Fomento Comercial: a alternativa que o empresário precisa conhecer antes que seja tarde - JPS #60
O crédito está cada vez mais caro, o acesso mais difícil e o impacto direto no caixa das empresas já é uma realidade.No episódio de hoje do Juntos pra Somar, recebemos Matheus Paixão para revelar uma alternativa que poucos empresários conhecem mas que pode ser decisiva para a sobrevivência e crescimento nos próximos anos: o fomento comercial.💡 Neste episódio, você vai entender:✅ Por que o crédito tradicional está travando empresas no Brasil✅ Como o fomento comercial pode destravar o fluxo de caixa✅ Quando essa estratégia faz sentido (e quando não faz)✅ O que muda no jogo até 2026 para quem empreende⚠️ Em um cenário de juros altos, quem não se adapta pode ficar para trás.🔔 Ative o lembrete e participe com a gente!
- Mercado de CréditoDificuldades de acesso ao crédito tradicional · Como o fomento comercial destrava o fluxo de caixa · Cenário de juros altos e adaptação empresarial
- Diferenças entre Factoring e Bancos TradicionaisEcossistema e hierarquia bancária · Proximidade e relacionamento na factoring · Análise de crédito: caráter, capacidade, colateral, capital e condições · Garantia no recebível
- Origem e Evolução do Fomento Comercial (Factoring)Diferença entre factoring e empréstimo · Antecipação de recebíveis e fluxo de caixa · A origem do factoring e a agiotagem · Regulamentação e formalização da atividade · Modalidades: Padrão (antecipação) e Fomento à Produção
- Cliente Ideal FactoringNecessidade de dinheiro como principal fator · Empresas que vendem a prazo · Empresas com recebíveis e fluxo de caixa · Empresas em dificuldades financeiras com ativos
- Aceleração tecnológica na sociedadeDuplicata digital e seu impacto · Logística e agilidade com a duplicata física · Processos e mecanismos de risco (tranche) · Pagamento de duplicatas e cheques em agências bancárias · Internet banking e Pix
- Valuation e Crédito: A Perspectiva do FomentoCrédito como investimento no negócio · Dificuldade em entender a análise de crédito bancária · Valorização do dinheiro de terceiros para alavancagem · Acesso ao crédito e controle governamental
- Direito de Regresso e Riscos na FactoringO que é direito de regresso · Responsabilidade da factoring em cobrar o sacado · Risco maior da factoring em comparação com bancos
- Impacto da taxa Selic nos investimentosRelação entre taxa de juros e rentabilidade/inadimplência · Desaceleração econômica e consumo · Custo do dinheiro e risco da operação · Comparação com investimentos de baixo risco
Sejam bem-vindos a mais um Juntos Pra Somar, podcast que fala de empreendedor pra empreendedor. E hoje estou aqui nessa bancada. Para quem não me conhece, sou o Igor Ferreira, sou empresário, atuo em diversos anos. Trabalho diretamente com essa parte de consultoria empresarial.
E estou aqui para poder bater um papo muito bacana sobre um assunto que eu tenho certeza que muita gente ainda não conhece. Ou se conhece, conhece superficialmente, a gente vai quebrar alguns mitos sobre esse mercado hoje aqui no Juntos para Somar.
Hoje é episódio 60 do Juntos Pra Somar. Mais de um ano que a gente tá aqui batendo papo toda semana com vocês, trazendo pessoas especiais pra falar de assuntos específicos que vão mudar a sua vida. E que não poderia deixar falar do nosso patrocinador.
O primeiro patrocinador que eu queria falar com vocês é a Somario Studio, obviamente, que é aqui onde a gente grava com essa qualidade absurda, câmeras profissionais. E eu sempre falo com vocês aqui toda semana, se você quer mudar sua autoridade, esse ano de 2026 é um ano de virada, velho. E podcast é realmente o ponto principal pra você mostrar autoridade naquela atividade que você atua.
Não só podcast, aqui no Estúdio Somar te grava podcast, grava videoaula, grava cursos. Então, se você tem interesse de fazer isso, aponta o celular aqui para o QR Code, fala com o nosso comercial para você vir mudar a autoridade do seu negócio com qualidade de gravação aqui no Somar Estúdio.
E, não só a somar, mas aqui também é um oferecimento da MedPlan, que é a assessoria para PJs médicas. Então, o médico está focado realmente naquilo que ele nasceu para fazer, que é cuidar de paciente. E na MedPlan, você vai ter assessoria completa, contábil, jurídica e administrativo financeiro. Então, se você é médico e precisa realmente regularizar a sua PJ, procura a MedPlan para você ter essa assessoria 360 graus. Não esqueça, tá?
Mas vamos começar o nosso bate-papo. Hoje, realmente, a gente vai falar sobre um assunto muito diferente, que é o fomento comercial. Eu trouxe um cara muito especial, um cara que eu conheço já tem tempo, já tive vários papos que me trouxeram clareza de ramos que eu não tinha noção. E eu vou trazer essa clareza para quem nos assiste hoje. Então, é extremamente importante que você fique até o final. E não só isso, não esqueça de curtir.
comentar e compartilhar com pessoas que você tem certeza que esse conteúdo vai ajudar. Porque hoje a gente vai falar sobre fomento comercial, vai falar sobre crédito, capital de giro e outros assuntos que vão surgir aqui nesse papo. Matheus, muito obrigado por ter aceitado esse convite de vir bater esse papo aqui com a gente. De trazer um pouco de conhecimento. Sei que a rotina é puxada. Quase nunca te encontro em Salvador, só viajando.
estourado no Brasil todo e reservou esse tempinho pra poder bater esse papo comigo, batendo esse papo com quem nos assiste, velho, obrigado e eu queria começar pedindo pra você se apresentar por quem é o Matheus, né traz um pouquinho pra quem nos assiste, quem não te conhece ainda, um pouquinho da sua história, velhão
Obrigado por esse espaço. Para mim é muito importante estar aqui no seu podcast. Você é uma pessoa muito querida. A gente teve essa oportunidade de se conhecer, conversar um pouco sobre negócio, até tentar estruturar algumas coisas em conjunto, que eu sei que em algum momento isso aí vai sair. Vai sair em breve. Eu me chamo Matheus Pachão, como você falou. Eu atuo na parte de fomento comercial há mais de 15 anos. Hoje eu estou na frente da PX Finance.
que é uma secrutizadora de ativos. Nós também, dentro do nosso grupo, nós temos a Domani Capital Management, que é um fundo de investimento de direitos creditórios. Então, a gente também navega um pouco no mercado de capitais. Além disso, eu sou presidente do Sinfac Bahia, que é um sindicato para empresários do nosso setor. Então, a gente tem um trabalho muito bacana. Na terça-feira, a gente recebeu um pessoal de São Paulo aqui para um evento sobre tokenização de ativos.
que é um futuro para o mercado de investimento. Então, vou aproveitar também essa oportunidade para poder agradecer ao pessoal que esteve aqui nessa semana e também para falar um pouco sobre tokenização de ativos, que é uma novidade que está aí no mercado. Além disso, também sou diretor financeiro da Brafesc, que é uma entidade em nível nacional, sou diretor financeiro. Então, isso acaba que eu viajo muito por isso. Então, eu tenho uma agenda onde eu me divido entre essas três funções.
tanto como CEO e fundador da PX e da Domani, quanto em diretor da Brafesc, que fica em São Paulo, a sede da associação, e a sede do Sindicato Bahia fica aqui no nosso estado. Então, mais uma vez, queria agradecer também a todo mundo que reservou esse tempinho para poder estar assistindo esse bate-papo. Eu sempre costumo falar que o fomento comercial, velho, ele é algo que... E...
Não é tão divulgado, mas tem uma importância muito grande para a economia do nosso país. Com certeza. Principalmente para os pequenos e médios empresários, que é mais de 30% do nosso PIB. Que são, digamos assim, os empresários que não são assistidos diariamente, mas é que movimenta esse país.
Que está fora do circuito facilitado de alcançar o crédito e de fazer realmente a empresa girar. Exatamente, porque quando eu falo do pequeno e médio empresário, que é onde está o nosso principal foco, são aquelas empresas que o banco não enxerga.
e que tem uma importância muito grande. Às vezes eu trago alguns exemplos de economia, mas só para a gente entender a importância do pequeno e médio empresário. Quando existe um incentivo fiscal, seja ele de instância municipal, estadual ou nacional,
como teve aqui no nosso estado, onde trouxe a Ford, gerou muitos empregos. Mas quando uma empresa como a Ford vai embora do nosso estado, é uma dor muito grande. Porque o nosso país tem uma carga tributária muito alta. Essa carga tributária... E que vai piorar agora com a reforma tributária.
Eu estava tendo uma reunião mais cedo hoje conversando exatamente sobre isso. Então, quem tem qualquer tipo de problema tributário, você também que tem parceiros com isso, então busque já um direcionamento, porque vai chegar e vai doer. Vai. Então, quanto mais cedo você se antecipar o problema, melhor para você, empresário. Deixa eu te fazer uma pergunta, Matheus. Desculpa até te cortar. Mas antes de a gente entrar nesse tema mais profundo...
Explica uma coisa, como foi que você chegou nessa área do fomento, velho? Como é que você chegou lá? Como? Eu duvido que você pergunte pra alguma criança e ela fala assim, ah, quando eu crescer, eu quero trabalhar com fomento comercial. Eu sou formado em contabilidade, né? Então, assim que eu saí do colégio, eu fui pra universidade, comecei a estagiar logo no primeiro semestre numa empresa de contabilidade e vi que aquilo ali não era muito a minha pegada, né?
Apesar de que eu enxergo a importância, eu acho que contabilidade deveria ser uma matéria de colégio, tanto contabilidade quanto economia. E sabia que o curso de contabilidade ia me ajudar no meu desenvolvimento profissional, então também nunca pensei em mudar de área, eu não queria ser contador.
mas eu sabia que aquele curso, aquela formação ia me ajudar muito. Ia ser uma bagagem importante na sua trajetória. Na minha trajetória profissional. E eu, digamos assim, faria novamente. Entraria no curso de contabilidade. Eu acho que todo mundo deveria fazer um curso de contabilidade. Principalmente empresário. O empresário que entende contabilidade, ele está um passo à frente de tudo. E aí eu entrei no curso de contabilidade e me surgiu uma oportunidade de estagiar a gente não encontrava.
numa franquia da Federal Invest. A Federal Invest é um grupo de factory que tem esse trabalho muito bacana para quem está começando. Então, eu comecei a trabalhar numa franquia que ficava aqui no nosso estado. Comecei como estagiário, fiz toda a carreira dentro dessa empresa até chegar no nível de gerente. E chegou um momento que eu precisava navegar com o meu próprio barco.
E aí que eu saí para poder empreender. E aí comecei na jornada básica do fomento comercial, que é a Factory. Então, o fomento comercial surge desde a década de 80 com o Factory. Aí vem a pergunta. Para quem está assistindo a gente e nunca nem ouviu falar nesse termo, o que seria a Factory? Vamos lá. Factory é uma atividade simples. As pessoas confundem Factory com empresa que faz empréstimo.
Essa é um dos maiores tabus, mitos. A Factory não faz empréstimo. Ela faz antecipação de recebíveis. Basicamente é o que acontece hoje nessas máquinas de cartão. Você faz uma compra parcelada.
A empresa, normalmente a loja, o estabelecimento comercial, ele vai receber isso à vista de forma antecipada. Então ele vai pegar aquelas 12 parcelas e trazer para valor presente para poder pegar aquela disponibilidade de caixa e cumprir com suas obrigações. A Factor faz a mesma coisa, só que ela faz muito mais um negócio B2B.
Então, uma venda faturada num boleto. No passado tinha muito cheque pré-datado, que era uma prática, principalmente para empresas. Então, aquela venda era realizada no prazo, 30, 60, 90. E o empresário precisava...
ter a liquidez, a disponibilidade daquele dinheiro para poder comprar sua matéria-prima. Fluxo de caixa, né? Exatamente, fluxo de caixa. Ele precisava antecipar o fluxo de caixa. No passado, né? Porque eu acho que daí que surge um pouco o preconceito com a Factory, muita gente fazia isso que é a famosa agiotagem.
A pergunta é exatamente isso, mas você já tocou no nome, então é ali duro. Porque a conversa tem que ser transparente, a gente precisa falar da origem para entender até onde o nosso mercado evoluiu. Sim. Então, existe aquele... Quando eu falo agiotagem, não é aquela agiotagem, o cara que está ali cobrando uns juros abusivos, fazendo uma cobrança incisiva, ou até às vezes algum tipo de ameaça, algo mais.
Porque teoricamente a geotagem é toda movimentação de dinheiro que você não tem uma regulamentação clara, não é isso? Perfeito. O banco não deixa de se fazer uma geotagem. Mas ele tá regulado. Tem um amigo que fala assim, ah, então a Factor é a geotagem gourmet, é uma geotagem de luxo. O que diferencia é exatamente isso. Então, existia aquela pessoa que tinha uma disponibilidade financeira e ele conseguiria melhorar a rentabilidade dele emprestando dinheiro pra uma pessoa próxima que tinha negócio.
E ele sabia que aquele dinheiro ali, o parceiro, o amigo, o conhecido ia pegar aquele recurso e investir no próprio negócio. Que se a gente for pegar dentro da legalidade, tem um contrato de multo. Sim. Que é justamente isso que diferencia da geotagem. A geotagem são as práticas abusivas, são as metodologias e tudo que a gente já sabe, que eu não preciso ficar falando sobre a geotagem aqui. E aí... E aí...
O que aconteceu? Essas pessoas que tinham essa prática de uma maneira formal precisavam formalizar de fato pra sair desse limbo. E ter algum tipo de garantia também. E ter algum tipo de garantia. Então, daí que surge a Factor.
Então, Luiz Lemos Leite, que é hoje o presidente da ANFAC, que é a Associação Nacional de Fomento Comercial, ele trabalhava no Banco do Brasil, do Banco Central, era no Banco do Brasil, não me recordo agora assim de fato, e aí ele fundou a Associação Nacional, que é uma associação que está desde o início do setor, onde ele regularizou essa atividade. Então, ele trouxe, digamos assim, para dentro do Fisco, a arrecadação.
porque a carga tributária de uma Factor é gigantesca. Sim. E as regulamentações necessárias. Então, a Factor só pode trabalhar com capital próprio. Então, aquela pessoa que, de fato, tem aquela disponibilidade para poder fazer operações de antecipação de recebíveis e não de empréstimo.
Tem que existir a obrigação de pagamento em cima daquele dinheiro que vai ser emprestado para que realmente aconteça o processo. Perfeito. Tanto que na prática de Factory precisa ter o recebível título, papel, a transação.
