acontecendo. Eventos, como eu falei, de outros segmentos.
E criamos o muro, assim, posso dizer, eu já vi dois muros fora do Brasil. O nosso era, assim, lindo, maravilhoso, muito cenográfico. Muito trazendo uma ideia retrô. O nosso show era incrível, assim. Acho que quem assistiu, se alguém assistiu aí, ó, deixa depois um comentário. Porque, assim, todo mundo que me encontra fala, foi o show da minha vida, assim. Da parte de moto, foi incrível.
E a gente lançou em 2017 no Salão Duas Rodas. No antigo Salão Duas Rodas. Aqui agora não tem mais o Salão Duas Rodas, né? E foi muito incrível, assim. A gente fez uma semana de show. O salão comprou a ideia. Foi a primeira aparição em público. E foi a primeira aparição em público num evento da Royal.
E era uma marca nova, né? Tinha as clássicas lá, as clássicas azulzinhas e tal. Só que tinha umas grandes. E foi muito legal, assim. Porque eu fui falar com a Royal, conhecer, né? Porque eu me encantei pela marca, pela moto. Eu não conhecia muito a marca ainda. E os indianos estavam lá.
E aí eu expliquei, né, que a gente tava com o Moura e os indianos... Sim, isso tem na Índia. Mas daí é outro rolê lá, né? Lá é vida louca. Lá é bem vida louca. Se não tivesse imagem, a gente vai colocar os vida louca dos indianos passando aqui. Não, mas coloca o da Índia também, porque assim, da Índia... Então tome aqui pra você o Vida Louca da Índia. É, Uno. É umas coisas muito doidas lá. A galera é maluca.
e de chinelo e bermuda e sem capacete e sentado de ladinho na moto e tem uns ainda que é bem maior e é direto no chão, é uma estrutura doida a gente falou a gente com a estrutura toda bonitinha não tem como dar errado, olha como é que acontece lá mas aí eles foram e eles assistiram o show, foi super legal e foi a nossa primeira conexão com a Royal, foi nesse momento então então
Só que ainda o nosso foco, né, quanto agência, era eventos. E a Royal tinha só concessionária em São Paulo. E eles estavam querendo também, né, ir pra outros. Eles se interessaram pelo BMS, que aconteceria em 2018.
E aí começou uma troca de mensagens, de contato, evento. Os indianos falaram, ah, a gente quer apoiar o muro da morte, né? Como é que faz? A gente testou uma Classic 500 no muro. Tem fotos também? Coloca fotos aí. Então, foi muito legal. Até que chegou um momento que...
Lá, no primeiro semestre de 2018, a Royal, né? Como a gente tinha muito networking com montadoras, com concessionários lá do Sul, pô, a gente quer abrir concessionárias e tudo mais. Até a gente indicou grupos, assim, que já eram mais tradicionais, porque eu não tinha, não era do meio da concessionária, só de eventos de moto e as atrações.
E aí falou assim, tá, mas como é que funciona? Como é que é isso? É, deixa eu saber, né? Não tô fazendo nada. Não, mas como é que funciona? É um negócio, é um business? Ah, enfim, várias conversas. A gente uniu grupos diferentes, né? Óbvio, porque pra ter concessão, grupos... Tem que ter um know-how também, né? E de investimento e tudo mais.
No longo processo, ali quase um ano de muita conversa, a gente conseguiu unir um grupo legal, que é o meu grupo hoje atual. E aí a gente abriu em 2019 a terceira Royal do Brasil. Porque foi São Paulo primeira, aí Brasília, dois meses antes, que foi quase junto, aí Curitiba em 2019. Que legal. Foi muito legal, assim. Foi uma, com certeza, uma virada de chave na minha vida, né? Porque era um mundo novo.
Mas eu consegui, dentro da sociedade, a gente dividiu muitas funções. Então, dentro das minhas expertises, eu trabalhava com aquelas coisas e a gente ia se acertando. E foi legal, assim. Surgiu várias coisas. Mas tem um antes. Tem um antes, tem um depois. Tem um antes, tem um depois. Então, vamos pro antes. Mas assim, ó, já expliquei. A moto surgiu trabalhando. Lá longe.
Não é meu pai. Todo mundo que me vê na internet acha que assim, nossa, o pai da Bruna deve ter uma garagem de motos. Não, eu vou te falar o seguinte. Vou te falar o que eu achei. De verdade, e assim, aliás, você não sabe, você não sabe. Mas a gente evita ficar fazendo muita pesquisa do convidado. Pra não saber tudo, né? Justamente pra eu ter um espanto genuíno.
e poder fazer uma conversa genuína. Eu pensei que eu sei o meio de moto, eu sei o meio de concessionária, eu sei que para você abrir uma operação você tem que ter um histórico. Então, normalmente, as primeiras operações de marcas no Brasil, elas buscam sempre o aconchego das operações de carro. Total. Então, as marcas que estão chegando no Brasil, você não sabe, por favor, me ajude, me diga se estou mentindo.
As marcas estão chegando no Brasil. O que elas fazem? Elas buscam o aconchego de concessionárias, redes que já revendem carro há bastante tempo. É pela expertise também, né? Está no mercado. Então, eu achei na minha cabeça que a sua família tinha rede de carro.
Eu falei, bom, como eu sei que é antiga a história da Royal, eu falei, não, deve ser um grupo, deve ser, enfim, com concessionários e tudo mais. Um dos meus sócios, ele tem a BMW Motos. Ah, bom. Então, mas era antes, já tinha antes. Ele já tem antes, e aí é familiar, é um dos sócios. Então, como eu falei, a gente conseguiu juntar um grupo de empresários. Ele veio. Eu e mais um outro sócio desse mundo de eventos. Sim, perfeito.
E o quarto sócio, que também fez parte de eventos, ele vem mais de entusiasta, mas ele vem da construção civil e tal. Só que assim, eu acho que a Royal ela, até hoje assim, sabe pra mim, é uma marca que apostou numa, e foi muito ousada.
É um crescimento muito rápido, né? A gente vê aí hoje, acho que, se não me engano, 43 concessionárias vai fechar o ano de 2025. Ano que vem eles querem mais de 60, então, né, estão já no Brasil todo. Então, eles foram apostando também em alguns grupos novos, mas era aquilo, né? O know-how, a novidade, o investimento e por quê? Não quero falar de grupos tradicionais, o meu é um grupo novo, tem sete anos, o grupo Remotors.
Mas grupo tradicional, principalmente de carro, eles já têm ali, obviamente, um grande investimento, uma linha de crédito gigantesca. Mas muitas vezes eles estão muito acostumados com a mesmice. Então, isso que eu ia falar. Eles têm uma facilidade de capital, mas eles têm ranço das operações de carro. Exatamente. Eu sei. E é muito doido, porque a gente abriu a concessionária em 2019, em julho de 2019. A gente começou 2020 com uma pandemia.
E aí, como é que você faz? Você fala, acabei de abrir um negócio. Como é que estourou a pandemia? O que a gente faz? Porque o comércio fechou. A oficina a gente manteve aberta para algumas manutenções. Só que aí a gente conseguiu reverter para um trabalho digital, de venda digital, de motocicleta. Absurdo.
Então, a gente já começou, o meu time, né? Todos nós, num baita desafio. E aí, eu acho que a gente conseguiu mostrar pro mercado que a gente não tinha tanta experiência, mas a gente poderia ter uma operação muito profissional. Boa. Não falando que os outros não são profissionais, mas com garra, sabe? Vamos fazer acontecer no mercado, é uma marca nova.
Imagina, a gente começou vendendo 20 motos, 15 motos, ninguém conhecia. Todo mundo perguntava, que marca é essa? Bem no comecinho. Bem no comecinho, isso há sete anos atrás. Hoje, só entrar nos emplacamentos, aí vocês vão ver a quantidade de motos. A Royal está chegando em 3 mil motos por mês.
Então, assim, é uma diferença muito grande. Mas eu acho que teve esse profissionalismo, assim, de falar, beleza, a gente vai mostrar por que a gente merece entrar na concessionária, né? Ter concessionárias. A Ducati veio por conta disso também, né? Eu acho que a gente já tinha um namoro ali longo, era de outro grupo, mais tradicional, de Curitiba. Mas, né, tiveram processos ali com a marca que a gente tava assim, putz...
Vamos ou não vamos? E a marca falou, se for para mudar de grupo, vai ser vocês. Então, pô, legal. É uma marca tradicional. Então, a Ducati, a Royal é nova. A Ducati é tradicional. Então, acho que isso mostrou muito para o mercado o que o grupo Remotors faz.
E eu acho legal, assim, sempre a gente escuta de CEOs, de outras marcas, o quanto a gente transformou esse mercado das concessionárias. Mas, não vou falar moderno e jovem, mas assim... Mas pode ser, pode ser. É isso, você entende? Sai um pouco do tradicional.
do mesmo modelo. O digital, Angelo, digital. As pessoas não trabalhavam digital antes. Eu conheço bem digital. Exato. Mas, assim, o meu sócio, o que tem a família, ele é da minha idade, mas a família, o pai dele, trabalha, tem há 30 anos a concessionária.
Eles não trabalhavam tanto digital porque não era normal, assim. Então, eles foram até... Ele foi aprendendo com a nossa equipe ali e tal. Então, isso mudou bastante. E assim, né? Antigamente, não tinha tantos youtubers, tantos influenciadores falando coisas boas e coisas ruins das motocicletas, das marcas. Continua não ter.
Continua notando. Tá, eu vou... Só tem coisa boa. Mas assim, ó, então... Só tem coisa boa. Só tem coisa boa. Não, não, não. Então assim, influenciador e youtuber só tem coisa boa. Mas de cliente... Eu vou ser cancelada. Mas não, eu tenho propriedade de fala. Essa parte a gente não faz corte não, viu?
Não, eu tenho vontade de falar. Mas os clientes, os clientes ganharam voz na internet. Então assim, tiveram casos da própria Rui lá pra trás, que uma situação que, tudo bem, teve um problema sério na moto, mas o cliente também forçou muito. Eu lembro. Vuf, que aquilo assim, ó. Eu lembro o raio quebrado. Zé do raio, é o Zé do raio. Deixa eu te falar uma coisa que você não sabe, você não sabe. Eu tinha um amigo meu que jogava tênis com o Cláudio Justi.
Olha, o tiozou. Exatamente. Aí ele falou para mim assim, eu jogo tênis com o Cláudio Justi, ele trabalha com essa nova marca que está vindo aí, uma marca indiana. Aquela indiana. Uma marca indiana. Você conhece? Eu fiz, ah, eu conheço a Royal. Ó, há um tempo atrás. Aí eu falei, eu conheço a Royal. Não tinha colocado muita atenção. Ele falou assim, você devia falar com ele.
E passou. Um dia eu estava almoçando, chega esse meu amigo com... O Cláudio. Aí a gente se conhece, pô, esse aqui é o Cláudio, aí eu conheço o Cláudio. Aí começa a conversar com o Cláudio. Um belo dia ele liga assim e fala assim, escuta.
Eu falando com o Claudio que eu queria... Eu tinha a minha moto de passeio, que era uma Harley na época. E eu tinha outra moto, que eu precisava ter uma moto para instrução, porque eu estava a aula para polícias, empresas. E não podia ser uma moto de alta cilindrada. Não conversa uma moto de alta cilindrada. Total. Com o chão de fábrica e com as polícias. Você pegou a Imalaia.
Eu tinha uma Yamaha Teneri 250. Era isso. Porque tinha que ser uma moto menor, de mais baixa cilindrada. Tinha que conversar com o povo. Total. Mas eu falei assim, cara, uma moto que, pra mim, parou no tempo, porque ela precisava de... Pra mim, falta freio, e eu já tinha modificado a moto inteira. Colocada aerokeep, tinha mais equipamento que eu presto na moto.
