é assim que acaba?
nada dura pra sempre, você acredita, menina? pois é. nesse episódio a gente vai falar sobre como a consciência do fim pode te ajudar a estar mais presente no... presente. quem diria??
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- Finitude e fragilidade humana· SociedadeAceitação da impermanência · Ciclos de vida e morte na natureza · Marie Curie · Leopoldo Rosa
- Valorizar o presenteAproveitar o intervalo entre começo e fim · Consciência do fim para valorizar o agora · Casa do Dragão
- A graça das coisas finitasA vida sem fim seria sem graça · Soul (filme) · Conceito de Mar
- Finais e novos começos· SociedadeFinais e novos começos · Lampiões
- Estoicismo· ReligiaoMemento Mori · Consciência da própria morte · Seneca
Oiê, vamos falar sobre coisas leves, disse ela enquanto pesava o clima terrivelmente. Eu não queria pesar o clima, mas assim, hoje a gente vai pesar o clima na intenção de usar esse episódio como um trampolim que vai pesar o clima na hora da escuta e depois vai te impulsionar para cima, para um mar de leveza e felicidade. Porque a consciência do clima pesado vai te fazer expandir na vida da mesma forma que eu fiz nesses últimos meses, que eu tive uma virada muito importante assim de sair de um momento muito baixo astral e mal-humorado da minha existência e ir para um momento muito leve, feliz e grata, com nada mudou, apenas eu.
E não foi algo que só eu reparei, mas acho que mais de 3 pessoas do meu convívio já comentaram isso comigo, assim, como tem sentido que eu tenho emanado uma energia mais leve, feliz e tranquila, mesmo com as coisas estando exatamente iguais. É o seguinte, e eu vou segurar na sua mão enquanto eu falo isso: o que você tá vivendo hoje vai acabar, minha amiga. Pro bem ou pro mal, as coisas vão morrer e vão nascer outras coisas que só tem a condição de nascer porque as coisas que você tá vivendo hoje vão morrer.
Inclusive, eu não sei se você lembra, você vai morrer também. Então o trabalho que você tá hoje, ele não— muito provavelmente existe uma pequeníssima chance de ser o mesmo trabalho que você vai levar até o fim da vida. E ainda que você fique na mesma empresa com o mesmo cargo, Este trabalho vai mudar porque você vai mudar, o ambiente vai mudar, às vezes o escritório vai mudar, ou vai mudar de home office para presencial, ou o contrário, ou seu chefe vai mudar, ou o cargo vai mudar.
O que eu tô falando é: o jeito que você trabalha hoje não vai ser o mesmo jeito para sempre. Tudo tem um tempo limitado. A relação que você tem hoje, se você tá numa relação amorosa ou se você não tá numa relação amorosa, ela vai acabar. Eu não tô dizendo que você vai terminar o seu namoro, seu casamento, vai se divorciar, ou enfim. O que eu tô dizendo é que a relação que você tem hoje, como a relação que eu tenho com o Vitor hoje, vai acabar.
Porque vão vir novos, novas fases e novos tipos e novas versões dessa relação. Ou eventualmente, realmente, as relações podem acabar ou não, a gente nunca sabe. Mas o fato é que elas não permanecem iguais. Para a eternidade. O corpo que você tem hoje vai acabar. Eventualmente ele realmente vai acabar. Viemos da Terra, voltaremos para Terra, né? Mas também as possibilidades desse corpo vão acabar. A estética do corpo como ele tá agora vai acabar.
A mobilidade, a força, os desconfortos, os confortos, tudo isso vai acabar. A sua casa não vai ser a mesma casa para sempre. Mesmo que seja a mesma casa, ela não vai ser a mesma casa. Já teve a experiência de, sei lá, por exemplo, já contei isso aqui, acho, mas recentemente eu fui na escola que eu estudei minha vida inteira. Estudei na mesma escola 11 anos e a escola continua igual assim. Teve algumas reformas, mas a escola continua basicamente igual.
Mas eu ir até o espaço onde eu estudei não quer dizer que eu vá voltar a ser a pessoa que estudou naquele espaço. Então é muito engraçado você frequentar um espaço físico que comportou experiências que não existem mais, de uma pessoa que também não existe mais, de relações que não existem mais. Os lugares que você frequenta vão acabar, o mundo vai acabar eventualmente, né? Não sei se o mundo, mas a humanidade. Recentemente eu descobri, tive a triste descoberta de que o Cine Pizza acabou.
Quem leu meu livro sabe do que eu tô falando. Eu cresci em uma rua que tinha um lugar chamado Cine Pizza. Que era uma locadora, que parênteses, locadora era um dos meus lugares favoritos do mundo, locadoras em geral, Blockbuster, no caso Cine Pizza era minha favorita porque era do lado de casa, que você alugava um filme e ganhava uma pizza, não, comprava uma pizza e ganhava um filme para alugar, e também funcionava só como locadora, e parou de existir há muito tempo, né, porque enfim, locadoras são um negócio que também pararam de existir, morreram, né, para dar espaço para os streamings.
Ou por conta dos streamings, né, não é uma casualidade, mas também um determinismo. Desculpa usar palavras estranhas, mas ficou fechado por muito tempo com a placa do Cine Pizza ali. Eu passava na frente, falava, olha a placa do Cine Pizza, olha a placa do Cine Pizza. E aí aquilo me dava uma falsa esperança de tipo, como será que é lá dentro? Será que os filmes estão lá dentro? Será que eventualmente vai ter um comeback dos filmes igual teve o comeback dos Vinis?
E o Cine Pizza vai reabrir, eu vou ter esse momento catártico. Bom, triste fim. Passei lá na frente, descobri— eu falo disso no meu livro, quem não leu deve estar estranhando puxar esse assunto do nada. Meu livro Vertigem, se você não leu, link tá aqui na descrição e tá nas livrarias de todo o Brasil. Mas passei ali na frente e vi que uma incorporadora comprou ali o terreno, derrubaram o Cine Pizza e agora vai virar um prédio.
Que novidade São Paulo, né, derrubando coisas. Transformando em prédios. E recentemente também aconteceu de eu ir a um velório porque uma pessoa muito importante para mim perdeu uma pessoa muito importante para ela. E eu estive com ela durante esses, esse tempo, né, de preparação para despedida dessa pessoa. E estive lá também para, enfim, apoiar ela, mas também presenciei ali aquela cerimônia, como as pessoas estavam se relacionando com aquele momento, e me deu uma clareza muito grande em relação ao fim das coisas.
E me lembrou muito de um livro que eu li recentemente. Todas essas coisas que eu falei me lembraram desse livro que eu li recentemente da Rosa Monteiro, que se chama A Ridícula Ideia de Nunca Mais Te Ver, que a Rosa Monteiro fala sobre— a Rosa Monteiro ficou viúva muito cedo e ela descobriu que a Marie Curie, sim, a Marie Curie que descobriu o rádio, né, raio-x, rádio, não só o raio-x, né, ela descobriu o elemento rádio. E aí isso é usado para raio-X.
Descobriu que Marie Curie perdeu o amor da vida dela muito cedo também, que foi o Pierre Curie, com quem ela tinha duas filhas, teve duas filhas, e ele morreu atropelado por uma charrete de repente. E aqui ela fala muitas coisas assim sobre esse fim repentino e como que a vida continua diante de uma mudança tão brusca. E para nossa sorte, para sorte da Rosa Monteiro, a Marie Curie manteve um diário durante a vida inteira dela, basicamente.
