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A ASCENSÃO DA RAM NO AGRO E A ESTRATEGIA DO VICE-PRESIDENTE (Juliano Machado) - MF Cast 167

07 de maio de 202655min
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Juliano Machado, Vice Presidente da RAM na América do sul, revela os bastidores de uma das marcas que mais crescem no agronegócio brasileiro.

Neste episódio completo do MF Cast, você vai entender como o agro influenciou o mercado automotivo, o que realmente faz um produtor decidir uma compra e por que escutar o cliente virou a maior vantagem competitiva no Brasil.

Ao longo da conversa, Juliano compartilha sua trajetória, fala sobre marketing no agro, comportamento do consumidor rural, construção de marca, pós-venda e como a RAM se posicionou como símbolo de tecnologia, conforto e status no campo.

Se você trabalha com agronegócio, vendas, marketing ou quer entender melhor como o produtor pensa, este episódio é obrigatório.

Assista até o final e entenda como estratégia, relacionamento e visão de mercado podem transformar resultados no agro.

Assuntos7
  • Setor AgropecuárioDNA da marca RAM e o agronegócio · Estratégia de trazer a RAM de volta ao Brasil · Foco em conforto, tecnologia e segurança para o produtor rural · Adaptação de produtos às necessidades do consumidor rural · Lançamento de modelos como Ram 2500 e 3500 · Recepção do motor V8 a gasolina pelo mercado
  • Estratégias de MarketingComunicação direcionada ao público do agronegócio · Estratégias para alcançar o produtor rural · Uso do WhatsApp como canal de comunicação · Criação de comunidades e clubes de fãs da marca · Importância do pertencimento à marca · Diferença entre marketing no Brasil e nos EUA
  • Trajetória profissional de Ingrid CoutinhoOrigens no agronegócio e formação em administração · Carreira de 25 anos no setor automotivo · Experiência internacional em diferentes países · Visão sobre liderança, humildade e relacionamento interpessoal · Importância de alinhar valores pessoais com a empresa
  • Eleições América LatinaDesempenho da marca em países como Argentina e Chile · Venda da Fiat Strada como Ram 700 em outros mercados · Lançamento da picape média Dakota · Diferença entre Rampage (plataforma) e Dakota (chassi) · Objetivo de ocupar espaços no mercado de picapes
  • Agricultura e propriedade ruralLógica versus emoção na decisão de compra · Importância do valor residual e financiamento · Status e utilidade como fatores de compra · Necessidade de conforto e segurança em viagens longas · Uso da caminhonete como local de descanso
  • Tecnologia AutomotivaEletrificação e novos tipos de combustível · Avanços em itens de segurança e assistência ao motorista · Direção autônoma e seus benefícios · Desafios da produção de microchips · Reciclagem de materiais e sustentabilidade · Segurança cibernética e proteção contra hacking
  • História e Simbolismo da Marca RAMOrigem da marca a partir da Dodge · Separação das marcas Dodge (performance) e RAM (utilitários) · Lenda do carneiro montanhense como símbolo · Significado do carneiro como animal robusto e resistente
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O agro é um troço impressionante no Brasil. Qualquer comodity aí que você vai falar, seja grão, seja cana, seja o que for, é primeiro, segundo, terceiro no mundo. A RAN é uma marca que tem um DNA do agro, né? A RAN cresceu em cima do conforto, da tecnologia, da segurança, que as outras marcas talvez não estivessem observando como uma necessidade.

O produtor brasileiro ainda está aprendendo a consumir muitas coisas. Estou acostumado a andar em caminhonetes que mal tinha um rádio. A gente está aqui para atender o cliente e para trazer coisas que eles precisam e que às vezes eles não sabem que eles precisam.

Está começando mais um MFcast, o podcast do MF Rural. Eu sou Roberto Lucas e hoje nós vamos falar um pouquinho aqui sobre a raiz do agronegócio e valores pessoais. E para esse assunto eu estou aqui com ele, Juliano Machado, que é VP da RAN. Tudo bom, Juliano? Tudo ótimo, tudo bem. Obrigado pelo convite.

E aqui é o meu lado também, Walter. Sei lá, não tá bom, Walter? Bão demais da conta, porque hoje eu vou te falar uma coisa. Eu vou poder agradecer pessoalmente o Juliano pelo seguinte. Eu tenho o Jeep Renegade e sou satisfeito demais com ele.

E eles estão lançando umas caminhonetes boas na RAM. Então, olha, o serviço que ele fez pra mim foi bom demais. Mas eu quero falar pra você que tá em casa o seguinte. Não se esqueça de curtir, compartilhar e comentar os nossos conteúdos pra que a gente possa continuar trazendo pessoas que possam ter histórias que agreguem na sua vida, como é o caso do Juliano hoje. E, antes da gente conversar ou começar o bate-papo.

ou o Juliano, eu venho aqui no meu lugar esconderijo. Juliano, quem participa do nosso podcast recebe um presente aqui do MF Cast. Eu vou te mostrar e depois você leva.

Tem aqui uma carta nossa pra você, uma faca pra você poder fazer o seu churrasco lá tranquilo, uma garrafa térmica e a caneca do MFGS que tá aí. É essa aí. Mas vou deixar com a Ana aqui e no final você leva. Muito obrigado. Não fugir da entrevista, você só leva de porno no final, né?

É a mesma coisa que você falou, estivemos esses dias com o Marcos Fava Neves, ele falou a mesma coisa. A mesma coisa. O Marcos falou, não pode levar já? Não, só depois. O Marcos é meu ex-professor, grande amigo. Ah, legal. Muito bom. Juliano, como é que o agronegócio entrou na sua vida? Eu nasci no agronegócio, eu sou filho de agrônomo. Costumo dizer que eu sou um agrônomo frustrado. Sou um administrador de empresas de formação.

Mas a minha primeira faculdade foi agronomia, que eu fiz só uma semana. Então eu passei no vestibular da Unesp em Botucatu e acabei não cursando. Acabei desistindo e fui fazer administração de empresas. Então eu sou um agrofrustado. Se eu soubesse que o agro ia ficar desse tamanho que ele está hoje, há 20 e poucos anos atrás, talvez eu tivesse feito outra coisa.

Agora, o agrônomo tem muitos negócios. Quem fala isso são os meninos lá do Primo Agro, o João, né? O João dos Primo Agro fala. Depende, depende. Quando você pedir as coisas pro seu pai também fala, depende. Se estudar, ganha. É isso aí.

Mas assim, você... Mas vamos lá, eu quero voltar um pouquinho mais. Você é o pai agrônomo, você decidiu entrar em agronomia e depois desistiu. Isso. Mas como é que era a sua infância daqui de Ribeirão? Inclusive, nós estamos aqui em Ribeirão, na AgroShow, né? Como é que era a sua infância assim? Como é que você teve essa decisão? De onde surgiu aquele amor do agro?

Nascido em Ribeirão Preto, criado na Cana de Açúcar, né? Então, eu morei em Ribeirão Preto uma parte da minha infância, depois eu ando mudando pra Piracicaba. Meu pai sempre trabalhando na Cana, né? Sempre trabalhando com Cana. Trabalhando na Cooper Sucar, muito tempo. Depois virou consultor aí de Cana de Açúcar. 79 anos, agora continua trabalhando.

