Episódios de Expert Drops

Expert Drops #61 | Inteligência Artificial no Brasil: onde estão as melhores oportunidades?

02 de maio de 202622min
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A inteligência artificial já movimenta mais de 1 trilhão de dólares no mundo — mas qual é o papel do Brasil nessa revolução e, principalmente, onde estão as oportunidades de investimento?
Neste episódio do Expert Drops, a estrategista de investimentos no Research da XP, Rachel de Sá, conversa com o estrategista-chefe Fernando Ferreira sobre esse tema.
Mapeando a inteligência artificial no Brasil: Uma análise do cenário de IA e seus impactos sobre o Brasil https://conteudos.xpi.com.br/estrategia-acoes/mapeando-a-inteligencia-artificial-no-brasil-uma-analise-do-cenario-de-ia-e-seus-impactos-sobre-o-brasil/
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Assuntos7
  • Infraestrutura BrasilUso da internet no Brasil · Mercado de aplicativos no Brasil · Energia barata e abundante no Brasil · Conectividade via cabos submarinos · Data centers no Brasil · Projeto de lei Redata
  • Dívida Pública BrasilOportunidades de investimento em IA · Cenário de IA no Brasil · Mercado global de IA · Mercado de IA no Brasil · Brasil como usuário de IA · Melhoria de produtividade com IA
  • Investimentos em LCAHalo Trade · Empresas com ativos fixos · Setores não disruptados por IA · Setores de commodities · Setor de energia · Setor de educação · Setor TMT · Setor financeiro
  • Tarifas Americanas BrasilCustos de implementação de data centers · Impostos sobre data centers · Competitividade de data centers no Brasil
  • Mercado de TrabalhoEmpregos em risco de disrupção por IA · Setores de serviço · Setores de mão de obra intensiva · Construção civil · Agricultura
  • Temporada de Resultados S&P 500Resultados no Brasil · Resultados nos EUA · Vale · WEG · Santander · Amazon · Alphabet · Meta · Apple
  • Taxa das blusinhasDiscussão no Congresso Brasileiro · Abertura da curva de juros · Aversão ao risco · Expectativa de infl
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Inteligência artificial no mercado brasileiro? Eu sou Raquel Tsai, estrategista de investimentos do Research da XP, e esse é mais um episódio do Expert Drops, gravado no dia 30 de abril de 2026. E pra falar comigo sobre esse tema que, enfim, tá bastante quente, mas que ninguém fala sobre o Brasil, mas ele falou. É o nosso estrategista-chefe aqui do time de Research, Fernando Ferreira.

Ferreira, boa tarde, obrigada por estar aqui com a gente hoje mais uma vez. E agora vamos direto ao ponto. O que vocês escreveram, o que vocês encontraram sobre esse mercado, sobre essa temática de inteligência artificial olhando para o mercado brasileiro?

Exatamente, como você bem falou, Raquel, no mundo se fala muito sobre esse tema, desde a introdução do chat GPT, que se eu não me engano foi em 2022, já, final de 2022, de lá para cá o tema de inteligência artificial vem mudando o mundo, sendo um grande foco dos investidores e do mercado, mas pouco se fala como o Brasil se insere nesse panorama. E exatamente isso que a gente procurou responder no nosso relatório.

Então, para dar alguns números, o mercado total global de inteligência artificial é projetado que passe de um trilhão de dólares já em 2030, ou seja, todos esses investimentos que as empresas estão fazendo, de data centers, enfim, construindo todos esses modelos, essa base de inteligência artificial já deve ter um retorno projetado já muito em breve com um trilhão de dólares de receita no mundo. Quando a gente olha para o Brasil, o mercado ainda é muito menor.

