você ainda sabe quem você é?
quem é você? não vale responder "ah eu trabalho com tal coisa". se você já parou pra pensar nessa pergunta por mais de um minuto, você percebeu que é meio impossível de responder. então vamos mudar a pergunta: quando tudo muda o tempo todo, o que continua em você? prepare-se, vamos embarcar em um episódio cabeçudo, do jeitinho que as gostosas & choronas amam.
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- O que permanece quando tudo mudaConsciência das mudanças · Observador dos pensamentos · Forma de interpretar experiências · Autenticidade criativa · Capacidade de ser tocado pela beleza
- Transformação PessoalDefinição de quem você é · Volatividade e transitoriedade das características · Profissão como identidade · Relacionamentos como definidores de identidade · Traços de personalidade como identidade
- Filosofia ExistencialismoMito de Sísifo · Sentido da vida · Albert Camus e imaginar Sísifo feliz · Cartas a um Jovem Poeta de Rainer Maria Rilke · Questões existenciais
- Decisão de continuar e sentido de vidaFalta de sentido existencial · Escolha de permanecer · Habilidade de ser feliz · Beleza na vida como habilidade · Felicidade apesar da falta de respostas
- Criatividade e autenticidadeCombinação de referências · O que te puxa atenção · Roubo criativo · Livro Roube como um Artista · Originalidade a partir de referências
- Meditacao e Bem-EstarSeparação do observador de pensamentos · Vozes na cabeça · Pensamentos intrusivos · Não-identificação com pensamentos · Prática meditativa
- Escolhas Conscientes vs InerciaAmizades por inércia · Consciência nas decisões · Custo e ganho das escolhas · Autenticidade nas decisões · Abandono de relacionamentos tóxicos
- Consciência como quem percebe mudançasVocê como observador · Fluxo de transformações · Constância da consciência · Mudanças de profissão, relacionamento e status
- Risco de buscar respostas fora de siInfluenciadores como respostas · Livros de autoajuda · Cursos online sobre identidade · Seguir outras pessoas · Ciladas e armadilhas
- Experiências e interpretação pessoalIrmãos gêmeos vivendo mesma experiência · Organização pessoal de traumas · Livro Véspera de Carla Madeira · Diferenças na interpretação da mesma situação · Jeito de contar histórias
- Capacidade de ser tocado pela belezaPoesia e sensibilidade · Sutilezas da vida · Acesso às riquezas cotidianas · Marina Sena e subjetividade · Poeta interior
- Formas práticas de se conhecerSilêncio e meditação · Presença e atenção plena · Pausas entre atividades · Escrita e journaling · Criatividade como ferramenta
- Gosto e autenticidade pessoal (áudio Duquesa)Estar offline · Não seguir tendências · Listas de inegociáveis · O que você gosta e não gosta · Experiências a testar
- Caminhada como prática pessoalCultivar hábito de caminhar · Montanhas e inclinações · Sísifo e subir montanhas · Movimento corporal · Nova obsessão pessoal
- Melissa X Bend sneakersNovo lançamento de tênis · Estampa de vaquinha · Conforto e design · Três opções de cores e estampas · Tecnologia do tênis · Oferta e promoção
Oiê, deixa eu te perguntar um negócio. Finge que a gente acabou de se conhecer na vida real. Eu e você estamos ao vivo numa sala, cada uma com o seu café na mão. E aí eu te faço a seguinte pergunta. Quem é você? O que você me responde? Vou deixar você pensar aí por um segundo. Pensa aí rapidinho. Deixa aqui nos comentários qual foi a resposta que você chegou antes de ouvir o resto do episódio. E aí depois, se você mudar de ideia, você comenta de novo.
Mudei de ideia. Na verdade, eu sou tal pessoa, tá? Pensa aí por um segundo. Pensou? Comentou?
que eu quero saber como é que você vai responder essa pergunta. Essa pergunta, se você para pra pensar nela com calma, ela dá certo desassossego, ela dá uma certa vertigem. Por quê? Se eu te pergunto quem é você, geralmente, pelo menos onde eu moro aqui, em São Paulo, as pessoas respondem algo associado ao trabalho. Então, ah, eu trabalho com tal coisa, eu trabalho em tal lugar, mas isso pode mudar, certo? Isso não é quem você é, isso é o que você está fazendo agora, nessa fase da sua vida, nesse momento, tudo pode mudar.
posso responder. Sou influenciadora. Tá, eu sou influenciadora. Mas e se acabarem as redes sociais? Puxaram os fios da internet. Não tem mais rede social. Eu não sou mais influenciadora. Eu deixo de ser eu? Eu não sou mais eu, porque eu não sou mais influenciadora. Então, a resposta da pergunta quem é você não pode ser respondida com o que você tá fazendo nesse momento, correto? Aí tá. Aí finge que você responde assim. Ah, eu sou casada com fulano.
Sou esposa do fulano. Sou namorada da ciclana. Tá, com todo respeito. Não estou te desejando mal.
Mas você sabe que isso pode mudar, né? Bonge de mente eu desejar nada de mal, mas assim, isso pode mudar, isso não define quem você é. Aí vai que você responde assim, ah, eu sou uma mulher forte, tá? Você é uma mulher forte, isso é uma coisa que você sabe sobre você. Mas aí, se um dia acontecer alguma coisa que você for fraca, acontecer um baque e você não conseguiu reagir, você não reagiu como o estereótipo de mulher forte que tem na sua cabeça.
Não é você? Você deixou de ser você, porque um dia você foi fraca. Ou você responde assim, ah, fala que eu sou uma pessoa muito ansiosa.
Primeiro, você está ansiosa, né? Isso pode ser transitório. E segundo, muito ansiosa em relação a quê? Muito ansiosa em relação a mim? Porque se for em relação a mim, temos um problema. Se for em relação a mim, é um nível de ansiedade preocupante. Mas se for muito ansiosa em relação à pessoa mais tranquila do mundo, talvez isso não fale nada sobre você. Talvez não fale tanto sobre você quanto você acha. Então, essa pergunta, quem é você?
responder e o quanto essas coisas são voláteis e transitórias, ela começa a te dar uma vertigem, uma sensação de teto preto, uma sensação de despencar, sensação de estar no topo de uma montanha-russa que vai cair a qualquer momento, porque você perde um pouco o chão das coisas que te estabilizam na imagem de quem é você. Então, se eu te perguntar, igual a lagarta da Alice, quem és tu? É o Absoluim, não é o nome dele. Quem és tu?
Se eu te perguntar isso, o que você responde? Vou te dar um tempo aí pra pensar.