Então o gosto veio disso, de entender um pouquinho como é que o homem do campo se comporta e a riqueza que você consegue fazer com isso. Então veio um pouco desse gosto, de ver cuidado com planta, cuidado com as pessoas. Acho que o agro entrou um pouco desse lado.

Foi bem bom, foi bem legal. Foi uma adolescência muito boa. E o agro conquista nesse ponto. Sim, sim. Ele é muito humano, muito próximo. As relações interpessoais são muito fortes no agro.

Muito forte, muito baseado em confiança, em parceria. Sim, sim, sim. Aquela época, estou falando de 20 e poucos anos atrás, 30 anos atrás. Era um pouquinho diferente ainda. É, 20 e poucos, eu que estou formado. Eu não sei se... Eu não estou tristeza. Estou 26, 26 formado. Eu já quase 40, então aí já é uma tristeza. Era menos tecnológico, né? Acho que as relações ainda eram mais importantes naquela época. Mais importantes, sem dúvida. Então foi isso, um pouquinho disso.

Tá, e aí você quando decidiu, você saiu da agronomia e foi fazer administração. Como é que foi a sua trajetória aí depois, a partir disso? Você fez a faculdade? Eu fiz a faculdade de administração, me especializei em marketing, que é a disciplina que eu mais gosto e onde eu interagia muito com o professor Marcos. Tá. E desde então eu estou trabalhando em automóveis, né? Trabalho com automóveis há 25 anos, desde a minha formatura. Aí eu trabalho com automóveis. Então, mudei da...

completamente. É, mas eu não diria isso, porque hoje ele trabalha com a RAN, que é uma marca que tem a raiz do agronegócio. Sem dúvida, sem dúvida. A RAN é uma marca que tem um DNA do agro, né? A gente trouxe essa marca de volta pro Brasil, né? A RAN chegou no Brasil em 2005, nós vendemos carro aí até 2012.

Teve alguns problemas de mudança de motorização, homologação, emissões. O carro ficou fora do mercado de 2002 a 2016. Eu cheguei nessa segunda parte, trazer a marca de volta em 2016. E a gente sempre apoiou as nossas defesas de tese, nossos business cases para trazer essa marca no agronegócio. Olhando o crescimento do agronegócio em cada uma das regiões, olhando cada commodity.

E é onde a gente poderia estar atacando novos clientes. Então a Han cresceu muito devido ao agro. Sim. Agora, como a gente está aqui, tem a oportunidade de estar aqui com o vice-presidente da Han, eu queria te perguntar um negócio. Você falou, nós trouxemos a Han de volta. O que ninguém viu nessa decisão de você falar, tem que trazer essa Han de volta? O que ninguém viu que você enxergou ali?

Eu acho que o principal ponto foi entender quem são esses clientes, o que eles precisam. Tá. O produtor rural no Brasil, ele é ainda muito carente. Carente não de tecnologia, não de dinheiro, mas ele é carente de atenção e de cuidado. Perfeito. Eu acho que o que eu busquei, o que meu time, o que a empresa buscou, foi dar essa atenção para o que ele estava precisando.

O produtor rural estava acostumado a andar em caminhonetes que mal tinham rádio. Eram caminhonetes duras, secas, pés de boi, como a gente fala na indústria. E quando a gente percebeu isso na RAN, a gente falou, por que não trazer uma tela grande? Por que não trazer o melhor ar-condicionado? Por que não trazer todos os itens de segurança que existem no mercado?

que tem lá fora, que às vezes nem aqui tem. Por que a gente não traz isso para dentro de uma picape? Então a Han cresceu em cima do conforto, da tecnologia, da segurança, que as outras marcas talvez não estivessem observando como uma necessidade. O produtor brasileiro...

ele ainda está aprendendo a consumir muitas coisas. Muitas coisas ele não sabia que ele precisava. A gente trouxe e falou, por que não? Ele falou, poxa, isso aqui é legal. Então, a gente vai trazendo novas coisas. A gente fez isso com a Ram 2500. Depois a gente falou, por que não trazer uma 3500? Um carro ainda mais bacana, com uma cara de Western, cowboy, uma cara de Estados Unidos, Dallas. Trouxe uma Ram 3500 Longhorn, que tem desenhos country e tal. O produtor falou, poxa, isso aqui é legal.

Daí a gente pensou, bom, temos lá fora um motor V8, a gasolina. Quando a gente conversou até com os nossos concessionários, em várias clínicas de testes que a gente fez com clientes, falaram, pô, vocês estão loucos, um V8 a gasolina? Isso aqui não vai vender para o produtor, o produtor quer diesel. A hora que a gente trouxe um V8 gasolina, eu falaram, poxa, isso aqui é legal.

um motorzão desse daqui, um 5.7 V8, 400 cavalos, poxa, isso daqui é legal. Então a gente veio testando esse mercado e muito desse diálogo, a gente conversa muito com clubes de fãs, a gente conversa muito com produtores mesmo, você citou o Anderson Gord, que esteve aqui com vocês, o Anderson Gord, presidente do Run Club, grande amigo nosso, contribuiu muito também nesse caminho, então vários grandes produtores aí nos ajudaram bastante também.

Acho que escutar foi a chave do sucesso. O segredo foi ouvir o produtor brasileiro. Ah, com certeza. Agora, no caso, desculpa, o marketing no Brasil, ele é mais complicado de se fazer do que o marketing nos Estados Unidos, Juliano?

Acho que ele não é mais complicado. A gente comunica para o nosso público. Acho que essa é uma força da Han. Eu não comunico para o mar aberto, eu não comunico para todo mundo. Eu comunico para quem tem uma afinidade com a marca, para quem pode um dia estar comprando ou recomprar no produto que a gente tem. A gente comunica muito...

no agro, pensando na pessoa da cidade. Falaram, você tá meio louco? Não, na verdade, todo mundo que tá na cidade grande tem um certo bucolismo do campo, né? Tem. De alguma forma, ou ele veio do campo, ou um antepassado veio do campo, ou ele quer ir pro campo. Então, se você comunicar do campo pro cara da cidade, funciona. Você tem que ter a comunicação correta, mas funciona. É, funciona, acaba funcionando. Agora, você falou assim que o ponto-chave foi escutar cliente.

Mas ao mesmo tempo você também falou uma outra coisa. Que às vezes você escuta e nem ele sabe o que ele quer. E aí é onde está também um ponto... Tem que ter um pouco de visão também, né, Juliano? Eu acho que sim. O consumidor do agro, na sua grande maioria, é um consumo de hábitos muito simples. Então às vezes ele acha...

que ele não pode ter uma RAM. Ele acha que ele não pode entrar numa concessionária RAM. Ele tem receio de entrar numa concessionária RAM. O que a gente faz? A gente faz uma feira agro.

na feira agro, ele está lá disfarçado no meio de todo mundo. Ele vai comprar o carro na condição que ele quer comprar, onde ele está mais confortável. Então, acho que são esses movimentos que a gente faz. Vamos buscar onde está o cliente. Como é que ele quer conversar comigo? Não adianta eu conversar com esse cliente pelo telefone. Ele quer conversar pelo WhatsApp, porque na fazenda dele, ele tem uma Starlink, mas ele não tem a linha telefônica, às vezes.