A gente está falando de um mercado de quase 3 bilhões de dólares hoje, que deve chegar a 5, 6 bilhões de dólares nos próximos anos. Só que dentro do contexto de América Latina, o Brasil já é um dos maiores mercados, já é o maior mercado, na verdade, na América Latina. E a gente se perguntou, bom, se o Brasil...

dentro da cadeia de inteligência artificial, não vai ser um protagonista do ponto de vista de criação dos modelos de LLMs, não vai ser um protagonista do ponto de vista de semicondutores e da produção, de fato, dessa infraestrutura, onde que o Brasil pode se beneficiar? E aí que entra a resposta no nosso relatório. A gente acredita que o Brasil vai ser um grande beneficiário como usuário desses modelos, como potencial de melhoria de produtividade.

Porque o Brasil tem uma população que usa muito a internet já. Os brasileiros são um dos maiores, um dos públicos que mais usa a internet durante o dia. O Brasil já é o segundo, terceiro maior mercado para todos os maiores aplicativos do mundo, quando a gente pensa no WhatsApp, no Waze, no Netflix.

Facebook, Instagram, enfim, YouTube. O Brasil já é segundo ou terceiro mercado global em termos de número de usuários. E além disso, do ponto de vista de infraestrutura, a gente tem dois benefícios bem importantes. O primeiro deles é a questão da energia barata.

e abundante e renovável. Então temos uma combinação bem interessante para a construção de data centers no Brasil. E além disso, a gente tem uma conectividade via cabos submarinos que é bastante importante quando se fala de inteligência artificial. Afinal de contas, a gente está falando de transmissão de dados.

no mundo inteiro. E em Fortaleza, especificamente no Ceará, temos cabos submarinos que vão para a África, para a Europa, para os Estados Unidos, para a região sul do Brasil. Então, de fato, a gente tem uma conectividade bem importante, que pode sim ser usada para a inteligência artificial. A gente sabe que o TikTok está fazendo um investimento expressivo no Nordeste do Brasil em um data center enorme.

Então o Brasil tem sim capacidade e potencial de investimentos em data centers, que é um mercado que vem crescendo bastante no mundo e no Brasil, mas a gente acredita que pode crescer ainda muito mais. Só que a gente esbarra...

no grande problema do Brasil. Custo Brasil. Exatamente. Que são os custos de implementação, os impostos. Quando a gente comparou no relatório e a gente usou pesquisas que já foram publicadas de qual o custo de produção de investimento de um data center no Brasil em relação ao restante do mundo, de fato, o Brasil tem um custo superior.

aos seus pares da América Latina, tem um custo superior aos Estados Unidos. Então, de fato, esse é um problema que o Brasil tem que endereçar e já existe hoje um projeto de lei que se chama Redata, que está em discussão no Congresso e com o Redata a gente calcula que o custo de implementação de um data center no Brasil fique muito mais competitivo em relação a outros países na América Latina e aos Estados Unidos.

De fato, o Brasil tem um potencial enorme nesse mercado, não como produtor de semicondutores, não como desenvolvedor dos modelos de inteligência artificial, mas sim como usuário e também como um centro para instalação de data centers para rodar esses modelos, rodar toda essa inteligência.

É muito interessante olhar desse ponto de vista, né? Quando eu vi no relatório de vocês, tem a foto dos cabos saindo de Fortaleza. Eu falei, cara, nunca soube disso. Mas faz muito sentido, né? Do ponto de vista geográfico, faz muito sentido a saída pro oceano ali, que dá, enfim, pros dois lados do mundo, literalmente. Exato. E eu acho que aqui eu fiquei com alguns pontos na cabeça, né? Conforme você ia falando.

Eu acho que o primeiro, ainda falando dessa parte de infraestrutura, a gente vê que, de fato, nas contas externas, isso tem batido. Quando você olha o nível de investimento direto aqui, o famoso IED, investimento externo direto.

