por que leveza dá tanto trabalho?
você se considera uma pessoa leve? esse ano eu botei na cabeça virar a mulher mais relaxada do mundo e descobri uma contradição meio cruel: pra vida ficar leve, você precisa encarar as batalhas espirituais mais pesadas que existem. nesse episódio eu reflito sobre esse paradoxo. vai que te ajuda :)
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- A busca intencional pela leveza e o abandono do pessimismoleveza natural·pessimismo·autodepreciação
- Lidar com problemas recorrentes e a aceitação de condições difíceisfibromialgia·viagens·batalha espiritual·teoria do tá barato
- A leveza como resultado de enfrentar problemas e falhasproblemas·falhas·Frank Sinatra·Billboard
- A importância de não se levar tão a sério para ter levezaautodepreciação·justificar a existência·perspectivas negativas
- O incidente do lustre despencado e a busca por novas atividades físicasventania·lustre·gesso·Vogue·yoga com tecido
Oiê, você se considera uma pessoa leve? Leveza é uma coisa característica sua? Alguém já comentou com você: nossa, você é tão leve, você tem uma impressão que você é uma pessoa tão leve. Pergunta que eu tenho é: será que você nasce uma pessoa leve? Isso é determinado na hora que você nasce? Ou será que a gente desenvolve leveza? Será que é possível treinar a leveza. Eu estou numa jornada de me tornar a mulher mais relaxada do mundo, tá?
Essa é a frase que vive na minha cabeça ultimamente: como eu posso ser a mulher mais relaxada do mundo? Esse é o meu objetivo pessoal esse ano. E nesta jornada de me tornar a mulher mais relaxada do mundo, eu aprendi muitas coisas contra-intuitivas, porque a minha opinião pessoal é que eu acho que tem gente que nasce com uma certa leveza. Tem gente, eu não sei o que que é, se é uma combinação de hormônios, se é o lugar que a pessoa nasce.
Eu acho que pode ser determinada por várias coisas. E tem gente que não, tem gente que nasce com um olhar mais pessimista. E aí pode ser determinado por várias coisas também. Eu vou ser muito honesta com vocês, eu acho que vocês já devem ter percebido, principalmente quem ouve o podcast há mais tempo, que eu definitivamente não sou uma pessoa que tem uma leveza natural, naturalmente leve. E na verdade eu sempre fui mais pessimista.
Até eu lembro uma vez que eu fiquei muito mal, que foi quando eu olhei e falei, não tem graça isso. Que foi, eu tinha uma amizade muito próxima, nem falo mais com essa pessoa, mas eu tinha, nada contra se você ouvir, ainda amo tudo que passamos junto, mas enfim, a vida foi para outros lados. E aí eu e essa pessoa, a gente convivia muito e sempre se metia em enrascadas, tipo assim, sempre aconteciam coisas inimagináveis com a gente, assim, a gente tinha muito azar, sei lá.
E aí tinha uma piada que rondava entre os nossos amigos e entre nós também de que a gente tinha uma energia ruim, por isso que a gente atraía coisas assim. E a gente achava muito engraçado e tal, e eu sempre fui muito alvo dessas sempre não, tá? Até os meus 20 e poucos anos, quando aconteceu uma coisa que foi o seguinte: eu sempre fui muito alvo dessas piadas de tipo, ai, ela reclama demais, ai, ela vem o baixo astral, energia ruim.
Mas assim, isso de um jeito que não era pejorativo da parte das pessoas. Pessoas não estavam querendo me humilhar, era uma piadinha, sabe? Assim, aquela pessoa debochada, baixo astral, pessimista e tal. Eu era essa pessoa. E eu sempre achei muito engraçado, até eu não achar mais, que foi quando eu tava no intercâmbio lá em Lisboa. Já contei para vocês. E aí eu fiquei longe desse meu grupo de amigos por muito tempo, né? Para mim, muito tempo era 6 meses.
E aí eu fui inventando quem eu era, assim, porque eu tinha meio que uma folha em branco. Então eu fui meio que inventando quem eu era, vivendo novas experiências, fiz novos amigos e tal. E aí eu fui me entendendo melhor. Teve um dia que eu tava conversando com esses meus amigos e aí veio essa piadinha no grupo, tipo, ai, Laila, tá faltando uma energia ruim aqui, sabe? Uma coisa assim, porque eu tava longe. E aí eu não achei mais engraçado.
Até então eu achava engraçado, mas nessa hora eu li essa mensagem que eles estavam juntos, tipo, tá faltando seu baixo astral aqui. Não lembro, eu acho que era tá faltando sua energia ruim, sei lá. Quando eu li essa mensagem, nos meus 23, acho que eu tinha 23 anos, eu li e falei assim: eu não me vejo mais nesse espelho. Não achei engraçado, não fiquei brava com eles, mas eu só tive muita clareza de tipo assim: essa não é a pessoa que eu quero ser.
É muito engraçado autodepreciação, é muito engraçado a pessoa que reclama, pode ser muito engraçado, mas essa não é a pessoa que eu quero ser. E aí eu decidi, olha, gente, vai fazer 10 anos que eu vou fazer 33 anos esse ano. Então isso faz 10 anos, eu decidi intencionalmente me tornar uma pessoa leve, melhorar a minha energia, não para os outros, mas para que eu me sinta bem e para que eu facilite a minha vida. É isso que eu tenho visto assim nos últimos anos, que isso tem facilitado a minha vida.
E recentemente, depois de me dedicar por quase 10 anos a me dedicar a ser uma pessoa leve, Eu olhei para trás durante uma conversa recente que eu tive com a minha amiga Olga nessa viagem que a gente, nessa última viagem que a gente teve. Eu percebi que eu consegui percorrer um longo caminho e eu fiquei muito reflexiva sobre o que eu fiz para percorrer esse longo caminho. Então nesse episódio eu vou compartilhar algumas coisas que eu aprendi e quem sabe te ajudar a construir uma uma vida mais leve.
Não são conselhos assim, ah, se espreguice, não é esse tipo de conselho, porque é engraçado que para você construir uma vida mais leve você precisa fazer coisas difíceis, precisa botar a mão na massa insistentemente e acreditando que o resultado vai ser melhor. Ter conversas difíceis, colocar limites, falar não, todas essas coisas. Mas eu vou falar de 3 coisas específicas, 3 raciocínios que mudaram a minha cabeça, que eu tenho me sentido uma pessoa mais leve.
