Episódios de gostosas também choram

deixe a mulher latina sonhar

19 de março de 202642min
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você sente que, se tivesse sido incentivada a sonhar, seu presente seria diferente? e o que isso diz sobre seu futuro? e se.. eu te contasse que 83% das mulheres latinas se sentem assim? nesse podcast eu chamei algumas ouvintes pra uma conversa sobre sonhos, a convite de Natura Luna Nuit. espero que você ame :)

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Assuntos15
  • Responsabilidade com o presente vs. planejamento do futuroMulheres ocupadas com cuidados domésticos · Pressão para manter o funcionamento cotidiano · Falta de tempo para pensar no futuro · Ciclo de sustentação do presente
  • Sonhar como forma de resistênciaResistência às pressões externas · Expansão contra conformismo · Ocupação de espaço próprio · Ato político de sonhar
  • Ambição FemininaMulher ambiciosa vista negativamente · Estereótipo de vilã em filmes e mídia · Medo de ser mal vista pela sociedade · Culpabilização da ambição feminina
  • Armadilha de querer menosRedução voluntária de desejos · Adaptação a caixinhas impostas · Conformismo como estratégia de sobrevivência · Vida sem gosto ou sabor
  • Diferenças de gênero na educação e incentivoHomens incentivados a sonhar alto · Raciocínio masculino vs. feminino · Autoestima diferente entre gêneros · Comparação e aprendizado com homens
  • Pesquisa 'Deixe a Mulher Latina Sonhar'Dados da pesquisa Casa Mundo com Natura · Estatísticas sobre mulheres latinas · Construção do lançamento Natura Luna Nuit · Motivações e insights
  • Estereotipos Mulheres LatinasCaracterística intensa e apaixonada · Filtro masculino sobre a mulher latina · Caricaturização da mulher latina · 66% das mulheres latinas se veem como intensas e apaixonadas
  • Importância do exemplo e comunidade femininaPoder de exemplos de outras mulheres · Compartilhamento de experiências · Apoio entre mulheres · Influência de mulheres na vida das outras
  • Medo do SucessoMedo de não dar conta do sucesso · Medo de falhar em público · Medo de julgamento social · Síndrome do impostor
  • Necessidade de estar pronto vs. agir com medoNunca estar completamente pronto · Ação apesar do medo · Construção de autoestima através de realizações · Progressão gradual de desafios
  • Instinto de sobrevivência vs. desejo de expansãoProgramação cerebral para sobrevivência · Conflito entre segurança e felicidade · Necessidade de consciência e escolha · Busca por prazer e delícias
  • Exemplos de mulheres realizadorasColaboração com Tarsila do Amaral · Colaboração com Frida Kahlo · Ampliação de sonhos através de realizações · Efeito cascata de sucessos
  • Ignorância como benção em realizaçõesImportância de não saber tudo antes de começar · Coragem através da inocência · Aprendizado durante o processo · Irreverência necessária
  • Caminhos profissionais alternativosEscolha de caminho diferente da família · Liberdade criativa sem roteiro predefinido · Escalação de projetos e oportunidades · Artista e empreendedora
  • Assédio contra MulheresAssédio durante aprendizado de direção · Comportamento inadequado de instrutores · Impacto no acesso a oportunidades · Resistência e mudança de instrutores
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Cadê meu microfone, gente? Oiê! Hoje eu vou começar com uma pergunta arrebatadora. Pode ser? O que aconteceria se você deixasse a sua paixão falar mais alto? Você, mulher, você sente que você foi incentivada a sonhar? A sonhar grande? Respondam sim ou não? A gente está ao vivo, pra quem está vendo esse episódio gravado. Estamos aqui com algumas gostosas e choronas. Então, geralmente eu falo só com as vozes da minha cabeça, né? Agora que eu tenho pessoas pra responder, por favor, respondam.

Vou fazer de novo. Você sente que foi incentivada a sonhar grande? Não. Se você não foi, você acha que se você tivesse sido, o seu presente seria diferente? Sim. Ai, gente, tô amando vocês respondendo. A galera de casa deve estar também. Sim, não. E se eu te contar que 83% das mulheres latinas se sentem exatamente dessa forma? Eu acredito. Você acredita? Se você foi incentivada, você sente que o universo...

Quando você estava crescendo, você foi incentivada, seja pelos seus pais, pessoas que estavam cuidando de você. Você sente que, conforme você foi crescendo, o universo seguiu reafirmando isso? Então, você seguiu sendo incentivada a sonhar mais alto? Não. Não é. E aí, tem várias hipóteses do porquê que a gente não é incentivada. E a gente vai falar disso nesse episódio. Mas tem uma outra pergunta que é... Você já parou pra pensar que, talvez, uma das coisas que façam que a gente não seja incentivada a sonhar com o futuro é porque nós, mulheres, somos...

não é nem incentivada a palavra, é pressionadas a dar conta do presente, a dar conta do cuidado, de manter as coisas funcionando do cotidiano. E se eu te contar que isso é uma coisa muito comum, especificamente entre as mulheres latinas? Pra falar sobre isso, hoje a gente não tá sozinha, na verdade a gente tá em ótima companhia. Quem puxou esse assunto com a gente foi ninguém menos do que Natura Luna Nui. Eu, pessoalmente, já sou apaixonada por todas as fragrâncias de Natura Luna. Mas quando eu encontrei Natura Luna Nui, foi paixão à primeira vista.

Eu já tava atrás do meu cheiro oficial no Mood Noite. Vocês sabem que eu tenho um cheiro oficial pra cada personalidade. Mas tava faltando um cheiro bem marcante, misterioso, elegante, noturno, magnético. E aí, eu encontrei esse ícone, que é Natura Luna Nui. Todo mundo aqui ganhou o Natura Luna Nui, correto? Vamos celebrar? Obrigada, Natura! E eu queria que vocês sentissem a fragrância, pra vocês verem do que eu tô falando, enquanto eu vou contando pra vocês. Que essa fragrância é...

