por que você ta se escondendo?
e de quem exatamente? nesse episódio eu falo sobre como eu fiz as pazes com a sensação de estar vulnerável, e descobri que me esconder não me faz mais forte, na verdade é meio que o contrário.
apresentei esse episódio ao vivo no teatro no ano passado, e senti que era hora de eternizar ele por aqui. espero que ame :)
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Oiê, deixa eu te perguntar um negócio, que eu acho que eu sei a resposta para o que você vai falar, tá? Mas você já se viu em uma situação da sua vida, ou você está atualmente em uma situação da sua vida, em que para todo lado que você olha, tem um problema?
Você olha pra esquerda, tem um problema. Direita tem um negócio pra resolver. Pra frente, deu um negócio errado. E aí, problema, problema, problema, problema. E aí, você olha pra isso tudo e fala assim, meu Deus do céu, quem vai resolver isso? Eu? Mas eu tenho só seis anos. Como é que eu vou resolver isso aqui, gente? Pelo amor de Deus, não. Chega. Vou não. Já se viu numa situação assim? Pois bem. Hoje eu vou contar uma história sobre a minha vida. Uma história sobre mim.
Mas se você prestar bastante atenção, essa história é sobre você. Essa história, na verdade, é uma história que eu contei ao vivo pra milhares de pessoas no ano passado. Quando eu fiz o Gostosas também choram ao vivo no teatro. E não foi gravado. E eu tava muito determinada a deixar essa conversa só pro teatro. Alguém aqui foi me ver ao vivo no teatro? Comenta aqui embaixo pra eu saber quem são as monas que estavam lá ao vivo comigo no ano passado. Pois bem, eu avisei no teatro e falei, gente, isso aqui não tá sendo gravado. Então é só eu e vocês conversando mesmo.
E eu não queria que essa conversa viesse para o podcast, porque eu ainda não estava pronta para ela vir para centenas de milhares de pessoas. Eu estava pronta para vir ao vivo para quem estava ali comigo naquele momento. Mas o que aconteceu foi que o tempo passou, e eu passei por algumas coisas na minha vida que eu fiquei com muita vontade de escutar o que eu falei naquele dia.
Porque às vezes eu preciso de quem eu fui antes para encarar coisas que eu sou hoje, coisas que acontecem hoje. Por exemplo, hoje, o dia que eu estou gravando, não o dia que você está ouvindo, o dia que eu estou gravando, é um dia depois do lançamento do meu livro, Vertigem, que veio para o mundo. Vertigem é a coragem de encarar o vazio e escutar seu corpo. Ele veio para o mundo ontem.
E eu estou, atualmente, hoje, eu estou até inchada de tanto chorar, em um dia que eu gostaria muito de ouvir o que eu falei ali no teatro, e não está gravado. Para além disso, ao longo desse último ano, eu recebi diversas mensagens de meninas e mulheres e monas e queridas, que foram ao teatro.
E me escreveram falando, Lela, não tem gravado em nenhum lugar, eu queria tanto reescutar. E aí eu lembrei que eu tinha o roteiro. E aí eu pensei que hoje eu poderia gravar como se a gente estivesse no teatro e eu estivesse ao vivo junto com você. O que eu falei no ano passado, só que agora é um ano depois. Pode ser? Pelo menos a gente tem como recorrer a isso quando a vida apertar. Se você já se viu em uma situação dessa, em que todo lugar que você olha, você vê um problema. Um problema, desculpe.
Eu quero que você saiba que eu te entendo completamente. E eu passei por isso há dois anos atrás. Quem ouve o podcast já está cansado de saber disso. Que eu passei por uma fase muito difícil em 2024. E que eu precisei de muita energia e novas sabedorias e ferramentas para atravessar aquela fase. E consegui atravessar.
E hoje eu vou contar o que exatamente me fez atravessar essa fase e não me esconder. O que eu aprendi sobre contração e expansão. E o que eu aprendi sobre força e coragem e vulnerabilidade. Que é sobre isso que vamos falar hoje. Há dois anos atrás, eu olhava para todos os lados e eu via problemas e coisas pesadas. Problemas níveis de adulto. Não eram problemas tipo, ah, ele não gosta de mim.
Não eram problemas do tipo, ai, não sei quem não deu like no meu stories. Eram problemas que envolviam saúde, envolviam coisas burocráticas, envolviam coisas fora de tudo que eu aprendi na escola e na vida. E eu precisei encarar elas. Eu não sei se você teve essa fase, mas eu tive uma fase em que eu era obcecada por astrologia e eu sou formada na escola Isabela Mesadre.
Vocês provavelmente conhecem a diva Isa Mesadri, minha grande amiga hoje em dia, inclusive uma pessoa que tem me dado muito suporte e muito acolhimento nesse processo de lançar o livro. E eu conheço ela há muito tempo, desde que ela era invertisa. E naquela época ela tinha um curso, eu não sei se ela tem ainda, eu acredito que sim, mas naquela época eu comprei o curso de astrologia dela. Em 2017 isso. E eu fiquei obcecada por astrologia.
A minha relação com astrologia mudou e ainda é presente, mas eu não sou tão obcecada. Mas uma coisa que eu aprendi no curso me transformou para sempre. E no automático, não é nenhuma coisa que eu preciso raciocinar muito, que é o jeito que eu vejo a vida em 12 casas.
Pra quem não sabe, na astrologia, quando você faz o seu mapa astral, você tem 12 casas. Cada casa simboliza um aspecto da sua vida, digamos assim. Então, a casa 1 é a casa do eu, a casa 2 é a casa do financeiro, a casa 3 é a casa da comunicação, a 4 é da casa, a 5 é do lazer, e assim vai. Tem parcerias amorosas, tem trabalho, tem espiritualidade. São 12 aspectos da sua vida.
E aí, desde então, quando eu paro cinco minutos para pensar na minha vida, já vem as doze casas para eu avaliar como que cada aspecto da minha vida está. E naquele momento, em 2024, eu virava a minha cabeça assim para ver as doze casas, e as doze estavam lascadas.
Eu via descaralhamento por todos os lados. Eu não tinha fuga. Porque às vezes é assim. Às vezes não. Sempre que a gente tá na vida, vai ter um aspecto da nossa vida que tá ruim. Três que tão bons, um que tá médio, um que tá por resolver. Tipo, você vai elevando. Mas tem momentos da vida em que tá... Tipo assim, você não tem onde se segurar. Você se vê na vertigem. Aquela que... Aquela que vai divulgando o livro. Você se vê na vertigem.
Eu tô mostrando o livro pra quem não tá vendo o vídeo. E isso foi meu 2024. Vou contar uma breve história. Uma das breves histórias de 2024. Que é óbvio que não foi a pior coisa que eu passei. Porque vocês sabem que eu passei por coisas... Tipo assim, quem ouve podcast sabe que... Minha mãe teve câncer. Eu passei por questões no trabalho. Questões de empresa. Várias questões muito pesadas.