E eu acho que vocês também conseguem me sentir como uma pessoa mais leve desde o começo do podcast até aqui. Ou tô inventando? Comenta aí embaixo se você me acha mais baixo astral ou se você acha mais alto astral. Recentemente eu até recebi um elogio a respeito da minha aura. Ai, foi tão fofo! Foi a Sophie, sabe? A Sophie do podcast Colo de Amiga. Ela é tudo, gente. Quem não conhece, vai lá ver o podcast dela, é absolutamente tudo.
Se você gosta do Gostosas, você vai gostar do Colo de Amiga também. E aí a gente tava tomando café, a gente foi ver os docinhos assim do balcão, ela falou, nossa, amiga, posso falar um negócio? Sua aura é linda. Eu falei, meu Deus, esse é o melhor! Quase chorei. Eu falei, esse é o melhor elogio que eu já recebi, porque eu fiz isso intencionalmente, né? Só 10 anos nessa labuta e deu resultado. Vocês sabem que eu sou uma capricorniana que ama falar que tudo é trabalho, né?
Então eu fiz o trabalho de ser leve, gostaram? E adivinha quem tá aqui com a gente hoje? Quem puxou esse assunto que tem tudo a ver com nós gostosas e choronas, minhas amigas? É a nossa queridíssima Melissa. Ô, gente, a gente já pode falar que Melissa faz parte do seleto grupo das mais mais, né? Eles estão toda hora aqui, gente. Como a gente ama Melissa aqui! Toda vez que aparece Melissa aqui vem um monte de melisseira nos comentários.
Eu amo, eu sou muito melisseira. E Melissa tá sempre aqui trazendo os melhores assuntos e temas para os episódios. Fala sério! E dessa vez a gente vai falar de leveza em homenagem à Melissa Free High Bold, que dá a sensação de andar nas nuvens a cada passo. Esse novo modelo da Free Family, que é a minha favorita, é feito de EVA com toda uma tecnologia que traz um conforto inigualável. Gente, vocês precisam experimentar. Eu amo uma plataforma, você já sabe, né?
Então eu mal posso esperar para montar os looks que eu vou montar com a minha nova Melissa Free High Bold, ela que é fácil de calçar e fácil de amar, ainda mais para nós gostosas e choronas que amamos quando junta conforto e estilo. Tô errada? E eu ainda desenrolei um desconto só para você que tá ouvindo agora, é só aplicar o cupom LELA10 no site. Então vamos de falar de leveza. Muito obrigada, Melissa, por ter puxado esse assunto e por patrocinar esse episódio.
Vamos agradecer Melissa nos comentários e mostrar que a nossa comunidade ama uma Melissa. Recentemente, como eu disse, eu tava numa viagem com a Olga, e aí a gente pegou— eu até comentei disso, acho, já, né, gente— mas a gente pegou 4 horas e meia de estrada para chegar onde a gente tava. Então a gente teve tempo de falar de muitas coisas nessa estrada. E uma das coisas, um dos temas que a gente parou e ficou refletindo foi que a Olga falou, ela observou que eu tava muito menos pessimista.
Eu falei assim, nossa, amiga, eu tenho pensado muito nisso, sabia? Porque eu fico pensando que tinham coisas assim, principalmente há uns 2, 3 anos atrás, tinham coisas que me machucavam tanto, que eram problemas que pareciam tão gigantes, que hoje em dia não me afetam mais. E eu fico pensando se os problemas ficaram mais fáceis, tipo assim, se diminuíram os problemas, entendeu? Se eu tenho menos problemas, ou se eu criei uma resistência a respeito desses problemas.
Então esses problemas seguem, esses problemas, desculpa, esses problemas seguem acontecendo, mas eu já meio que treinei esses problemas e nem reparo que eles estão acontecendo. Será que as coisas estão mais fáceis ou eu mudei? E a gente ficou debatendo isso, né? Será que as coisas estão mais fáceis? A gente foi pensando as coisas, porque essa Olga, essa minha amiga, ela tá comigo. Todas as minhas amigas de infância, elas estão comigo no alto e baixo.
Elas sabem de tudo que acontece na minha vida. Então a gente foi recordando, né, quais eram os tipos de problemas, de problemas que me deixavam muito pesada, né, tipo muito baixo astral. E a gente foi enumerando um por um assim para ver se eles pararam de acontecer ou se eles seguem acontecendo, mas eu desenvolvi uma nova forma de lidar com eles. E a gente foi citando um por um. E assim, claro que tiveram coisas desafiadoras que não voltaram a acontecer, enfim, traumas, coisas grandes que fogem do nosso controle, né, tipo coisas de saúde, família, etc.
Mas a gente tentou focar assim nos problemas do dia a dia mesmo. E aí a gente viu que são coisas que seguem acontecendo. E aí ela perguntou, ah, quando acontece isso? Por exemplo, uma coisa que me afetava muito, abrindo aqui, sendo vulnerável, vocês já sabem disso, mas enfim, repetindo, uma coisa que me afetava muito uns 2, 3 anos atrás eram críticas na internet. Nossa Senhora, isso para mim, gente, me tirava do eixo de uma forma.
E eu falava assim, falava bastante para minha analista, e essa foi uma conversa que eu levei para análise também, de será que os problemas ficaram mais fáceis ou eu que tô mais forte, né? Eu sempre falava, cara, pode ter 100 comentários bons, se tiver um ruim, aquilo ali fica ruminando na minha cabeça de um jeito que eu me sinto tão injustiçada que eu sou incapaz de produzir novas coisas, porque eu fico em pânico com isso, eu fico irritada, eu fico me sentindo injustiçada, fico, eu levo muito para o pessoal.
E aí a gente foi ver, parou de acontecer críticas na internet? Não, seguem acontecendo críticas na internet, mas eu simplesmente, e eu acho que o que foi muito definitivo para eu conseguir me ajudar a lidar melhor com isso, ironicamente, foi ter desistido. Teve um momento que eu, a minha analista, minhas amigas, todo mundo, a gente conversou horrores e eu decidi desistir de internet. Eu decidi desistir de produzir conteúdo. Eu ia seguir com o podcast, mas assim, eu ia ser muito menos vulnerável.