Chipre ambarada, olha que chique. Nossa, e um que delícia aqui. Pra mim, eu não sei se vocês estão sentindo isso também, mas pra mim ele tem cheiro de mulher confiante, sabe? Aquela que passa e você fala, de loba. Aquela mulher que passa e você fala, nossa, quem é esta? Ou seja, fragrância de mulher intensa, sonhadora, ambiciosa e agora gostosa e chorona também. Amo!

Eu tô particularmente muito feliz com esse episódio, porque a Natura me chamou pra falar especificamente sobre uma pesquisa que me interessa muito, que eles realizaram em parceria com a Casa Mundo pra construção desse lançamento. E a pesquisa se chama Deixe a Mulher Latina Sonhar. Tem algo mais na nossa cara do que isso. Eu seria capaz de falar sobre isso por uma hora ininterrupta, e é isso que vamos fazer hoje. Graças à Natura, então já vamos agradecer de coração. Muito obrigada,

Natura pelo convite. Vamos lá? Depois eu incentivo muito vocês a lerem a pesquisa da Casa Mundo com a Natura que tem dados assim que eu acho que inspirariam inúmeros podcasts, mas hoje a gente vai falar especificamente dos sonhos. E eu achei muito legal esse recorte dos sonhos das mulheres latinas, porque o contexto faz toda a diferença do que você faz com o seu sonho e qual sonho você se permite sonhar também. E se você se permite sonhar.

Então tem esse dado que 83% das mulheres latinas reconhecem que se tivessem sido incentivadas a sonhar grande,

estariam vivendo um futuro diferente, que foi o que todo mundo aqui falou que sente também. E aí eu queria fazer um exercício antes de começar. Qual é o seu maior sonho? Pensa aí. Seu maior sonho. O meu maior sonho, vocês sabem, é ter um rancho. E aí eu queria fazer o exercício. Pega esse sonho que você sonhou, duplica. Pensa maior. Tipo assim, o que pode ser maior do que isso? Tipo, como você pode amplificar esse sonho? Pensou? Agora pensa maior. O que pode ser maior do que isso?

do que você já amplificou. Deu pra imaginar? Esse exercício é surreal, porque, por exemplo, pra mim, o meu maior sonho é ter um rancho. Amplifica isso. Meu maior sonho é ter um rancho de animais resgatados. Amplifica. Uma organização que, enfim, você vai amplificando e a parada que eu sinto é que quando a gente é incentivada a sonhar uma coisa e a gente vai muito certa em um objetivo que já tá formulado na nossa cabeça, geralmente, que o meu, por exemplo, ter um rancho, a gente mira nesse sonho e o ponto

de chegada é ali. Mas quando você é incentivada a sonhar pra além disso, você tem outro lugar pra mirar e o seu sonho inicial acaba sendo uma parte do caminho e você tem mais espaço pra expandir caminhando e a gente não é incentivada a fazer isso. Na verdade, a gente não é incentivada nem a saber qual é o nosso sonho inicial, porque a gente precisa ficar presa no cotidiano e isso é uma coisa específica mesmo das mulheres e mulheres latinas, que é ficar presa no cotidiano pra dar conta do que tá rolando ali, do funcionamento da casa, do funcionamento

da família, das crianças, das pessoas doentes, isso sempre recai sobre a mulher e não dá tempo de você expandir pra, mesmo que seu sonho tenha a ver com isso, às vezes o seu sonho tenha a ver com a família, tenha a ver com a casa, mas você tá tão ocupada ali no fazer as coisas, em dar conta das coisas que tão rolando, que você não consegue, não tem forças, energias e os arredores te pressionam pra que você não tenha espaço nem pra pensar o que você poderia ser ou querer ou fazer pra fora disso. E o que que eu sinto, né?

Capricorniana, muito realizadora e uma coisa que me move mesmo é realizar coisas, fazer projetos que eram ideias vir pro mundo real, enfim faço isso de várias formas é que realizar algo, depende de você sonhar alguma coisa, tipo assim muito, assim, aconteceu uma vez na minha vida de eu realizar uma coisa que eu não sonhei, que eu não quis muito com todo meu coração, e por que que eu não sonhei isso? Porque eu nem sabia que eu poderia sonhar e eu já vou chegar nesse ponto do que que era esse sonho

Basicamente, o primeiro passo, qual que é o primeiro passo de realizar uma coisa? Sonhar. Sonhar, querer, ter clareza daquilo que você quer. Imaginar isso no mundo real. Se imaginar vivendo isso pra ver se você quer mesmo que isso aconteça. E aí, depois que você imagina isso, você busca jeitos pra fazer essa coisa que só existe no seu campo das ideias, vir pro real, pro material, pro mundo físico. E aí, depois você realiza. Depois você coloca um plano de ação. Mas se você não sonhar, você não consegue nem...

assim, os passos não vão surgir sozinhos. Você vai ter que caminhar esse caminho. E se não tiver esse primeiro ponto do sonho, você não tem como caminhar esse caminho, porque você não tem a direção de onde você quer caminhar. Então, você vai ficar caminhando pra onde? Você fica parada. Ou você fica dando voltas em lugares que você nem escolheu. Tô aqui com a fragrância na mão, pra lá e pra cá, porque eu tô sem meu microfoninho azul.

E eu tô me sentindo pelada, mas tudo bem. Então, como que a gente, como que nós, mulheres, vamos ser incentivadas a expandir, a crescer, a ampliar, se nem sonhar, que é o primeiro passo,

fazer. E aí eu vou dar um exemplo do que aconteceu comigo. O sonho que eu realizei, que eu não tinha sonhado, porque eu não sabia que eu podia sonhar com isso, foi a coleção em colaboração com a Tarsila do Amaral, que eu fiz em 2024. Eu amo que elas têm os recibos. Esse e-mail chegou pra mim, tipo, colaboração com a Tarsila do Amaral, e eu fiquei assim, gente, isso é uma possibilidade? Como assim? Tipo, eu nunca pensei que eu poderia sonhar com isso.

