Episódios de Juntos pra Somar

Perdeu Tudo e Recomeçou: A Lição Que Todo Empreendedor Precisa Ouvir - Juntos Pra Somar #61

07 de maio de 20261h36min
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O que realmente sustenta um negócio?No episódio de hoje do Juntos pra Somar, recebemos Raymundo Crusoé para uma conversa profunda sobre liderança, reconstrução e o verdadeiro ativo de qualquer empresa: as pessoas.Depois de perder tudo, ele descobriu uma verdade que muda o jogo, negócios não são feitos só de estratégia, mas de gente.💡 Neste episódio, você vai entender:✅ Por que pessoas são o maior ativo de uma empresa✅ O que fazer quando tudo dá errado✅ Como reconstruir com mais consistência✅ O papel da liderança na formação de times fortes⚠️ Se você empreende ou lidera, essa conversa pode mudar sua forma de pensar.🎙️ Host: http://instagram.com/ferreiras.igor/👤 Convidado: https://www.instagram.com/raymundocrusoe/📲 Podcast: http://instagram.com/juntosprasomar.pdc/🎬 Produção: http://instagram.com/somar.studio/✅ Curta, comente, compartilhe e inscreva-se no canal para mais episódios sobre empreendedorismo, posicionamento e crescimento real!

Participantes neste episódio1
R

Raimundo Cruzoé

ConvidadoEngenheiro Civil / Incorporador
Assuntos7
  • Mentalidade EmpreendedoraSuperação de falências e recomeços · A importância de um time forte · Lições aprendidas com erros · A jornada do empreendedor no Brasil
  • Mercado ImobiliárioOportunidades de investimento em imóveis · Impacto da taxa Selic no crédito imobiliário · Demanda por imóveis compactos e multifamiliares · Mercado de alto padrão e médio-alto padrão · Tendências de moradia em litoral norte baiano
  • Gestão de equipes e liderançaA importância de times enxutos e eficientes · Utilização de tecnologia e sistemas na gestão · Terceirização e legislação trabalhista · Tomada de decisão baseada em dados · Perfil comportamental na contratação
  • Reformas e Construção CivilInício da carreira em reformas · Desafios da pandemia e quebra da empresa · Transição para incorporação imobiliária · Diferença entre reforma e incorporação
  • Qualificação da Geração Z no Mercado de TrabalhoExpectativas dos colaboradores · Seletividade e rotatividade no mercado · Diferenças geracionais no trabalho · A busca por propósito e crescimento
  • Importância do Coração e MotivaçãoA importância do propósito individual e empresarial · Desenvolvimento pessoal e profissional · Apoio familiar na jornada empreendedora
  • Transformação Urbana e EngenhariaO papel da engenharia nas transformações urbanas · Exemplos de mudanças em Salvador
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Sejam bem-vindos a mais um Juntos Pra Somar, podcast como você já sabe, bate papo interessante, inteligente, com pessoas que fazem acontecer de verdade aqui na nossa cidade. Não é empreendedorismo, balela. E hoje a gente vai ter um papo muito bacana. A gente vai falar de um setor.

que ele é a mola propulsora do país. Independente de crise, independente de situação, ele sempre vai estar na frente, que é a Constituição Civil. E ele é um dos setores mais tradicionais. Como é que posso falar? É tradicional. De investimento. As pessoas costumam falar que quem investe em terra não erra. Por quê? Porque são coisas que vão realmente crescer, se desenvolver. E o investimento na Constituição Civil é primordial.

E a gente vai bater um papo muito bacana hoje aqui com Raimundo Cruzoé para poder falar sobre construção e incorporação na Bahia. Quais são os princípios que ele usa para poder pensar sobre esse negócio? Quais foram os diferenciais na jornada dele para ele chegar na posição que ele está hoje em dia e trocar uma ideia realmente profunda para trazer um pouco mais de consciência para quem está nos acompanhando, certo? Raimundo, obrigado por ter aceitado esse convite.

Eu que agradeço. Até de supetão, né? A gente trocou uma ideia pra gente conversar aqui. Como eu falei, velho, é um bate-papo. Quero entender um pouquinho da sua cabeça empreendedora pra gente poder trocar uma ideia bacana aqui, entender um pouquinho da sua história. E é até um ponto interessante que eu tava conversando com você aqui nesse instante, né? Uma das pessoas que mais me chamou atenção pra esse convite foram suas postagens no Instagram, né? Eu comecei a acompanhar através de amigos em comum que a gente tem. É, pô...

o trabalho que você tem ali de mídia social, o conteúdo que você gera, o conteúdo não só que você gera, mas que você agrega ali no Instagram, que eu achei muito bacana. Até parabenizo você com relação a isso. Muito obrigado. E deixo um alerta, um ponto de atenção pra quem tá nos acompanhando, velho. Você fazer esse movimento na rede social traz autoridade, velho.

Você ter essa intencionalidade de trazer conteúdo, de aparecer na rede social, agrega valor. Se não fosse isso, talvez a gente não estaria aqui trocando essa ideia, conversando, eu não teria conhecido mais um empreendedor bacana aqui da cidade. E aí fica aqui, aproveitar esse gancho aqui para poder falar do nosso patrocinador, o Somar Ideias. No Somar Ideias, ele trabalha com a gestão de mídias e gestão de tráfego, assessoria de marketing para você que é empreendedor, para você que tem uma empresa.

e quer crescer, quer se desenvolver, você precisa ter alguém profissional para poder cuidar disso. Então, fala com o nosso comercial aqui do Somar Ideias, troca uma ideia que eu tenho certeza que eles podem te ajudar bastante no crescimento do seu negócio. Mas vamos falar logo com o nosso convidado aqui, né velho? Obrigado novamente. Antes de mais nada, eu queria que você se apresentasse para quem está nos assistindo. Quem é o Raimundo Cruz?

Bom, obrigado pelo convite também. Foi muito... Fiquei muito assustado de primeiro, não vou mentir. Eu não esperava que fosse receber esse contato assim para participar desse podcast. Mas Raimundo Cruzoé, sou engenheiro civil. Eu sou formado há quase 10 anos. Formei em 2017, 9 anos. Fiz pós-graduação em estrutura de concreto e fundações. Eu sou uma pessoa que decidiu...

Construir com responsabilidade a minha própria vida. Assim, resumidamente. Eu sempre busquei por resultado. Mas eu percebi que... Eu sou mais o que eu me torno durante o caminho.

Então, por mais que hoje eu construa casas, eu tenho negócio, eu construo patrimônio, eu sou uma pessoa que decidiu construir pessoas e família e propósito, não só financeiro. E de onde é que veio essa sua veia empreendedora? A gente...

hoje a gente tá no episódio 61, né? Então eu já conversei com pelo menos 61 empresários aqui desde quando a gente começou o projeto, mas não é o padrão, geralmente as pessoas não vão pra esse caminho do empreendedor. Foi o que te levou a empreender e o que foi que te levou a ir pra área da construção civil, de fato?

Quando eu entrei na faculdade, eu nunca pensei em fazer uma outra coisa sem ser engenharia civil. Eu nunca me vi fazendo. Eu gosto muito dessa área, eu gosto muito do que eu faço. Meu pai, ele sempre foi também uma pessoa empreendedora. Ele teve loja de imóveis, meu pai é corretor de imóveis hoje. E quando eu me formei em engenharia civil, eu comecei a trabalhar com ele nesse setor imobiliário. Então, às vezes aparecia ali uma reforma pra poder fazer, principalmente de sala comercial, que era o que tinha mais volume na imobiliária. Apareciam alguns apartamentos também.

mas foi ali que eu comecei eu nunca tive minha carteira assinada então desde que eu formei eu trabalhei com meu pai e comecei a fazer essas reformas pequenas assim e aí foi acontecendo, não foi nada projetado pra poder trabalhar assim seu pai foi seu maior mola propulsora de botar você pra poder jogar no caminho inclusive eu tenho muito dele até onde eu levo hoje meu pai é uma pessoa fantástica pessoa leve, é uma pessoa que está bem com todo mundo tem muito networking com todo mundo

É uma pessoa muito querida. Geralmente o corretor de imóveis pra ter sucesso, ele precisa ter realmente... A gente vai ter um papo recente com o Matheus, que ele é corretor de imóveis. Golden boy. Ele é super carismático e tal. Eu acho que isso é um grande diferencial pra quem é corretor de imóveis no final das contas. Com certeza. Meu pai te conhece. Por essa forma dele ser engraçado também, extrovertido, ele consegue criar uma cadeia muito grande de pessoas que inclusive indicam ele. Entendeu?

Ele ainda tá na área da corretagem ou ele trabalha com você hoje em dia? Não, ele continua como um corretor de imóveis. Ele é imobiliária. Que bacana, velho. E me conta uma coisa, Raimundo. Como é que foi esse início de jornada pra você? Por que eu falo isso, né? Também, pô, quando eu saí da faculdade lá em 2014. Na verdade, desde quando eu entrei na faculdade, já entrei fazendo obra, reforma. Trabalhei com minha casa, minha vida. E eu fiquei um tempo...

Bom, assim, trabalhando com reforma. E você, bem sério, eu odiava, velho. Porra, só pepino, dor de cabeça. E dinheiro que é bom, nada. Né? Você, porra, dor de cabeça com cliente, dor de cabeça com a mão de obra em si, que era, que era e ainda é, acredito, escasso. Eu saí desse ramo, não quero mais conta. Mas admiro quem ainda tá na rotina. Então, como é que foi esse início pra você, velho? Quais foram as suas maiores dificuldades? Quais foram as suas maiores dores, assim, no processo? Velho, é...

O começo foi assustador, porque eu não sabia fazer nada. Eu não aprendia a fazer reforma na faculdade. A faculdade não ensina, principalmente a você a não ser empreendedor, né? Ela não ensina a ser. Isso que eu ia falar. Você se formou em que faculdade? Na Unifax. Unifax, né? Formei em 2017. Então é padrão. Nenhuma faculdade ensina o cara a ser empreendedor. Pronto. Então, aí, eu comecei a fazer reforma sem saber fazer reforma. Então, aprendi, principalmente com as mãos de obra que eu conseguia.

A fazer no meio do caminho. Eu era tudo na empresa. Como eu comecei trabalhando com meu pai. Eu comecei numa mesa no fundo do escritório dele. No Wall Street. Aqui no Wall Street inclusive. Então ali eu consegui atender alguns clientes. Inclusive dentro da imobiliária de meu pai.

eu consegui atender alguns prestadores também e como a maioria das obras eram comerciais eu ainda passava a noite inteira fazendo reforma e acompanhando eu ficava dentro da obra, literalmente saia pra comprar material eu era o cara que planejava eu era o cara que comprava, que fazia cotação que inventava contrato, inclusive eu era o cara do financeiro que controlava tudo inicialmente numa planilha no Excel

eu era tudo, perdi muitas noites trabalhei virado noite acordava no outro dia de manhã também ainda pra poder atender coisa, fazer coisa acontecer porque por mais que a obra comercial aconteça a noite mas a preparação é toda durante o dia porque você não tem loja de material aberto a noite então se faltou algum material para o serviço

Então, era muito cansativo de fato, mas eu sempre gostei de fazer. Eu sempre gostei dessa área de transformar o ambiente, de mudar. Inclusive, principalmente quando eu vejo a reação dos clientes com o que está sendo mudado, entendeu? Essa parte de reforma. Eu acho que esse que é o bacana da engenharia, né? Você acaba transformando...

E mudando totalmente a percepção das pessoas com relação ao local. Falar de uma coisa mais ampla, né? Tipo, Salvador, ele se transforma o tempo todo. Às vezes você passa, você lembra como era Paralela antes de ter o metrô? Às vezes eu fico fazendo exercícios, eu sigo algumas páginas de Salvador, antigo, com foto, eu falo, caralho, Paralela, assim, vai. Você vai no costume, daqui a pouco você esquece como era e isso tudo é graças à engenharia, às transformações que tem. Você olha ali o Iguatemi, né?

Um monte de viaduto. Aí outro dia eu tava conversando aqui com nossa produção. E eu falei pra ela. Você lembra que tinha aqui. Época de Natal que fazia uma árvore grandona aqui no meio do Iguatemi. A gente não consegue nem mais lembrar que tinha uma praça ali na frente do Iguatemi. Hoje eu vejo que. Por estar mais velho. Eu vejo que tem muita coisa que mudou. Como eu me lembro antigamente. Quando eu era criança. Caralho, isso aqui mudou completamente.

