Episódios de gostosas também choram

querer agradar todo mundo vai ser o seu fim

25 de agosto de 20261h2min
0:00 / 1:02:19

esses dias uma querida pediu pra eu ajeitar minha postura e isso me fez refletir sobre como cada um tem prioridades completamente diferentes, e como a gente pode perder quem a gente é nas prioridades dos outros. nesse episódio vamos falar sobre a coragem de desagradar, e como esse desconforto é essencial pra gente conseguir ser feliz.

Nescafé Pro-Energy tem 15g de proteína, 100mg de cafeína e é zero lactose: o pré-tudo perfeito pra garantir a energia e o foco que a gente precisa na nossa rotina. a união perfeita entre energia, foco e gostinho de @nescafebr.

clica no link pra garantir o seu: 

https://www.amazon.com.br/stores/page/5852A73C-2BD1-43C2-89BF-B92E181B079C?channel=jun_midia

Use meu cupom LELABRANDAO50 e garanta 50% de desconto na primeira mensalidade do Plano de Saúde Petlove. Quem ama faz um plano petlove!

https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=spotify&utm_medium=influencer&utm_campaign=lelabrandao

*Exceto Plano Leve.Promoção por tempo limitado. O cupom pode ser desativado sem aviso prévio conforme disponibilidade. Não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove.

Quer deixar seu espaço de trabalho muito mais confortável? Conheça a Inpro e use o cupom LELABRANDAO para garantir 10% OFF na sua primeira compra!

https://inprostore.com.br/?utm_source=spotify&utm_medium=influencer&utm_campaign=lela_brandao

Meu livro, Vertigem, tá disponível aqui:⁠ ⁠⁠https://amzn.to/4uS5hvr⁠

se quiser me acompanhar no insta é ⁠@⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠lela.brandao⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

no tiktok é⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ @lela.brandao⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

se quiser ver minha marca de roupas confortáveis é⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@lelabrandao.co⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

o site é⁠⁠⁠⁠ www.lelabrandao.co⁠⁠⁠⁠

link do nosso grupo do whatsapp:⁠⁠⁠

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://whatsapp.com/channel/0029VaepZM54IBh7qBq21q3o⁠⁠⁠⁠⁠

Participantes neste episódio1
L

Lela Brandão

HostInfluenciadora
Assuntos8
  • Medo de desagradarNecessidade de agradar pessoas·Perda da própria identidade·Rigidez e vigilância constante·Expectativas alheias·Coragem de desagradar
  • A coragem de desagradar na práticaInteração pós-palestra·Crítica à postura·Reação pessoal·A tarefa de ser você
  • A tarefa de cada umDistinção entre tarefa própria e alheia·Prioridades pessoais vs. expectativas externas·Ser guardião de si mesmo
  • A batalha espiritual de não ser unanimidadeCríticas como inevitáveis para quem tem prestígio·Medo de exposição e controle da percepção alheia·Pedro Pacífico e a carreira de Bookster·A importância de aceitar o descontrole
  • A importância de focar na própria tarefaO pior que pode acontecer: ser odiado·Curar o medo de ser detestado·Carla Madeira e a sensação de ser amada·Evitar olhar para críticas online sem contexto
  • Aprovação externa vs. desaprovação internaInsatisfação com a validação alheia·Ciclo vicioso de agradar·Momentos estratégicos de adaptação·O custo de não ser você
  • Lidando com críticas ao livro 'Vertigem'Medo de críticas negativas·Crítica recorrente sobre excesso de referências·Aceitação do próprio estilo de comunicação·Diferenças de preferência literária·Marie Curie e o hate recebido
  • O perigo de agradar em relações familiaresDivisão desigual de tarefas domésticas·Sustentar o conforto alheio às custas do próprio·Ser agente do caos para desconstruir injustiças
Transcrição11 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LBLela Brandão

Oiê, minha filha, deixa eu te falar um negócio. Este seu desejo de ser unanimidade entre as pessoas que passam pela sua vida vai ser o seu fim. Chega! Esse seu desejo, essa sua necessidade de agradar as pessoas, não importa qual é o preço que você tá pagando, vai te levar para caminhos que vão desembocar tão longe de quem você é que você vai chegar ali no fim da linha detestando cada célula do seu corpo e pensando: por que eu fui a minha única amiga?

Sabe aquele tweet da Rita Lee que é: eu sou minha única amiga e sou falsa? Porque eu fui falsa comigo mesma, porque eu não fui fiel a mim mesma. Esse tema, que é o medo de desagradar, vira e mexe volta aqui no podcast, porque eu acho que é um tema que a gente nunca esgota. É É um tema que a gente nunca resolve 100%, especialmente quando a gente é mulher, não é mesmo? E já tem outros episódios com esse tema, tem um que inclusive chama O Medo de Desagradar, ou A Coragem de Desagradar, alguma coisa assim.

Mas eu vou vivendo, coisas vão acontecendo, e eu vou tendo novas perspectivas sobre esse assunto. E essa batalha espiritual é a minha batalha espiritual atual. Eu tenho recebido notícias do universo de que eu andei um bom caminho, mas que o caminho pela frente é maior ainda. E temos muito o que conversar sobre o medo de desagradar, especialmente quando somos mulheres, tá? Que é o seguinte: eu tenho um objetivo de vida que surgiu no começo desse ano, que é se tornar a mulher mais relaxada do mundo.

Esse é o meu objetivo, porque eu quero viver de acordo com o meu lema de que uma mulher confortável em si é uma revolução. Eu quero ser essa revolução e eu quero estar cada vez mais relaxada em quem eu sou. Eu quero chegar nos lugares confortável e relaxada. E eu acho que eu já consegui subir alguns degraus. E eu percebo que eu consegui subir alguns degraus quando a vida me apresenta umas situações que eu falo, nossa, eu acho que se essa situação tivesse acontecido alguns anos atrás, eu não teria reagido dessa forma, eu teria me enrijecido.

Porque o que que eu acho? Quando a gente tem como prioridade agradar outras pessoas, a gente tá sempre vigilante a respeito de si mesmo. Porque se a sua prioridade é corresponder com a sua fantasia da expectativa do outro, porque você nem sabe o que que o outro tá esperando, mas você já tá se antecipando para preencher e corresponder essa expectativa. Quando eu penso nisso, eu penso numa mulher rígida. Eu penso em mim mesma me apertando, apertando a mão, com o ombro quase na orelha, a barriga flexionada, como é que chama isso, tensionada, sabe, uma rigidez, porque você tem que estar sempre vigilante.

E quem que tá te vigiando? Você mesma. E eu não quero isso, porque isso te traz desconforto, isso te traz doenças crônicas, isso te traz 7 tipos de úlcera diferente, isso te traz uma vida que não é a sua vida, e sim a vida que você imagina que os outros querem que você viva. Estou fora, tá? E aí, de vez em quando, a vida vem com as expectativas dos outros realmente assim palpáveis. E aí você tem um breve segundo para decidir o que que você vai fazer com isso.

E geralmente você não consegue decidir isso conscientemente, você reage com o que realmente tem dentro do seu coração. E aí vem aquela ressaca moral do eu devia ter falado isso. Aí você vai no banho e você fala, ai meu Deus, eu não deveria ter topado isso, não deveria ter sorrido, não deveria ter rido da piada quando eu era a piada. E isso aconteceu numa interação muito breve e inofensiva, tá? Eu vou trazer aqui deixando muito claro que não foi nada traumático, nada, ó meu Deus, coitado que ela passou por isso.

Foi uma breve passagem que me deu a ideia desse episódio e eu vou explicar o porquê. Mas assim, quero deixar claro que eu tenho consciência de que não é nada grave, tá? Que foi o seguinte: recentemente eu fui dar uma palestra às 6 da tarde. Essa informação é importante, vocês vão entender por quê. Depois de um dia inteiro de trabalho em que eu tive vários compromissos ao redor de São Paulo. Se você mora em São Paulo, você sabe quando você tem um compromisso fora de casa, fora do seu endereço de trabalho ou fora da sua casa, no caso eu tava trabalhando aqui perto da minha casa, se você precisa ir para outro bairro, isso já acabou com seu dia, que você vai pegar um trânsito desgraçado.

