Episódios de gostosas também choram

intuição ou paranoia?

02 de junho de 202657min
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como saber se é o medo que ta tentando te parar, ou é sua intuição? e quando a procrastinação é medo disfarçado? como lidar com o medo de errar? essas e outras muitas perguntas hoje, no gostosa na escuta :)

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Participantes neste episódio1
L

Lela Brandão

HostInfluenciadora
Assuntos8
  • Medo e CoragemDiferenciar medo de intuição · Sintomas físicos do medo · Sintomas físicos da intuição · Intuição feminina e socialização · Gavin DeBacker · Vertigem (livro)
  • Construção da CoragemDiferença entre coragem e inconsequência · Mentalidade adolescente e desconhecimento de riscos · Viagem de mochilão na Europa Oriental · Tentativa de sequestro · Empreender no Brasil
  • Superando o medo e a negaçãoO erro como parte do processo · Habilidade de lidar com o erro · Perfeição vs. antes feito do que perfeito · Erro como oportunidade de aprendizado · Gostosas Também Erram (episódio) · Rosália
  • Sonhos e Aspiracoes PessoaisSonho de viajar o mundo · Demissão para realizar sonho · Viagem solo · Intercâmbio · Relacionamento e intercâmbio
  • A cultura de sucesso e o medo de falharProcrastinação como medo disfarçado · Julgamento social ao tentar · Ato de tentar como coragem · Lidar com abas abertas na mente · Samara
  • Medo do Julgamento AlheioVulnerabilidade e autenticidade · Conexão através da exposição · A coragem de ser imperfeito · Brené Brown
  • Obsessão atual: LOL BrasilLOL Brasil (série) · Competição de comediantes · Amazon Prime Video
  • Medo de substituição pela IAMedo de dar certo (livro) · Natália Souza
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Lela Brandão:Oiê! Você sabe como faz para distinguir medo de intuição? E quando que você deve ultrapassar o medo? Quando que você deve negociar o medo e falar: eu vou ser corajosa, eu vou ser xerecuda, eu estou com medo e vou com medo mesmo? Ou quando você deve escutar e falar: tô achando que vai dar merda. Como superar o medo? Como você faz aí para superar o medo do julgamento alheio? Ou o medo de errar, ou o medo de estar tomando uma decisão que não é tão certa assim. Como superar o medo de se expor ou expor suas ideias? Tudo isso e muito mais hoje no episódio de Gostosa na Escuta. Se você caiu de paraquedas aqui, Gostosa na Escuta é um quadro mensal onde eu respondo as perguntas de vocês sobre um tema que a gente já falou aqui no podcast. E recentemente eu fiz um episódio que deu o que falar, deu pano para manga, que foi o episódio Vai com Medo Mesmo, onde eu falei sobre coragem e medo e as coisas que eu tenho pensado sobre isso. E gerou muitas reflexões, muitos comentários legais no Spotify aqui de vocês. Eu li tudo, li todas as conversas que surgiram a partir disso, recebi muitas DMs. Eu falei, acho que a gente precisa falar mais sobre isso, especialmente porque aqui entre nós, entre o clube das mais mais Temos um subclube que é o clube das corajosas. Se você faz parte desse clube, o bonde das corajosas, comenta aqui embaixo para eu saber. O bonde das corajosas, vou contar muito brevemente. Eu tenho uma tatuagem desde 2019 que na minha mão que tá escrito "coragem mulher", que é uma coisa que minha mãe sempre falou para mim quando eu tava tipo com medo de fazer alguma coisa ou procrastinando, ela falava "vai mulher, coragem, coragem mulher" e aí eu tatuei isso para lembrar que eu não posso me dar o luxo de ter medo das coisas. Tem coisas que eu preciso encarar, preciso botar meu terninho e botar o cabelo para cima e encarar. Se você é do bonde das corajosas, manda foto aí, comenta aqui para eu saber, tá? E aí, com base nisso, eu peguei perguntas de vocês lá no nosso grupo do WhatsApp. Se você não tá no grupo do WhatsApp, o link tá aqui na descrição, e também é só você procurar por Gostosas Também Choram lá nos canais do WhatsApp, que você entra, ninguém vê seu número, que só eu que consigo falar lá também. Vocês conseguem reagir ou responder as perguntas que eu faço, que tem uma ferramentinha lá de perguntas, e aí só eu vejo as respostas. E aí eu perguntei lá, gente, alguém tem perguntas sobre medo e coragem? E aí eu selecionei algumas perguntas, e é isso que vamos fazer hoje, vamos falar sobre as perguntas de vocês. Gostaram, meninas? Então vamos lá. A primeira pergunta é da senhora Beatriz. Eu peguei essa pergunta como representante de uma caralhada de pergunta que chegou igual nesse mesmo tema, que foi: como diferenciar medo de intuição ou pressentimento? Achei muito boa essa pergunta e acho que a gente precisa meio que organizar as ideias para a gente saber quando ser corajosa é uma coisa positiva e quando não escutar o seu medo é apenas inconsequente. Vamos lá, nessa pergunta, como diferenciar medo de intuição /pressentimento, o que que eu entendo? Lembrando que, gente, eu não sou autoridade em absolutamente nada, tá? Sou eu, Lelinha, falando aí no seu ouvido enquanto você vai para o trabalho, né? Tá aí no caminho do trabalho, tá lavando louça, tá arrumando quarto, fazendo cardio. Conheço vocês, gente! O que que você tá fazendo aí? Comenta aí para eu saber. Enfim, desculpa me distrair, eu fico tão interessada em saber em que momento que vocês ouvem o podcast. Mas enfim, tomei um pouco de café demais hoje, vocês estão percebendo? A cafeína tá assim, ó, batendo aqui no sangue da gata. Mas vamos lá, a gente vai organizar assim o pensamento: quando bater o medo, uma insegurança de fazer alguma coisa, seja o que for, insegurança de sair de casa, insegurança de me aplicar para uma vaga de emprego, insegurança de ter uma conversa, o medo de pegar um avião, medo de sair do meu emprego, sei lá, medo do que for, a gente vai parar e pensar. Isso é medo ou intuição? Se for intuição, e a gente vai conversar sobre como descobrir se é intuição, a gente vai escutar a intuição, a gente vai escutar as vozes da nossa cabeça, e a gente vai muitas vezes entender o medo como um amigo que quer te proteger. E aí é melhor você realmente não fazer aquilo que a sua intuição tá falando para você não fazer. Se for medo, pode ser que a gente encare ele. Pode ser que a gente não encare ele. Então vamos entrar mais a fundo. Primeira pergunta: como saber se é intuição ou medo? Eu, para mim, a diferença de intuição ou medo é como o meu corpo me fala as coisas. Se é algo que me gera ansiedade, do tipo ansiedade, respiração ofegante, sabe, tremedeira, ansiedade, coisa acelerada, pensamentos acelerados, pensamentos catastróficos, geralmente isso é medo, porque tem a ver com o quanto eu confio em mim mesma. Agora, se o meu corpo me dá enjoo, se o meu corpo me dá dor de cabeça, se o meu corpo me dá— se eu pergunto para o meu corpo: devo sair de casa? E o meu corpo se contrair, ou devo sair de casa e o meu corpo se expandir, isso Eu entendo como intuição. Porém, neste subtópico, então, meu conselho é: pergunte para o seu corpo, veja como ele responde. Se ele te responder acelerado, talvez seja medo. Se ele te responder com uma trava, tipo um back assim, sabe, tipo um enjoo, uma garganta