Então, eu converso com ele pelo WhatsApp. A gente criou caminhos, né? O famoso lead que a gente fala antes. O nosso lead, às vezes, é pelo WhatsApp. Ele não é pelo telefone, ele não é pelo e-mail. Muitas vezes, ele não vai ver o e-mail. Então, o WhatsApp foi um canal que a gente ajustou como um canal de comunicação da RAM. A gente veio criando algumas coisas um pouquinho diferentes, né? Do que é feito no dia a dia.

Eu sei falar uma coisa importante que há muitos anos eu falava no marketing disso, que é deixar ele confortável. Muitas vezes você está na grande cidade com uma agência muito suntuosa, talvez afaste ele, né? Ele precisa de uma coisa que ele pode chegar e ele se sinta à vontade, não pressionado, ele vai poder ditar a regra, vamos dizer assim, do que ele quer, né?

que a gente aos poucos vá dando tranquilidade e segurança para ele vir na agência, porque é legal também vir no concessionário, vai trocar informação com o mecânico, vai trocar informação com outros clientes de RAM. A gente estimula muito os clubes de RAM, as comunidades de RAM, porque existe uma troca informal que não passa pela montadora às vezes, mas que é muito rica. Isso gera fidelidade, gera um senso de pertencimento à marca. Então a gente estimula bastante isso.

Isso que você falou, criar comunidade. É isso. Você cria comunidade, a pessoa está inserida naquele... Exato. Exato, é isso. E eles nos trazem muitos clientes. O cliente indica muito cliente novo. As pessoas querem pertencer. É o pertencimento. É o pertencimento. É como a Harley Davidson fez. É o mesmo sistema. Mais ou menos isso.

A gente mais no agro, eles estavam em um país urbano, mas a gente mais fez isso. Claro, mais com uma mentalidade muito parecida. É isso aí, é isso aí. Agora, como enfrentar, porque assim, você falou, ela estava aqui em 2012, foi e depois voltou. Nós estamos falando aqui da coisa fácil, ah, não, eu trouxe de volta, mas qual foi o ponto de dificuldade, Juliano, de fato, de trazer ela de volta? Qual foi a maior dificuldade? Eu acho que a gente...

estar num país que tem muitas dificuldades homologativas de produto. Homologar um produto no Brasil é muito difícil, é caro, tem horas de engenharia, tem vários documentos que a gente tem que produzir. Então, acho que aprender a mexer com isso, depois de muito tempo fora, entre 2012 e 2016, foi um trabalho complicado no começo. Como é que a gente...

trabalha com a nossa engenharia americana e com a engenharia brasileira pra gente poder trazer isso de volta. Demorou um pouquinho até a gente sintonizar isso, né? Mas depois depois fluiu. É, eu acho que é o que nós estávamos falando aqui até do marketing depois, quando traz a RAM de volta.

Você chegar e falar assim, porque hoje ela é conhecida por ter raiz do agro, que tem forte, isso é muito forte nela. Quem tá numa rã, o cara fala, não tem como ele pensar, esse cara não é do agro, né? Ele é do agro, pode até não ser, mas se ele tá montado ali... Mas ele gosta. Ele gosta. Ele acaba gostando disso, né?

Como é que você... Ela se tornou uma camionete de desejo. Ela é uma camionete premium de desejo. É um símbolo, né? Como que você conseguiu transformar... Eu já entendi que você falou, eu escutei o cliente, mas tudo bem, mas assim, o que que... Qual foi o grande diferencial da RAM perante outras?

Acho que foi todo o planejamento. A gente fez um planejamento muito sólido de quando trazer essa marca e que produtos ter, né? Que segmentos ocupar. Então, começamos lá em cima nas picapes maiores, viemos com uma picape menor que a Rampage e agora viemos com a Dakota. A gente veio preenchendo e buscando lá.

onde tinha alguns espaços do mercado. A gente veio ocupando esses mercados. Eu acho que essa escuta ativa, como eu falei, aliada a um produto muito competente, tecnologia, conforto, segurança, muita inovação nos produtos, que o produtor é carente de inovação e ele compra inovação. Ele aprendeu a gostar de inovação. Então, a gente...

Acho que é um pouco essa... Tem fórmula mágica, não é? Tem muito trabalho por trás também. Aí que está o detalhe, né? Tem muito trabalho por trás. O produtor rural, você acha que ele compra mais pela lógica ou pela emoção?

O produtor acho que usa muito a lógica. Muito a lógica. Usa muito a lógica. É importante um valor residual do veículo, é importante um financiamento. A história que o produtor vai lá e compra em soja e paga 100% do carro, existe, mas isso aqui é bem pouco. Então tem muito da lógica, tem muito do cálculo, tem muito realmente aquilo, o que aquilo te aporta.

Como status? Às vezes até como status. Mas o que aquilo lá pode me aportar no dia a dia? Uma viagem mais segura? Uma viagem mais rápida? Chegar mais descansado? Acho que é isso que ajuda. O produtor viaja muito hoje, né? Roda muito. É o que eu falo com o Walter. A gente roda bastante. Nossa, Walter, se nós estivéssemos andando no Marrã, nós estávamos tranquilos. A primeira vez que nós entramos no Marrã foi lá em Goiás. Foi em Goiás.

No show. A gente estava lá. Gente do céu, olha o tamanho dessa caminhonete. Robert, vamos entrar ali pra ver.

Bom, fora a tecnologia, nós olhamos, o rapaz estava lá, foi muito solisto, e aí explicando pra gente, o retrovisor você não precisa se preocupar se tem alguma coisa atrás, é uma câmera que pega e tal. Eu falei, Roberto, aqui atrás dá pra dormir, rapaz, não precisa se preocupar, olha o tamanho disso aqui, quer dizer, ela não é só uma camionete que impressiona, ela traz conforto também. Agora, ela traz uma imagem que tá na logo dela, que é o carneiro, né?

Você sabe a história disso? Por que tem um carneiro simbolizado? Tem várias histórias. Acabam virando lendas. São marcas centenárias. A Rã veio da Dodge. Era Dodge e Rã. Em 2009 a gente separou essas marcas. A Dodge virou os veículos de performance. E a Rã os utilitários. Camionetes utilitários.

Muito tempo atrás, o Walter Chrysler, que era o dono da Chrysler até então... Meu xará! Dizem que a história estava desenvolvendo uma marca, uma marca mais robusta, de picapes, caminhões e tal.

E perguntaram pra ele, que animal? Era aquela época que todo mundo botava um animal como símbolo, né? Olha que animal que a gente vai colocar. Ele falou, esse daqui tem que ser um animal que aguente tudo. Que suba a parede, que aguente montanhas, que aguente a neve, que aguente chuva. Que animal que faz isso? O carneiro montanhense. Então, o carneiro montanhense é o ram, né? É o ram. É um carneiro montanhense. Então, veio daí a lenda conta. Tá, explica. Mas pelo menos, lenda ou não, nós temos uma explicação.

Certo? Agora tem uma explicação. A Dodge Ram, era a Dodge Ram, agora é a Ram por causa do Carrier Montanheira americano. Legal, muito legal. Agora, ô Juliano, como é que foi a...

Lógico que é uma categoria completamente diferente de outras picapes no Brasil que continuaram no mercado quando a Ram deixou. Como é que foi a chegada e o share de mercado que a Ram queria conquistar? Ela conquistou esse share ou chegou a conquistar mais do que ela achava que conquistaria? Como eu falei, acho que a gente fez um planejamento muito ajustado, muito pé no chão.