Exato, exato. E quais foram as suas maiores dificuldades, assim, de fato, né? Lá em 2017 você saiu, a gente teve três anos depois de uma pandemia. Como foi esse momento pra você, irmão? A pandemia foi a pior fase que eu tive, assim, na minha vida profissional. Eu acho que também na minha vida pessoal, assim, pra todo mundo, né? Não foi só pra mim. Mas foi na pandemia, inclusive, que eu quebrei a primeira vez.

Eu tive, parou tudo, parou todas as obras. Então, eu acabei que eu não tive mais nenhum tipo de receita, não tive mais faturamento. Eu tinha algumas obras em andamento. Eu ainda tinha que arcar com alguns custos. Graças a Deus, eu não tinha um escritório separado. Meu pai que bancava esse escritório, então eu não tinha um custo fixo, questão de internet, essas coisas.

minha administração central praticamente era meu pai. Só que como ficou três meses parado, foi o máximo, se não me engano, que a gente ficou sem tocar obra, sem poder rodar obra. Eu precisei vender meu carro, eu precisei liquidar tudo que eu tinha, que eu juntei. E foi aí que eu vi que realmente chegou no limite que eu não sabia mais o que fazer. Graças a Deus eu tinha minha família, meu pai, minha mãe, que me deu esse suporte. A gente acabou indo pra uma casa de praia.

Pra poder se isolar de fato. E aos poucos foi liberando. Então eu precisei me adaptar a essas liberações. Justamente pra poder voltar a tocar as obras que a gente tinha em andamento. E adaptando. Eu comprei colchonete pro pessoal dormir na obra. Porque o horário do ônibus era limitado. Eu cheguei a deixar prestador de serviço em casa. Pra poder conseguir tocar a obra. Porque também era um desespero deles. Sim. Pra poder também não tirar.

Precisavam também trabalhar. Então acabou que a gente se juntou. Inclusive foi uma das formas que eu me aproximei mais da mão de obra. Foi uma coisa que me fez conectar e entender de fato como é esse profissional. Então vim de carro, vim de gastar tudo que eu tinha pra poder honrar com o que eu precisava honrar. Graças a Deus tive o apoio da minha família, meu pai. A gente conseguiu ter essa base de não ir pelo menos pro negativo, mas zerar tudo que eu tinha.

E recomecei. Porque até o momento da pandemia, sua empresa já tinha crescido bastante, né? Já. Eu tive um crescimento bem grande, assim, vou dizer exponencial até.

Mas com a pandemia, a pandemia veio, a gente quebrou, eu quebrei com a pandemia. Ainda não tinha pessoas que trabalhavam comigo diretamente. E depois da pandemia, quando voltou a ter obra, que eu comecei a crescer de novo, começou a aparecer outros serviços de novo, que eu comecei a colocar a gente pra dentro. Então minha namorada veio trabalhar comigo, ela também formou comigo, a gente se conheceu na faculdade. Acabou que ela veio trabalhar comigo, ela me deu apoio nessa parte administrativa.

Eu comecei a buscar estagiários, Rafael... Ela também é engenheira civil. Ela é engenheira civil, ela não atua hoje, mas ela é engenheira civil. Ela formou comigo. Foi aí que eu comecei com o Rafael, que entrou como estagiário. Na época, pra você ter ideia de como era a situação, ele engenheiro formado, ele aceitou trabalhar como estagiário na época.

Justamente por causa dessa baixa que tinha, né? Essa dúvida do que ia ser... Do novo normal. Exatamente. Então, acabou que a gente começou a criar essa sinergia também de trabalho. E começou a crescer. Só que a gente cresceu tão exponencial, foi tão assustador o crescimento. Que eu não consegui. E também a minha cabeça na época era outra, né? Sim. Eu era muito novo. Então, acabou que eu não estruturei.

Pra poder acompanhar esse crescimento. Então eu não tinha cultura. Isso depois da... Isso já depois da pandemia. Na segunda fase. Já na segunda fase. Sim. A gente foi pra um escritório maior. A gente tinha um escritório, duas salas grandes, sala de reunião. A gente tinha uma demanda. A gente chegou a tocar quase mais de 20 obras de reforma. Simultaneamente. Então assim, era loucura. Quinzenas de 100 mil. Pra você ter uma ideia. Então... É...

O crescimento foi muito grande. Só que como eu não me estruturei pra esse crescimento, acabou que a gente ia colocando gente pra poder trabalhar, pegava obra. Eu sempre tive também, aprendi com meu pai a ter esse network, a gente teve muita indicação. Eu nunca trabalhei muito forte com o marketing da empresa, porque vinha muita coisa de arquiteto. Até porque na pandemia teve dois cenários pra costa civil, né? Teve a primeira baixa, que parou tudo, e depois, como todo mundo tava preso aí de casa, todo mundo queria reformar.

casa, todo mundo queria fazer alguma mudança porque entendeu que a casa era um ambiente seguro que existia. Começou a existir os home offices em casa e começou a existir os escritórios que o pessoal estava criando. Você pegou muita obra desse nicho aí. Pegamos de espaços não só do apartamento inteiro, mas de espaços isolados. No quarto que ia virar escritório, às vezes até uma mudança do escritório que já existia. Então esse crescimento veio.

Eu não tinha estrutura, não tinha também conhecimento para poder acompanhar essa evolução das obras que vinham, das coisas que apareciam. Eu tinha esse networking forte, tenho até hoje parceria com alguns arquitetos. Então, acabou que eu ia colocando pessoas, colocando gente, mas sem escolher direito.

Eu acho que era muito pessoas Não era quem de fato Sabe? Então acabou que isso Gerou um Um problema de processos A gente tinha um processo Mas eu não conseguia fazer esses processos trocarem Existiam muito mais pessoas burlando De fato os processos Os poucos processos que tinham Eu comecei a implementar alguns sistemas Então

ficou desordenado. Então quando você cria um ambiente desordenado dentro da empresa, isso também recai pra obra. Você vê que é engraçado, porque a gente fala com alguns empresários, e no meu dia a dia, não só aqui no podcast, eu acabo...

Tendo muita troca, né? De conhecimento, de papo. E às vezes a gente vê pessoas falando assim, não, velho, o meu problema é que eu preciso vender. Preciso vender, preciso de caixa, não sei o quê. E você tá me trazendo um outro cenário, que é tipo assim, velho, eu tava com caixa, eu tava com grana, a grana tava entrando, 100 mil reais por semana de medição. A empresa cresceu e mesmo assim eu tive dificuldade. É. Como é que você enxerga...

Essa ideia que é meio contra-intuitiva do processo, velho. Na verdade, o gap pra mim veio nesse momento. Quando eu percebi que eu não tinha problema de captação de obra, porque as obras vinham. Não era um problema de modelo de negócio, por exemplo. Era um problema meu de liderança e de gestão. Sim. Foi aí que eu comecei a estudar sobre isso e eu percebi que, de fato, eu tinha que mudar. Primeiro escolher com quem...

Eu ia trabalhar, as pessoas queriam trabalhar comigo, trazer esse quem, pra depois montar a estratégia de fazer o quê?

Então, realmente, eu nunca tive esse problema de vendas de obras. Sempre apareceu. Sempre apareceu, graças a Deus. Que bacana. E você fala muito dessa questão da cultura. Eu vejo você postando isso no Instagram. Foi um papo que a gente teve também aqui antes de iniciar o podcast. Você fala sobre colocar cultura na frente da estratégia. O que seria isso de colocar a cultura? Por que eu pergunto isso?

Às vezes pra muita gente, cultura ainda é algo subjetivo. Ela não consegue metrificar isso. Você, Raimundo, como é que você enxerga a cultura de fato pra uma empresa? A primeira vez que eu enxerguei o que era cultura foi justamente isso que você falou.

sempre foi muito subjetivo. Trazendo o exemplo de Rafael, que começou a trabalhar comigo nessa fase de pós-pandemia, a gente criou uma sinergia muito grande, que inclusive é um dos valores hoje que a gente tem na Atlas. E a gente já tinha uma cultura formada, mas ela era subjetiva, ela nunca foi para o papel.

Então, algumas pessoas que entravam sentiam essa cultura que eu tinha entre eles, né? Era muito mais uma cultura paralela, que veio desse crescimento, dessa relação que a gente começou a criar. Só que a gente não conseguia expressar e passar, às vezes, para as pessoas que vinham trabalhar com a gente. Sim. Então, depois que eu percebi que, de fato, eu precisava estruturar quem ia trabalhar comigo para depois o que fazer, essa parte estratégica...

Eu precisava colocar no papel o que de fato é a cultura. Escolher quem ia trabalhar comigo, que de fato se encaixasse com o meu perfil, a forma como eu quero conduzir, a forma como eu quero a minha empresa, como eu quero que ela seja, a energia, os valores, as crenças, para depois tomar a frente do que fazer.

Entendeu? Você já leu aquele livro Empresas Feitas para Vencer de Jim Collins, né? Já. Que ele fala sobre o líder. Eu ganhei de presente, inclusive, de aniversário. Foi, né? Ele é muito top. Ele fala sobre essa questão do líder nível 5 e uma das coisas exatamente a... Pô, esqueci o termo. Acho que é do porco espinho que ele fala exatamente do... Isso, exatamente. Sobre a questão do... Primeiro você escolhe quem, mas depois você definir onde é que você vai botar essa pessoa dentro da empresa.

Tanto que ela tenha essa sinergia com aquilo que você acredita. Você consiga ver ...

essa pessoa crescendo dentro da empresa eu falo com meus sócios constantemente sobre eu vou contratar uma pessoa eu quero saber se aquela pessoa ali é uma pessoa que eu teria ela pra sentar pra almoçar, será que eu sento com aquela pessoa pra almoçar e trocar uma ideia? É engraçado você falar isso porque eu postei recentemente no Stories, um pouco da resenha que é dentro do escritório então todo mundo que tá ali de fato eu sei que é

pra todo mundo falar a empresa é como se fosse uma família eu não acho que seja uma família mas a gente cria uma relação que tá todo mundo por todo mundo ali, a gente não tem não joga a culpa um pro outro e não tira essa responsabilidade, sabe? Tá todo mundo ali e é um ambiente que é leve, é um ambiente que todo mundo brinca, tem um pouco do meu jeito de ser também, eu acho que isso que ...

inclusive eles trazem isso, né, é muito do que Raimundo é, hoje dentro do escritório, pra ser esse ambiente leve, pra ser a forma como a gente se trata aqui dentro, inclusive. Eu postei isso no Instagram e muita gente repercute, né, tipo, imagina trabalhar numa empresa assim, o chefe, o dono, brincando, resenhando com todo mundo, dançando.

E isso é parte da nossa cultura. É o que eu quero que realmente seja. Eu não quero que ninguém entre ali pra poder ir de forma forçada. Eu não quero que as pessoas vão lá apenas pelo dinheiro em si. Eu sei que o dinheiro é importante. Pra mim também é. Eu sou capricorniano e eu gosto de dinheiro, pra ser sincero. Mas eu acho que vai muito além também do dinheiro.

tem a ver com o propósito é aquilo que a gente fala a gente passa a maior parte do nosso tempo imerso no trabalho então pelo menos seja prazeroso dentro daquele processo e aí só um ponto, pra quem tá acompanhando a gente esqueci de falar, velho vocês patrocinam a gente fazendo três atitudes simples curtindo esse episódio seguindo nossa página no Instagram e no Youtube

E também compartilhando pra quem você acredita que esse papo aqui vai agregar alguma coisa. Então, pô, não deixe de ajudar a gente a manter esse projeto de pé, pra gente ter papos de qualidade, como a gente tá tendo aqui agora. Aí, Mundo, me diz uma coisa. Você falou sobre essa questão da cultura, né? Do ambiente. Como é que você conseguiria tangibilizar isso no resultado da empresa? Porque eu ouço muito isso, né? Tipo, ano passado eu tinha um call center.

E sair dessa operação. Mas lá era um ambiente que era assim. Sexta-feira bateu meta, abre a cervejeira, todo mundo bebe e bora curtir. E eu via muita gente me criticando, olhando meio torto sobre isso. Como é que você consegue tangibilizar esse ambiente?

O resultado da empresa? Você tem isso metrificado? Você tem esse sentimento? Como é isso pra você? Eu nunca coloquei, eu não vou dizer aqui, nunca coloquei metas, mas assim, as pessoas que trabalham comigo, elas entendem que elas precisam entregar o resultado, independente da hora que ela vai chegar, da hora que ela vai embora. Ela é dona do tempo dela.

