Episódios de gostosas também choram

como voltar a ser você?

31 de março de 202655min
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afinal, como é que a gente descobre quem a gente é? como saber se a gente ta sendo o que os outros querem, ou o que a gente realmente é? será que pra ser quem a gente é, a gente precisa decepcionar os outros? vocês me mandaram essas e outras perguntas, e eu tentei responder elas no episódio de hoje.

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Participantes neste episódio1
L

Lela Brandão

HostInfluenciadora
Assuntos3
  • Descobrir quem você éBusca pela identidade · Aceitação pessoal · Influência externa · Autenticidade nas relações · Mudanças de carreira
  • Ser você mesmoConstruindo relações seguras · Autocompreensão · Aceitar a imperfeição
  • Criatividade e autenticidadeDecepção de expectativas · Autenticidade no relacionamento
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Oiê, recentemente eu estava rolando feed e me deparei com um vídeo de Oprah, Oprah Winfrey. Você deve conhecer ela, correto? Pois bem, ela estava assistindo um desfile, que agora não me lembro se era da Celine ou da Chloe, alguma coisa assim. E eu acho que a pessoa...

Perguntou para ela qual é a chave do sucesso, porque ela começa o vídeo falando a chave do sucesso, e aí eu transcrevi aqui, tá, o que ela falou. E vamos a partir dessa fala de Oprah Winfrey, que poderia muito ser uma frase de Ana Maria Braga, e você vai entender o porquê. A chave do sucesso é ser você, e eu aprendi isso muito cedo na minha carreira, porque eu queria muito ser como a Bárbara Walters.

Mas eu percebi que eu consigo ser uma Oprah melhor do que eu consigo ser uma falsa Barbara Walters. Você consegue ser uma você melhor do que qualquer outra pessoa. Você pode reunir as qualidades, a essência e os valores que você admira em outras pessoas. Mas você tem que cuidar dos seus. A chave do sucesso é encontrar formas de ser mais você. Entenderam o que poderia ser da Ana Maria Braga? Porque é mais você? Enfim, desculpa, piadinha infame.

E assim abrimos mais um episódio de Gostosa na Escuta, onde, inspirada por esse vídeo, eu pedi perguntas para vocês lá no nosso grupo do WhatsApp, que o link sempre fica aqui na descrição, ou você pode procurar no próprio WhatsApp, por gostosos também choram. E aí eu abro perguntas sobre algum tema. E aí ontem eu mandei assim, mandem perguntas sobre como chegar mais perto de quem você é, como ser mais você. E aí eu recebi centenas e milhares de perguntas, e separei algumas para a gente conversar hoje.

Lembrando que eu não sou autoridade em absolutamente nada, eu não sou psicóloga, e eu estou dando esses conselhos com base nas vozes da minha cabeça. Então, tenha responsabilidade ao adotar qualquer um desses conselhos, eu vou tentar não falar besteira, mas vocês sabem que assim, né? A gente se fala uma hora por semana, todas as semanas, há 144, se eu não me engano, 144 semanas. Eu duvido que eu não tenha falado alguma besteira, eventualmente.

Mas eu me esforço. Vamos lá? Ah, só mais uma coisa. Esse episódio também foi inspirado por um outro episódio que vocês gostaram muito e se interessaram pelo tema que se chamava Você ainda sabe quem você é? Que eu falei sobre alguns caminhos de como você pode descobrir quem você é, mas era em outro contexto, assim. Era sobre a vida segue mudando e como você sabe que você se mantém, você, mesmo que tudo mude. Tipo, seu trabalho pode mudar e as coisas podem mudar, mas então o que sobra, né?

Então o episódio era sobre isso e aí esse episódio foi inspirado naquele. Então vamos lá. Sem mais delongas, a Maria perguntou. Lela, eu estou há tantos anos procurando quem eu sou e me questionando sobre isso e eu nunca encontro. Devo desistir? Estou fazendo alguma coisa errada? O que eu faço?

Eu achei tão fofa essa pergunta. Maria, vamos começar o episódio com a sua pergunta, porque eu vou falar o que eu sinto sobre essa questão, e eu acho que isso vai dar uma boa base pra gente discutir as próximas, que é o seguinte. Eu acredito que não existe um eu no fundo de você, que você acha como se você estivesse escavando um tesouro e encontrasse ele. Eu não acredito nisso. Eu acredito que a gente vai criando quem a gente é quando a gente se movimenta na vida.

E eu acho que não tem como você descobrir quem você é parada. Essas são as coisas que eu acredito. Sabendo que a gente nunca vai encontrar esse eu por baixo de tudo, sabe? Como se tivesse algo escondido em você que você precisa passar a vida descobrindo. E às vezes as pessoas entram na análise ou na terapia ou alguma coisa assim.

procurando, né, tipo, mas quem sou eu? Quem sou eu? Quem sou eu? E eu acho que assim, a gente tem que achar paz na ideia, pelo menos é assim que eu levo minha vida, tá? Achar paz na ideia de que eu nunca vou conseguir responder essa pergunta, mas eu consigo responder o que eu não sou, e eu consigo ir me movimentando em direção a essa pergunta e...

reduzindo o espaço da dúvida, dando contorno em quem eu sou, mas sabendo que eu nunca vou chegar nessa resposta. Mas eu acho que a vida é meio isso. De um ponto de vista um pouco filosófico e tílele da minha parte, eu acho que a vida é meio isso, é você ir atrás de quem você é, se perguntando o tempo todo, será que isso faz sentido? Será que isso não faz sentido? Será que isso ainda faz sentido? Será que eu ainda gosto disso? Será que eu deveria estar aqui? Será que não tem algo me puxando para esse lugar ou para o outro?

E entender que esse eu é mutável, mas que essa pergunta não vai ser respondida, mas ela precisa ser perguntada. Inclusive, este é meio que assim. Ah, não vou dar spoiler. Mas essa questão está um pouco no meu livro. Vocês vão conseguir entender melhor o meu ponto de vista quando vocês lerem. Que ainda não lançou. Pra quem não sabe, caiu aqui de paraquedas. Meu livro está prestes a ser lançado a qualquer momento agora.

Mas é isso que eu acho. E aí ela falou, devo desistir? Não. Porque desistir significa você se paralisar diante da vida. Vale a pena? Sabendo que você só tem uma vida. Você ficar paralisada porque até agora eu não sei quantos anos você tem, mas vai que você tem 30, 40 anos. Se você passou tantos anos procurando quem você é e você não encontrou, será que é porque você não vai encontrar? E talvez a pergunta correta seja, como aceitar a ideia de que eu não vou encontrar quem eu sou?

E o que eu devo fazer com isso? A minha opinião é essa. Tá? A Ana perguntou. Gente, uma coisa sobre os gostosa na escuta. Eu amo, às vezes acontece isso. Eu amo quando vocês levam um episódio como um gostosa na escuta pra vocês também. Então, tipo assim, vocês respondem as perguntas que as pessoas fazem antes de eu responder. Ou depois de eu responder, falando concordo, discordo. Ou, ah, queria acrescentar isso. Tem um livro que fala disso. Então, se alguma pergunta que eu fizer...

te der uma vontade de responder, escreve aqui nos comentários, que eu adoro ler. Isso expande a discussão. Acho que cria também uma discussão entre nós, que não sou só eu falando. E também pode gerar novos episódios. Nunca se sabe. Então a Laina perguntou, como eu posso amar quem eu sou? A ponto de me permitir ser totalmente quem eu sou, sem máscaras.