Tem entrado bastante, não tem esse breakdown tanto nas contas, nos dados públicos, que mostra que está indo para a data center. Mas você vai, você trabalha com hipóteses, muito aponta para essa direção. Um investimento crescente, que quando você pega o setorial, vai muito nessa direção e que aponta que, de fato, a gente tem atraído o capital e é aquele investimento bom, é o investimento que vem para ficar. Então, faz bastante sentido uma coisa...ббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббббб

acaba se conectando com a outra. Mas você mencionou o Redata, ele é um programa, enfim, é um projeto de lei, mas ele é uma espécie de subsídio, é isso?

Perfeito, o Brasil ainda tem impostos mais altos na importação desses equipamentos para a instalação de data centers. Enfim, tem alguns incentivos também dentro do Redata na questão de investimentos, enfim, na depreciação desses investimentos. É uma série, um conjunto de medidas que visam melhorar.

não só a produtividade, mas melhorar a eficiência e o custo desses investimentos no Brasil. Esse projeto ainda não foi aprovado, mas se ele for aprovado, a gente enxerga sim que o Brasil pode ter um custo muito mais competitivo de implantação desses data centers.

Mas aí você me diz, bom, mas por que isso é importante? O Brasil não pode usar os dados que estão nos data centers nos Estados Unidos? E a verdade é que a gente já usa os dados que são processados nos data centers nos Estados Unidos. Para vocês terem uma ideia, 40% dos dados no Brasil...

são processados nos Estados Unidos. Então o nosso Google, o Google Maps, o nosso Waze, o nosso Netflix, é todo processado nos Estados Unidos. Imagino que isso esteja um custo maior do que se fosse aqui. Não só um custo maior, mas também é um problema, porque numa reunião recente que a gente teve com o pessoal da NVIDIA, eles estavam dizendo que...

os Estados Unidos devem focar os seus data centers internos para o treinamento e aperfeiçoamento dos modelos de inteligência artificial. Então, os outros países da região que usam os data centers americanos podem ficar com menor capacidade, porque os Estados Unidos vão focar no que é mais relevante agora, nesse momento. Então, é importante que exista uma regionalização.

de data centers, e que esses dados passem a ser processados nos países que são usuários. Para a gente não mais depender dos Estados Unidos para processar os nossos dados. Porque imagina se algum dia a gente ficar sem o Waze, se a gente ficar sem o Google. Não cabe mais, né? Vocês não são prioridade. Tchau!

Acho que as pessoas nem sabem mais dirigir sem uma ajuda, enfim, de um Google Maps, de um Waze, de um aplicativo dessa forma. E são vários os exemplos, né? Dei dois exemplos aqui, mas são 40% dos dados no Brasil que são processados nos Estados Unidos. Então é de suma importância, sim, que o Brasil faça esse investimento.

A gente tem três benefícios aqui bem importantes, que é o público consumidor, mais de 200 milhões de pessoas, enfim, já 80 milhões de pessoas usam o Pix diariamente. Então, de fato, o Brasil tem essa população que é muito tech savvy, que a gente chama, ou seja, que abraça a tecnologia bem rapidamente. Temos a questão da energia abundante, barata e renovável e a conectividade dos cabos. O que falta?

é reduzir a burocracia no Brasil, reduzir os impostos, enfim, dar incentivos para que essa indústria cresça ainda mais aqui no Brasil. Excelente. E bom, agora olhando, né, olhando mais para o, vamos dizer, curto, médio prazo, né, falando aqui dos nossos, do investível. Quando a gente passa para o mundo dos investimentos aqui, na carteira do investidor, vocês também abordaram no relatório.

O trade, o Hello Trade, eu falo que parece o Halo, né? Por isso que a gente tá falando de uma aura aqui, que tem se falado muito lá fora. Como é que se encaixa essa temática, essa discussão que está se falando bastante ligada à cadeia de inteligência artificial com os nossos ativos aqui, né? Porque é muito sobre, assim como toda revolução na história, você tem os perdedores e os ganhadores. Como que a gente tá vendo isso aqui no Brasil?