Aí, para voltar, você bota aí na conta menos uma hora no mínimo do seu dia, no mínimo, se é um bairro perto. E eu tive uns 3 desses compromissos fora de casa. Cheguei nessa palestra que era super longe da minha casa, super cansada. Tive gravação, tive reunião, tive um monte de coisa que me exigiu muito. Tive que editar umas coisas, tive que decidir coisa. Então eu já tava bem esgotada, mas tomei meu café, fui dar minha palestra, tava super animada.

Inclusive foi ótima a palestra. Mas depois da palestra acontece uma coisa engraçada, geralmente quando eu apareço nesses lugares assim, que tem sempre as integrantes do Clube das Mais Mais, né, as divas que ouvem o podcast, são minhas fiéis, que vêm. Eu amo encontrar vocês, tirar foto e tal. Mas tem pessoas que eu também adoro encontrar, mas nesse caso resultou em uma cena engraçada, que não me conhecem, mas veem que as pessoas me conhecem e querem ir lá tirar foto comigo para garantir, né, porque se algum dia eu ficar famosa pelo menos já tem a foto.

E aí tinha uma dupla, né, duas amigas, eram duas mulheres um pouco mais velhas do que eu, elas tinham, sei lá, uns 10, 15 anos a mais do que eu, e elas não me conheciam. Elas falaram, elas me falaram que elas não me conheciam, mas que adoraram a palestra e tal, e queriam tirar uma foto comigo. E aí veio uma tirar foto enquanto a outra fotografava. E a que, vamos chamar, que veio tirar foto comigo de Ana, tá? Aí a Ana se ajeitou assim do meu lado.

Aí ela fez assim, estufou o peito para cima, esticou a cabeça e perguntou para— vamos fingir que o nome da outra que tá fotografando é Carolina. Aí ela perguntou para Carolina: Carolina, minha postura tá boa? E aí eu só tava lá, tirei foto com ela, ela perguntou da postura dela. E aí elas trocaram de lugar, a Ana foi fotografar e Carolina veio tirar foto comigo. No que Carolina veio tirar foto comigo, Ana pegou o celular e falou a seguinte frase: ajeita a postura aí, né, Lela?

Quando ela falou essa frase, Ana me falou essa frase, eu já estava assim sem carisma internamente, né? Porque quando eu encontro pessoas, eu sempre tento manter o meu carisma, porque enfim, é gostoso encontrar as pessoas na vida real também. Mas assim, eu já tava no pós-palestra, já era um, sei lá, para mais de 7 da noite, tava cansada, sem neurônios. E aí o que aconteceu quando ela me falou isso? Ajeita essa postura aí, né, Lela?

Eu não tô conseguindo fazer o tom, mas era um tom de cobrança, tá? Tipo, imaginem um tom de cobrança. Aconteceu tantas coisas na minha cabeça. A primeira coisa que aconteceu foi, eu lembrei dela ajeitando a postura aqui do meu lado e perguntando para Carolina se a postura dela tava boa. E imediatamente eu senti pena dela. É horrível sentir pena das pessoas, mas eu me senti mal por ela porque eu fiquei imaginando que ela vive a vida dela vigilante a respeito da própria postura e monitorando a postura das outras pessoas também.

E julgando, nossa, olha a postura daquela pessoa. E isso é realmente, essa preocupação realmente é uma preocupação que não passa na minha cabeça. Eu estou preocupada em ficar confortável, e a postura que eu tava assumindo ali era a postura mais confortável que eu conseguia estar. E não era a expectativa dela. A expectativa dela é que eu tivesse sim com uma postura de bailarina. Por quê? E aí isso ficou muito claro para mim na hora que ela fez isso, porque a expectativa que ela tem sobre ela é de ter essa postura de bailarina.

Por que ela tem essa expectativa sobre ela? Eu não sei. Será que ela teve uma mãe que cobrou muito? Ajeita a postura, ajeita a postura. Será que ela foi bailarina e ela foi realmente muito criticada pela postura ao longo da vida? Será que alguém falou isso? Será que ela viu isso em algum lugar? Algo fez isso na vida dela em que ela se tornou muito vigilante a respeito da própria postura, a ponto de não conhecer uma pessoa e se sentir Não sei nem se no direito, mas eu acho que no dever de cobrar a pessoa por uma postura que ela nem sabia que ela não tinha.

Então abriu essa aba na minha cabeça em que eu me senti mal por ela, por ela carregar essa preocupação dentro de si. A segunda coisa que me veio foi a Mari Krieger. Quem conhece a Mari Krieger, bióloga que faz conteúdos incríveis sobre ciência? A Mari Krieger falando que não existe postura correta, existe a sua postura. E a postura que você consegue ficar mais confortável no dia a dia. E a terceira coisa que me passou pela minha cabeça foi: quando ela falou isso, as duas começaram a rir de mim, e eu não achei graça, e eu não ri.

E aí eu não ri e ficou um clima estranho. Isso milésimos de segundo, tá, gente? Elas riram entre si, olharam para mim, riram da minha postura, e eu fiquei ali sem dar risada. E a minha resposta, e aí eu fiquei muito satisfeita com a minha resposta, a minha resposta foi: não, essa é a minha postura mesmo. E aí tiramos a foto, beijos, duas queens super simpáticas. Depois a gente ficou conversando. Um beijo se você tiver ouvindo, eu duvido que você esteja ouvindo inclusive, mas se você tiver ouvindo, um beijo.

E aí isso ficou na minha cabeça, tipo: olha só o que eu consegui responder em poucos segundos, porque eu poderia ter adotado vários caminhos. E aí, como que a gente faz na nossa vida, né? As pessoas vêm com expectativas reais, né? Tipo assim, ou realmente a pessoa vem te cobrando de alguma coisa, como nesse caso ela tava me cobrando da minha postura, ou tem expectativas que você imagina que as pessoas tenham sobre você, né? Independente de serem fantasias suas ou reais, né?

As pessoas realmente estão te cobrando de coisas. Você tem um monte de coisas para fazer sobre isso quando você é se depara com as expectativas do outro. Você pode corrigir sua postura, você pode falar: ai, desculpa, se sentir mal, envergonhada e inadequada pela sua postura. E aí você corrige sua postura para foto da pessoa. Você pode se revoltar contra a pessoa e falar: que absurdo, você me cobrar da minha postura! Você não sabe que eu estou trabalhando desde as 8 horas da manhã, de lá para cá, eu estou cansada.

E eu, e sabe, você pode se revoltar contra a pessoa e você pode várias outras coisas, mas no meu caso você pode simplesmente falar: eu sou eu. E foi o que eu fiz, eu falei: essa é minha postura. E não achar graça da piada dos outros quando a piada, o centro da piada é você. Eu não acho que elas fizeram por mal nem nada disso, e mais uma vez isso não foi nada grave nem traumático, mas eu achei tão simbólico do que que a gente é capaz de fazer para o lado bom dessa história, né?

Como a gente consegue construir pouco a pouco, em formiguinhas, né, em passo de formiguinha, uma relação consigo mesma de fidelidade, a ponto de em um milissegundo você não precisar nem pensar conscientemente, tipo assim, tá vindo uma expectativa, que que eu vou fazer? Vou agradar? Vou desagradar? Vou topar? Não sei o quê. Você automaticamente deixar ter algo tão bem construído dentro de si que o que sai é eu sou eu. Eu sou eu.

E aí isso me lembrou uma passagem de um livro que eu li há muito tempo atrás, que se chama A Coragem de Não Agradar, que é um livro bem, bem massa assim. Eu li, acho que deve fazer o quê, uns 7, 8 anos esse livro. Queria reler inclusive, que é sobre um psicólogo, eu acho que se chama Adler, é a filosofia dele. E aí é um diálogo entre um aprendiz e um professor. Posso estar falando besteira, tá, mas eu acho que é isso. E eu lembro que ficou comigo uma, um conceito que tinha esse, que tinha nesse livro, que era o que é a tarefa de cada um.

Eu acho esse conceito de uma preciosidade, simplicidade, para você conseguir pelo menos compreender o que que tá sendo posto na mesa, e ao longo do tempo você absorver tanto isso que isso vira automático para você, que é o seguinte: Na vida você tem que ter muita consciência do que que é a sua tarefa e do que que é a tarefa do outro. A sua tarefa é ser você, a tarefa do outro é ser ele. Não tem como invadir a tarefa um do outro.

