Episódios de gostosas também choram

como fazer as pazes com o seu corpo

21 de julho de 202653min
0:00 / 53:13

é minha amiga... ta na hora de se cessar a batalha contra o seu corpo. nesse episódio (que foi ao vivo, com parte do seleto grupo das mais mais na plateia!) a netshoes me convidou pra conversar sobre corpo, movimento e bem estar, e eu trouxe o livro "o corpo tem suas razões" pra gente conversar sobre como parar de pensar tanto na fachada e finalmente entrar no nosso corpo casa. você vai entender depois de ouvir :)

Ganhe 15% off na Netshoes com meu cupom LELA15

⁠https://bit.ly/cupom-lela⁠ 

O cupom LELA15 dá 15% OFF na primeira compra, válido em todo o site e app da Netshoes, com quantidade limitada de uso. O cupom só funciona mediante login para comprovação de primeira compra. Desconto máximo de R$ 50,00.

Meu livro, Vertigem, ta disponível aqui:

⁠⁠https://amzn.to/4uS5hvr

se quiser me acompanhar no insta é ⁠@⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠lela.brandao⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

no tiktok é⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ @lela.brandao⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

se quiser ver minha marca de roupas confortáveis é⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@lelabrandao.co⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

o site é⁠⁠⁠⁠ www.lelabrandao.co⁠⁠⁠⁠

link do nosso grupo do whatsapp:⁠⁠⁠

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://whatsapp.com/channel/0029VaepZM54IBh7qBq21q3o⁠⁠⁠⁠

Participantes neste episódio4
L

Lela Brandão

HostInfluenciadora
Â

Ângela

Convidado
C

Camila

Convidado
P

Paula

ConvidadoAssistente social
Assuntos6
  • Relação com o CorpoCorpo como casa · Fachada vs. interior do corpo · O Corpo Tem Suas Razões: Antiginástica e Consciência de Si
  • Progresso e MovimentoTrocar 'exercício' por 'preliminares' · No pain, no gain vs. prazer no movimento · Preparar o corpo para viver as delícias da vida
  • Experiências na academiaAcademia como punição · Pressão estética e comparação · Comentários inadequados sobre corpo e peso
  • Saúde como um somatório de hábitosCozy Workout e movimento individualizado · O corpo pede movimento, não receita · Priorizar e proteger o tempo de movimento
  • FibromialgiaDor crônica e limitações · Movimento como tratamento 360 · Descanso como parte do processo
  • Bastidores e PerrenguesHappy hour e carro preso na garagem · Pisar em massa fresca na rua · Música inapropriada tocando no escritório
Transcrição93 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LBLela Brandão

Oiê, como é que a gente dá as melhores condições para o nosso corpo prosperar? Será que você tá dando as melhores condições para o seu corpo prosperar? Ou será que você só tá repetindo uma receita que você viu em algum lugar, mas que nunca foi feita para você? Gente, eu acabei de reler um livro que eu li quando eu tava começando a criar minha marca. Uma vizinha minha me deu há 7 anos atrás, 6 anos atrás. Eu li ele, fiquei obcecada.

Vários conceitos dele serviram para eu criar a marca e eu me baseei nas ideias da autora para isso. E aí alguma coisa tava me puxando de volta para esse livro para eu reler ele. Eu usei ele de fonte também no meu livro Vertigem. E sabe quando você olha para uma prateleira e tem um livro que tá te puxando, você não sabe por quê? E aí eu fiz ele furar a fila da minha leitura, reli ele, e eu achei tão alinhado com o que eu tenho vivido em relação ao meu corpo, em relação a fazer as pazes com o meu corpo através do movimento, que hoje a gente vai falar por uma hora ininterrupta sobre ele.

O livro se chama O Corpo Tem Suas Razões: Antiginástica e Consciência de Si. Eu vou começar lendo um trechinho dele aqui, literalmente na página 1, que é o seguinte: neste instante, esteja você onde estiver, há uma casa com o seu nome. Você é o único proprietário— vou mudar para proprietária porque aqui somos mulheres— você é a única proprietária, mas faz tempo que perdeu as chaves. Por isso fica de fora, só vendo a fachada, não chega a morar nela.

Essa casa, teto que abriga suas mais recônditas e reprimidas lembranças, é o seu corpo. E aí a pergunta de hoje do episódio é: o que que as paredes da sua casa-corpo têm dito por aí e o que que elas têm ouvido de você. E hoje, minhas divas, estamos muito bem acompanhados. Eu não tô sozinha nesse podcast hoje. Eu tô primeiramente literalmente acompanhada de centenas de divas que estão aqui ao vivo. Falem oi! Você que tá ouvindo aí o episódio do podcast lavando louça, indo para o trabalho, fazendo cardio, deve estar morrendo de inveja, mas tem centenas de mulheres aqui e talvez alguns homens, não enxergo.

?Voz C

Ah, olha o Dani! E aí?

LBLela Brandão

Pra me acompanhar na gravação desse episódio ao vivo. E não só essas divas estão me acompanhando hoje, mas como a icônica Dona Netshoes. A gente tá aqui diretamente do Teatro YouTube, a convite de Netshoes, que foi quem puxou essa conversa sobre corpo, movimento e bem-estar. Eu não sei se vocês sabem, mas eu sou embaixadora da Netshoes. Vocês sabiam disso? Isso é muito chique, gente. Isso aí vai para o primeiro lugar do meu currículo.

Eu sou embaixadora da Netshoes mesmo que eu era a última a ser escolhida na educação física. Alguém sofreu do mesmo trauma? Muitas de nós. Quem diria que a lelinha que ninguém escolhia para o time nem de vôlei estaria aqui? E além disso, mesmo que eu não faça mais de 15 minutos de escada ainda, Eu também sou embaixadora da Netshoes. E eu acho o máximo ser embaixadora da Netshoes.

?Voz B

Por quê?

LBLela Brandão

Por muitos motivos. Primeiro, eles são icônicos e têm coisas icônicas na Netshoes. Inclusive este tênis que eu estou usando. E segundo, porque eles acreditam em movimento e bem-estar e corpo de um jeito muito alinhado com o que eu acredito. Que é não pensando no resultado final, mas sim o movimento que você cria no seu ritmo. Para conseguir dar as melhores condições para o seu corpo prosperar. Inclusive, o lema deles é literalmente: vai no seu ritmo.

Então eu queria agradecer a Dona Netshoes por este dia, essa oportunidade e essa conversa que vocês puxaram. Vamos agradecer juntas?

?Voz B

Obrigada, Netshoes!

LBLela Brandão

Ai, eu amo, gente, vocês são divas. Então obrigada por puxar essa conversa e também patrocinar esse episódio e fornecer esta experiência inesquecível para as minhas divas gostosas e choronas. Vamos lá, vamos lá! Ah tá, gente, que que é isso? Parece tão baixa. Vamos lá, eu vou ler mais um trecho do livro e aí a gente vai discorrer sobre essa coisa do corpo casa e de como a gente pode encontrar as chaves de volta para esse corpo casa.

Vamos lá. Você pode, no entanto, reencontrar as chaves do seu corpo. Tomar posse dele, habitá-lo enfim, e nele encontrar a vitalidade, saúde e autonomia que lhe são próprias.

?Voz C

Como?

