que bom que eu mandei mal
recentemente eu passei um vexame no tedx blumenau, menina, que eu teria levado umas 15 sessões de terapia pra superar, se eu não tivesse feito uma coisa na hora: agachar. você vai entender quando ouvir. ou não. só dando play pra saber!
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- Experiência no TEDx BlumenauVexame e humilhação no palco · Dificuldade em decorar texto · A importância do autoconhecimento e limitações · Vulnerabilidade e colaboração entre palestrantes · A força do voluntariado e hospitalidade · A lição de errar e aprender · Conexão genuína através da inconveniência
- O Papel da Comunicação e MídiaImprovisação vs. Roteiro Fixo · A importância da espontaneidade na comunicação · Métodos de apresentação e suas limitações · Condições mínimas de trabalho
- Livro de EnoqueTema do livro: excesso, vazio e corpo
- Sincericídios da SemanaCappuccino brasileiro em Blumenau · Derrubar café na plateia do TEDx · Saudade de amigas e morar no Rio
- Recomendações de outras sériesSessão de Terapia (Globoplay) · Hoffman (HBO) · Backrooms
- Moda e EstiloCalça jeans ajustável e confortável · Inspiração em roupas infantis para ajuste de cós
Oie! Deixa eu te falar um negócio: às vezes o que você tá precisando é de uma boa humilhação. Como se não bastasse, né, gente? Acho que não é exatamente o que vocês queriam ouvir nesse dia de hoje, mas às vezes a parada que falta é uma lição de humildade. Eu vou contar uma história que aconteceu comigo recentemente, mas se você prestar bastante atenção, é capaz dessa história se relacionar com alguma coisa que você passou recentemente, ou que você pode usar para alguma coisa.
Então eu vou contar essa história e aí eu vou voltar alguns pontos e parar ela no meio para apontar as lições que eu aprendi em cada momento, porque foram muitas. Foram poucos dias e muitas lições. Foi uma experiência intensa e profundamente transformadora, que foi a experiência de apresentar o meu TEDx em Blumenau. Eu já tinha falado para vocês num Choro da Semana recente que eu tava super nervosa com essa experiência, porque Contextualizando para quem caiu aqui de paraquedas, primeiro seja muito bem-vindo à nossa incrível comunidade de gostosos e choronas.
Mas eu fui chamada para apresentar um TEDx, que é uma iniciativa independente do TED Talks. TED Talks é uma iniciativa que chama pessoas que têm ideias legais para compartilhar essas ideias em formato de palestra com o público, e elas têm um determinado tamanho e uma estrutura e tal. E eu já tinha feito um TEDx antes, em Belo Horizonte, só que foi uma experiência completamente diferente. E eu tava me baseando nela quando eu aceitei a minha experiência do TEDx Blumenau, sem saber que seria uma coisa totalmente diferente que eu tava topando, que seria uma coisa totalmente transformadora.
Eu sou uma pessoa antes e uma pessoa depois dessa experiência, e eu quero contar ela em detalhes, do ponto de vista dos bastidores, do que não vai sair no canal oficial do TED Talks. Que vai sair só aqui no Gostosas Também Choram, que é a experiência por trás das câmeras, que foi muito complexa, pra dizer o menos, intensa, pra dizer o mínimo, e intensa, e cheia de lições que eu aprendi. Então, quando eu topei nessa experiência do TEDx Blumenau, eu tava me baseando no meu TEDx que eu fiz em 2021, num contexto de pandemia, não sei se é 2021 ou 2022, mas foi um formato totalmente diferente.
Eu tava num estúdio, então não tinha plateia, naturalmente, porque era pandemia, não tinha ninguém assistindo o que eu tava fazendo, tinha TP, que é um teleprompter, que é tipo uma tela que vai passando o texto que você precisa falar, então você não precisa se preocupar em esquecer ou alguma coisa assim, era editado, então assim, era uma outra experiência. E aí quando chegou esse convite do TEDx Blumenau, como o tema do TEDx Blumenau era excessos e o meu livro Vertigem, que agora está nas livrarias, na livraria mais próxima de você.
Também é Excesso, né? Eu falo do vazio, do excesso e do corpo. A gente achou que seria a oportunidade perfeita, quando eu recebi esse convite, de eu falar um pouco do tema do livro, que eu tava tão imersa, né? Que eu tô tão imersa nesse momento. E aí eu topei, sem saber o que eu tava topando. E aí, pra vocês entenderem como que funciona, né, os bastidores, eles falam do tema, né, do que vai ser abordado no TEDx, são 12 palestrantes, se eu não me engano, 10 ou 12 palestrantes.
E cada um fala do seu ponto de vista sobre o mesmo tema, que nesse caso era excessos. Então, os outros palestrantes eram super legais, que foram saindo ali sendo anunciados, e existe uma equipe preparatória, que é basicamente pessoas da equipe do TEDx que vão ficar responsáveis por você e pelo seu texto e pela sua apresentação e por fazer com que a sua apresentação aconteça, basicamente. No meio do caminho, eu já sabia disso, mas eu tinha esquecido, eu descobri de novo que toda a equipe que faz o TEDx é voluntária e ele leva 8 meses para ficar pronto.
Então significa que são 8 meses de trabalho não remunerado para fazer uma parada acontecer. Quando eu descobri isso e o tamanho, né, porque esse de Blumenau foi bem diferente, porque o que eu fui era no estúdio, numa escola, que era uma coisa bem raiz, digamos assim, e esse era um festival. Então assim, tinha puta de uma estrutura, era gigantesco, tinham várias coisas acontecendo, era um evento assim, um eventão, sabe? E quando eu descobri que a galera tava fazendo, que era todo mundo era voluntário, ninguém tinha nenhum ganho, eu me perguntei assim, gente, qual é a motivação, né?
Claro que é uma coisa legal assim, né, de você colocar até no seu currículo, né, que você participou do TEDx de alguma forma, mas eu fiquei pensando, 8 meses, caramba, né? E realmente assim, desde que eu recebi o convite, eu não fiquei 8 meses nessa preparação, mas eu fiquei um tempo, né, uns meses assim, com as mesmas pessoas que entravam em reuniões comigo assim. Então eu também não tava sendo paga, obviamente, né. Acho que é importante falar, nenhum dos palestrantes é pago para estar ali.
A gente vai voluntariamente, com transporte, eles fazem nessa parte do transporte, estadia e tal, mas o resto é a gente não tá sendo pago para estar ali. Então de uma certa forma tava todo mundo ali sem interesses financeiros diretamente, né? Enfim, fiquei com essa pulga atrás da orelha do porquê que as pessoas voluntariamente se candidatam para trabalhar, para fazer um evento acontecer sem nenhum retorno financeiro por 8 meses.
Tipo, maior trabalhão do caramba, sabe? Quem já fez evento sabe como que é produção, organização e tudo isso. Ai, gente, deixa eu dar um, só fazer um parênteses. Talvez o áudio desse, desse episódio esteja um pouco estranho porque eu tô tendo que gravar de um outro jeito aqui porque deu um pau no programa que eu uso, tá? Então Então, se tiver ruim, já peço desculpas. E aí o que aconteceu foi que me chamaram, e aí a gente teve uma reunião inicial, eles perguntaram do que eu queria falar, eu expliquei sobre o meu livro, e eles me deram um direcionamento sobre a estrutura dessa apresentação, assim, né?
E eu já lembrava que tem até um livro que chama The TED Method, sei lá, não me lembro, era TED Talks, o guia oficial do TED para falar em público, que eu acho que quem escreveu inclusive foi o fundador do TED Talks. Posso estar falando besteira, mas eu acho que é. E eu já tinha lido esse livro, é o Chris Anderson, que é o head do TED Internacional, né? Eu já tinha lido esse livro quando eu fiz o meu primeiro TED, então eu sabia como era a estrutura do que esse formato de palestra precisa, né?
