Episódios de gostosas também choram

por que você não tem amigos (com todo respeito)

09 de junho de 202657min
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será que você não te depositando expectativas demais em quem não tem muita coisa pra oferecer? nesse episódio eu trago minha perspectiva sobre amizades na vida adulta, e como a gente precisa se ligar de umas coisas pra poder ter as melhores amizades depois da adolescência

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Participantes neste episódio1
L

Lela Brandão

HostInfluenciadora
Assuntos6
  • AmizadeExpectativas em amizades · Aceitação radical · Diferenças entre amizades na infância/adolescência e vida adulta · Tempo de convivência e amizade · Amigos para diferentes propósitos · Lealdade em amizades · Comunicação e amizades · Amizade como amor que deu certo
  • A Importância da Aceitação e ReaçãoNão ser o centro do mundo das pessoas · Flexibilizar expectativas · Presumir boas intenções · Amizades fluidas e não rígidas
  • Leitura e LiteraturaNada é Definitivo · Nunca Minta · A Cabeça do Santo · A Ridícula Ideia de Nunca Mais Te Ver · O Perigo de Estar Lúcida · Oração para Desaparecer
  • Gripe e resfriadoUso de soro fisiológico vencido · Bactéria em soro fora da geladeira · Complicações de gripe
  • Marca de roupas Lelabrandão.coMoletom Jean Baby · Moletom Jean Baby de sherpa · Promoção Dia dos Namorados · Cupom CHAMEGUINHO10
  • Podcast como Ferramenta de ComunicaçãoAlgoritmo do Spotify · Relevância de números para plataformas · Avisos de novos episódios
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Lela Brandão:Oiê! Tá se sentindo meio tadinha, sem amigas, sem amigos, solitário? Tá sentindo que seus amigos não te entendem? Ou muito pelo contrário, suas amigas são as únicas que te entendem? Outro dia eu tava num talk. Um talk, para quem não é bilíngue, é tipo... Como que eu vou explicar o que é um talk? É meio que uma palestra, só que você não fica sozinho ali, né? Tem uma pessoa que te guia com perguntas. Então vocês combinam um assunto, geralmente, a pessoa formula as perguntas e você vai respondendo. E eu tava nesse contexto, sendo a pessoa que responde, para um grupo ali de mulheres que tava, que me convidou para falar. E aí surgiu uma pergunta que é engraçado, porque essa pergunta vira e mexe surge para mim na minha DM, enfim, que é a seguinte: como lidar com amigos e amigas que falam que são seus amigos, mas parece que eles não apoiam nada do que você faz? Finge que você começou a gravar conteúdo para internet. E aí você começou a fazer isso, seus amigos começaram, sei lá, você tem um grupo de amigos, eles deram like, comentaram e tal, passou umas 2 semanas, parou. Ou então você abriu um negócio, seu amigo comprou um negócio e depois nunca mais comprou, e aí enfim, não apoia as coisas que você faz e tal. E aí veio essa pergunta tipo assim: caramba, né? Eu não lembro exatamente o que que era a pergunta em si, mas era uma insatisfação do tipo: caramba, né? Como é que a gente faz? Quando você tem tanta coragem, né, de se expor e de colocar uma coisa no mundo, e aí as pessoas de quem você mais espera apoio, né, que você espera que vão ali te impulsionar nesse momento, né, e te dar essa atenção que você espera, que que você faz quando elas não correspondem a isso? E por que, né, que a gente se vê nessas situações em que a gente gosta tanto das pessoas, elas não conseguem corresponder? E E aí a minha resposta foi a seguinte, gente, aí eu sou capaz de ficar falando por uma hora sobre isso porque é um assunto que me interessa muito, que é amizades. Minha resposta foi: para que a gente tenha amigos na vida adulta, a gente precisa praticar uma coisa que eu chamo de aceitação radical. Se você não quer ficar se sentindo tadinha, se sentindo vítima, se sentindo coitada, e se frustrando o tempo todo com o que os seus amigos têm para te oferecer versus o que você espera que eles te ofereçam, eu recomendo que você ouça esse episódio e eu recomendo que você pratique a aceitação radical das suas amigas especificamente. Porque há muito tempo atrás a gente falou sobre isso aqui no podcast, foi um dos primeiros episódios lá de 2023, que eu falei um pouco sobre amizades na vida adulta. E existe uma grande diferença de como a gente aprende a fazer amigos para o que acontece na vida adulta, que ninguém ensina a gente a se adaptar a esse novo momento nas amizades, que é o seguinte: quando você é criança ou adolescente, você convive— eu tô falando o óbvio, porque às vezes o óbvio precisa ser dito, né— você convive com seus amigos e amigas muito tempo e você não precisa fazer nenhum esforço para isso, porque você tá indo para escola, porque você, sei lá, vocês são vizinhos, vocês têm tempo livre à tarde, vocês se vivem muito naturalmente. Você não precisa proativamente atrás do seu amigo, seu amigo também não precisa vir proativamente atrás de você, porque vocês se encontram fisicamente, né? E para além disso, vocês estão todos no mesmo tempo de vida. Então geralmente quando crianças e adolescentes se relacionam, eles têm meio que a mesma faixa etária, estão enfrentando os mesmos desafios. Isso faz com que você tenha mais conexão com as pessoas, porque vocês têm assuntos em comum seja a prova de sexta-feira, seja tal pessoa que é da mesma série, do mesmo ano que você fez não sei o quê, seja uma festa que tá vindo, uma viagem, uma coisa que aconteceu, enfim, os assuntos são muito os mesmos e vocês convivem muito. E aí tem um estudo que fala que quando você completa 200 horas de convivência com uma pessoa é quando vocês são vocês se tornam realmente amigos próximos, né? Tipo, a pessoa se torna uma amiga íntima, digamos assim. E se você pensar, quando você tá na escola, passar 200 horas com uma pessoa, você passa 200 horas com uma pessoa a cada 5 ou 6 meses. Então assim, você se torna amiga íntima por inércia das pessoas. Agora pensa na vida adulta, depois dos seus 20 anos. Quem é, quem é que passa mais de 200? Tipo assim, quem é que passa 200 horas com você na vida adulta? As minhas amigas mais próximas Esse ano inteiro eu devo ter passado, sei lá, umas 10, 20 horas com elas. Esse ano inteiro, em 6 meses. E elas são minhas amigas próximas, íntimas, minhas irmãs. E aí, quando você vai para a vida adulta, tem duas coisas que acontecem, que é: primeiro, você para de conviver tanto com seus amigos, porque cada um tem, cada um vai para um caminho, né? Aí às vezes muda de cidade, ou tipo, cada um tem um emprego e horários diferentes no trabalho. Ou tipo, ah, uma empreende, então tem mais flexibilidade na agenda, e a outra é CLT, precisa bater ponto, ou a outra trabalha de terça a sábado. Então os horários são diferentes, vocês provavelmente desenvolveram núcleos familiares diferentes, seja, sei lá, núcleo familiar de morar com uma amiga, ou morar com uma pessoa com quem você se relaciona, ou morar com a família. Seja a família de quem você veio ou a família que você criou, o núcleo que você vive no dia a dia é diferente dessa sua amiga. E acaba que isso vira uma centralidade na vida da pessoa, né, o núcleo familiar delas, assim, as pessoas com quem ela convive diariamente