E a gente está indo muito bem nesse planejamento. Esse planejamento não era só Brasil, América Latina como um todo. E a gente está crescendo em todos os segmentos que a gente se dispôs a trabalhar. Então a gente está indo dentro do planejamento. Quer dizer, você é VP RAN para a América Latina. Isso, isso. E como é que é esse desempenho fora do Brasil?

dentro do seu... É igualmente bom. É muito bom. A Argentina vai muito bem. Chile vai muito bem. Colômbia e diversos outros países vão muito bem. América Central também vai bem. Então, lá a gente tem uma peculiaridade. Por exemplo, a gente vende a Strada, a Fiat Strada, como o Ram 700. Sim. Então, é mais um... Nesses mercados, tem mais um produto. E que atinge uma outra categoria de cliente. É, exato.

Legal. E a gente viu, quando lançou a RAM, a gente já queria, aí não havia uma rampage, a rampage também agradou demais a linha da rampage, é impecável, né? E agora vem a Dakota.

Eu tive no stand aqui, fui lá ver a Dakota, tem duas unidades lá, a de entrada e a outra Larami. Isso, é uma Warlock e uma Larami. A gente está apresentando a Larami Night também, que é aquela escurecida. Então, uma novidade aí.

Essa não está lá no Rio do Estande ainda, né? Colocamos lá na frente. Ah, colocamos lá hoje? Ah, eu fui antes, mas depois eu vou de novo. Qual que é a expectativa com a Dakota? O porquê de lançar? Qual é a diferença básica de rampage Dakota? Tá, vamos lá. Aqui o objetivo de entrar no maior segmento.

de picapes da América Latina, que é essa picape média sob chassi, construída num chassi. A Rampage é uma picape construída numa plataforma, igual um carro. Ela tem o mesmo conforto de um carro e ela tem suas limitações em alguns usos mais extremos. Para isso, você precisa de um chassi. Então, a Dakota entra nesse segmento, onde já estão algumas marcas bastante consolidadas do segmento. Ela é um carro... A Rampage é uma mensagem de qualidade,

de um uso ainda mais agro do que uma Rampage. A Rampage tem um uso mais misto, vamos dizer assim, e a Dakota é um carro off-road mesmo, né? Integral off-road. Sem abrir mão da tecnologia. Sem abrir mão da tecnologia. Ela tem a mesma tecnologia que tem uma Rampage ou que tem uma RAM 1500.

Um carro muito completo de segurança e todos os seus itens aí de conforto e tudo mais. Estamos começando agora, né? Lançamos faz um mês e meio, mais ou menos. Estamos começando e está indo bem, está indo bem.

começo entusiasmante. Nós saímos, eu estava na sua trajetória, daí nós fomos, porque você voltou com a Ram para cá, mas eu queria fazer uma pergunta seguinte, porque nós temos aqui também bastante, o pessoal que assiste gosta muito da história de vida da pessoa e como ela chegou lá e o que ela faz hoje representa. Na sua trajetória, como é que é você imaginando aqui o menino que saiu do interior, Ribeirão, foi para Piracicaba,

E hoje é vice-presidente de uma das maiores marcas de automotivas do mundo. Como é que consegue fazer isso, Juliano? Quais os passos? O que a pessoa tem que fazer? Parecendo entrevista de emprego, né? É. Na verdade, assim, eu sempre gostei de estudar muito. Sempre estudei muito. Tudo que eu vou fazer, eu estudo. Tudo que eu vou fazer, eu me preparo. Tá. A preparação.

Quando eu comecei essa ideia do agro, vinha, claro, do meu pai, vinha de uma paixão, vinha dos meus amigos. Eu estudei em Piracicaba, meus amigos fizeram tudo exalque. Então, eu tenho uma ligação bem próxima desse mundo. E vim me preparando. Sempre gostei de caminhonete, sempre gostei de carro. Mas, Paulo, essa é uma oportunidade. Estudei administração, marketing.

Já morei em outros países trabalhando em montador. Então isso veio... Vim buscando uma coisa atrás. Então vamos aprender inglês para trabalhar. Vamos aprender francês para trabalhar. Sempre me dedicando. Eu acho que é dedicação o que me colocou nessa posição. Muito humildade. Procuro ser uma pessoa muito humilde. De relacionamento fácil.

Eu tenho muito relacionamento, me ajuda demais. Conheço muita gente. Isso me ajuda, me abre caminho. Mas, claro, é muito na troca, não tem... É, muito humildade na fala aí também. Porque quando a gente fala, igual você falando de humildade, muitas vezes as pessoas confundem humildade, né? Humildade, imagino eu que você estava falando, porque você não sabe de tudo e você tem que saber que você precisa dos outros.

Eu sei que eu não sei de tudo e nem pretendo saber de tudo. Eu preciso ter pessoas boas em quem eu confio e que a gente faça as coisas juntos. Eu acho que essa é a chave do sucesso, né? Você confiar nas pessoas que trabalham e que constroem esse negócio junto com você. E é isso que a gente vem fazendo na RAM desde sempre, né? Trabalhando com pessoas muito boas.

É, porque isso faz com que você tendo a equipe forte do seu lado, o negócio vai dar certo. Sim, certeza. E aí a questão do relacionamento que você citou...

Esse relacionamento tem que ser um relacionamento sem... Segundo as intenções, né, Juliano? Eu acho que é natural, assim, da minha pessoa esse relacionamento, me relaciono bem com as pessoas, gosto de estar com as pessoas, gosto de trocar ideias, me engrandece muito, aprender vir numa agri-show, vir numa tecno-show.

E escutar o produtor, escutar o cliente é uma coisa que me alimenta. Pra quê? Pra trazer coisas novas no futuro pra melhorar coisas que estejam com problema. Porque carro dá problema também, a máquina dá problema. Então como é que a gente resolve isso? Como é que a gente melhora o produto? Como é que a gente faz o atendimento melhor pro cliente? A chave hoje em dia...

Nesse segmento, ainda mais talvez do que os outros, é o atendimento ao cliente. O carro vai quebrar? Tá bom, ele vai quebrar, mas a gente vai resolver rápido. Então, como é que a gente resolve rápido? A gente vai fazer o melhor para poder resolver o mais rápido possível. Acho que é isso. E o relacionamento ajuda demais nesse sentido. Sem dúvida. Tanto dentro da empresa quanto fora. Sua pergunta foi muito importante, porque trouxe a gente de volta para o assunto e me fez lembrar de pensar em uma coisa. Você falou da chave do negócio aí. Você é um VP?

América Latina. Obviamente que você tem os profissionais que tem a cultura deles, mas você é um cara que precisa lidar com culturas diferentes a todo momento. Aí você tem que estar virando a chave da sua cabeça.

Como é que é esse exercício? É mais difícil? Difícil que eu falo assim, você fala, opa, essa estratégia de conversa mesmo eu não posso ter aqui, eu tenho que ter aqui. Tem um padrão, tem uma cultura, ela é adaptável? Como é que funciona?

sempre tem a cultura local, a gente tem times locais, né, eu tenho time hoje na Argentina, tenho time no Chile, que ajuda muito nesse sentido, mas o relacionamento é o relacionamento, somos todos latinos, afinal das contas, então o relacionamento ajuda em qualquer lugar, claro que a forma às vezes muda, né, vai falar um palavrão ou outro aqui, lá não se fala tanto, então assim, tem algumas coisas que mudam.