fechada, uma dor de cabeça, uma coisa assim que te trava, talvez seja intuição. Dito isso, o que que eu tenho um pouco de body de intuição feminina? E aí vamos levantar polêmicas. Muitas vezes o que a mulher sabe, tanto para você mesmo quanto para as outras pessoas, é jogado na caixa da intuição. Tem um episódio inteiro sobre isso aqui no podcast, que foi o segundo episódio da história do podcast, que se chama Intuição, ironicamente, que eu desabafo sobre como isso me irrita, assim, que muitas vezes a gente sabe coisas, a gente já passou por coisas, a gente já tá careca de saber coisas, mas como a gente é mulher É tido como intuição, como algo místico, como algo que é fora da gente, como uma entidade de fora falando com a gente, que pode acontecer. Eu acredito em absolutamente tudo que você pode imaginar. Mas nesse caso eu vejo que muitas vezes o nosso saber, né, o que a gente sabe, é extraído da gente, terceirizado para algo que pode ou não existir, para que a gente tenha menos confiança naquilo que a gente sabe. Vou dar um exemplo prático. Que é um exemplo que eu falo no meu livro, inclusive, Vertigem, Vertigem, meu livro, A Coragem de Encarar o Vazio e Escutar Seu Corpo, já está em pré-venda. Se você não comprou ainda, eu deixo o link aqui na descrição. Mas voltando ao assunto, no livro eu falo, e eu acho que eu já falei no podcast também, desculpa se eu tiver sendo repetitiva, de um cara que ele é especialista em segurança, que chama Gavin DeBacker, e ele escreveu um livro sobre uma pesquisa que ele fez sobre como as mulheres se sentiram, como as mulheres enfrentaram situações de perigo na vida delas. E aí, disclaimer, é óbvio que uma mulher que sofre alguma violência, alguma situação de perigo, é óbvio que isso não é responsabilidade dela, né? Isso não é culpa dela. Mas ele fez esse livro para apontar que muitas vezes as mulheres já sabem que vai dar merda, Mas pelo medo de desagradar ou de parecer mal educado, de parecer soberba ou de parecer sei lá o quê, suprime esse medo. E aí esse medo a gente tá colocando na caixa, tá colocando junto com a coisa da intuição, tá? Que aí eu tô falando, vamos colocar a intuição como uma conexão com saber que tá no seu corpo, tá? Então ela já tem uma intuição daquilo que vai saber, então o corpo dela sabe que vai acontecer alguma coisa ruim, mas ela escolhe não escutar por medo de não agradar o outro. Então, um exemplo que ele cita no livro é uma mulher que tá voltando para casa com compras, e aí tem um cara, tipo, dentro do condomínio lá dela, do prédio dela. E aí esse cara tá lá, e ele tá parado lá, e ele oferece ajuda para ela com as compras. E aí ele tentou invadir a casa dela, ou invadiu a casa dela, agora não tenho certeza, mas ele tava ali esperando ela para atacar ela de alguma forma. E ela disse, e aí todas as mulheres, quase todas as mulheres desse estudo falam a mesma coisa, que esse cara, esse Gavin DeBacker, que é especialista em segurança, ele pergunta: o que que você, tipo assim, você se sentiu ameaçada por esse cara? A primeira coisa que a pessoa, que a mulher fala: não, não, achei ele gentil. Aí ele fala: você tem certeza que você não sentiu nada? Aí ela lembra: ai, se bem que meu estômago deu uma revirada, eu me senti meio com a respiração ofegante. Sempre tem um sintoma do corpo. Porque muitas vezes a gente passa por experiências que ficam registradas no nosso inconsciente, né? Então assim, se tem um homem parado no seu corredor, tipo, isso representa perigo. Sei lá, se tem um homem, você tá sozinha, tem um homem dentro de um lugar onde você tá vulnerável, isso representa um perigo. Isso tá no seu inconsciente de alguma forma, porque você viu em um filme, porque você passou por alguma coisa, porque alguém te contou alguma coisa. E aí vai para o seu inconsciente como tipo assim registro de perigo. Mas a gente, mulheres, somos socializadas para agradar a qualquer custo, inclusive esse custo sendo a nossa segurança. Esse ensinamento, ele é tão reforçado que ele tá no nosso consciente, né? A gente tá sempre falando: ai, não vou ser grossa, ai, eu vou medir minhas palavras, é melhor eu não fazer isso, é melhor não me portar dessa forma. E aí o que chega na nossa cabeça são esses dois sinais simultâneos, que é a sua intuição, que eu tô chamando de intuição a conexão do seu inconsciente com seu corpo, com o seu consciente, que é preciso agradar a qualquer custo. Tô falando tudo isso porque é muito importante ter a clareza que isso acontece para você conseguir tomar a decisão que você precisa tomar. Porque, por exemplo, nesse momento em que seu estômago embrulha diante de uma coisa que você achou estranha, mas melhor não falar que é tão estranha para não ser desagradável, Já ter um precedente, tipo, eu já sei o que que tá acontecendo, isso é um perigo, vou me proteger. Não que a gente sempre tenha como se proteger nesses casos, né, porque enfim, homens. Mas tá entendendo que eu tô falando? A intuição, para mim, como eu encaro a intuição na minha vida, é essa conexão muito imediata que o meu inconsciente tem com meu corpo. Por isso que eu acho tão importante ficar fazendo perguntas para o corpo e ficar atenta aos sinais que ele te dá, porque muitas vezes ele é um um jeito de você acessar uma sabedoria que por algum motivo seu consciente, né, sua cabeça racional não tá conseguindo acessar. Quando é esse caso, é muito importante escutar, né? Então assim, se você tá entrando em casa, tem um cara parado e ele tá na prática, a cabeça dela fez assim: uai, tem alguma coisa estranha, esse cara que nunca vi na minha vida, que eu moro aqui há anos. 'Não é meu vizinho, tá aqui parado dentro da minha casa, tipo assim, dentro do corredor da minha casa me oferecendo ajuda. Eu vou mostrar para ele onde eu moro.' Tipo assim, o inconsciente dela já identificou o perigo, mas é tão— a gente é numa lavagem cerebral tão grande para não desagradar que esse saber fica reprimido. E você mesma, tipo, quando vem essa coisa de estranho, você se sente culpada. Tipo, 'Nossa, esse cara tá sendo gentil e eu aqui escrota achando que ele vai me atacar, ou sei lá o quê. Então, ouvir o corpo e os sinais do corpo e tá conectado com isso que chamam de intuição ou pressentimento, isso é uma autopreservação, né? Isso é inteligente. Então, se você perceber que é nesse sentido que o seu corpo tá te dando sinais, fica atenta. Não no sentido de— porque assim, às vezes vai estar equivocado, né? Tipo assim, às vezes você tá, por exemplo, na semana passada eu tava sentada no parque, aí um cara veio, eu tava sozinha sentada no parque, veio um cara na minha direção com um olhar assim fixo fim. E aí ele veio falar alguma coisa comigo e eu já respondi assim: que que é? E aí ele tava só querendo me contar que a namorada dele escuta o podcast. Inclusive, desculpa, Pedro, não quis, não quis agir dessa forma. Mas assim, eu prefiro não agradar o Pedro do que o Pedro vir me matar e eu reagir assim: oi, tudo bem? Boa tarde. Sim, claro, vou com você na sua van. Entendeu? Tipo assim, às vezes vai estar equivocado, mas você ter a consciência de perguntar para o seu corpo, entendeu? O que que ele