dentro de casa, né, que chama, que pode ou não chamar de família. E aí você adiciona o fator cansaço, né, porque a pessoa tá trabalhando e tem outros objetivos e outras prioridades, e às vezes tá passando por coisas. Enfim, existem várias coisas que vão acontecendo na vida adulta que fazem com que você encontrar suas amigas, conviver com elas 200 horas, por 200 horas, very impossível. Inclusive ontem chegou um post para mim, eu até mandei para Márcia, minha assistente, que era assim, era um post que eram vários calendários, sabe aqueles calendários que você põe na geladeira que eles ficam inteiros preenchidos, que você bota uma coisa de cada cor, que geralmente é tipo uma cor a cada pessoa da família e tal? Aí eram vários calendários assim, aí tava escrito assim Como se uma pessoa tivesse perguntando: "Quando a gente pode se encontrar?" E aí a resposta era: "Meu amigo, nem eu consigo me encontrar." E era tipo vários calendários assim. Isso é a vida adulta. E aí é muito difícil quando a gente não tem clareza e maturidade para entender essa transição do que é a expectativa que você pode ter de uma amizade quando você é criança ou adolescente para uma expectativa que você até pode ter quando sobre uma amizade quando você é adulta, mas você só vai se lascar. E aí o que eu respondi nesse talk é que eu lembrei de um vídeo da nossa mãe, Juju, nossa mãe ausente, Juju, que eu procurei para caramba esse vídeo, até para citar o nome dele. Mas a nossa diva, ela, ela era muito criativa e doidinha quando ela tinha um canal do YouTube, e aí ela colocava os nomes dos vídeos de qualquer coisa. Então para você achar vídeo. Você tem que literalmente assistir todos os 300 mil vídeos que ela tem, porque você nunca vai achar pelo nome, que o nome é sempre uma coisa completamente aleatória. Mas ficou na minha memória esse vídeo em que ela falava que você na vida adulta tem que entender que existem amigos bons para determinadas coisas. Então não é, não é que você vai resumir todas as suas necessidades do que você precisa em uma amizade em uma pessoa e colocar todas essas expectativas nela. Existe a amiga que é muito legal para você ir em festa junto com ela? Existe amiga que vocês dividem uma paixão por café e aí vocês adoram tomar café ali num lugar e vocês têm essa proximidade porque o café fica entre a sua casa e a dela, ou ela mora perto de você e tem um café ali perto da sua casa? Existe amiga que você ama ligar e ficar 30 horas no telefone com ela? Existe a amiga que é muito boa para te dar conselhos, existe a amiga que é sua amiga desde criança e ela sabe tudo sobre a sua vida, então a pessoa com quem você pode contar para ser compreendida, por exemplo. Existe a amiga que vai te apoiar nos seus projetos, dá like em todos os seus posts, como era a expectativa dessa moça que me perguntou na palestra, e comprar as coisas da sua marca e achar o máximo que você empreende, querer saber mais sobre essa jornada. Mas não tem como você colocar todas essas expectativas em uma pessoa, porque que você não é o centro do mundo. Não é assim que amizades funcionam. Inclusive, várias das minhas amigas íntimas e mais próximas, ou elas não têm Instagram, então elas nem sabem. Tipo assim, vira e mexe, minhas amigas mais próximas deletam Instagram, então elas nem sabem o que que tá acontecendo. Ou não tem costume de ouvir podcast, então não ouve meu podcast, não acompanha o meu trabalho no dia a dia, os meus posts, não consomem meu conteúdo. Elas não são menos minhas amigas por conta disso, até porque eu trabalho com isso há 11 anos. Imagina se eu colocasse o peso delas apoiarem o meu trabalho todos os dias por 11 anos nas costas delas. Que amizade é essa? Que amizades são essas? É claro que elas apoiam, né, assim, tipo, inclusive adoram saber sobre, a maioria já comprou alguma coisa na minha marca, e enfim, se animam com as coisas que eu falo. Mas é impossível colocar essa expectativa de, nem minha mãe faz isso, imagina. A grande maioria das minhas amigas íntimas não acompanha meu trabalho no dia a dia, mas elas estavam lá, por exemplo, quando a minha cachorrinha de infância faleceu. Elas estavam lá quando eu tava conhecendo o Vitor e tava nesse momento de me abrir para novas relações depois de outras relações traumáticas. Elas acompanharam o offline, tipo assim, parte delas, né, cada uma de um jeito, acompanharam o offline do que foi para mim escrever o meu livro que eu lancei agora. Quando eu tava numa, num momento muito difícil, que foi há 2 anos atrás psicologicamente. Elas marcaram de me encontrar. Minhas amigas que moram fora do país já dedicaram milhões de horas para conversar comigo e falar sobre coisas quando eu tava me sentindo sozinha. E cada uma tá ali de um jeito, em um momento, de um jeito diferente, com o que elas têm para oferecer. E honestamente, para mim, é até melhor. Eu acho mais gostoso dentro das minhas amizades que elas não acompanhem mesmo tudo que eu faço online, porque me dá oportunidade de ter pessoas na minha vida em que eu posso contar, para quem eu posso contar as coisas, e não que elas assistam o que tá acontecendo e depois comentem comigo, sabe? É diferente essa sensação de eu postar um negócio, por exemplo, ai, vou lançar uma coleção na marca que é muito importante para mim, aí eu vou postar isso, é É muito legal compartilhar isso e receber todo o amor das pessoas que me acompanham e das minhas amigas que acompanham as minhas redes sociais. Mas também é muito gostoso sair para um café com as minhas amigas e falar: nossa, gente, vocês não sabem, eu vou lançar uma coleção assim, assim, e olha isso, e olha aquilo, e tal pessoa achou isso, e quando eu coloquei— e aí elas poderem responder, sabe, no mundo real. Para mim é ainda mais gostoso ter pessoas assim na minha vida. Enquanto também eu amo e sou muito grata pelas pessoas que estão na minha vida e também me apoiam, que eu sei que elas conseguem me oferecer isso, mas tem pessoas que não conseguem. Eu tenho amigas que não têm Instagram, eu vou ficar puta com elas porque elas não sabem o que tá acontecendo na minha carreira porque eu postei no Instagram? E é isso, né, gente? Acho que a gente confunde um pouco relações e coloca elas todas no mesmo barco como: esses são os meus requisitos para se relacionar comigo. Seja você minha namorada, meu namorado, meu amigo, minha mãe, minha prima, todo mundo tem que seguir as minhas regras. E é claro que a gente vai ter inegociáveis do tipo assim: você não pode ser violento comigo, isso é uma regra. Tipo assim, independente do tipo de relação que você tiver comigo, ninguém vai poder ser violento comigo. Claro, existem esses inegociáveis, mas nas amizades em específico, se você não flexibilizar um pouco, se você não relaxar um pouco, se você não baixar a bola e perceber que você não é o centro do mundo das outras pessoas, é muito provável que você primeiro se frustre repetidamente, se sinta extremamente injustiçada e se coloque no lugar de vítima, que a gente já sabe que a gente odeia, que a gente já conversou sobre isso aqui nesse podcast, correto? No episódio do Tá Barato. Teoria do Tabarato, chama, para quem nunca ouviu. É um dos