A operação de FEC se dividia em duas modalidades. A padrão, que é a antecipação de recebíveis, que é trazer o fluxo de caixa para o seu negócio. Momento presente do dinheiro. Momento presente, exatamente. Que a gente até costuma falar, a FEC não cobra juros, ela cobra o deságio.
Ela cobra o deságio, porque ela traz aquele valor futuro para o valor presente. Então, não é... Tanto que até a metodologia de cálculo é diferente. Quando você traz uma operação de deságio, de antecipação, você pega um título de 30 para o presente, um título de 60 para o presente, um título de 90 para o presente, sem, digamos assim, amortização. Quando você vai para uma operação de capital de giro, de financiamento, você amortiza, né? Sim. Então, acaba que...
quanto maior o prazo da antecipação, maior o seu custo, o seu deságio. Tanto que no início, quando a gente às vezes fazia uma operação que o prazo estava muito alongado, o deságio podia até dar negativo. Porque imagina se eu pego um título daqui a 10 anos e trago para o valor presente.
Eu posso até cobrar uma taxa de poupança, essa conta não vai fechar. Sim, sim. E tem a outra modalidade que a empresa de factura atividade permite a fazer, que é o que a gente chama de fomenta a produção. Isso daí caracteriza um pouco o empréstimo, porque basicamente é, você tem uma oportunidade de uma compra de uma matéria-prima.
E você não tem ainda o título, o recebível na mão. Você teoricamente ainda não vendeu o produto. Você não vendeu o produto. Mas você sabe que se você comprar aquela matéria-prima, você vai ter um produto e você vai... Vai ter como escoar aquele produto. Escoar o produto. Então, a Factory também comprava matéria-prima.
Então a gente pagava direto para o fornecedor, o fornecedor mandava a matéria-prima para o seu negócio, você produzia, vendia e com as vendas você antecipava e pagava esse fomento à produção. Tanto que a modalidade de fomento à produção é um pouco diferente. Você gera o título e os juros é dia.
Até você fazer toda a transação. Fabricar e vender. E vender. E aí, quando você fizer esse ciclo, você paga com o próprio recebível da venda. Sim. Então... Você transfere o direito do recebimento para o fomento. Exatamente. Exatamente. E aí, a diferença, que é a margem de lucro, você tem o seu negócio, você paga aquele valor que foi antecipado e roda a sua operação. Então, imagine para um empresário pequeno que está começando...
que ele não tem a porta do banco pra poder pegar recurso e ele precisa de dinheiro não tem como empreender sem recurso então daí surgiu o Factor o Factor ele tava próximo do cliente então ele acompanhava o seu negócio ele sentava com você ele tomava um café e
ele entendia a sua necessidade ele ajudava você a estruturar uma operação de fomento onde você estava economizando na compra, porque às vezes você tinha a oportunidade de comprar uma mercadoria à vista que o preço estava muito mais em conta então muitas vezes você melhorava a sua margem na compra, você comprava um produto que custava 100 mil e à vista você pagava 80, você estava tendo uma economia de 20 mil que isso ia melhorar a sua margem na ponta na hora da venda e o deságio e o deságio
compensava. Você usava do recurso de terceiros pra poder melhorar digamos assim, a sua margem. Agora, dentro do fomento, do factory, existe um risco muito maior que vocês assumem em comparação com o banco ou isso não condiz? Vamos lá. Por que o banco nega tanto crédito pra uma pessoa que tem...
menos... Nem capacidade, mas por exemplo, como você falou, um empresário que acabou de abrir e você não tem um histórico, a factory ajuda o cara, mas o banco não. Onde é que está essa diferença entre os dois setores, sabe? Vamos lá. Quando a gente pega um banco tradicional,
Existe todo um ecossistema gigantesco por trás desse banco. Sim. A empresa, quando ela cresce, ela vai criando processos de segurança e a pessoa que, teoricamente, é fundadora, ela vai se afastando da decisão do dia a dia, né?
Então, um gerente de... Um fundador de um banco, ele passa essa demanda para o diretor-geral da agência, para o gerente da agência, para o cara que está ali, o analista. Então, tem toda uma cadeia, um nível hierárquico dentro do banco, até chegar a pessoa que tem a caneta.
pra poder aprovar o crédito então isso aí tem um tempo de acontecer precisava que o gerente ou sei lá quem tava atendendo aquela carteira estivesse próximo daquela empresa pra entender se aquilo ali tinha viabilidade ou não até levar isso pra todo comitê de banco pra aprovar o crédito
A pessoa que dava a caneta, que assinava o cheque, como era no passado, ela não sabe o que está acontecendo, ela tem que confiar nos processos. Já na Factory, era o próprio sócio.
Era o dono do dinheiro que ia na sua empresa, olhava o seu negócio e falava assim, velho, eu confio nos juntos para somar. Então eu vou investir aqui, porque eu sei que o pessoal aqui vai investir em equipamento, vai criar uma nova sala, vai aumentar o faturamento dela.
e eles vão conseguir pagar, digamos assim, antecipação de locação do espaço. Então, por exemplo, se a gente for trazer hoje para quem está assistindo a gente, entender mais ou menos na prática como isso funciona. Então, vocês aqui têm a opção, como você falou, de sublocar o espaço de vocês para gravação de curso, para gravação de podcast, enfim. Então, digamos que você tem uma carteira de 100 clientes que pagam a mensalidade.
Então você tá com o seu plano anual todo tomado. E você precisa dobrar. Mas você não consegue dobrar. Porque sua agenda já tá toda tomada. Você precisa de um novo estúdio. Sim. E aí você pensa, velho, eu preciso comprar novo equipamento. Eu preciso ter uma nova sala. Eu preciso expandir meu negócio. Como você vai levar o seu negócio que tem uma certa intangibilidade? Porque você não é tomador de crédito.
Você não tem um relacionamento com o banco, você não tá no dia a dia, precisa ter um histórico de pessoa física, às vezes você é um cara que é recém-formado e resolveu empreender. O banco tá pouco se importando. Já o cara de factory, ele vai olhar o seu negócio. Ele vai sentar com você e vai entender a sua necessidade. Entender o potencial também que tem o negócio. E vai entender o potencial. E no final do dia, o próprio recebível, ele é uma garantia. Sim. Então ele vai olhar, vai falar assim, velho...
Igor, ele tem um podcast que ele subloca. E ele tem uma carteira com 100 clientes que já está com toda a agenda tomada. Eu vou antecipar toda essa agenda para ele. Então, digamos que você tem um faturamento mensal, por exemplo, de 100 mil reais.
Não, vão antecipar aí dois meses pro Igor, né? 30, 60. Ele vai pegar aqueles 200 mil, vai abater a taxa de deságio que foi acordado dentro do risco da operação. Você analisou, viu o que tá dentro do seu escopo, porque você fala, velho, não, eu vou conseguir dobrar meu faturamento. Você pega aquele recurso, investe em um novo podcast, em um novo estúdio, numa sala do lado, expande, enfim. E você dobra a sua agenda.
Você acha que o banco, o gerente que está lá na outra ponta, ou até o próprio fundador, diretor do Bradesco, do Itaú, ele vai descer para vir até aqui, analisar seu ecossistema e entender como funciona o seu negócio? Então, a Factory ganha no relacionamento e na proximidade com o cliente.
E no passado, onde não tinha tanta tecnologia, você só conseguia operar, digamos assim, que é o termo que a gente utiliza, com pessoas de fato próximas.
Então, não era sobre fazer uma análise de Birol, de consulta, Serasa, SPC. Não era pegar para poder ver se você, de fato, tem caráter. Porque a gente disse que a origem do crédito está no 5,6. Que é caráter, capacidade, colateral, capital e condições. Se você tem caráter, você vai... Se você tem caráter, você vai...
dá um jeito de pagar. Sim. Que é o principal. O cara que não tem caráter hoje... Agora você pode ter todos os outros quatro e não tiver caráter. Não adianta. Não adianta de nada, né? Às vezes você pode ter caráter e não pagar porque, infelizmente, você está numa situação que não tem como pagar. Mas eu vou te ligar para te cobrar.
E você vai me atender e vai me explicar. E eu vou entender. E eu vou flexibilizar uma forma pra poder você conseguir respirar. Porque eu quero que a gente continue fazendo negócio. Que seu negócio continue crescendo. Por isso que vem o nome fomento comercial. É fomentar o comércio.
e o relacionamento faz toda a diferença por exemplo, se não fosse o relacionamento talvez eu não estivesse aqui hoje batendo papo com você e se não fosse o relacionamento eu não teria metade da carteira de clientes que a gente tem eu costumo brincar nosso mercado evoluiu tanto que hoje nosso risco está maior porque a gente está se tornando cada vez mais bancarizado
Porque hoje você consegue, a gente, como a gente está em Salvador, a gente tem cliente no Rio Grande do Sul, a gente tem cliente em São Paulo. Está mais pulverizado, uma coisa que como você falou no início era mais... Regional. Regional, mais proximidade, deixou de existir a proximidade por conta da tecnologia, acesso e tudo mais. Então hoje a gente atua em todo o território nacional.
E não só a gente, como tem empresas de diversos estados que atuam no nosso estado.
Pra você ver como, tipo assim, o mercado ele cresceu muito, né? A evolução. Então, a Factor, ela começou nesse relacionamento próximo. Agilidade. Você vai pegar... Você falou que a Factor começou em que ano mesmo? Na década de 80, 1980 e pouquinho. Foi quando regularizou a atividade. Porque como eu te falei, a Factor ela já vinha dessa premissa da agiotagem. É um mercado...
relativamente muito novo, né? 40 e poucos anos de regularização. Exatamente, é um mercado muito novo. Mas se você pegar a origem do fomento comercial, do fomento mercantil, que era o nome anterior, a fomento comercial, desde que mundo é mundo. Ah, sim.
Eu tava inclusive ontem, por acaso, antes de dormir, eu tenho uma mania... Não sei se é boa ou se é ruim. Deito na cama, ligo o YouTube e fico botando vários vídeos aleatórios. E ontem eu tava assistindo um vídeo sobre o Barão de Mauá. O Barão de Mauá. E aí falando exatamente sobre isso, velho. Que ele foi lá pra Inglaterra, se eu não me engano. E ele voltou cheio de ideia e ele fomentou no Brasil. Fomentou no Brasil. É, construção de ferrovia, construção do Banco do Brasil.
foi o dele, né? Muita gente não sabe. Ele era um anjo de alta, uma jota de luz. Exatamente, exatamente. E quando ele começou a ficar grande demais, o próprio império derrubou o cara, né? Exatamente. Mas enfim, isso aí foi um parêntese gigantesco, porque eu acho que tem muito a ver, né? A origem é exatamente isso aí. Desde que o mundo é mundo, a nossa atividade lá existe.
Ela sempre existiu. Só que o que acontece? O ativo brasileiro está dentro das principais instituições. E é fechado. Sim. Mas você concorda comigo que não existe erro nenhum. Tirando as práticas abusivas e agressivas. E que a gente bem entende. Que é questão moral, é errado e tal. Mas você concorda comigo que pessoa física. Ela tem o direito de emprestar dinheiro.
uma pra outra e cobrar uma taxa de juros por isso, se tiver a regulamentação correta, óbvio que a gente entende que Brasil é Brasil, né? Então que é utopia, né? Mas se hoje você chega assim pra seu pai, pra sua mãe mãe, me empresta cem reais, ela tá sendo agiota.
De certa forma. A diferença é que nossos pais não cobram, gente. Sim, sim. Mas você concorda que pais são agiotas dos seus filhos até completar a idade? Exato. É, se você for levar ele na ponta do lápis o que significa é isso, né, velho? Você tá investindo?
em uma empresa, quando a criança nasce até a criança formar tem até um vídeo do porta dos fundos, né? que quando a pessoa completa 18 anos, o pai chega aqui, é que sua conta aqui atualizada aqui, é o que eu gastei com você e tal então a prática de emprestar dinheiro é uma coisa que existe
desde sempre. Mas a regulamentação também é algo que é importante porque você acaba balizando e equilibrando as forças no meio do processo, né? Porque quando você vai parar pra olhar, principalmente no... Acredito que no Brasil...
Factory fora do Brasil, tem ou isso é uma prática só do Brasil? Tem no mundo todo. Tem no mundo todo. Tem as suas particularidades. Mas com esse arranjo parecido que tem aqui no Brasil, já existe, né? Já existe. Fundo de investimento, tudo. Segue nesse parâmetro, né? Mas tipo, acaba de certa forma não existindo uma isonomia de força ali, porque o cara que tem dinheiro tá emprestando pra um cara que tá... ... ... ... ... ...
entre aspas, o cara que tá desesperado pra poder não sucumbir ali a empresa então a regulamentação ela ajuda nesse processo de fazer com que isso não desequilibre a balança, acho que da negociação, e aí também se a gente for olhar agora por exemplo, o caso do Banco Master agora que você viu que uma pessoa entrou, criou banco e rodou dinheiro de forma totalmente equivocada
Se você não tem uma regulamentação para poder cobrar e entender aquilo ali, você acaba perdendo a mão também do que pode ser feito e o que não pode não ser feito. Exatamente. E é por situações como o Banco Master que todo mercado financeiro paga o preço da desconfiança. Que aí você me pergunta, o Banco Master, o Banco, o Banco Central, toda regulamentação que não é simples.
é tudo que você precisa retar ali, digamos assim preto no branco e mesmo assim um escândalo como um banco master quem paga essa conta?
Hoje todos nós pagamos essa conta, né? Porque quando a gente olha assim, o FGC, quem banca o FGC são os bancos, quem banca são os bancos, é foda, né? Mas quem financia são os bancos. Quem banca somos nós, né? E no final ele vai repassar pra gente essa conta, no final das contas. A pessoa que tá no topo da pirâmide, ela continua ganhando.
Então, tipo assim, até que ponto é uma regulamentação para não banalizar ou não dar acesso a todo mundo? Hoje é... Esse é um bom questionamento também, né? Hoje é a maior dor do nosso setor. Porque, por exemplo, eu falei exatamente isso no evento na terça-feira. Se as pessoas soubessem...
que investir em fomento comercial, que no final do dia você está investindo em uma empresa que é originador, que fomenta pequenos e médios empresários. Aí vai depender do perfil, do tamanho de várias empresas. Mas é muito mais seguro do que uma bolsa de valores, porque você não sabe o que está acontecendo.
Aí no final do dia, você colocou seu dinheiro, 150% de CDI no Banco Mastra, achando que está seguro, por toda a regulamentação, que aquele seu corretor de assessoria de investimento te indicou, você assinou lá seu contratozinho, achando que você está... Resguardado. Resguardado.