E o que o público espera e tal, já tinha isso na minha cabeça. Então eu criei o meu texto com base nisso, e veja, a gente fez essa reunião, e aí eu perguntei quais são os próximos passos, eles falaram: a gente se dispõe a ter uma reunião semanal com cada Speaker, que eles chamam, né, que é como se fosse cada palestrante, e cada palestrante tem um time preparatório. Nós somos o seu time preparatório. Eram 3 pessoas. E aí eu não sei se eles falaram ou eu falei, tipo, tá, então entrega o texto daqui a uma semana.
Eu não me lembro deles terem me pedido o texto. Eu acho que eu falei, quando que eu posso entregar o texto para vocês? E aí eu me pus a fazer o texto. E aí eu fiz o texto, né, no documento ali de Word, mandei para eles. Crente, até agora tava crente que ia ter TP, né? Então tava bem tranquilona fazendo o texto, mandei para eles, eles fizeram duas considerações muito pequenas assim sobre o texto, sugestões mesmo. A gente teve uma nova reunião, eu falei: "Vai ter TP?" Eles falaram: "Não." E aí uma coisa sobre mim é que eu tenho várias habilidades, mas decorar texto não é uma das minhas habilidades, e eu não estou sendo humilde.
Eu sou influenciadora, trabalho com publicidade, essas coisas, já vai fazer 10 anos, Até hoje eu não consigo entregar um texto decorado. Eu falo frase por frase, eu erro. Finge que a gente tá falando de um café superfaturado. Finge, tô fazendo uma publi de café superfaturado. Eu vou chegar para vocês, eu vou ler assim: comprem café superfaturado. Aí eu vou chegar aqui na frente, vou falar assim: comprem café faturado. Ai, como é que era mesmo?
Superfaturado. Comprem, como é? Super fácil. Tipo assim, eu fico assim, eu não tenho a capacidade de decorar texto. O podcast aqui que eu falo com vocês, ele é quase 100% improvisado. O máximo que eu faço é uma estrutura de tópicos, de palavras-chave, que é para eu não sair falando sem parar por 3 horas, para manter uma linha pelo menos de raciocínio, para que eu consiga concluir a mensagem que eu quero passar aqui no podcast.
Mas em geral Basicamente palavras-chave e eu improviso. E eu acho que isso faz muito parte do porquê que a gente consegue se conectar tão bem, eu e vocês, minhas divas que estão ouvindo. Porque tem essa parte da espontaneidade na comunicação que é muito específica minha, assim, do meu jeito de me comunicar e de me expressar. E isso faz parte do produto final, né? Tipo assim, faz parte eu seguir este método, faz parte do porquê que o podcast fica legal.
Pelo menos eu acho que fica legal, e acho que você também, porque você tá ouvindo até agora. Então assim, se eu parar para fazer um roteiro do podcast, eu já fiz isso em um episódio nesses 3 anos e ficou uma merda o episódio, tanto que nem foi para o ar, porque eu fico muito presa no texto, eu não consigo pegar a alma, sabe? Assim, quando você tá comunicando, quem tá vendo vídeo, por exemplo, tem, eu sempre me expresso muito com as mãos, a tonalidade, eu dou risada, não sei o quê.
Isso faz parte da minha forma de comunicar. E quando você faz um texto prévio, você fica muito preso a memória de replicar aquele texto, que é a sua forma de expressão escrita, né, não falada. Eu prometo que eu vou chegar num ponto que não é específico, tá, gente? Eu sei que toda essa história tá muito específica, mas leve como um fofocão com lições de moral. Pode ser? Hoje a gente vai fazer um fofocão, um bapho de bastidores com várias morais da história, que nem a que sabe na fábula, que depois tem a moral da história: não abra a porta para estranhos.
Sabe, uma coisa assim. A gente vai chegar em várias morais da história. Mas enfim, cheguei para o pessoal e falei: gente, não tem TP, eu não sei decorar texto. Tipo assim, não, realmente não faz parte das minhas habilidades. Eu tenho várias habilidades. Decorar texto, eu já sei que é uma limitação minha. Eu não vou saber decorar texto. E aí o pessoal do TED ficou, do TEDx no caso, ficou muito Ficou a impressão de que eu tava nervosa, eu acho.
E aí eles falaram: não, fica tranquila, vai dar tudo certo, vai dar certo, confia, tal. E eu falei: eu não tô nervosa, eu só tô falando que realmente isso não faz parte do que eu consigo entregar, não é assim que eu funciono, não consigo. E eles acharam que era porque eu tava nervosa. Chegou um determinado momento que eles pediram para eu entregar um ensaio gravado. Então aqui na minha casa, foi aqui no meu quarto inclusive, eu coloquei o celular com o que eu sempre faço, que é o meu caderno.
É um caderninho preto que eu levo para cima e para baixo, que eu anoto tudo. Se a gente tiver conversando, eu vou estar com esse caderninho preto. Se você falar alguma coisa que me inspira, eu vou sacar esse caderninho preto e eu vou escrever. E aí eu peguei esse caderno, coloquei as palavras-chave ali do meu texto e fiz a apresentação com esse caderno por trás da câmera. E aí eu gravei e entreguei. E eles estavam num grupo junto com a Márcia, que trabalha comigo, né, com como assistente produtora.
E aí eles falaram: nossa, arrasou e tal. E aí foi uma falha de comunicação minha, porque eu não falei para Márcia que eu gravei com esse caderno por trás. Eles acharam que eu tinha entregado o texto inteiro sem nenhuma referência, e eu não tava sem nenhuma referência, eu tava fazendo do jeito que eu sei fazer, que é com palavras-chave. Beleza, aconteceu isso, eu consegui entregar o texto ali nesse ensaio gravado, eles estavam super animados.
E teve um detalhe: esse processo inteiro, desde que eu entreguei o texto até gravar o ensaio, eu dei tudo de mim para decorar o texto. Eu passei um mês inteiro assombrada pela ideia de que eu deveria estar decorando o texto. Vocês já tiveram essa sensação de vocês fazem qualquer coisa e aí você lembra: "Puta, mas eu devia estar fazendo aquela coisa"? Então eu entrava no banho e pensava: "Será que esse é o momento de eu passar o texto?" Eu deitava na cama e eu pensava: será que eu deveria estar decorando texto?
E eu realmente dei tudo de mim para decorar esse texto. Eu separei ele em várias partes, eu usei várias técnicas, eu fiz uma parte por dia, sabe? Capítulo 1, como se fosse, sabe, primeiro parágrafo. Aí decoro o primeiro parágrafo um dia, segundo parágrafo, decoro o segundo parágrafo. Mas simplesmente não é a forma que o meu cérebro funciona. Eu acho que se esse fosse meu emprego eu poderia ter anos de dedicação e chegar em alguma metodologia que funcione para mim, mas não sem esforço, porque não é uma coisa que é natural para mim como comunicadora, como pessoa.
Então eu passei um mês inteiro assombrada pela ideia de que eu deveria estar decorando este texto, essa desgrama de texto que eu mesma que escrevi. E aí eles ficaram nessa, e eu tava muito insegura com isso e falando: olha, gente, tô realmente falando que eu não sei falar sem uma referência, sem um TP, sem um— e até o TP para mim é difícil, porque o TP, que é o teleprompter, ele passa o texto, e aí você lê o texto, você não tem tanto espaço para improvisar e se conectar com a pessoa que tá escutando, sabe?
Então já não é minha zona de conforto, mas pelo menos eu teria alguma referência. E aí eu falei: olha, eu preciso de alguma referência, eu preciso de uma lista, uma coisa, o meu caderninho. Eu preciso do meu caderninho, sabe? Aonde que na sua vida você sente que você precisa do seu caderninho? Às vezes não é impressão sua, às vezes você realmente precisa do caderninho, as pessoas precisam confiar que você precisa mesmo desse caderninho para entregar o produto final.