E do horário dela. Autoresponsibilidade, né? Total. Inclusive é um dos nossos valores também, a responsabilidade. Então, isso acaba que deixa já eles de uma forma mais tranquilas para trabalhar. Então, a única coisa que eu cobro é resultado. Então, se eu pedir uma coisa, eles sabem do que precisa ser feito.

Então se a gente pedir, preciso de um documento tal, dessa forma e tal, eles vão fazer. Independente da hora que eles vão chegar e da hora que eles vão sair. Então isso já cria um clima pra todo mundo. Todo mundo que, inclusive nas entrevistas. Hoje a gente tem um mapa de cultura que eu consigo, facilita pra gente fazer entrevista com as pessoas, inclusive trazer essa matriz, cultura e performance. Não sei se você já ouviu falar. A gente tem usado bastante essa matriz. Esse é da Fabra Ciso.

você fez curso na Febracis? eu participo de uma imersão de Kiko Kislamski não sei se você vai ouvir falar ele trabalha com a propositologia então ele forma muito essa questão do propósito das empresas então a gente fez uma imersão com ele justamente pra poder montar esse mapa e a gente acabou que começou a usar essa matriz cultura performance

E aí a gente consegue sentir como é que está a equipe e o que a gente precisa ajustar. Por exemplo, se a pessoa tem uma cultura muito forte, mas ela não performa, então ela precisa de uma pessoa com gestão. Ela precisa ser gerida. Se ela tem uma cultura muito baixa, mas ela performa muito, ela é muito boa tecnicamente, ela precisa de um líder.

E aí o líder precisa entrar pra poder servir ela. Não é servir de dar água, café. É servir de assistir. De ela ser assistida mesmo e ser abraçada. Entender que ela não tá ali sozinha. Pegar na mão, né? Pegar no braço, exatamente. E se a pessoa tem baixa cultura e baixo resultado? É tchau. Não fica um dia.

Inclusive essa semana... É demissão imediata. Essa semana a gente tava tendo uma discussão exatamente sobre isso, né? Sobre demissão. E aí... Esqueci o nome dele. Como é o nome dele? Produção do... Do Preto.

Gustavo, Gustavo, ele postou esses dias falando sobre demissão, né? Ele tem, eu acho, mais de 10 anos de preto, de empresário. Pra ele sempre é difícil tomar essa decisão, mas se você tiver bons alinhamentos, você consegue fazer isso de forma prática. Eu sempre fui uma pessoa com muita... Você já teve muitos desligamentos na empresa?

É isso, eu sempre fui uma pessoa muito difícil de desligar e muito fácil de contratar. Então, às vezes, a primeira entrevista eu já achei que a pessoa ia dar certo e já fica, entendeu? E deu certo de verdade? Alguns sim. Mas eu aprendi, de fato, depois de ter essa questão da cultura, eu aprendi que, de fato...

Vai muito além do insistir muito. Porque às vezes não bate. E às vezes não é nem porque a pessoa é ruim. É porque também não se encaixou com a cultura. Não é que ela não é boa no que ela faz. É porque ela não encaixou com a cultura. Recentemente a gente precisou fazer um desligamento de uma pessoa. Que ela não entrava no nosso ritmo. A gente trabalha de uma forma muito acelerada. É pressão o tempo todo.

É aperto de mente mesmo E no bom sentido Não é sendo exigindo Mas ela era uma pessoa Cuidado que se o seu time estiver assistindo aí Ele vai botar nos comentários Mas ela é uma pessoa muito calma Então assim Não encaixou, ela era muito boa Mas ela não encaixou com a nossa forma acelerada de ser Não tava acompanhando o ritmo da gente Entendeu? Entendi, e aí a decisão foi A decisão foi desligar Fazer um tchau tchau

E inclusive me acostumei com os desligamentos. Pra mim hoje é muito mais tranquilo, porque hoje eu tenho mais consciência no momento de desligar uma pessoa, por causa desse mapa de cultura, por causa dessa matriz, cultura performance. E eu fico muito mais tranquilo e poder tomar a decisão certa. Eu vou te dizer, eu já empreendo há mais de 10 anos também. E pra mim continua sendo tenebroso fazer uma demissão, né? Por mais que eu tenha... Eu sempre levo no princípio o seguinte, eu sempre vou dar feedbacks.

pra pessoa se organizar naquilo que eu acredito que ela tem que evoluir mas mesmo assim a tomada de decisão é complicada pode ser a demissão mais óbvia do mundo

Pra mim é pesado aquele momento, né? Mas hoje é muito menos pesado do que era no início. Eu aprendi a separar. Eu entendo que CNPJ não tem coração. Existe Raimundo, que sempre, inclusive, a maioria das vezes que a gente fez desligamento, eu sempre me coloquei à disposição da pessoa pra o que ela precisar.

Então está passando por alguma dificuldade, Raimundo aqui, não tem problema com fulano, fulana. Mas não tem sido bom para a empresa. Então eu tenho pessoas que investem comigo, eu tenho sócio, então eu preciso dar um retorno, eu preciso dar satisfação e eu preciso de resultado.

mas Raimundo gosta dessa pessoa Raimundo tá aqui disponível pra o que precisar pra ser suporte pra ser apoio, inclusive pra te direcionar pra um outro lugar, só que CNPJ não tem coração, eu não posso prejudicar minha empresa porque eu gosto de você e você tá aqui trabalhando comigo

Isso é extremamente importante. Difícil, mas importante realmente. Difícil sabe por quê? Na sociedade que a gente vive hoje brasileira, existe muita hipocrisia sobre essa mentalidade. Por mais óbvio que seja, as pessoas ainda julgam. Ah, porra, empresário não tem coração, não pensa em ninguém. Só que ela esquece que uma decisão dessa...

você teoricamente, bem teórica, muitas aspas, está prejudicando um pra salvar, está abandonando um pra salvar 100. Exatamente. Que às vezes esse um vai matar os outros 100. Exatamente. Então, e eu sempre comento que às vezes uma demissão...

É uma libertação. Que até a pessoa que tá ali, ela talvez poderia estar performando muito melhor em outro lugar. Poderia estar tendo um resultado melhor, ganhando mais dinheiro em outro lugar. E eu tô segurando ela aqui também, porque nem eu nem ela tenho a atitude de encerrar um ciclo. Eu percebi que a maioria das pessoas que eu desliguei, ela não tinha nenhum propósito nem da própria vida.

Ela não sabia nem de fato o que ela queria fazer da própria vida. Então, porra, se a gente tá montando uma estrutura, tá montando um time, uma empresa, que tem propósito, tem missão, tem visão, e entra uma pessoa que tá perdida e não se encaixa, inclusive, nem com a missão, nem com o propósito da gente... Não quer abraçar nada, né? Não faz sentido ter ela assim, entendeu?

O que é que você tem hoje de ritual que você acha que é fundamental, essencial e que você não abandona nunca e que você daria de dica pra quem tá nos assistindo ter na empresa? Ó, o ritual que eu mais gosto são os rituais que eu tenho todos os dias com o pessoal que vem da obra.

É o que eu mais gosto de fazer. Então todos os dias, Bruno, Rafael, são os engenheiros que trabalham comigo, Cauê, os estagiários, os estagiários. Sempre que eles chegam da obra no final do dia, eles vão pro escritório e ali é um momento de relaxamento deles. É onde eles se sentem em casa pra poder relaxar. É a cápsula de descompressão. É, exatamente. E ali...

entrou na porta, começa a resenha a contar o que foi que aconteceu história de obra, de peão entra o relaxamento e ao mesmo tempo entra o momento que eu aproveito pra trazer o planejamento e tirar deles as coisas que eles não perceberam durante o dia então é...

Eles chegam com alguma história, aconteceu tal coisa, mas e aí você vai agir como? E aí amanhã vai ser como? Então é onde eu consigo gerar gatilhos pra o dia seguinte. É a coisa que eu mais gosto de fazer. Inclusive, às vezes eu já estou no escritório sem fazer nada, 5 horas da tarde. Eu espero eles chegarem. A gente fica até 7, às vezes quando eu começo a conversar também sobre outras coisas, né? Eu sou apoio também na vida pessoal deles e eles também são apoios na minha vida pessoal. É uma troca mútua, assim.

e a gente conversa sobre tudo chega a gente conversa de besteira começa a falar besteira também mas é o momento que eu mais gosto porque é onde a gente gera mais conexão, gera mais sinergia que inclusive também é um dos valores da gente, sinergia e confiança

É o momento que a gente consegue fortalecer os nossos laços ali. É o que eu mais gosto. A gente tem toda semana um ritual de cultura, que é o que a gente fortalece. Eu posto isso muitas vezes no Stories, fazendo algumas leituras, que a cultura não é discurso. Ela precisa ser feita o tempo todo. Vivida, né? Vivida.

Então, a gente reforça a cultura, a gente traz de novo qual é o propósito da empresa. A gente tem um... nesse ritual, a gente lembra quais são esses valores da gente e a gente traz exemplos do que a pessoa viveu durante a semana que se encaixa com esses valores. Então, por exemplo, o Igor está na obra e precisou tomar uma decisão, o estagiário precisou tomar uma decisão aqui, então ele virou protagonista.

Ele assumiu a responsabilidade e virou protagonista daquele problema. Então, ele traz esse exemplo. Não, porque o material chegou, chegou errado e mandei devolver. Ele assumiu aquela responsabilidade e virou protagonista. Então, ele mostrou que ele usou um dos valores da empresa.

inclusive esses valores quando são descritos e repetidos eles acabam passando também pra o pessoal que tá na obra os prestadores de serviços porque por mais que a gente faça a obra hoje a gente não tem contratação direta a gente trabalha com empreiteiros e prestação de serviço hoje a mão de obra tá muito escassa tá difícil de conseguir então é uma estratégia que a gente arrumou então toda vez que você repete essa cultura da gente você repete esses valores a gente acaba levando também pra o canteiro de obras e você percebe que muda são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são são

a energia do que tá acontecendo ali, entendeu? Eu precisava, de certa forma, tirar a cultura que a gente tinha no escritório e levar pra obra, entendeu? Isso é interessante. Mas antes de falar sobre isso, eu queria falar o seguinte. Bruno, você que tá aqui assistindo a gente, você poderia vir aqui, dar uma palavrinha e falar como essa sua experiência de ter essa cultura toda... Sacanagem, sacanagem.

o cara quase sai correndo puta que pariu mas eu tenho certeza que ele ia falar alguma coisa muito interessante do jeito que ele fugiu ali vou te salvar só hoje mas a próxima vez que vem aqui pro estúdio você tem que participar eu acho que de todos é o que mais gosta de fazer esse tipo de ritual na cápsula de descompressão ele adora, Rafael não acha besteira maluquice isso ai não precisa nessa porra

Bruno gosta, ele para, ouve, presta atenção, ele curte esses momentos, sabe? Isso é bacana. Você falou sobre essa questão de ter a cultura sempre propagada dentro da empresa e que ela se expande para as pessoas que estão, de certa forma, conectadas, de alguma forma, com a empresa.

E aí eu lembrei muito de um livro que eu li um tempo atrás que foi Paixão por Vencer, Jack Walsh, não sei se você conhece. Ele é muito bacana e ele fala muito sobre isso, né? Porque as empresas têm lá um quadro com valores, visão, missão. Mas o dia a dia mesmo, nada daquilo está sendo aplicado. Vamos pôr em prática.

E aí tem dois bieses. Às vezes o dono não tá preparado pra poder fazer aquilo. Ou nem ele mesmo acredita no que tá escrito. Eu acho que é mais ele não acreditar. E tem gente que ele até acredita naqueles valores, acredita naquela missão. Mas ele acha que não vai dar resultado. Ele acha que é cansativo estar aqui repetindo o tempo todo pro time. E ter que falar isso no dia a dia da empresa. Eu tive um sócio que eu falava direto pra ele, velho, suas atitudes.

vão ser o espelho pra o que o time vai fazer. Então, se você chegar atrasado no escritório, automaticamente o time vai chegar atrasado. Tem que ser exemplo. Você tem que ser exemplo. Se você é o primeiro a sair, automaticamente o time também vai achar que é tranquilo sair naquele horário. E não que o empresário tem que ficar lá mais tempo que todo mundo, mas cada empresa tem uma fase diferente. Tem empresa que você está na construção, o fundador precisa ter uma postura. Depois que cresce, realmente você consegue estar...

Tem um time estruturado, tem um coordenador que vai ser a cara ali pro time. Setorizar, né? Setorizar e tal. Então, isso já é cultura. Então, se você vai reclamar do seu time, que o time chega atrasado, você olha e você chega atrasado, pô, o time tá seguindo a cultura. Exatamente. Se você, quando dá cinco horas, é o primeiro a sair correndo porque deu cinco horas...