Porque o fomento é o que eu sempre falo às vezes quando eu tenho uma conversa com alguma pessoa que entende pouco sobre investimento ou entende pouco sobre economia ou algo nessa linha. Ninguém fica rico investindo. As pessoas só ficam ricos trabalhando. Pronto. Isso aí eu acho que é primordial. Primordial. Criou essa ideia de tipo assim, eu vou ser investidor e vou ficar rico.
Não existe. Não existe. Não existe. O cara que tá indo por esse caminho, ele é leigo e precisa de ajuda. Você acha que o cara que tá lá operando no day trade, ele tá ganhando mais dinheiro operando no day trade ou vendendo o custo de como operar no day trade? Se ele ganhasse dinheiro com day trade, ele não tá vendendo o custo, irmão. Vamos ser sinceros, né? Então, eu digo sempre que quem sabe tá fazendo e quem não sabe tá dando o custo.
Porque, velho, imagine hoje se você abre uma aula de como gravar um podcast. Se você acredita que aquilo ali é o caminho, você vai tocar o seu negócio e fazer seu podcast. Sim. Você não vai abrir mão a não. Porque...
então, né a gente acaba perdendo um pouco o foco da conversa aqui, mas é porque são coisas assim que não, mas só é super sentido e é o ponto desse modelo de bate-papo que a gente tem tá livre, tá livre mas voltando, né, o que a gente tá falando e pra também não perder e não zerar a redação é aí que é a diferença do banco pro fomento, relacionamento e proximidade
Então, a empresa de fomento, ela vai onde os bancos não vão. Ela vai naquele cara ali que tá começando. Ela vai naquele cara que tá ali com problema com fornecedor, tá com algum apontamento no Serasa. Mas hoje, por exemplo, como você mesmo mencionou, o mercado é grande. A própria PX Finance atua no Brasil todo. Tem clientes no sul do Brasil.
Como é que fica esse relacionamento tão próximo? Vocês vão lá na empresa falar com o cara? Ainda consegue ter essa proximidade toda com o cliente? Ou essa proximidade é quando você compara entre o fomento e o banco, a proximidade é muito maior do que um banco teria? Pronto. Com a evolução, e teve um marco que foi disruptivo para o nosso setor, que é a duplicata digital.
antes era necessário o que a gente chama de endosso da duplicata. Quando você emitiu uma nota fiscal e aquela nota fiscal tinha uma, duas, três parcelas, você precisava fazer uma duplicata.
que é um documento, né? Então, quem não sabe o que é duplicata, pesquisa aí pra entender mais ou menos o que é uma duplicata, né? Você fazia uma duplicata, que era um documento físico, né? Onde tinha as informações daquelas parcelas e você endossava pra Factory. Então, no fundo da duplicata você fazia duas assinaturas, né? Dando, digamos assim, um endosso que aquele título é um endosso.
passava a ser da Factory. Quem tem o direito de receber aquele valor agora é a Factory. Exatamente, é a Factory. Então, tem a duplicata endossada, a gente que passa a ter o direito daquele ativo. Porque o recebível não deixa de ser um ativo. Então, para isso, era necessário que você estivesse numa proximidade, porque você precisava imprimir.
endossar e mandar pra pessoa que tenha o direito creditório, né? E aí você fazer o pagamento daquela operação, porque é a sua garantia de que você receberia aquele título. É o documento. Exato. Então, quando o mercado vai crescendo, a duplicata física, né? Correios mandava a transportadora, só que isso gerava uma dificuldade. Porque, pense comigo, é...
ninguém gosta de pagar juros paga porque precisa tem umas pessoas que fazem de forma mais inteligente outras pessoas que fazem de forma não tão planejadas pra poder tapar o buraco mas enfim imagine eu ter que mandar uma duplicata receber uma duplicata que vem do Rio Grande do Sul via Correios quanto tempo essa duplicata chegaria aqui pra eu pagar a
O problema logístico de distância inviabilizava a agilidade do negócio. Exatamente. E aí o nosso setor para poder ter a competitividade foi criando processos e mecanismos, que aí era uma metodologia, uma nomenclatura que a gente usa, que é uma tranche.
mas basicamente é você abrir um limite de risco. Então, por exemplo, eu sei que eu não tenho aquela duplicata física na minha mão, mas dentro do limite pré-estabelecido para aquele cliente... É um cheque especial. Exato. Ele pode usar ali 30%... Até essa duplicata chegar na mão. Até essa duplicata chegar. Então está dentro dos 30%. A duplicata não chegou...
Não tem operação. O duplicata chegou, abre mais 30%. Só que você percebe que mesmo assim viabiliza. Agora a partir do momento onde eu mando agora um link de assinatura, o cara dá um enter. Uma operação é 10 minutos. 5 minutos. 10 minutos. Às vezes uma operação que durava, com a empresa, digamos assim, mais rigorosa, o tempo da duplicata física chegar.
Tinha empresa que tinha motoboy rodando na cidade. Imagina, se é na Barão de Contegipe, a motinha pegava as duplicatas, levava para o final do dia a pessoa aí fazer pagamento. Os antigos office, né, irmão? É, os office boys. Office boys. Exatamente. Só que aí você pensa, isso hoje que tem internet bank. Mas imagine quando você tinha que ir na agência pagar a operação.
Você tinha que pegar as duplicatas, ir no banco, na boca do caixa, pegar aquela fila. Não sei se você vai se recordar, Igor, mas que antigamente a galera se aposentava, aí tinha prioridade de fila, aí o banco tinha um bocado de office boy idoso que fazia os pagamentos na boca do caixa das empresas. Chegava lá com um bolo de coleto, ou às vezes cheque, pra poder pagar. A mesma coisa funcionava com cheque.
pessoa também tinha que endossar o cheque e mandar o cheque pra que a gente depositasse na boca do caixa. Eu cheguei a fazer vários depósitos de cheque na boca do caixa. Eu lembrava a pessoa que tava na fila atrás de mim, ficava pistola. Porque, poxa... O tempo com caixa era muito maior, o cara lá, tipo assim, ocupou a máquina pra depositar.
antes era um cheque cada vez, aí foi melhorando você conseguia botar todos em um envelope e por aí vai você tá falando, aí eu tô lembrando da época que eu comecei a trabalhar e aí eu tinha, trabalhava com obra, né, e aí tinha que ir no banco lembro que a conta da gente era na caixa tinha que ir na caixa
É uma fila desgramada pra poder conseguir fazer qualquer coisa, pra falar com o gerente. Então, toda semana eu tava conversando com o gerente pra poder tirar alguma dúvida, pra poder fazer algum processo. Realmente tenebroso. Graças a Deus chegou o Internet Bank pra salvar nossa vida, irmão. Porque era complicado. Aí eu te digo, né? Como o mundo muda.
O medo antes era sacar dinheiro e sair de uma bancária. Hoje em dia é o famoso link que manda no WhatsApp, você clica e derrete. É o Pix errado, meu irmão. É o Pix errado. É o golpe do Pix. É a clonagem do WhatsApp que, filho, eu tô precisando de... Então, tipo assim, o mundo evolui e os problemas evoluem. Vão vim junto. Exatamente. Então, quando chegou a duplicata digital, o mercado... Obrigado.
abriu a porta da fronteira. Então, todo o Estado passou a negociar, todo o Estado. Na verdade, acelerou o processo. Aquele que isso, com a pandemia, deve ter acelerado bastante essa necessidade, porque você não tinha mais como ir no banco, você não tinha mais como ter esse entrosamento mais próximo com o cliente, não é isso? É, e se a gente pegar o macro mesmo da duplicata digital, não é isso?
2018 talvez, 2019. Então você vê que é algo muito recente. E como você falou, a pandemia é tipo assim, ou você se adapta e migra pra duplicata digital ou pra qualquer metodologia digital ou seu negócio para. E uma coisa que é engraçada é que entra o ponto judiciário.
um endosso é validado quando é digital? Não é? O judiciário aceita porque é uma lei antiga, porque o endosso tinha que ser um endosso, no fundo a duplicata, e não dava para você ter um endosso exatamente como...
Até mudar a lei. Mudar a lei, mudar os entendimentos, a regulação. Burocracia atrás de burocracia, né? Exatamente. E aí era exatamente no ponto onde a Factory ganhava do banco. E aí nós perdíamos muito na precificação.
Porque a gente já parte de uma carga tributária absurdamente alta. A Factory tinha uma coisa que não tem direito de regresso. O que seria direito de regresso? Direito de regresso é o seguinte. Se eu faço hoje uma operação com você e você... Que é dentro da operação de antecipação. Eu, entre aspas, compro o seu ativo, compro os seus recebíveis. E se o cliente não paga...
Você não tem a obrigação de pagar. Eu tenho que cobrar a ponta do seu cliente. Entendi. O direito de regresso... É que você poderia não cobrar de lá e você cobrar de mim de qualquer outra negociação que eu tenho. Exatamente. Então, tipo assim, o direito de regresso permite, tipo assim, se porventou o cliente do estúdio aqui não pagar, o estúdio é obrigado a pagar.
Quando ele passa, ele endossa esse recebimento pra você, ele não tem mais responsabilidade em cima dessa cobrança. A cobrança é da Factory em cima do cliente. Perfeito. Só que aí você pensa, né? Eu fiz negócio com quem? Com você. Eu nem sei quem é o cara. Aí que surge também um pouco do preconceito com a Factory. O cliente digo, não pagou? Eu quero que o Google me pague.
Eu fiz um negócio com o Igor. Eu não fiz um negócio com o Igor. O que cobre do cliente dele? E aí começa essa briga. Quem é que tá certo? Quem é que tá errado? Por isso que eu falei aquele ponto, né? Acaba que a Factory no final do dia está correndo um risco muito maior do que o banco nessa jogada. Perfeito. E me diz uma coisa, Matheus. Quem é o principal cliente da Factory?
Se você fosse, mas eu quero dizer assim, se você fosse criar uma persona, é um cara que fatura 50 mil, 100 mil, 200 mil, existe alguma persona de forma mais específica que seria o cliente da Factory? Ou não? É só o cara que vende a prazo e o tamanho não tão importa? Vamos lá. A gente tem um objeto de desejo mundial.
Que é dinheiro. Que também é combustível para todo negócio. Sim. Se precisa de dinheiro, é nosso cliente.
Porque quem tá assistindo hoje aí, precisa de dinheiro, tem empresa, vende a prazo, ele pode procurar uma factory pra poder alavancar o negócio dele. Exatamente. O nosso setor, ele é combustível pra todo tipo de negócio. Por isso que eu dei o exemplo aqui do estúdio. Velho, você tem suas mensalidades, você tá precisando de dinheiro, você tem dinheiro na mão.
E não, às vezes você não tá utilizando. Às vezes o cara tá ali desesperado, meu Deus, o que eu vou fazer? Preciso pagar imposto, preciso pagar minha folha. Tô aqui desesperado, não tenho crédito, meu nome tá sujo. Eu tenho ativo, eu tenho recebível. Eu tenho recebível. Eu posso pegar esse recebível e utilizar ele pra gerar fluxo de caixa.
Traduzindo, o cara tá no sufoco, mas ele tem uma empresa que ainda tem cliente, ainda tá rodando. Perfeito. Ele pode gerar grana exatamente com esse ativo que ele tem ali, que é da movimentação da empresa dele de fato que existe. É como se fosse um empréstimo em cima do valuation que a empresa tem. Perfeito. Seria isso ou eu tô equivocado? De certa forma. De certa forma.
Porque o valuation você considera ali o fluxo de caixa descontado que o cara vai ter no futuro. Você considera várias coisas no valuation, né? Mas basicamente, se o cara tem ativos a receber, né? Até às vezes também uma modalidade diferente, se o cara tem ativo imobilizado, um prédio, um maquinário, ele pode usar de garantia para uma operação de crédito, né? É porque, velho, crédito vem do princípio de acreditar, né?
Então, se você deu crédito, se acreditou. E muitas vezes as pessoas não entendem a forma como levantar crédito. Porque no Brasil, velho, você até falou, Brasil é Brasil, né? Se você for para questionar, como é que o banco analisa e dá crédito? Acho que só entende isso quem trabalha com o banco.
Às vezes nem um banco entende. Quem tá fora do circuito, ele não entende o que é rate de crédito, o que é score de crédito, de onde é que vem, o que é que o banco analisa. Ninguém entende essa porra, tá ligado, velho? Então é muito complicado a pessoa entender isso. E às vezes, eu acho que tem um outro preconceito. Você pega as pessoas um pouco mais velhas e mais conservadoras, elas não acreditam que você rodar com dinheiro de terceiro vale mais a pena do que rodar com o próprio dinheiro.
E aí a gente teve recentemente aqui... Você falou na Faria Lima, o que mais tem gente rodando com o dinheiro de terceiro. Mas é, a gente teve um papo aqui com o Rico, estou até um abraço para ele, que ele trabalha com essa parte de corporate bank e ele fala, velho, o dinheiro mais barato é dinheiro de terceiros. Você não vai mobilizar seu próprio dinheiro para poder entrar no risco 100% do capital. O dinheiro de terceiros vai te ajudar a fazer essa alavancagem e as pessoas ainda não têm essa mentalidade clara sobre esse processo.
Exatamente, perfeito. As pessoas não entendem porque o conhecimento de crédito não é um conhecimento que é dissipado. Se a gente for fazer uma análise histórica onde a igreja católica colocava veneno na Bíblia e dizia que você não poderia ler aquele livro que senão você morria, que tinha a prática de...
E morrer envenenado porque não podia ler o livro, mas na verdade não. Quem sabia não melava o dedo na língua para poder passar a página, não morria. É a mesma coisa. Então imagine se todo mundo tiver acesso e entendimento a crédito.
Não é de interesse que as pessoas saibam. Aquilo que você falou, né? Controle. Controle. Porque, pense comigo. Aí você falou assim, ah, como é que entende uma análise de crédito do banco? Se é o rate, se é... Às vezes o dinheiro é do cara. Ele pode olhar pra você e falar assim, não vou te emprestar não. Não fui com sua cara. Não fui com sua cara.
a gente já teve crédito negado, porque o gerente não foi com a cara do do dono da empresa. A gente vê muito isso em filme americano, né? Mostra que você não querendo pedir dinheiro pro gerente, e o cara, não, pra você, pra você não. Ah, porque, ah, você tá aqui com baixo score. Que score? É, com base em quê? Score da onde? Aí entra um ponto, né? Banco, ele tem um histórico bancário, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não
De muito tempo. É um mercado fechado e muito unido. Então o banco tem formação do seu CPF. A sua capacidade de pagar. Como é que se cria isso? Pegando crédito. Por isso que eu estava tendo uma reunião hoje falando sobre isso. Então tipo assim. Enquanto você não pega emprestado. E paga. Ninguém vai saber se você é um bom pagador.