Aconteceu também quando a gente teve a oportunidade de levar essa coleção pra Paris. Mas,

Com a Terceira do Amaral, realmente teve um efeito muito arrebatador em mim. Porque quando eu percebi que coisas poderiam ser realizadas que eu nem tava sonhando, eu parei e falei, peraí, se isso é possível, o que mais é possível? Tipo assim, e aí eu fiquei com isso na cabeça o ano inteiro. Tipo, nossa, cara, impensável fazer uma colaboração com a maior artista do Brasil. Tipo assim, como que isso caiu no meu colo? Tipo assim, aí eu fiquei pensando, o que poderia acontecer se eu intencionalmente desejasse alguma coisa?

coisa. E aí me veio, se eu fiz uma colaboração com a maior artista do Brasil, e se eu tentasse também uma das maiores artistas do mundo? E aí eu falei, será que dá pra fazer uma colaboração com a Frida Kahlo? E aí me veio uma coisa assim, dá! Uai, deu com o Tarsila, então vai dar com o Frida? E deu! Eu fui lá e fiz, hola, todo bien! Mandei pra família Kahlo, e eles, vambora, vamos fazer, e a gente fez, e foi um sucesso, um recorde, e não só de vendas, mas, assim,

A Márcia estava comigo durante toda a realização. A Márcia está aqui na plateia. Oi, Márcia. Oi. Ela estava junto comigo durante toda a realização. E aí, a primeira etapa era eu me fantasiei de Frida Kahlo para um evento. E aí, quando a gente viu o resultado, as duas choravam. A Leila estava também. As duas choravam, porque a gente falava, gente, que surreal, porque a Frida me guiou. E eu nunca pensei que eu poderia colaborar com ela. Então, olha o poder que um sonho tem de levar a gente para lugares

permitir pensar em ocupar porque a gente não, simplesmente não foi incentivada a isso. A gente foi tolida disso ao longo da nossa vida. E aí eu percebi como isso é diferente pros homens, gente. E dá uma raiva, com todo respeito aos homens. Dá uma raiva quando você percebe, porque eu sempre falo, né, que relacionamentos são espelhos, assim. Quando eu comecei a empreender, a gente fundou a minha marca em parceria, né? Eu e o Vitor, meu marido. E aí teve uma época que a gente, nosso escritório era no Brás.

A gente morava na Vila Madalena, e aí a gente fazia o percurso da Vila Madalena pro Brás, e do Brás pro Vila Madalena todos os dias no meio da pandemia. E eu sempre compartilhei com ele que o meu sonho era ter um café. Sempre quis ter um café, esse é o meu sonho até hoje, vocês sabem disso, já falei um milhão de vezes nesse podcast, vocês não me aguentam mais falar disso. Mas eu sempre quis ter um café, e aí a gente, nesse caminho pro Brás, eu olhava os cafés e ficava assim, ai, que lindo esse café, olha que lindo, as cadeiras, não sei o quê. E tava começando a reabrir as coisas, e eu, nossa, que demais,

mas, né, imagina como que é ter um café. E aí, teve um dia que a gente tava voltando, aí passou de um café, eu falei, nossa, será que algum dia eu vou ter um café? Aí, olha só como é o raciocínio do homem, como é diferente do nosso. Ele falou, amor, quantos cafés a gente passou no caminho até aqui? Todas essas pessoas conseguiram ter café, por que que você não conseguiria? Ô, gente, gente, que linha de raciocínio é essa? Vocês acham normal isso? Mas é normal pra eles. É normal pra eles ver uma parada e falar assim, uai,

já realizou, eu também consigo. Olha a autoestima, por que que a gente fica? Ó, deixa eu falar. A gente fica com raiva dos homens, então a gente tem que aprender um pouco também. Tipo assim, se apropriar disso, dessa autoestima, que é um tanto delirante, mas o que que é um sonho, além de um delírio, né? Tipo assim, o que que é um sonho? É você delirar com uma realidade que você pode, de repente, realizar, mas se você não tiver esse delírio, não vai realizar mesmo, minha filha, não sei que caia no seu colo, só que aí é contar com o universo, se tirar uma sorte que eu não sei nem a estatística

Por que a gente não se permite sonhar? Por vários motivos, e a pesquisa da Casa Mundo com a Natura Luna mostra isso muito bem decupado. Eu vou fazer a minha interpretação, que sou só eu, Lelinha, interpretando. Então, gostaria que vocês vissem a pesquisa e criassem as suas coisas a partir dela também. Mas uma das coisas que elas falam, que eu acho muito real, é que a mulher ambiciosa é muito mal vista na sociedade, né? Então, você querer coisa, ser ambiciosa, esse adjetivo ambiciosa,

escutam como negativo ou positivo na vida? Negativo, né? Principalmente quando vem de homens, né? Principalmente quando vem de homens. E aí... É, tipo, nossa, ela é muito ambiciosa. Tipo assim... Ah, ela é uma mulher muito ambiciosa. Tipo assim, como se a pessoa fosse fria. E aí você vê os retratos disso nos filmes, por exemplo. Quem são as chefonas, assim? Sempre são do mal. As mulheres que prosperam no trabalho sempre são mal vistas. Elas sempre são maléficas. Elas sempre são frias.

E aí você fala, eu não quero ser isso, Deus me livre, eu adoro, eu quero ser amada, pelo amor de Deus, eu não quero ser odiada. E aí você fica, não, então é melhor eu não ocupar esse lugar. Essas coisas vão se reafirmando nos filmes, em discursos, em, sei lá, até as histórias que ganham destaque, assim, sabe? Tipo de mulheres muito más e não sei o quê. Até as vilãs, sabe? Coisas assim que você vai reafirmando ao longo da infância, da adolescência e da vida adulta, que você vai internalizando isso e você vai não desejando ser amada.