Mas é... Às vezes, em alguns países, a gente pode chegar mais próximo. Às vezes, nem tanto. Então, a gente aprende isso. Acho que é do dia a dia mesmo. Vai aprendendo. Tem que passar por isso. Ah, tem que passar. Isso não é no ensino na faculdade. Tem alguma coisa que você passou que foi engraçada? Alguma coisa assim? Alguma situação curiosa? Apeto, eu já passei várias. Às vezes, não entender direito o que a pessoa está falando num espanhol mais difícil.

pedir uma sopa e vir uma salada, esse tipo de coisa acontece. Mas é, acho que nada, nada muito caótico. Nada que cabe o nudo, não. Não é muito caótico, não. Agora, você falou numa coisa interessante, Walter, e eu tava falando esses dias e a gente conversa bastante, inclusive viram também o Antônio Maciel, não sei se você conhece o Antônio Maciel, e ele tava falando com acho que o vice-presidente da Alcoa, e você falou em cultura. É.

E aí que você tem culturas diferentes e a cultura da empresa. Sim. Porque tem duas culturas aí, né? Sim, sim, sim. E ele estava contando o seguinte, que eles tinham uma regra na Alcoa que era da cultura da empresa que se acontecesse algo, qualquer coisa, fábrica, tal, que desse algum problema, ele tinha que ser comunicado para a matriz nos Estados Unidos, alguma coisa assim. E o cara era o CEO da empresa no México. Tá.

E ele teve um problema na indústria, não sei o que aconteceu lá, não me recordo exatamente. Ele resolveu, não aconteceu nada demais, ele resolveu o problema, ó, levou pro hospital, mas não comunicou. Tá. E eles falaram que a decisão mais difícil que eles tiveram que tomar...

porque eles precisavam manter a cultura da empresa, foi mandar embora esse cara, que era um dos caras que mais dava resultado para a empresa. Como que é isso? Para tomar decisão desse nível, Juliano? Mas eu acho que é assim mesmo, na verdade. A gente...

Eu não sou empresa, né? Eu tô representando a empresa. Ela tem que durar depois que o Juliano for embora de lá. A empresa tem que continuar, né? Então, o que a gente sempre fala, tudo que eu faço é pela empresa, não é pro Juliano, né? Eu acho que é isso. Se tiver que tomar uma decisão, tem que tomar uma decisão. Se a cultura é essa, se a organização, se o compliance da empresa é esse, é o que tem que ser feito. Não tem jeito. Não tem jeito, né? A cultura, ela é base mesmo.

Eu não vou ser centenário na empresa, vai ser. Então, acho que a gente tem que preservar a empresa. Nós somos funcionários contratados para cuidar melhor de uma empresa. Como eu diria, você não é VP, você está. É isso, é isso aí. É isso aí, é uma fase transitória. E como que... Tomar decisões difíceis aí com base nos seus valores. Uhum. Uhum. Como que você consegue dividir isso num...

Mas acho que essas decisões, claro que elas não podem afetar o seu valor. Se ela estiver afetando o seu valor, você está no lugar errado. Eu acho que o que a gente está... A gente tem que trabalhar dentro da nossa regra de ética, de valor e escolher a empresa... Que combina com isso. Que combina com isso. Eu acho que esse é o caminho. E a gente vai tomar a melhor decisão sempre para a empresa. Esse é o caminho.

Mais uma coisa aqui que a gente sempre fala muito no agronegócio, e como a gente tem a caminhonete, a RAM e o agro, e é tudo uma coisa só, a gente fala muito em fé no mundo do agronegócio. Como é que é fé no mundo corporativo? Complica, a pergunta é difícil. Eu acho que ela afeta menos. É... A... A... A...

O agro é muito tradição, família e propriedade, que é o que está ligado com os valores que a gente prega como marca. Tradição?

Família e propriedade. Ele é muito focado nesse pilar. A empresa, às vezes, não é tanto isso. A empresa tem o viés capitalista muito mais forte, talvez, do que a fé. Eu acho que não é uma questão de fé em Deus, mas acho que é uma fé, talvez, numa cultura, uma fé num ideal, uma fé num objetivo em comum. Acho que é mais para esse lado que a empresa vai.

É, porque é uma... São fés diferentes aí que você está falando, né? Exato, exato. É uma outra coisa, porque a empresa é uma...

A empresa é um ente financeiro capitalista que tem seus investidores que colocam o dinheiro e obviamente que não retornam. Ele precisa ter, porque senão não tem sentido. É uma empresa, é uma organização não governamental ou alguma coisa assim. Então é diferente. É, porque a gente tem... A relação aqui que eu também já vou aproveitar, que você está falando aqui, que você trabalhou em outros países.

Porque todo mundo tem a família aqui. Você tem sua família. Como é que você toma a decisão de não prejudicar sua família e mudar de país? Porque a gente fala assim, eu nunca me aconteceu isso, mas eu fico imaginando que é uma... A gente quando fala em mudar de cidade já é um problema, né? É isso, né? Eu acho que quando a gente entra nessa vida...

A esposa, os filhos têm que entrar junto. É um acordo que a gente fez. A família funciona quase como uma empresa. A gente tem reunião de bode. Essa é a que é fazer a relação. Você senta e funciona ou não funciona. Se não dá, não vamos também. Acho que a gente tem essa opção. Às vezes a empresa vai falar, não, você tem que ir.

Eu tenho a opção de não querer ir. Se eu não quiser ir, eu mudo de empresa. Então, acho que esses caminhos não me aconteceu, tá? Mas acho que é um caminho. Graças a Deus, quando eu mudei, minha esposa foi, não tinha meus filhos ainda. Então, assim, a gente teve esse acordo e funcionou. Acho que tudo bem. Para ela também foi uma baita experiência. É, né? Eu acho que é muito importante isso, que o Juliano está falando, principalmente quando você falou.

voltando um pouquinho atrás, a respeito dos valores e que se você não está, se os seus valores não baixam com uma empresa, ali não é o seu lugar. É isso. Essa coisa também, na hora da empresa contratar, a importância de que a empresa fale para o funcionário dos valores ao invés de deixar descobrir no caminho, Juliano, é feito isso? É feito isso e é fundamental fazer, para que a pessoa não entre.

se desiluda, né? A pessoa tem que estar trabalhando feliz. Se ela não está feliz, ou a empresa está errada, ou ela está errada, né? E eu acho que nada mais... Eu procuro ser o mais claro possível, na verdade, na conversa inicial, né? É isso que a gente faz. Tem que viajar? Tem, tem que viajar muito. Vai ficar dias fora de casa? Vai, vai ficar dias fora de casa. Dá pra fazer? Se der, ótimo.

Não é ruim ficar fora de casa, às vezes, viajar, conhecer outras coisas, conhecer outras pessoas, outros relacionamentos profissionais. Então, acho que funciona. Mas tem que estar tudo alinhado. Tem que falar antes, né? Tem que estar combinado. Isso é importante. Hoje a Han tem quantos funcionários aqui no Brasil?

Hoje, na verdade, a gente trabalha como Grupo Estelantes, né? Então, eu não consigo te falar quantos são RAM, porque muitos fazem outras marcas, né? O Grupo Estelantes, no Brasil, tem por volta de 23 mil funcionários. Hoje, cerca de 30 mil na América Latina, hoje.