Eu não tenho como fazer você ser menos você porque eu quero que você seja menos você, assim como eu não vou ajeitar minha postura porque você se preocupa com a sua postura. Na hora que a gente confunde a tarefa de cada um é a hora que a gente pode se perder. E eu digo pode se perder porque muitas vezes o outro tem coisas legais a te acrescentar, mas isso tem que vir da sua tarefa de ser você. Se eu tivesse essa preocupação na minha vida, ai, eu sentei para fazer meu vision board, coloquei assim: uma das grandes prioridades da minha vida nesse ano é melhorar minha postura.

Aí eu poderia ir para o Pilates, eu poderia ir não sei o quê. E aí Nessa ocasião, quando a pessoa me chama atenção sobre a minha postura, poderia até ser de ajuda, né? Poderia me ajudar, porque a minha prioridade realmente é melhorar minha postura. Então a pessoa chamar minha atenção sobre quando a minha postura não tá ideal para ela, no caso, pode até me ajudar a lembrar do que era a minha prioridade, que era minha postura. Mas no meu vision board, a minha prioridade é viajar com as minhas amigas, a minha prioridade é comer, desenvolver uma alimentação saudável, a minha prioridade é aprender a fazer latte art, a minha prioridade é alcançar algumas conquistas profissionais.

Postura não é minha prioridade. Então eu não vou deixar o que é a minha prioridade se misturar com a prioridade do outro, porque aí eu vou me perder. Porque se a gente— isso é uma interação— se a gente pensar em todas as pessoas que compõem a nossa vida, cada uma tem a sua própria prioridade, cada uma tá ocupada com a tarefa de ser si mesmo, né, de ser a si mesmo. E às vezes essa pessoa pode deixar escorrer as expectativas e prioridades que ela tem para si própria, para você.

E aí, quem que vai ser a guardiã de quem é você? Do que é ser você. Só você tem como ser essa guardiã, só você tem como falar: essa é a minha postura mesmo, e se quiser tirar foto comigo vai ser com essa postura mesmo. Quem que vai fazer isso para você além de você mesmo?

?Voz B

Só quem tem pet sabe o nervoso que dá quando aquele serzinho responsável pela sua estabilidade emocional começa a passar mal.

LBLela Brandão

Né?

?Voz B

Sem contar que além da preocupação com eles ainda tem o tratamento, os remédios e o medo da conta que vai chegar. Tô errada? Foi por isso que eu achei muito legal essa novidade da Pet Love. Eles lançaram o primeiro programa de benefícios de medicamentos para pets do Brasil. É igualzinho aos programas de desconto em remédio que já existem para gente, sabe? Então agora nossos pets também têm. Funciona assim: quem tem o plano de saúde Pet Love pode adicionar o clube por só R$2,90 por mês e liberar o benefício.

Assim você consegue até 40% de desconto em medicamentos selecionados e 25% em rações medicamentosas. Logando com a sua conta no site da Pet Love, o desconto aparece direto nos produtos participantes. E o plano, vocês já sabem, né? Tem mais de 8 mil parceiros pelo Brasil, cobertura para consultas, vacinas e exames sem carência e sem mudança de preço por raça, porte ou idade. No link da descrição tem todos os detalhes e o cupom LELABRANDÃO50 te dá 50% de desconto na primeira mensalidade do plano.

Depois é só adicionar o clube por R$2,90 para liberar seus descontos e o programa de benefícios. Plano de saúde Pet Love: quem ama faz um plano Pet Love. Obrigada, Pet Love, por patrocinar esse trecho do episódio. Voltando.

LBLela Brandão

E vira e mexe eu tenho frases que ficam voltando para minha cabeça, elas voltam sutilmente até a hora que eu consigo perceber que elas estão na minha cabeça, sabe? Você tá lavando prato, tá escovando dente, tá fazendo alguma coisa automática, vem uma frase e aí ela passa tão rápido que você não percebe. E esses dias eu consegui catar uma frase que tava na minha cabeça, que era: aprovação externa nunca vai ser maior do que a desaprovação interna.

Você topar viver a partir das expectativas do outro que o outro tem com você nunca vai ser tão satisfatório quanto viver as próprias expectativas. E quando você topa isso e fala assim, não, a minha prioridade agora é agradar o outro— claro que você não vai fazer isso conscientemente, mas quando na inércia você acaba topando agradar o outro, e agradar o outro pode ser desde adotar os sonhos do outro como seus, desde, sei lá, adequar a sua aparência ao que o outro espera que você em adequar o seu curso da sua carreira ao que o outro espera de você, adequar o jeito que você se comunica, fala mais baixo, fala mais alto, não ri assim, ria desse jeito, você adequar suas características ao que o outro espera de você, o quanto você se sente bem com a validação do outro nunca vai ser maior ou igual ao quanto você se sente mal por não estar sendo você.

O incômodo de não ser você sempre vai ser maior do que o que é massa de receber a validação externa, principalmente porque na hora que você recebe a validação externa— então vamos fingir que alguém te falou que você fala muito alto, e aí você começa a falar mais baixo, e aí você começa a falar mais baixo, e aí a outra pessoa ama que você fala mais baixo e fala: nossa, arrasou, tá falando mais baixo. Isso vira como se fosse um pré-requisito, entendeu?

A pessoa conseguiu isso de você, agora é um pré-requisito que você fale baixo. Aí o seu esforço de falar mais baixo, que não é o seu natural, seu natural é falar alto, ele já é considerado como feito, como dado. Só que o esforço que você tem para continuar falando baixo é o mesmo ou maior. E aí vira um ciclo vicioso que depois para você quebrar é muito mais trabalhoso. E aí quando você começa falar alto de novo, a pessoa fala: ué, tá falando alto?

Já não te falei para falar baixo? E aí você fala: mas eu falei baixo aquela vez que você me pediu para falar baixo, mas o meu natural é falar alto. E aí você se depara com uma situação onde você precisa decidir se você vai continuar falando baixo para manter aquela pessoa na sua vida, sabendo que isso significa se domar, né, domar a si própria. E se vigiar constantemente para que aquela pessoa continue ali, ou se você vai falar: essa sou eu, se quiser tirar foto comigo vai ser assim, e voltar a falar alto e deixar a pessoa fazer a tarefa dela, que é escolher se ela vai topar estar com uma pessoa que fala alto ou se ela vai querer ir embora.

E se ela quiser ir embora, vai doer péssimo, mas assim, gostosas também choram, a gente dá uma chorada e e segue a vida sabendo que o trabalho, topar o trabalho de se vigiar para agradar outra pessoa, não é uma boa ideia em geral. Existem momentos estratégicos, principalmente quando a gente tá falando de carreira, que isso é ideal. Mas aí você tá jogando o jogo com as peças que você tem em prol de si mesma, né? Sei lá, você tá no ambiente de trabalho, finge, vou dar um exemplo clássico, tá?

O seu natural é chegar atrasada porque você odeia acordar com despertador. Então muitas vezes você atrasa porque você acordou 5 minutos depois, e isso acaba virando uma bola de neve. Você chega no trabalho atrasado o tempo todo, mas esse é o seu natural. Só que a moeda de troca é: se você chegar atrasado mais uma vez, teu chefe vai te demitir. Então talvez seja melhor você moldar isso aqui Porque você não quer perder esse emprego, porque você precisa da grana.

Então, para isso, você vai moldar. E aí você fala: ah, tá, então eu topo acordar com despertador porque eu não quero perder esse emprego. Entre o que que é pior para mim, acordar com despertador ou ficar desempregada? Aí você que vai responder. Finge que é ficar desempregada. Então, como eu estou jogando o jogo com eu sou a jogadora e essas são as regras do jogo, eu preciso me defender nesse jogo. Não vou colocar o despertador.

Deu para entender? Quando é em prol de um interesse que você tem, beleza, você faz até que você vê o que que compensa. Agora, se a gente tá falando de uma coisa que nem é um jogo que você tá jogando, que é a sua vida, suas relações, as pessoas que estão à sua volta, o jeito que você fala, o jeito que você se expressa, o jeito que você se apresenta, será que compensa? E aí tem uma pequena armadilha, minhas queridas, que é: sempre tem alguém que topa, né?

E aí vem as pessoas— não esse caso do trabalho, tô falando relações— sempre tem alguém que topa. Então vamos fingir que na sua família apenas as mulheres lavam a louça depois do almoço ou do jantar, só as mulheres. E você tem uma irmã, correto? Aí você tem uma irmã, um irmão, um pai e uma mãe dentro da sua configuração familiar. Aí vocês almoçam depois que vocês cozinharam, você, sua mãe, sua irmã cozinharam todo almoço, serviram o almoço, os homens chegam, comem, levantam, deixam os pratos na mesa e vocês são responsáveis por lavar.