Tinha decidido isso quando eu decidi desistir e falei: não consigo, não tenho capacidade de lidar com o ônus de tudo isso. O bônus, a parte boa ficou tão clara para mim, mais clara do que nunca. E aí eu falei, cara, eu vou ter que desenvolver ferramentas para lidar com isso. E por incrível que pareça, essa desistência me fez ter essa clareza, e as ferramentas vieram sozinhas. Assim, eu parei de ligar tanto, parei de deixar isso me imobilizar, sabe?
E não foi de um dia para o outro, foi intencionalmente um treino. E aí eu digo treino porque eu queria muito fazer um paralelo com treino mesmo de musculação. Eu faço musculação 3 vezes por semana, já faz 2 anos, e é muito impressionante como quando eu comecei a treinar— tem até um Choro da Semana que eu contei que o primeiro dia que eu fui treinar eu não conseguia empurrar o aparelho de leg press sem peso, eu não conseguia andar no dia seguinte.
Que eu treinei pela primeira vez, eu não conseguia subir escada. Foi assim, eu não conseguia sentar para fazer xixi, era desesperador porque eu estava sedentária. E hoje em dia, o leg press, o mesmo aparelho de leg press sem peso, para mim é o peso de uma pena. Não é que o aparelho ficou mais leve, é que eu treinei o meu músculo, eu rompi, né, as fibras do meu músculo várias vezes, elas se recompuseram e desenvolveram força para que eu conseguisse lidar com o aparelho do leg press e ainda colocar mais carga e ficar progredindo carga.
Eu acho que essa coisa da leveza é a mesma coisa. Tem batalhas espirituais, e vamos falar dessas batalhas espirituais em breve, que a gente precisa travar para que a gente enfie a mão na massa. No caso do leg press, empurre o negócio estressando o nosso músculo, treinando essa nossa habilidade de lidar com as coisas difíceis, entendendo por que que aquilo é tão difícil para gente. E aonde que pega? E assim, se pega no meu ego, então vai para análise trabalhar nisso, então reflete sobre isso, então medita sobre isso, sei lá, conversa sobre isso, desenvolve seus métodos de lidar com isso.
E aí depois as coisas ficam mais leves. E aí ainda nesse paralelo do treino, não quer dizer que é uma coisa que tá resolvida, né? Quando você olha para uma questão e quer treinar de lidar com ela de uma forma mais leve não quer dizer que, ai, a partir de amanhã, para sempre, eu vou lidar com essa coisa bem. A minha parada com as críticas, por exemplo, é óbvio que vai ter momentos em que isso vai ser mais delicado, isso vai ficar mais inflamado, isso vai me pegar mais, é óbvio, porque não é uma constante, assim como treino.
Eu, por exemplo, eu tô parecendo muito maromba nesse episódio, mas um exercício que eu amo fazer é elevação lateral para o ombro. Dependendo da semana eu não consigo levantar 2 kg de elevação lateral, assim como tem semanas que eu consigo elevar 5 kg, fazer elevação com 5 kg. Para quem não sabe, isso é muita diferença, tá, para elevação lateral. Não é uma constante, é um vai e volta, e você vai progredindo, e aí volta e progride um pouco mais.
Não é uma coisa reta. Então também acho que uma outra coisa para dentro desse subtópico, é um subtópico desse tópico 1 é não se cobrar de ter coisas resolvidas de uma forma, de um dia para o outro, sabe? De ter questões resolvidas de um dia para o outro. Porque as questões que pegam a gente, as questões que embrulham o nosso estômago, não tem como resolver. Não tem livro de autoajuda suficiente para te falar faça isso. Não existe uma resposta pronta.
É treino, é insistência, é acreditar que você vai sair desse vai, não vai, com mais leveza e uma vida mais prazerosa. E para quem não nasceu com essa leveza, como é o meu caso, é preciso ser intencional, é preciso escolher isso, escolher ser uma pessoa leve. E é óbvio que isso é muito mais fácil quando, por exemplo, você é— vamos dar o exemplo mais privilegiado do mundo— um homem branco, cis, hétero, herdeiro, que nasceu em berço de ouro, do que quando você é qualquer um dos outros recortes e mais recortes, mais difícil fica.
Mas aqui no podcast a gente sempre fala de conversar sobre os movimentos individuais que a gente consegue fazer, com a consciência de que o coletivo também precisa se movimentar e a gente precisa fazer movimentos juntos e as pessoas tenham uma vida mais igualitária. Mas aqui estamos falando de questões individuais mais do que coletivas. E aí eu tô dizendo para ser uma pessoa mais leve não para agradar os outros, porque isso é uma cilada também, tá?
Quando você fala assim: ai, não, eu sou tão de boa, eu sou tão galera, não, para mim tá tudo bem, fica tranquila, não, pode, sem problema. Não é disso que estamos falando. Muito pelo contrário, se você focar muito em ser leve para as outras pessoas, muito provavelmente você vai desenvolver gastrite, doenças crônicas, coisas horrorosas, porque você vai estar se consumindo para agradar os outros. Não é disso que estamos falando.
Estamos falando de você ser mais leve para si mesmo, de criar uma vida mais prazerosa, leve e fácil para você, porque temos uma vida só. E então vamos tentar fazer dela uma vida deliciosa, correto? E aí eu achei uma citação do Ítalo Calvino que eu achei que cabe muito para esse episódio, que é a seguinte: existe uma diferença de uma leveza que vem da inconsequência, de levianidade, de você não saber no que que você tá se metendo, ou você não entender a bucha que você tá carregando.
E existe uma leveza intencional. Ele fala o seguinte: leve como um pássaro, não como uma pena. Eu acho que o título do episódio podia ser esse, não vai ser esse, mas poderia ser esse: leve como um pássaro, não como uma pena. Porque o pássaro, não preciso explicar, né, gente, metáfora é como quando explicam piada, fica, estraga tudo. Mas vocês entenderam, né? O pássaro, ele sabe voar porque ele escolhe voar, ele tem músculos que são feitos para isso.