Então a gente tem acesso ao que ela pensou durante a vida inteira dela, inclusive quando ela se deparou com essa morte repentina. E a Rosa Monteiro usa muito esse diário para, enfim, ela faz um trabalho maravilhoso fazendo a relação entre as duas perdas e como elas conseguiram continuar em vida sendo mulheres geniais e que produzem coisas incríveis e tendo esse fato em comum da morte muito precoce de alguém que elas amam. E aí tem um trecho aqui que eu reservei para ler para vocês, que a sensação que eu tive no velório foi uma sensação bem peculiar de que a gente esquece que a gente é natureza, né?
E tudo na natureza, quando você vê, olha ao redor, tudo morre e nasce, tudo murcha e floresce, tudo existem sacrifícios para que outras coisas prosperem. Então Sei lá, às vezes a gente pensa em cadeia alimentar. Outro dia eu tava vendo vídeo do YouTube, no YouTube, de uma— inclusive, gente, não sei se vocês sabem, Gostosa Também Chora agora tá no YouTube também. Se você preferir ver na TV aí da sua sala, no seu quarto, não sei onde é que você vê YouTube, durante o almoço, sei lá, tá saindo lá no YouTube também, caso você prefira, viu?
Mas então eu lembrei de um vídeo que eu vi no YouTube de uma blogueira de moda que eu adoro seguir, que chama Luiza Piau. E ela tava, ela postou sobre uma viagem que ela fez para África, sobre um safári que ela fez lá na África do Sul, se eu não me engano. E aí tem uma cena que ela pegou tipo a migração de uns animais, é tipo um bode, não sei direito o que que é aquele animal, desculpa, gente, búfalo, sei lá, é um animal grande assim de 4 patas que eles migram.
E aí eles têm que atravessar um rio assim que é um rio bem difícil de atravessar. E aí durante essa filmagem ela mostra que alguns não sobrevivem porque É um rio cheio de jacarés. E aí, se eles tropeçam, eles caem, os jacarés comem. E ela chora, e eu chorei vendo também. Mas se você parar para pensar, a natureza é exatamente isso, né? Porque se não morrer esse bode aí, não sei que animal que é aquele, o jacaré vai morrer de fome.
E aí, se o jacaré morrer de fome, enfim, sei lá qual que é a cadeia alimentar, mas vocês entenderam, né? Não preciso explicar o conceito de cadeia alimentar. Mas na nossa vida é assim também, né? Se as coisas, se a gente não deixa as coisas morrerem, e não tem uma aceitação radical, não no caso de pessoas, mas no caso de processos, relações, estados de coisas. Se a gente entende tudo como fixo, como é preciso que tudo esteja assim porque só assim eu tenho controle das coisas e só assim eu posso ficar tranquila, cara, eu acho que essa— e esse é o resumo do episódio— eu acho que achar tranquilidade nas coisas serem fixas não é uma boa ideia, minha amiga, porque as coisas não são fixas.
E aí você vai ficar tranquila e tensa e com a mandíbula travada pensando: eu tô bem agora, mas se um bode escorregar, aí lascou, aí eu perdi o controle da minha vida, eu não vou mais estar bem, e aí eu não tenho capacidade de aguentar isso. E é óbvio que existem perdas difíceis e perdas mais fáceis e perdas insuportáveis e perdas ridículas, como a Rosa Monteiro coloca: ridícula a ideia de nunca mais te ver. Mas esse, essa clareza da humanidade ser natureza, da gente ser humano e não ser superior à natureza, e sim parte da natureza.
Inclusive lá no TEDx, que eu até comentei, né, no episódio que eu gravei só sobre isso, no TED Talks lá que eu gravei em Blumenau, no TEDx, o Mundano, que é um cara muito legal assim, que fez um discurso sobre ativismo lá, que é a parada dele, ele acabou o discurso dele falando assim: Eu não tô fazendo um discurso para defender a natureza, eu tô fazendo um discurso para me defender, porque eu sou a natureza. Falou alguma coisa desse tipo.
Te esquece, né, gente? A gente tem um cérebro que faz com que a gente ache. E aí, tipo, o jeito que as civilizações se instauraram e o jeito que a gente se leva muito a sério faz com que a gente esqueça que a gente é natureza e que a gente vai acabar da mesma forma que as coisas da natureza acabam, da mesma forma que o inseto morre em 2 dias, a gente morre em um tempo, e os processos da nossa vida morrem também. E para uma árvore ser uma árvore, por exemplo, tô olhando aqui uma palmeira da minha janela.
Essa palmeira é uma, em um momento ela já foi uma semente. E aí imagina se a palmeira ficasse se lamentando assim: ai, como eu amava ser semente, que tristeza, meu tempo de semente. Tipo assim, é legal que você foi semente, mas tipo assim, agora você é primeira e fé, tipo assim, aí uma hora pode não ser mais, sei lá. E aí eu lembrei desse trecho aqui do diário da Marie Curie que ela escreveu logo depois que ela perdeu o Pierre, que ela escreveu assim no diário: meu Pierre, levanto depois de ter dormido bem, relativamente tranquila, e passado apenas um quarto de hora de tudo isso, vê só, mais uma vez tenho vontade de uivar como um animal selvagem.
Aí a Rosa Monteiro coloca aqui assim: o calafrio da indecência. Eu acho que o fim das coisas faz com que a gente instintivamente lembre que a gente é uma gota nesse oceano da natureza e que isso pode ser bom. E que se a gente tem começo e fim, como tudo que é da natureza, é bom que a gente aproveite esse intervalo, né, entre o começo e o fim. Quem mandou querer ser a Barbie Profissões, né, minha filha? Mas alguém aqui assume mil papéis no mesmo dia?
No meio da correria de ser influenciadora, dona de marca de roupa, podcaster, mãe dos meus cachorros, autora, empresária, quando é que sobra tempo para cuidar do próprio corpo? Pois é, ainda bem que eu tenho a Liv Up para me salvar nos dias mais puxados. Eles têm várias opções de snacks e refeições prontas que, além de saudáveis, são uma delícia. E vou te falar um negócio: tem coisa melhor do que chegar em casa exausta, esquentar uma comidinha gostosa e jantar assistindo uma série?
Fala sério! Outra coisa que eu amo é que eles entregam tudo em casa com hora marcada, então eu consigo escolher o melhor horário para receber o pedido, abastecer a geladeira para semana toda e simplesmente tirar essa preocupação da cabeça. Tudo é feito sem conservantes e os pratos passam por um processo de ultracongelamento para preservar os nutrientes e aquele gostinho de comida fresca. Mas se você quiser minha humilde opinião, eu começaria experimentando o frango com molho teriyaki da linha gourmet.
Ele é simplesmente maravilhoso. Mas no site da Liv Up você também encontra massas, receitas vegetarianas, pratos focados em performance e vários kits diferentes. Todas combinadas de alimentar esse corpinho direito, senhoras? Então bora aproveitar aqui com o cupom GOSTOSAS vocês têm 15% de desconto na primeira compra. O link direto para o site tá na descrição desse episódio. Obrigada, Liv Up, por patrocinar esse trecho do episódio.
Voltando. E aí, o que eu concluí diante de tudo, todas essas coisas que eu tenho pensado e vivido nesses últimos tempos— eu vou falar um pouco também do momento que eu tô profissional e pessoal no final do episódio— é que quando você tem consciência do fim seja do fim da sua vida, seja do fim da vida das pessoas que você ama, seja do fim das fases que você vive dentro de um relacionamento, dentro do seu trabalho, dentro da sua vida, dentro da sua, seu autoconhecimento, enfim, de todos os âmbitos.