Ana, e aí de novo eu vou responder com base no que eu faço na minha vida, tá? Algum tempo atrás eu percebi que é muito frustrante pra mim me cobrar de amar quem eu sou nesse nível. Eu acho que amor por si próprio...

é algo que você constrói a partir de muitas coisas e ferramentas e vivências, e principalmente uma autocompreensão, um interesse por si mesmo. Então, nossa, por que eu sou assim? Ah, talvez seja por conta disso e disso. Por que eu gosto disso? Ah, porque quando eu era criança, isso e isso. Por que eu tenho medo disso? Ah, porque quando eu era adolescente aconteceu isso, ou porque eu ouvi isso e tal. Então, assim, quando você tem um interesse genuíno de tentar se compreender,

Esse interesse, se é genuíno, se você realmente tem uma curiosidade a respeito de si mesma que te movimenta em busca de respostas, e explicações mesmo sobre coisas como medos, gostos, favores, escolhas que você faz ou tem, isso te leva muito mais próximo de uma aceitação radical de quem você é.

do que um amor. O amor você vai construindo de outro jeito, mas eu acho que a pergunta poderia mudar para como eu posso compreender quem eu sou a ponto de me permitir ser totalmente quem eu sou sem máscaras. E aí também eu queria fazer um alinhamento de expectativas, que é o seguinte. Recebi muitas perguntas sobre isso, sobre como ser quem você é sem máscaras, como não precisar performar alguma coisa no trabalho ou em família, etc.

E a gente vai entrar nessa questão um pouco mais a fundo. Mas, quando a gente muda a pergunta para como eu posso compreender quem eu sou a ponto de me permitir ser quem eu sou, você percebe que às vezes você vai precisar de máscaras para sobrevivência e por estratégia também. Então, será que é uma boa ideia você entrar num trabalho novo e ser 100% quem você é? E quem é você? Porque se ser 100% quem você é, por exemplo, quando eu estou na minha casa sozinha, eu amo ficar com o dedo no nariz.

Isso é quem eu sou, eu adoro ficar com o dedo no nariz. Isso é uma boa ideia, você ficar com o dedo no nariz no escritório? Eu estou usando esse exemplo tosco para ilustrar. Mas será que é estratégico para você ficar com o dedo no nariz no seu trabalho novo? Mas se você compreende quem você é, você tem a clareza de falar assim, eu adoro ficar com o dedo no nariz, mas...

beleza, estou indo para o trabalho. Esse trabalho novo é muito importante para mim. Nossa, eu quis esse trabalho por anos, eu queria ir lá por anos. Eu sonhava em trabalhar nessa empresa ou ocupar esse cargo ou fazer isso na minha rotina. Eu não vou poder botar o dedo no nariz. Puta que merda, isso é uma violação de quem eu sou. Não botar o dedo no nariz, para mim, parece trair quem eu sou. Mas nesse momento, e aí, obviamente, isso é um exemplo tosco, tá? Enfim.

Mas nesse momento, pra mim, é mais importante abrir mão de botar o dedo no nariz pra me estabelecer nesse lugar e viver e construir um respeito das pessoas ao meu redor. Nesse lugar que eu tô começando a ocupar, é mais importante pra mim o respeito do que o dedo no nariz. Então, se o preço de eu construir um respeito dentro do trabalho que eu sonhei é não colocar o dedo no nariz, frases que só são possíveis no Gostados também choram, né?

Então tá barato. Eu acho que essa compreensão e clareza de quais são suas prioridades, por que isso é importante pra você, por que isso não é importante, o que é você e o que é negociável, em qual situação, você vai também fazendo as pazes com as máscaras que você precisa pôr um pouco.

Porque você vai ver que não são em todos os ambientes da sua vida que é bom pra você não estar com máscara, porque a máscara, de alguma forma, protege você. E aí, eu acho que é você ter muita clareza de quais relações e em quais espaços da sua vida é prioridade pra você não usar máscara nenhuma. Por exemplo, pra mim, na minha relação com o Vitor, isso é minha prioridade. Eu moro com ele, estamos na mesma casa. Se eu precisar performar... ...

alguma coisa, se eu precisar vestir alguma máscara, eu vou enlouquecer, porque você usar uma máscara é cansativo, por isso que você tem que ter pra onde voltar, por isso que você tem que ter relações, você precisa construir relações onde você se sinta confortável pra tirar a máscara, que são o lugar pra onde você pode voltar, ou ficar confortável e ficar sozinha também, é uma estratégia boa, mas o que eu acho que não dá pra fazer é você construir toda a sua identidade ao redor de uma máscara.

Porque aí, toda vez que você for falar com alguém em qualquer ambiente da sua vida, você não vai conseguir fazer o movimento de sentir, formular e falar. Você vai ter que fazer o movimento de sentir, formular, pensar, prever, reformular e falar. E isso é muito mais cansativo. E às vezes a gente precisa fazer isso, principalmente quando a gente está em ambiente de trabalho, geralmente. Ou em ambientes onde as pessoas não entendem, não compreendem, não aceitam alguma coisa que você quer.

E é perigoso você, sei lá, ser imbativo nesse lugar, assim. Então, eu acho que, não sei se ficou muito claro, mas o que eu acho é separar as relações onde você está disposto a ficar com máscara, porque é mais importante o ganho dessa relação.

em outro lugar, que não necessariamente seja a aceitação de quem você é, e das relações que você realmente não dá para ficar com máscara, como é o meu caso com o Vitor e como é o meu caso com várias amigas minhas, onde eu me sinto à vontade de ser completamente quem eu sou, tirar a máscara e falar as maiores barbaridades do mundo em áudios que seriam proibidos em 72 países. Mas eu confio naquelas pessoas, porque eu sei que elas, da mesma forma que eu, têm uma compreensão muito grande de quem eu sou e não me julgariam por algo que eu...

falei, eu fiz, ou algum jeito que eu me comportei, e conseguem levar isso com leveza, deu pra entender? Gente, eu tô com uma dificuldade, a pobre da Calu não me aguenta mais, eu tô com uma dificuldade, toda hora eu acho que eu tô falando e aí às vezes eu me ouço de fora falando e eu ouço assim, blá blá blá blá blá, como se eu não estivesse falando nada com nada

sendo que na minha cabeça faz um raciocínio coeso, só que às vezes eu ouço de fora e falo, nossa, blá blá blá blá blá, isso que eu achei, é isso que eu ouço, e aí eu fico pensando se vocês estão conseguindo compreender minha linha de raciocínio, ou se eu não estou sendo clara o suficiente ao falar ela, enfim, compartilhando vulnerabilidades com vocês.

Este recado é especialmente para você, minha amiga, que está vivendo um daqueles momentos confusos na sua carreira. Vocês sabem que eu já passei por algumas transições de carreira, né? Eu fiz faculdade de arquitetura, virei artista, depois de desistir da arte como profissão, comecei a trabalhar com conteúdo, abri minha própria marca de roupas, criei meu podcast e muito em breve poderei falar que sou também escritora. A coragem sempre teve muito presente na minha vida. Não é à toa que eu tenho essa palavra literalmente tatuada.