A pena, ela simplesmente voa, que não é o meu caso. Eu não nasci pena, mas gostaria de ser pássaro e estou trabalhando nisso. E aí, a primeira coisa que eu queria falar, 20 minutos de episódio, já tô falando da primeira coisa, mas assim, o número 1, né, o tópico número 1 que eu fiquei refletindo sobre como eu desenvolvi essa leveza ao longo do tempo. Olhando para trás, e eu disse que era contra-intuitivo, eu vejo que é a quantidade de problemas que eu enfrentei nos últimos anos.
Minha gente, obviamente não tô comparando minha vida com a de ninguém e nem disputando quem teve a vida mais difícil ou mais fácil, mas minha gente, nos últimos anos eu fundei a Lelabrandão.co, que é uma empresa que para mim é enorme. Tá, é uma empresa que gira milhões de reais, que tem funcionários, que tem produtos físicos, compromissos financeiros, um monte de coisa. Então quando eu abri a empresa, eu não tinha dimensão do tamanho dos problemas que eu ia enfrentar.
E quando eu enfrentei esses problemas, eu não tinha nenhum precedente. Eu enfrentei esses problemas sem saber que eles existiam e sem saber como lidar com eles quando eles chegaram. E hoje, olhando para trás, eu lembro de uma cena específica assim, eu e o Vitor A gente tava num escritório que a gente tinha no começo da marca, e aí deu um problema assim, um problema federal. Nem era federal, era internacional, porque a gente tava tentando importar uma máquina de estampa, ia tal, e aí ficou presa na alfândega.
Umas coisas que assim, a gente olhava para aquilo e falava, meu Deus do céu, como é que a gente vai resolver isso? A gente tem 6 anos de idade, como é que a gente vai resolver esse problema? Não tem manual que fale para a gente, não tem Na época não tinha nem inteligência artificial para consultar os oráculos da inteligência artificial, que vai te responder tudo errado, mas pelo menos tem alguma coisa ali. Não tinha, a gente não tinha quem recorrer assim.
E aí eu lembro desse dia muito, muito, com muita força na minha mente, porque a minha sala e a do Vitor eram, não tinha divisão assim, era uma do lado da outra. A gente tinha uma sala que era o mesmo espaço e duas, sabe, eram duas salas no mesmo espaço, tipo a mesa dele, a mesa minha e tal. E aí eu lembro que ele saiu do telefone com o cara da importadora e falou desse problema, e ele se jogou no chão, tipo assim, de barriga. Eu tenho até foto desse momento, quando deu certo.
Ele tava no telefone com o cara, aí o cara falou, deu certo, tal, tá aqui no Brasil. O Vitor se jogou no chão e ficou deitado no chão, assim. O alívio foi tanto que ele se jogou no chão do escritório. E eu olho pra isso hoje, eu lembro da agonia que a gente passou com isso. E eu penso que hoje, hoje, né, acho que faz 4 ou 5 anos dessa cena, se a gente passasse por algo semelhante, juro para vocês que a gente não ia gastar mais de 1 minuto por dia falando disso.
Esses problemas acontecem quando você tá empreendendo, acontecem vários problemas e é normal assim, mas a primeira vez que eles acontecem é muito desesperador. E hoje é isso, são coisas corriqueiras, então não é que o problema não existe mais, é que na quantidade de vezes que acontecem os problemas, e cada vez parece que aparece um problema que parece que é maior, e depois que passa você fala, ah, é só mais uma coisa, só mais um fato sobre empreender.
E isso que eu tô falando só de empreender, eu também passei por desafios na minha vida pessoal, relacionamento, casa, cachorros, corpo, tudo isso. Existem várias outras abas, eu tô falando só da empresa. Mas você replica aí para as áreas que você também coleciona problemas. E quanto mais problema você passa, é horrível, mas eu comecei a entender que talvez a leveza nesse caso, quando cheguem os problemas, esteja em duas coisas.
A primeira coisa é na sua disponibilidade de falhar. Vou dar um exemplo, tá? Me deparei com um dado, fui informada pelos algoritmos do TikTok que o Frank Sinatra— eu conferi esse dado, tá certo— Frank Sinatra, sabe Frank Sinatra? Ele tem registrados como intérprete entre 1.200 e 1.300 canções, entre 1.200 e 1.300 músicas, e apenas 209 entraram para Billboard, são consideradas um sucesso a ponto de ir para essa dita Billboard. Olha a proporção: 209 para 1.300.
É muito pouco. Só que você pensa assim, apenas 209? O bicho teve 209 músicas na Billboard, pela misericórdia! É muito sucesso, são muitos sucessos. É uma questão de perspectiva. Talvez as pessoas que colecionem muito sucesso, elas só tenham mais disponibilidade de falhar, estejam mais em paz com a ideia de falhar. E muitas vezes elas falharam mais vezes do que as pessoas que sonham com o sucesso que elas tiveram tentaram. Deu para entender?
Deu, né? Quando você tá lidando com um problema, existe a chance de você ter sucesso ou de você falhar. Existem as duas chances. Não vou mentir para vocês que, ah, você sempre vai dar certo, sempre que você encontrar um problema daqui para frente vai dar tudo certo. Não, eu não tenho como garantir isso. Pode dar certo e pode dar errado. É sobre como você enxerga isso. E aí eu acabei de lembrar de uma anedota que eu sempre lembro, sempre volta para minha cabeça.
Eu não sei se eu li isso num livro há muitos anos atrás ou se eu vi algum vídeo, mas eu lembro de alguém descrevendo uma cena de um monge tibetano subindo escadas. Conforme ele tava subindo escadas, ele tropeça. E aí a pessoa que eu tava observando conta que ela viu o monge tibetano tropeçando e caindo na escada, levantando e agradecendo por ter caído. Porque é mais um karma que ele se livrou, basicamente. Posso tá falando besteira, que eu nem sei se monges budistas acreditam em karma, mas é como se fosse assim um problema a menos para eu lidar.
E eu sempre lembro disso quando quebra copo na minha casa. Eu penso, ai, obrigada por ter quebrado, é algum karma que levou, é alguma energia ruim que foi embora. Então eu acho que a segunda perspectiva de como olhar para os problemas, para os problemas é desenvolver a habilidade de romantizar, romantizar as falhas e os problemas. E aí trocar a pergunta, que é o que eu fiz, de trocar a pergunta de quando acontecem os desafios na sua vida, trocar a pergunta de por que que isso tá acontecendo comigo para como isso pode me beneficiar.