Aí o Claudio falou assim, então, cara, vai chegar a Himalaia. Você já ouviu falar na Himalaia? Eu fiz isso pra Himalaia, a Himalaia fica lá. Sei, sei, o Everest. Ele, não, vai chegar a Himalaia. Você não quer ver? Aí eu fiz assim, Claudio. Ele falou assim, ó, vai chegar. Vamos fazer o seguinte, eu tô chegando no primeiro lote. Legal, olha só. Quer que eu deixo uma pra você?
Eu fiz assim, cara, ele falou, vou te mandar uns vídeos. Aí mandou um monte de vídeo. Eu vi os vídeos da gringa, achei a moto meio disruptiva. Gostei dessa palavra. Disruptiva. Falei, cara, tá bom. Peguei e liguei para o outro amigo meu. Ele falou assim, cara, eu acho que é uma moto divertida.
Bom, eu tenho o Himalaia número 17 do Brasil. Mentira, até hoje. Mentira. É, porque a gente dá treinamento, tá aí. Número 17. 17, lote 1. Ô, louco, tá, tá. Você vai valorizar, depois quero ver. Que cor que é? Branca. Branca, branca. Toda plotada pra treinamento, toda chance aqui. Que legal. Nunca teve problema. Olha só. Então teve aqui problemas clássicos, o raio nunca quebrou.
Da Himalaia foi outro O cabeçote Nunca teve dor de cabeçote Minha moto Aliás, não dá nem tempo Porque quando eu olho pra ela Ela fala É, mas é aquilo, né? Assim, óbvio Tem situações É um mercado novo, né? Várias coisas Normal Não pode ficar defendendo Não vou ficar falando Só coisa boa e defendendo
Tem o uso da pessoa, tem a sorte da pessoa de pegar uma coisa que vai dar um problema. Só que assim, a gente sempre, pelo menos lá em Curitiba, a gente sempre ficou assim, em cima do cliente, ajudando o cliente, resolvendo os problemas. Teve um caso que não foi nem a questão da Himalaia, crônica da Himalaia. Foi um cliente que estava viajando a América do Sul.
Colocou combustível errado, acho que na Argentina. A gente fez um corre absurdo entre Brasil e Argentina. E assim, tava tudo no começo. Pra resolver o problema. Porque a gente queria proporcionar essa experiência. Então, acho que falando um pouco do grupo, a gente também vive muito o motociclismo como um motociclista.
Então, todos nós ali andamos de moto, muito assim de moto. Então, a gente entende esse lado do motociclista. Isso é um grande diferencial também para os grupos de concessionária. Porque tem muitos que são só empresários, só investidores. Então, viver isso e saber o que o motociclista quer é muito importante. Mas a Royal foi, assim, esse crescimento absurdo. Hoje eu tenho cinco lojas.
Isso que eu ia te perguntar. Quantas lojas... Vamos lá, então vamos assim. Vamos pontuar o Carte. Bonito, hein? O Carte. Queria até falar mais aqui. Do grupo Remoters. Mas como a gente está trabalhando para cinco anos... Cinco anos. Daqui a cinco anos, você vai falar assim... Nossa, eu tenho que voltar lá porque já está antigo esse negócio.
Hoje eu tenho cinco Royals, Curitiba, Londrina e Maringá no estado do Paraná, Rio Grande do Sul e Caxias, Porto Alegre e Caxias do Sul no Rio Grande do Sul. Que legal! As Royals, né? As cinco. Todas foi uma média, assim, de um ano após o outro abrindo.
Esse último ano, final do ano passado, a gente abriu Maringá, que foi a última, né? No norte do Paraná. Aí esse ano a gente tá expandindo e fazendo manutenções, que agora, né? Já deu o tempo ali. Tanto Curitiba, porque o volume aumentou muito, a gente tá com escritório novo. Então, o grupo aumentou, né? Foi um crescimento rápido.
Bem desafiador, bem desafiador mesmo, assim. Foram sete anos, assim, ó, não é só crescer. Ah, todo mundo fala, nossa, quantas concessionárias. Funcionários, número de funcionários, número de problemas, clientes. Então, assim, é uma série, é um ecossistema muito grande pra lidar.
E aí, nesse último ano, a gente pegou Ducati, né? Enfim, que foi a primeira em Curitiba, setembro de 2024. Um ano e pouquinho. E aí, ano que vem, a gente abre Ducati Londrina, que também fica no norte do Paraná. Que eu farei uma visita. Quando abre?
A gente está com a previsão de março, mais ou menos. Pronto. Então, assim, ano que vem eu tenho... Eu já falei para você que eu tenho aquela gravação assim, né? Ah, então, bora. A gente vai fazer o tour Paraná. Vai ser muito legal. Isso, a gente vai fazer um tour Paraná. Boa. E aí eu vou mostrar as concessionárias do Cate, né? E como a Bruna estava aqui, eu vou mostrar todas elas. Porque, afinal de contas, tudo é moto.
Tudo é moto. Tudo é moto. E é legal. Então, hoje são sete, né? O total, a gente está com vários planos aí para o próximo ano. Mas eu vou deixar para falar daqui cinco, como é que vai ser. Isso. Mas o mercado, ele está assim, você acompanha, né, Ângela? Assim, muitas marcas novas nos últimos anos. A pandemia mudou muito o segmento. Mudou o segmento de eventos, de experiência. Muito motociclista novo.
Posso dizer que a Royal, ela foi uma porta pra média cilindrada no Brasil, né? Tinham outras, mas foi uma porta de lifestyle pra média cilindrada. E muito, assim, mudou isso. A gente vê ela hoje em todos os grupos de moto.
Não tem preconceito com a Royal, como a gente vê em outras situações. E várias pessoas, sejam da baixa ou da alta cilindrada, olham com um olhar carinhoso pra Royal. E isso eu acho muito legal. É uma marca que mudou o mercado. Então agora estão vindo outras, né? Já tem aí vários lançamentos. Pro ano que vem, muito mais.
A gente sabe que o Brasil é um mercado que todas as marcas olham muito, porque está crescendo, não tem nem o que discutir, é um crescimento absurdo. É, a gente tem números aí que mostram, vamos lá, números oficiais, oficiais. Se for olhar números oficiais, no ano de 2024, janeiro, no começo de janeiro de 2024, soltaram o meu infográfico.
Oficial. A gente está falando de Denatran, Contran, tudo mais. Uma a cada três cidades do país, ou seja, 33% do país tinha mais moto do que carro. Isso em janeiro de 2024. Então passaram-se dois anos. A gente já está indo agora para 2026, janeiro. Esse número já mudou. Aumentou muito. Oficialmente tem um triênio onde se projeta entre 26, 27, 28.
Os estudos mostram que ali, muito no segundo semestre de 27, talvez no primeiro, ainda não se tem, mas por isso que se coloca o triênio, oficialmente as motos ultrapassam os carros no país. Com certeza. Ponto. Esse é um dado oficial. Seremos um país de duas rodas em breve. E as grandes indústrias, as montadoras, falando hoje os polos Índia e China, eles estão olhando para o Brasil...
Sim, porque são 40 milhões. Com todo investimento, com muito investimento. Com 40 milhões de categoria R. Para a própria R. Tirando a Ásia, que é um grande mercado deles, o principal mercado depois deles é o Brasil. Então, isso quer dizer muito essa mudança. E quem não consegue se adaptar à mudança, vai ficar para trás. Porque, como eu falei, está cada vez mais rápido as coisas. E aí tem outro dado também muito, muito legal.
Legal, é triste de um lado, mas é muito bom do outro lado. Quando um país tem essa característica de muita moto, isso demonstra o empobrecimento do país. Isso é dado oficial também.
Aí você fala, nossa, que triste. É porque a escala, né? É o AP, bicicleta, moto, carro. Exatamente. Então, mas é que triste. Não, não é triste. Porque a gente tem uma capacidade produtiva, uma capacidade de consumo. Então, veja, qual a inteligência das marcas que crescem? E a gente pode colocar números de mercado que são, assim, públicos. Por exemplo, vamos falar de Honda.
A gente está falando de mais de 60% de shares de mercado. Mas por quê? 80, talvez, né? 69, se eu não me engano. Posso estar errado, mas enfim. Por quê? Porque entendeu a potência dessa projeção de empobrecimento do país e tem uma linha matadora de motos nesse sentido.
Ponto. Então, o que as montadoras têm que entender? Elas têm que ter, para vir para o Brasil, um país de duas rodas, elas têm que ter um line-up de variedade de moto que atenda todo mundo. A população. E elas têm que ter uma moto barata também. Principalmente falando em Brasil, a gente tem a divisão, né? Dois hemisférios. Exato. E é muito diferente, clima diferente, classe diferente, estudo diferente.
Eu concordo muito com você, mas eu acho que também vindo para uma parte boa, não só ruim. Não, mas essa parte é boa. É que eu não completei. Eu digo assim, os grupos de moto que entenderem isto, eles vão sobreviver com muita tranquilidade.
vão ultrapassar essa fase, porque essa é uma fase. Vamos lá, nada permanece. O país tem capacidade produtiva, ele vive esses conceitos de polarização política. Uma hora ou outra isso vai diminuir, vai sanar e a gente vai ter um...
A gente precisa sobreviver. Então, os grupos que entenderem essa dinâmica de mercado, eles vão sobreviver. E, cara, o que está se mostrando para o mercado é... Agora, a gente tem que colocar atenção, especial atenção, nas motos de média para baixa e...
Já que todo mundo gosta de big trail... Média para alta, total. Vamos colocar uma mid trail. E aí você pode ver todas as marcas. Com 400, 450, 500. Total, perfeito. Por ali. Mas assim, eu acho que... Eu posso estar completamente errada em dados aqui, mas nessa questão também do empobrecimento, eu acho que o outro lado...
seria de fato a mobilidade urbana. E aí a gente vê, hoje já com as marcas, com a própria Royal, que eu posso falar com mais tranquilidade, quantas pessoas mais novas estão tirando a carta e comprando a primeira moto. É incrível. Demais? Não tenho dúvida.
Posso estar errado em dados, mas há um tempo atrás, a baixa cilindrada era pra quem trabalhava com moto, né? Sim, isso é que tá correto. Era difícil ter pessoas que compravam motos pro deslocamento. O perigo, o trânsito, tinha todo um tabu também. Eu acho que hoje a gente tá desmistificando isso. Então, hoje, muitas pessoas jovens estão comprando a moto pra sair do ônibus, pra sair do metrô. Então, aí, já é um mostro tipo, ah, putz, vamos lá, né? O mercado automotivo...
Foi lá pra cima. Então, pô, comprar meu primeiro carro antes, com 30 pau, você comprava um carrinho. Você comprava um Sandero. O meu primeiro carro foi um Sandero, inclusive. Você compra as rodas hoje. Exato. Foi um Sanderinho, que era meu sonho lá dos 20 aos 25. Comprei um Sanderinho. Então, você tinha o sonho de meu primeiro carro. Nem tinha carta de moto, porque pro meu pai eu não poderia tirar a carta de moto. Como assim? Não podia. Não podia ir pra faculdade de moto.
E aí, hoje não. Hoje já tá mais fácil. Tem motos com mais tecnologia. Sim. Mais seguras, né? Acho que as pessoas estão respeitando um pouco mais o motociclista. É. Pensando mais, né? Ah, Corredor Azul em São Paulo. Tem melhorias.
Tem melhorias. Então, acho que assim, as pessoas estão deixando disso, de falar putz, talvez o carro esteja longe, porque agora o Sandero custa... Tô chutando que nem sei quanto custa o Sandero, mas de 90 mil, 80 mil reais. Joga 100 mil. Exato. Como é que eu vou comprar um carro? Meu sonho tá muito longe. Então, eu vou comprar uma moto, porque aí eu vou sair do ônibus, do metrô, vou comprar uma moto. Então, acho que não é a questão muito de empobrecer o país, né?