Por quê? Porque não tem explicação. Por quê? Porque o machismo existe. E aí chega uma hora que você se revolta, você vê isso, fala assim: gente, eu não vou fazer isso, chega! Tipo assim, esses homens precisa fazer alguma coisa, precisa aprender a lavar uma louça, precisa pelo menos cozinhar, ir no mercado, sei lá, tá injusto. E aí você para de lavar louça, mas a sua irmã não para. E aí a sua irmã vai lá e fala: não, tá bom, eu vou continuar lavando.

E você começa a sentar para assistir o jogo junto com os rapazes. E aí começa uma revolta, né? Porque assim, gente, enquanto você tá sustentando o próprio desconforto, o conforto reina ao seu redor, né? A tranquilidade reina ao seu redor às suas custas. E aí sempre vem uma voz assim: mas por que que você não quer mais lavar a louça? Por que que você tá reclamando? Olha sua irmã, sua irmã tá lavando a louça numa boa, ela nunca reclamou.

Aí, minha filha, aí qual que é a única resposta que a gente consegue dar para essa situação? E aí você fala assim: olha, eu não dou conta, não dou conta de domingo, que é o dia que eu tenho para descansar, acordar cedo, cozinhar desde o começo do dia, servir o almoço, botar a mesa, tirar a mesa, lavar a louça. Eu não dou conta, eu quero descansar. Aí sempre tem a voz que fala: mas olha a tua irmã, tua irmã também tem, ela também trabalha igual você, ela também tem os mesmos compromissos que você e ela super dá conta e ela nunca reclamou.

Olha ela lá lavando a louça enquanto você tá reclamando aí sentada. Aí olha a diferença que faz as palavras que a gente usa. Será que a pessoa que está sustentando o conforto coletivo nas custas do próprio desconforto, mesmo que ela não fale nada, ela está dando conta? Ela está sendo melhor do que você, né, entre aspas, assim, ela tá indo melhor do que você na vida? Ela está dando conta ou ela está topando algo? Que se a sua irmã, ah, mas sua irmã aceita isso, mas problema da minha irmã.

Ela tá com 7 diagnósticos diferentes de úlcera. Eu tô fora, eu não vou, eu não vou fazer isso. E às vezes, gente, a gente tem que ser o agente do caos mesmo. Eu fui essa agente do caos em várias configurações, inclusive familiares, de que você às vezes você topa coisas para evitar sobrecarga de uma pessoa, e aí você que acaba se lascando. E às vezes o que a pessoa precisa é mesmo ficar sobrecarregada para ela explodir você explodir junto e aí desconfigurar todo o esquema que tá sendo feito para que vocês reconstruam uma coisa que ninguém fique sobrecarregado, que todo mundo fique igual, que fique menos injusto.

Nossa, gente, vamos dar uma pausa, vamos dar uma pausa rapidinho para fazer uma coisa que vocês sabem que eu amo, que é tomar café gelado. Agora que eu descobri Nescafé pronto para beber, menina, Minha vida ficou muito mais fácil, que é só abrir e tomar. Servidas! Um café saboroso, cremoso, geladinho, para a gente tomar enquanto a gente papeia. Quem tá aí do outro lado aí na sua casa tomando um Nescafé gelado aí, pronto para beber?

E esse aqui que eu tô tomando ainda tá disponível em 4 sabores diferentes. Hoje eu tô tomando o sabor latte. Experimenta aí, minha filha, você não vai se arrepender. Então obrigada, Nescafé, por patrocinar esse trecho do episódio. E por que que eu falei de ser unanimidade, né? Eu acabei de voltar da Flip e eu ouvi conversas muito inspiradoras e relatos sobre isso, principalmente sobre como lidar com crítica. É engraçado, né, que quem tem muito prestígio nesse, nesse lugar da literatura, mas acho que em qualquer lugar, quem tem muito prestígio acaba tomando uma toada de crítica.

É assim, invariável, invariável. Gente, nem Jesus agradou a todos. Quem somos nós, né? Quem somos nós? Quem é você, minha filha? Quem sou eu a ponto de querer agradar todo mundo? E aí eu fiquei pensando, e na Flip eu ouvi meu amigo queridíssimo, incrível, talentosíssimo, bookster, que é o Pedro Pacífico, falando sobre uma coisa que me deu muita perspectiva de que se você quer ser você autenticamente e colher os frutos disso, seja profissionalmente, seja na vida, se você quer ser grande quer ter sucesso, seja qual for o tipo de sucesso que você quer ter na sua vida, você precisa vencer essa batalha espiritual, que é a de entender e topar a ideia de não ser unanimidade.

Não tem como, não vai ter como. Eu já vou te falar agora, eu tenho uma amiga que ela é muito querida por todo mundo, e é esse vício por ser querida, eu vejo o quanto isso enrigidece ela e quanto deixa ela paranoica de, ai, será que eu falei aquilo? Será que eu falei isso? E eu falava, amiga, mas se essa pessoa, sabe, se o frentista do posto de gasolina de Piracicaba te interpretou mal, sabe, você não mandou ele tomar no cu, tipo assim, tá tudo bem.

Isso te coloca numa prisão rígida assim. E o que o Pedro falou numa mesa me deu muita clareza sobre isso, porque ele falou assim, o Pedro começou a carreira dele, ele era advogado, né, ele tinha um trabalho formal como advogado, e ele sempre foi muito apaixonado por literatura, e ele queria fazer conteúdo sobre isso. Só que ele tinha um segredo que ele guardava, que era que ele é gay, e ele só revelou isso para família, para si mesmo até, e para as pessoas mais tarde do que a gente tá acostumado, assim, acho que perto dos 30 anos.

Então ele viveu uma vida dupla assim, basicamente, em que ele tentava esconder de si mesmo quem ele era e das pessoas com quem ele convivia. Então ele começou a ter esse trabalho na internet em que ele nem colocou o próprio nome, ele colocou Bookster, e ele não aparecia nos conteúdos. E o que ele falou nessa mesa é que ele fazia isso porque ele tinha muito medo de que as pessoas percebessem que ele era gay e expusessem isso. E aí, palavras dele, né?

Ele falou: na vida real, você tá conversando com 3 amigos, você consegue controlar o que esses 3 amigos estão achando de você. Porque quando você tá escondendo um segredo tão grande quanto o dele, você fica profissional em ver sinais do que que a pessoa tá achando, do que que ela tá pensando sobre você, se alguma coisa tá em dúvida. E aí você fica tão profissional nisso que o seu automático é controlar o que as pessoas estão achando de você.

Gente, olha que rigidez! Ih, Judeus, só de pensar já me dá, já me dá dor nas costas. E aí chegou uma hora que ele entendeu que ele, para ele virar nessa carreira que ele gostava tanto, né, assim, ele falou que teve um momento que ele ganhou 10 mil seguidores, aí ele tava com 20 mil seguidores assim, e amiga dele falou: você gosta mesmo disso? Porque tá ficando sério o negócio. E ele teve que topar esse descontrole total que é o que as pessoas vão pensar de você, sobretudo na internet, gente, que é assim, o limite não existe, né?

Internet tá no mundo inteiro, quase no mundo inteiro. Então você não tem como controlar o que milhões de pessoas estão achando sobre você. Então olha como é importante isso, né? Ele, para ele topar a grandeza de quem ele é hoje, ele tem mais de 1 milhão de seguidores. Eu acabei de voltar da Flip, até mandei um áudio super emocionada para ele Porque a importância que ele tem, né, e que o mercado falou assim, eu acompanhei várias mesas dele e todo mundo muito elogioso sobre ele e o que ele faz pela literatura, né, de democratizar a literatura, trazer essa discussão de uma forma simples para que mais pessoas se sintam parte, movimentar o mercado dos livros, que é tão importante, né, gente, sobretudo no Brasil, que as pessoas leem pouco, né, em relação ao resto do mundo.

E se ele não tivesse topado o total descontrole, total falta de controle que você tem do que as pessoas pensam sobre você, ele não seria quem ele é, né? Porque ele teria se autossabotado para que ele não ficasse tão grande a ponto de tantas pessoas verem ele, desconfiarem de que ele era gay. Inclusive, meu amigo, amo você, um beijo. A gente sonha há muito tempo, eu e o Pedro, de fazer algum projeto juntos. A gente até pensou em fazer um podcast juntos uma época, Enfim, um dia vai sair, né, meu amigo?