Porque tem coisa, gente, que é injusto, que a gente não vai ter o que fazer. Tem coisa que acontece que a gente realmente não tem nada de bom para tirar disso. Então Eu acho que é uma coisa muito bonita e humana poder olhar para o sofrimento, para os desafios, para os problemas e pensar: vou transformar isso em outra coisa. Tem gente que transforma em arte, tem gente que transforma em música, tem gente que transforma em conteúdo, em teses, em milhões de coisas.
Eu acho que a coisa mais simples de transformar é em um aprendizado para si mesmo. O que que isso aqui pode me beneficiar? Nem que seja assim da próxima vez que isso vier acontecer, eu já tô mais esperta e não vou deixar isso acontecer. Eu já vou ter as ferramentas para lidar. Por exemplo, já contei aqui que eu quase fui sequestrada no leste europeu. Eu tô rindo porque já passou muito tempo, já superei esse trauma, mas eu escapei de um sequestro no leste da Europa nesse mesmo intercâmbio para Lisboa que eu fiz, que eu tava viajando sozinha entre duas cidades da Europa.
E aí eu quase fui sequestrada no ônibus. Foi horrível, tá? Eu chorava, chorava, chorava. Foi um pânico. No dia seguinte parecia que eu tinha renascido. E eu fiquei pensando, meu Deus, poderiam ter doado os meus órgãos, vendido os meus órgãos. Eu poderia ter sido traficada, poderia ter sido isso e aquilo. Foi um negócio super sério. Depois que isso passou, eu aprendi tanta coisa com isso que não é que eu agradeço por ter acontecido, mas se não tivesse acontecido, talvez eu tivesse passado por várias outras coisas que eu não passei, porque eu já fiquei super esperta.
Então, por exemplo, Uma coisa que eu aprendi foi não dar papo para homem que eu não conheço na rua. O desconforto do homem, o homem vem puxar um papo, um homem que você não conhece, tá? Você sendo mulher, eu fico parada olhando para o homem, eu simplesmente não dou palco nenhum, eu fico olhando para ele até ele entender que é para ele se retirar. Essa é a minha conduta automática hoje em dia, eu não preciso nem pensar. Vem um homem conversar comigo, e eu não tô falando assim, ah, veio pedir uma informação, não é, não tô falando é quando o homem vem puxar papo, sabe?
Eu fico olhando para o cara do homem automaticamente. Antes eu tinha que me esforçar, hoje isso já acontece automaticamente, porque a minha segurança é muito mais importante do que se esse homem tá se sentindo confortável ou não com a interação que ele mesmo criou comigo. Se o homem tá vindo numa boa intenção, coitado, eu entendo. Mas assim, é melhor que um homem fique decepcionado com o resultado da interação que ele ia ter comigo do que eu ser sequestrada, entendeu?
Se eu não tivesse passado por esse problemão no começo dos meus 20 e poucos anos, eu não tinha aprendido. Provavelmente eu não teria desenvolvido esse sangue frio de desagradar homem. Eu também não teria aprendido todas as táticas de como viajar sozinha em segurança. E aí eu também não teria aprendido como sair em segurança sozinha, quando mesmo que eu não esteja viajando, mas tem várias coisas que eu aprendi que eu Posso e não posso fazer, porque infelizmente o mundo é horroroso, somos mulheres, estamos sujeitas a perigos que os homens não estão sujeitos e nem imaginam que existe, mas eu não vou limitar minha vida e eu também não vou me colocar em situações de perigo.
Então eu preciso achar as ferramentas para conseguir fazer o que eu quero, tendo aprendido o que eu aprendi escapando de um sequestro. Deu para entender? Hoje eu olho para situações e penso: como isso pode me beneficiar? Um outro exemplo é o quadro do fim de todos os episódios, que é o Choro da Semana. Eu passo por humilhações toda semana, como todo ser humano, né, todo adulto funcional. E aí toda vez que acontece alguma coisa eu penso: porra, que merda, bem, que merda que isso aconteceu, que caramba!
Mas vai dar um belo choro da semana. Como isso pode me beneficiar? E acaba beneficiando eu e vocês que passamos, que escutam e dão risada da minha cara. Ó, que bom! Segundo ponto: quando você percebe, e aí eu acho que esse é o ponto talvez mais importante assim, quando você percebe que você tá reclamando demais de uma coisa e essa coisa da qual você tá reclamando não vai mudar, você já sabe que ela não vai mudar, é hora de travar uma batalha espiritual.
Vou dar um exemplo pessoal, tá? Eu já falei um bilhão de vezes aqui, mas eu tenho fibromialgia, né, que é uma condição que me dá dores crônicas no corpo, fadiga, eu não durmo bem, me Vários sintomas que eu não gostaria de ter. Isso é uma condição minha, não existe eu sem essa condição, pelo menos não por agora. Pode ser que exista um tratamento revolucionário em breve que faça com que essa condição seja curada, mas por enquanto não existe cura para fibromialgia, existe tratamento.
E esse tratamento ele não é 100% eficaz, porque eu posso ter uma recaída a qualquer momento se eu passar por estresse, cansaço, frio, sei lá, são coisas inimagináveis, alterações hormonais e tal. E aí eu fiquei muito tempo às voltas na terapia com muita dificuldade de aceitar essa minha condição e reclamando muito e falando, nossa, mas é muito mais fácil para as pessoas, por exemplo, pegarem um voo no avião, porque eu morro de dor na cadeira do avião.
Então, para além do medo que eu tenho de avião, eu ainda tenho essa condição que assim, se eu fico sentada na mesma posição por muitas horas, é uma dor que parece que estão me matando por dentro. Não é normal assim. Eu lembro que teve um voo Vocês lembram quando eu fui para Nova York ver o que botaram o Gostosas Também Choram lá na Times Square? Eu peguei um voo para Nova York que eu chorava, era aquele choro que caía sozinha as lágrimas, sabe?
Eu chorava, chorava de dor, chorava de dor, e eu sentia que meu corpo precisava deitar. E era uma dor, e o Vitor tentava me acalmar e não conseguia me acalmar, e eu chorava. E aí eu tomei remédio de dor, não adiantava nada. E aí eu olhei para a parte da área executiva, sabe, do avião, e tinham dois lugares livres. E aí eu falei com o comissário de bordo assim, eu fui chorando falar com ele assim, moço, por favor, deixa eu te falar um negócio, eu tenho uma condição, tô com muita dor, tá realmente insuportável.