LBLela Brandão

Não, certamente, se você considerar o corpo como uma máquina fatalmente defeituosa e que o atravanca, como uma máquina composta de peças soltas: cabeça, costas, pés, nervos. Gente, cada trecho desse livro eu queria grifar e fazer uma placa, porque Primeiro, eu acho essa coisa da gente entender o corpo como um corpo-casa muito simbólica, porque o que ela coloca é assim: a maioria de nós não chega a habitar o corpo, a gente olha ele como uma fachada, como uma fachada, que é exatamente o que acontece quando a gente entende o movimento como uma forma de chegar a um objetivo final, que é o contrário do que queremos fazer aqui, porque aqui a gente quer viver deliciosamente.

E a metáfora da casa é literalmente algo que pode ser delicioso. Se você pensar no lugar mais confortável do mundo, pra onde você sempre quer voltar quando você tá cansada, é lá que você se restaura, é a sua casa. E a gente tem o poder de transformar o nosso corpo na nossa casa, apesar das pressões externas de fazer a gente querer fazer dele uma fachada. Então nesse episódio a gente vai tentar entender como a gente pode encontrar uma chave, de muitas chaves, que pode fazer com que a gente finalmente entre em casa, tire os sapatos, tire as roupas desconfortáveis e fique finalmente, e se sinta finalmente em casa.

Existem várias formas da gente começar a procurar essa chave. Eu, lá nos meus 13, 14 anos, comecei a procurar essa chave na academia. Alguém já teve uma má experiência na academia? Academia é UOL, né, gente? Se a gente não inventa um jeito massa de habitar aquele espaço, academia vira um espaço muito UOL. Inclusive, outro dia, não sei se vocês escutaram esse episódio que eu gravei de uma seguidora que até falou assim: cara, como que eu faço para me sentir confortável na academia?

Porque eu entro, eu não consigo, eu chego, eu não consigo nem entrar porque me dá uma E eu me identifiquei tanto com isso, porque quando eu era adolescente eu usava academia pra me punir. Então, tipo assim, se eu comia mais, se eu fiz isso, ou tipo assim, se eu acho que eu não mereço aproveitar um dia na piscina porque eu não fiz exercício no dia anterior, eu usava academia muito pra me punir. Passaram-se anos, eu fugi da academia por muitos anos, tipo assim, não conseguia passar perto de tanto que foi traumático aquele momento na minha vida.

E aí eu voltei pra academia faz uns 2 anos. E eu amava minha academia. Eu fiz uma estratégia muito perspicaz, que foi: fiquei melhor amiga de uma personal de lá. E eu chegava e já catava ela, a gente ficava fofocando, tomava um café e aí eu ia treinar. Isso é uma boa estratégia porque você se sente menos deslocado ali, né? Você tá acompanhado de alguém. Mas naquela academia que eu tava, eu ouvi umas coisas tão desesperadoras, pra não falar outra palavra.

A primeira coisa que eu ouvi, que já começou a me... Levantar uma red flag, foi uma vez que eu tava treinando. E eu tenho fibromialgia, vamos voltar nesse assunto mais pra frente. Mas o que que acontece? Eu treino com progressão de carga, ou seja, meu objetivo na academia é que eu consiga levantar cada vez mais peso pra que eu fique cada vez mais forte, que é o que eu quero quando eu vou na academia. E aí a fibromialgia ela me faz dar um passo pra frente, dois pra trás, três pra frente, um pra trás, porque quando eu tenho crise eu preciso regredir.

E aí naquele dia eu tava fazendo um exercício sem carga, só com o peso da máquina, que já é um peso absurdo para mim. E aí eu tava indo nessa máquina, tava com essa personal que era minha amiga do lado, tava indo até essa máquina. E aí tinha coisas nessa máquina, tipo assim, um celular, uma coisa assim, mas não tinha ninguém treinando. Aí a gente ficou olhando assim para os lados, tipo, nossa, quem é que tá treinando aqui? Aí chegou um homem, sempre.

CCamila

E aí ele falou, ah, eu tava—

LBLela Brandão

vocês vão usar aí? Eu tava usando. A gente, sim, vamos usar. Aí ele tava cheio de peso, né, daquelas anilhas. Aí a gente começou a tirar, ele falou, eu ajudo vocês a tirar. Aí a gente foi tirando, tirando, ele tava tipo assim com 100 kg. Aí foi tirando, tirando, aí ele fez assim, nossa, mas tu vai treinar sem peso? Eu falei, tu é meu personal por acaso pra saber qual peso que eu preciso levantar? Aí já levantou uma red flag. Aí no outro dia, essa minha personal que era minha amiga, ela tava treinando pra uma maratona. E aí eu não entendo nada, porque assim, correr eu só corro se for em perigo.

?Voz B

Olha lá, talvez eu me renda.

LBLela Brandão

E aí E aí ela tava treinando, isso fez com que ela tivesse perdido muitos, muito músculo, né, muito peso de massa muscular. E aí ela emagreceu. E aí esse cara chegou, falou: oi, tudo bem, Diana? Vamos fingir que o nome dela é Diana. Oi, Diana, nossa, como você emagreceu! E tava eu e ela assim: nossa, como você emagreceu! Ela: pois é, perdi 4 kg. E ela não tava feliz com isso porque ela tinha perdido massa muscular que ela tinha lutado para ganhar.

Pois é, perdi 4 kg no último, no último mês. Aí ele: Dá a receita para suas alunas. Vocês acreditam? Olha, me faltam palavras, pelo menos palavras adequadas aqui na presença dos divos da Netshoes. O que eles dois não sabiam, esses dois homens não sabiam, é que eu não tava ali na— e eu não, não fiquei, eu mudei de academia, tá? Hoje eu estou em uma outra ótima, maravilhosa.

?Voz B

É isso.

LBLela Brandão

E aí o que eles não sabiam era que eu não tava ali por um objetivo final. Eu não, não é isso que me motiva a colocar minhas roupas de academia, lindas e maravilhosas, modéstia à parte, meu tênis da Netshoes e ir para academia. O que me motiva é o processo. Eu não tava ali porque meu corpo não é um projeto, e eu me recuso a levar o meu corpo como um projeto, porque um projeto, a linha de chegada continua andando e você nunca vai chegar, e você nunca vai ficar satisfeita, e você vai se desmotivar, e você vai se frustrar, e você vai se comparar, e você vai se sentir péssima.

?Voz C

E eu me recuso a me sentir no meu corpo.

LBLela Brandão

Eu já passei por isso. Eu não sei se alguém aqui já passou por isso. Tá todo mundo assim, ó, na plateia. Mas eu já passei tempo demais em luta com o meu corpo, demais. Eu tenho milhões de desculpas para pedir para ele, mas em algum momento eu preciso começar a definir que eu não vou mais travar essa guerra. E eu travei, eu defini que esse momento foi agora, quando eu mudei de academia, e eu não vou mais me submeter para essas coisas.

E por muitos anos, e eu acho que isso é uma experiência comum a todas as mulheres. Eu fui para academia para emagrecer. Alguém, alguém se identifica? E se a gente não fosse para academia só para emagrecer? E eu digo só para emagrecer porque se emagrecer for o seu objetivo, é legítimo, cada um sabe os desejos que tem. Mas e se essa não fosse a centralidade do que a gente tá fazendo ali? Porque emagrecer é o objetivo final, qual é a graça?