Isso eu estou falando de funcionários próprios. Claro que a gente tem outros funcionários, nossos fornecedores, nossos fornecedores. Os concessionários. É muita gente. Hoje, concessionário, 160 lojas, 165 lojas do Brasil. Dá. Eu te perguntei isso porque é o seguinte, nós estamos falando aqui, nós estamos vendendo um produto para o agro. Como é que você consegue transmitir os valores do agro para esse pessoal?

que está ali na RAM, para que tenha essa comunicação e não gere um atrito. Conversando e comunicando, falando muito. Falando com o nosso público interno, nosso público externo, com os nossos concessores, estando presente, mostrando a cara, quem que a gente é.

Estou aqui, estou olhando, estou explicando, estou conversando com vocês, sendo próximo. Acho que a proximidade vem um pouco da humildade, mas a proximidade de estar lá, escutar, conversar, funciona. As pessoas entendem. Trazendo números do agro. O agro é um troço impressionante no Brasil.

qualquer, qualquer comodity aí que você vai falar, seja grão, seja cana, seja o que for, é primeiro, segundo, terceiro no mundo. Então, qualquer um que você vai falar, impressiona, né? Vai fazer uma apresentação pro nosso board lá nos Estados Unidos e você começa a falar, ó, o Brasil é dono de tal empresa de carne, tal empresa de carne, tal empresa... Essas três são as três maiores do mundo. Vocês comem a nossa carne. O seu boi aqui alimentado, a nossa soja. O nosso milho faz...

etanol pro seu público aí, então assim, a hora que você começa a comentar, todo mundo entende tem que trazer número, uma coisa que eu acho que a gente ainda precisa como pessoas militantes e atuantes é comunicar mais, falar o que que a gente é

E daí é menos humilde, menos orgulho, mas é realmente mostrar a pujança desse setor, a força desse setor. Na verdade, é mostrar a realidade. Não precisa nem ser tão arrogante. Não, não, não é mostrar a senhora, não. É menos timidez, talvez. É, talvez é isso, menos timidez. E expor. Às vezes a gente não expõe por medo de se parecer arrogante. É, acho que tem um pouco do brasileiro, né? Um pouco do brasileiro que é...

talvez mais contido nesse sentido, não esteja tão acostumado a se apresentar ou apresentar o que é feito. E é isso que a gente precisa. O agro vai crescer dessa forma. Desses países que você... Você morou nos Estados Unidos? Morrei nos Estados Unidos, morei na França. Na França, na Holanda. Trabalhei na Holanda também. Qual foi o mais complicado pra você ou não teve nenhum complicado? Cada um foi numa fase diferente da vida, né? Então, acho que...

A França talvez tenha sido um pouquinho mais complicado do que eu falava pouco francês. Então, o começo foi um pouquinho difícil, mas, bom, fomos aprendendo, fomos melhorando. Mas, em todos os lugares, graças a Deus, fui bem recebido e a gente sempre trabalhou muito bem. Outras fases que eu também fui estudar, também sempre muito bem recebido. Não tive nenhuma dificuldade, não.

Acho que essa, de novo, a questão do relacionamento, de escutar, de chegar com humildade, não pode chegar num lugar que você é novo, você é estrangeiro com arrogância, né? Então, você chegar escutando, conversando, tudo dá certo. Bom. Você sabe que o jeito dele, o jeito do Juliano, é o sujeito de Prescaba mesmo, de Berão Preto mesmo, o jeito mais simples, eu acho que é o ápice da sofisticação.

E não só mineiro. Eu estou te dando esse certificado que eu sou mineiro. Eu acho que o ápice da sofisticação está exatamente na simplicidade. Agradeço. Porque você não precisa ficar, como nós falamos no interior, dando devorteio para chegar nas coisas.

Você vai direto de uma maneira simples E a pessoa te entende perfeito Assim como você está fazendo com as suas respostas Eu estou observando isso São respostas muito precisas E sem complicação Eu estou gostando dessa conversa Agora voltando um pouquinho Para a RAM O que que Hoje algumas curiosidades O que que a gente tem De caminhonete RAM aqui no Brasil

Hoje a gente tem a Rampage? Não, não, eu falo em volume. Ah, volume? O que a gente vende? Nosso parque aqui de automóveis, a gente deve estar aí com 150 mil carros rodando pelo Brasil total. Nesses últimos anos a gente está vendendo...

30 mil carros, 32 mil carros ano, mais ou menos, esses últimos três anos. E daí um pouco do passado, que tinham volumes menores. A gente começou a crescer mesmo, venda mais forte, depois da rampage, a partir de meio de 23. Aí que foi forte o crescimento. Mas tem bastante em ram rodando. 150 mil veículos em ram rodando, é quase que a população do Brasil é 200 mil. Um para cada 10, né? Como é que é?

Não, 150 mil. Mil, mil, mil. Um pra cada mil. Pô, louco, você falou que um pra cada dez, você estava dando risada. Um pra cada mil. Um pra cada mil. Eu já estava aposentado. Um pra cada mil é um número expressivo pra esse tipo de produto.

E a gente vê aqui, observa, chegando aqui na AgroShow, tem muita camada. E mais! Tem muita. E é o fato, é uma coisa que a gente não via assim hoje é um volume expressivo, né? É visível, né? É visível. Antes estava muito longe das cidades, hoje se vê nas cidades, né? Então é bem visível, sim. E é interessante você falar se vê nas cidades, é verdade. Você vai em São Paulo você acha. Acha. Acha os caras de rana. Sim, acho assim.

Porque você pensa, quem é que vai ter uma caminhonete desse tamanho? E tem na cidade, justamente por causa disso. A pessoa só sabe quando ela precisa, quando ela começa a andar, ela entende que ela precisa. Antes disso, ela não sabe que ela precisa. É verdade. Isso é verdade. A segurança que dá, a confiança que dá um cara disso, é impressionante.

Ainda mais pra nós que viajamos bastante E quem viaja Pega estrada, cara, isso é fundamental Ah, não tenho dúvida E você precisa sair e chegar do mesmo jeito Não adianta você sair satisfeito Chegar torto no lugar Melhor chegar descansado Isso a RAM proporciona Sem dúvida É isso aí Proporciona e o cara que chega já consegue ter muito mais No que ele chega tranquilo

inclusive quando nós vamos viajar assim na... nós fomos pra vários eventos tipo esse de Ribeirão, aqui em Ribeirão ainda tem uma estrutura maior mas tem muita cidade que não tem lugar pra ficar, é uma boa opção você vai de rã e dorme nela

A Ram, você falou Lá no México que tem a 700 É, no México E outros países da América Latina Chile, Bolívia, Colômbia, Panamá Como é tudo estelante Você pode manejar aí Mas a Ram planeja também Ter uma caminhonete menor Aqui no Brasil?

Não é nosso plano, não. Porque aqui, como grupo, a gente já tem a Fiat, que é super forte, né? E que é líder de mercado disparado e líder nesse segmento. Não é nosso plano. Aí é dar tiro no pé, né? Ah, não compensa. Tem que saber onde brigar. Tem que saber aonde brigar. É, olha, você viu. O Renato tá falando ali pra nós. O Lúcio, um amigo nosso, ontem, ele tava...

indo de Uberaba pra cá e falou, cara, não tem hotel, eu vou dormir na minha rã. Da Fazenda Faveiro. É o Lúcio, lá de Marília, da Fazenda Faveiro. Aí, tá vendo? Isso aí, boa. E comentou ontem, ele tava aqui no nosso stand ontem. É, calma.