Porra, velho, e o time tá fazendo isso também? Ele tá seguindo a cultura, você não tem como reclamar do seu time por conta disso, né? A cultura também é o que a gente faz, né? Então, dentro da empresa, tudo que a gente faz acaba se tornando a cultura. E a gente acaba se tornando aquilo que a gente tolera. Então, se eu tolero toda vez um atraso, por exemplo, você combinou que precisava chegar a 8 horas. Então, se eu acabo tolerando esse atraso, a cultura vai ser chegar atrasada. Não tem pra onde correr.

Surreal. E tem que ter essa visão clara pra você conseguir construir uma empresa de sucesso, né? Com certeza. Se você não tem... Hoje, se você não tem a cultura da empresa, a primeira coisa que você devia fazer era estruturar a sua cultura. Primeiro, o que eu entendo de ser líder.

Se você não é líder de si mesmo, você não tem capacidade de liderar ninguém. Então comece primeiro por você. Foi a primeira coisa que eu fiz. Entender quem eu sou, entender o que eu quero, entender o meu propósito. Pra partir daí, inclusive, conseguir repassar pras pessoas que estão comigo. Porque hoje eu entendo que...

Existem muitos empresários, mas muita gente acaba precisando perder mais tempo vendendo a empresa até para os próprios funcionários, não só para pessoas de fora. Então você tem que estar o tempo todo vendendo para as pessoas que trabalham com você o seu propósito, o que você quer, o que de fato é a empresa. Só que isso acaba sendo cansativo de certa forma, entendeu?

Então, se você consegue ser líder de você mesmo, você consegue liderar várias pessoas. E pensar que liderar é servir. Isso é o mais importante. Se você for coerente com a imagem que você passa, já economiza muita energia. Profissionalmente e pessoalmente. Não adianta no seu pessoal você ser uma pessoa que trai a sua esposa e tá num ambiente de trabalho. Você com certeza vai aplicar isso também de alguma forma.

Vai trair seu sócio. Vai trair quem tá trabalhando com você. Vai repetir os padrões. Exatamente. Isso é... Fato consumado, na verdade. Mas agora falando sobre construção. A gente falou ali do seu início. Teve sua queda. Teve seu retorno.

E hoje você saiu do mercado de reforma, entre aspas, e seu foco agora é incorporação imobiliária, né? É, hoje é onde eu tenho mais foco e mais tempo é na incorporação. Por quê? Foi o que deu essa virada de chave pra você, velho? Quando eu trabalhava com meu pai lá na imobiliária, eu sempre via muito as incorporadoras também vendendo esses apartamentos na planta. Então eu sempre sonhei em fazer isso também, em viver isso da incorporação. E estudando, lendo...

Entendendo do mercado. É onde tem mais retorno. Onde você tem mais ganho. Porque é onde você entra no D0 ali. Existem várias fases de ganho. Num período de construção. E a incorporação é o que gera mais retorno. A longo prazo. Então. Eu sempre quis fazer isso. Eu tinha. Tenho um sócio. O meu sócio. Que é amigo. Meu amigo.

A gente acabou criando essa conexão estratégica. Ele trabalha no mercado de multifamily office. A gente acabou criando essa conexão estratégica pra poder trazer também essas pessoas de investimento pra área de incorporação. Então, foi pra onde eu vi que realmente eu ia ter mais resultado. E onde eu realmente tenho mais resultado é onde eu coloco mais energia. Não é que eu parei na reforma. A gente continua fazendo reforma. Só que com menos demanda porque eu não tenho colocado tanta energia nessa área de reforma, entendeu?

Você chegou pra mim e falou que a oportunidade hoje tá em comprar imóvel agora. Isso. Aí eu te pergunto, você é construtor, irmão. Óbvio que você vai falar que a oportunidade é comprar imóvel, porque tu quer vender imóvel, né? Mas tirando o papo de vendedor, por que a oportunidade é comprar imóvel? O que é que acontece? A gente tem uma Selic alta a 15% no ano passado e você tem acesso a crédito reduzido.

Porque você tem uma taxa muito alta pra tomar crédito. Então as pessoas acabam segurando. Eu não tô falando aqui do Minha Casa Minha Vida porque é uma área que não entra. Hoje você trabalha com alto padrão, né? Eu trabalho com média de alto padrão. O Minha Casa Minha Vida não entra porque eles não sentem essa mudança de taxa. Porque é uma taxa subsidiada, então você já é uma taxa baixa. Sim. E também não tô falando do luxo, porque os ultra ricos, super ricos não sentem também isso no mercado.

Porque eles não dependem de banco exclusivamente para poder comprar um imóvel, por exemplo. Mas quando você começa a ter uma queda da Selic, que a Copom está trazendo agora, você começa a abrir mais linhas de crédito. Cada vez mais as pessoas começam a ter crédito. Só que você tem a sua demanda, a sua oferta no mercado a mesma.

Vamos supor que você tenha aqui mil apartamentos em Salvador e você tem 100 pessoas que têm condições de compra. Acesse o financiamento para poder comprar.

Quando você abre esse campo, quando você começa a dar crédito às pessoas para poder comprar, mais pessoas começam a buscar aqueles mesmos mil imóveis. Sim. Então, o preço automaticamente vai subir. Então, o momento de começar realmente a investir em imóveis é agora. Porque quando você entende que está começando a baixar a taxa, você começa a ter mais pessoas com acesso a crédito e você não tem muito produto no mercado para poder ofertar.

é o momento que você compra barato. Porque, ah, mas a taxa ainda está alta, Raimundo. Só que a taxa você ajeita depois com o banco. Você faz uma portabilidade, você muda o seu contrato, você negocia com o banco para poder trazer a sua taxa. O preço que você comprou, você não muda mais. Então, você compra agora num preço melhor, num preço que está agora, antes de começar a ter alta demanda. E mesmo com a taxa alta, você renegocia com o banco, mas você pelo menos comprou mais barato.

Por isso que eu acho que a oportunidade está aqui. Você enxerga hoje que a demanda ainda é reprimida para esse tipo de imóvel?

Tem muita... O que acontece? Hoje no Brasil tem mais de 12 milhões de famílias que tem a pretensão de compra. Saiu agora um estudo do Data Store. Sim. Só que a quantidade de imóveis lançados ainda é muito baixa. Você tem 400 mil. Ano passado bateu... Saiu o último trimestre do ano passado. 475 mil lançamentos. Sendo que você tem mais de 12 milhões de famílias querendo comprar.

Então você tem ainda um gap muito distante Você tem muito menos lançamento do que famílias querendo comprar E cada vez mais famílias querendo comprar Porque você tem famílias diminuindo de tamanho Então você tem mais pessoas espalhadas querendo imóvel Eu tava vendo inclusive uma reportagem na semana passada Que as pessoas que mais querem comprar são as pessoas da geração Z

Só que as pessoas da geração Z não estão tendo acesso a crédito. Ou porque não se estruturam para isso, ou porque não tem carteira assinada hoje em dia, trabalha como PJ. Então elas não se estruturam para isso. O mercado precisa se adaptar também para poder atender essas pessoas. Então de toda demanda de compra, de toda intenção de compra, quase 60% é da geração Z.

E normalmente pra morar sozinha Porque as famílias estão diminuindo Você não tem pessoas procurando pra construir família Com 3, 4, 5 filhos como era antigamente Então você tem uma pessoa na geração Z Que quer sair de casa e mora sozinho É só a pessoa e o pet Exatamente

Se a gente for olhar, aqui em Salvador principalmente, a maioria dos lançamentos, posso estar enganado, mas a maioria é de estúdios. É o que mais vende hoje. Quando você tem um misto, que é quando você tem pessoas que estão comprando pra moradia e pessoas que estão comprando como investimento.

Aí você acaba juntando o melhor dos mundos. Hoje em Salvador. O que tem mais tipo de lançamento é assim. É você ter um compacto. Só que você entra num compacto. De alto padrão, médio padrão. Hoje para você ter ideia. O compacto ele só perde. No valor de metro quadrado de venda. De lançamento para o luxo.

Que em Salvador hoje tá gerando em torno de 20 mil metro quadrado. O compacto, você tem compactos na barra, na região da barra do Rio Vermelho, que sai 15, 16 mil reais um metro quadrado. Que tá acima, inclusive, do alto padrão ali, que gera em torno de 15, você tem o médio padrão gerando em torno de 8, 10 mil. Então, o compacto, por mais que você comprou um apartamento de 30 metros quadrados por 500 mil reais,

É puxado. Puxadíssimo, né? E isso acaba inflacionando também pra caramba. O mercado você acha que não? Com certeza. Com certeza. O que acontece? Falando também dessa questão da oportunidade. Quando você tem imóveis que fogem da linha do Minha Casa Minha Vida, que antigamente era até 500 mil reais, hoje o governo subiu pra 600 mil. Minha Casa Minha Vida é 600 mil reais? Hoje a faixa mais alta é 600 mil, até 600 mil, e renda familiar de até 13, se eu não me engano, tá?

as pessoas que queriam comprar um apartamento de 600 mil, elas não tinham acesso a crédito então quando você sobe quando o governo sobe essa régua, você traz mais 160 mil famílias pro jogo de compra

Aumenta muito a demanda, né? Exatamente. Naquela faixa de preço específico. Se você subir, vamos supor, cada meio ponto que a Copom baixa na Selic, você traz mais 100 mil pessoas pro jogo de volta do financiamento, que tem acesso ao crédito. Entendeu? Então, quando você pega esses imóveis compactos que giram ali em torno de 500, 600 mil, você não atinge pessoas que estão com poder de financiamento.

Então, acaba que esse mercado ainda fica com muita... Porque você tem muito lançamento, você tem muita unidade. Se tiver um prédio hoje de 20 andares, você consegue fazer 10 compactos no andar e você consegue fazer 4 com 100 metros, por exemplo, maiores. Sim. Então, você tem muito mais oferta lançada. Você tem muito mais unidades disponíveis. Um volume de unidades é absurdamente alto. Exatamente.

você hoje até pra te falar a maioria da nossa audiência, quando a gente vai olhar por equipe que pareça, é de São Paulo então eu vou detalhar aqui você trabalha muito no litoral norte lá da Bahia Praia do Forte acredito que Praia do Forte também você trabalha lá? Praia do Forte a gente tem também é

Você acha que a demanda e essas ofertas de imóvel lá já saturaram ou ainda tem muito espaço? Não, ainda tem muito espaço. Principalmente pra pessoas de fora. A gente teve um lançamento agora, agora não, né? Entre aspas, ano passado, se eu salvo engano, mas iniciou agora a operação do Vila lá, né? E aí acabou deixando de ser uma área de veraneio pra ser uma área de moradia e tá cada dia mais crescendo. Depois da pandemia, inclusive, muitas pessoas começaram a morar lá.

Eu conheço pessoas que começaram a morar lá em Prado Forte, no condomínio que a gente constrói.

nesse intuito. E você acha que, você acredita que esse movimento

Essas casas de veraneio que estão meio que se tornando casa de moradia e que as pessoas estão indo para lá. Como é que você, como incorporador, como empresário, enxerga isso em termos de pontos positivos e pontos negativos? Nossos projetos já são pensados para poder ser estruturados dessa forma. Tem uma estrutura para que a pessoa se sinta confortável para ser uma casa de moradia, ao mesmo tempo que ela consegue colocar aquele ambiente também como área de vivência ali de final de semana, inclusive usar como locação. Então, vamos lá.

Um imóvel que seja híbrido, né? Um imóvel mais híbrido. Então, essa questão de Prado Forte em si, que você trouxe, mas eu digo a linha verde inteira, o litoral norte baiano, ele é muito forte no clima. Então, você tem pessoas de fora, pessoas de São Paulo, por exemplo, que buscam casa aqui pra poder ser uma segunda casa.

vir e passar final de ano. Você tem fatores de praia, perto da praia, que ajudam bastante essa procura, essa demanda. E a gente tenta, o estudo de projeto da gente é pra poder a gente conseguir encaixar as pessoas que estão migrando de Salvador, que já moram aqui em Salvador e que querem se distanciar mais do centro. E pessoas também que estão de fora querendo vir pra poder ser...

Uma casa, uma segunda casa, uma terceira casa, uma moradia. Final de semana. Qual é o seu maior público? A gente aqui em Salvador, São Paulo, gente do exterior? Pra clientes, são pessoas de fora. Clientes e investidores são pessoas de fora. Mas o público hoje que a gente atende... Que compra. Que compra, são pessoas daqui de Salvador. Daqui de Salvador mesmo. A maior procura. Show. Você lá na construção, você falou... Quando a gente bateu um papo, você falou muito sobre times enxutos. É isso.