Eu tô vendo que tem aquelas cadeiras ali, será que eu posso deitar ali por meia hora e depois voltar para o meu lugar? Eu preciso muito deitar, tô sentindo que eu preciso deitar. E ele falou não, ele falou não, é, isso é contra a política da empresa. E aí eu achei muito injusto. Eu fiquei, cadê a humanidade? Eu fiquei falando pro Victor. E eu achei muito injusto, eu sentei, eu olhava e falava assim, porra, que merda, é muito mais fácil pras outras pessoas viverem essas coisas do que pra mim.
Que difícil, tadinha de mim. Fiquei assim. E aí, desde— eu sempre tive dificuldade de viajar por conta das dores, né, e fazer várias coisas por conta das dores. Mas nessa vez, assim, eu fiquei muito bolada e eu meio que criei uma carcaça de tipo, ai, mas viajar é uma parada muito difícil para mim. Nossa, eu viajar para mim, nossa. E aí eu sonhava com viajar para os lugares e ficava, já ficava reclamando para as pessoas. As pessoas, nossa, que legal, você vai para, sei lá, República Dominicana, que eu fui no fim do ano.
Você vai para República Dominicana, que máximo! E aí eu já falava, ai, mas eu vou, já vou, já tô me preparando para o voo que vai vai ser pesado, vai ser, eu vou ter dor, não sei o quê. E eu vi que eu tava reclamando muitas vezes disso, não só para viagens, mas é que para viagem fica muito claro para mim porque são os meus sonhos. Ninguém tá me falando tipo, você precisa ir para República Dominicana, tipo assim, era as minhas férias.
E ainda assim eu só conseguia focar nisso assim, só tava reclamando disso. Aí é nos shows também a mesma coisa, ou ia, tinha uma agenda lotada de coisas legais, mas aí eu já pensava, puta, mas tem a fibromialgia, não sei o quê. Quando eu vi que eu tava reclamando muitas vezes repetidamente disso, eu falei, cara, eu preciso vencer essa batalha espiritual. Essa é a minha condição, não há o que se fazer, eu já estou fazendo todos os tratamentos possíveis para isso.
E aí vem a frase que mudou a minha vida, que é muito simples, mas me ajuda imensamente, que é: não é sem isso que eu vou viver a minha vida. Não adianta, não adianta ficar imaginando como é a realidade das outras pessoas que não têm isso. Não adianta ficar imaginando como seria a minha vida se eu não tivesse dor. Não adianta, não é sem isso que as coisas vão acontecer. Então é isso que temos, é com isso que trabalharemos. E aí recentemente combinei com a minha analista, eu tinha uma viagem que era para Flip Que foi, spoiler, foi maravilhosa.
Eu tinha viagem da Flip, que foi aquela viagem que o motorista ficou sem gasolina, e é uma longa estrada, né, até a Flip. Eu já sabia que eu ia ficar horas na mesma posição ali no carro e já sabia que eu ia ter dor e tal, e já sabia também que eu ia chegar lá e eu ia ter duas mesas que eu ia palestrar, e depois eu tinha um evento, e aí no dia seguinte ia dormir fora da minha cama, que que também me dá dor e eu ia ficar cansada, e no dia seguinte eu tinha uma mesa e que eu ia andar muito, etc.
Sabia tudo isso. Em vez de pensar nisso, eu combinei com a minha analista o seguinte: eu vou fazer dessa viagem deliciosa, eu vou vencer essa batalha espiritual nessa viagem, essa viagem é o meu limite, eu vou entrar nessa experiência que eu tava morrendo de medo, tava com muito medo. Minha amiga Laura foi comigo, falei: amiga, eu estou com esse objetivo de vencer essa batalha espiritual. Nessa viagem. Ela falou, vamos, a gente vai conseguir.
Eu falei, esse é o meu limite, eu não vou deixar que a minha condição se sobressaia às experiências que eu tô vivendo, porque a minha vida vai ser muito ruim se eu focar nisso. A minha vida vai ser muito pesada e queremos leveza. E eu consegui, eu consegui só com essa frase, não é sem isso. E eu achei tão mágico, porque assim, foi, e eu até quando eu fiz o post sobre essa viagem Isso vai ser muito blogueira da minha parte. Eu achei isso muito mágico, falei para Laura, nossa, foi muito mágico, essa frase entrou na minha cabeça e eu parei de ficar batendo cabeça com a minha condição.
E aí eu fiquei lembrando da teoria do tá barato, assim, sabe? Se o preço de viver essa experiência com a minha melhor amiga em Paraty, sendo autora do meu primeiro livro e vendo todas essas paisagens maravilhosas e ouvindo essas conversas tão enriquecedoras e vivendo esses momentos, é uma piora no meu quadro da fibromialgia que vai durar um tempo, depois eu já sei que eu vou me tratar, e depois eu vou voltar para minha rotina, e depois ela vai se aliviando.
Então tá barato. Se esse é o preço, tá barato. E aí, se você nunca ouviu o, talvez, meu episódio favorito do podcast, ouça a teoria do tá barato. E aí eu achei tão mágico o jeito que essa frase se instalou na minha cabeça, do não é sem isso, não é sem isso que você vai viver sua vida. Que quando eu fiz o dump, o foto dump lá no Instagram da minha viagem de Paraty, eu coloquei a música Mágico da Marina Sena, que eu acho que tem tudo a ver com isso, que ela fala de uma leveza, né, que é muito, enfim, é uma música muito gostosa de ouvir e eu acho que tem essa leveza.
Então essa é uma segunda forma do não é sem isso, e eu achei muito legal assim porque eu fiz essa viagem, logo depois eu fiz outra viagem. Parece que eu sou, né, gente, herdeira, porque eu tô só falando de viagem, viagem, viagem, mas estamos falando dos momentos críticos que eu passei com a minha fibromialgia, que também são coincidentemente os momentos que eu mais me diverti nos últimos anos. Mas eu postei um dump lá nessa viagem que eu fiz com a Olga para o Vale Nevado, e aí uma menina comentou assim: Lailinha, conta para nós, como foi viver esse frio com fibromialgia?