Pensou? Se você pensou, provavelmente você percebeu que não tem muito como responder essa pergunta. Mas aí eu vou sugerir uma outra visão sobre essa pergunta, que é a seguinte. Em vez de eu te perguntar quem é você, e se a gente mudasse a pergunta e eu te perguntasse? É óbvio que eu não vou te perguntar isso se a gente se encontrar num café. Mas num nível de reflexão um pouco mais profundo, tá? Se a gente trocasse a pergunta de quem é você para o que continua em você,
todo. Se tudo pode mudar, se você pode mudar de profissão, mudar de relacionamento, mudar de carreira, mudar de característica, você pode mudar tudo. O que continua em você? O que navega junto com você através dessas mudanças? O que permanece mesmo que as coisas se transformem ao seu redor? É um pouco melhor essa pergunta, correto? E hoje estamos em ótima companhia, porque quem puxou esse assunto, que é um assunto que é muito a nossa cara e eu fiquei muito feliz de poder falar com vocês sobre esse assunto, é ninguém
Ninguém menos do que, rufem os tambores, Melissa. E vamos combinar que Melissa arrasou na escolha da melhor comunidade da internet para falar sobre esse assunto. E quem melhor para refletir sobre quem somos nós através das mudanças da vida por uma hora ininterrupta do que a gente, do que as gostosas choronas. E aí você vai me perguntar, mas o que Melissa tem a ver com isso? O que Melissa tem a ver com essa história de quem és tu? E eu te respondo. Você já ouviu a palavra do Melissa,
X-Band. O novo lançamento da icônica linha de sneakers da Melissa, que é a Melissa X, é muito a nossa cara. Vocês estão preparadas? Acho que nada pode preparar vocês pra isso. Olha isso. Deixa eu tirar do meu pé pra vocês verem direito. Quem tá vendo o vídeo está passando mal. Gente, olha este tênis. A estampa de vaquinha. Tem algo mais na nossa cara do que isso. Manifestando rancho até no tênis. Eu tô completamente
Olha como combinou com o meu look aqui. E eu só penso nesse tênis, gente. Ele é muito confortável. Ele é muito estiloso. Olha os dois cadarços. A estampa de vaquinha. Ele vem em três estampas, pra falar a verdade. Eu vou deixar o link dele na descrição do episódio. E tem desconto. Já vou falar sobre isso. E o Melissa X Band, ele nasce da mistura perfeita entre os retro sneakers. Uma vibe mais nostalgia. Com a visão ousada e contemporânea de Melissa X. Misturando nostalgia e atualidade.
nesse design ousado, autêntico e lindo de morrer. Sem falar na tecnologia que deixa ele extremamente confortável do jeito que a gente ama. Ele vem em três combinações de cores e estampas. Esse aqui de vaquinha, que eu já mostrei no vídeo. E mais duas que vocês vão ter que ir lá no site pra ver. Eu vou deixar o link na descrição do episódio. E eu ainda desenrolei um desconto pra vocês, que eu sei que vocês amam. Só pra você que tá escutando isso agora. É só ir lá no site da Melissa, que eu vou deixar aqui na descrição do episódio.
aplicar o cupom LELA10. E no meio dessa mistura de passado, presente, futuro, autenticidade, originalidade, identidade, Melissa traz a questão, quando tudo muda o tempo todo, quem sou eu, o que me mantém em sintonia comigo mesma? E é sobre isso que vamos falar nesse episódio, vamos mergulhar fundo, então se preparem e obrigada Melissa por puxar essa conversa, que é muito a nossa cara. Vamos lá? Então vamos começar pelo óbvio, falar que eu não sou autoridade, eu não sou psicóloga e eu também não sou a sua guru de vida,
eu não vou ter a resposta de quem é você. Eu não vou ter como responder essa pergunta por você. Na verdade, eu acho que nem você tem como responder essa pergunta. Mas eu acho bom já a gente alinhar as expectativas de que eu não tenho as respostas. E ninguém vai ter as respostas da pergunta quem é você. Porque se a gente não souber que essa pergunta é irresponsível, que a pergunta quem é você não tem como ser respondida por outras pessoas, vai aparecer uma galera querendo responder por você. E aí, minhas filhas, mora o perigo, tá?
Só tô alertando vocês antes da gente entrar no assunto, porque eu acho que é de bom tom, eu acho uma boa ideia desconfiar de quem vem com respostas muito prontas pra questões existenciais. Nessa internet de meu Deus, eu acho perigoso. Então aqui eu não vou ter a resposta, mas juntas a gente vai pensar em hipóteses de caminhos por onde a gente pode pensar essa resposta e talvez elaborar novas perguntas melhores do que quem é você. Nas férias eu li um livro que se chama Cartas a um Jovem Poeta.
tem aqui no podcast, não sei se foi aqui no podcast ou no Instagram, mas eu li esse livro, que é uma troca de cartas, mas a gente só tem acesso a um lado da troca de cartas, que é a resposta desse poeta que chama Rainer Maria Hilke, que ele é bem famoso, é um poeta de 1900 e tanto, eu já devo ter falado dele aqui no podcast, né? Ou não? Enfim, e aí ele tava trocando cartas com um jovem poeta, por isso que chama cartas a um jovem poeta, e esse jovem poeta tava desassossegado, tava preocupado com algumas questões existenciais, e a gente
só as respostas do Hilke em relação às dúvidas dele. E aí, quando eu fiquei pensando sobre isso, sobre como a gente às vezes procura respostas para perguntas muito difíceis, fora da gente, e o quanto isso é perigoso, deixar outras pessoas responderem essas perguntas pela gente, lembrei desse trecho do livro, que eu vou deixar o link desse livro, inclusive, lá no nosso canal do WhatsApp, tá? E aí tem um trecho desse livro que ele fala assim, vou ler pra vocês.
Por que eu olhar para fora e aguardar dali a resposta a questões que talvez só possam ser respondidas pelo seu sentimento mais íntimo, nos momentos mais tranquilos? Por que eu estou trazendo isso? Porque a pergunta quem é você é uma pergunta que vai acompanhar a gente por toda a vida. Porque quem a gente é tem algo que permanece e o resto muda. Até as suas opiniões podem mudar, os seus gostos, as suas relações, o lugar onde você está.
que é muito importante da gente sempre se perguntar, quem sou eu? Se a gente não mantiver essa pergunta sempre quase na superfície de tudo que a gente faz e voltar para ela, nesses momentos de tranquilidade, pensar 10 minutos assim, sei lá, senta 10 minutos em silêncio e fica pensando, quem sou eu? E tentar responder essa pergunta, mesmo que a gente nunca chegue na resposta, eu acho que quando a gente vai puxando essa pergunta, a gente vai ficando atento a caminhos que a gente está começando a percorrer, que não...