Como é essa questão de times enxutos? A gente teve um papo aqui com... Tem um tempo já, acho que mais de um ano, com o Felipe Guanabara, não sei se você conhece, da TXT, uma construtora também. Eles trabalham mais com parte da área comercial. Fazem cupenhague, essas lojas de shopping e tal. Ah, a TXT, eu conheço. Eles têm algo também sobre isso, de ter um time enxuto. Como é essa visão de ter um time enxuto dentro da Atlas? O que eu percebi?

Principalmente quando eu quebrei na segunda vez porque eu tinha muitas pessoas. Não adianta você botar pessoas se elas não tem um porquê. Você quebrou porque não tinha obra. Depois você quebrou porque tinha muita obra e não tinha gente estruturada. Exatamente. Mas aí eu percebi que não adianta você setorizar. Você ter um monte de gente que não tem de fato a cultura.

Então, o que é que eu venho trabalhando? Eu preciso ter pessoas certas no lugar certo. E que saiba o que precisa fazer. O processo precisa estar bem definido.

Então, hoje a gente tem 15 obras em andamento. São 15 obras de alto padrão. Se você pegar um total de área construída, a gente chega a quase 5 mil metros quadrados de área construída. Hoje todas em andamento? Todas em andamento. Todas em andamento. E a gente tá pra começar mais algumas que estão em fase de projeto, de liberação. E a gente tem na equipe 8 pessoas. O time é em edição de 8 pessoas.

Contando comigo, inclusive. Então... Peraí, você tem oito pessoas pra tocar... Quinze obras. Isso. Quinze obras. A gente tem alguns sistemas que ajudam a gente, né? Tem o sistema de planejamento, que é um braço da empresa, que a gente tem uma assessoria Gabriel, a engenharia de alta performance, que a gente utiliza o Go Builder, a gente faz todo o planejamento de acompanhamento. A EAP, pessoal da EAP. Maravilhoso o sistema, inclusive.

A gente tem o Mais Controle, que é um sistema de controle financeiro também, e orçamentação de obra, que junta o compras com a obra. Então o engenheiro está na obra, ele consegue entrar no sistema, fazer uma solicitação de compras. O pessoal do suprimento do escritório recebe essa solicitação, faz um mapa de compras para poder liberar a cotação, para poder de fato efetivar a aprovação da compra. Então quando você cria esse processo, você vê que realmente você não precisa de muitas pessoas. Eu tinha duas pessoas de suprimentos.

Então, a gente precisava tomar uma decisão de que não... E uma pessoa ia ter que sair. A gente utilizou a matriz cultura performance pra poder escolher quem realmente ia precisar sair. Porque no começo das obras, a maioria das obras começaram de vez.

Então a gente tinha uma demanda de compra muito grande. Então a gente acabou colocando duas pessoas de compra. Só que começou a desacelerar as compras. E quando a gente começou a melhorar o processo no momento de compra, a gente percebeu que não precisava de duas pessoas. A gente tinha muito tempo ansioso. Sim. Aí a gente reduziu uma pessoa de compras ou a gente tem uma pessoa de suprimentos para poder atender as 15 obras.

traduzindo, você trouxe tecnologia exatamente, para poder transformar a empresa e deixar ela mais eficiente, eficaz ali no processo, vocês utilizam muito inteligência artificial hoje né? A gente usa eu uso bastante, eu tenho um plaud para gravar as reuniões eu uso muito o GPT, a gente tem um mapa de cultura, a gente criou um GPT do mapa de cultura, então as pessoas que trabalham lá, os engenheiros conseguem usar isso, perguntar o GPT ...

se alguma pessoa encaixa na cultura. Eu estava agora tentando também subir os projetos todos, criar o GPT de todos os projetos da Atos, perguntar quantos metros tem a suíte da casa tal. E a gente tem essa informação mais rápida também, estou começando a trabalhar nisso. Mas a gente está usando bastante a tecnologia a nosso favor, para poder manter essas equipes em chuta.

Agora, o que é muito importante, Igor, é você ter as pessoas realmente direcionadas para o que ela precisa fazer, qual é o papel dela. Eu não estou dizendo aqui que se Nicole, que é minha rede de operação, precisar de uma ajuda em relação a algum lançamento de nota,

Rafael, que é meu engenheiro de acabamentos, ele não vai ajudar. Ele vai ajudar. Porque todo mundo sabe como é o processo da empresa. Todo mundo sabe como é que roda, como é que funciona todas as áreas. Mas quando a gente tem um processo estrutural e sabe o que precisa entregar, ele vai seguir certinho aquele caminho, entendeu?

Mas aí, o que eu tô pensando aqui? Hoje, você tem oito pessoas, mas oito pessoas, até pra quem não é de obra, não é engenheiro e tá assistindo a gente, oito pessoas na parte de gestão, né? Na parte de obra, você acaba tendo na obra em si, você acaba tendo uma empreiteira a gente tem pra caramba. Passa de cem pessoas em obra aí.

E aí você usa muito a questão da terceirização no caso pra poder fazer com que as coisas aconteçam de forma mais controlada. Exatamente. A legislação que flexibilizou essa questão da terceirização no trabalho fim da empresa ajuda vocês hoje pra cada um. Demais. E assim, é muito mais fácil você trocar empreiteiro do que você trocar uma pessoa contratada.

Hoje, essa questão do CLT dificulta um pouco essa dinâmica de mudança. Então, quando você tem empreiteiros, você tem pessoas que você consegue trazer diagnóstico, inclusive utilizando o sistema da DAP, é alimentado pela questão do que está sendo produzido em obra. Os engenheiros passam para essa assessoria deles para a gente conseguir filtrar o que está sendo produzido de fato e entender qual é o problema que está acontecendo na obra.

Então o sistema ele dá uma sinalização, ó. Houve uma reprogramação aqui de um serviço, porque não tinha mão de obra. A gente consegue conversar com essa empreiteira, a gente consegue conversar com essa empresa terceirizada que tá executando esse serviço e tentar ajustar. Entendeu? Ver o que é que tá acontecendo e aí, pô, tá dando merda aqui, você tá me atrapalhando e aí ou você bota a gente pra trabalhar ou a gente cancela seu contrato e bota outra pessoa.

traduzindo, você pega dados, transforma informação, e pega informação e toma decisões. Exatamente. Isso é importante, porque empresa que não tem, e aí que fica gravado isso, empresas que não saem pegar os dados, transformar informação pra poder tomar decisão, ela tá fadada a trabalhar só com sentimento, e sentimento ele falha pra caramba, velho. Você tem que ter dados pra poder fazer com que as coisas rodem constantemente. E eu tenho o costume de sempre sentar com que são distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas distintas

nas empresas, pra poder entender como é que tá a vida. Deixa eu pegar os dados, agora bora discutir esses dados aqui, pegar essas informações e a partir daí bora tomar alguma decisão? O que é que precisa ser mudado? O que é que pode continuar do jeito que tá? E não é momento de mudar agora, porque você tem 50 mil pratos ali pra poder manter em pé, e aí você vai dando um passo de cada vez dentro do processo. Pra minha área isso é muito forte porque eu trabalho com viabilidade, então os números eles precisam vir.

Quando a gente trabalha também com um projeto, eu não posso fazer um projeto que me agrade. Sim. Eu preciso fazer um projeto que agrade o mercado, que seja comercial. Então, eu preciso trabalhar com números que venham de mercado. Então, não é muito do meu feeling. Ah, eu acho que vão comprar casa com duas suítes. Sim.

Eu acho que vão comprar casa TRA. Vocês fazem pesquisa de mercado pra entender como é que o mercado tá comprando, consumindo e assim? Ainda mais agora que a gente tá querendo migrar pra o multifamiliar. A gente vai migrar pra o multifamiliar. A gente já tá fazendo esse estudo de mercado. Entendendo o que é que Salvador tá precisando. Qual é o meu forte, assim, né? Eu entendo que eu preciso... Tem pessoas querendo comprar.

Isso é indiscutível. Então, cada vez mais, inclusive. Então, eu quero fazer um produto que atinja a maior procura. Então, quem salvador tá procurando o quê? X produto. Eu vou fazer esse... Quantas pessoas estão querendo comprar esse X produto? Sei lá, mil famílias. Só que se eu fizer um produto que eu só atenda cem famílias de mil, eu vou escolher pra quem eu quero vender.

Então a gente faz esse estudo de mercado, a gente usa o pessoal da Brain, inclusive, o pessoal da Datastore também, faz essa parte de successometria, a Brain faz estudo de clusters da região de Salvador pra poder entender o que o mercado tá pedindo. Então, não é uma vontade de Raimundo, Raimundo quer... Eu gosto muito de um prédio assim, de uma casa assim. Eu moro em Jaguaribe, eu quero fazer um prédio em Jaguaribe, não é isso, entendeu? É muito do que o mercado de fato tá pedindo pra gente acertar.

E não ficar com o estoque, né? Eu pergunto isso porque, por exemplo, posso estar falando besteira aqui, mas tem uns três meses, eu acredito, que eu fui lá naquele condomínio em Praia do Forte, Ilha Bela. Praia Bela. Praia Bela. A gente tem casa lá. Aí, assim, mas me respondem agora. Eles obrigam a todo mundo ter o mesmo padrão? Ou é porque um olha pra cada do outro e fala assim, pô, essa casa é bonita, eu quero fazer uma casa igual?

Porque você vai pra casa, todas as casas tem a mesma cara, vai pra piscina, todo mundo com a mesma pastilha, e fala, não é possível não ter esse não, velho.

Na verdade, o condomínio passa por um trabalho ali de... Como é que eu posso dizer? Eles passam por um estudo, tem uma regra para seguir. A fachada precisa ser de... Madeira natural. Natural, pedra natural. Não pode ser nada que seja parecido ou similar. Então, você tem toda uma curadoria. E leva tempo.

Você entra com um projeto, são 30 dias. Pra aprovar. Pra aprovar. Então passa pela aprovação primeiro do condomínio. Então, por exemplo, isso de certa forma é importante, é bom pra gente que constrói como investidor, porque você mantém o padrão. Sim. Já pensou, você faz um alto padrão ali, uma casa top, peças de praia bela que você viu, a pessoa do lado vai e faz uma cabana. Um iglu. Então precisa ter um padrão a seguir pra você manter também o padrão do condomínio, né?

show, show de bola, mas eu perguntei isso porque eu falei, velho, isso aqui tem que ter um padrão muito bom, porque parece que todas as casas são iguais, velho. Inclusive, é um escritório terceirizado de arquitetura de charão e eles fazem esse trabalho muito bem feito inclusive, o sistema que eles usam pra subir projeto, análise de projeto é muito melhor do que as prefeituras, inclusive porra, que bacana. Eles tem um trabalho muito bom

15 obras são 15 projetos são 15 dores de cabeça o que é que mais tira seu sono no dia a dia rapaz, não é nem as obras você acredita? o que mais tira meu sono é justamente

o planejamento do que vem acontecendo para essas obras acontecerem. Porque assim, a obra é a ponta da flecha, né? É o que está ali acontecendo. Eu digo que a gente fabrica, como a gente trabalha com a alavancagem patrimonial dos investidores, a obra é o que a gente fabrica o dinheiro. Mas para chegar na obra, passa por toda uma viabilidade. Então, o que é fabricado precisa ser de uma forma mais tranquila.

Entendeu? Não é onde eu olho muito. A obra vai ter problema, tem que tomar decisão, tem que ver material que não chegou, que atrasou e tudo mais. Só que é o que eu menos dou atenção em si, porque vai acontecer. Isso acontece, entendeu? Então, a minha dor de cabeça é em relação ao planejamento e ao processo da empresa que precisa estar rodando. É o que mais me tira sono, assim. É o que vem pré-obra. É o que vem pré-obra.

É o que vem pra obra. Porque eu confio muito nas pessoas que estão comigo. Então, assim, eu entrego de fato. Sim. Hoje, Igor, eu vou na obra apenas, inclusive, por gostar de ver a obra, ver o desenvolvimento, entender como é que estão as fases. Também dá um apertinho, né? No pessoal que tá na obra, que faz parte. Aquele, né? Aquele aperto de prazo. Mas, é... Eu não toco obra. Se você me perguntar quem tá trabalhando na obra, eu não sei dizer as pessoas que estão.

A equipe, a empreiteira. Eu não sei dizer quem está, mas eu me preocupo muito com manter esse processo rodando e que eles consigam, inclusive, eu consiga facilitar para quem está trabalhando em obra. Por isso que é, inclusive, colocar os sistemas, montar um processo que facilite também para quem está na obra.