Aí existe o nível. Existe o cara que pega emprestado e paga e nunca atrasa. Você também não sabe se ele é um bom pagador. Porque ele pode ter dinheiro e ele está pagando. E se ele não tiver dinheiro? Ele vai pagar? Você só vai saber quando ele se apertar se ele tem capacidade de honrar o compromisso dele.
É muito subjetivo. Exato. E a gente ainda fala brincando lá que tipo assim o melhor cliente é aquele que atrasa 5 dias. Porque ele ainda paga com juros e multas. Então a operação fica mais rentável. E tem muita gente no nosso setor que usa muito essa prática pra melhorar a sua margem. Exemplo. Eu fiz uma operação com você e cobrei uma taxa X de deságio.
Beleza. Peguei seus títulos, trouxe seu valor presente, paguei pra Eagle. Peguei os boletos e mandei pros clientes do estúdio. Vencer o cliente do estúdio, não pagou, atrasou 2, 3 dias, ele vai pagar com juros e multa. Então é dinheiro que nem saiu de você. Quem vai sentir a dor é quem tá pagando.
É o juros sobre juros. Exatamente. E aí é a recorrência da operação. Eu não preciso às vezes renovar uma operação com você para melhorar um pouco a minha margem de lucro. E você concorda também que é um lucro já realizado?
Que ele tá pagando juros e multa no ato. Sim. Você, eu só vou saber se sua operação, ela teve, digamos assim, 100% de excelência no final do processo. Porque também é um jogo que é desigual pra gente que tá na outra ponta. Eu tenho que acertar o ano todo pra me dar o luxo de errar uma vez. Porque o erro da gente é muito...
Penoso, né? É uma penalidade assim absurda. E você falou de juros aí, e uma coisa que tá vindo muito na minha cabeça é hoje o cenário econômico do Brasil a gente tá hoje com uma taxa Selic de 15%. Baixou agora, acho que tá 14 e pouco e a previsão é morrer o ano aí com 13 se eu não me engano. Hoje, o fato da taxa de juros Selic tá em 15% é bom ou ruim pro mercado de Factory?
Eu acredito que seja bom, mas eu queria entender você, porque acaba deixando mais caro o dinheiro para quem vai no banco e torna-se um pouco mais atrativo a Factory, ou tem nada a ver com o que eu estou falando? Velho, vamos lá. Isso aí. Clareça isso. Um ponto bem delicado. A soberba precede a queda. Existe uma diferença muito grande entre ganância e ambição. Sim. Ambição é o ponto bom.
Quando você vai para a ganância, você já se perde e você já se embola. De fato, para a gente, quanto maior a taxa de juros, maior eu vou repassar. E maior vai ser minha rentabilidade. Mas as pessoas que estão tomando, elas vão ter condições de pagar? Você vai estar fomentando ou desacelerando o comércio? Ou voltar tirando um pouco o fôlego do empreendedor que está ali suando?
Porque a premissa é o seguinte. Se a taxa de juros cai, os investimentos não ficam tão atrativos também e as pessoas precisam buscar oportunidade. Então a pessoa faz o quê? Pega aquele dinheiro e resolve empreender. Abrir um negócio ou investir em outra ponta. Agora, se a taxa de juros está alta, você vai pegar seu dinheiro e vai fazer o quê? Vai deixar no banco. Deixa lá no tesouro. Exatamente. Deixa lá rendendo.
zero risco, porque não existe zero risco em nada, deixa ela rendendo e aquele dinheiro não circula. Então, quando aumenta a taxa de juros, aumenta a nossa rentabilidade automaticamente, assim como aumenta a rentabilidade de banco, mas em contrapartida aumenta a nossa inadimplência e nosso risco. Porque às vezes o cara que é tomador, o cara que pega o crédito, ele não tem condição de pagar.
É muito melhor. Tem a questão da desaceleração da economia que faz com que seu cliente ele não consiga fazer com que as coisas rodem ali e realmente de fato não comece porque as pessoas não estão consumindo. Perfeito. E às vezes, velho, ele não consegue repassar na ponta. Com tudo. Comodities. Tudo interfere. Então, como eu falei.
A taxa de juros está alta. Como é que você compra um carro semi-novo? Você pode até comprar. Mas você vai conseguir pagar? Você vai conseguir abastecer seu veículo? Você vê como é o efeito cascata? Sim. Então, aquela coisa. Qual o caminho?
No final do dia, velho, quanto maior a taxa de juros e por mais tempo a gente fica nesse cenário de alta selic, é ruim pra todo mundo. Porque o dinheiro que eu pego também fica caro.
Seja dinheiro que eu pegue de mercado para poder colocar dentro da minha operação e irrigar a originação, ou seja, meu próprio dinheiro que eu estou deixando de pegar. Então, deixa de ganhar uns 15% lá com menos risco para poder ter o risco na operação. Porque quando você pensa, vamos fazer uma conta de padeiro, 15%.
Você tem aí uma taxa de juros de 1,25. Ao mês, né? Ao mês. Beleza. O que é que você, na outra ponta, valeria a pena ganhar para correr esse risco?
Tem que fazer essa análise e falar assim, beleza, esse dinheiro pode não voltar mais. Qual é o que eu estou disposto a ganhar para entrar nessa jogada? Aí você pensa, poxa, esse aqui é o custo financeiro. Imposto. Custo fixo. Porque a gente tem que tudo isso. Sim. É uma empresa como qualquer outra. Então.
Para uma empresa bem estruturada no nosso setor, vamos dizer aí que ela tem um custo total de imposto de tudo de 2%. Para poder igualar. Daí começa a margem. Aí você vai ganhar, sei lá, 0,50. Para botar seu dinheiro no risco.
Então, digamos que seja dinheiro 100% seu. Sim. Você vai pegar, somar com o custo, caso você esteja aplicando, digamos assim, em qualquer outro lugar, no banco. Você vai ter uma rentabilidade do seu dinheiro de 1,25 e vai passar a ter uma rentabilidade de 1,75. Você vai.
Acordar todo dia de manhã. Você vai liderar a equipe. Você vai liderar time comercial. Você vai analisar crédito. Você vai pagar a operação. Você vai... E correr risco. E correr risco. Se seu dinheiro estiver aplicado, você vai estar jogando bola. Está tranquilo. Está rendendo um... Joga no balão, joga no basquete. É. Vai estar rendendo um 1,25.
Né? Então, aí você pensa, velho, vou colocar esse dinheiro a 2,5. 30%. Pro empresário que tá na outra ponta.
sofre também. Já aperta. A pessoa mais sábia que passou no Brasil foi Dilma. Quando ela falou quem ganhar e quem perder. Não vai ganhar nem perder. Mas todo mundo perder, todo mundo achou que não fazia sentido. Mas pra mim é a frase mais icônica do século XXI. É essa aí, irmão. Ela tinha razão.
Ela tem razão até hoje, por incrível que pareça. Exatamente. E todo mundo riu. Então, no final do dia, velho, quem tem mais organização financeira e quem tem menos vaidade e quem mais trabalha é que consegue sobressair. Boa.
Bom demais. A gente já tem uma hora de bate-papo. E tem muita coisa pra falar. Muita coisa pra falar. A gente vai ficar aqui trocando ideia. Eu fujo da redação o tempo todo, velho. Desaerava muita redação no colégio. E você que tá assistindo a gente, não esquece de curtir, comentar e compartilhar. Deixa sua pergunta. Daqui a pouco a gente vai abrir espaço aí pra poder responder e ler as perguntas. Produção, já tem pergunta aí?
Tem pergunta aí pra gente poder ler. Daqui a pouquinho a gente vai abrir pras perguntas. Mas voltando aqui ao bate-papo, Patrícia. Você comentou que no início o processo da factory era meio que obrigatório, pelo que eu entendi, ser dinheiro próprio.
hoje com a evolução que a gente tá comentando aqui, já existem outros mecanismos dentro da Factory que facilita e um deles é o FDIC caso esteja errado me corrija ou não tem nada a ver é o FDIC, como é que funciona o que seria esse FDIC, velho? eu vou falar exatamente a evolução da Factory hoje cada vez mais o nosso setor tá mais bancarizado
Então a gente começou lá atrás com uma factory, onde permitia que você fizesse operações de antecipação de recebíveis só com capital próprio. E o fomento à produção, que aí você tem uma similaridade com o empréstimo, porque não tem o ativo, é uma compra de insumo. E aí o mercado foi evoluindo com o tempo, principalmente por algumas questões tributárias, facilitações de mercado, amplitude.
E aí eu costumo até falar brincando, quem é meio nerd, quem assistia desenho, que o nosso mercado é um Pokémon. Ele foi evoluindo e tendo mais robustez. A primeira evolução do nosso mercado foi a migração.
De factory para securitizadoras. Que é um veículo. Onde você já muda totalmente o seu perfil. Você sai de uma empresa limitada. Que é a factory onde você consegue abrir. Em qualquer junta. Enfim, estadual. E passa para uma SA. Que é uma sociedade anônima. Que tem diversas obrigações. Hoje dentro do modelo de securitizadora. Que é o que tem muito aí. São quatro principais. Tem a securitizadora de. E...
agronegócio, de agro, a securitizadora imobiliária, a securitizadora de ativos financeiros e a securitizadora de ativos empresariais, que é exatamente onde a Factory migrou. Sim. Então a gente se transformou em securitizadora de ativos empresariais. A securitizadora já existia?
Ela já existia. E a Factory acabou se fundindo. Vendo a similaridade da atividade e vendo os benefícios fiscais e operacionais, migrou para a secretizadora de ativos empresariais. E aí o que é que muda? Basicamente, você tem uma carga tributária muito menor. Então isso aí já faz toda a diferença na competitividade. Apesar das duas ter...
apesar das duas serem lucro real, a securitizadora tem alguns benefícios que a Fertr não tem e a securitizadora permite fazer captação de recursos de terceiros através de debêntures privadas. Existem securitizadoras de capital fechado onde você pode fazer captação de debêntures que é um título de crédito também onde você consegue utilizar para alavancar seu negócio tanto que o próprio governo...
Emite debêntures, banco tem debêntures incentivados, então tem vários tipos de debêntures que você pode estar... Traduzindo, o banco não empresta o dinheiro dele, né? Empresta o dinheiro dos outros. Perfeito. É o banco. Simples assim. Exato. Então tem essa... E ainda alavancado, porque ele empresta dinheiro que nem existe.
Exatamente, é o número que está lá na tela do seu aplicativo. E aí, a secrutizadora de capital fechado, você pode fazer captação privada, que é basicamente family friends, né? Você sentar, ter uma conversa, velho, ter uma secrutizadora, nada público. A secrutizadora de capital aberto, você pode vender abertamente o investimento, né? E isso daí, velho, faz com que você saia de um limitante, que é o capital próprio, que é o capital próprio.
Pra você também ter capital de terceiro. Que acaba facilitando o crescimento da empresa. Perfeito. Porque antigamente você tem uma factory grande que conseguisse jogar bastante dinheiro no mercado. Você precisava ter um capital próprio muito grande e ser um milionário. Um cara que já era milionário e estaria fomentando de certa forma. E você não pode distribuir seu principal estoque, né? Que é dinheiro. Se você saca seu dinheiro, você não tem estoque pra vender. E já secretizadora, não.
Você consegue captar e pegar e gerar pra essas pessoas que estão trazendo esse dinheiro uma rentabilidade em cima daquela grana que ela tá colocando na empresa. Exato. E a securitizadora, quando ela iniciou, ela era muito mais uma prestadora de serviço que intermediava o capital de terceiros. Só que aí com a chegada da Fetra, o cara que tinha o recurso, ele falou, velho, eu vou ser o principal investidor.
Vou colocar meu dinheiro, vou comprar debêntures da minha própria empresa. Vou também abrir para pessoas próximas que me conhecem, colocar dinheiro através de debêntures. Aumentando o pote. Aumentando o pote e vou aumentar o meu portfólio.
É como se você tivesse dois produtos, o dinheiro próprio e o dinheiro de terceiro. Então se você tinha um pote de 5 milhões, você passa a ter um pote de 10 milhões. E aí não tem limite. Aí você consegue captar recurso e operacionalizar exatamente igual a Factory. Fazendo a mesma atividade. Detalhe, você antecipa recebíveis. Tanto que na secretizadora não permite que você faça o fomento à produção.
Você só pode fazer de fato antecipação dos ativos. Na securitizadora. Na securitizadora. A fecura você pode fazer o fomento da produção. É como se fosse um empréstimo de curto prazo. Sim. E aí teve essa migração. E isso daí fez com que o mercado crescesse ainda mais. Porque você abre possibilidade para investidores.
debêntures é um investimento qualificado, mas você consegue, você não precisa de uma regulamentação para dizer se você é um investidor qualificado ou não, não exige isso, né? E aí você conseguir alavancar seu negócio através de debêntures privadas da sua empresa, onde você, digamos assim...
aumenta seu pós. Tanto que se existisse uma reglamentação de qualquer empresa pudesse emitir debêntures pra poder melhorar sua margem, o banco tava lascado. Que era muito melhor comprar uma debênture sua aqui do seu estúdio do que botar dinheiro no Banco Master. Sim. Né? E aí, com o tempo...
foi entendendo o movimento pra chegar no ponto de FDIC. E o nosso FDIC é diferente dos fundos tradicionais que você vê aí de investimento apenas. É fundo de direito creditórios multissedente e multissacado que faz exatamente a atividade de FEC. Em português, traduz esse negócio aí, meu irmão. Multissedente e multissacado. Onde é o multissedente?
É o cliente principal. O tomador. O que traz o recebível para antecipar. E sacado é o cliente do meu cliente. Então, dentro do modelo... Multi porque não é uma pessoa só. É um numerado. Exato. Então, dentro do modelo de factory, a gente chama de sedente, que é o meu cliente direto. Por que sedente? Porque ele cede o título. E sacado, que é a pessoa que está pagando.
E aí você percebe a nomenclatura do FDIC multissedente e multissacado. Porque eu vou pegar multissedentes, multissacados e vou fazer a mesma operação de Factory. Só que a diferença é, eu vou estar lastreado pela CVM, eu vou estar lastreado pela Ambima, eu vou ter todas as certificações necessárias, eu vou poder fazer captação pública de maneira...