estão de acordo com quem a gente acha que a gente é, e com quem a gente é, na verdade. Então, às vezes, você topou alguma coisa que, na verdade, não tem nada a ver com quem você é, por outros motivos que, enfim, só você vai conseguir responder. Então, finge, vou dar um exemplo que aconteceu comigo. Você permanece numa amizade, que é uma amizade que não tem nada a ver com quem você é. De repente, você encontrou uma pessoa, em algum momento da sua vida, que você convivia muito com essa pessoa, seja porque você trabalhava com ela, ou você estudava com ela, ou você convivia com ela por algum motivo,
eram super amigos, mas aí depois acabou que você começou a perceber que as opiniões dela divergiam muito da sua, o rolê dela não tem nada a ver com o seu, o papo dela você encontra ela e você se sente mais drenada do que nutrida já tiveram alguma relação que de repente você começa a perceber tipo, meu Deus do céu por que eu tô nessa relação? Se você para e pensa, quem sou eu? Finge que essa pessoa é viciada em ir pra balada ela quer ir pra balada todo fim de semana e se você não vai, ela fica péssima ela fica pesando
sua e não sei o que e tal, e você vai se sentir péssima, você não gosta do rolê, você não gosta do papo, você não gosta da companhia, e você continua indo meio por inércia, assim, se você parar pra pensar quem sou eu, aí você começa a pensar quem sou eu, do que que eu gosto, quem sou eu, o que que eu tô fazendo, quais são as minhas prioridades da vida, você não vai conseguir chegar na resposta de quem é você, mas você começa a questionar o momento de vida que você tá, o que que faz sentido pra você, e você acaba saindo de ciladas e de relações, e de
propostas e de caminhos que às vezes não tem nada a ver com quem você é, que você acabou topando por outras coisas e nem percebeu, às vezes a gente nem percebe que a gente faz as escolhas, então por isso que eu acho muito importante essa pergunta ficar muito bem guardada no nosso coração e a gente seguir se perguntando isso, sabendo que a gente nunca vai chegar na resposta, mas que correr atrás dessa pergunta faz toda a diferença se a gente vai viver uma vida que a gente gosta e que a gente se sente confortável e bem e contemplado
pela vida que a gente escolheu. E não só foi aceitando coisas e falando sim e não simplesmente conforme elas foram aparecendo. E assim, eu sempre falo aqui no podcast que as relações são espelhos, né? E eu, por exemplo, já falei algumas vezes do quanto eu descubro quem eu sou através dos outros. Então, eu tenho uma relação muito íntima com meu marido, por exemplo. A gente mora junto, a gente trabalha junto. E a gente tem modos totalmente diferentes de enxergar e viver a vida e hábitos, etc.
que às vezes eu nem sabia o que eram características minhas, tipo assim, pra mim era uma coisa normal, e quando coloco em contraponto com ele, é realmente algo que faz parte de quem eu sou e algo que faz parte de quem ele é. Exemplo, que eu já falei milhões de vezes, vocês não me aguentam mais falar disso, ouvi falar disso, mas eu não percebia, por exemplo, eu acho que se eu não tivesse me relacionando com o Vitor, ou enfim, em um relacionamento tão massa, eu não teria percebido que eu tenho fibromialgia, não teria nem chegado a essa hipótese,
dor era normal. Pra mim, esse era o normal. E aí, quando o Vitor pontuou pra mim que não era normal, porque ele não vivia com essas dores, e eu pensei, ué, não tá todo mundo vivendo com essas dores? Eu achei que era uma coisa normal. E ele falou, não, você tem muito mais dor do que o normal. E aí, eu fui investigar, esse é o jeito de como os outros são espelhos e mostram coisas nossas, que a gente não, talvez não teria descoberto se a gente não se abrisse em relações. Dei um exemplo meio tosco, mas deu pra entender, né? Tipo,
Só que não é disso que eu tô falando nesse episódio, eu tô falando sobre aquilo que a gente tem na gente, que às vezes nem o outro consegue alcançar, sabe? Algo que a gente é, que a gente não consegue nem às vezes colocar em palavras, que o outro nem sabe, às vezes é uma forma de pensar, às vezes é um jeito de sentir, às vezes é um jeito de falar, de se expressar, é algo que é intimamente, profundamente nosso, que não tem como o outro alcançar.
tudo muda, temos alguns bons caminhos, tá? E quase todos são filosóficos. O primeiro caminho é, você é quem percebe as mudanças da vida, quem tá por trás, quem tá atrás das mudanças da vida. Então, olha, eu era professora, agora eu sou atriz, entendeu? Ah, eu era casada, agora eu sou divorciada, eu era solteira, agora estou no relacionamento. Você é quem tá por trás, quem tem consciência do fluxo das coisas, quem percebe que as coisas estão mudando,
dando, essa é você. Eu tenho até um quadro aqui no meu quarto, falei dele ontem, inclusive com uma amiga minha, que tá escrito, por todos os seus amores você sobreviveu, essa é você. Eu vou fazer um paralelo com algo que eu aprendi na meditação, que vai deixar mais claro isso que eu tô falando, tá? Se a gente vai tirando as nossas beiradas, então assim, eu era professora, agora eu sou atriz, estou trabalhando como atriz, eu estava num relacionamento, agora eu não estou,
eu era solteira, agora estou namorando. Enfim, quando você vê o que é mutável e o que sobra a partir disso, a gente vai para um caminho, quase inevitavelmente, de achar que nós somos nossos pensamentos. Então, assim, se eu não sou nada do que eu estou fazendo aqui no externo da minha vida, talvez eu seja o que eu penso, né? Mas nem o que você pensa é você, minha filha. Sinto-lhe informar que essa resposta não vai servir. Por quê?
Vou dar um exemplo. Na minha cabeça, como eu já disse aqui, eu tenho uma voz de estimação que fala,
Lela, você é uma anta. Toda hora que eu erro alguma coisa, que eu bato o dedinho na quina da mesa, qualquer coisa assim, essa voz fala, Lela, você é uma anta. Em contraponto, tem outra voz dentro da minha cabeça, que quando eu faço alguma coisa legal, ela fala, nossa, Lela, você é uma gênia, você é icônica, você é uma diva, você é capaz, você é tudo. Essas duas vozes moram na minha cabeça, que elas falam coisas opostas. Qual sou eu? A resposta é que eu não sou nenhuma das dúvidas.
ouvindo elas. Na meditação, você aprende muito isso, assim, a se separar dos seus pensamentos e entender que você é quem ouve eles. Porque ao longo da vida, você vai internalizando várias coisas que te falaram, várias vozes vão entrando na sua cabeça, que não necessariamente refletem o que você pensa. Você nunca teve uma vontade que a gente fala pensamento intrusivo. E se eu jogasse meu celular na janela? Sabe? Você quer jogar o seu celular na janela? Não. Algo dentro de você fez esse movimento. Ou é isso, Lela,
você é uma anta, Lela, você não é capaz, Lela, isso e aquilo, eu penso isso de verdade? Não necessariamente, isso é uma coisa que existe na minha cabeça, mas eu sou quem escuta, eu posso dar o tamanho que esse pensamento tem ou não. Então, da mesma forma que você, na meditação, a gente aprende a não se identificar com os pensamentos e se identificar como quem escuta as vozes que estão dentro da sua cabeça, quem escuta os pensamentos, quem observa que eles aparecem,
Na vida, eu acho que um caminho pra uma resposta de quem é você, que sobra, né, pensando que tudo muda, é pensar quem sou eu diante de tudo isso que pode mudar. Na minha vida, eu já fui isso, isso, isso, eu já pensei dessa forma e dessa, eu já tive amigos assim e assado, eu já morei nesse lugar e nesse. Diante de tudo isso, pensa, senta silêncio e pensa, o que sobrou? O que permaneceu durante tudo isso?