episódios favoritos da nossa comunidade aqui. Então, primeiro que você vai se frustrar repetidamente. Segundo, você vai acabar sem amigo, porque ninguém consegue suportar o peso da expectativa de suprir todas as suas demandas relacionais. E por último, você vai se sentir cada vez mais solitária, porque você não vai conseguir deixar as pessoas serem quem elas são e vai estar se relacionando apenas mas com a expectativa do que você quer que ela seja. E ser adulto, gente, já é solitário. Tô mentindo? Quem aqui se sente sozinho sendo adulto? Levanta a mão. Eu me sinto o tempo todo. Me sinto desamparada, me sinto insegura, me sinto: o que que eu tô fazendo aqui? Eu só tenho 6 anos, alguém vai vir aqui me salvar? Pelo amor de Deus, alguém pode resolver para mim? Eu me sinto assim o tempo todo, me sinto incompreendida. Acho que isso faz parte da condição humana Principalmente quando você é adulta, uma adulta funcional, pelo menos. Se você começar a ter mil exigências com a pessoa que é sua amiga, você vai ficar mais solitária ainda. Vou dar um exemplo, tá? Recentemente aconteceu. Eu tenho um grupo de amigas que são 3 amigas, eu e mais duas. E aí nós 3, entre nós 3, uma delas discutiu muito feio algum tempo atrás com Quarta amiga nossa, que era nossa amiga um tempo atrás, e tipo assim, sabe quando você tem um grupo de amigas, aí tem uma pessoa que meio que rodeia, mas não exatamente é desse núcleo de amigas? Então essas duas amigas minhas, vamos chamar elas de Ana e Maria. A Ana brigou muito feio com a Maria, Maria foi sacana com Ana, pela nossa percepção. E aí elas romperam, beleza, elas romperam. E aí naturalmente a gente Não vê tanto Maria. Calma, quem que era Ana? Quem que era Maria? Esqueci quem era Ana, quem era Maria. Vamos falar que Maria foi sacana, tá, com Ana. E aí a gente quase nunca mais viu Maria, etc. E aí criamos uma certa antipatia por ela pela sacanagem que ela fez com a nossa amiga Ana. Mas enfim, vida seguiu, sabe? Não foi nada muito grave assim, nem nada disso a ponto da gente sentar e conversar, etc. Vida seguiu. E aí nós três fofocamos horrores sobre esse assunto, tipo, caramba, nossa, que brecha, né? Nossa, que coisa chata que Maria fez, etc. Nossa, que nada a ver, jamais faria isso. Ok, fofocamos como seres humanos que somos, porque não somos perfeitas. Seguimos a vida. E aí, de repente, a nossa terceira— tem eu, Ana e uma terceira amiga, né, que somos esse núcleo. Essa nossa terceira amiga saiu com a Maria, saiu com Maria. E Ana ficou, Ana descobriu. E aí Ana veio falar comigo, falou: Laila, você viu que Maria e tal pessoa e nossa terceira amiga saíram? Não acredito, não vou admitir que essa minha amiga tenha saído com Maria depois ela ter feito essa grande sacanagem comigo. Não é possível. E assim, esse tema polêmico, né, porque assim, lealdade entre Eu sou muito leal às minhas amigas. Se alguém faz alguma sacanagem com elas, eu não tenho— não é nem que eu faço isso para lacrar e para performar para minha amiga, mas eu não consigo, não consigo simplesmente tratar com normalidade uma pessoa que machucou uma amiga minha. Isso faz parte de quem eu sou, não faz parte de quem a nossa amiga é, e a gente sabe isso há muito tempo. Essa nossa amiga sempre gostou de não se indispor com ninguém, não importa o que aconteça. A gente tem várias evidências disso. E a gente é amiga, eu acho que há 18 anos. A gente é amiga há 18 anos. E aí eu virei para minha amiga Ana, que foi a que foi sacaneada ali no negócio, que ela tava muito frustrada com a nossa terceira amiga, que apesar de tudo saiu com o marido, etc. E aí ela tava muito revoltada e falou: "Meu, não sei o que eu faço, não sei o quê e tal." Aí eu falei: Ana, é o seguinte, você quer ser amiga dessa nossa terceira amiga? Que eu não dei nome para não botar mais um nome e confundir. Você quer ser amiga dela? Porque assim, a gente já sabe que ela é assim, ela não gosta, isso faz parte de quem ela é, ela não tem a capacidade de se indispor com outras pessoas. O que Maria fez com você foi uma sacanagem, mas não foi assim uma infração aos direitos humanos, entendeu? Foi uma sacanagem entre humanos. A gente não sabe quais são as motivações dela, até porque a gente nem tem tanta proximidade com ela. Para chegar e ter essa conversa super séria com ela e tal. Existem motivos pelos quais a gente não pode conversar com ela sobre isso. Você quer continuar sendo amiga da nossa terceira amiga? Porque assim, ela é isso. A gente é amiga há 18 anos. Você quer perder essa amizade? Porque ela não vai mudar. Ela não vai mudar porque você brigou com Maria. E aí você só vai ficar se frustrando e só vai fazer mal para você. E para ela também, porque ela vai sentir culpada por manter uma amizade que ela quer manter, porque ela não gosta e nunca gostou de se indispor com pessoas, nem por ela mesma. Tipo assim, se as pessoas sacaneiam ela, ela não consegue se indispor com as pessoas, quanto mais com você. Então assim, você vai levar para o pessoal e querer sacrificar sua amizade de 18 anos por conta disso? Ou uma outra ideia É aceitar que ela é assim e continuar amando ela mesmo assim. E continuar amando ela também por isso, porque isso faz parte de quem ela é. O resumo da ópera de Ana Maria Braga— terceira amiga podia chamar Braga, né? Aí fica Anne-Marie B. O resumo da ópera de Ana Maria Braga é que a expectativa que ela vai existir de qualquer forma, mas ela é uma responsabilidade sua, A expectativa que você coloca nas pessoas no campo das amizades vai destruir suas amizades. E eu não tô falando que assim, ah, então a pessoa pode fazer o que ela quiser e liberou geral e eu não posso me frustrar com nada. Não é isso. Mas eu tô falando que você tem que botar na balança: quanto que eu vou me estressar com isso? Quanto que eu vou depositar nessa pessoa uma expectativa que ela não tem como cumprir? Por exemplo, essa nossa terceira amiga, denominada agora como Braga, Ela não tem como cumprir essa expectativa de lealdade que eu tenho, de lealdade, de se indispor com uma pessoa por conta de outra, que eu tenho. Eu tenho a capacidade de fazer isso, mas não é nem a capacidade, eu tenho a condição de fazer. Isso é condicional a mim, não é uma coisa que eu escolho. Não consigo conviver com pessoas que sacanearam minhas amigas que eu amo, mas isso é uma coisa minha. A nossa amiga Braga não tem isso nem por ela mesma. Então ter a expectativa de que ela tenha é a certeza de que você vai se frustrar. E tem uma outra coisa que é, nas amizades é muito central que você tire o seu ego o máximo possível da jogada. É o que eu sinto. Você não é o centro da vida das pessoas. Elas não vão tomar todas as decisões da vida delas a partir do que aconteceu com você ou pelo que você vai achar ou não delas. O máximo que pode acontecer é vocês conversarem sobre isso. O que você pode esperar é uma conversa. Se Braga tivesse chegado para Anne e falado: amiga, é o seguinte, Maria me chamou para jogar boliche e eu vou. Espero que você não fique chateada, mas é que eu não gosto de me indispor com as pessoas. Eu entendo que você tenha ficado muito chateada, mas eu vou nesse boliche. É isso que você pode esperar e cobrar da