É que esse meu amigo, gente, ele não para no Brasil. Ele tem um clube de leitura que chama Bookster Pelo Mundo, e aí ele viaja pelos países aonde os livros foram escritos. Então ele nunca tá no Brasil, é uma coisa, mas vai sair. Comenta aí se você quer que saia um episódio com o Bookster, o episódio não, o projeto com o Bookster, não sei o que que a gente vai criar. E olha só a quantidade de energia que você tem que depositar para ser unanimidade.

Será que compensa tanto, gente, ser unânime? Tipo assim, as pessoas terem uma opinião unânime sobre você, sendo que primeiro que você não tem controle sobre o que que a pessoa pensa sobre você, segundo que você nunca sabe o que é da própria pessoa, o que é a tarefa da própria pessoa e o que que é você. Ou seja, você nunca sabe se a pessoa sofreu um trauma sobre a própria postura e tá depositando esse trauma em você e te cobrando de se adequar a vigilância que ela mesma tem sobre si mesma.

E terceiro, que você nunca tem, não vai ter como saber o que as pessoas estão falando sobre você pelas costas, ainda mais quando você tá na internet, né, gente? Eu tive uma experiência recente que foi, eu tenho recebido muita gente postando sobre meu livro com resenhas lindas. Todo dia eu vejo os stories que vocês me marcam falando do livro e o que eu tenho ouvido de vocês ao vivo Tudo isso me toca de uma forma tão incrível, porque o livro é uma coisa tão íntima, né, que eu escrevi.

E ver que ele fez sentido para tantas pessoas. Meu livro, para quem não conhece, Vertigem: A Coragem de Escutar o Vazio e Encarar o Seu Corpo. Eu deixo sempre o link aqui nos comentários, inclusive. Vamos movimentar o mercado de livros. Mas faz um pouco mais de um mês que ele foi lançado, né, que chegou para as pessoas. E eu até agora não li, não entrei nas reviews da Amazon e não tinha entrado do Scooby porque eu fiquei com muito medo.

Eu durante toda a escrita do meu livro eu fiquei com medo de receber uma crítica péssima ou ligeiramente ruim e isso me machucar muito profundamente, porque foi algo que eu investi muito da minha energia e do meu tempo e de mim, né, para criar. E aí eu um dia eu tava na análise muito muito preocupada com tudo isso e preocupada com publicar o livro. Tava quase desistindo, cancelando o contrato. E aí a minha analista falou, Lela, tem gente que não gosta do Saramago.

Você acha mesmo que não vai ter ninguém que não vai gostar do seu livro? Tem pessoas que não gostam do Saramago. Tipo assim, tem pessoas que— teve gente que foi desagradada por Jesus. Tipo assim, tava lendo também aquele livro do A Ridícula Ideia de Nunca Mais Te Ver, que que fala da história da Marie Curie. E minha gente, a Marie Curie, que descobriu o raio-X, tipo assim, descobriu o rádio, foi uma contribuição mundial, global, atemporal, universal para ciência, para o mundo, para saúde, para muitos.

Ela em vida, ela desagradou horrores por conta dos relacionamentos dela, porque ela foi viúva muito cedo e ela começou a se relacionar com outro cara que era casado, mas aí o cara queria se separar E ela sofria hate da comunidade acadêmica. As pessoas não queriam falar com ela por conta dos relacionamentos dela. Cinema rico ri, agradou. Quem és tu, minha filha, que tá querendo ser unânime? Isso vai te levar para o fundo do poço.

E aí eu fui ler as minhas reviews do livro do Scooby, porque uma— eu postei assim uma resenha de uma menina que fez livro muito lindo assim, que que ela postou nos Stories, eu repostei. Eu falei, será que algum dia eu vou ler as resenhas de vocês sem chorar? Que eu sempre me emociono. E aí uma menina comentou assim, sabe esses comentários que aparecem assim nos Stories que mostra, mostra o balãozinho assim lá no meu perfil, que é @lela.brandão, se você não segue?

Ela comentou assim, Lela, você tem que ler as resenhas que nós leitoras estamos fazendo lá no Scoob. O Scoob é um aplicativo de leitura. Eu tô inclusive no no Scooby, se quiser me seguir, mas eu não uso como rede social, eu só uso para registrar o que que eu li, né? E aí eu tomei coragem, falei tá. Aí ela comentou isso e um monte de gente começou a comentar: sim, lê no Scooby. Eu fiz resenha, fiz resenha. Aí eu abri o Scooby para ler.

E aí adivinha o que eu encontrei? Coisas boas e ruins, né, gente? Como tudo que existe no mundo, tem pessoas que gostam, tem pessoas que não gostam. E uma crítica recorrente ao meu livro, entre muitas resenhas positivas, lindas, maravilhosas, de pessoas super generosas que tiraram tempo para falar o quanto que gostaram do livro. E me emociona muito ler essas críticas, né, enfim, positivas. Tiveram críticas negativas, muito menos, né, do que positivas, mas elas tinham um tema recorrente, que é as pessoas acharam que eu trouxe referências demais.

Ah, mas ela trouxe muitas referências, toda hora ela busca uma referência e tal. Tipo assim, ah, eu não gostei porque ficou muitas referências e tal. E aí eu fiquei tão feliz em ler isso Porque é aquela frase da Ana Suí, né? A realidade é um alívio. Porque na minha cabeça poderiam me criticar por ser burra, por ser, por escrever mal, por isso, por aquilo. E podem realmente me criticar, mas a crítica recorrente é o excesso de referências.

E quando eu li essa crítica do excesso de referência, eu fiz a mesma coisa do essa é minha postura mesmo. Eu fiz, eu pensei assim, esse é meu jeitão mesmo, esse é o jeito que eu penso, esse é o jeito que eu crio podcast. Vocês conhecem, eu sempre falo de um livro, depois alguém falou alguma frase, e aí eu pensei isso e trago uma experiência pessoal. Isso é o meu jeitão, é quem eu sou, é assim que eu me comunico, é assim que eu penso, é assim que eu estruturo pensamentos.

Eu não tenho como ser de outra forma. Se eu quiser, eu tenho, mas agora eu tô mais interessada em ser eu mesma. E tudo bem se isso não agradar outra pessoa. E aí depois eu fiz um exercício muito bom, que foi entrar nas reviews, que é nas resenhas que essas pessoas fizeram sobre outros livros. E aí eu vi muito claramente que em geral as pessoas que não gostaram do meu livro, elas gostam muito mais de um outro gênero de livro, que é tipo assim o romance, ficção, uma ficção tipo não é bem adolescente, é tipo de jovem adulto, sabe, que eu adoro também.

Mas às vezes a pessoa só tem outra preferência, não quer dizer que você é uma merda, não quer dizer que você precisa adequar o seu, você Aí então quer dizer que porque a Maria Antônia gosta de romances adultos, que agora eu preciso escrever romance adulto? Não, tem um monte de gente escrevendo romance adulto. Eu vou fazer o que sou eu, a minha tarefa é ser eu, e tudo bem, entendeu? Teve uma outra mesa que eu fui, que foi também do Bookster.

Com as divas icônicas que são a Socorro Ascioli, que escreveu dois livros que eu já falei para vocês que eu amei muito e recomendo muito. Se você não leu, é A Cabeça do Santo. E ela escreveu vários livros, os que eu li são esses, tá? A Cabeça do Santo e Oração para Desaparecer. E a Carla Madeira, que também escreveu dois livros que eu adorei, que são Tudo é Rio e Véspera. E eu quero ler agora Natureza da Mordida. E parece que ela vai lançar um novo que chama Quando, que o Walter Gumain falou que é um dos livros favoritos dele.

Enfim, elas são divas da literatura, gente. Mesmo que critiquem os romances delas, etc., mesmo que existam críticas, eu andando pela Flip, elas são as rockstars. Tipo assim, tem várias pessoas, claro, mas elas são uma centralidade muito importante na literatura atual brasileira. E aí o Boxster muito gentilmente, de uma forma super sutil, perguntou como que elas lidavam com essas críticas. Né? Porque é isso, todo mundo que tem algum sucesso, né, alguma prosperidade, alguma visibilidade, existe uma parcela.