baixos? O que permaneceu? E aí eu não tô falando de pessoas que permaneceram nem nada disso. Tô falando o que dentro de você, você vê como uma constante na sua vida. É um brilho no olhar quando fala de algum assunto em específico? É um gosto específico por alguma coisa? É um jeito de encarar algumas coisas que acontecem na vida? Um jeito de encarar as coisas difíceis? Um jeito de encarar os dias fáceis? Um jeito de ser divertido? O que permanece entre todas essas
coisas que mudam, que inevitavelmente mudam durante a sua vida. Eu acho que esse é um caminho bom. Segundo caminho. Você é a forma que você interpreta e organiza a sua experiência. Isso vai mais para um lugar de criatividade e autenticidade. Temos a máxima que as pessoas falam que é nada se cria, tudo se copia. Inclusive tem um grande best-seller que eu li há muito tempo atrás que se chama Roube como um Artista, que fala que basicamente todo artista rouba ideias de outras pessoas e o segredo é você combinar
elas de formas autênticas. Então, assim, por isso que as pessoas falam que quanto mais referências você coleciona na vida, mais fácil de você criar algo original, porque você consegue conectar, de repente, um filme que você viu com uma obra que você viu no museu, com uma conversa que você teve com um tio no boteco e um copo que você viu no almoço. E aí você cria alguma coisa a partir dessas suas referências. Então, olha que interessante.
Pode ser que outra pessoa tenha exatamente as mesmas referências que você. Ela também foi na mesma exposição, viu?
o mesmo quadro, assistiu o mesmo filme, viu o mesmo copo e conversou com o mesmo senhor no bar. Mas ela não criou algo a partir disso, porque nada disso chamou a atenção dela. Ela estava no celular, ela estava interessada em outra coisa, ela estava estressada quando ela passou, ela detestou o senhor do bar, e aí ela não criou nada a partir disso. Mas algo dentro de você, e é isso que eu disse, que tem algo que permanece, algo dentro de você te puxou para prestar atenção nessas quatro referências, conectar elas de algum jeito no seu cérebro,
que outras pessoas que tenham as mesmas referências talvez não conectem, e criar algo a partir disso, seja um desenho, seja um episódio de podcast, seja um vídeo, seja um texto, sei lá, o que você vai criar. Na criatividade é assim que a gente entende, a gente, me colocando no balaio dos criativos, mas assim, é assim que eu penso, é assim que eu vejo que quem escreve sobre criatividade pensa também, Rick Rubin, Elizabeth Gilbert, até a própria Bell Hooks já falou sobre isso,
capacidade de conectar referências de formas únicas e eu acho que tem algo dentro de você que responde um pouco quem és tu, que sobra quando tudo muda, que é o que te puxa pra prestar atenção em algo que talvez outra pessoa não preste atenção o que te interessa tanto sobre esse livro, que pra outra pessoa a pessoa detestou esse livro o que que faz, eu acho que isso tem muito a ver com quem você é, da mesma forma que a gente organiza referências pra criar coisas novas, a gente também
organiza experiências pra ditar o jeito que a gente vai viver. Então pode ser que tem duas pessoas que passaram pelo mesmo trauma. Ah, um exemplo bom é que outro dia eu tava vendo um documentário sobre irmãos gêmeos e eles estavam falando, agora eu não vou lembrar, se alguém lembrar o nome desse documentário, deixa aí nos comentários do Spotify. Esses dois irmãos, eles são gêmeos, eles cresceram ao mesmo tempo, literalmente nasceram na mesma hora, com os mesmos dois pais na mesma casa e aí colocam eles pra falar dos pais deles. Eles relatam
características completamente diferentes, relatos completamente diferentes, tipo, nossa, minha mãe é muito brava, e o outro fala, nossa, minha mãe é muito carinhosa, sabe? São coisas totalmente diferentes. Então, você pode colocar duas pessoas pra viver as mesmas experiências, os mesmos momentos oceânicos, os mesmos traumas, os mesmos momentos, as pessoas têm algo que organiza a experiência delas de uma forma que só aquela pessoa vai organizar.
Tem até um livro que eu li recentemente, tô falando de um monte de livro, né, gente, mas é que esse papo
Ele é mais antigo do que é o papo mais antigo do mundo, que é quem é você, né? Quem sou eu que estou fazendo aqui? E pra onde eu vou depois daqui? São as perguntas que são mais antigas do que o tempo. Então tem muita literatura sobre isso, assim, principalmente filosofia e literatura mesmo. E aí eu tava lendo aquele livro Véspera, da Carla Madeira. Eu li recentemente, acho que foi em dezembro. E é a história também de gêmeos, que inclusive eles tinham o mesmo nome, e aí só depois que eles viram crianças, né? Acho que eles têm oito anos, que eles
começam a se separar. Cada um tem um nome e começa a viver a experiência. E você vê que um começa a ser completamente oposto do outro. Quando eles mudam o nome, eles começam a ser personalidades totalmente opostas. E viveram sob o mesmo teto, com os mesmos pais, nas mesmas condições, na mesma escola, na mesma sala. E ainda assim, existe um jeito que você organiza as suas experiências. O jeito que você conta as suas histórias. O jeito que você encara os desafios, as sortes, os momentos bons.
que você organiza e entende o que aconteceu com você até aqui, também eu acho que é algo que pode ter alguma resposta do que sobra quando tudo muda. Muitas coisas podem acontecer com você e pra você, coisas boas e ruins. O que permanece através desses altos e baixos, dos acontecimentos? E por que você conta essa história diferente do que outra pessoa contaria se ela estivesse exatamente no seu mesmo lugar? Deu pra entender? Tá muito abstrato, gente.
Enfim, vamos para o terceiro caminho. Vocês estão vendo que eu não estou deixando vocês desacudidas nesse episódio, né? Estou dando vários caminhos. Você escolhe um e vai. Terceira hipótese, tá? Terceiro caminho. Você é a decisão de continuar. E eu quero fazer um episódio inteiro sobre isso. Porque se a gente vai para uma das perguntas que são mais antigas que o tempo, né? Que a gente comentou aqui, que é qual o sentido da vida?
O que eu estou fazendo aqui? A gente pode chegar na conclusão de que a vida não tem sentido. Que essa pergunta não tem resposta.
E ainda assim a gente decide continuar. Mesmo que para você tenha resposta, essa resposta não é comprovada cientificamente. Muitas vezes essa resposta se baseia nos seus ideais, no que você acredita. Então isso também tem a ver com quem você é, como você responde essa pergunta. E aí tem um mito, que eu vou gravar um episódio inteiro sobre ele, que é o mito de Sísifo. Eu acho que se fala Sísifo, mas eu acho impossível falar Sísifo, que eu acho muito feio, então eu vou falar Sísifo, que também é feio,
É um pouco melhor de falar. É um mito grego, da mitologia grega. De um cara, eu não sei direito se ele era um semideus, um deus, um humano, não sei o que ele era. Mas ele foi amaldiçoado, fez umas peripécias lá. E ele foi amaldiçoado com o castigo de ficar preso em ciclo na mesma missão que é rolar uma pedra pra cima da montanha e deixar ela cair, descer e rolar ela pra cima da montanha de novo. E ficar nisso eternamente. Esse é o castigo de Sísifo.