Mas já vamos chegar na moral da história. E aí chegamos lá em Blumenau e existiam todos os outros speakers que estavam passando pelo mesmo processo que o meu, que era o de O nervoso de você conseguir entregar uma palestra ao vivo que tá sendo gravada e com plateia. Isso não é simples, né? Acho que todo mundo, quando a gente fala, por exemplo, nos últimos episódios que a gente tava falando sobre medo, apareceu muito o medo de falar em público.
Acho que isso é uma coisa que muita gente tem insegurança, né? Por incrível que pareça, isso não é uma insegurança minha, falar em público. Hoje em dia eu me sinto bem à vontade mesmo de— eu já fiz algumas sessões de teatro ao vivo com mais de 1000 pessoas, já me apresentei em vários lugares e realmente eu sou muito tranquila em relação a isso, a não ser que seja uma coisa, sei lá, o TEDx, que é um texto decorado. E aí, chegando lá, a gente chegou e teve um primeiro jantar que foi uma dinâmica ali para a gente meio que se conhecer e alinhar e etc.
E aí foi a primeira, primeiro momento que a gente viu os outros palestrantes, né, os outros speakers que eles chamam. E é aquela coisa, por exemplo, os speakers que estavam junto comigo eram pessoas que eu já admirava muito, assim, alguns eu não conhecia e passei a conhecer, e as pessoas que eu conhecia eu já admirava muito o trabalho, mas não eram pessoas próximas a mim. Só tinha uma pessoa que era próxima a mim, que é a Amanda da @grana Preta.
Se vocês não conhecem ela, conheçam, porque ela é maravilhosa. A gente já se conhece de outros carnavais, então ela era o meu ponto de referência de amiga base. Sabe quando eu saio com as minhas... Sabe quando você tem um rolê e aí todo mundo é meio amigo, mas você não tem uma pessoa a quem se apegar? Eu e minhas amigas de infância, a gente fala que é a amiga base. Então, sei lá, você escolhe alguém do rolê e fala: "Olha, você vai nesse rolê?
Podemos ser amiga base?" E aí uma é amiga base da outra, sabe? A Amanda era minha amiga base nesse rolê. Então a gente logo se encontrou. Eu fui com a Márcia também, que trabalha comigo. Então elas eram assim o meu ponto de conforto ali. E os outros speakers eu super admirava e super simpatizava com todos já, mas eu não conhecia eles, né, assim, na vida real. Eu conhecia eles pela internet, o que é muito diferente. Então tava um clima que não era exatamente um clima tenso, mas era um clima duro, sabe?
Não era um clima de tipo, aê, gente, tipo, não era uma reunião entre amigos, era um estamos aqui com um propósito, tá todo mundo nervoso, a gente se conhece mas não se conhece, sabe? Uma coisa meio assim. Beleza, chegamos, jantamos, se conhecemos, tal, dormimos. No dia seguinte era o temido dia que eu achei que ia ser um dia super tranquilo, mas acabou sendo um grande choro da semana, que poderia ser o pior dia da minha vida, acabou sendo um pequeno pior dia da minha vida, mas aconteceu uma coisa, e acho que eu tive um pouco de autoria nessa coisa que aconteceu, que virou uma chave e acabou sendo um dos dias mais bonitos da minha vida também.
Começou com o fato de que eu tinha ido viajar, então eu tinha levado roupas limitadas ali, né? E eu já tava nas minhas últimas roupas porque era o penúltimo dia da viagem. Já era sexta-feira, sábado era apresentação, domingo a gente ia embora. Então eu tinha poucos looks. E aí eu tinha um look que era o look que eu ia usar no ensaio de manhã. Eu estava me maquiando e eu deixei cair base na minha blusa, que era preta. E aí, minha filha, já começou assim, sabe quando o dia começa com o pé esquerdo ou pé direito?
Lembra da publi da marca que eu nem posso falar o nome da marca, mas enfim, que eles são super traumatizados com isso, negócio da Fernanda Torres, enfim, um parênteses. Sabe quando o dia começa errado, do lado errado? Então aí já caiu base, eu já comecei a ficar desesperada, beleza. Aí desci para tomar café e uma coisa sobre mim é que se eu tomo café coado quente me dá gastrite imediata. Então eu só posso tomar ou cappuccino ou café expresso ou café gelado coado.
E no coisa ali do hotel não tinha expresso nem nada disso, tinha só tipo jarra de café coado. Eu falei, putz, não vou tomar café aqui, vou para o ensaio e aí eu vejo se tem algum lugar onde eu posso pedir um café ali nas redondezas ou pelo aplicativo e tal. Beleza, então meu carisma já não tava lá nas alturas, né, porque eu tava sem café As 8 da manhã já de pé e pronta para sair, etc. E aí, como que funcionava o ensaio? A gente se reuniu ali, todo mundo se reuniu ali no palco, e aí eles explicaram como que ia funcionar, que basicamente era para a gente apresentar o nosso texto para os speakers, como se eles, para os palestrantes, né, como se eles fossem a plateia.
Então, se a gente errasse, era para seguir o baile, que era para como se fosse no ao vivo mesmo, assim, tipo, o que você ia fazer se você errasse? Você não ia falar: "Ai, gente, esqueci, qual que é mesmo para fazer?" Então era para seguir, bola para frente. E aí a ideia é que você passasse o seu texto como se fosse valendo mesmo. Então os palestrantes, eles estavam ali na plateia junto com a equipe técnica do TEDx, então cada um tinha os seus preparadores, como se fosse, e estavam todos os preparadores de todo mundo ali.
E aí o que que acontecia? Você, a pessoa ia fazer o texto dela, né, entregava ali, tipo, subia no palco, falava como se fosse para valer, Era para ir bola para frente. E aí vinha os preparadores e tinha uma pessoa específica assim de linguagem corporal, enfim, vinham dar um feedback técnico sobre a sua performance. Então, ó, essa hora você se embananou, melhor prestar atenção aqui, você precisa enunciar melhor, você tá andando muito, você tá andando pouco, você tá fazendo isso.
E aí era para você ficar atento na sua performance e melhorar ela para o dia seguinte. Só que isso, gente, já é um pesadelo por si só, já é uma experiência traumática. Só que o que que aconteceu? Foi um monte de gente apresentar e todo mundo conseguiu apresentar o texto, todos os palestrantes conseguiram. Teve uma pessoa ou outra que tipo deu um branco, mas conseguiu recuperar e fazer o texto. Menos quem? Adivinha, eu dou uma chance para vocês adivinharem quem não conseguiu fazer.
É óbvio que eu não consegui, e eu já sabia que eu não ia conseguir, porque eu fui com meu caderno, bendito caderninho preto, e eu tentei convencer eles de subir junto com o caderno, e eles insistiram muito para eu não subir com o caderno. E aí eu falei: gente, mas eu não sei decorar texto, falei toda aquela história, e eles achavam que eu tava nervosa. O que que acontece comigo, gente, se eu tô falando com você agora, como eu tô falando agora, eu tô falando de um jeito muito presente.
Então eu tô sentindo as palavras chegando, eu falo de um jeito muito presente. Quando eu tô fazendo isso da minha forma, eu não consigo antecipar a próxima coisa que eu vou falar, entendeu? Então o que acontecia é que eu entregava um parágrafo, tipo, conseguia entregar um parágrafo do texto porque eu tava muito presente. E aí na hora de linkar com o próximo parágrafo, me dava um branco, porque eu não conseguia que o meu cérebro variasse tão rápido entre presente e futuro, entendeu?
E aí eu não consegui entregar o texto. Eu parei mil vezes e falava: esqueci, deu branco, alguém me ajuda. Eu não poderia fazer isso, né, que era para entregar como se fosse para valer, e eu teria que me virar ali no fim. Não consegui entregar o texto. E aí foi muito humilhante, foi uma lição de humildade, foi uma dose de humilhação, sabe, na frente dos outros speakers que assim eu conhecia, mas, e respeitava muito ele e o trabalho, mas que eu não tinha nenhuma proximidade.