à vontade, né? Mas também eu vou ter uma gestora e uma administradora que vai regulamentar diariamente as operações. Então você já sai um pouco de empreender como factory pra ir pro mercado de capitais. Um degrau acima daquilo que tava sendo trabalhado anteriormente. Exato. Então aí entra um pouco mais do que a burocracia.
Porque, por exemplo, quando você vai para um fundo de investimento, você deixa de ser dono do seu próprio negócio. Você passa a ser um cotista do fundo. E a sua posição como factory aqui, você vira uma consultoria especializada que vai prestar o serviço.
para o fundo de investimento, que é fazer toda a parte comercial, toda a parte de back office, toda a questão de análise, todos os detalhes dia a dia da nossa operação, você continua fazendo, só que aí você presta serviço para esse fundo. Então, esse fundo é uma entidade onde não tem sócio.
não tem dono, os donos são os cotistas, e aí existem cotas do fundo, que aí quanto melhor a sua rentabilidade, maior o seu risco. Então, o fundo é dividido basicamente em três cotas, a cota subordinada, a cota mezanino e a cota sênio. Então, na cota sênio você tem uma rentabilidade menor prefixada, na cota mezanino você tem uma rentabilidade...
Maior do que a cota sênior, também prefixada. E na cota subordinada, você tem o lucro líquido da operação. E aí, para o cara que era a Factory e foi evoluindo, o dinheiro dele está onde? Na cota subordinada. Então, além dele receber um percentual e uma remuneração de uma consultoria especializada que presta todo o serviço para o fundo... Ele ainda tem dinheiro lá. Ele tem o dinheiro dele lá.
Na cota subordinada. No caso do FDIC, mas no caso do FDIC, dentro desse cenário, na verdade, ele é uma captação de dinheiro pra...
Factory funcionar, porque ele vai pegar esse dinheiro. Ele não vai criar um feed-dick para o cliente dele. Ele vai criar um feed-dick para ele poder conseguir operar. Perfeito. Por isso que é a evolução. A Factory evoluiu exatamente dessa forma. Ela foi pegando estruturas que já existem no mercado e trouxe para a realidade da atividade do setor. Por quê? Se no passado a Factory tivesse uma regulamentação, ela poderia ser Factory.
de uma forma regulamentada melhor, e as pessoas não precisariam buscar outros veículos. Basicamente, eu estou saindo de, sei lá, um carro popular, vou para um carro intermediário e vou para um carro premium. Então, você deixa de ser um dono de uma factory, um agiota e passa a ser um gestor de fundo.
O nome é chegar. Eu era agiota gourmet, agora eu sou um gestor de fundo, eu tô operando no mercado de capitais. Mas no fringir dos ovos, pra o cara que ele é seu cliente, o cara que tá assistindo a gente, você ser um factory, ser uma...
Uma secrutizadora ou sua estrutura ser de FDIC, pra ele muda alguma coisa? Ou isso muda pra você com estrutura de empresa? Mudar tudo pros dois. Sim. Lembra que eu falei que quando você saiu de Factory, você foi pra secrutizadora e tinha algumas questões tributárias que faziam toda a diferença? Sim, sim, sim. No FDIC você não paga imposto.
Então acaba que no final das contas, o seu produto fica mais barato. Muito mais barato. O FDIC só paga imposto na hora do resgate da valorização da cota.
Então, por exemplo, eu sou factory. Eu tenho lá minha factory de 10 milhões, capital próprio. Eu vou para a secretizadora, capto mais 5 milhões, continuo pagando imposto. Meu pote cresce, digamos que eu já estou com 20 milhões próprios e 5 milhões de terceiros. Eu vou para...
pro fundo, eu coloco meu dinheiro numa cota subordinada eu sou isento de imposto só do ato da operação não é só na valorização da minha cota quando eu for sacar, aí eu vou pagar o IEI retido na fonte de 15% eu vou deixar aquilo ali rodando sem pagar imposto então quando você a factory fugiu justamente das questões tributárias
Não sei nem se eu posso estar falando isso, mas... Que é o principal diferencial. Isso é importante você falar. Porque a gente... Eu acho que a gente começou o episódio falando exatamente da reforma tributária. E hoje, uma das coisas que mais foi comentada nos últimos 30 dias foi a manobra, entre aspas, que a CIMED utilizou.
Pra não pagar os 10% em cima da distribuição de lucro. E aí entra aquele quesito. O cara tá errado, o cara tá certo. Velho, ele jogou com o regulamento embaixo do braço. Eu tive uma conversa na reunião mais cedo antes daqui. Exatamente falando isso com duas sócias. Existe a evasão fiscal e a elisão fiscal. A evasão fiscal é crime.
você tá cometendo uma evasão. A elisão fiscal é você tá usando da própria lei contra a própria lei. Que é o case também dos bombons, chocolates que o pessoal mudou pra wafer. O sorvete que virou sobremesa da McDonald's. Exatamente. Porque, velho, num país onde você tem uma carga tributária muito alta, se você, velho, não utilizar isso da melhor forma, você morre.
você morre no nosso país. Porque pense comigo, vai tributar os super ricos, vai tributar dividendos, capitalista, filha da mãe, que fica ali maltratando o empregado, enfim.
independente da mentalidade de cada um, tá todo mundo pagando essa conta, velho. Não, não, todo mundo não. Quem tá pagando a conta é o cara que tá comemorando, porque o empresário, de fato, ele tá só repassando. Você tá comendo picanha? Eu tô comendo picanha todo dia, né? Nem lembro a última vez que eu comi uma picanha, mas o que é que acontece?
Velho, essas coisas, enfim, a mente viaja. Mas pense comigo. Você vai tributar os dividendos. E não tô falando aqui porque eu tô sentado na posição como empresário, empreendedor, explorador. Quem quiser achar, que acha. Sou um banqueiro. Não é que ele piora tudo, né? Você é a escória da escória dessa nação. Eu sou a escória da escória, é. Vamos lá. De forma geral. Pior que você, sou o Daniel Vorcara.
enfim depende, sustentou todo o judiciário tem gente que ficou feliz com ele tem gente que queria ser amigo dele mas enfim acho que não posso nem falar coisa pra não cortar esse podcast aqui
Não, isso aqui a gente já tem uns sete episódios que a gente fala do Banco Master e eu sempre fico, meu Deus do céu, por que eu toco nesse assunto? Eu não ia nem falar do Banco Master, é um pouco mais profundo, mas enfim, né? Do STF, enfim... É, casou errado, se às vezes você tem uma mulher que casou certo, você recebe um honorário, cara.
milionário, né? Saiu uma nota no Instagram que foi o segundo maior jogador de futebol que ganhou. Enfim. Vamos mudar pra não prejudicar o podcast de vocês aqui. Mas vamos lá. Tributo a dividendos. Você já faturou, pagou tributo.
Na cabeça. Quando você vendeu, né? Pra você vender, você comprou insumo, você pagou tributo. Pagou tributo. Beleza? Beleza. Então você já pagou tributo quando vendeu e quando precisou comprar. O seu cliente que comprou pagou tributo. Você pagou previdência dos seus funcionários. Pagou tudo. Se você tem prolabórios, você pagou sobre seu prolabórios.
Aí sobrou uma grana. Sobrou uma grana. Tem muita dificuldade que nem todo mundo, não sobrava todo mundo. Sobrou uma grana. Você vai falar, pô, vou pegar essa grana aqui, vou pagar a escola de meu filho. Mas não, não vou poder pagar aquela escola que eu queria porque eu vou ter que pagar imposto sobre dividendos. Ou seja, mais um imposto. Mas aí vamos dizer que dividendos ainda está isento. Você pegou o seu dinheiro ali, conseguiu um lucro.
E quando a galera fala empresário, lucro, eu acho que é montante de dinheiro. Todo mundo tem empresa, tá me jantando. Todo mundo é Elon Musk. Você pegou aquele dinheiro, aí você recebeu, aí foi botar gasolina, você pagou imposto. Você foi no mercado, você pagou imposto. Você pegou o plano de saúde da sua família, porque, né, pra ficar na fila da UPA, você pode morrer. Você pagou imposto.
É coisa de louco. E outra coisa... Ah, é pra incentivar o empresário a deixar o dinheiro na empresa.
Faz sentido. E outra coisa, não sei se você viu, saiu uma notícia tem uns 15 dias o balanço do primeiro trimestre do ano. A expectativa do governo, não vou lembrar as cifras exatas, mas acho que era arrecadar 5 bilhões no ano. Quando você divide 5 bilhões por trimestre, tem um valor específico e ele só arrecadou 30% desse valor.
Então, pô, é tipo assim, meio que óbvio, as pessoas vão achar formas de não ter que tributar de forma legal esse dinheiro, porque não faz sentido, no final, só quem paga imposto dentro do Brasil, na forma que é estruturado, é o consumo.
sabe? Então, tipo assim, tudo vai migrar pro consumo de certa forma e o que não for migrar pro consumo vai ser distribuído de forma diferente, que foi o que aconteceu. Tanta gente antecipando distribuição de lucro em 2025 pra não ter que nesse ano, e eu acho que até 2008, se eu não me engano, né? Que teve aí a brecha, não tem que pagar então o governo acabou dando um tiro no próprio pé e... E tipo assim, é... acaba criando, velho, formas que afastam ainda mais o crescimento.
Quer dizer que concorda comigo? É até uma piada, mas tipo assim, se você quiser desejar o mal pra alguém, sem vez de falar alguma palavra de baixo, teio, você manda o cara abrir uma empresa. Porque ele vai se lascar igual. E aí eu te digo, o empresário que decidiu abrir um negócio, até certos faturamentos ele tinha que ser isento.
se você tem tantos funcionários, você é isento. Não vamos tributar dividendos, não. Você quer incentivar o consumo, o cara precisa ter tanto na folha pra ser isento de dividendos. Que aí, velho, você cria de fato métodos que vão movimentar o mercado. Ou então, velho, você pega e faz assim, velho. Vou definir uma carga tributária.
Porque o cara vai pensar duas vezes, e fala assim, velho, eu vou me queimar por causa de 5%. Eu vou pagar. Não vou ficar fazendo balai de gato. Velho, a nossa carga tributária é uma coisa assim, absurda. E detalhe, eu tô falando da minha dor, mas a gente paga o imposto sem saber se a operação vai ser liquidada.
Você paga antes de receber, né? Eu pago antes de receber. E se eu não receber? Lascou, já paguei imposto. É o que acontece com a Factory que foi necessário essa migração. Por exemplo, a Factory ela está enquadrada no lucro real. É uma prestação de serviço. Basicamente, você não tem é...
um produto, você tem uma atividade de 1980 que não teve atualização e você paga uma carga tributária muito alta. Então se a gente for fazer uma conta de bola de PIS, COFINS, contribuição social, imposto de renda, adicional de imposto de renda, então aí 15 mais 9, mais adicional de 10%, acho que o PIS e COFINS somando na facta da 9,25, você já vai drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive
uma carga tributária de quase 40%. Aí você vai pra secrutizadora. Você já tem uma vantagem que o recurso financeiro, você consegue deduzir da base de cálculo. Então na Factor você não deduz. Você tem um milhão seu lá, você não tem direito de ter essa rentabilidade. Então se você fez uma operação na Factor, então tem uma taxa média lá de 5%, você vai perder aí quase que metade aqui.
de imposto. De tributação. Então, fazendo uma conta aqui de padeiro, que é exatamente o que fez nosso setor migrar. E aí, isso é a diferença pra pessoa que tá lá na outra ponta consumindo. Ele vai ter um custo financeiro muito mais baixo. Não, custo financeiro muito mais baixo pra quem tá consumindo, tomador. Quando ele sai da factory. Quando ele migra. Ele migra. Então, o cara tá lá na factory com 5% de taxa, com 40%. E aí
Ele vai ter um custo de imposto de 2%. Então a rentabilidade dele já vai para 3%. Isso aí você coloca o custo fixo. No final do dia. O cara no fundo. Cobrando 2,5. Vai ganhando quase a mesma coisa do cara na Factor. Cobrando 5. E aí. Que tal o pulo do gato?
Aí entra a questão de relacionamento, entra a questão de burocracia, porque a operação do fundo é uma operação devidamente padronizada. Estrutura. Estrutura. O que foi que o Banco Central trouxe nos últimos anos para poder...
Estruturar esse fundo e deixar ele mais acessível para as empresas terem esse fundo como forma de captação de dinheiro. Teve algum movimento ou já existia essa estrutura? A estrutura já existia e o mercado foi se adaptando. O que teve um diferencial muito grande para o nosso setor foi a bancarização. Que digamos assim é a evolução...
do fundo, né? Que é a sociedade de crédito. Que é o que a gente chama de SCD. ESC? SCD. A SCD? A ESC é um mecanismo que criou para ser uma solução, mas o veículo foi tão limitado que acabou que burocratizou, né? Porque a ESC é um produto que era para ser entre a factory e a securitizadora.
intermediário no caso. Intermediário, porque a ESC ela pode fazer empréstimo né, que é coisa que nem o fundo, nem a Factory pode, nem a Secretizador, então a ESC ela pode fazer empréstimo, ela pode fazer financiamento, ela pode fazer alienação, ela pode fazer tudo então ela tem características de banco de banco, só que a ESC ela só pode operar com recurso próprio drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive
Ela não pode capitalizar? Não, e ela só faz operações na região limítrofe. Ou seja, a gente tem ESC no nosso portfólio, mas as operações de ESC, ela só pode ser feita nas regiões próximas, ou seja, limítrofe, Salvador, onde está a nossa sede, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho.
Que traz um pouco dessa proximidade. Sim. Que a Factory existia no passado. E eu não posso operar fora dessa região. Então, por exemplo, eu não posso ir para... Tem os limitadores. É, eu não posso ir para Santo Antônio de Jesus.
que já é uma cidade que é perto, mas não está dentro da região limita. Acho que nem feira de Santana a gente pode atuar. Quem regulamenta isso é o Banco Central. É, não sei te dizer de fato, porque como a ESC se tornou um produto muito bom e obsoleto, a gente só tem por ter.
Por que por ter? Porque o que acontece? Como eu te falei, a bancarização criou-se alguns mecanismos, que foi exatamente aí onde o Banco Central abriu a porta e facilitou criações de instituições de pagamento, como Nubank, C6, todas essas bancos digitais que nasceram, elas nasceram dessa facilidade do Banco Central de uma atividade que exigia menos burocracia que um banco.
Foi daí que surgiram essas empresas. E aí algumas SCDs, que é Sociedade de Crédito Direto, elas viram o potencial do nosso setor de fomento e passaram a atuar dentro do nosso setor. Vou dar um exemplo de um player desse de mercado, que é a BMP.