Mas é uma mudança conceitual de mobilidade também. Por conta do carro, né? Antigamente, quem tinha dinheiro, né? Ai...
O filho tem uma casa com cinco filhos. Os cinco tinham carros. Não tem mais isso. Sabe uma coisa legal? Eu lembro de uma fase de transição da questão da mobilidade. E eu lembro da moto sendo sempre estudada com questão de mobilidade. E eu lembro que a gente tinha só para motos cujo foco era mobilidade, motos cargo. Então a gente está falando de CG. Exato, trabalho. E aquela turma ali. Total, total.
Eu lembro das primeiras scooters que vieram. A gente está falando de Burg. Eu tinha uma 125 camaradinha. Que já começou a mudar, é verdade. Bem resgatado. É, que foi o ponto onde você falou assim, mobilidade só tem CG? O cara, não, agora tem um scooter. Exato. Ali eu lembro que foi o ponto de mudança. Virou ali, aham.
Porque ninguém queria andar com uma... Ah, mas, putz, é perigoso. Muita gente não queria andar com essa gente. Ah, a galera fecha, a galera não respeita, vão achar que... E assim, até hoje tem esses preconceitos, né? Mas mudou. Então, essas marcas novas agora, que tem muitas, de média, baixa, média, alta...
vieram pra atender essas pessoas. E aí, entrando num outro ponto, o número de mulheres que estão pilotando. Cara, a maioria esmagadora, a gente tá falando... Que não tiravam carta antes e agora estão tirando porque falam, pô, vou andar de moto, seja pro dia a dia, ou até mesmo, quero viajar, quero curtir minha vida, vai comprar uma moto, entendeu? Então, acho que tem esse lado bom, assim, da parte das rodas. Eu acho que a Royal, ela fez uma entrada meio tumultuada, ali no começo.
Como qualquer coisa, né? Qualquer coisa. Depois ela se acomodou. E, cara, ela entendeu essa dinâmica, né? Sim. E eu acho o line-up da Royal muito, neste momento, muito inteligente. Total. Porque ele tem... Cara, o que eu tô vendo de Hunter na rua? Não, Hunter é o carro-chefe, assim, é absurdo. Hunter, com pressão. O cara fala assim, pô, vou de Hunter ou vou de CG? Aham.
Nada contra CGI. Não, mas é uma comparação que tem até, porque você pode customizar a sua Hunterzinha ali. Exato, você pode dar um ar mais jovial. Putz, ela é legal. Exato, exato. E a gente não vê tanta CG customizada. Não. A gente vou de Hunter ou vou de... Bom, para não ficar humildo.
Ou de phaser, sei lá o que. É outro estilo. Mas, enfim, o cara preza pelo estilo. O cara preza pela segurança. Ele preza por uma série de coisas. E, assim, falar em preso, né? A gente falando de 20, é muito barato, assim. Então, para uma moto que vai entregar.
E aí, logo depois, a pessoa já vai falar, pô, agora com mais seis, sete, eu vou para uma outra. É, eu já pulo. Seja da Royal, enfim. Mas aí, você vai pulando. Então, essas marcas que estão assumindo esses preços bem competitivos no mercado, claro que teve esse crescimento por conta disso. As marcas estão investindo de fato.
Mas, e aí você vê as grandes, né? As que só tinham alta cilindrada. Opa, deixa eu ir pra média, né? O oceano já não tá tão azul pra nós. Agora já começou a ficar vermelho. Não, elas terão que fazer isso. Já estão fazendo, né? Então, mas elas terão que fazer com muita força. Exato, exato. O que elas estão fazendo, mas estão fazendo mais ou menos. É, porque querem ganhar mercado. E aí, assim, só, né? Pra, ainda nesse assunto de marca e conceito...
Eu vejo que a Royal faz, assim, mundial, né? O conceito deles, eles estão revolucionando esse mercado. Porque teve aquela questão. Ah, é indiano ou é inglesa? Bababim, bababá, né? É sempre aquela coisa. Que a galera também não vai muito a fundo na marca, né? Nem sabe que hoje tudo está na Índia e na China, né? Tipo, as pessoas acham que compram uma moto inglesa, mas não, é inglesa, né? É indiana, mas enfim. Você não compra uma moto inglesa, você vai comprar Norton, você entendeu? Que nem vende mais. Aliás, vende só lá. É.
Mas assim, tem isso, né? E eu acho que assim, a Royal, ela vem mostrando assim, de nível conceitual, uma cultura da Índia muito forte. Eu acho assim, eles têm um evento que aconteceu agora recente em Goa, né? Que é o litoral da Índia, o país inteiro, é uma loucura. É um conceito legal, eles misturam música, uma coisa divertida. A cultura de lifestyle custom, customização, misturam um surf.
Então, todo mundo tá olhando e falando assim, opa, o que é isso daí? Isso daí é legal. Não é mais uma motinho baixa. Eu quero entrar pra esse universo também. Então, não tem preconceito. Por isso que eu acho que as pessoas que estavam com aquele sonho de quatro rodas e agora estão tirando o mito do medo só da moto, tá migrando pra moto. Então, acho que o mercado vai uns anos ainda na frente sem crescer bem. Enfim, a gente tá falando muito da Royal porque ela tem...
É porque é a entrada, né? Cinco roios. Falar da Ducati agora. Eu já falei pro Daniel, o Daniel teve aqui. Eu falei assim, Daniel, a gente tem que esperar uma... Nem mid, porque talvez a Scrumble entre ali no mid, já é alta. Mas a gente tem que esperar uma 400 a Ducati, né? Eu não sei dizer se isso vai acontecer.
Muito bom. Eu falo, pô, Daniel, mas tem que acontecer, cara. Porque tá todo mundo se acomodando com as 400. Total, total. Mas assim, aí vamos falar da Ducati. Pra mim, assim, entusiasta de moto, sempre conhecia a Ducati.
Agora, trabalhando com a marca, eu entendi o universo do Cate. É outro conceito. E assim, as pessoas não fazem muita noção. É um universo, assim, altíssimo padrão. Tudo bem que as pessoas comparam a Ferrari das modos e tal, mas é altíssimo padrão. E não é pela questão do valor. Só que aí você vai ter outras motos mais nesses valores também de outras marcas.
Mas a tecnologia que a marca tem, o estudo, assim, o centro de desenvolvimento da marca é altíssimo nível. Os treinamentos que a equipe tem, o portal que a gente tem é altíssimo nível. A Itália não brinca em serviço.
E eu acho que a Ducati, assim como a Royal e outras marcas, também passaram por mudanças e transformações no Brasil. Já tiveram problemas, tiveram problemas de também outras concessionárias, outros grupos, momentos de crise de mercado. Mas agora eles estão vindo com umas mudanças. Eu faço parte dessa mudança.
Esse último ano que já consolidou o Ducati Curitiba com o meu grupo, a gente está sempre nos top 5 de performance, o que Curitiba não tinha antes. Então, é muito legal ver isso. A gente tem um emplacamento legal, um market share legal, uma performance legal de leads. A consenária é grande, é bonita. O doc lá de Curitiba é um exemplo para o Brasil e para fora, porque eles estão sempre inovando, trazendo coisas.
Os clientes estão vendo diferente o produto. Então, acho que a Ducati aí pegando, né? Eu brinco que eu tô numa pirâmide. Eu tô com a Ducati e eu tô com a Royal aqui. Não vou... Pouco médio, baixo, pirâmide. E é muito diferente. Perfis diferentes, estilos diferentes. Eu sei, porque assim... Tudo diferente. Eu tô vivendo isso. E aí, a Bruninha que achava que sei tudo de moto, sabe não. Porque a Ducati me pegou. Eu falei, caramba, trabalhar com essa marca.
É outro rolê. É outra história. Enfim, eu tive já várias motos. Inclusive, essa aqui está lá parada, que eu não vou nem dizer qual é. Ela é linda. Mas ela está parada. E aí quando eu me tornei oficial partner do Cátia, eu entendi o seguinte.
Eu tinha vindo de uma outra marca, meio fria, assim, tudo mais, mas compreenda. Eu compreendo a pegada da marca e compreendo a pegada da marca em relação aos clientes. E compreendo os clientes. Era uma dinâmica. Quando eu fui para a Ducati, eu percebi o seguinte.
que a marca é muito apaixonante. É uma marca muito exclusiva. Sim. E eu vou até refazer um contexto de fala que o pessoal fala da Ferrari e das motos. Mas isso, eu acho, termina tirando a oportunidade de você conhecer a marca. Exatamente, porque a Ferrari é difícil conhecer. Porque você fala assim, a Ferrari e das motos, você pensa, nossa, então a moto vai ser incrivelmente cara. A gente está falando de motos no mesmo patamar das motos da concorrência. Exato. Só que cara, desculpe,
Aí você vai ficar bravo aí, tudo bem. É que eu falo muito assim, ó. É, eu falo assim, ó. Vamos pegar o segmento Big Trail, tá? Que eu acho que é o carro-chefe também da Ducati hoje. Além da esportiva, não vou nem entrar na questão de Pernigal e tal. Não, mas a esportiva não tem como concorrer. É, mas vamos entrar na Big Trail. A gente tem grandes concorrentes, assim, muito boas.
De estilos diferentes. Mas eu sempre falo, eu não vou ficar só vendendo a moto pro cliente. Eu quero que ele ande com a moto. E tenha a experiência. E ele entenda a diferença que ele vai sentir naquele momento. Aí você vai pagar a mesma coisa. Por uma moto... Até tem um cliente nosso que a gente faz vídeos na nossa equipe de marketing com relatos reais de clientes.
Por quê? A gente quer que as pessoas falem a história dela também. Eu acho que é muito parecido com o que você faz aqui. Mas isso aproxima o público da marca. É, porque assim, claro que a gente tem que fazer propaganda, tem que ter parcerias, mas nada melhor que o cliente falar. E tem esse cliente, já é assim, ó, macaco velho da mundo das modas, ele que me perdoe, mas ele sabe, né? Já teve várias outras, né? Fez parte de grupos, de outras marcas.
E aí, ele agora recente comprou uma multistrada da Ducati e foi até o Alaska com ela. E a gente relatou a história dele. Ficou lindíssima a história. Ele se emocionou, foi incrível. E ele falando assim, olha, eu já andei com várias motos. Essa aqui, eu não fiz nada, assim. Não me deu nenhum trabalho. As pessoas, ah, você é louco de ir com uma Ducati? Se der algum BO, o que você vai fazer com a manutenção? Não, não, não, não, não.
Foi perfeito, ele foi e voltou. A moto, assim, ó, incrível. Então, quando você vê uma história real dessa, com uma viagem até o Alasca, você fala, poxa, gente, a internet tá aí, né? É só ver e testar a moto. Vai na loja, faz um teste, sabe? Eu falo também, a minha não é luta, mas é real. Porque eu tô usando a moto, né? Tô usando a moto pra viajar, pra gravar e tudo.
Cara, é outra coisa. É outra coisa. É outra história. É outra história, tá, pessoal? É outra história. É outra história. Mas é muito caro. Não se engane. Eu sei onde você iria ver. É muito parecido com a concorrência. É muito parecido. Mas tem um problema. Se você andar, que foi o meu caso. Você não vai querer mais outra. Eu estava... Vou te falar. Nunca tinha pilotado na multistrada. Nunca.
Nunca. Nunca tinha tido oportunidade. Como eu não fico fazendo teste de moto, eu nunca tinha tido. Aí o Daniel veio aqui e ia ter um evento da Repsol, que é a patrocinadora do nosso. O Repsol Experience Day. Aí o Daniel falou assim, ah, ora, pois, vamos ter... Eu tô adorando ele imitando, Daniel. Vamos ter vários motos lá com o César, da ClipDRE, tal, não sei o que. Eu falei, beleza.