Mas também não se vive só de coragem, né, minha amiga? Essas mudanças me pediram novos conhecimentos. A gente precisa de estrutura para poder dar os novos passos da nossa vida. E foi isso que me deu a base que eu precisava para enfrentar o novo. Se você também está nesse momento de pensar em novos caminhos, deixa eu te contar sobre a nossa querida EBAC. A EBAC é a Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia, uma instituição de ensino online com mais de 150 cursos nas áreas de Marketing, Design e Tecnologia.

e audiovisual, além de duas pós-graduações reconhecidas pelo MEC. E se você é ou quer ser uma garota do marketing, eu te indico dar uma olhada, por exemplo, no curso de marketing digital deles. A grade é super completa, os professores são profissionais que realmente atuam no mercado, e durante o curso você já vai construindo um portfólio para sair preparada para o seu trabalho dos sonhos. Se te interessou, o link da IBAC está na descrição desse episódio. Com meu cupom 200LELA, você ainda ganha 200 reais de desconto em qualquer um dos cursos.

Obrigada, Ebac, por patrocinar esse trecho do episódio. Voltando. A Stephanie perguntou, e eu amei essa pergunta, e se eu chegar tão perto e não gostar de mim? Eu achei tão fofa essa pergunta também, achei muito legítima. Por quê? A gente tem uma ilusão de que a gente vai se implicar nessa batalha, nessa busca de quem a gente é, como se fosse uma grande estrada dos tijolos amarelos. Calu vai amar essa referência, que é do Mágico de Oz.

Como se fosse só arco-íris e borboletas e músicas clássicas, ou então bota aí a música que você acha que te traz paz. E como se fosse uma jornada leve e tranquila, que você vai se achar e vocês vão ser felizes para sempre.

Não. Eu estou implicada nessa busca há muito tempo através da arte. Eu tenho cadernos e cadernos e cadernos de textos e ilustrações e artes e coisas onde eu fico, desde a adolescência, muito louca nessa missão de descobrir quem eu sou. Eu tenho uns textos muito engraçados, inclusive, em que eu fico super confusa em relação a isso e tal.

de quando eu era menor, assim, de sei lá, 20 anos atrás. E hoje eu faço análise, né, faz 9 anos, 8 anos, uma coisa assim. E você, no caminho, se você se compromete mesmo com esse percurso, e você é brutalmente honesta, que é o jeito que eu acho inteligente de levar a análise, a terapia, a escrita, qualquer ferramenta que você use pra se conhecer, você vai descobrir coisas tenebrosas sobre você, véi. Tomara que você descubra, porque os outros já descobriram.

Muito provavelmente. Mas você vai descobrir coisas que você faz que também te prejudicam, não prejudicam só os outros. Comportamentos que você faz que são feios, sabe? Eu mesma, toda hora, assim, na análise, eu falo, tipo, nossa, véi, por que que eu fiz isso? Por que que eu fiz isso? Eu fico olhando em retrospecto e fico, tipo...

Meu Deus, é inacreditável o jeito que minha cabeça funcionou pra eu agir dessa forma, é inacreditável. E aí eu fico indignada, eu fico, meu Deus, por que eu fiz isso? E aí, vou dar um exemplo, tá? Teve uma vez que eu e o Victor brigamos. E a gente tem um padrão da nossa relação, isso faz muito tempo, faz uns dois anos.

Mas um padrão da nossa relação é que eu tenho uma personalidade que quando eu brigo com uma pessoa, a gente briga, discute, e aí eu preciso me retirar por um tempo, porque eu preciso deixar os pensamentos meio que se organizarem, preciso ficar em silêncio e sozinha por um tempo, pra depois voltar a conversar. E o Vitor é o contrário, ele precisa conversar pra formular os pensamentos dele. Tipo, ele formula os pensamentos dele em voz alta, e eu o formulo em silêncio.

E aí a gente brigou, eu vim pro meu quarto e fiquei assim, vou ficar em silêncio até ele vir falar comigo. E aí quando ele vier falar comigo, eu vou falar isso, isso e isso. E eu vou falar isso, isso e isso. E aí eu fiquei planejando o que eu ia fazer quando ele viesse falar comigo. Adivinha o que aconteceu? O Vitor dormiu. E eu fiquei indignada que ele dormiu.

E aí eu fui lá pra sala e fiquei olhando a janela e fiquei assim. Aí foi isso que eu levei pra análise. As coisas que passavam na minha cabeça eram o seguinte. Eu vou acordar o Vítor e vou falar isso, isso, isso. Aí eu ficava, gente, lógico que eu não vou fazer isso. Que louco, velho. Vou acordar o Vítor pra ele brigar com ele. Aí eu, eu vou bater a porta pra ele acordar e aí ele vai ver que eu tô aqui na sala que nem uma pobre coitada e que eu não consigo dormir. Eu, gente, que louco. Por que eu tô pensando isso?

eu vou amanhã, na hora que ele acordar, eu vou fazer questão de estar acordada pra ele ver que eu não dormi, porque a gente não... Aí eu falava, gente, que louca, por que eu tô fazendo isso? Tipo assim, qual é a finalidade dessa discussão que a gente teve? Não é a gente discutir e resolver? Por que que eu tô querendo que ele se sinta culpado sobre essa situação?

Eu nem lembro o que era, tá? Tipo assim, nem passa na minha cabeça o que era. E aí, depois, né, que eu me acalmei e tal, no dia seguinte eu fui pra análise e eu fiquei, gente, que louca, véi, era uma discussão pra gente chegar numa conclusão sobre alguma coisa que a gente não tava concordando. Em vez de eu agir de forma a chegar nessa conclusão, eu queria que ele se sentisse culpado e errado por alguma coisa. Aí eu falei isso pra minha analista, ela falou assim, que bom que você percebeu.

Aí a gente começou a voltar no tempo e a gente percebeu que eu fiz isso em vários momentos da minha vida. E que isso não é nada bom. E que isso é feio, pavoroso. E aí isso é uma das coisas que eu descobri. Eu descobri várias outras coisas muito pavorosas também. Minha analista, ela não me deixa... Ela não passa a mão na minha cabeça, não. Pelo contrário.

E aí, o que você faz a partir disso? Isso que é importante, né? Assim, então, e se eu chegar tão perto e não gostar de mim? Se você chegar tão perto e descobrir algo que você não gosta em você, que maravilha, você tem espaço para evoluir. Porque se você não tivesse chegado tão perto, você não ia descobrir e você ia seguir repetindo algo que você não gosta.

Quando você descobre algo que você não gosta sobre você, você tem a liberdade de pensar o que você vai fazer a respeito disso. E você tem também a oportunidade de tentar compreender por que você tem essa característica que você não gosta. Então, por exemplo, uma das coisas que eu não gosto sobre mim é que eu tenho muita necessidade de controle comigo mesma. Assim, tipo, eu tenho muita dificuldade de, sei lá...

Ficar bêbada. De perder o controle mesmo. Na vida. Por exemplo. O meu medo de avião. Acho que eu já falei algumas vezes para vocês. Que eu tenho muito pavor de avião. E agora eu estou conseguindo vencer isso. E viajar. E não ficar tão mal. Durante as viagens. A última que eu fiquei muito mal. Foi quando eu fui lá para Nova York. Para ver a arte do gostoso. Também choram lá na Times Square. Lembram?

