ser boazinha demais vai te deixar exausta
outro dia viralizou aquela trend "como ligar menos?", e eu percebi que se tornar uma pessoa despreocupada com alguns assuntos específicos faz parte da minha famosa jornada de me tornar "a mulher mais relaxada do mundo". então decidi responder as perguntas de vocês sobre como ligar menos pra algumas coisas, vai que te ajuda!
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- A importância de ligar menos para as coisas e ser mais relaxadaJornada pessoal·Desencano·Bem-estar
- Superar a ilusão da inadequação para viver com levezaMedo de passar vergonha·Pressão social·Ser mulher
- Como lidar com a opinião alheia sobre decisões pessoaisAutonomia·Consequências das decisões·Conselhos
- Lidar com a ansiedade e a preocupação excessiva com o futuroTranstorno de ansiedade generalizada·Pior cenário·Pensamentos ruminantes·Terapia
- A importância da autovalidação e o impacto da validação externaJulgamento·Autoestima·Paranoia
- Como não se importar com a opinião e as expectativas da famíliaIndependência financeira·Chefão·Rebelião
- A necessidade de ser intencionalmente egoísta para se priorizarEmpatia excessiva·Priorização·Ser mulher
Oiê, você é o tipo de pessoa que se importa demais com tudo ou você é mais desencanadona? Você é a pessoa que fica pensando demais no que os outros estão pensando, em se isso é certo ou errado, se você deveria dizer sim ou não, e você fica muito preocupada com tudo o tempo todo? E aí você sente seus ombros rígidos, seu maxilar travado e a boca, os dentes assim rangendo, e aí você nem sabe por quê. E quando você vê, é porque você tá preocupada com todo mundo menos com você mesma, e às vezes inclusive com você mesma.
Você Recentemente, do momento que eu tô gravando esse vídeo, esse vídeo, porque agora estamos em vídeo também, né, no YouTube e no Spotify, mas esse podcast, né, esse episódio viralizou uma trendzinha que é coisas que eu não ligo. Vocês viram essa trend? Inclusive eu até fiz um vídeo, e a ideia desse episódio veio desse vídeo porque ele bombou e todo mundo começou a falar assim: ensina como é que faz para ligar menos para as coisas, faz um episódio sobre isso.
E aqui estou. Na ocasião de fazer uma coisa que eu amo, que é Gostosa na Escuta. Para você que caiu de paraquedas aqui no episódio, primeiramente seja bem-vinda à nação das gostosas e choronas. Nós todas, eu em nome da comunidade de gostosas e choronas, de monas xerecudas, te ofereço, te estendo a mão e digo bem-vinda à nossa comunidade. Gostosa na Escuta é um quadro que eu faço uma vez por mês de perguntas e respostas das pessoas que escutam o podcast.
Eu recolho as perguntas lá no nosso grupo do Zap, que sempre fica o link aqui na descrição. E aí, vira e mexe, me vem um tema na cabeça. Dessa vez foi uma sugestão de vocês, então muito obrigada, que lá no meu Instagram eu fiz esse vídeo, bombou, e todo mundo pediu esse episódio. E vamos lá, eu peguei várias perguntas sobre como ligar menos e vamos responder isso. Lembrando que eu não sou especialista em nada, não sou autoridade em nada, não sou psicóloga, sou apenas uma garota Uma mulher aqui tentando compartilhar coisas que me fizeram bem ao longo da minha vida.
Porque o que que eu queria dizer, começar esse episódio dizendo: eu sou conhecida entre o grupo das minhas amigas por ser a desencarnadona. Sempre as pessoas vêm com questões e eu sou a pessoa que fala: pelo amor de Deus, gente, foda-se! Tipo assim, foda-se o que essa pessoa tá pensando, segue tua vida, você não vai condicionar essa decisão ao que a outra pessoa tá achando. Você não vai ficar perdendo noite de sono por conta disso.
Eu sempre sou essa pessoa. Se as minhas amigas estão ouvindo isso, elas vão confirmar. Mas elas não estão ouvindo isso, que elas não ouvem o podcast, porque elas já me ouvem reclamando da minha vida e dando conselhos diariamente no grupo do Zap. Mas eu queria dizer que isso não é uma coisa nata, não é uma coisa natural para mim. Eu não, não é, não sempre fui assim desde a adolescência, ou da minha infância. Isso não é um traço de personalidade que veio de fábrica comigo.
Isso, na verdade, foi construído passando pelo vale da morte, foi construído a duras penas, foi conscientemente. Tipo assim, eu tive um momento da minha vida que eu falei: eu preciso ligar menos para as coisas, eu preciso me importar menos. Se eu vou querer viver essa vida do meu jeito, realizar as minhas coisas e ser feliz aos meus termos, eu vou precisar ligar menos. Para determinadas coisas. E vou contar para vocês que não foi fácil, tá?
Foi através de muita análise e muita disponibilidade de aceitar olhares feios, rejeições, broncas, pressões, e sentir assim: eu vou fazer as coisas do meu jeito e vou aceitar que a resistência venha, e eu vou resistir à resistência. Foram anos de prática, tá? Eu ainda não sou 100% Uau, não ligo para nada. Eu me importo com muitas coisas. Eu acho que em um nível que não é desesperador, né, que como já foi antes na minha vida, mas em um nível que eu acho que eu ainda tenho espaço para melhorar.
Mas eu andei um longo caminho e hoje eu vou dar alguns conselhos sobre coisas que eu aprendi nesse caminho. Vamos lá? Tomara que vocês não tenham que passar pelo vale da sombra da morte para se tornar uma pessoa que liga menos para o que as outras pessoas pensam, falam, sentem, O que pode acontecer, etc., etc., que é o assunto que vamos tratar hoje. Acho que para dar o tom de todas as respostas, uma das coisas que, generalizada em todas as perguntas e todas as respostas que eu vou dar, é que é preciso perceber e se desapegar da ilusão da inadequação para conseguir habitar a leveza de ser quem se é.
Explico. Muitas das coisas que a gente deixa de fazer é por medo de passar vergonha, de ser inadequada, de ser inconveniente. E realmente isso pode acontecer, você pode passar vergonha, ser inadequada e ser inconveniente. Mas quando a gente vive em sociedade, principalmente quando a gente é mulher, e eu ainda estou falando como uma mulher branca dentro do padrão, etc., é colocado dentro da nossa cabeça de várias formas de que a pior coisa que a gente pode ser é inadequada.
Isso não é verdade, porque a gente já dependeu muito de se adequar, né, às coisas quando a gente era tempo das cavernas. Se você era inadequado, as pessoas podiam te deixar para trás e você morria de fome porque você não estava junto com a sua tribo, né, com a sua, com a sua, o seu grupo ali de seres humanos. Hoje em dia existem tantas tribos, né, e a gente tem tantas formas de sobreviver que não se adaptar muitas vezes é uma vantagem para você.
Porque muitas vezes as pessoas estão adaptadas demais à normalidade, e a normalidade é o que está deixando elas doentes, é o que está deixando elas tristes, é o que está deixando elas estressadas, e o que afasta elas da felicidade genuína. Por isso que eu digo que a parada é você perceber que existe essa pressão pela adequação, né, essa ilusão da inadequação, essa ilusão de que tudo que você faz é inadequado e você precisa Então se diminuir, acabei de seguir todas as regras e tudo que já te falaram e não desagradar ninguém.
Perceber isso e superar isso é o caminho, é um dos caminhos que você pode traçar para conseguir chegar do outro lado. E esse atravessar é o vale da morte, é assim: eu vou fazer coisas muito desconfortáveis, eu vou botar a mão na massa, eu vou enfiar o pé na lama e eu vou passar por esse vale da morte, porque do outro lado está uma mulher relaxada, embebida na leveza de ser quem se é, sem pensar se você é adequado ou não a uma parada.
Então vamos começar com a pergunta da Jaíne. Amei esse nome. Jaíne perguntou: como ligar menos para o que outras pessoas acham das nossas decisões? Isso é importante. Eu achei essa pergunta importante porque as suas decisões vão ditar o seu destino. Né, não só elas, né. A gente também é submetido a um monte de condições assim: aonde você nasceu, em que família você nasceu, qual localização, qual classe social. Todas essas coisas também têm um poder determinante em quem você é.