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Posso andar nas motos? Vou, chama o convidado. Falei, tá bom. Aí eu cheguei lá. Olha só que legal. Muito desanimal. Falei assim, ele falou assim, pode escolher o que você quiser. Cheguei para o César, o César falou assim, escolhe o que você quiser. Aí eu falei, pô, eu vou na multistrada. Total, fiz certo.
Porque eu achei ela bonita. Eu acho que o design dela é muito legal. Ela é muito incrível. Bico de águia, aquela coisa. Eu falei, cara, vou nela. Aí aconteceu um problema. Não, e a questão de regulagem também. Foi uma das iniciantes nessa regulagem de altura. É incrível. Ela é...
O problema da Multistrada não é problema. A questão da Multistrada é que é uma moto esportiva, esportiva, tá? Com a pegada Touring. Então, assim, você vai fazer Touring com o desempenho esportivo da moto. É um negócio louco. A moto é louca. Enfim, aí eu fiquei apaixonado. Naquele dia eu fiquei apaixonado. Falei, cara, essa aqui é a moto. Não, mas é perfeito. Você tá falando, assim, do que é mercado. E, assim, não é falando, ah, é porque ela tem Ducati Royal.
Gente, eu ando com outras motos. Eu também já participei, né? Tive uma fase da minha vida de testar motos. Essa parte de influencer. Hoje, eu não gosto muito dessas palavras, assim. Porque eu acho que a gente tem que compartilhar a vida, né? E de uma maneira... Tentando ser mais real possível. Com o 0,1% que a internet consegue mostrar da nossa vida, né? Porque todo mundo acha que é mil maravilhas. Mas já testei bastante moto também.
Não sou técnica, não sou especialista, não sou mecânica. Gosto de moto, né? Então, já tive vários perrengues. Motos que eu gosto, motos que eu não gosto. Estilo que eu gosto. Um exemplo, assim, pra você entender, né? Eu comecei com a custom, né? Com o estilo custom.
Aí depois que eu fui fazendo alguns cursos, entendendo outros estilos esportivos e tal, eu andava com o meu pé pra baixo. Porque o custom é plataforma. Você anda com o pé reto. Então, quando você coloca o pé ali na pedaleira, você fica com o pezão assim. Aí, normalmente, ele vai pra baixo. Depois que eu fui entender... Foi meio no começo, tá? Não foi tão assim... Opa, pera, pontinha do pé aqui. Aí eu juro, assim, é mania agora.
Toda vez que eu tô na estrada, eu olho. Eita, ninguém sabe colocar o pé direito, viu? E eu achando que era isso.
Mas por que eu tô falando? Porque a gente vem desse mercado, desse mundo. Tem pessoas, pilotos, atletas, jornalistas, entendedores. E eu gosto, acho que tem pessoas de muita relevância no Brasil. Mas também teve muito a questão do influencer, internet. Que é legal, né? Mas aí você começa a ver o mais do mesmo. Então, quando eu decidi me afastar um pouco disso, foi porque eu falei, putz, mas tá o mais do mesmo. É muito cansativo.
Em paralelo a isso, a minha vida estava caminhando para o grupo, né? Eu estava me profissionalizando cada vez mais. Eu me formei, né? Falei no começo em design, né? E depois fui fazendo pós em marketing e tal. Só que hoje eu cuido do RH e da qualidade também. Que é outro rolê. Eu vi... A minha vida virou de ponta cabeça. Não estava nos meus planos de cinco anos, tá? Com 30 anos. Enfiaram o marketing e o RH lá. Com 30 anos.
que eu fiz as projeções até os 35, jamais estaria... Ah, vou cuidar do departamento de marketing. E assim, não é só cuidar, né? Porque, claro, eu tenho profissionais, nossa, maravilhosos de vários setores. Mas é você entender o que você está falando. Então, eu fui estudar esse ano essas duas áreas.
E aí, como é que você, com uma rotina cansativa, absurda, você ainda estuda? E é aquilo, é buscar conhecimento. Então tá, agora eu vou entrar numa faculdade ali, não vou conseguir na minha rotina fazer uma faculdade. E ainda tem que testar moto por aí. É, mas assim, eu tenho que buscar conhecimento, tenho que saber ler bons livros, fazer cursos certos, não cair em pegadinhas, porque hoje também na internet, todo mundo vende coisas, os coaches da internet, né?
Isso tem muito, você sabe bem. Tem de monte, tem de monte. Você sabe bem. Tem de monte, é. É.
Aí eu falei, não, não dá mais. Então, eu fui me afastando um pouco. Gosto, como eu falei, de muitos conteúdos. Admiro quem trabalha com isso, porque não é um mercado tão valorizado ainda no Brasil. Sobreviver com influência, meu filho, é impossível, acredito eu. Eu não gosto muito do termo influência. Eu também não gosto.
Eu sempre lutei contra isso, porque assim... E até estava discutindo com a Isadora. Vou sempre lembrar a Isadora aqui também, que a gente faz esse pontual. Boa. Quem influencia... É um negócio meio pejorativo. Tipo, eu estou te influenciando a fazer algo, né? Quem influencia passa a sua verdade...
E, de certa forma, argumentando com fatos e com um estilo de vida que talvez você não tenha. Influencia ou faz com que você compre a verdade dela. Exato. Muito bem. Eu não gosto disso. Eu prefiro muito mais compartilhar percepções. Perfeito. Compartilhar sensações. Compartilhar críticas, problemas. Eu acho que esse é o grande lance da internet hoje. Não, perfeito.
Não sei se você sabe, você deve saber com certeza absoluta. Você fez muito bem, porque...
A gente estava analisando. Eu vou ter um certificado. Você vai ganhar uma estrelinha. Você vai levar uma estrelinha daqui. A meta, ela soltou um relatório há coisa de seis meses atrás. Que as agências viram e ficaram, ó... Caladinhas. Caladinhas. Caladinhas, aham. E esse relatório, ele não vinha dizendo isso. Estampado. Ele vinha mostrando números e ele vinha mostrando a qualidade do algoritmo para conteúdos. Aí ele traz um relatório enorme. Se você quiser, eu te mando.
Ai, me mande, quero ver. Eu te mando. Ele traz os conteúdos referenciados. E assim, quando a Meta solta coisas e mostra os conteúdos, ela está meio que dizendo para você o seguinte, está vendo o formato aqui, pessoal? É isso aqui, tá bom? E aí a gente viu um massacre de exclusão dos influencers lá de fora.
E aí a Meta trouxe um novo conceito chamado influência de autoridade. É diferente. Então, não é marketing de influência, é marketing de autoridade. O que é o marketing de autoridade? Enfim, é eu uso...
a parada, eu fico especialista naquela parada que eu uso, porque aquilo faz parte do meu dia a dia. Eu respiro aquilo, eu gosto, eu visto. Tem autoridade pra falar. E aí eu tenho autoridade. Nessa pegada, qualquer um pode ser uma autoridade sobre aquilo que gosta. Total. Entende? É isso. Mas no Brasil ainda continua...
esse negócio de influência. Ah, não, eu acho que vai demorar um pouquinho também, porque as pessoas querem ser influenciadores, né? Então, pois é. Mas assim, eu acho que é importante para nós, mercado falando, né? As pessoas têm conteúdos legais e tudo mais, mas, por exemplo, teve uma 2020, mais ou menos, eu criei o Elas Piloto em 2018. Vamos falar sobre o Elas Piloto. Eu vou entrar nesse porque o Elas que me colocou na internet, inclusive.
Por quê? Eu fazia o evento, tinha o BMS, tinha o ALFDF, o Muro da Morte. E aí, eu tive situações inquietas da minha mente, que eu falei assim, eu preciso tirar a minha carta.
A minha mãe fala assim, ela fala assim, filha, eu acho que no final das contas você sempre foi assim, né? Meio, não sei, não é nem empoderada a palavra, mas assim, é meio... Você vai fazer o que você vai querer fazer. É, arrumadora pra cabeça, entendi. E você não se satisfaz com o padrão que estão colocando. Acho que é, bom, melhorei. Eu nunca me satisfiz com o padrão que estava me impondo. E isso vale desde sempre assim, né? Com questões minhas e tal.
E aí tiveram situações que eu falei assim, poxa, eu vejo mulheres nesse meio. Ainda eram menos. Sempre tiveram grupos, sempre tiveram motoclubes. Tem mulheres pioneiras na história do motociclismo. Isso há 100 anos atrás. Eu não fui a primeira e não seria a última. Sim, claro.
Mas, assim, tinha mulheres. Eu via nos eventos, né? O borderô do evento, né? A bilheteria. Pô, tem bastante mulher. É bastante. É representativo. Por que os eventos não pensam nas mulheres? Por que quando você vai no evento, é sempre voltado tudo estética pra homem? Acesso pra homem? Acessórios pra homem? A moto com uma mulher maravilhosa sentada em cima da moto?
afastando as mulheres cada vez mais, com preconceito mesmo, né? E eu via isso e, ao mesmo tempo, eu também estava sentindo esse preconceito no sentido de eu sempre, mais uma vez, né? Antes de andar de moto, eu busco ter conhecimento do que eu faço. Então, propriedade é produção de evento, marketing, comunicação, né? Nessa parte de eventos.
E eu via muito isso. Eu era uma pessoa que as pessoas, tipo, aquela loirinha do marketing, não valorizavam, assim, até ver eu em campo. Aí, quando viam, nossa, não sabia que você fazia tudo isso. Aí, enfim, né, você tem que provar umas coisas, mas tudo bem. Também me fez o que eu sou hoje.
E aí que eu falei, putz, vou tirar minha carta, né? É tão legal de ver. E aí, como eu pesquisava muito, vi. É bonito de ver mulher, adoro ver mulher pilotando. Tirei a carta, nossa, um perrengue, assim. Porque eu tava num momento de estresse.
E aí, ao mesmo tempo, eu falei, poxa, eu tenho um evento de moto. Eu preciso fazer algo pras mulheres aqui dentro. Nem que seja pequeno, nem que seja uma bandeira ali minha. Vou falar pra que tá ali, né? Elas têm que se sentir respeitadas aqui dentro. Aí eu criei o Elas Pilotam, hashtag Elas Pilotam. Hashtag por quê, né? Porque tava começando o Instagram bombar mais. Hashtag, né? Tudo era hashtag.
E eu falei assim, ah, marketing, pode ser que isso dê certo no evento. As pessoas vão chegar aqui e vão postar, vão marcar. As meninas vão se sentir pertencentes ao evento, porque é isso que as mulheres não sentiam antes. Aí foi, tirei a carta. Uma semana antes do evento, chegou em tempo. É mó perrengue. Criei o Elas. Dentro do BMS, né, eram três dias de evento. Alguns grupos de moto foram, que eu tinha contato, amizade. Foi super legal.
Disso, o negócio aumentou por conta da internet. Aí, depois de uns três meses, eu falei, nossa, peraí, esse negócio aqui foi além da moto. As mulheres estão se encontrando. Elas têm outros grupos, né? Porque eu nunca fui grupo, nunca fui motoclube. Eu sempre me intitulei movimento. Porque eu acho que essa palavra, ela movimenta a minha vida, não é? Ai, você tem um movimento feminista. O movimento faz parte da nossa vida.
Se eu não me movimento, eu vou ficar ali parada. E nada vai acontecer, entende? Então, pra mim, sempre foi isso. E eu acho que a minha mãe fala muito. Fala, nossa, filha, você nunca parou, né? Você sempre tava fazendo coisa. Eu falei, é, sei lá. Talvez se eu for num psiquiatra, eu vou ser diagnosticada com alguma coisa. Mas prefiro não ir. Deixa assim que tá bom. Ah, hoje em dia... Deixa assim que tá bom.