Quanto mais visibilidade você tem, mais parcela de haters, maior a parcela de críticas que você recebe. E aqui a gente tá falando, gente, gostaria de fazer essa distinção, que não estamos falando, por exemplo, de influenciador. Vou dar um exemplo, tá? Influenciadores que tem milhões de seguidores e fazem publi de bet e colocam os posicionamentos horrorosos. Não estamos falando disso. Tipo, quando você está fazendo algo que é eticamente e até juridicamente errado, é claro que você merece críticas e hates.

A gente tá falando de uma desaprovação que é natural quando você vive em sociedade, mesmo quando você não fez nada errado ou certo. E o que é errado ou certo, né? E Será que a gente não tem direito de errar? Enfim, tem tantas discussões. Mas voltando, e aí o Pedro pergunta para elas, e para mim foi muito surpreendente essa pergunta, porque na minha ignorância, né, e no meu meio limitado de circular na literatura, assim, não sou interna, né, no mercado de literatura, acabei de publicar um livro que é não ficção inclusive, eu nunca tinha ouvido falar de hate para Carla Madeira e Socorro Accioli.

E para, e a gente é parada, tá? Tipo assim, existe toda uma discussão. Eu não sabia, olha só, né, como as coisas têm uma dimensão. E aí ele perguntou como que elas lidavam. E aí a Carla falou uma coisa muito fofa. A Socorro falou, até anotei aqui, ela falou assim— inclusive acho que essa palestra delas tá até no YouTube, vou mandar para vocês lá no nosso grupo do WhatsApp. Eu acho que foi a Carla Madeira que falou assim, que ela lembrou de uma entrevista do Chico Buarque que ele tava falando que ele tava morrendo de rir.

Não sei se é uma entrevista, um conteúdo que ele gravou, que ele tava morrendo de rir porque ele se sentia muito amado na rua, né? Você sai na rua sendo Chico Buarque, todo mundo quer tirar foto com você, todo mundo fala te amo, não sei o quê. E aí ele tava morrendo de rir porque ele abriu a internet e descobriu que todo mundo odiava ele. E aí ele tava chorando de rir, achou muito engraçada essa distinção, né? Essa clara separação do que que é Porque na internet a gente tem acesso ao que as pessoas falam nas nossas costas, geralmente, né?

Assim, muitas vezes eu recebo comentários tipo assim falando mal de mim como se não fosse no meu próprio post. Isso é super comum. Então acho que para as pessoas estarem blindadas pela tela do celular, elas se sentem igual quando tá dentro do carro, que você não se importa de xingar o outro de corno, como eu faço sempre, ou xingar o outro de sei lá o quê, vagabundo. Porque você tá protegida pelo carro, o outro não vai ouvir, ou então, tipo assim, a consequência não vai chegar, porque geralmente, né, porque você tá separada pelo carro, da mesma forma que a gente tá separado por tela.

E é muito engraçado que as pessoas falam de frente para você e o que elas falam nas suas costas. Tem até uma música da Tati Treis que eu adoro, que chama Âmina, que tem uma frase que elas falam: online parece ódio, pessoalmente foto. Gente, isso é tão aplicável para a vida, Porque as pessoas que falam mal de você pelas suas costas, seja você uma figura pública ou seja você na vida real, na sua frente raramente ela vai chegar e ser uma hater, entendeu?

Tipo assim, ela raramente vai chegar e falar o que ela fala pelas suas costas. Então quanto que vale a pena você querer saber o que tá sendo falado nas suas costas? E quanto que isso vai te impedir de ser você mesma, que é a sua tarefa? Lembrando que essa é a sua tarefa. E aí a Carla Madeira falou uma coisa muito bonita assim, que ela— a gente tava lá na Flip, né, e tava bem lotado o painel delas. Tinha gente assistindo da rua, tinha gente sentada, tinha todo mundo ovacionando muito elas.

E aí quando o Pedro perguntou como que você se sente, né, sobre essas críticas online e tal, ela olhou em volta e falou assim: bom, aqui eu me sinto amada. Aí todo mundo aplaudiu, né. Ela fala: na minha vida eu me sinto muito amada e eu evito de ficar olhando essas coisas da internet porque na prática não me faz diferença. E eu achei tão, tão fiel a si mesma ela falar isso, né? Porque principalmente quando você tá produzindo coisas criativas, né, tipo, se você quer ser grande na vida, se você quer criar coisas grandes, se você quer empreender, se você quer liderar, se você quer mudar de cargo, se você quer crescer e expandir na sua vida, Ficar ouvindo muito o que outras pessoas falam sobre você sem estar olho no olho com você, quanto que isso é produtivo, né?

Eu acho que tem uma parcela, que nem quando eu vi essa crítica que tava recorrente, que era de que eu tenho muitas referências, eu pensei por um momento, falei, nossa, talvez seja legal de repente eu criar algumas coisas sem tantas referências e mais sobre uma experiência pessoal. Mas ao mesmo tempo, se eu fizer isso, as pessoas que gostam de referências vão reclamar que eu tô falando muito sem base. Então é meio que assim, o que é verdadeiro para mim, né?

Tipo assim, no final minha tarefa é ser eu. Então, minha diva, fica a pergunta, minha querida amiga: quanto que você tá disposta a topar cumprir as expectativas dos outros quando isso significa ser infiel a si mesma? Sabe uma imagem que me vem na cabeça? Eu não sei muito sobre a história dela, mas essa é a impressão que ela me deixa, tá? Que é a Marilyn Monroe. Me parece que a Marilyn Monroe viveu a vida aprisionada pelas expectativas de ser a mulher perfeita, e ela foi a mulher perfeita.

E aí as pessoas se acostumaram que ela é perfeita, que ela era perfeita, e ela continuou sendo perfeita apesar das polêmicas. Mas tô falando assim do ideal de uma mulher sedutora, né, assim da Marilyn Monroe. E se você vê, eu vi algumas entrevistas dela no fim da vida, ela uma mulher profundamente triste, melancólica. Então, quanto que você quer se aprisionar no ideal do que as pessoas querem, ou você imagina que as pessoas querem sobre você?

Quanto que isso é benéfico para você? E o quanto isso tá te travando de fazer a sua tarefa, que é ser você, que é a tarefa mais importante que você tem para fazer nessa vida? Então, minha amiga, vamos se concentrar na sua tarefa, deixar para o outro a tarefa dele. Vamos ficar confortável na própria postura, Vamos não rir das piadas quando você é o centro das piadas, porque você não precisa se colocar em uma posição desconfortável e não precisa aceitar uma posição desconfortável que outra pessoa te colocou. Vamos não ser a boba da corte das outras pessoas. O que é que vocês acham?

?Voz B

Vamos falar sobre roupas confortáveis para mulheres. Bora de fofoca sobre a minha marca de roupas, gente. Semana passada eu contei que a gente ia lançar uma Jean Baby nova. Vocês amaram, comentaram aqui no Spotify horrores.

LBLela Brandão

Ai, meu momento Gym Baby, Gym Baby. Então, minha gente, já é amanhã, vocês acreditam?

?Voz B

Para quem não conhece, a Gym Baby é a nossa linha de activewear, que é tipo roupas de treino no português. E eu lancei ela em 2024, que foi bem na época que eu tava voltando a me movimentar, começando a querer entender mais sobre esportes, etc. Isso depois de uma vida toda usando exercício para emagrecer ou como punição.

LBLela Brandão

E aí, o que aconteceu?

?Voz B

Eu comecei a comprar roupas de outras marcas, naturalmente, porque a minha marca não tinha uma linha de academia. E começou a me irritar porque elas nunca cumpriam os meus pré-requisitos, que são muito simples: bolsos gigantes, que eu sou dependente emocional de bolsos gigantes, conforto e uma estética mais clean, sabe? Eu não achava roupas desse tipo. E quando a gente lançou a Gym Baby, ela era bem focada em academia especificamente.

E agora eu quis levar ela para outros lugares, não só para academia. Então essa coleção tá bem mais outdoor, digamos assim, ao ar livre, com peças que obviamente também funcionam na academia. A nossa inspiração para essa coleção foi assim, tenta imaginar esse mood: caminhada no parque, trilha, acampar no meio do mato, ursos, montanhas, fim do dia, fogueira com marshmallows. Esse é o mood. E dessa vez todas as peças são novidade, a gente não vai fazer reposição de nenhuma das peças que a gente tinha na Dilly Baby.