A gente tem um jurídico terceirizado que faz toda essa parte de contratação, de contrato. Então, eu tiro carga também de quem está comigo em relação a algumas coisas. O sistema da EAP que faz esse planejamento. Então, eu tiro essa carga. Eu comecei, você tem uma ideia, eu comecei com o engenheiro de planejamento e comecei com o engenheiro coordenador de obras. Depois que eu comecei a colocar a EAP, eu percebi que realmente eles conseguiam fazer essa parte de planejamento.

E o engenheiro, que era meio de planejamento, era melhor ele ir para a obra. Porque ele já tinha batido o planejamento com a empresa, com o pessoal de Gabriel. E o coordenador de obras, ele não tinha esse contato.

Então meio que a obra trazia o planejamento pro escritório, não o contrário, que era o que era pra acontecer. Aí eu mudei e virei a chave nesse sentido. Trouxe o engenheiro de planejamento pra tocar a obra, porque ele já tinha essa percepção do que era planejado, e o pessoal deve... Fazer o planejamento acontecer. Fazer o planejamento acontecer. Levar de fato pra obra. E como foi que você se preparou pra isso? Porque eu falo o seguinte... E aí

Isso que você fala, ele é meio que intuitivo. Você tem que se planejar pra poder fazer qualquer coisa. Se você vai viajar, você faz um planejamento. Imagina você construir ainda com dinheiro de terceiros, né? Porque é uma responsabilidade grande. E como você falou, na faculdade a gente não aprende a gerir obra. A gente não aprende a construir uma empresa. A gente não aprende os gargalos que tem dentro de uma empresa. Como é que você, Raimundo, se preparou pra poder fazer e chegar nesse ponto?

Apoiando. Foi no dia a dia mesmo. Então, eu não criei, montei a empresa do jeito que ela é hoje. E ainda assim, eu sei que ela vai passar por mudanças. Eu tô tentando fazer o melhor que eu posso. E sabendo que eu vou chegar no melhor resultado. Então, eu comecei...

Eu tive um outro engenheiro de planejamento que também não deu certo. Foi uma aposta que eu fiz também. Um dos meus erros também foi não ter tirado ele antes. Ter entendido essa questão da cultura. Troquei a pessoa de planejamento. Eu tinha uma pessoa de obra que ia tocar só obra. Troquei ela. Entrou de planejamento, foi pra obra. Eu tinha ela trocando tudo. Veio uma pessoa agora de setor de acabamento. Então eu dividi. Eu tenho dois coordenadores de obra de engenheiros. Um pra fase cinza e outro pra fase de acabamento.

Porque não ia casar. Sim. Ter isso. Então a gente vai se ajustando com o que vai aparecendo. É trocar a roda com o carro em movimento, né? Exatamente. E é justamente ir adaptando. E ao mesmo tempo que a gente vai mantendo essa questão da cultura, vai trazendo essa questão de propósito, missão, visão, e eu vou fazendo viabilidade. E a gente vai começando a fazer estudo pra poder ir pro multifamiliar também. É ir se adaptando. Não é uma estrutura montadinha. Entendeu?

parece que realmente é o melhor dos mundos já começou assim é porque na verdade quando você fala de algo que você tá vivendo ali no dia a dia parece que é tudo muito fácil muito simples e que é só chegar lá e tá rodando né não é tão simples assim não porque quando você pega nos detalhes do que acontece de fato no dia a dia é muita coisa

É muita coisa pra você ajustar Minha empresa não é perfeita A gente tem muita coisa pra poder realmente melhorar Inclusive de processos Então o mais importante é a gente reconhecer isso E as pessoas que estão também Reconhecer que elas não estão seguindo de fato O processo 100% E trazer processos que a gente consiga melhorar O resultado E as vezes tirar processos que não estão dando resultado Entendeu? Então é uma mudança constante, uma evolução constante E a evolução que inclusive é um dos valores E aí

É evolução. É evolução, é um dos nossos valores. Na internet é tudo muito fácil, né? Você pega um corte ali do que foi falado e parece que a vida é maravilhosa, ser empresário é lindo, parece que não tem erros, não tem problemas. E você trouxe muitas conquistas aqui dentro do nosso papo e da sua história em si.

Hoje você está em uma fase, obviamente, muito mais madura de crescimento. E é o que a gente espera, né? Que a gente vai amadurecendo, melhorando e diminuindo a quantidade de erros. Mas você deve ter ainda erros hoje. O que é que você, fazendo análise do Raimundo e da empresa, você acredita que ainda existem erros que precisam ser melhorados?

Eu acho que ainda assim é o meu controle de time. Eu acho que ainda falta eu melhorar essa questão minha de liderança. Eu não vou trazer nem liderança, eu acho que eu vou trazer gestão, de cobrança. Eu acho que por também trazer essa relação mais de amizade também, acaba que eu afrouxo muito. E isso tem me incomodado.

Então, todas as pessoas que trabalham comigo entendem, conseguem separar quem é Raimundo quando é o dono da empresa e quem é Raimundo quando é o amigo. Só que ainda assim eu me policio muito de não dar o aperto que eu precisava dar no momento certo. Então, acho que eu ainda erro muito no CD quando a pessoa...

foge um pouco do processo. Eu tento vir de uma outra forma, ao invés de ser mais direto, eu tento vir conversando, mostrando, trazendo. Eu fiz uma dinâmica no mês passado, acredito, que eu trouxe... Eu pedi para todo mundo se colocar, se eu não estivesse aqui...

E se a pessoa estivesse no meu lugar como CEO da empresa, o que é que ela faria de imediato pra poder mudar? Sim. Aí vem várias ideias, né? Porra, se eu estivesse no lugar de Raimundo, eu ia fazer tal coisa, eu ia mudar isso, a empresa ia ser assim, assim, assado. Só que no final da dinâmica, quando você para pra olhar, que eu falei, agora preste atenção no que vocês falaram. Tudo isso que vocês mudariam, vocês não precisariam estar no meu papel.

tá no lugar de vocês. Tá na mão, né? Tá na mão, então vocês sabem o que vocês... Vocês acabaram de falar o que vocês têm que fazer. Então é só vocês tomarem essa atitude do que vocês trouxeram de ideia, inclusive, e começar a rodar.

Foi muito bacana essa dinâmica, porque eles não esperavam esse final assim, né? Tipo, porra, caralho, realmente. Por que eu não fiz? Não é por que que eu não fiz. Eu não precisava estar no lugar de Raimundo pra fazer, entendeu? E aí, só um recadinho pra quem tá nos assistindo. Tem muita gente acompanhando a gente. Velho, deixem suas perguntas e daqui a pouco a gente vai abrir aqui pra poder fazer perguntas pra Raimundo de quem tá nos assistindo.

Então, comenta aí, deixa a pergunta, a gente vai responder essas perguntas. Meu velho, você chegou e falou que já quebrou duas vezes.

Aí minha pergunta é, se você quebrasse de novo, o que é que você faria diferente? Ou o que é que você faria igual? Como é que seria esse seu novo recomeço? Com certeza eu estruturei um time. Eu começaria pelo time, pelas pessoas. Escolher primeiro quem, pra depois ir pra parte estratégica do que fazer. Sem soma de dúvidas. Era pra onde eu começaria.

Então, você estruturaria um time que te desse suporte pra você começar e iniciar o processo. Pessoas precisam de pessoas. Ninguém vai pra lugar nenhum sozinho. Até chega, mas muito mais devagar. E com muito mais sofrimento, né? Então, hoje, inclusive, a minha virada de chave maior foi perceber que eu precisava ser um líder e precisar escolher as pessoas certas pra poder estar comigo.

Então com certeza se eu quebrasse de novo era escolher as pessoas. E eu não tenho dúvidas inclusive do time que eu tô construindo, pra onde eu for, da forma que eu estiver, do jeito que eu estiver, o cenário que for, o pior dos mundos, eles vão estar comigo. Eu não tenho dúvida disso. Como é que você faz pra poder escolher as pessoas certas? Hoje é encaixando muito de quem se aproxima de mim, da minha forma de ser, do meu jeito de ser. Então como é que você identifica que o cara não tá...

Porque isso é uma dúvida legítima de quem faz contratação, né? Tipo, como é que eu sei que realmente o que ele tá me falando aqui é algo que ele vai aplicar? Que ele vai seguir realmente esse padrão? Que ele vai me entregar aquilo que eu espero? Porque tem gente que parece que é treinada em responder entrevistas também, né? Isso você só consegue com...

Com o tempo. Eu apostei em muitas pessoas que eu achava que realmente ia dar certo ou que se encaixava. E fui muito resistente no desligamento. Mas é no dia a dia mesmo que você percebe quem é que tá com você, quem é que pensa da sua mesma forma de ser. É no dia a dia. Isso aí é... Eu não vejo outra forma de você entender... Você faz todas as entrevistas na sua empresa? Eu faço todas as entrevistas.

Eu só não fiz a última agora porque eu tô criando Nicole, que pra mim é sou eu de cabelo que ela também tá assim, tem o mesmo perfil que eu ela abraçou, ela tá comigo em tudo, que é minha rede de operações

Ela é, sou eu quando eu não tô. Então todo mundo também responde a ela, as pessoas entendem isso. Não é pelo tempo que ela tá comigo, porque Rafael tá comigo há seis anos, que ele ocupa esse lugar. Também não é tirando ele desse conhecimento que ele tem em relação a como eu sou e como é a cultura da empresa. Sim. Mas... Nicole que acaba tomando essa frente. Então a última entrevista foi ela que fez, da assistente dela. Qual a pergunta que você não pode faltar em uma entrevista? Quem é você?

Eu pergunto sempre. E quem é você, Ramiro? Eu sou uma pessoa... Aqui é que nem Marília Gabriela, você por você. Eu sou a pessoa que decidiu criar, construir o meu futuro, entendeu? Eu sou a pessoa que realmente tomou essa frente e graças a Deus eu entendi que não é só sobre resultado.

hoje eu não busco só resultado, eu busco entender quem eu estou me tornando durante a construção do caminho, entendeu? Foda. Produção, temos perguntas? Você vai fazer as perguntas ou vai ficar acanhada novamente?

Temos algumas perguntas e alguns comentários. Acredito que seu pai, ele é Eduardo? É Eduardo. Ele tá aqui te acompanhando. Beijo. Tem um Paulo Correia que diz que você é fora de série. Falou que é seu fã. Obrigado. E aí temos aqui algumas perguntas, mas eu vou usar o meu privilégio de produção e fazer a minha. Você falou aí que você tem bastantes. Você falou... Eita!

Cancela. Você comentou bastante sobre os valores da sua empresa. E eu queria que você listasse, de fato, quais são todos eles. Essa porra apertou o cara mesmo, velho. Você tá doido? São seis valores, são três emocionais e três racionais que a gente trabalha. A gente tem, dos emocionais, a sinergia.

Sonho grande e confiança. Confiança pra mim, inclusive, eu acho que é o mais importante. Quando você traz essa questão da entrevista, uma das coisas que eu sempre falo quando eu decido que ela vai trabalhar comigo é que eu não tenho motivos pra não confiar em Igor, por exemplo.

então você tem 100% da minha confiança você que vai me mostrar de fato se eu vou perdendo essa confiança em você pelas suas atitudes ou pelo que você quer me provar então eu confio em você 100% então de acordo com o que você vai trabalhando é que você vai me dando motivos ou não pra ir perdendo essa confiança na parte racional a gente tem o primor a gente tem ela agora me pegou bora time, quero ver se o time tá afiado primor não

Me ajude aqui, Bruna. Sinergia. Sinergia já foi. É, sinergia emocional. Primor. Eita porra, vai ter que ter reunião depois de cultura. Primor, evolução. Evolução, você comentou aqui, evolução. Primor, evolução e tem só mais uma. Protagonismo. Alguém ressurgiu aqui. Perfeito. Quem foi, Nicole?

O Will Santos 43 falou aqui. Ah, é o William. É o estagiário. Protagonismo, tá vendo? Também pronto. O estagiário tá sabendo mais do que os engenheiros. E eu tenho exemplo agora de protagonismo. Não, é porque na hora do ao vivo fica nervoso, a produção apertou. Aí, legal. Ela faz isso, sabe por quê? Porque eu também tenho meus cinco valores. E toda vez que ela me pergunta, eu esqueço de um. Eu falo, meu Deus, por que eu esqueço essa zorra, velho?