Nessa viagem na ida. Eu fiquei muito mal. Chorei. Foi muito ruim. Essa foi a última. Mas assim. Eu tenho isso há muitos e muitos anos. E agora está bem melhor. Isso tem a ver com uma necessidade de controle minha. Isso é uma coisa que eu não gosto de mim.

porque o que passa na minha cabeça é, não conheço o piloto, não sei se ele é maluco, não sei o que vai acontecer, eu não saberia pilotar essa aeronave, caso seja necessário, se o piloto tiver um piripaque, eu não sei pilotar essa aeronave, como é que eu vou relaxar se eu não consigo resolver o problema que pode vir a surgir se esse piloto tiver um piripaque? Tipo assim, a falta de compreensão de como pilotar um avião me deixa em pânico, porque eu não conseguiria resolver essa situação.

Isso é muito feio sobre mim, isso é muito ruim, porque significa que eu vou, ao mesmo tempo que eu me mantenho em ambientes muito confortáveis, tenho essa tendência, eu também me limito muito do que eu posso fazer. Então, quando eu descobri esse padrão e percebi que várias coisas que eu faço têm a ver com esse padrão, eu consigo decidir o que eu vou fazer sobre ele. Porque essa consciência é uma nova história que você conta para a sua cabeça, é uma nova história que você conta sobre você.

E eu acho importante dizer que a gente não é, uma coisa que eu sei, é que a gente não é as cartas que foram dadas para a gente quando a gente nasceu. A gente é o que a gente faz a partir delas, com elas, né? Aquela coisa do não é sem isso. Enfim, Biela perguntou, como eu diferencio quem eu sou, de fato, do personagem que interpretamos em diferentes ambientes, corporativo, com amigos, com família, etc.

E a gente volta um pouco sobre o que a gente estava falando na primeira pergunta. Eu, pessoalmente, acho que isso é uma compreensão que não é muito boa para você, para mim, no caso, que é a de que você só vai ser você mesma se você for exatamente a mesma pessoa em todos os ambientes que você frequentar. Porque isso é muito uma ilusão, né? A gente é ser humano. Se a gente não se adequar...

a nossa comunidade, a nossa tribo, a nossa matilha, a gente não sobreviveria, né? E aí tem até um episódio inteiro sobre isso, que chama Ser Amada ou Ser Autêntica, que são as duas que o Gabor Maté, que é um pesquisador e um...

um médico muito incrível, ele fala sobre isso, assim, como o ser humano tem duas prioridades muito claras, e uma delas é muito negligenciada, que é ser amado, ou ser aceito, então, assim, entender aonde que o outro gosta de você, e adaptar aquilo que o outro não gosta, enquanto você se ajusta ao que é esperado de você, mas tem uma outra necessidade que as pessoas negligenciam, que é de ser autêntica, de se expressar, e aí ele fala que quando você, se você estivesse na selva, em grupo,

A falta de autenticidade poderia ser o motivo de você não sobreviver, porque você precisa poder expressar as suas necessidades para que você não morra de sede, entendeu? Se está com dor, você precisa falar para que o grupo cuide da sua dor, senão pode se tornar uma infecção generalizada, entendeu? A gente tem um episódio inteiro sobre isso, vocês já devem ter ouvido.

Então eu acho que quando a gente separa as áreas da nossa vida e entende que essa distinção precisa ser feita, e assim, é óbvio que o que eu sinto na minha vida é que conforme o tempo vai passando e eu vou tendo mais maturidade e mais tranquilidade de aceitar quem eu sou, eu também tenho um grande privilégio que hoje o meu trabalho vem, grande parte, por eu ser quem eu sou.

Isso não é uma verdade em todos os trabalhos. Então, por exemplo, se você é advogada, não necessariamente você ser espontânea e etc. é o que vai te fazer ser bem-sucedida, porque você precisa cumprir determinadas regras ali e usar uma certa linguagem que nem é a linguagem que a gente usa. Tipo assim, não é a mesma linguagem que você usa em casa, por exemplo.

Mas no meu caso, é, eu falo exatamente assim com as minhas amigas e com meu marido e minha família, etc. Então eu tenho esse privilégio de poder encurtar. E quando eu vou, sei lá, dar uma palestra, eu não fico tão nervosa, porque eu sei que eu não fui chamada porque eu falo com linguajar muito erudito, etc. Não, eu fui chamada porque a empresa provavelmente ouviu meu podcast, que é exatamente o jeito que eu falo.

E aí ela me convidou justamente por isso, ela não tá esperando outra coisa de mim, então eu tento me tranquilizar nesse ponto. Mas eu sei que o meu trabalho é uma coisa típica, e que também tem momentos no meu trabalho que eu não posso me comunicar assim, tipo assim, vários momentos, durante todas as semanas, eu tenho...

reuniões ou coisas que eu preciso ser um pouco mais formal, eu preciso ser um pouco mais adequada, eu preciso ser um pouco mais consciente de como eu estou me importando e como que a minha imagem está imprimindo, isso acontece direto. Mas isso é meu trabalho e eu me importo muito com meu trabalho. Então, se o preço de eu transitar nesses espaços é...

abrir mão um pouco da minha espontaneidade, eu topo fazer isso. Isso não custa caro pra mim. O problema é quando isso tá em todas as esferas da sua vida e você não tem pra onde voltar. Você não tem aonde você descansar a sua máscara.

E aí eu acho que aí é um compromisso de cada um para ver os limites do quanto você consegue ser você mesmo, porque é isso, cansa, né? Tipo assim, eu fico pensando se eu fosse advogada, porque eu trabalhei formalmente em empresas de arquitetura, escritórios de arquitetura. E já nesses escritórios de arquitetura, eu tinha que ir vestida de uma forma que não é a minha forma de me vestir, tanto que eu pegava roupas da minha mãe emprestada.

Eu tinha que falar de uma determinada forma, eu tinha que, enfim, formular minhas opiniões muito cuidadosamente e estrategicamente, mas eu imagino que para quem tem um trabalho que exige que você seja de uma forma muito diferente do que é no dia a dia, isso seja muito cansativo. Mas quando isso acontece em todas as esferas da sua vida, você precisa ficar fazendo esse movimento de...

sentir, formular, pensar, você sente uma coisa, aí você formula ela de como você falaria. Então, por exemplo, vou dar um exemplo na minha área, que é a arquitetura. Vamos supor que a minha chefe da época me apresentasse um projeto que eu não concordo com a decisão dela, mas eu era estagiária.

Então eu não vou falar assim, gente, isso aqui tá errado. Tipo, não, isso aqui é uma péssima escolha. Era muito melhor que fosse assim. Esse é o jeito que eu penso. Eu não vou falar assim. Eu falaria isso, por exemplo, pro Vitor. Ou pra alguma amiga minha. Sem filtro dessa forma. Não sem cuidado, mas expressando literalmente o que eu sinto.

Mas como era minha chefe, eu tenho que fazer todo o movimento de sentir, falar, puta, tá uma merda, elaborar isso aqui, se tá uma merda, pensar o que isso pode trazer de consequências, e como eu deveria me comunicar, e como ela receberia essa notícia, elaborar uma nova forma de me comunicar, e aí sim falar. Isso é muito mais cansativo, e aí o que eu falaria era assim, será que é uma boa ideia seguir assim? Porque tem uma outra alternativa que pode ser melhor. O que você acha se a gente fizesse isso?

tipo, isso é uma elaboração que não é muito difícil. Mas vocês entenderam o que eu estou dizendo? Agora, imagina se você tiver que fazer isso em todas as relações da sua vida. É muito cansativo. É muito cansativo. E não quer dizer que você vai falar com as outras pessoas totalmente sem filtro e sem cuidado. Porque é isso, você tem que ser responsável também e não falar de um jeito que machuca a outra pessoa. Enfim, se você está falando de relações mais íntimas e tal.

