O Perigo de Tratar Sem Ter o Diagnóstico Correto
Neste vídeo, eu explico por que nem tudo é trombofilia e como esse diagnóstico tem sido, muitas vezes, interpretado de forma equivocada na prática clínica.Você vai entender quando a trombofilia realmente existe, quando ela é superdiagnosticada e, principalmente, qual é o verdadeiro problema por trás de muitas alterações na coagulação que estão sendo atribuídas a ela.Falamos sobre:- A diferença entre trombofilia genética e alterações inflamatórias adquiridas- O impacto do estilo de vida na coagulação e fertilidade- Por que muitas mulheres estão recebendo esse diagnóstico sem critérios claros- Os riscos de tratar sem ter o diagnóstico correto- Uso de anticoagulantes na gestação: quando faz sentido e quando nãoSe você já foi diagnosticada com trombofilia, está tentando engravidar ou quer entender melhor como a coagulação pode impactar sua saúde reprodutiva, esse vídeo pode mudar completamente a sua visão.Aqui não é sobre seguir protocolos cegamente.É sobre entender o corpo, interpretar corretamente os exames e tomar decisões com base em ciência.🔔 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum vídeo!👍 Deixe seu like, compartilhe com suas amigas e comente abaixo o que achou do vídeo!===========Aproveite a Pré-venda do meu novo Livro com Adriane Galisteu - Menopausa Sem Mistérios: https://a.co/d/2SNoBfFBaixe o App Raquel Menopausa: https://www.raquelmenopausa.com/lojasConheça meu livro Desmistificando a Ginecologia - Guia prático para as Ginemusas:https://a.co/d/5tIBx3H---------Site: https://drandrevinicius.com.br/Siga-me no Instagram: https://www.instagram.com/dr.andrevinicius/Faça parte da comunidade GINEMUSAS no Instagram e aprenda tudo sobre saúde da mulher:https://ig.me/j/Abae21B0QT27-swL/?igsh=MXg2ampkaTkxZms4dw==
- João BarradasDiagnóstico equivocado na prática clínica · Superdiagnóstico e falta de critérios claros · Diferença entre trombofilia genética e alterações inflamatórias · Impacto do estilo de vida na coagulação · Uso de anticoagulantes na gestação
- Sistema de Coagulação e InflamaçãoSistema de produção e desfazimento de coágulos · Inflamação como ativador do sistema de coagulação · Estilo de vida pró-inflamatório · Genética vs. Estilo de vida na manifestação da trombofilia
- Medicamentos e TratamentosCustos quantificados e não quantificados (emocional, estresse) · Riscos e benefícios do uso de anticoagulantes na gestação · Anticoagulantes como 'antidepressivo' · Avaliação de risco-benefício na prescrição de medicamentos
- Testes CientificosNecessidade de interpretar exames no contexto do paciente · Perigo de pedir exames de inflamação para todos · Decisões baseadas em ciência e interpretação correta
Agora eu vou fazer uma pergunta polêmica. Por que não? E já estamos aqui pra isso. Eu não saí de casa pra não causar polêmica. Uma das coisas que é mais diagnosticada, que eu vejo, que eu vi na minha prática, no momento de descobrir o que eu tinha e tudo mais, e pelo que eu vejo dos meus seguidores que têm esse problema, é a questão da... Gente, me fugiu o nome do troço do...
Da trombofilia. Trombofilia. Era essa polêmica que eu queria falar. Porque agora está, aparentemente, uma epidemia de trombofilia. Todo mundo tem trombofilia porque a gente acabou, né? Eu sempre falo, quem procura acha, aí faz um monte de exames, exames que, no final das contas, separados não querem dizer absolutamente nada e que conjunto podem fazer um diagnóstico. Então, existe mesmo essa trombofilia como causa de infertilidade, esse excesso?
vou deixar pra responder aqui eu tô rindo porque a gente vai falar sobre o Sebas que o pessoal vai querer matar a gente mas você disse que eu podia eu falei foi convidada só pra isso eu só vim pra falar sobre isso
O que acontece hoje é que existe uma interpretação equivocada do sistema de coagulação. Então, a gente tem um sistema que produz o coágulo e um sistema que desfaz o coágulo. Então, a gente tem um sistema de coagulação e um sistema de fibrinólise. Para títulos e para o ponto de vista didático, é coagulação. Mas para ponto científico, para depois não dizer... É diferente. É diferente. Então, tem que ter uma forma de fazer o coágulo e uma forma de desfazer esse coágulo. Bom... ...