Acabou de trocar. Pegou uma outra. Aí, já pronto. Já fez até a venda aqui na próxima. Não tem ver. Não tem ver. Está aqui exatamente para isso. Falar nisso, você falou uma coisa aí no começo, que o pessoal acha que troca de produto e tal. O barter foi parte de negócio. É parte ou vai continuar fazendo parte?

A gente trabalhou com barter durante um tempo, durante a pandemia. É uma operação bastante complicada para a gente, mas eu não desisti ainda, não. Eu acho que é uma coisa que funciona. O produtor está acostumado. É a linguagem, principalmente do grande produtor, em média o grande produtor. Então é uma coisa capaz da gente voltar. A gente fez muito com milho e sódio, mas...

Estamos trabalhando para pensar em outras comodidades e trazer isso de volta também. De forma mais simplificada. Eu acho interessante, porque é o seguinte, se você olhar, se você pegar um produtor de bezerro, por exemplo, você falar que custa tanto, eu vou dar tanto na caminhoneta, talvez ele fale assim, rapaz, eu vou gastar esse dinheiro. Mas se você falar que não, é tantos bezerros. Não, aí fica mais fácil. Tantos bezerros dá para eu dar.

Ontem eu falei com meus vendedores, pegue todas as cotações e a gente vai falar em saco do Sódico.

Para entender quanto é que está o soja, ajuda demais na cabeça do produtor. Ajuda. Quanto é que está o açúcar. Perfeitamente. Então, é uma das coisas que a gente tem que começar a treinar também um pouquinho mais nossos vendedores nesse sentido. É só entender o produto dele, né? Exato. E hoje, nessa época que nós estamos vivendo aqui hoje, a pecuária... Ah, não. Ele está quase trocando um bezerro por um boi, né? Um bezerro por um marrã. É, o bezerro por um marrã. A troca fica muito boa. Não, é.

É vantajosa. Hoje, pra ele comprar o marran com bezerro, tá bom demais da coisa. Hoje o boi voltou a comprar fazenda, né? Eita! Não, você sabe que você falou uma coisa que é verdade, porque chegou no... O cara que tem, ou ele vai melhorar a fazenda dele, que agora tá bom pra fazer isso, ou ele vai comprar mais terra. É isso aí. Porque o boi tá num preço muito bom, bezerro, bezerro... Tem que aproveitar, é isso aí.

Tem água aí? Tenho, tenho. Falava que um boi valia nove bezerros, né? Bezerro, se o senhor olhar com nove vezes quatro, trinta, não é não? É, mas é mesmo. Bezerro tá bravo. Tá na hora de fazer parta com bezerro. Parta com bezerro. Juliano, deixa eu te perguntar uma coisa aqui. A gente tá falando da Ram. Hoje você pode dizer que ela não vende uma caminhonete. Ela vende identidade? Acho que ela vende um...

Identidade, eu acho que sim. Acho que identidade é um caminho bom. Um caminho eu nunca tinha pensado. Eu vou usar essa frase. Ela vem de identidade. Ela vem de identidade. Acho que ela vem de... Ela vem de um sentimento de eu cheguei lá. É um pouco isso. O que a gente busca... É um reconhecimento de um trabalho. Acho que esse é o caminho. Eu cheguei lá. Tudo que eu fiz me trouxe aqui.

Funciona bem. É, porque... Identidade é bom também. É bom isso daí, porque é uma coisa que... É isso, exatamente isso. O cara chegou lá, né? É isso. Consegui, tô no topo. É isso. Consegui, trabalhei, trabalhei. Trabalhei, trabalhei.

E estou assinando o sucesso do cara, da pessoa. É zerar, às vezes não é bom, porque a gente vai trazer as coisas. É, mas vai no outro. Mudou de fase, gerei essa fase, né? Começa outro game. É no Mario Bros, né? Passei de fase. Mario Bros, não. É Mario Bros. É que o Bros é só um redutivo aí, tá? É uma contração. Mas assim, o que você imagina pra RAM?

pensando aqui no futuro. Não sei se vocês devem fazer isso. A indústria pensa em quantos anos para frente? A gente trabalha sempre com planejamento de 5 anos. Mais sólidos 5 anos. A gente está trabalhando com 2030, mas vamos dizer mais sólidos 5 anos. E o que vocês imaginam para a RAN? Porque uma caminhonete dessa, hoje nós estamos falando muito da tecnologia e tal.

Até onde ela pode ir? Nós já temos no topo da tecnologia até onde ela pode ir. Ah, tem muita tecnologia ainda para chegar. A tecnologia tem que estar acessível, né? Para você poder massificar, ela tem que ser acessível. Mas desde eletrificação, desde novos tipos de combustível, a gente vem pensando nisso, né? Desde itens de segurança, novos, que hoje não existem.

seja para o pedestre ou seja para o motorista de preservação a vida tanto dos ocupantes como das pessoas que estão fora tem muita tecnologia ainda que hoje não é viável mas que pode acontecer existe mas não é viável em escala ainda não dá para ter escala né depende muito aí de microchips microchip é uma coisa cada vez mais rara no mundo né pelo pelos consumos aí dos data centers de a

pelos consumos dos celulares que consome muito então a microchip é uma coisa fundamental e a indústria microchip no mundo tá aumentando hoje ela tá muito concentrada na Ásia né mas ela tá aumentando Estados Unidos Europa então acho que isso vai vai possibilitar outra sua direção autônoma

É uma das coisas que alguns países já testam, né? Então, a pessoa tem mais segurança. Se ela não estiver no volante, por incrível que pareça, a inteligência do carro controlando, às vezes, é mais segura do que uma pessoa dirigindo. Pensar numa pessoa, de repente, está alcoolizada. Não sei, não pode dirigir. Sim, não pode. É verdade, é. Vai para o banco, não pode sair. Ou uma pessoa que tem um colapso dirigindo, a direção assume, o veículo assume.

Assim como já acontece em aviões e tal, acho que tecnologia tem muito a aportar ainda.

Nesse ponto eu lembro que eu estava conversando Materiais, reciclagem de materiais Tem muita coisa aí pra frente Muita coisa pra frente Que a gente estava conversando e assim Falou, mas está tão tecnológico Falando desse negócio do carro andar sozinho E aí teve até Mas isso não é um perigo lá na frente Nós vamos ter que ter antivírus no carro

Sim, hoje já tem, né? Hoje você já tem algumas proteções de firewall para os carros não serem invadidos, isso já existe. Porque é um problema. Hackeamento de carro, já houve casos na indústria, então tem que ser controlado, sim, com certeza. E aí que está o problema, né? Como é que você escala isso? Você tem que ao mesmo tempo...

Sempre vai ter o mal e o bom. Vai ter um louco para poder corromper uma coisa que você fez. É isso. Para isso que a evolução é constante, na proteção. E o nosso objetivo é sempre fazer o melhor para o cliente, em todos os sentidos. Então, é esse o trabalho. É interessante que a gente fala. Eu lembrei no filme que...

acho que é do Bruce Willis, duro de matar, que tem uns caras que invadem. Ah, é, sim, sim. É interessante, você fala assim, rapaz, e pode acontecer mesmo. Você tá aqui, de repente você não tá dirigindo o seu carro mais. Não, mas hoje não, hoje tudo é eletrônico. O cara troca o sinal do vermelho pro verde e vira um caos. Sim, sim, sim. De repente você tá dirigindo o seu carro, e a pouco você não tá mais.