E a única parte que você tem controle, digamos assim, do seu destino é as suas decisões. Vai deixar— isso é a única coisa, respondendo a Jaíne, meu amor, isso é a única coisa que você tem controle: as suas decisões. São as únicas partes da sua vida que você tem controle a respeito do seu destino. Então, seu destino é um monte de apanhado de coisas, é uma sopa de letrinhas de acasos. E aí tem uma coisa que você tem um poder, que é as suas decisões.
Você vai deixar, você vai abrir mão desse poder para que outras pessoas te falem o que que é adequado ou inadequado fazer com base nas das escolhas delas, das decisões delas. Vou dar um exemplo, pessoal. Quando eu me formei na escola e fui atirada para o mar da adultez, da vida adulta, com a pergunta, né, a minha perguntinha de classe média: qual carreira eu vou seguir? Essa era a pergunta que permeava. Tive a sorte de não ser.
Como eu vou dar conta de estudar e trabalhar? Será que eu vou poder estudar? Será que eu vou trabalhar? Eu consegui estudar e trabalhar ao mesmo tempo sem precisar me preocupar demais com isso. Mas a minha perguntinha era: qual carreira eu vou seguir? E eu me sentia extremamente confusa com essa pergunta, porque eu queria tudo. Eu tinha fome de todas as coisas. Eu queria ser psicóloga, e eu queria estudar publicidade, eu queria estudar história da arte, eu queria estudar administração, e eu também queria ser chefe de cozinha, e eu queria ir para o campo da arte, eu queria tudo.
E aí, o que que eu fiz? Eu prestei tudo. Mas em determinado momento da minha carreira da minha carreira, não, da minha, dessa entrada na carreira, eu percebi que eu não tinha coragem suficiente em mim. Eu percebo isso agora, né? Na época eu só sentia uma trava para bancar as minhas próprias escolhas, até porque eu tinha 18 anos, né? Que que a gente vai exigir de uma garota de 18 anos? Minha família era muito preocupada, né, com essa minha indecisão.
E todas as pessoas da minha família basicamente são arquitetos, então já existia um caminho trilhado ali na arquitetura. Não quer dizer que era um caminho bom nem ruim, era um caminho que existia na minha família. Bom nem ruim financeiramente, bom nem ruim para minha satisfação pessoal, bom nem ruim como carreira, não quer dizer nada. Quer dizer que este era um caminho conhecido para minha família. E aí chegou o momento que eu sucumbi.
Eu amo essa palavra sucumbir porque parece que a pessoa fez assim, né? Eu vi um Divo do TikTok, um advogado falando que quando se fala sucumbir parece que a pessoa faz E bota a mão na testa e desmaia. Eu sucumbi à pressão de garantir que eu ia ser feliz em outros campos que eram completamente desconhecidos para mim e para minha família. Eu não conseguia, quando me perguntavam assim, você tem certeza que você quer seguir essa carreira?
Eu não conseguia ter certeza porque eu não sabia do que se tratavam as carreiras. E eu não banquei essa decisão. Eu fui para outros campos, né, comecei indo para publicidade, prestei solidário também, me matriculei na faculdade que eu passei, que era a UNIFESP. E aí, no meio, assim, depois de poucos meses cursando essas faculdades, eu não aguentei essa pressão de tipo assim, será que é isso mesmo que eu quero para o resto da minha vida?
Como se escolher uma faculdade significasse escolher o que você vai fazer para o resto da sua vida, né? Isso não é verdade, mas na minha cabecinha era isso. E aí eu sucumbi à pressão e eu fui para arquitetura. Eu fui para arquitetura porque era a decisão que a minha família me falava, né, assim, por meio de vários sinais. Eles não falaram, você precisa fazer arquitetura, mas eles me mostravam que esse era um caminho conhecido e que esse era um caminho bom para eles.
Eu entrei em arquitetura e eu odiei, eu odiei, eu odiei. Com todo respeito aos arquitetos, mas assim, eu sou formada em arquitetura. Se eu trabalhasse em arquitetura até hoje, vai fazer— me formei em 2019, Eu ia falar faz, vai fazer 10 anos, mas tá longe de fazer 10 anos ainda. Tudo para mim já faz 10 anos, gente. Esse é um sintoma de fazer 30 anos, tudo eu acho que já faz 10 anos. Faz um tempão que eu me formei e faz muito tempo que eu não trabalho com arquitetura, desde 2015. 2015, 2016, 2017 foi quando eu fui saindo da arquitetura, indo para arte.
Então isso sim pode ser que faça 10 anos daqui a pouco. Mas se eu trabalhasse com arquitetura hoje, eu seria a pessoa mais infeliz do mundo. Funcionando, porque não tinha nada nessa decisão que funcionou para outras pessoas da minha família que funcionaria para mim, porque eu era extremamente infeliz em arquitetura. E eu tentei várias abordagens, eu tentei vários tipos de arquitetura e nenhuma me deixava feliz. Então a decisão dos outros, porque funcionou para os outros, não significa que vai funcionar para você.
E essa é a coragem que você precisa ter, que é de falar: eu entendo quando você faz uma escolha que nem todo mundo entende e as pessoas vêm falar assim: olha, melhor você não fazer isso, por isso, isso, isso. Eu acho que é muito inteligente você escutar a voz da sabedoria e pensar: olha, essa pessoa, ela tá me— ela tá como se tivesse voltando de uma trilha que eu tô iniciando. Principalmente se são pessoas mais velhas, ela tá voltando de uma trilha que eu tô iniciando e ela tá me dando um um conselho, mas se eu vou seguir este conselho cabe apenas a mim, porque a vida é minha e só eu tenho como saber se esse conselho é válido ou não para mim.
Porque não é, é isso, quando você tem a clareza de que uma decisão pode ser muito boa para uma pessoa e pode ser catastrófica para outra, você tem a clareza de tipo assim, ninguém vai poder tomar minhas decisões por mim. Porque uma outra coisa é Muitas vezes a gente fica nessa posição de tipo, ai, eu não vou fazer isso porque a minha mãe falou que isso não é uma boa decisão, a minha avó me deu esse conselho, o meu pai falou isso, não sei o quê.
E aí você fica nessa e fala assim, tá, então eu vou, que foi o que eu fiz, então eu vou para arquitetura, então eu vou seguir esse caminho, então eu não vou me mudar de cidade. E aí você vai seguindo esse conselho porque é muito mais fácil você delegar as responsabilidades das suas decisões. E é claro que assim, gente, depende muito da configuração da sua família. Né? Isso eu tô falando de família, já adiantando um outro, uma outra pergunta aqui que depois eu posso me aprofundar.
Mas às vezes a gente quer se isentar, a gente quer se desprender das consequências das nossas decisões seguindo os conselhos das outras pessoas. Então assim, ah, sei lá, vou dar um exemplo completamente fora desse contexto. Você quer começar a correr, você sente dentro de você que você quer começar a correr, mas alguém chegou para você falar assim, olha, Eu corri, machuquei meu joelho. Todo mundo que corre machuca o joelho. Então, se você não quiser machucar o joelho, não comece a correr.
Só que dentro de você, você já tá assim: ai, será que eu devo correr? Será que eu sou boa o suficiente para correr? Será que eu tenho coragem de correr? Ai, melhor não correr, melhor ficar sedentária mesmo. E aí você ouve o conselho de outra pessoa falando: ai, mas o meu joelho machucou. E você fala assim: pronto, eu não corri porque o André falou que machucou o joelho. Então assim, se eu não tô correndo é porque o André falou isso, não porque eu não quero vencer a inércia do sedentarismo, é porque o André me falou isso.
Então cuidado também para não cair nessa, nesse lugar. E minha amiga, você, você é a única pessoa que pode ser senhora das suas decisões, é a única parte do seu destino que você pode tomar conta. É melhor que esteja nas suas mãos, é melhor. Isso é o que eu faço na minha vida quando eu fico assim, ai, será que eu devo, será que eu não devo? Fico assim Bom, mas a vida é minha, quem vai pagar esse pato sou eu. Se der errado, quem vai sofrer as consequências sou eu.