tá sentindo, Sabendo de todo o contexto social e o que você passou na sua vida, isso te dá mais clareza de como tomar uma decisão, de tipo assim: vou ouvir esse medo e me preservar, ou tô numa noia aqui que não existe? Eu, nesse caso, sempre prefiro agir pela noia, tá? Mas aqui a gente tá falando de medos que tem a ver com a nossa segurança, né? E o que que é a atitude corajosa nesse momento, né? Ironicamente, é escutar o seu medo, né, a sua intuição, e se preservar. Então a coragem nesse momento é você não agradar esse homem, sei lá, no meu caso esse Pedro, e topar desagradar outra pessoa sob o custo de se autopreservar. Isso para mim é a coragem. Agora, se o medo é, por exemplo, ai, como o que eu falei no último, nesse episódio do Vai Com Medo Mesmo, meu medo era lançar o meu livro e todo mundo achar uma bosta. Muito resumidamente, se o meu medo é esse, o que que eu sinto no meu corpo? Eu sinto, na verdade, eu não sinto quase nada no meu corpo. Eu sinto muito mais os meus pensamentos acelerando. O meu corpo, eu posso sentir ofegante, eu posso sentir uma ansiedade, mas essa ansiedade é totalmente um sintoma da minha cabeça acelerando e pensando em todas as evidências de que as pessoas vão achar o meu livro uma bosta. Mas na prática, se eu pensar: se as pessoas acharem meu livro uma bosta, eu vou sobreviver? Eu vou sair viva disso? Qual é o pior cenário? Pior cenário: todo mundo odiar meu livro, todo mundo que comprou vai odiar meu livro. Esse é o pior cenário? Vou sobreviver? Vou. Vai ser chato? Vai, mas eu vou sobreviver. Então assim, aí é um medo. Aí esse medo que te impede de viver coisas que você quer viver, o que você precisa viver, enfrentar coisas que são difíceis, mas que você precisa enfrentar. No meu caso era isso, que pode parecer simples, mas para mim não foi nada simples. Aí entra no campo da negociação, que é assim: estou com esse medo, qual é o pior que pode acontecer? Ah, o pior que pode acontecer— vamos pegar outro exemplo para não ficar só no livro. Sei lá, estou com medo de ter uma conversa difícil com uma amiga minha. Já aconteceu comigo. Uma amiga minha tava tendo uma atitude que tava me machucando de alguma forma, que tava não tava legal comigo. E eu fui adiando essa conversa por medo de criar uma desavença no lugar onde não precisava. Enfim, ter conversas difíceis exigem muita energia e eu tava sempre tipo envolvida em outras coisas, tal. Tá, qual é a pior coisa que pode acontecer se eu tivesse a conversa com essa minha amiga? Ela ficar irritadíssima comigo e não concordar com o que eu tô falando e achar que eu ia me xingar e cuspir na minha cara. Essa é a pior coisa que pode acontecer, sendo que não ia acontecer, que essa minha amiga obviamente nunca cuspiria na minha cara, e nenhuma das minhas amigas, graças a Deus. Mas isso é o pior que pode acontecer, tá? E aí, se acontecer isso, eu vou fazer o quê? Ah, tá, minha amiga pode ficar irritada comigo. E aí eu vejo se eu quero, tenho vontade de reatar com ela ou não, se vale a pena esse trabalho de tentar reconciliar essa amizade que tá fragilizada. 'Ah, eu vou sobreviver a isso, eu dou conta disso', entendeu? Aí entra no campo da negociação, de tipo, qual é a alternativa? A alternativa é não ter essa conversa. Se eu não tiver essa conversa, o que que vai acontecer? Eu vou continuar, essa minha amiga vai continuar fazendo isso, me machucando a longo prazo, até uma hora que a relação vai se tornar insustentável e a gente vai romper, porque eu não vou aguentar mais. É isso que eu quero. Então o preço seria perder minha amiga a longo prazo. Não é isso que eu quero. Então tá barato eu ter essa conversa com ela, porque vai exigir uma motivação minha e uma coragem de expor uma coisa que é vulnerável para mim, para ela, ter essa conversa difícil, que não é nada confortável. Então tem um momento desconfortável, mas a longo prazo é a melhor chance que eu tenho de ter essa minha amiga ao meu lado, correto? Mesma coisa, sei lá, tô com medo de me aplicar para uma vaga de emprego. "Porque tô com medo de ser rejeitada e não passar." Tá, se você for rejeitada, no pior cenário possível, o entrevistador vai rir da sua cara e fala assim: "Nossa, meu filho, pega suas tralhas e vai embora, haha, tem nada, absolutamente nada a ver, coma muito arroz com feijão para voltar aqui." Imagina que algum recrutador se preste a fazer isso. Você vai sobreviver a isso? Se você acha que você não tem condições de sobreviver a isso, talvez seja melhor você não fazer. Mas você é uma mulher ou um saco de batatas? Você vai deixar com que a pior hipótese— porque a pior hipótese pode acontecer na mesma medida que a melhor hipótese— você vai deixar que a pior hipótese te impeça de viver o que você pode viver por medo dela acontecer, sendo que ela pode acontecer? Como não pode acontecer? Por exemplo, quando você não se aplica a uma vaga de trabalho 100% de certeza que você não vai ter essa vaga. Correto, que você não se aplicou. Agora, se você se aplicou, você tem chance de ser rejeitada bruscamente, assim como você tem chance de ser aceita, assim como você tem chance de não ter nenhuma resposta. Existe uma caralhada de coisa que pode acontecer. Aí você tem que negociar com você mesma, consigo mesma: eu tenho condições de sobreviver ao pior cenário? Se eu não tenho condições de sobreviver ao pior cenário, o que eu preciso trabalhar em mim para ter condições de sobreviver esse pior cenário? Porque só quando você tiver condições de sobreviver ao pior cenário das coisas, dessas coisas que você, que te exigem coragem, é que você vai ter coragem de ir. Porque se fosse agir tipo assim, eu só vou me candidatar à vaga de emprego que eu tiver 100% de certeza que eu vou passar, aí não é coragem nenhuma, minha filha. Aí coragem do quê? A coragem só existe quando você tem algum cenário para ter medo. Correto? Enfim, vamos para a próxima pergunta. Falei demais já, velho. Marina perguntou: como lidar com medo de errar sabendo que eu tô aprendendo em um trabalho novo, por exemplo, e depois ficar se culpando por qualquer erro? Marina, tem um episódio inteiro também do Gostosas sobre isso que chama Gostosas Também Erram, que eu falo sobre um texto da Rosália lindo, que inclusive apareceu no meu feed ontem de novo. Em que ela, tipo, é como se ela tivesse falando com Deus, e ela fala assim: Deus, me ensina a errar, me ensina a ser mestre em errar. Eu quero errar tanto que eu me torne especialista em errar, e de tanto errar eu vou ter coragem de acertar, sabe? Ela fala uma coisa linda, acho que vale a pena ouvir esse episódio. Mas resumindo, o que eu sinto sobre isso é, vou falar duas coisas. Primeira coisa: o erro vai acontecer. Porque somos humanos. Até o ChatGPT erra, gente. Por que que você, o alecrim dourado, não vai errar? Então o erro vai acontecer. Dito isso, é muito melhor construir a sua coragem em cima da sua habilidade de lidar com o erro. Então, sabendo que o erro vai errar, é muito melhor você ter habilidade de trabalhar com um erro do que tentar desenvolver a habilidade de ser perfeita. Porque se você mira na perfeição, quando o erro acontece, que vai acontecer, 100% de