Quando você tem consciência do fim, isso pode mudar a história, pode mudar o meio entre o começo e o fim. E eu vi isso acontecendo muito de perto, em especial com essa com isso que eu acompanhei dessa pessoa que eu amo muito, eu vi que eles foram sentindo um fim se aproximando e as coisas foram se movimentando de um jeito a serem transformadas antes do fim. E quando o fim chegou, a história já era outra. Eu não vou entrar muito em detalhes que eu também não quero expor pessoas que nunca escolheram ser expostas, mas relativo a isso e trazendo para uma coisa um um pouco menos pesada.
Ontem eu gravei um episódio de podcast com uma pessoa que eu não conhecia e conheci ontem e fiquei bem encantada assim com a história dela, que ela se chama Duda e ela mora num motorhome com o marido dela. A gente gravou para uma plataforma que chama The Summer Hunter e aí a gente começou a falar um pouco sobre o tema, era solitude a dois, né? E aí a gente tava falando muito sobre relações e tal E aí chegou um momento que a gente começou a se debruçar de novo sobre uma coisa que eu falei bastante quando a gente teve o episódio com a Ana Sui no começo do ano.
Se você não escutou ainda, é um dos episódios favoritos da nossa comunidade, se chama A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão. E a gente fala bastante de relacionamento e amor e tal. E entramos de novo no assunto assim, porque imagina, a Duda ela mora junto com o marido no motorhome, eles trabalham juntos. Então é assim, é uma simbiose e uma proximidade muito intensa. E a gente tava falando como que a gente consegue ter uma individualidade dentro do relacionamento, que o dela é completamente diferente do meu.
Imagina, o meu, eu durmo em quartos separados. Com o Vitor a gente trabalha juntos, mas cada um tem seus negócios também. A gente tem uma proximidade intensa, mas a gente tem muitos momentos de individualidade. E como é que a gente consegue cultivar uma individualidade dentro de um relacionamento sem ser engolida pelo relacionamento e achar que você é aquilo, né? Tipo, estar nesse relacionamento faz parte de quem é você. E um ponto que eu trouxe assim foi que a consciência de que aquilo vai acabar— não tô falando que o meu relacionamento com o Vitor vai acabar, eu não sei o que que pode acontecer no futuro, mas que a fase que a gente tá vai acabar.
O que a gente tá vivendo hoje, no começo dos 30 anos, não vai mais existir. O jeito que a gente se conhece, os processos que cada um vivendo, tudo isso vai acabar. E eu acho que as relações são, quando você escolhe estar com uma pessoa a longo prazo, não é na ideia de que vocês vão ficar para sempre imutáveis e a relação vai ser para sempre aquilo ali que você imagina. A gente tá há 10 anos juntos, eu e o Vitor. Quem eu era 10 anos atrás?
Outro dia, quando eu fui reformar meu YouTube para receber o podcast, eu me deparei com os meus vídeos antigos. Alguém aqui era da minha época do YouTube? Comenta aqui no ou no Spotify ou no próprio YouTube agora, né, para eu saber se vocês pegaram essa minha época engraçada e experimental que eu tinha as mechas brancas no cabelo e eu fazia os vídeos lá no meu quarto e tal. E eu olhei aquilo, falei, nossa, gente, eu não lembro de ser tão diferente assim.
O jeito que eu falava era diferente, as crises que eu tava passando. Esse vídeo que eu tava vendo em específico era sobre como uma frase me transformou totalmente. Eu tava falando sobre como essa frase transformou totalmente. E a frase era: nem tudo é legal no seu trabalho. Tipo assim, trabalho é chato mesmo, assim, às vezes vai ser chato mesmo as coisas que a gente faz no trabalho. Tipo assim, eu tava descobrindo que pode ser que o trabalho seja chato, e nunca tinha imaginado isso, porque eu ficava me cobrando de que, como eu criei meu próprio trabalho, ele tem que ser legal o tempo todo, sabe?
Ficava com essa pressão. E hoje, para mim, isso é tão corriqueiro. E eu penso: nossa, né, o Vitor tava comigo comigo quando eu tava descobrindo isso, a gente já tava junto há um tempão. A gente tinha passado já a pandemia junto. Imagina, 10 anos atrás eu era artista de rua, eu nem tinha podcast nem redes sociais. Então você entender as relações como: eu tô entrando nessa relação sob a condição de que ela vai ser igual até o resto da vida e será eterna e imutável e seremos felizes para sempre.
Tipo assim, resolvi o problema que era entrar numa relação. Né, que é isso que a gente aprende com os contos de fada. O problema é ficar solteira, aí na hora que entra numa relação tá resolvido, não precisa nem falar do que que acontece daqui para frente. Como se você não fosse entrar numa relação e acordasse no dia seguinte, a vida seguisse, né? Então essa clareza muito crua de que as coisas vão acabar, de que essa relação que eu tô hoje vai acabar, não no sentido de um divórcio, uma separação, mas de que o momento que a gente tá vivendo na relação vai acabar para dar lugar para outros.
A gente não sabe se a gente vai ter filhos, se a gente vai continuar trabalhando junto, se a gente vai morar nessa casa, se a gente vai adotar mais um cachorro, se a gente— tudo pode acontecer, sabe? Se o Vitor vai enfrentar um momento desafiador, ou eu vou enfrentar um momento desafiador, se eu vou descobrir algo sobre mim, sabe? Tudo, tudo pode acontecer. Então a única certeza que a gente tem é que não vai ser assim para sempre.
E quando você entende isso, te dá uma clareza muito grande do valor daquele momento e do quanto, se você não percebesse que ele vai acabar, ele poderia ser mais um momento que você nem ia perceber que tá acontecendo, porque é muito corriqueiro e porque é só mais um dia, e porque um dia pode ser muito parecido com o outro. E às vezes, quando existe uma repetição, existe uma banalização daquilo que tá acontecendo, e você nem percebe que aquilo tá acontecendo.
Por exemplo, agora que eu tô gravando, tá saindo novos episódios de uma série que eu e o Vitor adoramos, que se chama Casa do Dragão. Alguém tá vendo? Eu esperei muito tempo por esse momento. Eu adoro essa série. Eu, curiosidade, eu vi Game of Thrones 5 vezes, do começo ao fim. E agora tá saindo essa nova série, né, que é a Casa do Dragão, que é um spin-off. Eu amo essa série e sai de domingo à noite. E aí, nesse domingo, eu e o Vitor A gente se olhou, a gente tava com os cachorros aqui e falou, meu Deus, hoje tem Casa do Dragão, vamos pedir alguma coisa bem gostosa para comer.
Aí a gente pediu uma pizza, a gente sentou no chão da sala junto com os cachorros e a gente comeu essa pizza com a casa zoneada. Tipo assim, a gente escolheu, eu tive que trabalhar esse fim de semana, então, e o Vitor também, então a gente escolheu deixar para lá e se preocupar com isso em outro dia. A casa zoneada, a gente sem nada na geladeira. A gente sentou no chão, pediu a pizza. Eu, quando veio o episódio, a gente deu play, eu tive uma clareza tão grande, tipo assim, meu Deus, que momento precioso, velho!
Porque agora a gente pode ser irresponsável, a gente pode deixar a casa uma zona, a gente pode não ter nada na geladeira e pedir uma pizza. Não que a gente não possa fazer isso a longo prazo, mas a gente pode comer às 10:30 da noite sentada no chão. E saiu esse episódio novo, que delicioso! Eu quero saborear cada segundo desse episódio. Eu quero assistir e preencher esse, sabe, estar nesse momento o máximo possível. E meus cachorros estão ali do lado.