Sim, perfeito. Não é só sobre a inteligência artificial e o que vai acontecer no Brasil que a gente abordou no relatório, mas principalmente, ok, o que eu faço com essa informação, onde que eu posso investir, quais empresas vão se beneficiar, quais têm riscos. E, de fato, essa questão do Halo Trade, que são as empresas com grandes ativos fixos, com baixa obsolescência, enfim, se tornaram um trade da moda esse ano lá fora.

porque são empresas que não vão ser disruptadas por AI. Existe um medo muito grande dos setores de software e outros setores que possam ser impactados ou até disruptados por conta da implementação mais forte da inteligência artificial nos próximos anos. E essas empresas como o setor de commodities, o setor de energia, enfim, essas empresas não vão ser disruptadas. E o nosso índice no Brasil tem, por bem ou por mal, uma grande exposição.

a esses setores que não vão ser disruptados pela inteligência artificial. Então, parte do fluxo que veio para o Brasil esse ano, que foi muito forte, teve muito a ver com essa questão, esse trade e esse medo de disrupção nos Estados Unidos, e no mundo, na verdade. Então, a gente fez algumas análises, que ficaram bem interessantes. A gente olhou, por exemplo, quais setores na Bolsa aqui que poderiam ter uma implementação maior.

ou menor de inteligência artificial, que possam ter aí uma adoção maior. E setores que têm um potencial grande, setor de educação, obviamente, um setor que tem poucos ativos em relação aos ativos totais, que tem...

um custo de mão de obra alto dentro da mão de obra total. Então, de fato, o setor de educação e o setor de TMT, telecom, mídia e tecnologia, são os dois setores que se destacam mais no potencial de uso da inteligência artificial.

Por outro lado, setores que estão mais protegidos, como eu falei, setor de commodities, petróleo, mineração, agricultura, setor de propriedades, obviamente shoppings, acho que tem um risco menor aqui. Então, de fato...

esses setores estão um pouco mais protegidos. O que não quer dizer que essas empresas não usem já a inteligência artificial e não se beneficiem da inteligência artificial. Então, só para ter uma ideia, acho que muitos de vocês não sabem disso, mas a Petrobras é o maior cliente da NVIDIA na América Latina. Ela tem o maior supercomputador da América Latina. Quem detém é a Petrobras.

todas as análises sísmicas do pré-sal são feitas por esse supercomputador. Então, de fato, não é assim, porque a gente pensa que é um setor de mineração ou petróleo. Que é ativo real, né? Exato, que a tecnologia não é implementada, não é usada. Muito pelo contrário, essas empresas estão sim.

Usando muito a tecnologia para melhorar a produtividade dos seus negócios, reduzir custo de manutenção, prever problemas que podem acontecer no futuro, com as barragens, com os poços. Mas do ponto de vista de risco de disrupção...

a gente vê um risco bem menor, obviamente, pela característica do negócio dessas companhias. Então essa análise ficou bem bacana e a gente trouxe uma lista de empresas no relatório, tanto do lado das empresas mais protegidas quanto das empresas que possam se beneficiar mais ou usar mais a inteligência artificial. Eu não vejo que é uma lista de bom e ruim.

Não é isso, porque as empresas que podem usar mais inteligência artificial, elas podem se beneficiar de um ganho de produtividade até maior do que o restante. Então a gente não deveria ver essa lista como essas empresas do lado de cá são boas, essas daqui não são boas. Não é o caso. São olhares diferentes de quem pode aplicar mais a inteligência artificial para melhoria de produtividade e outras empresas que têm uma proteção maior natural por conta dos seus negócios.

E aí eu acho que a partir daí vai ser super importante, né? A gente vai fazer a análise de uma empresa. Então, analisa toda a parte financeira, analisa a parte ESG, e aí vai analisar também o quanto ela está trabalhando para ter esse ganho de produtividade dentro dela, né? Eu acho que pode sair... Eu estava numa...

num evento recente, né, agora nem me lembro se foi, enfim, acho que foi em Recife, em Maceió, e uma assessora me perguntou exatamente isso, né, qual que vai ser o próximo tema de discussão, às vezes é, né, as últimas vezes foi ouro e tal, eu falei, cara...