chance de acontecer, quando o erro acontecer, ele vai te desestabilizar de uma forma que vai te imobilizar, vai te deixar com a sensação de ser incapaz, vai te golpear a autoestima de uma forma péssima. Então é muito melhor trabalhar a sua autoestima na sua habilidade de lidar com os erros. Tô falando isso como uma ex-artista plástica. Eu, quem não sabe, eu era muralista antes de ser muralista, é quem desenha em murais, antes de trabalhar com podcast, etc. E as pessoas sempre me perguntavam isso, tipo, Laila, como que você nunca erra nas suas artes? E a minha resposta era sempre a mesma, que era, gente, eu errei em todas as artes, tipo assim, todas as artes que eu já fiz na minha vida eu errei. Teve uma vez inclusive, foi horrível, que eu terminei uma parede e assim que eu terminei a parede eu tirei a proteção do piso, que eu sempre colocava uma proteção, e quando eu tirei a proteção do piso da cliente, que tinha um tapete embaixo, a minha tinta caiu em cima do tapete da cliente. Para vocês terem uma ideia das cagadas que eu já fui capaz de fazer. Aí eu não cobrei a arte da cliente e paguei a lavanderia do tapete. Foi isso que aconteceu, foi uó. Mas não só isso assim, de errar também a própria arte e saber contornar a arte, tipo assim, contornar o erro, incorporar o erro na arte. E ainda mais em tempos de inteligência artificial, os erros muitas vezes são a parte mais interessante do processo, porque é O erro, na verdade, é quando algo na prática saiu diferente do que precisaria ser feito de acordo com a ideia, né? Algo no mundo real não bateu com algo do mundo ideal. Mas para que tudo bata exatamente como com a ideia, né, com o mundo ideal, ela precisa não vir para o mundo real. Estou indo às voltas só para falar o ditado: antes feito do que perfeito. Porque se você mirar em só trazer para o mundo coisas que são perfeitas no mundo, né, assim, sem erros, vai trazer nada, minha filha. Vai ficar sem criar nada, sem fazer nada, sem avançar nada no seu trabalho. Então, primeira coisa que eu tenho para falar é isso: é muito melhor. E aí tô falando também do ponto de vista de chefe, de pessoa que contrata outras pessoas. É muito melhor você saber lidar com o erro do que uma pessoa que nunca comete erros. Porque uma pessoa que nunca comete erros ou nunca assume que comete erros não tem a capacidade de errar. E o erro faz parte do processo, 100% de chance de tudo, em todos os sentidos. Quantas vezes eu errei aqui gravando podcast, me embolei, engasguei, arrotei? Faz parte. O problema é seguir depois disso. E aí, o que eu ia falar também, como chefe, é isso assim: Se o seu problema é falhar no trabalho, errar no trabalho, e aí óbvio que isso não é uma realidade de todas as pessoas que contratam outras, mas eu como tenho várias pessoas que trabalham para mim, a minha conduta, sei lá, tipo, a minha visão, eu nunca acho ruim quando alguém erra alguma coisa. Claro que é uma coisa chata, né, tipo, você tem que corrigir depois, mas nunca vou pensar tipo assim, nossa, essa pessoa errou, maldita, tipo assim, sabe? Claro que não! Ou péssima. Ai, vou demitir ela porque ela errou uma vez. Gente, lógico que não! Todo erro é uma oportunidade de eu ensinar a pessoa a forma correta, ou a forma que eu gostaria que fosse feita. E aí isso faz parte de delegar. Então se o seu chefe ou sua chefe tá te colocando esse medo de errar, talvez ela seja uma péssima chefe. Eu acho essencial, por exemplo, a minha equipe de marketing da marca da Lela Brandão Co, a gente tem uma reunião semanal. E nessa reunião a gente, cada uma apresenta um relatório, ou a gente faz junto um relatório onde a gente vê o que foi feito na semana passada, na semana anterior. E aí, sei lá, flopou um Reels, ou tipo alguma coisa não performou bem, ou cometemos um erro no site. A gente vê o que aconteceu, vê as consequências desse erro, porque que esse, tipo assim, aonde foi que aconteceu esse erro, sabe? Qual foi o pensamento que gerou esse erro e como a gente faz para corrigir. Corrigir para próxima semana. Nunca num tom de tipo, ah, você errou, e sim num tom de tipo, como a gente pode aprimorar nossa operação para que a gente possa continuar evoluindo cada vez mais e errando cada vez menos, ou pelo menos cometendo novos erros, sabe? Então eu acho que existe uma perspectiva, principalmente para quem como eu empreende, de que o erro ele revela uma coisa que você poderia demorar muito para enxergar na operação Sabe, tipo, se você não tivesse contato com o erro assim. Então sei lá, eu mesmo já errei infinitas vezes, tipo, na minha própria equipe de marketing. E acho que também faz parte de você fazer uma gestão boa da sua equipe você não instaurar o medo do erro, né, e sim deixar muito claro que o erro sempre é uma oportunidade de aprimorar os processos e evoluir como profissionais e como equipe. Vamos lá, Lívia me perguntou: quais são suas estratégias mentais para conseguir diferenciar coragem de inconsequência ou impulsividade? Eu achei muito boa essa pergunta porque eu já fui muito inconsequente na minha vida. E qual a diferença de inconsequência para coragem, né? Inconsequência é quando você não sabe nem do que que você precisa ter medo. Então você vai e faz o negócio sem perceber que é uma coisa que assusta outras pessoas e que tem um medo justificável por trás. E aí você faz e depois você olha para trás e fala: puta que pariu, velho, olha o que eu fiz, olha o perigo, sabe? Quando você olha e fala: meu Deus, olha o perigo. Então, por exemplo, vou dar um exemplo da minha vida. Quando eu tinha os meus 20 e poucos anos, e eu vou voltar a falar disso ainda hoje se tudo der certo, eu fiz uma viagem que era tipo um mochilão. E aí nesse mochilão alguns trechos da viagem eu fiz sozinha, tipo de um uma cidade para outra e tal. Em um desses trechos eu tava no leste europeu e eu peguei um ônibus para ir de uma cidade para outra. Aí eu não sabia o que tava acontecendo. Depois eu descobri que eu passei por uma tentativa de sequestro. Então uma gangue lá, dessas gangues que sequestram as mulheres para fazer sei lá o quê com essas mulheres, tentou me sequestrar. Eu tava viajando sozinha. Antes de entrar nesse ônibus eu não tive nenhum medo. Eu entrei, gente, tô pegando um ônibus daqui até lá, sabe? Eram algumas horas só, tipo, era uma coisa simples, e eu não tava com medo de nada. Mas eu tava, não tava com medo de nada porque eu não sabia que isso era uma possibilidade, porque eu tava me achando muito invencível ali no auge dos meus 20 e poucos anos. E aí isso foi em consequência, né? Porque se eu tivesse estudado um pouco, eu saberia que nesse trajeto dessas duas cidades se eu soubesse disso, que nesse trajeto entre essas duas cidades é muito comum, existe essa máfia de tráfico humano, e tomar este ônibus seria um ato de coragem e contra-intuitivo da minha parte. Mas eu não sabia, então eu fui inconsequente. Como você sabe que você é inconsequente? Porque não te dá medo nenhum. Se você não tem medo nenhum, inconsequente, tipo assim, você não consegue enxergar consequência. É a inconsequência. Então quer dizer que você não sabe a consequência, então não tem do