Mas são caminhos mais curtos e menos frequentes. Então, quanto menos você tiver que fazer todo esse caminho para se expressar, menos cansativo vai ser e menos você vai sentir que está performando uma coisa. Mas eu acho que a gente tem que ter consciência de que em alguns espaços a gente vai ter que se performar alguma coisa em troca de algo que é importante para a gente e que é estratégico para a gente.

Alô, alô, tem alguma diva que vai construir o seu império nesse ano me ouvindo? Eu amo realizar coisas, tirar sonhos do papel e tudo mais, vocês me conhecem. Mas todo mundo sabe que colocar uma criação nossa no mundo dá trabalho, né? Às vezes a gente olha tudo que precisa ser feito até a gente conseguir botar nossas ideias no mundo, todas as etapas e possíveis imprevistos que podem rolar e a gente se sente até meio paralisada, né?

Pois é, amiga, muita ideia boa acaba ficando no fundo da gaveta porque tirar aquilo do papel parece complicado demais. Mas você não vai deixar isso travar seu caminho não, né? E é justamente para facilitar esse começo que existe a Hostinger, uma plataforma que tem tudo o que você precisa para colocar seu site, loja ou portfólio no ar de forma simples, mesmo se você nunca fez isso antes. Ela é super intuitiva e ainda tem inteligência artificial para te ajudar a montar o site em poucos passos.

Sem contar que, além da parte criativa, você tem acesso a uma hospedagem super rápida, domínio e e-mail profissional nos planos anuais e ainda 30 dias de garantia. Então, se 2026 é o ano de finalmente colocar sua ideia no mundo, aproveita a promoção de e-mails do consumidor da Hostinger. Mas ó, por tempo limitado, viu? O link já com cupom de desconto tá aqui na descrição do episódio. Obrigada, Hostinger, por patrocinar esse trecho do episódio. Voltando. Gente, é o seguinte, eu tenho um aviso.

Ai, eu não acredito que eu fiz isso, véi. Daqui pra frente, nos próximos minutos, eu cometi um... Eu não sei nem a palavra usar. Eu cometi uma gafe, um vacilo, um lactovacilo. O que foi? Eu virei o microfone do lado errado. Eu fui fazer não sei o quê, não sei se era pra ligar o ar-condicionado. Eu levantei da minha cadeira, na hora que eu voltei pra gravar, eu comecei a gravar com o microfone assim, ó, de costas.

E eu não percebi. E eu fui perceber só mais pro final do episódio. E aí a Calu vai fazer de tudo pra que esse áudio seja salvo e vocês consigam escutar. Mas eu já tô passando aqui pra avisar que muito provavelmente o áudio dos próximos minutos vai ser meio esquisito. Peço desculpas por isso, pelo vacilo. E vou tentar não repetir, mas eu não prometo. Porque a minha cabeça não tá funcionando muito bem. Mas eu vou tentar não repetir, tá bom? Mil desculpas, minhas amigas. Nossa, fiquei péssima aí quando eu percebi. Vocês vão ver, tá até gravado.

mas é isso. Ai, meu Deus, velho, como eu queria voltar no tempo pra não fazer isso. Mas é isso. Aconteceu, bala pra frente, espero que vocês consigam pelo menos escutar o que eu falo. Rafaela perguntou. Oi, Lela. Primeiro dizer que conhecer você e seu conteúdo me ajudou muito a entender mais ainda quem eu sou e elevar minha potência. Obrigada. Beijo, Rafaela.

Minha pergunta é, como a gente consegue manter nossa essência sem interferência do externo, amigos, família e etc? Rafa, o que eu acho? Que existe uma pergunta melhor para a gente fazer em cima da sua pergunta. Porque não tem como a gente saber quem a gente é sem a interferência das pessoas que passaram pela nossa vida. Porque a gente é também o que essas pessoas deixaram na nossa vida, para o bem e para o mal. E como você lidou com isso?

Então, assim, por exemplo, eu tive um ex-namorado péssimo, pavoroso, horrível, nossa, traumatizante, só de pensar já me dá uma gastrite imediata. Mas, quando a gente terminou, eu tive que passar por um período tão difícil de me reconectar e de voltar a lembrar quem eu era, dos meus gostos, de voltar a enxergar beleza na vida, de me reerguer mesmo daquela situação.

Que depois de um tempo que isso aconteceu, eu olhei pra trás e pensei, olha tudo que aconteceu, olha todos os lugares que eu ocupei, olha tudo que eu descobri sobre mim, olha essa força que eu descobri que eu tenho de me reerguer desse lamaçal que esse homem me deixou. É óbvio que eu não quero romantizar essa positividade tóxica do tipo, ai que bom que esse homem foi um bosta comigo.

Mas, de uma certa forma, tem um momento dessa trajetória que eu, eu pelo menos, sempre acontece isso comigo, independente de ser por homem ou não, que eu olho para trás e falo, ainda bem que isso aconteceu, se isso não tivesse acontecido eu não tinha colhido esse, esse e esse fruto.

Então, se tal pessoa não tivesse passado pela minha vida, talvez você não seria quem você é, entendeu? Tipo, você não tem como saber, mas muito provavelmente não, porque quem você é é construído também a partir das suas relações e como você lida com elas. Então, quando eu falo assim, a sua família faz parte de quem você é, e aí você finge que você detesta a sua família, sua família é pavorosa, eles foram horríveis com você, cometeram atrocidades. Eu não tô falando que você tá fadado a carregar essas pessoas com você pra sempre.

O que eu tô falando é que você também é o que você faz com isso. Como você lidou com isso. Como você... Outro dia eu tava ouvindo um podcast, mais precisamente ontem, que eu quero fazer um episódio inteiro sobre esse podcast. Que é da Camila Frender, minha amiga incrível. Ela tava com outro amigo incrível meu, o Bookster. E eles estavam com uma terceira pessoa que eu quero muito ser amiga depois de ouvir esse podcast, que é...

A Socorro Ascioli, que escreveu Cabeça de Santo. E mais um livro agora que eu esqueci. Mas eu lembro muito do Cabeça de Santo, porque eu sei que virou o livro favorito da minha melhor amiga. E ela falou muito desse livro pra mim. E eu quero muito ler. Mas enfim, falando tudo isso, porque a Socorro contou que ela teve uma história muito difícil. Tipo assim, que ela nem fala tanto dessa história, mas que a história dela é muito difícil em relação à família imediata dela, né? Que é alerta de gatilhos.

Vamos lá? A mãe dela faleceu numa clínica psiquiátrica e o pai dela cometeu suicídio. Isso tudo quando ela era criança. E ela é uma pessoa extremamente alegre, extremamente criativa, extremamente positiva. E ela fala nesse episódio como o jeito que os pais dela viveram ou faleceram.

teve um impacto direto em como ela se relaciona com alegria. E ela fala assim, depois disso tudo que aconteceu, eu faço questão de ser alegre. Eu faço questão de ser espontânea, eu faço questão de ver leveza na vida. Esse ponto que eu tô dizendo, assim.