Mas teve um dia. E aí sabe quando você tá passando por tantas coisas pesadas que aí uma coisinha que nem é tão pesada faz tudo desmoronar? E o que a gente faz quando a gente tá nessa situação, né? Onde há problemas por todos os lados. Eu, pelo menos, todas as vezes que algo muito... Que parece muito maior do que eu me enfrento. Tal qual o Bowser no Mario. Tal qual o último vilão do videogame. E você é tão... Só um...
E no minho pequenininho, só uma princesinha peach, é a minha vontade de falar assim, é o quê? Tchau. É o quê? Tchau. Eu não dou conta disso aqui não, deixa eu fugir ou me esconder. É uma dessas duas opções, hoje vai ser fugir ou esconder. Naquele momento, como eu trabalho com comunicação, a minha vontade era deletar todas as minhas redes sociais, desistir desse podcast, fechar minha marca de roupa.
Cortar meu cabelo, pra ninguém me reconhecer, ir pro meio do mato e tchau. Mas eu não tinha essa opção, né? Eu tenho responsabilidades a cumprir. Ainda bem que eu não desisti desse podcast e vamos chegar nesse ponto, inclusive. Então a minha vontade era essa. Mas a vontade que dá nesses momentos, antes de você falar, meu Deus, vou fugir. Pra mim é sempre uma vontade de quero me esconder. Tal qual um caracol que entra pra dentro da sua casca e fala, não tem ninguém aqui não.
A pessoa bate e aí você responde, não tem ninguém aqui. Essa era a minha vontade. E aí, uma das gotas d'água, porque isso que aconteceu, que eu vou contar agora, foi em março. O meu baixo astral descaralhamento, o meu fundo do poço, durou de 2024, de março até lá pra novembro, mais ou menos, que foi quando eu saí do fundo do poço.
Vocês conseguem ouvir pelo tom de voz que eu falava oi no podcast, a hora que eu saí do fundo do posto e a hora que eu tava mais lá embaixo. Mas uma das coisas que aconteceu nesse período foi que eu tive alguns períodos de sofrer muito hate nas redes sociais. E hate faz parte, né, assim, críticas, comentários chatos fazem parte do meu trabalho, isso faz parte do que eu faço. Mas tem momentos que eles se intensificam por algum motivo e tem momentos que eu já tô fragilizada por outras coisas e eles...
me batem como uma incompreensão, uma solidão e um isolamento muito difícil. Já falei disso algumas vezes, que eu aprendi a lidar mais ou menos com isso até hoje. Não sei lidar muito bem, mas desenvolvi algumas ferramentas de maturidade. Quem é da minha equipe ou se convive mais comigo tá rindo e falando assim, acho que não.
Mas eu acho que eu tô melhor. Mas naquele momento eu tava numa onda dessa, assim, de muitas críticas. Tava tudo dando errado em outros campos da minha vida, como eu já disse. E aí aconteceu que a gente fez um investimento muito grande pela minha marca de roupas confortáveis para mulheres, a Lela Brandão Co. E a gente lançou uma coleção contextualizando. Fomos chamados pra expor a nossa marca em Paris, no Fashion Week. E a gente investiu em, além de expor a marca ali no Fashion Week, a gente investiu em...
em um lugar para fazer uma live de lançamento em uma coleção que se chamava Ulala, que era inspirada em Paris. Foi um investimento gigante, tá? Lembrando que somos uma marca independente, então para a gente qualquer tipo de investimento é uma parada que precisa retornar. A gente não tem como investir sem saber no que vai dar.
Então a gente fez esse investimento, divulgamos horrores, alugamos um quarto no hotel mais chique de Paris, com a Torre Eiffel de fundo, para fazer a live de lançamento da coleção. Juntamos milhares de pessoas na live, deu super certo a divulgação. Muitas pessoas se engajaram e queriam a coleção. E o que aconteceu foi que a gente lançou, e alguns minutos depois da gente lançar...
os pedidos pararam de chegar, e a gente não sabia o que fazer, porque a gente estava em Paris, e tipo assim, estava eu e o Vitor, e a nossa equipe em Paris, e a gente não sabia o que fazer, porque a gente não estava entendendo o que estava acontecendo, isso nunca tinha acontecido, e a gente foi descobrir que deu um problema na integração com o meio de pagamento do nosso site, que foi uma coisa de tipo, uma alteração nos Estados Unidos, que foi feita em uma plataforma, e tipo, a gente não tinha previsão de quando ia se normalizar.
Resumo da ópera, perdemos centenas de milhares de reais nesse dia. E eu lembro que, assim, eu e o Victor, a gente ficou desesperado. Foi assim, foi muito horrível. Assim, você estar em Paris vendo a Torre Eiffel e ter um sentimento de desespero. Aí a gente ficou tentando resolver, não resolvia. A gente se olhou e falou, a gente precisa sair um pouco daqui do quarto, porque a gente tá enlouquecendo.
gente, não tem o que fazer agora. As pessoas dos Estados Unidos estão trabalhando, pessoas que a gente nem conhecia, estão trabalhando pra ajustar o negócio. E a gente tirou cinco minutos, fomos sentar muito chique sofrendo em Paris. Isso é o ápice do white people problems, né? A gente foi muito... Mas foi grave pra gente na época, enfim. E hoje também seria grave perder centenas de milhares de reais. Aí a gente sentou numa praça, a gente se olhou, e uma hora a gente falou assim, mano, o que a gente tá fazendo da nossa vida? A gente tá destruindo a nossa vida. Olha onde a gente tá. Sabe aquela música?
Por que você tá reclamando? Olha onde você tá. Só que a gente olhava, a gente tava num lugar onde todo mundo sempre, tipo assim, faz parte do sonho de milhões, bilhões de pessoas ir pra Paris. A gente tava ali, a trabalho, tipo assim, um sonho. E ainda assim, tudo tava dando errado. E a gente não conseguia estar bem, a gente só sabia chorar. Aí a gente passou por isso, o site, acho que o site nem normalizou naquele dia. E eu acordei no dia seguinte. E eu tava sendo cancelada por engano no TikTok.
Por outro motivo. Vou dar um resumo. Uma menina fez um vídeo reclamando que copiaram o boné dela que estava escrito brasileira. O que aconteceu foi que eu já tinha lançado um boné escrito brasileira. Mas foi na minha coleção com a Tarsila Odamaral. Em outra graf... Tipo assim, não tinha nada a ver com o boné dela. Escrito brasileira. Porque o nome da coleção era brasileira. Era outra cor, outra grafia, outra diagramação. Era outro produto. Só o que tinha em comum era um boné escrito brasileira.