Porque se você chegar lá, vai, ou vai mudar a linha de chegada, ou você chegou lá, parabéns, e agora? Vai fazer o quê da vida? Então hoje eu, quando eu perco treino e fico mal, eu não fico mal pensando, nossa, mas eu sou um lixo e eu vou, não vou emagrecer, e o meu corpo é horrível. E aí obviamente, né, melhor a gente destacar o meu lugar de fala. Eu não sou uma mulher gorda, eu tenho facilidade de encontrar roupas em outras marcas, não que eu compre muito, Mas ainda assim a gente sofre pressão estética, né?

Eu visto 44 na parte de baixo e é difícil. Eu acho roupas em outras marcas, mas às vezes é difícil. Tem marcas que nem vestindo 44, que é o M/G da minha marca, que vai até o G1, eu encontro roupas. E a gente sofre pressão estética. Se a gente é magra, é porque a gente é magra demais. Se a gente é gorda, porque a gente é gorda demais. Se a gente tá no meio, é porque a gente deveria ser mais assim ou mais passado, e é um negócio que nunca acaba.

E eu me recuso essa batalha, eu me recuso. Então hoje eu tive que fazer isso, muita análise, muito— não pode falar palavrão— muito mental, vocês entenderam o que eu quis dizer, muito esforço, muita honestidade, muitas guerras que eu olho no espelho e falo: não vou travar essa guerra hoje, não. Deixa eu ir para outro lugar, deixa eu pensar em outra coisa. Porque hoje é realmente o que eu tento pensar quando eu levanto e falo, vou treinar, e esse é o meu compromisso, e eu vou treinar.

Hoje eu consigo treinar 3 vezes por semana, é o que eu consigo. Já é muito mais do que eu imaginava que eu conseguiria alguns anos atrás. A motivação por trás disso é, eu vou dar as melhores condições para o meu corpo prosperar. Eu quero me sentir bem no meu corpo, eu quero que ele se sinta bem, eu quero ser forte, eu quero chegar na minha velhice e conseguir levantar de um sofá, de uma poltrona. Eu quero conseguir aproveitar e maximizar.

A gente fala tanto, né, agora tá na moda essa palavra maximizar resultados, mas não sei o que maximizar. Eu quero maximizar os prazeres de estar no meu corpo, é isso que eu quero fazer, e dar as melhores condições para ele. E aí, pensando em um caminho de como a gente pode começar, e eu sei que tudo isso parece às vezes muito distante, que eu tô falando de como eu me sinto, é no lugar que você pode estar ouvindo. Às vezes você tá em guerra com seu corpo e às vezes realmente é difícil essa coisa do ambiente.

E eu tô falando de academia porque é onde eu frequento, mas enfim, vamos falar também de achar o tipo de movimento que mais faz sentido para você. Mas existem caminhos, e aqui eu pensei da gente conversar sobre um caminho possível que eu acho que é um baita corta-caminho para a gente começar a construir uma relação melhor com o movimento e com o corpo, e com ambos em simbiose e não em guerra, que é Vocês sabem que eu amo palavras, né?

Bom, sou podcaster, você me dá um microfone, eu saio falando. Se você se bobear, a gente perde o jogo aqui. Estamos gravando antes do jogo do Brasil, em contexto para quem ouvir depois. E eu acredito muito no poder das palavras e como elas têm o poder de fazer a gente transformar o jeito que a gente se sente sobre as coisas. Alguém leu meu livro aqui? Quem não leu, não leu por quê? Brincadeira. Eu falo bastante no livro sobre como eu acho importante a gente fazer as perguntas certas.

Hoje a gente vai falar sobre as palavras certas. Tem um trecho do livro que eu falo, por exemplo, do vazio. Inclusive, eu já falei disso em outro episódio, que literalmente se chama Vazio. Muito criativo. Que é a ideia de transformar o vazio e começar a chamar ele de má. Vocês lembram disso? Que ma é um conceito japonês que fala sobre o intervalo entre as coisas, e é um intervalo que precisa existir para as coisas existirem. Então, tipo assim, o tempo entre uma nota e outra de uma música, o espaço entre dois objetos, uma pausa durante uma fala, tudo isso é ma, que é diferente do vazio, mas é a mesma coisa.

E aí eu fiquei obcecada neste livro. Eu vou dar um contexto do que que é esse livro, tá? Eu não sei nem se ele existe ainda, porque o meu tá a ponto de não existir já, ele tá caindo aos pedaços. Quem escreveu esse livro foram duas pessoas, mas a principal narradora é essa— vou tentar falar francês na frente de cento e tantas pessoas, vamos lá— Thérèse Bétherrat. Eu acho que é assim que fala. Essa mulher, ela inventou um negócio que chama antiginástica, que é um jeito diferente de entender o movimento.

Era assim: as pessoas iam até a casa dela com queixas. Então, tipo, ai, minha mandíbula tá travada, ai, Eu tô com dor de cabeça que não passa, não sei o quê. E aí ela fazia um trabalho no corpo, num lugar que às vezes você nem imagina, tipo assim, no quadril. E aí liberava a respiração, sabe? E ela tinha esse olhar— eu não sei se ela tá viva, tô falando no passado, coitada, ela pode até estar viva. Ela tinha esse olhar completo da consciência corporal.

E através de alguns exercícios, que ela não chama de exercícios e nem de ginástica, por isso que ela fala antiginástica, ela fazia com que você habitasse melhor o seu corpo e percebesse mais.

?Voz B

Eu queria—

LBLela Brandão

tem um exercício que ela propõe que eu queria propor com vocês. Pode ser?

?Voz B

Vê se dá aí agora.

LBLela Brandão

Se der errado, é improviso. Quem sabe faz ao vivo. Ela fala bastante de respiração. Vamos respirar uma vez profundamente. Quer dizer, duas vezes. Vocês estão vendo que a gente não deu nenhuma pausa? A gente faz respira, expira, respira, expira. Esse não é o jeito natural de respirar. Tenta respirar do jeito natural. Eu não vou falar como é, só tenta respirar do jeito natural. Vocês viram que tem uma pausa que você respira, expira Pausa, respira.

Eu nunca tinha reparado nisso, e é surreal isso, porque a gente respira desde que nasceu e nunca reparou nisso. E aí ela fala que esse é o jeito correto. Não existe um jeito correto e errado, né? Mas assim, é o jeito adequado de aproveitar todo oxigênio que entra no corpo. Isso é o que ela fala. Se tiver errado, fake news, tá na conta de ter esbeterrado. Então, através desses exercícios, ela tenta te trazer mais para o corpo e te— inclusive tem o capítulo final, são vários exercícios para você literalmente Largar o livro e fazer.

É muito legal. Se vocês tiverem oportunidade— tem alguns discursos meio ultrapassados, mas se vocês tiverem a oportunidade, acho que é uma leitura crítica que vale a pena. Eu vou ler mais um trecho, tá bom? Nosso corpo somos nós, é nossa única realidade perceptível. Não se opõe à nossa inteligência, sentimentos, alma. Ele os inclui e dá-lhes abrigo. Por isso, tomar consciência do próprio corpo é ter acesso ao ser inteiro, pois corpo e espírito, psíquico e físico, e até força e fraqueza representam não a dualidade do ser, mas a sua unidade.

Gente, não é maravilhoso? Isso é só introdução, tá? Isso aqui é a página 14, o primeiro trecho é a página 1. É surreal. E aí, gente, ela entra num conceito que eu acho tão maravilhoso, que é— e aí é isso que eu queria que a gente trocasse a palavra de Malhar, treinar, cada hora é uma coisa, né? É treinar agora, né? Antes era malhar e depois era ginástica, que era bem a época que ela escreveu esse livro. Ela propõe da gente trocar a palavra de exercício, ginástica, malhar, treinar, o que você quiser, pra preliminares.