É claro que isso é muito difícil, muito raro, e ela é uma pessoa incrível por ter conseguido fazer isso, e não é sempre que a gente consegue tirar o melhor de todas as situações. Mas o que eu estou dizendo é que não existe um você sem interferência do externo, que eu acho que o que você é, é também como você reage ao externo, e o que você faz com o externo, e até onde você deixa o externo definir quem você é.

sabe? E quanto você se compreende a ponto de falar, não, isso aqui não, ou isso aqui sim. E tem uma outra coisa que é, tem aquela frase da Clarice que eu sempre falo, que é, eu sou eu, você é você, é vasto, vai durar, que é uma ideia também de que os outros te influenciarem, externo te influenciar, sejam seus amigos, família, etc, não é... E aí

Que nem no Big Brother, por exemplo, que a pessoa fica fazendo a cabeça uma da outra, etc. Que eles sempre falam, comedor do cérebro, uma coisa assim. Não é só nesse sentido, pode ser. Mas é isso, quando você tem uma compreensão muito grande de quem você é, isso fica mais difícil de acontecer com você, tipo, a pessoa te comer na ideia. Porque você consegue separar um pouco e entender o que faz sentido e o que não faz sentido, na maioria das vezes.

Mas também os outros podem te mostrar, na diferença, o que você é. E foi assim, por exemplo, que eu descobri que eu tive fibromialgia. Que eu tinha fibromialgia. Porque, convivendo com o Vitor, eu percebi...

que eu tinha dores constantes, na verdade ele percebeu que eu tinha dores constantes que ele não tinha. E isso foi se intensificando e ele me veio me falar, amor, não é normal você ter esse tanto de dor que você tem, você precisa investigar. Pra mim era normal, entendeu? Pra mim todo mundo tinha esse tanto de dor, pra mim era uma coisa que todo mundo sentia, porque na minha cabeça eu fazia associação de que todo mundo gosta de massagem, então todo mundo tem dor.

O que não é verdade. E aí eu fui descobrir que eu tinha essa condição. Chamada fibromialgia. Por conta dessa diferença minha com o Victor. Então talvez se ele não tivesse sido esse espelho. Na diferença. Eu não saberia disso até hoje. E o que eu quero dizer é que não tem como a gente saber quem a gente é.

Fora da interferência externa, porque a gente é ser humano, a gente não existe fora da interferência externa. Inclusive tem um experimento tenebroso, pavoroso, horroroso, antiético e horrível que deixaram o bebê longe de cuidados de qualquer outro ser humano. Não sei exatamente se era uma sala isolada ou em algum lugar. E o bebê faleceu, porque o ser humano depende de contato com outros humanos.

E aí contato, não tô falando só de contatos positivos, mas a gente também é o que a gente faz com o que os outros trazem de negativo. A gente também é como a gente reage a isso e o que a gente constrói a partir disso. Correto? Cami perguntou, Ser quem a gente é de verdade às vezes significa decepcionar expectativas e pessoas. Como lidar com isso de um jeito saudável?

Gente, quem ouve o podcast muito vai agora revirar os olhos e falar essa menina, Lela Brandão, só fala a mesma coisa em todo episódio. Mas a real é que essa ideia, ela realmente dita muitas coisas da minha vida e por isso que ela volta em vários episódios, que é...

Ser autêntico, ser você mesma, né? E não ser o que é conveniente pro outro. É difícil, desagrada o outro e muito provavelmente gera uma reação que nem sempre a gente tá pronto pra lidar ou a gente tem.

segurança pra lidar no caso de, enfim, você tá em uma situação mais perigosa. Mas o que eu tô falando é, por exemplo, ah, finge que você tá num relacionamento em que você quer muito agradar o outro. Tem uma série que eu amava assistir, eu acho que ela deve ser totalmente politicamente incorreta. Mas eu assisti há muitos anos que se chama How I Met Your Mother, vocês já viram?

E aí eles têm uma teoria, um casal da série, um dos casais principais, que é a Lily e o Marshall, eles têm uma teoria das azeitonas. Que eles têm uma teoria de que o casal perfeito, uma das pessoas ama azeitonas e a outra odeia. Que aí sempre que...

E eu amo azeitona, minha boca tá enchendo de água. Porque aí você pede um... Eu não lembro se era exatamente isso, tá? Mas eu acho que a teoria era essa. Que aí você pede um prato, uma pessoa tira as azeitonas e dá pra outra. A pessoa que não gosta tira as azeitonas e dá pra outra que gosta. E aí eles são perfeitos um pro outro porque a Lily odeia azeitona e o Marshall adora.

E aí o Marshall começa a ficar muito desassossegado, porque isso é mentira. Ele detesta azeitona também. E aí ele não queria falar pra Lili que ele detestava azeitona, porque aí isso significaria que eles não são o casal perfeito. E aí, eventualmente, ele conta pra ela, morrendo de medo, e ele fala, desculpa, eu menti, mas eu fiquei com muito medo de perder. Se você achasse que a gente não é compatível, porque eu também detesto azeitona.

E aí ele fala, tá louco, velho, tudo bem, não tem problema, vamos odiar azeitonas juntos. Ou não sei se os dois gostavam de azeitona e eles iam dividir, eu não me lembro agora. Esse exemplo é obviamente irrelevante, mas quando você abre mão das expectativas do outro e toma coragem de realmente se revelar por quem você é, você abre espaço.

pra um amor muito mais seguro e muito mais preenchedor e muito mais nutritivo. Porque nesse momento que o Marshall fala que, na verdade, ele detesta azeitona, ele não precisa mais esconder nada. Ele se sente confortável pra ser ele mesmo, e ele, na cabeça dele, achava que a Lily gostava dele porque ele detestava azeitona. E isso é muito frágil.

Sente como isso é muito frágil? Primeiro porque é mentira. E segundo porque ele tem a ideia de que ela ama ele por conta de uma ideia. E aí quando ele desbanca essa ideia e mostra quem ele é, e ela fala, tudo bem, eu te amo mesmo assim. Olha que alívio, velho. Chega o ombro desce. De tanto conforto em pensar que você conseguiu se expor. E a pessoa falou, beleza, vamos nessa. Vamos nessa, estou dentro, estou ciente, quero continuar. Você se sente muito mais seguro e muito mais...

amada, pra falar a verdade. É um amor muito mais nutritivo e verdadeiro do que sustentar uma ideia que não representa quem você é. Vamos pra próxima. Gabriela perguntou Lela, como faço pra me tornar coerente em todas as minhas ações?

E eu falando que eu tenho necessidade de controle. Gabriela está querendo ser coerente em todas as ações dela. Gente, a gente é humano. A gente não é um avatar. A gente não é uma ideia. A gente não é uma caixa. Nós somos seres humanos. Seres humanos são complexos. São contraditórios por natureza. Isso faz parte de ser ser humano.

Porque a gente cria uma ideia de quem a gente quer ser, né? Ah, eu quero ser... Ah, vou dar o meu exemplo, tá? E vou trazer uma contradição minha que sempre é colocada em questão. Por incrível que pareça, tá?

Ah, eu quero ser a consciente, a não sei o que, a desenrolada, a que estuda, a que sabe, a que não sei o que, a que sabe conversar sobre tudo, e a que tem consciência social e política e etc. Beleza.

Essa é a ideia que eu tenho de mim, que eu quero ser e que as pessoas também esperam que eu seja. Mas eu sou humana, eu não sou essa ideia. Eu sou humana. A vida vai acontecendo, eu vou ter que ir sobrevivendo a esse evento canônico, que é a vida, com situações reais, em que eu preciso reagir na mesma hora. Então, assim, eu não tenho como acessar a ideia e perguntar.