E eu nem sei se eu lancei antes ou ela lançou antes. Só que o que aconteceu foi que as pessoas assumiram que foi eu. E começaram a me cancelar. No TikTok. Até a dona veio falar pra mim. Oi, eu vi que estão te acusando, não foi você e tal. E aí ficou por isso mesmo. E aí eu fiz um vídeo me defendendo. Gente, tudo bom? Não fui eu que copiei o boné. Tava um negócio numa proporção gigante.
E aí eu falei, gente, qual o problema? Aí eu fiz assim, meu Deus, o que mais você vai jogar? Pelo amor de Deus. Tem problema de saúde, tem problema financeiro, tem problema na empresa, tem problema de cancelamento no TikTok, tem onda de hate, tem... O que mais? Tipo assim, tem problema, sei lá, burocrático, jurídico, físico. O que mais? Pelo amor de Deus. O que mais?
E aí, no dia seguinte disso, eu tirei, eu e o Vitor, a gente tirou o dia pra se recompor. A gente tava muito mal e a gente ainda tinha muitas coisas de trabalho pra fazer ainda nessa viagem. E a gente foi numa exposição.
E essa exposição foi num museu chamado Moco, e eu não sabia o que estava rolando nesse museu. Por coincidência, estava tendo uma exposição do cantor Rob Williams, que eu não sabia, mas ele tem um trabalho de arte também, que mistura humor, ele teve muitos problemas de saúde mental, e ele traduz isso pela arte.
E aí eu estava vendo junto com o Victor essa exposição. Quando eu sou atraída como uma mosca que é atraída por uma lâmpada. Para um quadro em específico que não tinha nenhuma figura. Mas as cores e as formas me chamaram, me puxaram. Como uma corda que puxa o meu coração. Eu estou olhando para ele agora porque eu comprei um print. E eu deixo ele na minha frente de onde eu gravo podcast. Porque eu gravo olhando para ele. E é por isso que eu digo que essa história me mudou por completo também.
É a imagem de um pôr do sol ou um nascer do sol. E está escrito, eu me sinto tão vulnerável o tempo todo. I feel very vulnerable most of the time. Eu me sinto muito vulnerável na maior parte do tempo. É isso que está escrito. Só que quando você vê esse quadro, ele não imprime perigo. Ele imprime a paz de um dia após o outro. É isso que eu traduzo.
Quando eu vi esse quadro, na mesma hora eu fui puxada para esse quadro. Eu nem conseguia ler o que estava escrito, mas eu fui puxada para esse quadro. Na mesma hora que eu li, eu me sinto muito vulnerável na maior parte do tempo com uma imagem de paz.
Eu sabia, naquele momento eu sabia que eu precisava fazer as pazes com a vulnerabilidade. Que não importa qual problema que a vida mande na minha direção, não é dentro da casca que eu vou resolver. É fora, é de peito aberto, é vulnerável. E isso pode ser assustador, mas também, e isso que eu descobri, pode ser a minha maior força e pode ser a sua maior força.
E se a sua vida fosse completamente exposta? Cada decisão sua virando pauta de revista. Dá pra imaginar? Foi exatamente sobre essa experiência que a Luana Piovani contou na audiosérie Nem Te Conto, que acabou de ser lançada na Audible. Ela conta todas as fofocas sobre como foi viver o auge das revistas com paparazzi escondido e tudo mais, e seguir com uma vida pública na era das redes sociais.
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O link pra escutar Nem Te Conto, da Luana Piovani, tá aqui na descrição desse episódio. Que vamos combinar, né? Fofoca boa desse jeito, menina. Não dá pra perder. Obrigada, Audibou, por patrocinar esse trecho do episódio. Voltando. Enquanto eu tava naquele lamassal de problemas, de problemas...
A minha vontade era entrar dentro da casca, tal qual um caracol, como eu disse. E eu fiz isso. Por muitos meses, quando eu fui atingida por todos esses milhões de problemas de todos os lados, eu fui deixando de me expandir. Eu fui deixando de me expressar. Eu fui me retraindo e dando o mínimo, principalmente no meu trabalho como comunicadora.
Então, eu comecei a compartilhar coisas muito superficiais, evitar entrar em assuntos tão inflamados. Dá pouco, quase nada, só o bastante para continuar presente ali, de alguma forma, porque era meu trabalho. Porque o meu raciocínio era assim...
Quanto mais eu mostrar nas redes sociais, e no meu trabalho, e na minha comunicação, e na minha vida, e para as pessoas que me rodeiam, e no meu trabalho, no meu trabalho, digo assim, ao vivo, né, com pessoas que trabalham comigo, mais eu tenho espaço para ser machucada, mais eu tenho espaço para críticas, mais eu tenho espaço para problemas, mais eu tenho espaço para dor. Era esse o meu raciocínio.
Então, eu pensei, quanto menos eu me expor e compartilhar, e menos vulnerável eu for, menos vão me criticar. Menos problemas vão chegar pelo meu caminho, e menos coisas eu vou ter que resolver, certo? Tá certo esse raciocínio, não tá? Não.
Tá errado. O que eu experienciei nesses meses de fundo do poço é que quanto mais eu me retraía, menos eu me expunha, menos vulnerável eu era e menos confortável eu estava na minha vulnerabilidade. E quando eu digo vulnerabilidade, é abaixar os ombros.
e se jogar nas situações, e ser transparente, e ser verdadeira, e expressar o que você tem dentro de você, e não guardar, e não se retrair. Quanto menos eu fazia isso, mais duras as coisas chegavam para mim. Tanto as críticas, quanto os problemas, quanto as questões que apareciam na minha vida. Por quê?
e isso foi o que eu interpretei, é que quanto menos eu me colocava no mundo, mais o mundo se sentia tranquilo de me odiar. E o mundo através das pessoas, através das situações, através de tudo. É como se eu tivesse colocado a minha essência de quem eu sou.
na água, pra diluir, e tivesse oferecendo e vivendo a minha vida uma versão diluída de mim, pensando que isso ia me proteger de ser machucada, de ter os meus problemas e as pessoas me machucando. Só que quando você faz isso, as pessoas não têm onde se conectar. E quando elas não têm onde se conectar, além delas não se importarem com o que você vai sentir, cada vez menos, eu não percebi que nesse movimento...
Eu não tinha por onde me alimentar e eu fui me enfraquecendo. Porque uma coisa que eu já disse inúmeras vezes aqui, é que eu me alimento de conexão. E eu descobri que não sou só eu. Isso não é uma particularidade minha. Isso é uma particularidade humana. Seres humanos são alimentados por conexão. Seja como ela fluir para você. E ela flui de jeitos diferentes para pessoas diferentes.
Pode ser cantar uma música junto com a outra pessoa e se sentir totalmente conectada com essa pessoa quando vocês estão cantando a mesma música. Pode ser através de uma conversa. Pode ser como eu gravando um podcast e tendo o retorno de que muitas pessoas gostam de escutar e querem conversar comigo sobre os mesmos temas que eu me interesso.