que ter medo, correto? Que é uma coisa um pouco como se fosse não adolescente na prática, tipo, é uma mentalidade adolescente, sabe? Tipo assim, de desconhecer as consequências das coisas e aí fazer as coisas por não saber as consequências delas. Se eventualmente eu estiver no leste europeu e decidir pegar um ônibus entre essas duas cidades Isso seria um ato de coragem, porque eu saberia dos riscos e por algum motivo, mesmo eu sabendo desses riscos, isso foi importante para mim a nível de eu ultrapassar esse medo e tomar esse ônibus sabendo dos riscos. Aí isso é coragem. É assim que eu distingo uma coisa da outra. Você não tem como saber que você tá sendo inconsequente antes de você saber dos riscos, entendeu? E às vezes eu acho importantíssimo, sabe aquele ditado Não sabendo que era impossível, foi lá e fez. Tipo assim, antes de abrir uma marca de roupas, eu não tinha a menor ideia do tamanho da bucha que era ter uma marca de roupas, que era empreender no Brasil com o tamanho da empresa que eu tenho hoje. Eu não tinha a menor ideia. Agora eu tenho. Então quando eu abri, eu tava sendo corajosa por vários motivos, mas não por esse. Por esse eu tava sendo inconsequente, que eu tava assim, não, qual é a dificuldade? Vamos abrir uma marca de roupa, uai. Aí agora eu falo: bicha, tu não tinha ideia do risco que tu tava correndo, do risco que você correu, das bucha que você plantou para si mesma nesse trajeto. Então é assim que eu vejo. Responde, será? Vamos lá. Estou evitando terminar um relacionamento por medo de me sentir sozinha. Sei que tô errada, mas como lidar com isso e ter coragem para enfrentar? Minha diva, eu não falei seu nome, que acho que você não quer ser identificado. Eu vou só recomendar um livro, inclusive durante esse episódio vou recomendar vários livros legais, tá? O livro que eu vou te recomendar se chama A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão. Esse livro dá muita clareza de quando você tá numa relação apenas para não estar sozinha e como isso pode ser prejudicial para você, e como estar em uma relação não quer dizer que você não está sozinha. Se você já me mandou essa mensagem, quer dizer que você já tem clareza de que seu lugar não é aí. Se você me mandou essa mensagem, quer dizer que você já está se sentindo sozinha. E é muito pior, na minha opinião, que já passei por isso, é muito pior se sentir sozinha dentro de uma relação do que fora. Para mim, eu acho isso. Vamos lá, Samara perguntou: como lidar com a procrastinação derivada do medo de fracassar? Eu achei essa pergunta tão importante porque eu já achei ela Samara, com uma clareza muito grande das coisas, porque às vezes a gente entra na coisa da procrastinação e a gente fica assim: ai, eu tô procrastinando porque eu não sou capaz, porque eu sou muito preguiçosa, porque eu não sei fazer as coisas, porque eu sou desorganizada. Você começa a elencar todas as suas desculpas quando na verdade é medo, é o mais puro medo de fracassar. E aí você fica Antes de tentar e poder fracassar, você fica assim impedindo de tentar, porque aí você nem chegou a tentar, então não tem porque sentir mal. É muito melhor você achar que você é preguiçosa, que você é desorganizada. Ai, eu sou tão doidinha, eu tenho isso, eu tenho aquilo. Ai, faz parte do meu signo, é assim, eu sou Peixes. É muito mais fácil você falar isso do que falar assim: eu tentei, Bater no peito assim, fala assim: é o seguinte, eu quero isso, eu desejo isso, eu vou bancar isso, eu vou tentar. E eu, quer dizer, e eu tentei porque eu desejei, eu tentei, eu fracassei, não deu certo, né? Muito mais fácil falar outra coisa. Agora, dito isso, se te ajuda, o fracasso, o não, já é uma realidade se você não tentar. Inclusive Tem um pensamento assim que predomina na nossa cultura atualmente, que é assim: ai, olha ela ali tentando ser blogueira, ai, olha ela ali tentando empreender, olha ela, sabe? A pessoa, tipo, como se as pessoas julgassem você por tentar, como se tentar fosse cringe. Mas só é cringe enquanto você tá tentando. Depois que você conquistar as paradas— eu passei por isso, tá? Quando eu comecei a postar na internet, nossa, as pessoas que eu conhecia E sempre tem uma pessoa, né, tipo assim, sempre tem alguém na sua cabeça que você ouve a voz, tipo, às vezes ninguém te julgou, mas você fica com a voz assim na cabeça do Rodrigo do TI, sabe, uma pessoa completamente aleatória assim, tipo, essa pessoa falando: ai, nossa, que vergonha dessa pessoa, nossa, olha que cringe, olha que vergonha alheia, ai, ela fracassou e não sei o quê. Mas primeiro que as coisas só são cringe na cabeça dessas pessoas, enquanto não dá certo, porque quando der certo, porque você precisa passar por isso para dar certo. Se você não passar por isso, não vai dar certo, porque você não vai ter tentado. E aí o não é garantido. Se você conseguir atravessar isso e der certo, as pessoas vêm te mamar do outro lado. Do outro lado, assim, quando você passar pela fase do tentar, as pessoas vão vir querer te mamar. E para além disso, às vezes essa voz não existe, né? A voz a voz do Rodrigo Tei. O Rodrigo Tei tem outras coisas para se preocupar, né? Tipo, ele não tá preocupado com você tentando ser blogueira. Mas para além disso, tem um outro movimento acontecendo agora, que eu acho que eu já até falei disso aqui no episódio, que é meio que o retorno de tentar ser cool, sabe? Tipo, tentar, o ato de tentar ser cool. Deu para entender? Como, por exemplo, a gente vê no filme do Marty Supreme, que é tipo um cara muito obstinado e muito, e aí ele realmente até construtivo nesse sentido. Mas também citei um, eu não sei se esse episódio foi para o ar agora, me falem aí se foi, agora não tô lembrando, mas que tem uma entrevista da Addison Rae, que ela era uma TikToker que agora virou cantora e uma super popstar que veio até agora no Lollapalooza, fez maior sucesso. E aí alguém perguntou para ela, tipo, ai, você não tem medo de ser vista tentando demais? Tipo, você não tem medo de, tipo, forçar a barra, sabe, que é try too hard? 'Você não tem medo de parecer que você tá forçando a barra?' E aí ela respondeu assim: 'Não, não tenho medo de tentar. Que tal você tentar alguma coisa?' Aí ela fala: 'Porque dá para ver que você não tá tentando.' Tipo assim, ela meio que inverteu a vergonha alheia. Tipo assim: 'Ah, você tá falando que eu sou vergonha alheia porque eu tô tentando correr atrás dos meus objetivos e realizar meus sonhos? Mas e você, que não tá nem tentando, fia?' Então é isso, Samara. Gostamos? Como lidar com a procrastinação. E aí, como lidar na prática? Como que eu lido com a procrastinação derivada do medo de fracassar? Primeiro que eu não suporto a ideia de abas abertas na minha cabeça, não suporto, não consigo lidar. Então se tem alguma coisa que eu preciso fazer, eu tô adiando fazer, e aí eu percebo que é por medo de fracassar, eu falo: Lela, você é uma mulher ou um rato? Eu adoro ratos, tá? Mas enfim, Lela, você é uma mulher ou um rato? Faz esta merda, porque aí você vai conseguir deitar na cama à noite e conseguir, vai conseguir ter uma noite de sono, porque você pelo menos começou a tentar. Então