Ó ideia, o que você faria nesse meu lugar? Tome seu tempo pra responder. Eu preciso responder, preciso reagir às coisas assim. Além disso, eu preciso sobreviver a essa vida que às vezes não é fácil. E, além de ser tudo isso, eu também amo as Kardashians.

Eu não concordo com tudo que elas fazem. Eu acho que várias coisas são super prejudiciais, horríveis, politicamente incorretas, péssimas. Mas eu tenho um deslumbramento por elas. Eu sei tudo sobre elas. Eu assisto as temporadas de The Kardashian. Isso me entretém horrores. Eu compro coisas das empresas delas. Tanto maquiagem da Kylie, coisa das Kims.

Várias coisas das Kardashians eu compro, eu consumo o conteúdo delas, porque eu fico fascinada. Tem algo que me fascina, que vai totalmente contra ao que eu acredito. Mas eu sou humana, então não é que eu sou ou isso ou aquilo, nós somos os dois. Eu sou os dois, pelo menos. Então, se cobrar de ser coerente em tudo que você faz, é se cobrar de ser algo que não é humano, que não tem como você ser. E aí você vai se frustrar consigo mesma e a sua autoestima vai ficar uma merda.

Então, eu acho que é uma ideia mais inteligente a gente aceitar que nós somos seres humanos incoerentes e que isso pode ser as camadas que podem te tornar interessante. Porque se você é uma coisa muito óbvia, para que a pessoa... qual é o interesse? Nossa, o que aconteceu aqui na gravação? Tem um pico de áudio aqui, espero que não tenha estourado.

Eu acho que é uma boa ideia a gente trabalhar em vida, tipo assim, um projeto de vida, aproximar a ideia de quem você quer ser com quem você é e se tornar coerente. Deixar coerente a prática com o seu discurso e unir essas coisas o mais próximo possível, sabendo que a vida acontece.

Você é humana e a gente tem que ser um pouco mais gentil. E também essa é uma questão muito feminina. Essa questão de se cobrar de ser extremamente coerente em tudo é uma preocupação muito feminina. E tem muito a ver com o que a gente é ensinada como mulher desde que a gente nasceu. Mas eu posso discorrer sobre isso em outro episódio. Tá? Por último...

Eu não acredito. Eu gravei tudo com o microfone. Ao contrário. Tava achando estranho mesmo que tava dando uns negócios. Gente, olha. Amiga do céu. Gente, infelizmente, eu... Acabei de perceber que eu tava com o microfone ao contrário. Na moral, véi. Não acredito que eu fiz isso. Monique perguntou. Dicas práticas. O manual de pequenas coisas pra fazer você voltar pra si? Tutorial, please.

Eu achei muito engraçada essa pergunta, porque, gente, é óbvio que eu não tenho um tutorial de como voltar para si. Se eu tivesse, você poderia me chamar de Deus ou de coach, e eu não sou nenhum dos dois. Mas vamos lá. Primeiro que eu achei bonita a pergunta que ela falou, como voltar para si. E eu sei que eu estou repetitiva sobre esse assunto, mas o que acontece é que o último capítulo do meu livro se chama Voltei para mim. E aí ele é toda uma jornada que desemboca em...

voltei pra mim. E eu sei que eu tô repetindo sobre livro, mas é porque, enfim, daqui a pouco vocês vão entender o porquê. Mas é óbvio, eu não tenho essa resposta, isso não é uma pergunta que tenha resposta, se alguém te oferecer uma resposta pra essa pergunta, desconfie dessa pessoa, mas eu vou falar o que funciona comigo, tá? E o que que é bem importante pra mim, pra que eu não sinta que eu tô...

me perdendo, sabe? Demais, tô indo um pouco longe demais de quem eu sou. A primeira coisa, e acho que isso é muito bom pra todo mundo, mas especificamente pra mim, que estou nessa posição de comunicadora, que tem uma comunidade que é incrível, e que me ama, e que...

me apoia e que é muito carinhosa comigo, é que no meu foro íntimo, tipo assim, nas minhas amizades mais próximas, nas minhas relações mais próximas, eu me cerco de pessoas que não falam sim pra tudo que eu penso.

não concordam com tudo que eu penso, que não me acham uma pessoa extremamente uau, não são pessoas que me colocam em pedestais, são pessoas que estão dispostas a discordar e discutir comigo quando for o caso, mas que também não detestam tudo que eu falo, ou que não tem interesse nenhum nas minhas ideias e nas coisas que eu falo.

Porque isso também pode te fazer murchar e se adaptar e se transformar em uma coisa que realmente não é você. Então eu tento ficar bem atenta com isso e ajustando as relações para isso. Eu tendo a deixar mais perto pessoas que têm esse equilíbrio entre se interessar pelo que eu estou falando, mas não me colocar num lugar de tipo, uau, nossa, sim, sim, sim, com certeza, concordo, concordo, perfeita, nunca errou. Primeira coisa que eu acho importante é isso. Segunda coisa é...

cultivar a sua curiosidade em relação a si mesma e ver para onde ela te leva. Se entender como uma pergunta que precisa ser reperguntada o tempo inteiro e tentar achar formas de responder essa pergunta. Tem gente que responde através de arte, tem gente que escreve, tem gente que faz terapia, tem gente que faz música, tem gente que conversa, tipo, através de uma conversa você tem essa sensação. Tem gente que através de leituras, através de...

coisas manuais, enfim, tem várias formas de você ir se respondendo nesse lugar, e eu acho que o que é essencial é você cultivar essa curiosidade em relação a si mesma, sem que isso vire um grande autocentramento do tipo, eu sou o centro do mundo, e tudo que eu faço é para descobrir quem eu sou. Também existe uma parada que é assim, quanto mais fundo você vai nessa pergunta, mais você vê a sua insignificância.

E às vezes você entende que você precisa mais se compreender em relação ao outro e ao externo, e que o externo às vezes é muito mais interessante do que o interno. E fazendo esse jogo, assim, de tipo assim, quem sou eu, quem é o outro, quem é o mundo, o que são as experiências internas, como elas me impactam. E eu acho isso interessantíssimo. E eu acho que isso dá pano pra manga pra uma vida inteira. E eu fico ansiosa pra viver a minha. Até a última gota. Me perguntando essa pergunta.

E o que eu acho muito importante para mim é construir relações realmente seguras onde eu não precise performar. Não que eu tenha expectativa de que todas as relações sejam isso, mas cultivar relações que sim sejam isso para que você tenha para onde voltar, para que você possa relaxar os ombros, tirar a máscara, respirar e botar o dedo no nariz.

E nas outras relações, você entender aonde que você consegue encurtar a distância de quem você é e quem você mostra que é. Porque isso, com os anos, tipo assim, eu sei que é uma agonia muito grande, especialmente pra quem é jovem, acho. Mas com os anos isso fica um pouco mais simples. Olha eu falando com 32 anos, como se eu fosse uma senhora. Mas eu sinto que com os anos isso fica um pouco mais simples, assim. Você fica um pouco mais tranquila em relação a...

exposição e vulnerabilidades, porque você acaba criando uma consciência um pouco maior de quem você é, e você não precisa provar tanto pro outro que você é uma coisa que você não é, sabe? É muito mais desejável você achar pessoas que se encaixam com quem você é, do que tentar ser uma coisa que a outra pessoa quer.