Olha que loucura, gente. Você internaliza uma voz que diz você não deve sonhar. Você não deve querer mais. Você deve se conformar. É melhor você se conformar com o que você tem. Porque se você quiser mais, pode acontecer um monte de coisa. Você pode ser mal vista pela sociedade e as pessoas vão te odiar e você não vai ter amor, que é a coisa mais importante pra uma mulher ser amada. Isso não sou eu falando, tá? É a sociedade. Você tem medo do sucesso. Tem até um livro de uma grande amiga minha, a Nath,

chama Medo de dar certo. Eu já falei desse livro no podcast incrível. Ela tem um podcast muito legal também pra dar nome às coisas. E ela fala sobre como na vida dela ela realmente se tentou se impedir de dar certo de todas as formas, assim, até ela se tocar que ela tava fazendo isso, sabe? Então é um medo do sucesso, medo de não dar conta do que for acontecer. Medo de dar um passo maior do que a perna e ser vista falhando, ser vista errando.

Medo de uma parada não dar certo e todo mundo te julgar. Ô, gente, vocês acham que os homens pensam assim? Vocês acham?

A gente tá aqui sem homens no estúdio, a gente tá super à vontade pra falar, mas depois eles vão escutar, eles vão ficar, o quê? Mas tudo bem, são só 6% da audiência aqui, e eles são bem legais. Se a gente junta isso ao estereótipo de mulher latina, qual que é o estereótipo de mulher latina? Na minha cabeça já vem uma personagem de uma série americana, não pode falar americana, é estadunidense, porque todas somos americanas, que é uma personagem imigrante que veio da Colômbia e foi tentar a vida ali, não sei o quê, e se casou com um cara,

ela é extravagante, ela é muito exagerada, de um jeito que é intensa, de um jeito que, filtrado pelo olhar masculino até chegar a gente, vira caricato e incômodo. Então, a gente junta isso com o medo de dar certo, com o medo do sucesso, com o medo de ser visto falhar em público, e vai minando o nosso caminho. E aí, um dado interessante da pesquisa, anotei aqui, é que 66% das mulheres latinas se veem como intensas e apaixonadas

fazem. Então, olha que interessante. 66% das mulheres latinas falam sim, eu sou intensa, eu sou apaixonada pelo que eu faço. Mas, como a gente recebe isso filtrado pelo olhar masculino, isso é visto como incômodo, como uma coisa ruim, como uma coisa negativa, quando, na verdade, isso, dependendo do filtro e como a gente olha pra isso, é uma potencialidade. Então, a gente ser intensa, apaixonada, a gente ter garra, força de vontade pra fazer as paradas, isso é ótimo pra realizar sonhos. Pô, isso é ótimo, isso é maravilhoso.

você tem um sonho, você junta com uma intensidade apaixonada pelo que você faz, engarrando não sei o que, tem muito mais chance da parada dar certo. Mas a gente é desencorajada a entrar nesse papel de ser intensa porque a gente não quer ser vista como incômoda, como caricata, como tipo assim, uma coisa engraçada, sabe? Uma coisa pejorativamente engraçada. E aí você soma essas duas coisas com o fato de que as mulheres estão o tempo todo ocupadas pra sustentar o cotidiano, que é o que a gente disse, da conta da casa,

conta da família, da conta da saúde, das contas, trabalhando dois, três trabalhos, não sei o quê, que hora que a gente vai sonhar? Então, se a mulher latina fica presa da conta do presente, que horas que a gente vai pensar no futuro? Gostaram do Acre, gente? Segunda parte. Então, a gente começa a entender os nossos sonhos, nossas paixões, nossos desejos como um perigo. E a gente cai numa armadilha, que é muito frequente e muito perigosa. E eu acho que eu, na minha vida, conversando com mulheres, eu nunca conheci

uma mulher que não caiu nessa armadilha, que é a armadilha de querer menos. Querer, querer menos. É pior do que querer menos, é querer, querer menos. Você tem um desejo, você tem um sonho, e você fala, ai, mas é melhor eu reduzir isso, é melhor eu ser mais pequenininha, mais baixinha, é melhor eu me adaptar pra caber nessa caixinha que me colocaram. Enquanto isso, adivinha o que os homens estão fazendo? Adivinha. Adivinha pra onde foi o nosso sonho? Pra mão de um homem feio e...

Incompetente, na maioria das vezes. Mas é verdade, assim, tirando a parte do fé incompetente com todo respeito aos homens, mas se a gente não tem coragem de sonhar os nossos sonhos, os sonhos, eles estão pairando por aí. Tem um monte de gente que pode ter esse mesmo sonho e eles vão cair no colo de outra pessoa. Então, olha que armadilha, gente. Eu acho isso tão perigoso e essa pesquisa deixa isso bem claro, assim, que todos os fatores fazem a gente querer querer menos.

inacreditável, assim. E isso é uma coisa que mina o nosso futuro e deixa a gente presa num presente que a gente nem escolheu, às vezes. A gente nem escolheu estar nessa situação, mas a gente fica presa sem conseguir elaborar uma rota de fuga desse lugar, porque a gente não foi incentivada nem a imaginar essa rota de fuga. E eu vou ler uma frase que eu escrevi, fiquei muito orgulhosa dela, tá? O medo de ser exagerada faz com que a gente se contraia. Mas você, mulher, vai precisar resistir

esse medo e expandir. Sonhar, quando você é uma mulher, é uma forma de resistência. Você tá resistindo às pressões externas que falam pra você ser menor, pra você querer menos, pra você não sonhar, porque o seu papel não é esse. Então, já sabendo, e eu acho que a pesquisa e esse discurso e esse assunto que a Natura Luna Nui puxa junto com a Casa Mundo, é tão importante pra gente ter clareza do que mina a nossa vida, das armadilhas que a gente pode cair e por que que essas armadilhas existem e de onde elas vêm. Porque se a gente já sabe,

que existe um externo que vai fazer essa pressão, que a gente vai internalizar essa pressão e que a gente vai criar uma voz na nossa cabeça, que vai pedir pra gente querer ser menor, pra gente querer desistir, pra gente não querer sonhar, a gente precisa se preparar pra resistir. A gente precisa se preparar pra o fato de que sim, sonhar pras mulheres é mais difícil. E a gente precisa encarar esse desafio. E encarar esse desafio é resistir ao lugar que querem encaixar a gente e a gente não quer aceitar.