E se der certo, quem vai sofrer as benesses, né, gozar das benesses sou eu. A responsabilidade dessas decisões, quem vai lidar com elas sou eu. Então fé. Então é melhor eu fazer o que é bom para mim mesmo e ouvir os conselhos das pessoas e entender quais que eu vou levar em consideração. E também não é bom pedir conselho para muitas pessoas não. Porque se você, por exemplo, se você pedir conselho para nos seus stories, todo mundo vai se sentir aberto para te dar conselhos, sabendo ou não da sua história, do seu contexto.
Você nunca sabe se a pessoa tá pensando em você ou se ela tá pensando nela mesma. Você nunca sabe qual é o interesse por trás. Você não sabe se o conselho da pessoa— vou dar um outro exemplo: casamento. Nossa Senhora, gente, você quer fazer um exercício, um uma terapia de choque para parar de ligar para opinião das pessoas, faça um casamento. Todo mundo tem uma opinião para dar, todo mundo quer opinar qual é o tipo de cerimônia, qual é o tipo de vestido, qual é o tipo de música, qual é o tipo de comida.
Todo mundo tem uma opinião, mas é o seu casamento. Tanto que, com todo respeito à minha mamãe que ouve os episódios, inclusive teve um momento que eu tava experimentando meu vestido e eu acho que ela não gostou de alguma ou enfim, teve alguma era do que eu não ia de salto. Ela ficou passada, ela e minha sogra ficaram passadas que eu não ia de salto. E aí a minha resposta natural foi: quem vai casar, sou eu ou você? Então eu não vou de salto, porque eu não quero ir de salto.
Sou eu que vou casar, eu não quero de salto, eu não vou gastar esse mar de dinheiro em uma noite que eu mais vou gastar dinheiro na minha vida, que essa noite do casamento, que meu Deus do céu, É um bueiro de dinheiro. Embora, embora não, né? Investir foi super legal, tipo assim, é uma coisa que valeu a pena para mim. Eu não vou passar a noite mais cara da minha vida com dor no pé, não vou. Então não vou de salto, e essa decisão é a minha.
No seu casamento, sei lá se você foi de salto ou não. E aí você não sabe se a pessoa tá tipo, na cabeça dela ela tem algo muito tradicional impregnado, se ela tem alguma idealização sobre você que não tem a ver com você, tem a ver não é ela. Você nunca sabe de onde tá vindo o conselho. Então é muito importante você ser guardiã das suas decisões e ser inteligente e criteriosa com as pessoas de quem você vai receber conselhos e considerá-los, sabendo que as pessoas sempre vão dar conselhos sem pedir, né, conselhos que ninguém pediu.
E aí você tem que ser o filtro de falar assim, tá, eu entendo esse conselho, mas tanto que O segundo vestido do meu casamento, já falando em casamento, não foi muito popular entre as minhas amigas. Eu tive 3 vestidos no total, né, um deles meio que se transformava e depois para festa eu coloquei um outro. E quando eu coloquei esse terceiro vestido, eu me senti eu. Ele não era o vestido mais cheio de informação de moda, ele não era um vestido mais diferentão, ele era um vestido extremamente confortável, extremamente de qualidade, qualidade assim, a textura dele era maravilhosa, era uma modelagem que caiu muito bem em mim e eu me senti perfeita.
E eu amei esse vestido. E quando eu mandei assim para as minhas amigas, elas falaram tipo, ah, não sei, não gostei. Foi nesse momento que eu falei assim, chega de mandar foto de vestido, de sapato, de coisa, chega. A partir de agora sou eu e meu marido e a gente que vai decidir as coisas do nosso casamento. Senão a gente começa a levar 300 coisas em consideração e nunca consegue sentir prazer nesse processo. E aí também chega um momento que assim, ah, mesmo as minhas melhores amigas, que eu ouvi a opinião delas durante todo o processo do casamento, chegou um momento que eu falei assim, gente, agora sou eu.
E eu amei, sério. A hora que eu me troquei para aquele segundo vestido, eu me senti tão bem. E se eu tivesse ouvido a opinião das outras pessoas, eu teria ficado com o primeiro vestido, que é maravilhoso, mas para festa o outro foi perfeito. Vocês viram que coisa importante? O segundo vestido, terceiro vestido do casamento de Lela Brandão é uma pauta muito importante. Vamos lá. A gente já sabe que só sentir amor não é suficiente para sustentar uma relação, né?
Que também precisa de atenção, cuidado, trabalho diário. Pois então, minha filha, com pet não é igualzinho? Ter um pet é também dar carinho, chamar de bebezão da mamãe, encher de beijinho. Mas não só, tem muito trabalho e muita responsabilidade, e cuidar da saúde deles faz parte disso. A Pet Love tem o maior plano de saúde pet do Brasil, com 5 planos diferentes para tornar esse cuidado mais acessível. A partir do Plano Ideal, você já tem cobertura para consultas, vacinas, exames e até veterinário a domicílio.
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Voltando, a Ana perguntou: Lela, como parar de se importar se o ex vai arrumar outra pessoa? Eu gostaria que isso não fosse uma preocupação minha, pois eu não estou buscando ninguém, mas fico achando que se ele arrumar antes eu vou ficar muito mal. PS: sem chances de voltar. Ô minha amiga, minha amiga Ana, eu tenho coisas para falar para você. A primeira coisa É que o seu ex vai achar outra pessoa. Isso vai acontecer. Ou você acha que ele vai morrer sozinho?
Pode acontecer, mas a chance é pequena, porque geralmente a pessoa não tem um relacionamento, né? Temos uma vidona pela frente, se tudo der certo, e as pessoas se conectam e têm relacionamentos. Assim como você também vai achar outra pessoa eventualmente, ou não. Tudo pode acontecer, assim como nada, como diz a nossa querida Anitta, como diz a minha amiga MC Luana. E o caba vai endoidar? Vai não. Vai endoidar por conta disso. E o que eu tenho para te dizer é algumas coisas.
Primeira coisa, isso já aconteceu comigo duas vezes, na falta de uma. Meu primeiro namoradinho, que foi, achou que era o amor da minha vida, quando a gente terminou ele já tava engatado num outro namoro. Ó, que maravilha! E eu achei que eu ia morrer. Eu tinha 15 anos, eu achei que, nossa, eu tenho coisas no meu diário assim que eu falo, nossa, gente, eu queria voltar no tempo e falar assim, meu amor, fica tranquila, isso não é nada, você vai passar por problemas maiores.
E um outro relacionamento que eu tive também, um relacionamento horroroso, mas foi muito difícil de sair desse relacionamento assim. Eu tive muita dificuldade de me desapegar. E aí acabou que ele se desapegou de mim e foi namorar com outra pessoa, que inclusive ele tá junto até hoje com essa outra pessoa, que eu saiba, né? Nunca nunca mais ouvi falar, mas a última vez que eu fiquei sabendo estavam juntos ainda. Acontece. Como você disse, você não está procurando ninguém.
Até porque eu acho que depois de um relacionamento muito intenso tem um momento de formação de caráter, que é você ficar sozinha depois desse relacionamento. Porque quando você tá num relacionamento, muitas coisas se confundem. Tem até uma música da Marina Sena que chama Ouro de Tolo, que no começo ela mostra muito dessa confusão de quem acabou de sair de um relacionamento, né, que ela fala: não sei o que é meu, não sei o que é seu, cachorro é meu, meu amor é meu, meu jeito é meu, o que que é meu, o que que é seu, sabe?
Tem essa confusão do que que é você, quais músicas que você gosta, quais músicas que era outra pessoa que gostava e você só ouvia. Quando você tá sozinha, essa música que você quer ouvir? Qual é o tipo de restaurante que você gosta de ir? Qual comida que você gosta de comer? Tem várias coisas para você ir se reconhecendo e pensando, tipo, tá, agora que eu não preciso condicionar as minhas escolhas a outra pessoa, quem sou eu? Quem és tu?
Eu acho essa, esse período de fim de relacionamento muito importante de ser vivido em solidão, você com você. E como diz Billie Eilish, eu tô sempre trazendo várias referências, né, mas eu hoje eu tava ouvindo aquela música My Future da Billie Eilish, que é muito muito linda. Tem um trecho que ela fala assim: as pessoas falam que eu não deveria ser feliz sem alguém, mas eu não sou alguém. Então, tipo assim, seja este alguém. Achei ótimo que você falou assim: não estou buscando ninguém.