O cara tá se levando embora, né? A gente tem que olhar o lado positivo disso, né? Como é que isso pode... Uma pessoa tem um infarto no volante, tem um mal surto... Isso, perfeito. Evitar o atropelamento. As tecnologias de hadas, por exemplo, se você tirar a mão do volante durante muito tempo, já manda você colocar a mão de volta.

Ou alguns carros já começam a dar seta para ele mesmo estacionar, se você não está com a mão no volante. Você pode ter tido mal súbito. Ele mesmo o carro já... Eu vi outro dia um veículo que os Estados Unidos fazem. A mulher passou mal, ele vai diminuindo, dá seta e vai até encostar. Até encostar, né? Muito interessante. Está evoluindo bastante nesse sentido já. Legal. E aonde vocês querem chegar aqui no Brasil? Longe.

longe na verdade assim o nosso objetivo aqui foi sempre a aportar um valor a para o nosso grupo de empresa para estelantes né a é uma marca que a porta no segmento onde a estelantes não atua lá tua ou atua menos a e eu preciso ser relevante nesse mercado então é o nosso crescimento tá baseado ele não é um crescimento para ser o líder

Não é o crescimento para ser o melhor de todos, mas é para ser a...

o mais estável no crescimento e acompanhar o crescimento do nosso público. Vamos buscar sempre novos públicos, novas oportunidades. Mas o objetivo, eu não vou falar, eu quero ser o líder. Não é necessariamente... É importante ser estruturado. Talvez eu tenha que ser o líder de reconhecimento do cliente. Talvez eu tenha que ser o líder no atendimento ao cliente. Talvez eu tenha que ser... Talvez não, certamente. Tenho que ser o líder em agilidade, em atender esse cliente quando ele tem um problema.

Acho que é esse nosso objetivo, sempre trazer novos produtos que o atendam. Interessante que isso daí lembrei agora do Anderson Morgan, voltando de novo nele, ele falou exatamente isso, que ele falou assim, cara, eu podia ser muito maior.

Só que eu tenho que crescer conforme eu consigo atender o meu pós-venda. É isso. Porque não adianta eu vender, vender. Vender é fácil. É, vendo. Exato. Mas e aí? É, um pós-venda é fundamental. E como é que eu vou atender ele se ele precisar, na hora que ele precisa? Exatamente. Estruturar e ter um pós-vendas forte é fundamental. Tem que estruturar. Fundamental. Fundamental. E é uma coisa muito difícil, não é fácil.

Não é fácil. Ter um pós-vendas onde todo mundo falha a mesma linguagem, onde todo mundo realmente entende a dor do cliente, onde o cliente entenda, às vezes, a dor do pós-vendas, que também tem isso. Então, como é que a gente faz esse crescimento? Eu acho que é um grande desafio. A Ram, hoje, Juliano, o maior mercado dela é qual? É Estados Unidos? O maior mercado é Estados Unidos, Canadá.

estão passando México México é do terceiro tão meio junto com México esse achamos terceiro mercado aí você acha que o Brasil chega algum dia no a brigar de igual para igual com o mercado americano não não mercado americano é muito maior é difícil mercado americano tô falando mercado de 17 milhões de automóveis o Brasil faz dois e meio no indústria total a indústria de picapes grandes dos Estados e o tamanho da indústria total do Brasil

De pick-up é o tamanho total do Brasil. A indústria de pick-up dos grandes Estados Unidos é mais ou menos 2 milhões de mil. Eu não tinha ideia dessa diferença enorme. É bem difícil se brigar. É outro mundo. Nossa, é outro mundo ainda. Mas a nossa briga não está aí. Você fica em terceiro ali passando o México, está bom. Está ótimo. Mas você sabe que passar o México é passo tranquilo. O ritmo de crescimento do agronegócio é muito bom.

E mais importante, está tendo muita conscientização, e isso aí que você falou que você vai fazer, que está fazendo com seus funcionários, começar a comparar o preço do produto com a mercadoria que ele tem para vender, não necessariamente por barter, mas para que ele possa ter essa noção, também ajuda muito a aumentar.

Falar a língua do cliente, falar a língua do produtor, ele pensa na saca do soja, ele vai pensar na roupa do boi, ele vai pensar no sabor. Então, por que não ensinar e ajudar as pessoas também a falarem nessa linguagem? Perfeito, perfeito. Bom demais. Perfeito raciocínio. Juliano, nós estamos chegando aí uma hora de conversa. Rapaz, passou rápido, não é? Passa, porque é um assunto bom desse. E fácil de conversar. A prosa é boa. A prosa é boa. É bom demais na conta.

ou deixa uma mensagem para o consumidor de RAM. Acho que esperem sempre o inesperado. Acho que essa é uma boa frase para o consumidor. A gente está aqui para atender o cliente e para trazer coisas que eles precisam e que às vezes eles não sabem que eles precisam. Mas uma vez que eles testarem, eles vão entender que eles precisam e eles vão gostar.

Muito bom, muito bom. Essa é uma boa, hein? É muito bom. Você não sabe que precisa até a hora que você puser a mão numa, né? Aí você vai saber que você precisa. E o gosto não retrocede, né? É isso aí, o gosto não retrocede. O paladar não retrocede. Nesse caso é gosto, né? Como diz um grande amigo que foi nosso consultor, o Ferreirinha, o paladar não retrocede.

Para dar no retrocedente. O gosto desse cara não vai retroceder. Não tem como. Eu me dou uma tristeza, só que entra na caminhonete e eu vejo aquela traseira. Aquele banco de trás da dor. Se pudesse dormir a viagem inteira. Você tá doido. Nossa. Você ainda pode botar uns guaraná lá embaixo no pé ali. Você acha que tem uma tampa aqui. Tem uma tampa ali. Dá vontade de gelo e tudo. Ah, rapaz. Vocês sabem o que ele fala isso, mas quem dirige sempre sou eu mesmo. Por isso que eu vou dormir.

Eu quero ter conforto, eu cansei dormir mal. Agora você quer dormir bem. Lógico. Juliano, queria agradecer demais você ter vindo aqui. Eu que agradeço muito. A nossa agenda estava... A sua agenda, a nossa não, né? Você está do lugar, a gente tentou marcar.

queria ter recebido você lá em Marília mas aqui juntou né a gente tava aqui no mesmo evento que não tem site agenda não é fácil agenda de evento muito mesmo queria agradecer demais o tempo de vocês toda atenção carinho que vocês têm pela marca com muito contente obrigado mesmo

Obrigado. Bom demais, né, Valter? Bom demais da conta. Se você que está em casa, não perca a oportunidade. Se você ir numa feira, numa concessionária, vai conhecer a Ram. Você tem a Ram 3,500, 2,500, Ram Page. Agora você tem...

Essa... Eu vou lá ver essa... A da Cota. A Night, né? Ah, sim, sim. Agora vamos lá ver a Night. Uma cor azul nova linda. Maravilhoso o produto. Não é só bonito, porque beleza é fácil fazer agora. Fazer um trem bonito que funciona, aí é com a... É isso aí. É isso. Esse foi o MF Cast, o podcast do MF Rural.

E aí

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