Tem uma frase de um livro que eu amo, já falei mil vezes desse livro, que é o Mulheres Vivendo Deliciosamente, da Florence Given, que ela fala o seguinte, quando uma mulher ocupa o seu tamanho, ela fica dividida entre honrar o seu desejo de florescer e expandir e honrar o seu instinto de sobrevivência, de se encolher e conter. Essa frase resume muito o que a gente tá falando, né? É muito mais seguro você não sonhar. É muito mais seguro você se encolher, porque é um instinto de sobrevivência, porque o mundo, ele fica,

te reafirmando de todos os jeitos, através da cultura, através de relações, através de hierarquias, através de coisas que a gente vê acontecendo na vida das outras pessoas, que o que é melhor é você ficar na sua. É melhor você ficar quietinha. É melhor você não ousar muito. É melhor você não ser muito ambiciosa, se conforma com o que foi dado pra você na sua mão. Tá ótimo, tá? Não tá bom. Então, fica tranquila. Então, a gente sabendo que o mundo faz essa pressão, a gente quer se conformar com esse lugar?

Eu acho isso importante de perguntar, porque isso é um instinto de sobrevivência. E o instinto de sobrevivência nessa sociedade, nesse contexto, ele vai falar antes do que o que você quer. Porque o nosso cérebro é programado para sobreviver e não para ter prazer, delícias, ser feliz. Ser feliz é nosso trabalho. Isso aqui não vai virar automático, sobretudo se você é mulher latina. Então, a primeira coisa é se perguntar, eu quero me conter? Eu quero? Isso aqui faz sentido para mim? Porque às vezes pode fazer sentido.

mas eu tenho quase certeza que não. Tenho quase certeza que isso não é o que você quer. E eu digo isso por experiência própria, porque viver se encolhendo é uma possibilidade. Viver tentando caber em um espaço que é menor do que o que você pode ser, o que a gente estava falando, a potencialidade da mulher latina, é uma possibilidade. Isso pode acontecer. Mas eu já estive nesse lugar, e é uma armadilha que eu acho que as mulheres enfrentam muito na vida, assim, de quando a sua carreira vai expandindo,

questões que contornam o que é ser mulher que os tempos vão te pressionando pra você voltar pra um lugar que você não quer voltar e você fica pensando, putz, seria tão mais fácil se eu quisesse menos seria tão mais fácil se eu sonhasse mais baixo seria tão mais fácil se eu me conformasse em ser só isso aqui que me deram mas em um momento da minha vida eu topei, e eu falei não, tá muito difícil, eu vou vou recuar, tipo, vou dar dois passos pra trás e vou querer menos

vou falar pra vocês, chega, quase choro. É horrível. Horrível. Você vive uma vida que você sobrevive, que funciona, que aceita, mas não tem gosto. Tipo assim, não tem gosto. Você acorda, você dorme, e o quê? Você só tem uma vida. Tipo assim, vai passar a vida acordando e dormindo. E tem uma outra coisa, que é, se as mulheres fossem feitas, se a gente, nós mulheres latinas, nós mulheres latinas,

Se a gente fosse feita pra se encolher, se a gente fosse feita pra querer menos, se a gente fosse feita pra se adaptar, vocês acham? Fica a questão. Vocês acham que o mundo ia ter que se esforçar tanto pra convencer a gente? Vocês acham que a gente ia ter tantos anos de uma cultura sendo reforçada de todos os lados, tentando convencer a gente de se encolher? Se a gente realmente fosse feita pra se encolher? O lacre final que eu quero dar é que eu realmente sinto que, e eu vejo isso assim,

nas mulheres ao meu redor e eu tenho muita sorte de ser rodeada de mulheres que são muito realizadoras. E eu sei que custa muito realizar as coisas. E eu vejo o quanto custa. Custa abrir mão de expectativas das pessoas. Custa abrir mão de lugares confortáveis. Custa abrir mão de realidades que você já tinha se adaptado e aí você tem que se readaptar porque não tem gosto aquela realidade que você se adaptou. Eu sei que custa muito. Mas convivendo com as mulheres que eu tive a oportunidade,

de conviver, eu tenho um pouco de certeza, eu tenho 32 anos, então eu não tenho como ter tanta certeza sobre tantas coisas. Mas isso eu tenho um pouco de certeza, assim, que eu realmente sinto do fundo do meu coração que as mulheres foram feitas pra expandir. As mulheres foram feitas pra quebrar essa caixa que colocam na gente e ocupar lugares maiores. E não são lugares maiores do que você, são lugares do seu tamanho. Porque não é nem que a gente

foi restringida a um lugar do nosso tamanho. A gente foi restringida a um lugar menor e a gente precisa poder ocupar nosso tamanho e a gente não tá conseguindo por vários fatores, que foi o que a gente falou. Então, mulher, você foi feita pra expandir, vocês foram feitas pra expandir, pra sonhar, pra realizar, pra caminhar em direção aos seus desejos. E se você tá em uma realidade que você tá se sentindo apertada, claustrofóbica, que você tá se sentindo restringida, sem gosto, sem sabor, sem cor,

ter a coragem de quebrar aí essa caixa que te colocaram. Eu sei que é difícil, mas eu prometo que vale a pena. Eu prometo que você vai perder muitas coisas no caminho, mas você vai ganhar coisas muito, muito, muito mais incríveis. Eu juro. Tá? Gostaram do café com Deus mãe de hoje? Meu Deus, tem 30 gastos chorando aqui pela misericórdia. Vamos pro choro da semana? Posso seguir? Vocês querem um minutinho? Vocês querem comentar alguma coisa, gente, antes de eu

