Episódios de gostosas também choram

você ta vivendo ou sobrevivendo?

07 de julho de 202649min
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sabe quando a vida adulta parece só sobrevivência? então, nesse episódio eu falo sobre a pergunta que mudou minha relação com a rotina: como seria esse momento, se ele fosse delicioso? e reflito sobre como pequenas escolhas de prazer, presença e cuidado podem transformar o automático em algo mais bonito de viver.

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Participantes neste episódio1
L

Lela Brandão

HostInfluenciadora
Assuntos7
  • Viver o hoje intensamenteTransformando rotina · Pequenas escolhas de prazer · Presença e autocuidado
  • Experiências de vida e superaçãoConceito de savoring · Oposto de sobreviver · Ampliar momentos prazerosos · Tamara Klink
  • A importância de viver bemAutomação da vida adulta · Priorizar o prazer · Gerenciamento de sobrecarga
  • A Mentira do YOLO e a Busca por PrazerAutocuidado e humanidade · Evitar a queima da engrenagem · Diretora do próprio filme
  • Banho de skincare DoveDove Sabonetes Sérum · Ingredientes de skincare facial · Rotina de autocuidado corporal
  • Obsessão Atual: Luigi's MansionVideogame Luigi's Mansion · Presente de Dia dos Namorados · Remasterização de jogo
  • Angústia no coraçãoExperiência de quase morte · Medo e desespero
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LBLela Brandão

Oiê! Se a sua vida fosse um filme hoje, qual seria o mood desse filme? Seria uma coisa meio arrastada, meio automática? Como que seriam as cenas? Seriam meio cinzas, meio sem graça, meio repetitivas, ou tá mais para um filme de drama, suspense? Responde aqui nos comentários antes de eu continuar, porque eu tenho uma pergunta. Agora que você já conseguiu imaginar o filme da sua vida, O que que a gente pode fazer aqui hoje neste episódio para deixar esse filme mais bonito, mais delicioso, mais prazeroso?

Para inserir cenas deliciosas. Sabe aquela cena que você olha e fala, nossa, que delícia de cena? Tipo o começo do filme Amélie Poulain, que tem todas as coisas mais sensoriais, deliciosas, que você assiste se deliciando mesmo. Um tempo atrás, eu acredito que eu até já contei essa história aqui há algum tempo no podcast, quando eu ainda trabalhava com arquitetura, teve um dia que eu precisava ir numa loja de ferragens, que é, para mim significava a atividade mais chata que eu poderia fazer naquele dia, era ir numa loja de ferragens.

Para quem não sabe o que que é loja de ferragens, pensa na sua casa, tudo que tem metal, tipo assim, maçaneta, fechadura, torneira, coisas chatas, que para mim eram chatas. E aí eu tava trabalhando com um cliente, eu tava fazendo um layout de um cabeleireiro e eu precisava ir nessa loja de ferragens. Eu tava reclamando para uma amiga, Mariana, que ai, saco, tem que ir nessa loja de ferragens hoje e tal. E aí ela me fez uma pergunta que mudou a minha vida inteira.

Isso faz mais de 10 anos e essa pergunta ainda norteia a minha vida, ainda ecoa na minha cabeça e ainda segue transformando a minha vida, que é: como seria esse momento se ele fosse delicioso? Como seria esse momento se ele fosse divertido? Como seria esse momento se ele fosse prazeroso? Como seria ir na loja de ferragens deliciosamente? E hoje, meu povo, estamos em ótima companhia, porque quem puxou esse assunto com a gente foi ninguém menos do que— rufem os tambores— Dove Sabonetes.

Serum. E vamos combinar que Dove arrasou na escolha da melhor comunidade do Brasil para falar sobre viver deliciosamente. Fala sério, quem melhor do que a gente para refletir por uma hora ininterrupta sobre como deixar a vida adulta mais deliciosa? E aí você vai me perguntar, mas o que que Dove Sabonete Sérum tem a ver com essa história? E eu te respondo: você já ouviu a palavra do banho de skincare? Porque banho de skincare é hashtag banho Dove.

A nova linha Dove Sabonete Sérum revolucionou o cuidado corporal, trazendo ingredientes reconhecidos do skincare facial diretamente para o banho, como ácido hialurônico, niacinamida, ácido salicílico, vitamina C e retinol. Ou seja, aquela rotina de cuidado com a pele que a gente geralmente associa ao rosto agora pode começar no banho. Com os novos Dove Sabonete Sérum, trazendo para o corpo ativos e essa atenção toda que ele também merece, transformando o banho num momento delicioso de autocuidado.

E tem para todo tipo de necessidade: hidratação intensa com Intense Hydration, pele uniforme com o Uniform Skin, brilho radiante com o Radiant Glow, firmeza com Skin Firming, e o meu favorito atual, que é o Acne Control, porque eu tenho problema de acne nas costas especificamente, e eu fiquei muito feliz com este produto aqui que tem uma fórmula avançada com ácido salicílico que reduz e previne acnes e cravos. Tem 3% de sérum acne control com ácido salicílico, e o cheiro, gente, delicioso, do jeitinho que Dove sempre faz, né?

E viu a linha Dove sabonete sérum? Foi desenvolvida em parceria com dermatologistas e é clinicamente testada. Eu vou deixar um link na descrição do episódio para você conhecer a nova linha Dove Sabonete Sérum, porque se a gente vai falar sobre como transformar um momento comum em um momento delicioso, nada mais justo do que começar por um banho verdadeiramente delicioso. Então valeu demais, Dove Sabonete Sérum, por puxar essa conversa.

Vamos lá, gente! Vocês lembram no episódio que eu fiz no ano passado que se chama Como Viver Deliciosamente? Eu fiz ele despretensiosamente e ele acabou virando um dos preferidos de vocês, um hit da nossa comunidade. A quantidade de stories que eu recebi me marcando das pessoas tomando um cafezinho, lendo um livrinho, lendo no metrô, sabe, romantizando a vida de um jeito que transforma um momento comum em um momento delicioso, foi e continua sendo até hoje.

As pessoas me marcam, tipo, vivendo deliciosamente, e me marcam. Eu criei ele depois de ler aquele livro, Mulheres Vivendo Deliciosamente, da Florence Given. E a gente começou uma revolução de como transformar uma vida comum em deliciosa. E aí recentemente eu retomei essa reflexão porque a minha vida está uma loucura, né, minha gente? Apesar de eu ter escrito e falado tanto sobre o descanso e equilíbrio das coisas, eventualmente quando você tá com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, a vida fica sobrecarregada, fica uma loucura.