pessoa, no máximo assim, cobrar entre aspas, né? Mas esperar que as decisões da vida da pessoa se orbitem à sua volta, meio complexo, né? Meio complexo. E isso vale também para a expectativa surreal e irreal de que a pessoa que é sua amiga esteja sempre disponível para você. Ah, você nunca mais apareceu, nossa, não sei o quê. É óbvio que amizades exigem esforço e todas as relações exigem manutenção e trabalho. Vocês sabem que eu acredito muito nisso. Mas a gente tem que botar o pé no chão de que as pessoas têm energia e tempo limitados, e elas têm que fazer a gestão de um montão de coisa na vida adulta. Tem um estudo que é o Estudo Americano do Tempo, de American Time Study, se eu não me engano, que diz que entre os 21 e os 60 anos, ou seja, grandíssima parte da nossa vida, a gente passa mais tempo com colegas de trabalho do que com amigos e família. Repare que amigos e família são as relações que mais nos nutrem, que colega de trabalho às vezes você não suporta seu colega de trabalho, você só tá lá porque é o seu trabalho. Às vezes tudo que vocês têm em comum é aquele trabalho, vocês não tem mais nada em comum. E amigos e família são as relações que mais te nutrem, são mais importantes para você, e eles estão no mesmo barco, e eles têm que dividir o mesmo espacinho que sobrou depois dos do trabalho. E ainda tem que colocar o fator cansaço, tem que colocar o fator saúde, tem que colocar o fator tarefas de casa, vários fatores que fazem com que a gente realmente não consiga estar sempre disponível para as amizades. Não é o ideal, e eu acredito muito que a gente foi feito para viver em comunidade, mas justamente porque a gente foi feito para viver em comunidade, não em relações centrais, sabe? Tipo, não para você ter um melhor amigo e depositar todas as expectativas nele. Se você pensa numa comunidade, cada um tem uma coisa a oferecer. E se você colocar várias expectativas que as pessoas com quem você se relaciona não tem como cumprir, porque elas não têm como ser tudo que você sonha, porque elas são pessoas e não ideias na sua cabeça, elas não vão ter a oportunidade de te mostrar o que elas têm para oferecer. Porque o que elas têm para oferecer, mesmo que seja muito precioso— então assim, por exemplo, uma coisa que eu tenho para oferecer muito nas minhas amizades: conselhos. Eu amo dar conselhos. Eu amo escutar e falar: e amiga, você percebeu isso aqui que você falou? E amiga, você percebeu que isso aqui tá parecido com uma relação? Eu amo dar conselhos. Isso é uma coisa que eu sou muito boa. Uma coisa que eu não sou boa nem de longe responder mensagem de WhatsApp. Eu detesto WhatsApp, eu recebo um bilhão de WhatsApp por dia, tem muita mensagem para responder, e quando eu chego no meu tempo livre depois de trabalhar, última coisa que eu quero fazer é ficar no WhatsApp. Então eu sou péssima. Agora, se uma amiga minha baseasse o quanto eu sou uma boa amiga pela expectativa de conselhos bons que eu dou, WhatsApp que eu respondo, tempo que eu tenho disponível, memes que eu mando, figurinhas que eu mando, quantas vezes eu ligo para ela, quantas vezes eu pergunto a família. Se ela colocar todas essas expectativas em mim, a melhor coisa que eu tenho para oferecer, talvez, que são os conselhos, vai ficar— não vai nunca ser suficiente, porque eu tô devendo em todas as outras. E a gente às vezes tem dificuldade de aceitar isso, porque a gente quer que as pessoas nos deem exatamente aquilo que a gente tem para dar. Então Eu acho que eu sou muito boa de dar conselhos, e eu amo dar conselhos, e eu amo estar presente para escutar minhas amigas, escutar as histórias delas e me atualizar. E isso é o que eu amo fazer, que eu sou boa em fazer. Imagina, imagina se eu exigisse que para ser minha amiga você tem que dar conselhos no mesmo nível dos conselhos que eu dou, com o mesmo nível de entrega eu tenho na minha vida. Literalmente 3 amigas, 3 amigas que eu vou atrás pelos conselhos. Por outro lado, eu tenho amigos que eu vou atrás pela risada, eu tenho amigos que eu vou atrás para tomar café, eu tenho amigos porque eu vou atrás porque a gente compartilha paixão por livros, eu tenho amigos que eu vou atrás porque nossas famílias se conhecem e a gente testemunhou a história um do outro. Existem várias coisas que as pessoas podem te oferecer se você entrar com uma expectativa para ela se equiparar ao que você tem para oferecer e o seu jeito de amar, você vai se frustrar, porque nunca vai ser suficiente. Você sempre vai, ou você vai se sentir injustiçada e em dívida com a pessoa, ou a pessoa vai se sentir injustiçada e em dívida com você. Especialmente se você vai dando o negócio para pessoa, tipo assim, ah, meu, minha forma de se relacionar com a pessoa é mandar mensagem perguntando do dia dela. Aí você manda perguntando do dia, aí ela responde. Aí você manda outro dia, ela não responde. Aí você manda outro dia, ela não responde. Aí você manda outro dia, ela responde. Aí você fala: mas porra, só eu mando mensagem, caralho, ela é uma péssima amiga, ela nunca me manda mensagem. Mas às vezes ela só odeia WhatsApp, como é o meu caso, eu odeio WhatsApp. E aí do outro lado da tela ela tá pensando em você e pensando em como ela poderia fazer uma surpresa de aniversário, um aniversário surpresa para você. E esse é o jeito dela de amar dela. Mas aí pode ser que você odeie aniversário surpresa, entendeu? E para você não serve de nada ela não responder nenhuma mensagem sua e fazer esse aniversário surpresa para você, que você nem queria. Lacan tem uma frase que fala: amar é dar o que não se tem para quem não quer. Nesse caso, é dar o que se tem para quem não quer. E aí eu acho que quando a gente coloca muita expectativa e muita e se relaciona com a ideia do que você quer que a pessoa seja para você, você além de criar uma sensação de dívida na pessoa, que fica ou em você, você fica com essa ideia de que a pessoa tá te devendo aquilo, tá te devendo, você mandou mensagem, ela não respondeu, e os caralho. Ou a pessoa fica se sentindo em dívida, tipo assim, ai meu Deus, ela mandou mensagem, eu não respondi, pelo amor de Deus, eu tô sendo uma péssima amiga. Mas responder mensagem não é a verdade dela, tipo assim, não faz parte de quem ela é. Essa sensação de dívida, eu acho que mina, mina relações. Amor não mora na dívida, não é um placar. Isso não é um jogo que tem um placar que tá 1 a 1. Ai, meu Deus, mas agora tá 2 a 1, então ela tá me devendo um. Tipo, amizades não funcionam assim. Não é sobre você, é sobre a conexão que vocês têm, e é isso que você tem que focar. E para piorar, para além dessa sensação de dívida, quando você arquiteta esse jogo de correspondência do eu te dou isso, então você tem que me dar exatamente isso, eu te dou aquilo, você tem que me dar exatamente aquilo. Você não dá espaço para pessoa te dar o que ela tem, que às vezes é muito mais precioso, porque é realmente o que ela tem para dar, entende? Então a pessoa fica tentando te corresponder no que você tá dando, ela não consegue simplesmente ser ela e dar o que ela consegue dar naturalmente. E aí, em vez de você se afundar nesse lugar, e se você tiver numa amizade que você tá sentindo