Qual a próxima pergunta? Interessante até, desculpe ir pra próxima, que a gente criou esses valores junto. Não foi uma coisa que Raimundo trouxe e colocou na empresa. Traduzindo, tu leu o Paixão por Vencer e aplicou o que o livro tava dizendo.

Trouxe, a gente trouxe, a gente sentou todo mundo e construiu esses valores. Jack Walsh, ele fala sobre isso. Que é bom você construir isso junto com o time, né? Você direcionar o time pra todo mundo comprar de fato aquilo. Exatamente. E se for uma coisa top down de cima pra baixo, é muito mais difícil de você implementar. Exatamente. Só que quando você junta o time, o próprio time ele vai começar a entender como é que funcionam as coisas e dar nome pra aquilo.

É o que já existe, né? E pra gente foi tão... Uma das coisas que eu falei nessa imersão que a gente fez de mapa de cultura,

pra mim foi, eu fiquei muito feliz vendo isso acontecer então eu evitava mais estar também falando eu deixava isso fluir e porra assistir aquilo ali acontecendo porque acabou que a gente tinha essa cultura meio que subjetiva não era de fato uma coisa traduzida pras pessoas que estão de fora ver, mas enxergar eles colocando a cultura no papel, a gente criando esses valores porra, acho que todo empresário deveria fazer isso, de verdade isso é foda é foda

Próxima pergunta da Tainá Oliveira. Existe um paradoxo. Muita gente reclama que não tem vaga no mercado de trabalho hoje, mas as empresas sofrem para achar alguém que realmente queira trabalhar de verdade. Onde essa conta não está fechando?

Eu acho que tem onde trabalhar, só que as pessoas que estão mais querendo trabalhar, elas estão também muito mais seletivas com as empresas que elas vão trabalhar. Então, a rotatividade é muito grande hoje em dia. Você tem, ainda mais agora com essa questão de e-mail, você tem um entre e sai muito grande das empresas. As novas gerações... Não é Raimundo que está falando isso, tá? Eu estudo muito sobre isso também.

As novas gerações, elas têm escolhido melhor onde ela quer trabalhar. E têm feito cada vez mais exigências. Então assim, você tem... Eu tenho espaço para colocar pessoas na minha empresa. Só que eu preciso que seja a pessoa certa para trabalhar comigo. Então, não é só. Tem trabalho e a pessoa vai trabalhar só por causa de dinheiro.

entendeu? Eu acho que também quem tá procurando trabalho precisa procurar uma empresa que bate também com o propósito dela, ela primeiro precisa se conhecer, entender qual que é o seu propósito, entender qual que é a sua missão o que ela quer na vida dela e escolher uma empresa que tem essa mesma cultura dela, assim, eu vou trazer um exemplo no Oriente Médio as mulheres tem que usar a burca é a cultura deles então se você quer ter um cabelo pintado de rosa, você não vai pro Oriente Médio Médio

Então você tem que saber também direcionar pra onde você quer ir. Você tem que ter, primeiro, olhar pra você, pra poder você escolher de fato a empresa, as empresas que se encaixam. Não é jogar seu currículo no mercado e, ah, caiu aqui essa empresa, eu vou trabalhar aqui. Entendeu? Acho que tem muito a ver com isso. Principalmente pensando nessa questão de cultura. Porque tem uma balança que precisa estar equilibrada, tanto do lado de quem quer o emprego, quanto do lado de quem quer contratar. Tanto que é um contrato de parceria de trabalho. É parceria.

Entendeu? Mas tem um outro lance que eu sempre comento também. Primeiro que a pessoa tem que estar preparada. Porque às vezes a pessoa quer um cargo, quer estar em uma empresa, ele quer uma determinada disposição, mas ele não se predispõe aos sacrifícios de estudar, se preparar e estar pronto para aquele cargo.

E aí a gente vê, sobre a geração Z, algumas discrepâncias. O cara acabou de sair da escola, aí você pergunta pro cara, ele quer ser CEO, irmão. Pera aí, filho. Bora primeiro degrau por degrau. E começou a ter essas palavras novas, né? CEO, CFO. Exato. De nada, é fogo. E um outro ponto que eu vejo, por exemplo, eu já tive colaboradores que o cara não tinha a paciência de esperar a maturidade do processo. Ele achava que de 3 em 3 meses ele tinha que ter uma promoção.

e ele não entende que não primeiro você tem que mostrar resultado mas não é quando você mostra resultado que você vai ser promovido agora você mostrou resultado, agora mostra consistência porque aquele resultado ele não foi, aí você vai me provar que aquele resultado não foi sorte então você teve o resultado, você teve a consistência você manteve aquilo e agora você vai me mostrar antes da promoção, que você já é aquele cargo aquela matriz cultura performance que eu te falei você me perguntou, quem não tem cultura e quem não performa a promo?

Um, dois, três, dois. Cortem-se as cabeças. Agora, quem tem a cultura muito forte e performa muito bem, é ali que está o momento de você ou dar uma promoção, evoluir essa pessoa dentro da empresa ou acabar virando um sócio. É nessa linha aí que você acaba subindo a régua dessa pessoa.

É um vídeo muito antigo que de vez em quando passa pra mim no Instagram. Que é de uma entrevista de um cara que eu não sei o nome. Confesso. Mas é uma entrevista do Roda Viva. Que tinha ou tem ainda na TVE. Sim. E tal. E aí uma coisa que ele fala é... Velho, pra você receber uma promoção. Ou se você quer aumentar seu salário.

Você tem que entregar primeiro pra você fazer jus àquele salário. E as pessoas querem, ah, quando me pagar mais, aí eu faço. Meu irmão, você tá recebendo aquilo de acordo com o que você tá entregando. Hoje em dia a gente vê muito também as pessoas que querem ser parabenizadas por entregar o que é o básico.

O que foi contratado pra fazer. Eu achei várias tretas, porque eu sou, às vezes, um pouco objetivo e claro demais. A pessoa vem pra mim e... Igor, fiz tal coisa. Porra, parabéns por fazer sua obrigação. Exatamente. Acabou, Thalia. As pessoas, acho que, esperam muito também isso, assim, de você ser o tempo todo parabenizado, você ser o tempo todo reconhecido. Existe uma carência, né? Exatamente. Às vezes, por fazer o que você tá ali pra poder fazer, de fato. Entendeu? Show.

Então só pergunte, produção. Inclusive a Nicole está assistindo. Ela falou que está de longe, mas está assistindo a Nicole. Aproveitando, vou fazer a pergunta dela. Um abraço então para Raimundo de cabelo. Raimundo, que dica você dá para pessoas que querem melhorar a sua liderança e trazer mais sinergia para a equipe?

Melhorar a liderança. Servir. O líder hoje tem que ser servidor. Então assista quem está abaixo de você, quem é seu liderado. Tem que pegar na mão mesmo, tem que ouvir além do que é o profissional.

entender quem é a pessoa qual que é o sonho dessa pessoa e você mostrar que ali junto com você você consegue também realizar o sonho dessa pessoa, por isso que inclusive um dos nossos valores é sonho alto então a gente abraça de fato o sonho de todo mundo dentro da empresa então esse inclusive é o meu papel então se você quer ser um líder melhor você precisa também trazer essa questão do servir pra ela mas é...

Explica assim melhor, o que é o servir? Porque fica meio... Eu vou dar um exemplo. Pra mim, o maior líder que existiu foi Jesus. Apesar de eu não ser cristão, não ser assíduo da religião. Porque ele servia. Se você parar pra pegar tudo o que é dito na Bíblia, o que as pessoas falam, que Jesus era um servidor.

Então ele foi o maior líder de fato que existiu Porque ele servia as pessoas Então era uma pessoa que ouvia, era uma pessoa que dava conselho Era uma pessoa que tava ali de apoio, de suporte É uma pessoa que tá ali Quem tá trabalhando comigo Ela não vai se sentir desamparada nunca Então eu não vou reprimir ela Por um erro Eu vou ouvir e entender o que tá acontecendo Porque assim

As pessoas precisam entender que as pessoas são pessoas, não são robôs. Então tem um sentimento ali. Tem, se você não tá entregando o melhor hoje no trabalho, pode ter acontecido alguma coisa em casa. Então você tem que saber ler também a pessoa, entender o que é que tá acontecendo na vida dela pessoal, o que é que ela espera, inclusive, de você. Então servir é isso, entendeu? É você se dedicar também à vida da pessoa, não só no profissional.

E inclusive entender... Empatia, né? Empatia. E você entender de fato o que é que ela precisa pra poder entregar o que você quer.

E nem sempre é técnico, é também psicológico, entendeu? Acaba que gera também um entendimento da necessidade psicológica da pessoa. Uma coisa que eu faço muito hoje em dia, depois de quebrar muita cabeça, é fazer o perfil comportamental.

Então eu vou saber se a pessoa é dominante, se ela é influente, se ela é conforme, se ela é estável. Interessante, isso eu nunca fiz. Porque você consegue colocar a pessoa no lugar certo que faça sentido pra ela. Isso é interessante. Então, por exemplo, eu fiz recentemente contratação pra uma vaga do financeiro.

Pra o cara estar no financeiro, ele tem que gostar de rotina, ele tem que gostar de detalhe, ele tem que se incomodar com pequenos erros. Se você botar uma pessoa que é dominante, que é influente, que fala demais, que ele quer estar no movimento, com certeza ele vai ser um péssimo financeiro. Vai falhar alguma coisa. Porque pra ele vai trazer tédio aquele processo. Então se na hora da contratação você não analisa o perfil da pessoa, ela pode ser...

A mais dedicada do mundo tem a melhor intenção pra ela vai ser horrível trabalhar naquele lugar e ela vai cometer erros. Perfeito. Mesma coisa ao contrário. Você pega um cara que é muito conforme, muito estável e coloca num ambiente que depende de dinamismo, depende de falar, depende de interagir com muitas pessoas, automaticamente ele também não vai ter a melhor performance porque ele vai estar fora do ambiente seguro dele. Exatamente. Sabe? Então a pessoa tem que ter isso. E o líder...

Tem que identificar isso de forma muito rápida pra saber como vai lidar com as pessoas. Então se você tá com um cara que ele é conforme e estável, ele gosta de detalhes, não adianta você querer ser muito pragmático. Ele vai te perguntar, mas por quê? Por que fazer tal coisa?

Por que não daquele jeito? Qual é a diferença disso aqui? Então, você entender isso, você vai falar, pô, vou preparar o feedback de Raimundo. Eu sei que Raimundo é conforme estável, ele gosta de detalhes, então eu já vou dar o feedback dele com o máximo de detalhes possível, porque ele vai me perguntar. Exatamente. Agora, se você for dar um feedback para um cara que é dominante, você vai vir com muito detalhe, o cara vai entrar no tédio aqui, vai chegar a hora que ele vai estar mais te ouvindo.

Então, você vai ser objetivo. Assina, faça assim, faça assado e bora pra frente. O cara nem vai te perguntar o porquê, ele quer objetividade, ele quer rapidez no processo. Você falando assim, eu até percebo que eu faço isso, só que de uma forma mais intuitiva.

Eu percebo como é que realmente as pessoas Que estão comigo, por exemplo, Rafael Rafael não é de escrever, de anotar De pegar o papel do planejamento e fazer Tá tudo na cabeça dele E assim, e ele é uma pessoa que trabalha No aperto, você fala assim, velho É isso aqui, eu preciso de semana que vem Olhar pra sua cara, já com cara de É, aperte não, que você vai ver o que eu vou fazer Olha o bicho É Bem explicando

É pra semana que vem você vai ver. E aí ele entrega. Então é uma pessoa muito assim. Então não é que eu precise estar apertando ele o tempo todo. Mas em alguns momentos eu preciso lembrar que eu tô aqui. Eu tô aqui. Entendeu? Mas eu faço isso de uma forma bem intuitiva. Que bacana. A próxima pergunta é da Irene Nildes Ferreira. Um beijo mãe. Sempre me acompanhando.

Quando você iniciou a sua empresa, foi fácil identificar o potencial dos seus colaboradores e como construir pessoas sem ultrapassar o limite entre liderança e pressão? Tá, a primeira foi... Eu não comecei com colaboradores assim diretamente, né? Quando eu me informei. Acabou que foi acontecendo, eu fui trazendo as pessoas para poder trabalhar comigo.

Mas a maioria dos meus contatos iniciais foram com empreiteiros. Eu não busquei essas pessoas assim. Não montei um time de fato como eu monto hoje, no começo. A segunda pergunta foi... E como construir pessoas sem ultrapassar o limite entre liderança e pressão?