Pode ser através de um livro, como o que eu acabei de lançar, pode ser através de roupas, pode ser através de poesia, cada um tem uma forma de expressão, e a conexão depende dessa forma de expressão. Se você se retrair, você está se protegendo dessa conexão.
não só do que o mundo pode te machucar, mas também se privando de se conectar. E aí nesse momento, quando eu estava super fragilizada e ser vulnerável, era a coisa mais difícil que poderia, o maior desafio que eu poderia encarar, e era impensável para mim pensar em ser vulnerável naquele momento. Eu até fiz uma história super dramática, falando assim, vocês venceram, tipo assim.
As pessoas viram a história tipo, vocês queimam, né? Tá louca? Tipo, as pessoas que não sabiam pelo que eu tava passando provavelmente olharam aquilo e falaram assim, gente, o que que é isso? Enlouqueceu. Mas a minha sensação é que o mundo estava contra mim e eu tinha desistido da batalha e falado assim, o que vocês querem saber, velho? Chega, eu não vou mais... Chega, não vou mais ser vulnerável, não vou mais dar o que eu tenho dentro de mim, eu vou me diluir e ser uma versão superficial. Só que aí eu comecei a morrer de fome.
De fome de conexão. Eu entendi que o vocês venceram. Primeiro que eu tava lutando com um inimigo que não existia. E segundo que não é que vocês venceram. É que eu perdi. É aquele meme da Dilma. Vocês vão perder, eu vou perder. Todo mundo vai perder.
Ninguém vai ganhar. Eu perdi. E aí, quando aconteceu tudo isso, e eu me vi num fundo do poço maior do que... Tipo assim, quando eu comecei a me proteger, me diluir e privar, e capturar minha vulnerabilidade, não deixar ela exposta, eu fiquei tão pior de fome, de conexão.
que eu me vi diante de uma questão que era a seguinte. E eu acho que essa questão, mais cedo ou mais tarde, é uma questão e uma escolha que todo mundo vai se deparar na vida. Que eu acho que você já deve ter se deparado na vida. Você que está escutando agora, na caminho do trabalho, ou fazendo cardio, ou musculação, ou enquanto desenha, ou faz alguma coisa manual, como lavar a louça.
Provavelmente você já se deparou com essa pergunta que é eu vou ceder ao medo da rejeição? Eu vou ceder ao medo da rejeição e de ser machucado pelas pessoas? Ou eu vou confiar de que eu vou ter a capacidade de me reerguer?
caso venha a rejeição ou as pessoas venham a me machucar. Porque quando você decide se abrir com uma pessoa, você decide se expressar, você decide criar uma conexão, você decide ser vulnerável com uma pessoa, com um grupo de pessoas. A coragem não está em se expressar com a certeza de que aquela pessoa não vai te machucar, não vai te criticar, não vai debochar de você. A coragem...
em saber que isso pode e muito provavelmente vai acontecer, que não é coisa da sua cabeça, que as pessoas podem apontar as suas piores inseguranças e podem fazer coisas absurdas para te machucar e vão, e vão. Infelizmente, é assim que funciona. Muitas vezes a gente vai ser machucado por pessoas e muitas vezes a gente vai machucar as pessoas intencional ou não intencionalmente.
A coragem não está em você fazer isso quando você tem certeza de que a rejeição não vai vir. A coragem está em saber que ela vai vir e ainda assim escolher se expor. Porque você confia na sua capacidade de sobreviver a isso. Você sobreviveu a tanta coisa. Você sobreviveu a tanta coisa.
E você vai sobreviver a isso também. Porque quando eu pergunto se a gente vai ser guiado pelo medo da rejeição ou pela coragem de se expor apesar da rejeição, quando eu pergunto se você quer ser guiada pelo medo ou pela coragem, você sabe a resposta.
A vulnerabilidade, quando a gente fala essa palavra, ela é vista como fraqueza. Quanto mais vulnerável você está, mais suscetível a ser ferido você está. Inclusive, isso não é uma coisa do nosso imaginário, da nossa cabeça. Por quê? Vulnerabilidade, a palavra, vem de vulnos, que significa ferida. Quando a gente fala de vulnerabilidade, é a possibilidade de ser ferida. Mas quando eu li aquela...
Aquela frase no quadro. Inclusive eu vou mandar a foto desse quadro. Lá no nosso grupo do WhatsApp. Para quem quiser ver. E tiver curiosidade. O grupo do WhatsApp. Você entra pela descrição do episódio. Eu deixo sempre o link. Ou você pode procurar no próprio WhatsApp. Gostosos também choram. O que você vai achar. O canal é verificado. Se quer. Enfim.
Quando eu li aquela frase, eu me sinto muito vulnerável na maior parte do tempo com aquele pôr do sol. Eu soube imediatamente que a vulnerabilidade, ou seja, a possibilidade de ser ferida, ou seja, me expor com a ideia, junto com a ideia de que eu posso ser ferida ao me expor, no meu caso, através da expressão, seria...
precisamente o caminho que eu precisava para recuperar minha força e sair do lugar insalubre, insosso, inumano e inóspito que eu estava naquele momento. Eu sabia, alguma coisa dentro do meu corpo sabia.
Que era através da vulnerabilidade. Não era apesar da vulnerabilidade. Era através da vulnerabilidade que eu ia sair daquele fundo do poço. E quanto menos eu me permitia estar relaxada nesse lugar vulnerável, mais eu sentia que eu tava matando a minha alma de fome. Teve uma época, um parênteses, tá? Teve uma época que eu achava que eu era bruxa. Ou um péssimo. Quando eu falei isso uma vez no teatro, minha avó tava lá. Minha avó é super religiosa, né?
ficou passada quando eu falei isso. Eu falei vó, fica tranquila, tá? Não vamos contra esse religião hoje. Coitada. Ela foi assistir a neta do teatro e saiu traumatizada. Mas teve uma época que eu tive, tinha plena certeza que eu era bruxa. Eu lembro de eu falando pra Olga, que morava comigo. Olga, esse ano foi o ano que eu me descobri enquanto bruxa. Eu tive a plena certeza de que eu era bruxa. Acho que tudo.
não é algo que eu acho que eu não sou minha avó é o oposto do ditado nós somos as netas das bruxas que vocês não conseguiram queimar minha avó
Se ela ouvia esse ditado. Ela reza três Ave Maria. Mas teve uma época que eu tive a plena certeza que eu era bruxa. E aí a gente, eu e o meu clã de bruxas. Como é que chama? Meu coven. A gente estava estudando sobre... Eu literalmente tinha amigas que eram bruxas. A gente ia... Eu não sei se elas eram bruxas. Mas a gente achava que a gente era bruxa. A gente se reunia e ficava fazendo feitiços. Enfim. Estudamos muito sobre isso. Eu li horrores sobre isso. Enfim, também faz parte de quem eu sou igual. Quando eu achei que eu ia ser astróloga.