Você vai descobrir alguma coisa. Tudo é uma desculpa, né? Não, não é desculpa, não. É sério. Mas, assim, né? Só a ansiedadezinha que é controlada, mas tá tudo certo. Você vai descobrir alguma coisa. Se você for melhor não ir. Não, Deus do livro. Eu não quero agora, com 35 anos. Não, mas assim, eu respeito, né? Eu cuido da minha ansiedade. Eu respeito muito essas questões mentais que as pessoas não respeitam, né? Não se dão conta. E aí deixam a coisa acontecer. E aí deixam os outros tudo pirado também, né?
Mas voltando aqui. E aí, foi muito legal isso, assim. Porque eu vi um crescimento, um pertencimento. Comecei a movimentar o Instagram do Elas Pilotam. Muitas mulheres do Brasil inteiro. Mandando histórias e relatos. E aí, aquele negócio foi crescendo. Em paralelo a isso, a mídia também viu a Bruna como...
A Bruna é do BMS, a Bruna faz o BMS também, a Bruna tem isso. Não era só o meu outro sócio, porque as pessoas colocam sempre o homem na frente. E foi muito legal isso, assim, eu nunca esqueci, teve um grande amigo meu de uma marca famosa, não vou falar aqui agora pra fazer merchan, mas é uma marca bem famosa, que ele bem assim, poxa, Bru, você ficou mais famosa que ele, né? Daí eu falei, ah, para, não leva isso em consideração, porque sempre eram os homens.
E aí foi acontecendo, assim. Mas, desde o começo, e assim, isso é uma coisa que eu nunca tive medo, que é mostrar a minha vulnerabilidade no sentido de... Gente, eu acabei de tirar a carta. Eu não sei andar de moto direito. Eu não fiz curso de pilotagem ainda. Eu só tô andando de moto. Eu tô andando, eu tenho um networking de moto, eu tenho um evento de moto, eu tenho um muro da morte, que eu monto o muro. As pessoas... Você anda no muro? Não, eu monto o muro. É pra que andar? Pra que andar?
andar, deixa os pilotos andarem. Eu monto o negócio, sabe? Eu administro essa estrutura toda. Só que as pessoas sempre olham isso, assim. Então, eu comecei a ser muito julgada.
por esse começo da internet, isso eu tô falando de 2019 pra 2020, e o mais triste, né, mas tem que falar, por outras mulheres, mas ela acabou de chegar, mas ela nunca pilotou, mas ela nem tem mole, eu tinha uma Triumph na época, mas nunca viajou, e eu falava, gente, mas como é que vocês querem que eu viaje seu trabalho pra cacete? Que tempo que eu tenho? Não, e a questão é, e daí?
Não, total. E assim, ó, jamais quero competir com faixas etárias, mas eu tava com 28 anos, né, quando eu tirei a carta. E normalmente eram pessoas que já estavam andando de moto há 15, 20 anos. Pô, eu quero chegar como você quando eu tiver 48, 50 anos, sabe? 40 anos que seja. Mas enfim, aí foi um processo, né, vou tentar correr aqui, a internet bombou.
Acho que dessa parte de ficar famosa como mulher motociclista, fui uma das primeiras aqui no Brasil. Tem outras, com certeza, que já inclusive viveram aqui, mas tinha uma certa relevância pras marcas.
Porque eu também tinha o meu negócio, não era só uma mulher que tá andando de moto. Então eu tinha isso. E eu tratava com muita verdade. Quem eu sou? O que eu tô fazendo aqui? As marcas foram aparecendo, eu tive grandes parceiros que mesmo não estando hoje, trabalhando comigo, são parceiros que eu vou levar longe, porque a gente se conecta com pessoas incríveis nesse mercado.
Mas aí foi indo, foi indo, assim. Enfim, participei de muitos eventos, muitas coisas. Mas a internet, ela... Pra mim, foi o momento de falar, tá, aqui deu. Porque quando você também tá nesses lugares, você vê muito bastidor. E aí você tem que fazer uma escolha. O que eu quero pra minha vida? O que eu quero daqui 5, 10, 15, 20 anos? E aí, eu com os crescimentos... A pandemia, eu tinha uma agência de eventos. Aí eu me ferrei.
A gente ficou dois anos mantendo uma estrutura gigantesca. E assim, a conta ficou cara. Acho que poucas pessoas não saíram... Arranhados. Arranhados, é. Tá todo mundo... Mas assim, aí as considerações foram crescendo, né? Você vai levando ali onde que tá dando certo. A internet foi um momento muito legal da minha vida. Foi quando eu me mudei pra São Paulo. Porque tava crescendo. São Paulo é onde tudo acontece.
Então, eu já tava morando mais aqui do que Curitiba. Aí eu falei, putz, quer saber? Eu preciso ter essa experiência na minha vida. Mais uma vez, o movimento veio. Não é ir trabalhar em São Paulo. Eu vou viver em São Paulo. Eu quero ter essa experiência. Vou ter trabalho também, mas eu também tenho a minha equipe lá. A pandemia me ajudou a criar uma equipe muito home office. Então, isso foi ótimo. Porque as pessoas não estavam acostumadas, né?
E aí foi indo, assim, até que, né, eu falei, não, deixa a internet lá, meu lifestyle. Falo muito sobre isso, assim, hoje eu acho que eu tenho mais propriedade do que antes, com certeza, né? Cada ano a gente vai aumentando aí a nossa idade também. Mas eu sempre gostei muito dessa verdade, assim, sabe? De você não criar um personagem.
Porque as pessoas vão ser influenciadas por um personagem. É. E isso é ruim, sabe? Isso daí, isso pra mim, não gosto. Eu vejo movimento de mulheres pilotando. Eu acho muito legal. No fundo, no fundo, eu acho que esses movimentos, eles nem precisariam. No fundo, no fundo, se a gente fosse um país assim, tranquilinho, eles precisam, são necessários, né?
Mas eu vejo que às vezes eles não são genuínos. Não são genuínos. Mas nem os homens são, né? É, exato. Mas eu sempre olhei... E não é uma... Não é um eloginho, tá? Mas eu sempre olhei o Elas Piloto por esse viés.
Cara, isso é um grupo de mulheres despretensiosos que apenas pilotam suas motos. Pronto, é isso. É que é difícil de entender, né? Não, mas é isso. Isso é simples. Sim. Simples, efetivo e real. É. Agora, quando eu vejo assim, um grupo empoderado de mulheres que querem conquistar o mundo, isso aqui eu falo, cara, tá tudo bem, tá tudo certo.
Eu acho assim, eu tive as fases, tá? E sendo muito sincera, lá em 2018, eu brinco que foi a onda vindo dessa mudança do mercado.
Em vários sentidos. Marcas novas vindo. Muitas marcas de acessórios, de coisas. Mais mulheres pilotando. Mais mulheres olhando a moto como... Hum, posso ter também esse negócio aqui. Então, o mercado como um todo foi mudando. O que eu busco...
é sempre uma igualdade e um respeito. Eu falo isso dentro da empresa, para o mercado em geral. Eu quero ser igual, eu quero ser respeitada igual. E eu passo isso muito para os meus funcionários, principalmente vendedores e mecânicos. Hoje eu tenho mulheres em todos os setores da empresa.
A gente tá aí com 46%, mais ou menos, de mulheres. Pra concessionárias, normalmente na oficina, mais homens. Então, eu sempre falo, vocês têm que respeitar e tratar de igual pra igual. Inclusive, já tiveram problemas com clientes, mulheres, que eles me passaram e eu falei assim, não, não, não, ela tá errada. Então, ela tem que entender que ela tá errada.
Ela não pode agir, mas você só porque eu sou mulher. Peraí, você vai mostrar pra ela com educação e respeito por que ela tá errada. Então, eu acho que é muito esse ponto, assim. Eu não gosto de ficar polemizando nada, ficar militando com nada, até porque, assim, eu acho que eu tenho uma bandeira que eu levantei, né? Que eu levanto da minha vida inteira, né? Que é me posicionar como mulher nesse mercado como um todo.
Se não fosse a moto, o meu meio, seria outro. E eu seria a mesma, Bruna, com certeza. Mas você sabe o que eu digo? Eu falo que, cara, eu gosto de ver esses movimentos de mulheres que pilotam as suas motos e não é que lutam por isso, mas que apenas pilotam. E elas gostam de pilotar. Mas aí, olha, é só para você entender, né? Depois dessa outra coisa.
Eu vou fazendo por etapas. Depois da onda, né? Duelas piloto, mulheres com moto. Eu falei, caramba, que legal.
Fui muito cobrada. E numa viagem que eu fiz, minha primeira viagem de moto, eu lembro, assim, que eu chorava no capacete. Porque é emocionante, né? Você se sente realmente com uma força. E não é porque eu sou mulher. Eu acho que o ser humano sente essa... Quando você se identifica com a moto... Tem gente que odeia. Mas quando você se identifica com a moto, você sente um poder ali, um controle nas suas mãos, que é sensacional, assim, te dá uma força.
E eu chorava com aquilo, eu falava assim, meu Deus, nunca imaginei isso. E aí, eu tinha uma Street Twin da Triumph. Que já não era pequena, era uma moto grande, clássica e tal. Tava viagem, tava fazendo Curitiba-São Paulo. E nesse momento da viagem, eu tava sendo cobrada por algumas situações. Inclusive, eu tava indo pro festival. Acho que foi o primeiro, talvez, 2019.
A convite da Ducati. Porque a Ducati tava fazendo uma mesa de mulheres motociclistas pra testar andar de moto em Interlagos. Essa aí eu vou falar, acho que eu nunca falei essas histórias na internet. E imagina, mal sabia andar de moto, né? E sendo cobrada, cobrada, cobrada. Mas tinham elas piloto e tal.
Eu lembro que eu cheguei em Interlagos, assim, eu tremia. Eu andei com uma Scrandler na pista. Meu Deus do céu, foi péssimo, assim, ó. Nossa Senhora, que vergonha. Porque tava sem retrovisor, eu nunca tinha andado em pista, assim. E aí, tinha um monte de gente andando junto. E eu perdida, eu falando, meu Deus, vamos passar por cima de mim, desesperada. Sem equipamento certo, sem capacete certo. Enfim, aprendizados, é legal isso. Mas nessa viagem, o que mais me marcou, assim, foi...
Não importa a moto que eu tô pilotando. Não importa a quantidade de viagens que eu faço, de quilômetros rodados. Eu admiro muito quem faz isso, quem gosta disso. Mas hoje, eu tava com 29 no ano. Hoje eu tô pilotando a minha vida. E a moto, ela me representa nisso. Então, quando perguntam do Elas Pilotam, ele é um espelho meu.
E ele é muito pessoal meu, assim. Até esse último ano, com o crescimento do grupo, eu tive que deixar ele um pouquinho de lado. Porque a gente tem que fazer escolhas difíceis.
E eu já recebi propostas de você quer uma sócia, vamos fazer isso, vamos fazer aquilo. Não, porque ele é uma coisa minha. Ele é meu espelho. Então a gente foi crescendo juntos. É o que eu estou falando. Exato. E aí mulheres foram se identificando com isso. E talvez não. Então muitas mulheres falam nossa, Bru, é além da moto, né? Eu falei assim, sim, é além da moto. Mas é o que eu estou dizendo. Isso é legal.
Então eu quero, sim, que mais mulheres andem de moto. Estou aqui para isso. E trabalhe com isso. Mas assim, vamos pilotar a vida, sabe? Pronto. Ser independente, ter respeito. Eu já tive que brigar muito. Estava me defendendo e defendendo também a parte de movimento. Não precisa brigar. Eu já tive que... Não, não, não. Hoje mais não, Deus livre. Mas eu já tive que brigar muito porque... Como é que você faz para ter voz? E não olhem só para a tua aparência.
