Jesus é o melhor ministro da economia - João 14.6
Mensagem realizada no dia 03.05.2026
Tema: Jesus é o melhor ministro da economia
Texto bíblico: João 14.6
Mensagem: Est. José Alfredo Lopes Oliveira
Liturgia: Pr. Matheus Schmidt
Guilherme
José Alfredo Lopes Oliveira
Matheus Schmidt
Sidney
- Jesus como Ministro da EconomiaA impossibilidade de Jesus como ministro da fazenda · A justiça e igualdade extremas de Deus · A confiança em homens e reis · A administração da igreja primitiva · O papel de Estevão e Saulo · Jesus como pedra angular · Jesus como caminho, verdade e vida · A responsabilidade humana e o pecado · A importância de cuidar dos necessitados · A política e o ano de eleição · A economia da Trindade
- Sinodalidade na IgrejaA responsabilidade individual e coletiva · O perdão dos pecados · O cuidado mútuo entre irmãos · A importância da Santa Ceia e do batismo
- Pregação ApostólicaA crença em Deus Pai, Filho e Espírito Santo · A redenção e santificação
Bom dia, assim como estamos, oremos. Querido Deus, obrigado pela oportunidade de hoje, obrigado pelo dia, pelo sol, pelas nuvens. Agradecemos por todas as oportunidades de ouvir a tua palavra e também praticá-la. Assim como pedimos em mais este dia, foda igual pregador em entendimento a nós. Em nome do Senhor Jesus é que pedimos e agradecemos. Amém. Congregação pode se assentar.
Todos me ouvem tranquilamente? Então, queridos, amados, hoje aqui de baixo, um pastor muito querido, repeti a frase de um professor ainda aqui de São Paulo, de que o evangelho tem de ser pregado no meio do povo, e eu acho legal também praticar essa forma de estar próximo de vocês.
A gente conversou durante todos esses sábados e esses domingos, em sábado mais quando eu estava revendo a liturgia, em domingo mais quando eu estava aqui à frente de vocês conversando com vocês, mas sobre Jesus e sua salvação. E hoje a gente vê um tema um pouco estranho, que é Jesus é o melhor ministro da economia. E eu gostaria de refletir em cima dessa frase, Jesus é o melhor ministro da economia.
levando a seguinte reflexão, será que hoje, no dia, a gente escuta na televisão, durante a tarde ali, aquele plantãozinho, e a notícia que vem é o seguinte, que Jesus,
Assume ali a posição de ministro da economia, onde ele vai cuidar em forma ampla do ministério da fazenda, de toda a parte administrativa do país, mas também de todos os relatórios de contas e gastos. Quais as consequências que viriam depois disso? Do próprio Deus cuidando do nosso país de melhor forma, com todo o seu conhecimento e com todo o seu poder, justamente para que a gente tivesse uma boa administração.
O que será que aconteceria? Eu posso com certeza afirmar para vocês de que provavelmente a gente ia querer matar ele nas primeiras decisões de novo. Porque um senso de justiça extremo e um senso de igualdade, um senso de realmente isso é justo, nos leva à loucura, porque a gente não consegue cumprir. E as primeiras decisões provavelmente já seriam muito extremas.
Provavelmente nos primeiros momentos já teriam atritos entre os nossos próprios governantes e a sua administração e muito provavelmente isso se estendesse em amplidade, amplitude muito maior do que a gente imagina. Se a gente olha para os textos de hoje, a gente vê uma relação entre humanidade e o Senhor, nosso Deus, de uma forma muito clara. A gente vê já no Salmo 146 um convite de louvor ao Senhor.
onde Deus nos fala de que é Ele quem cuida dos órfãos, das viúvas, de que Ele cuida dos estrangeiros, dos desamparados, dos que estão aprisionados, e Ele quem faz justiça pelos pobres, oprimidos e todos aqueles que precisam de ajuda. Ainda assim, o salmista nos convida a não confiar em homens, não confiem no rei porque ele morre.
Não é uma confiança de não confiem, não confiem numa promessa dele. Mas no fato de não ponham a sua esperança, o seu sentido último da vida no rei. Porque o rei é só rei, ele só governa nessa terra. É isso que o Salmo quer dizer.