que a pessoa não tá te correspondendo, etc., em vez de você se afundar na ideia de que você é a vítima e de que, e ficar imaginando os motivos pelos quais ela tá fazendo isso com você, e transformar ela em vilã, e começar a imaginar tipo coisas sorrateiras que ela tá fazendo, e transformar ela numa péssima pessoa. Tira o pé. Se a sua parada é mandar WhatsApp, vamos fingir, né? Se a sua parada é mandar mensagem no WhatsApp, para de mandar mensagem no WhatsApp e vê o que acontece. Porque às vezes a pessoa não tá tendo nem o espaço de te amar do jeito dela, porque ela tá se sufocando com o seu jeito de amar, que não é o jeito dela. E aí pode ser que ela espontaneamente compareça do jeito dela na relação, com o amor que ela tem para dar. Pode ser que ela se distancie, e aí melhor para você, minha filha, porque aí você, se você parar de investir numa relação E ela se distanciar, vocês pararem de ser amigas, você percebe que você tava fazendo um esforço unilateral numa relação que tava te dando um trabalhão, um trabalhão psíquico de ficar imaginando se ela gosta de você, se ela não gosta de você, não sei o quê. E se ela se distanciar de você também não é, não quer dizer que ela é uma pessoa ruim, que ela é a vilã da sua história. Pode querer dizer que ela simplesmente está passando por um momento difícil na vida dela. 99% de chance de isso ser uma questão dela e não uma questão sua. E aí eu tô trazendo essa, esse jeito um pouco mais leve, relaxado e flexível de ter amizades, não porque eu acho que a gente não pode ter nenhuma expectativa de responsabilidade nas amizades, não é sobre isso que eu tô falando, mas tô falando que às vezes a gente coloca tantas expectativas rígidas em relações que elas não conseguem ser o que elas podem ser, que são relações leves, fluidas, que por um tempo você se distancia e depois você se aproxima. Ou durante a semana você não consegue estar tão presente, mas no fim de semana você consegue, ou vice-versa. Ou a pessoa é muito boa de fazer uma coisa e você tá esperando que ela faça outra. Tem um livro que eu nem vou recomendar esse livro porque eu nem li ele direito, eu acho ele muito coach. Mas eu achei interessante uma parte que é um livro que chama Deixa Pra Lá, da Mel Robbins. Eu vou recomendar no fim desse episódio vários livros bem legais que eu literalmente li, mas esse daqui eu tô só lendo por cima porque eu gostei dessa citação. Eu não vou recomendar ele porque eu não li literalmente para saber, só li poucos capítulos. Mas nesse livro tem uma parte que ela fala assim: não existe um placar Procure as pessoas porque você quer procurá-las, mas não espere resposta. A rapidez ou frequência no retorno de alguém não é o sinal do quanto a pessoa se importa com você. É mais provável que seja um indicativo de como ela pode estar sobrecarregada. Há milhões de coisas acontecendo na vida de todo mundo e, em 99% do tempo, não fazemos ideia do que o outro está enfrentando. Assim, especialmente com amigos, não julgue quando não receber uma resposta. 'Presuma que eles têm boas intenções.' Eu achei isso bem precioso. Presuma que ele tem boas intenções. Não transforme alguém em um vilão antes dele realmente se mostrar como um vilão na sua vida, só porque você tá ofendida porque ela não te respondeu uma mensagem no WhatsApp. Eu tô batendo nessa tecla da mensagem do WhatsApp só porque é o exemplo mais fácil de usar, tá? E aí, com toda essa conversa, e aí se a gente pensar naquela ideia que eu sempre trago, que é que relações exigem trabalho, E sem trabalho não há relações e nem amizades. Se a gente pensar em relações como trabalho, você tem que pensar que não é sempre que as pessoas vão estar dispostas a fazer o trabalho das amizades, não porque elas não gostam de ser sua amiga, mas porque elas estão passando por um momento difícil na vida e de repente esse momento vai passar. Pode ser que ela esteja tão sobrecarregada que investir em um trabalho para além da sobrecarga que ela tá passando, pode ser uma sobrecarga de trabalho, ou alguém na família dela tá doente, ou ela de mudança e milhões de coisas que simplesmente ela não tem energia para conseguir dar conta do trabalho, das amizades nesse momento. E depois ela tem, isso pode ser mais fluido. E essa é a beleza das amizades, porque nas amizades você não precisa ter um acordo inflexível, um contrato de relação estável que tem regras e etc., e limites muito estabelecidos, etc. Isso é fluido, isso pode ir e voltar. A pessoa pode ficar muito próxima de você, se distanciar e voltar de novo. Não significa, por exemplo, como numa relação amorosa, que é ou você tá namorando ou você tá com a pessoa ou você tá sem a pessoa. E se vocês se afastam por um momento, quer dizer que vocês terminaram. Tipo, amizade não precisa disso. Então vamos usar a beleza disso para conseguir navegar as amizades com mais leveza, porque senão todo mundo vai ficar sem amigo, vai ficar todo mundo sozinho. Se todo mundo quiser que as amizades preencham todos os pré-requisitos que você tem para se relacionar com outras pessoas, eles não sendo inegociáveis para você, né, tipo assim, não seja violento comigo, esse tipo de coisa, aí minha filha, tu vai ficar sem amizade mesmo. Aí é uma escolha tua. E aí com todo esse assunto eu lembrei que no episódio que a gente gravou com a Ana Sui que chama A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão, que a gente fez gostosas de férias. Ela falou uma frase que eu achei muito linda, que é: amizade é o amor que deu certo. Na amizade você tem a possibilidade de aceitar o outro pelo que ele realmente é. Depende de você. E aí, se o outro mostrar quem ele é e você não quiser ser amigo dele, ótimo. Mas ficar tentando encaixar o outro na ideia que você tem de pessoa, você só vai se frustrar. Isso não é amizade, tipo assim, isso para mim não é amizade, isso é uma grande expectativa e uma relação performática, digamos assim. E aí você tem, nas amizades a gente tem a possibilidade de escolher estar com a pessoa, não é como por exemplo uma família que você tá ligada, né, através de outras amarras na família que você não necessariamente escolhe, né, que ela, você nasce ali. Então você tem possibilidade de escolher estar com as pessoas. Você tem a possibilidade de conviver com outra pessoa mesmo que ela não siga as suas regras, mesmo que você não seja o centro do mundo dela, mesmo que você não concorde muito com algumas decisões, algumas opiniões dela, ou que, né, ela saiu ali com Maria, Maria foi sacana, eu jamais faria isso, mas eu vou deixar de ser amiga dela porque eu não concordei com essa opinião? Será que eu não tenho essa capacidade de flexibilizar e aceitar minha amiga pelo que ela é? E entender que isso não necessariamente tem a ver comigo, entendeu? A gente tem dentro das amizades a habilidade, a possibilidade, não, a gente não tem a habilidade, não nascemos com isso, mas a gente tem a possibilidade de desenvolver a habilidade de aceitar a outra pessoa pelo que ela realmente é. E é por isso que eu acho que as amizades são o amor mais relaxado que você pode ter na vida. Porque se você aceita o outro pelo que, pelo que ele é, muito provavelmente vai ser