Então cultivar isso, cultivar a espontaneidade sempre que é possível e sempre que for possível dentro das relações. E você só vai conseguir fazer isso construindo relações em que você possa conversar sobre coisas que podem surgir, que podem não agradar o outro. E aí não são todas as relações que você vai conseguir fazer isso. E aí além disso, as outras coisas básicas, né? Escrever, escrita também é uma ferramenta muito boa. Terapia, conversas e silêncio. Coisinhas assim, básicas.

Vamos pro choro da semana? Meu choro da semana é que eu gravei metade desse episódio com o microfone ao contrário. Eu não acredito que eu fiz isso, véi. Sério.

Eu já tive que mover mundos e fundos pra conseguir gravar esse episódio. Cancelei meu treino. Aí tava super cansada. Pedi um café. Consegui ficar animada. Comecei a falar. Gravei com o microfone ao contrário. É mole. Me te falar, viu? Todo mundo quer ter esse microfoninho azul meu. Todo mundo pergunta. De onde é? De onde é? Ninguém sabe dos perrengues que é pra ter esse microfone azul. Que se você grava assim, você se lasca. Tem que ser assim. E aí as pessoas falam. Tira o microfone da frente da sua boca.

Se eu gravar assim, ó, com o microfone aqui, fora da minha boca, vocês não ouvem nada. Tem que ser assim, ó, bem na frentinha, porque é um microfone direcional, tá? E eu sou apegada emocionalmente a ele e na minha cabeça eu tenho que esse podcast só deu certo porque eu comecei a gravar com ele, então nem adianta alguém falar mas troca o microfone pra um melhor, não vou trocar. Não vou mexer em time que tá ganhando. É que hoje ele perdeu. Ele não perdeu, mas ele assim, deu uma escorregada. Mas essa é a minha superstição. Algum problema? Vou seguir com o meu microfone.

Minha obsessão atual, vocês já devem ter percebido qual que é, é o meu livro. Porque, dando um status pra vocês, eu entreguei o manuscrito final há algum tempinho, acho que um mês, mais ou menos. E agora a gente tá numa fase muito legal, que é, outras pessoas estão lendo, pessoas convidadas, pra fazer o blurb, que chama, que é, sabe quando você pega um livro e atrás tem aspas, tipo assim, de uma pessoa falando tá aí

A Lela falou sobre isso, isso e aquilo. Esse livro é incrível por conta disso. Sabe, quando tem essas aspas, chama blurb. Aí você convida pessoas para fazer o blurb. Então outras pessoas estão lendo, elas estão vindo falar comigo sobre o que elas acharam do livro. Então eu já estou, assim, super animada. E não só isso, tem uma pessoa também fazendo o prefácio, que acho que vocês vão gostar bastante, que vem antes do livro, né? E essa semana eu recebi o projeto gráfico do livro, que é a capa e como vai ser o miolo do livro.

E, gente, tá assim... Nossa, eu gravei minha reação. Eu vi junto com o Victor. A gente ficou passado. Tá muito lindo. Quem fez foi uma amiga minha que estudou comigo, que é uma profissional incrível, assim. Ela é designer. Ela que fez o logo da Lela Brandon Coe. Ela que fez as estampas de Tarsila, por exemplo. E de Frida, dos biquínis.

Ela é incrível, ela topou esse convite, a editora topou também ela e assim o resultado. Pensa uma pessoa desenhar a capa de um livro e assim, o que eu tenho, que eu ouço de outros autores, é que a capa do livro é um processo exaustivo, que você chega a ver 20, 30 capas de livro até chegar na capa que você quer. E a Tami, ela simplesmente fez a capa do livro em uma vez, tipo assim, da primeira vez, ela me mandou e eu falei, é isso, essa é a capa do meu livro.

E aí depois, assim, no mesmo documento ela apresentou várias opções de capa, mas a primeira que ela apresentou, que foi a que ela escolheu também, e a editora também gostou mais daquela, foi a final, que foi a primeira que ela tinha feito. E tá muito linda, tá exatamente o que o livro precisava. Eu não tinha uma ideia de como eu queria a capa, mas se eu tivesse uma ideia, seria essa.

a Thammy teve a ideia no meu lugar e foi maravilhoso, então eu tô completamente obcecada, eu fico imaginando ele nas livrarias, e aí eu recebi o arquivo que dá pra ver o mock-up dele, que é como se fossem fotos do livro na vida real, só que ele não existe na vida real, é um arquivo que você...

modifica e coloca a capa e tal. E é surreal, assim, gente. É um projeto que eu tô trabalhando há dois anos e meio já. E ver ele vindo pro mundo, né? Mesmo que só fotos fictícias dele é surreal. E ver as pessoas lendo e vindo falar comigo. Eu tô muito animada. Eu tava numa fase muito insegura.

E agora que as pessoas estão lendo, eu estou muito animada para vocês lerem também. E muito em breve eu venho aqui com novidades. Tá bom? Então tá bom. Então, se você gostou desse episódio, não esquece de avaliar de repente o podcast com cinco estrelas, faz tempo que eu não peço isso, compartilhar o podcast. Compartilhar o podcast para mim é o mais importante, gente. Primeiro porque a gente piramida.

O gostosos também choram. E atinge novas gostosas e choronas que estão aí, assim, perdidas, sem pertencer à nossa comunidade. A gente precisa alcançar elas. E às vezes elas estão seguindo vocês. Então, compartilhar o episódio é muito importante, sem falar que ele sobe nos rankings do Spotify.

E acaba divulgando para ainda mais pessoas. Então isso é muito importante. Avaliar. Deixe os comentários que eu amo ler. Se você quiser me seguir lá nas redes sociais. É arroba lela.brandão. Ou na minha marca de roupas confortáveis. Na lelabrandão.co Que é arroba lelabrandão.co Ou www.lelabrandão.co Vocês têm desconto com o cupom. Gostosa e chorona. Amanhã desse episódio. A gente tem um lançamento icônico. Uma collab icônica.

Ao que tudo indica. Eu não gosto nunca de falar isso. Porque pode mudar a data. Então pode ser que tenha uma collab icônica. Com uma página que eu sei que vocês amam. Amanhã. Ou não. Nunca se sabe o que pode acontecer no futuro. Então vai lá no site. E confere. Ou então nas redes sociais. E confere se a collab saiu. Se sair eu sei que vocês vão amar. E não esquece de entrar no nosso grupo do zap. Tá bom? Nos vemos na semana que vem. Um beijo. E tchau.

Gente, se você ficou até o final do episódio e você faz parte do seleto grupo das mulheres incríveis que ficam até o final do episódio, que são as mais mais, que são as maiorais, que são, assim, o topo da pirâmide do meu coração, comenta aí com um emoji de microfone. Ô lasqueira, viu? Hoje esse microfone me deixou baixo astral, vai deixar a Calu mais baixo astral ainda quando ela ver.

Desculpa, Calu. Beijo pra você, viu, minha amiga? Nossa, desculpa ter feito isso. Tô péssima. Tá vendo como gostosos também erram? Enfim, minha gente. Se você ouviu até o final, comenta aí com emoji de microfoninho. Ou aqui, ou lá no corte que eu vou subir lá no Instagram. Tá bom? É isso. Nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau. Tchau.

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