No texto de Atos a gente vê Deus ainda agindo por meio da sua igreja e também por meio do seu povo e nos trazendo ali a mensagem de que depois ainda de quando Jesus já tinha se elevado aos céus, muitos eram os discípulos, mas o que ele chama de helenistas eram justamente os gregos, aqueles que não faziam parte do povo judeu.
E eles também reclamavam que eles estavam sendo esquecidos na administração, de que talvez as suas viúvas, os seus órfãos não tinham mesmo o amparo dos discípulos. E aí os próprios apóstolos falam, não é justo, a gente veio aqui para cuidar e ministrar da palavra de Deus, mas realmente nós precisamos cuidar desse povo.
E eles realmente instituem ali homens que tinham essa vocação, para que eles cuidassem da administração desse povo, para que eles pudessem olhar pelos órfãos, pelas viúvas, para que eles pudessem olhar para todos esses desamparos e essas necessidades sem se preocupar com uma vocação primária da pregação da palavra. Então, eles tinham a pregação da palavra, mas a função deles era justamente essa, a administração.
O livro de Atos continua contando ali sobre Estevão, um desses homens que era discípulo de Jesus. E ele faz uma ampla defesa, a gente não leu toda a defesa dele na sinagoga, mas diante daqueles judeus ele fala que o Cristo veio, cumpriu a sua missão, aquele a quem a gente esperava, aquele que daria paz ao povo, esse foi morto pelo povo judeu.
E ele ainda fala, vocês mataram ele. Ele aponta o dedo para aquele povo, fala, vocês mesmos mataram ele.
E aí nesse vocês, o povo ranja os dentes e define por matar Estevão, né? Levam para a cidade, onde era o local destinado a matar as pessoas que eram hereges e aqueles que saíam contra a lei. E ali ele foi apedrejado enquanto um homem chamado Saulo, eu não sei se vocês se relembram de um tal de Saulo na Bíblia, que depois vira Paulo.
Mas esse homem segura as capas, enquanto Estevão é apedrejado, olhando para os céus e agradecendo, porque ali ele tinha mais uma notícia de salvação, onde ele ia morrer, mas ele não se preocupava com isso.
Em 1 Pedro, uma afirmação de que Jesus, esse que morreu, este era a pedra fundamental. E eu sei que a gente tem alguns engenheiros e arquitetos dentre nós, um deles, seu Guilherme, me olhando assim, então é bom saber que vai ter um entendimento. Mas a pedra fundamental, a pedra angular, é uma pedra que fica em cima de um arco.
Quando a gente constrói um arco, a gente coloca uma pedra lá em cima. Por quê? Porque o peso das pedras das laterais fazem peso nessa pedra principal, elas não caem para a lateral, mas caem para um lado, e então nenhuma das pedras cai, esse arco permanece.
Então você vai construindo, vai construindo o arco, vai construindo em cima de uma plataforma de madeira, colocou essa pedra, retira a plataforma de madeira, o peso das pedras se sustenta. E assim são construídas as antigas pontes de pedra. Então a analogia que Pedro faz é...
A pedra que parecia não ser preciosa, uma pedra simples, comum, que foi rejeitada, essa veio a ser a pedra angular, a principal, a que segura tudo. Sem ela não tem nada, fica de pé, nada se sustenta. Essa é a analogia de primeira pedra. Em João, a gente vê a própria pedra principal falando sobre a situação.
onde ele fala aos discípulos de que ele é o caminho, a verdade e a vida e ninguém vem ao Pai senão por ele. E aí a exposição de Jesus é muito tranquila quando ele fala que iria voltar e fala que pedimos as coisas em nome dele, mas principalmente que os discípulos iriam passar pelo mesmo caminho que ele. E para quem já leu o spoiler do livro sabe que Jesus morre de uma forma horrível e muitos dos outros discípulos também morrem de uma forma horrível.
Essa é a exposição dos textos, voltando para a analogia do Jesus é o melhor ministro da economia. A pergunta que eu faço é, se Jesus cumpriu o seu lugar como pedra angular, ele cumpriu ali a sua função e tudo já está salvo e ele já é nosso líder, por que o mundo continua tão injusto?