muito mais fácil do outro te aceitar quem você, por quem você é, ou de você conseguir manter na sua vida só realmente quem te entende, te aceita pelo que você é. Claro que existem responsabilidades dentro de relações, e vocês podem conversar sobre esses combinados mas nada é escrito em pedra, nada é muito rígido. Você consegue tolerar que o outro faça escolhas que você não concorda ou que não estão de acordo com o que você, com a sua ideia do que ele faria, e mesmo assim continuar sendo amigos. Eu tenho amigas, tem um grupo de amigas que a gente é amiga desde os 7 anos, já falei algumas vezes sobre isso. Ou seja, a gente sempre fala que a gente é os amores uma da vida da outra. Todas são casadas, todas têm seus núcleos familiares, mas a gente é muito central uma da vida da outra. O que não quer dizer que a gente é a pessoa principal uma da vida da outra, tanto que uma delas a gente ficou sabendo agora, tipo assim, ela tá 2 anos morando nos Estados Unidos, e aí a gente tava muito ansiosa para ela voltar para o Brasil, e aí ela falou para a gente que mudou os planos e vai ficar mais 2 anos lá nos Estados Unidos. A gente vai ficar ofendida com essa pessoa? Como, por exemplo, se você tivesse casado com uma pessoa que foi morar 2 anos nos Estados Unidos, de repente ele falasse assim, ou ela falasse assim: minha filha, a gente é casado, eu vim aqui por 2 anos, mas infelizmente agora eu decidi passar mais 2 anos. Não, gente, isso é uma quebra de expectativa grave em um casal. Agora, uma amiga, você olha e você consegue ter habilidade de ficar feliz com ela e aceitar a decisão dela e continuar sendo amiga dela. E eu fiquei genuinamente muito feliz pela minha amiga, triste por mim porque eu tava muito na minha cabeça com uma contagem regressiva para ela voltar para o Brasil, para a gente voltar a se ver que nem a gente sempre se viu desde os 7 anos. Mas eu tenho a plena consciência e a plena clareza de que eu não sou a centralidade da vida dela. A gente como grupo de amigas não é a centralidade da vida dela e ela a gente não vai colocar a decisão da vida dela nas mãos do que vai frustrar a gente ou não dela voltar para o Brasil. E é só nas amizades que a gente tem essa capacidade, entendeu? Que a gente tem a capacidade de entender, aceitar e ficar genuinamente feliz com a vida e as decisões do outro, mesmo que elas não te tenham como centralidade na hora da decisão. A partir dessa frase da Anna Sui, que é: "Amizade é o amor que deu certo", Eu fui atrás dessa frase para ver se ela tinha escrito essa frase num contexto maior e eu descobri que ela escreveu em um livro que eu tenho dela, que é As Cabanas que o Amor Faz em Nós. Eu vou pedir desculpa porque, como vocês podem ver aqui no vídeo, o Billy comeu a capa desse livro. Então o Billy personalizou aqui o livro da Irmã Sui, o roxinho. Mas eu vou ler, é um livro de poemas e crônicas e tal sobre o amor e tem um poema chamado Quando. Eu vou ler para vocês e a gente vai para o choro da semana logo depois, tá bom? Quando, quando eu disse e você entendeu, quando você sorriu de nervosismo e eu te li, quando eu odiei um semi-desconhecido sem saber por quê e você odiou também sabendo ainda menos, quando você pensou e eu escutei, quando eu pensei em te procurar e você já estava aqui, quando você engoliu a seco todos os eu te avisei, Quando eu escutei o que você não disse, mas queria ter dito. Quando você me amou e eu te amei de volta na exata proporção. Quando os mal-entendidos da comunicação não encontraram espaço entre nós para além do riso. Quando o ciúme bateu à nossa porta e nós não a abrimos. Descobrimos que amizade é como a gente chama o amor que deu certo. Senhoras e senhores, Anna Sui. Gente, seguinte, vamos ser amigo, para de besteira, para de querer impor seus jeitos aí nas suas amizades, senão você vai ficar sem amiga, minha filha. Esse é o, esse é a mensagem. Se você é adulto e quiser que as suas amigas cumpram a sua tabela de rigidez, de expectativas, tu vai ficar sem amigas e cheia de frustração. Então vamos relaxar, vamos se dar devida importância para a gente conseguir fluir melhor nas nossas amizades, nas nossas relações que a gente tanto ama e que são tão importantes para a gente, tá? Vamos falar sobre roupas confortáveis para mulheres. Se você tá chegando agora, primeiramente seja muito bem-vinda. Esse é o momento, para quem não sabe, que eu te conto tudo que tá rolando lá na minha marca de roupas, a Lela Brandão Co. Você sabia que eu tenho uma marca de roupas, né, menina? Pois então, Sabe o moletom Jean Baby? Nosso bestseller, um moletom com a modelagem perfeita, com a gola alta estruturada, enfim, um ícone. Em maio a gente criou uma versão especial do Jean Baby de sherpa, que é um material que é tipo pelinho de ovelha, sabe? Então lançamos e as senhoras esgotaram eles em minutos, teve toda uma revolução pedindo reposição dele. Então achei que vocês iam gostar dessa novidade. Dia 12 de junho agora tem reposição desse hit e dessa vez ele vem em duas cores novas, um bege clarinho e no cherry, que eu sei que é um hit que vocês amam. E assim, eu acho que esse é o presente perfeito para o Dia dos Namorados, tá? Por isso eu e minha equipe preparamos um presentinho para vocês. No dia 11 de junho a gente vai liberar um post lá no Instagram @lelabrandão.co e o comentário mais legal vai levar um par de moletons para usar em casal. Quem amou? E claro que tem mimos para você aproveitar o inverno bem confortável, quentinha, deliciosa, com as roupas confortáveis da minha marca. Com o cupom CHAMEGUINHO10 você ganha R$10 de desconto no seu moletom peludinho nas primeiras 24 horas do dia 12. Então fica esperto, tá bom? Ai, vamos para o choro da semana. Minha gente, ó, o choro da semana é o quadro onde eu conto alguma humilhação que eu passei, mas nada muito sério, né, só para a gente dar risada. Gente, olha a besteira que eu fiz essa semana, velho. Eu peguei uma gripe, o Vitor pegou uma gripe na verdade, e aí a gente foi— ah, para quem não me acompanha lá no Instagram, tá vendo? Vocês não são menos minhas amigas porque não me acompanha no Instagram, apesar de que eu amaria que vocês me acompanhassem no Instagram. Se você quiser, @lelapontobrandão, mas se não quiser, eu não Pessoal, não lembra que eu falei que eu tava com um sonho de levar meus cachorros para praia um tempo atrás? Pois bem, realizei esse sonho, fomos para praia, levei o Cocada e o Billy, foi muito fofo. E aí nesse fim de semana que a gente levou os cachorros para praia, o Vitor tava com uma gripe muito forte. E aí a gente voltou no domingo, e no domingo eu já comecei a sentir que eu tava meio gripada. Segunda-feira eu tinha um lançamento muito importante na minha marca, que era da coleção em collab com a Capa. Eu tava super gripada e eu tive que fazer uma live de uma hora. E aí, à noite desse dia, fui testemunha do casamento civil de uma amiga minha, então também tava doente, tive que sair. E no dia seguinte eu tive que dar uma palestra. Então minha gripe foi piorando e tive vários eventos que eu precisava usar minha voz, e minha voz tava assim ameaçando de ir embora, ameaçando de ir embora. E aí eu falei, vou fazer uma inalação, vou fazer inalação a qualquer momento que eu tiver aqui na minha casa, eu vou pegar o inalador e fazer uma inalação. E aí eu peguei o inalador, e aí eu peguei um soro que tava aqui, peguei um soro na gaveta de remédio que tem aqui, e tava fazendo inalação, fazendo inalação, e eu comecei a ver que meu pulmão começou a ficar meio pior assim, começou a arder toda vez que eu respirava. Aí eu falei, gente, tá estranho isso, eu vou marcar uma consulta online. Aí marquei uma consulta online, aí a médica falou, beleza, não sei o quê. Eu falei, então, aí eu comecei a fazer inalação, começou a piorar. Ela falou: estranho, o soro tava na geladeira? Eu falei: não. Ela falou: é, então soro tem que guardar na geladeira porque a água, né, pode entrar bactéria, não sei para que que vocês usaram esse soro. Vê a data de validade do soro, minha gente, 2023. 