eu prefiro tirar da minha cabeça, porque a minha cabeça fica me atormentando quando eu tenho coisas por fazer, do que ficar me torturando com algo que eu preciso fazer, que eu quero fazer, mas ainda não fiz, porque, e aí eu fico adiando, e aí fica procrastinando, Deus me livre, gente. Eu prefiro sentar e fazer. Eu falo, Lela, esse medo você não vai poder ceder. Esse medo você vai ter que sentar sua bunda e você vai ter que vencer esse medo. Você vai ter que abrir, olha só que terrível, você vai ter que abrir esse documento do Word e escrever a parada que você quer escrever. Você vai ter que entrar em contato com tal pessoa, tipo assim, chega. Senão eu fico descaralhada da cabeça, não consigo dormir à noite. Então é melhor para mim Já lidar, porque eu não consigo, eu prefiro lidar com a rejeição e o fracasso do que ficar vivendo os meus dias marinada nessa preocupação e nessa procrastinação e nessa pendência de realizar as coisas que eu preciso ou quero realizar, entendeu? Juliana Leal perguntou: você já teve medo de ser você e enfrentar o julgamento dos outros? Como lidar? Ju, acho que eu respondi sua pergunta agora, né, junto com a da Samara. Mas eu queria aproveitar para indicar um livro, se você ainda não leu, é um livro muito legal que se chama A Coragem de Ser Imperfeito, da Brené Brown. A Brené Brown, eu já citei ela no último episódio, mas ela é uma estudiosa dessa coisa da vulnerabilidade, da vergonha, desse sentimento de ser julgado pelos outros. E ela escreveu esse super best-seller que é assim, todo mundo já leu, aqui, não todo mundo, né, enfim, mas muita gente já leu, é um best-seller mundial, que é bem simples e didático, mas eu acho que ele tem o poder de mudar muitas chaves assim na cabeça, em que ela fala como essa coragem de ser imperfeito ela guarda as maiores maravilhosidades da vida, tipo assim, que as melhores coisas moram depois que você decide ultrapassar o medo de errar, de ser julgada, de ser imperfeita, de ser enfim, escurraçada, de jogarem tomate em você. Como as melhores coisas moram depois desse medo. Natasha perguntou: quando você sentiu coragem para realizar seus sonhos? Pergunto isso porque meu maior sonho é viajar o mundo, mas morro de medo de acontecer algo. Natasha, se você viajar o mundo, de fato vai acontecer algo. O perigo é você não viajar o mundo e nada acontecer. Respondi sua pergunta? Vou dar um exemplo da minha vida. Quando, nesse mesmo mochilão que eu citei, eu odiava fazer arquitetura, né? Sou formada em arquitetura, eu odiava com todas as minhas forças. E aí eu trabalhei muitos anos em escritório diferente de arquitetura, em diferentes, em diferentes áreas da arquitetura, diferentes escritórios, diferentes abordagens. Eu odiava todos. Eu chorava indo trabalhar, tipo, realmente era insuportável para mim. Mas eu aguentei todos esses anos trabalhando porque eu tinha um sonho. O meu sonho, eu ainda morava com meus pais, então eu era apenas uma pós-adolescente assim, no começo dos meus 18 anos, 19, com o sonho de ir para Europa, de viajar para Europa de mochilão. Eis que eu guardei meu dinheiro durante todo esse tempo e eu fui, chegou a hora de eu fazer esse mochilão. Eu estava ainda no estágio de arquitetura, trabalhando no escritório, e aí a primeira coragem que eu tive que tomar era me demitir, porque eu não tinha férias nesse escritório. Então eu sabia que para eu passar um mês fora, né, viajando, eu teria que me demitir. E aí eu tomei a coragem de me demitir, falei: chegou a hora, preciso sair desse trabalho para realizar meu sonho. Depois eu volto, começo do zero, sei lá o que eu vou fazer quando eu voltar. E aí eu fui até o escritório dos meus chefes e eu fui me demitir. E no dia que eu fui me demitir, eles me demitiram, o que não adiantou nada para mim. Eu só fui uma confirmação do universo de que eu tava no caminho certo, porque eu não era nem registrada e nem PJ. Eu era só uma garota com um sonho, então não ganhei nada de rescisão nem nada disso. Mas fechei minhas coisas, fui embora, né? Peguei minhas coisas, fui embora, não queria mais voltar. Eu nunca quis presenciar, brincadeira, que elas começam a cantar. Peguei minhas coisas, fui embora, e a minha viagem já era dali a uma semana, duas semanas, e eu ia fazer essa viagem com uma grande amiga minha, minha melhor amiga da época. Eis que essa minha melhor amiga, a gente já tinha agendado tudo, reservado tudo, feito todo o roteiro. Na verdade, eu tinha feito, né, todo o roteiro e tal, porque ela não tava se envolvendo muito. Eu não tive a sensibilidade de perceber que ela não tava muito a fim de ir. Mesmo tendo comprado passagem, não sei o quê. Deu duas semanas antes desse mochilão, ela não foi por motivos externos de força maior. Ela falou: amiga, sinto muito, não vou poder ir, não vou. E aí eu me vi sem emprego, com as passagens compradas, sem ninguém para ir junto. Eu falei: eu não trabalhei os últimos não sei quantos anos juntando dinheiro sem gastar com nada, né? Nada, não saía no fim de semana para não gastar dinheiro, para juntar dinheiro para essa viagem, a chegar agora e não ir porque minha amiga não vai. Quer saber? Eu vou, menina! Eu fui sozinha, fui fazer o mochilão sozinha. Acabou que eu não fiquei sozinha quase em nenhuma cidade, porque eu fui fazendo amigos ou fui encontrando conhecidos de amigos que moravam na cidade. E assim eu fiz grandes amizades nessa, que eu trago até hoje nessa viagem. Mas eu lembro que teve esse momento que foi a raiva do mundo que me impulsionou, que eu falei assim: ah não, gente, eu não trabalhei tudo isso em torno do meu sonho para desistir só porque agora eu vou ter que ir sozinha. Quer saber? Vou sozinha mesmo e foda-se. E aí eu fui, foi tipo inesquecível. Eu lembro que nessa viagem eu ficava pensando: gente, quanto que eu aprendi sobre o mundo, quanto que eu aprendi sobre mim 30 dias, eu fiquei 30 dias nesse mochilão. E eu lembro que os museus que eu fui, as pessoas que eu conheci, as conversas que eu tive, o desenrolar, sabe, de ir até o aeroporto, pegar voo sozinha, desenrolar documentação, todas essas coisas, trocar dinheiro, todas essas coisas foram tão importantes para mim de aprender que eu voltei com a sensação de tipo, meu Deus, sou outra pessoa. Isso me mudou completamente. Eu tenho muito mais capacidade de lidar com a vida. Quero viver isso de novo. Despertou em mim esse grande sonho de viajar e conhecer outras culturas e me motivou a continuar trabalhando para guardar dinheiro para conseguir viver essas coisas. Que inclusive depois eu vim a viver meu intercâmbio, muitos anos depois, acho que 5 anos depois disso. Também assim, passei esses 5 anos trabalhando como artista, etc., juntando a grana. Para conseguir ir para o intercâmbio, ganhei a bolsa, fiquei 6 meses morando fora também, fui sozinha. E assim, um PS, eu conheci o Vitor, tipo, a gente começou a ficar juntos em setembro, outubro de um ano, e aí eu já tinha o intercâmbio marcado para janeiro, e aí eu ia ficar 6 meses. Então assim, também teve essa insegurança de tipo, puta, eu tô namorando com um cara muito legal, mas agora eu tenho esse intercâmbio, o que que eu faço? E