E aí o que aconteceu na sequência foi uma coisa que mudou, eu vou dizer, mudou um pouco a minha vida. Tá, eu não consegui entregar. Eu fui falando e foi um momento muito ruim. O texto tem de, tem que ter de 15 a 18 minutos, se eu não me engano, 12 a 15 minutos, não me lembro. E eu fiquei durante todos esses 15 a 18 minutos esquecendo e dando branco e etc., e tentando falar. Só que o meu texto, a minha palestra era sobre uma coisa muito subjetiva, que é o vazio.
Então não era tão técnica específica. Então para que ela não ficasse vergonha alheia, precisava ser fluida, sabe? Porque senão fica tipo vários trechos sobre um negócio mega subjetivo que você não consegue se conectar, então você acaba ficando com agonia, sabe, dessa, da apresentação. E aí o que aconteceu foi que eu falei o texto, veio a equipe técnica dar os feedbacks, e os feedbacks foram assim: putz, não rolou, né? Tipo assim, caramba, você tá nervosa?
Eu falava: não tô nervosa, eu só realmente não tenho essa capacidade, isso é uma limitação minha. E ficou nessa coisa mais técnica, cuidado para você não se movimentar desse jeito, tal. E aí o que rolou foi que enquanto eles estavam me falando isso, eu instintivamente abaixei no palco. Então eu agachei no palco. Agora, olhando em retrospecto, eu acho que era para baixar minha bola, entendeu? Assim, tipo, me colocar— não era me colocar para baixo, mas era para me tirar de um lugar de performance e me colocar num lugar mais para baixo assim, mas porque tava todo mundo no mesmo nível e eu tava ali no palco, né?
E eu abaixei para o mesmo nível das outras pessoas. Na hora que eu abaixei, os palestrantes, aconteceu uma coisa que não aconteceu com as outras pessoas, que foi os palestrantes começaram a falar para além da equipe técnica, porque com todo mundo foi a equipe de preparadores que falou. E aí próximo palestrante, próximo palestrante, no meu, como eu não consegui, eu abaixei, os palestrantes começaram a querer me ajudar. Então começou com o Matheus, que o Matheus Sodré, vocês devem conhecer ele como Sodré Mate, levantou a mão e falou: posso falar uma coisa?
E aí eles: claro, claro. Aí passou o microfone para ele, ele falou: ah, quando você tá conectada com o texto, a gente não consegue se conectar com você, mas quando você entra no lugar de espontaneidade, é bem hipnotizante assim o jeito que você fala, tal. Então talvez a gente tem, você tem que ir para esse lugar mais espontâneo. Ele falou isso e deu abertura para outras pessoas falarem. Aí o Uno, que tava lá também, falou: "Ai, posso te dar uma sugestão?
Eu fiz assim para decorar." E aí eu sentei e a gente começou a conversar, e a atmosfera mudou totalmente. Então o Uno veio: "Olha, eu decorei dessa forma." Aí a Carolina Del Boni, que era uma psicanalista incrível, que também fez uma palestra maravilhosa, veio até o palco e sentou junto comigo para mostrar para mim como que ela fez a estrutura do texto dela para conseguir apresentar. Aí a gente começou a, juntos, tentar entrar num espírito— tentar não, a gente entrou num espírito colaborativo, entendendo: nós não somos, não estamos disputando quem vai ser a melhor palestra.
A gente tem um objetivo em comum que é entregar ideias para as pessoas. E eu tô com essa dificuldade, eu que era uma das palestrantes, tô com essa dificuldade porque eu não consigo decorar o meu texto. "O que a gente pode fazer juntos para que o nosso objetivo seja cumprido?" E aí a gente começou a conversar, e aí eu em um determinado momento falei: "Gente, vocês não acham que talvez seria melhor eu colocar uma apresentação no telão?
Porque aí eu consigo seguir uma linha de raciocínio." Aí todo mundo falou: "Não!" E aí o Carvalhal, que também tava lá, o André Carvalhal, levantou e falou: "Amiga, você tem que fazer o que for melhor para você." Tipo, mega me defendendo assim. E tipo, a gente não se conhecia. Um dia atrás a gente nem se conhecia, a gente se seguia, né, eu e pessoas, mas a gente não se conhecia. E aí, gente, eu não sei se foi uma perspectiva minha, eu acho que não, porque eu conversei com algumas pessoas, elas tiveram a mesma sensação, mas eu sinto que esse momento marcou um antes e depois dessa experiência, porque a dureza, né, assim, dessa relação de nossa, os outros palestrantes, o que será que eles vão falar, se dissolveu e deu espaço para um lugar de colaboração que foi uma das coisas mais bonitas que eu já experienciei, assim, as pessoas juntas discutindo comigo sobre o que eu poderia fazer para entregar o meu texto, que eu tava com essa dificuldade, sabe?
Então a gente entrou num lugar de não competição, que é muito raro nesses momentos de palestra, de que uma pessoa tá em destaque, sabe, uma coisa assim. E foi tão bonito de ver. E todo mundo ficou muito preocupado comigo, porque realmente, gente, assim, a apresentação era no dia seguinte. Eu Não consegui apresentar. Tipo assim, eu não tô sendo exagerada não. Tipo, eu não consegui apresentar. Eu falhei. Eu errei. E aí o que aconteceu foi que, como todo mundo tinha conseguido apresentar, todo mundo foi embora e ficou eu e mais duas pessoas para reensaiar.
Uma porque queria e a outra por recomendação da equipe do TEDx que pediu para elas ficarem mais. Pediu para eu e ela ficarmos para passar de novo o texto. Ela porque tinha travado em um momento do texto e eu porque obviamente não consegui entregar o texto. E aí, como ficou só eu e mais duas pessoas e a equipe do TEDx, as pessoas não sabiam o que aconteceu depois. E o que aconteceu depois foi o seguinte: na hora que eu apresentei e não consegui apresentar, foi de uma certa forma um alívio para mim.
Porque sabe quando você tem uma dor que todo mundo fica tipo: "Ai, mas nem deve estar doendo tanto assim. Ai, respira que passa. Ai, toma uma água." Aí você vai no médico, e sai um exame alterado, que é horrível, mas que você fala: ai, pelo menos eu não tô doida, sabe? Tem uma explicação, tipo, realmente agora as pessoas podem acreditar em mim que eu tô com dor. Foi um alívio nesse sentido de tipo: ufa, agora as pessoas viram que realmente é uma limitação minha.
Não é que eu fico nervosa, não é que eu tô insegura, é que realmente decorar texto não faz parte das minhas habilidades. E a gente tem um objetivo em comum que é entregar a palestra. Então a gente tem que trabalhar dentro das minhas limitações e não forçando uma habilidade que eu não tenho capacidade de ter. Gente do céu, desde o pré-lançamento do meu livro eu tenho vivido dias completamente caóticos. E a gente sabe que quando o caos começa, normalmente a primeira coisa que a gente abre mão são os hábitos que justamente sustentam a nossa rotina, a nossa saúde, e ao nosso bem-estar mental.
Por isso mesmo que eu tenho tentado encontrar formas de economizar tempo sem precisar abrir mão da minha saúde, do meu bem-estar. Porque ninguém sobrevive só de café e ansiedade, né, gente? E foi assim que eu conheci a Livup, que se tornou uma fiel escudeira dos últimos tempos. Eles têm snacks e refeições prontas que, além de práticas, são saudáveis e deliciosas, do jeito que a gente ama. Eu já experimentei várias opções diferentes e juro, não dá pra acreditar que é comida congelada, de tão bom!
