como ficar mais confortável em si?
como é que a gente relaxa em si mesmo? como perder a vergonha e bancar quem se é? tem jeito de se aceitar radicalmente a ponto de ficar confortável em situações tensas? essas e outras perguntas no episódio de gostosa na escuta de hoje :)
✿
O novo Dove Sérum Corporal Glicólico ajuda a prevenir pelos encravados e uniformiza a textura da pele. Pra uma pele lisinha, vai de Dove 🤍
✿
Meu livro, Vertigem, já ta em pré venda aqui: https://amzn.to/4uS5hvr
✿
se quiser me acompanhar no insta é @lela.brandao
no tiktok é@lela.brandao
se quiser ver minha marca de roupas confortáveis é @lelabrandao.co
o site é www.lelabrandao.co
link do nosso grupo do whatsapp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaepZM54IBh7qBq21q3o
- Confiança em si mesmoPerder a vergonha e bancar quem se é · Aceitação radical em situações tensas · Impacto da preocupação com a opinião alheia · Conexão humana e felicidade · O medo de errar e a imagem pessoal · A importância de pedir ajuda ao errar · A percepção de que as pessoas estão torcendo por você · A desimportância pessoal como alívio
- Fama e Exposicao PublicaExperiência do TEDx e o erro público · Diferença entre lidar com o erro de forma isolada ou com apoio · O preço de se expressar e estar sujeito ao erro · A ilusão de que o erro define a pessoa
- Autoconhecimento e Relações ConscientesTrocar a ideia de ser o centro do mundo pela desimportância · Perguntar 'o que eu quero do mundo?' em vez de 'o que o mundo quer de mim?' · Focar na experiência em vez da performance · Aprender com o mundo através da curiosidade
- Uso de roupas confortáveis em viagensImpacto do desconforto físico e mental das roupas · Fibromialgia e sensibilidade a tecidos · Roupas confortáveis para pessoas no espectro autista · A importância de roupas que não tiram o espaço mental
- Timidez e superaçãoAssumir a própria personalidade (ser falante ou tímido) · A importância de ouvir e não interromper · Encontrar o círculo social certo · Colocar-se como coadjuvante em interações sociais · A curiosidade como ferramenta de interação
- Posicionamento para MudançaSomatização de emoções não expressas · A prioridade de falar sobre o conforto físico · Deixar o conforto social de lado para se posicionar
- Dermatologia e Cuidados PeleDificuldade em aprender maquiagem com fontes não profissionais · Aprender sobre produtos, pincéis e técnicas de maquiagem · A importância de não guardar maquiagem no banheiro · Dove Sérum Corporal Glicólico para prevenir pelos encravados
- Coleção de inverno Lela Brandão Co.Adaptação do inverno brasileiro com camadas versáteis · Peças icônicas como blusa de dedinho e jaqueta bomber · Novidades como short saia plissado e calça ajustável em xadrez
Oie! Como é que a gente pode relaxar no mundo? Recentemente, no episódio que eu fiz sobre o estado de flow, não confundir com o podcast Flow, tá, com todo respeito, o estado de flow, eu falei sobre a Marina Sena numa entrevista que ela deu para Érica Hilton, em que ela fala sobre estar relaxada no mundo. E aí eu fiquei muito com isso na cabeça porque isso tem tudo a ver com o meu lema de vida, que é também um slogan da minha marca de roupas confortáveis, que é: uma mulher confortável em si é uma revolução.
E eu percebi nessas últimas semanas o quanto é notável quando uma pessoa tá confortável em si, relaxada no mundo, em oposição a quando a pessoa tá tensa e preocupada demais com o que os outros estão pensando, e como isso atrapalha tanto a experiência da pessoa na vida quanto as conexões que ela pode fazer ao longo do caminho. E também a percepção que as pessoas têm sobre ela, porque ironicamente, quanto mais você se preocupa com o que as pessoas acham de você, pior fica a sua imagem para elas, porque dá para sentir, dá para sentir como se fosse um aroma no ar, dá para sentir quando a pessoa está extremamente preocupada com o que você acha dela.
E quando uma pessoa está muito preocupada em performar alguma coisa, em fazer você gostar dela, eu acho que instintivamente, eu pelo menos sinto isso, não sei vocês que escutam esse podcast, Mas eu instintivamente fico com uma pulga atrás da orelha, tipo, eu acho que eu tô me relacionando com o que a pessoa quer que eu me relacione, não com ela. Eu acho que eu tô conhecendo o que ela acha que eu vou gostar e não exatamente ela.
E aí fica difícil de você se conectar. E sabemos, neste podcast já estamos carecas de saber, apesar da grande maioria que ouve esse podcast não ser calvo, que conexão é um dos fatores que vai decidir a qualidade das suas conexões na vida, não só conexões próximas, mas das conexões que você faz ao longo da vida vão definir a sua felicidade, o grau de felicidade que você vai ter na sua vida. Sabemos disso com base em um estudo de Harvard que eu já citei incansavelmente, que se chama Uma Boa Vida, feito por dois médicos que fizeram uma pesquisa sobre felicidade humana.
E o principal fator de felicidade, um dos principais, é a qualidade das suas conexões. Isso me lembrou, vou abrir um pequeno parênteses, um vídeo, vou mandar lá no nosso grupo do WhatsApp, que o link sempre fica aqui na descrição, um vídeo de um senhor que eu achei tão fofo, que uma pessoa pergunta assim: se você pudesse dar um conselho, qual conselho você daria? E ele fala algo do tipo: dê oi para as pessoas, sabe? Era um conselho bem simples assim, dê oi para as pessoas, porque quando você dá oi para as pessoas, você se abre para a vida, né?
Você se abre para a história das outras pessoas. E você nunca perde em estar aberto para as outras pessoas, tendo consciência de quem você é. Enfim, ele fala uma coisa bem fofa, e aí no final do vídeo alguém passa, ele dá oi assim instintivamente, é bem fofo. Então nem lembro o que que eu tava falando desse senhor, é que ele me veio à cabeça. Dito tudo isso e o grande interesse que surgiu da nossa comunidade de Gostosas e Choronas sobre o tema estar relaxada no corpo também, no mundo, eu pensei da gente fazer um Gostosa na Escuta que é um tradicional episódio para você que tá caindo de paraquedas aqui no Gostosos Também Choram.
É um episódio que eu faço mensalmente de perguntas e respostas em torno de um tema que interessou a nossa comunidade. Então eu recolhi as perguntas de vocês lá no nosso grupo do WhatsApp, já citado anteriormente, e eu vou responder algumas delas, algumas representantes de perguntas, porque teve mais de 700 perguntas e eu selecionei perguntas que apareceram recorrentemente. Para eu, a gente se aprofundar nesse tema. Vamos lá, viu, gente?
Mais notícias para quem não aguenta mais ouvir minha voz, e boas notícias para as gostosas e choronas que acham que um episódio só por semana não é suficiente. Nessa semana a gente vai ter um episódio extra nessa quinta-feira, que vai ser inteiro para falar sobre vertigem. Vai ser um episódio ao vivo gravado no teatro e com a participação de pessoas muito especiais que são da nossa comunidade. Então espero vocês quinta-feira, já bota aí o alarme para vocês não esquecerem.
O episódio vai estar disponível tanto aqui no Spotify quanto no YouTube, que a grande novidade agora, o Gostosos Também Choram também vai para o YouTube, e vai ser disponibilizado aqui no Spotify às 5:03 da manhã, lá no YouTube provavelmente também, tá bom? Então até amanhã. Tainara perguntou: como se sentir confortável errando e sabendo que muitas pessoas viram o seu erro? A sensação de indigestão e ficar revivendo o erro me tira totalmente do meu conforto.
Juntei essa pergunta de Tainara com outra pergunta de uma pessoa anônima falando: Ai, Lela, eu tenho um problema sério de me ver errando, sabe? Queria muito ir na academia, mas não consigo. Chego na porta e travo. Medo do que vão pensar, medo de me acharem burra. Queria pensar menos, ficar mais confortável comigo e com os meus pensamentos, e só E este medo, e eu achei bom que isso apareceu nesse tema do confortável em si, esse medo muitas vezes é o que trava a gente de ser a gente mesmo.
E eu não queria que você vivesse a sua vida sendo outra pessoa além de você mesmo. E eu digo isso porque eu tenho 32 anos, eu acredito que quanto mais o tempo passar daqui para frente, mais, se tudo der certo, mais eu mesma eu vou ser. Eu quero chegar no nível Rita ali no fim da vida de ser tão ela mesma que simplesmente ela poderia falar qualquer coisa que você fala. Isso é extremamente, uma coisa extremamente Rita Leeds falar, né?