Fique na sua um pouco, sabe? E o que eu tenho para dizer assim: pode acontecer como pode não acontecer, vai acontecer eventualmente, seja você primeiro ou ele primeiro. Um conselho geral: bloqueia, tá? Se você não não tem convívio com essa pessoa, bloqueia. Não tem para quê ficar sabendo demais da vida. Se as pessoas ficam te informando sobre a vida dele, né, que você falou que seu ex, então eu imagino que seja um homem. Se as pessoas ficam te informando sobre a vida dele, fala assim: amor, obrigada por essa informação, essa fofoca, eu entendo, mas eu não quero saber mais nada.
Não me conta mais nada da vida dele, eu quero seguir a minha. Bloqueia tudo, para de ver, corte esse cordão cordão umbilical, não tem mais nada que ver. Pensa, não é mais seu problema, segue tua vida. E a outra coisa que eu tenho para falar é: você vai sobreviver se isso acontecer. Vamos destrinchar o medo. Se você tá ligando muito para se o seu ex vai achar outra pessoa, esse medo é do quê? Você tá com medo de ser, de que você é substituível?
Eu já te falo agora, você é substituível em todos os sentidos, especialmente se você terminou com uma pessoa. Né? E daí? Por que você precisa ser insubstituível? Vamos pensar nisso. Entra no bueiro desse medo, sabe? Você entra na raiz da raiz da raiz desse medo, porque aí se você resolver isso, você será invencível nessa questão. E a outra coisa é que— e aí eu vou falar do quadrinho que eu tenho aqui, que eu sempre falo, que eu tenho há anos e ele me acompanhou em todos os meus términos, que é uma menininha e tá escrito: por todos os seus amores você sobreviveu.
Essa é você, meu amor. Você vai sobreviver, tá? Pense no pior cenário. Qual o pior cenário? Ele encontrou outra menina para namorar hoje. Você vai sobreviver, você vai sobreviver. Por exemplo, eu passei por isso duas vezes. Eu achei que eu ia, que eu não ia sobreviver, que tipo assim, que eu não ia dar conta disso. E não é que eu dei conta? Que que a gente acha que vai acontecer, né? Tipo assim, a gente vai parar de existir, vai desintegrar.
E hoje em dia, isso já faz muitos anos, né? Mas hoje em dia eu nem lembro, tipo, eu lembrei disso que você me importou, mas eu nem lembrava disso. Eu não fico assim, aí, aquela vez que aquele feio terminou comigo fingindo que eu que era feia e achou uma mulher logo depois de mim, eu fui substituída. Eu não fico assim na minha vida. Eu fico assim, ah tá, eu preciso tomar café agora, eu preciso sair para não me atrasar agora, eu vou treinar.
Ai nossa, problema no trabalho. Tipo assim, isso vai ser um problema que não é para sempre, entendeu? Enfim. Beatriz perguntou: como tornar a autovalidação suficiente sem precisar de validação dos outros o tempo todo? Boa pergunta, Beatriz. Como é que a gente chega num ponto de se validar tanto que a validação alheia não é importante para gente? Eu acho que não tem como. Eu acho que não tem como. Eu tenho 32 anos, aqui na minha idade eu tô achando que não tem como.
Talvez essa pergunta pergunta, a gente poderia perguntar para senhoras idosas, porque eu reconheço em senhoras idosas um desapego com a opinião alheia assim invejável. E eu acho que um grande— eu acho não, um grande objetivo meu é chegar nesse ponto em que a opinião alheia tanto fez, tanto faz. Tem gente que consegue, não é o meu caso. O que eu faço, tá? Primeira coisa, eu percebo quando eu tô pensando demais em outras pessoas E sobre o quê?
Então assim, se eu tô julgando demais pessoas que fazem tal coisa, desde que não seja assim divulgar bet, tipo, não tô falando desse tipo de coisa, tô falando assim, ai, eu tô julgando muito. Vamos supor, tá, uma suposição: eu tô achando que a minha amiga tá relaxada demais, tipo assim, eu tô achando que ela tá trabalhando pouco. Nossa, mas tá acordando 9 da manhã. Aí também, né? E aí fica julgando as pessoas que têm uma vida mais fácil que a minha.
Aí eu falo Nossa, pera aí, eu tô julgando todo mundo que tem uma vida mais fácil para mim. Quer dizer que eu estou me validando através de ter uma vida difícil? Isso é bom para mim? Isso é péssimo, porque isso significa que eu vou me colocar em situações em que minha vida, inconscientemente, em que minha vida seja mais difícil para que eu não me julgue como eu estou julgando as outras pessoas. Deu para entender? Então eu tento ficar muito atenta no que que eu tô julgando outras pessoas E aí, quando você tem a clareza de que você faz isso, você também tem a clareza de que tudo que vai, volta, assim, né, na sua cabeça.
Eu acho que é um— nossa, as psicólogas vão me matar agora, mas assim, eu acho benéfico criar uma certa psicose nesse sentido, que é tipo assim: se eu não julgo as pessoas, então elas não vão me julgar. Se eu julgo as pessoas, elas vão me julgar. Então, se eu tô julgando elas por serem folgadas, quer dizer que eu vou ficar preocupada que as pessoas me julguem que eu sou folgada. E aí eu automaticamente vou transformar minha vida a partir disso, mesmo que ninguém tenha falado nada.
Agora, se eu não tô nem aí se a pessoa tem uma vida fácil, eu posso construir uma vida fácil sem imaginar que as outras pessoas vão me julgar por ter uma vida fácil, porque isso tá tão fora do meu repertório. Então vou dar um exemplo mais concreto, tá? Eu definitivamente não julgo corpos de ninguém. Eu não vou na rua, de verdade assim, genuinamente, eu não fico na rua falando: nossa, esse corpo tá feio, esse corpo tá bonito, nossa, quem ela acha que ela é, nossa, mas essa roupa não favoreceu.
Isso não passa pela minha cabeça. Já passou quando eu tinha anorexia, olha só, mas hoje em dia isso zero passa pela minha cabeça. Isso passa tão passa tão pouco pela minha cabeça que eu não imagino que as pessoas estão pensando isso de mim. Tá fora do meu repertório. E se chega uma notícia de alguém falando assim: nossa, Lela, você tá feia desse jeito, nossa, seu corpo tá esquisito, isso é tão fora do meu repertório que automaticamente a minha cabeça já faz assim: nossa, essa pessoa é extremamente estranha, para que que ela tá falando do meu corpo?
Que que ela tem a ver com meu corpo? E aí, óbvio, vale a pena falar que eu sou privilegiado por estar dentro dos padrões e etc. Mas tô falando isso para dar uma ilustrada melhor, tá? Da mesma forma que eu já vi, eu tenho, eu já falei para vocês, tem uma pessoa que eu amo muito na minha vida, mas que tem muita nóia com o próprio corpo. E essa nóia se reflete na nóia que ela deposita nas outras pessoas, de vir falar mal das outras pessoas porque o corpo dela tá assim assado.
E tipo assim, Mona, o que que você tem a ver? Por que você tá gastando neurônios com isso? Faz alguma diferença na sua vida? E o pior que faz, porque quanto mais ela julga outras pessoas, mais esse julgamento aprisiona ela mesma e mais a vida dela muda pelo tanto que ela tá julgando outras pessoas. Deu para entender? E aí, o que eu faço sobre não deixar o julgamento alheio me moldar, né, assim, me validar o suficiente para que a validação alheia não seja importante para mim, é ir tentando quebrar essas questões, identificar aonde aonde que a validação alheia não me pega, então é uma questão resolvida.
Aonde me pega, talvez não seja uma questão tão resolvida. E assim, não tem como se resolver todas as questões, né? Então eu, no presente, eu faço assim: já sei que isso vai me impactar, eu já sei que a validação alheia é algo que importa para mim. Então, sabendo que isso é verdade, eu preciso ficar atenta para não deixar que isso me leve para muito longe de mim, para não deixar que isso atrapalhe a minha vida e dite as minhas decisões.