Eu não sei se vai ser tão de curtíssimo prazo, mas um tema certamente é esse de observar. Beleza, agora a inteligência artificial é uma realidade. Quais são as empresas que vão usar isso a seu favor? Como ganhar dentro de um mesmo setor? Então, olhando para esses setores que têm maior potencialidade de disrupção, quem que vai usar isso ao favor para se alavancar e não ficar para trás nessa história?

Concordo bastante, porque até agora o tema de inteligência artificial vem sendo muito focado nas companhias que estão construindo esses modelos, nas empresas que se beneficiam, por exemplo, a NVIDIA, das big techs americanas, enfim. Só que agora que esses modelos estão sendo amplamente implementados ao redor do mundo...

a gente vai observar quais setores que podem se beneficiar mais. Um outro setor que eu não comentei, que tem um potencial enorme de melhoria de produtividade via aplicação desses modelos, é o setor bancário, é o setor financeiro, tanto bancos quanto não bancos.

dado que é um setor primordialmente, que o maior investimento e os maiores custos são pessoas, é um setor de serviços, e que tem sim uma capacidade de implementação grande de inteligência artificial para melhorar os seus negócios. Então, de fato, acho que...

Essa discussão de quem vai se beneficiar, quem vai usar mais esses modelos e onde a inteligência artificial vai permear na economia, ela sai apenas do ângulo do setor de tecnologia, das empresas que estão produzindo os modelos, que foi o caso até agora.

Então aqui, um, vai aqui uma lembrança, Irene, que sempre falou, né? Não é que a gente está falando de setor de tecnologia, a gente está falando da temática de inteligência artificial. Então acho que é bem nessa direção. E a gente que o diga aqui, né? Dentro do nosso time de análise, dentro da XP, a gente tem trabalhado bastante nisso, como incorporar inteligência artificial em todo o nosso trabalho, né? Exatamente. Excelente, Ferreira. Você acha que tem algum ponto que a gente não trouxe ainda no relatório?

Acho que a última análise que a gente fez foi olhar os empregos que estão mais e menos sob risco de disrupção ou de troca aqui por inteligência artificial. E a gente cruzou esses dados com os dados da PNAD no Brasil e olhou quais setores que tem maior e menor exposição a esse tipo de emprego.

Obviamente os empregos mais sob risco são os empregos mais do setor de serviço, de administração, enfim, trabalhos mais manuais dentro de um escritório, enquanto os setores menos sob risco são os setores de mão de obra mais intensiva, como o setor de construção civil, setor de agricultura, enfim, então tem uma série de setores e empregos que estão...

mais protegidos e outros que tem um pouco mais de risco aqui de troca por inteligência artificial. A gente tentou olhar quais setores aqui que tem mais ou menos exposição a esse tipo de mão de obra. Muito bom. Então, realmente, gente, vale a leitura e também todos esses gráficos, essas ilustrações, a lista das empresas, essas listas temáticas. Está imperdível esse relatório. Confesso que eu gostei bastante. Então é isso. Mais uma vez, obrigada aqui à participação do Ferreira.

Gente, como sempre, então, pra finalizar aqui esse episódio do Drops, trazendo pra vocês um pouco do que aconteceu essa semana, sempre sob o ponto de vista aqui dos nossos analistas. Então tivemos relatórios sobre todos esses temas que eu vou trazer aqui, né? Foi a semana de super quarta, então tivemos decisão do Copom e do FOMC, lá nos Estados Unidos, o Abrasileirado Fonk.

foi uma decisão, as duas decisões vieram dentro do esperado, nos Estados Unidos o principal destaque foi, além da decisão e além do comunicado, foi o dissenso. Então a gente teve aí um dissenso, já era esperado um dissenso, mas era esperado por parte do Stephen Mirren, que tem votado por uma queda de juros há algum tempo, então confirmando houve manutenção de juros lá nos Estados Unidos, mas esse dissenso também chamou atenção por...