Mas aos meus 32 anos, se eu voltar 10 casas e for lá para os meus 20 e poucos anos, eu vejo o quanto realmente não se entregar para quem você é e não ser absolutamente você fielmente você no mundo pode deixar sua vida muito menos deliciosa. Dito isso, o medo de errar é o que trava a gente, né? Porque todo mundo erra, sabemos disso, somos humanos. Inclusive, como eu já disse, até o chat LGBT erra. Por que a gente não iria errar?
Mas para a gente é muito difícil ser visto errando, porque parece que vai definir a gente como pessoa e a gente não vai ter a chance de recuperar essa imagem. Quando a pessoa te ver errando, vai ficar na cabeça da pessoa que você é uma pessoa que erra, o que é uma grande ilusão, né? Se você perdeu o episódio em que eu conto, que acho que foi a semana passada inclusive, em que eu conto a minha experiência do TEDx, eu conto sobre como errar na frente de outras pessoas foi uma experiência extremamente transformadora, positiva para mim.
E como o jeito que você lida com o erro é muito definitivo, define muito o que você vai tirar das experiências. Por exemplo, ontem eu tava almoçando com uma amiga minha que fez uma coisa parecida com o que eu fiz, de uma palestra em público com um ensaio prévio, e ela teve o mesmo problema que eu. Para quem não ouviu o problema, eu durante o ensaio dessa apresentação super importante que foi o TEDx Eu não consegui fazer o meu texto porque eu tenho muita dificuldade de decorar textos, então eu errei tudo, eu não consegui concluir, me deu branco a cada parágrafo que eu falava, me dava branco.
Realmente não consegui, fui vista errando por várias pessoas que eu admiro muito profissionalmente. E ela também passou por isso em um outro momento, só que para ela isso foi um grande trauma, um grande trauma. E ela me contando ontem, eu vi a agonia dela, ela falou: eu nunca mais vou fazer uma palestra. "Porque eu não tenho condições de suportar passar por isso de novo." Porque ela fez o ensaio, não teve a mesma experiência que eu.
A minha experiência foi que eu usei esse erro inconscientemente para me conectar com as pessoas e pedir ajuda. E aí a gente juntos trabalhou no meu erro e conseguimos um resultado satisfatório, não ideal, mas satisfatório. E eu consegui atravessar aquela experiência com muita conexão com as pessoas que estavam ali comigo. Ela não teve isso, ela viveu isso de uma forma isolada. Imagina, isso deve ter sido muito traumático para ela, como poderia ter sido traumático para mim se eu não tivesse abaixado, né, abaixado minha bola naquela hora e pedido ajuda.
Então eu também acho que não é sobre você não errar, porque se você começar a querer achar que você só vai ficar confortável em si mesma quando você não errar, minha filha, spoiler, você nunca vai ficar confortável em si mesma, porque se tudo der certo você vai errar uma porrada de vezes ainda na sua vida. Correto? E aí tem algumas coisas que me ajudaram nesse processo até eu chegar nesse lugar de errar ali naquele momento tão complexo para mim que foi o TEDx e ainda assim tirar uma situação positiva disso.
Lembremos que eu me exponho em público semanalmente, quando não diariamente, no meu Instagram. Então eu tô aberta a errar inúmeras vezes. Eu faço isso há mais de uma década e é óbvio que eu já falei coisas que eu me arrependo. Já fiz observações que eu mudei de ideia depois, já falei coisas que estavam erradas. E o preço de você se expressar também é errar. E não só se expressar, né? O preço de você fazer qualquer coisa na sua vida, seja tipo no trabalho, na vida, falando com outras pessoas, criando novas conexões, é você tá exposto a errar.
Esse é o preço. Você vai fazer o quê? Vai ficar trancado em casa sem fazer nada porque tá com medo de errar? Acho que se o preço de você viver é estar sujeito ao erro, tá barato demais. Se o preço é esse, tá barato. Mas algumas coisas me ajudaram nesse caminho. Uma das coisas foi algo que o Vitor me falou em uma das apresentações que eu fui fazer, que eu tava muito nervosa. E aí ele falou o seguinte: amor— Vitor é meu marido, para quem caiu de paraquedas aqui— ele falou: amor, lembra que isso não é um julgamento, as pessoas estão torcendo por você.
E essa é uma verdade. Depois que ele falou isso, eu percebi que essa é uma verdade que é muito constante na vida. Não é sempre que você— que as pessoas vão estar torcendo para você, mas isso no fundo não importa muito. Importa o jeito que você imagina que as pessoas estão te encarando. Se você sai de casa achando que você tá indo para um julgamento, claro, no caso, se você não tiver na prática indo para um julgamento, mas se você sai de casa todos os dias pensando que você tá indo para um julgamento, uma observação que eu queria falar é que muito provavelmente você tem esse olhar julgador sobre outras pessoas.
Desculpa falar isso com todo respeito, mas o que eu vejo é que quanto mais medo as pessoas têm de serem julgadas, geralmente são pessoas que julgam muito as outras pessoas, especialmente quando a gente fala de corpo, tá? Não ia entrar nesse assunto, mas assim, já perceberam que as pessoas que mais ficam criticando o corpo das outras são as pessoas que são mais inseguras quanto ao próprio corpo? Então muitas vezes esse seu medo de errar também é um pouco da percepção que você tem quando você vê alguém errando.
Porque, por exemplo, eu quando eu vejo alguém errando, é óbvio que quando eu era menor eu já tive momentos de falar tipo, nossa, que delícia ver alguém errando, sabe? Tipo assim, torcendo para pessoa errar, com as crueldades que a gente tem quando a gente é criança barra adolescente. Mas hoje em dia, quando eu vejo alguém errando meu automático é: "Ai, queria poder ajudar essa pessoa. Ai, agora ela vai aprender tal coisa." E tipo, sentir uma, não uma empatia, mas assim, ou um sentimento neutro de tipo: "Vai, vai dar certo, vai, continua," sabe, torcendo pela pessoa.
Ou um sentimento de: "Como eu posso ajudar essa pessoa?" E aí, na prática, às vezes ajudar essa pessoa. Se você tiver esse sentimento genuíno dentro de si, tipo, essa automaticamente, essa sensação dentro de si, o seu cérebro faz uma coisa, que eu não sei como é que funciona, que ele começa a achar que as outras pessoas também pensam dessa forma. E aí tanto faz se a pessoa tá torcendo para você errar ou torcendo para você acertar, porque o seu cérebro tá achando que tá todo mundo torcendo para você acertar.
E aí é muito mais fácil de você realmente acertar, porque você tá se imaginando com uma torcida em vez de pessoas tipo: "Tomara que você erre, se você errar você é uma merda", entendeu? É um ambiente hostil. Vocês já viram o que acontece com o arroz? Não tem um negócio com planta, na verdade, né, que tem aqueles experimentos que você fala coisas boas para uma planta e coisas ruins para uma planta, a planta morre. Cuidado! Então se imagine dessa forma, só que aí você tem o poder de criar quem são os figurantes da sua vida.
Se você pudesse colocar um roteiro ali, fazer o roteiro dos figurantes da sua vida, você ia fazer de qual jeito? Pense nisso antes de chegar em casa. As pessoas estão torcendo para mim, tá bom. E aí você começa a acreditar tão fielmente nisso Que quando aparece alguma coisa errada nesse sentido, por exemplo, quando você descobre que tem alguém torcendo pelo seu erro, é um estranhamento tão grande que você fala: gente, mas essa pessoa é muito esquisita, por que que ela tá fazendo isso, torcendo pelo meu erro?
Que loucura é essa? Pessoa deve ter sérios problemas. E aí você consegue separar e pensar: o problema não sou eu, não é eu errar, o problema é que essa pessoa é completamente doida e tá torcendo para eu errar. Essa pouca vida aí, tá com pouca vida para viver, vai ficar pensando no meu erro. E aí, falando em pouca vida, pegando o gancho aqui dessa diva que fala sobre medo de ir na academia por medo do que as pessoas vão pensar, tal, eu acho que a gente tem que lembrar que as pessoas têm vida, né?