Eu posso ficar paranoica com isso, mas eu não vou deixar isso me parar, me paralisar, ditar o caminho que eu vou seguir. Eu vou ser verdadeira comigo, sabendo e tendo consciência que isso acontece. Sofia perguntou: como acreditar no fluxo das coisas e ter paciência? Eu sinto que eu sempre me preocupo com antecedência. Mesmo sabendo que vai dar certo no final? Como se importar menos com isso? Também ótimas perguntas, gente. Nossa, como meu público é maravilhoso!
Cada pergunta, sabe, refinada. Café com Deus Pai could never, jamais conseguiria a qualidade das perguntas desse público. Eu achei uma ótima pergunta porque eu não sei se eu já contei aqui, mas quando eu entrei na terapia e isso foi reforçado depois de alguns anos, eu recebi um diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada. Eu nunca falei disso porque eu não fico apegada a esse diagnóstico, até porque eu faço psicanálise, assim, o diagnóstico não é tão importante para a abordagem do meu tratamento.
Mas isso significa, né, essa ansiedade generalizada significa que você tá com a cabeça sempre no futuro. E aí é por isso que eu disse que eu percorri um longo caminho, porque essa coisa dessa preocupação, dessa antecipação, dessa coisa, dessa desestabilização, né, desencaixe entre o passado e o presente e o futuro, é uma das paradas que eu mais tratei em análise quando eu entrei no meu processo psicanalítico. E aí o que que eu aprendi a fazer, né, ao longo desses anos?
Primeiro, pensar no pior cenário. Ironicamente, que é assim, tá, porque você tá falando aqui, Sofia, que você sabe que vai dar certo no final. Eu não sentia assim, eu sentia que eu não sabia o que que poderia acontecer. Eu imaginava cenas catastróficas, como se eu fosse morrer a qualquer momento. E aí, que que eu aprendi a fazer? A pensar no pior cenário e pensar, tá, vamos fingir, sei lá, um medo que eu tinha muito assim no começo, quando eu me mudei da casa dos meus pais, é não conseguir pagar o aluguel, né?
Tipo, sair— eu me mudei quando eu tinha 20 e pouquinhos anos, e aí eu ficava com muito medo de não conseguir pagar o aluguel. E eu tinha um trabalho autônomo ali, né? Eu era— tava trabalhando com arte na época. E tipo assim, pode ser que as pessoas me contratem, pode ser que não me contratem. E assim, por coincidência, sim, que eu saí da casa dos meus pais e assinei o contrato de aluguel, eu fiquei 3 meses sem trabalho. Gastei toda a minha reserva de emergência, que graças a Deus eu tive consciência de fazer uma reserva de emergência Antes de sair, tive essa possibilidade.
E aí eu ficava pensando assim, tá, que que vai acontecer se eu não consigo? Que que acontece? Será que eu vou ser a primeira pessoa do mundo a não conseguir pagar um aluguel? Vamos pesquisar, tipo assim, vamos pesquisar casos de pessoas que não conseguiram pagar aluguel. Aí eu ia lá e eu ia tipo em fóruns e via assim, ah tá, essa pessoa não conseguiu pagar aluguel, aí ela fez isso, aí ela pediu ajuda para tal pessoa, aí ela fez um se aplicou para um trabalho tal, ah, ela conversou com o proprietário e negociou, tipo assim, que que você pode fazer diante do pior cenário?
E aí você já fica assim, ah tá, eu já não tô mais de frente ao abismo do desconhecido, eu sei coisas que dão para ser feitas. Isso é uma das coisas. A segunda coisa é pensar no presente. Então, tipo assim, nossa, tô com medo que tal pessoa morra, mas agora Neste dia, neste horário, neste canal, essa pessoa está viva. Então agora está tudo bem. Então deixa eu aproveitar que agora está tudo bem. Ou tipo, é isso, não sei se eu vou conseguir pagar o aluguel, que era o meu medo, né, ali no começo dos meus 20 anos, mas agora eu tenho dinheiro suficiente na minha conta para pagar o aluguel.
Então agora tá tudo bem. E aí é claro, né, tipo, esse esse medo, né, do futuro, ele também movimenta a gente a fazer, traçar estratégias de segurança. Então, por exemplo, como eu já tinha tido esse medo antes, eu tracei essa estratégia de ter uma reserva de emergência antes de me mudar, o que me fez conseguir me mudar com essa segurança de 3 meses. A minha reserva de emergência, ela era suficiente para 3 meses. Então foi assim, a água bateu na minha bunda e aí eu fechei um projeto.
Nunca vou esquecer. Fechei um projeto que era para desenhar nas paredes de um estúdio de yoga, e aí eu fiz uma parede, eles amaram, e aí eles encomendaram mais várias paredes. E aí eu fiquei tipo, puta que pariu, graças a Deus! E aí eu consegui pagar meu aluguel e também fazer uma reserva de emergência para caso isso viesse acontecer de novo. E assim, empreendendo, né, sendo a minha própria chefe, eu já passei várias vezes por essa situação de ter alguns meses em que nada entra.
Mas por conta da experiência, por conta de ter esse pensamento antecipatório, eu já me preparei para que isso— e é claro que isso de novo é uma realidade privilegiada que eu vivo, mas tô falando da minha realidade, que é a única que eu tenho como falar. Então o que eu faço e o que eu fiz durante todos esses anos é pensar: sim, tudo pode acontecer, o pior pode acontecer. Se o pior acontecer, o que é que eu vou fazer? Beleza, então é isso que dá para fazer.
E vamos voltar para o presente agora, vamos dar um passo para trás, entrar no meu corpo, voltar para o presente. E agora está tudo bem, agora tá tudo bem, agora eu consegui pagar meu aluguel, agora eu não sei quem tá vivo, agora eu não passei mal, agora eu dei conta de entregar meu trabalho, agora eu ainda tô no prazo, agora eu ainda não tô atrasada para tal coisa. Então tá bom. E aí você tenta achar paz nesse momento de que agora tá tudo bem.
E aí, só um adendo, que esses pensamentos, eu não sei para você que tá ouvindo, mas esses pensamentos de uma preocupação muito excessiva sobre alguma coisa geralmente me pegam à noite. Geralmente assim, eu acordo de madrugada ou antes de dormir. Antes de dormir mais raro, mas assim, geralmente eu acordo por algum motivo de madrugada. E aí vem um problema, na verdade veio um problema na minha cabeça que eu começo a ficar desesperada e começo a ficar ruminante.
Sabe aqueles pensamentos ruminantes que tipo assim nunca sai? Você fica cada vez que dá uma volta, ele fica maior e maior e maior. Você começa a ficar desesperada, você tem ataque de ansiedade. Eu tenho isso recorrentemente. Sabendo que eu tenho isso recorrentemente, o que que eu faço quando esse problema vem? Quando esse problema vem para mim de madrugada e eu percebo que eu tô ruminando alguma coisa, porque geralmente no dia seguinte você acorda, você fala: nossa, nem era tão grande essa preocupação, por que que que tava desesperada.
Quando eu percebo que isso tá acontecendo, eu imediatamente me distraio com alguma outra coisa, coloco algum vídeo do YouTube, vou ler alguma coisa, levanto, vou comer alguma coisa na cozinha. Enfim, eu tento me tirar, interromper essa ruminação, sabendo que isso não vai curar nada. Isso só vai fazer com que eu não entre de fundo demais nesse buraco do pensamento ruminante. Que eu chamo dessas preocupações que ficam girando em círculos e ficando maiores e maiores e maiores.
E aí no dia seguinte eu tento lembrar, não é difícil porque geralmente eu perco horas de sono por conta desses negócios, e aí eu levo para terapia. Eu faço terapia semanalmente, então quando chega de terça-feira, que é meu dia de fazer terapia, eu falo: olha, essa semana na quarta-feira perdi o sono pensando nesse problema aqui. E aí, falando com a minha terapeuta, eu consigo entender melhor o que significa isso, por que que eu tava tão preocupada, entender caminhos, ou então só jogar uma luz naquilo e ter mais clareza sobre o que que é que tá me preocupando.