E aí não tem jeito, gente, não vai dar para parar, né? E se não vai dar para parar, então é melhor a gente começar a construir uma rotina que não precise que a gente pare para que a gente viva deliciosamente, que a delícia de viver esteja costurada nos dias e pequenos momentos da nossa vida, assim como descanso, assim como autocuidado. Então, como a gente sabe que por enquanto não vai dar para viver no rancho, que é o meu grande sonho.

Não vai dar para acordar e ver as vaquinhas e alimentar as galinhas e passar um cafezinho e assistir o sol nascer e fazer as coisas com calma. Por enquanto, nessa fase da minha vida, não sei na vida de vocês, comenta aí, não vai dar para reduzir o ritmo de trabalho que eu preciso. Tem, ainda tem muita coisa para fazer. E também ainda não vai dar para se aposentar, né? Temos um longo caminho pela frente, eu acho. A não ser que tenham divas que já estão perto da aposentadoria escutando.

Comenta aí como é que vocês estão se sentindo aí do outro lado. Como não vai dar para fazer isso Por enquanto, vamos então ser muito transgressoras e muito corajosas e criar uma vida deliciosa agora. Em vez de esperar daqui a 50 anos, a gente vai criar uma vida deliciosa agora. E não é tudo que vai ser possível de ser delicioso, óbvio, né? A vida adulta também é um grande como é que eu vim parar aqui, como é que eu tenho todas essas responsabilidades e todos esses problemas que acaba saindo do bueiro para resolver todos ao mesmo tempo.

Sendo que eu só tenho 6 anos. Aí você vai ver se você tem 35. Então é óbvio que exaustão, sobrecarga, falta de suporte, coisas assim, a gente não vai conseguir romantizar. Mas dentro do possível, o que que é que a gente pode mudar na nossa rotina? Com a primeira pergunta que a gente vai fazer, que é: como eu posso ser feliz nestas condições? Às vezes você vai descobrir que nestas condições não vai dar para ser feliz. Aí você vai ter que mudar algumas coisas mais estruturais por aí.

Mas nestas condições, como é que a gente vai poder ser feliz? Porque recentemente eu tava respondendo algumas entrevistas sobre o meu livro, e aí uma repórter perguntou: nossa, você escreve bastante sobre descanso no livro, e eu tô vendo que você tem vários projetos, que você tá sempre trabalhando. Eu saí também com a Maqui e a Carol, falei recentemente delas inclusive, e a Maqui falou: nossa, você trabalha muito, né? Eu só não acho que você trabalha tanto porque você fica offline de sábado.

Ela falou uma coisa assim. E é justamente isso, assim, eu tive que olhar para esse período da minha vida que foi o lançamento de Vertigem, meu livro que já está à venda, e entender que ele é uma coisa a mais do que as coisas que eu já faço, que não são poucas, que é o podcast, a marca de roupas, minha vida como influenciadora e todo o resto que a gente coloca numa caixa de tipo assim vida e trabalho, como se a vida não desse trabalho, né?

Cuidar da minha família, dos meus afetos, dos meus cachorros, sabe? Dedicar tempo aos meus amigos, tudo isso também exige uma energia que a gente tem que contabilizar. E de mim também, né? Assim, fazer a manutenção do meu corpo, com exercício, terapia, etc. Então tudo isso exige muita energia. E aí eu tive que fazer um trabalho no momento que eu vi que a onda tava crescendo e eu precisava surfar a onda e não ser engolida por ela.

Tem até uma frase do Matuei que ele fala: ou você cresce com ela ou ela te mata. Aí eu vi essa situação acontecendo, ou eu crescia com essa onda que tava surgindo ou eu ia ser afogada, soterrada por essa onda. E aí eu olhei junto com a minha equipe Olhei para o jeito que tava a agenda e eu pensei duas coisas. Primeira coisa, eu vou precisar ter limites muito claros e muito estabelecidos e muito inegociáveis. Então assim, eu vou treinar 3 vezes por semana, eu vou fazer terapia, eu vou fazer minha fisioterapia, eu vou ficar offline no sábado, eu vou tipo assim, eu não trabalho todos os dias à noite.

Ter esses limites muito, eu preciso acordar com calma. Várias coisas que eu tenho privilégio de impor na minha rotina porque eu sou dona dos meus projetos, né? Então eu tenho essa flexibilidade, uma certa flexibilidade, porque eu tenho bastante coisa para, bastante gente para atender, desde equipe até cliente. Então a primeira coisa foi estabelecer limites muito claros que eu consigo estabelecer e que são inegociáveis para mim.

E a outra coisa é quando eu começo uma semana e eu vejo que a semana tá Tá, tipo assim, coisa atrás de coisa e muitas coisas diferentes, muito sobrecarregada. Eu olho para minha equipe e falo: como é que a gente pode fazer isso ser delicioso sabendo que tem o fator sobrecarga que a gente não vai ter como mudar agora? Porque a gente vai passar por momentos assim na vida, gente, não tem jeito. Desde que você entenda que é um momento, que é uma fase, não normalizar isso para vida inteira.

Eu sabia que quando eu tivesse esse momento na minha carreira, que é o lançamento do livro, e o meio do ano, que geralmente é bem caótico, eu ia ficar sobrecarregada. E assim, diante das coisas que eu quero, dos meus sonhos, objetivos, essa sobrecarga passageira é algo que eu escolho. E para mim tá barato, sabe? Não é algo que eu quero me soterrar a longo prazo, mas é uma fase que eu tô disposta a passar por conta desses meus sonhos e objetivos, com a clareza de que é só uma fase e o compromisso de que é só uma fase.

Fase. E aí é o que eu disse, né, spoiler, vai ter coisa que não vai ser deliciosa. Eu tô tendo que fazer um monte de coisa que eu não gosto, que eu não quero, mas tem que ir, né, fia? Contrato. Sabe aquele meme? Tem que ir, né, fia? Acho que essa é a frase que eu mais falo ultimamente: tem que ir, né, fia? Contrato. E aí, até uns anos atrás, eu via a agenda sobrecarregada, ou eu via as coisas se amontoando, e eu ficava: meu Deus, como eu vou sobreviver a isso?

E hoje eu troquei essa frase e eu queria deixar muito claro que eu sei que eu tô num lugar muito de privilégio de conseguir fazer isso, né? Porque tem gente que não vai conseguir. Tipo assim, a realidade das pessoas— existem realidades onde você não consegue ter controle sobre a sua sobrecarga. Eu, no caso, consigo porque eu literalmente sou— estou à frente de todos os projetos que me sobrecarregam. Então eu tenho um certo controle, não total controle, um certo controle.