três diretores indicarem que queriam ter tirado do comunicado uma, eles chamaram de easing bias, então uma sinalização de que seria possível, dentro do balanço de riscos deles, uma potencial continuidade do ciclo de corte de juros. E para esses três diretores, na verdade, se tivesse que sinalizar para algum lugar...

seria para uma elevação dos juros, dado toda a situação que a gente vive atualmente nos Estados Unidos, olhando para uma atividade que segue forte e um choque de oferta bastante importante. Mas, de maneira geral, foi um recado duro que veio da decisão do Comitê de Manutenção e também do comunicado e da coletiva de imprensa depois. Vale lembrar que essa foi a última reunião presidida pelo Powell.

A gente deve ter aí o próximo presidente, né, que já foi, já tá passando pelas suas últimas partes do processo de aprovação no Congresso americano, que é o Kevin Walsh. E a gente deve ter, mas não obstante isso, o Powell indicou também que vai continuar.

compondo aí, vai continuar no board pelo menos enquanto seguem as investigações ou pelo menos sinalizações que podem haver, investigações ali envolvendo ele e o Departamento de Justiça americano. Então, isso também causou um pouco de polêmica e ruído nos mercados ao longo da semana. Aqui no Copom, a gente teve uma decisão também dentro do esperado, um recado relativamente mais rock, como a gente chama, em relação ao último comunicado. Então, houve o corte de 0,25 pontos percentuais,

A taxa Selic agora é em 14,5%, dentro do que a gente esperava. Mas a gente entende, mantivemos a nossa projeção de 13,5% para o final desse ano, mas a gente entende que há um certo viés aí. Ou seja, pode ser que o Banco Central não tenha nem espaço para chegar nessa magnitude da Selic. Pode ser que justamente por conta das incertezas, do choque de oferta que vem lá de fora, que acabaram encontrando uma economia aquecida por aqui.

também com alguns choques que podem vir do lado climático, tudo isso pode ser que não permita o Banco Central chegar nesse ponto e que ele tenha que diminuir um pouco o ritmo de cortes olhando adiante. Então vale conferir também o nosso relatório aí na plataforma. Além disso, a gente teve temporada de resultados aqui no Brasil, lá fora. No Brasil, bastante em linha com o que a gente trouxe no nosso preview, que deve ser um trimestre relativamente mais fraco.

A gente teve resultado de Vale, WEG, Santander, todos os resultados aí fracos na margem.

teve uma reação relativamente negativa nos mercados, então uma semana difícil para as bolsas brasileiras aqui. E lá fora, Amazon, Alphabet, Meta, Apple, todos esses nomes aí também divulgando resultados. Alguns, na sua grande maioria, vindo mais positivos. Amazon e Alphabet com boa reação no mercado. Meta nem tanto, justamente o que indicou que vai investir mais do que já havia dito lá atrás.

Então há essa preocupação do CAPEX bastante elevado, mas de novo, temática de inteligência artificial ao centro, bastante central para os investidores. E por último, nosso time de varejo publicou um relatório aqui, uma atualização sobre a taxa das blusinhas. Então volta aí essa discussão no Congresso Brasileiro e também volta a fazer preço, principalmente nas ações desse setor que já vem sofrendo com a abertura da curva de juros, diante da aversão ao risco e dessa expectativa de inflação.

alta e de juros altos por mais tempo. Então é isso, acho que trouxemos aqui os principais destaques dessa semana e também nesse relatório temático que o time de estratégia soltou. Mais uma vez, agradecendo ao Ferreira pela participação, agradeço a todos que ouviram a gente aqui até o final, não esqueça de deixar seu like, compartilhar, enfim, seguir a gente aí em todos os canais e por hoje eu fico por aqui, a gente se fala e a gente se ouve na semana que vem.

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