E isso já me dá uma, já coloca as coisas meio assentadas assim, sabe, dá a dimensão que esses pensamentos têm que ter. Que às vezes a gente entra nessas paranoias e os pensamentos ficam muito maiores do que eles precisam ser. Então, para mim, não é saudável, para mim pessoalmente, ficar mergulhando muito nessas coisas. Para mim, o que eu acho é, o que eu faço é reconheço o que tá acontecendo com clareza, tipo assim, ó, estou preocupada com isso, isso, isso, e isso está gerando pensamentos péssimos e catastróficos e apocalípticos e apoteóticos, e eu tô perdendo sono por conta disso.
Mas agora eu não tenho nada para fazer sobre isso, vou ver um vídeo do YouTube. E aí eu vejo vídeo do YouTube e aí eu cuido desse pensamento na hora que ele, que eu preciso aderir a ele com acompanhamento profissional, porque eu mesma não tenho capacidade de lidar com isso sozinha, né? Já aprendi isso. Mas existem várias formas de fazer isso, como por exemplo escrevendo, conversando com as suas amigas, conversando com pessoas com quem você confia, meditando sobre esse assunto, pensando nisso junto com outras pessoas.
Que você confia. Existem vários caminhos. Para mim, o que funciona é terapia. Ô, gente, me fala uma coisa mais gostosa do que tomar um banho quente depois de um dia cansativo? Eu amo que banho é um jeito muito simples de mudar o nosso dia. Tem dia que a gente entra, toma aquele banho correndo e sai, mas tem aquele dia que um detalhe transforma o banho numa experiência deliciosa. E essa é a ideia da nova linha Dove Sabonete Sérum.
Transformar uma coisa que você já faz todos os dias num momento de cuidado para o corpo todo. São 5 versões com ingredientes de alta performance que a gente já conhece do skincare facial, cada uma pensada para uma necessidade diferente da sua pele. E aí, minha filha, é só escolher o Dove Sabonete Sérum que sua pele tá pedindo. Se tá cinza de tão ressecada, vai de Intense Hydration com 6% de sérum revitalizador e ácido hialurônico.
Se a pele tá sem viço e com aquela textura irregular, vai de Uniform Skin com 6% de sérum regenerador e niacinamida. Cravos ou acne corporal? Essa é a minha. Acne Control com 3% de sérum acne control e ácido salicílico. Quer firmeza e elasticidade? Skin Firming com 5% de sérum restaurador e retinol. E se o seu negócio é aquele glow, Radiant Glow com 4% de sérum iluminador e vitamina C. Pronto, pele do corpo deliciosamente bem cuidada sem adicionar mil etapas na sua rotina, porque o cuidado já acontece no banho.
Banho de skincare é banho Dove. Obrigada, Dove, por patrocinar esse trecho do episódio. Voltando, Ludmila perguntou: como não se importar com a opinião da família, broncas, conselhos dos pais e avós, por exemplo? Achei muito boa essa pergunta. A gente até falou disso no começo, né? Eu vou dar só uma observação extra sobre essa parada. Primeira coisa é: todo mundo passa por isso, tá? Acho que também faz parte da experiência humana, de pessoas que conviveram com pais, avós, etc., ter essa necessidade de aprovação e sofrer essa pressão, porque todo mundo tem expectativas e tudo isso faz parte de ser humano, né?
Os pais têm expectativas sobre os filhos, os filhos se rebelam, isso faz parte. O que eu tenho para falar da minha experiência é que, olhando a sua pergunta, você já identificou o seu chefão. Todo mundo tem um chefão. E eu tava vendo nas perguntas que as pessoas mandaram essa mesma pergunta, só que direcionada a uma pessoa. Tipo assim: como eu faço para ligar menos para o que o meu pai acha? Como eu faço para ligar menos para o que a minha mãe acha?
Como eu faço para ligar menos para o que a minha avó Como eu faço para ligar mesmo para o que o meu irmão— tipo assim, sempre tem um chefão, é uma pessoa que você liga muito para o que a pessoa fala e se ela vai aprovar, se ela vai te dar bronca e tal. Se você não depende, e aí esse é um, essa é uma camada, né? Se você depende dessas pessoas, principalmente financeiramente, né, se você mora na casa delas e tal, é mais difícil, tá?
Digo por experiência própria que é muito mais difícil você se rebelar contra as expectativas de uma pessoa que está sustentando a sua vida de alguma forma. E é por isso que eu tinha tanta fome da independência financeira quando eu era adolescente. Desde que eu tenho 15 anos, eu tenho diários falando: assim que eu fizer 18 anos, eu quero me bancar. E obviamente isso não aconteceu, né, demorou mais do que eu imaginava. Mas eu tinha essa fantasia que eu ia fazer 18 anos, eu ia ter meu dinheiro, eu ia e bancar minhas escolhas, e eu ia poder ser quem eu quisesse ser.
Então eu acho que é mais difícil, e eu acho que existem formas de você ir resistindo em quem você é mesmo nessas situações, nessas dinâmicas de dependência. Mas uma das coisas que para mim foi brutalmente assim transformador foi essa independência financeira e essa separação física de me mudar da casa dos meus pais e ter eu aqui e eles ali, né? Assim, ter essa separação para mim foi muito importante. E o que eu ia dizer é que as pessoas sempre têm uma pessoa que elas ligam muito.
E aí o bom dessa pergunta é que você já identificou o seu chefão. Eu acho que todo mundo tem um chefão, sabe chefão de videogame? Tem um chefão que você precisa vencer. A boa notícia que eu tenho para dar é: na hora que você vencer esse chefão, todo o resto fica extremamente simples. Então finge que você se importa muito com a opinião da sua mãe. A sua mãe, ela opina muito sobre a sua vida, ela é muito controladora, ela quer que você siga as decisões dela, ela não entende que você é um indivíduo, né, sozinho assim, fora da dinâmica da vida dela, né.
Assim, você não é um apêndice dela. E ela é o seu chefão. Você já identificou que ela é o seu chefão. O que eu fiz quando eu identifiquei esse chefão na minha vida foi, eu conscientemente pensei assim: eu vou precisar vencer esse chefão, eu vou precisar dedicar minha energia e eu vou precisar me colocar em situações desconfortáveis para desagradar intencionalmente este chefão. Porque eu sei que quanto mais eu conseguir bancar quem eu sou frente a esse chefão, o resto é mamata.
Você vai ver que na hora que você vencer esse chefão e parar assim, fazer coisas suficientes assim, é uma prática, né? Primeiro você vai com coisas menores, aí depois você vai com uma coisa maior, aí depois você dá uma notícia que a pessoa fica puta, e depois— mas chega uma hora que essa dinâmica se reorganiza por conta da sua resistência de ser exatamente quem a outra pessoa quer que você seja. E quando você olha ao seu redor você conseguiu reorganizar tudo na sua vida.
Você parou de se importar, você percebe que você não tá se importando com um monte de coisas que você se importava antes, só por conta dessa luta contra esse chefão. Então o meu conselho é: identificou o chefão, foca suas energias nele. Porque na hora que você intencionalmente pensar assim, vai ser difícil, vai ser uma batalha longa, vai ser contra-intuitiva e eu vou ter que dar muito de mim, mas eu vou me dedicar a vencer esse chefão.
E focar nisso sem perceber, o resto da sua volta vai se reorganizar e você vai falar assim: minha filha. Aí chega alguém e fala assim: ai, não sei se eu achei legal essa sua decisão de morar em tal lugar e não em tal lugar. Aí você vai falar assim: minha filha, quem é você na fila do pão? Já venci meu chefão. Você é no máximo assim a primeira batalha. Essa primeira batalha eu já venci faz tempo, tô nem aí para o que que você acha, minha filha.
Ih, tô fora, vou endoidar, acaba, vai endoidar, vai não. Aí tem mais um monte de pergunta que eu não vou conseguir responder a tempo porque já falei demais. Eu só queria falar duas coisas no final. Tinha perguntas ótimas, que pena que não deu tempo. Se vocês quiserem que eu continue esse episódio, se ele tiver bastante view, se vocês mandarem bastante para as amigas de vocês, sabe, coisas assim, tiver bastante view, eu entendo que é um episódio que vocês gostam.