Eu tenho e morro de medo de ir para esses lugares e não suportar a dor desse frio. E aí eu respondi: eu já aceitei que não é sem dor que eu vou viver a minha vida, ela vai comigo. E eu achei tão legal que ela falou isso porque era exatamente a batalha espiritual que eu tava enfrentando. E depois que eu fui para a Philips com a minha amiga nessa viagem para Paraty, eu acho que entrou muito na minha cabeça do não é sem isso, e eu tenho conseguido lidar com as coisas melhor a partir disso.
E o terceiro ponto que eu acho importante é parar de se levar tão a sério, tá? Se você quer ser uma pessoa leve, você precisa se dar muita desimportância, você precisa entender o tamanho do mundo e o seu tamanho, e você precisa desapegar de querer provar para o mundo que você merece existir, principalmente através da exaustão e das perspectivas negativas que a sua vida traz. Explico: por muitos e muitos anos, não é uma coisa que eu tenho resolvida ainda, mas eu acho que eu tô num ótimo caminho, Mas por muitos e muitos anos eu tentei provar que eu merecia as coisas que eu mereço através do lado difícil delas, através de expor o lado difícil dessas coisas.
Ai, Laila, que delícia! Você recebe um monte de presentes, tem um monte de recebidos. Ai, menina, mas você não sabe como é difícil, porque tem muita caixa e acumula e você tem que postar. Ai, Laila, nossa, que máximo! Você tá indo para a Flip como autora. Ai, mas a minha fibromialgia, nossa, Lela, o podcast foi exposto na Times Square e você vai lá para ver o podcast, o seu podcast que você criou na sua casa exposto na Times Square em Nova York.
Ai, mas eu passei por tanta dor no avião, você não imagina. Gente, vocês já passaram por isso? Pensa honestamente na sua vida, você já fez isso? É até uma Uma frase do meu livro do Vertigem que eu falo é: é preciso muita coragem para justificar sua existência sem exaustão e sem as coisas negativas que a sua existência traz. Porque eu não sei se é uma coisa das mulheres, queria ouvir vocês também, mas eu não sei o que que é, mas eu vejo que a gente tem muita mania.
É que nem quando falam assim: nossa, que blusa linda! Você fala: paguei R$3 ali no brechó, sabe? Tipo assim, você não consegue aceitar a perspectiva positiva. Eu não conseguia aceitar a perspectiva positiva da própria vida e queria muito justificar assim: não, tem esse lado bom, mas o lado ruim é muito pesado que você não consegue ver. E tipo assim, para que que eu tô fazendo isso? Para que que eu tô piorando essa história? É a minha história, para que que eu tô intencionalmente querendo contar ela de um jeito ruim?
E aí recentemente eu achei que eu tava curada, eu percebi que talvez eu tivesse curada dessa, desse pesado assim, sabe, desse peso de ficar trazendo os lados ruins da própria história. Quando eu entrei no elevador recentemente, e aqui no meu prédio tem uma diva que mora aqui, que é uma senhora que eu adoro encontrar ela, ela tá sempre muito diva, sabe, essas senhoras que tem o cabelo super arrumado, cheirosa e tal. E ela trabalha com algo parecido comigo assim, não, não de influencer, ela trabalha com uma parte da moda específica.
E aí era uma terça-feira, 10 da manhã. E justificando para vocês, eu não precisaria justificar, mas só para vocês entenderem o contexto, eu trabalhei de segunda a domingo nessa, nessa semana porque eu precisei participar de um evento, depois eu tive tarde de autógrafo. E aí quando acontece isso, eu e minha equipe, a gente tenta livrar alguns horários durante a semana para que eu consiga descansar. Isso faz parte também de conviver com a minha condição da fibromialgia.
Então, por exemplo, trabalhou no sábado e no domingo, então vamos tentar livrar uma manhã de terça e uma tarde de quinta para você conseguir descansar pelo menos um pouco durante a semana e não ficar nesse batidão de trabalhar 7 por 0 por 2 semanas seguidas, sei lá. A gente tenta evitar essa sobrecarga e cavar essas folgas em horários alternativos. E nessa terça-feira que eu peguei o elevador com essa minha vizinha diva, era uma terça-feira que eu tava off.
Eu encontrei ela e a gente sempre se encontra de manhã no elevador, e coincidentemente ela sempre tá indo trabalhar, eu também. E aí eu encontrei ela e eu tava assim de moletom, chinelo, cabelo para cima. E aí ela falou assim: bom dia, de novo a gente se encontrou para ir trabalhar. Falou uma coisa assim, né, tipo: estamos de novo as meninas indo trabalhar. E aí eu poderia ter falado tudo isso para ela, Eu poderia ter falado, ai, eu tô off porque eu trabalhei de segunda a domingo, e aí a minha equipe me dá, a gente tenta encaixar uma folga porque eu tenho fibromialgia, e se eu não— ou eu poderia ter falado, é sim, vou trabalhar, e mentido para ela.
Mas naquele momento, a primeira coisa que eu falei foi, não, menina, eu tô de folga hoje de manhã, acabei de acordar, tô indo pegar meu café, que eu pedi um cafezinho no delivery, e vou ficar até meio-dia sem fazer nada. Mano, para mim foi tão disruptivo conseguir fazer isso. E ela, e tipo assim, a gente sempre acha que o outro, que que eu achei, né? Tipo assim, inconscientemente, que que ela ia fazer? Ela fala, ai, que horror, você é uma folgada do caramba.
Ela só falou, ai, que delícia, nossa, eu preciso começar a fazer isso. Veja, olha a resposta que ela deu, achei maravilhosa. Ela falou, ai, que delícia, eu preciso começar a fazer isso, vou ver se eu consigo tirar uma manhã off na semana que vem. Nossa, gente, eu chego a ficar arrepiada lembrando dessa cena porque eu Foi uma batalha espiritual vencer isso, e eu venci nesse dia. Eu venci. Não quer dizer que eu venci para todo sempre, mas nesse dia eu venci.