Tipo assim, as pessoas estão preocupadas com os próprios problemas. Quando você vai na academia, independente de nessa academia aí que tem outras pessoas, ou sei lá, você tá fazendo algum exercício, você tá pensando no quê? Por exemplo, aqui você já tá falando que você tá pensando em si mesma. Né, quando você entra na academia, você tá com medo do que as outras pessoas pensam. Então você tá pensando no que as outras pessoas estão pensando de você.
Raramente alguém vai realmente estar pensando em você, e se pensar em você vai ser por um segundo. E quem é essa pessoa? Importa tanto quem são essas pessoas, sabe? Você quer impressionar essas pessoas da academia que você não sabe nem o nome, que você vai, você vai ver, sei lá, uma vez. Essas são as pessoas que você quer impressionar. E aí vamos pensar no pior cenário. Tá, vamos pensar que as pessoas vão olhar para você, vão falar: nossa, que burra, ela não sabe usar o aparelho Leg Press, sei lá, tipo assim, mano, essa pessoa não é estranhíssima?
Você não acha estranhíssimo que uma pessoa tire tempo da vida dela para pensar se você tá usando o Leg Press certo ou não? Aí tá, finge que essa pessoa falou: que burra, tá usando o Leg Press errado. Você acha que ela vai para casa dela e vai ficar pensando assim: nossa, e aquela menina do Leg Press? Realmente, essa menina horrorosa. 'Nossa, que essa mulher não vale nada, não sabe usar o Leg Press.' Você acha que a pessoa tá pensando na morte da bezerra?
Tá pensando no pai dela? Tá pensando na namorada dela? Tá pensando no trabalho dela? Tá pensando na agenda dela? O último pensamento que tem que vir na cabeça dessa pessoa é você, considerando que vocês nem se conhecem. Tipo assim, é uma fantasia tão longe. E aí eu acho importante destacar o quanto isso também não é a gente se colocar no centro do mundo. Isso é uma coisa que eu realmente tenho muito tatuado na minha alma, assim, não é uma coisa que eu tive que trabalhar, é uma coisa que veio de fábrica comigo, mas é uma coisa que me salva de várias situações, que é eu realmente vou para os lugares e tenho plena consciência da minha desimportância.
Eu tô ali e me coloco assim: quem sou eu? Tipo assim, na fila do pão, sabe? Eu estou aqui, as pessoas estão aqui, e cada um tá vivendo seu próprio dilema existencial. Eu sou só mais uma pessoa aqui. E isso é tão libertador, porque aí você sai dessa posição de centro das atenções que a gente imagina que a gente está e fica muito mais livre na vida, sabe? Se dá a devida desimportância. Dito isso, eu entendo que academia em específico, né, nessa pergunta, ela é um ambiente delicado porque tem a ver com o nosso corpo e etc.
E eu vou falar na prática como eu fiz, mas pra gente usar como metáfora depois, tá? Antes de eu entrar na academia que eu tô treinando agora, eu treinava numa outra academia que era, vamos ser sinceros, uó. A academia era bem legal, mas as pessoas da academia, uó. Eu já comentei isso aqui algumas vezes, as pessoas me paravam para falar que eu precisava emagrecer e eu nem sou uma mulher gorda, eu visto 44, tipo, não sou uma mulher magra, mas tipo assim, não sou uma mulher gorda.
Enfim, as pessoas eram uó. Não quero assustar vocês e não quero levar vocês a pensarem que isso é normal de acontecer na academia, porque eu acho que não é normal. Pelo menos na minha academia atual isso nunca aconteceu nem perto. Mas quando eu entrei nessa nova academia, tava bem assustada, né, porque as pessoas eram bem tipo imponentes assim, e eu tava sem treinar, sei lá, sem entrar numa academia, sei lá, 10 anos, uma coisa assim.
E aí eu falei, putz, esse ambiente, não tô me sentindo muito confortável aqui, mas eu quero vir aqui literalmente para me sentir confortável no meu corpo e construir força no meu corpo, que era o meu principal objetivo. O que eu posso fazer para atravessar esse momento? E aí o que que eu fiz? Grudei numa personal, menina. Fiz amizade com uma personal, grudei nela. E aí eu ia para academia, eu ia sempre no mesmo horário, ela tava por lá, e aí eu grudava nela.
E a gente, tipo assim, primeira coisa que eu fazia era procurar ela. Ela ficava de rodando pelos equipamentos, né? Às vezes tem uns, não sei se toda academia tem isso, mas essas duas que eu treinei sim, que tem uns personagens que ficam meio no salão, sabe? Que não estão só com um aluno. E aí eu ia, já dava oi para ela, não sei o quê, pedir uns conselhos, conversava. E às vezes ela me acompanhava no meu treino, às vezes eu só conversava com ela.
E aí pedia alguma orientação e já ia fazer o meu, botava fone e tal. Mas ter uma referência nesse começo, né, tipo, ao entrar na academia, isso facilita muito. Então pode ser uma amiga que pode ir com você na academia nesse começo, ou fazer amizade com algum personal, alguém que trabalha na academia, ou algum aluno que você simpatize por alguma, alguma aluna de preferência, né, que você simpatize por algum motivo. Mas ter um ponto de referência.
Ou, minha filha, mete o fone e vai. E vai primeiro no que você se sente seguro, tipo assim, esteira, não tem erro, né? Você vai lá e faz esteira. Então, tipo, às vezes começa pela esteira, faz 5 minutos, se ambienta e tira o nervosismo de você entrar no lugar. E aí você consegue pensar, tá, agora eu vou fazer isso, isso, isso. E aí você vai, vai caminhando assim pela vida, sabe? Isso vale para várias outras situações. E o último conselho é que, apesar de eu estar nessa fase muito mais tranquila em relação a quem eu sou e como eu me sinto perante as interações.
Muitas vezes, já aconteceu recentemente, eu sinto que eu compartilho demais. Eu me empolgo nas conversas e eu vou falando, falando, falando, aí quando eu vejo, eu tô falando os meus segredos para uma pessoa que eu nem conheço, sabe? Tipo assim, coisas profundas e pesadíssimas, tipo uma pessoa que eu nem conheço, como eu faço, por exemplo, semanalmente aqui nesse podcast. Mas de um lado um pouco mais pessoal, né, na vida real. Porque quando eu vejo que eu não tô sendo gravada, às vezes o meu cérebro fala: "Então vai, minha filha, pode falar." E às vezes eu chego em casa me sentindo numa ressaca moral assim, de tipo: "Falou demais de novo, né, minha filha?
Não precisava ter contado tudo isso para essa pessoa que nem te conhece." Mas aí, depois de muito sentir esse desconforto, e eu acho que isso tem a ver com isso que a Tainara colocou na primeira pergunta, que é: A sensação de indigestão e ficar revivendo meu erro me tira totalmente do conforto. Que eu entendo isso assim, essa ressaca de você ter feito alguma coisa que você se sentiu desconfortável, assim, seja um erro, ou no meu caso ter compartilhado mais do que eu me sinto confortável conscientemente.
Depois de ter passado várias vezes por isso, eu cheguei num lugar de eu chegar em casa e começar a fritar, tipo, Pô, ai, que merda, velho, que eu falei isso, caralho, para que que eu falei isso? Que nem outro dia eu fui contar uma história num grupo de empresárias que eu faço parte, é uma história que para mim tanto faz, já superei, sabe? Mas tava em pauta ali um tema, aí eu fui falar desse tema e menina, comecei a chorar, não sei da onde que veio esse choro, mas aí eu pensei, bom, gostosas também choram, vamos lá, chorei, fiquei contando lá a história, me embananei toda.
Aí voltei para casa pensando, porra, que merda, hein, que merda. Mas aí eu rapidamente lembrei de uma conclusão que eu tento usar para me guiar, que é: isso sou eu, porra! Vou ficar lutando contra quem eu sou? Sou eu também. Compartilhar demais faz parte de quem eu sou. Chorar, me emocionar com uma parada que eu achava que nem ia chorar fez parte de quem eu sou ali. Isso sou eu, vai ter que servir, não tem como ser outra pessoa.
Sabe? E eu acho que uma das coisas que deixa a gente muito desconfortável, e quando eu comecei meu processo de análise eu percebi que era uma das coisas que me fazia ter muita crise de pânico no início assim dos meus 20 anos, é quando você fica tentando performar uma coisa que você não é, porque a imagem que você criou e quer mostrar para as pessoas é mais confortável para você de habitar do que quem você realmente é, por algum motivo assim, sei lá, porque você tem mais insegurança, porque bancar quem você é mais trabalhoso do que bancar uma ideia de quem você é.