E aí eu volto nessas perguntas, porque sobrou um monte de pergunta que eu não consegui responder, que são bem legais. Vou só adereçar uma pergunta geral que apareceu recorrentemente, muita. De cada 5 perguntas, uma era essa, que era: como ligar menos para os outros sem perder a empatia? Essa pergunta apareceu 1 bilhão de vezes na minha caixinha de perguntas. E o que eu tenho para falar é: essa pergunta é extremamente feminina, faz parte de ser mulher se preocupar com os outros mesmo quando você tá pensando em se priorizar.
Como se se priorizar e ligar menos para o que os outros pensam vai te fazer uma pessoa mais egoísta. Então eu tenho uma notícia para te dar: se você seguir a inércia do que é ser mulher você vai colocar a opinião dos outros e aceitação dos outros em primeiro lugar, a empatia excessiva em primeiro lugar, e se deixar para trás. Isso faz parte, isso é introjetado na nossa cabeça, isso faz parte, está correndo nas nossas veias de tanto que entuxaram essa ideia de que a mulher sempre tem que pensar nos outros antes de si mesma.
Então o meu conselho é: você precisa ser intencionalmente egoísta. Você precisa intencionalmente se colocar acima dos outros, porque essa força de colocar os outros acima de você já existe. A única pessoa que tem como colocar a força de se colocar acima dos outros é você. E essa força, ela vai começar muito mais fraca do que a outra. Então você precisa fazer esse trabalho de resistência. Você, no começo, já adianto, você vai se sentir péssima, você vai se sentir egoísta, você vai sentir que que você tá sendo uma pessoa malvada.
As pessoas muitas vezes vão fazer você se sentir malvada, você vai virar a vilã de várias histórias. Mas depois de um tempo e depois de algum, alguma insistência na prática, você vai olhar para trás e você vai perceber que se o preço de viver uma vida para si mesma— e você não vai perder a empatia pelos outros, tá? Já te adianto, se você pensou nisso Isso faz parte de quem você é também, e você pode ficar tranquila, você é uma boa pessoa.
Mas se o preço de viver a própria vida nos seus próprios termos, se agradar em primeiro lugar, essa era a vilã de algumas histórias, tá barato, minha filha. É um preço que tá compensando demais, então vai nessa. E a segunda coisa, que é um conselho geral, não é uma pergunta geral, mas um conselho geral, é a seguinte. Isso é uma frase que tá nesse livro aqui, que que não é um livro que mudou vidas para mim, mas é um livro bacana se você quiser ler, que se chama Os Quatro Compromissos, sobre a filosofia tolteca, que tem um dos compromissos é não levar nada para o pessoal.
Isso eu acho importante de quem liga muito para as outras coisas, ler esse livro. Ele é bem curtinho e tem coisas bem que parecem óbvias, mas quando são escritas ficam mais claras, sabe? Ele fala duas coisas, tá, que eu acho importante para a gente concluir o gostoso na escuta de hoje. Primeiro, a paz mora em perceber que as pessoas estão em guerra com elas mesmas e não com você. Essa clareza muda tudo, que é a coisa do julgamento, de se alguma pessoa te tratar mal muitas vezes não tem a ver com você, tem a ver com ela.
E se tiver a ver com você, você vai, você tem que confiar no seu discernimento de que você vai conseguir receber isso e transformar o que precisa ser transformado, porque você pensa demais. Eu sei que você pensa demais, que vocês estão ouvindo esse podcast. E a outra coisa é isso aí, minha filha, presta atenção, tá? Que é essa aqui, vai ser o que vocês comentam sempre, que é só faltou o padre falar meu nome na missa. Você leva tudo para o pessoal porque concorda com o que tá sendo dito.
Eu preciso me estender, vou dar um exemplo. Nesse vídeo que eu fiz de coisas que eu não ligo, uma das coisas que eu falei é que eu não ligo nem poucos que me chamem de feia na internet. Se alguém comentar sobre minha aparência, alguma coisa assim, realmente não é uma coisa que bate para mim, por dois fatos. O primeiro é: se a pessoa tava falando que eu sou feia, eu já passei anos falando coisas muito piores para mim, e eu já desfiz essas coisas que eu falei.
Eu já, já mudei de opinião. Então o que a pessoa falou não é nada mais do que eu já falei para mim. Eu já entendi, eu já entendi por que que eu falei isso, eu já trabalhei nisso. E já passou. E a outra coisa é que eu, ao longo desses anos, né, depois que eu tive anorexia, etc., eu entendi que a minha beleza é a coisa menos interessante sobre mim. Então o quanto a pessoa acha que eu sou feia e bonita me importa muito pouco. Assim, óbvio que eu gosto de receber elogios, mas não é algo que é capaz de me tirar do fundo do poço e nem me colocar ali.
Então eu não levo para o pessoal se a pessoa me acha feia ou bonita. Porque eu não concordo com o que ela tá dizendo. Eu não concordo que eu sou linda, maravilhosa, mas Deus também não concorda que eu sou horrorosa. Eu, eu que sei o que eu concordo. E se alguém falar alguma coisa completamente polarizada nesse sentido, eu não tenho como levar para o pessoal, porque eu sei que não tem a ver comigo. E uma coisa que eu sempre falo quando as pessoas falam muito, isso é uma coisa que eu sempre falei sem saber o o significado prático, e depois eu entendi, é que quando uma pessoa fala muito, tipo, nossa, você é linda, maravilhosa, você é isso, você é aquilo, nossa, como você tá maravilhosa e tal, a primeira coisa que eu falo é, são seus olhos.
Porque realmente são os olhos das pessoas, né? Assim, é sobre como as pessoas veem. E fé, meu povo! Cansei de falar, vamos para o choro da semana? Mas antes, vamos falar sobre roupas confortáveis para mulheres? Gente, hoje é o dia de vocês. Porque a gente tá, a gente decidiu avisar só para quem tá ouvindo o podcast em primeira mão sobre o que tá rolando hoje, hoje na Lelabrandão.co, a partir das 5:03 da manhã, que é a hora que o episódio sobe no ar.
Vocês sabem que eu tô sempre só esperando um bom motivo para mimar vocês, né, minhas filhas? E hoje tá fácil, porque eu não sei se a senhora sabe, se você tá ouvindo esse podcast no dia 15 de setembro, hoje é dia da cliente, e as minhas clientes são as melhores. Então eu vim com duas boas notícias. Então durante todo dia 15, vulgo hoje, tá rolando reposição dos bestsellers no site da Lelabrandão.co. Posso ouvir um amém? Os bestsellers são as peças que as nossas clientes mais amam, as mais mais, aquela que você compra de todas as cores, aquelas que a gente lança e vocês esgotam e depois entopem minha DM pedindo mais e mais e mais.
Por isso mesmo que a gente criou essa linha fixa com os bestsellers, que a ideia é que essas peças que são as que vocês mais pedem, sempre tenham reposição tanto de tamanho quanto de cores e de novas cores. E a segunda boa notícia é que a gente colocou uma roleta no site, muito melhor do que o tigrinho. Você entra lá no site www.lelabrandão.co e aí você roda a roleta e aí você pode ganhar desconto ou frete grátis. Só hoje, tá, que é dia cliente.
Então vamos lá, que que tá entrando no site? Tem calça Effortless? Tem. Tem baby tee? Tem. Tem camisetão oversized? Tem. Tem a blusa guapa? Tem regata desejo? Tem. Tem mais um monte de coisa que vocês me pedem. Então se você tava só esperando a reposição de uma das nossas peças mais queridas, uma ou mais, né, enfim, este momento é todo seu. É Dia da Cliente, vocês merecem. Então dá uma passada lá no site da Lelabrandão Se você tava de olho em alguma peça, hoje é um ótimo dia para garantir ela, porque você pode garantir com desconto ou frete grátis.
Mas lembra que é só por 24 horas, tá? Então se você ouvir isso depois do dia 15, muito provavelmente essa promoção não está mais valendo, mas as peças estão no site, você ainda pode garantir elas. Ah, e tem mais uma coisa: se for a primeira compra, sua primeira compra, você tem 10% de desconto com cupom BEMVINDA. Então corre lá no site www. Www.lelabrandão.co para garantir suas peças, tá bom, meu amor? Então tá bom. Agora sim, vamos para o choro da semana, minha gente.