Teve uma época que a gente estava estudando cristais e óleos essenciais. E eu lembro que eu tinha uma inclinação muito constante. E eu tinha uma inclinação a tudo que falava de proteção. Ai, turmalina negra, ai, ônix, ai, não sei o quê. Todos os óleos essenciais de proteção, tudo eu queria me proteger. E aí teve uma vez que a gente estava nessa de proteção, proteção, proteção. Aí uma amiga minha falou assim, amiga, você já percebeu que você só fala de proteção? Se você fica se protegendo toda hora...
Que hora você se nutre? Meu Deus, velho. Que hora? Se você ficar se protegendo toda hora, que hora você vai se alimentar do que te alimenta, do que te nutre, do que te dá energia, do que te dá tesão? Eu odeio essa palavra, tá, gente? Tesão. Fiquei mal agora que eu falei ela sem querer. Da corda que te puxa. Sabe? O que é pior, gente?
O que é pior? Encarar o medo da rejeição, do não, da vergonha, sabendo que ele pode vir, né, quando você se coloca no mundo, você pode sofrer deboche, você pode ser rejeitado, a pessoa pode falar, meu Deus do céu, de que bueiro você saiu? Eu já ouvi as piores coisas do mundo nas redes sociais.
Já me falaram barbaridades ali nas redes sociais. Eu imagino que já tenham te falado barbaridades também. Coisas que você ficou chateadíssima. Mas o que é pior? Encarar o medo da rejeição. Sabendo que ele pode ou não vir. Ou conviver com a ideia de que você está se privando. Através de você não se colocar no mundo por medo. Você com certeza está se privando de se conectar com as pessoas. Da conexão. Das coisas que te alimentam.
Então veja, não se colocar no mundo, não ocupar seu espaço no mundo, não relaxar na ideia de estar vulnerável, não topar esse desafio, é com certeza escolher não se alimentar das coisas que ele pode trazer. É também se colocar em perigo, né? É também se colocar em perigo de ser rejeitado, colocar em risco de ser rejeitado.
Então, quando você escolhe estar vulnerável, você está topando esse desafio sabendo que pode ou não acontecer coisas péssimas, mas que esse é o caminho para coisas ótimas acontecerem, então o preço está barato. Então, você vai ter que decidir se você está pronta para pagar esse preço ou não. Porque se proteger, viver se protegendo com turmalinas negras e onyx e todas as suas cascas de caracol é uma ótima estratégia de sobrevivência. É uma ótima.
E muito provavelmente o seu cérebro vai querer te convencer a fazer isso, porque é mais seguro. Só que o cérebro, como já sabemos, ele evoluiu para a sua sobrevivência. Ele evoluiu para priorizar o seu senso de sobrevivência. Ele não evoluiu para você ser feliz. Esse trabalho é seu. Quando eu comecei a pensar sobre vulnerabilidade, eu obviamente caí.
e revisitei o trabalho da Brené Brown. Brené Brown. Vocês provavelmente já conhecem ela. Ela tem um livro muito best-sellers, que se chama A Coragem de Ser Imperfeito. Se você nunca leu, leia. É muito maravilhoso. Ela tem vários trabalhos incríveis.
E eu assisti um documentário dela em que ela conta que o trabalho dela começou, ela começou a estudar a vulnerabilidade porque ela estava estudando vergonha. E aí, depois de estudar muito o trabalho dela, ver documentários e ler e tal, eu cheguei a duas conclusões a partir do que ela trouxe. E aí, é ela que está falando, eu não sou nem eu. Então, a gente não pode nem contestar. Porque eu, vocês sabem que eu não sou autoridade em absolutamente nada. Estou só compartilhando a minha vida e as minhas percepções. Mas agora eu sou uma autora, tá? Vocês me respeitam.
Uma autora publicada. Mas a Brené Brown, no caso, ela é autoridade, ela é especialista no que ela tá falando. E ela trouxe duas coisas. A primeira é que tan tan tan, rufem os tambores, a conexão, nossa querida conexão, que já sabemos, por conta do livro Uma Boa Vida, The Good Life, dos dois médicos que estudaram felicidade humana, o principal fator de longevidade humana é a qualidade das conexões que a pessoa tem.
Por isso que eu tenho esse anel aqui, escrito conexão, que foi feito para mim de presente. Eu uso ele todos os dias, por isso que a conexão é tão especial e importante para mim. Por isso e por muitas outras coisas. Mas o que a Brené Brown fala é que a conexão, o que alimenta a nossa alma, a conexão depende da vulnerabilidade. Você não tem como se conectar, você tem como se conectar superficialmente. Não é um tipo de conexão que vai te alimentar.
Você não tem como se conectar do fio que vai te alimentar sem a vulnerabilidade. Isso não existe, tá? Você pode achar coisas que te dão mais base, que te dão alegrias, que te dão felicidades. Como, por exemplo, ascensão na carreira, ascensão financeira, uma melhora na estrutura da sua vida, uma casa melhor. Tudo isso pode te ajudar muito.
Mas não garante a sua felicidade. Ele pode ajudar muito e dar uma estrutura muito melhor. Isso não sou eu que estou falando, tá? Pode te dar uma estrutura muito melhor e facilitar muito o seu caminho até a felicidade. Mas a sua felicidade depende intrinsecamente e basicamente das conexões que você tem. Então, se você construir todo esse palácio e viver isolada, muito provavelmente você não vai ser feliz. Você vai sobreviver bem.
Com conforto e com tudo isso. O que é maravilhoso. Vocês sabem que eu amo um conforto. E eu amo um palácio. Mas a gente tem que ter a consciência. Que a nossa felicidade. A felicidade e o alimento da nossa alma. Não está aqui. Ele está nas conexões. Que dependem da vulnerabilidade.
Segundo ponto que ela traz é que não é possível, isso é a partir de um estudo que ela fez, não é possível reprimir uma coisa. Não é possível reprimir uma coisa. Quando você reprime uma coisa, você reprime um monte de coisa junto. Não tem como você reprimir a sua vulnerabilidade, porque na hora que você reprime a sua vulnerabilidade, você está reprimindo junto alegria, amor, conexão.
Então, reprimindo a raiva, já falamos disso no episódio, pra onde vai a raiva que você engole. Reprimir a raiva, ela vai virar outra coisa, e você tá reprimindo um monte de coisa junto. Então, você reprimir a vulnerabilidade, primeiro que ela vai virar outra coisa no seu corpo, se você não expressar a sua vulnerabilidade, ela vai virar outra coisa, ela vai somatizar no seu corpo. Segundo, que você tá junto com a vulnerabilidade, infelizmente, você está reprimindo coisas boas.
Então, quando você escolhe não se colocar e não ocupar seu espaço no mundo de uma forma que você pode ou não ser ferido, você pode ou não receber críticas, por exemplo, você se anestesia. E aí você não pode sentir nem o bom e nem o ruim.