E aí eu tive uma clareza tão grande de que esse momento, por mais corriqueiro que ele seja, nós estávamos sentados no chão comendo uma pizza, vendo uma série, mas eu olhei para o Vitor e falei assim, nossa, que delícia que a gente tá tendo esse momento! Porque se a gente tiver filhos, se a gente se mudar daqui, se a gente, enfim, tudo pode acontecer. A gente tá com 33 anos, né, enfim. Esse momento de repente ele não vai mais existir desse jeito.
A gente pode ter novas preocupações, novas prioridades. Às vezes a gente nem vai estar acordado às 10 e pouco da noite. Então isso me deu uma sensação de preciosidade, né? E é isso, pode ser pouco, né? Pode ser um momento pouco. Para mim foi tão precioso. E a consciência de que isso vai acabar não quer dizer que isso vai ser pior ou melhor. Isso só quer dizer que não vai existir mais. Não que eu espero poder comer muitas pizzas no chão com o Vitor vendo série por muito tempo, mas nesse estado de espírito e nessa fase da vida não vai voltar.
A gente não tem máquina do tempo ainda. Mas isso me lembrou muito uma música que é uma música que sempre me faz chorar. Toda vez que eu escuto ela me faz chorar. Para mim é uma das músicas mais lindas já escritas no mundo, que é a música Grão do Gilberto Gil, que curiosamente eu acho que foi escrita depois que ele se separou da Sandrão, que é a pessoa que inspirou essa música. E tem uma frase que ele fala assim: quem poderá fazer aquele amor morrer?
Eu acho que a música inteira é sobre separação, né, sobre o momento que eles decidem se separar. Eu interpreto assim. E aí ele fala: quem poderá fazer aquele amor morrer se o amor é como um grão? Morre, nasce trigo, vive e morre pão. E eu acho que isso, gente, é de uma beleza. Ai, Gilberto Gil resume tanto que eu tô tentando expressar, que é: as coisas morrem e se transformam em outras coisas que não são melhores ou piores, mas só o fato delas morrerem e se transformarem.
Então morre, nasce trigo, um grão, né, que morre, nasce trigo, vive e morre pão. E aí ele se transforma em outras coisas e outras coisas e outras coisas, e é um ciclo, né? E esse ciclo faz parte da natureza, faz parte da vida. A gente veio para vida com um corpo. Tem sinal maior dos ciclos, da— não é instabilidade a palavra, mas impermanência das coisas do que um corpo tá aqui para te lembrar o tempo todo que ele não é, não tem como voltar tá atrás.
Por exemplo, agora eu tô tendo, o meu corpo tá com uma deliciosa mania de criar manchas na minha perna, na minha perna. E aí eu já fui na dermatologista, ela falou assim, olha, Laila, essa mancha não é nada demais, é tipo assim, eu tenho hiperpigmentação, enfim. E aí fica uma mancha quando tem algum, quando eu bato em algum lugar ou tem alguma bolinha, alguma espinha e tal. E ela falou, ó, são grandes, né? O único jeito de tirar é cirurgia, mas vai acabar ficar ficando uma cicatriz maior do que o negócio.
Ou seja, me resta aceitar cada mancha nova que nasce. É uma mancha que não tem volta e é umas marcas da finitude das coisas e das novas coisas e de, enfim, do tempo passando e dos ciclos, né? E a ideia de que as coisas acabam, né, e a gente pode olhar na natureza o quanto as coisas acabam e quanto isso é normal natural, que engraçado, né, a natureza sendo natural, faz com que as coisas sejam muito mais preciosas. Só que a gente vive, e eu acho que isso é uma grande contradição que a gente tem que viver mesmo porque estamos nessa vida dessa forma, que é uma contradição entre a nossa natureza e o sistema capitalista.
Desculpa baixar o astral de novo, mas é que o sistema capitalista onde todos nós vivemos e todos nós temos que trabalhar e pagar contas. E eu espero que todas nós, gostosas e choronas, prosperem, encontrem abundância e usem os dinheiros como bem quiserem. Mas o jeito que a gente é inserido, né, na sociedade através do capitalismo faz com que a gente tenha uma ideia de linearidade que a gente não tem, sabe? Tipo, sabe aquele negócio, o show continua, o show tem tem que continuar, tipo assim, não, às vezes o show tem que acabar, tem que ter os aplausos, você tem que agradecer, sair, né, tipo assim, criar um novo show.
E essa coisa de sempre tem que estar igual, né, e assumir que sempre a entrega tem que estar igual porque as coisas são lineares, vai totalmente de encontro com a ciclicidade da natureza e os fins e começos, sabe? E filósofos se debateram com essa tradição, não só sobre o capitalismo, que o capitalismo nem existia, mas sobre os sistemas que mantinham ali, né, a civilização acontecendo. E aí me lembrou também o estoicismo, né, que é uma vertente filosófica que eu gosto muito de estudar.
E no estoicismo eles têm um conceito que chama memento mori, que é bem parecido com a impermanência do budismo. Heidegger falava um pouco disso, mas eu não gosto muito de falar de Heidegger, que ele é bem polêmico. Mas enfim, todos falam da mesma coisa. Eu vou falar do estoicismo, mas depois, se vocês quiserem se aprofundar, procurem outros conceitos que falam da mesma coisa. Nietzsche falou bastante disso também. Mas eles tinham esse conceito que é muito central no estoicismo, que é você estar extremamente consciente da morte.
Eu acho que memento mori deve ser tipo memória da morte. Posso estar errada, mas é assim que eu interpreto. Pode ser momento também, não sei, mas que eles tinham esse hábito de realmente meditar e estar super consciente de que da morte mesmo, da própria morte, da morte de outras pessoas. Já contei várias vezes que o autor desse livro aqui, que chama Um Café com Sêneca, ele conta uma coisa que me chocou muito, que ele tipo conversava muito com o filho dele de 7 anos de idade sobre: você sabe que papai e mamãe vão morrer, né, eventualmente.
A gente não tá falando que isso é certo nem errado, tô falando o que que ele fala, que me chocou. Você sabe que você pode morrer também. Aí eu tava até relendo uns trechos e ele fala assim: ah, eu converso bastante com meu filho sobre isso, tal. E ele mesmo faz algumas meditações pensando: putz, meu filho poderia morrer. E aí isso faz com que ele tenha um preciosismo muito grande com com o filho, porque imagino que criar uma criança seja bem desafiador.
E às vezes você fala, meu Deus do céu, que inferno que eu me enfiei! E aí de repente você fala, meu Deus, mas ele poderia deixar de existir. E aí você começa a ver as partes boas, entendeu? E aí ele tava falando de um diálogo que ele teve com o filho dele, que ele falou assim, ah, você sabe que— e ele tinha 60 anos, né, quando escreveu esse livro— você sabe que papai e mamãe vão morrer eventualmente, né? Aí o filho perguntou assim, mas quanto tempo vai demorar vocês morrerem?
Aí ele, ah, uns 20 anos. Aí o filho responde assim, acho que vocês não duram 20 anos, mais 20 anos não. Aí as crianças, né, maravilhosas. Aí o pai fala assim, mas você sabe que você pode morrer também, né? Fala para o filho. Ele fala, não, mas acho que eu vou demorar para morrer. Tipo assim, olha que diálogo estoico, né? E eu acho que não só quando a gente pensa na morte, mas assim, realmente ter consciência da finitude das coisas faz com que, faz com que você enxergue o quanto elas são preciosas, né?