Ele é basicamente uma representação do que é a vida humana, né? A gente faz coisas repetidamente, tem uma rotina, a gente acorda, vai trabalhar, paga as contas, se exercita, não sei o que, come, dorme, acorda, vai trabalhar, todo dia ela faz tudo sempre igual, às seis horas da manhã. Como é o nome dessa música? Alguém lembra? Não vou cantar, porque senão eu começo a cantar em todo episódio e vou começar a perder seguidor, tá?
Todo dia a gente faz tudo sempre igual. Qual é o sentido disso? Por que a gente continua? Por que continuar? Por isso que eu digo, você é a decisão de continuar. Porque mesmo se você olhar para isso, tanto para a rotina, quanto para o mito de sísifo, dele rolando na pedra, deixando cair, e não ver sentido, por que continuar? E aí tem um cara que eu estou super interessada, estou estudando ele, que se chama Albert Camus, que se escreve Camus, que ele fala, é preciso imaginar,
Sísifo feliz. Nossa gente, isso me toca numa profundeza. Toca vocês também? Porque e se a vida for isso mesmo? Uma sequência de mudanças e atropelamentos e coisas que você precisa aprender a navegar e desenrolar e lidar e aprender e se desenvolver pra no fim você chegar em nada? Pra que você vai continuar? Então você também é a decisão de continuar. É preciso imaginar Sísifo feliz. É preciso se imaginar mesmo diante
dessa falta de sentido total, dessa falta de respostas, dessa falta de amparo diante dessas perguntas que dão essa vertigem, essa sensação de queda livre, você conseguir ser feliz, você ter a habilidade, porque é uma habilidade, a gente já falou disso em alguns episódios. Ver beleza na vida é uma habilidade. Vocês lembram de um, até peguei aqui a frase que a gente tinha falado no primeiro episódio do ano do Gostosas mesmo, que foi monólogo, que foi aquele episódio dos figos, que eu falei assim,
Não é especial da sua parte querer coisas e nunca ficar satisfeita. Você acha que todo mundo é tão complacente e ainda assim manter a normalidade, ser feliz, procurar beleza na vida é uma luta. As pessoas supostamente simplores batalham todos os dias para manter a vida significativa. Então essa vontade de ver beleza na vida, essa vontade de se ver feliz diante dessa falta de sentido, falta de amparo, falta de resposta, falta de tudo, também eu acho que responde um pouco
você e quem é você quando tudo pode mudar. E tem uma citação também do Hilke nesse livro que eu citei, que é Cartas a um Jovem Poeta, que ele fala o seguinte, tá? Quero que você escute com os ouvidos atentos. Se o cotidiano lhe parece pobre, não reclame dele. Reclame de si mesmo. Diga que não é poeta o bastante para acessar as suas riquezas. Não é lindo isso, gente? E no final a gente tá indo de volta pra aquele ponto do existe algo que é capaz de te tocar, né? Você olhar
um copo e se inspirar nele e se sentir feliz de ver ele e ele ter algum sentido dentro da sua vida, é um mérito seu e também é, e também faz parte de quem você é, também responde quem você é você é a pessoa que tem capacidade de ser tocada por isso, você é a pessoa que tem capacidade de ser subjetiva, como diz Marina Sena, uma pessoa que é capaz de acessar as sutilezas da vida e se deixar ser feliz, simplesmente pelo prazer de ser tocada pelas coisas da vida, isso também é você
também responde a essa pergunta. E se você se sente desconectado com isso, é isso que ele diz. Não querendo baixar o astral e colocar a culpa em você. Mas não é que a vida não é bonita. É que você não é poeta o suficiente para acessar as suas riquezas. E aqui a gente está falando, obviamente, a gente tem várias camadas que podem facilitar as pessoas terem uma vida feliz ou não. Você pode ter vindo para a vida repleta de privilégios que te facilitam muito ter leveza
vida enquanto outra pessoa tá ralando e não tem nem tempo pra pensar quem és tu, não tem nem tempo de se fazer essa pergunta, quem sou eu? Porque ela tem que trabalhar ali pra garantir o pão de cada dia. Mas cada um na sua realidade tem que individualmente tentar buscar essa felicidade, porque a vida é uma só, né minha gente? A vida é uma só. E eu acho que é uma boa ideia a gente tentar fazer com que a nossa vida seja boa, certo? E por fim, você é as suas escolhas e como você escolhe. E
eu acho que aí a gente volta pro ponto inicial que é, pra você ter clareza do que você tá escolhendo e o que que te faz escolher um caminho ou outro, você tem que se perguntar quem sou eu. Você tem que se perguntar o tempo inteiro, sabendo que você não vai alcançar a resposta. Não tem como você responder isso. Eu acho. Vocês acham que tem como? Porque eu acho que não tem como responder quem é você. Nesse lugar mais filosófico existencial, eu tenho como se você me perguntar na rua, oi, quem é você?
Eu vou responder oi, sou a Lala Brandão. Eu tenho um podcast, uma marca de roupa,
opa, sou influenciadora, vou responder tudo isso, tá? Eu não vou te dar um testão de uma hora. Mas você com você mesma, no seu quarto, quando você tiver aquele momento, assim, de questões existenciais que te tiram do eixo, quem sou eu? Eu acho que essa questão é muito importante de ser recorrente, porque ela é o que eu disse, assim, se você é suas escolhas e como você faz essas escolhas, você precisa ter muita clareza do que você escolheu.
Se a gente voltar naquela parada da amizade, que você nem sabe se faz mais sentido ficar,
dentro dessa relação, dessa amizade. Você escolheu ou você está aí por inércia? Existe uma grande diferença entre uma escolha consciente e uma inércia, porque a escolha consciente você sabe o preço, o custo e o ganho de cada uma das escolhas. E aí você consegue escolher coisas que têm muito mais a ver com você do que, de repente, algo que você está vivendo. E aí, pessoalmente, eu me sinto muito mais próxima de quem eu sou, sabendo que eu nunca vou alcançar,
sou assim, né? Quando eu tenho certeza que todos os lugares que eu tô ocupando, ou a maioria, são lugares que eu escolhi ocupar. Não tô falando de uma forma romantizada. Ai, escolhi ser a princesa de Genova. Não vai dar pra escolher isso, entendeu? Tipo assim, ai, eu escolhi ganhar na loteria. Esse tipo de coisa você não tem como escolher. Mas, dentro das minhas possibilidades, pensando nos prós e contras, pensando no que brilha meu olho, no que me traz uma sensação de expansão, nas escolhas que vão
impactar num futuro que eu acho que vai ser mais gostoso pra mim, mais legal pra mim, mais divertido. Mesmo que isso signifique trabalhar mais agora. E como que você vai conseguir chegar a todas essas conclusões? Vou retomar, tá? Que você é quem percebe as mudanças, quem tá por trás, a consciência de que algo mudou. Você é a forma que você interpreta e organiza a sua experiência. Você é a decisão de continuar. E você é as suas escolhas e como você escolhe. Tudo isso, gente, é da minha cabeça, tá?
vocês concordam ou não, se vocês querem acrescentar alguma coisa, etc. Mas para responder todas essas perguntas e mergulhar um pouco mais nessas reflexões, você vai precisar se escutar. Minha filha, não adianta você querer ouvir outra pessoa, comprar um livro de autoajuda que te responda quem você é. Isso aí é uma cilada. Comprar um curso online que responda quem você é. Seguir um influenciador que vai falar você é isso aqui, você deveria ser isso, você deveria querer isso.