Gente, isso não é a coisa mais maravilhosa que vocês já ouviram? Calma, a gente tá em horário de família, não vamos falar nada impróprio, né? O povo da Netshoes vai assim, pelo amor de Deus. Ela fala para a gente trocar a palavra por preliminares, e é assim que ela chama os exercícios dela. Então assim, preliminar 1, preliminar 2, é surreal, no sentido de preparar o corpo para vida. Não é a coisa mais linda do mundo? Pensa assim, ai, eu preciso treinar hoje porque não sei o quê, porque senão eu sou um lixo, porque senão eu falhei, ou Nossa, hoje eu vou fazer minhas preliminares para dar as melhores condições para o meu corpo prosperar.

Não é muito mais delicioso? E qualquer coisa que a gente fizer que faça com que a gente viva mais deliciosamente, vocês sabem que eu vou estar levantando bandeira na rua. Se a gente pensar nesse sentido do exercício como preliminar e de você conseguir viver os prazeres do seu corpo ao máximo e maximizar os prazeres do corpo E a gente coloca em contraponto com no pain, no gain, que é o que tá meio que rola, né? Assim, eu acho que já tá meio cafona isso.

Não sei se as pessoas falam hoje em dia. As pessoas falam? Infelizmente falam, mas umas pessoas fizeram que não. Eu acho que talvez na nossa bolha não, para fora da bolha. Se você tiver ouvindo esse episódio pela primeira vez e for de fora da bolha das gostosas e choronas, comenta aqui no Spotify, onde você tiver ouvindo, se você continua falando no pain no gain ou ouvindo isso em algum lugar. No pain no gain é literalmente sem dor, sem ganho.

Não tem nada que me afaste mais do movimento do que isso. Sem dor, dor eu já tenho bastante, menina. A vida tá difícil demais, eu tenho fibromialgia, eu tô cheia de dor, tô cheia de problema para resolver. Eu não quero mais dor. E que ganho é esse? No ganho é sem ganho. Que ganho é esse? Se a gente falar nessa ideia do no pain, no gain, tá falando do objetivo de forma sofrida. Chegue de forma sofrida até o seu objetivo. É o oposto do que a gente tá falando.

E quando a gente fala de no pain, no gain, é tipo assim, performance e culpa, duas coisas que não tem como viver junto com prazer e viver deliciosamente, deliciosidade da vida. Não tem como. Se você tá performando, você não tá dentro do seu corpo, então você não tem como sentir e nem estar em casa. Você tá fazendo algo pela fachada e não pelo interior da sua casa. Se você tá com culpa, se você tá agindo através da culpa, isso já vai te afastar do movimento.

E o que a gente quer quando a gente pensa em movimento é constância. Tanto que quando eu recebi meu diagnóstico da fibromialgia— eu tô falando toda hora, depois a gente vai falar de fibromialgia, aí do nada eu falo de fibromialgia de novo. É que é um assunto muito presente na minha vida. Fibromialgia é uma condição que me dá dores crônicas, para quem tá ouvindo pela primeira vez ou não sabe do que se trata. E aí quando eu recebi esse diagnóstico, a primeira coisa que eu ouvi do médico, primeira coisa, foi: você nunca pode parar de fazer exercício.

Você precisa fazer exercício até o fim da sua vida, você precisa movimentar o seu corpo até o fim da sua vida. Como que eu vou? Eu tenho 32 anos, meu objetivo é chegar aos 120. Ontem, inclusive, eu vi um vídeo de um senhor, gente, que passou para mim, de 100 anos, fazendo um discurso. Vocês viram esse vídeo? Ai, eu vou mandar no nosso grupo do WhatsApp depois. Ele fazendo um discurso, lúcido, sabe? Feliz e acompanhado das pessoas que ele ama e comendo bolo.

Tipo assim, e eu falei, nossa, isso é um objetivo de vida meu, quero viver muito, eu amo muito a vida, eu amo muito que o meu corpo me permite viver. E aí, se você tá pensando em constância, se for através da culpa, minha gente, imagina você com 100 anos culpado, tipo assim, não, eu já tô exausta, sabe? Vai ficar por quanto tempo mais agindo através da culpa? Vai ficar por quanto tempo mais se motivando pela culpa? Não, gente, não.

Vamos por outro caminho. Agora, se a gente— a gente tem outra coisa que é assim: no pain, no gain. Se a gente tá pensando no ganho, chegou lá, ai, meu objetivo é perder não sei quantos quilos, chegou lá, e agora vai fazer o quê? Ou vai passar a vida inteira em vigilância, ou vai desandar e vai largar porque já aconteceu, já conseguiu o objetivo, então agora dane-se. Gente, eu acho o oposto. Se a gente mudar a palavra para preliminares, olha, olha o leque que se abre.

Que que vocês pensam? Por favor, sejam family friendly. Mas que que vocês pensam quando vocês ouvem exercício como preliminares? Quais são as palavras que vêm na cabeça? Libertador, algo gostoso, confortável, prazer, aquecer o corpo. Olha como a gente tá falando de casa. Olha como as palavras têm a ver com casa. E quando a gente pensa nessa perspectiva das preliminares, tá tão mais alinhado com o jeito que eu quero viver. Eu não sei vocês, mas tá tão mais alinhado porque dá uma clareza de você entender o movimento.

E aí isso não é uma coisa assim, eu vou colocar uma ideia falsa na minha cabeça até que ela seja verdade, não. É você mudar a perspectiva, mudar a pergunta, mudar a palavra. Quando a gente muda a palavra para preliminares, o que eu achei genial, um beijo, Teres Beterrá, a gente ganha uma clareza de tudo que dá para fazer com o corpo e das delícias, e de tudo que envolve preparar o seu corpo e entender o movimento como uma preparação do seu corpo para viver as delícias da vida.

Para você comer e sentir o gosto das coisas, não pela quantidade de carboidratos que tem o negócio. Você comer porque faz sentido você comer em família num domingo, que você vai comer um bolo de aniversário para celebrar não sei o quê, porque você vai num casamento e não vai ficar contando calorias. Tipo assim, comer porque a gente nasceu com papilas gustativas. Tem sinal maior do que Isso pra gente realmente relaxar na ideia de sentir o prazer de ter um corpo.

Então eu quero preparar meu corpo pra poder desfrutar disso, desfrutar do descanso. E isso é uma coisa que eu aprendi muito com a minha personal de hoje, que é a Paty. Um beijo, Paty. Que o descanso faz parte do processo, porque por conta da fibro, né, que eu ando duas casas, volto uma, ando duas, volto três. Muitas vezes eu fico muito frustrada de tipo assim, nossa, consegui levantar 30 quilos nessa máquina. No dia seguinte eu consigo levantar 15.

E aí ela fala, cara, você, a gente precisa descansar esse seu músculo. Semana que vem a gente volta. E entender que o descanso ele não é um, que nem fala no livro, né, ele não é um negócio que te atravanca. Os limites do corpo não são coisas que te atravancam, são limites a ser escutados para você trabalhar com isso. E não é sem isso que a gente vai viver a nossa vida, porque como a Tá escrito no livro, né? A Therese diz, a Therese, já tô íntima, a gente entende o corpo como um amontoado de coisas que tá segurando o nosso cérebro e vive a vida assim achando que vai dar bom.