O que acontece é que a causa mais comum de trombose é o estilo de vida. O sedentarismo, a resistência à insulina, a inflamação, o estresse oxidativo, porque a coagulação e a fibrinólise são duas ações inflamatórias. A inflamação é essencialmente um ativador do sistema de coagulação. Então, tudo aquilo que inflama, seja o sedentarismo, seja o estresse, seja a atividade, seja a dieta, essa inflamação pode desencadear.
alterações no sistema de coagulação. Se nós formos olhar, o André começou falando aqui a respeito de genética. Genética, você tem lá sua 38 com suas balas. Mas quem vai puxar o gatilho é o estilo de vida. A genética vai dizer pra você, olha, você tem o fator 5 Leiden presente. Mas quem vai fazer esse fator 5 Leiden se manifestar é o estilo de vida.
O que acontece é que com o estilo de vida que todos nós temos hoje, todos nós é muita gente, mas que a boa parte tem hoje, é um estilo de vida pró-inflamatório. E isso faz uma ativação da cascata de glagulação. Se existe um fator genético, obviamente você tem um risco aumentado quando comparado à pessoa que não tem o fator genético. Mas a questão essencialmente não é o fator genético.
Quando nós avaliamos a população e fazemos estudo genético, qual é a incidência de trombofilia na gestação, essa incidência é muito baixa. Então, geneticamente, a incidência é baixa. A maioria das mulheres tem alterações na coagulação em decorrência do estilo de vida e do processo inflamatório.
Só que nós estamos aqui falando já a respeito de estilo de vida desde que nós começamos, né? A importância das doenças, a importância do ciclo menstrual, como obedecer o ciclo menstrual. A mulher, ela depende dos hormônios esteroides flutuando, é o ciclo menstrual.
Quando nós modificamos e bloqueamos isso, ou modificamos, estou falando de bloquear porque obviamente é uma conduta comum, mas quando modificamos esse ciclo menstrual, o corpo entende isso como um sinal de alerta. E isso vai liberar uma sinalização de inflamação. Por isso que o uso, por exemplo, de contraceptivos pode estar associado à trombose. Mulheres que têm trombose não usam contraceptivos orais. Então, existem questões que são relacionadas.
A trombofilia é só, e deveria ser só e somente só, a presença de uma alteração genética que quando estimulada, altera e aumenta o risco para uma trombose. Mas não do jeito que hoje é vista a trombofilia. Tudo é trombofilia hoje. E na verdade, tudo é um fator inflamatório. Mas a gente não tem que resolver isso dando injeção. Muitas mulheres, eu falo isso porque existe um estigma muito grande.
Muitas mulheres carregam, às vezes, gestações que tinham que fazer injeção todo dia, que choram porque dói, porque... Eu estou falando de injeção, existem várias formas de tratamento, mas essa é a mais popularmente mais comum. Além do custo, que eu falo sempre, existem dois custos que são custos que a gente... Existe o custo que é quantificado. A gente coloca isso numa planilha do Excel e vai lá, isso aqui custou X, eu fiz isso tantas vezes, então eu gastei Y.
Mas existe um outro custo que não é quantificado. Quanto custa o seu estresse? Quanto custa o seu emocional? Quanto custa você todos os dias chorar porque você tem que fazer a injeção e porque aquela gestação já é a décima gestação que você tem e você está com 40 anos, 42. Sem contar os riscos para a gestação, né? Também. Nada exemplo. Eu comecei a estudar sobre isso, até estou fazendo um outro curso, porque não basta ter doutora Bruna Pitalunga.
Doutor Gustavo Ventura, à disposição, eu tenho que fazer mais cursos. Eu tô fazendo o curso da doutora Alice Studeau. Não sei falar o nome dela. E ela tava explicando sobre isso, que pessoas que tomam injeção, na hora do parto, você tem que calcular se você vai tomar antes. Porque pode ser que você não possa ter uma...
uma cesariana. Então, tem várias coisas que ninguém te fala, né? O médico que é... O negócio é anticoagulante, né? Se tiver um sangramento, é pior. Exatamente. Então, ninguém te falou de várias coisas que eu mesmo ninguém tinha me falado. Quando me proporam, por exemplo, em outro momento, que eu pudesse tomar... Foi proposta, né? Não pela doutora Bruna, obviamente, vocês perceberam.
que eu tomasse uma injeção por uma, era uma tentativa, não tô falando que é errado, nem nada disso. Mas é muito curioso como muitas pessoas estão recebendo esse diagnóstico sem ter o diagnóstico só porque elas tiveram uma alteração genética. Eu tenho várias alterações genéticas, mas combinadas, elas não fecham esse diagnóstico de trombofilia. Não, era uma injeção. Era uma injeção que pode ser aplicada todo dia. Todo dia.
inteiro. Bruno fez a conta, obviamente que o Bruno fez a conta. Eu fiz a conta, mas eu até falei pra Malu, imagina se a gente tivesse aderido a isso, porque agora a gestação foi pra frente, a pensar, foi por causa da substância. Então, nas próximas, a gente também... Com certeza, absoluta. E essa é uma questão que eu converso sempre no consultório, porque o meu consultório, assim como o do André hoje, nós...