Todas as receitas são livres de conservantes e passam por ultracongelamento, que mantém os nutrientes e deixa tudo com gosto de comida fresquinha, sabe? A minha favorita tem sido a de falafel. Gente, a marmita de falafel vegetariana é uma coisa! E o mais legal é que no site você encontra uma variedade enorme de receitas, com opções vegetarianas, massas, low carb e até uma seção completa para as divas que vão ficar musculosas esse ano.
Se você também quer uma alimentação saudável sem transformar isso numa tarefa impossível, eu vou deixar o link da Livup na descrição desse episódio. E ó, com o cupom GOSTOSAS você ganha 15% de desconto na sua primeira compra. Obrigada, Livup, por patrocinar esse trecho do episódio. Voltando. Então a equipe do TEDx foi muito acolhedora comigo nesse momento e eles falaram: "A gente vai fazer o que for preciso para sua apresentação dar certo.
O que você precisa?" E aí eu falei: "Eu preciso do meu caderninho." E aí obviamente eu não ia subir com um caderninho, então eles pegaram o que estava escrito no meu caderno e colocaram em um arquivo e espelharam para mim em uma tela que os outros palestrantes viam ou a apresentação deles, né, porque alguns fizeram com slides, ou um cronômetro. Então eu tive esse suporte das palavras-chave nesse momento, né, da apresentação. Então quando eles colocaram as palavras-chave, que era assim meia dúzia de palavras que eu precisava, eu subi para ensaiar e saiu, obviamente, porque eu sabia que ia sair, porque esse é o jeito que eu gravo, que eu já gravei 160 episódios do podcast.
E eu em nenhum momento dessa jornada eu fiquei nervosa de que eu não não conseguiria entregar se não tivesse essa lista de palavras. Eu sabia que se eu conseguisse esse suporte das palavras, eu conseguiria entregar o texto. Eu não tava nem um pouco nervosa com isso. E eu tava falando: gente, confia em mim, vai dar certo, só coloca isso para mim ali na tela que eu vou conseguir entregar. E aí eu subi e eu consegui entregar. Eu falei: tá vendo, Falk?
Faz um caderninho, tô falando para vocês. E aqui nesse ponto da história já temos duas morais. 2 lições que eu aprendi. A primeira lição, que foi muito preciosa para mim, de perceber que eu consegui agir dessa forma, é que em nenhum momento essa minha limitação e essa dificuldade que eu tive de apresentar o texto se transformou numa insegurança pessoal minha de que tipo, eu sou um lixo, eu sou uma pior profissional do que as outras pessoas que estão aqui, eu não deveria estar aqui, me chamaram por engano, ah, eu sou uma impostora.
Em nenhum momento Eu levei para esse lado genuinamente, eu consegui. Se a minha analista tiver ouvindo isso, ela vai ficar orgulhosíssima, mas eu genuinamente consegui entender que aquilo era uma limitação técnica minha, que eu não tenho esta habilidade. E eu não ter esta habilidade não me torna uma melhor ou pior pessoa, só significa que eu não tenho esta habilidade, eu tenho outras, e eu não posso contar com essa. Então eu vou ter que agir de outras formas quando eu precisar entregar alguma coisa que precisa dessa habilidade.
Então essa foi uma lição muito preciosa para mim, e eu gostaria muito que se você passar por alguma coisa na sua vida que te faltar alguma habilidade, que você consiga— porque foi tão libertador para mim conseguir passar por esse momento humilhante sem pensar em nenhum momento que eu era uma péssima pessoa, que eu era pior do que as outras pessoas, me transformar isso em segurança, em trauma, em um negócio que pode me travar, e não e não querer mais fazer nada desse tipo.
Então, se apegar a o que tá acontecendo de fato, que é uma limitação, e todo mundo tem as suas limitações, você não tem como ser perfeito em tudo. E me deu muito, muito alívio perceber que eu tenho esse autoconhecimento da minha própria limitação, sabe? Enfim, e a segunda moral da história é que ali foi um momento em que eu tive a prova de que a vulnerabilidade é realmente mágica. Ela é capaz de transformar experiências. Porque eu acho que se eu não tivesse abaixado naquele momento do feedback humilhante que eu tive— não que o feedback foi humilhante, mas foi um momento humilhante— e depois recebi um feedback técnico, se eu não tivesse abaixado e me colocado nessa numa posição de tipo: "E aí, e vocês, gente?
O que que vocês acham? O que que a gente pode fazer?" E me colocado ali como uma pessoa que precisava de ajuda naquele momento, talvez eu teria levado essa experiência com uma dureza e uma frieza e um isolamento e uma solidão que não deixariam com que essa experiência como um todo fosse positiva. E talvez poderia até gerar um trauma em mim de nunca mais querer performar em público, sabe? Ou alguma coisa do tipo. E aí abaixar e me colocar vulnerável e pedir ajuda para as pessoas que estavam ali comigo foi muito mágico, porque a gente entrou realmente em um outro momento como grupo.
Eu senti assim, pelo menos eu me senti extremamente próxima daquelas pessoas que eu tinha conhecido há um dia. Então eu realmente fiquei muito fascinada com a conexão que eu firmei com aquelas pessoas depois desse momento humilhante que eu passei. E aí à noite, depois desse ensaio, né, que a gente concluiu, a gente foi jantar numa hamburgueria e uma das pessoas que tinha entregado o texto maravilhosamente bem foi a Nelly Pereira, que é uma mixologista muito incrível que estuda brasilidades.
E ela tem uma espontaneidade muito incrível. A palestra dela foi muito envolvente, muito espontânea, muito timing dela muito bom. E aí eu elogiei a palestra dela, né, no jantar. Eu falei: nossa, você foi muito bem! Como é que você conseguiu? Tipo, como você consegue pegar um texto e transformar nisso? E aí a gente foi conversar e eu descobri que ela não tinha feito um texto texto que nem eu. Ela teve essa reunião com o pessoal do TEDx, ela falou qual era o método que ela gostaria de usar, que era o de tópicos e de fala espontânea, e eles aceitaram, e ela entregou o texto dessa forma.
E eu falei, gente, 'Que loucura, por que que eu não fiz isso?' E aí eu fui rebobinando minha cabeça e eu percebi que eu mesma me impus um método que não fazia sentido para mim, porque eu achava que esse método rígido era o que aquele momento tava pedindo, que aquela ocasião tava pedindo, sendo que eu fui chamada. Olha que loucura, gente, eu fui chamada para esse evento por conta do que eu entrego aqui no podcast, por exemplo, ou como comunicadora nos outros lugares.
E por que que eu não bati no peito e falei: "Eu tenho um método e eu preciso proteger ele acima das formalidades que eu acho que as coisas exigem de mim"? Então, quanto que a gente se adapta a uma coisa que nem pediu pra gente se adaptar, porque eu não me lembro da equipe do TEDx falar pra mim que eu precisava seguir essa metodologia. Talvez tenha sido uma sugestão, mas em nenhum momento eu falei: "Não, mas eu funciono dessa forma." Se eu não tivesse feito um texto, eu poderia fazer como eu faço aqui no podcast, que é o que eu tô fazendo agora, ter palavras-chave e improvisar em cima disso para contar a história do meu jeito, que eu acho que é o motivo pelo qual eles me chamaram.
Olha que loucura! Em vez de eu confiar em mim mesma a ponto de proteger o jeito que eu sei fazer as coisas, eu achei que era mais importante eu respeitar uma rigidez de um método que nem me foi imposto. Tipo assim, que loucura! Então essa é a lição número 3. E depois eu descobri com uma amiga minha psicanalista que tem um nome na psicanálise para esse esquema, que são as condições mínimas de trabalho. Então um psicanalista, por exemplo, se ele começa a atender alguém que tem alguma condição psiquiátrica, ele impõe as condições mínimas de trabalho para aquela pessoa, do tipo assim: olha, eu vou te atender uma vez por semana, mas condicionado a você ter um acompanhamento psiquiátrico.