Mas isso é tão exaustivo, gente. Você fica— você imagina, você tá conversando com uma pessoa nova, sei lá, tentando conversar com uma pessoa nova, e aí você, em vez de você relaxar em quem você é e interagir verdadeiramente com o que vem em você numa conversa, você pensar na imagem de quem você é, de quem você quer passar, né? Tipo, quero ser a Lela 2.0 para essa pessoa. Aí você fica pensando, você tá conversando com a pessoa, em vez de você conseguir prestar atenção no que a pessoa tá falando, você tá consciente da Lela 1.0, e se ela tá na pose que a Lela 1.0 estaria, ou se você tá na sua pose de Lela verdadeira.
Aí, ai meu Deus, ela não tô Lela 1.0, lembra que você é Lela 2.0. Aí você fica assim, a pessoa tá falando, você não consegue ouvir porque você tá Aí chegou a tua hora de responder, aí você tem que fazer o movimento de lembrar o que a pessoa tá falando, pensar no que a Lela 2.0 responderia. Não, aí a primeira coisa que vem é o que você responderia. Aí você fala: não, isso aí não, que não tá adequado. Mas o que a Lela 2.0 responderia?
Aí você vai para Lela 2.0, aí você tenta buscar, tipo assim: olha só, aí você tenta buscar a palavra, aí você fala. Só que o seu jeito de falar não é o jeito de falar da Lela 2.0, é o seu jeito Lela. Então você tem que buscar as palavras da Lela 2.0. E no meio disso você tem que respirar e ver a reação da outra pessoa e ver se você tá na pose 2.0. Louca, louca, tá louca, vai enlouquecer. Não tem como, gente. Não, é mais fácil tirar essa máscara e bancar quem você é, a Lailinha mesmo, com todos os seus defeitos e qualidades, com a possibilidade de errar, de se embananar, de chorar no meio do discurso, de não lembrar o texto, sei lá, do que ficar fingindo ser uma pessoa que você não é, porque você vai ficar exausta E porque você não vai desenvolver a habilidade de relaxar em quem você é, nas suas relações.
E aí você vai perder muito, tá? Viu, gente? Eu preciso dividir uma descoberta com vocês. Sabe aquelas bolinhas que aparecem na pele depois da depilação? Principalmente na perna, virilha, axila. Então, eu passei a vida inteira achando que aquilo ali era normal, mas não. Tem até um nome: folículo. E assim, gente, se você se depila, você já sabe, já não basta a chatice de se depilar, ainda tem que lidar com pelo encravado, textura irregular, pele irritada.
Não, sinceramente. Então eu vim compartilhar uma descoberta com vocês, que é o Dove Sérum Corporal Glicólico. Vocês já conhecem, gente, essa linha de skincare corporal de Dove? Esse daqui tem ácido glicólico na composição, que ajuda a prevenir pelo encravado e também a uniformizar a textura da pele. E uma coisa que eu tenho percebido agora no inverno é que quando a pele fica ressecada, a tal da foliculite também piora. Então manter a pele hidratada já virou parte da minha rotina pós-banho.
Tem feito muita diferença na textura da minha pele. E de quebra, vocês vão ver ao vivo aqui, quem tá vendo o vídeo, devolve o brilho que o inverno rouba da gente, o glow. Fora que seca super confortável e tem um cheirinho delicioso. Experimenta aí, depois vocês me contam o que que vocês acharam, principalmente as minhas divas que também sofrem o drama da foliculite. Obrigada, Dove Skincare, por patrocinar esse trecho do episódio.
Voltando, vamos para a segunda pergunta. Raíssa Genoves perguntou: Lela, você sente que apenas usando roupas confortáveis, é possível ficar confortável em si em situações estressantes? Essa pergunta apareceu bastante, se as roupas confortáveis definem o quanto você tá confortável em si. E eu vou falar do meu ponto de vista, que não é uma verdade absoluta, mas é o jeito que eu sinto. Eu acho que a gente tem um espaço disponível no cérebro a cada momento.
Então agora, por exemplo, você tá fazendo o quê? Você tá lavando louça, você tá dirigindo, está no transporte público, tem esse espaço que esse podcast tá ocupando no seu cérebro, mais o que você tá fazendo, e mais outras coisas que atravessam aí, e mais respirar, e mais, sabe, tem várias, tipo assim, existe um espaço limitado no cérebro. Se você ocupa esse espaço, finge, você tem um espaço de 100 metros quadrados, tá, vamos pensar fisicamente, tem 100 metros quadrados de pensamentos para ocupar.
Aí você finge que você tem que fazer uma apresentação no trabalho. Isso já tá ocupando 70% do seu espaço mental naquele momento, porque você tá preocupada em lembrar de tudo, em performar, e nisso, e não sei o quê, e se as pessoas vão gostar da apresentação, e todas essas preocupações que a gente sabe que falar em público trazem. Aí 70% tá nisso, 10% tá em respirar, 20% não sei o quê. Se você tá com uma roupa desconfortável, que você tá consciente da roupa, sabe quando a roupa tá em você e você não consegue não perceber que a roupa tá em você porque ela tá apertando sua barriga, porque tá te sufocando de alguma forma, porque tem alguma coisa te machucando, tem algum tecido te incomodando, isso ocupa um espaço do cérebro.
Então finge que você tá com uma calcinha entuchada no rabo, tá? Isso vai ocupar nem que seja 10% do seu cérebro. Aí, para além dessa calcinha entuchada no teu rabo, você tá com uma calça skinny, velha, pôde, essa calça ela tá ela tá prendendo a sua perna, o seu corpo tá consciente disso e tá apertando sua barriga. Bota mais 20% para— aí já acabou o espaço mental, minha filha. Se 70% era para apresentação e 30% para roupa, faltou 10% para respirar.
Aí bota o 10% para respirar. Aí você já vai ter que tirar da onde? Dos 70% que você tinha pensado de reservar para sua apresentação de trabalho. Então, consequentemente, isso é o jeito que eu sinto, a tua apresentação de trabalho vai ser pior, porque você vai estar dividindo a sua atenção entre estar presente no momento e dar o seu melhor profissionalmente, com o seu corpo te lembrando que a calcinha tá entuchada no rabo, calcinha tá encostada no rabo, essa calça tá desconfortável, escolheu a coisa errada, você não consegue movimentar esse braço, não levanta o braço.
Olha só que perturbação, gente! E é por isso que eu acho que roupas desconfortáveis, para além de do desconforto físico trazem um desconforto mental absurdo. E é uma coisa bem engraçada assim, depois eu descobri que eu tenho, tinha fibromialgia, que eu tenho fibromialgia depois de criar minha marca. E eu que eu não sabia é que quem tem fibromialgia tem uma sensibilidade maior a tecidos na pele assim, sabe? Então a gente é mais sensível a coisas que incomodam.
Por isso que eu também sou tão exigente com roupas confortáveis, porque imagina se você fica desconfortável com um suéter pinica. Eu que tenho fibromialgia, tô mais desconfortável ainda. Então o espaço mental que eu tenho que se der a isso é ainda maior. E eu, no meu trabalho, na minha vida, eu preciso estar 100% presente no momento. Porque imagina se eu gravasse esse podcast aí tocando na tua orelha, se eu tivesse pensando na morte da Bezerra, desatenta, não ia conseguir fazer meu trabalho.
Assim como quando eu tô conversando com outra pessoa, se eu tô com a cabeça no mundo da lua, eu não consigo conversar com a pessoa porque eu tô com a cabeça no mundo da lua. Então as roupas desconfortáveis te tiram desse lugar. E aí depois que eu descobri que eu tinha fibromialgia, tudo isso fez sentido. Mas uma curiosidade sobre a minha marca é que eu recebo muito, desde o começo eu recebo muitos relatos de pessoas com autismo, no espectro autista, que falam que tem essa, como é que eu vou dizer, eu não quero falar as coisas erradas, lembrando que eu não tô no espectro, posso falar alguma besteira aqui, e aí vocês por favor me corrijam nos comentários.
Mas o que me chega nesses relatos é que as pessoas que estão nesse espectro, elas sentem uma hiperestimulação de vários jeitos, seja sonoro, seja visual, mas principalmente sensorial. Então é muito comum que as pessoas se irritem muito com as roupas e realmente não consigam e tenham crises por conta de roupas que incomodam, que apertam, que sufocam, que limitam. E aí essas pessoas que estão no espectro vêm falar comigo, tipo, nossa, as roupas da sua marca São muito boas para mim, que tô no espectro autista, por conta disso, porque elas não incomodam, porque elas— porque eu não fico consciente delas, não me dá essa hiperestimulação, sabe?