Quando eu tava me diluindo e tentando ser uma versão mais agradável e palatável, menos profunda, mais superficial e mais tranquila, menos disruptiva, menos falante, sabe? Menos eu, eu tava tentando me proteger, mas eu ignorei que eu tava deixando de lado a minha expressão, que é uma coisa que me alimenta. Se você tá ouvindo isso, eu tô falando por quase uma hora, quem não tem ouvido, você sabe.
Você está vendo a força que eu sinto quando eu faço isso. Isso faz parte de quem eu sou. E quando você que está ouvindo escolhe não se expressar, seja de qual for o jeito que você vai se expressar, através da música, através da pintura, através de uma conversa que você não está se permitindo ter, através do seu trabalho, através de um podcast, através de um post no Instagram, através de um...
Um grafite na rua, um lambe-lambe, como eu já fiz também, através de um texto que você vai publicar no Substeque, através do jeito que você conseguir se expressar, quando você está escolhendo fazer isso, você não só está se privando das coisas boas que isso pode te trazer, mas como você está privando as pessoas de serem tocadas pelo que você tem a dizer. Através das palavras, de traços, de pinceladas, de jeitos, de erros. Gente, tem coisa mais preciosa e valiosa hoje em dia.
do que uma frase escrita de um jeito que não está completamente correto. Porque o jeito completamente correto você bota no chat de PT, ele faz em tempos de IA, coisas, expressão, mesmo que seja torta. Não tem nada mais valioso do que isso, porque é aqui que a gente vai achar a humanidade e a conexão. E isso depende de você topar ser vulnerável. Sabe uma música que você escuta? Comenta aqui embaixo, inclusive, qual é essa música, porque eu sou louca para fazer várias playlists junto com vocês.
Mas sabe a sensação de ouvir uma música e aí conforme a pessoa vai falando a letra da música, você fala, meu Deus, essa pessoa tá morando na minha cabeça. Como que ela traduziu em palavras exatamente o que eu tava sentindo? Meu Deus, eu me sinto tão acolhida, eu me sinto tão representada, eu consigo gritar agora em palavras as coisas que estavam presas dentro de mim. Sabe essa sensação? Pra que você tivesse essa sensação, pra mim, muitas vezes...
Pra que você sentisse isso, se sentisse tão profundamente compreendida e contemplada por uma música, alguém teve que ser vulnerável. Alguém teve que passar por esse processo de tipo assim, eu preciso tirar o que tá aqui dentro de mim e transformar em uma outra coisa e colocar pro mundo. E aí essa pessoa...
fez isso com medo de pensar tipo, não, sabe, a pessoa coloca a música e fala assim, gente, eu tô sentindo isso aqui não, nada a ver alguém já sentiu isso? e aí de repente ela se vê num show com, olha, chega arrepiada com milhares de pessoas cantando a música junto com ela, a música que ela tirou de dentro das entranhas dela
E todo mundo naquele momento se sente parte da mesma parada, porque todo mundo entende o que um ou outro passaram. Então, cantando isso a plenos pulmões, para a gente sentir isso em shows, essa pessoa teve que botar as mãos dentro do coração dela e puxar para fora e falar, ó, está aqui.
Se vocês acharem nada a ver, sei lá, vou tentar sobreviver a isso. Se ela não tivesse feito isso, ela ia poupar a gente de poder sentir isso. Não é uma tragédia? Não é uma tragédia pensar nisso? Do quanto que a gente pode poupar as outras pessoas e privar as outras pessoas de se sentir assim?
com algo que a gente tem dentro de nós. Então, nesse meio tempo, enquanto eu estava no fundo do poço, querendo me fechar e sumir, etc., eu aprendi a lição, uma das lições mais valiosas, que é você precisa honrar a sua vulnerabilidade com a expressão. Isso é uma coisa que a Florence Given que falou no livro dela, no livro Como Viver Deliciosamente. Mulheres Vivendo Deliciosamente.
A expressão a partir da vulnerabilidade é um presente que você dá para os outros, mas ele volta para você. E isso, olha, eu fico emocionada. Isso, para mim, é a melhor sensação humana que existe.
Porque é o alívio, você está presenteando a outra pessoa e ganhando de presente o alívio de pertencer. E é isso que eu tento fazer aqui nesse podcast, em todos os episódios que eu gravo. É isso que eu fiz no meu livro, em cada página que eu escrevi do meu livro. E é isso que eu tento fazer no meu trabalho de modo geral, que é...
Pegar algo que a princípio eu acho que é muito meu, que é uma coisa que me torna inadequada, que me dá vergonha, que eu nunca seria capaz de falar espontaneamente, que pensar em falar isso em voz alta me dá medo de ser julgada, de, enfim, de as pessoas falarem, nossa, nada a ver, não tem nada a ver isso que você está falando, ou, sei lá, você está errada, ou, tipo, me esculachar, ou no teatro me jogar tomate ali no palco.
Então é pegar uma coisa que te faz sentir inadequada e te dá medo de compartilhar, mostrar para o público, você mostra, você pega uma coisa que te dá muita vergonha, você mostra e de repente, quando você mostra, ninguém mais tem vergonha. Nem você e nem a pessoa para quem está mostrando.
Esse presente, a expressão a partir da vulnerabilidade, esse presente volta para você em forma de conexão. E vocês sabem que conexão, como eu disse, tem um estudo de Harvard que diz que o fator número um da felicidade é a qualidade das suas conexões. E aí eu fico, eu deixo a pergunta aqui.
Aonde você vai achar essa conexão? Eu quero que você responda isso hoje. Porque eu quero que você se dedique a ir atrás disso. Aonde você vai achar? Aonde você vai conseguir se alimentar de conexão? É numa conversa? É numa música que você está evitando de fazer?
É numa... Outro dia, quando eu fui gravar meu audiolivro, pra que, se vocês não sabem, o livro também vem no formato de audiolivro, ou seja, um grande podcast. Pra vocês ouvirem que eu gravei na minha voz. Eu gravei num estúdio, e um dos caras que... Um dos donos do estúdio, eu conversei bastante com ele, e depois de umas conversas, ele falou assim, ai, porque eu li o livro, né? E ele ouviu o livro, e tava comentando comigo sobre as coisas que eu tava falando, e ele falou, cara, sabe o que eu lembrei?
que eu amo escrever. Faz muito tempo que eu não escrevi, eu amo escrever, e eu tenho na minha cabeça a ideia de uma peça, que eu nunca escrevi, porque eu tenho meio medo, porque eu nunca escrevi e tal. Aí eu falei, cara, vamos falar que o nome dele é Pedro. Pedro, você precisa escrever, cara. Não porque vai ser um sucesso, mas porque a sua expressão está na sua cabeça. Aí ele, ah, vou pensar. Aí na sessão seguinte ele, Lela, você não sabe como você me baixou o santo.