Então comecei a trocar essa pergunta de como eu vou sobreviver a isso para como eu posso expandir isso até ficar bom. Como eu posso trapacear? Como eu posso olhar para todos esses afazeres e compromissos super sérios e adultos, como eu posso trapacear e deixar a Lelinha brincar um pouco? Como eu posso deixar isso delicioso? E aí eu percebi algumas coisas. A primeira coisa que eu percebi é que muitas vezes a gente acaba normalizando coisas na nossa rotina e coloca como mais uma coisa que você tem que fazer.

E às vezes é preciso do olhar de outra pessoa para você lembrar que, tipo, não é que eu tenho que fazer isso, eu tenho que fazer isso, mas eu também posso fazer isso. Tipo assim, olha só, eu posso fazer isso. E eu lembrei de uma vez quando eu trabalhava ainda com arte em parede, que eu tava saindo da faculdade muito cansada. Eu ainda tava estudando, né, arquitetura. E aí eu tava saindo da faculdade muito cansada porque eu tinha virado a noite fazendo projeto.

E aí no dia seguinte eu apresentei o projeto e tive várias entregas, etc. Então tava muito cansada. E eu tava saindo, eu ia almoçar muito rapidinho e eu ia para casa de um cliente para fazer uma parede, porque na época eu desenhava em paredes. E aí eu tava almoçando e aí eu comentei com uma amiga minha da época assim, ela perguntou, ah, o que que você vai fazer hoje à tarde? Quer ficar para fazer projeto, alguma coisa assim? Eu falei, ah, não vai dar, amiga, eu tenho uma parede para fazer.

Ela me olhou com brilho nos olhos, falou, gente, eu acho isso a coisa mais cool que alguém pode falar para mim. Eu tenho uma parede para fazer, você vai numa na casa de uma pessoa, desenhar na parede dela, e esse é seu trabalho? Tipo assim, isso é muito legal. E eu já fazia isso há tantos anos que eu tinha esquecido como era legal que eu fazia isso, sabe? E hoje eu vejo a mesma coisa assim. Às vezes eu falo, ai, puta, hoje eu tenho que gravar um vídeo para não sei o quê.

E o olhar das minhas amigas que trabalham tipo CLT é tipo assim, meu Deus, como que é isso gravar o vídeo, sabe? Tipo, faz parte da sua rotina você chegar e gravar um vídeo? Como que é o microfone? Você tem aquele microfoninho que gruda tal? Ou tipo, eu tenho que gravar um podcast, e o olhar da pessoa é: nossa, como é gravar um podcast? Como você tem as ideias? Sabe essa empolgação que a gente vai perdendo quando a gente faz a coisa por muito tempo?

E às vezes é só você dar um passo para trás e lembrar: nossa, olha isso, olha o que eu posso fazer. E eu sei que muita gente deve estar pensando assim: nossa, mas eu faço o que eu faço não porque eu quero fazer, e não tipo assim, se eu contar o meu trabalho para outra pessoa, ela vai falar: nossa, que bosta, sabe? Tipo, às vezes você sente que você tem um trabalho menos legal do mundo. Mas e o espaço entre os momentos? E o café que pode estar no caminho do seu trabalho, que você vai mais cedo para tomar um café delicioso?

Ou você sai no seu intervalo e vai tomar um café? E o livro que você tá lendo? E sei lá, o hobby? E o curso? E a pessoa com quem você tá conversando? E O que é que tem de delicioso que você pode expandir? Dá para entender o que eu tô falando? Qual é o detalhe delicioso no seu dia que você pode ou criar ou expandir, ou os dois, para que a sua vida se torne centralizada nas delícias? Porque é isso, gente, vai ter coisa chata, não tem jeito.

E tem gente que tem mais coisa chata do que eu, por exemplo, e do que outras. Mas vai ter coisa chata, imposto de renda, sabe, umas coisas assim chata. Fazer mercado quando você não quer. Mas aí, por exemplo, eu tenho uma amiga, Jo Bessa, que ama fazer mercado, e ela romantiza isso. Ela vai, ela grava, e ela ama ir no mercado específico. E eu detesto fazer, tipo assim, não detesto fazer mercado, mas às vezes eu tô cansada, não quero fazer mercado.

Mas aí eu sempre lembro da Jo e falo, vai com o olhar da Jo. Aí eu vou, aí eu vejo os morangos, aí eu cheiro as coisas, sabe? Tipo assim, Como você pode expandir, assim, esticar essa experiência até ela ser deliciosa? E aí eu tava pensando sobre isso quando eu me deparei com um conceito que se chama savoring. Ele foi criado por dois psicólogos que se chamam Fred Bryant e Joseph Farroth, que é savoring em inglês, é saborear. E eles falam sobre como você aplicar esse savoring, esse conceito na sua vida, de um jeito que ele seja oposto a como eu vou lidar com essa situação.

Em vez de como eu vou lidar com essa situação, é como eu vou ampliar essa situação até ela ser deliciosa. Como eu posso saborear essa situação? Sabe quando você entra no elevador? Sei lá, tô pegando uns momentos mais simples. Quando você entra no elevador, você pode ou esperar ele chegar até o térreo, ou você pode usar esse momento para fazer um exercício de respiração. Sei lá, tô falando uma coisa tosca, tá? Mas sei lá, a sua hora de dormir, ou você pode simplesmente ligar a TV e dormir, como eu faço vários dias, ou você pode colocar uma meia-luz, espirrar um cheirinho no ambiente, fazer um journal, ler um livro, sabe?

Ficar com seu cachorro. Às vezes é você entender o que que há para saborear neste momento, mesmo que a vida esteja em uma fase difícil. Às vezes é esse olhar direcionado para o sabor, que sabor, coisa mais hétero que já aconteceu nesse podcast, o sabor das coisas, para você conseguir desfrutar. Então é o oposto de sobreviver. Como eu vou sobreviver a isso? E sim, como eu posso desfrutar disso? Inclusive hoje mesmo eu tava vendo uma entrevista da Tamara Klink para o Marcelo Taz.

Tamara Klink, para quem não conhece, uma grandissíssima diva que faz coisas impressionantes. Uma delas é navegar sozinha, e ela ficou um tempão sozinha com um barco atracado no inverno, uma coisa louca. E aí o Marcelo Taz pergunta assim para ela: como é que você lida com o tédio? Posso até mandar esse vídeo, se eu achar, né? Não sei se eu vou achar, mas se eu achar esse vídeo eu mando lá no WhatsApp, no nosso canal do WhatsApp.

Você não conhece, né? Já falei mil vezes, mas tá na descrição do grupo. Aí ele pergunta: como que você lida com o tédio? Ela fala: desfrutando. Aí ele fica com uma cara assim. Ela fala: eu amo o tédio, é o tédio que dá espaço. Aí ela conta de uma história que assim, o tédio dá espaço para coisas novas, né? Assim, então por exemplo, nessa viagem que ela fez, ela levou um violão. Ela falou: sabia tocar violão? Não, mas eu ia descobrir como é que tocava.