Por que a gente ainda tem órfãos, tem viúvas, tem desempregados e desamparados? Por quê? Alguém arrisca uma resposta? Não? A realidade é simples. Jesus já é nosso líder.
Só que às vezes a gente pega uma responsabilidade que é nossa e joga isso em outras pessoas. Isso eu falei na Páscoa, que a gente pega a nossa responsabilidade e coloca em outras pessoas. Sempre, não, a culpa não é minha. Não, não fui eu que fiz. Isso desde Adão e Eva. Mas a realidade é simples, a culpa é nossa.
A gente ainda assim não cuida dos órfãos e das viúvas, a gente ainda assim é egoísta e nós pegamos às vezes um ponto e colocamos isso como centro de toda a vida e a gente não tem o equilíbrio.
Num sentido de, nem sempre o certo é certo. E isso é uma reflexão nova que eu estou construindo ali em provérbios. Porque é difícil a gente pensar sobre isso. Por exemplo, o provérbios diz que se a gente acorda muito cedo, chega no nosso vizinho e grita, Bom dia! Ele vai gostar com o que vai gostar da gente? Vai achar a gente simpático? Pô, ele me deu bom dia. Não.
Porque o dar o bom dia muito cedo para o vizinho soa como uma maldição, é isso que o provérbio fala. É isso, é a gente saber o que a gente tem que fazer na hora certa.
E Jesus, sendo o líder, o ministro da economia dos cristãos, ele nos manda que nós cuidemos dos órfãos e das viúvas, que nós olhemos para os desamparados, que nós cuidemos dos aprisionados, dos estrangeiros e de todo o resto. Assim como no Antigo Testamento ele já mandava ao seu povo a mesma coisa. Para que nós olhássemos para os estrangeiros nas nossas festas, como Páscoa, Festa da Colheita e todo o resto,
para que nós cuidássemos das viúvas e que o nosso templo e o nosso sinédrio olhassem por tudo isso, para que aqueles que estavam desamparados e precisassem de ajuda fossem ao sacerdote e ao seu templo e ali pedissem auxílio. E aí todo o povo de Israel ia e ajudava. O que Pedro nos fala é que para que nós não façamos a mesma coisa, é que nós não façamos a mesma coisa.
que nós não hajamos conforme antes os nossos antepassados já agiram, e rejeitemos aquela pedra principal, não façamos isso. Queridos, nós ainda somos aquele povo escolhido, unidos pela promessa agora em Cristo. Não desistamos desse propósito de que nós precisamos agir em meio ao povo. Não colocamos outra coisa no lugar da pedra principal.
E eu adianto a vocês, não confiem em reis e em príncipes. É uma coisa besta de se falar, mas a gente está em ano de eleição, certo?
Que chegue a época da eleição e a gente não coloque política como o primeiro local. Porque eu adianto a vocês, independente de quem for o presidente, independente de quem for o ministro da economia do Brasil, independente de quem for o ministério da educação do Brasil, vai continuar corrupção, vai continuar erros, escândalos e vai ser o que for. Porque o erro não está necessariamente numa pessoa, mas está nessa responsabilidade que nos acompanha e nos deixa falhos desde a criação do mundo, mas desde a queda em pecado.
O plano de salvação vem desde antes da criação do mundo, que é Cristo. E o pecado nos acompanha até a nossa morte. Então, se o pecado nos acompanha até a nossa morte, não há pessoa justa que vá governar e acabar com tudo. Isso não impede a gente de exercer a nossa cidadania e realmente tomar boas decisões. Mas não é o centro, não é o que a gente deve morrer ou a função principal da vida de um cristão.