aí eu fui, tive a coragem de ir para esse intercâmbio, passei esse intercâmbio lá. Quando eu voltei, a gente ainda tava namorando, voltei antes de surpresa para ele e tal. Estamos casados. Então assim, muitas, muitos episódios de negociar na cabeça assim, tipo, vou deixar o medo do que pode acontecer, então assim, vou deixar o medo de encarar isso sozinha me privar de viver o meu sonho que eu andei cultivando nos últimos anos? De fazer um mochilão? Vou desistir do meu intercâmbio porque eu conheci um cara muito legal e pode ser que a gente venha a terminar e a nossa relação não se sustente nesses 6 meses que eu vou estar fora? Todos esses medos, eles são justificáveis e poderia acontecer muitas coisas. Mas o que que é mais forte? A voz interior, o seu fogo interior que te puxa para realizar esses sonhos e viver as coisas que você quer viver? Ou o medo de não suportar o que pode acontecer caso as coisas derem errado. E aí você vai ter que decidir quem é que você quer que escreva a tua história, você ou seu medo. Quem é que vai ser o protagonista, você ou seu medo? Seu medo. Porque se você tá com medo de acontecer algo, posso te garantir que o que tem algo pior que pode acontecer, que é nada, se você não for, entendeu? Que a vida é uma só, minha filha. Você quer que esteja escrito o quê na sua lápide? Passou a vida inteira muito segura, essa aí ótima, essa aí ficou segura durante, soube agir em segurança e calculou todos os riscos antes de agir. Eu não quero isso na minha lápide, não. Na minha lápide eu quero escrito assim: xerecuda. Brincadeira, pelo amor de Deus. Mas ia ser icônico. Fala, vamos lá, última pergunta, penúltima, vai. Natália: como superar o medo de dar certo? Eu escolhi essa pergunta só para recomendar o livro da minha amiga que se chama literalmente Medo de Dar Certo, da Natália Souza, do Pra Danar Minhas Coisas, o podcast. Ela fala lindamente sobre o tema e eu comecei a ler, fiquei encantada, mergulhei na leitura, descobri coisas sobre mim. Então fica a indicação do livro. Medo de Dar Certo, da Nath Souza, tá? E agora sim, a última pergunta. Bruna perguntou: o que foi crucial para você conseguir expor suas ideias sem medo? Bruna, que que acontece? Não é sem medo que eu exponho as minhas ideias. Toda vez que eu sento aqui para gravar, exige uma certa coragem. Inclusive, eu faço uma pequena oração para todos os seres de luz que me acompanham, para que eu encontre as palavras certas para entregar as mensagens para quem tá ouvindo. Para que eu possa ser esse canal por onde as coisas que vocês precisam ouvir cheguem até vocês. Sabe, em off, contando para vocês esse segredo, que eu sempre faço essa oração. Mas para além disso, não só aqui no podcast, como na vida, como os lançamentos que eu faço na marca, os conteúdos que eu posto no meu Instagram, o livro que eu publiquei, etc., nunca é sem medo, porque a gente tem essa necessidade primária, né, que é pertencer, é não se destacar muito para não ser excluída, né. Eu tenho pavor de polêmica, essas coisas. Minha carreira não tem absolutamente nada a ver com isso. Mas como que eu superei? Basicamente foi colecionando experiências. Então sempre que eu tenho medo de fazer alguma coisa, que é alguma coisa que parece muito grandiosa, então Sei lá, nesse, eu vou dar um exemplo agora, no choro da semana. Mas vamos falar que eu tô com muito medo de fazer o Gostosas Também Choram Ao Vivo, que foi o que eu fiz no teatro no ano passado. Eu obviamente tava com muito medo. Eu, última vez que eu tinha subido num palco de teatro sozinha foi na 8ª série, quando eu fazia teatro como curso lá da minha escola. E aí a ideia de subir sozinha no teatro para centenas de pessoas, na segunda data foram milhares de pessoas, É muito assustadora. Mas aí eu ficava pensando assim, tá, depois que eu passar por isso, eu vou ter isso para sustentar as próximas coisas, entendeu? Então assim, agora, e aí é isso que eu vou falar no meu choro da semana, aguarde só mais uns momentos. Eu fui chamada para fazer um TED Talks, né, um TEDx lá em Blumenau. E eu já fiz um outro TEDx, fiz durante a pandemia lá em Belo Horizonte em 2021, peguei o meu carro, até falei disso outro dia. Peguei meu carro e fui sozinha para Belo Horizonte, apresentei meu TEDx. Obviamente foi sem plateia porque era no meio da pandemia, foi tudo isolado, era só eu, tipo, na sala e tal. Mas aí quando veio o convite do TEDx agora de Blumenau, foi muito simples para mim falar não, não me deu medo nenhum, porque eu pensei: eu já fiz isso antes, eu já apresentei um TEDx e eu já estive em frente a um teatro com milhares de pessoas me escutando falar. Naquele momento do Gostosas Também Choram era por uma hora. O TEDx é por 12 a 15 minutos. Então você vai colecionando essas experiências e as coisas vão ficando mais simples, sabe? E aí um outro dizer que sempre fica na minha cabeça, e eu já contei para vocês sobre isso há muito tempo atrás, é que expor o que você pensa e suas opiniões e raciocínios exige uma vulnerabilidade, que é a de ser quem você é. Se você adaptar a sua personalidade para ser alguma coisa mais palatável, mais agradável, menos disruptiva, menos opinativa, mais light e sem sal, você é primeiro que você não tá sendo autêntica. Então o que que eu ganho me expondo aqui, né? Expondo o que eu penso. Eu ganho várias coisas, mas a principal para mim é o sentimento de conexão, porque eu exponho uma coisa, vocês conversam comigo, sobre essa coisa, criamos uma conexão, aprofundamos a conversa. E é isso que eu ganho, esse sentimento de conexão. Se eu for mais superficial, isso aqui não vai me alimentar em nada. Então o preço que eu tenho, o preço que eu pago para ser, para não expor as minhas ideias, é mais caro para mim, que é matar a minha alma de fome, do que o preço que eu pago por expor as minhas ideias, que é a vulnerabilidade de ser rejeitada, de ser ferida, que existe. Existe a possibilidade de eu tomar um puta de um hate a qualquer momento aqui na internet. Existe a possibilidade das pessoas se revoltarem contra mim por inúmeros motivos. Existe. Então, para mim, é mais barato, e é por isso que eu sigo escolhendo fazer isso, para mim é mais barato o preço da rejeição do que o preço de matar a minha alma de fome com toda certeza absoluta. Porque se eu não expor, se eu não trouxer as coisas que eu penso aqui no podcast ou nos meus projetos, e eu não me expressar e não sentir essa forma de conexão, eu mato a minha alma de fome, como eu já fiz antes. Então, para mim, tá barato o preço da rejeição, da possível rejeição, da hipotética rejeição, tá? E eu acho importante essa noção de que quanto mais coisas assustadoras você faz, mais coisas assustadoras que você fez você coleciona, e elas viram tipo um cinto de ferramentas que você olha para trás e fala assim: Lá lá, no meu caso, Lelá, você já se apresentou para uma plateia de 1500 pessoas? Você fez uma ação de denúncia aos professores na sua faculdade que poderiam ter te expulsado da faculdade? Você já deu entrevista para Ana Paula Padrão? Você já entrevistou a Maísa e a Thaís Araújo num palco ao vivo? Você já fez podcasts ou vídeos para milhões de