E aí diante do tédio, ela pegou o violão e ficou horas e horas tocando violão. Desfrutando daquele tédio. Aí ela fala que, em oposição a isso, quando ela tá muito cercada de informações na cidade, de pessoas e tal, às vezes ela até se tranca no banheiro para conseguir organizar os pensamentos. Então é muito sobre como você olha as situações também, né? E aí, de novo, não romantizando ao extremo, mas tentando dar uma ferramenta, que é essa pergunta de como eu posso tornar isso delicioso, que pode impactar no jeito que você encara a vida.

Porque o cérebro, ele tem uma predisposição de ter um espaço maior destinado à percepção de emoções negativas. Ou seja, a gente já vem de fábrica com uma atenção maior para o que é negativo, porque isso vem da Idade da Pedra, né, que a gente precisava sobreviver. E aí era muito mais importante da gente prestar atenção no medo, na ansiedade, para sobreviver, porque poderia vir um tigre, um urso, uma avalanche, uma coisa assim que é realmente perigoso.

Então, para sobrevivência, é muito mais importante a gente prestar atenção nas coisas negativas do que as positivas. Mas como eu sempre digo, sobreviver não é ser feliz. Não é prioridade de ninguém que você seja feliz. A única pessoa que vai conseguir colocar isso como prioridade é você. A prioridade do cérebro, dos sistemas, de tudo, é sobrevivência no máximo. E eu tô numa jornada há alguns anos, eu não sei se vocês perceberam, mas eu tô numa jornada há alguns anos de me tornar uma pessoa menos negativa e baixo astral e pessimista, e conseguir me tornar uma pessoa mais leve e não otimista, mas menos reclamona.

Inspirada em duas pessoas, na verdade em várias pessoas, mas as pessoas que têm me inspirado recentemente são duas pessoas. Primeira pessoa é um personagem que eu não vou lembrar o nome dele, mas eu tava assistindo The Circle na Netflix, que é um reality show que as pessoas, enfim, se falam por um chat. E aí tinha um cara em específico que ele era uma luz, sabe, uma leveza, tudo. Ele via o melhor nas pessoas e ele acreditava as pessoas eram super do bem, sabe?

Mas não de um jeito nocivo. As pessoas, mesmo quando elas estavam fazendo alguma coisa que ele via que não eram tão legais, ele entendia aquilo como tipo, tá, mas aquilo é da pessoa, sabe? Enfim, uma pessoa muito leve, não inocente, mas no sentido de não se deixar pesar pelas coisas difíceis que a vida tem. E depois, num determinado momento, ele conta a história dele Que geralmente a gente tem essa associação de que as pessoas leves, felizes, alegres, otimistas são pessoas que nunca passaram por nada muito difícil e tal.

E eu tenho percebido que é meio o contrário, não sei por quê, mas um dia eu vou descobrir. Mas ele conta a história dele, é uma história muito difícil, uma história super complexa. E aí quando ele conta a história dele, você descobre que é uma história super difícil, cheia de capítulos difíceis e tal. E outra pessoa que também me deu essa mesma sensação foi a Socorro Ascioli. Eu comentei que eu escutei um episódio dela no É Nóia Minha, da Camila Frender, com o Bookster, que ela conta a história dela, que é uma história super difícil.

Tipo assim, ela perdeu os dois pais super nova, assumiu várias responsabilidades e tal. E eu fiquei muito surpresa porque ela, durante a entrevista, ela se mostrou uma pessoa muito leve, bem-humorada, engraçada, que vê as coisas boas das experiências. E aí ela conta que ser assim é um compromisso e uma resistência. Então eu tenho pensado muito nisso assim, de como a gente pode, sabendo que as coisas estão aí para nos engolir, né, que tudo contribui para que a nossa jornada seja difícil, e algumas pessoas mais difíceis do que outras, como que a gente pode resistir e falar que, né, Fernanda, Torres no, no ainda estou aqui.

Nós vamos sorrir, sabe? Como que a gente pode fazer? Nós vamos sorrir diante de coisas difíceis e rotinas que não foram desenhadas para ser as rotinas mais deliciosas do mundo. Como que a gente pode resistir e saborear os momentos e ampliar, esticar essa rotina para que caibam momentos mais deliciosos? E esse savoring fala disso, né, esse conceito, porque ele vem a partir da ideia de que o cérebro já vem de fábrica priorizando emoções negativas, né, priorizando a atenção para emoções negativas por conta da sobrevivência.

Mas a boa notícia é que nós temos também uma coisa chamada córtex pré-frontal, que é uma área do cérebro que, entre outras coisas, faz da gente capaz de tomar decisões. Então a gente não tá sujeito ao condicionamento do cérebro. Claro, né, que não estou falando de pessoas neurodivergentes e neuro atípicas que precisam sim de uma ajuda psiquiátrica, psicológica. E eu também acho que todo mundo tem que fazer terapia. Não todo mundo, né?

Mas eu, para todo mundo da minha vida, eu recomendo terapia. Não sei para você, aí você vai ter que ver se cabe aí na sua vida. Mas eu faço terapia há 10 anos e acho que não, não tancaria a vida sem isso. Mas como a gente tem o nosso córtex pré-frontal e a gente é capaz de tomar decisões, a gente pode decidir que a gente vai vir de fábrica com essa predisposição a ampliar as emoções negativas e o pessimismo, etc., mas a gente pode decidir que a gente não quer seguir isso e aí tentar construir a nossa cabeça para um outro caminho.

E a clareza que eu tive nesses últimos anos, e principalmente nesses últimos tempos, diante dessa sobrecarga que eu tô passando, é que parece que tudo vai te empurrar para fazer as coisas no automático. E o automático é sobrevivência, o automático é normal ou ruim. Delicioso geralmente não vai cair no seu colo, geralmente vai vir normal ou ruim. E isso porque a gente vive para maximizar resultados. Então o que importa não é tanto o percurso, e sim o resultado que aquele percurso vai dar, né?

Aonde que a gente vai chegar? Desde, sei lá, na academia, em vez de como eu posso tornar academia deliciosa, a gente pensa como eu vou ser bombada mais rápido no trabalho. Como eu vou fazer isso deliciosamente? Não, como eu vou entregar esse resultado melhor e mais rápido? Tudo é isso, melhor e mais rápido, melhor e mais rápido. Mas pera aí, nesse melhor e mais rápido, melhor e mais rápido, olha como você vai sendo engolido, tá vendo?