Deu seguir? Alguém quer comentar alguma coisa? Por favor. Eu acho que tem um ponto interessante também, que além de uma mulher que sonha ela ser vista como ambiciosa, ela também pode ser vista como meio bobinha, inocente, né? Aham. Ai, olha lá, ela sonhando. Ela acha que ela consegue. Ai, que bobo, né? E é sempre assim, os sonhos das mulheres são sempre desmerecidos, né? Como se fosse um sonho, tipo, ai, bonitinha, vai lá. Inocente. É. Ou tipo, ai, ela nem sabe de tudo. E essa, posso falar uma coisa?

precisa pra um sonho virar realidade é o que faz você fazer esse sonho. Gente, quando eu cria uma marca de roupa, eu não tinha a menor ideia das buchas. Nenhuma. Tipo assim, eu queria... Na minha cabeça, quando eu tava criando a minha marca de roupa, eu queria embalar os pedidos. Tipo assim, era isso que eu imaginava. Tipo, durante... Durante todo o processo de eu criando a marca de roupa, eu ficava me imaginando embalando os pedidos, botando o cheirinho, não sei o que. Era isso. O meu sonho era esse. Quando eu fui ver o tamanho

bucha, eu já tinha realizado, entendeu? Tipo assim, então essa inocência que pra gente é tido como bobinha, pros homens é tipo, é corajoso. Tipo assim, nossa, ele é tão corajoso, ele é tão destemido. E pra gente é tipo, ai, tá bom, depois ela se ferra e aí a gente fica aqui na contenção. Tipo, cara, é surreal. E eu acho que esse é um bom conselho, assim, não saber tudo que precisa pra uma coisa ser realizada, às vezes é a irreverência que você precisa pra conseguir realizar aquela parada, sabe? A ignorância. A ignorância.

França é uma benção. Vai ser o título do episódio. Alguém mais tem alguma coisa pra apontar? Vou falar só uma experiência. Lógico. Quando eu fui tirar minha habilitação, tipo, eu fui a primeira, assim, de mulher a tirar. E aí eu lembrava que todo mundo falando assim, ah, deixa isso pra lá. Tipo, eu dirijo pra você. Isso é besteira. E aí eu lembro quando eu fui fazer minha primeira aula, tipo, o instrutor falou, não, você não é.

do jeito. Que ótimo instrutor, gente! Ele falou assim, essa pedra é muito difícil de ser lapidada. Oxi! Eu lembro que eu saí chorando e, tipo, eu, por um momento, assim, eu falei, pra que mesmo, né, gente, isso, né? Nada a ver. E aí eu lembro que eu fiquei, tipo, dois, três anos, assim, sem nem... E aí eu tive, depois, uma proposta de trabalho, que se eu tivesse habitação, e, tipo, ia dobrar o meu salário e tudo, e eu fiquei com aquilo na minha cabeça, e eu falei, não, eu vou agora, nem que eu reprove. E aí eu fui, e aí, tipo, assim, eu não passei na primeira vez,

Eu também não. E eu falei, não, eu vou tentar, eu vou conseguir, eu tirei. E consegui... Isso é uma mulher resistindo à pressão de não sonhar. Aí você já tem seis anos. Tudo. Não, arrasou. E olha só, uma coisa que você falou é muito real. Olha como é importante a gente ter exemplos de mulheres, tipo assim, se tivesse outras mulheres ao seu redor que falassem, não, eu também tive dificuldade, mas eu consegui tirar a carta, foi a melhor coisa da minha vida, talvez você não tivesse demorado dois, três anos pra ir tirar essa habilidade.

E tem uma outra camada dessa discussão. Quando eu fui tirar a carta, o instrutor ficava passando a mão na minha perna. E eu não queria... Isso é muito comum, gente. Nem precisa se chocar. Não sei que vocês estão chocadas. É que hoje... É que faz um tempo já, né? Que eu tirei. Mas... E aí, eu não queria ir nas aulas. Olha só. Meu sonho era dirigir. Porque pra mim, dirigir era liberdade. Então... Tipo assim, eu queria ir pros lugares.

Eu queria poder, sei lá. Tipo, na minha cabeça de adolescente, eu ia morar com uma cabana no... Eu ia dirigir.

com uma cabana no porta-mala pra ir viajar e acampar onde for. Nunca fiz isso na minha vida, né? Mas na minha cabeça isso significava liberdade. Mas eu não quis tirar a carta porque o instrutor ficava passando a mão na minha perna. É que eu não sei da onde que veio uma bênção divina de uma força que eu fui na autoescola e falei que queria trocar de instrutor. Sabendo que eu ia sofrer represália daquele cara que era um véio lá. E continuei sofrendo represália. Todo dia que eu ia fazer aula,

vai lá me olhando, tipo assim. Ele me olhando e eu indo fazer aula com outro instrutor, mas é isso. Isso é um exemplo claro de, tipo assim, como pras mulheres a parada é muito mais embaixo, né? Sim, meus irmãos eram mais novos e eu tinha tirado a deputação dele. Então! E eu acho que não é só isso, eu também, ah, deixa que eu faço pra você. É! Te manter num lugar de dependente mesmo, né? Assim, e restrita aquilo que você conhece. Só que é isso, na vida a gente

precisa expandir para o que a gente não conhece também. E a sensação libertadora que é você se permitir expandir. Sabe quando uma associação muito vista? Sabe quando você está resfriada e você não consegue respirar direito? E aí depois de semanas, finalmente, você consegue inspirar direito? Eu acho que é essa a sensação. Quando você se permite e aí você fala, meu Deus, isso sou eu, eu posso fazer o que eu quiser. Claro que não é sempre, às vezes a gente acorda e dá muito legal.