2023, soro estava fora da geladeira desde 2023. E eu tava 3 dias fazendo inalação com esse soro. E aí acabou que ela falou que muito provavelmente entrou uma bactéria, deu uma bactéria de tanto ficar fazendo inalação, deu uma bactéria que piorou minha gripe. E agora eu tô tendo que tomar remédios horrorosos para passar esse diabo dessa gripe, porque eu fui uma anta e botei soro vencido, que tava vencido há 3, 2 anos, 3 anos. Estamos em 2026, pela misericórdia divina. 3 anos fora da geladeira, sei lá que tipo de bactéria que tava lá dentro, mas qualquer que seja a bactéria, eu acolhi ela com muito carinho dentro do meu corpo e estamos aqui convivendo. Eu tô ouvindo ela aqui no meu ouvido, ó. Calu sabe, enquanto eu tava falando eu tava ouvindo um negócio bem estranho, e aí eu percebi que era um catarro que eu tava ouvindo, que tava mexendo aqui nos meus seios da face. Gostaram, meninas? Fica a dica: soro tem prazo de validade. Nunca ia imaginar isso. Quer dizer, é óbvio, né? Mas assim, não passou pelo meu consciente. E tem que guardar soro fisiológico dentro da geladeira, não sabia. Enfim, vamos para minha obsessão atual. Gente, eu queria falar um pouco para vocês dos últimos livros que eu tenho lido. Faz tempo que eu não conto dos livros que eu tenho lido aqui. Eu li algumas coisas que eu gostei bastante nos últimos meses, tá? Vou dar uma breve sinopse do que eu li. São 4 livros, e vocês que tiverem indicações de livros, coloca aqui nos comentários para entrar na minha lista de leitura, tá? Primeiro queria falar do livro da minha amiga Luanda Vieira. O livro se chama Nada é Definitivo. Eu comprei assim que ela botou na pré-venda, eu comprei o livro, e quando chegou em casa eu li em 2 dias. Eu fiquei muito viciada no livro. O livro é dessa minha amiga que chama Luanda. Se você não conhece ela, ela é uma profissional maravilhosa, trabalha com moda e jornalismo e conteúdo. E ela tem uma trajetória muito interessante assim, né, de carreira. E ela escreveu um livro contando, como se fosse autobiográfico, mas ela usa a história dela como um pano de fundo para reflexões muito interessantes assim. Eu acho que exigiu muita coragem dela escrever, porque acaba tocando em alguns pontos bem difíceis que ela passou na carreira dela como mulher negra que tava ali naquele campo da moda, do jornalismo, tal, e uma pessoa jovem. Então muito interessante. Nada Definitivo, da Luanda Vieira. Eu amei. Eu conheço a Luanda tanto pessoalmente, né, offline, quanto online, o trabalho dela. E eu lia morrendo de orgulho, me emocionei várias vezes. Então recomendo muito. Livro da Wanda, Nada é Definitivo. Além desse livro, eu li um outro livro. Lembra que eu falei para vocês que eu uma vez eu li um livro que eu amei, que chamava Verity, que é um livro de suspense barra terror, e eu fiquei muito viciada? E que eu sempre falo, se vocês querem sair de uma ressaca literária, né, um momento que você não tá conseguindo prestar muita atenção e se dedicar à leitura, é muito inteligente, pelo menos eu acho, né, eu faço isso geralmente, escolher um livro que te prenda muita atenção, porque aí você consegue voltar ao hábito de ler e depois você engaveta outros livros que não são tão rápidos e emocionantes assim. E aí eu comentei isso e a Editora Record, muito fofas, elas me mandaram uma seleção de livros que elas falaram: ah, esses livros aqui te prendem atenção que nem Verity. Então a gente adora o seu podcast e tal, a gente ouviu e a gente queria te mandar esses livros. Me mandaram vários livros de uma escritora que se chama Freida McFadden. Ela escreveu aquele livro super famoso que virou até um filme agora com a uó péssima e pioral Sidney Sweeney, mas o filme desse livro que chama A Empregada, que ela, ela que escreveu. E aí eu li um outro livro dela que se chama Nunca Minta, que é um livro de mistério barra terror, que é muito interessante. Você não consegue parar de ler porque você quer descobrir. É basicamente sobre um casal que quer comprar a casa de uma mulher que era uma psicanalista, e ela escreveu um livro que virou um bestseller, e logo depois disso ela sumiu. E aí o livro todo é sobre esse mistério, e tem várias sessões da psicanalista, que você— não sei se era psicanalista ou psiquiatra, agora não lembro, mas tem várias sessões dela transcritas. Eu adoro livro que tem sessão de psicanálise ou psiquiatra transcrita. Que eu acho o máximo de ler. E eu achei o máximo. Eu acho que eu não gostei tanto do desfecho da história, mas eu amei ler, foi muito divertido também. Li em 2 dias, então recomendo muito. Outro livro que eu li recentemente que eu amei, inclusive logo depois que eu acabei eu já comprei o outro livro dela, foi o livro da Socorro Ascioli. Eu falei para vocês há um tempo atrás que eu vi o podcast da Socorro Ascioli com o Wukster e a Camilla Freire do É Nóia Minha. E eu me apaixonei muito pela Socorro, gostei muito do jeito que ela encara a vida, gostei muito do jeito que ela fala, da personalidade dela, e fiquei muito curiosa para ler os livros dela, que muita gente já tinha me recomendado e falado que eram muito legais. Inclusive, uma das minhas melhores amigas, a Olga, beijo amiga, ela não ouve podcast, tá vendo? Ó, isso que é amiga, ela é tipo minha irmã inclusive, mas ela não ouve podcast. Ela leu e falou: amiga, nossa, eu amei esse livro, nossa, é maravilhoso, acho que é o meu novo livro favorito. Esse livro se chama A Cabeça do Santo, é um dos best-sellers assim desse ano, do ano passado, enfim, tá sempre no topo das listas. E ele é de uma categoria que eu amei, eu nunca tinha lido nada dessa, desse gênero, que é realismo mágico. E é basicamente uma história que ela poderia ser real, mas ela tem um elemento de fantasia no meio. Então a história é a seguinte: Samuel é um cara que sai de— a mãe dele falece, Marinha, e ele sai de Juazeiro do Norte em direção a uma outra cidade que agora não acho que é Cairos, uma coisa assim, não me lembro agora o nome da cidade, mas ele sai a pé até essa cidade para cumprir uma promessa que ele fez para mãe dele. E ele encontra uma cidade meio deserta, meio abandonada, meio fantasma. Ninguém recebe ele muito bem. E aí ele vai se abrigar dentro de um lugar que depois ele descobre que é uma cabeça cabeça gigante de um Santo Antônio, oca. E dentro dessa cabeça