Qual que é a principal função da vida de um cristão? É lembrar de que Cristo morreu por nós, e que nós temos líder diante do Pai. E agora que começa a parte interessante, porque às vezes a gente vê aquele movimento de, ah, eu vou te trazer para a realidade, eu vou te trazer a verdade escondida.
mas a verdade escondida já está no meio dos nossos próprios olhos, a gente já está vendo ela, a gente já tem aqui símbolos maravilhosos de que Cristo ressurgiu, ressuscitou, a gente já tem Cristo crucificado e a gente vê isso quase todos os dias, mas a gente tem que lembrar disso, lembrar disso significa o quê? Perdoar os próprios pecados, o primeiro ponto, não nos coloquemos em lugar de Deus a ponto de ter um pecado e achar que esse pecado não pode ser perdoado, não nos coloquemos em lugar de Deus a ponto de ter um pecado e achar que o Senhor está no pecado,
Confiar em Cristo. Essa é a melhor notícia que eu posso dar para vocês hoje, de que Cristo perdoa os seus pecados. E assim como o pastor anunciou mais cedo, no perdão de pecados, isso realmente aconteceu. Vocês estão leves, livres. Provavelmente já tem um pecado de novo, que é o ser humano. Mas Cristo perdoa isso através do seu corpo e sangue.
Segunda notícia é que Deus tem nos abençoado de forma com que nós temos fôlego, trabalho e se não temos, conversemos entre uns aos outros, porque aí vem nossa função. Deus nos dá irmãos e se vocês olharem para o lado, vocês vão ver várias pessoinhas com vários rostos e várias características. E é função da igreja que nós olhemos uns pelos outros. Então assim como eu vou olhar para alguém, alguém vai olhar para mim.
E eu, José, posso dar o meu testemunho de que essa congregação tem me acolhido muito bem. Não só como estagiário, mas como membro. E assim também nós podemos fazer isso uns com os outros. Deus nos dá essa dádiva. De outra forma, nós temos a nossa congregação, a nossa salvação, mas a nossa vida. E aí vem o principal de tudo. Mesmo que a gente morra, mesmo que a gente falhe.
Mesmo que às vezes como Pedro a gente negue, mas lá no final nós estejamos pregando o nome de Cristo e a gente sofra por isso, Cristo retira o maior dos pesos, que é o peso da morte. Então mesmo que às vezes a gente pense, será que minha vida valeu a pena? Pode valer mais um dia.
e mais um dia quando a gente lembra que Cristo morreu por nós, e quando eu falo por nós não é uma palavra só significativa, mas é realmente por nós, nós, congregação de Moema, nós, congregação cristã, igreja, e igreja eu digo não só igreja num sentido local, mas num sentido mundial, global e eterno, por aqueles que já morreram também, assim como Estevão, Cristo morreu por todos estes.
E aí que vem a grande sacada de tudo, porque quando eu falo sobre ministro da economia, para quem estudou teologia, a economia não tem o significado de economia de despesas ou financeiras. Quando a gente fala de economia da trindade, é como Deus age. Como Deus age e se a gente estiver na transmissão e no Olírix, voltar ali no credo, por favor, credo apostólico.
Como Deus age? Rapidinho, sim senhor, seu Sidney é rápido, isso, isso é o estagiário causando dor de cabeça para quem está na transmissão, creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, o primeiro dos artigos.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sobre Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao inferno, no terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, Criador, onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna, amém. Os três artigos, essa é a mesma confissão de que Pedro fez, de que Estevão fez antes de ser morto, e de que a gente carrega, não como um peso de que agora nós vivamos todos pesados pela lei, mas de que Deus agiu em meio ao seu povo sendo o Criador,
sendo redentor daquele que caiu em pecado e sendo santificador nos acompanhando todos os dias e em meio a igreja até hoje e amanhã também. Depois de amanhã também, se algum de nós for perseguido em forma extrema, vai continuar agindo e ainda assim no final da nossa vida vai continuar agindo. Essa é a economia da trindade, como Deus se revela ao seu povo e manifesta-se no meio dele.
Então é isso, para acabar bem a mensagem.
Que Deus age em mais um dia em meio de nós, por meio de amor uns aos outros, mas principalmente por meio do seu próprio corpo e sangue na Santa Ceia que iremos tomar hoje, lembrando-nos do nosso batismo que nos une a Ele. E assim como estamos ligados ao Filho, o Filho está ligado ao Pai. E por isso não temos mais peso na nossa morte, porque o próprio Deus se agrada de nós, por meio de Jesus Cristo, seu único Filho. Amém.