Lógico. Mas eu acho que essa sensação, ela vale já. Às vezes você pode chegar no quase realidade

e muitas coisas acontecem, mas acho que a gente se permitir e compartilhar com quem tá em volta. Super. Acho que muitas vezes a gente se retrai no sentido de achar que nem vale a pena falar, sabe? Isso que você falou de, às vezes, ter uma mulher do seu lado que você vai compartilhar a experiência, às vezes, putz, quantas amigas eu tenho que nem compartilham das dores delas. E aí você tem que achar, eu acho que é esse lance, sabe?

Da gente trocar como é importante também a gente colocar pra fora, enfim. Não, é muito.

alívio quase, né? De você perceber que o mundo pode ser muito maior do que aquele só porque você deu espaço. Tem uma outra coisa, enquanto você estava falando, eu lembrei que é uma coisa muito poderosa, assim, que é quando você se permite, por exemplo, você de tirar a carta, eu a coisa da Tarsila com a Frida e tal, quando você vai colecionando sonhos que você realizou, isso vai te dando uma autoestima e a possibilidade de imaginar pra além.

Então, por exemplo, no meu caso, a gente fez a colaboração com a Tarsila, depois a gente

fez a colaboração com a Frida. E agora, no fim do ano, a gente vai fazer uma... Eu falei assim, e o que é maior? Tipo assim, dá onde, sabe? Aí a gente achou e eu falei, será que dá? E deu. E a gente vai fazer uma colaboração, tipo, muito surreal também no fim desse ano, que se eu não tivesse colecionado essas coisas que eu fui realizando, talvez eu não tivesse sido desafiada por mim mesma de pensar, e pra cá? Tipo assim, pra onde a gente vai daqui?

Então, você tirou a carta. Qual é a próxima coisa que eu posso fazer agora que eu tenho? Eu nunca imaginava que ia ter meu carro.

Exato. Que aí ia pra outro estado. Exato. Tipo assim, você tirou a carta. Agora, qual que é o sonho? O sonho é ter um carro. E agora, qual que é o sonho? É dirigir na estrada pra ir pra praia. E a coisa vai ampliando. Mas é você se... Não é nem você se permitir. É você ter a coragem de resistir e falar, eu vou querer mais que isso. E isso é uma coisa que muda a vida, assim. Foi uma coisa que eu não fui ensinada a fazer. Eu acho que ninguém aqui deve ter sido ensinada a fazer.

incentivar muito meus sonhos, eu sempre tive muito medo de ir pra caminhos desconhecidos, assim. E a minha família inteira, agora abrindo um pouco, a minha família inteira seguiu um caminho profissional e eu fui a única que seguiu outro. E eu acho que eu ser a única que seguiu outro me deu esse horizonte limpo, assim, sabe? De eu poder plantar o que eu quisesse e não ter um caminho desenhado e poder inventar. Então, comecei como artista, e aí as coisas vão se escalando de um jeito que se você, conforme

você vai realizando coisas. Eu lembro que a primeira grande coisa que eu realizei na minha carreira foi uma encomenda de um violão. Tipo, eu personalizava coisas. E aí, eu comecei personalizando coisas bem pequenas e aí me encomendaram pra personalizar um violão. Aquilo tirou... Gente, eu fiquei totalmente desestabilizada com aquilo. Eu falei, gente, eu não vou conseguir, eu não vou ser capaz. Pelo amor de Deus, como que a pessoa tá me pagando pra fazer um negócio que eu nem sei o que eu vou fazer?

E aí, eu entreguei o violão. Aí, do violão, eu fiz uma parede. Aí, deu uma parede.

eu fiz uma fachada, aí eu fiz restaurante, aí eu fiz restaurante de pessoas famosas, aí eu fiz casa de pessoas famosas, aí eu fiz uma linha de... E aí a coisa vai ampliando e você vai olhando pra trás conforme você vai tendo coragem de sonhar e se comprometer com os seus desejos e sonhos e realizar sabendo que você não vai estar pronto. Tipo assim, você nunca vai sentir que tá pronto pra realizar aquilo. Você vai dando um lastro de coisas que você já foi capaz de realizar que você se sente numa base firme pra dar o próximo passo. E você, em vez de subir a escada,

sempre pensando que o próximo degrau é muito assustador porque está muito alto, você consegue olhar para trás e falar nossa, mas eu subi todos esses degraus, deu certo, sabe? Enfim, mais coisas? Eu acho também que é ir apesar do medo, né? Por mais difícil que seja, por mais apertado que seja a caixa que a gente está inserida, a gente caminhando, a gente se libertando, a gente vai criar bagagem, vai criar mais experiência e isso vai fazer com que a gente tenha mais autoestima para continuar.

alcançando sonhos maiores do que a gente pensa no presente. E saber que o medo faz parte da jornada, né? Tipo assim, esperar você não ter medo de dar o passo. Se você não tá com medo de dar um passo, é porque o passo não tá honrando com o seu tamanho, né? E isso é uma coisa que eu aprendi muito na minha carreira, assim, de entender que o medo vai fazer parte de todas as grandes etapas e é pegar o medo e falar, eu sei, eu entendo, mas a gente vai ter que ir. É muito isso. Coisas mais ou vamos pro choro da semana?