Se a pessoa falar: eu não quero ter acompanhamento psiquiátrico, então eu não vou ser sua psicanalista, porque senão o negócio não vai funcionar. E aí, quando eu tava conversando com essa minha amiga, eu adotei isso assim, de entender quais são as minhas condições mínimas de trabalho para eu entregar o que eu preciso entregar, não só no trabalho, mas na vida, entendeu? Então quais são as regras que eu tô seguindo, que nem me foram impostas, só porque elas existem eu adotei elas.
'por conta delas eu não tô conseguindo entregar o meu melhor', sabe? E aí o que aconteceu no dia seguinte foi uma coisa muito curiosa, que acabou esse ensaio, acabou esse jantar, tive essa conversa com a Nelly. E aí no dia seguinte, como eu já tinha conseguido entregar o texto com as minhas palavras-chave preciosas, eu tava muito tranquila. E eu, se você já me conheceu na vida real, talvez você já tenha percebido que eu sou muito tranquila.
Raramente eu tô pirando, se eu tô ansiosa. Geralmente eu fico confortável assim nas situações, mesmo que elas sejam desconfortáveis. E se elas são desconfortáveis, eu me retiro. Raramente você vai me ver em público e desconforto, digamos assim. Então eu cheguei no dia da apresentação e o que eu me deparei no camarim foi muito curioso, porque eu cheguei lá e eu tava muito tranquila, né, tava muito confortável, como eu sempre sou.
E aí as pessoas vieram falar para mim: nossa, você deu a volta por cima, né? Que você tava muito nervosa ontem e agora você tá muito tranquila. E aí eu falei: gente, eu em nenhum momento estive nervosa. Tipo, não me senti nervosa, boca seca, isso realmente não é o que eu sinto. O que eu sinto é a minha limitação. Por outro lado, quando eu cheguei no camarim, eu era a pessoa que tava mais tranquila, que era a pessoa que não tinha entregado o texto no dia anterior.
E as pessoas que entregaram o texto da melhor forma, que tiveram as melhores performances, as 3 pessoas que tiveram as melhores performances no dia anterior no ensaio, eram as pessoas que estavam mais nervosas no dia da apresentação. Gente, era um clima no camarim de nervosismo ruim, sabe? Tipo um nervosismo que a pessoa tá pálida. E aí eu fiquei lá conversando com as pessoas, tentando acalmar, descontrair, etc. E aí eu percebi que eu acho que eu tava tão tranquila também porque eu já tinha errado, entendeu?
Eu já tinha errado, já tinha passado por essa situação, eu já entendi o que eu precisava para— que é aquele texto da Rosália, né, que a gente falou no episódio Gostosas Também Erram, que eu trouxe um texto da Rosália que ela fala: Deus, me ensine a errar, me ensine a errar melhor, me ensine a errar mais rápido, me ensine a errar tanto que eu fique mestra na arte de errar. E eu, neste processo do TEDxLuminal, eu me senti incorporando cada palavra da Rosaria, do tipo assim: eu errei, agora deixa eu errar tudo que eu tenho para errar.
Para vocês terem uma ideia, no ensaio eles me colocaram aquele microfone da Xuxa, sabe, que fica assim na orelha. E aí eu entrei com aquele microfone e eu ouvi a minha respiração e eu comecei a ficar desconcentrada com o som da minha respiração. Falei: gente, posso entrar com o microfone de mão? Aí eles: pode? E se eu não tivesse errado nesse momento e tivesse entrado com o microfone da Xuxa? Tipo assim, sabe, tantas coisas poderiam ter dado errado e deram errado que fizeram com que eu já tivesse errado e já tivesse montada em cima do meu erro para o dia final.
E como o que eu interpretei, né, que essas pessoas que entregaram o texto perfeitamente bem no ensaio, como elas não erraram, elas estavam com muito medo do erro, muito mais medo do que eu que já tinha errado. Entendeu? Então no final, tá barato demais errar no ensaio, meu povo. Então eu acho que a falha me deixou realmente jamais confiante, porque eu já tinha errado. E agora eu podia fazer melhor, né? Como eu já tinha falhado na frente de todo mundo ali, dos palestrantes, agora quando era para valer na frente da palestra, eu tinha a oportunidade de fazer melhor, ou já ter consciência desse erro para poder remediar ele.
E aí eu era a última a apresentar. Simplesmente. Imagina o nervoso, meu povo. Eu era a última a apresentar, eu assisti todas as palestras, etc., e como as pessoas não tinham me visto ensaiar e entregar o texto, as pessoas estavam coletivamente, os palestrantes, muito preocupados comigo. Todo mundo falava: "Vai dar certo!" Eu falava: "Fica tranquila, eu sei, eu sei, vai dar certo, fica tranquila, tal." Mas realmente é muita tensão, né, gente, ser a última a falar e tal.
E eu tava com muito medo de não entrar as palavras-chave ali na tela, tanto que eu falei para o Humberto, que era um dos meus preparadores, eu falei: Humberto, você promete para mim que vai estar as palavras-chave ali, pelo amor de Deus, se não tiver palavra-chave eu vou te chamar para subir no palco comigo e vou falar: gente, eu não vou poder entregar meu talk porque tá sem as palavras-chave, mas sobe aqui Humberto, vamos trocar uma ideia.
E ele falou: não, pode ficar tranquila que eu vou garantir que as palavras vão estar lá. E aí eu subi, e os palestrantes eles ficam na primeira fileira da plateia. Então eu subi, eu vi todos os palestrantes que passaram por toda essa jornada de humilhação e de cooperação e depois de conexão, etc., comigo. Eu olhei, eles estavam todos olhando para mim, tipo assim, com joia na mão, sabe? Tipo, vai, vai dar certo, vai dar certo. E aí eu já comecei, eu acho que eu fiz alguma coisa engraçada, eu não sei exatamente o quê, porque na hora que eu entrei Pessoas já deram risada, eu acho que foi algum, fiz alguma carinha engraçada.
E aí eu entreguei o texto. Foi o melhor texto do mundo? Não, não foi o melhor texto do mundo, porque eu tava muito presa ainda ao que eu escrevi, porque é muito difícil você esquecer o texto e improvisar. Talvez se eu não tivesse feito o texto e tentado decorar, eu conseguiria entregar uma coisa mais improvisada e mais espontânea, e que tivesse mais conexão com plateia. Mas o importante é que a mensagem foi passada, eu consegui entregar a mensagem.
Não foi a melhor performance do mundo, mas fluiu. E eu vi a plateia, tinha gente chorando, tinha gente que foi tocada pela mensagem, que era realmente a minha prioridade. Tanto que eu sempre falo para vocês que antes de eu começar a gravar, ou antes de eu entrar em qualquer palco, eu falo: universo, seres de luz que me acompanham, me usem como uma ferramenta para passar mensagem para as pessoas que precisam ouvir. E eu senti que ali esse propósito foi cumprido.
E aí quando eu acabei a performance, né, a palestra, e eu fiz muito obrigado, na hora que eu olhei os palestrantes, eles levantaram da, tipo, foi uma celebração conjunta porque tava todo mundo participando comigo daquele momento e viram eu falhando. Talvez se eles não tivessem visto eu falhando, a palestra não tivesse sido tão celebrada como foi, como eu senti. E aí todo mundo levantou, aplaudiu, aí todo mundo veio me abraçar e falar que foi o máximo e tal.
E obviamente eu também fiz a mesma coisa com eles, né, porque realmente as palavras foram muito legais. E aí, depois que isso aconteceu, eu senti um alívio coletivo e uma celebração coletiva e uma conexão tão genuína com essas pessoas que passaram por essa jornada comigo, que eu simplesmente não queria sair de perto dessas pessoas. Eu queria ficar mais com elas, tanto que assim, eu tava super cansada, imagina, passei por tudo isso.