Gente, vai dar ruim, tô já falando, spoiler, vai dar ruim. Tudo tem conexão, a gente é unido por um negócio que chama fáscia. Vocês já ouviram falar? Uma vez eu fiz uma liberação miofascial, assim, miofascial, que aí era o meu professor de yoga da época. Ele mexia aqui, eu sentia aqui, aí botava o dedo dentro da minha boca e era uma coisa louca. E é basicamente, eu vou falar em termos leigos, tá, mas é basicamente um tecido que cobre os músculos e interliga todo o corpo e tá tudo conectado.

É surreal isso se a gente pensar o jeito que a gente leva a vida, que é assim, sentada no computador reclamando que tá doendo as costas e reclamando que o corpo tá cansado e reclamando de dor, não sei o quê. E existe toda uma outra possibilidade, que é entender o seu corpo como uma possibilidade de você viver muitas coisas. E o jeito que você olha para o seu corpo e trabalha, trabalha ele, define o jeito que, o quanto você vai conseguir aproveitar as experiências ou não.

Eu acho muito mais legal pensar desse jeito. E se a gente pensar no exercício pelo exercício você preparar o seu corpo para poder se movimentar de outra forma. Então, por exemplo, no começo do ano eu falei que um dos meus objetivos era fazer exercícios muito diferentões, que eu queria, que eu fiz trapézio, um trapézio lá numa viagem que eu fiz. Eu falei, nossa, eu só quero, eu quero agora escalada, eu quero isso, não sei o quê.

Aí fui tentar fazer escalada, menina, não tenho bíceps, não consigo. E aí eu coloquei como objetivo Eu sei que eu sou contra objetivos, mas eu coloquei como um plano de fundo assim: Paty, vamos trabalhar um pouco mais meus braços e minhas costas porque eu quero escalar. Então olha só, isso é entender o movimento como preliminar e não como um objetivo final, porque eu não tô querendo bíceps para ter não sei quantos centímetros de bíceps, ou tipo perder tanto de quadril.

É para eu conseguir fazer as coisas que eu quero fazer. Por exemplo, quando eu fiz esse negócio do trapézio, eu não consegui andar no dia seguinte. Porque você tem que largar o negócio, aí você larga com as pernas soltas, aí na volta você tem que puxar a perna pra colocar ela por cima. Na hora de puxar a perna, eu não fazia abdominal há não sei quantos meses. Menina, eu não conseguia rir no dia seguinte. Sabe quando você torce e você fala, ai, ai, ai, não me faz rir?

Então eu acho massa a gente começar a entender o movimento como preparatório pra outras coisas que a gente quer viver, mas também entender o movimento Não como uma receita, que a gente tem mania de abrir redes sociais, fala assim: ai, tal pessoa acordou 5 da manhã para correr 7 km. Se essa for sua brisa, à vontade, gente, cada um faz o que quer. Não é a minha. Primeiro que eu odeio acordar cedo. Segundo que, como eu disse, correr só se for de perigo.

E olha lá, então a gente vê as pessoas: nossa, eu acabei de acordar, essa pessoa já foi para o triatlon, já foi não sei o quê, não sei o que lá. Ai, estão falando agora que se correr menos do que tantos quilômetros não conta, ou pace de não sei o quê, ou musculação, ou o homem da academia que tava falando, ah, mas vai treinar sem peso. Gente, cada corpo é um corpo, cada casa é uma casa, cada história é uma história. E se pensa aí, tipo assim, fecha o olho e imagina o que seria um exercício delicioso para você.

Vocês não estão de olho fechado? Tô vendo aqui na plateia. Fecha o olho. Eu vou falar umas palavras, vocês me falam o que que acontece. Se imagina levantando e pensando: nossa, hoje eu vou fazer um exercício delicioso, eu vou movimentar meu corpo do jeito que ele tá pedindo para eu movimentar ele. O sol tá raiando, o café tá quentinho, as roupas estão confortáveis, os tênis estão deliciosos, e agora é hora de eu Ir me movimentar.

Qual é o movimento que teu corpo tá pedindo? Podem falar, podem abrir o olho. Tá vendo como cada pessoa tá falando um negócio? Ninguém falou a mesma coisa. Não existe uma receita única, existe o seu corpo, a sua história e as suas deliciosidades. Você tem que ser guardiã disso, porque vão tentar te falar que você precisa correr 32 km na manhã, faça chuva, faça sol. E se alguém falou isso como deliciosidade, com todo— a menina tá assim, não, Com todo respeito, você faz o que você quiser, não é a minha verdade.

Eu tô com mania de falar essa frase, não é minha verdade. Inclusive, outro dia eu vi um, não sei se vocês já viram essa trend no TikTok, achei maravilhoso, que chama Cozy Workout. Vocês já viram, gente? São umas meninas gringas que elas falaram assim, eu não gosto do ambiente de academia, não tem nada a ver, não sei o quê, eu vou fazer, basicamente ela falou Vou me exercitar deliciosamente. Gente, ela montou um quarto cheio de iluminação indireta, botou uma esteira, botou um cantinho do café e botou uma televisão gigante.

E aí ela passa um café e fica na esteira vendo Sex and the City, tipo assim, vendo uma série. Isso é movimento, tipo assim, não é maravilhoso isso? Eu, por exemplo, eu, eu Como eu disse, estou— eu faço 15 minutos de escada, é o meu máximo. Vocês acham isso vergonhoso?

CCamila

Não?

LBLela Brandão

Vocês acham massa? Eu não sei, eu espero.

?Voz C

Sim?

LBLela Brandão

Tá. Eu acho o máximo, porque eu conseguia fazer 5 só. Agora eu tô conseguindo fazer 15 e depois ainda faço meia hora de esteira. E aí eu tentei muito, as pessoas falavam, você tem que botar uma playlist, não sei o quê, não sei o que lá. E aí eu ia e eu ficava muito cansada no final, eu não conseguia, não conseguia. Eu falei, sabe o quê? Eu fico na minha casa rolando TikTok por 40 minutos e não percebo. E se eu botar um TikTok com fone e ficar lá rolando TikTok?

Agora, gente, eu não abro TikTok até chegar na academia. Aí eu chego na academia e falo, ai, meu momento! Aí eu boto meu fone e fico lá na escada vendo TikTok, nem sei o que tá acontecendo. Ainda tem um ventilador bem em cima assim, maravilhoso! Este é o meu ideal de exercício. E é pouco tempo. Minha Paty, minha personal, falou que tá suficiente. Então eu tô feliz. Então É legal da gente pensar qual é o tipo de movimento que faz a gente feliz.

Não vai ser igual para todo mundo. Vocês viram agora, cada uma falou um negócio. Provavelmente alguém até falou corrida, por incrível que pareça. Então acho que tá mais do que na hora, gente, da gente entender o nosso corpo não como um projeto, não como um objetivo final ou um obstáculo a ser vencido, ou algo que atravanca a gente, que atrasa, mas como que ele realmente é nossa casa. E o exercício, o movimento, as preliminares Elas podem ser uma chave pra gente entrar em casa, pra gente deixar de entender o corpo como fachada e realmente entrar e sentir o cheiro de café, vestir as roupas confortáveis, botar Sex and the City ou TikTok, o que você preferir, e entender o movimento como um momento sagrado da rotina pra você ser o seu corpo, você estar no seu corpo, ser o seu corpo, habitar ele, sentir ele se movimentando, entender a respiração que tem uma pausa que você nunca tinha visto, ou que você tá com uma dor que você não tinha percebido.