Eu acho que pressão, ela precisa acontecer, de certa forma. Porque senão você acaba também não evoluindo como precisa. O povo tem um medo de pressão. E eu gosto de trazer uma coisa que eu falei para eles uma vez. Se você cozinha um feijão na panela normal, ele vai levar duas horas cozinhando.

Pra ficar pronto. Se você cozinha numa panela de pressão, vai levar 15 minutos. Então você prefere ficar pronto na panela de pressão ou cozinhando ali naquela panela sem tampa. Entendeu? Eu acho que a pressão, ela precisa existir, mas claro, de uma forma consciente. E entender que as pessoas realmente, elas têm sentimento, né? Quando você começa a entender essa parte comportamental que você trouxe, você consegue perceber também até onde você pode ir no sentimento da pessoa.

E inclusive você consegue trazer isso ao seu favor. Então você consegue sentir como a pessoa tá e você consegue trazer isso ao seu favor pra ela gerar resultado pra você. E às vezes mesmo sem pressão. Sim. Entendeu? É como é que eu mexo no ego dela pra poder ela produzir mais. O que é que eu posso fazer aqui pra poder incentivar ela, né? Exatamente. Tem um... E a maioria das pessoas dão brecha. Sim. Mostram? Não, a maioria não.

Todas. Todas. Todas. O ego ele sempre tá na frente. Então você... Um líder que ele é inteligente ele vai saber trabalhar isso na pessoa.

E tem um livro que eu gosto muito, não sei se você já leu, que é Motivação 3.0 de Daniel Pink. Não, mas... Um dos motos do livro, ele falou o seguinte, a motivação é sempre interna, intrínseca. Então, pra você fazer com que a pessoa esteja de fato motivada, você tem que mexer na motivação intrínseca dela, que foi uma coisa que você falou assim, velho, eu preciso entender qual é o seu plano de futuro. E aí você consegue... Ó, vou dar um exemplo grosseiro, velho. Tu quer comprar um carro.

Irmão, e aí, esse carro vai sair ou não vai sair? É, exatamente. Tipo, você consegue entender pra onde o cara vai. E toda vez que o cara desmotiva, você vai tocar na motivação intrínseca dele, que é o mafônquista, que é o casamento dele. O casamento. O casamento, né?

Mas é isso mesmo, é esse ponto aí. E inclusive, quando você começa a conversar com as pessoas, principalmente na entrevista que eu pergunto, quem é você? Qual o seu sonho? Eu faço muitas perguntas direcionadas ao pessoal dela, não só profissional.

e durante o período de trabalho ela não tá mostrando que é realmente aquilo que ela falou que era o sonho dela ela não tá se comportando pra poder atingir isso acaba que ela não tem direcionamento na vida então a minha empresa tem direcionamento, eu tenho, eu não vou colocar uma pessoa que tá aqui pra poder atrapalhar todo o restante, a gente não tá brincando. Sabe o que eu faço? Há muito tempo, isso eu peguei de um líder meu, antigo ...

todas as entrevistas que eu tenho, antigamente eu anotava no Google Keep, né? E aí, tipo, passou, contratei a pessoa, passou cinco meses, eu vou ter um papo com ela. A melhor coisa que eu olho é o que eu conversei com essa pessoa na entrevista. Hoje é no plaud, né? Ah, hoje eu tenho um plaudzinho, mas eu tenho, eu vou te dizer, pelo menos 90% de todo mundo que eu já entrevistei, eu ainda tenho o que foi conversado. Legal. Porque eu consigo voltar naquilo lá e entender, pô, se a pessoa tá condizente com aquilo, foi que ela evoluiu, foi que ela não evoluiu, e eu vou criando o registro das pessoas, sempre.

Mesmo que ela não trabalhe com você, é bom ter isso, porque você consegue, inclusive, perceber como é que as pessoas estão pensando, né? Porque você acaba criando um histórico. Exato, exatamente. E até porque vira e mexe bem alguém. E essa pessoa trabalhou com você aqui, me deu uma referência, eu não lembro pelo nome, mas eu vou buscar nos relatórios, e falo, vai não, vamos contratar. Eu recebi uma ligação pedindo a referência de uma pessoa que trabalhou comigo, e perguntando o motivo do desligamento, e foi cultura.

A pessoa é muito boa tecnicamente, mas não se encaixou com a minha cultura. E, inclusive, a pessoa que me ligou perguntava, mas como assim não se encaixou na cultura? E eu tenho que explicar, de fato, qual era a minha cultura, o que a gente pensava, a forma como a gente pensava. E que a forma dela de trabalhar e de pensar não se encaixava como eu penso. Bacana. Amundo, como é que você se enxerga daqui a 10 anos? 10 anos eu me enxergo com filhos. Então tem que mandar um beijo pra patrô. Beijo, Vitória.

A gente casou agora, inclusive. Mas eu me imagino ainda assim no ramo de incorporação. Não me vejo fazendo outra coisa. Inclusive com alguns lançamentos, né? Como a gente está fazendo alguns estudos agora de mercado, eu pretendo estar aí pelo menos com uns 4, 5 lançamentos aí nesses próximos anos.

Ainda assim, talvez mantendo as casas, porque eu gosto dessa questão das casas, existe demanda pra isso, mas a migração pra um multifamiliar, ela vai acontecer nesses próximos anos. Então, lançando o prédio e o que vier. Então a gente vai ver muito o prédio da Atlas aí ainda. Ai, Jesus. Pela cidade, né? Certeza. Raimundo, pra gente encerrar nosso bate-papo.

Pera aí que a minha produção tá falando comigo, eu não sei o que ela quer falar comigo, porque ao invés de falar ou escrever, ela não fala. Ah, tem pergunta. Faça pergunta, criatura. Pelo amor de Deus, não me surta, não. Eu posso fazer mímica. Eu nunca entendo mímica, velho. Quando fazem mímica pra mim, velho. Eu não tô nem vendo que ela tá aqui. É, faz um monte de mim. Eu nunca entendo mímica. Eu acho que a pessoa tá com um ataque epiléptico só. Vai, produção. Fala. Fala e rindo.

Pergunta da Isadora Lopes. Hoje, além de propósito e ambiente saudável, os colaboradores também esperam oportunidades de crescimento e valorização financeira. Na sua visão, como equilibrar essas expectativas dentro da cultura da empresa?

Meu amor, fez uma pergunta. Te amo, bebê. Como é que eu... Eu vou trazer o exemplo de como eu venho pensando pra Atlas hoje, né? E pra quem tá trabalhando comigo. Se eu continuar com as casas, por exemplo, e me limitar no que eu posso produzir...

A gente não tem pra onde ir. Ninguém cresce pra lugar nenhum. Nem a empresa e nem quem tá comigo. Então quem tá comigo entende que pra poder a gente subir o nível, subir a régua e melhorar, eles precisam produzir, melhorar os processos e conseguir fazer cada vez mais obras. Então, como a gente tem hoje as casas e a gente vai migrar pro multifamiliar, a gente tá subindo a régua, vai subir todo mundo junto. Por isso que inclusive eu faço um trabalho muito forte de liderança.

Pra poder as pessoas que estão comigo serem os futuros líderes de quem vai entrar. Porque quando a gente fala de um prédio, a gente fala de muito mais processos. A gente fala de um escritório que precisa de fato de mais pessoas. A gente já tem um trabalho muito grande com as casas, porque são 15. Pense que são 15 casas separadas e o prédio...

Se a gente lançar um prédio com 15 apartamentos, seria um em cima do outro. Então, para a gente subir e realmente evoluir também financeiramente, como foi a pergunta, se desenvolver dentro da empresa, a empresa precisa se desenvolver também. Então, a gente tem uma visão de futuro. Então, começar até 2030, a gente impactar mais de 230 famílias. Hoje a gente tem o impacto das famílias que investem com a gente para a alavancagem patrimonial, mas também tem o impacto das famílias que compram com a gente.

Então, ainda assim, continuar subindo essa régua de quanto que a gente consegue produzir. A empresa tem que ter uma visão de aumentar a quantidade de desafios. Exatamente. Para que as pessoas que estejam internamente cresçam. Porque senão, fora isso, só tem outra possibilidade de crescimento que é quem está no topo ter que sair para quem está embaixo subir. Exatamente.

Chegou no limite, entendeu? Então a ideia é que a gente consiga realmente ir sempre puxando a régua pra poder quem tá embaixo vir. Agora, quem tá comigo entende e quando isso acontecer na empresa, quem tiver empresa entender que quem tá com você hoje ela vai precisar subir e tá acima das outras pessoas. Porque muita gente pensa, ah, eu vou trazer tô crescendo aqui, tô colocando gente tô botando pessoas pra poder minha empresa ser grande e nem sempre uma empresa grande é uma empresa que tem muitas pessoas.

e aí traz uma pessoa de fora que já foi diretor de não sei de onde e já coloca em cima de alguém que tem a sua cultura às vezes essa pessoa tem o técnico de fato, trabalhou em outras empresas mas não tem a sua cultura e você coloca uma posição que é muito mais importante que tem uma pessoa com sua cultura do que com o técnico

Mas você acredita que tem determinadas fases que é necessário trazer a gente de fora? Com certeza. Eu estava vendo recentemente até uma entrevista de Benchmol sobre a XP, que ele saiu do cargo de CEO para deixar alguém, palavras dele, alguém mais competente do que eu tocar essa parte.

E ele saiu porque, velho, a empresa chegou no tamanho que eu consigo gerir e agora eu preciso ter alguém que é mais competente do que o processo. A gente também tem limites, né? Então, assim, hoje, por exemplo, eu não... Eu preciso ter pessoas de engenharia que entendem mais de obra do que eu entendo hoje.

Então não daria pra eu ser engenheiro hoje porque eu não estudo mais sobre engenharia. Então vai chegar no momento que eu também, por exemplo, agora a gente tá migrando, tô migrando a Nicole pra parte também de viabilização. Então a gente participa de uma mentoria de Caribe que ela tem uma cadeira junto comigo pra poder estudar. Então eu já estou colocando ela num nível que é o meu. Então eu já vou pra um outro patamar também, que é justamente essa questão de liderança, montar, viabilizar outros tipos de produtos. Então a gente tá subindo a régua, a gente vai subindo, subindo todo mundo.

Vai puxando todo mundo junto, né? É que nem um conhecido nosso, um amigo, o Hugo, que sempre fala, né? Quando a maré sobe, todos os barcos sobem juntos. Exatamente. E aí é puxar a empresa todo mundo junto, né? Exatamente. No processo, né? E aí, Mundo, pra gente poder ir caminhando aqui pro finalzinho do nosso bate-papo, que foi muito bacana, por sinal. Parabéns. Obrigado pela contribuição. Obrigado a você. Qual... Obrigado.

o recado, a mensagem final que você gostaria de deixar pra quem tá nos assistindo e que vai ficar aí no YouTube gravado e o Instagram, Spotify pra eternidade. Olha pra aquela câmera ali pra esse recado.

Liderança é servir. Acho que pra mim é a fase que dá mais pra poder fechar todo esse bate-fapo aqui que a gente teve. Tem uma frase também que eu gosto bastante. Cultura não é discurso. Cultura é prática. Então, coloque em prática tudo o que você vive, tudo o que você tem de cultura, da sua empresa, da sua vida.

eu acho que são essas duas frases que dá pra fechar tudo isso que a gente conversou, não desista também eu quebrei duas vezes graças a Deus eu tive um apoio muito grande da minha família, mas não desista, não é fácil você empreender no Brasil hoje então mesmo assim não desista eu acho que cada queda é um aprendizado, então hoje a gente aprende com muitos erros ...

inclusive em obras, todo dia a gente está aprendendo. Não existe o melhor dos mundos, você nunca vai ter uma empresa já pronta. Então não desista, aprenda com o erro, mude, avance e siga. Ramon, obrigado mais uma vez por ter participado aqui do podcast, ter contribuído. Você trouxe mensagens muito importantes para quem está assistindo. Você trouxe a realidade do mundo da construção de uma empresa de engenharia, mas que é aplicável para qualquer tipo de empresa.

em qualquer nível, e eu tenho certeza que vai ajudar bastante. Pra quem nos acompanhou até agora também, meu agradecimento. Não esqueça de curtir, compartilhar e seguir a gente no YouTube e no Instagram, pra você receber não só as novidades desse episódio, como de todos os outros que vão aparecer. A gente vai trazer gente também tão foda quanto o Raimundo aqui pra poder bater esse papo. E é isso, toda quarta-feira, às 8 horas da noite, a gente tá aqui, trazendo papo bacana, de alto nível, pra você que nos acompanha.

Até a próxima e um abraço. Valeu.