Fim de linha. A gente atende, todo mundo fala assim, você é a décima pessoa que eu atendo. Eu falei, eu sou a décima, não vai ter a décima primeira, porque a gente para aqui. Quando eu cheguei na Bruna, a Bruna falou assim, nossa, qual é o seu problema? Porque geralmente eu sou a última pessoa a ser procurada. Eu falei, não, Bruna, é que eu sou muito ansiosa, eu sou uma pessoa que antecipa o problema, então não estou esperando o problema chegar. De fato, foi isso. Foi exatamente isso. Eu antecipei o problema.
Bruno fez o pré-natal dos meus dois filhos também. Então, ótimo, saudáveis. Foi o que eu pensei. Mas é o que geralmente acontece. Vamos procurar a gente. Ah, é o último. Eu tô aqui pensando, tô desesperada. Depois daqui não tem pra onde ir. Mas daqui e depois não vai ter pra onde a gente ir. E hoje, o que eu vejo no pré-natal é exatamente o que o Bruno falou. Ah, eu já usei antes. Eu já fiz as reproduções assistidas antes. Eu já tive esse diagnóstico antes. Eu fiz um protocolo que eu dosei e falei, olha só.
Vamos sentar. E as consultas não são curtas. Eu explico mesmo, eu gosto de explicar. Não é pra fazer o exame nessa época, tem que ser interpretado de forma correta, porque se a gente for pedir exame de inflamação pra todo mundo, tá todo mundo inflamado. Tá todo mundo inflamado. Então, saber interpretar o exame de acordo com o contexto é fundamental. E tirar a injeção, tô falando de injeção, porque todo mundo sabe que é noxaparina, que é a parina de baixo peso molecular, é muito difícil.
Porque o custo psicológico, ele não é calculado. Então, a dependência. Exatamente. Então, todo mundo vai dizer, nossa, mas pra mim tirar, eu não vou tirar. Eu me lembro uma vez, num congresso de hematologia, que uma grande hematologista que fala sobre coagulação, ela falou, nós estamos usando anticoagulante como antidepressivo.
E eu acho isso poderoso. Porque aí eu prefiro fazer e ter certeza que eu fiz do que não fazer. Mas volta, a gente falou agora há pouco. É risco-benefício. Você usar o medicamento pra hipertensão sem ter hipertensão, tem risco. Qual o benefício? Eu tenho hipertensão arterial sistêmica e quero usar losartana. Ok, você vai utilizar porque você tem essa doença diagnosticada.
Mas se você não tem, quais são os riscos? E esses riscos são poucos estudados. Existem trabalhos em animais, existem outras questões. Então, toda introdução de medicamento durante a gestação deve ser avaliada sempre em relação ao seu risco.
E na gestação as coisas funcionam diferente. Por isso que a pessoa tem que entender sobre gestação. A gente está falando de fertilidade, porque essencialmente a pessoa procura fertilidade porque quer engravidar. Então não é simplesmente, vou fazer uma injeção, está tudo bem, vou ficar aqui usando isso aqui durante nove meses e agora está resolvido a minha questão. Não.
A heparina, inclusive, existem trabalhos mostrando a heparina, os efeitos em relação aos animais, que devem ser avaliados. Então, de novo, existe a necessidade. Eu prescrevo heparina? Prescrevo. Eu prescrevo? Com certeza absoluta. Mas quando existe a necessidade, assim como tudo que a gente vai prescrever, igual contraceptivo na síndrome do ovário policístico.
Eu vou prescrever? Olha, pode ser que para uma determinada pessoa, para um determinado período curto de tempo, talvez seja. Isso é para ser usado 25 anos? Talvez a gente tenha que repensar em relação a isso. Mas trombofilia é o momento, né?
Adriane Galisteu
Livro Menopausa Sem MistériosGinemusas
Comunidade no InstagramRaquel Menopausa
App Raquel Menopausa