Ou que você consegue até chegar mais perto do seu dedo do pé do que você imaginava. E uma dica é que ninguém vai priorizar esse horário para você, tá? Você vai ter que proteger ele com unhas e dentes. E aí inventa que tem uma reunião, ninguém vai perguntar. Eu amo falar isso: gente, não posso esse horário, eu tenho reunião. A reunião, eu e meu corpo. Quando eu recebi, finalmente cheguei no ponto que eu queria. Quando eu recebi o diagnóstico da fibromialgia, O médico falou isso, né, de você nunca vai poder parar de fazer exercício.

Na hora que você parar, o seu corpo vai começar a sentir, você vai sentir cada vez mais dores. A fibromialgia não tem um tratamento, ela é um tratamento 360, você tem que tratar de todos os lados. E aí, se você deixa um prato cair, o outro sente, começa uma avalanche. Então você tem que meio que ficar equilibrando. E aí, quando eu entendi que o exercício ia ter que ser uma constância para mim, eu entendi que eu precisava fazer as pazes com aquilo.

E é o que eu sempre digo, eu não queria ter fibromialgia. É uma condição que inclusive hoje é lida como uma deficiência, inclusive, que sim causa muitas dores, muitas limitações, muitas coisas ruins. Mas o jeito que esse diagnóstico me trouxe para perto do meu corpo e me obriga a ficar aqui atenta, cuidando, vigiando, protegendo meus horários com unhas e dentes, levando a sério o movimento, entendendo que isso é um compromisso para vida.

Não é que eu vou fazer aqui, lembra daquelas revistas que era assim, seca a barriga até o verão? Não é a curto prazo, não é a curto prazo, e não é sem o corpo que a gente vai fazer nada. Então é um compromisso a longo prazo e é um compromisso que precisa ser delicioso, senão você vai largar a mão. E no meu caso, eu vou começar a sentir dor, então eu tô fora. Vocês sabem que eu não aceito essa parada de sentir dor, não. E aí eu queria trazer Primeiro, a clareza do quanto tudo isso que eu falei tem a ver com o vai no seu ritmo da Netshoes.

Por isso que eu acho que os discursos são extremamente alinhados, porque quando a gente pensa no vai no seu ritmo, é você encontrar o seu ritmo, o que que faz sentido para você. Se faça essa pergunta em vez de ir no ritmo dos outros e entender os exercícios como uma receita que pode vir de fora, uma resposta que pode vir de fora. Quem leu o livro, spoiler, sabe, meu livro no caso, não esse, sabe que eu tenho asco a respostas que vêm de fora, porque elas nunca, nada é tão simples assim.

Então quando eu penso em um exercício delicioso, eu penso primeiro nesse TikTok que eu vi dessa diva que eu fiquei obcecada, dela tomando um cafezinho fazendo esteira. Gente, que delícia! Eu, por exemplo, a minha amiga tá voltando agora, que ela tava planejando um negócio, não tava podendo esse compromisso comigo, mas a gente tinha esse compromisso de todo domingo sair para caminhar por 1 hora e meia. E a gente, eu entrava no carro dela e a gente falava, vamos pegar um café?

Aí a gente ia numa cafeteria, pegava um café e ficava andando. Isso é exercício, isso é movimento, só que no nosso ritmo. Assim como a musculação é exercício no meu ritmo, e eu não vou botar peso na máquina porque um homem aleatório falou, norma, vai treinar sem peso. E eu também não vou pegar receita de emagrecer porque emagrecer nem é o meu objetivo, tipo assim, sabe? Sabe? Então a gente ter essa consciência, se fazer as perguntas certas, dar o nome certo para as coisas, eu acho que tem um potencial muito transformador.

E eu queria concluir com um outro trecho do livro e depois a gente vai para o choro da semana, pode ser? Mas é possível, é essencial sentir em nosso corpo quem somos, o que somos. Sejamos antes de tudo corpo, seja Tá embargando a voz. Sejamos enfim corpo, sejamos. Não é lindo, gente? Palmas para a Terrelse! Vamos para o choro da semana. Tô sabendo que o choro da semana não vai ser meu essa semana. Tem divas da plateia que vem aqui.

Deixa eu explicar como é que vai acontecer. Vão vir 3 divas contar os choros delas respectivos. E aí eu tô aqui Tá certo isso, Dona Netshoes? Esses valores? Cristo Redentor! O melhor barra pior choro, né, não tem como saber, vai ganhar um cupom de R$500 na Netshoes. E o segundo e o terceiro lugar vão ganhar cupons de R$300 da Dona Netshoes. Eu quero também, vou contar meu choro. E a gente vai votar juntos nos choros, tá? Então vamos lá, podem entrar divas icônicas.

CCamila

Oiê, posso contar meu cheiro da semana?

LBLela Brandão

Pode contar. Fala primeiro seu nome, por favor.

CCamila

Bom dia, gente, eu sou a Camila. Prazer.

LBLela Brandão

Oi, Camila!

CCamila

Obrigada, gente.

LBLela Brandão

Conta pra gente o que rolou.

CCamila

Ai, gente, vamos lá, né? Eu troquei de emprego recentemente. A vida adulta, fazer amizade, trocar de emprego, difícil demais. Tava muito sofrido. E aí rolou o famoso happy hour da firma. Falei, cara, vou ter que ir, né? E minha bateria social, ela esgota muito rápido. Então 6 horas da tarde, que é a hora que acaba o trabalho, eu já tô com a bateria social esgotada. Mas tive que ir no happy hour. E eu, quando eu trabalhava na empresa antiga, eu ia trabalhar de carro todo dia, mas era muito longe, muito cansativo.

E agora eu trabalho um pouco mais perto de casa. Eu não, agora eu vou de transporte público para gastar 20 minutos. Ai, mentira, gente, eu continuo indo de carro trabalhar.

LBLela Brandão

Ai, todo mundo se engana, né?

CCamila

Eu não sei porque eu queria enganar. E aí eu de carro trabalhar, paro o carro no estacionamento lá do prédio da firma. A gente foi para o happy hour, eu vou ficar meia hora. Mentira também, fiquei um pouco mais, né? Preciso fazer amizade.

LBLela Brandão

Não queria ir, de repente ficou até o dia seguinte.

CCamila

É que assim, o pessoal é muito jovem e eu sou um pouco mais velha. No outro dia uma amiga falou assim, ai, você já percebeu que a gente não faz mais amizade com a Cidinha da contabilidade? Eu falei, amiga, a gente virou a Cidinha da contabilidade.

LBLela Brandão

E aí as melhores pessoas das empresas são as Cidinhas da contabilidade, sabem tudo.

CCamila

Enfim, aí tive que ir para fazer amizade com o pessoal mais novo, tal. E aí eu vindo, né, capturando as fofocas da empresa. Quando foi umas 9:30, eu falei, gente, preciso ir embora para casa, tô cansada, né, vou embora para casa. Subi de volta para o prédio. Aí eu já achei meio estranho que as portas estavam todas fechadas, tava meio escuro. Falei, ah, beleza, né. Desci para garagem, uma placa gigantesca, expediente encerrado.