Então, para você ver como realmente assim as roupas têm esse impacto emocional e psicológico também, né? E eu não tô falando isso só porque eu tenho marca de roupas. Claro que tem a ver, né, que eu tenho, querendo ou não, eu tenho essa marca de roupas. Mas se você pensar, as roupas São as únicas coisas que a gente, os únicos objetos que a gente tem que fica literalmente, basicamente 24 horas em contato com eles, né? Tipo, o corpo fica em contato com eles, o resto assim, celular, garrafa, computador, a gente tem esses objetos.
O máximo assim, o celular pode ficar em contato com a gente por mais tempo, porque a gente, os brasileiros, tem uma média de 9 horas de tela. Não sei se vocês sabem essa informação chocante, mas ainda assim, mesmo 9 horas, que é muito grande parte do seu dia, ainda assim não é a a maior parte do seu dia, porque o dia tem 24 horas. As roupas não. Geralmente a gente tira a roupa para tomar banho, para fazer uns negócios ali com os parceiros, ou quando a gente fica pelado em casa, se você tem esse hábito.
Eu pelo menos não tenho. Então as roupas são objetos que a gente compra que estão em contato com o nosso corpo, e elas têm o poder de definir se você vai se sentir bem ou mal, não só esteticamente, mas fisicamente também. É por isso que eu acredito que roupas confortáveis têm sim um grande impacto enquanto você se sente confortável em si. Porque ela, uma roupa que, que não te deixa consciente dela, tipo assim, você não tá consciente de que você tá com uma calça, você não tá consciente de que tem um sutiã te apertando, sabe?
Quando você tem uma roupa que você consegue relaxar, você consegue estar presente realmente no momento, porque a roupa não tá te tirando esse espaço mental. Entendeu? Anfam, vamos lá. Liz perguntou: sou muito falante, como consigo aceitar esse meu jeito sem achar que incomodo muito? Liz, eu não poderia me conectar mais com isso. Hoje em dia eu tenho uma frase que eu sempre falo quando eu começo a sentir que eu tô falando demais, que é— e aí eu me escondo atrás dessa frase— que é: eu começo a falar, falar, falar, aí eu paro, percebo que eu tô falando 50 horas e tá todo mundo me ouvindo, e aí eu falo: 'Gente, vocês me interrompam porque vocês sabem que eu sou podcaster, eu vou falando.' E é isso, dá uma quebrada de gelo.
As pessoas falam: 'Não, não, imagina.' Ou começam a me interromper mesmo. E aí eu acho que tem duas coisas. Primeira coisa é você assumir que isso faz parte de quem você é. Eu já assumi que faz parte de quem eu sou. Eu amo falar, eu amo contar histórias, mas eu também amo ouvir. Então acho que eu já contei de um toque que eu tomei de uma amiga, que ela falou: 'Você interrompe muito.' Isso em 2017, vai fazer 9 anos. Eu tomei esse fecho de uma amiga minha muito importante, que inclusive é minha amiga até hoje, mas a gente tava morando junto na época.
Ela falou: amiga, vou te dar um toque de amiga, não fica chateada, mas você já percebeu que você interrompe muito as pessoas? E aí isso foi um fecho que doeu de receber, mas foi tão importante para mim, tanto que eu tô lembrando dele 9 anos depois, porque me deixou consciente dessa mania horrorosa que eu tinha e também me empurrou a me forçar a escutar as pessoas até elas concluírem o raciocínio. E eu ganhei tanto com isso, porque sim, eu amo falar, sim, eu amo contar histórias, sim, eu amo conversar, mas não é uma conversa se é só você falando, né?
Se você consegue falar e a pessoa consegue falar e você se dispõe a escutar, e isso se torna uma conversa e não um monólogo, isso pode ser incrível. Isso pode ser uma qualidade incrível, porque você já conversou com uma pessoa que não gosta de falar? É muito mais difícil do que conversar com uma pessoa que gosta de falar. Então é pensar que isso faz parte de quem você é. É óbvio que trabalhar dentro do que pode ser ruim para as pessoas e para você também, principalmente, como esse fecho que eu tomei de interromper as pessoas.
E hoje em dia eu tomo muito cuidado para não fazer isso, e eu tenho praticado há 9 anos. Eu acho que eu fiquei boa em não interromper as pessoas, e tão boa que agora quando as pessoas são interrompidas na minha frente, eu fico muito atenta para conseguir retomar o que a pessoa tá falando, sabe? Tipo, se a gente tá numa roda e a pessoa tá falando, alguém interrompe Eu espero a pessoa acabar de falar e eu falo: mas fulana, você tava falando aquilo?
Continua, sabe? Tipo, passar a palavra de volta para pessoa, se você tem esse poder. E a outra coisa que eu ia dizer é que muitas vezes você só tá com a audiência errada. Eu lembro que a Emma Chamberlain, a minha grande diva podcast, quer dizer, ex-podcast, né? Hippie, era hippie, descansa em paz, né? Não hippie. Hippie anos 70. Hippe Descansa em Paz, o meu ex-podcast mais ouvido, que era o Anything Goes, que infelizmente ela encerrou.
Mas eu lembro que ela passou por uma fase recentemente que ela contou que ela tava num grupo de amigos que toda hora meio que podava ela e falava que ela era meio demais e que ela falava demais e que ela era muito empolgada demais e alegre demais. E sabe, tipo, achavam isso cringe. E aí ela percebeu que ela tava se diminuindo para que as pessoas não achassem que ela era demais. E aí ela falou: "Nossa, eu tava só no grupo de amigos errado." E quanto isso pode ser ruim para você, porque você vai murchando porque você tá preocupado com que as pessoas vão achar que você é demais, que você fala demais, que você é empolgada demais.
E ela mudou de grupo de amigos e ela falou que ela nunca esteve tão feliz, que ela finalmente encontrou um grupo que não só não acha que ela é demais, como equipara ela nessa energia, e também é demais junto com ela, sabe? Então também é encontrar— você não vai ficar confortável em todos os seus círculos sociais, até porque você nem tem como escolher todos os seus círculos sociais. Por exemplo, você não escolhe quem são seus colegas de trabalho, por exemplo.
Mas quando você tem um grupo ou uma pessoa ou um ambiente que você consegue ser você e a pessoa consegue te acolher Você sendo extremamente você, ou as pessoas, né, o grupo de pessoas, você não se importa tanto de não ser 100% aceito em outros lugares, porque você tem para onde voltar, sabe? E é muito importante você ter esse lugar onde você pode relaxar em quem você é sem se preocupar se você tá sendo demais. Então esse é meu conselho: encontre ou defina aonde é esse lugar, tenha clareza de onde é esse lugar para você., que fica muito mais fácil.
Vamos lá, Giovanna perguntou: Lelinha, sou bem tímida. Olha só, é o oposto, né? A falante e a tímida. Sou bem tímida e tenho muita dificuldade de me expressar fora da minha zona de conforto. Eu simplesmente travo na hora de socializar com gente nova e pareço uma tonha que não sabe nada do que tá falando. Coitada! Ai, gente, Giovanna, eu te entendo muito. Eu fui uma criança muito tímida. Hoje eu não acho que eu sou mais tímida, mas eu entendo essa sensação de que qualquer interação fora da sua zona de conforto já gera um pane no sistema, né?
E eu acho que uma perspectiva que muda bastante, que ajuda bastante nesses momentos, é você se colocar como coadjuvante nas interações e fazer perguntas, sabe? Uma coisa que facilita muito é que todo mundo tá muito ansioso para falar de si sempre. Isso é um truque da vida, é você saber que as pessoas estão loucas para falar de si mesmas em geral. Então você sabendo disso, quando você vai para novas interações, o que eu faço é ter uma profunda consciência de que eu não preciso ser a pessoa mais interessante daquela conversa, e que para mim inclusive é melhor que a outra pessoa seja mais interessante, porque isso vai ser melhor para mim, porque aí eu vou aprender mais, eu essa pessoa vai encher o meu copo de interessância e de coisas que eu posso me interessar, e coisas novas, informações novas e histórias novas.
Então quando eu tô indo para interações com pessoas que não necessariamente são pessoas que eu conheço ou que me deixam super confortáveis, eu só abaixo minha bola e falo: o que que isso pode me acrescentar? Como eu posso ser o mais curiosa possível nessa interação de forma que eu deixo o espaço aberto para pessoa me falar as coisas e eu poder ouvir, escutar, aprender. E aonde, onde tiverem brechas e eu quiser, eu posso acrescentar a minha própria história pessoal, quando a pessoa trouxer alguma coisa que eu acho que se relaciona com algo que eu vivi.