Você vai sendo engolida pela rapidez, pela velocidade, pela priorização só do resultado. Mas it's the climb, my friends, como diz Miley Cyrus. Não é sobre a vista que você vê de cima da montanha. It's the climb, é a escalada, não é o ponto final da estrada que você vai, é o percurso da estrada. É na estrada você vê o pôr do sol, você vê as vaquinhas, você vê as paisagens, você colocar a música, você abrir a janela, sentir o vento.

This is savoring, isso é saborear. Não é tipo, ah, eu preciso ir daqui até ali, aí ponto inicial e ponto final. Mas e o caminho? Como é que a gente pode tornar esse caminho delicioso? Isso exige planejamento, gente. Por incrível que pareça, isso exige planejamento. Vou dar o exemplo da minha agenda. Quando eu vi, por exemplo, que a semana passada ia ser uma semana totalmente cheia, totalmente saturada, totalmente cheia de coisas e dias que eu ia ter que trabalhar extra, eu parei comigo mesma e com a minha equipe e falei: como que eu vou fazer isso ser delicioso?

E na agenda, na minha agenda, Google Agenda, eu comecei: aqui eu vou colocar um espaço para ir tomar um café superfaturado, aqui eu vou treinar e eu vou deixar mais tempo para eu fazer cardio enquanto eu assisto uma série, hoje eu vou comprar um livro porque eu quero começar a ler esse livro e eu vou me comprometer a ler uma parte dele todos os dias para que eu sinta— inclusive é um livro da Socorro Accioli. Que eu tô lenta até aqui.

Oração para desaparecer, tá combinando comigo inclusive. Eu tava doida para ler esse livro e eu sabia que semana passada ia ser uma semana muito voltada para trabalho. Então como que eu posso voltar um pouco para mim? Aí eu pensei, ah, eu tava querendo ler esse livro da Socorro. Aí eu já comprei o livro, peguei ele e falei, eu vou junto com essa sobrecarga, eu vou me comprometer a também dedicar minha energia a coisas que eu amo, tipo livro.

E aí eu comecei a ler o livro. Ah, aqui eu vou, em vez de colocar uma pausa para almoço, eu vou chamar uma amiga para almoçar comigo, mesmo que seja durante esse mini tempo que eu tenho. Aí almocei com a minha amiga. Sabe como que você pode fazer esse quebra-cabeça para ser delicioso? Às vezes são coisas tão simples e você nem percebe o quanto que você internalizou essa pressa a ponto de simplesmente nem considerar que o prazer pode ser uma prioridade na sua rotina.

Sabe? Outro dia mesmo eu me vi saindo da academia correndo, tipo assim, correndo, gente. Eu tava saindo e eu treino depois do trabalho, então teoricamente depois da academia eu não tenho nenhuma tarefa. Eu saí da academia, já saí, eu tinha feito musculação, aí eu fui fazer cardio, aí eu já desci do cardio, já fui descendo rápido assim a escada. Eu falei, gente, o que que eu tô fazendo da minha vida? Aí eu parei, olhei, percebi o que que eu tava fazendo, pensei, o que que eu tenho para fazer hoje?

Tomar banho, jantar, fazer o que eu quiser e dormir. Aí eu peguei, respirei fundo, voltei e fui para aquelas barras que tem na parede, botei uma playlist que eu amo, que eu tô viciada. Depois eu posso até compartilhar com vocês, que é uma playlist que eu uso para alongamento, basicamente. E aí eu fui naquelas barras e comecei a me alongar, e fiquei um tempão me alongando sem pressa. Tipo assim, eu tava com pressa do quê, fia? Tá louca?

Vai chegar em casa que eu tenho filhos, né? O Vitor já tava aqui com os cachorro, então eu tava com pressa do quê? Aí eu fui lá, me alonguei, fiquei comigo um pouco respirando, aí desci, tem uma cantina na minha academia, aí fui lá. Sempre eu passo reto, tava um cheirinho de pão de queijo, eu passei lá, tava com cheiro de pão de queijo, parei, comi um pão de queijo, peguei uma Coca, aí eu voltei para casa, voltei em outra condição mental.

Então percebe como a gente vai internalizando essa pressa de um jeito que o prazer vai ficando para trás, você vai sendo engolido e você vai virando uma engrenagem. Olha aqui esse movimento, ó. De virar, você vai virando uma engrenagem que roda cada vez mais rápido, mais rápido, mais rápido, até a hora que acontece o quê com uma engrenagem que roda rápido, rápido, rápido, sem parar para não passar um óleo, fazer uma manutenção?

Queima, né, gente? Queima. E eu não quero queimar não, tô fora, já queimei, não quero, não quero para esse caminho não. E aí eu vou te dar um conselho, que é o que eu comecei a desenvolver, comecei a fazer nesse ano, que é Seja a guardiã, se enxergue como a guardiã do seu próprio prazer, sabendo que ninguém vai priorizar o prazer, muito menos o prazer feminino, na sua rotina, na sua vida. Ninguém vai priorizar sua felicidade. Pode até ser que alguém priorize, sei lá, uma parceira, um parceiro, uma amiga, um amigo, mas não dá para contar com isso.

Você não vai ficar esperando outra pessoa falar assim: olha, pode, pode sentir sua vida ser uma delícia agora, ó, eu vou te dar um espaço para você viver deliciosamente. Minha filha, você vai ter que ser essa guardiã do seu próprio prazer. E aí, por consequência, ao ser guardiã do próprio prazer, ao se comprometer em saborear o que pode ser saboreado na sua vida, você vira uma guardiã da sua própria humanidade, para você não virar essa engrenagem que roda, roda, roda e no final queima.

Então hoje mesmo eu vou te convidar a fazer esse exercício de se enxergar como diretora do seu próprio filme. Lembra o filme que a gente falou no começo do episódio? Se enxergue como a diretora do seu próprio filme e se pergunte: como eu posso fazer com que ele se pareça mais com as cenas iniciais de Amélie Poulain? Se você nunca viu Amélie Poulain, veja, um grande clássico do cinema. E aí no começo tem aquela cena deliciosa. Nossa, quando eu penso na palavra deliciosa, eu penso naquela cena dela enfiando a mão naquele negócio, sabe?

Ou colocando as framboesas nos dedinhos. Enfim, esse olhar de encarar o mundo como uma brincadeira. Que pode ser deliciosa. Vou dar um exemplo na sua rotina que você pode fazer inclusive hoje, que é o banho, né? Já que estamos falando de Dove, sabonete, sérum, o banho é uma coisa que teoricamente a gente tem que fazer todo dia, né? Se você, principalmente se você é brasileira, gente, não sei se vocês sabem, mas a gente tem uma fama de que é muito limpinha e toma muito banho.