Eu não sei o que tá acontecendo com Cocada, ele está se rebelando, ele está indo contra as minhas expectativas como mãe dele, mesmo morando na minha casa e eu pagando absolutamente tudo dele. Ele está se rebelando e ele tá numa mania de roubar comida. Eu acho que ele se deu conta do tamanho dele. Cocada é grande, né? Eu acho que ele se deu conta do tamanho dele e ele, na cabeça dele, se desfez a ideia de que ele não pode pegar as comidas que estão em cima da mesa, em cima da pia.
E ele tá impossível, gente, impossível. Nesse fim de semana mesmo, no domingo, eu e o Vitor, a gente tava aqui em casa, e aí eu falei para ele: vamos pedir padaria? Que é uma coisa que a gente gosta de fazer quando a gente quer um afago. Sabe quando você vai na casa da sua mãe ou da sua avó ou da sua tia e aí tem uma mesona que tem pães frios, requeijão, salgadinhos, etc. Vez em quando, quando a gente tá assim precisando de um afago na alma, a gente faz isso e faz o que a gente chama de pedir padaria.
Que tem uma padaria que lia muito quando ele era criança, que ela entrega em casa. E aí a gente entra lá no aplicativo da padaria, sim, é uma padaria, tem um aplicativo, e a gente pede um montão de coisa, tortinha de limão, coisinhas assim. E aí a gente faz um um meio que um lanche barra jantar no fim da tarde, que a gente come coisas de padaria. E a gente fez isso, pedimos padaria. E uma das coisas que eu amo nessa padaria, e o Vitor também— que a minha nutricionista Bia não ouça, por favor, tapa os ouvidos se você tiver ouvindo— é um risoles de queijo maravilhoso, gente.
Nossa, é um risoles grandão assim de queijo. E sempre que a gente pede essa padaria eu peço esse rissole de queijo. É delicioso, gente, mas não é sempre que a gente pede padaria também, então tá tudo bem. E aí a gente montou a mesa e voltamos para cozinha para pegar água, suco, refrigerante, todas essas coisas. Na hora que a gente foi voltar, o Cocada estava com o corpo em cima da mesa. Ele tava assim na ponta do pé, com o corpo debruçado na mesa, comendo um rissole.
Cadê o outro? O outro ele já tinha comido. O cachorro, este sujeito. E aí agora vão aparecer as advogadas do Cocada, né, que ele tem desde que eu adotei ele. Ele tem as advogadas que tudo que eu acuso ele vem: ai, mas será que foi ele mesmo? Será que não foi tal coisa? Será que não foi tal coisa? Você não tem provas. E começam a advogar pela parte dele. Mas, gente, o bicho comeu 2 rissóis gigantes. Graças a Deus que ele é grande, senão ele teria passado muito mal.
Ele passou mal, ele ficou engasgado, tossindo, sei lá, meio que com ânsia de vômito por um dia. Eu dei todos os remédios de estômago para ele também, mas é isso que tá acontecendo. Eu inclusive, eu dou, tô dando comida natural para ele, né, alimentação natural. Eu mandei mensagem para o Júlio, que é quem faz a comida dele, falei assim: Júlio, será que tá pouca comida para ele? Porque ele tá assim, ele tá roubando muita comida, ele tá no passeio, ele tá comendo grama e tal.
E aí o Júlio falou assim, menina, não tá pouca comida. Tipo assim, a gente pesou ele, tá tudo bem. Pode ser verme. Aí dei vermífugo para ele, não adiantou nada. Mas acho que ele só tá safado mesmo, e ele tá, ele tá nessa era rebelde dele. Vocês têm alguém aí, tem cachorro que rouba comida? Nossa Senhora, gente, tá difícil, viu, te falar. E esse é o meu choro da semana, Cocada roubando comida e vivendo deliciosamente as custas do meu rissole, meu rissole de frango, de frango não, de queijo.
Vamos para obsessão atual. Eu desbloqueei uma obsessão, olha que engraçado. Eu tava rodando TikTok na esteira, como vocês sabem que eu já, que eu faço, e aí apareceu um TikTok de uma amiga minha que eu adoro, que é a Marielle Malman. Não sei se vocês conhecem ela, mas ela tem uma série no TikTok, eu descobri através deste TikTok que apareceu comigo, que chama Clube do Documentário. Que aí ela vê um documentário a cada tantos dias e vai lá contar sobre documentário.
E aí apareceu isso para mim, eu falei assim, caramba, faz tempo que eu não vejo um documentário que não seja de seita, que eu amo documentário de seita. Mas eu queria um documentário assim, sabe o documentário que tem um ponto e aí chama uma galera para provar um ponto? Não um documentário tipo assim, ah, essa pessoa foi assassinada. Eu gosto desse também, mas assim, eu acho meio pesado para ver. E também não Não tô falando de documentários históricos, do tipo assim, ah, é a Alemanha no século tal.
Tô falando de documentário tipo assim fungos, tipo assim, o que são fungos? E aí eu fiquei obcecada por documentários, gente. Só nesse fim de semana eu vi uns 3 ou 4 e eu tô amando, amando. Eu vi um recentemente, nossa, quero até fazer um conteúdo sobre ele, que era um sobre o infinito, um documentário sobre o infinito. Mano, que documentário bom! Como é bom, né, ver tipo especialistas falando sobre suas especialidades. E essa é minha obsessão.
Então queria aproveitar a obsessão atual para pedir indicações de documentários para vocês. Vocês têm documentários legais para me indicar? Que eu estou na minha era documentários. Vou amar assistir os documentários que vocês recomendam. Tem que ser interessante, hein? Não vai me dar documentário chato. E agora sim, chegamos ao fim do episódio. Vocês gostaram, gente? Se vocês quiserem mais episódios com esse tema, comenta aí. E se você não quiser episódio com esse tema e quiser outro tema no Gostoso na Escuta, já bota aqui nos comentários para me dar ideia de temas do Gostoso na Escuta do mês que vem.
Pode ser? Vai lá me seguir no Instagram para você ver cortes, ver memes, ver coisas, piadas internas e coisinhas assim, que é @lela.brandão. Minha marca de roupa, vocês já sabem, @lelabrandão.co, www.lelabrandão.co. Gostou, vocês têm desconto com o cupom. Eu ouvi você gritando aí da sua casa: gostosa e chorona! Meu livro Vertigem já está, inclusive no livro, para quem não sabe, eu falo bastante sobre essa coisa da ansiedade e desses medos que ficavam muito na minha cabeça antes de dormir e tal, e como que foi essa minha entrada na análise por conta desses sintomas.
Então se você se interessar, meu livro Vertigem já está nas melhores livrarias do país, inclusive nos aeroportos, fiquei sabendo. E também no link que tá aqui na descrição, se você preferir comprar na internet. E é isso, meu povo, nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau! Se você— isso aqui é um brinco, gente, quem tá vendo o vídeo, é um brinco que eu gosto de ficar mexendo umas coisas, né, gente? Quem mais é esquisito que nem eu?
Que só consegue ficar pensando se você tá mexendo em alguma coisa. Quem ficou até o final do vídeo, do episódio, do podcast, e faz parte do seleto grupo das mais mais, correto, as maiorais que moram no meu coração, e no fundo as pessoas para quem eu faço esse podcast, vamos combinar entre nós, comenta aqui com emoji de coco em homenagem ao cocada safado que não para de roubar Comidas irrisórias. Outro dia, gente, inclusive o Vitor saiu com ele, voltou desesperado do passeio porque ele se distraiu um segundo e o Cocada comeu um negócio.
Ele falou assim, parecia um vômito alienígena, era uma pasta cinza que ele comeu um pouquinho. Aí voltou para casa, a gente teve que dar carvão ativado. Gente, esse cachorro não é à toa que a raça chama vira-lata, né? Nem sei se pode falar isso, mas ele Independente da raça ou da não raça, ele é vira-lata, ele vira lixo, ele entra no lixo, pega coisa, ele pega coisa, é uma coisa, gente. E olha, se eu me certifiquei que ele não tava passando fome, não é fome, é safadeza.
Não é verme também, que eu fiquei, será que ele tá com lombriga? Tá nada, menina, é safadeza, laudo safadeza. Alguém tem uma espécie desse cachorro aí em casa? Um exemplar dessa espécie de cachorro safado? Enfim, agora sim, nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau!
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