Porque isso acontece. Sim, sim, sim. E aí eu falava, putz, vamos lá, Bruna, força. Momentos que eu queria chorar, assim, sabe? Mas deixa eu completar. Mas eu tava lá, firme, forte. Uma coisa importante, né? Que assim, o que eu falo. Quando eu olho para os movimentos de moto e os movimentos femininos, né? Eu olho, por exemplo, volto a falar, o Elas pilotam. Não é porque você tá aqui.
mas ele tem esse condão leve. Qual é o foco? Apenas pilotar a nossa moto e mostrar o estilo de vida e mostrar que a gente consegue pilotar a moto e mostrar que a gente se diverte. Eu vi vários... Isso eu olhei com muita profundidade. Mostrar que a gente se diverte com a moto e tudo mais. Beleza.
Tranquilo. O que eu não gosto são aqueles movimentos comerciais que exploram essa cara de não. São mulheres que não sei o que lá. Cara, olha só. Legal. Tá tudo bem. Mas o mercado percebe. Sim. Compreende? O mercado percebe. Por isso que eu saí, Ângelo. É muito chato isso. No começo, eu tinha... Até hoje tá o site, um blog. Eu tentava envolver histórias reais. Eu gosto muito de história real.
histórias reais de mulheres, incentivava, né? Repostava. Tive grandes parceiros que, sim, vieram através, né? Do movimento Por Ser Mulher. Eu nunca me esqueço, assim, que... Teve uma marca que quando eu encerrei... Eu fiquei dois anos com a marca. Quando eu encerrei o contrato...
Eu falei assim pra eles, eu falei, cara, só não coloquem outra loira no meu lugar, só por chamar atenção. Ou busquem uma atleta, uma piloto, que tem várias por aí. E tudo bem, tem bonitas também, mas assim, busquem o que a pessoa faz com propriedade. Não queiram só um rostinho bonito, porque as marcas só querem isso. E pra mim não cola, sabe? Nunca colou. Então eu sempre coloquei um propósito além disso. Boa.
Ah, você tem que fazer propaganda sim, você tem que fazer publi, você vai no evento fazer participação especial. Mas assim, sempre com respeito de falar, não, eu tô aqui com um propósito. Se eu tô incentivando e ganhando respeito como mulher, cumpri meu papel.
Mas não só pra ganhar dinheiro. Mas automaticamente você, né? Você tá ali na internet. Você não consegue agradar todo mundo. Não é mesmo? E aí, leia o livro A Coragem de Não Agradar. Que ele mudou a minha vida. A Coragem de Não Agradar.
Por quê? Porque eu tinha medo, eu precisava agradar e ser vista. E, meu Deus, eles vão falar da minha aparência e como é que eu vou mostrar a minha voz. E aí vão falar isso. Eu falei assim, quer saber? Gente, ninguém tá fazendo isso. Vão falar que eu tô ganhando dinheiro, não tô. Que eu tô ajudando, que eu não tô. Tem gente que me odeia, que não me odeia, que me ama, que me odeia, mas tudo bem. Só que aí começou essa onda de outros movimentos.
Que eu achei maravilhoso, porque eu falei assim, é isso. Porque tinham pessoas que falam assim, como é que eu faço pra andar com você? Eu falava, cara, eu nem tô andando de moto agora ultimamente, porque eu tô tão ferrada. Que eu ando com as minhas amigas mais próximas, porque não dá tempo.
E aí criaram-se outros movimentos, que eu acho super legal. Tem as marcas, né? Tem os grupos. Mas sim, muitos vieram com essa pegada de tipo... Hum, mercado. Então, quem se intitulava até antifeminista, agora tá... Nossa, agora eu sou empoderada, eu sou feminista. Aí eu falei assim, opa, peraí.
eu não vou competir com esse mercado. Não consigo ter energia. E aí, quando eu vi essa movimentação, que eu achei super legal, mais mulheres influenciadoras, youtubers, jornalistas, com movimentos ou não. Mas tinham pessoas que eu falei, opa, pera ali, ela tá aproveitando uma onda que até dois, três anos atrás, ela era contra. Ela não incentivava mulheres como ela tá incentivando agora, ou tá, ou não.
Muitas tentaram copiar um nome, elas... Eu tenho empresas. A primeira coisa que eu faço é registrar minhas marcas. É, lógico. Eu tenho CNPJ. Ah, mas então tá. Então agora você tá pensando só no dinheiro. Não, eu tô cuidando de um bem meu. De uma propriedade minha. É uma ideia.
É uma ideia minha. E como eu falei, é um projeto que eu tenho um desenho tão grande do Elas Piloto que um dia vai dar certo. Um dia ele vai tomar o outro contorno. Então assim, é óbvio que eu vou registrar, eu vou criar um CNPJ, eu tenho uma advogada. Aí as pessoas se assustavam. Nossa, como você é prepotente. Não, eu tô cuidando de um bem meu. São poucas coisas que a gente cria nessa vida, assim, né? Só que as pessoas tentavam copiar. Aí a minha advogada sempre ficava em cima. Por quê? Porque eu tô...
Tô cuidando. É igual um filho. Eu acho que hoje as pessoas entendem mais. Mas na época eu fui bem julgada. Eu falei assim, tá tudo bem. Se fosse um homem, não seria julgado. Mas ok. Vida que segue. Mas quando eu vi essa concorrência desleal...
Porque eu acho que aconteceu muito isso, assim. As mulheres se sabotando, sabe? Não foi legal coisas que eu vi nos bastidores, em eventos, em marcas. E aí, quando eu vi essa conquista de Sleu, eu falei assim, putz, isso aqui, pra mim, assim, é passageiro. A influência, a internet, se acabou o Instagram hoje. O que a gente faz? Pois é.
Então, assim, eu quero preservar a minha marca, porque eu tenho outros projetos, além da internet. Quero cuidar do meu conhecimento, dos meus estudos, da minha empresa. Meus funcionários estavam aumentando. Então, assim, eu quero impactar pessoas, se eu puder, na internet, ótimo. Compartilhando a minha vida, os meus altos e baixos, que eu faço sempre questão de falar isso. Mas compartilhando e impactando pessoas que estão perto de mim. São os meus funcionários, minha família, minhas amigas, meus amigos.
pessoas que eu me conecto. Isso é incrível. Então, acho que teve essa mudança um pouquinho. Eu valorizo muito muitos grupos que têm já há muitos anos, grupos grandes no Brasil, só de mulheres, movimentos, enfim, marcas. Mas, assim, sim, a gente perde um pouquinho o conceito ali da real história. Mas, assim, o que importa no final das contas que eu sempre falo?
independente da marca de quem é, de quem não é, não é a Bruna. É aquilo, assim, se você entende o conceito de pilotar a própria vida, seja através da moto, o meio da moto...
ótimo, você faz parte dessa ideia toda. Então, tem muitas mulheres que estão nesses movimentos e outros que estão lá para isso, para falar, pô, que legal, estou junto, conheci um grupo de mulheres, então isso é legal. Mas aí uma ou outra vai tentar ganhar a mais com isso. Eu falo justamente disso, acho assim...
E não vejo problema em ganhar, tá? Desde que não seja desleal. Essa é a grande questão. Perfeito. A sua colocação está perfeita. Eu acho que... Esse é um tema que as pessoas tendem a achar polêmico, mas não é. Não é, claro que não. É um mercado. É um tema super simples. É um mercado. É um mercado. É, nós temos um mercado enorme e a gente tem um mercado enorme de motociclistas femininas. Gigantesco. Isso é fato, tá bom? Aumentou 65%. Querida.
Exato. Parece uma coisa assim, né? Então, assim, elas não precisam mais de um movimento comercial, né? Que fale em nome delas. Elas não precisam. Elas precisam de movimentos, de se juntar, de pilotarem juntas, de lifestyle, cara, de boas experiências, de...
que é um movimento despretensioso, que era o que eu enxergava muito aqui. Eu espero que ele volte. Despretensioso. Apenas a gente se junta e apenas a gente pilota. Isso é muito legal. Até o nome passa isso. Elas pilotam. E daí? Ponto. Mas quando a gente vai para um negócio comercial, cara, eu tenho coisas assim... O mercado é pequeno. O da moto é muito pequeno. É pequenininho. É muito pequeno. Eu tenho um amigo meu que trabalha...
E ele falou assim, cara, eu fui um dia desse, assim, eu fui quase que ameaçado. O que aconteceu? É muito amigo meu. Ele falou, pô, sem muitos detalhes, mas falaram assim, você não vai fazer, não vai contribuir com o nosso evento? Aí ele falou, veja, o budget esse ano, não sei o que lá. Nossa, mas o que você tem contra as mulheres que pilotam? Porque o nosso evento... As pessoas levam para um lugar desse. Então, assim, as pessoas...
Ficarem sabendo que a marca tal não gosta de mulheres que pilotam. Então, mas daí isso é um sensacionalismo e é o desleal, entendeu? Isso que eu falo, isso que eu não gosto. Isso é sacanagem, cara. Isso é sacanagem. Então aí, essa é uma crítica que eu não faço. Não, tá tudo bem, tudo certo. Cada um planta o que quer. Exato. A gente colhe escolhas. Só que o mercado, ele já está ciente.
Ele já está ciente dessas coisas. E por isso que cada vez mais, Angela, eu busco nos meus negócios, sejam eles quais forem, ter pessoas honestas e transparentes. Cada um tem o seu objetivo de vida. Cada um sabe o que pega no teu bolso. Cada um tem história de família, de filho, de mãe, de sei lá o que for.
cada um tem a sua história, assim. Então, acho que eu respeito muito isso, mas trabalha, assim, com transparência. Eu já fui muito acusada, acho que até a gente tava falando com a Ju, né, das pautas, de tentar ser boicotada, assim. E aí, em conversa com a minha... Assim, eu tenho três pessoas que foram fundamentais nessa trajetória toda da minha vida.
a minha psicóloga, a minha advogada e a minha gerente do banco. Eu não vou colocar médico, família, nem nada, né? Porque a minha mãe é, obviamente, a primeira pessoa. Mas essas três pessoas, elas me colocaram muito no pé no chão de falar assim, Bruna...
Você não tem que ser boazinha porque você é mulher. Não, não, não. Se coloca como se fosse um homem. Porque é isso que as pessoas querem que você mostre, né? Então assim, você cuida da tua marca. Você tem um projeto comercial certo. Vocês falam a verdade na sua marca. Se as pessoas estão criando coisas de... Ah, só ganha com o feminismo. Eu sei o quanto eu impactei de mulheres. E o quanto eu também fui impactada com isso de mudar a minha vida.
Nunca falei, ah, eu fui a primeira, eu fui a fulana, eu fui a fulana, blá, blá, blá, blá, blá.
Acho que isso não cabe a ninguém, assim, porque a gente tem histórias passadas, né? Mas eu recebi ameaças, eu recebi muitos haters na internet, robôs, né? E eu fui a fundo. Como eu tenho uma advogada, eu fui a fundo pra descobrir... Você consegue achar. Hoje tá mais fácil. Aí hoje, acho que eu já sei também, um pouco parou. Mas era uma burocracia meio chata. Eu falei assim, eu tenho até pena das pessoas que estão fazendo isso.
Porque eu vou colher o que eu tô plantando agora, fazendo as minhas escolhas, e as pessoas ao redor também, né? Falando bem ou não, assim. Então, o que eu sempre quis mostrar pro mercado é esse meu conhecimento, a minha postura. Perfeito. E é isso, sabe? Acho que esse é o grande valor que a gente leva da vida, assim. Perfeito.
Bom, tá muito bem entendido. Falei que ia ter polêmicas. Não, mas não é polêmica, é uma pontuação de verdade com uma opinião. É um mercado, Ângelo, e eu sofri com isso. Então, veja, a gente tá aqui num veículo, isso aqui é um veículo de mídia, né? Querendo ou não querendo. Você sabe um podcast?