E é verdade, a gente ama um banho, mas é muito fácil do banho ser mais uma coisa que você tem que fazer. E eu vejo que quando eu tô cansada, às vezes eu fico adiando, adiando, adiando tomando banho. E aí, na hora que eu falo, ai, tá bom, vou tomar banho, na hora que eu entro no banho, eu chego, eu não quero mais sair dele, porque é um momento que pode ser tão delicioso. É o momento que você pode cantar. Eu gosto de água na temperatura de cozinhar legumes, né?

Boto o chuveiro no mais quente possível. Aí você passa aquele Dove sabonete sérum, sabe? Que aí, ao mesmo tempo que o cheiro é delicioso, sensorial é delicioso, você ainda tá cuidando. Então é o momento de você cuidar de si mesma, do seu corpo, E também da delícia que é ser você. Aí você se enxagou inteiro, e aí você toma aquele banho premium. Aí eu gosto também, quando eu tô muito precisando desse momento da água, eu acho que a água também tem essa coisa, né, gente, de— não sei se vocês sentem isso, mas acho que a água tem uma coisa de organizar, sabe, de deixar para trás as coisas e organizar.

Sei, parece que quando eu tomo banho, parece que que eu arrumei uma gaveta, sabe? O meu banheiro tem duas lâmpadas, dá para você acender uma ou outra. Aí eu deixo só uma acesa, que fica uma meia luz assim. E de repente, menina, você foi tomar banho, como é que é uma coisa que você pode, você faz todo dia, espero eu, e de repente virou um grande, uma grande meditação, um grande momento de autocuidado, um grande momento delicioso da sua rotina, que você pode simplesmente fechar a porta, ligar a água mergulhar nesse momento delicioso junto com Dove Sabonete Sérum e se reconectar com você mesma.

Inclusive tem até um trecho do meu livro que eu conto sobre como o banho é, é um, às vezes é o único momento que a gente encontra com silêncio, né? Eu quero morrer quando eu fico sabendo que tem gente que toma banho com celular dentro do banho. Inclusive meu amigo Boxer, ele faz FaceTime com a família dele de dentro do banho. Vê se eu mereço uma coisa dessa. Tem gente que fala que ouve o podcast dentro do banho. Se você tiver ouvindo podcast dentro do banho, pode parar, que o banho é um lugar de reconexão com você mesma.

Às vezes é o único momento da sua rotina que você vai encontrar um pouquinho de silêncio, e eu quero que você tenha um compromisso com esse silêncio, com esse momento do banho. Porque inclusive, logo no primeiro, na primeira parte do meu livro, eu falo sobre como é importante esse momento do silêncio. E aí eu dou esse exemplo do banho e eu falo da relação dele com a palavra eureka. Se você já leu o livro, você sabe do que eu tô falando.

Tá vendo como às vezes os momentos deliciosos só estão escondidos? Você precisa só prestar atenção nele, que o que você presta atenção cresce. Então, se você prestar atenção nos momentos que podem ser deliciosos, eles crescem, ampliam, se esticam até serem deliciosos. E quando o foco da experiência, em vez de ser o ponto final, o ponto de destino, mas é a própria experiência, O resultado, gente, muitas vezes vem naturalmente. Você não precisa ficar se dando para chegar no resultado.

Muitas vezes o resultado das melhores coisas vem quando você relaxa. Já falamos disso, né, de como Marina Sena fala sobre relaxar no mundo. Foi o último Gostoso na Escuta, se você quiser ouvir sobre como viver confortavelmente. Não era isso, né, como estar confortável em si. E não só os resultados vêm de uma forma muito mais natural, mas também de uma forma muito satisfatória, que você pode olhar para trás e falar assim: Igual Elvis Presley, que ele fala: eu fiz todo esse monte de coisa e o melhor é que eu fiz do meu jeito.

I did it my way. Se vocês não ouviram essa música, é bem legal a letra. Escutem. Eu não sei nada do Elvis, tá? Ele pode ser podre, nem tô sabendo, mas essa música é bem fofa. E tudo que eu tô dizendo pode parecer muito superficial. Ai, nossa, Laila, tô preocupadíssima em viver deliciosamente. Eu aqui tô cheia de boleto para pagar, cheia de problema para resolver, cheia de coisa na cabeça. Eu sei, mas o que eu tenho para te dizer é que sempre vai ter um monte de problema, sempre vai ter coisas, principalmente quando você é adulto, passa dos 20 anos, minha filha, é só ladeira abaixo.

E sabendo que vai ser meio que sempre assim, com altos e baixos, claro, né, coisas mais graves, coisas mais tranquilas, sabendo que essa talvez seja uma condição humana, que é resolver problema, se você somar essa consciência com a consciência de que a somatória de pequenos momentos deliciosos. Não precisa ser tipo assim, nossa, hoje o dia inteiro eu vou precisar transformar ele numa delícia. Não, meu dia hoje, gente, foi o ó.

A delícia tá sendo aqui falar com vocês. Tomei um café antes de começar a gravar, isso foi delicioso. Almocei uma coisa que eu gostava, isso foi delicioso. E acabando aqui eu vou tomar um banho com sabonete sério, que vai ser delicioso também. Então a somatória de pequenos momentinhos deliciosos faz com que a sua rotina, no montante final, se transforme numa rotina deliciosa. E eu sou a prova viva disso, porque eu comecei a priorizar essas coisas desde o último fundo do poço que eu frequentei.

E não quer dizer que esses pequenos momentos vão sustentar uma coisa, uma fase difícil, vão ser suficientes para você atravessar uma fase difícil. Mas eu digo que deixa as coisas mais leves. Pelo menos é o que eu tenho feito na minha vida. E a última coisa que eu queria falar sobre esse assunto, uma coisa que eu venho pensando desde que eu fui num aniversário de uma criança e eu assisti um show de mágica. E o mágico era um dos pais de uma das crianças que tava lá, e ele tava ali fazendo a mágica e tal.

E eu fiquei pensando, nossa, é muito maluco isso, né? Que tipo assim, quando eu lembro de eu indo em festa de criança e vendo mágico e ficando muito deslumbrada, tipo assim, nossa, como que ele fez isso? Como que saiu essa pomba? Na época podia, né, sair pomba. Como é que saiu essa pomba dessa cartola? Como é que ele fez isso? Como é que ele adivinhou a minha carta? E eu acho que crescer também é você entender que o mágico da sua própria vida Precisa ser você.

Então você precisa, em um determinado passar, né, fazer a passagem de ser uma criança que olha a mágica acontecendo sem entender como ela acontece e se deslumbra e acha tudo maravilhoso e acha tudo uma delícia e não tem explicação para aquilo que ela tá vendo. Você passa disso para ser a própria pessoa que cria a mágica A própria pessoa que faz a mágica acontecer, que sabe os truques, que coloca a carta ali para você tirar e ver que você tirou a carta certa, que a pessoa fala.