E aí o que a BMP fez? Ela é um SCD, ela atua quase como banco, ela é um quase banco, né? Ela não tem algumas coisas que permitem, tipo, cheque especial, cartão de crédito, alguns detalhes assim. Só que ela consegue bancarizar.
A sua estrutura. A minha estrutura. Então, através de um título como o CCB, que é a Cédula de Crédito Bancário, que uma SCD pode emitir, ela permite que o fundo e a secretizadora façam o empréstimo. Entendeu? Então, tipo assim, foi aí que o pulo do gato para o nosso setor foi disruptivo. Então, hoje, a gente consegue fazer exatamente tudo que o banco faz.
Através de uma parceria com a SCD.
Que é uma empresa de estrutura também mais robusta, porque ela depende de ter mais grana ali para poder rodar o processo. A SCD precisa ter regulamentação no Banco Central. Ela precisa ter um capital mínimo de aporte para poder estruturar a operação. Ela precisa ter um sistema mais robusto. Ela não é tão simples. Tanto que para a gente do setor, que somos pequenos, por assim dizer,
Um SCD é muito melhor a gente fechar uma parceria que já existe, que irriga nosso mercado, como a BMP, como o pessoal da Vorta, que você teve no evento que a gente proporcionou aqui do sindicato, onde a gente trouxe alguns players desse de mercado de São Paulo. Então, eles são, digamos assim, nossos principais fornecedores para estruturar...
a nossa operação de forma bancarizada. Então hoje a gente consegue, inclusive, ter conta bancária. Então hoje o nosso cliente tem uma conta, a gente virou banco. A Factory virou banco.
Porque a gente não tem atividade regulamentada, mas a gente tem toda a casca necessária. Necessária para poder atender de forma prática, da forma que as pessoas já estão acostumadas a lidar com o dinheiro. Exato. Então, por exemplo, a gente estava nesse processo de o que a gente chama de Bank as a Service, que é banco de serviço, onde a gente tem toda a estrutura bancária, a gente tem um aplicativo, a gente tem uma conta.
na web, um aplicativo, tudo de banco. E através desse veículo de um parceiro, a gente consegue hoje fazer capital de giro, a gente consegue fazer financiamento, a gente consegue fazer alienação fiduciária, a gente consegue abrir conta, a gente consegue fazer tudo que banco faz.
E, digamos assim, hoje a gente não perde nada para banco, nem em precificação. Porque banco está cada vez mais burocrático por conta do risco alto, que a gente falou de aumento de Selic, aí tem as questões também do nosso judiciário, que hoje em dia sem nada de implante no Brasil não é crime, então a pessoa está devendo e está vivendo e não tem um bem bloqueado. Então está cada vez mais difícil para nós originadores.
então cada vez mais o relacionamento pesa porque se a gente for depender de meios legais para cobrança a gente não recebe o título então é análise de crédito de fato e de caráter que vai decidir se aquela operação vai dar retorno ou não e a gente precisa criar metodologias de acompanhamento então hoje o nosso setor tem uma coisa que é essencial que é a controladoria de lastro a gente não encontrava
Que é um trabalho de casa de calceta, que a gente tem que ficar ligando pra entender se as operações houve ou não houve fraude. Se houve ou não houve venda. Porque, se você concorda comigo, se existe um título, existe uma duplicata, existe uma seção de crédito, preto no branco, a gente entra com a ação. Tá ali, tá na cara. E a gente perde. Uma ação de cobrança no Brasil demora sete anos.
Porque o cara, ele já faz todo pé de meia. De sete anos você já transferiu seus bens todos pra sua esposa, pro seu primo, pro seu periquito, um papagaio. E você não vai ter nada o que bloquear. Agora me diz uma coisa, Matheus.
Essa dinâmica de bancarização do setor não acaba trazendo também o mesmo nível de burocracia que você tem ao lidar com os grandes players, a Laranjinha, o Roxinho? Você não acaba também tirando essa personificação da Factory e se afastando demais da essência do produto? Foi exatamente o que aconteceu com o nosso setor. A gente se afastou da essência.
A gente gourmetizou o fomento. E como é que você enxerga isso? Projetivo, negativo? É o que que acontece. Eu enxergo como algo negativo. Por quê? A gente saiu de uma fama negativa da Jotagem.
E agora a gente tem uma forma negativa de banqueiro. Explorador. Porque... Vocês não se ajudaram nesse processo. No final do dia, o nosso cliente, ele precisava muito da gente porque a gente estava próximo. Então a gente via...
Ele via a gente como uma oportunidade de crescimento e de que o negócio dele continuasse respirando. Então, ele poderia, entre aspas, ter problema com o banco, ele poderia ter problema com o fornecedor, ele poderia ter problema com o imposto, ele poderia ter problema com tudo.
menos com a Factory, porque era quem ajudava ali na dor de barriga. Hoje, você até fez essa pergunta, como é que você faz? Você visita todo mundo? Hoje a gente visita toda a nossa carteira. Mas hoje você não consegue visitar todo mundo. Muitas empresas para atuar em outra região tem representante comercial. Então o cara já não sabe nem quem é o dom daquele fundo que ele opera. Então na hora de ter um problema, ele vai jogar para cima, como ele faz com o banco.
Ele vai priorizar alguém que está ali perto, uma factory próxima, para continuar fomentando ele, porque ele não consegue parar. E os grandes fundos, os grandes bancos, eles entram na RJ, que é o novo modelo de recuperação judicial. O cara pega o judiciário, bota debaixo do braço e fala assim, não vou pagar ninguém.
não vou pagar ninguém e... Default. No mercado. Não paga funcionário, não paga fornecedor. Todo mundo entra. Tipo assim... Inclusive você falou de RJ, eu tava vendo a matéria, acho que esse ano foi o maior ano dos últimos 10 anos de RJ, né? Recuperação judicial e tem a outra, como é? Então... Recuperação...
Existe a recuperação judicial também. Você vê, existe a recuperação judicial, que é um produto que veio dos Estados Unidos. Por exemplo, a Harley Davidson entrou em recuperação judicial. Em seis meses, ela resolveu todo o problema e voltou a funcionar e é o que é hoje. Aí eu te pergunto, vou te dar um exemplo do nosso estado. Não vou citar nomes para não prejudicar, mas uma rede de...
Não vou nem dizer supermercado, né? Mas uma rede forte, né? Bem elitizada no nosso estado, né? Da nossa cidade. Abriu uma filial num shopping. E depois entrou em RJ. Como é que você abriu uma filial e entrou em RJ? Um filial que não foi barata.
Porque aquela loja ali é coisa de louco. Aí eu te digo, velho, e o fornecedor pequeno? Jogou com regulamento embaixo do braço, né? Que vendeu ali a prazo 30, 60, que o cara se premeu no preço, que tinha lá como seu principal cliente um faturamento de 100 mil e vai ter que receber em 10 anos.
Eles não deixaram de funcionar. Eles têm caixa para pagar a vista, porque provavelmente eles se alavancaram com dinheiro de terceiros. Eles vão continuar comprando a vista. Você precisa vender. Quem estava lá na lista de credores vai ter que esperar. Não tem o que fazer, não pode cobrar. Não pode cobrar. O regulamento está debaixo do braço.
Quantas empresas dependiam daquilo ali? Quantos pequenos empresários? Acaba que a forma de jogar o jogo prejudica e queima um mecanismo que era para ser valioso. Porque, por exemplo, esteve, se eu não me engano, foi a Cozã agora que entrou em recuperação. Só que no caso dele foi extrajudicial. Existem os motivos de ela ter entrado nessa recuperação. Pô, se ela é de mercado, preço, mudança do tipo de combustível.
e tal, mas aí quando você pega um caso desse e que você vê que foi jogar com regulamento embaixo do braço é complicado, você acaba queimando todo o jogo por conta de mecanismos desse tipo, né? Velho, a gente tem um ador que como diretor da associação eu tô bem ativo, né? Então o pessoal luta muito com isso tem a Doriana que tá na frente disso lá em São Paulo, que é a indústria do limpa seu nome Sim E
Você pegou o cartão de crédito. Dá um exemplo básico, né? Passou, comprou, festa, viajou, não pagou. Juros de cartão de crédito. A galera fala dos juros abusivos. Contra seu cartão de crédito pra você ver, né?
E aí chega um cidadão e fala assim, Igor, eu tenho um jeito de resolver sua vida. Você está devendo 30 mil, me dê 5, que eu vou limpar seu nome. Entra com a liminar contra os órgãos de proteção crédito, Serasa, SPC, seja lá o que for. Tira aquela negativação, como se ela fosse indevida.
O idiota que pagou esses 5 mil acha que aquilo ali vai resolver a vida dele? Porque tá com o nome limpo no Serasa. Só que existe vários mecanismos de análise, principalmente banco. Tem o histórico do Bacen, tem o score e tudo de informação. O hate do cara. Você tinha uma dívida de 30, poderia ter negociado e parcelado e pagando. Não. Você acha que você tá com o nome limpo? Mas seu nome não tá limpo.
E aí você acha que seu crédito foi restabelecido. Mas não foi restabelecido. Só que aí o que acontece? Empresas da gente, do nosso setor, que a gente vai fazer uma análise de crédito, que a gente usa essas ferramentas pra ver se de fato você tem algum apontamento e tal. Você fala assim, velho. Como é que esse cara tava num gráfico?
Do nada, da noite pro dia, tá em outro cara. Enfim, né? Formas de analisar pra quem tá no dia a dia. Você não consegue mensurar se o cara tava devendo 30 mil. Ou se ele tá devendo 100 mil. Ou então você pode ir e ver o processo judicial. Pra ver se existe algum ali mascarado. E aí, velho, você vende a ideia que tá limpo sentar.
E as pessoas usam isso pra empresa. Achando que isso vai resolver o problema dela de crédito. E é o que você falou. Aí começa o picaretismo do nosso país. Que é a RJ Fraudolenta. Que é a indústria do limpo seu nome. E as pessoas, velho. Tem uma pessoa aí, uma tal de mãe do crédito. A mulher vende como se fosse a solução do problema de você. Essa eu não conheço não. Mãe do crédito. Rapaz, meu sócio viu isso no Instagram. Ficou possesso. Porque, velho, é tipo assim...
É a imoralidade sendo vendida como se fosse a coisa mais correta do mundo. Se fosse a solução milagreosa. Exato. E aquilo não é porque todo mundo tá fazendo. Por exemplo, a gente critica o governo que rouba e faz carteirinha de meia falsa. Você vê que é na essência, né? Sim. Se você estivesse no lugar de Daniel Senuiar...
Então tá na essência, então tudo isso, velho, prejudica o quê? Selic, economia, preço. Então você vê que, tipo assim, a pessoa que tá ali à margem da sociedade, ela tá pagando o preço pela própria ação. E o próprio governo, que se diz pensar no povo, não investe em educação.
Então sabe que é um jogo que... É um jogo de carta marcada, não tem muito ponto de fugir não. No Brasil a gente já nasce sabendo qual o caminho. Por isso que eu digo trabalho, faço o seu. Diz uma coisa, hoje quem quer... Duas perguntas, tá? Quem tá acordando no pescoço, precisando de dinheiro e quer vir pro lado do fomento e não pro lado do banco, como é que ele faz pra poder... Beijo.
Conseguir essa avaliação e chegar até o dinheiro. E quem tem dinheiro e quer botar grana em uma securitizadora ou no FDIC, como é que ele faz para botar essa grana e participar também do jogo? Pronto, vamos lá. A pessoa que ela precisa de crédito, né? Que é nosso principal negócio hoje. É simples.
A gente desburocratiza o crédito. Pra uma pessoa hoje, ela mandar uma análise nossa, ela não precisa nem nada, ela só precisa do CNPJ. Porque hoje a gente tem ferramenta suficiente pra poder puxar a vida do cara, seja pelo CNPJ ou pelo seu CPF. Sim. Então ela busca...
através de rede social, empresas que fazem esse tipo de negociação. Ela passa o cadastro dela, basicamente. A gente pede alguns documentos muito mais mesmo para dar um pouco mais de segurança. Por exemplo, um comprovante de residência atualizado, um IR, para poder a gente ver de fato na pessoa física, porque a gente analisa a pessoa física também do sócio e analisa a empresa.
faturamento, coisas assim básicas então a lista de documentos hoje, por exemplo na PX, são sei lá, seis documentos contrato social consolidado com as últimas alterações declaração de faturamento basicamente e comprovante de endereço da empresa e dos sócios
RG, CPF, comprovante de residência e imposto de renda. Com essas informações, a gente já consegue fazer uma análise para fazer uma definição de limite e precificação, que é o que a gente chama de deságio, a taxa que a gente vai aplicar para a operação.
90% dos cadastros são aprovados de imediato e os limites são definidos. Porque existe a outra ponta, que é o sacado. Para operações de antecipação. Sim. E aí ele faz a venda. Quando ele faz a venda, a gente analisa o sacado. E aí que é feita uma análise mais apurada. Onde a gente verifica se aquele sacado, de fato, tem capacidade para pagar.
se aquele sacado tem capacidade para pagar, a gente vai para a controladoria de laje para analisar se de fato houve uma compra e venda, onde a gente também avisa e sinaliza que aquele título passa a ser direito nosso, e está fechada a triangulação da operação. A gente paga para o sedente.
No dia do vencimento, o sacado paga o boleto. Finalizou a operação. E se for uma loja, por exemplo, que o cara só vende maquininha de cartão de crédito, vocês conseguem também ajudar esse cara? A gente consegue também antecipar a máquina de cartão de crédito. Só que hoje, as grandes instituições de pagamentos, as subadquirentes e adquirentes, elas já vendem um pacote a máquina de cartão de crédito
Pronto, com antecipação automática. E como o risco é transferido tudo para as bandeirinhas de cartão Visa Master, não faz sentido a gente operar porque a precificação é muito pequena. Às vezes a máquina de cartão de crédito antecipa para o lojista com a taxa menor que a taxa Selic. Então, para a gente inviabiliza muitas vezes a segurança.
Pelo baixo preço. Entendi. Então, no passado o comércio tinha muito cheque. Era onde a gente, digamos assim, navegava no comércio. Hoje em dia, a gente só navega no comércio e vende para empresas. Porque dificilmente uma empresa tem um cartão de crédito para ir lá e comprar. Ele vai sempre faturar.
boleto e tal. Então a gente trabalha muito mais com indústrias, muito mais com contrato de prestação de serviços, construtoras, agronegócio, o mercado imobiliário. Então o comércio vem cada vez mais, principalmente o B2C, vem cada vez mais sendo instinto.
por conta das máquinas de cartão de crédito, Pix, enfim, tem soluções. Hoje, o que tem voltado muito é os crediários. Então, se você está no comércio e você quer uma solução como um crediário, a gente consegue...