Bom, é um veículo de mídia. A gente está se falando aqui, a gente está opinando aqui. Eu também acabei de largar uma opinião sobre meninas. Vão pilotar, vão andar juntas, vão viver esse negócio. Pilotem. Não fiquem atrás de alguém que comercialmente vai nos proteger. Não precisa, tá bom? É só isso. Pilotem. Eu acho que hoje tem muitas pessoas boas, seja um homem ou mulher, né? Que podem te dar dicas, te instruir, te ajudar. Não, e movimentos genuínos.
É, busca, sabe? Isso, assim, nas concessionárias, as marcas, eu acho que hoje as marcas estão pensando diferente no público feminino. A gente vê campanhas comerciais das montadoras já com o público feminino, apoiando mulheres motociclistas, isso no mundo inteiro. Então, assim, mudou, mudou. Tem muito a fazer ainda, sabe, Angela? Eu sei que eu busco a igualdade, mas no dia a dia tem muita coisa ainda a melhorar.
né, assim, seja no meio corporativo, nas ruas, no respeito, né, a gente tem mais medo do que os homens, porque, né, a violência a gente viu agora, né, os números. Então, assim, ainda tem muito a evoluir. E eu tô falando até de política pública, assim, em relação à mulher. Mais acesso, assim, tem muito preconceito nesse meio das motos, é muito preconceito. E eu sei que...
Entrando num assunto, a gente pode se estender ou não. Eu sei dos meus privilégios, né? Quanto aonde que eu moro, como que eu sou, o meu estereótipo, o que eu tenho que eu não faço. E eu quero muito, assim, que nem hoje. Tem muitas mulheres que estão comprando moto, meio que pandemia após pandemia, pra trabalhar de moto como motogirl. Porque isso foi um mercado que mudou.
Como Uber, moto Uber, né? Moto Taxi, enfim, não sei como é que fala. Tem várias mulheres que estão fazendo isso hoje. E eu sei das classes diferentes, mas assim, eu acho que tem muito a melhorar. O meu papel, acho que se você perguntasse, Bruno, o que você pretende fazer com o que você faz hoje? Conscientizar pessoas. Boa.
Acho que eu já consegui entrar num mercado onde hoje, hoje, assim, né? Pegando nos últimos anos, eu tenho um respeito da rede de concessionários, das montadoras. Tenho voz de fala, tenho poder. Eles me respeitam dentro dos meus sócios, eles me respeitam. Mas não era assim no começo, né? Os meus funcionários. Então, assim, eu acho que meus clientes...
Eles brincam assim que quem manda ela saiu mais na brincadeira, mas assim, eles me respeitam. Então, acho que é conscientizar as pessoas que as mulheres estão fazendo parte do mercado de trabalho, estão andando com moto, estão comprando motos e elas têm que ser respeitadas. Então, esse é o principal foco aí. Elas pilotam. Ótimo. Fez uma propaganda já do que vem aí, em 2026. É ótimo a gente falar sobre isso. Eu parei de me cobrar. Eu me cobrava de fazer coisas. Não precisa.
Fala assim, meu Deus, mas eu vou perder, mas eu vou perder tempo, mas eu vou não sei o que. Deu bem, eu falei assim, gente, meu Deus, não, para com isso, tá maluco. Terapia, a gente faz uma terapia em toda semana ali, ó, pontual. Terapia muda vidas. Fala um pouquinho do Babies Ride Out. Puts, nossa, falei, para bom.
Só pra gente fazer um pontuado assim. Meu, sonho de vida. Eu tô olhando aqui o tempo pra você chegar atrasado no aeroporto. Eu tô bate e volta hoje em São Paulo. Porque agora eu voltei pra Curitiba, né? Eu voltei pra cuidar do negócio. E eu tô aqui já. Como disse meu pai, o gado engorda com os olhos do dono. No caso da dona. Faz muito bem, seu pai. Eu tô falando.
faz muito bem seu pai foi muito incrível assim, era uma viagem o Babies, ele, acho que foi até uma referência minha, lá dos estudos de trás máquina, uma marca criada para motociclistas e por motociclistas design minimalista experimental e as vezes peculiar a marca
é referência na Europa em termos de design, riqueza de materiais e qualidade. Aliás, a gente está aqui com a máquina no nosso cenário. É um equipamento espetacular e não só jaquetas como calças, luvas, macacão, bolsas e acessórios. Tudo para deixar o seu momento em cima da moto ainda mais especial e seguro na cidade ou na estrada da máquina. Valeu demais pelo apoio. Obrigadão.
Cardo, cara, lado a lado com você na estrada desde 2004. O melhor intercomunicador merece o melhor motociclista. A Cardo foi a primeira empresa a lançar o sistema de intercomunicação, os famosos Scala Rider. E, cara...
Para você que curte usar isso aqui, não tem melhor. Cardo é Cardo. Cardo é sinal de qualidade, de estabilidade na comunicação. E o mais legal da Cardo é que ela tem um range de produtos gigantesco que vai desde produtos intercomunicadores a partir de R$ 990 até produtos mais específicos que chegam a R$ 6 mil. Para você que anda em ambiente urbano,
para você que anda em grupo, para você que curte ir para a estrada com mais gente, esta aqui é a melhor solução. Sem dúvida, é o que eu uso e referencio. Cardo, valeu, muito obrigado. Tamo junto. Duelas pilotam, de falar, caramba, olha essas mulheres lá fora, pilotando e se reunindo. Eu achava isso muito legal.
Tenho amigas que moram lá, né? Uma delas é a Gabi, que mora no norte de Nova York. É uma grande amiga que o Elas Piloto me deu da internet. Genuíno. E eu falo assim, o que você ganha com elas? As minhas três melhores amigas vieram através da moto pelo Elas Piloto. Então, é incrível. E não é da moto, não é só andar de moto, né? É viver mesmo a vida real. E a Gabi já tinha ido e tal. Ai, Bruce, tem que ir, tem que ir, tem que ir.
Aí esse ano eu tive umas crises de estresse, coisas que você às vezes dá umas perdidas no meio do caminho, quem empreende principalmente se perde. Falo que empreendedor não tem burnout, mas eu acho que tem burnout todo mês. Eu não posso ter, eu não posso ter. Eu estou proibido de ter estresse e burnout. Nossa, nem me fale. É, eu estou proibido.
E aí, cara, eu falei assim, putz, Gabi, eu acho que vou. Vou com você em junho, né? Que é verão, lá. Verão mais ou menos, né? Que tava meio chuvoso. Porque é divisa com a Pensilvânia, assim. Então, a gente tava no norte de Nova York. Ia fazer um rolê de uns 400 km.
E ela tem motos, ela tem uma estrutura bem legal lá. Aí eu convenci minhas duas melhores amigas aqui de São Paulo. Falei, vamos, vamos, vamos. É nosso sonho de pilotar juntas. Vamos fazer uma viagem de moto juntas. A Gabi tinha as motos, então facilitou bastante também, né? A gente foi. E assim, foi incrível o evento. É um acampamento, né? De motos, só de mulheres. Ele acontece nas duas costas dos Estados Unidos. Já é uma marca bem, assim, consagrada lá.
E aí, enfim, a campa tem atividades, tem shows, tem oficinas. É divertido, é muito divertido. E foi uma viagem que eu fiz com as minhas amigas pela primeira vez. Então, assim, pra mim foi tipo, uau. Temos fotos? Tem fotos, com certeza. Já tá passando aqui. E a gente fez, assim, a gente fez, né? A gente conheceu o destoque, andamos de moto.
É... Foi incrível. Duas delas acamparam e se arrependeram. Porque tava mó frio. Eu e Gabi, a gente ficou num chalé perto. Porque a Gabi, né, me salvou dessa. E foi incrível, assim. Acho que o Babies, pra mim, foi essa viagem de... Putz, fiz um check na lista de coisas que eu queria fazer na vida. Consegui fazer com as minhas amigas, que foi ainda melhor.
E o que eu trouxe de lição, assim, né, já até juntando, porque em 2019 eu criei, né, a marca Elas Pilotam Camp, justamente como referência do Babies, né. Antes da pandemia, inclusive eu comecei em 2020 lançando o acampamento de mulheres, porque a ideia era fazer um acampamento de mulheres. Eventos pra gente se divertir, enfim. Boa. Aí veio a pandemia e, né, cancelei, enfim. Depois da pandemia eu não fiz mais eventos grandes.
E aí, lá no Babies agora, imagina, cinco anos depois, eu vim assim no avião pensando, o Brasil não tá preparado pra isso. Porque tanto marcas, pessoas, motociclistas, o respeito, sabe? A diversidade das pessoas lá. Tem pessoas muito diferentes, que não necessariamente são amigas, mas estão lá se respeitando. Acho que o Brasil ainda tem que caminhar um pouquinho mais pra ter algo gostoso, sabe? E como você falou, genuíno.
E, claro, tem que ter marcas patrocinando, porque senão as coisas não andam também. Ou alguém investindo, né? Mas, no caso, é difícil. Mas foi isso, assim. Ficou um gostinho de falar, quem sabe, um futuro a gente faz. Essa é a diferença que eu estava falando sobre olhar... Vamos lá.
Isto é, por favor, tá? Não é puxa-saquismo. Eu nem preciso, nem você precisa. A gente está conversando. Sim. Mas a diferença entre quem vive o mercado, empreende, com o olhar empresarial, e sabe os limites e o ponto de maturação do mercado. Total, total. Para os amadores que olham e falam assim, eu vou ganhar dinheiro com esse negócio.
Vou lançar o Mulheres Acampando Loucamente. E vou ganhar dinheiro com essa parada. Você entendeu? Porque assim, você sabe, né? Porque assim, isso acontece. E sabe o que acontece? Vai ser bem difícil dar certo também, porque você vai trabalhar demais. Não fale assim. A gente vai poder ter oportunidade. Não, não, não. Isso futuramente sim. Eu tô falando agora e eu falo por mim também. Eu falei assim, cara, é muito esforço, é muito trabalho, é muito hater, é muita cobrança, é muito boicote. Pra quê? Sim.
Aí o que eu falei? Como eu falei que o Elas é meu espelho, eu quero ter essa vivência. Eu quero conscientizar, talvez eu quero sim impactar pessoas com projetos, com coisas legais, com as marcas que eu hoje tô. E assim, o mercado tem que movimentar. Só que a gente sempre vai ter, em qualquer mercado, né? As pessoas que vão estar lá...
oportunistas e as pessoas que vão estar realmente trazendo algo impactante. Para mim é isso. Então é meio complicado assim, falando. Não, mas está tudo bem. A gente está gerando muita polêmica aqui. Não, não está não. A gente está pontuando um negócio muito legal porque a gente está vivendo um momento do motociclismo. O motociclismo florescendo fortemente no país. Gostei dessa palavra. É, mas é verdade.
E as mulheres tomando um papel muito decisivo nessa história. A gente está vendo isso. Então, qual é a pontuação que a gente está fazendo aqui? Talvez criando um ponto de observação para as meninas que estão olhando. Para que elas não se deixem...
Ser representadas por movimentos comerciais. Perfeito. Apenas pilotem. Perfeito. É o que eu falo. Não é uma crítica, não. Eu falo, olha, meninas, apenas pilotem, porque vocês... Eu tenho alunas no corporativo. Eu vou citar um exemplo aqui. As alunas do Einstein. Que legal.