E aí as interações ficam muito mais simples, porque aí é sobre o outro, não é sobre você. E aí eu acho que vale voltar naquele pensamento também de você não tá num julgamento, Isso é só uma conversa, você não tá num tribunal, sabe? Relaxa. Se essa conversa não for exatamente do jeito que você gostaria, a vida continua. A pessoa provavelmente não vai nem lembrar de você. Quantas vezes eu já não encontrei pessoas, seguidoras, ou pessoas com quem eu conversei poucas vezes, que as pessoas vêm falando: ai, Lela, eu tenho uma coisa na minha cabeça, que eu te mandei uma mensagem, mas eu fiquei muito mal, que eu queria falar uma coisa e eu falei outra, e eu até hoje eu fico assim, e eu eu literalmente nem lembro do que que a pessoa tá falando.
Ou tipo, ah, eu te encontrei em tal evento e eu chorei, eu fiquei com muita vergonha depois que eu chorei, e eu nem lembro, sabe? E isso de eu nem lembrar das coisas, não que a pessoa seja desimportante, mas que tipo uma coisa que perturbou a pessoa por anos nem, não só nunca voltou para minha cabeça, como eu nem lembro que aconteceu, isso me conforta num sentido de tipo assim, bom, se eu fizer alguma merda Muito provavelmente, se a pessoa for minimamente que nem eu, ela não vai lembrar, não vai perceber.
Muitas vezes, que nem um dos palestrantes agora do TEDxBloomenau— desculpa que eu tô recorrente nesse assunto, é que enfim, acabou de acontecer, eu tô ainda bem imersa. Mas um dos palestrantes, ele fez a palestra dele, depois a gente se encontrou e eu falei: nossa, parabéns, foi ótimo! Ele falou: não, cara, eu troquei a ordem e aí eu me embananei e tal. E aí eu olhei e falei: nossa, nem deu nem para reparar, e eu tava lá, tipo assim, tava na primeira fileira assistindo, nem reparei que você trocou a ordem e que não sei o quê.
E às vezes o negócio é tão maior para você do que para outra pessoa, às vezes não, quase sempre. E aí lembrar dessa ideia pode trazer um certo conforto, tipo assim: cara, acho que ninguém liga, né? Deixa eu seguir minha vida. Enfim, Giovanna perguntou: Laila, como criar coragem para se posicionar em situações delicadas, ao invés da primeira reação ser se encolher e ficar quieta? Ai, Giovana, tem um episódio que eu fiz recentemente que chama "Para onde vai a raiva que você engole?" E eu falo bastante disso no meu livro também chamado Vertigem.
Caso você não tenha, já está nas livrarias em todo o Brasil. Mas eu te entendo muito assim, porque muitas vezes eu escolhi o silêncio para não ter que ter o trabalho de, assim, sabe, me impor, de pesar o clima, de, sabe, deixar outra pessoa desconfortável. Mas aí, o que que acontece? Quando a gente vai engolindo, engolindo, engolindo, o corpo somatiza. Meus grandes infelizmente, né? Vai virar uma gastrite, vai virar um cansaço, uma dor de cabeça, uma tremedeira, uma coisa, uma urticária, uma coisa assim.
E quem fala isso não sou nem eu, é o Dr. Thabor Maté. Tem um livro dele maravilhoso que se chama Quando o Corpo Diz Não. Que ele fala bastante sobre a relação que ele chama de biopsicossocial, assim, como a gente, o corpo interage com o psicológico, que interage com o mundo, e tá tudo interligado. E quando eu percebi que se eu não pesasse o clima, não me posicionasse, que nem você falou, posicionar em situações delicadas em vez de ficar quieta, quando eu não faço isso, na hora pode não acontecer nada, mas a longo prazo eu sei que vai acontecer alguma coisa comigo, no meu corpo, vai virar uma dor, vai virar uma dor física.
Agora eu tô me forçando a fazer: "Ai, fia, vamos lá, a gente vai ter que falar, porque se silenciar vai acumular, vai virar uma gastrite, e eu não quero ter gastrite, então a gente vai falar." E eu não sei como ficar confortável com isso, mas eu sei que agora, nesse momento do meu processo, conforto nessa situação não é a prioridade. A prioridade é falar. Porque o que é minha prioridade agora é conforto físico. Não quero ter dor no meu corpo por não falar as coisas.
Não quero somatizar no meu corpo coisas que eu não tive coragem de falar. Então o conforto social tem que ser deixado de lado. E eu tô atravessando esse momento de aprender a lidar com esse desconforto, de pesar o clima, porque eu não vou engolir para deixar outra pessoa confortável enquanto eu vou para minha casa e fico com Pescoço travado, gastrite, tontura. Eu não, tô fora. E vou não. Vamos para a última pergunta da Júlia: como desenvolver uma relação consigo mesma tão sólida que eu consiga atravessar o mundo sem precisar da aprovação constante dos outros para se sentir segura?
Eu quis terminar com essa pergunta porque tem um jeito que eu aprendi a encarar o mundo que eu acho que ajuda muito a você relaxar. E basicamente é entender que você não é o centro do mundo. Se dar desimportância é um grande alívio. Então eu comecei a trocar coisas, comecei a trocar a ideia de que eu sou a pessoa mais importante do mundo para eu sou a pessoa mais desimportante dessa sala, e eu tenho muito mais a aprender com as pessoas do que elas têm comigo.
Então Soltou do ouvidos. E se você trocar a pergunta: o que o mundo quer de mim? Quando você sair de casa, então, em vez de sair de casa pensando: como eu posso agradar? Como eu posso? Como eu posso conseguir aprovação das pessoas? Como eu posso? Em vez de perguntar isso, você perguntar: o que eu quero do mundo? Então, em vez de perguntar o que o mundo quer de mim, pergunta: o que eu quero do mundo? Que muitas vezes você tá tentando agradar e tá tentando pegar aprovação de um do mundo que nem te interessa, de umas pessoas que você não sabe nem a procedência dessas pessoas, de onde, de que bueiro que elas saíram.
Mas aí, quando você troca a pergunta e dá espaço para o seu desejo, o que eu quero do mundo, se a sua resposta for eu quero aprovação, melhor trocar o que você quer, melhor sair para terapia, escrever uns textos, sei lá que jeito que você vai fazer. Porque se o seu desejo final ao viver o mundo é conseguir aprovação, ação do mundo, tô achando que esse desejo não é muito bom de você ter, não. Agora, finge que você tá indo para uma festa.
Em vez de você ir para festa com essa sensação de como posso agradar, como as pessoas podem me perceber dessa forma, o que as pessoas querem de mim, qual é o adequado, como eu posso ser adequada a esse evento— em vez de você ter essa pergunta, claro que mantendo um certo respeito, né, tipo, por exemplo, você não vai no casamento de branco porque você quer ir de branco. Tipo assim, tem um certo limite. Mas se você trocar a pergunta para o que eu quero dessa festa: ah, eu tô indo nessa festa para dançar.
Ah, então eu vou colocar uma roupa que me deixa dançar. Então não vou de salto. Então não vou com um corset que não me deixa respirar. O que eu quero dessa festa? Eu quero me conectar com as pessoas. Ah, então eu vou ouvindo música no carro bem alta e cantando bem alto, que é para eu relaxar e chegar lá já sabe, mais relaxada. O que eu quero conversar, eu quero aprender com as pessoas da festa. Então deixa eu pensar em umas perguntas que eu gostaria de fazer para as pessoas.
Se eu pudesse fazer qualquer pergunta para as pessoas que vão estar lá, o que que eu perguntaria? Quem vai estar lá? Quem, com quem que eu posso falar? Com quem que eu quero falar? Quando você muda essa posição, oxe, nossa, gente, é como se você trocasse e você virasse o personagem do videogame que tem um objetivo, sabe? Tipo assim, não importa tanto quando você tá jogando ali o videogame, você sempre vê o personagem meio de costas, né?
Tipo assim, não importa tanto, você faz o avatarzinho ali de personagem no começo, ou nem isso, mas aí quando você tá jogando, você tá vendo o mundo que o personagem tá vendo, geralmente, né? Você tá vendo a visão do personagem, porque não importa muito assim, né, o próprio personagem. Importa o mundo, as decisões que você vai fazer a partir do que você vê, aonde você vai estar, quando você vai estar, quem você vai encontrar, as ferramentas que você vai conseguir colecionar, botar no seu cinto de ferramentas.