Olha só como a minha vida é perfeita, você deveria ter a minha vida. Isso é cilada.
minha filha, porque nem tudo que funciona pra uma pessoa funciona pra você, e também você não sabe qual é a realidade da outra pessoa, e você não sabe por que ela tá querendo que você acredite nela, tá? Então, você vai precisar se escutar com muita honestidade e coração aberto, e existem algumas formas práticas que você consegue se escutar, que não são, não configuram ficar parada por duas horas meditando e esperando uma iluminação divina, porque isso eu não consigo, imagino que você também não.
em silêncio por 10 minutos numa semana. Uma vez por semana, reservar 10 minutos da sua agenda para simplesmente ficar em silêncio, fechar o olho e observar qual é a velocidade dos pensamentos na minha cabeça. O que eu estou pensando? Quais são as coisas? E aí, quando você conseguir se situar, você pergunta quem sou eu? E vê o que vem na sua cabeça. Vê as respostas que surgem. Porque às vezes você acaba escutando coisas que você nem esperava que habitavam sua cabeça. Às vezes coisas tenebrosas, inclusive. Se prepare.
Outro jeito de se escutar, com presença. Então, está numa exposição, esteja nessa exposição, está numa conversa, esteja nessa conversa, tira o celular de perto. Está cozinhando, esteja nesse momento cozinhando, porque só na presença você vai conseguir escutar as respostas ou os caminhos que a sua cabeça faz. Se você estiver sempre com um vídeo, uma música tocando, uma conversa rolando, sempre conversando com alguém,
sempre preocupada com o trabalho, sempre pensando em alguma coisa prática, alguma urgência, você não vai dar espaço para esses pensamentos virem para a superfície e você conseguir escutar realmente quem você é. Próximo jeito de se escutar, fazendo pausas, isso não precisa nem me delongar, né, gente? Entre uma reunião e outra, olha pela janela por cinco minutos, para de sair de um negócio, ficar na rede social e voltar para o negócio, e ficar na rede social e voltar para o negócio, e ficar na rede social e voltar para o negócio, você não está dando espaço para o seu cérebro,
Depois que tem crise de ansiedade, não sabe porquê. Um monte de coisa empilhada na sua cabeça, sem espaço pra respirar. Deixa respirar. Porque quando você deixa respirar, surgem coisas. Surgem ideias, surgem pensamentos, surgem respostas, caminhos, perguntas, que é o que eu mais amo quando surgem perguntas. Outro jeito, a partir da escrita, você já teve a sensação de acordar com muita coisa na cabeça? E aí você já começa o dia meio assim, sabe? Meio confuso. Confusa, no caso, né, minha filha?
então, escreva. Escreva, porque muitas vezes, durante a escrita, aparecem coisas que você não... E aí, escreva o quê? Não sou eu que vou te responder o que você vai escrever, né? Mas existe um negócio que chama fluxo de pensamento, vocês já devem ter ouvido. Falar que é, basicamente, você sentar, pensar e escrever. Tipo assim, deixar a sua cabeça escrever. Porque, às vezes, quando você faz isso, você dá lugar, sabe assim, você vai esvaziando os pensamentos que estão na superfície, tipo, ai, tô muito cansada, não sei o que, não sei o que. Tá, isso daqui já foi.
com não sei o que. Aí, de repente, você vai escrevendo e vão surgindo coisas depois dessa superfície, depois dessas preocupações do dia a dia, que você não iria ter oportunidade de escutar se você não tirasse esse tempo para escrever o que está na sua cabeça. E aí, você pode, de repente, escrever com quem faz journaling, que é o jeito gringo de falar escrever. Não é bem escrever, né? Mas é esse hábito de escrever. Cultivar o hábito de escrever. Tem um negócio que chama prompts.
journaling prompts, que é tipo assim, perguntas para você partir delas e começar a escrever. E aí, você pode usar quem sou eu como prompt. Você pode escrever na página, quem sou eu? E aí, ouvir na sua cabeça e ir escrevendo sem julgamento, entendeu? O fluxo de pensamento não é para você formular um texto bonito, é simplesmente para você usar a escrita para acessar o seu pensamento. Então, escreve numa página, quem sou eu? Se tudo muda, quem sou eu? O que resta quando tudo muda?
em mim, e vê o que aparece, vê a resposta que aparece, vê se aparecem novas perguntas, novas dúvidas, referências, mergulhe na delícia que é ser você. E a última é através da criatividade, por tudo que eu já falei aqui, conectar referências, conectar angústias, conectar pensamentos, perguntas, muitas vezes fazem obras que traduzem o que você sente, quando nem mesmo você sabe o que você está sentindo. E se você achou que a gente tinha chegado ao fim dessa discussão,
a gente esgotou o que essa discussão tem pra esgotar, que a gente deu conta de tudo, você está errada. Porque a gente tem uma presença inacreditável no podcast, uma coisa assim impensável. Quem é raiz nesse podcast e lembra quando a gente recebia áudios de pessoas no final do episódio falando sobre as suas opiniões, sobre o tema que a gente estava falando? Eu ainda faço isso às vezes quando eu elaboro o tema do podcast e penso, nossa, tem uma pessoa que vai falar
Muito bem sobre esse tema. E aí eu boto o tema. Por exemplo. A última que mandou o áudio. Foi. Ninguém menos do que MC Luana. Num outro episódio nosso. Agora vocês não vão acreditar. Quem mandou o áudio pra gente. Senhoras e senhoras. Divas e divas. Simplesmente com vocês. Vamos ver. O que. Ninguém menos do que. Duquesa. Vamos ver o que a duquesa. A gente não acredita que a duquesa. Está no meu podcast. Vamos ver o que duquesa. Essa diva icônica. Suprema. Maravilhosa. Rainha.