Estou no Einstein desde 2017. Então elas estão vendo aí também. Cara, elas chegam lá e elas pilotam a maioria esmagadora das vezes nos exercícios propostos. Melhor do que os homens. Mais cuidadosas. Mais cuidadosas. Colocam mais atenção.
tem a pecha a gente não tem medo de falar que vai errar a gente tá ali preocupado vamos mostrar aqui, sabemos ela vem com a pecha de que moto é um ambiente masculino e eu vou prestar bastante atenção porque eu não quero passar vergonha, então ela coloca atenção devia ser assim com todo mundo, o outro não coloca, aí o que acontece ela faz melhor do que todo mundo isso é fato então
Então assim, já tem o espaço. Não adianta a gente falar assim, as mulheres vão conquistar. Não, já conquistaram. Já foi, já foi. Já foi, ok? É isso. Ainda bem. Ainda bem. Ótimo. Ótimo. Então não precisa do Mulheres Acampando Loucamente patrocinados pelo...
Não precisa, não precisa. Vamos acampar loucamente, né? Vamos acampar loucamente. Gostou do nome? Exatamente, adorei. Elas acampam loucamente. Sabe que quando eu fiz o... Criei, né? Em 2019, ainda estava nesse burburo, assim. Acho que foi uma onda real, assim, sabe? Eu gosto de comparar essas, né? Fazer umas analogias. Eu lembro que eu recebi uma mensagem, assim...
Mas vai ter hotel? Eu falei, não, mas a ideia é acampar. Só que aí eu fui agora pros Estados Unidos e eu fiquei num chalé. Não tinha hotel. É, tá tudo certo. Mas assim, era mais afastado e tal. Porque a Gabi já é experiente. Falou, Bru, eu acho que vai chover, vai estar frio. Cara, eu não vou passar esse pé. Então eu falei, Gabi, a tua experiência, Gabi, eu vou levar pra mim. Eu sou desses aí. Não, a experiência da Gabi. Só que talvez a Bruna de antes.
Não, eu vou acampar pra provar que eu acampei. Para, gente, para. Eu sou desses.
Eu sou desses, assim, vamos acampar? Vamos. Tem quarto? Tem quarto. Que eu acho que é legal, assim, mas acho que tem que ter uma proposta legal, sabe? Tem que ser tranquilo e é isso, assim. Agora, pra gente fechar, porque eu tô olhando se eu voo aqui. Eu tenho que pegar o avião. É, é isso que eu quiser. Só pra gente fechar. E eu quero que você me fale daqui a cinco anos. Olha lá.
daqui a cinco anos, onde a gente vai encontrar a Bruna daqui a cinco anos. E assim, é isso. É um exercício livre de dizer onde a gente quer chegar. Eu acho que você pode começar pelo grupo.
porque, cara, eu acompanho também, vejo a solidez que vocês estão plantando, e depois a gente quer ouvir da Bruna, onde vocês vão chegar, o Grupo Remotos e a Bruna. Que doido, né? Cinco anos, hein? Porque daqui a cinco anos eu vou cobrar. Boa, boa, boa. Vamos colocar na agenda.
Acho que perante grupo, falamos muito, né? O mercado de moto está crescendo, mas também está virando muito mais competitivo. A gente tem planos futuros, né? De ampliar o número de concessionárias. A Royal está vindo forte, né? Para ter mais cidades. Então, o nosso grupo está presente hoje no Paraná e no Rio Grande do Sul. Outras marcas também. Não posso dar muito spoiler aqui, mas são oportunidades que aparecem. Então, acho que a gente vai estar quanto grupo.
Firme, com mais marcas, mais lojas. Eu via RH e qualidade, eu foco muito no bem-estar e na performance do meu funcionário. No conhecimento dele, na competência dele. Mas eu sei que eu preciso, do meu lado, dar a base pra ele. Então, eu quero cada vez mais incentivar isso. Então, acho que quanto o grupo falando, é básico. Hoje, Royal e Ducati, grandes marcas, dois segmentos diferentes.
Vamos ver se outras marcas virão. Aí eu não posso falar ainda, né? Eu já até já imagino, mas tudo bem. Vamos ver, vamos ver. Então, quanto grupo, é isso. A gente está firme, está legal. A gente se profissionalizou muito, muito, muito, muito. A gente aprendeu muito, errou bastante. Mas agora, os próximos cinco anos, a gente está caminhando para acertos importantes. Boa.
Quanto Bruna, eu não esperava voltar pra Curitiba, né? Agora eu morava em São Paulo, voltei. Não sei o que vai, onde eu vou estar, em qual lugar do mundo, quem sabe, né? Tenho planos de viagens, quero conhecer muitas coisas. Mas o Duelas Pilotam, como eu falei, né? Acho que eu tenho que saber ponderar ali os meus limites pra não ficar doente. Mas tenho grandes projetos no impacto das pessoas, impactar de fato a vida das pessoas com a minha história.
Então, eu acho que nesses últimos cinco anos, eu consegui fazer o que eu quero. Que é estar no mercado, posicionada, trabalhando com conhecimento. Então, eu quero falar o que eu sei, com propriedade. Não apenas aproveitar as ondas do momento.
Isso, e acho que pessoal falando daqui cinco anos, se tudo der certo e nada surgir ali na... Vou seguir seu caminho, que é fazer um livro. Muito bem. Que é o livro que é o pilote, como eu pilotei minha vida até aqui. Que aí eu vou estar com 40 anos, né? Posso lançar um pouquinho antes, um pouquinho depois. Já vou falar pra você começar a escrever devagar. Eu tenho certeza que alguém vai chegar na internet e vou fazer um livro igual... Com certeza.
vai ter, vai ter vai ter, vai ter vai ter vai ter mas assim, eu não vejo problema peraí, peraí, vamos colocar o título já não sei o que lá, loucamente você é péssimo vai ter, com certeza patrocinado vários patrocínios mas esse é um projeto pessoal meu porque eu quero falar como eu pilotei minha vida não é uma autobiografia mas também vai ser hoje eu tenho a estrutura montada
Então, a ideia é esses cinco anos... Já comecei a escrever? Já. Boa. Comecei esse ano. Porque esse ano que fez a virada dos cinco, então eu já quero virar agora o primeiro, já com uma ideia, assim. Mas acho que é isso, assim, sabe? É me manter firme, saudável. Acho que a gente aprende depois dos 30 e pouquinhos ali a ficar mais saudável. É.
Mas eu não quero deixar de curtir, sabe? Viajar, enfim, passar essas experiências legais com amigas, com familiares, com pessoas perto. Apenas pilotadas pretensiosamente. É, eu quero isso, assim. Eu quero isso. É o que tem que ser. Tem que ser, né?
E, claro, trabalhar e representar as marcas com respeito, entender mercado, entender o momento de mercado. E, enfim, entender as mudanças também que virão. Várias mudanças virão, né? O mercado está se movimentando rápido, assim. Então, vamos acompanhar.
Excelente, excelente. Não criamos polêmica. Sem polêmicas. Não criamos polêmica. Apenas marcamos aqui opinião. Isso, opinião é opinião, não é? Mas faz parte da história e estará no meu livro muitos bastidores. Eu tenho um pequeno speech no livro da Bruna agora. Você viu? Mas você sabe que é sério isso. Eu gosto de sentar aqui. Toda vez eu falo isso e é verdade. São 103 gravados.
Caramba, é muita coisa. Então eu aprendo demais com as pessoas que sentam aqui. Eu aprendo um pouco de tudo. Então, cara, quanta gente já veio aqui? Legal, da minha infância, eu jovenzinho vendo... Eu jovenzinho vendo o Jean Azevedo correndo para o Isacar. E o Azevedo senta aqui comigo e começa a falar no París-A-Car. Eu falei, caraca, que legal. Então assim, eu aprendo demais.
Total. Troca de experiências, né? É sempre importante. E nesse impacto de trocar, de alguma forma eu termino impactando alguma coisa da Bruna. A Bruna vai lembrar de alguma coisa que a gente conversou. Com certeza. E eu vou lembrar de muitas coisas que a gente conversou. Com certeza. A gente vai se ver muito ainda nesse solezo da vida. É, há uma troca. Tô de moto por aí, tô de moto por aí. Nós vamos fazer um tô de moto por aí.
Já vou falar. Comigo é assim. Não tem surpresa. Boa. A gente vai fazer um tô de moto por aí no Paraná. Vai ser um... nomear esse negócio.
como vai ser no Paraná eu quero ficar lá uns 3, 4 dias pra poder conhecer pontos do Paraná conhecer as concessionárias e aí entrevistar a Bruna de novo vai estar com o escritório novo já, vai estar bem bonito e filar a bolacha boa, a bolacha a bolacha foi ótimo é porque a Ju é do Rio e tem que falar bolacha tem bolacha e tem biscoito nossa bolacha
Então, é isso. Eu queria te agradecer por ter vindo. É importante, de novo, fazer esse ponto pra gente, cara, colocar as pessoas no ambiente que elas estão. E posso falar que você está muito bem no ambiente que você está. Tem tudo a ver. Fico feliz. E é isso, cara. Contar um pouco da sua história. Contar um pouco, falar um pouco sobre movimentos genuínos. Isso é muito legal. Muito legal.
e dizer que a gente está por aqui e o que elas pilotam genuinamente precisarem é só falar aqui do nosso lado fechar o ano com vocês foi muito legal porque eu estava acompanhando já e tem muitas personalidades que vieram aqui e fiquei feliz com o convite de verdade olha só, estou feliz
Terminar o ano 2025 ainda não acabou. Mas esse vai ser o nosso ano para 2026. Ótimo. Acabou o ano. Já estamos em 2026. Cara, já estamos em 2026. Já estou assistindo em 2026. E você está em 2030. 2031. A Bruna vai vir contar. Veja o próximo. Isso, ela vai vir contar. Vai estar, sei lá, no milésimo. Não, daqui cinco anos. Você faz quantos por ano? Cem? Eu faço cem por ano. Nossa senhora. A gente vai estar no episódio 500, 600. Ah, pode ser mil. Vai explodir o negócio. Milésimo.
Vamos devagar. Porque ainda é um podcast boutique. Não, mas muito obrigado. O convite foi incrível, de verdade. Eu que te agradeço pela paciência e por ter se largado lá de Curitiba pra cá. Na chuva! Trazendo chuva pra São Paulo. Obrigado. Toda vez que você quiser vir por aqui e contar. E a gente em breve vai estar em Curitiba. Eu vou virar o ano.
Eu volto em janeiro, final de janeiro, fevereiro, enfim. A gente vai sentar. Fechou. Vou pedir para todo mundo costurar, para ele tomar um café. Não, com certeza. Vai dar certo. Com bolacha. Com bolacha. Não, é biscoito. Com bolacha. Isso. Com cuca. Fazer cuca. Cuca é bom. Eu já vou fazer a mala. Mas obrigada, de verdade. Imagina. Eu que te agradeço. Até cinco anos. Nossa, até o ano que vem.
Não, não, aqui, né, galera? Aqui, galera. Talvez apareça antes. Pra você que tá assistindo em 2031, um grande abraço, né? Já rolou o Elas Piloto acampamento genuíno. Não acampando loucamente por aí, não. Já aconteceu o Elas Piloto Camp genuíno. Com boas experiências. Com pessoas legais.
Os cortes, sabe? Tipo, os bastidores. Mas já aconteceu. Já tentaram copiar. Vai acontecer muita coisa. Não, já tentaram. Tô falando com 2031. Peraí. É, fintelidade. Já tentaram copiar o Elas Pilotam Camping. Não deu certo. É. Entendeu? Viu? É isso, pessoal. É assim. A vida é assim. Ai, maravilhoso. Os genuínos sobrevivem. É, tamo aí pra provar que é isso. E estudem, gente. Estudem. Conheçam o mercado. Nada se faz sem estudos. Isso. Um abraço pra vocês. Beijos. Tá bom? Tchau.
Você ouviu mais um episódio do Tô de Moto Podcast. Esperamos que você tenha gostado bastante do conteúdo, lembrando que você deve se inscrever nos nossos canais do YouTube e no Instagram para receber as notificações de novos episódios. Até a próxima!
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