E eu não sei se você tá lembrado, mas, e aí desculpa de novo pesar o clima, você vai morrer. Spoiler: no fim da vida você morre. E aí eu não sei se você tá sempre consciente disso, e eu sei que é uma coisa tão incompreensível para o ser humano que a gente tenta nem ficar pensando muito nisso, né? Mas às vezes é bom pensar nisso, porque assim, considerando que você vai morrer, vai ficar rolando feed até quando? Vai ficar aí rolando metros de feed até que hora?
Não sei se você sabe, mas aqui no Brasil a média de horas que se passa nas redes sociais é de 9 horas por dia. Fazendo uma conta rápida, lembrando que eu sou de humanas e pode ser que eu faça essa conta errada, se eu fizer 9 horas vezes 365 dias que tem em um ano, dá 3.285 horas. Se a gente dividir isso por 24, que é dias, dá mais ou menos 137 dias do ano do brasileiro que ele passa assim, ó, de frente para uma tela enquanto filhotes mordem o calcanhar de senhorzinhos na calçada.
Desculpa, gente, isso é uma referência, uma piada interna para quem leu meu livro também. Desculpa, tá excluído quem falei, mas é porque toda hora vem na minha cabeça. Mas enquanto isso, coisas acontecem, conversas estão acontecendo, o mundo está acontecendo, sementes deixam de ser sementes para serem árvores, cachorros envelhecem, e você tá aí rolando feed, minha filha. Tipo assim, sabe, eu acho que até a consciência do começo e do fim faz com que a gente tenha, consiga fazer uma melhor, um melhor uso do nosso tempo.
E eu acho Eu quis fazer esse episódio porque eu sou muito hiperconsciente disso, e às vezes eu fico um pouco mais hiperconsciente, o que faz com que eu faça o impensável com meu tempo. E para o desespero da minha analista, porque toda semana eu tenho alguma coisa nova para contar para ela de algum projeto novo que eu fiz. E eu lembro que teve um momento da minha vida que foi esse começo do ano que eu falei que foi bem desafiador para mim, Eu tava sentindo que eu tinha perdido o desejo de ocupar os lugares que eu tava ocupando e de fazer as coisas que eu sonhei tanto em fazer.
E aí, no meio da sessão, não sei o que a gente tava falando, eu me ouvi falando assim, porque eu quero, porque minha analista sempre faz o exercício estoico de falar assim, então desiste, pô, deleta aí seu Instagram, deleta esse podcast, menina, fecha essa marca, fecha esse quiosque, se muda de casa, sei lá, tipo, ela sempre que eu reclamo de alguma coisa, ela fala, então vamos dar um fim nisso. E aí eu me vi falando assim, não, porque eu quero, eu quero ter a marca, porque eu quero muito que o conforto seja referência para as mulheres e que as mulheres não negociem mais o conforto.
E eu quero muito fazer collab com tal, tal marca e com tal, e eu quero muito criar isso, eu quero muito abrir uma loja nova, e eu quero muito pensar em escrever um novo livro sobre não sei o quê. E eu fico tava pensando que eu quero muito ter convidados no podcast, eu quero abrir um café. E aí ela falou assim, Lela, olha quantas coisas você quer, você quer tudo. E eu acho que isso é uma coisa que me dá um fogo interno de pensar, eu tenho uma vida e eu quero muitas coisas.
E se eu tenho a sorte de poder realizá-las, eu quero realizar todas elas. Isso é um escaralhamento mental. Mas ao mesmo tempo me coloca em um movimento muito intenso e acontecem muitas coisas na minha vida em curtos períodos de tempo. E eu abraço as oportunidades de um jeito que eu reconheço que não é tão comum. Então surgiu um convite, eu quero ir nesse convite, eu vou, e eu quero fazer isso, e eu quero transformar isso no melhor possível, eu quero viver, eu quero, eu vou lá, eu quero ir naquele museu, e eu quero gravar tal vídeo.
E essa fome tem muito a ver com a consciência de que eu tenho 30 anos e eu tenho fibromialgia, e eu não sei o que que vai ser da minha vida a longo prazo. Eu não sei se eu vou conseguir fazer as coisas que eu quero a longo prazo, porque o meu corpo dói, cada vez ele dói mais. E eu tenho convivido muito bem com isso, mas eu não sei o que que pode acontecer. Então eu tenho muita consciência de que as coisas podem eventualmente não mais ser possíveis para mim, por qualquer motivo.
E eu fico com essa fome de fazer tudo e experienciar tudo e me deliciar no mundo e usar meu corpo para sentir tudo isso, com a consciência de que eventualmente eu não vou poder sentir mais. Nosso corpo tem várias formas de comunicar o que ele está precisando, inclusive pela pele. O problema é que a rotina é tão corrida que a gente se acostumou a ignorar esses sinais, mesmo quando é uma coisa tão simples quanto observar o que a sua pele tá precisando.
Tem épocas que minha pele fica super seca, outras que ela fica sensível ou cheia de acne. E a sua? O que sua pele tá te dizendo? Pensando em otimizar a rotina e elevar o seu banho, chegou no Brasil a nova linha Dove Sabonetes sérum, com versões líquidas e em barra, cada uma focada em uma necessidade diferente da pele: hidratação intensa, controle de acne, uniformização de tom e aparência, luminosidade ou firmeza. E agora seu skincare corporal começa no banho.
No momento eu estou usando a minha obsessão, que é o Radiant Glow, que tem um sérum iluminador e vitamina C para deixar a pele com aquele glow bonito, que a gente ama já no primeiro uso. E é óbvio que além dos benefícios tem toda uma experiência sensorial, do jeito que Dove sempre entrega. Cheirinho maravilhoso, espuma cremosa, perfeito para transformar o banho em um momento de autocuidado e salvar o seu dia. Aí toda a linha foi desenvolvida com dermatologistas e é clinicamente testada.
Banho de skincare é banho Dove. Obrigada, Dove, por patrocinar esse trecho do episódio. Voltando, e eu acho que assim, ninguém quer falar muito da finitude das coisas, né? Mas é a finitude das coisas, por exemplo, que me faz— tem um episódio aqui que eu falo sobre vision board, totalmente parece um assunto totalmente aleatório, mas chama, acho que tá na hora de viver, sonhar novos sonhos. Aí se alguém lembra o nome desse episódio, por favor comenta aqui embaixo.
Mas essa coisa do vision board, e nesse episódio eu falo assim, gente, eu eu não gosto de fazer meu vision board com sonhos muito distantes, assim, vou virar bilionária, vou me aposentar, vou ser a pessoa número 1 de não sei o quê. Tipo assim, eu não boto sonhos muito distantes. Eu sempre olho para o ano, olho para as condições do que aquele ano vai acontecer e penso, como isso aqui pode ser o mais delicioso possível? O que que eu consigo enfiar aqui?
Quais sonhos que eu consigo enfiar para tentar realizar, para mim me movimentar em direção a ele? E aí eu tenho feito isso nos últimos anos. Ano passado eu levei muito a sério e eu concluí o meu ano com tudo que eu coloquei no meu vision board realizado, porque eu não sonhei muito alto, mas eu sonhei. Isso fez com que eu me movimentasse ciente de que eu tinha aquele ano para realizar aquilo. Claro que o ano ia se renovar, mas inclusive eu não sei se é no budismo ou no estoicismo agora, mas eu lembro que eu estudei isso em em alguma coisa que eu tava estudando ali, algum texto, que eles faziam um exercício de marcar a morte na agenda.