falar sobre esse tema. Quando tudo muda o tempo todo, quem é você? Vamos ver. Pode falar do Kiesa. Queria começar esse áudio falando que Lila, eu te adoro. Adoro esse podcast. Te ouço muito e mais outras mil coisas que eu já te falei pessoalmente. Te adoro muito. Adoro esse trabalho que você faz. E indo direto à resposta, eu sou muito fã de ficar offline. Eu não gosto de consumir, seguir tendência,
que eu precise fazer tantos sacrifícios pra estar dentro daquilo, ou participar de algo, ou me tornar algo, sabe? Eu gosto de coisas que são simples, tranquilas, né? Eu me conecto comigo mesma dessa forma. Eu fico pensando que sempre é bom a gente fazer listas de coisas que são inegociáveis, que eu gosto, que eu verdadeiramente gosto,
poderia fazer uma única vez ou testar pela primeira vez. E tem coisas que realmente eu não gosto. Então, isso me conecta comigo. Saber nitidamente o que eu não gosto e o que eu gosto muito facilita a minha vida. Então, tudo que eu consumo, tudo que eu participo, tudo que eu faço gira em torno do que eu gosto e o que não gosto. E o que eu poderia arriscar pela primeira vez, pela experiência, enfim. Se eu ver que vale a pena, se eu ver que é interessante,
soma comigo, com a minha felicidade, com a minha vivência de ser uma pessoa que é jovem, que tá cheia de energia, que não vá me levar a um lugar que eu possa sofrer, ou que seja tão desgastante pra mim, pra minha saúde mental. Então, isso facilita muito pra que eu me reconheça e seja cada vez mais eu. Eu acho que é isso. Ai, gente, não.
O podcast inteiro poderia ter sido só esse áudio da eduquesa, né? Ela resumiu tudo, basicamente, assim, vários pontos do que a gente falou, só que de um jeito muito mais eduquesa de falar do que eu. Achei muito bonito que ela falou assim, que é, primeira coisa, né? Olha como é bom ter a clareza de quem você é, a partir do que brilha o seu olhar, né? É o que ela disse. Cara, pra mim, ficar offline, primeira coisa, já se conectou aqui, né?
Ficar offline, pausas, né? Silêncio, se conectar consigo mesma. E não seguir tantas tendências.
não se deixar ser levada tanto pelo que está acontecendo fora, para você criar algo autêntico. Então assim, quando a resposta está fora de quem você é, você acaba sendo levada por movimentos de manada também, sabe? Que garantem uma resposta um pouco mais confortável de pertencimento ali também, de você se sentir parte de uma parada que está rolando e tal. Mas isso é você, entendeu o que eu estou dizendo? Primeiro que ela fala que quem ela é tem muito a ver com o que brilha os olhos dela, o que ela quer fazer,
que ela gosta de fazer, que é o que a gente disse, pode ser a mesma pessoa que passa pelas mesmas experiências que ela, mas não necessariamente aquilo puxa ela, aquilo vai puxar essa pessoa, aquilo vai brilhar os olhos dessa pessoa do mesmo jeito que brilha os olhos dela. E aí ela separa em três categorias, que isso eu achei fenomenal, assim. Ela separa em gosto, assim, coisas que eu gosto de fazer, coisas que eu não gosto de fazer.
Então, assim, coisas que se eu fizer vão me afastar de quem eu sou e coisas que eu quero testar,
coisas que eu não tenho nem como dizer se eu gosto ou não gosto de fazer, porque eu não fiz. E aí você vai descobrir experimentando. Então, eu achei essa forma que ela organizou linda, porque é um jeito de você ter consciência e cuidado com essa pergunta sobre quem você é e se conectar com você mesma. De alguma forma, rejeitar e declinar o que não faz parte disso e o que vai prejudicar a sua jornada de conexão com você. E coisas que você ainda não sabe, e eu achei muito boa essa
terceira categoria, assim, de coisas que eu quero experimentar e testar pela primeira vez e ver se eu gosto ou não gosto, porque também é um jeito de você se manter aberta às potenciais mudanças também, né, se manter aberta pra vida, e não se encalacrar numa ideia de quem você é, tipo, ah não, eu não gosto disso, então eu não vou fazer isso, por exemplo, eu, que eu já estabeleci que eu não gosto de trabalhar, não gosto de viajar pra trabalhar, assim, isso foi uma ideia, mas eu já viajei pra trabalhar, não gostei, beleza, mas vai que
Não vou me manter fechada pra isso, entendeu? Eu vou tomar as minhas decisões sabendo que no que eu já sei, eu acho que eu não gosto de trabalhar pra viajar. Mas se entrar alguma coisa que brilhar meus olhos, eu não vou falar não, porque na minha experiência eu não gostei de viajar. Vamos tentar, vamos experimentar. E aí a gente vê como eu reajo e se eu vou continuar fazendo isso ou não, que foi o que a Duquesa falou muito lindamente.
Então, Duquesa, um beijo pra você, minha diva suprema. Se você não conhece a Duquesa, pelo amor de Deus, onde é que você tá?
Bota aí no Spotify Duquesa e vai ouvir as músicas dela. Inclusive, ela tá na nossa playlist, que é pra quando você precisar se lembrar da grande gostosa que você é. Esse é o nome da playlist. Tem músicas da Duquesa ali dentro. E eu tô muito chique, gente, com o áudio da Duquesa no Gostosas Também Choro. O que é isso, gente? Olha onde nós chegou. Tá bom? Nossa, gente, hoje usamos neurônios, hein? Espero que você tenha sobrevivido até o fim desse episódio que eu falei tantos conceitos. Espero que vocês tenham gostado.
Semana? Pô, minha gente, eu vou contar pra vocês. Choro da Semana é o quadro do episódio onde eu falo alguma humilhação que eu passei só pra gente dar risada. E o que aconteceu recentemente? Eu vou mandar o vídeo, inclusive, lá no nosso grupo do Whats, pra vocês verem. Eu e o Vitor saímos num date, na quarta passada, num restaurante que eu queria muito conhecer, que eu já tinha visto um monte de gente falar, que era um restaurante maravilhoso, que parecia que tinha o melhor Cati e Pepe de São Paulo. E Cati e Pepe, pra quem nunca comeu, é um macarrão de queijo com pimenta.
Que é, olha só de falar, minha boca enche de água. Que é o meu macarrão favorito. Pois então, fomos lá. Estávamos comendo, bem-vindos. Tem fotos minhas comendo o meu macarrão Kati Pepe. Quando, de repente, a gente estava lá dentro. O restaurante era tipo... Sabe quando tem uma... Como que eu vou explicar? Era na parte de fora do restaurante que a gente estava sentada. Mas ele era coberto com uma tenda, como se fosse, sabe? Era na calçada que a gente estava sentado.
Mas tinha uma cobertura, assim, de plástico. A gente estava lá. De repente, caos.