baixou o santo, eu fiquei horas escrevendo e terminei o primeiro ato da peça e aí na última sessão que a gente fez ele falou, Lela, me juntei com um amigo e a gente vai fazer a peça olha só gente a velocidade que essa mudança pode acontecer na sua vida, de você que está ouvindo ou das pessoas com quem você pode conversar sobre isso eu quero que vocês se concentrem no que você está deixando de fazer por medo de se expor obrigado E aí
E tenha a coragem de fazer, sabendo que a rejeição pode vir. Mas sabendo que é ali que você vai se alimentar. Porque a alternativa que é viver matando a sua alma de fome, morta de fome de conexão, morta de fome do que te nutre, quando você diz não para a vulnerabilidade, você está dizendo sim para isso. Eu não quero nunca mais dizer sim para isso. Eu fiz uma promessa para mim naquele momento e é por isso que eu comprei.
esse print desse quadro, e eu olho para ele todos os dias quando estou gravando aqui com vocês, eu fiz uma promessa de que eu nunca mais vou evitar o desafio da vulnerabilidade. Porque a pergunta que eu fiz para você, que é aonde que você encontra esse alimento para a sua alma, a resposta para mim é aqui. Aqui, nesse podcast.
E se o preço de me comunicar com vocês, criar esse canal onde vocês escutam e eu falo, e eu leio os comentários de vocês, e a gente forma a nossa comunidade, o nosso vínculo e a nossa conexão, é ser vista errando, falando errado uma frase, é dando uma referência...
É ser vista errando, me embolando no meio das frases, é dando volta no mesmo ponto porque eu não consigo chegar, é ser vista mudando, crescendo, trocando de opinião, acertando. Se o preço disso que eu sinto ao criar os episódios é esse, minha gente, tá barato demais, compensa demais. Vamos falar sobre roupas confortáveis para mulheres?
Minhas filhas, parece que agora o Hexa vem, porque agora a gente finalmente tem o uniforme oficial das mulheres brasileiras gostosas e confortáveis. Vamos lá? Quem já era nascida na nação gostosa e confortável lembra do Aue, que foi minha collab com a capa no ano passado, né?
Sim, gente, a capa, aquela marca italiana centenária, super tradicional, do logo das duas pessoinhas, uma sentada de costas para a outra, sabe? Pois bem, chegou a hora do comeback da nossa collab, que foi um estouro no ano passado, mas dessa vez a Lela Brandão Co, minha marca de roupas confortáveis para mulheres, lançou ontem uma coleção inteirinha inspirada nesse universo bem brasileiro, Brasil Core, sabe o que está na moda? Torcida.
Foi nisso que a gente se inspirou pra essa coleção. Foi esse mood, assim, torcida. A gente quer trazer essa vibe, mesa de bar, gritaria, cervejinha. Tá entendendo? Inclusive, a gente fechou um bar aqui na Zona Norte, em São Paulo, pra fazer o ensaio.
dessa coleção. Foi um lacre. Inclusive, vocês, algumas representantes de vocês participaram. Vocês acreditam? A gente abriu um formulário e algumas das ouvintes e clientes da Lela Brandão Co, 10 pessoas participaram do ensaio junto comigo. Foram modelos figurantes icônicas lá comigo. E foi uma campanha que eu amei muito fazer. A estética do bar era super tradicional. A rua tava pintada de Brasil, sabe? Com a bandeira do Brasil.
Se você quiser ver o resultado dessa campanha já tá no ar, é só ir lá no meu Instagram, Lela Brandão, ou o da marca, arroba lelabrandão.co, e aí eu quero muito saber o que vocês acharam, tá? Então se você ainda não viu a coleção, corre, porque já tá tudo disponível no site, você pode comprar agora, minha filha, www.lelabrandão.co. A gente trouxe uma vibe sportswear com alfaiataria, bem cool, sabe? Então tem camiseta tipo de time, só que é o nosso time, das gostosas choronas brasileiras.
Tem nosso famoso camisetão com várias estampas diferentes, tem conjunto esportivo, tem jaqueta, tem short, tem calça de alfaiataria. Gente, moletom, uma versão de edição limitada na collab com a capa, várias peças lindas para você assistir aos jogos, confortavelmente e estilosamente, e depois que os jogos passarem, você leva as peças para a vida. Então sim, vai ter gostosas e choronas uniformizadas nessa Copa.
E ó, eu consegui um presente pra vocês, tá? Não contem pro Vitor. Mas só hoje, dia 26 de maio, o dia que eu tô liberando esse episódio, vocês ganham 10 reais de desconto usando o cupom KAPAKAPA2605. É K-A-P-P-A.
K-A-P-P-A 2605 lá no site da marca. Vocês estão animadas, gente? Porque eu já tô... Vou nem dizer que eu tô planejando meus lookinhos, porque eu já tô queimando largada e tô usando as peças dessa coleção brasileira com a capa, basicamente todos os dias hoje, inclusive, tô com o meu moletom brasileira, algo preto. Enfim, gente, depois vai lá no meu Instagram pra ver.
então não esquece que vocês tem 10 reais de desconto com o cupom KKK2605 e é só passar lá no site www.lelabrandão.com porque já tá tudo no ar, tá bom? Vamos pro choro da semana? Meu choro da semana é o seguinte quem me segue no Instagram lá, arroba lela.brandão já sabe já viu na verdade mas eu decidi fazer uma receita nova pro dia das mães meu conselho é
Não teste receita nova em dias importantes. Teste ela em dias comuns. Depois você leva ela para dias importantes. Mas eu testei uma receita de um bolo. Que era um bolo sem farinha. Que ele era tipo entre um bolo e um... Era um bolo cremoso, tá? Não fiz ele por ele ser sem farinha. Eu fiz ele porque ele era um bolo de chocolate cremoso.
E aí a instrução era que ele fosse assado em banho-maria por 1h15. Eu me embolei ali no horário e quando eu vi, já era 1h40, o almoço do dia das mães seria as duas, era 1h40 e o bolo estava entrando no forno só 1h40 e precisaria de 1h15 no forno em banho-maria.
E aí, eu já avisei minha mãe e minha família, gente, desculpa, eu vou atrasar, vou sair de casa umas três da tarde. Aí todo mundo, não, tá suave e tal, a gente te espera. Coitado, eu trazei uma hora. Pois bem, esperei até as duas e quarenta, não. Entrou uma e quarenta, esperei até as três.
Olhei o bolo, ele tava muito mole, muito mole, tipo assim, não tinha assado. Aí o que eu fiz? Peguei uma caixa de papelão, enchi de pano, aí eu peguei essa bacia de água.
Botei na caixa, com o bolo dentro, coberto com papel alumínio, botei uma tampa nessa bacia, fechei a caixa e levei pra casa da minha mãe, do meu pai, pra ele ir assando no caminho e acabar de assar lá. Tranquilo, vou chegar lá. Era uma hora e quinze de forno, no máximo vai dar o quê? Uma hora e meia, uma hora e quarenta de forno.