Então você sabe o que que tem por trás da arquitetura da mágica, mas você também é a criança que tá assistindo. Então você também tem que ter e desenvolver, não é ter, é desenvolver a capacidade de sentir a mágica mesmo sabendo como ela é feita. Que é quando a gente é criança, acho que é muito, muito mais frequente que os adultos, as experiências, as escolas, as coisas, elas criem, né, os momentos para gente. Então você vai numa festa, a decoração quem fez não foi uma criança, não foi você criança, foi alguém, né, seus pais, seus responsáveis, ou a escola tal.

Quando você vai dançar uma quadrilha, por exemplo, agora que tem a igreja do lado de casa, tem saindo quadrilha, você vai dançar uma quadrilha, aí você chega, a coreografia, tipo assim, o professor ou a pessoa que tá ensinando já tem a coreografia, a música já tá feita. E aí você só vive aquela delícia, né, da experiência. E quando você é adulto, você tem que fazer a experiência. Se ninguém criar a coreografia da tua quadrilha, meu filho, minha filha, quadrilha não vai sair.

Você vai ter que criar essa coreografia, mas você também vai ter que dançar essa coreografia. Você vai ter que desenvolver a capacidade de dançar essa coreografia e se maravilhar da mesma forma que você se maravilhava quando era criança, mesmo que você saiba quais são os para você ter feito, tá? Então vamos para o Choro da Semana, gente. Choro da Semana é o quadro do episódio onde eu conto alguma esperança, alguma experiência humilhante que eu passei.

E hoje, minha gente, eu quase fui de camiseta de saudades logo antes desse episódio. Tô até com gastrite até agora, gente. Chorei a beça, que foi o seguinte: eu desci para pegar um negócio lá no térreo do meu prédio, eu tava distraída no elevador, tal, subindo de volta, quando de repente apaga a luz do elevador e ele dá uma despencada comigo dentro. Ele deu uma despencada, aí ligou a luz de volta, aí ele parou. Ele não deu um tranco, ele foi parando eventualmente.

Só que o mostrador do, de que fala que andar que você tá, ficou dois tracinhos. Eu não sabia que andar que eu tava. E assim, ele foi descendo, descendo, descendo até o cafundó do mundo. Eu não sabia onde que eu tava, que andar que eu tava. Foi descendo, descendo Aí apareceu que tava no último subsolo do meu prédio. Aí eu comecei a clicar para abrir a porta, não abria a porta. Aí tem um sininho, tipo assim, um sininho de emergência, né, que fica no elevador.

Eu tocava, não tocava sininho de emergência nenhum. Aí eu pensei assim, bom, pelo menos eu estou no último subsolo, não tem como esse elevador despencar mais, né? Porque deu uma despencada, eu já falei, meu Deus do céu, chegou minha hora! Aí ele parou, eu falei, ai meu Deus, sobrevivi dessa vez, não foi, não chegou minha hora ainda. Aí ele foi descendo, descendo, descendo, foi para o último subsolo. Eu falei, bom, pelo menos estou no último subsolo, daqui eu não passo.

Aí, minha filha, aí ele começou a subir e ele começou a subir. O mostrador não falava em que andar que eu tava, menina. Eu liguei para o Vitor para me despedir. Eu liguei para o Vitor me tremendo, falando assim, amor, desculpa te ligar agora, é que eu tô no elevador, ele acabou de despencar e agora ele subiu de novo. Eu acho que ele vai despencar de novo, então só queria dizer que eu te amo. Chorando assim. Ele, meu Deus, o que que tá acontecendo?

Vou ligar para administração. Ligou para administração do prédio, porque, gente, que loucura! Aí ele chegou no meu andar e parou e não abria a porta, não abria a porta. Aí eu falei, eu, bom, amor, eu tô aqui no nosso andar, não tá abrindo a porta, eu não sei o que tá acontecendo, a luz tá piscando. E eu já comecei a ficar desesperada. Aí eu não sei quanto que isso durou, gente, mas pareceu que durou, sei lá, umas 2 horas. Deve ter durado 1 minuto.

E aí, de repente, abriu a porta. Na hora que abriu a porta, eu pensei assim, meu Deus, se eu colocar meu pé para fora desse elevador e o elevador cair de novo, eu vou ser cortada no meio por esse elevador. Aí eu não sabia se eu saía, se eu entrava, se eu saía, se eu entrava. Eu falei para o Vitor, será que eu saio? Será que eu fico? Será que eu saio? Ele, mano, por quê? Eu falei, porque se o elevador despencar de novo enquanto eu tiver aqui no meio entre o elevador e o hall de entrada, ele vai me esmagar e eu vou ser cortada em 2 aqui.

Aí ele, amor do céu, coitado do Vitor, gente, como é que ele não morreu do coração hoje? Aí ele fez, vai, amor, vou contar até 3, você vai. 3, 2, 1. Aí eu dei um pulo para dentro e o elevador não despencou, ele continuou ali. Mas eu entrei na minha casa, gente, começava a chorar, eu ficava, amor, eu tô muito assustada, nossa, eu achei que eu tinha chegado a minha hora, eu achei que eu não ia te ver nunca mais. Eu ficava muito mal.

E essa, essa história de como eu quase fui de camiseta de saudades hoje. Antes do episódio. Gostaram, meninas? Vamos para obsessão atual. Ô minha gente, recentemente teve Dia dos Namorados e eu ganhei o melhor presente que eu poderia ganhar do Vitor. Um fato sobre mim é que eu não ligo nem um pouco, nunca liguei isso, sempre foi uma coisa característica minha, se o presente é caro ou barato. O que é importante para mim é se ele é um presente para mim.

Tipo assim, pode ser uma balinha. Tanto que eu já contei que um dos, um presente que eu amei ganhar foi, teve uma época que uma amiga minha sempre tava no carro comigo e ela via que eu não tinha onde apoiar o celular para ver o GPS. Eu sempre apoiava meio atrapalhada, nunca tinha, deixava no colo e ficava meio atrapalhada com isso. E aí um dia ela chegou para mim com suporte de celular Tipo uns negócios que você compra nessas lojas assim de rua, sabe?

Um suporte de celular que você encaixava assim no ar-condicionado do carro para segurar o celular. Eu, gente, olha esse presente, faz o quê, uns 15 anos, sei lá, uns 12, 13 anos que eu ganhei esse presente, e eu ainda lembro como um dos presentes mais legais que eu já ganhei, porque é uma pessoa que olhou, observou o que que eu tava precisando e comprou um negócio e me deu. Enfim, então eu gosto muito de quando o presente é vem de uma observação da pessoa, tipo, realmente prestar atenção no que eu quero e no que eu tô precisando e no que que faria sentido na minha vida.