É isso que importa. O personagem não importa tanto, importa a experiência. Você tá jogando videogame pela experiência. Se você olhar o mundo da mesma forma, aí você consegue desapegar assim, tipo, foda-se, foda-se eu. Não tem uma coisa da Rita Lee, inclusive, que ela fala: "Foda-se eu, foda-se eu, eu quero o mundo, e foda-se se o mundo me quer, eu quero o mundo." E que mundo que eu quero? O que que eu quero? E aí você sai desse lugar de performance.
Em vez de sair de casa performando, você sai pela experiência, você sai experienciando o mundo. Se vê como o seu corpo, a sua existência, como o jeito que você tem, a ferramenta que você tem para experienciar o mundo. Uma vez, você tem uma chance, que é essa vida. Você vai mesmo ficar a vida inteira trabalhando no teu avatar e pensando como é que os outros personagens do jogo vão ver esse avatar, se vão gostar desse avatar, ou você vai prestar atenção no jogo, que você só tem uma chance para jogar?
E aí, se você sair de casa com essa, esse pensamento de o que eu tenho a aprender, porque para de uma fase para outra, você precisa aprender as coisas. O que que eu tenho aprender nessa fase? Como eu posso aprender? E geralmente essa resposta é através da curiosidade. Então, como eu posso ser mais curiosa? Como eu posso ser curiosa? Como eu posso ser quase enxerida no mundo, sabe? Querer saber as coisas para poder colecionar as ferramentas que eu quero colecionar para ir para a próxima fase.
E aí depois, na próxima fase, você vai ter novas coisas para experienciar e novas curiosidades. E novas informações e novas ferramentas. Tudo isso é muito mais interessante do que impressionar as pessoas. Tô nem aí. E sabe o que que é o mais irônico? Quanto mais presente você tá, quanto mais conectada com a experiência você tá, mais você impressiona as pessoas sem querer. Você acredita, menina? Tô falando. Percebe quem são as pessoas que mais te impressionam?
Não são as pessoas que estão assim se deliciando e saboreando o mundo. Geralmente são do que as pessoas que estão posando e impressionando. E você, porque que nem a Ana Sui diz, a gente se apaixona pelo jeito que as pessoas se apaixonam pela vida. Eu acho que alguma coisa assim, posso estar citando errado, mas é, a gente ama o jeito que a pessoa ama a vida, o jeito que a pessoa se relaciona com a vida. A gente pode, sei lá, achar uma pessoa mais adequada ou inadequada, achar alguma coisa mais atraente, mais ou menos atraente, Mas isso é tão pouco diante do que você veio fazer aqui, né?
Se você é atraente ou se você, se a pessoa te acha adequada ou não, isso é tão pouco. Tem algo tão mais delicioso para acontecer. Vai ficar no Avatar? Esquece, minha filha. Com todo respeito ao filme Avatar, que eu amo, não estamos falando dele. Inclusive preciso ver o novo filme, não vi ainda. Vamos falar sobre roupas confortáveis para mulheres. As senhoras estão prontas para coleção de inverno da minha marca de roupas confortáveis para mulheres, a Lela Brandão Co.?
Pois dia 6 de julho, anota aí na sua agenda, no seu Google Agenda, no seu planner, a gente lança o primeiro drop de inverno da Lela Brandão Co. E sim, minhas amigas, dessa vez a coleção vai estar dividida em 2 drops icônicos, e o primeiro já é agora, dia 6 de julho. Para criar as peças dessa coleção, a gente pensou bastante no inverno, mas não no inverno Pinterest aesthetic gringo no inverno brasileiro, que tem essa característica de ter temperaturas muito diferentes entre as cidades, ou temperaturas e climas diferentes em um único dia.
Quem mora em São Paulo, por exemplo, que nem eu, sabe bem do que eu tô falando, porque se tem uma coisa que a gente tem que fazer no inverno é sair preparada para o que der e vier. Você sai de casa toda encapotada naquele frio do cão que faz cedinho, aí chega no escritório, tira o casacão, fica só de moletom. Na hora do almoço você tá de regata suando, aí começa a chover, Enfim, você tem que estar pronta para que der e vier tudo no mesmo dia.
Como é que é o inverno aí na sua cidade, minha amiga? Comenta aqui embaixo, porque aqui na Lela Brandão Co a gente pensou em tudo, desde as monas do sul que morrem de frio tremendo o dia inteiro, as do Nordeste que no máximo pegam uma chuvinha. Então a coleção inteira foi pensada nessa lógica de camadas com peças versáteis e gostosas para você usar para ficar quentinha e estilosa nesse inverno, mas não só. Que a lógica é você construir camadas e ter essa versatilidade no look em um único dia, em um único look.
No primeiro drop a gente trouxe de volta a blusa manga longa de dedinho, que é um hit por aqui, que tem um buraco no dedinho, sabe, que você fica meio Lara Croft. A gente trouxe ela em duas versões diferentes. A nossa jaqueta bomber canelada, que foi um hit no ano passado, também volta esse ano em novas cores, acompanhada de uma jaqueta mais esportiva, que tá uma coisa, gente, que é boa para chuva, por exemplo. Também tem um dos meus maiores surtos pessoais dessa coleção, que é o short saia plissado e a calça ajustável, que já são assim bestsellers na nossa marca, mas dessa vez eles vêm em— rufem os tambores— xadrez.
Gente, como eu amo uma peça xadrez! Eu acho que ela é uma estampa icônica, básica, que não é assim uau, mas que dá um chance no look, sabe? Gente, tá chique demais. Então já fica o aviso: dia 6 de julho lança o primeiro drop de inverno da Laila Brandão Co. Vai ter live às 11 horas, então já bota aí na sua agenda, porque sempre rola umas coisas boas na live. Não vou dar muito spoiler. E é óbvio que você, minha amiga, que tá ouvindo esse textão que eu tô dando aqui até o final, vai ganhar um desconto.
É só usar o cupom FICARQUENTINHA fica quentinha para ganhar R$10 de desconto nas primeiras 24 horas do lançamento. Então já segue a minha marca lá no Instagram, @lelabrandão.co, para não perder nenhum spoiler desse lançamento icônico, combinado? Então a gente se vê na live em 11 horas do dia 6, estaremos lá. Vamos para o choro da semana. Choro da semana é o trecho do episódio onde eu conto alguma humilhação que eu passei, que não é uma humilhação muito coisa séria, é mais uma humilhação para a gente dar risada.
Mas eu queria inverter e trazer a obsessão atual para antes do Choro da Semana. Vocês vão entender o porquê. A minha obsessão atual é a seguinte: contexto, eu atualmente tô dando muitas entrevistas sobre o livro que acabou de lançar, tô participando de vários eventos e tal. E o meu modus operandi e das pessoas que trabalham nessa indústria de influenciadoras e publicidade e celebridades e enfim, não que eu seja uma celebridade, vocês entenderam, é que quando tem alguma coisa gravada ou alguma sessão de fotos e tal, a gente marca maquiador ou maquiadora, o que eu amo.
O que aconteceu? Eu percebi que eu nunca soube me maquiar, que eu aprendi a me maquiar com TikTokers, que eu não sei quais são as procedências desses TikTokers, se são umas crianças em casa que não sabe o que estão fazendo ou se são realmente profissionais. E que nem sempre eu conseguia entender a ordem que as coisas deveriam ter na maquiagem, e que produto que eu preciso, que produto que eu não preciso, que produto é besteira, que produto que é legal, que produto que funciona na minha pele.
Enfim, tava muito agoniada com isso porque eu fazia maquiagem, saía, fazia maquiagem, saía. Aí eu fazia, quando tirava foto, tava laranja. Aí fazia, tirava foto, tava com a olheira cinza. E aí eu não conseguia entender o que fazer. E aí eu decidi investir em um curso de automaquiagem com a Bia, que é prima do Vitor. Posso até deixar o arroba dela, que é a @biamurermakeup. Depois eu mando lá no nosso grupo do WhatsApp. E aí ela dá essa aula de maquiagem, ela tem um estúdio.