E eu acho que eu fiquei com isso na cabeça e eu faço isso toda vez que eu faço meu vision board, que é assim: você marca na sua agenda o dia que você hipoteticamente vai morrer, daqui a 1 ano, daqui a 8 meses, sei lá. Aí, enfim, o dia 8 de julho, você bota dia 8 de julho. Eu tô gravando dia 8 de julho, você bota ali 8 de julho de 2027. Aí, consciente de que você hipoteticamente vai morrer naquele ano, o que que cabe aqui nesse tempo de vida?
O que que você quer dizer? Como você quer viver? O que que você quer experienciar? O que que você quer ver? O que que você quer realizar? O que que você quer sentir? Isso dá um— eu acho que essa urgência e fome de vida e curiosidade faz com que a gente não seja esquecido pela vida, sabe? Que é uma coisa que é Que a Fernanda Torres fala, que também está no meu livro. E ninguém quer muito falar da finitude das coisas, correto? Mas vamos pensar pelo outro lado.
E se as coisas não acabassem? E aí isso me faz pensar em duas coisas. Primeiro, em vampiros, porque eu sou uma adolescente criada na base de Crepúsculo, tá? E aí, se você já viu Crepúsculo, você sabe que vampiro é tudo menos vivo. Você não olha para o vampiro e assim, eles estão vivos há cento e não sei quantos, mil e tantos anos, 800 anos. Você olha para o vampiro e o jeito que eles falam, né, os personagens, eu falando como se os vampiros fossem reais, os personagens e o jeito, enfim, que eles se portam diante do mundo, não é assim, nossa, eu estou vivo há tantos mil anos e eu posso me deliciar com o mundo.
É assim, fia, estou aqui contrato, né, fia? Tem que ir contrato. Estou aqui, não posso morrer, não, não tenho essa oportunidade de ser finito. E o que eles têm é morte, não é vida. Porque diante do não fim, você não tem o meio, né? Eu tenho começo, meio e fim. O meio é a vida. Se não tem fim, também não tem meio. Então, se não acabar, qual é a graça? Como é que você Como é que você vai viver seus dias, suas relações, seu trabalho, se você achar que eles são para sempre?
Talvez você tenha esquecido que eles não são para sempre, por isso que eles não estão com tanta graça. Isso me lembrou também o filme Soul da Disney, chama Soul, S-O-U-L. Vocês já viram esse filme? Não é para criança, não é possível que tenham feito ele para criança, porque toda vez que eu assisto eu choro copiosamente e saio com 300 questões existenciais. Mas eu vou dar um resumo, eu acredito que vocês já tenham visto, vou dar um pequeno spoiler, mas assim, já deve ter saído há uns 8 anos esse filme, se eu não me engano, então tá tudo bem, né, dar um spoiler.
Senão você passa aí uns 2 minutos e volta só para reflexão. Nesse filme tem um personagem que agora eu esqueci o nome dele, mas o sonho dele é ser pianista em uma banda específica. E aí no dia que ele— eu tô falando da minha cabeça, eu posso estar falando errado, tá? Se eu tiver falando errado, me corrija aí nos comentários. Mas eu lembro que no dia que ele consegue uma audição para essa banda, ele é atropelado, acontece alguma coisa que ele morre.
E aí ele morre, ele vai lá para o reino das almas, sei lá o que que é aquilo que eles botaram, e ele tem toda uma jornada, não sei o quê e tal. Ele descobre, né, que ele morre, entende que ele morre, e aí ele se vê diante de uma escolha e ele— e uma jornada para voltar e conseguir fazer essa audição para essa banda e viver o maior sonho dele, porque a vida inteira ele tinha esse sonho, este sonho, só um sonho. Ó o perigo, gente, só um sonho na vida inteira, melhor não, tá?
Já fica aqui o disclaimer. Mas assim, ele tinha este sonho, e se ele viveu a vida inteira dele, não realizou esse sonho, e ele quer muito voltar. Aí, spoiler, tá? A hora do spoiler: ele consegue voltar, ele volta, e ele toca piano nesta banda, nesse lugar que ele sempre sonhou. E é maravilhoso, e é delicioso. Ele toca e dá tudo certo, é incrível. E ele vive aquele momento oceânico de tipo, meu Deus do céu, eu sempre sonhei com isso, isso está acontecendo, e tudo maravilhoso.
E aí tem um diálogo que, aí, gente, esse diálogo é o motivo do colapso de meio mundo, que ele fala, ele tá se relacionando ali com uma das integrantes da banda E aí ele fala: e agora? Pô, esse era meu sonho desde sempre. E agora, o que que a gente faz? Aí ela fala: agora a gente volta amanhã e faz exatamente a mesma coisa. Aí ele fala: mas todo dia a gente vai fazer isso, a mesma coisa? E ela fala assim: todo dia a mesma coisa.
E de repente, a coisa que ele sempre sonhou se torna uma coisa horrorosa, ou no máximo uma coisa corriqueira e banal, entende? Porque não tem fim, porque ele vai fazer isso e ele conseguiu, ele chegou lá e fé. É o Sísifo subindo, para quem já ouviu o episódio do Sísifo, subindo a pedra até o topo da montanha, chegando lá e falando assim: e agora, meu povo, eu faço o quê aqui de cima com essa pedra? Então será que as coisas teriam graça se elas não acabassem?
Será que o seu relacionamento, será que a sua vida, será que seu trabalho, será que sua rotina? Será que sua família, será que as relações que você tem, o jeito que você pensa, sua relação com seu corpo, será que isso teria graça se não fosse acabar? E será que— e aí é aqui que o trampolim começa a voltar, fomos até o fim do poço e o trampolim começa a voltar— será que— e aí é uma pergunta mesmo que você tem que refletir aí na tua casa enquanto eu falo aqui com você da minha casa— será que não tem coisas aí na sua vida que estão meio sem graça porque você esqueceu que elas acabam, que elas têm começo, meio e fim, e você tá no meio.
Nesse mesmo diálogo do filme Soul, ela fala uma coisa muito foda assim, mas eu não vou saber falar exatamente com as palavras que ela falou porque faz tempo que eu vi esse filme. Inclusive, eu quero até reassistir, mas ela fala assim, ó: tinha um peixe que o sonho dele era conhecer o oceano. E ele nadou, nadou, nadou procurando oceano e querendo oceano, procurando oceano. E aí ele chegou num outro peixe, não sabe, sei lá o que que era aquilo, e falou assim: licença, você sabe onde que é o oceano?
E aí ele recebeu como resposta: uai, o oceano é aqui onde você tá, isso aqui é o oceano. E aí ele olha ao redor e fala assim: oceano? Isso aqui é água. Veja, veja, às vezes você tá no oceano e não percebeu. E aí às vezes a consciência de que isso aqui é o oceano, né, o que você, que você tá procurando às vezes já está aqui, é a água que você tá flutuando, faz com que você consiga relaxar e fala: nossa, eu estou no oceano que vai acabar, que vai secar e depois vai encher de novo.
E as coisas vão mudar, as coisas vão acabar, as coisas vão morrer. E vai ser difícil. E despedidas são horríveis. Eu odeio despedidas, eu não gosto nem de ir em despedidas. Um dos momentos mais tristes da minha vida foi— eu teve uma época que eu morei com uma das minhas melhores amigas, que é a Duda, que é a mesma que falou que eu reclamava muito, sabe? É a mesma que me salvou do sequestro na Leste Europeia. A gente morou por muitos meses juntas.