O meu carro, eu vi ele de longe assim Ele olhou para mim, eu olhei para ele. Eram umas 9:30 da noite, eu já tava doido. Aí eu falei, ai meu Deus, tá. Aí abri a portinha do segurança, fui lá, e aí tinha aqueles armários de guarda-chave de garagem. Tentei abrir, fechado. Ok, vou subir na recepção do prédio. Cheguei lá, 2 seguranças assim com aquela boa vontade, né. Aí eu, moço, então, né, meu carro tá preso na garagem, eu preciso pegar a chave.

Tentei abrir o armário, não tá rolando. Ai, não posso fazer nada, a empresa é terceirizada. Falei, moço, mas eu não vou deixar meu carro aqui. Você não tem contato com essa empresa? Não, não tenho.

LBLela Brandão

Ele também, amiga, às 9:30 da noite ele também já não tava com mais carinho.

CCamila

É que ele já começou não querendo, né? Coitado, turno da noite. Aí um outro segurança vindo, ia ser, eu tava sem celular, meu celular tava dentro do carro, com um monte de medo de ser assaltada. Não conseguia. Ai, gente, porque eu tava andando aqui na Paulista, vai que passa a gangue da bicicleta. Direta, sabe? Eu falei, ah, deixa, deixa tudo dentro do carro. Não ia conseguir avisar meu marido. Eu já fiquei, já fui com a cabeça lá longe, né?

Falei, putz, vão achar que enfim fui sequestrada, sei lá. Aí eu mostro, pelo amor de Deus, eu não tenho como avisar minha família, eu não tenho como, eu não tenho como, não tem bilhete único, não tem como pegar metrô. Eu vou dormir aqui na sua casa, eu vou sentar aqui, vai ficar eu e você aqui o dia inteiro. Aí ele, o outro segurança viu meu desespero, falou, não, vamos lá. Aí ele magicamente tinha uma chave. Descemos, pegamos a chave do meu carro.

Ele: essa chave aqui? Eu falei sim. Aí ele: tá bom. Aí eu fiquei pensando: mas como que eu vou pagar o estacionamento? Porque lá na garagem tem um totem e tem os manobristas, e a empresa que eu trabalho promove o direito ao desconto da diária do estacionamento.

LBLela Brandão

Ela ainda queria o desconto do estacionamento.

CCamila

Você vai entender. Aí eu: moço, meu Deus, como que eu vou pagar? Aí ele falou assim: Olha, nessa parte eu realmente não consigo te ajudar porque, né, não tem o sistema tal. Falei, beleza, eu vou pagar no Totem. Encostei o ticket, R$160 de estacionamento.

LBLela Brandão

Meu Deus, o pior happy hour da história!

CCamila

O pior happy hour da história! Eu só comi 2 espetinhos carne dura, um refrigerante sem gás. R$170 mais os R$100 que eu gastei no bar. Jesus, para 2 espetinhos podre e refrigerante sem gás, porque eu não podia nem tomar um nada, que era um dia de semana e tava dirigindo. Aí eu falei, ok, eu vou pagar. E aí eu paguei, gente, era final de mês, sabe? Não tinha dinheiro. Não, eu tinha mais alguns dias até o salário cair. E aí eu entrei no carro e eu literalmente chorei porque eu tava muito quebrada.

LBLela Brandão

Todos também choram.

?Voz B

E aí eu literalmente chorei.

LBLela Brandão

Aí eu liguei para o meu marido, eu tô indo embora para casa, paguei R$180, tô sem medo, tô dormindo.

CCamila

Aí eu tô vendo o jogo, que é isso, gente. Aí no dia seguinte, mas tem desfecho, no dia seguinte eu desci na garagem, aí eu perguntei para o manobrista, um fofo querido, onde tá a placa do horário de funcionamento de vocês? Aí ele, por quê? Eu falei, porque ontem não tinha mais ninguém, eu quase não consigo ir embora com meu carro, paguei mais caro porque não tinha ninguém para abonar, porque o meu desconto de funcionário permite pagar R$30 estacionamento, paguei R$160.

LBLela Brandão

Jesus.

CCamila

Aí ele, não, não, moça, eu vou abonar os demais dias para você até completar o valor a mais que você pagou.

LBLela Brandão

Aí eu Foi um divo, né? Foi um divo. Se ele tiver apoiando CLT, gente, se ele fosse do seu escritório, ele seria Cidinha da contabilidade.

CCamila

Exato. E aí foi assim, gente, meu choro da semana passada, bem recente, foi toda uma saga. Gatilho.

LBLela Brandão

Obrigada por compartilhar.

?Voz C

Olá, oiê!

LBLela Brandão

Conta o seu nome e o seu choro.

?Voz C

Meu nome é Paula.

LBLela Brandão

Oi, Paula!

?Voz C

Mulher, o que que aconteceu?

LBLela Brandão

Quando a história começa assim, mulher, mulher, deixa eu te contar.

?Voz C

Não, tava indo para casa das amigas, né, à noite, durante a semana, tomar um café ali, né, com as amigas e tudo mais. E tudo bem. E eu tava num bairro, ia para o outro para pegar o metrô, e tranquilo. Desci na rua da direção ao metrô, né, tudo, tudo limpo, tudo certo, tranquilo. Tava no meu horário, no meu caminho, tudo certo. Aí eu vi um pessoal dando tipo, não, não. E eu achei que era um tchauzinho para mim. Eu assim, eu assim, eu andando com fone ouvindo Gostosa, Você Nem Chora, ouvindo o último volume.

LBLela Brandão

E eles assim, você tava ouvindo o podcast?

?Voz C

Eu tava ouvindo o podcast.

LBLela Brandão

Nossa, eu sou muito xerecuda mesmo.

?Voz B

Era para todo mundo me dar oi.

?Voz C

Sim, sim, era lá para novembro, se eu não me engano, era o Tá Barato ainda, menina. E eu assim, ouvindo no último volume, eles assim dando tchauzinho para mim, né? E eu desci na rua. Nisso que eu tava descendo, eu coloco o pé na calçada e a massa tava fresca. Só que eles estavam fazendo a massa assim na hora ali, terminando a calçada. E foi um pé e não tinha onde colocar o outro pé. Foi o outro pé. Foi terrível. A obra de arte culposa.

Exatamente. E foi assim, câmera lenta, eu vi tudo em câmera lenta descendo. Meu Deus! Eu tiro o fone, aí eu começo a cair a ficha assim, dá por mim. Aí eu pedi desculpa, eu não sabia onde enfiar a cara. Aí eu entendi que não era tchauzinho, sabe? Era só para não parar.

LBLela Brandão

Aí eu entendi que não era que eu tava arrasando, não, não tava arrasando naquele momento.

?Voz C

Fui arrasada e tá Até hoje esse, esse, essa estampa? Estavam fazendo, aí eles refizeram.

LBLela Brandão

Ia virar todo mundo lá.

?Voz C

Eu tive que voltar para casa, joguei o tênis na água, me atrasei. Deu certo, deu certo, mas foi isso assim.

LBLela Brandão

Amei! Palmas para Paula, amei a obra de arte dela. Obrigada, Paula, por compartilhar. Ui, o meu choro da semana, ouviu? Vamos lá. Seu nome, por favor.

?Voz B

Eu sou a Ângela. Oi, gente!

LBLela Brandão

Oi, Ângela!