A gente passou coletivamente, né, por tudo isso. E aí já era, sei lá, 8 da noite do sábado. A gente tava desde quinta-feira nessa jornada em outra cidade, dormindo em hotel, que é também cansativo. Eu tenho fibromialgia, então a minha fibromialgia já estava atacada, mas eu não queria ir embora. E aí eu falei, gente, vamos para um bar. Aí a gente foi, aí eles organizaram, o pessoal da organização TEDx, que é perfeito, organizaram um bar.
A gente foi num bar, ficou lá conversando até altas horas. Eu não queria ir embora, isso "Não acontece comigo, geralmente. Geralmente eu sou a primeira a ir embora, para ir para minha casa." Mas foi uma conexão tão genuína que realmente eu queria ficar mais tempo com aquelas pessoas. E aí, nesse momento, eu entendi o voluntariado do TEDx. Porque é muito inconveniente você trabalhar de forma voluntária e não remunerada por 8 meses em um projeto.
E quem vê de fora, né, assim, Eu não sei se essa é exatamente a motivação dos voluntários, mas para mim foi muito isso, né? Tipo, eu não fui remunerada por nada disso que eu fiz, mas valeu muito passar por essa experiência, que eu aprendi. Eu sou, eu sinto que eu aprendi coisas que eu não teria aprendido de outras formas se eu não tivesse me colocado à prova nessa, nesse processo, sabe? Entendi muito profundamente assim esse voluntariado.
É muito engraçado porque eles mesmos falam que as pessoas acham que eles são uma vibe de seita. E eu fiquei assim, nem me fala isso, que eu amo seita, eu amo documentário de seita, e eu acho que eu sou uma forte candidata a cair em seitas. Então, se isso aqui for um esquema de pirâmide, vocês me tirem imediatamente do grupo, porque eu sou capaz de cair no mesmo segundo. Mas eu entendi a motivação deles, assim, de fazer esse dia acontecer.
E é bem impressionante, assim, porque eu já participei de muitas desses projetos grandes, né, geralmente remunerados, não só eu remunerada como as pessoas que estão trabalhando remuneradas. E eu nunca fui tão bem recebida em nenhum desses outros projetos assim. E é muito curioso porque as pessoas não estavam sendo pagas, mas assim, eles antecipavam todas as nossas necessidades. Então, tipo assim, você quer ir para uma farmácia, aí aparece uma voluntária na porta do hotel para te levar para uma farmácia.
Ai, você quer ir embora? Qualquer momento que você quiser ir embora, alguém te leva para pro hotel. Uma loucura, gente, tipo assim, uma hospitalidade mil de mil. E é curioso porque todo mundo que tava lá deu esse relato assim de ser bem impressionante a gente estar em um projeto, né, um evento, um momento que não era o que tava em pauta, não era o dinheiro envolvido, até porque não tinha dinheiro envolvido para ninguém, era fazer algo acontecer.
E a força do coletivo para fazer esse algo acontecer foi bem impressionante assim de ver acontecendo ao vivo, sabe? Não só da equipe, que foi incrível, né, que eram mais de 100 pessoas, acho que estavam trabalhando ali, mas também dos palestrantes, de colaborar e tirar essa ideia de competição e entrar num momento mesmo de colaboração. Assim, foi muito legal e foi bem transformador. E aí foi bem engraçado que no grupo, depois a gente tem um grupo de Zap, né, que todo mundo chegou-se num consenso que o TEDx Foi a nossa inconveniência favorita.
Eu amei esse termo, nossa inconveniência favorita. E fica o lembrete também, outra moral da história, que muitas vezes o preço da conexão genuína com outras pessoas, o tipo de conexão que é transformadora de viver, muitas vezes é a inconveniência, é o desafio, é uma boa humilhação, é baixar a bola, é agachar no palco, sabe? E eu vivi isso muito na pele nesses últimos dias. E aí o que foi engraçado foi que eu voltei da viagem muito cansada, mas não drenada, numa atmosfera de muito cansada e feliz, que eu acho um dos estados mais gostosos de estar na vida, assim, que é cansada e feliz.
Sabe quando você volta assim e você fala: nossa, que cansaço, mas que bom que eu vivi isso. E aí esse episódio é um pouco diferente, né, do comum que vocês estão acostumados, mas eu queria contar essa história cheia de lições e de experiências que eu passei. Acho que seria legal para vocês ouvir os bastidores de uma experiência que geralmente é tão espetacular, né, assim espetacularizada, e você tá no palco e etc., e ser uma coisa super chique.
O TEDx vai ficar disponível no YouTube, provavelmente já tá disponível. Se já tiver disponível, eu mando lá no nosso grupo e compartilho também no Instagram para vocês verem finalmente a minha apresentação, que eu já adianto que não é a melhor apresentação do mundo, mas é Ela aconteceu, com todos esses poréns. Eu queria aproveitar a oportunidade para agradecer muito a equipe do TEDx pelo convite, pela hospitalidade, por fazer acontecer.
Agradecer profundamente os palestrantes que me deram esse suporte e me ofereceram um desses melhores momentos da minha vida, assim, um dos momentos mais bonitos que eu passei, de transição que foi quase física, assim, que você conseguia sentir, de uma transição de um medo e uma frieza que a gente estava compartilhando, pra uma coisa colaborativa, acolhedora, com muita conexão. Então foi muito legal de viver. E a gente saiu dessa experiência com uma sensação assim de terceirão pra vida, sabe?
Tipo assim, vamos sair! Quando você estiver em São Paulo, me avisa. Quando estiver em Salvador, me avisa. Que a gente queria viver nessa conexão, que foi muito bonita assim de sentir. E no meu caso, foi tudo por conta de uma humilhação. Tá barato, né, gente? Se o preço de viver tudo isso é uma humilhação ali no palco, tá barato. Vamos falar sobre roupas confortáveis para mulheres. Hoje o recado diretamente da Lela Brandão Co é para as monas que, assim como eu, já sofreram tentando caber dentro de uma calça jeans.
Eu sei o que vocês sentem, minha gente. E sim, teve a reposição da calça mais amada pela nossa comunidade, e não é à toa, né, gente? Além de belíssima, Nossa calça jeans ajustável entrega conforto. Essa peça é muito significativa para mim porque eu passei, já falei para vocês, muitos anos da minha vida tentando caber em um jeans que era 36, 38, que claramente não foi pensado para o meu corpo. E aí eu decidi criar um jeans que se ajustasse ao meu corpo e não que o meu corpo tivesse que se ajustar a ele, sabe?
Inclusive eu coloquei o nosso jeans ajustável, confortável, icônico à prova e passei a viagem inteira para Blumenau do TEDx usando o nosso jeans. Eu tive que pegar avião, dei a palestra, comi, vivi a vida, fui no bar normal, e em nenhum momento eu senti aquela vontade desesperada de arrancar a calça do corpo, sabe? Eu sei que vocês conhecem bem essa sensação tenebrosa, e eu tenho provas, tá? Eu tenho um vlog que eu fiz desse, dessa viagem, mostrando jeans em várias situações.
Eu vou deixar esse vlog lá no nosso grupo do WhatsApp, se você quiser ver depois. Todas nossas calças jeans têm um elástico por dentro do cós. Escondido, que você ajusta com um botão para acompanhar as mudanças do nosso corpo. Isso foi inspirado em roupas infantis. É muito comum que esse ajuste exista nas roupas infantis, porque para criança é normal que você espere que ela varie de tamanho, mas o corpo das mulheres não pode. Eu peguei, roubei essa ideia das roupas infantis e coloquei no nosso jeans.
Gostaram? E aí eu já vou avisando que depois que você experimenta, fica muito difícil voltar para um jeans comum. Então experimente com parcimônia, sabendo que é um caminho sem volta. Os modelos Wide Leg e Mom já estão de volta no site. E além da reposição, agora a gente também tem uma nova integrante da família jeans ajustável, que é a calça jeans laço. Todas elas têm bolsas gigantes que vocês amam, o cos com elástico escondido por dentro, e a calça laço tem um laço na barra que deixou todo mundo obcecado, inclusive eu, que só sei usar ela agora.