Tem uma solução de antecipação pra isso. E a gente consegue inclusive formatar um crediário pra vocês. Né? E isso facilita muito. Porque hoje a pessoa não tem mais limite de cartão de crédito. Né? Então, uma pessoa quer comprar uma geladeira pra uma pessoa que tem um pequeno negócio. Faz muito mais sentido ela vender no crediário do que depender de uma venda de cartão de crédito. Né?
hoje também a gente tem feito muita operação com escolas, operações estruturadas de importação, porque demora, imposto que é pago antecipado, principalmente mercadoria que vem da China, transportadoras, então a gente navega mais nesse cenário. O comércio está cada vez mais sendo extinto, porque cheque está deixando de existir, o próprio banco vem descontinuando a emissão de cheques, e a tendência aqui...
Apesar de ainda ter muito volume de cheque no mercado, principalmente no interior da Bahia, por questões tributárias, enfim, o comércio vem, digamos assim, a gente vem perdendo espaço no comércio. Não é competitivo. Não é competitivo. O comércio só vira uma competitividade a partir do momento que o cara utiliza do recebível dele de cartão de crédito como garantia para uma operação de capital de giro. Sim. Que a gente consegue fazer a trava.
Dar um capital de giro e receber através... Garantir o pagamento da parcela pelo que ele tem de recebível ali da maquininha. Exato. Então as operações do nosso setor também de capital de giro sempre são atreladas a alguma garantia, seja um imobilizado, um veículo, o próprio recebível...
ou os boletos de uma conta, que hoje a gente já consegue ter conta. Então o cara consegue ter uma conta movimento e a gente travar aqueles boletos como garantia de uma operação de capital de giro ou uma máquina de cartão. Então é aí que entra a operação de capital de giro, que é a gente basicamente fazer uma operação, o cara ir pagando mês a mês as parcelas, amortizando até liquidar.
a operação. Sim. Né? Sempre com alguma garantia. Dificilmente hoje uma pessoa faz uma operação de capital de giro... Sem garantia. Sem garantia. Tanto que se você for hoje no banco pegar uma operação de capital de giro, mesmo você com um bom histórico, o banco vai te cobrar uma taxa altíssima. Tanto que a operação de capital de giro, pra gente que para e analisa o negócio sem garantia, sai mais barato que a operação de banco. Só que aí também é aquela coisa. Quem vai bater...
na nossa porta e a gente não conhece, ele precisa de um relacionamento mínimo. Ele não vai ter a mesma credibilidade para conseguir esse financiamento. A gente tem um produto que é um sonho nosso, que decole, mas a gente precisa de braço, que é o Crédito Start.
Que é dar capital de giro pra quem tá começando com garantia na cota da empresa e com apoio de consultoria pra fazer com que aquele negócio, aquele empreendedor faça o negócio dele virar. Sim. Porque aí, tipo assim, eu tô dando pra ele dinheiro, mas também tô dando governança, tô dando apoio. Isso na PX, você já tem isso? Isso na PX. A gente tem esse produto, mas é difícil decolar. Porque é trabalhoso. E é um retorno, digamos assim, e...
Muito baixo, porque a gente vai ter que precificar muito alto. Sim. Então você já vai tirar o fôlego do cara, mas a gente fez algumas operações nesse sentido para novos negócios, para empresários que já têm negócios consolidados. Mas eu entendo que se você entra com essa... Passa a drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive drive
essa cabeça de consultoria, né? Porque se você vai dar governança, você não está só dando dinheiro, você está dando o smart money ali de consultoria para o cara mudar o escopo. Se você analisar só pelo cenário atual do cara, realmente, teoricamente, você cobrando mais caro, você está tirando fôlego. Mas se você levar em consideração que você vai mudar o cenário dele, ele vai sair do ponto A para o ponto B em termos de entrega e automaticamente de receita, você não está tirando fôlego, você está dando mais fôlego para o cara. Perfeito.
mas você concorda que tipo assim eu não consigo precificar entre aspas o dobro da minha operação que eu tenho na minha mesa com alimentação do nosso tamanho pra um modelo de negócio que é uma aventura e um propósito quando a gente faz uma operação dessa, capital de giro clean pra empresas que já tem um negócio consolidado e tá querendo abrir um segundo negócio do
a gente consegue porque a gente sabe que o cara ali tem um know-how vocês acabam na verdade virando com essa ferramenta quase um shark tank, né? do anjo que você vai arriscar se vai virar realmente um negócio do cara e a gente precisa estar acompanhando diariamente, então a gente precisa ter hoje quem faz isso é a gente internamente com mil coisas
com mil coisas que a gente tem pra fazer mas a gente precisa de uma pessoa dedicada a full time pra estar dentro do negócio das pessoas sim pra fazer isso, e pra quem quer investir em empresas do nosso setor é simples
para a secrutizadora de capital fechado como a nossa é buscar as empresas do setor as secrutizadoras agendar, bater um papo e entender porque como eu falei a captação é privada então não posso também nem falar muito detalhes mas marcar uma agenda poxa, conheço uma empresa que é uma secrutizadora e é uma secrutizadora de ativos empresariais de capital fechado ela tem debêntures, ela pode não sei
captar, vou tentar entender, vou levar a minha dor pra ver se eu consigo ter uma boa rentabilidade do meu recurso. Tanto que a carteira de investidores que a gente tem de secretizadora basicamente é Family Friends, que foi o que eu tinha explicado. Quando você vai pra uma oportunidade como o FDIC,
Aí, velho, você tem lâminas, por exemplo, breve a gente vai estar listado em XP, em todas essas plataformas, como um fundo, como outro qualquer. Então a captação é mais ampla. É pública. Ah, é pública. É pública. Tanto que o que eu falei a você do evento que a gente teve de terça-feira hoje, de uma tokenizadora, basicamente a gente pega nosso ativo.
Transforma em blockchain. Sim. Onde a gente tem títulos da PX disponível nas plataformas de tokenização. Onde você consegue entrar lá e comprar um ativo da PX. Então hoje nossos ativos já estão tokenizados. Então uma pessoa hoje que quer investir na PX, ela não precisa nem me ligar.
na nossa secretizadora. Ela consegue comprar o ativo através da tokenização porque nossos ativos já estão em blockchain disponível pra captação. Interessante. Então, isso daí é uma evolução gigantesca. É como se você estivesse adquirindo um Bitcoin. Bitcoin. PXCoin. É. Então, nosso ativo tá lá disponível. Só que como o nosso propósito hoje é muito mais originar a
Porque é aquela coisa, a partir do momento que você trabalha com alavancagem capital de terceiro, é um risco muito maior. Se hoje a gente tem, por exemplo, um milhão e a gente opera e a gente perde, eu não quebro. Só quebra quem tem dívida. Eu perdi um milhão e vou ter que fazer outra coisa de minha vida. A partir do momento que você tem um milhão seu... Valeu!
um milhão de terceiros, e você coloca nesse mercado, e você toma default, você perde, você... Esse um milhão aí ainda, você tá devendo dois, né? Exatamente. Então, tipo assim, além de você ter perdido um milhão, você ainda tá devendo um milhão.
E aí você quebra. Então é sempre um caminho que você tem que fazer de maneira cautelosa. Tem gente que alavanca até cinco vezes. Tem gente que mantém a linha um para um. Que é o que eu falei da metodologia de fundo de investimento. Que é a cota subordinada.
A cota mezanino e a cota sênior. Sim. Então, digamos que você tenha ali 10 milhões na cota subordinada, você consegue alavancar, por via de regra, duas vezes mais na cota mezanino. Então, você consegue captar mais 20 milhões. Então, você tem um fundo de 30. Sim. E na cota sênior, você consegue captar mais 60.
Porque você já tem um pé de meia de 30, você alavanca mais duas vezes. Então você acaba tendo, no final do dia, um fundo de 90 mil. Desculpa, 90 milhões. E você tem um capital de 20. E aí, qual é o pulo? Quando o fundo não tem dono e você vai para o mercado de capitais, o gestor, a consultoria especializada que aquela afecta, ele não tem mais aquela responsabilidade.
na obrigatoriedade da liquidação porque quem está investindo ali é um investidor qualificado ele entende que existe o risco então aí entra o motivo das cotas a administradora e a gestora que está o tempo todo controlando suas métricas e seus números, sua performance sua análise de implência, seus critérios de análise de elegibilidade, sua política de crédito que então basicamente está ali acompanhando você que é investidor, você tem que estar olhando sua lâmina todo mês a gente encontra
Aí começa o movimento. Que às vezes um sacou porque tá precisando do dinheiro, o cara pega. Por que o Igor tirou 10 milhões do fundo? Tem alguma coisa estranha. Vou tirar 5. O que foi que ele analisou que eu não analisei. É. E aí em 30 dias o cara sai de 90 milhões pra 20. Sim. Aí o cara quebrou. E aí entra a prioridade de saque.
A prioridade é sempre da cota sênior, depois da cota mezanino, e por último a cota subordinada. Se sobrar algum dinheiro, distribui. Por isso que também o pessoal que vem da origem de Factory...
Sempre tem essa segurança de ter capital próprio no negócio. Que é o que eu falo um pouco sem criticar, mas já criticando o pessoal da Faria Lima. Os caras estão acostumados a girar com recurso de terceiro e estão pouco se importando. Que a galera chama de skin the game. Exatamente. Então, por isso que eu digo que o fomento tem essa mais segurança, porque o cara...
dá valor, porque é o dinheiro dele que tá no risco vamos lá, duas horinhas de bate-papo o Nelson eu sou muito prolixo, velho papo com o Debon é assim mesmo, a gente vai falando vai trocando ideia acho que dá o tempo todo me interrompendo acho que dá uma das 52 mil perguntas que eu tinha aqui ainda falta mais 50, mas é isso aí a gente marca um episódio 2 e a gente tenta manter um pouco mais o foco, como um vim vance antes de chegar
Produção, eu vi aqui que a gente tem bastante pergunta no nosso chat. E eu vou deixar você escolher as três principais para a gente discutir aqui com o nosso querido Matheus. Prometo. Vamos lá. A Ana Clara perguntou se o Matheus tivesse uma empresa hoje, usaria securitização? E se sim, em qual cenário?
Se eu tivesse uma empresa hoje, com certeza. Se você não fosse do mercado, se você fosse um empresário, você iria pra secrutizadora ou você iria pro banco? E por quê? Vamos lá. Eu priorizo o relacionamento. O banco, velho, quando eu precisar, talvez ele feche a porta. A secrutizadora, ela não vai fechar a porta. E hoje, a nível de precificação é muito equilibrado.
Então, por exemplo, eu até não falei isso, mas a secretizadora e o fundo é isento de OF, coisa que a Factory paga e banco paga OF. Para você, como você vai fazer o custo final do dinheiro, do empréstimo? Para você estar ali no banco, você está pagando tarifa bancária. Para você fazer qualquer tipo de operação, você tem que fazer uma capitalização, você tem que fechar um seguro, você tem que fechar...
Tanta coisa que se você for botar na ponta do lápis, o custo efetivo da sua taxa está saindo muito mais caro do que uma operação da secretizadora. Então, se você botar na ponta do lápis, hoje, que era um problema que a gente tinha na FECTA por questões tributárias, hoje a gente não tem mais, tanto a secretizadora quanto o fundo é muito mais competitivo do que banco.
Pela primeira vez saiu uma lâmina que o Márcio Schettini, que estava palestrando, que é ex-presidente do Itaú, no evento que a gente teve aqui na... Eu conheci ele lá no evento. É, você conheceu ele no evento. Pela primeira vez, fundo de investimento superou bancos em operações de crédito. Então, tipo assim, você vê já a mudança. Tem muito volume que você fala. Tem muito volume de exceção de crédito. Tanto que nos Estados Unidos não tem banco, é só fundo.
Então, o dinheiro, quando ele está descentralizado de banco, ele fica muito mais barato. Porque aumenta a oferta de originador. E hoje a gente consegue, de fato... E a concorrência também influencia. Exato. Hoje a gente consegue, de fato, competir diretamente com o banco. Tanto que grandes bancos estão investindo em cotas de grandes FDICs do nosso setor.
Então hoje, tipo assim, Itaú, Santander, Banco Inter, eu tenho amigos que têm fundos onde esses bancos são os principais cotistas. Porque o banco entende que o que a gente faz, ele não consegue fazer.
E onde a gente chega, ele não vai. Então, sim... Acaba tendo mais capilaridade. Exato. Então, sim, eu utilizaria o crédito de maneira segura. Porque, como eu te falei, é você usar o crédito de forma inteligente para alavancar e melhorar a sua performance. Porque não adianta você pegar um empréstimo para pagar a despesa.
É dívida de alavancagem. É dívida de investimento. Então, essa é a diferença. Se hoje eu tô pegando um empréstimo pra pagar meu cartão de crédito e porque eu me embolei, velho, não vai ser o empréstimo que vai fazer eu sair daquela minha situação. Agora, a partir do momento que eu tô pegando um dinheiro, né, com custo financeiro barato, onde eu consigo... E...
alocar e ganhar mais, vou dar um exemplo na prática. Eu tinha um... Eu fui trocar de carro, tinha um boleto de consórcio para quitar. Consórcio você não traz para valor presente. Eu tinha meu dinheiro aplicado, rendendo acima da taxa Selic. Eu tinha a opção de pagar no cartão em 12 vezes pagando juros. Eu estava ganhando mais dinheiro do que tirando meu dinheiro da aplicação e pagando à vista. Sim.
Então é exatamente isso, é você usar o crédito de forma inteligente para alavancar o seu negócio. Então não é porque eu estou nessa ponta, é originando, mas é o melhor caminho para o crescimento.
E para trocar um crédito caro para um crédito barato, também é uma saída? O que acontece? Com certeza. Se você tem uma operação onde tem um custo financeiro muito mais alto, é muito melhor você pegar um empréstimo, um capital de giro, uma operação. E a operação de antecipação de recebível tem uma vantagem que não gera endividamento. Você não está fazendo uma dívida.
Você está pegando uma duplicata a receber, um ativo a receber e trazendo para o valor presente. É um dinheiro que já é seu e você está trazendo a valor presente. Então, você não está trazendo empréstimo. Você está fazendo justamente uma antecipação de fluxo de caixa. E eu vou dar um exemplo de uma coisa que aconteceu na prática com uma pessoa muito próxima. Não existe dinheiro mais barato do que Banco do Nordeste e BNDES.