E aí, só que aqui no Brasil ela morava em Maceió, eu morava em São Paulo. A gente sabia que a gente não só não ia mais morar junta, como a gente não ia mais conviver junta. E aí ela me levou até o aeroporto e eu chorava e ela chorava. Ela me deixou uma carta, eu chorava, que na hora que eu passei— isso, a gente morava em outro país juntas, né? Na hora que eu passei ali na imigração, a policial veio me confortar. Ela falou assim, meu Deus, o que que tá se tá bem, se tá precisando, se quer que eu chame alguém.
E aí eu falava, não, é só que eu não vou mais morar com a minha melhor amiga. Ela, nossa, que susto, achei que você tinha perdido alguém. Eu detesto despedidas, mas as despedidas existem, os fins existem. E o que a vida quer da gente é primeiro uma compreensão do movimento das coisas, que depende do começo e do fim das coisas. E o que a vida quer da gente é coragem, é coragem para entender o fim e receber novos começos. No livro da Clarice Lispector, A Hora da Estrela, que eu adoro, ela conta a história da Macabeia, que é uma coitada, como eu já até disse no episódio da Songamonga.
Ela é a clássica Songamonga e ela vive muito mal, tipo assim uma tadinha mesmo, assim uma vítima da vida. E aí no final do livro, também não é um spoiler porque a Clarice nem tá mais viva, né, já escreveu há tempo atrás, mas no final do livro ela vai numa cartomante e a cartomante fala assim: olha, você vai transformar sua vida, tudo vai mudar, vai vir muita riqueza, você vai conhecer um homem ótimo, não sei o quê, você tá prestes até a mudança da sua vida, é a sua hora da estrela.
Ela sai da cartomante e morre atropelada. E isso é uma grande catástrofe da literatura nacional. E eu sempre levei esse trecho com muito pesar, daquela coisa que quase foi. E ela até fala, né, eu trouxe isso em outro episódio também, dos sinos que quase quase badalam a grandeza de cada um. É aquele quase que nunca foi. Mas recentemente eu tava conversando com a minha amiga Manu Xavier no clube de leitura dela, que inclusive eu sou apoiadora com a minha marca do clube de leitura da Manu, que ela tava fazendo uma leitura mais psicanalítica da Clarice, que é muito psicanalítica.
E ela trouxe uma perspectiva que me deu um alívio tão profundo, de tipo assim, essa morte da Macabeia é simbólica. Precisaram matar a songamonga que ela era para realizar a profecia dessa cartomante de que as coisas iam melhorar. É um fim que traz um novo começo. E quanto mais a gente resistir, quando a gente vê que a coisa tá minguando, quando a gente vê que o mundo tá puxando as coisas para o fim, seja uma relação, seja uma pessoa, seja uma fase da sua vida, seja enfim qualquer aspecto da sua vida.
Quando mais você resiste, fala: não vai mudar. Tá vendo que não vai mudar trava a mandíbula? Não vai mudar, eu preciso que fique assim para todo sempre, para eu ter controle das coisas. Quanto mais a gente faz isso, mais feias as coisas ficam. Levante a mão quem está ouvindo que ficou num relacionamento que estava obviamente horroroso, pedindo para terminar, pedindo um fim, e ficou esticando esse chiclete, esticando esse chiclete até que ele te traumatizou para sempre.
E ainda era com feio, e ele, ele mesmo que terminou com você. Você não conseguiu colocar um fim, veio a vida e colocou um fim para você de um jeito que você nem conseguia mais voltar atrás, e você se traumatizou para vida inteira. Eu estou levantando a mão agora. Quanto mais a gente resistir, mais feias as coisas ficam. Então esse episódio é sobre a gente entender e ter consciência do fim e o quanto isso deixa as coisas bonitas em vida e também depois, quando a gente consegue dar um significado e um novo símbolo diante da dor do fim.
E tudo isso me fez lembrar, e olha que engraçado, não, não faça isso, não faça isso. Olha eu resistindo ao fim desse livro aqui que eu peguei, que tá nas suas últimas Ele tá realmente no seu, na sua última temporada, tá quase indo embora. Ó, olha, só de eu falar caiu a página. Cristo Redentor, gente, o livro tá tão no fim que eu não tava achando poema, achei que tinha voado, que as páginas estão se desfazendo. Mas enfim, eu lembrei de um poema que eu, de dois poemas que eu era, eram os meus poemas da minha adolescência, tanto que eu tinha os dois escrito na minha parede, escrito na minha parede, o que tem tudo a ver com o fim da adolescência, né?
Assim, quando você olha, quando eu olho em retrospecto. Mas eu vou ler esse primeiro poema, que é do Drummond, que se chama Memória. São dois poemas muito simples, mas que tem tudo a ver com que a gente tá conversando. Memória: amar o perdido deixa confundido este coração. Nada pode o ouvido— ouvido é esquecido, tá? Um português esquisito. Nada pode o ouvido contra o sem sentido apelo do não. As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão, mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão.
E aí, lendo esse poema, eu lembrei de um outro poema que é do Oswald de Andrade, O Boi-Lixo, de Clarice de Tarcísio de Amaral. Se vocês tiverem essa curiosidade, vão, entrem nesse nessa linha de pesquisa na internet. Mas o Oswald escreveu o seguinte poema que se chama Fim e Começo, que eu acho que é uma ótima forma da gente acabar esse episódio. Fim e Começo. Esse eu sei de cor porque é muito pequenininho. Fim e Começo. A noite caiu com licença da câmara.
Se a noite não caísse, que seriam dos lampiões? Não é lindo, gente? Se a noite não caísse, que seriam dos lampiões? Inclusive, quando eu era menor, meu sonho, quando eu não tinha nenhuma tatuagem ainda, meu sonho era tatuar um lampião por conta desse poema. E eu nunca tatuei, mas uma vez eu ganhei um lampiãozinho do meu pai porque ele sabia que eu amava muito esse poema. Chegamos ao fim do episódio. Vamos falar sobre roupas confortáveis para mulheres.
Esse é o nosso mini quadro semanal antes do Choro da Semana, em que eu atualizo vocês sobre tudo que tá acontecendo na minha marca de roupas, que é a Lelabrandão.co. E esse é um aviso para todas as emos ouvintes desse podcast e órfãs das polinhas mais amadas dessa internet: amanhã, dia 5 de agosto, tem reposição das polos mais queridas deste Brasil. Sim, as polinhos em collab com Nanatz e Lusca vão voltar para o site, tanto na versão de manga curta quanto na manga longa, no rosa e no preto.
Vocês já sabem que essas polinhos foram um hit absoluto na primeira collab com eles, e dessa vez não foi diferente. Inclusive, uma curiosidade sobre essas peças é que o tecido listrado delas é um piqué que a gente mandou fazer sob medida, assim, a gente que criou a gente que botou as cores, a gente que mandou fazer. Então assim, recuso imitações, e ele foi desenvolvido especialmente para gente, muito chique. E além das Polinhos, a gente também vai repor outros lançamentos que vocês amaram muito nesse ano, porque o que que vocês não pedem chorando que eu não faço chorando também?
E no final todos nós sorrimos, não é mesmo, monas? Então, como vocês são as minhas emo favoritas da internet, quem usar o cupom EMUXA— os cupons que elas criam é inacreditável— o cupom é EMUXA com X, ganha R$10 de desconto nas primeiras 24 horas da reposição no dia 5 de agosto. Então se você perdeu as polinhas da primeira vez porque esgotaram muito rápido, essa é sua chance, minha amiga. Fica atenta lá no site www.lelabrandão.co e nas nossas redes sociais, Lelabrandão.com.