Todas foram repensadas e repaginadas e estão numa versão, não é nem 2.0, né, deve ser 5.0. Então, por exemplo, eu não sei se vocês repararam na calça que eu usei naquele episódio ao vivo em parceria com a Netshoes. Então essa calça, que ela é tipo mais bagzinha assim, mais leve e bag, sabe, mais largona, ela vira short. Sabe aquelas calças bem anos 90 que você tem um zíper que você tira e ela vira um short, aí você põe de volta e vira uma calça?

Ela tem mil bolsos assim mais cargo, uma vibe meio Lara Croft, meio que impossível, sabe do que eu tô falando? Tem também a legging flare, que é uma coisa que sempre me pediram e eu era contra porque eu achava que era, que não caía bem em mim. Mas a gente desenvolveu uma modelagem, gente, que eu não consigo tirar do meu corpo. Ela é uma legging tipo bailarina, só que o cós dela, tipo a parte da cintura, ele vem até quase o peito.

E aí você dobra ele por cima de um jeito que fica extremamente confortável, sem costura no meio das pernas, que eu sei que vocês não gostam, que marca o priquito. Vai ter uma jaquetinha esportiva bem mais justa assim no corpo pra você usar, tipo a parte de cima justa e a parte de baixo com uma calça mais baggy. Ou então tudo meio assim, uma vibe meio futurista, tudo mais justo. E vai ter o moletom Jean Baby. Ah, só um detalhe, essa jaquetinha esportiva que a gente vai fazer tem bolsos e tem espaço para o dedinho, que esses eram meus pré-requisitos, que eu nunca achava uma jaquetinha dessa com bolso e com espaço para o dedinho.

E a gente vai lançar o nosso incrível best-seller moletom Jean Baby, um hit nacional, numa edição especial que eu já postei nos stories e as pessoas foram à loucura. E lá no Instagram da Lela Brandão, @lelabrandão.co, se você não segue, pelo amor de Deus, vai lá seguir. A gente vai presentear uma de vocês com um press kit especialíssimo com peças da coleção, tá? Mas se a senhora não ganhar, não precisa ficar triste, porque amanhã tem cupom também para vocês.

Anota aí: SUAERAGYMBABE. É SUAERAGYMBABE. Sua era de InBaby dá R$10 de desconto nas 24 horas, nas primeiras 24 horas do dia 26, tá, que amanhã. Então, ó, amanhã inclusive já anota aí na sua agenda, bota o alarme, porque às 11 da manhã eu vou estar ao vivo. Se você quer trocar comigo ao vivo, esta é sua oportunidade. Eu vou estar em live lá na Lelabrandão.co para mostrar tudo da nova era de InBaby. Ao meio-dia as peças estão no ar.

Então bora, galera, mulheres que a sorte te encontre em movimento. E aí eu acabei de dar mais um spoiler, mas enfim, te vejo amanhã às 11 horas, combinado? É isso, até amanhã então.

LBLela Brandão

E vamos para o choro da semana, minha gente. Como eu disse, eu fui para Paraty, né, recentemente. Eu fui de carro, né, acho que não tem outro jeito de ir para Paraty. E para quem já foi para Paraty, de São Paulo para lá tem uma serra que é assim linda, mas pela misericórdia, tá? Tipo uma das estradas mais difíceis que eu já vi. Assim, é uma hora de serra sem sinal no celular, super vai e vem, né? Várias curvas. Eu fiquei super enjoada na ida, quase tive que parar para vomitar.

E aí a gente foi com o motorista, né? Que eu fui com a minha editora, sextante. Um beijo, sextante, muito obrigado por essa Experiência inclusive foi inesquecível. Olha, foi maravilhoso, já quero voltar. Eu queria que tivesse outra Philips semana que vem para eu ir de novo com assistente. Esse assistente, para quem não sabe, editora que publicou o meu livro, né? E elas chamaram um motorista e tal, um cara super gente boa, carioca.

E aí quando a gente tava descendo, né, a gente saiu bem cedinho aqui de São Paulo, assim umas 6 da manhã, chegamos lá umas 10 e pouco, acho, é por aí. E aí quando a gente tava descendo, o motorista perguntou para mim e para Laura, que é minha amiga que foi comigo para Floripa: gente, vocês viram um posto de gasolina aqui nessa estrada? A hora que a gente tava chegando, a gente falou não. Ele falou: que estranho, que estranho. Porque ele tava indo e voltando de Paraty para São Paulo várias vezes para levar pessoas.

Ele falou: eu vim de noite, eu abasteci num posto aqui nessa, nessa serra, e eu enchei esse posto, acho que a gente passou e não viu. Aí, bom, beleza, né? Na hora que a gente chegou, ele falou isso. Aí, na hora que a gente tava indo embora, né, 4 dias depois, ele buscou a gente lá no hotel e a gente tava indo embora. E aí eu tava sentada e dava para ver o painel do carro, e eu vi que o painel já estava na reserva. E aí ele falou, eu vou ter que parar para abastecer, tudo bem?

A gente, claro, tudo bem. A gente entendeu que ele ia parar em Paraty. Mas não, ele quis parar no posto que a gente não viu na hora que a gente desceu a serra. Entramos na serra com o carro com a gasolina já na reserva, com autonomia de 40 km, aparecia assim 40 km. E aí acabou o sinal do celular, porque naquela serra não pega celular mesmo, é assim. E aí ele falou, ah, posto fica no começo da serra, a gente para para abastecer e sobe o resto.

E cadê esse posto, gente? Cadê esse posto? Começou a anoitecer, que a gente saiu de lá às 5 horas. Então na hora que a gente tava pegando a serra já era noite, já tava anoitecendo, uma puta de uma neblina, a gente sem sinal no celular e o carro baixando autonomia. Aí de 40 foi para 20 km. E cadê esse posto? Aí eu: e o posto? Ele: não, tá chegando, tá chegando. Aí a autonomia baixou para 10 km. E o posto? Tá chegando, tá chegando.

A autonomia foi para 0 km, acabou a gasolina do carro, acabou a gasolina do carro, e o carro não parou. Porque o que que o motorista fez? Acabou a gasolina, o carro assim já tava na reserva da reserva da reserva, e que que ele fez? Ele botou o carro no ponto morto. A gente tava no meio da serra, subindo a serra, e a gente passou metade da serra. Veja, tava com uma autonomia de 40 km. Quando acabou a autonomia de 40 km, ou seja, quando a gente correu 40 km, já tava sem gasolina e tinha passado assim 20 minutos.

A gente ainda tinha 40 minutos de serra. E aí, o que que ele fez? A gente, eu desesperada, gente, meu Deus do céu, eu fiquei tão tensa. E a minha amiga que tava comigo, ela não entendeu o que tava acontecendo, ela ficava falando sem parar. E eu tipo, pelo amor de Deus, você não tá entendendo a gravidade do que tá acontecendo. Porque eu fiquei muito preocupada de acabar a gasolina do carro. A gente tava numa serra, numa estrada, E aí tinha gente atrás da gente, né?

Tipo, estrada você dirige rápido. Aí eu fiquei com muito medo do carro de trás bater, tipo, acabar nossa gasolina, o carro pifar, né? Assim, parar de rodar e a pessoa de trás não ter tempo de frear, o carro bater e a gente se acidentar. E do jeito que era aquelas pirambeiras daquela serra, a gente ia morrer. Então tensa. E ele: não, tá chegando, tá chegando, tá chegando o posto. Resumo da ópera: ele botou o carro em ponto morto E foi pela lei da física.

Nas descidas ele pegava impulso, na subida ele subia com impulso da descida. E fomos, gente, juro, é inacreditável essa história. O carro no ponto morto, ele acelerava e fazia vum, e o carro não acelerava porque tava sem gasolina. E cadê esse posto? Nunca existiu esse posto. Não sei se ele foi abençoado com um posto divino que veio e voltou, não sei se ele foi por outra serra e achou que era aquela. A gente foi achar um, e eu falava assim, minha amiga, uma hora eu falo assim, ai, tô preocupada com não sei o quê.

Eu falei, eu tô preocupada com esse posto que ele inventou aqui, esse posto, hein? Aí ele nem me fala, tô preocupado também. Aí o meu Deus do céu, cadê esse posto? Depois de uma hora sem sinal de celular, sem gasolina, sem uma fibra do meu corpo estar, sem estar tensionada, chegamos no topo da serra e o posto só só tava depois da serra, lá em Guaratinguetá, acho que chamam a cidade. E foi, foram 40 minutos de angústia e desespero pela gasolina do carro.