E aí eu contratei essa aula e aí eu fui lá num domingo para fazer esse curso de automaquiagem. Ela fez, me explicou, tem, eu tenho um caderninho agora aqui que eu toda vez que eu vou maquiar eu vou lendo passo a passo, que eu anotei tudo. E ela me ensinou. E aí eu fui aprendendo sobre os produtos e sobre o que que, porque que a maquiagem faz isso, porque que faz aquilo. E aí ela me ensinou sobre os pincéis, que eu fazia tudo com o mesmo pincel.
E ela me ensinou sobre cada pincel, ela foi me ensinando. Eu fiquei tão encantada por esse universo, gente. E agora eu tô com os pincéis ideais que ela me indicou. Com as maquiagens ideais. Me desfiz das maquiagens que eu não precisava ou que não estavam boas para mim, porque enfim, ressaltava coisas que eu não queria. E agora, gente, eu acordo ansiosa para ter— eu comprei até um espelho novo, tá aqui, que ela me indicou. Ó, que lindo, ele tem um LED.
Enfim, fiz essas compras, comprinhas de Mercado Livre, sabe, que você vai comprando, vai chegando, vai comprando. Aí compra um pincelzinho, ó, tá aqui, Aí compra um pincelzinho, aí, ai, chegou o pincelzinho que eu não sei o quê. Enfim, gente, fiquei obcecada por maquiagem. Aí todo dia agora que eu fico torcendo para ter alguma coisa que eu possa usar de desculpa para me maquiar, aí eu vou maquiando. Aí é tão terapêutico. E aí, gente, uma delícia.
Eu não sou, não me vejo muito refém de maquiagem, até porque não é sempre que eu tenho tempo de sentar e maquiar. Mas eu tô amando essa possibilidade, sabe, de sentar e sentar de frente para o espelho. E eu deixo meu espelho aqui na frente da minha janela, que tem um monte de árvore. Eu sento, abro a janela, boto uma música e simplesmente fico com esses pincéis que são super macios e deliciosos passando no meu rosto. E aí eu uso um produto que eu sei que é bom para minha pele, que não vai me dar um monte de espinha.
Enfim, eu amei esse curso de automaquiagem que eu fiz. Agora eu tenho a capacidade de me maquiar quase que profissionalmente, assim, tipo assim, se eu quiser uma maquiagem bonita para ir para um casamento, eu consigo fazer, não preciso ir no salão nem nada disso. E tô obcecada com os meus pincéis novos, com os produtinhos que ela me indicou, enfim, tô amando, estou extremamente conectada com maquiagem. E não tenho usado todos os dias por falta de tempo, mas fico torcendo para ter uma entrevista para dar, umas fotos para tirar, uma publicidade para gravar como desculpa para sentar e me maquiar.
Como é bom ser uma garota! Just for the girls and the divas! E o meu choro da semana tem a ver com isso, porque a Bia falou: traga todas as suas maquiagens, a gente vai ver uma por uma o que que faz sentido, o que que não faz, o que que tá faltando para eu te dar indicação de produto para comprar com custo-benefício e tal. E aí eu levei todas as minhas maquiagens, que, spoiler, estavam no gabinete do meu banheiro, que é aquele armário que fica embaixo da pia.
Já tomei um coiô da Bia falando que não pode guardar maquiagem no banheiro. Eu não sabia, mas pior do que isso, como eu já disse para vocês em outros episódios, o meu banheiro tá uma lástima. Meu choro da semana é o meu banheiro, velho podre. Gente, meu banheiro tá uó, uó. Nossa, quero muito reformar esse banheiro, gente. Tomara que dê para fazer esse ano. Eu penso nisso todos os dias porque tá uó, uó. Com todo respeito à minha casa que eu amo muito, mas esse banheiro, gente, é só dor de cabeça.
A última dele foi essa: eu tinha guardado minhas maquiagens fechadas, todas organizadas por tipo umas bandejinhas de acrílico, tipo assim, coisas de boca, coisas de olho, coisas de não sei o quê. Eu comentei no episódio Como Ser Feliz em 2026 que a pedra do meu banheiro, da pia do meu banheiro, rachou, e eu não acho essa rachadura. Tipo assim, ela rachou em algum lugar, não sei se ela— eu não sei o que aconteceu, acho que ela rachou, me falaram que ela rachou, e eu não acho essa rachadura, o que significa que fica pingando água da pia para o gabinete.
Eu já sei disso, eu não coloco nada na área que cai a água, eu deixo sempre uma toalha e meio que um baldinho assim para água cair, aquela água nojenta, podre, que é a água que eu escovo o dente, que eu sou o nariz, sabe? Nojenta de pia. E aí ela cai, depois eu tenho que fazer a nojeira de pegar aquele balde, tirar, lavar, etc. Gente, completamente insalubre. O que eu não esperava e o que eu não notei que estava acontecendo é que a pia estava mofando por baixo.
É óbvio, Como é que eu não pensei nisso, né? Tipo, um negócio que fica molhado o tempo todo, é óbvio que vai mofar. Só que não só mofou, eu levei minhas maquiagens lá para Bia. E aí eu ganho muita coisa de marcas incríveis, né, porque eu sou blogueira, não sei se vocês sabem disso. Mas eu tinha muitas coisas caríssimas de marcas incríveis que eu nunca usei porque eu não sabia usar e estavam ali no meu banheiro. A gente foi abrindo, gente, estava tudo mofado, mofado verde.
Podre, nojento, dá vontade de vomitar só de lembrar. Os batons, com os batons lindíssimos, sabe esses batons, você pega assim, fala, caramba, isso é tipo assim, isso é um batom chique, sabe? Aí você abre, todo verde, podre. Ai, que ódio! Tive que jogar fora um bilhão de maquiagens porque tava mofado. Então fica o conselho aqui de amiga: não guarde suas maquiagens no banheiro. Agora eu tô com todas as maquiagens, uma eco bag aqui.
Eu comprei um, comprei não, ganhei isso aqui da Oceane, inclusive ganhei uma nécessaire, tô usando ela para guardar todas as maquiagens do dia a dia. E as minhas maquiagens não do dia a dia, elas estão atualmente todas numa nécessaire aqui embaixo da minha escrivaninha, porque eu tô esperando ter um tempo de livrar uma gaveta aqui do meu quarto para colocar todas as minhas maquiagens, porque eu nunca mais vou guardar maquiagem no banheiro.
Isso é promessa, gente. Olha que nojeira essa cena, me traumatizou, tá? Abriu os batons, os pós, as coisas caríssimas, tá tudo podre. Ai, que ódio, gente, que ódio! Quero muito reformar esse banheiro, gente, só me traz desgraças. Mas eu amo meu, eu amo meu, eu amo minha vida, não quero reclamar. Mas assim, esse banheiro tá uó, tá uó. Ai, gente, bom, chegamos ao fim do episódio. Espero que vocês tenham gostado. Não esquece de me seguir nas redes sociais, @lela.brandão, tanto no Instagram quanto no TikTok.
A minha marca de roupas confortáveis para mulheres se chama Leila Brandão Co. Você pode achar a gente no Instagram, @lelabrandão.co, ou www.lelabrandão.co. Você sempre tem desconto com cupom GOSTOSA E CHORONA. E compre o meu livro Vertigem, que já está em todas as livrarias, e também o link para comprar ele online tá aqui na descrição do episódio, tá bom? Então tá bom, então a gente se vê na semana que vem, pode ser? Um beijo e tchau!
Achou que eu ia esquecer? Você achou que eu ia esquecer das minhas favoritas, das minhas divas, que fazem parte de um exclusivo grupo, caso você não saiba, que se chama Selecto Grupo das— acho que já sabe, a resposta estão aí na sua casa. Mais, mais, Selecto Grupo das mais, mais, as maiorais, as divas que habitam meu coração, e ficam até o final do episódio, geralmente para saber alguma fofoca ou para saber qual é o emoji do final do episódio para vocês comentarem aqui, tanto no Spotify quanto no corte lá do Instagram.
Com esse emoji para eu saber que você faz parte do seleto grupo das mais mais. E hoje o emoji desse episódio vai ser, se eu não me engano, tem um emoji que é tipo um germe. Deixa eu ver. Isso, tem um emoji que ele é tipo um germe. Se você, se você digitar germe, aparece um emoji que ele é tipo verde, cheio de coisas nojentas. Aí você comenta com esse emoji de germe para eu saber que você ficou sabendo que as minhas maquiagens foram afetadas por germes, mofos e coisas nojentas, tá bom? Então tá bom, então nos vemos na semana que vem. Um beijo, amo vocês e tchau!
Dove
Sérum Corporal GlicólicoLelabrandão.co
Coleção de inverno