Impacto assim. O chão tremeu. O teto caiu. Os garçons que estavam com comida na bandeja. Largaram a bandeja pra trás. Saíram correndo. Todo mundo levantou e saiu correndo. O carro buzinando. O carro acionando o alarme. Um puta do barulho. Bem na nossa mesa. Foi exatamente, precisamente na nossa mesa. E eu e o Vitor levantamos e saímos correndo. Sem saber o que tinha acontecido. O que aconteceu? Coisas que só acontecem comigo. Caiu uma árvore. Caiu uma árvore.
cima da minha mesa. Só que a gente foi poupado porque a cobertura tinha uma estrutura de metal que segurou a árvore, mas caiu uma árvore. Gente, parecia, parecia assim, eu não sei nem dizer, parecia que um carro desgovernado tinha perdido o controle e bateu na gente. Parecia que o mundo ia acabar, parecia um terremoto, parecia tudo de pior, assim. Um susto do caralho. Eu e o Vitor saímos correndo, quando a gente foi ver, tem bombeiro, tem tudo, a rua fechada, um caos, depois
pra gente sair daquele lugar, foi o caos. Eu ainda fiquei pensando, será que caiu em cima do carro do Vitor? Mas não, no caso, o carro do Vitor tava no estacionamento e ficou a salvo. Mas foi isso, minha gente. Estávamos jantando, caiu uma árvore. É mole? O choro da semana. E eu tenho tudo gravado, vou mandar lá no nosso grupo do Atos. Vamos pra obsessão atual? Gente, fiquei envolvida no mito do Sísifo. Fiquei obcecada com essa história.
E aí, junto essa história que ficou no meu inconsciente, com um fato que, assim,
Uma das coisas que eu queria muito cultivar esse ano era o hábito de caminhar. Muitas vezes eu tomo um café à tarde, eu como alguma coisa mais tarde, assim, tipo à noite, e me dá uma vontade de movimentar meu corpo. Só que eu vou fazer o quê, né? Eu moro num apartamento. E aí me deu essa vontade de começar a caminhar, assim, pelas ruas. Só que eu nunca cultivei esse hábito, apesar de eu sempre... Teve uma época que eu andava 10 minutos, e aí eu andava só aqui na frente e fé.
Mas eu nunca consegui cultivar o hábito, assim, da caminhada como uma atividade física.
Física. Porque onde eu moro. É basicamente um. Vales e montanhas. Tipo assim. É um sobe e desce. Desgraçado. Para vocês terem uma ideia. A rua atrás da minha casa. Tem corrimão. É muito íngreme. E aí. Eu nunca tive vontade. De fazer isso. Porque é muito sobe e desce. Eu nunca. Isso para mim. Era um impeditivo. De caminhar. Pois bem. Recentemente. Fiquei com esse negócio. Do sisfo na cabeça. Juntou. Quando eu estava ouvindo. Um podcast. Que a host. Falou. Falei em inglês. Cafuna gente. A podcaster.
em inglês esse termo. Não temos escapatória. A Mona falou que ela tem esse hábito de caminhar e ela mora numa montanha, então ela sobe até o fim da montanha e vem. Aí eu falei assim, uai, por que que eu não pego toda a força que eu tenho, força de vontade que eu tenho no meu corpo, que não é muita, e subo essa montanha? Menina, eu fiz isso um dia, eu tava meio ansiosa, eu falei, sabe o que? Vou botar uma roupinha assim de academia, vou subir essa montanha e depois eu desço, que tem até escada pra descer a montanha depois. E aí eu fiz isso,
achei maravilhoso. E aí eu fiz isso no dia seguinte, e aí eu fiz isso no dia seguinte, e agora temos um novo hábito, que é quando eu estou ansiosa e quando eu tenho tempo, assim, depois que eu acabo de trabalhar, eu subo a montanha atrás da minha casa e eu estou obcecada, eu acordo e já quero acabar de fazer minhas coisas pra subir a montanha. Quem diria, gente? Quem diria que a minha obsessão atual seria subir montanhas? Alguém tem esse hábito?
Aí onde vocês moram é o quê? É plano ou é íngreme? Porque eu sempre morei em lugar íngreme, assim, quando
morava com os meus pais também, a gente simplesmente morava na rua mais íngreme de São Paulo. Dado curioso. E aí eu nunca fazia nada a pé. Nada, porque é muito íngreme, assim. A pessoa chega suada em qualquer lugar que ela vai. Só que como eu agora estou subindo essa montanha com a intenção de suar, então está sendo maravilhoso. Então, minha nova obsessão atual é subir montanhas. Gostaram? A obsessão atual completamente aleatória. Ai, gente, chegamos ao fim do episódio. Espero que vocês tenham gostado.
Queria agradecer novamente Melissa, com o seu divino Melissa X Band, que tá aqui. Olha isso, gente, sério. Maravilhoso. Lembrar vocês que o link tá na descrição do site pra você conhecer este tênis, esse lançamento da Melissa X, da linha de sneakers da Melissa, que chama Melissa X, que é incrível, maravilhoso. Estou obcecada. Todo look que eu faço, eu quero botar esse tênis, que ele é icônico, maravilhoso. E sempre que eu uso, as pessoas me param na rua pra falar, meu Deus, que lindo esse tênis. Aí eu falo, sim, é Melissa X Band.
e eu recebi esse tênis há um mês, mais ou menos, na Melissa. Eu acho que eu devo ter usado um dia sim, um dia não. Assim, o mínimo. Os dias que eu saí de casa, eu quis usar ele. Então, vai lá conhecer o Melissa X-Band. Não esquece que vocês têm desconto com o cupom Lela10. E é isso. Me sigam nas redes sociais. É arroba lela.brandão. Tanto no Instagram quanto no TikTok. Minha marca de roupas é arroba lelabrandão.co ou www.lelabrandão.co. Você tem desconto com o cupom gostoso de chorona lá na minha marca.
E nos vemos na semana que vem. Tá bom? Gostaram desse episódio? Completamente filosófico. Reflexivo. E cabeçudo. Espero que tenha brilhado. Os olhos de vocês. Da mesma forma que brilhou o meu. Tá bom? Então nos vemos na semana que vem. Um beijo. E tchau. Se você ficou até o fim do episódio. E faz parte do seleto grupo das mais mais. Gente. Todo mundo que eu encontro na rua aqui. Quando eu saio de casa. E as pessoas vêm falar comigo.
Tipo assim. Lela. Eu adoro seu podcast. E tal. Todo mundo que vem falar comigo. É do seleto grupo das mais mais. A pessoa já fala assim. Eu sou do seleto grupo das mais mais.
mais mais, inclusive hoje eu estava numa reunião numa empresa e aí era uma sala de vidro assim, e aí eu estava na reunião super séria, quando eu olhei pro lado a diva estava com uma placa escrito eu sou do seleto grupo das mais mais a diva estava no trabalho dela me viu dentro da sala de reunião e veio falar através de uma placa de uma folha sulfite que ela era do seleto grupo das mais mais
as divas que ficam até o fim do episódio, que são as que moram no meu coração, comenta aqui embaixo ou lá no Instagram com o emoji de vaquinha em homenagem ao nosso queridíssimo, maravilhoso, icônico Melissa X-Band de vaquinha, que foi o que eu escolhi. Quando eles me deram as três opções, eu fiquei apaixonada pelas três. Mas na hora que eu vi essa estampa de vaquinha, eu falei, gente, as minhas monas vão passar mal com esse tênis.
Olha que coisa linda, gente. Enfim, comenta aí com o emoji de vaquinha. E é isso, meu povo. Nos vemos na semana que vem.
Um beijo e tchau.
Melissa
Melissa X Bend sneakers