ele consegue ouvir as preces que as mulheres fazem para Santo Antônio, as mulheres que moram naquela cidade meio fantasma fazem para Santo Antônio. E com isso ele começa a jornada dele, que é muito divertida, muito interessante. Eu também li assim 2, 3 dias e fiquei muito obcecada pelo jeito que a Socorro escreve. E agora eu comprei o próximo livro que eu quero ler que é o Oração para Desaparecer, que várias pessoas falaram: nossa, você vai gostar ainda mais do Oração para Desaparecer. Então tô muito ansiosa. O nome desse livro é Cabeça do Santo, da Socorro Ascioli. Maravilhoso, recomendo muito. E agora eu tô lendo, atualmente tô na metade do livro da Rosa Monteiro que se chama A Ridícula Ideia de Nunca Mais Te Ver. Eu comprei esse livro sem saber nada, porque ano passado, ano retrasado, eu li um livro da Rosa Monteiro que eu amei. Eu Amei a escrita dela, me identifiquei muito e me inspirei muito na escrita dela para escrita do meu livro. Eu tinha lido O Perigo de Estar Lúcida e eu comentei sobre esse livro, fiz um episódio inteiro sobre esse livro quando eu falei sobre momentos oceânicos. Foi nesse livro O Perigo de Estar Lúcida que me inspirou e aonde eu conheci esse termo momentos oceânicos que eu sempre falo aqui no podcast, né? E aí eu fiquei muito viciada na Rosa Monteiro, tava na livraria, acabei me deparando com esse A Ridícula Ideia de Nunca Mais Te Ver. Achei o título lindo, achei a capa linda e comprei. E eu tô lendo ele agora. Eu adoro a escrita da Rosa Monteiro. O tema é um tema que não me interessa tanto, mas tô achando legal de conhecer. Basicamente, a Rosa Monteiro, ela usa a história de outras pessoas para entender a própria história e acaba contando a própria história junto com a história de outras pessoas. É mais ou menos assim que eu vejo a escrita dela. E aí nesse livro ela tá contando a história da Marie Curie. A Marie Curie, sabe, que descobriu a radioatividade, ganhou o Prêmio Nobel e tal. A Marie Curie ficou viúva do Pierre Curie, que era dupla dela ali de cientistas, logo muito cedo assim. E ele morreu atropelado por uma charrete, tipo assim, qual a chance? E ela sofreu um luto muito ruim. E a Rosa Monteiro foi atrás dessa história porque a Rosa Monteiro também ficou viúva. Do marido dela. Eu ainda não descobri o porquê, ela ainda não contou essa parte da história, mas ela vai fazendo esse paralelo entre a história da Marie Curie junto com a história de outras mulheres que ficaram viúvas, etc., com a história dela. Eu amo a escrita dela, eu acho muito profunda, irônica e gostosa de ler. Parece mesmo que você tá conversando com ela. Eu admiro ela demais assim, e tô amando ler o livro. Tô na metade, mal posso esperar para acabar. E assim que eu acabar, eu acho que eu vou começar a oração para desaparecer da Soccorro Scioli. Se você tiver alguma outra recomendação que você acha que vale a pena furar a fila, comenta aqui, deixa aqui nos comentários, porque as recomendações de vocês são sempre maravilhosas. Então vou amar saber o que vocês têm lido e o que vocês acham que eu vou gostar de ler, tá bom? Então tá bom, gente, agora sim chegamos ao fim do episódio. Espero que vocês tenham gostado. Se você tem Instagram, me segue lá no Instagram, @leila.brandão. Se você não conhece a minha marca de roupas confortáveis, a Lela Brandão Co., é só entrar no www.lelabrandao.co. Você tem desconto com cupom GOSTOSA E CHORONA. Entra no nosso grupo do Zap lá que eu coloco todas as referências, inclusive vou mandar o link de todos os livros que eu citei aqui, menos o da teoria do deixa pra lá da Mel Robbins, porque eu não vou recomendar esse livro que eu não li, não tem como recomendar ele, mas os outros todos que eu falei, o da Ana Sui, O da Socorro, todos os livros que eu falei da Luanda, tal, vou deixar o link lá. Não esqueça que eu tenho meu próprio livro, Vertigem, que se você ainda não comprou, você ainda não garantiu o seu, por favor garanta. Quer dizer, por favor não, né? Só se você quiser. Eu vou deixar o link aqui nos comentários. E é isso, meu povo, tá bom? Então tá bom, nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau! Se você faz parte do seleto grupo das mais, mais das maiorais, das minhas divas, das minhas favoritas, das pessoas que ficam até o final do episódio, primeiro eu vou falar o seguinte, e eu vou repetir isso no próximo episódio para todo mundo, tá? Spotify me forneceu o dado de que mais de 50% das pessoas que ouvem o podcast não são inscritas no podcast. E minha amiga, eu sei que assim, muito provavelmente o Spotify, independente de você me seguir ou não na plataforma, ele te entrega o meu episódio, porque ele tem esse algoritmo que ele entrega, tipo assim, como eu posto semanalmente, quando tem episódio novo ele já te entrega ali na sua página principal o episódio novo, e você não necessariamente tem que estar me seguindo para receber esse episódio novo. Porém, entretanto, contudo, por que você não me seguiria? Fala para mim, sendo que é super importante para mim. Eu venho aqui, falo por uma hora toda semana. Você não pode me seguir, não pode seguir o canal, se inscrever no canal sem falar que se tiver novidades assim, episódio extra, coisas assim, ou se você ouvir muito outros podcasts, o Spotify vai parar de te avisar quando tiver episódio. Você não vai ficar sabendo. Então, por favor, e sem falar que assim, isso para mim é muito importante, é muito importante. Tipo, querendo ou não, números em plataforma são muito importantes, tanto para eu fechar trabalhos quanto para o Spotify entender o quanto eu sou relevante, quanto para eu conseguir tomar decisões na minha carreira. Eu preciso saber quantas pessoas são inscritas no canal. Então se inscreve aí. Ô caramba, coitado, ficou até o final para ganhar um emoji, ganhou uma bronca. Para você que me segue, muito obrigada, te amo, muito. E a outra coisa que eu ia falar é que— eita, nós esqueci o que eu ia falar, minha gente. Ah tá, se você ficou até o final do episódio e faz parte do grupo das mais mais e está inscrito, está inscrita no podcast, comenta aqui com emoji de cookie. Pode ser o emoji de cookie só porque me deu uma vontade de comer um cookie. Não cortem isso, hein, não cortem isso para ficar igual aquele, aquele, o pior meme de todos que ninguém nunca esqueceu, que é: cheiro de cu, tem cheiro de, parece uma cu. Vocês lembram disso, gente? Que era uma publi de um chá sabor cookie. E aí era um compilado de várias blogueiras sentindo o cheiro e fala, e elas falavam assim, né: nossa, parece muito cookie, nossa, que gosto de cookie. E aí alguém, algum desgraçado, pegou Coitadas, véi. E cortou todas as falas das blogueiras de um jeito— eu vou deixar esse vídeo lá no nosso canal do WhatsApp— de um jeito que parecia que elas estavam todas— cheiravam assim o chá com uma carinha de delicioso. Ela falava: que cheirinho de cu!" Aí tomava um golinho: uma cu! Tem gosto de cu!" Então comenta aí embaixo com emoji de cu. De cookie. Não cortem, não cortem o que eu falei, não tirei de contexto, tá bom? Então tá bom, gente, agora sim, nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau!

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