E vai dar certinho com o fim da refeição. A gente acaba de comer, eu tiro o bolo do forno, desenformo. Eu tinha outro detalhe que é, para desenformar tinha que esperar esfriar. E eu já sabia que esse trem já tinha desandado, porque não ia dar para esperar esfriar, né? Mas enfim, levei o bolo para casa dos meus pais. Todo mundo com expectativa, nosso bolo novo, não sei o que e tal.
Menina, botei no forno. Passou uma hora e meia. Da hora que eu tinha botado no início, né? Uma hora e meia, o bolo líquido. Uma hora e quarenta e cinco, o bolo líquido. Duas horas de forno, o bolo líquido. Duas horas e dez, o bolo inafetado. Digamos assim, o bolo assim, sem sinal de assar. Duas horas e vinte, o bolo nem aí. Aí uma hora, eu falei assim, meu Deus, eu vou tirar esse papel alumínio pra pelo menos assar alguma coisa.
Aí eu tirei o papel alumínio, fez uma casquinha no bolo em cima pelo menos, eu falei, bom, é isso que temos. Deu duas horas e meia, já eram tipo assim, cinco horas da tarde. Eu falei, gente, eu vou tirar esse bolo, vou esperar esfriar dez minutos e já vou desenformar. Desenformei o bolo, o que aconteceu? Desmontou o bolo inteiro.
O bolo ficou totalmente líquido dentro. A gente serviu mesmo assim porque não tinha outra sobremesa. Aí eu tirei uma foto e botei no meu stories. E aí começou a paia assada. Ai, me dá um gole desse bolo. Os comentários. Me dá um gole desse bolo. De ótimo. Descobri o petróleo.
Calu, bota uma foto do bolo aqui. Eu vou te mandar depois. Bota uma foto daqui. Eu vou botar lá no nosso grupo do WhatsApp também. A foto do bolo, pra quem não viu. Descobriu o petróleo, mami? Já vai começar... Já vai dar pra dar entrada no rancho. Que ótimo. Fiz um desse hoje na privada. Que ótimo. Mas em minha defesa, estava ótimo o bolo, tá? Estava uma delícia. Ficou tipo um grande petit gâteau. Tá?
Enfim, esse foi o meu choro da semana. Não vou compartilhar a receita porque ninguém merece um bolo que demora duas horas e meia pra assar. Não dá. Chega. Vamos pra obsessão atual? Eu estou obcecada por canja de galinha. Gente, eu não posso ver a temperatura baixar um grau.
Se tiver abaixo de 25 graus, eu já estarei comendo canja. Eu sou, isso é um fato sobre mim, eu tava pensando nisso hoje, assim, nossa, será que alguém tem a dimensão, tipo assim, acho que ninguém além do Vitor tem a dimensão, olha, chega, tá enchendo minha borra de água. Do quanto eu amo canja.
E aí eu tava falando com a minha cabeleireira hoje, e ela falou assim, ai, nossa, hoje eu vou fazer uma canja que eu tô ficando resfriada. A canja pra mim é tipo remédio. Eu falei assim, então é por isso que eu nunca fico doente. Porque pra mim, minha gente, se eu pudesse, eu me alimentava de canja todos os dias. Inclusive é isso que eu tenho feito agora no inverno. Eu faço uma baciada de canja.
na segunda-feira, e vou comendo no almoço e no jantar, enquanto, assim, às vezes meu corpo pede uma outra coisa. Mas, por exemplo, a gente está agora numa quinta-feira. Eu comi canja em todas as refeições. Menos ontem à noite, que minhas amigas me arrastaram para ir comer um hambúrguer para comemorar o lançamento do livro.
mas de resto eu comi canja em todas as refeições eu sou obcecada por canja pra mim é assim tomar uma canja assistindo TV com um pãozinho quentinho e aí você vai tomando canja eu faço canja sem arroz mas eu faço com mandioquinha
Ah, gente, não. Olha, vou parar de pensar nisso que tá me dando água na boca e falta bastante pra hora do jantar. Mas enfim, minha obsessão atual é canja. Gostaram, meninas? Quem é aqui é do time sopa? Gente, pra mim, as pessoas falam sopa não é janta. Pra mim, sopa é café da manhã, é almoço, é lanche da tarde, é jantar, é ceia. Qualquer oportunidade de estar tomando sopa.
eu estarei tomando, especialmente se for canja. Se você for de São Paulo, tem uma canja que eu amo muito, que quando eu tô com preguiça de fazer, eu peço de lá, que é a do Muquifo, da Renata Vanzetto. Gente, nossa, que canja maravilhosa, velho. E ela não faz com arroz, ela faz com tipo um macarrãozinho, que é um negócio que entra em macarrão e risoto. Sabe, arroz de risoto? É maravilhoso. Se você for de São Paulo, quiser pedir, tem no delivery, ou vai lá também, que é uma delícia de ir.
Tá bom? Chegamos ao fim do episódio sobre vulnerabilidade. Espero que vocês tenham gostado. Gente, não esqueçam que meu livro já está na pré-venda. Vertigem, a coragem de encarar o vazio e escutar seu corpo. Eu vou deixar o link aqui na descrição, mas você acha. Pra comprar na Amazon, agora na pré-venda, pra ser uma das primeiras a receber o livro em casa. A gente mó consperar pra vocês lerem, pra gente discutir sobre ele. Mas enfim, me sigam nas redes sociais, arroba lela.brandão. Eu posto cortes dos podcasts, piadas internas, animações inspiradas no podcast, memes inspirados no podcast,
coisinhas assim lá, então se você não me segue por favor, vai me seguir, minha marca de roupas confortáveis, já falei arroba lelabrandão.co www.lelabrandão.co você tem desconto com cupom gostoso e chorona e não esqueça que a gente tem live na segunda-feira às 11 da manhã pra contar sobre a coleção em colaboração com a capa, e é isso meu povo tá bom? Então tá bom então nos vemos na semana que vem, um beijo e tchau
Tá aí ainda, menina? Se você está aqui e faz parte do seleto grupo das mais mais que ficam até o final do episódio, o final do final do episódio, que fazem parte do raro e seleto, não tem outra palavra, é um seleto e exclusivo grupo de mulheres que moram dentro do meu coração e ficam aqui até o final da minha patota, do meu grupinho.
Comenta aqui embaixo com um emoji de sopa. Eu pesquisei aqui, tem três emojis de sopa. Você pode escolher qual você quiser. Pra eu saber que você faz parte do seleto Grupo das Mais Mais. Que fica até o final do episódio. Que são as mais importantes pra mim, no meu coração. Não vamos contar pra ninguém, tá bom? Então tá bom. Então agora sim, nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau. Semana que vem, gostosa na escuta, hein?
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Audiolivro 'Nem te Conto' de Luana PiovaniKappa
Coleção Brasil Core