Ai, então vamos, minhas divas! Esses são os jeitos que eu dei de encontrar mais leveza na minha vida, com todos os privilégios e oportunidades e possibilidades que eu tenho, porque essa é a minha vida, é a única vida que eu tenho como compartilhar com vocês, ciente, né, do lugar que eu ocupo. Como cidadã. Mas eu queria ver vocês também, se vocês tiverem dicas de como ter mais leveza na vida, estou aceitando, porque essa é a minha jornada em busca de ser a mulher mais relaxada do mundo.
É uma das minhas prioridades e aceito todas as dicas do mundo, tá bom? Então vamos para o choro da semana, minha gente. Essa semana deu uma ventania aqui em São Paulo, onde eu moro, que chegou até a dar alarme da Defesa Civil. Cuidado, ventaninhas fortes. Eu não sei se é um negócio do El Niño, eu não sei o que que é. Eu sei que começou uma ventania aqui na minha casa sem precedentes. Os cachorros ficaram desesperados, começou a ventar.
Aí eu olhava para o Billy, os pelos dele— Billy é um Golden, para quem não sabe— os pelos dele tudo arrepiado, parecia um redemoinho. E os cachorros desesperados e as portas batendo, uma ventania, menina. E aí do nada eu ouço um barulho de quebrado. E um pau. Menina, eu fui para sala, ni que eu olhei, o vento despencou o meu lustre. Eu vou repetir: o vento arrancou o lustre do teto do meu apartamento, caiu. E na hora que ele caiu, o forro da minha sala é de gesso.
Na hora que ele caiu, meio que o tranco puxou o gesso para baixo, e aí trincou o gesso inteiro do teto do meu apartamento. E para piorar, a Vogue vai vir aqui na minha casa muito em breve para gravar aqui na minha casa. Sabe aquele Casa Vogue? Mas não é tipo, oi Vogue, entra na minha casa, é um quadro específico que eu vou gravar com eles, que acho que é café, café com Vogue, uma coisa assim, que eles vão vir aqui. A Vogue Casa vai vir aqui tomar café na minha casa e agora resolve despencar o lustre e rachar o diabo do forro de gesso inteiro da minha sala.
É mole? E vamos para mais um problema para resolver. Aí eu vou resolver esse problema e depois, se porventura em algum momento da minha vida despencar um lustre por conta de ventania, eu já vou saber exatamente o que fazer, porque eu já passei por esse problema e eu colecionei ele. Ele me beneficiou. Não só isso, ele ainda virou um choro da semana para entreter vocês. E não só isso, eu vou mandar foto do meu lustre despencado lá no nosso grupo do WhatsApp para vocês verem.
É mole, gente. Olha, é inacreditável, a ventania derrubou o lustre. Eu nunca tinha ouvido falar disso. Ainda bem que não tinha ninguém embaixo, nem os cachorros, nem nada. Gente, que perigo, juro. Enfim, vamos para obsessão atual, minha gente. Essa mesma amiga minha, Laura, me convenceu a testar uma nova atividade física que eu nunca tinha visto. Mas assim, ela pratica muito tempo e ela sempre fala, e ela fala, e ela fala, e ela falou tanto que ela me convenceu.
E agora eu fechei um pacote para treinar com ela. Não é treinar, é para me exercitar com ela, me movimentar com ela. O exercício é yoga com tecido. Vocês já viram isso? Eu fiz a minha primeira aula essa terça-feira. Eu estou toda roxa do tecido, mas eu estou obcecada. Eu vou tentar gravar uma aula para— nem sei se pode, mas eu vou tentar gravar para mostrar para vocês. Gente, é uma yoga, a professora fica ali com você, a gente fica um grupo pequeno, são 4 pessoas contando com a professora.
E aí você faz a yoga como se fosse tecido de circo, só que é um tecido em U, tipo assim, ele é pendurado no teto e ele faz um U. Então você se joga no tecido, você se estica no tecido, você usa o tecido para ficar de ponta-cabeça. Gente, eu nunca me senti tão esticada na vida. É muito delicioso, tô obcecada, mal posso esperar para semana que vem, para aula da semana que vem. E tem tudo a ver com o tema do episódio, que é leveza, né?
Eu queria, eu busquei fazer yoga porque eu tava fazendo só musculação e cardio, que é muito já para se a gente pensar que eu era sedentária até 2 anos atrás. Mas eu tava sentindo falta de ter um horário na minha agenda para eu esticar o meu corpo, sabe? E eu acho que vai fazer muito bem para as minhas dores da fibro. Pelo menos tenho sentido isso. E, gente, yoga é bom para tudo, né? Para respirar, para você se acalmar, para você se situar no seu corpo.
Enfim, tô animada, gente. Essa é minha obsessão atual, tá bom? Então chegamos ao fim do episódio. Espero que você tenha gostado. Espero que você tenha se sentido mais leve depois de toda essa conversa. Se você não me segue nas redes sociais, é @lela.brandão. Minha marca de roupas confortáveis para mulheres é a Lelabrandão.co, www.lelabrandão.co. Você tem desconto com o cupom GOSTOSACHORONA. Meu livro se chama Vertigem, já está à venda nas melhores livrarias do Brasil e também em Kindle.
E eu não poderia deixar de agradecer Melissa por puxar esse assunto do episódio e por patrocinar esse episódio. E não esqueçam de ir no link que eu deixei na descrição conhecer o Melissa Free High Bold, minha nova obsessão, tá bom? Então tá bom, meu povo, então a gente se vê na semana que vem, pode ser? Todas de Melissa Free High Bold, te encontro aqui de Melissa Free High Bold, pode ser? Então tá bom, gente, então um beijo, amo vocês e tchau!
Se você ficou até o final do episódio, faz parte do seleto grupo das mais mais, assim como Melissa. Faz parte do seleto grupo das mais mais. Nossa, perdão, arrotei, gente. Comenta aqui no Spotify ou no YouTube, se você tiver vendo no YouTube, ou nos cortes do meu Instagram, se você tiver no Instagram, com o emoji que representa leveza para você. Para mim particularmente é o que as folhinhas voando, sabe? Esse emoji das folhinhas voando, para mim esse é o emoji da leveza.
Mas qual é o emoji da leveza para você aí na sua casa? Comenta aqui e vamos popular os comentários com muita leveza e muitos emojis que representam leveza. Pode ser? Então tá bom. Então um beijo, amo vocês e tchau!
Melissa
Melissa Free High Bold