Te vejo no site, hein? Vamos para o choro da semana, gente. Eu não sei como dizer para vocês isso, mas recentemente eu tava abrindo as mensagens do meu Instagram e aí eu fui acometida, acometida por uma mensagem. Eu tirei print dela e eu vou ler ela para vocês agora, tá bom? Ela veio exatamente assim: Oi, Lela, tudo bem? Queria compartilhar um feedback pontual. Percebi que em alguns momentos do seu podcast você tem usado a palavra problema em vez de problema.
Imagino que seja algo automático, mas achei importante sinalizar para que você possa ajustar nas próximas gravações. Obrigada e um beijo. Dá para deixar mais íntima, mais formal ou mais curtinha, dependendo da proximidade com a pessoa. Vocês entenderam o que que acabou de acontecer aqui? Eu recebi essa mensagem. Tem tantas camadas. Para você que tá caindo de paraquedas aqui no Gostosas Também Choram, a gente tem algumas piadas internas.
Uma das piadas internas é que eu amo falar problema em vez de problema. Eu acho muito mais satisfatório e eu acho que faz parte do dicionário das Gostosas Também Choram, igual a gente falar xerecuda, igual a gente se chamar de mona. Tem, enfim, deposite aqui nos comentários qual é o seu vocabulário favorito do Gostosas Também Choram. Problema é um deles, especificamente quando eu falo tem problema saindo do bueiro. E aí essa pessoa, eu vou deixar vocês adivinharem qual é o gênero dela, tá?
Ela me mandou essa mensagem, o que já seria um grande problema, mas aí a mensagem acaba com: dá para deixar mais íntima, mais formal? Ou mais curtinha, dependendo da proximidade com a pessoa. O que revela— eu não sei se eu explico a piada e aí vai perder a graça, ou se não tá tão claro, mas essa pessoa botou no ChatGPT. Ela provavelmente escreveu assim: chat, tem uma podcaster que tá falando problema em vez de problema, você pode por favor escrever uma resposta, escrever uma mensagem para avisar ela?
E aí eu, tipo assim, Veja o quão paradoxal é isso. A pessoa está criticando a minha forma de me expressar, pegando o bonde andando, sem saber que problema é uma piada interna, né? E assim, mesmo se não fosse uma piada interna, você tá ouvindo eu falando, você consegue entender a mensagem, que é o que importa. E se esse sempre foi meu jeito de me comunicar, não falando problema, mas assim, a fidelidade à gramática ortodoxa brasileira, de português brasileiro, eu só tive essa fidelidade ao escrever meu livro, porque é um livro, e ao escrever meu TCC também, porque são documentos formais.
Aqui eu estou falando no seu ouvido por uma hora ininterrupta. Se eu falar, tô muito pomposamente, corretamente, pensando do ponto de vista gramatical, você vai falar, que saco esse podcast, vou tirar. E vou ouvir café com Deus Pai. Brincadeira. Ela veio me criticar a minha forma de expressão, me dar essa crítica construtiva, sem problema nenhum, eu aceito críticas construtivas. Mas o que eu achei muito engraçado agora, o mais engraçado é que ela não teve a capacidade de escrever o próprio— essa mensagem tem 4 linhas, ela não teve a capacidade de escrever 4 linhas por si só, ela teve que pedir ajuda à inteligência artificial.
Esse é o meu choro da semana. Minha obsessão atual já foi citada nesse episódio, que são os novos episódios de Casa do Dragão. Se você nunca viu, é uma série da HBO Max. Eu acho muito boa. Tem gente que odeia. Eu não gosto dessas coisas de Idade Média, eu nunca vi Senhor dos Anéis, não é uma coisa que eu gosto, mas eu acho a trama muito boa. Eu fico hoje em dia que eu vi muitas vezes Game of Thrones e agora eu tô vendo Casa do Dragão E eu tô um pouco mais velha e agora eu trabalho com audiovisual, né, indiretamente.
Eu fico olhando aquilo, eu fico, gente do céu, que superprodução do caralho! Tipo assim, cada episódio deve ter custado, sei lá, 1 milhão de dólares para fazer. Que surreal! Tipo, como que isso volta? Como que esse dinheiro volta? Tantas perguntas. Mas eu tô amando a nova temporada, acabou de começar, então essa opinião tem validade de uma semana. Mas se você não viu, tá procurando uma série boa. Recomendo essa. E eu tô vendo uma outra série também que eu ainda não terminei, que foi recomendação da minha dermatologista.
Um beijo, Cíntia, Doutora Cíntia, que se chama I Will Find You na Netflix, que é um suspense que começa porque um cara foi preso. Os atores são maravilhosos, maravilhosos. Se eu não me engano, o ator principal fez Avatar, e a atriz principal é a de Ruptura, que eu amo ela. Eu amo personagem que ela fez em Ruptura, e ela tá muito bem também na série. Chama I Will Find You, em português deve ser Vou Te Encontrar, Vou Te Achar, alguma coisa assim.
Mas é a história de um cara que foi preso por matar o próprio filho, só que ele não matou o próprio filho. E aí no primeiro episódio, já isso não é spoiler, ele descobre que o filho não, na verdade ele não está morto. E aí ele quer achar o filho, por isso que se chama I Will Find You, só que ele tá dentro da prisão. Então é uma minissérie e eu tô gostando muito, ainda não acabei, mas até onde eu vi eu tô gostando. Gosto de série de suspense, tá ótimo.
Tô assistindo com o Vitor. Inclusive, hoje eu tive insônia, deu sei lá 4 e pouco da manhã, não tinha conseguido dormir ainda, e o Vitor já tinha acordado. Aí eu fui lá, só que ele acorda e fica na cama um tempo, né? Aí eu fui lá no quarto dele, a gente ficou assistindo junto até umas 6. Gostaram, meninas? Bom, chegamos ao fim do episódio. Espero que você tenha gostado. Se você quiser me seguir lá nas redes sociais, é @lela.brandão.
A minha marca de roupas confortáveis para mulheres é a lelabrandão.co. Www.leilabrandão.co. Você tem desconto com cupom GOSTOSA E CHORONA. O meu livro Vertigem já está disponível nas livrarias de todo o Brasil, nos aeroportos, fiquei sabendo também, e também no link que eu deixo aqui na descrição. Dê preferência para as livrarias. E acho que é isso, meu povo. Então a gente se vê semana que vem, pode ser? Um beijo e tchau! Se você ficou até o final deste episódio e faz parte das divas, das queens que ficam até o final do episódio, por favor comente aqui embaixo ou o seu comentário com esse emoji, ou se quiser só esse emoji também para eu saber que você ficou até o final do episódio.
Eu pensei no emoji de sino em homenagem a Macabea, que os sinos nunca badalaram e a gente vai badalar. Vocês lembram do episódio de Songamonga? Nós vamos badalar! Então comenta aqui com emoji de sino e é isso, pode ser? E também me deixa aí uma recomendação de série legal assim de suspense. Eu amo essas séries, tipo Sharp Objects. Ah, enfim, séries de suspense com roteiro bom, comenta aqui embaixo que eu vou amar, tá bom? Tá bom, então tá bom, nos vemos semana que vem. Um beijo e tchau!
Dove
Sabonetes SérumLiv Up
Marmitas e snacks saudáveis