?Voz B

E eu vou precisar que vocês segurem minha mão quando eu contar essa história, porque é um choro da semana assim, master plus. É contexto: eu trabalho no setor financeiro de uma empresa, e no escritório que eu trabalho é só o setor financeiro. Então, tipo assim, a gente acaba sendo um lugar bem silencioso ao longo do dia, porque tá todo mundo focado, blá blá blá. Então eu tava lá um dia bem plena, vendo, fazendo meu trabalho e ouvindo música no fone conectado no notebook, no Spotify do notebook.

Infelizmente eu não tava ouvindo, não era uma terça-feira, então eu tava ouvindo música mesmo, não tava ouvindo seu podcast. Mas beleza, tava numa playlist aleatória assim, gente, coloco todas as músicas que eu gosto e aí eu deixo lá. E aí eu fui no banheiro, aí eu pausei a música e desconectei o fone. E o fone, gente, disclaimer, o fone, o notebook, ele tem aquele negócio de tipo só tem som com fone. Então quando eu tiro, ele fica no mudo. Eu olhei isso, beleza, deixei lá.

LBLela Brandão

A gente já sabe o que vai acontecer, gente.

?Voz B

A música estava pausada, beleza. Aí eu fui no banheiro e aí eu até conectei o fone no meu celular porque eu fui ver um TikTok assim no banheiro, que era, sabe, aquele momento de ver um TikTok no banheiro. E aí, gente, eu tava vendo lá meu TikTok bem plena, feliz. E aí a minha amiga do trabalho mandou uma mensagem assim, amiga, o fone desconectou do notebook. E eu fiquei assim, tá, eu desconectei faz tempo, né? E aí eu mandei para ela assim, ué, mas tá tocando música?

E aí, gente, ela respondeu com as seguintes palavras, eu vou parafrasear ela, ela escreveu assim, roça, roça. E aí, gente, nessa hora, mano, eu abri o Spotify pelo celular para ver, saiu correndo sem calça do banheiro, eu quis me jogar pela janela, não tinha nem janela no banheiro, mas eu abri o Spotify, gente, e já tava pausado que ela pausou. A música que tava era Berimbau Tridimensional do DJ Playz.

LBLela Brandão

Gente, eu nunca mais voltava pro escritório.

?Voz B

Gente, eu considerei. Aí eu olhei, aí eu vi que tava pausado. Aí eu fiquei em silêncio uns segundos, me olhando assim, pensando. Olhei se tinha uma janela pra eu pular, se dava pra eu pular na privada, alguma coisa assim. Não dava. E eu vi o horário, falei assim, quem sabe eu espero até 6 horas? E aí todo mundo vai embora e eu saio. Mas era, tipo, 2 horas da tarde. Então eu esperei um tempo. Gente, fiquei muito tempo no banheiro, tipo assim.

Porque eu fiquei pensando assim, às vezes passa, né? Às vezes todo mundo esquece. Bebel, ninguém ouviu. Não tinha como não ouvir.

LBLela Brandão

Mas e aí, as pessoas comentaram?

?Voz B

Eu saí...

LBLela Brandão

O trauma estampado no rosto de novo.

?Voz B

Eu saí do banheiro e eu olhei pro chão. Gente, eu não olhei pra lugar nenhum. Eu fui pra um lugar assim direto, olhando pra baixo assim. E tava um silêncio. E aí a minha amiga do trabalho chegou até mim pra comentar sobre. E esse foi o erro, porque aí ela veio até mim, porque eu tava fingindo que eu não sabia. E aí ela veio até mim, ela soltou uma risadinha. Sabe quando a gente solta aquele arzinho?

LBLela Brandão

Meu Deus!

?Voz B

E aí nisso todo mundo do escritório começou a rir junto.

LBLela Brandão

E aí comentar tipo assim, ai, amiga, você foi o alívio cômico!

?Voz C

Ai, né?

?Voz B

Eu pensei isso pra me confortar um pouquinho, né? Tipo, tava todo mundo meio chato de segunda-feira. Pelo menos eles riram, né?

LBLela Brandão

Mas é, ainda era segunda-feira, ótimo! Você salvou o dia de um monte de gente.

?Voz B

É só destruir o meu, né? Só destruiu o dia. Mas aí foi isso, fizeram piadinha, falaram que não imaginava que eu ouvia esse tipo de coisa e tudo mais. Eu nunca mais vou ouvir essa música na minha vida, mas é isso. Depois vocês pesquisem a música se vocês quiserem.

LBLela Brandão

Sempre que eu ouvir eu vou lembrar de você.

?Voz C

Não, não ouço.

LBLela Brandão

Palmas, maravilhosa! Gente, vamos botar, a gente vai usar, venham aqui divas, por favor, aqui no meu tapete, no tapete. Vamos votar nas histórias. Eu preciso que vocês façam mais barulho conforme vocês acham que elas merecem o primeiro lugar, segundo ou terceiro, tá bom? História da Camila, por favor, façam muito barulho. História da Paula, do pena. História do berimbau, como era? Berimbau tridimensional. Angela, você ganhou! Meus parabéns!

CCamila

Tá vendo?

LBLela Brandão

Serviu de alguma coisa. A humilhação serve. Parabéns! O pessoal da Netshoes vai entrar, vai entrar em contato com vocês. Olha só que coisa mais linda, icônica, gente! Compensa muito se humilhar, tô falando. Obrigada, gente, por terem participado. Espero que vocês tenham se divertido. Eu me diverti. Podem ali com a Má. Gente, como eu amo esse momento! Vocês sabem que eu me humilho toda semana por vocês. Ver outras pessoas passando pela mesma experiência é uma delícia.

Gente, eu tenho recados finais para vocês, eu vou ler para não errar nada, e aí a gente encerra o episódio. Ô, Netshoes, vamos mais tipo umas 3 horas? Este tênis belíssimo, vocês repararam? Que eu estou usando, que é o New Balance 2002R. Ele é exclusivo da Dona Netshoes. Não é muito chique isso? E ele tá disponível aqui na Galeria Magalu para vocês, e tanto no site quanto no app para quem tá vendo de casa. E para a galera do online, temos o cupom também LELA15 com 15% off na primeira compra, válido em todo o site e app da Netshoes, com quantidade limitada de uso.

O cupom só funciona mediante o login para comprovação de primeira compra. Desconto máximo de R$50. Temos? Então tá bom, gente. Então, ó, se você não me segue nas redes sociais, é @lela.brandão. Minha marca de roupas confortáveis é a Lelabrandão.co, www.lelabrandão.co. Meu livro Vertigem já está à venda, inclusive aqui, se vocês quiserem. E eu queria mais uma vez agradecer demais a Netshoes. Esse dia foi inesquecível para mim, não sei se para vocês.

Sim, então vamos agradecer de novo a Netshoes no 3. 1, 2, 3, obrigada Netshoes! Nos vemos na semana que vem, um beijo e tchau! Ô gente, dá para ligar a luz da plateia para ouvir elas? Seleta o grupo das mais mais, as maiorais que moram no meu coração, as divas que ficam até o final do episódio, comenta com emoji de— fala você— o emoji de óculos e casaco branco, coração roxo, em homenagem a Netshoes. Comenta aqui com um coraçãozinho roxo.

E agora sim, nos vemos na semana que vem. Um beijo, tchau! Obrigada por terem vindo, gente, foi muito especial. Espero que vocês tenham gostado.

Anunciantes1

Net Shoes

Roupas e calçados esportivos
external
como fazer as pazes com o seu corpo | Castnews Index — Castnews Index