Então fica aqui meu recado para as monas que estão em busca do jeans perfeito: A reposição da nossa calça jeans ajustável já tá disponível no site www.lelabrandão.com. Vocês têm desconto com cupom GOSTOSA E CHORONA. Vamos para o choro da semana, gente. Tem duas pessoas aqui na minha sala que provavelmente vocês vão ficar passados, mas tem a Marcela Ceribelli e a Bebeta Sales, estão aqui na sala da minha casa, elas estão trabalhando lá na sala, e eu ia chamar elas para para apresentar o choro da semana delas.
O meu choro da semana foi esse grande episódio. Eu esqueci de contar um detalhe, que é, chegando lá, eu pedi um café no delivery. E aí, bom, aqui vai o choro da semana. Eu pedi um café no delivery, e aí, como eu tava assistindo apresentação das outras pessoas, eu tentei pedir muito rápido, e eu não percebi que eu pedi o cappuccino brasileiro em Blumenau. Não sei se é uma coisa de Blumenau, de uma coisa de Santa Catarina, ou se é uma coisa geral.
Mas eu vi cappuccino, cliquei, pedi, e eu não vi que era cappuccino brasileiro. Menina, chegou um negócio tão ruim que parece que o cappuccino brasileiro é um negócio muito doce, tipo assim, é um cappuccino com muito açúcar ou xarope, não sei o que que era. Aí eu dei 2 goles, já me deu uma azia, e para melhorar, adivinha, eu derrubei, eu derrubei o cappuccino no chão ali da plateia do TEDx. Aí vai eu e a Márcia independente, barra produtora, no banheiro pegar as coisas, o álcool, não sei o quê, para limpar enquanto o outro tá apresentando.
Para variar, eu derrubando café por aí, né? Mas enfim, vou chamar as divas para compartilhar o choro da semana delas e depois a gente encerra. Bom dia, gostosas! Aqui é a Marcela Ceribelli.
Meu choro da semana é muito recente porque nasceu nessa tarde em que, cara, as minhas amigas estão São Paulo, não todas, claro, tenho grandes amigas no Rio, mas eu tava com muita saudade de vocês, muita saudade, e me nutriu tanto tá com vocês hoje. Não, então meu choro fica: poxa, será que eu moro na cidade errada?
Eu acho, gente, a Marcela mora no Rio, ela morava em São Paulo, se mudou para o Rio. Infelizmente, para a tristeza dos paulistanos.
Para a felicidade dos cariocas. Mas e aí eu fiquei pensando nisso assim, o quanto eu preciso tomar mais cuidado, porque quando eu venho para São Paulo, fico muito focada em trabalho e entrega, e eu preciso vir e ficar com as minhas amigas, porque muda tudo.
Mas tô—
eu não posso. E eu achando que eu levava 20 minutos para chegar no aeroporto.
Gente, ela não tá mais acostumada com São Paulo, coitada. A gente tinha combinado dela ficar até o final, ela já vai ter que ir embora, infelizmente.
Beijo, gostosas!
Minha obsessão atual é uma série da Globoplay que se chama Sessão de Terapia, com o Celton Mello. Eu acho que é dirigida pelo Celton Mello, inclusive. Já tá na terceira temporada, se eu não me engano, tá saindo episódios novos agora. Talvez quando esse episódio for ao ar já esteja a temporada inteira, mas é muito legal. O Selton Mello interpreta um psicanalista. Vocês sabem que eu amo, né, psicanálise e todos esses assuntos. E ele tem os pacientes e tem uma continuidade.
Então tem assim: sessão 1 da Morgana, aí tem a sessão de cada um. Aí episódio 2, sessão 1 do Eduardo. Episódio 3, sessão 1 da Mônica. Aí depois vem sessão 2 da Morgana. Então tem uma continuidade na história das pessoas que estão sendo analisadas. Eu amo uma fofoca gente de psicanálise, então pra mim isso é um prato cheio. Vamos para a obsessão atual de Berta Sales?
Oi, ame! Oi, gostosas, como vão? Oi, eu tô toda fodida aqui já, mas ó, oi gente, eu sou Berta Sales, tenho aí um projeto que chama Bucinho Suado, de saúde física e mental possível e acolhedora para todos os corpos, e um podcast também, voltei a fazer podcast. Que se chama Bucinho Suado. Gente, minha obsessão atual é Hoffman pela metade. É uma série da HBO. Você já assistiu, amiga? Amiga, muito boa. Fala sobre masculinidade e de como esse lance da performance— a gente tava falando disso hoje mais cedo, né?
Dessa performance da masculinidade, de quanto ela é tóxica. E a gente é afetada, né? Claramente afetada. E como eles mesmos são afetados por tanta necessidade de performance o tempo todo, de extremação. Cara, dá muito embrulho no estômago, é horrível. É ficção. E quem escreveu, dirigiu e atuou na série foi Richard Gadd, que é o de Bebê Rena. É o mesmo diretor, escritor e o ator de Bebê Rena.
É perturbador.
É perturbador. É a história de dois irmãos que eles passam a conviver e são irmãos. E a série começa, tipo assim, eles falando, né: "Brothers from another lover". Porque eles são obrigados a conviverem juntos, porque a mãe deles está num relacionamento nos anos 70, mais ou menos. E um deles é o cara que é o estereótipo do machão. Ele acaba de sair da cadeia, é um adolescente. E ele passa a dividir quarto com esse cara que é o filho da mulher da mãe, entendeu?
Um é machão. O outro é estereotipado no colégio e sofre bullying. O apelido dele é Bambi. E ele é gay, mas ele luta com relação à sexualidade dele durante a série toda. E ela vai acompanhando o crescimento desses dois homens e a relação que eles vão construindo.
É muito...
Eu maratonei em 2 dias. Mas dá embrulho.
E mais uma, pode?
E Backrooms.
Ai, não consegui, é muito terror.
É de terror, mas não é tanto. Tá, dá muito susto. Eu fui ver no cinema ontem. E aí tava, tipo assim, muito vazio o cinema. Daí deu medo também, porque o shopping tava muito vazio, era muito à noite.
Vazio. O vazio.
O vazio existencial. E é um terror psicológico, né. Eu tenho muito medo de filme de espírito. Mas filme de terror psicológico, pra mim, eu acho mais ok. Porque em algum momento o vilão tem um rosto, sabe? Tipo, você tem do que ter medo. Exato. Então, Backrooms também eu assisti, um baita filme, tipo assim, filme lindo.
O diretor é um menino de 20 anos, 20 anos.
E aí eu gostei muito, assistam no cinema, vale a pena. E vale a pena ver no cinema porque tipo é lindão assim, tá bom? Tchau, gostosas!
Obrigada, viu?
Um grande beijo.
Bebete e Marcela Ceribelli do nada no Gostosa Também Chora Quem Amou. Então é isso, meu povo. Espero que vocês tenham gostado. Não esqueça de me seguir nas redes sociais @lela.brandão. No Instagram, minha marca de roupas confortáveis é a lelabrandão.co, @lelabrandão.co ou www.lelabrandão.co. Você tem desconto com o cupom GOSTOSACHORONA. Não esqueça de comprar o meu livro Vertigem, o link tá aqui na descrição, mas agora também já está nas livrarias de todo o Brasil.
E nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau! Se você ficou até o final do episódio e faz parte do seleto grupo das mais mais, do exclusivo grupo das maioraes que ouvem o podcast até o final, deixa um emoji de— pode escolher um emoji, amiga— estrela. Deixa o emoji da menina dando estrelinha aqui nos comentários do Spotify ou lá no Instagram. Tá? E aí vocês me falam se vocês gostaram desse episódio, que foi um pouco diferente, mas eu amei. Espero que vocês tenham amado também, tá bom? Amo vocês, beijos!
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