pessoas? Você já lançou uma coleção enquanto você tava chorando por não sei o quê. Você já fez coisas super assustadoras? Você já pegou um avião sozinha mesmo tendo fobia de avião? Você já teve conversas dificílimas com pessoas que você morreu de medo de perder? Você já fez coisas que apenas mulheres muito xerecudas, muito bam bam bam, muito cante, muito lacradoras seriam capazes de fazer? Você não vai enfrentar isso aí agora? Não é agora que você vai parar, né? E aí você vai, sabe quando você vai tipo assim subindo a escada, você fala: ai, não vou parar agora, agora já subi tudo isso, não vou parar agora. Essa é a sensação. Quanto mais coragem você tem de fazer as coisas que te assustam, menos as próximas coisas vão te assustar. Entendeste? Dito tudo isso, vamos para o choro da semana. Meu choro da semana, depois de eu ter falado, discursado horrores sobre medo, é que eu estou com medo, porque como eu disse, eu fui chamada para fazer um TEDx, que eu tô muito animada. Vai ser em Blumenau nesse sábado, dia 6, e eu topei o convite, óbvio, escrevi o texto. Para quem tem curiosidade de como acontece o TED nas bastidores, é assim: os curadores selecionam, fazem um convite, cada TEDx geralmente tem um tema, né? Esse de Blumenau, o tema é excesso, que tem tudo a ver com o que eu falo no meu livro. E aí eles te falam mais ou menos a abordagem que eles esperam, e você monta um texto e vai batendo junto com esses curadores para que esse texto vai evoluindo até a hora que você apresenta o TED. E aí quando eu apresentei, eu já apresentei um TEDx, se você ainda não viu, eu era apenas uma garota, eu não tinha nem podcast ainda, morria de medo de falar em público, mas foi lá em Belo Horizonte se chama Uma Mulher Confortável em Cima da Revolução, se eu não me engano. E aí, quando eu fiz esse TEDx, eu tinha uma coisa chamada TP. Quem não sabe o que é TP é uma tela que só quem tá no palco consegue ver, que é uma tela que fica passando um texto para você conseguir ler esse texto e não se perder no que você precisa falar. E aí eu escrevi o texto e falei: nossa, escrevendo esse texto estou de boa, porque aí eu coloco esse texto no TP e vou lendo do meu jeito, né? Tipo assim, escrevo eu já do jeito que eu vou falar, e fé. Aí eu tive uma reunião ontem com o time do TEDx, e aí eu falei, eles falaram: você tá segura com texto? Você precisa de alguma coisa para trabalhar oratória? Não sei o quê. Aí eu falei: ah, vai ter TP, né? Aí eles: não, gente. Nessa hora eu senti assim, eu senti a pressão caindo, porque eu sou assim, decorar texto não é uma das minhas habilidades. Quando eu vou gravar publi, não sei se vocês sabem isso, mas a gente manda roteiro para os clientes aprovarem. E aí, quando eu vou gravar o roteiro, eu preciso ler frase por frase porque eu esqueço tudo. Minha cabeça não foi feita para decorar, ela é boa de improvisar, agora decorar— E agora, nesse lugar que eu estou, eu tô gravando, óbvio, antes, né, algumas semanas antes do que vocês estão escutando. Mas eu tô nesse lugar de caos e desespero e medo de que eu vou ter que apresentar o meu TEDx sem nenhum ponto de apoio, nenhum TP, nenhum texto. Eu vou ter que apresentar da minha cabeça. Vamos orando para que eu decore o texto e consiga falar as coisas sem dar branco no palco e sem esquecer o que eu preciso falar. Enfim, vamos orando, orem por mim. Mandem energias positivas porque eu tô super nervosa. Mas assim, depois que eu passar por isso, o pior que pode acontecer é eu dar um branco e ficar parada lá no palco sem conseguir falar nada. E eu vou sobreviver, isso não é uma coisa que vai me matar. Talvez mate minha autoestima e eu tenho que investir em uma sessão de terapia para isso, sim, mas eu vou sobreviver. E o melhor que pode acontecer é tudo dar certo e isso virar mais uma coragem para minha coleção de coisas que eu fiz que eu fiz com medo e que deram certo e que vão deixar as próximas coisas mais simples, tá? Esse é o fechou da semana, que eu não vou ter TP no meu TED Talks. Vamos para a obsessão atual, gente. Minha obsessão atual não poderia ser outra. Eu estou viciada em uma série que já é antiga, mas eu não conhecia, que se chama LOL Brasil. Vocês já viram essa série? Ela tá no Amazon Prime e é basicamente um jogo, tipo uma competição entre comediantes. Então são 10 comediantes, se eu não me engano. Eles juntam esses comediantes numa sala por 6 horas e o último que ri ganha. Então eles ficam tentando se fazer rir um ao outro e quem ganha é quem não dá risada, né? Você pode, você pode dar uma risada e toma um cartão amarelo, na segunda risada você toma cartão vermelho e é expulso. Eu vi as primeiras temporadas e agora eu tô assistindo a última, que é tipo um All Stars do RuPaul's Drag Race, que é tipo os comediantes que mais deram o que falar assim, que passaram por lá, ou os ganhadores, ou quem falou, fez coisas muito icônicas. E aí tem muitas pessoas muito engraçadas assim. Eu fico dando graças a Deus que não sou eu que não posso rir, porque eu dou risada de tudo. Eu acho, eu acho esse programa muito engraçado. E fica a dica para quem gostar de dar risada por coisas bem idiotas. LOL Brasil na Amazon Prime, tá bom? E aí a temporada é assim, são 6 horas. Eu acho que cada episódio é uma hora, como se fosse, mas a temporada inteira foi gravada em um dia direto. É inacreditável pensar que tipo assim, o último episódio ele foi vivido no mesmo dia do primeiro. Então as pessoas ficam no intensivão 6 horas tentando fazer as outras pessoas rirem e se esforçando para não rir também. É uma coisa assim, chega no final, a galera tá com os neurônios tudo pifado, fazendo qualquer coisa. É muito engraçado. Enfim, meu povo, chegamos ao fim do episódio. Espero que vocês tenham gostado. Não esqueça de me seguir nas redes sociais, @lela.brandão. Também siga a minha marca de roupas confortáveis, @lelabrandão.co. Pode comprar as coisas em www.lelabrandão.co e você tem desconto com cupom GOSTOSA E CHORONA. Compre meu livro Vertigem, está em pré-venda. Muito em breve ele começa, ainda nesse mês, em junho, ele já vai ser enviado para quem comprar na pré-venda. Depois disso ele vai para as livrarias, mas Vertigem já está em pré-venda. Deixar o link aqui na descrição do episódio. Deixa aqui nos comentários sugestões de temas que vocês querem que eu fale aqui no podcast. E é isso, meu povo, nos vemos semana que vem. Um beijo e tchau! Se você faz parte do seleto grupo das mais mais, das divas que ficam até o fim do episódio, por favor comenta aqui com emoji de— pode ser um emoji de bodinho, só porque eu tô amando esse emoji de bode. Não sei porque eu tô viciada nele. Tudo, tudo eu mando. O Vitor manda assim, kkk, eu mando esse bode. Enfim, estou viciada em bodes. Meu algoritmo tá me entregando muitos bodinhos fofos, conteúdos de bodes convivendo com cachorros, conteúdo de bodes falando coisas engraçadas, tipo "bêêê". Então comenta aqui com emoji de bode para eu saber que você ficou até o fim do episódio e faz parte do seleto grupo das maioriais, tá bom? Então tá bom, meu povo, nos vemos na semana que vem. Beijo e tchau!

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