E o que aconteceu foi que durante a pandemia, eu não sou muito de jogar videogame, mas o Vitor comprou para ele um jogo que chama Luigi's Mansion. Eu já devo ter falado sobre esse jogo de tanto que eu fiquei obcecada nele, mas é um jogo muito maravilhoso, que é a história basicamente do Luigi, que é o irmão do Mario. Sabe o Mario, aquele que te comeu? Desculpa, desculpa, gente. O Mario do Super Mario, Mario, Mario da Nintendo.

Então ele tem um irmão chamado Luigi. Aí começou tonta, gente, a 5ª série. Ele tem um irmão chamado Luigi, e aí a história é que o Luigi entra Tem vários. Esse Luigi's Mansion que eu joguei era o 3 ou 4, não tenho certeza, mas cada jogo, cada versão do jogo é uma história. A história que eu joguei naquela época era um hotel mal-assombrado que os personagens, né, o Mario, a Peach, o Toad, todos esses personagens do personagem do mundo do Mario foram meio que abduzidos por fantasmas e o Luigi tinha que andar por andar do hotel para vencer os chefes, assim, os chefões, né, de cada andar, e recuperar os amigos dele que foram raptados.

E eu fiquei obcecada nesse jogo, gente. Nossa Senhora, como eu amei jogar esse jogo! Eu entrei num estado de flow nesse jogo. Eu só queria— eu passei dias, sabe, quando você espera chegar em casa para poder jogar o jogo? Enfim, foi o jogo mais legal que eu já joguei. Depois o Vitor ficou tentando me recomendar outros jogos, nenhum era tão legal quanto esse Luigi's Mansion. E eu fiquei na expectativa de sair o novo Luigi's Mansion.

Então eles falaram que ia sair em 2024, não saiu. Aí falaram que ia sair em 2025, não saiu. Aí falaram que ia sair em 2026, não saiu. E aí sabe o que que o Vitor achou para mim? Ele achou, como é que eu vou explicar, o Luigi's Mansion 2, só que alguém pegou esse jogo que era tipo assim super com uma resolução super podre, sabe, que era do Game Cube. Eu nem tenho GameCube, né? Eu jogo no Nintendo DS do Vitor. Aí pegou esse negócio do GameCube e ele remasterizou, como se fosse, sabe, pegou e deixou em HD.

E o Vitor achou isso, velho! Olha isso, como que ele achou isso? Eu não sei, ele deve ter ido até o cafundó da internet para achar esse diabo desse jogo, que é de 2007, 2008, alguma coisa assim, que a pessoa pegou e remasterizou, deixou em HD. E fez para ser compatível com o videogame do Vitor. E agora, minha gente, eu estou jogando Luigi's Mansion, estou vivendo meu sonho, estou completamente obcecada. Eu só, eu fico esperando até algum momento.

Outro dia, outro dia a gente jantou, eu falei, ai, vou jogar um pouco de Luigi's Mansion. Aí eu fiquei lá jogando na sala, aí fui jogando, fui jogando, tipo, fui jogando, aí fui começando a ver meu olho pesado assim. Quando eu vou ver, minha gente, era um dia de semana, era 1:30 da manhã. Eu fiquei horas jogando aquele negócio, nem percebi. Então a minha obsessão atual não tinha como ser diferente. Luigi's Mansion humilha todos os videogames.

Estou completamente obcecada e feliz com esse presente que eu ganhei de Dia do Namorado, que foi um dos melhores presentes que eu já ganhei. Tá bom, minha gente, então tá bom. Então chegamos até o fim do episódio. Espero que vocês tenham gostado. Se você não me segue nas redes sociais, me segue lá, é @lela.brandão em todas as redes sociais. A minha marca de roupa se chama Lela Brandão Você pode encontrar as roupas confortáveis para mulheres que eu crio em www.leilabrandão.co.

Você tem desconto com o cupom gostosa e chorona. Meu livro Vertigem já está nas melhores livrarias do Brasil e o link também para comprar também tá aqui na descrição do episódio. E é isso, meu povo, nos vemos! Ah, entra no nosso grupo do Zap, né? Não esquece de entrar. Todas as referências do episódio e novidades e coisinhas bestas eu também Mando por lá e nos vemos na semana que vem, pode ser? Então tá bom, então beijo e tchau!

Você ficou até o final do episódio de novo, né, minha diva? Ah, eu conheço você, você não perde nenhum final de episódio. Posso contar uma curiosidade? Sabe por que que eu comecei a fazer isso do final do episódio? Vocês já assistiram filmes da Marvel? Daqueles super-heróis, eu acho que é da Marvel, é da DC, não sei, mas um desses dois filmes tem cenas pós-créditos. E aí você, eu achava o máximo que você assistia o filme, aí passava os créditos, aí todo mundo achava que tinha acabado, aí você via 3 gato pingado que ficava assim, ó, sentado no cinema olhando para tela esperando, porque sabia que ia vir o pós-crédito.

E aí tinha uma cena extra que era tipo um spoiler de um, ainda é, né, ainda existe isso, que é tipo um spoiler de um filme que vai vir ou de alguma nova treta que vai acontecer naquele universo e tal. E eu sempre amei isso. Aí eu pensei, como é que eu posso colocar isso no meu podcast? E aí eu fiz isso. Gostaram? E aí, se você ficou até o final do episódio e ouviu toda essa baboseira que eu acabei de falar e faz parte do clube das mais mais, do grupo da seleto, o seleto grupo das divas incríveis, maravilhosas, lacradoras, cante e icônicas que ficam até o final do episódio, e tem essa cena pós-crédito, por favor comente com o emoji.

Pode ser o emoji de cogumelo para eu saber que você fica, que você faz parte do Clube das Mais Mais. Comenta aqui no Spotify ou lá nos cortes que eu posto lá. Ai, gente, tô postando um monte de coisa sobre o episódio lá no meu Instagram, se vocês não viram. Mas tô com vários formatos, tem animação feita pela Bia Daga, tenho um postzinho agora que é estático com as legendas, com alguma frase que eu falei que a Aline que tá fazendo, que é uma diva que tá trabalhando comigo agora.

Tem os cortes que a Calu faz, que eu também tô colocando junto com vários GIFs e coisas assim. Tem várias coisas sobre os episódios que eu posto lá. Então, se você não tá me seguindo no Instagram, por favor, hein, não me deixa na mão assim. Mas comenta lá também com emoji de cogumelo em homenagem ao Toad, que é um personagem do Mario que eu adoro, que eu acabei de salvar em Luigi's Mansion. Ok, meu povo, agora sim. Então, ok, nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau!

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