Então fica a lição para todo mundo: eu deveria, na hora que eu vi que a gente tava entrando na serra sem gasolina, eu deveria ter falado: vamos dar meia volta e botar gasolina em Paraty. Não sei porque eu não fiz isso, o medo de desagradar, não é mesmo? E se você tiver dirigindo, você tiver responsável pela Nossas condições de viagem, vamos botar gasolina, né, minha amiga? Melhor do que passar, não tem para que passar esse sufoco, vai ter que botar gasolina de qualquer jeito.

E esse foi meu choro da semana, gente. Meu Deus, na hora que a gente abasteceu, vamos fingir que o nome dele era Márcio, eu falei: Márcio do céu, tu me tirou uns anos de vida aqui, ganhei uns 30 cabelo branco, uma úlcera, uma desenteria, e perdi uns 10 anos de vida aqui nesse percurso. Pela misericórdia, ele é— vacilei, vacilei. E esse foi meu choro da semana. Vamos para obsessão atual, gente. Minha obsessão atual, quem tá vendo em vídeo vai conseguir ver ao vivo, e quem não tá vendo em vídeo eu vou descrever, tá?

Vocês sabem que eu tô montando um escritório, né? Ele tá quase pronto, meu escritório. E aí eu tava procurando móveis de escritório, me deparei com uma marca, se chama Impro, cheia de coisas legais. E aí eu falei com o Vitor e falei, amor, você conhece essa marca? Olha que legal, eles têm várias coisas. Porque o Vitor ama essas coisas de escritório. Ele falou, amor, como assim? Tudo que eu comprei— que o Vitor tem a fábrica, né, o DTX.

Ele falou, todas as mesas que eu comprei da DTX são dessa marca, tal, eles são o máximo, blá blá blá. Conheci em prol, fiquei obcecada, conversei com eles e eles me mandaram um monte de móveis lá para o escritório. E no meio desses móveis eu joguei uma ideia. Eles falaram, me passa uma lista de tantos móveis que você quer. Aí eu mandei lá o projeto do escritório, falei, ai, aqui ia ser legal essa mesa tal. E aí eu botei na lista, como quem não quer nada, essa cadeira que eu já tinha visto a minha amiga Caroline Mauro.

Alô, beijo, se tiver ouvindo! Ela também tem um podcast que se chama Sexy Minds, não sei se vocês conhecem ela. E ela, ela é fundadora da Makai, que é uma marca de moda. Então temos muito em comum. E eu vi, e ela também tava montando um escritório, um escritório lá do Sexy Minds, e eu vi ela com essa cadeira, eu fiquei obcecada. Se chama cadeira yoga, gente, eu vou mostrar para vocês. Não sei se vocês perceberam que de uns vídeos para cá eu tô gravando assim com uma perna para cima.

Até gerou uma polêmica porque eu tirei uma foto assim, ó, abraçando o joelho, e as pessoas acharam que era uma barriga de grávida, que não dava para ver o resto, e eu fiquei super estressada. Ai, gente, tá vendo? Me pega num dia ruim, não tem jeito. Essa cadeira yoga da Impro, gente, é o máximo! Peguei ela cinza. Olha isso, eu tô obcecada por ela. Toda vez eu olho ela, eu fico mal, posso esperar para sentar para gravar, porque ela é o máximo.

Ela é uma cadeira normal de escritório, só que ela tem esse apoio embaixo para quê? Para você fazer assim, ó. Tem vários jeitos, né? Você pode ou botar para o lado assim, e aí colocar a perna assim. E a mulher falando da minha postura, né, gente? Olha, olha só, você pode fazer assim. Eu que gravo, gente, é muito ruim você gravar assim, ó, assim por uma hora, não é confortável. Eu sempre coloco os pés para cima. Se você resgatar episódios para trás, eu sempre, eu tenho um apoio de pé aqui, eu apoio nas coisas, porque uma hora você precisa se movimentar.

E aí, por que que ela chama ioga? Gente, tô obcecada. O Vitor já quer comprar uma para ele. Você pode botar esse troço aqui, esse apoio de pé para frente, e ficar assim trabalhando ou gravando, no meu caso. E o jeito que eu mais fico é assim. Ou então, se eu tô sentada na mesa, a mesa tá aqui, eu faço assim, ó, eu boto para o lado, e aí eu vou revezando, ó, eu faço assim Ou você pode fazer assim, pode fazer assim, pode colocar para o lado e ficar assim.

Você pode tirar, colocar para trás assim e só sentar na cadeira normal. Gente, não é o máximo? Olha isso, eu tô completamente obcecada! Sabe o que que ia ser bom? Deixa eu ver se eu consigo falar com eles para pegar um desconto para vocês, né? Deixa eu ver. Pera aí, vou mandar uma mensagem para eles aqui para ver se eles fazem algum cupom de desconto para vocês. Calma aí, gente, consegui! Gente, é tudo. Ah, vou deixar o link aqui na descrição também para vocês.

Eu mando lá no grupo do WhatsApp. Gente, essa é a minha obsessão atual, minha cadeirinha daí, ó, minha cadeirinha da Impro Yoga. Então se vocês verem eu gravando com as pernas assim, então não sei quem reparou que eu mudei a posição de gravação e agora eu tenho esse apoio aqui. E fico assim. Saibam que os responsáveis são a Impro, que me deram essa cadeira de presente. Eu não sei se eles não repararam que eu botei na lista ou se eles quiseram me dar mesmo, mas de qualquer forma agradeço.

E essa é a minha obsessão atual, tá bom? Então chegamos no fim do episódio. Espero que vocês tenham gostado. Nos vemos na semana que vem. Se você quiser seguir minhas redes sociais, é @lela.brandão. O Instagram da minha marca é @lelabrandão.co ou www.lelabrandão.co. Alpha Co, entra no nosso grupo do WhatsApp e compre o meu livro Vertigem. Gente, a gente rodou uma pesquisa aqui com 2.000 pessoas que ouvem o podcast e a gente descobriu que mais de 80% das pessoas não leram o livro.

É mole, ô gente! Vamos apoiar a literatura, vamos apoiar o mercado de livros no Brasil, vamos ler! Eu tive o maior trabalhão escrevendo esse livro. Vou deixar o link aqui na descrição para vocês, tá bom? E então tá bom, nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau! Se você ficou até o final do episódio e faz parte, parto, você faz parte das parteiras e faz parte do seleto grupo das mais mais, primeiro eu amo vocês. Segundo, pensei em uma coisa também, uma conclusão do episódio.

Que é a seguinte: às vezes, naquela frase da Ana Sui, né, da realidade é um alívio, às vezes a gente só tem que pensar tipo assim, qual é o pior que pode acontecer? Porque às vezes o pior é você ser odiado por alguém. E será que isso é lá de todo mal? Se você às vezes você vai fundo na pergunta do por que que eu tô tão concentrada em desagradar outra pessoa, e você descobre que a raiz dessa preocupação é o medo de ser odiada, Será que ser odiada é realmente o fim do mundo?

Será que não é melhor, em vez de você focar a sua energia em agradar as outras pessoas a qualquer custo, será que não é melhor você focar sua energia em curar este medo de ser detestada? Porque, gente, socorra-se, olhe, Carla Madeira, Jesus, Saramago, todos foram odiados por alguém. Será que é de todo mal? Será que a gente não precisa colocar aquele meme do é uma honra para mim desagradar vocês, porque glorifica que eu sou diferente, sabe aquele meme que eu amo?

Então fica aí a pensata do final. E se você ficou até o final, comenta com emoji de bola 8, porque essa, essa é a minha bola da sorte. Mas realmente é, eu tenho figurinhas, e não figurinhas, é adesivos e desenhos de bola 8 lugar. Inclusive até no meu, tenho aqui um exemplar no meu computador, tem uma bola 8. No meu João Borges tem uma bola 8. E aí vamos colocar a bola 8 para dar sorte. Então se você comentar com bola 8, você vai ter sorte.

Você está me dando sorte e eu estou te retribuindo com sorte para essa semana, tá bom? Então tá bom, minhas bola 8, um beijo e tchau, amo vocês!

Anunciantes3

Inpro

Móveis de escritório
external

Nescafé

Nescafé Pro-Energy
external

Petlove

Plano de Saúde Petlove
external
querer agradar todo mundo vai ser o seu fim | Castnews Index — Castnews Index