É doação. Porque eles são obrigados a emprestar. Só que pra você conseguir tirar esse dinheiro de lá, você vai ter que suar. E aí tem o custo da oportunidade. Eu conheço pessoas que passam às vezes um, dois anos pra conseguir receber dinheiro desses bancos. Que é um dinheiro alto, onde você ia conseguir expandir seu negócio.
e alavancar o seu faturamento aí você fala assim, velho, eu não vou pagar uma taxa pra um fundo que tem fundo que opera taxa de 1.5, 1.6 1.8, 2% eu não vou pagar 2% porque eu tenho aqui uma taxa de Banco do Nordeste de menos de 1 justo, mas se você pegar 2
fazer seu negócio acontecer, enquanto em paralelo você tá fazendo todo o processo do Banco do Nordeste, pegou aquele dinheiro mais caro, montou seu negócio, seu negócio tá rodando, tá faturando, saiu o dinheiro do Banco do Nordeste, você quitou, porque, por exemplo, você fez a conta dos juros, mas não fez a conta do custo de oportunidade que você perdeu por dois anos, esperando sair um dinheiro barato.
Então não existe dinheiro caro. Existe o dinheiro que o seu negócio comporta a pagar. Boa. É o que eu falei do exemplo do fomento à produção. Velho, Igor, eu tô te oferecendo aqui uma taxa de 50%.
Você fala, Matheus, é um juros absurdo. Eu falei, é. Eu vou te dar aqui 100 mil, você vai me pagar 150. Só que, velho, o cara tá vendendo lá uma bolacha quebrada a 100 mil reais, que com aqueles 100 mil reais, você em vez de fazer 150, você vai fazer 500. Tá barato ou tá caro? É oportunidade, né? Fazer girar.
É muito mais barato você, eu inclusive falei sobre isso hoje, você pegar uma operação, pegar seu carro, dar de garantia, que é uma taxa muito mais cara, né? Ou você vender seu carro, pegar o dinheiro, quitar suas periquita e fazer o que você tem que fazer, investir no seu negócio, comprar um carro zero.
Que a taxa de juros de carro zero é muito mais barato. 100% financiado. Ou pegar um carro por assinatura. E brasileiro tem que fazer essa conta. Vai se não.
Tem que botar no papel, né, velho? É uma coisa que você fala. Bota no papel, calcula para poder entender. Porque essa pergunta que você fez aí, depois eu vou chegar em casa e vou calcular que eu fiquei curioso. Aí depende do custo de oportunidade. Bom demais, bom demais. Qual a próxima pergunta, produção, que temos aí? Como funciona o processo de rating dentro de uma operação?
Vou levar pra nossa realidade. Porque é diferente de um banco, né? Porque é diferente de um banco. A gente analisa o histórico interno. Porque o nosso rate interno é o que vai fazer a diferença na hora de aprovar um crédito. Só que todas essas plataformas de consulta, ela tem o próprio rate. O Serasa tem, o SPC 100 tem. Só que são coisas, velho, que nem eles sabem explicar.
O porquê aquele rating está ali com aquele apontamento. Então, basicamente, o rating é o histórico interno do cliente, que é o que eu falei do tomador. Se você está sempre tomando e pagando. Você falou isso aí, agora, desculpa te interromper, mas eu lembrei de um fato curioso. Há uns anos atrás...
recebi uma notificação do Serasa informando que o meu score tinha caído. Que zó, por quê? Foi isso. Aí, na época, eu tava querendo pegar um empréstimo e aí os bancos estavam consultando o meu score pra saber se eu podia ou não tomar aquele empréstimo. Aí o fato do banco estar consultando baixou o meu score.
Pronto, você usou um exemplo que a gente analisa. Quando a gente vai fazer uma análise e vê que tá tendo muita consulta de financeira, é que aquele cara tá desesperado atrás de crédito. Então o cara tá abafado. Então aquilo ali é um ponto negativo. Porque tem gente que fala assim, ah, se você paga conta em atraso. Sim. Se você paga isso e tal. Velho, eu sou muito esquecido. Se eu esqueci de pagar meu plano de saúde.
Eu não vou pagar 12% de multa no dia seguinte, eu só vou pagar no mês que vem de pirraça. Eu fico pistola. Então, tipo assim, cada instituição financeira tem a sua metodologia. Uma análise diferente. E nem sempre o rating quer dizer alguma coisa. Porque, por exemplo, o banco usa muito o A100, que é justamente a capacidade do cara teve, tem de tomar e pagar. Quantas vezes ele pegou? Você acha que o banco não pode tocar?
Vai dar um cartão de crédito pra uma pessoa que nunca usou cartão de crédito. Ou pra uma pessoa que usa e paga, usa e paga, usa e paga, usa e paga. Pessoa que tora e paga, tora e paga o tempo todo. É igual cheque especial. Quem que tem cheque especial alto? Quem usa e paga. Quem não usa cheque especial, o banco vai aumentar o limite pra quê?
Não, ele nunca usou. Só pra ficar lá bonitinho. Vou aumentar aqui porque como ele nunca usou, o score dele é bom. Não. Banco só empresta dinheiro pra quem tem dinheiro e pra quem tem histórico de tomador.
Ponto. Se você não tem nenhum desses dois, irmão, construa pra pagar dinheiro com o banco. E às vezes mais caro do que fundo e do que secretizadora. Boa. Então o hate é intangível. Não tem como passar, né? Porque tem uma galera na internet que aqui eu vou te ensinar a técnica pra melhorar seu hate interno do banco. Tudo golpe.
Cada empresa do nosso setor tem uma metodologia. A gente lá avalia muito o ser do crédito. O caráter, a capacidade. O histórico do cara tem de pagar. Tudo isso. Então, tipo assim, é muito da análise do analista. Porque a gente sempre diz lá um bom analista não é aquele que nega o crédito. É aquele que sabe mitigar o risco, pegar uma operação difícil, realizar e garantir e receber. Então...
É, não existe essa resposta. Vamos pra última pergunta de quem tá nos assistindo aí agora. E a gente vai seguir pra finalização aqui do nosso episódio. Tô tomando tempo de vocês aqui. Nada, o papo tá bom pra caramba. A gente tá com vários comentários aqui do pessoal aqui. Elogiando o bate-papo. E elogiando também fazer parte do time da PX aqui. O pessoal tá assistindo.
em breve vamos abrir vaga aí no LinkedIn então invistam no LinkedIn aí que é uma ferramenta muito boa pra tudo, né? que é uma rede social que as pessoas não utilizam, né? todo mundo só quer saber de Instagram LinkedIn é melhor que Instagram principalmente o emprego, né? você tem que se vender, né? com certeza, com certeza eu ia fazer o comentário péssimo mas, enfim
E como sempre, não poderia faltar a pergunta da Tainá Oliveira, que é a nossa ouvinte mais fiel. Como... Já ia ler outra pergunta. Qual erro usando o fomento faz o empresário entrar em um ciclo difícil de sair? O maior erro do empresário é tomar crédito para pagar a dívida.
Esse é o maior erro. Porque o que acontece? Ele se colocou numa posição ruim. Por não ter feito uma boa gestão. Da sua empresa. E aí ele tem uma solução. De imediato. Vou pegar dinheiro. Para resolver meu problema. Mas ele não olha a origem do problema. Porque a pessoa não muda o perfil da noite para o dia.
E aí ele pega o dinheiro e comete os mesmos erros. Então ele não está pegando dinheiro para investir no próprio negócio. A gente costuma falar, brincando, que o empresário nordestino de forma geral, ele não empreende por capacidade, e sim por necessidade. É aquele cara que teve uma graninha ali e começou a empreender e o negócio deu muito certo, porque ele sabe muito fazer aquilo que ele faz.
Mas não tem um entendimento financeiro, não tem um entendimento de gestão, não tem um entendimento de governança. Ou aquele cara que trabalhou muito tempo numa empresa, pegou a rescisão e abriu o próprio negócio e aí começou a fazer acontecer. Então ele não tem, digamos assim, um conhecimento prático de gestão. E todo negócio exige capacitação. A gente sempre brinca lá, que inclusive é o nosso ciclo atual de queimar o barco.
o que trouxe a gente até aqui não vai levar a gente para o próximo patamar se a gente não continuar investindo na nossa capacitação como liderança das pessoas que estão no nosso dia a dia, a gente não vai conseguir aprender a navegar nos mares desconhecidos do crescimento, e é o que acontece muito, então ele replica o que levou ele talvez até aquele ponto de sucesso e ele se acomoda
e ele se embola, e aí ele vê a solução de pegar um dinheiro, muitas vezes caro, e um dinheiro que não vai dar um retorno. Porque, por exemplo...
Eu me coloquei numa situação hoje de muita dívida. Estou devendo fornecedor, estou devendo aluguel do meu imóvel, estou devendo folha de pagamento de funcionário, está todo mundo desmotivado, então tem muito problema ali. Aí vem uma solução de um dinheiro. Aí eu falo, velho, não, se eu peguei esse 100 mil aqui, eu quito minhas dívidas e recomeço. Mas você mudou sua mentalidade?
Não mudou sua mentalidade. E aí você, em vez de analisar uma oportunidade de pegar aquele empréstimo, comprar matéria-prima mais barato, aumentar sua capacidade produtiva, investir no maquinário que vai aumentar sua capacitação de produção, aumentar sua jornada de trabalho contratando mais gente e fazendo de fato um movimento que vai resolver o seu problema de faturamento. E receita, né? E receita, não. Você...
Pegou a areia e jogou para debaixo do tapete.
Aquele dinheiro eu te dei um full-lego de um, dois, três meses. Agora aquela passada do empréstimo começa a ficar caro. Começa a ficar caro. E essa, às vezes, é a diferença também da antecipação. É um dinheiro que você já tem ali na mesa, então é muito melhor você antecipar o seu recebível do que você fazer uma operação de capital de giro. Mas também vai chegar no dia do vencimento...
Do seu título. Ele não vai pingar em sua conta. E você antecipou. E não organizou seu fluxo de caixa. Porque você pegou. A sua antecipação. E fez a mesma coisa. Pagou dívida. A dívida volta. Porque no mês que vem vai ter aluguel. Vai ter compra de insumo. E não tem mais de onde antecipar. E se você não mudar o fato gerador.
você vai estar repetindo o mesmo erro. Então o maior erro do empresário hoje quando faz uma operação de crédito, não só do empresário, mas a pessoa física também, é não mudar o fato gerador.
E eu pegando o gancho dessa sua resposta, o que é que você deixaria de dica, mensagem para quem está nos assistindo e ainda nunca utilizou nenhuma dessas ferramentas que a gente discutiu aqui hoje, nunca entrou no mercado de fomento? Que dica você daria para esse empresário que está olhando isso como uma oportunidade para melhorar a empresa, alavancar, corrigir os erros?
A dica que eu dou é simples. Crédito vale mais do que dinheiro. Quem tem credibilidade tem tudo. E dívida é até um trocadilho de vida. Então é você fazer uma dívida pra ter vida e não pra ter morte. Porque senão não adianta. Você vai se embolar e morrer.
Vai nadar, nadar, nadar e morrer na praia. É o que eu vejo com muitos empresários. O cara acha sempre que amanhã ele resolve. Então ele faz uma dívida pra tapar o buraco de hoje. Só que ele depende do ser do crédito, do colateral. De que se ano que vem mudar o governo ou se manter o governo, se tiver reforma tributária, se o preço da farinha cair. É muito se.
Exatamente isso, então, velho, se capacite pra fazer aquilo que você já sabe fazer de maneira com mais excelência. Uma coisa que eu tenho comentado muito é que hoje...
cada dia que passa mais, o empresário tem que se profissionalizar pra ser empresário, que antigamente era, ah, vou abrir ali uma lojinha, vou viver, mas hoje o cara tem que se profissionalizar pra entender de tributo, entender de pessoas, entender de gestão, liderança, negociar com fornecedor. Se ele não se profissionalizar, ele realmente, ele tá fadado a ter, como você mesmo falou, uma morte precoce e angustiante no meio do processo. E a
Você falou no início do podcast. Pô, você tá sempre viajando, velho. Por incrível que pareça. Eu tô sempre viajando pra aprender. Porque, velho, as coisas chegam em São Paulo numa velocidade que não chega no nosso estado. Então, eu tô sempre viajando pra empresas maiores que a nossa.
ter essa troca, entender a tendência de mercado. A PX não é nem a maior empresa do nosso estado, mas foi a primeira do Norte e Nordeste a fazer uma operação de captação de recursos através de tokenização de ativos. Que eu só consegui fazer isso porque eu estou o tempo todo viajando. Então, foi a primeira vez que teve uma Rotan Fai, que é essa empresa que faz essa parte de tokenização fora da Faria Lima.
Então, velho, sai da sua bolha.
você é o melhor numa bolha minúscula. Tem um amigo nosso, o Monteiro Mentor, ele esteve aqui, inclusive, um dos mantras dele é que Deus parabeniza o movimento, é algo desse sentido, esteja sempre em movimento. Se você não estiver em movimento, aprendendo, desenvolvendo, se conectando, muito provavelmente você vai morrer, né? É, e tem aquele ditado, né? Deus ajuda a crescer do madruga, né? Exato, exato. E o que que é seguir? O trabalho edifica o homem.
Seguir e continuar aprendendo com o Matheus. Onde é que encontra o Matheus? Onde é que encontra o PX? Qual é o arroba de vocês? A gente tem nosso Instagram, arroba PX Finance, de finance. A gente tenta fazer diferente no mercado.
A gente está agora também tentando fazer do nosso mercado ser um pouco mais conhecido e a valorização, porque é uma coisa que não tem muito, né? Nosso mercado é pouco midiático, né? Então a gente está tentando levar esse conhecimento e por isso eu agradeço a oportunidade de estar aqui nesse podcast, estar batendo esse papo aí disruptivo.
De uma maneira mais descontraída e falando de assuntos aleatórios. E o Instagram da PX qual é? PX, arroba PX Finance. E o seu também, a galera pode seguir lá. É aberto o seu Instagram ou é fechado? Meu Instagram é aberto, eu sou um pouco low profile, mas é arroba teu com TH, né? Teu Paixão. Boa, boa.
E pessoal, mais uma vez, obrigado por ter nos acompanhado até esse momento de estar aqui com a gente. Espero que vocês tenham gostado. Não deixem de curtir, de seguir nossa página, porque toda semana é um papo diferente, inteligente, para a gente poder trazer informação e conteúdo para quem nos acompanha. Mais uma vez, muito obrigado por estar aqui com a gente. E um abraço. Até a próxima quarta, às 8 horas da noite.