Vamos pro choro da semana? Gente, esse choro começa 20 anos atrás, literalmente. O que acontece? Quando eu era adolescente, eu e minha mãe, a gente achou uma marca que tinha botas icônicas e eu comprei uma bota. Uma bota que era assim, acima do joelho, maravilhosa, super de qualidade, maravilhosa, não sei o quê. Eu comprei uma, ela comprou outra. Tem uma dificuldade de comprar bota, sendo eu e minha mãe, que é a gente tem a canela muito grossa. Muito grossa, não.

canela do nosso tamanho. E o mercado acha isso muito grosso. E aí eles fazem o cano muito fino e não passa na nossa canela. E a gente achou essas botas. Eu comprei uma, ela comprou outra e seguimos felizes. E aí nunca mais... Eu me mudei da casa dos meus pais e não... Não, tem um porém que é. Quando eu comprei essa bota, ela veio com os dois pés esquerdos. E aí eu queria trocar e aí a mulher tinha vendido já os dois pés direito e precisava achar a pessoa que comprou. Gente, foi uma tour.

da pessoa, eu lembro até hoje, me deu o telefone da pessoa. Eu tive que ir encontrar a pessoa pra gente fazer a troca. Porque era o último par. Aí, tá, passou anos e anos, eu me mudei da casa da minha mãe, nunca mais usei essa bota, não sei porquê, porque ela era maravilhosa. E aí, eis que eu queria usar uma bota hoje, especificamente. Cadê essa bota? Vamos comprar uma bota. Aí saí pra comprar uma bota, junto com o Fernando, que trabalha com a gente. Nenhuma bota que existe cabe na minha canela. Nenhuma. A gente tentou todas

lojas, de todos os shoppings. Eu tenho certeza que tem marcas que tem, mas não que eu tenha entrado. Aí eu, nossa, que linda essa vai servir. Aí, para aqui. Ai, que linda essa vai... Aí, não fecha. Enfim. Aí, eu liguei pra minha mãe e falei, mãe, lembra aquela bota que a gente comprou 20 anos atrás? Ela, lembra, tá aqui. Aí eu, não acredito. Não acredito. Repara pra mim, não sei o que e tal. Aí, ela separou. Chegou a bota. Na hora que eu desembalei a bota, ela era perfeita, exatamente do jeito que eu lembrava. Exatamente. Ela era assim, até

aqui, as costuras delas tinham umas costurinhas vermelhas, assim, meio como se fosse perfeita. Beleza. Vesti a bota, vamos sair. Vamos sair, vamos sair. Na hora que eu fui sair, o que aconteceu? Eu estava assim, ó, com o pé pra fora da porta, a sola soltou. Mas aí eu botei isso aqui, gostaram? E você sabe por que as botas não servem nos camelos? Por quê? Porque o mercado é masculino, é um macho. É.

É, ou quem desenhou a bota não pensou em quem... Então, assim, justiça pelas batatas, sabe? Mas é isso, eu vou consertar a bota. Tem a bota. Tem a bota, eu vou atrás de alguém pra consertar a bota. E, por favor, se vocês souberem de botas que servem em canelas grossas, me mandem aí que eu tô precisando, tá? Vamos pra obsessão atual? Gente, a minha obsessão atual é muito simples. Além de Natura Luna Nui, querido, perfeito, incrível.

Inclusive, hoje eu cheguei aqui, todo mundo elogiou meu cheiro. Eu falei, todo mundo vai poder sentir esse cheiro. Esta fragrância, todo mundo vai poder usar. Porque todo mundo ganhou a Natura Luna Nui. Mas a minha obsessão atual, a minha e do Victor, no caso, é picolé. Gente, estamos obcecados. Assim, eu e o Victor, a gente tem momentos que a gente fica muito obcecado com alguma coisa. Seja um salgadinho, um doce, uma coisa assim.

E aí, a gente descobriu que tem um delivery do lado da nossa casa que demora seis minutos pra chegar.

picolés que vocês podem imaginar. De todas as marcas, estilos e sabores. E aí agora o Vitor, todo sábado, ele pede, tipo, na base de uns 20 picolés. Sem brincadeira. Eu tive que livrar um setor do meu freezer pra caber os picolés. E agora a nossa diversão é a gente janta, a gente se olha e fala qual vai ser o picolé? E aí ele compra dois de cada e a gente come o mesmo. E essa é a minha obsessão atual. Picolés. E comenta dos picolés. Essa é a minha obsessão atual. Gostaram, meninas?

Sim! Gente, eu vou chamar vocês pra minha casa quando eu for gravar. Gente, chegamos ao fim do episódio. Eu queria agradecer muito a Natura, o time da Natura, por ter confiado em mim pra esse projeto tão especial. É uma honra pra mim falar de um projeto tão bem pensado, conceituado e construído na base de pesquisas que acrescentam tanto à nossa contemporaneidade, ao nosso pensamento feminino e realmente comprometido com a expansão feminina.

Se vocês quiserem conhecer Natura Luna Nui, o link está na descrição. Não esqueçam, vocês vão amar o cheiro. Chipre ambarado. Vocês não gostaram? Não é perfeito? Vamos convencer elas a ir lá no link. Vai no link da descrição! E é isso. Se vocês quiserem me seguir nas redes sociais, é arroba lela.brandão. Tem a minha marca de roupas, que é arroba lelabrandão.co www.lelabrandão.co Vocês têm desconto com o cupom gostososchorona. E tem o grupo do zap também. O link sempre fica aqui na descrição. Então,

te espero lá, e é isso muito obrigada, obrigada pela presença de vocês foi incrível, comentem aí o que vocês acharam do gostoso também choram com divas ao vivo nos vemos na semana que vem, um beijo e tchau você que ficou até o final do episódio, faz parte do seleto grupo das mais mais, as maiorais as que moram no fundo do meu coração as mulheres pelas quais eu faço esse podcast, comenta aqui com o emoji de, escolham aí o emoji que elas vão comentar

coração roxo, não, lacrou, em homenagem à Natura Luna Nui. Então comenta aqui com coração roxo aqui no Spotify ou lá no corte do podcast que a gente vai subir lá no meu Instagram. Tá bom? Então agora nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau.

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Natura Luna Nuit

Fragrância Chipré Ambarada
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